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Rock in Rio 2022: veja fotos de famosos no 5º dia do festival


Artistas e celebridades foram à Cidade do Rock nesta sexta-feira (9). Isabelli Fontana
Reprodução/Instagram
Isabelli Fontana com Di Ferrero no Rock in Rio
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Ana Clara no 5º de Rock in Rio
Reprodução/Instagram
Ana Clara no 5º de Rock in Rio
Reprodução/Instagram
Jão se apresenta nesta sexta-feira (9) no Rock in Rio
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Fonte: G1 Entretenimento

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5º dia será de pop punk e emo, com Green Day e Avril Lavigne


Programação tem artistas do início dos anos 2000 em momento de volta às raízes, com nostalgia em alta entre novinhos. 5º dia será de pop punk e emo, com Green Day e Avril Lavigne Programação tem artistas do início dos anos 2000 em momento de volta às raízes, com nostalgia em alta entre novinhos. Assista aos shows ao vivo e acompanhe também a página especial. Qual o line-up do Rock in Rio 2022? Veja todas as atrações do festival. Vai para a Cidade do Rock? Sabe como baixar seu ingresso? O guia completo está aqui!

Fonte: G1 Entretenimento

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PM prende homem com credenciais falsas e drogas perto da área do Rock in Rio


O caso aconteceu na Avenida Abelardo Bueno. No primeiro final de semana de festival, a PM prendeu 14 pessoas e apreendeu três adolescentes. Polícia Militar prendeu na quinta-feira (8) um homem levando nove credenciais falsificadas do Rock in Rio e drogas nas imediações do festival
Reprodução
A Polícia Militar prendeu, na quinta-feira (8), um homem levando nove credenciais falsificadas do Rock in Rio nas imediações do festival. Os agentes do 18° Batalhão (Jacarepaguá) também apreenderam com ele papelotes de cocaína, trouxinhas de maconha e comprimidos de ecstasy.
O caso aconteceu na Avenida Abelardo Bueno. O preso foi levado para a 32º DP (Taquara).
Policiais da UPP Escondidinho / Prazeres também prenderam um homem que levava drogas e uma máquina para transações financeiras com cartões.
No fim da noite, agentes do 31º Batalhão (Barra da Tijuca) apreenderam dois menores e prenderam um homem com três cordões furtados. Eles foram reconhecidos pelas vítimas e levados para a 16ª DP (Barra da Tijuca).
No primeiro final de semana de festival, a Secretaria de Estado de Polícia Militar prendeu 14 pessoas e apreendeu três adolescentes, além de recuperar celulares e outros produtos comercializados irregularmente na área externa da Cidade do Rock.

Fonte: G1 Entretenimento

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Roberta Sá encara a sofrência sem chororô na cadência fluente do samba ‘Nossos planos’


