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25 moradores de SP relatam ter caído em golpe de ingresso para Rock in Rio: ‘Era pessoa da minha rotina, não tinha como desconfiar’


Vítimas contam ter feito pagamentos entre R$ 100 e R$ 1.500. Suposto golpista teria recebido ao menos R$ 19 mil. Ele prometia credenciais para três dias dos festivais, se comprometia a fechar hospedagens e passagens para o Rio de Janeiro, mas nunca entregou nada do que prometeu. Movimentação durante o festival Rock in Rio 2022 no Parque Olímpico do Rio de Janeiro (RJ), nesta Quinta-feira (05).
DHAVID NORMANDO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Nesta sexta-feira (9), um grupo de 25 pessoas que vive na cidade de São Paulo deveria estar a caminho da Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, para curtir o segundo fim de semana do Rock in Rio, mas um problema impediu que a viagem acontecesse: todos eles caíram em um golpe que foi supostamente articulado por um amigo que conheciam há quase um ano. Apesar da promessa, não havia ingressos, passagens nem hospedagem.
Elas acusam Douglas Soares, de 30 anos, de ter extorquido mais de R$ 19 mil prometendo pacotes e ingressos para o festival. O g1 tentou localizar Douglas, mas, até a ultima atualização desta reportagem, não teve retorno.
Das 25 vítimas, 9 afirmaram ter registrado um boletim de ocorrência sobre o caso. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que 4 casos estão sendo investigados. (veja no final da reportagem)
Como funcionava o esquema
Douglas se aproximava das vítimas em bares, baladas e por aplicativos de relacionamento
Ele afirmava que trabalhava em uma agência de marketing que prestava serviços para o festival e tinha direito a credenciais para três dias do Rock in Rio
O suposto golpista cobrava uma taxa que seria para as hospedagens das vítimas
Douglas se oferecia para comprar as passagens das vítimas de ônibus pelo cartão de crédito dele, e elas repassariam os valores depois
Douglas nunca enviou nenhum comprovante às vítimas da compra das passagens, da hospedagem nem os ingressos
Em todos os casos ouvidos pelo g1, ele conhecia as vítimas há quase um ano
A história viralizou quando uma das vítimas decidiu publicar no Twitter uma thread sobre o golpe. Muitos internautas questionaram por que alguém acreditaria em uma oportunidade de pagar um preço muito abaixo do normal para o festival que já estava com praticamente todos os dias esgotados, e a resposta foi: eles eram próximos de Douglas, que se mostrava confiável.
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As vítimas, que não se conheciam antes do golpe, relatam ter pago entre R$ 100 e R$ 1.500. Em todos os casos, Douglas teria se aproximado deles em bares, principalmente no Bar da Beth, no Centro de São Paulo, por amigos em comum ou até mesmo por aplicativo de relacionamento e, após um tempo, passou a oferecer um suposto pacote para o festival com ingressos e hospedagem.
Ele dizia trabalhar em uma agência de marketing chamada Chacur. O suposto golpista afirmava que estava prestando serviços para o festival e, por conta disso, os funcionários tinham direito a uma cota de ingressos disponíveis. O g1 procurou e não localizou nenhuma agência em São Paulo com este nome.
Douglas apresentava para as vítimas um esquema em que elas ganhariam uma espécie de credencial para três dias de festival, do dia 9 ao dia 11, que terá apresentações como Green Day, Avril Lavigne, Coldplay, Megan Thee Stallion e Dua Lipa.
Ele oferecia hospedagens a partir de R$ 100 e também se oferecia para pagar passagens em seu próprio cartão de crédito. Depois, as vítimas repassariam os valores para ele. Douglas nunca enviou nenhum documento que comprovasse que tinha realmente comprado as passagens ou pago as hospedagens.
‘Era uma pessoa que fazia parte da minha rotina’
“Conheci ele há mais ou menos um ano, em um bar no Centro de São Paulo. Como eu poderia adivinhar que uma pessoa que fazia parte da minha rotina iria me aplicar um golpe? Ele foi se aproximando, começou a mandar mensagem, convidando para sair e tal, um amigo presente de verdade, que me mandava mensagem todos os dias, perguntava como estavam as coisas. A gente realmente ficou bem próximo, então eu não desconfiava”, afirmou a artista e tatuadora Gleyce Hellen Lopes Barbosa, de 30 anos.
Ela conta que ele propôs o negócio do Rock in Rio em julho. “A garantia dele eram ingressos para um fim de semana do festival com desconto porque a agência que ele trabalhava tinha uma parceria e estava levando as pessoas. Só que eu transferi o dinheiro que ele pediu e não tinha nenhum retorno se estava tudo certo e tal. Ele falava que a agência levaria poucas pessoas e, ele mesmo preferia dar prioridade para pessoas pretas, tanto que todas as vítimas são pretas.”
Hellen perdeu R$ 164, que segundo o suposto golpista, não eram referentes ao ingresso do festival, mas sim para “garantir que ela entrasse no evento”. Ela também apresentou a proposta a uma outra amiga, que transferiu cerca de R$ 700.
“Quando ele me falou dos ingressos, eu perguntei se poderia chamar uma amiga, ele disse que sim. Ela acabou aceitando e gastou mais de R$ 700 nas supostas hospedagens e passagens que ele tinha prometido. Ela tinha até me questionado se ele era de confiança, e eu falei sim. Fui meio intermediária assim, sem saber. Fiquei me sentindo mal e paguei o valor para ela”, afirmou.
Print da conversa de Helln com Douglas.
Arquivo pessoal
O ator Basílio Ludovico, de 29 anos, foi apresentado a Hellen pelo suposto golpista em uma festa. Ele e Ódin Ribeiro Costa, de 31 anos, massoterapeuta que se identifica como pessoa não binária, conheceram Douglas em maio, através de um amigo.
“Conheci ele através de meu maride, que conheceu ele pelo Bruno, então, de certa forma, isso gerava confiabilidade. Ele foi se aproximando cada vez mais, ficando presente, toda semana a gente saía. Ele frequentava a nossa casa, então não tinha como desconfiar”, afirma Basílio.
Para o ator, Douglas também afirmou que trabalhava em uma empresa de marketing que estava fazendo ações para o evento e, por conta disso, tinha ganhando pulseiras da produção.
“Ele começou a contar que tinha parceria com uma rede de hotel e todos os funcionários da agência tinham direito a três ingressos, um dele e os outros para dois acompanhantes, para três dias de festival. Inicialmente, ele disse que os ingressos eram de graça, mas precisaríamos pagar um valor referente a uma diferença na hospedagem, e as passagens ficariam por nossa conta.”
Basílio transferiu R$ 197 que seriam destinados à hospedagem citada por Douglas. Alguns dias depois, o suposto golpista disse ter encontrado promoções de passagem rodoviária para o período em que estariam no Rock in Rio. “Ele apareceu perguntando se a gente toparia fechar essas passagens, mas eu estava sem dinheiro na época e avisei para ele. Nisso, ele se ofereceu para pegar no cartão dele, e a gente poderia ir pagando as parcelas.”
A vítima aceitou e, quando recebeu dinheiro, transferiu R$ 400 para Douglas, referentes às passagens.
Douglas oferecendo passagens para o evento.
Arquivo pessoal/ Basílio Ludovico
“A gente começou a estranhar quando demorou para aparecer confirmações das coisas. O QR do ingresso, confirmação da compra da passagem. A gente cobrava as coisas, ele dava umas desculpas, mas passava tanta confiança que íamos acreditando. Ele falava que já tinha sido encaminhada uma lista de pessoas que iriam ao festival pela agência, e que estava só esperando a confirmação do patrocinador”, afirmou.
Bruno Nascimento, de 32 anos, foi quem apresentou Douglas a Basílio. Eles se conheceram há quase dois anos também no Bar da Beth. “Ele era o amigo mais próximo que eu tinha na capital, a gente se falava todos os dias, ele estava sempre na minha casa. Nunca tinha desconfiado de nada justamente por isso, eu ainda estou bem mal com a situação, ele conheceu algumas das pessoas que ele deu o golpe a partir de mim”, afirmou.
Bruno conta que a proposta envolvendo ingressos do Rock in Rio surgiu em novembro do ano passado e ouviu a mesma história contada para as outras vítimas. Douglas informou que o ingresso era uma cortesia da suposta agência e que passaria as passagens e estadia em um cartão dele mesmo. Depois a vítima poderia ir pagando aos poucos. Bruno transferiu cerca de R$ 400 para Douglas.
Já tinha havido isso de comprar ingressos no show da Ludmilla e não me devolver o dinheiro, mas abstraí, não tinha entendido como um golpe na época”, afirmou. Eles tiveram contato pela última vez em 29 de agosto, quande, segundo Bruno, Douglas “mandava áudios chorando e dizendo que ele fez muito mal para muita gente, que ele iria tentar conquistar minha confiança de novo”.
Esquema de pirâmide
Após desconfiarem que tinham caído em um golpe, Hellen e Basílio criaram um grupo para se mobilizar e localizar Douglas. Em 27 de agosto, Basílio publicou um vídeo em uma rede social para alertar sobre os golpes envolvendo o Rock in Rio e foi procurado por outras pessoas que contaram ter passado pela mesma situação e também vítimas de Douglas.
Atualmente, cerca de 25 pessoas fazem parte do grupo organizado por Hellen e Basílio. Todos eles relatam a mesma situação: conheciam Douglas há algum tempo, ele era um amigo presente e ofereceu os ingressos para o festival, sempre dando à pessoa a opção de convidar mais um amigo.
“Era sempre assim, ele falava com o amigo mais próximo sobre os ingressos, essa pessoa puxava mais dois amigos, e ia seguindo dessa forma. Quando você tem um amigo, e ele te apresenta alguém que conhece há tempos, existe uma confiança. Emprestávamos dinheiro, confiávamos nas palavras”, afirma Basílio.
Willian Carlos, por exemplo, conheceu o suposto golpista numa balada há sete meses e, após isso, apresentou o rapaz para o primo. “Logo passamos a nos encontrar todos os finais de semana praticamente. Depois de um tempo, ele nos ofereceu os ingressos para o Rock in Rio e comentei com meus amigos. E todo mundo fez o Pix para ele. Com o passar dos dias, ele ia adiando cada vez mais de nos passar ingressos, comprovantes, etc. Até que, do nada, ele sumiu de tudo”, afirmou.
Aplicativo de relacionamento
Uma vítima, que prefere não ser identificada, conheceu Douglas por um aplicativo de relacionamento no começo deste ano. Em março, ele fez a proposta do Rock in Rio. “Ele ofereceu passagem de ônibus, mais hospedagem e traslado do hotel até o evento por R$ 221, na época eu não desconfiei porque a gente estava se relacionando, então fazia sentido, ainda mais por ele dizer que trabalha em agência.”
A vítima afirma que começou a desconfiar porque não chegavam informações sobre o evento e, depois que eles deixaram de se relacionar, cobrou a devolução do dinheiro repassado. “Eu estava desempregado, então precisava do valor. Fiquei praticamente um mês mandando mensagem, insistindo para ele devolver. Eu falei que ia até a casa dele, aí transferiu o valor de volta.”
Ingressos barateados
As vítimas ouvidas pelo g1 relataram que não desconfiaram dos valores cobrados pelos ingressos porque Douglas repassava a proposta como uma espécie de “credencial”. Além do fato de que o conheciam “há muito tempo”.
“Ele conhecia muita gente e estava sempre inserido em um grupo de pessoas muito influentes e, de fato, já tinha nos levado para alguns eventos. Então eram mais ações que geravam uma confiança. Eu sou ator, de certa forma estou inserido no meio artístico e sei que, de fato, coisas desse tipo acontecem, um acesso Vip, alguém conseguir acesso, então não era algo que fugia da realidade”, afirma Basílio.
“A pauta racial também entrou como uma questão para manobrar emocionalmente essas pessoas, a maioria das vítimas são pretas e LGBTQIA+. E, por ele também ser uma pessoa preta, é um lugar muito delicado você acusar alguém do nosso próprio grupo. São questões muito complexas”, continua.
Vítimas registraram B.O.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que “um dos casos citados é investigado pelo 34º Distrito Policial da Vila Sônia, na Zona Oeste, que instaurou inquérito policial. As vítimas estão sendo chamadas para prestarem esclarecimentos que possam auxiliar na elucidação dos fatos”.
Afirmou também ter ocorrências investigadas pelo 62º Distrito Policial de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste, e outros dois casos no 77º Distrito Policial da Santa Cecília, no Centro de São Paulo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Quem é MD Chefe? Rapper chega ao Rock in Rio pra mostrar sua ‘moda casual de luxo’


