Categorias
ENTRETERIMENTO

Musical sobre Clube da Esquina comove ao conectar ao Brasil de 2022 os sonhos de Milton Nascimento com a família Borges


Em cartaz no Rio de Janeiro, espetáculo reconta a história do gregário movimento pop mineiro com ênfase na irmandade entre os artistas e com emoção que torna irrelevante uma ou outra dissonância histórica. Tiago Barbosa interpreta Milton Nascimento de forma excepcional no musical ‘Clube da Esquina – Os sonhos não envelhecem’
Júlio Mello / Click Fotos / Divulgação
Resenha de musical de teatro
Título: Clube da Esquina – Os sonhos não envelhecem
Texto: Fernanda Brandalise (com base em livro de Márcio Borges)
Direção: Dennis Carvalho com assistência de Thiago Marinho
Direção musical: Alexandre Kassin com assistência de Elísio Freitas
Elenco: Tiago Barbosa (Milton Nascimento), Rômulo Weber (Márcio Borges), Cadu Libonati (Lô Borges), Léo Bahia (Marilton Borges), Marya Bravo (Maricota Borges), Rafael de Castro (Salomão Borges), Vitor Novello (Wagner Tiso), Daniel Haidar (Fernando Brant), Tom Karabachian (Beto Guedes), Gab Lara (Ronaldo Bastos), Celso Luz (Naná Vasconcelos), Eline Porto (Duca Leal), Elá Marinho (Elis Regina), Guilherme Ferraz (Robertinho Silva), Oscar Fabião (Toninho Horta) e Ana Elisa Schumacher (Sofia e Jeanne Moreau)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♪ Espetáculo em cartaz no Teatro Riachuelo, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), de quinta-feira a domingo, até 23 de outubro, com sessão extra em 19 de setembro.
♪ Um sol que evoca a imagem de um trem é a primeira visão do espectador quando o musical Clube da Esquina – Os sonhos não envelhecem entra em cena no palco do Teatro Riachuelo. A imagem simboliza a chegada de Milton Nascimento (Tiago Barbosa), de mala na mão, a Belo Horizonte (MG), terra em que brotaria uma amizade sólida entre o artista, o clã dos Borges e amigos parceiros como Fernando Brant (1946 – 2015).
Mote do movimento pop que seria conhecido como Clube da Esquina, esses laços fraternos são a matéria-prima do musical de teatro, cujo texto de Fernanda Brandalise é baseado no livro Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina (1996), escrito pelo compositor Márcio Borges, um dos personagens centrais da narrativa protagonizada por Milton.
Nove anos após orquestrar Elis, a musical (2013), um dos maiores sucessos do teatro musical brasileiro, Dennis Carvalho dirige espetáculo que emociona ao entrelaçar histórias de amor, música, amizade e política que sensibilizam o público, sobretudo quando estabelecem conexão com o momento de resistência do Brasil em 2022, como em Para Lennon & McCartney (Márcio Borges, Lô Borges e Fernando Brant, 1970), número coletivo puxado pelo ator Rômulo Weber, intérprete de Márcio Borges.
A rigor, essa história começou há 60 anos quando Milton compôs a primeira música em 1962 – Barulho de trem, lançada em disco em 1964 em registro instrumental do Conjunto Holiday – e ganhou impulso a partir do encontro do artista iniciante com os Borges, família que o acolheu com afeto, sob a benção da matriarca Maria Fragoso Borges (1920 – 1996), a Dona Maricota, personagem defendida com humor por Marya Bravo, atriz pouco aproveitada como (ótima) cantora em cena, com direito a um único (meio) solo em Maria Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976).
A parceria com Márcio Borges – iniciada quando Milton e o novo amigo assistem ao filme Jules et Jim (1962) e decidem fazer música, embevecidos pela beleza do longa-metragem do cineasta francês de François Truffaut (1932 – 1984) – foi o primeiro passo de movimento gregário que floresceria no alvorecer da década de 1970.
Com projeção de algumas imagens do filme de Truffaut, o musical enfatiza a amizade verdadeira entre os dois jovens músicos, mineiros de alma e coração, ainda que a origem da personagem principal seja acidentalmente carioca.
Em cena, Tiago Barbosa personifica Milton Nascimento de forma excepcional, escorado em caracterização perfeita que faz o ator evocar a figura do cantor em todas as fases da vida. Embora a voz de Milton seja coisa de Deus, irreproduzível em cena, como fica claro logo na interpretação do primeiro número, Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972), Tiago Barbosa canta bem e tem momento arrebatador ao atingir a profundidade emocional de Caçador de mim (Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá, 1980), já perto do arremate da narrativa, quando Milton busca fugir das armadilhas da mata escura, personificadas pelo apego ao álcool.