Capa do single ‘Nossos planos’, de Roberta Sá
Pedro Butcher
Resenha de single
Título: Nossos planos
Artista: Roberta Sá
Composição: Fred Camacho, Carlos Caetano e Leandro Fab
EP: SambaSá
Edição: Deck
Cotação: ★ ★ ★ ½
♪ Compositor carioca recorrente na discografia de Maria Rita desde o álbum Samba meu (2007), tendo também sido gravado ao longo desses 15 anos por Alcione, Beth Carvalho (1946 – 2019) e Diogo Nogueira, entre outros cantores, Fred Camacho debuta hoje na voz de Roberta Sá. Camacho é parceiro de Carlos Caetano e Leandro Fab na criação do samba Nossos planos.
Inédito em disco, Nossos planos ganha a voz de Roberta Sá em gravação que aporta nos aplicativos de música nesta sexta-feira, 9 de setembro, como segundo single do EP SambaSá, previsto para ficar disponível na íntegra no último trimestre deste ano de 2022, depois que a cantora já tiver feito o registro audiovisual do show SambaSá em apresentação agendada para 24 de setembro, em apresentação no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
O single Nossos planos deixa melhor impressão do que o single antecessor Luz da minha vida, editado em 19 de agosto com samba de Toninho Geraes e Chico Alves que remeteu de imediato a sucessos de Zeca Pagodinho.
Os dois sambas foram formatados em estúdio com produção musical e arranjo de Alaan Monteiro, sob direção artística dividida pela própria Roberta Sá com Pedro Seiler.
O time de músicos arregimentados para a gravação de Nossos planos – André Manhães (bateria), Bruno Gama (pandeiro e repique de anel), Gabriel de Aquino (violão), Jéssica Araújo (tantan e tamborim), Kiko Horta (piano), Marfa (baixo) e Thiaguinho Castro (surdo, cuíca e ganzá), além dos já citados Alaan Monteiro (cavaquinho e coro) e Kiko Horta (piano e sanfona) – inclusive é o mesmo do registro de Luz da minha vida.
Flertando com a sofrência dos pagodes românticos na letra iniciada com os versos “Quando a porta bater e o silêncio gritar / Vai lembrar de mim, vai querer chorar”, o samba Nossos planos flui bem e sem chororô.
Ao contrário: a cadência vai ganhando intensidade que culmina com o refrão composto pelos versos “Não foi por falta de aviso, não / Casa de ferreiro, o espeto é de pau / Deixou o sonho escorrer das mãos / Vai por aí curtir seu Carnaval”, reforçados ao fim da gravação com o coro das vozes de Camila Monteiro, Felipe Abreu e Jussara Lourenço.
Assim como o antecessor Luz da minha vida, o single Nossos planos confirma o movimento de Roberta Sá rumo a um samba mais popular, mas de bom nível.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jessi J curte praia após show no Rock in Rio


Cantora inglesa se apresentou no festival na noite desta quinta-feira (8). Jessi J curte praia após show no Rock in Rio
DELSON SILVA/AgNews
Jessi J aproveitou a estada no Rio de Janeiro para curtir a praia.
A cantora inglesa, que se apresentou na noite desta quinta-feira (8), no Rock in Rio, curtiu a manhã desta sexta-feira (9) em uma praia do Rio de Janeiro.
Jessie J escolheu um maiô vermelho e uma canga branca para aproveitar o dia de sol na cidade carioca.
Jessi J curte praia após show no Rock in Rio
DELSON SILVA/AgNews
Jessie J no Rock in Rio
“Quem está aqui só para ouvir ‘Price Tag’?”, perguntou Jessie J, séria, já perto do fim de seu show nesta quinta-feira (8) no Rock in Rio 2022. Ao ver um mar de mãos levantadas, emendou rindo: “Então, essa música é dedicada para todo mundo, menos vocês”.
Essa piada (e o timing perfeito com que foi contada) resume bem como foi o show da cantora, o último do Palco Sunset neste quarto dia do festival. Ainda cantando bem demais e emotiva além da conta, Jessie adicionou à sua versão popstar um tanto bom de fanfarronice.
A cantora abriu o show com “Do it like a dude”, canção em que diz que pode fazer tudo o que um cara faz. É uma das mais roqueiras e pesadas do repertório, muito por conta da presença do guitarrista brasileiro Mateus Asato. Além de tocar com ela, o músico sul-mato-grossense se apresenta com o Silk Sonic, duo formado por Bruno Mars e Anderson .Paak que levou quatro Grammys neste ano.
Jessie J se mostra mais leve e fanfarrona em seu 3º Rock in Rio

Fonte: G1 Entretenimento

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Veterinário tira dúvidas sobre riscos de dar restos de comida para animais de estimação