Carioca é nome forte do trap, estilo mais grave e arrastado do rap. Ele canta a vida no Rio sem censura e representando o ‘trap trajadão’ da cidade após ser premiado no BET Awards. O rapper carioca MD Chefe estreia no Rock in Rio nesta sexta-feira (9) após ganhar o prêmio de artista revelação internacional no BET Awards.
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The Weeknd, Will Smith e Zendaya foram alguns dos vencedores da edição de 2022 da premiação, que celebra astros e atletas negros na música, cultura e do esporte. A cerimônia aconteceu em junho, nos Estados Unidos.
Quem é MD Chefe?
MD é Leonardo Dos Santos Barreto, rapper de 22 anos. Ele cresceu na comunidade do Fallet-Fogueteiro, na Zona Norte, e se destacou em batalhas de rima no Rio, ainda com o apelido de Madruginha.
Ele se encaixou em uma geração de MCs de trap que cantam a vida na cidade sem censura. MD faz um rap com um pouco de funk e letras que exaltam o “lifestlye” – como ele diz, a “moda casual de luxo”.
O cantor de voz grave é fã das camisas da Lacoste, exaltadas nas músicas. Seus fãs se revoltaram quando a empresa lançou uma campanha no Brasil cheia de artistas brancos de classe média, sem o MD.
Foi tanta indignação que a marca se rendeu à quebrada e assinou um contrato de publicidade com o MD Chefe. É com essa moral que ele entrou em 2022.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jão: ídolo do ‘pop sofrência’ estreia no Rock in Rio em alta com a concorrida turnê ‘Pirata’