Tiago Barbosa comove ao cantar ‘Caçador de mim’ no musical ‘Clube da Esquina – Os sonhos não envelhecem’
Júlio Mello / Click Fotos / Divulgação
Fiel ao espírito gregário da história, o musical Clube da Esquina – Os sonhos não envelhecem se escora na força coletiva de elenco harmonioso. Ainda que haja presenças sobressalentes como a de Léo Bahia, que imprime em Marilton Borges um registro cômico típico do ótimo ator (para deleite da plateia), o espetáculo é regido pela coletividade e, por isso, alcança o coração de estudante do espectador.
O texto flui bem, ainda que com eventuais imprecisões históricas. A mais grave é dar a entender que Elis Regina (1945 – 1982) –um tanto histriônica na interpretação de Elá Marinho – se deslumbrou com a música de Milton Nascimento após ouvir o cantor apresentar Travessia (Milton Nascimento e Fernando Brant) em 1967 no primeiro Festival Internacional da Canção (FIC) quando, na verdade, a antenada cantora projetara o compositor no ano anterior ao gravar Canção do sal (Milton Nascimento, 1965) no álbum Elis (1966).
A serviço da emoção, o texto se desprende da cronologia dos fatos e das músicas, apresentadas fora do contexto original. Clube da Esquina 2 (Milton Nascimento, Márcio Borges e Lô Borges, 1972), por exemplo, é cantada no momento em que Milton grava o álbum Clube da Esquina 2 em 1978, mas, a rigor, a canção fez parte do antológico primeiro álbum Clube da Esquina, gravado em 1972 e assinado por Milton com Lô Borges, personagem confiado a Cadu Libonati.
Nenhuma dissonância histórica impede, contudo, que o musical resulte sedutor ao longo dos dois atos orquestrados com ênfase na irmandade estabelecida entre os jovens artistas com doses de álcool e de esperança no futuro do Brasil. A fluência é notável do início ao fim.
Sob a direção musical de Kassin, assistido por Elísio Freitas, o monumental repertório do Clube da Esquina – e de compositores agregados ao movimento, como Toninho Horta, autor de Beijo partido (1975), memorável solo de Eline Porto no momento da separação da personagem Duca de Márcio Borges – reaparece em cena sem invenções de moda.
Estão lá, intactas, letras e melodias que atravessam gerações com a juventude dos sonhos que nunca envelhecem. O que facilita a interação do público, por exemplo, quando os atores Tom Karabachian (bem como o comicamente tímido Beto Guedes)) e já citado Cadu Libonati (idem como Lô Borges) puxam o coro da plateia em Paisagem da janela (Lô Borges e Fernando Brant, 1972).
Tom Karabachian (Beto Guedes) e Cadu Libonati (Lô Borges) cantam ‘Paisagem na janela’ no musical ‘Clube da Esquina – Os sonhos não envelhecem’
Júlio Mello / Click Fotos / Divulgação
O musical entrelaça humor e fraternidade com política, entranhada em boa parte da dramaturgia. A notícia da morte do estudante Edson Luís (1950 – 1968) – assassinado pela polícia que entrou em confronto contra manifestação estudantil – é pretexto para Tiago Barbosa comover no canto denso de Menino (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1976).
Entram em cena também os ciúmes (logo superados) dirigidos por Márcio Borges a Fernando Brant (Daniel Haidar) no início da parceria de Milton com o letrista lapidar de Saudade dos aviões da Panair / Conversando no bar (1974).
Brant e Márcio se complementaram na obra de Milton Nascimento porque ambos traduziram em palavras precisas a alma do compositor, como deixa claro o balanço existencial da geração, feito nas músicas-irmãs O que foi feito devera (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1978) e O que foi feito de Vera (Milton Nascimento e Márcio Borges, 1978), letradas por um e por outro.
E por falar em Fernando Brant, o dueto de Daniel Haidar com Tiago Barbosa em Bola de meia, bola de gude (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1980) enternece por trazer à cena o menino que ainda mora dentro da alma de todos aqueles jovens que, fazendo música, fizeram história neste musical de teatro que já vem arrebatando plateias desde que estreou em agosto em Belo Horizonte (MG), cidade onde nasceram os sonhos que ainda mobilizam o Brasil em 2022, como ressalta esse espetáculo de espírito gregário, tão fraterno quanto necessariamente político porque outros outubros hão de vir.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Drew Barrymore diz que sua mãe a proibia de comer doces, mas não se importava com maconha e álcool