Alimentos comuns da dieta humana podem ser tóxicos para os bichos, segundo Anderson Ramos. Veterinário explica se pode dar resto de comida aos animais de estimação
Os animais de estimação são considerados por muitos como um membro da família, mas é preciso lembrar que a comida deles não é a mesma dos seres humanos. Nesta sexta (9), Dia do Veterinário, o especialista Anderson Ramos orientou tutores sobre os cuidados com a alimentação dos bichos (veja vídeo acima).
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Dar alimentos como batata-frita e lanches pode ser prejudicial, alertou. O chocolate, por exemplo, está dentro das listas de alimentos humanos que não devem cair no gosto dos animais.
“Realmente o cacau é tóxico para os animais. Existe muita ocorrência em consultório, principalmente na época de Páscoa. É comum acontecer. O tutor dá um vacilo desse em cima de uma mesa, em cima do sofá, eles vão, comem e se intoxicam”, advertiu.
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Cão da raça golden retriever durante passeio em parque
Reprodução/TV Globo
A alimentação com comidas naturais deve, segundo Anderson, passar antes por um nutrólogo especializado na espécie para que seja avaliado o que atende ou não às necessidades pet.
Vômitos de coloração escura e fezes ralas são alguns dos sinais de alerta, segundo o veterinário, de que pode haver algo de errado na alimentação ou no organismo do pet. “A indicação levar o mais rápido possível esse animal para o atendimento”, declarou
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Fonte: G1 Entretenimento

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Eliete Negreiros declara amor à música do Brasil em coletânea de ensaios sobre ícones nacionais


Cantora e escritora combina análise, informação e afeto em livro que reúne textos sobre nomes como Antonio Carlos Jobim, Arrigo Barnabé, Cartola, Luiz Melodia, Nara Leão e Paulinho da Viola. Capa do livro ‘Amor à música – de Cartola, Paulinho da Viola, Cortázar, Nara Leão, Rogério Sganzerla…’
Divulgação
Resenha de livro
Título: Amor à música – de Cartola, Paulinho da Viola, Cortázar, Nara Leão, Rogério Sganzerla…
Autor: Eliete Eça Negreiros
Edição: Edições Sesc
Cotação: ★ ★ ★ ★
♪ Amor à música é o título preciso do terceiro livro de Eliete Negreiros, escritora formada em filosofia pela Universidade de São Paulo que ouvintes da música brasileira talvez conheçam mais como cantora.
Associada à Vanguarda Paulista, movimento musical deflagrado na década de 1980 por nomes como Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção (1949 – 2003), a artista tem na discografia álbuns como Outro sons (1982), Eliete Negreiros (1986), Eliete Negreiros (1989) e Canção brasileira – A nossa bela alma (1992).
Lançado há 30 anos, este disco ao vivo é a senha para entender o amor da autora pela música do Brasil, mote de livro que compila 52 ensaios escritos por Eliete para as revistas Piauí e Caros amigos entre 2012 e 2014 – aliás, 51, já que o texto intitulado Nelson Cavaquinho, Montaigne… fez parte de outra coletânea de ensaios.
Esse amor vem de longe, precisamente da infância, quando Eliete foi iniciada na música brasileira pelo pai, Eleafar Eça Negreiros, que mostrou à filha o admirável mundo novo dos sambas e marchas de Assis Valente (1911 – 1958) e Noel Rosa (1910 – 1937) – e não por acaso esses dois compositores aparecem no repertório do álbum Canção brasileira.
O amor é a palavra-chave desse terceiro livro de Eliete Negreiros – autora de Ensaiando a canção – Paulinho da Viola e outros escritos (2011) e Paulinho da Viola e o elogio do amor (2016) – porque o afeto pauta cada um dos textos de forma mais ou menos explícita.
Ao discorrer sobre as obras de bambas e ídolos nacionais do porte de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), Baden Powell (1937 – 2000), Candeia (1935 – 1978), Cartola (1908 – 1980), Luiz Melodia (1951 – 2017) e Pixinguinha (1897 – 1973), entre outros nomes relevantes, a autora declara amor a esses ícones da música brasileira sem jamais resvalar na pieguice ou no sentimentalismo em nome da alma brasileira.
A escrita fina e elegante da autora depura os textos e impede que soem como wikipedia quando eles encadeiam informações biográficas sobre o artista enfocado. O livro Amor à música traz (muita) informação confiável, mas o que diferencia é justamente o poder analítico da autora, aliado ao tom pessoa dos textos.
É notável a forma como, no primeiro dos dois textos dedicados a Arrigo Barnabé, Eliete Negreiros resume a revolução estética deflagrada em São Paulo pelo artista paranaense a partir do álbum Clara Crocodilo (1980).
A coletânea traz um ou outro texto de caráter essencialmente didático, caso de Paulinho da Viola e o choro, que servirão como introdução sucinta para leitores que queiram entender os caminhos da música brasileira.
Contudo, é quando a autora se revela, sem nunca diluir o tom analítico e/ou informativo do ensaio, que o livro cresce aos olhos do leitor. Um pouco da alma de Eliete Eça Negreiros salta das páginas quando, por exemplo, a ensaísta conta que teve que parar o fusca branco que dirigia quando foi atingida em cheio pela audição de Pérola negra, a canção de Luiz Melodia apresentada ao Brasil na voz de Gal Costa em 1971.
Enfim, o livro Amor à música destila o que promete o título, combinando análise, informação e afeto. Mesmo que os textos sejam antigos, todos resistem muito bem ao tempo e fazem com que a coletânea amplifique, no Brasil embrutecido de 2022, a delicadeza entranhada e e resistente nas almas mais sensíveis do país.
Eliete Negreiros reúne 52 ensaios no terceiro livro, ‘Amor à música’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Fantasma de Marilyn Monroe esteve presente nas filmagens de ‘Blonde’, diz Ana de Armas