Conheça a trajetória do artista que lota shows solo e agora estreia no festival, cantando amor livre com ecos de Cazuza a ‘N Sync. Jão tem lotado os shows da turnê do seu 3º álbum, “Pirata”. Um dos artistas pop brasileiros que mais vende ingressos hoje vai estrear no Rock in Rio nesta sexta-feira (9), no Palco Sunset. Ele leva como trunfo a música “Idiota”, em alta nas paradas atuais.
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Fazer música pop simples, redondinha, pode ser uma tarefa mais espinhosa do que parece. João Vitor Romania Balbino, 26 anos, reduziu o nome artístico para Jão e lançou três álbuns com um pop emotivo que rendeu contrato com gravadora e fãs dedicados.
Antes de lançar o terceiro álbum, “Pirata”, ele apontava ao podcast g1 ouviu um álbum com influência de ‘N Sync na faixa “Coringa”.
Ele também contou ao podcast já se “intoxicou” em reuniões buscando uma fórmula fácil de sucesso na música “Louquinho”. ‘Por que estou cantando essa b*sta?’ ele se perguntou. Hoje, tenta usar a lição aprendida: “Para fazer sucesso, funciona quando sou direto e verdadeiro”. Ouça abaixo.
Trajetória de Jão
A verdade passa pela pequena América Brasiliense, no interior de SP. Lá, Jãozinho ouvia Marisa Monte e se imaginava no palco. Ele tinha desejos simples (como uma internet a cabo que a cidade não tinha) e lunáticos (como ir para os EUA vender açaí). Acabou indo para a São Paulo estudar publicidade.
Essa figura do cara de fora, que nunca se encaixou direito, está em letras amargas dos primeiros discos (“Me sinto só desde criança, mesmo com gente ao meu redor”, ele canta em “Monstros”). Isso ajudou fãs a se identificarem com ele, mas deixou Jão numa espécie de limbo no pop brasileiro.
O som até lembra o de artistas que ganham terreno no meio da monocultura sertaneja das rádios. Mas ele não está nem na turma “good vibes”, na nova MPB levinha de Melim e Anavitória, nem entra na dança do “pop pistão”, como ele diz, de Pabllo Vittar, Luisa Sonza e outras.
Nesse perfil difícil de encaixar também está a bissexualidade estampada em cenas de romances com homens e mulheres nos clipes. No início da carreira, a conversa sobre o assunto foi truncada.
Jão (ao fundo) no clipe de ‘Coringa’
Divulgação
No fim de 2018, saiu o clipe de “Me beija com raiva”, cheio de tensão sexual com um homem. Mas fãs criticaram a falta da cena do beijo citado no título . “Se tem beijo: oooo pink money. Se não tem beijo: ooooo arregão. AAAA me deixa fazer meus clipes caral*o”, ele escreveu com raiva no Twitter.
Atritos à parte, há também uma expectativa da indústria musical pelo seu sucesso, como mostra a escolha do cantor para homenagear Cazuza, um dos seus ídolos, no último Prêmio Multishow.
Hoje, Jão está mais calmo, sem o desejo “tóxico” pela fórmula pop nem preocupação em se encaixar. “Estou muito bem em transitar sozinho”, diz. Mas quem ouve “Coringa” entende que ele continua em busca da batida pop perfeita.
Jão no clipe de ‘Coringa’
Divulgação
Ele admite que ser verdadeiro não significa “não pensar no mainstream, não pensar no sucesso e não pensar em rádio”. O caminho para o sucesso, no fim das contas, é uma corda bamba na qual ele já tem mais habilidade em caminhar após tombos e êxitos, que ele descreveu ao G1. Leia o resumo abaixo:
G1 – Em ‘Coringa’ você parece mais leve, assim, menos ácido. É só impressão?
Jão – Não é impressão. É uma boa perspectiva. É um retrato de como me sinto. Calhou que os dois primeiros discos foram mais ácidos. Acho que estou me sentindo mais confortável, mais dono do meu lugar na música, mais confiante, certo do que estou cantando, gravando, produzindo.
G1 – E com essa confiança, conta na prática como foi a criação da música.
Jão – Cantei em cima de um beat que criei. Era mais latino. Quando levei aos produtores, a gente ainda estava num momento de entender a sonoridade e os caminhos do disco. Eu e o Zebu [que já produziu Pabllo Vittar, Luiza Sonza e mais] sempre quisemos fazer uma música com inspiração anos 2000.
É uma era que eu gosto muito, a explosão da música pop do novo milênio, do começo dos anos 2000. A gente sempre tentou encaixar em alguma música. Ele sempre mandava uma música do ‘N Sync, e falava: vamos fazer uma assim. Calhou que foi “Coringa” (ouça no podcast a construção da faixa).
Capa do single ‘Coringa’, de Jão
Divulgação
G1 – Você mesmo faz a base para suas demos?
Jão – Faço. Quando comecei não tinha estrutura nenhuma nem ajuda de ninguém. Estava cansado de ficar procurando beat na internet. Então tive que aprender na marra a produzir minhas coisas.
Foi muito importante para mim. Quando me deparei com um estúdio pela primeira vez, e entrei em contato com músico, com produtor, já estava muito mais familiarizado. Sei muito mais o que quero para a minha música por conta disso.
(“Coringa”) era um pouco mais para baixo. Eu queria que fosse mais para cima e não sabia como chegar nesse lugar, porque eu não queria que ela fosse uma música de balada, de pista. Mas que fosse uma música pop “up”. É sempre um desafio chegar nesse meio termo, sabe?
G1 – O seu som lembra o de outros artistas do “pop good vibes” do Brasil, mas as letras eram mais amargas. “Coringa” não é. Eu queria saber se você consegue se encaixar melhor nesse grupo com essa música. Você vê isso como uma possibilidade dessa música?
Jão – Eu não busco me encaixar nesse grupo. Não busco me encaixar em grupos. Busco fazer o trabalho que reflete melhor o que eu quero dizer e cantar. Sempre me considerei um artista pop, cantei narrativas pop, sonoridades pop. Nuances pop.
Eu não tenho uma gana de me encaixar numa cena ou outra. E não sei se eu estou muito bem dentro ou fora. Acho que é uma mistura de tudo. Eu tenho a minha vertente. E às vezes eu tenho um pouco de sentimento que eu também caminho sozinho.
Tem o “pop pistão”, “pra frentão”, dançante. Tem a galera mais good vibes, MPB. Essa cena é muito bem formada, distinguível. E não sei se eu me encaixo em nem uma e nem outra. Acho que eu transito ali. E estou muito bem em transitar sozinho.
Jão
Divulgação
G1 – Acha que isso te traz um público mais fiel, mas ao mesmo tempo te torna estranho para as rádios?
Jão – Acho que eu sempre soube que seria um desafio. O que eu quis fazer é ser fiel ao que eu queria escrever, e colocar no papel, na produção, na minha música, que eu estivesse sentindo. E calhou que as minhas músicas até então surgiram dessa maneira e eu nunca me impedi de fazer isso.
E quando eu me impedi de fazer isso, quando eu quis me encaixar, quando eu quis me conformar com alguma coisa que eu acho que esperavam de mim, com alguma regra de uma música mais fácil, para mim foi muito frustrante, porque eu me senti completamente… Não gosto da música que eu criei, não acho que me representa. Ficou muito claro para mim.
Mas foi ótimo acontecer porque eu entendi que o meu lugar é ser verdadeiro comigo. Isso não significa não pensar no mainstream, não pensar no sucesso e não pensar em rádio. Inclusive para fazer sucesso, para entrar na rádio, funciona quando eu sou direto e verdadeiro.
