Categorias
ENTRETERIMENTO

Carolina Dieckmmann revela internação por infecção no rim: ‘Graças a Deus vim ao hospital’


Carolina Dieckmmann está internada com infecção no rim
Reprodução/Instagram
A atriz Carolina Dieckmmann postou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (3), em que revela aos seus seguidores que está internada, há quatro dias, com infecção no rim esquerdo.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
“Eu tô há quatro dias no hospital internada porque eu descobri uma infecção no rim esquerdo que já estava avançada”, revelou no vídeo.
Veja os vídeos em alta do g1
Agora no g1
Na gravação, a atriz revela que estava prestes a fazer uma viagem para um lugar remoto e havia o risco da infecção, que está avançada, se espalhar rapidamente.
“Graças a Deus eu vim ao hospital, descobri, não entrei em um avião e tô aqui viva. [Sou] grata pelo privilégio de poder contar com tantas pessoas tão eficientes, talentosas e carinhosas”, disse.
Ainda segundo a atriz, ainda não há previsão de alta. Carolina afirmou estar tomando antibióticos na veia.
Na legenda da postagem, Carolina revelou que nesta quarta (3) completa 23 anos de relação com o marido Tiago Worcman.
LEIA TAMBÉM
Museu da Língua Portuguesa cancela exposição sobre funk após virar alvo de políticos
Gilberto Gil, Luisa Arraes, Caetano Veloso e mais artistas participam de campanha contra ‘jogo do tigrinho’

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Joyce Moreno toma partido da MPB e do povo brasileiro no alto voo musical e poético do show ‘Passarinho urbano’


Joyce Moreno apresenta o show ‘Passarinho urbano’ no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, terça-feira, 3 de junho
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Passarinho urbano
Artista: Joyce Moreno
Data e local: 3 de junho de 2026 no Teatro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ Joyce Moreno tomou partido no alto voo de “Passarinho urbano”, show que pousou no Teatro Ipanema na noite de ontem, terça-feira, 3 de junho, quase sete anos após ter estreado em outubro de 2019 na mesma cidade do Rio de Janeiro (RJ), terra natal da cantora, compositora e violonista carioca.
O partido foi o mesmo tomado pela artista em 1975 quando, a convite do compositor e produtor italiano Sergio Bardotti (1939 – 2007), Joyce gravou em Roma um álbum como intérprete, abordando músicas de compositores brasileiros censurados por estarem levantando a voz contra a ditadura que asfixiava o país desde 1964.
Intitulado “Passarinho urbano”, o álbum italiano de Joyce Moreno foi lançado em 1976 de forma discreta, como a cantora contou ao público ao voltar para o bis, no qual abordou “Queremos saber” (Gilberto Gil, 1976) e cantou o samba “Juízo final” (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, 1973) a capella, em feitio de oração, acompanhada pelo coro do público esperançoso de dias melhores.
Só que o álbum “Passarinho urbano” virou cult ao longo dos últimos 50 anos, ganhou reedição em LP e gerou o show feito por Joyce de forma eventual desde 2019.
“Passarinho urbano” é show de voz e violão, e isso basta no caso de Joyce Moreno, excepcional violonista e cantora de afinação e musicalidade extremas. Aberta com o canto a capella de “Joia” (Caetano Veloso, 1975), a apresentação de ontem se impôs como um momento de puro amor à música, para citar verso da canção de Caetano. Tudo se afinou, do roteiro perspicaz – construído com alguns medleys temáticos – à bela luz do show.
Joyce Moreno canta o samba ‘Juízo final’ em feitio de oração no encerramento do show ‘Passarinho urbano’
Rodrigo Goffredo
Em atmosfera de encantamento, Joyce Moreno mostrou que doma o ritmo com naturalidade desde que, munida do violão de toque admirado até pelo soberano Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), caiu no samba “De frente pro crime” (João Bosco e Aldir Blanc, 1974), disparando flash urbano da violência na selva das cidades.