Atriz falou sobre o assunto durante o primeiro episódio de seu podcast ‘Drew’s News’ com o ator Rob Lowe. A atriz Drew Barrymore posa no tapete vermelho do Globo de Ouro 2017
Jordan Strauss/Invision/AP
A atriz Drew Barrymore disse que sua mãe, Jaid, a proibia de comer açúcar quando era mais nova, mas não se importava com maconha e álcool. O comentário foi feito durante uma conversa com o ator Rob Lowe no primeiro episódio de seu podcast, “Drew’s News”.
A conversa sobre o assunto começa quando Lowe comentou que fica preocupado quando uma criança diz que é proibida pelos pais de comer doces. “Eu sempre soube que havia problemas quando uma criança chegava e dizia: ‘Meus pais não me deixam comer açúcar'”, diz o ator.
“Eu sabia que encontraria aquela criança bufando açúcar. Eu só sabia. Fique atento com o garoto que diz que seus pais não o deixam comer açúcar. Fique de olho nesse garoto”, completou.
Drew, então, continua. “A propósito, você está tão certo, você está tão certo porque minha mãe não me deixava comer açúcar. Studio 54 [antiga casa noturna de Nova York] e maconha e álcool tudo bem, mas ‘não toque nesse açúcar'”, disse.
“E eu enfiava chocolate no meu armário. Todos os outros hábitos estavam à vista, mas o açúcar estava no armário. Literalmente, eu escondia em uma caixa no meu armário”, disse.
Drew ficou famosa ainda criança ao estrear na produção “E.T. O Extraterrestre”, de 1982, e já falou sobre os problemas com álcool e drogas que enfrentou na adolescência. Aos 14 anos, ela já tinha sido internada em uma clínica de reabilitação para tratar da dependência química e alcoolismo.
Semana Pop explica por que estética ‘y2k’ gera preocupação com transtornos alimentares
“

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Arte está morta’: o polêmico boom de imagens geradas por inteligência artificial