‘Eu realmente acredito que ela estava muito perto de nós. Ela estava conosco’, afirmou a atriz durante lançamento do longa no Festival de Veneza. Ana de Armas no tapete vermelho do lançamento do filme “Blonde”, no Festival de Veneza 2022
Joel C Ryan/Invision/AP
O fantasma de Marilyn Monroe fez sua presença ser sentida durante as filmagens de “Blonde”, uma cinebiografia fictícia de sua vida, jogando objetos ao redor do set quando ficava com raiva, disse a atriz que a interpretou, Ana de Armas, nesta quinta-feira (8).
O filme da Netflix, dirigido por Andrew Dominik, teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Veneza, explorando alguns momentos-chave da vida conturbada de um ícone duradouro de Hollywood.
“Eu realmente acredito que ela estava muito perto de nós. Ela estava conosco”, disse a atriz nascida em Cuba, que precisou de treinamento de voz para disfarçar seu sotaque espanhol e capturar a essência de Marilyn.
As cenas iniciais foram filmadas no mesmo apartamento onde Marilyn, então chamada Norma Jeane Baker, morava com sua mãe doente mental. A cena da morte também foi filmada na mesma sala onde a famosa atriz havia morrido.
De Armas admitiu que sabia pouco sobre Marilyn, um emblema dos Estados Unidos do Século 20, quando aceitou o papel, mas disse que mergulhou no personagem antes do início das filmagens.
“Ela era tudo que eu pensava, ela era tudo que eu sonhava, ela era tudo que eu podia falar, ela estava comigo e era lindo”, disse ela.
“Blonde”, que também conta com Adrien Brody e Julianne Nicholson, é um dos 23 filmes que concorrem ao principal prêmio do festival, o Leão de Ouro, que será entregue no dia 10 de setembro.
Assista ao trailer de ‘Blonde’

Fonte: G1 Entretenimento

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Jessi J compartilha montagem com suas três participações no Rock in Rio; cantora esteve pela 1ª vez no festival em 2013


Inglesa fechou o Palco Sunset na noite desta quinta-feira (8) com um show de pop motivacional. Jessi J compartilha montagem com suas três participações no Rock in Rio; cantora esteve pela 1ª vez no festival em 2013
Reprodução/Instagram
Pela terceira vez no Rock in Rio, Jessi J compartilhou em suas redes uma montagem em que mostra os looks de todas as suas participações no festival.
Sempre optando por uma produção bastante colorida, a cantora inglesa também mostrou a mudança na cor e corte dos cabelos nos últimos anos.
A primeira participação da cantora no Rock in Rio aconteceu em 2013. Na ocasião, Jessi J se apresentou no Palco Mundo, logo após o Jota Quest. Com poucos hits na época, a cantora investiu em alguns covers.
O retorno da cantora ao festival aconteceu em 2019, desta vez, fechando o Palco Sunset. Ali, Jessie apresentou um show com em uma onda bem soul, com mais voz e menos pose.
Nesta quinta-feira (8), em sua terceira participação no festival, Jessie J se mostrou mais leve e fanfarrona ao longo da apresentação, que novamente, fechou o dia do Palco Sunset.
Jessie J se mostra mais leve e fanfarrona em seu 3º Rock in Rio