Tenho pouco tempo de carreira, ainda não tive uma grande exposição em rádio. Para o tamanho de show que faço, o tipo de fã que tenho, essa galera tão fiel que me acompanha, acho que seria muito diferente se eu tentasse fazer uma música que não fosse verdadeira, ou que fosse menos corajosa.
G1 – É ‘Louquinho’ o single que você achou que não foi muito…
Jão – Sim, exatamente.
Capa do single ‘Louquinho’, de Jão
Reprodução
G1 – Você se sentiu desconfortável depois?
Jão – Eu me senti bem desconfortável até bem antes de lançar.
Eu achei que eu tivesse que fazer uma música mais fácil possível para ser a coisa mais aceita possível. E foi ótimo ela ter acontecido, foi espetacular. Foi quando eu ouvi e falei: que me*da é essa? Por que que eu estou cantando essa b*sta? Por quê? Isso não sou eu. Esse clipe não sou eu.
E isso é muito importante para um artista. Ter esses momentos de lucidez em meio a um trabalho ruim. Aí foi isso, foi uma experiência ótima nesse sentido.
G1 – Você conseguiu fazer um contrato em que você tem controle? Ou tem uma conversa grande para decidir as coisas? Como é a relação com a gravadora (Universal) sendo um artista nesse esquema em que você conseguiu as coisas?
Jão – Tenho liberdade completa para fazer o que eu quiser. Isso para mim é muito importante, um pré requisito. Eu era um pouco arrogante para conversar com gravadora. Deixava bem claro que as coisas tinham que ser do meu jeito. E que se fosse para abraçar o projeto seria dessa forma. Então a galera me apoia demais, dá liberdade para escrever o que eu quero, lançar quando eu quero, fazer o clipe da forma que eu quero, têm bastante confiança nas coisas que eu faço.
G1 – Louquinho’, então, foi uma coisa que você achou que você deveria fazer?
Jão – Exato. Não só achei sozinho, mas estou numa indústria, né? Converso com outras pessoas. Estou no estúdio com outras pessoas, converso com muita gente, tenho contato com muita gente. Tenho reunião com muitas pessoas. Então uma hora isso te intoxica, sabe? Uma hora você começa a tentar entender: o que as pessoas querem de mim, o que toca na rádio, não sei que lá… Qual é a fórmula. E foi nesse caminho que essa música surgiu.
Mas eu não desgosto dela completamente. Hoje eu fiz as pazes com ela. E eu canto no show. E é um dos momentos mais legais até. Eu aceitei que ela existe, que ela é assim mesmo. E a galera também curte. Hoje eu acho engraçado e foda cantar no show.
Blog do Mauro Ferreira (2019): Jão começa a perder a identidade como compositor com o single ‘Louquinho’
G1 – O ‘New York Times’ fez um perfil do Troye Sivan que diz: ‘O cantor de 22 anos esta subindo nas paradas enquanto demonstra que sua orientação sexual faz parte disso e ao mesmo tempo não é a questão’. Você se encaixa nessa geração?
Jão – Acho que sim. Eu nunca defini e nunca foi importante definir o gênero da pessoa com quem eu me relaciono. E eu trato isso com a naturalidade que isso merece ser tratado.
Se você escutar meu trabalho, ver meus clipes, tudo que acontece, sempre foi com muita naturalidade que tratei isso. E meu público entende. Acho que o mundo está entendendo de forma muito mais aberta. É assim que flui minha carreira, minha música, minha arte, minhas letras, e sigo assim.
G1 – Tem uma música sua que eu gosto que é ‘Monstros’, com o verso ‘me sinto só desde criança mesmo com gente a meu redor’. Você tem essa coisa do ‘outsider’.
Jão – Um pouco. Eu sou do interior de São Paulo. Nunca me faltou nada, nunca passei fome nem nada do tipo. Mas foi uma infância muito humilde, sem acesso a muita coisa. Uma cidade de 30 mil habitantes. Então eu me apaixonei por música, por arte. Não lembro quem foram as pessoas que me apresentaram, mas eu não tinha muitas referências.
Eu era meio que a criança que gostava de ouvir música, de jogar. Eu brincava bastante na rua com minha irmã, com meus primos, com meus amigos. Mas eu queria alguém para falar sobre música, sobre arte, sobre criatividade. E não era uma coisa muito explorada nos ambientes onde eu vivia.
A música me trouxe muitos momentos de aprendizado mesmo assim, de sentar no meu quarto e ouvir, entender. Eu queria muito cantar e ser aquelas pessoas. Eu ouvia a Marisa Monte, minha mãe tinha um disco dela. E imaginava ela cantando para uma multidão. Eu queria ser aquilo. Queria entender o que era estar em cima do palco e cantar.
Jão se apresenta no Theatro Pedro II em Ribeirão Preto (SP)
Luan Porto/G1
G1 – Por ser de uma cidade pequena, talvez conservadora, a questão da orientação sexual no começo te fez pensar duas vezes? Te assustou falar sobre isso por causa dessa origem?
Jão – Acho que não era muito sobre sexualidade. Eu saí de casa muito novo. Isso não era tanto uma questão. Eu já me sentia diferente, eu já sabia que essa não definição talvez fosse algo inerente. Mas acho que era mais questão de encontrar uma galera que falasse sobre música e criatividade.
Eu fantasiava as coisas. Assistia filmes sobre pessoas que saíam da cidade pequena e iam para a cidade grande conquistar as coisas. Isso me seduzia muito. Hoje sou apaixonado pelo interior. Vejo referências dentro de mim de música sertaneja que ouvia muito. E de família, de cidade, sinto muita falta. Eu me identifico muito com o interior, com a inocência, com as coisas que aprendi lá.
Mas naquela época, criança, eu falava: eu preciso ir para onde tem internet. Tinha uma época que a internet era só discada. Não tinha chegado ainda o modem na minha cidade.
Acho que na 8ª série encanei que eu queria ir para os Estados Unidos trabalhar como vendedor de açaí, uma coisa assim. Aí eu e um amigo encontramos um site em que a gente se inscrevia para vender açaí nos Estados Unidos. Uma completa loucura.
Eu comprava muito esses discursos de vencer. Batalhar e vencer na vida. Acho que isso criou uma ambição em mim. Eu não encontrava pessoas que tinham essa mesma ambição, sabe?
G1 – Você conseguiu juntar um público grande que se identifica com isso, talvez por ter sentido o mesmo.
Jão – Acho que sim, a identificação é uma parada que move muito as pessoas. Ainda mais quando alguém traduz isso para você. Ah, eu me sinto assim também.
É quando eu me sinto quando ouço algum artista de quem eu gosto e leio algo que ele fala que eu não conseguiria dizer.
Quando as pessoas compareceram aos meus shows cada vez mais, e eu percebia que estava cantando nas mesmas casas do que pessoas que estavam há muito mais tempo que eu na estrada, que são muito mais famosas do que eu, isso validou muito meu trabalho, me deu confiança de continuar fazendo e acreditando.
G1 – Parece que você está mais em paz.
Jão – Estou, eu não vejo a hora de, quando chega a minha folga, ir para a minha casa no interior. Não faço nada, fico só abraçado com a minha mãe, comendo, e é ótimo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Qual será o setlist do Green Day? Banda estreia no Rock in Rio em show que repassa carreira