Artistas e designers temem que sistemas de inteligência artificial roubem seus empregos e suas criações, mas os responsáveis por esses novos sistemas dizem que tecnologias são apenas ferramentas. Imagens criadas por meio do sistema Stable Diffusion
Stable Diffusion
Revoluções na arte não são novas, mas esta, de algum modo, pode ser terminal.
“A arte está morta, cara”, disse Jason M. Allen ao jornal americano “The New York Times”. Allen foi o vencedor da feira de arte do Colorado na categoria “artistas digitais emergentes”.
Sua obra vencedora, Teatro de Ópera Espacial, foi feito com uso do Midjourney, um sistema de inteligência artificial que permite que imagens sejam criadas a partir de algumas frases, como “astronauta em cima de um cavalo” ou “cachorro com uma flor na boca num retrato ao estilo de Pablo Picasso”.
A vitória deixou muitos artistas furiosos, mas Allen não se abalou: “Acabou. A inteligência artificial ganhou. Os humanos perderam”.
Ele recebeu um prêmio relativamente pequeno, equivalente a R$ 1.500, mas o feito dominou os holofotes da imprensa internacional.
Alguns artistas já temiam que uma nova geração de imagens geradas por meio de inteligência artificial poderia roubar seus postos de trabalho, pegando carona no que aprendeu sobre o ofício ao longo dos anos. “Essa coisa quer nossos empregos e é ativamente um anti-artista”, afirmou RJ Palmer, um artista de arte conceitual para filmes e videogames, em uma mensagem que viralizou no Twitter.
Em suas críticas, Palmer ressaltou como esses sistemas de inteligência artificial podem imitar precisamente artistas e seus traços estéticos.
A produção desses sistemas de inteligência artificial é impressionante, mas eles são construídos com base na produção de criadores de carne e osso. Ou seja, seus algoritmos são treinados com base em milhões de imagens feitas por humanos.
Stable Diffusion, um gerador de imagens de inteligência artificial de código aberto lançado recentemente, aprende a partir de um arquivo compactado de “100.000 gigabytes de imagens” extraído da internet, contou à BBC o fundador Emad Mostaque.
Mostaque, um cientista da computação com formação em tecnologia e finanças, vê o Stable Diffusion como um “motor de busca generativo”.
Ou seja, enquanto as pesquisas de imagens do Google mostram fotos que já existem, o Stable Diffusion mostra tudo o que você pode imaginar com base no que você escreve ou nas imagens que você insere ali.
Arte no piscar de uma inteligência artificial
Os artistas sempre aprenderam e foram influenciados por outros. “Grandes artistas roubam”, diz o ditado. Mas Palmer diz que a inteligência artificial não é apenas como encontrar inspiração no trabalho de outros artistas: “Isso é roubar diretamente sua essência”.
E a inteligência artificial pode reproduzir um estilo em segundos: “Neste momento, se um artista quiser copiar meu estilo, ele pode passar uma semana tentando replicá-lo”, diz Palmer. “Isso é uma pessoa gastando uma semana para criar uma coisa. Com esta máquina, você pode produzir centenas delas por semana”.
Mas Mostaque, do Stable Diffusion, diz que não está preocupado em deixar os artistas sem trabalho. Para ele, o projeto é uma ferramenta como um aplicativo de planilhas, que “não tirou o trabalho dos contadores”.
Então, qual é a mensagem de Mostaque para jovens artistas preocupados com sua futura carreira, talvez em ilustração ou design? “Minha mensagem para eles seria: ‘trabalhos de design de ilustração são muito entediantes’. Não se trata de ser artístico, mas sim de ser uma ferramenta”.
Mostaque sugere que essas pessoas encontrem oportunidades usando a nova tecnologia: “Este é um setor que vai crescer muito. Ganhe dinheiro com esse setor se você quiser ganhar dinheiro. Vai ser muito mais divertido”.
E de fato já existem artistas usando a arte da inteligência artificial ​​para se inspirar e ganhar dinheiro.
A empresa OpenAI diz que seu sistema DALL-E AI (ainda não disponível como o Stable Diffusion) é usado por mais de 3.000 artistas de mais de 118 países.
Artistas temem que sistemas de inteligência artificial roubem seus empregos, mas criadores desses sistemas dizem que tecnologias são apenas ferramentas
Getty Images/BBC
Houve até quadrinhos do formato graphic novel feitos usando inteligência artificial. O autor de um deles chamou a tecnologia de “um colaborador que pode te emocionar e surpreender no processo criativo”.
Mas, embora haja muita crítica sobre a maneira como esses sistemas de inteligência artificial usam o trabalho dos artistas, especialistas dizem que as batalhas judiciais em torno do tema podem ser bastante complexas.