Fonte: G1 Entretenimento

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Pessoas com deficiência apontam problemas e pontos positivos da acessibilidade no Rock in Rio


Visitantes PCDs reclamaram do número disponível de cadeiras de rodas, da falta de sinalização, de banheiros sem fiscalização e da distância da área de cadeirantes para o Palco Mundo. Como pontos positivos, fãs elogiaram linguagem de libras, espaço ‘Sinta o som’ e pulseiras de identificação. Público passa cadeira de rodas perto do Palco Sunset
Marcos Serra Lima/g1
O Rock in Rio chega ao seu quinto dia nesta sexta-feira (9) e, ao longo do festival, o g1 conversou com pessoas com deficiência (PCDs) que apontaram erros e acertos do evento em relação a acessibilidade.
Entre as críticas estão reclamações sobre número disponível de cadeiras de rodas, da falta de sinalização, dos banheiros sem fiscalização e da distância da área para cadeirantes para o Palco Mundo. Já os elogios foram para a tradução dos shows para a linguagem de libras nos shows e o serviço “Sinta o som”, um espaço para deficientes auditivos sentirem a vibração do palco e as pulseiras de identificação.
A advogada Cintia Queiroz durante o show do Alok, na área PCD
Arquivo pessoal
Ao longo das edições, o Rock in Rio era tradição na família da advogada Cintia Queiroz, de 46 anos. Neste ano, o festival tinha um significado diferente: a comemoração por ela estar viva, agora como uma pessoa com deficiência. Mas ela diz que a acessibilidade do evento não foi como ela esperava.
No sábado (3), Cintia foi com a afilhada e os primos para assistir ao show do Post Malone, headliner do Palco Mundo. Com uma lesão permanente e uma prótese na coluna, ela contava com a cadeira de rodas fornecida pelo festival, mas, ao chegar, não havia mais disponíveis.
“Estávamos combinando isso (o festival) desde que eu tive alta do hospital em 2020. Era nossa comemoração por eu ter sobrevivido a uma infecção extremamente resistente, a quatro cirurgias na coluna e quase quatro meses de internação no hospital.”
A organização do festival informou que tem mais de 80 cadeiras disponíveis e que o empréstimo ao público é feito sob demanda (leia mais ao final desta reportagem).
Cintia Queiroz e alguns dos familiares que foram com ela ao Rock in Rio
Arquivo pessoal
Cintia explica que chegou às 13h no Shopping Metropolitano para garantir a “tag” de acesso ao estacionamento preferencial, mas a funcionária só encontrou com ela depois de 14h – horário da abertura dos portões.
A advogada ainda sentiu falta de pessoas do evento que soubessem lhe informar como chegar até o estacionamento, assim como se guiar dentro do evento para as áreas PCD até a hora da saída. Em meio ao trânsito na Avenida Abelardo Bueno, foram duas horas até Cintia conseguir parar o carro.
“Quando cheguei lá, não tinha mais cadeiras de rodas. Ali eu quase chorei, porque eu falei: ‘Ferrou, não vou conseguir ficar no evento. Como eu vou ficar no evento sem conseguir sentar no chão, sem conseguir andar muito?’”, relembra.
Devido à lesão ser recente, Cintia ainda sente bastante dor ao fazer esforço. Ela então teve a ajuda dos familiares para se deslocar pelo festival e localizar a área PCD para cadeirantes. A advogada conta que ficou a maior parte do tempo sentada em um sofá, próximo a um restaurante.
“A ideia é melhorar o que eles estão fazendo, é deixar mais fácil, porque eu tenho limitações, mas não são tantas assim, imagino quem tem muita limitação como deve ser difícil”, descreve.
Cintia e a família dela no Rock in Rio
Arquivo pessoal
Falta de kits para PCDs