Na sequência, a cantora encadeou três músicas – “Pesadelo” (Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro, 1972), “Bodas” (Milton Nascimento e Ruy Guerra, 1973) e “Clube da Esquina” (Milton Nascimento, Lô Borges e Marcio Borges, 1970) – que soaram como canções de resistência no Brasil dos anos 1970 por retratarem tempos sombrios de canhões e tristezas indefesas por todo o país.
Se o samba-enredo “Amor à natureza” (Paulinho da Viola, 1975) – pioneiro no ativismo ambiental – simbolizou um respiro, o sagaz medley que linkou “Chora doutor” (J. Campos, J. Piedade e Orlando Gazzaneo, 1958) – samba lançado pelo cantor Blecaute (1919 – 1983) – com “14 anos” (Paulinho da Viola, 1966) pôs na avenida a desigualdade que opõe doutores e sambistas na escala social.
Na sequência, “A história do samba” (Geraldo Figueiredo, 1976) – música lançada por Joyce no álbum “Passarinho urbano”, mote de roteiro que extrapolou o repertório do LP – surtiu efeito onomatopaico com o canto dos versos “Eu te cutuco, eu te cutuco, não cutuca / Eu te cutuco, não” simulando suave batucada na voz de Joyce e no coro feito pelo público a pedido da artista.
Se o Carnaval ameniza as dores do povo que se une e canta com vontade, como sublinharam versos do samba “Pede passagem” (Sidney Miller, 1966), a “Marcha da quarta-feira de cinzas” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, 1962) repõe a dura realidade no desfile do dia-a-dia, como cantou Joyce.
Além da refinada musicalidade de Joyce Moreno, o que engrandeceu a apresentação do show “Passarinho urbano” no projeto “Terças no Ipanema” – orquestrado pela curadora Flávia Souza Lima para ocupar com shows o lendário teatro carioca – foi o sentido social e político do roteiro construído com astúcia e precisão pela artista.
Seja na exaltação feminina do samba autoral “Mulheres do Brasil” (Joyce Moreno, 1988), seja no canto de “Querelas do Brasil” (Maurício Tapajós e Aldir Blanc, 1978), a artista teceu teia em que, através do samba, tocou em feridas e mazelas nacionais sem fazer panfleto. As letras das músicas falaram por Joyce Moreno.
Se o baião “Minha história” (João do Vale e Raimundo Evangelista, 1965) apontou a falta de estudo com obstáculo para a mobilidade social das classes pobres, o samba “Favela” (Padeirinho da Mangueira e Jorginho Pessanha, 1966) demarcou a criação das comunidades diante dos desajustes habitacionais urbanos, assunto do samba seguinte, “Saudosa maloca” (Adoniran Barbosa, 1955) em mais um exemplo da arquitetura engenhosa do roteiro.
Com direito à alfinetada nos candidatos a malandros federais, o samba “Homenagem ao malandro” (Chico Buarque, 1978) seguiu por trilho que conduziu a cantora e violonista a outro samba que fala na Central do Brasil, “O trem atrasou” (Arthur Vilarinho, Estanislau Silva e Francisco da Silva Fárrea Júnior, o Paquito, 1941), lançado pelo cantor Roberto Paiva (1921 – 2014) e revivido em 1965 na voz antenada de Nara Leão (1942 – 1989).
E aqui cabe ressaltar que algumas músicas amealhadas por Joyce Moreno para o roteiro (flexível) do show “Passarinho urbano” na apresentação de ontem – “Opinião” (Zé Kétti, 1964), “Pede passagem”, “Minha história”, “Marcha da quarta-feira de cinzas” e “Favela”, além do supracitado samba “O trem atrasou” – frequentaram o repertório ativista de Nara Leão entre 1964 e 1966, anos de resistência em que Nara tomou o mesmo partido de Joyce Moreno na luta por democracia e justiça social.