O professor Lionel Bently, diretor do Centro de Propriedade Intelectual e Direito da Informação da Universidade de Cambridge, diz que no Reino Unido “não é uma violação de direitos autorais, em geral, usar o estilo de outra pessoa”.
Bently disse à BBC que um artista precisaria mostrar que a produção de uma inteligência artificial reproduziu uma parte significativa de sua expressão criativa original em uma peça específica de sua arte usada para treinar a inteligência artificial.
Mesmo que provar isso seja possível, poucos artistas terão os meios para travar tais batalhas jurídicas sobre isso.
A Sociedade de Direitos Autorais de Artistas e Designers (Dacs, na sigla em inglês), que cobra pagamentos em nome de artistas pelo uso de suas imagens, está preocupada.
Questionada se os meios de subsistência dos artistas estão em jogo, uma chefe do Dacs, Reema Selhi, afirmou que “sim, absolutamente sim”.
A Dacs não é contra o uso de inteligência artificial na arte, mas Selhi quer que artistas, cujo trabalho é usado por sistemas geradores de imagem para ganhar dinheiro, sejam recompensados ​​de forma justa e tenham controle sobre como suas obras são usadas.
“Não há garantias para os artistas poderem identificar obras em bancos de dados que estão sendo usados ​​e optar por não participar”, acrescenta.
Os artistas podem reivindicar violação de direitos autorais quando uma imagem é extraída da Internet para ser usada para treinar uma IA, embora especialistas em direito autoral disseram à BBC que há diversos fatores que podem impedir essa reivindicação.
Para Selhi, mudanças propostas na lei do Reino Unido tornariam mais fácil para as empresas de inteligência artificial extrair legalmente o trabalho dos artistas da internet – algo ao qual o Dacs se opõe.
Mostaque, do Stable Diffusion, diz entender medos e frustrações dos artistas e designers, e lembra que “já vimos isso com a fotografia também”.
Ele disse que o projeto está trabalhando com “líderes da indústria de tecnologia para criar mecanismos pelos quais os artistas possam fazer upload de seus portfólios e solicitar que seus estilos não sejam usados ​​em serviços online usando tecnologias como essa”.
Deep fakes, pornografia e preconceito
O Google chegou a criar um sistema de inteligência artificial que poderia criar imagens a partir de frases escritas pelos usuários. Chamado de Imagen, ele nunca chegou a ser aberto ao público por causa dos “riscos potenciais de uso indevido”.
O Google alertou que os conjuntos de dados de imagens usados ​​para treinar esses sistemas geralmente incluíam pornografia, refletiam estereótipos sociais e raciais e continham “associações depreciativas ou prejudiciais a grupos de identidade marginalizados”.
Recentemente, o site de tecnologia Techcrunch publicou preocupações de que o Stable Diffusion poderia ser usado para criar pornografia não consensual, os chamados deepfakes (em que o rosto de uma pessoa pode ser inserido sobre o rosto de outra de forma que o usuário não consiga distinguir que aquilo foi forjado).
Mostaque diz que esse tipo de uso antiético “quebra os termos da licença” de sistemas como o Stable Diffusion. Segundo ele, o software já filtra as tentativas de criar “imagens não seguras para o trabalho” (NSFW, na sigla em inglês), com materiais com nudez ou violência. Mas essas barreiras podem ser contornadas porque quem domina tecnologia.
O ônus dessas novidades tecnológicas, diz Mostaque, é “as pessoas fazerem algo ilegal”. Mas argumenta que outras ferramentas existentes também podem ser deturpadas, como, por exemplo, alguém pode usar “a ferramenta de mesclagem do Photoshop para colocar a cabeça de alguém em um corpo nu”.
Arte ou gosma?
O artista de ficção científica Simon Stålenhag escreveu no Twitter que a arte baseada em inteligência artificial ​​revelou um “tipo de gosma secundária… que nossos novos senhores da tecnologia esperam nos alimentar”.
E há alguns grandes nomes ligados ao desenvolvimento da tecnologia. O próprio Elon Musk é um patrocinador da empresa OpenAI, que defende seu sistema DALL-E como um auxiliar para a criatividade humana que produz “imagens únicas e originais que nunca existiram antes”.
Para o artista contemporâneo e radialista Bob-and-Roberta-Smith (o nome pertence a apenas um artista), que já trabalhou em grandes galerias e fará uma instalação artística na Tate Modern de Londres em outubro, a inteligência artificial pode ser uma área interessante de atividade artística, na tradição do mash-up.
Mas Bob-and-Roberta-Smith, que trabalha principalmente com mídias físicas tradicionais, defendeu que legisladores precisam atualizar as normas vigentes “para que ninguém se sinta roubado”, e que o dinheiro não seja simplesmente desviado dos artistas para os bolsos das grandes corporações.
Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62949698