Veja possível setlist, o que esperar do show e lembre outras vezes no Brasil. Eles já tocaram no país, mas nunca no Rock in Rio. Trio chega com turnê de hits em momento de revival do pop-punk. O Green Day: Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool
Divulgação
O show do Green Day no Rock in Rio 2022 vai ser de reparação histórica. Após 35 anos de carreira, eles finalmente vão tocar no festival por aqui. A banda é atração principal do dia 9 de setembro, sexta-feira.
REVIVAL: Como o pop-punk voltou na era do TikTok
PROGRAMAÇÃO: Veja o line-up completo do Rock in Rio
Durante essas três décadas eles foram moleques do hardcore independente, sensação do pop-punk, fenômeno do rock alternativo e, finalmente, ídolos do rock de arena.
O trio nunca pisou na Cidade do Rock, mas já veio três vezes ao Brasil:
Em 1998, quando as turnês internacionais eram bem mais raras no país, eles vieram na turnê do álbum “Nimrod”. Foram dois shows em SP, um no Rio e um em BH. O ingresso custou R$ 20.
Em 2010, com produção bem maior, eles voltaram na turnê de “21st Century Breakdown”. Eles foram ao Rio, Brasília, Porto Alegre e SP, com uma celebração para 20 mil pessoas no Anhembi.
Em 2017 o Brasil recebeu o pacote completo do Green Day: fã tocando guitarra, fogos de artifício, discursos políticos, jato d’água, canhão de camiseta, bandeiras e fantasias de carnaval.
Os últimos shows atraíram duas gerações de fãs: aqueles que os conheceram no auge dos riffs-chiclete de “Dookie”, em meados dos anos 90, os que começaram a gostar na “ópera punk-rock” politizada “American Idiot”, dez anos depois.
A nova passagem pelo Brasil acontece em um bom período, com o som das origens da banda, o pop-punk, em alta de novo entre os fãs novinhos – o que supõe um terceiro grupo de fãs na plateia.
O próprio Green Day se manteve em alta, mas o estilo que consagrou a banda nos anos 90 ficou datado nos últimos anos. Porém, ele voltou em misturas com o rap e em virais no TikTok.
O álbum mais recente da banda é o “Father of all motherfuckers”, de 2020, e o trio lançou algumas músicas avulsas depois. Mas nada disso aparece no repertório dos shows mais recentes.
O repertório é um “greatest hits” que o Rock in Rio merece nessa estreia tardia.
Qual será o setlist do Green Day no Rock in Rio?
Veja o repertório dos shows mais recentes da banda:
American Idiot
Holiday
Know Your Enemy
Boulevard of Broken Dreams
Longview
Welcome to Paradise
Rock and Roll All Nite (Kiss)
Brain Stew
St. Jimmy
When I Come Around
Waiting
21 Guns
Minority
Knowledge (Operation Ivy)
Basket Case
Lights (Journey)
King for a Day
Shout (The Isley Brothers)
Wake Me Up When September Ends
Jesus of Suburbia
Good Riddance (Time of Your Life)