A falta de sinalização para se deslocar do Shopping Metropolitano até o estacionamento do festival também foi um problema enfrentado pelo programador Cristiano Lopes, na sexta-feira (2). O carioca, de 28 anos, deixou a própria cadeira de rodas no carro para usar a que seria oferecida pelo evento, mas também já estavam esgotadas quando ele chegou.
Cristiano Lopes no Rock in Rio na sexta-feira (2)
Arquivo pessoal
“Precisava da minha cadeira, o evento não tinha cadeiras disponíveis para me oferecer”, afirma. O jovem teve que retornar ao estacionamento para buscar a cadeira de rodas. Nesse meio tempo, ele perdeu shows que gostaria de assistir, como o do Matanza, do Ratos de Porão e do Sepultura.
Já Caio Sonegheti Marinato, de 20 anos, que veio de Linhares, no interior Espírito Santo, com a mãe, a professora Sabrina Sonegheti, de 39, conta que conseguiu o acesso ao kit de acessibilidade – inclusive um triciclo para o deslocamento – após colocar o nome na lista de espera no sábado – dia em que foi ao Rock in Rio. Ele conta que isso transformou a experiência do festival para ele.
“Com o kit livre, chegou dar quentinho no coração, porque vi Caio totalmente independente e feliz circulando pelo evento. Pensei: ‘Que maravilha’. Meu relógio marcou que andamos quase 16 quilômetros lá dentro, é muito e seria impossível sem o kit livre”, descreve a mãe.
Caio Sonegheti Marinato, de 20 anos, na Cidade do Rock
Arquivo pessoal
Deslocamento pelo festival
O dia até chegar ao Rock in Rio foi longo para Caio e Sabrina. Eles saíram de casa à 1h30 para pegar um avião em Vitória, antes de 5h30. O Rock in Rio foi um presente atrasado do aniversário de 18 anos do jovem.
Só que, chegando ao festival, antes de 16h, Caio enfatiza que a lotação do festival prejudicou o deslocamento pelo evento.
Porém, ele ressalta que a pulseira de identificação “cumpriu o seu papel”, para não enfrentar filas nos estandes e nos espaços de comida.
Caio com equipamento disponibilizado pelo evento
Arquivo pessoal
Na saída, ele precisava de um carrinho para levá-lo junto com a sua mãe até o ônibus do evento, mas lidou ainda com a falta de sinalização e de informação da equipe. Caio afirma que teve que andar cerca de 2 quilômetros até chegar ao ônibus.
“Se fosse ano passado, que não estava amputado, eu não ia conseguir andar, não sei como eu ia sair de lá.”
Caio teve um câncer ósseo aos 10 anos e, em fevereiro deste ano, amputou a perna direita, que já não era mais funcional e lhe causava dores crônicas.
No ônibus Primeira Classe, outro problema: o motorista queria deixá-los a sete minutos do Aeroporto Santos Dumont, alegando que seria o ponto final. Após reclamações dos passageiros, eles conseguiram chegar ao destino desejado.
“Queria que o atendimento aos PCDs fosse melhor. Vejo que meu filho aceita essas falhas porque, se não for assim, não faz nada. Mas, como mãe, quero para ele um mundo sem barreiras e, quando não for possível, que ele tenha os meios de ultrapassá-las”, diz Sabrina.
Caio e Sabrina no Rock in Rio
Arquivo pessoal
Banheiros sem fiscalização
O festival disponibiliza uma pulseira de identificação para PCDs. Só que, no Dia do Metal, Cristiano reparou que não havia fiscalização para o banheiro preferencial. Com isso, o carioca afirma que situações de desrespeito e até mesmo a entrada de casais, sem a pulseira, nesses espaços.
Já Caio exaltou o espaço dos banheiros para cadeirantes: “O banheiro cumpriu o que um banheiro PCD tem que ter, tinha barra, era enorme, [a pessoa] conseguia se deslocar de cadeiras de rodas, de muletas”.
Pulseira PCD
Arquivo pessoal/Caio Sonegheti Marinato
Distância do Palco Mundo
O estudante paulista Vagner Augusto, de 22 anos, saiu de excursão de Guaratinguetá, em São Paulo, com os pais para assistir ao Iron Maiden, na sexta-feira. Foram cinco horas de ônibus até o Rio. Ele queria ficar o mais perto possível dos ídolos.