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Woody Allen diz a jornal que pensa em parar de fazer cinema


Diretor falou ao jornal espanhol ‘La Vanguardia’. Ele ainda diz que está produzindo seu 50º filme que está sendo feito na França. Woody Allen
Alessandro Bianchi/Reuters
O diretor Woody Allen, de 86 anos, disse que pensa em parar de fazer cinema e se concentrar em escrever romances. A declaração foi dada ao jornal espanhol “La Vanguardia”, em uma entrevista publicada neste sábado (17).
Allen está na Europa para as filmagens de seu 50º filme, que se passa em Paris, na França, e será todo rodado em francês. Na entrevista da publicação espanhola, o diretor descreve o longa como similar ao filme “Ponto Final – Match Point”, “emocionante, dramático e também muito sinistro”. Ele está divulgando o livro “Gravidade Zero”, que reúne seus textos publicados na revista “New Yorker”, e que será lançado na Espanha no dia 27 de setembro.
Ao ser perguntado se ele escreveria mais memórias, Allen responde que não pensa nisso, mas que poderia se dedicar aos romances.
“Não sei se escreverei memórias, acho que não. Meu próximo filme será de número 50, acho que é um bom número para parar. Minha ideia, em princípio, é não fazer mais cinema e focar em escrever, essas histórias, e, bem, agora mais em um romance, que seria meu primeiro romance”, disse à publicação.
Esta não é a primeira vez que Allen diz que planeja encerrar a sua carreira no cinema. Em junho, durante uma conversa com o ator Alec Baldwin, ele comentou que este 50º filme seria seu último.
“Perdi grande parte da emoção”, comentou com o ator. “Provavelmente farei mais este filme, mas perdi grande parte da emoção, porque não tem o mesmo efeito cinematográfico, não é como quando comecei a gravar.”

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Lady Gaga chora ao cancelar show em Miami por causa de raios durante tempestade; Vídeos


Cantora fazia o último show da turnê ‘Chromatica Ball’, na Flórida. Ela fez o primeiro aviso aos 65 mil fãs sobre os motivos do encerramento da apresentação, quando ainda faltavam seis músicas para acabar o show. Lady Gaga em depoimento no Instagram após fim do show em Miami
Reprodução
A cantora Lady Gaga foi obrigada a encerrar o último show da turnê ‘Chromatica Ball’ na Flórida, neste fim de semana, por causa de uma tempestade com muitos raios ao redor do Estádio Hard Rock, em Miami.
Ainda no palco, já emocionada, ela fez um primeiro aviso aos 65 mil fãs sobre os motivos do encerramento da apresentação, quando faltavam seis músicas para acabar.
“Nós temos que parar o show por um minuto. Por favor, se desloquem calmamente para a área interna do estádio. Não quero botar a vida de vocês em perigo”.
Mais tarde, o show foi cancelado e Lady Gaga, chorando, pediu desculpas em sua conta no Instagram.
“Nós realmente tentamos levar o show até o fim, mas não pudemos porque mesmo que a chuva tenha parado havia muitos raios caindo perto de nós. Eu não sei o que eu faria se alguma coisa acontecesse ao público ou a alguém da minha equipe.”
Em 2017, Gaga anunciou que sofre de fibromialgia, doença que causa dores musculares no corpo. ‘Chromatica’ é o primeiro álbum lançado após a cantora falar publicamente sobre a doença.
Na postagem sobre o fim antecipado do show, Gaga disse que a decisão foi a mais saudável para todos e para ela. “Eu amo vocês e nos veremos na próxima vez no palco”.
Antes do show ser encerrado, alguns fãs se reuniram na parte coberta do estádio e cantaram um dos sucessos de Gaga: ‘Rain on Me’. Enquanto eles cantavam era possível ver e ouvir raios e trovões. Em nota, a administração do estádio disse que o espetáculo foi suspenso para “preservar a segurança dos fãs devido ao temporal”.
A turnê de Lady Gaga começou em julho, na Alemanha. Ela também se apresentou na Suécia, França, Holanda, Reino Unido e Japão antes de chegar aos Estados Unidos.
Initial plugin text
Initial plugin text
Initial plugin text