Como o Brasil ainda é terra de injustiças, longe de cumprir o ideal vislumbrado por Chico Buarque e Ruy Guerra em verso de “Fado tropical” (1973), música do cinquentenário álbum de 1976 que ecoou na apresentação de ontem, Joyce Moreno tomou mais uma vez esse partido no alto voo musical e poético do show “Passarinho urbano” em momento de puro amor à MPB e ao povo brasileiro.
Joyce Moreno segue roteiro engenhoso em que o encadeamento das músicas sublinha o tom político do show ‘Passarinho urbano’
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Museu da Língua Portuguesa cancela exposição sobre funk após virar alvo de políticos de extrema direita, diz curadora


Curadora da mostra ‘Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade’ cita censura após evento ser encerrado antes da data
Divulgação
Renata Prado, curadora da mostra “Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade”, fez uma carta aberta nas redes sociais citando censura após o evento ser encerrado antes da data prevista, sem aviso prévio.
Em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, a mostra contava com 473 obras de arte, fotografias, audiovisuais, vestuário e outros itens. A exposição, que ficou um ano e meio em cartaz Museu de Arte do Rio, ganhou conteúdos inéditos sobre o funk paulista ao desembarcar em São Paulo, em novembro de 2025.
Ao g1, Renata afirmou que a mostra estava prevista para ficar em exposição até agosto. Mas, segundo relatou nas redes sociais, ela foi encerrada antes do combinado. O site do Museu da Língua Portuguesa informa que o evento chegou ao fim em 31 de maio. Procurado pelo g1, o museunão retornou até a última atualização desta reportagem.
“Ninguém [da governo do Estado ou do MLP] falou comigo, não houve diálogo para pensarmos um caminho. Sofremos um ataque sistemático e não conseguimos nos defender”, afirmou Renata ao g1.
“O MLP fez uma série de reuniões comigo para entender que o movimento do funk é singular e que a exposição poderia sofrer retaliações. O acesso à cultura é um direito constitucional que, nesse caso, não foi assegurado. Nós saímos pela porta de trás do museu”, destacou a pesquisadora.
De acordo com as postagens de Renata, o encerramento antes da data aconteceu após “começarem a surgir vídeos e manifestações de parlamentares da extrema direita atacando a mostra e associando seu conteúdo à apologia ao crime, às drogas e a narcocultura. Desde o início dessas investidas, fui informada pelo Museu da Língua Portuguesa de que a repercussão estava sendo monitorada”.
Um desses vídeos era do deputado estadual Tenente Coimbra (PL). Nas redes sociais, ele citou que esteve no evento e afirmou: “Fomos até o Museu da Língua Portuguesa verificar o absurdo que está em exposição que enaltece a narcocultura. Já entramos em contato com a secretária de cultura e em breve traremos novidades”.
“Posteriormente, soube que o assunto havia sido levado ao Conselho da instituição. Pouco tempo depois, fui comunicada de que a exposição seria encerrada antecipadamente. Também fui informada de que uma nova exposição passaria a ocupar o espaço, algo que jamais havia sido apresentado ou discutido comigo ao longo do processo de produção da exposição”, completa a pesquisadora.
Em seu relato, Renata afirmou que era “preciso nomear o que está acontecendo”.
“É censura. E existe uma dimensão profundamente simbólica nesse episódio. Estamos falando de uma exposição realizada no Museu da Língua Portuguesa, uma instituição dedicada à valorização das múltiplas formas de expressão que compõem nossa cultura.”
“O funk também produz linguagem. Produz vocabulários, códigos e formas de comunicação que influenciam milhões de pessoas. Por isso, quando uma manifestação cultural periférica é silenciada, a pergunta que permanece é: Quem decide quais vocês merecem ocupar os espaços de memória do país?.”
“Defender o funk é, também, defender a legitimidade das expressões jovens, negras e periféricas. É defender a vida de todo pobre loko que encontra nas culturas negras uma forma de existir. Seguimos em luta”, finalizou a pesquisadora.