Fonte: G1 Entretenimento

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Dua Lipa transforma show em festa para dançar em apresentação pré-Rock in Rio


Simpática, a cantora enfileirou sucessos, levantou coro, trocou de figurino e suou a camisa em performance descontraída, nesta quinta-feira (8). Dua Lipa dança e canta durante apresentação no Distrito Anhembi, em São Paulo
Fábio Tito/g1
Dua Lipa armou a festa e colocou todo mundo para dançar no show desta quinta-feira (8), em São Paulo, um aquecimento para o Rock in Rio, onde é atração principal do Rock in Rio, no último dia do festival, no domingo (11).
Como uma estrela do pop, enfileirou hits – mesmo com apenas dois discos -, trocou de figurino quatro vezes, soltou a voz e o corpo com doze bailarinos, suou a camisa (ou o body), e conseguiu fazer a plateia cantar e pular o show de cabo a rabo.
Quando lançou o segundo disco, “Future Nostalgia”, o mundo tinha se fechado por causa da pandemia. As faixas dançantes, que remetem aos anos 1980 e trazem letras sobre romances com os crushes e os fins de relacionamento, embalaram (e bem) o isolamento.
“Esperamos dois anos por isso”, disse ela durante a apresentação. “Foram quatro anos desde a minha última vez aqui, em 2018. Muito obrigada por estarem aqui esta noite”, completou.
O show começou com todas as atenções para o telão. Como em uma série de TV, um vídeo de abertura apresentava os doze dançarinos de Dua, um a um, como se fossem os personagens. Até pintar o nome da protagonista, Dua – e ela logo embaixo.
Com um body de corpo inteiro, uma peça só até as botas, verde e com rendas, Dua é um ponto de contraste na fileira formada pelos dançarinos, vestidos de amarelo neon.
Dua Lipa dança e canta durante apresentação no Distrito Anhembi, em São Paulo
Fábio Tito/g1
E logo de cara, a cantora solta a voz em “Physical”, do álbum mais recente, e “New Rules”, seu primeiro grande sucesso, do disco de estreia que leva seu nome. Nesta, a plateia faz questão de enumerar com dedos para cima as regras que Dua sugere na música, para não cair em ciladas com o ex.
Além da voz e da presença de palco (ô, menina simpática!), Dua Lipa mostra as suas habilidades nas coreografias. Ela mexe o quadril de um lado para o outro, desce até o chão (o que levanta a galera), rodopia, se joga no chão, faz caras e bocas, usa todo o palco, provoca a plateia e, o mais importante, parece estar se divertindo muito.
Dua Lipa dança e canta durante apresentação no Distrito Anhembi, em São Paulo
Fábio Tito/g1
Os movimentos, provavelmente milimetricamente ensaiados, não são elaborados, mas dão um ar despretensioso e são fáceis de serem reproduzidos por qualquer um, em casa mesmo ou na pista da balada.
E a galera se empolga: quem consegue se acomodar num espacinho também se arrisca na coreografia, se não, só pular sem parar que está tudo certo. A sequência teve “Love Again”, “Cool”, que contou com dois dançarinos girando ao redor da cantora com os patins quad, o modelo vintage com duas rodas na dianteira e outras duas atrás, “Pretty Please”, em que ela sensualiza com o pedestal do microfone, e ainda “Break MY Heart”.
Dua Lipa dança e canta durante apresentação no Distrito Anhembi, em São Paulo
Fábio Tito/g1
Mesmo seguindo a sequência numa tacada só, Dua tirava alguns segundos entre uma música e outra, para agradecer a presença de todo mundo ali: “Obrigada, São Paulo”, em português mesmo, foi repetida mais de uma vez.
“Vou pedir alguns favores para vocês”, disse, desta vez em inglês, antes de começar “Be The One”. Mãos para cima, luzes dos celulares, cantar junto: Dua pede, a turma faz feliz da vida, antes de encerrar a primeira parte do show.
Já o segundo ato, ou segunda parte, começa com o ataque da lagosta, personagem principal no videoclipe de “We’re Good”, que numa reviravolta do destino consegue se livrar da panela. O crustáceo – inflável – surge no fundo do palco discretamente, enquanto Dua Lipa entoa a faixa, sentada.
Dua Lipa dança e canta durante apresentação no Distrito Anhembi, em São Paulo
Fábio Tito/g1
Além dos “obrigados”, ela arrisca um “gatinhas e gatinhos”, também em português, o que deixa o público ainda mais encantado. Em “Good in Bed”, Dua tem os dançarinos na sua órbita, ela solta o vozeirão, deita no chão, rebola, levanta mais gritos da plateia. Assim como “Fever”, faixa em que teve a participação gravada de Angèle exibida no telão.
Ao encerrar este ato com “Boys Will Be Boys”, ela abre espaço para os dançarinos brilharem no centro do palco por alguns minutinhos.
Em seguida, a cantora aparece de vestido de paetês rosa todo recortado. E manda logo “One Kiss”. A coreografia é outra, mais solta, como se ela e os dançarinos fossem amigos em uma festa. O clima é realçado com os lasers e mais lasers verdes que cruzam o espaço do show, como uma boa balada pede.
Dua Lipa dança e canta durante apresentação no Distrito Anhembi, em São Paulo
Fábio Tito/g1
Antes de emendar “Electricity”, ela joga duas ou três almofadinhas de bocas em formato de beijos para o público. Na seguinte, em “Hallucinate”, ela brinca com o público: qual lado do palco consegue gritar mais alto?
Um dos momentos mais bonitos foi com “Cold Heart”, parceria com Elton John. Num momento mais introspectivo, ela senta no palco, com os dançarinos ao redor. John aparece em um telão, em um registro gravado.
Dua Lipa dança e canta durante apresentação no Distrito Anhembi, em São Paulo
Fábio Tito/g1
A cena bonita, digna de uma boa fotografia, é antes do final da música, quando eles – Dua, dançarinos e backing vocals – se enfileiram de frente para o público e estendem as duas bandeiras do arco-íris, enquanto terminam a faixa. Fim do terceiro ato.
“Future Nostalgia”, a primeira do bis, foi a que menos empolgou. Isso não significa que não levantou coro e que a galera não pulou, todo o show foi cantado pela plateia a todo pulmão, mas havia aquela expectativa para as duas últimas faixas: “Levitating” foi recebida com muitos gritos assim que surgiu a grande lua no telão. Bolas com manchas como as da lua pipocaram sobre a galera que tentava reproduzir os passinhos.
Para encerrar, “Don’t Start Now”, hino do isolamento durante a pandemia. Teve quem lembrasse de fazer o movimento com as mãos para bater o tal tamborzinho no ar (na verdade, a campana, que dá o som de bater em uma lata). Uma chuva de papel picado indicava o final.
Dua saiu do palco depois de 1 hora e meia de show e, para o público, parecia que a festa estava só começando.
Rock in Rio 2022 em 1 minuto: Dua Lipa

Fonte: G1 Entretenimento

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Guns N’ Roses encerra quinta-feira de Rock in Rio em noite de divas e Queen


Antes, pop feminino no Sunset e Queen duplamente homenageado no Palco Mundo foram os destaques do festival. Guns N’ Roses encerra quinta-feira de Rock in Rio em noite de divas e Queen Antes, pop feminino no Sunset e Queen duplamente homenageado no Palco Mundo foram os destaques do festival. Assista aos shows ao vivo e acompanhe também a página especial. Qual o line-up do Rock in Rio 2022? Veja todas as atrações do festival. Vai para a Cidade do Rock? Sabe como baixar seu ingresso? O guia completo está aqui!

Fonte: G1 Entretenimento

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Guns esforçado, pop feminino no Sunset e Queen duplamente homenageado; o 4º dia de Rock in Rio