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Marisa Monte saúda Lupicínio Rodrigues ao reger ‘Felicidade’ na chegada do show ‘Portas’ a Porto Alegre


♪ Marisa Monte vem mantendo a tradição de adicionar ao roteiro do show Portas uma música alusiva à cidade e/ou ao estado por que passa a turnê naquele momento.
Quando o show estreou em João Pessoa (PB), por exemplo, a cantora deu voz à balada soul A lua e eu (Cassiano e Paulo Zdanowski, 1975) para saudar Cassiano (1943 – 2021), compositor de origem paraibana. O público de Brasília (DF) foi brindado com a interpretação de Flor do Cerrado (Caetano Veloso, 1974) enquanto a plateia carioca foi agraciada com a inclusão do samba Vide Gal (Carlinhos Brown, 1996) no roteiro.
Neste fim de semana, o presente foi dado aos gaúchos. Na chegada do show Portas a Porto Alegre (RS), em três apresentações no Auditório Araújo Vianna de 16 a 18 de setembro, Marisa homenageou o compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (16 de de setembro de 1914 – 26 de agosto de 1974) com o canto de Felicidade (1947), toada lançada há 75 anos em disco do Quarteto Quitandinha e desde então regravada por alguns dos maiores cantores do Brasil.
Inédita na voz de Marisa Monte, a canção Felicidade se tornou um dos pontos mais altos de toda a turnê do show Portas – a julgar por vídeo ao qual o colunista e crítico musical do Blog do Mauro Ferreira teve acesso com filmagem do número na apresentação de ontem, 17 de setembro.
“Viva Lupicínio”, saudou a artista carioca após cantar Felicidade, regendo o coro caloroso do público que a acompanhou nessa canção melancólica, mas letrada sem a amargura e o ódio entranhados em boa parte do cancioneiro de Lupicínio Rodrigues.
Por toda a afinação, leveza, emissão lapidar e beleza do número, o canto de Felicidade por Marisa Monte reitera a realeza da artista em momento luminoso da turnê do show Portas.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Coala Festival encerra neste domingo (18) com Maria Bethânia; veja programação e valores de ingressos


Rodrigo Amarante e Marina Sena também estão no line-up do evento no Memorial da América Latina. Maria Bethânia se apresenta neste domingo (18) no Coala Festival
Laecio Lacerda/Divulgação
O último dia de Coala Festival, neste domingo (18), tem a cantora Maria Bethânia como atração principal. Os portões do evento no Memorial da América Latina serão abertos às 11h.
O line-up do dia também tem Chico Chico e Juliana Linhares, Marina Sena, Rodrigo Amarante e Black Alien. Veja abaixo a programação completa.
Ainda há ingressos para as apresentações deste domingo. Os valores são R$ 270 (meia entrada) e R$ 540 (inteira), no site Total Acesso.
Coala Festival 2022
Quando: Sexta-feira (16) a domingo (18), às 11h.
Onde: Memorial da América Latina, portão 12 – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Ingressos: R$ 180 a R$ 540 no site Total Acesso
Marina Sena no palco do Lollapalooza, em São Paulo. Ela se apresenta neste domingo no Coala Festival
Fábio Tito/g1
Confira a programação por dia
Sexta-feira (16)
Palco Principal:
14h: Gustavo Treze
14h40: Tasha & Tracie
15h20: Eunãotodoido
15h55: Liniker
16H45: Peroli
17H20: Gilberto Gil
18h20: Deekapz
18h55: Mayra Andrade
19h50: KL Jay
20h25: Djavan
Palco Coala Club
14h: Afrekassia
15h: DJ Lorrany
16h: DJ Super
17h: Carlos do Complexo
18h: DJ Th4ys
19h: Deekapz
Sábado (17)
Palco Principal
13h: Vitória Nicolau
13h30: Rachel Reis
14h10: Odara Kadiegi
14h45: Ana Frango Elétrico
15h25: DJ Tudo
16h: Alceu Valença
17h: Brime
17h35: BK’
18h20: Ubunto
18h55: Bala Desejo
19h50: Tata Ogan
20h25: Gal Costa, com participação de Rubel e Tim Bernardes
Palco Coala Club
11h: Cremosa Vinil
13h: DJ Mimi
14h30: Lys Ventura
16h: Diogo Strausz
17h: DJ Paulão
18h30: Kenya20hz
Domingo (18)
Palco Principal
12h30: Liz Tibau
13h15: Chico Chico e Juliana Linhares
14h: Miria Alves
14h35: Nego Bala
15h20: DJ Diaz
15h55: Marina Sena
16h45: Barulhista
17h20: Rodrigo Amarante
18h10: Cinara
18h45: Black Alien
19h40: Discopédia
20h25: Maria Bethânia
Palco Coala Club
11h: Lucian Fernandes
13h: Ju Salty
14h30: Cauana
16h: Abud
17h: Millos Kaiser
18h30: Gabto