Initial plugin text

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Quem são os brasileiros escolhidos para o programa Foundry do YouTube Music em 2026


Amanda Magalhães, Franco, The Sir! e MC Luanna: os brasileiros escolhidos pelo programa Foundry do YouTube Music em 2026
Reprodução/Instagram
Criado em 2015, o programa Foundry do YouTube Music anunciou, nesta quarta-feira (3), os nomes dos 24 artistas da classe de 2026 do projeto, que tem como missão apoiar as vozes diversas e inovadoras da comunidade musical independente global.
Nomes como Dua Lipa, Rosalía e Omar Apollo já receberam apoio do projeto. Entre os brasileiros que já estiveram na lista do Foundry estão Marina Sena, Duquesa, Tuyo, ÀVUÀ, Kaike e Ana Laura Lopes.
Em 2026, o programa selecionou artistas de 11 países. E entre os selecionados, estão três brasileiros:
Amanda Magalhães
Franco, The Sir!
MC Luanna
Segundo Vivien Lewit, Diretora Global de Artistas do YouTube, “o Brasil é uma força global na indústria da música e nosso objetivo é levar a próxima onda de artistas brasileiros para um estágio global com o Foundry.”
“Temos defendido consistentemente o talento brasileiro no Foundry. A beleza do YouTube é que ele derruba fronteiras geográficas, e podemos ajudar os artistas brasileiros a estabelecer relacionamentos genuínos e duradouros com fãs em todo o mundo”, afirma Vivien.
Os brasileiros no Foundry 2026
AMANDA MAGALHÃES
AMANDA MAGALHÃES
Divulgação/YouTube
Amanda Magalhães tem 34 anos e é cantora, atriz, produtora e compositora. O primeiro álbum da artista carioca, o “Fragma” (2020), trouxe participações de Seu Jorge e Liniker.
Com um trabalho voltado para a cena musical brasileira contemporânea, Amanda também já viralizou nas redes sociais com alguns vídeos em que faz remixes com falas de celebridades e autoridades como os apresentadores Ana Maria Braga e William Bonner e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Amanda tem 10,8 mil assinantes em seu canal no YouTube, 217 mil seguidores no Instagram e quase 290 mil ouvintes mensais no Spotify.
Initial plugin text
g1 – Como foi receber a notícia de ser selecionada pela Foundry?
Amanda Magalhães – Eu surtei quando soube! O YouTube sempre fez parte da minha trajetória criativa, seja através da música, dos meus remixes ou dos conteúdos que produzo para as redes. Ser reconhecida por uma iniciativa tão relevante, que aposta em artistas e criadores com potencial de inovação, me deu uma sensação muito bonita de que estou no caminho certo. Além da felicidade, senti também um grande incentivo para continuar experimentando e expandindo possibilidades dentro do meu trabalho.
g1 – Como acha que isso vai impactar na sua carreira daqui pra frente?
Amanda Magalhães – Acredito que a Foundry chega em um momento muito importante pra mim. Tô desenvolvendo novos projetos musicais e audiovisuais e vejo essa oportunidade como uma chance de ampliar horizontes, trocar experiências e explorar formatos que talvez eu não conseguisse experimentar sozinha. Também enxergo o programa como uma forma de fortalecer minha conexão com o público e levar meu trabalho pra novas audiências.
g1 – Acompanha o projeto como um todo? Fica de olho nos artistas selecionados?
Amanda Magalhães – Sim, sempre acompanhei. Curto observar como cada criador utiliza a plataforma de uma forma única pra desenvolver linguagem e construir comunidade. Foi através do programa que descobri alguns artistas de quem hoje sou muito fã, como Rosalía, Duquesa, Arlo Parks…
g1- Quem são suas referências na música?
Amanda Magalhães – Espero não ser mal interpretada com o que vou responder, mas ultimamente tenho buscado ser minha própria referência. Me refiro a tentar ser fiel àquilo que for genuíno de mim enquanto artista. É meio inevitável que a gente seja uma soma de tudo aquilo que já consumimos porque as coisas que amamos ficam dentro da gente de alguma forma.