Festival teve artistas ‘fanfarrões’ e muito calor nesta quinta-feira (8). Palco Sunset foi dominado por divas com Jessie J, Corinne Bailey Rae, Gloria Groove e Duda Beat. Slash, do Guns N’ Roses, dá show na guitarra no show do Rock in Rio
O Guns N’ Roses fechou o palco Mundo desta quinta-feira (8), com um show longo e esperado pelos fãs brasileiros. Axl Rose não é o mesmo, mas compensa a dificuldade nos agudos com graves seguros, solos de Slash e o repertório amado pelos fãs.
Enquanto Dexter Holland rateava no show do Offspring, o guitarrista Noddles disse “vocês são lindos” e comandou um bem-humorado coro de “fuck you” como se fosse o “ê-ô” de Freddie Mercury em versão boca suja.
Ele não foi o único a lembrar do Queen. No penúltimo show do Palco Mundo, o Måneskin tocou “Love of my life”, do Queen. “Vamos ser mortos por isso, mas eu não me importo”, disse o vocalista Damiano David ao fazer a homenagem, brincando.
Fechando o Palco Sunset, Jessie J fez piada ao ver quantos fãs que esperavam “Price Tag”, seu maior hit. Ao ver um mar de mãos levantadas, emendou rindo: “Então, essa música é dedicada para todo mundo, menos vocês”.
Mais cedo, o palco secundário celebrou o feminino com o show intimista e romântico da inglesa Corinne Bailey Rae.
Glória Groove e Duda Beat representaram o pop brasileiro com ótimos shows na tarde quente e com muito sol na Cidade do Rock.
Quem abriu o palco Mundo foi o CPM 22, com cover de Cássia Eller, hits nostálgicos e um discurso contra armas. “Um país que valoriza a cultura não precisa de armas”, defendeu o vocalista Badauí.
Gil do Vigor, Xamã e Jorge Vercillo estão entre os famosos que curtiram os shows desta quinta. Roupas frescas e cabelos presos também fizeram sucesso entre o público; veja imagens.
Nesta sexta-feira (9), o Rock in Rio tem dia de pop punk e emo, com Green Day e Avril Lavigne. Veja o que esperar.
Guns N’ Roses
Guns N’ Roses tocam o hit ‘Don’t cry’ no Rock in Rio
Axl Rose não é o mesmo, mas compensa a dificuldade nos agudos com graves imponentes, solos longos de Slash e o repertório amado pelos fãs. Quem não esperava o milagre de ver o Guns de 1991 até teve motivo para sair satisfeito ao ver o do Rock in Rio 2022. A maior surpresa foi o chapelão e a camiseta com bandeiras da Grã-Bretanha que Axl usou ao cantar “Knockin’ on heaven’s door”, de Bob Dylan. O visual especial e a letra sobre “bater na porta do céu” indicam uma referência à morte da Rainha Elizabeth, mesmo que ele não tenha citado o nome dela. Leia mais.
Måneskin
Maneskin se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
O Måneskin tocou “Love of my life” do Queen no Rock in Rio 2022. “Vamos ser mortos por isso”, brincou o vocalista Damiano David ao fazer a homenagem. “Love of my life” foi o momento mais marcante do show do Queen no primeiro festival, em 1985. A versão foi como o resto do repertório do jovem grupo (jovem mesmo, todos têm menos de 24 anos): rocks honestos de voz rasgada, riffs simples e um carisma difícil de explicar. Leia mais.
Offspring
Offspring se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Dexter Holland, vocalista do Offspring, não está no seu melhor momento. A voz não chegou a estragar o show para os fãs na plateia, mas ele desafinou e rateou em músicas como “Gotta get away”, “Pretty Fly (for a White Guy)” e “Self esteem”. Ele parecia estar de bateria fraca. Os discursos e a simpatia foram terceirizados para o guitarrista Noodles. Ele diz “vocês são lindos” e comanda um bem-humorado coro de “fuck you” como se fosse o “ê-ô” de Freddie Mercury em versão boca suja. Leia mais.
CPM 22
CPM 22 se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
O CPM 22 sempre pareceu saber bem o que o público do Rock in Rio espera ao assistir seus shows: uma sucessão de hits nostálgicos da época em que a banda era uma das líderes do movimento emocore, no início dos anos 2000. Ao abrir o palco Mundo, eles investiram em uma versão pesada de “Por enquanto”, música gravada por Cássia Eller, e no discurso contra armas. “Um país que valoriza a cultura não precisa de armas”, disse o vocalista Badauí. Leia mais.
Jessie J
Jessie J se apresenta no Rock in Rio
Marcos Serra Lima/g1
“Quem está aqui só para ouvir ‘Price Tag’?”, perguntou Jessie J, séria, já perto do fim de seu show no Palco Sunset. Ao ver um mar de mãos levantadas, emendou rindo: “Então, essa música é dedicada para todo mundo, menos vocês”. Essa piada (e o timing perfeito com que foi contada) resume muito bem como foi o show da cantora. Ainda cantando bem demais e emotiva além da conta, Jessie adicionou à sua versão popstar um tanto bom de fanfarronice. Leia mais.
Corinne Bailey Rae
Corinne Bailey Rae canta no Rock in Rio 2022
Marcos Serra Lima/g1
Corinne Bailey Rae fez show romântico e intimista com ótimo trio no Palco Sunset. Carismática, cantora inglesa levantou público em “Put your Records On”, maior hit da carreira de 2006, e “Like a Star”. Além de músicas dos três álbuns da carreira, “Is This Love”, de Bob Marley, foi a cover escolhida para embalar os apaixonados. Leia mais sobre o show.
Glória Groove
Glória Groove
Marcos Serra Lima/g1
Gloria Groove foi a primeira drag queen a se apresentar sozinha no palco Sunset do festival. Na fase “Lady Leste 2.0”, ela leva ao palco uma espécie de espetáculo circense, com figurinos e coreografias que lembram esse universo. O setlist ganha tom mais pesado, surpresas roqueiras: apareceram no show do Rock in Rio “Máscara”, dos primórdios da carreira de Pitty, “Exagerado”, de Cazuza, e “Malandragem”, gravada por Cássia Eller. Leia mais.
Duda Beat
Duda Beat se apresenta no quarto dia de Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Duda Beat abriu o Palco Sunset com o pop dos que sofrem por amor em show com os hits dos dois álbuns, “Sinto Muito” e “Te Amo Lá Fora”. A imagem da galera dançando uma mpb festiva era contrastante com os looks roqueiros e pretos do dia. O show teve um momento político quando a cantora pernambucana fez um cover de Gal Costa em “Vou Recomeçar”. Leia mais.
Francisco, el Hombre
Francisco, el Hombre no palco Supernova do Rock in Rio 2022
Carlos Brito/g1
Decidida a escancarar as regras de seu jogo desde os primeiros instantes, a banda Francisco, el Hombre subiu ao Palco Supernova na noite desta quinta-feira (8) com a bandeira do Movimento dos Sem Terra. A partir daí, o rolo compressor sonoro da banda é ativado e permanece o tempo todo a serviço de letras críticas e de uma postura ideológica evidente. Leia mais.