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Enrique Iglesias beija fã durante show em Las Vegas; veja vídeo

Cantor publicou o vídeo do momento em seu Instagram. Na legenda, ele escreveu ‘Sexta-feira à noite em Las Vegas’. Enrique Iglesias posta vídeo beijando fã em Las Vegas
O cantor Enrique Iglesias deu um beijo em uma fã durante uma apresentação em Las Vegas na sexta-feira (16). O artista postou o vídeo do momento em seu Instagram neste sábado (17). Iglesias é casado com a ex-tenista Anna Kournikova, com quem tem três filhos.
O registro mostra a mulher em cima do palco abraçada ao cantor que beija a sua bochecha, enquanto faz uma selfie. Ela então vira o rosto para alcançar a boca de Iglesias, que permite o beijo por alguns segundos, segurando-a pela cintura. O cantor solta a moça e corre em direção à uma porta.
Na legenda, o cantor escreveu “Sexta-feira à noite em Las Vegas. Vejo vocês hoje à noite”, com a marcação do espaço onde ele se apresenta.
Alguns seguidores lembraram nos comentários que o cantor é casado. Segundo a revista “People”, Iglesias e Anna se conheceram em 2001, na gravação de um clipe e têm três filhos, os gêmeos s Lucy e Nicholas, de 3 anos, e Mary, de pouco mais de um ano.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

g1 ouviu #212 – Por que o Rock in Rio teve que engolir Anitta, Ludmilla e o funk


Podcast mostra a relação tensa entre o Rock in Rio e o funk. Cantora reivindicou mérito e foi uma figura importante, mas não a única a fazer o estilo entrar pelas beiradas até o Palco Mundo. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Ye, rapper antigamente conhecido como Kanye West, diz que não lê ‘livro algum’


Cantor comparou leitura ao consumo de couves-de-bruxelas e disse que prefere conversar. Kanye West no palco do VMA em 2016
Reuters/Lucas Jackson/File Photo
Ye, rapper antigamente conhecido como Kanye West, afirmou que não lê “livro algum” e comparou a leitura ao ato de comer couves-de-bruxelas. A afirmação foi feita no podcast “Alo Mind Full”, publicado na quinta-feira (15).
Durante a conversa com o cantor, um entrevistadores, Danny Harris, falou de um livro sobre pessoas que acreditam que vão conseguir as coisas, mas que Ye não havia lido.
“Na verdade, quando você disse que eu ‘não tinha lido esse livro’, eu não li livro algum. Ler é como comer couves-de-bruxelas para mim. E falar é igual a a comer o ravioli de milho do (restaurante) Giorgio Baldi”, disse o rapper, que mudou oficialmente seu nome para Ye em outubro de 2021.

Fonte: G1 Entretenimento