Acho rico também que a gente possa se inspirar uns nos outros. Mas tenho evitado usar como norte o trabalho de quem eu gosto pra não cair na cilada de deixar de viver a minha própria jornada criativa.
Isso de se apoiar em referências musicais, já me impediu antes de me aprofundar nas possibilidades que eu mesma posso trazer enquanto alguém que cria. Sinto que no novo álbum estou me redescobrindo e explorando novos lugares por conta disso.
Quando mostro uma música do novo repertório pra alguém e dizem que faz lembrar de fulana ou sicrano fico até meio bolada porque sinto que falhei na missão. Mas enfim, é um exercício. E isso não significa que certos artistas não tenham me marcado de maneira emblemática na meu processo de formação musical: Rita Lee, Jamiroquai, Nação Zumbi, Lauryn Hill, Marcelo D2, Billie Holiday, Banda Black Rio, Hiatus Kayote, Childish Gambino…são apenas alguns deles. A lista é longa e bastante eclética.
FRANCO, THE SIR!
FRANCO, THE SIR!
Divulgação/YouTube
Franco, The Sir! tem 19 anos, é autodidata e produz, mixa e compõe suas próprias faixas. Com um trabalho voltado para o trap nacional, ele já chamou a atenção de artistas da cena como Brandão, DaLua, Alee, entre outros.
Junto com Ajuliacosta, o cantor fez, no último mês, uma participação no single “Sua Favorita”, de Budah.
Franco, The Sir! tem 44,5 mil assinantes em seu canal no YouTube, 154 mil seguidores no Instagram e quase 657 mil ouvintes mensais no Spotify.
Initial plugin text
g1 – Como foi receber a notícia de ser selecionada pela Foundry?
Franco, The Sir! – Eu fiquei muito feliz porque uma colaboração um pouco mais intimista com o YouTube é algo que eu já desejava há muito tempo, e veio de uma maneira muito natural.
É reconfortante saber que, de alguma forma, o YouTube com sua gama infinita de artistas acreditou de alguma forma também no que eu tenho criado.
g1 – Como acha que isso vai impactar na sua carreira daqui pra frente?
Franco, The Sir! – Eu acho que o maior impacto é em relação à expansão mesmo de entrega do meu trabalho, não só para o público, mas também para outras companhias que trabalham com plataformas de streaming, plataformas de reprodução. Eu acho que o YouTube Foundry é a expansão para isso.
g1 – Acompanha o projeto como um todo? Fica de olho nos artistas selecionados?
Franco, The Sir! – Eu sabia de certa forma do projeto, eu não acompanhava de uma forma tão atualizada, mas eu tenho noção do impacto do projeto desde a criação do YouTube Foundry como um contexto geral da história do YouTube.
g1 – Quem são suas referências na música?
Franco, The Sir! – As minhas referências na música são bem diversas. Tenho meus favoritos que escuto desde sempre, o Daniel Caesar é um deles. E o Jean Tassy, aqui no Brasil. Mas é uma gama bem extensa. Tem o Djavan, Thundercat… eu gosto bastante de musicalidade.
MC LUANNA
MC LUANNA
Divulgação/YouTube
Mc Luanna tem 31 anos, nasceu na Bahia, mas mora em São Paulo. Cantora e compositora, ela usa sua música para traduzir sua vivência através de letras nos segmentos de rap, trap e funk.
Apesar de nunca ter sonhado em ser rapper, começou a se dedicar às rimas na pandemia. Em março, Mc Luanna lançou seu álbum mais recente, o “Irrefreável”.
Mc Luanna tem 158 mil assinantes em seu canal no YouTube, 663 mil seguidores no Instagram e quase 2,1 milhões de ouvintes mensais no Spotify.
Initial plugin text
g1 – Como foi receber a notícia de ser selecionado/a pela Foundry?