Fonte: G1 Entretenimento

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Guns no Rock in Rio: Axl canta ‘Knockin’ on heavens door’ com chapéu britânico no dia da morte da rainha


Com Slash inspirado e Axl Rose esforçado, mesmo com a voz longe dos bons tempos, banda desfilou hits e fez referência britânica sem citar nome de Elizabeth. Guns N’ Roses tocam o hit ‘Sweet Child O’Mine’ e público canta junto
Axl Rose não é o mesmo, mas compensa a dificuldade nos agudos com graves imponentes, solos longos de Slash e o repertório amado pelos fãs. Quem não esperava o milagre de ver o Guns de 1991 até teve motivo para sair satisfeito ao ver o do Rock in Rio 2022.
A única surpresa do show foi o chapelão e a camiseta com bandeiras da Grã-Bretanha que Axl usou ao cantar “Knockin’ on heaven’s door”, de Bob Dylan. O visual especial e a letra sobre “bater na porta do céu” indicam uma referência à morte da Rainha Elizabeth, mesmo que ele não tenha citado o nome dela.
Eles tocaram por duas horas e meia no show principal do Palco Mundo nesta quinta-feira (8).
Guns N’ Roses se apresentam no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Há muitos anos Axl está assim, mas a combinação da voz detonada com solos intermináveis pareceu um pouco mais difícil para o público nesta quinta. No início do bis, quando eles tocavam “Patience”, uma boa parte da plateia já tinha perdido a paciência e buracos apareciam não muito longe do palco.
A banda subiu ao palco com apenas 5 minutos de atraso, ótima marca considerando o fuso horário de Axl Rose.
Slash, do Guns N’ Roses, dá show na guitarra no show do Rock in Rio
Esse já é o quinto show do Guns no Rock in Rio. Exceto o de 1991, sempre que Axl sobe ao palco rola um choque coletivo de ver e ouvir como ele está hoje. Por isso o clima é de apatia na entrada, em “It’s So Easy”.
O vocalista de 60 anos parece resignado com a perda de agudos e tenta caprichar nos graves deste início, que também tem “Mr. Brownstone” e “Chinese Democracy”, ainda em clima morno.
Depois ele vai tentando soltar os agudos com resultados irregulares. Algumas músicas são tão queridas na plateia que são impossíveis de errar. “November Rain”, melhor momento do show, é uma delas. “Welcome to the Jungle” é outra – com o reforço de um solo fora do convencional de Slash.
Guns faz versão acústica de “Patience”
Ele confia tanto no colega que às vezes o show parece uma apresentação de Slash com alguns solos de voz de Axl – se for contar o tempo de cada um não deve ser tão diferente.
Às vezes ele alcança as notas, mas a que custo? Em “Live and let die” e “Civil War”, por exemplo, o agudo vem com uma cara de dor física e um timbre sofrido, a famosa voz de pato.
Em “Civil War” a voz ainda vem anasalada e sem fôlego como nunca, e mesmo assim Axl se esforça, dança rodando com um pé só e consegue empolgar o público.
Axl Rose vestia uma camisa estampada com a foto de duas passistas de samba de costas, com adereços azuis e amarelos. Não era mais biazarra do que a do baixista Duff McKagan, com a frase “Só Deus e Jiu Jitsu salvam”.
O palco também tinha uma bandeira azul e amarela, mas no caso era um apoio à Ucrânia – a bandeira também apareceu no telão enquanto Slash fazia o solo de “Machine gun”, de Jimi Hendrix.
Exceto por esses detalhes, as novidades são as duas primeiras faixas do grupo desde 2008. “Absurd” e “Hard Skool” saíram no ano passado, mas sao sobras da época do disco “Chinese Democracy”. O público recebeu com frieza.
No começo do show, ele fala uma palavra que soa como “Brasília” logo antes de cumprimentar a plateia (“It’s good to see you”, ou “é bom ver vocês”). Não fica claro se ele quis dizer “Brazilians” (Brasileiros), se errou o nome do país como “Brasília”, ou achou que estava na cidade errada.
De qualquer forma, a pronúncia causa constrangimento na plateia, com pessoas corrigindo: “É Brasil”. No fim do show, ele falou o nome do Rio de Janeiro certinho. Aí tudo bem.
Guns N´ Roses fecha o Rock in Rio
Stephanie Rodrigues/g1
Público curte o show do Guns N’ Roses no Rock in Rio 2022
Marcos Serra Lima/g1
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Fonte: G1 Entretenimento

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Marvvila vai levar pagode à Cidade do Rock: ‘Já estava na hora do Rock in Rio mostrar Rio de verdade’


‘A gente é essa mistura de rap, funk, pagode e tantos outros gêneros. Vejo o Espaço Favela como trampolim para artistas ocuparem o Palco Mundo e Sunset em breve’, diz pagodeira ao g1. Marvilla é mais uma representante do pagode que vai cantar no Espaço Favela, nesta sexta-feira (9) de Rock in Rio.
“Já estava na hora de o Rock in Rio mostrar o Rio de verdade, né? A gente é essa mistura de rap, funk, pagode e tantos outros gêneros. Vejo o Espaço Favela como um trampolim para os artistas ocuparem o Palco Mundo e Sunset em breve”, diz a pagodeira de Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio.
Rock in Rio tem dia de pop punk e emo, com Green Day e Avril Lavigne; veja como será o 5º dia
Entre as músicas que devem aparecer no show, ela deve cantar “A Pagodeira”, gravada com o funkeiro Don Juan e o rapper PK. “Temos que unir forças, o público adora essa mistura e o caminho é esse mesmo.”
Marvvila na gravação de álbum ao vivo
Marcos Hermes / Divulgação
Kassia Marvila, nome real da cantora, começou a carreira cantando na igreja e já participou do programa “The Voice Brasil”, em 2016. Também já integrou um coral dedicado a soul music, chamado Coral Vibe. A carreira tem ainda parcerias com Dilsinho, Belo, Rebecca e Sorriso Maroto.
Ao ser perguntado sobre cantar um estilo predominantemente ligado a vozes masculinas, ela diz que essa não é uma questão apenas do pagode:
“Em outros estilos, as mulheres também têm que lutar mais pelo espaço. Nós fomos ensinadas que certas coisas não são para a gente. Nossa geração tem o dever de acabar com isso.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Sol e poucas nuvens no Rock in Rio é a previsão do tempo para esta sexta-feira de festival


Rajadas de vento podem chegar a 60 km/h e, segundo o Climatempo, a umidade relativa do ar fica entre 30 e 20%. Temperatura máxima prevista para a capital é de 35°C. Movimentação durante o festival Rock in Rio 2022 no Parque Olímpico do Rio de Janeiro (RJ), nesta Quinta-feira (05).
DHAVID NORMANDO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A previsão do Instituto Climatempo para o Rio – e para o público do Rock in Rio – nesta sexta (9) é de sol entre poucas nuvens, sem condição de chuva na Região Metropolitana.
As rajadas de vento podem chegar a 60 km/h e, segundo o Climatempo, a umidade relativa do ar fica entre 30 e 20%. A temperatura máxima prevista é de 35°C na capital.
Próximos dias:
Sábado (10)
Será de predomínio de sol entre nuvens e não há condição de chuva durante o dia. No final da tarde e início da noite, o instituto alerta para possíveis pancadas de chuva fraca a moderada, e raios, por conta de uma frente fria que chega ao estado.
Domingo (11)
Será de predomínio de tempo fechado sobre todo o estado, com condição para pancadas de chuva de fraca a moderada intensidade por conta de “instabilidades” que vêm do oceano para o continente, fora a passagem de uma frente fria o RJ.

Fonte: G1 Entretenimento