Na entrada do Rock in Rio, o primeiro problema: ele não conseguiu entrar primeiro que os demais visitantes do festival. O evento havia informado que a fila preferencial entraria antes das pessoas que tinham o Rock in Rio Club, às 13h30, mas só foi liberada às 14h, junto ao restante do público.
Ao encontrar a área PCD destinada a cadeirantes no Palco Mundo, ele diz que se frustrou com a distância para o palco. A organização, entretanto, alega que era a distância autorizada pelos bombeiros (veja no fim da reportagem as explicações do evento).
Vagner Augusto no Rock in Rio
Laura Rocha/g1 Rio
Visão da área PCD para cadeirantes
Arquivo pessoal/Caio Sonegheti Marinato
Área PCD para cadeirantes
Laura Rocha/g1 Rio
‘Sinta o Som’ e libras
Kitana Dreams comemora shows com acessibilidade no Rock in Rio
Stephanie Rodrigues/ g1
A drag queen Kitana Dreams, que é surda, afirmou que ficou emocionada e contente em poder assistir aos shows com intérpretes de libras – a Linguagem Brasileira de Sinais.
“Eu já vim em outras edições do Rock In Rio e essa é a primeira vez que vejo com intérprete de Libras. Eu fico emocionada e muito feliz de ver que eles estão dando essa importância pra acessibilidade de pessoas surdas. Mesmo em outros festivais grandes, eu não vejo muito essa dedicação e o Rock In Rio está levantando essa pauta de uma forma muito positiva”.
Já a biomédica Vanessa Terra, de 33 anos, que é surda bilateral e usa aparelho auditivo e implante coclear. Mas, no festival, ela teve dificuldades de encontrar, na sexta-feira, a área destinada a pessoas com deficiência auditiva e visual: “Sinta o Som”.
Vanessa Terra na área PCD destinada a pessoas com deficiência visual ou auditiva
Arquivo pessoal
“Nesse posto de acessibilidade, não obtive resposta. Havia poucos funcionários atendendo e um deles me disse que outra pessoa que não estava no local poderia me dar informações sobre essa área”, relembra.”
Vanessa conta que teve que procurar o espaço por conta própria e só conseguiu entrar nele 15 minutos antes do show do Iron Maiden, a penúltima atração da noite.
Apesar dos problemas, ela exaltou o local, em que os ouvidos dela conseguiram captar perfeitamente o som, próximo aos ídolos dela.
“No final deu tudo certo, só fiquei chateada pelo perrengue de chegar até lá e faltando 15 minutos para ver a minha banda preferida”, conta.
Já no domingo (4), uma outra visitante teve uma experiência positiva nessa área. Ela tem visão monocular, e teve auxílio de um funcionário para ajudá-la a entrar no local e acompanhar os shows que queria.
A jovem ainda ressaltou que, no espaço, o som era bem alto e havia bastante vibração, o que ajudaria pessoas com deficiência auditiva.
Vanessa com o baterista da banda Dream Theater
Arquivo pessoal
O que diz o festival
O g1 entrou em contato com o Rock in Rio a respeito dos problemas relatados e perguntou sobre possíveis mudanças para os próximos dias.
A organização do festival informou que existem 40 cadeiras de rodas motorizadas, 40 cadeiras manuais e ainda 6 scooters, ou seja, 86 cadeiras para empréstimo, que é feito sob demanda.
Disse ainda que a equipe de apoio foi reforçada e está sendo aumentada para a operação dos próximos dias, de modo a melhorar ainda mais o atendimento ao público PCD.
Sobre a distância da plataforma para o Palco Mundo, os organizadores explicam que essa é a distância segura liberada pelos Bombeiros. Ela fica lateralizada por medida de segurança, caso seja preciso esvaziar o local em uma emergência.
A organização informou ainda que a plataforma tem uma boa visibilidade do palco e fica próxima à saída de emergência e a banheiros acessíveis.

Fonte: G1 Entretenimento