Mc Luanna – Receber a notícia foi incrível! Quem acompanha a minha trajetória como Mc Luanna sabe que sou uma artista independente desde sempre, então ver o meu trabalho ser reconhecido por um programa da importância do Foundry é muito significativo! Fiquei muito grata pelo convite e pela oportunidade de expandir o meu som com o suporte deles!
g1 – Como acha que isso vai impactar na sua carreira daqui pra frente?
Mc Luanna – Minha expectativa é a melhor possível! Acredito que o Foundry vai trazer um impacto extremamente positivo e significativo para a minha carreira daqui para frente, eu e toda a minha equipe já estamos trabalhando muito, nos dedicando ao máximo para entregar um resultado impecável dentro de todas as propostas do projeto, e sinto que é momento perfeito, porque temos alguns projetos sendo construídos para o decorrer deste ano, e o suporte do YouTube vai ser o combustível que precisávamos para fazer tudo acontecer da melhor forma!
g1 – Acompanha o projeto como um todo? Fica de olho nos artistas selecionados?
Mc Luanna – Sim, com certeza! Eu acompanho o Foundry já há bastante tempo e tenho um carinho enorme por esse projeto, justamente porque ele tem esse olhar sensível para o mercado independente, fico sempre de olho em quem é selecionado e acho incrível ver como o programa traz novos nomes à tona.
E para mim tem um gosto ainda mais especial, porque vi de perto amigas minhas participando, como a Duquesa. Fiquei feliz demais pelo projeto delas e pela trajetória de cada uma. Inclusive na época eu já pensava: “Não vejo a hora de ser o meu momento”, e finalmente esse momento chegou, e estou muito animada de fazer parte dessa história agora!
g1 – Quem são suas referências na música?
Mc Luanna – Minhas referências musicais vem muito do que vejo com meus olhos. É grandioso o movimento que a Duquesa faz, que a Tasha e Tracie faz. Eu sou fã das minhas amigas e o movimento delas fazem com que eu me movimente.
Leia também: É o fim das gravadoras? Modelo independente cresce no mercado musical, mas traz desafios
Com fazer parte do Foundry?
Youtube.
Dado Ruvic/Reuters
Vivien Lewit explica que todo artista independente em desenvolvimento que tenha um lançamento de videoclipe programado é elegível e pode enviar suas inscrições para o projeto.
“O processo de curadoria é altamente colaborativo, rigoroso e enraizado na cultura local. É um esforço de equipe massivo que envolve nossos times globais de música avaliando artistas em diferentes regiões, incluindo as Américas, Europa e Ásia. Analisamos milhares de artistas para encontrar aqueles que realmente representam o futuro da música independente e com quem podemos fazer parcerias a longo prazo”, afirma.
Ela ainda cita que aparecer na lista é apenas o ponto de entrada. O programa inclui uma parceria que prepara o artista para o sucesso. O suporte inclui:
Apoio Financeiro: Os artistas recebem uma doação financeira direta para investir em seu ofício, seja para criação de conteúdo, produção ou campanhas de lançamento independentes;
Suporte e Educação: Suporte contínuo e dedicado de gerentes de parceria do YouTube, acesso antecipado aos recursos mais recentes do YouTube Music e oportunidades de mentoria para ajudar a navegar no ecossistema de música digital;
Marketing e Promoção: Apoio com recursos de marketing global, suporte em playlists e oportunidades promocionais de alta visibilidade — incluindo a presença de artistas em outdoors em locais emblemáticos como a Times Square em Nova York e a Estação de Metrô Sé em São Paulo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Do medo de altura ao trauma com cavalos: Sandra Annenberg revela desafios enfrentados durante gravações no México


Do medo de altura ao trauma com cavalos: Sandra Annenberg revela desafios enfrentados durante gravações no México
A apresentadora Sandra Annenberg precisou enfrentar dois medos durante as gravações dos programas do Globo Repórter sobre o México: altura e cavalos. Em um vídeo de bastidores, ela contou que encarou uma tirolesa e voltou a montar a cavalo pela primeira vez desde uma experiência traumática vivida na infância.
Segundo Sandra, a descida de tirolesa foi mais intensa do que imaginava. A apresentadora afirmou que esperava uma atividade tranquila, mas se surpreendeu com a velocidade e as curvas do percurso.
“Eu me perguntava: o que estou fazendo aqui?”, relembrou.
O desafio maior, no entanto, envolveu cavalos. Sandra contou que desenvolveu pavor dos animais após um passeio realizado quando tinha cerca de oito anos.
Na ocasião, segundo ela, o cavalo em que estava saiu do trajeto previsto e disparou por uma área de mata. A apresentadora disse que precisou se abaixar para desviar dos galhos enquanto tentava entender o que estava acontecendo.
Desde então, ela afirma que nunca mais havia chegado perto de um cavalo.
“Desde aquele momento eu nunca mais cheguei perto de um cavalo, até esse Globo Repórter”, disse.
Sandra Annenberg enfrenta trauma com cavalos no Globo Repórter
Globo Repórter
Além das aventuras, Sandra também comentou os desafios culturais da viagem. Entre eles, a necessidade de se familiarizar com nomes e expressões ligados à história mexicana.
“Teotihuacán, Tenochtitlán, náuatle”, citou Sandra, ao mencionar alguns dos termos aprendidos durante a produção.
A segunda parte da viagem do Globo Repórter no México é o destaque do programa desta sexta-feira (3). A íntegra da reportagem também fica disponível no Globoplay após a exibição.
Sandra Annenberg encara tirolesa no Globo Repórter
Globo Repórter
LEIA TAMBÉM:
Brasil já ganhou Copa do Mundo no México; veja como cidade do tri de Pelé se prepara para receber mais um Mundial
‘Bebês-milagre’: a história dos recém-nascidos que sobreviveram sob os escombros no México
Costureira que veste presidente do México une tradição, bordados e músicas de Roberto Carlos; VÍDEO
Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Gilberto Gil, Luisa Arraes, Caetano Veloso e mais artistas participam de campanha contra ‘jogo do tigrinho’


Gilberto Gil, Djavan, Caetano Veloso e mais artistas participam de campanha contra ‘jogo do tigrinho’
Reprodução/Instagram
Gilberto Gil, Luisa Arraes, Djavan, Caetano Veloso, Chico Buarque, Marieta Severo, Camila Pitanga e outros artistas participaram da campanha “Block do Tigrinho”, que aborda os problemas gerados pelas apostas em bets e jogos de azar.
Em um vídeo publicado pela 342 Artes, responsável pela iniciativa, atores, cantores e influenciadores falam sobre o impacto das apostas ilegais. “O tigrinho promete sorte, diversão, mudança de vida, mas só traz dívidas e desespero para milhões de famílias”, afirmam as celebridades ao longo do vídeo.
A campanha incentiva a conscientização da população sobre os riscos das Bets e pede o endurecimento e fiscalização das regras.
“As Bets se transformaram em um problema de saúde pública. Uma epidemia que está devastando famílias, criando vício, sofrimento e dívidas. Essa campanha quer mostrar que a sociedade não aceita mais esse cenário”, cita o site da campanha, que traz Alinne Moraes, Ebony, Mateus Solano, Paulinho da Viola e uma série de outros artistas como apoiadores.
Em abril de 2025, o Banco Central afirmou que os brasileiros gastam de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões, por mês, com apostas online.
Initial plugin text
Meses antes, em novembro de 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, determinou que o governo criasse mecanismos para impedir que o dinheiro do Bolsa Família, voltado às famílias de menor renda no país, fosse “desviado” para atividades de risco como as bets virtuais.
Em dezembro daquele ano, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou, em recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o governo enfrenta dificuldades para adotar medidas capazes de impedir o uso dos recursos do programa social para pagar apostas esportivas online.
Ao g1 e à TV Globo, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rego, garantiu que é possível rastrear e impedir que os recursos do Bolsa Família sejam usados para apostas de quotas fixas – as chamadas “bets”.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Derrota do 7×1, afastamento de Tite e relação com Cristiano Ronaldo: Felipão fala sobre assuntos de trajetória no futebol


‘Pode Perguntar?’: Felipão diz que o pior inimigo do jogador é a vaidade
Em participação no quadro “Pode Perguntar?”, do Fantástico, o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, falou sobre temas marcantes de sua trajetória no futebol: a derrota histórica da Seleção Brasileira por 7 a 1 para a Alemanha em 2014, o afastamento do treinador Tite e a relação de proximidade com o atacante português Cristiano Ronaldo. Veja no vídeo acima.
Derrota histórica em 2018
O treinador classificou o resultado no Mineirão como um episódio coletivo e destacou a dificuldade de reagir ainda durante a partida. Segundo ele, já no intervalo, com o placar em 5 a 0, não havia espaço para ajustes táticos profundos, mas sim para tentar conter o impacto emocional sobre os jogadores.
“Reavaliação quando está 5 a 0 é difícil. O que cabia a mim era não deixar uma arrasada final. Mostrar que o mundo não terminou ali”, afirmou.
Felipão também ressaltou que a derrota deve ser compartilhada por todo o grupo.
“Ganhamos em grupo, perdemos em grupo. Eu era mais um naquele momento”, disse.
O técnico ainda comparou o episódio com conquistas posteriores na carreira, como a passagem pelo futebol chinês, onde acumulou títulos. Para ele, a superação é parte fundamental da trajetória no esporte. “A gente não pode afundar porque um problema existe”, completou.
Relação com Tite segue distante
Outro ponto abordado foi o distanciamento do técnico Tite. Felipão confirmou que os dois ficaram afastados após uma acusação envolvendo uma suposta derrota proposital em um jogo no passado — situação que ele nega categoricamente.
“Não teve veracidade nenhuma. Foi uma colocação totalmente errada”, afirmou.
O treinador explicou que, apesar de tentativas de reaproximação, o contato ainda não foi retomado.
“Achamos que não era o momento. Estamos um pouco afastados ainda”, disse. Ele, no entanto, minimizou o conflito e demonstrou expectativa de reconciliação no futuro. “Acho que, com o tempo, vamos esquecer isso. É uma bobagem que o futebol vai ter que eliminar”, avaliou.
Amizade com Cristiano Ronaldo
Felipão também surpreendeu ao comentar sua relação com Cristiano Ronaldo, com quem trabalhou na Seleção de Portugal. Segundo ele, mantém contato frequente com o atacante até hoje.
“Tenho o número dele, a gente se comunica. É uma relação como de pai para filho”, afirmou.
O treinador elogiou não apenas o talento, mas também a dedicação do jogador.
“Tudo o que vocês ouvem falar do Cristiano é certo. Ele é espetacular. Não se contenta com o normal — enquanto não aprende o mais difícil, ele não para”, disse.
Felipão destacou ainda a longevidade do atleta, que segue atuando em alto nível. “É por isso que ele continua até hoje, com mais de 40 anos, jogando profissionalmente”, concluiu.
Aos 77 anos, Felipão segue sendo uma das figuras mais emblemáticas do futebol brasileiro, marcado tanto pelo título mundial de 2002 quanto pela derrota de 2014 — dois extremos que, segundo ele, ajudam a definir sua trajetória.
‘Pode Perguntar?’: Felipão diz que o pior inimigo do jogador é a vaidade
Reprodução/TV Globo
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico
Ouça os podcasts do Fantástico
ISSO É FANTÁSTICO
O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Barretos 2026: o que explica a invasão do pagode na maior festa sertaneja do país


Alexandre Pires, Belo, Pixote e Turma do Pagode são destaque em Barretos
Reprodução/Instagram
A edição de 2026 da Festa do Peão de Barretos, o maior evento da cultura sertaneja do país, tem um número expressivo de pagodeiros. Neste ano, foram confirmados no festival: Belo, Alexandre Pires, Pixote e Turma do Pagode.
É o maior número de representantes do gênero nas últimas 10 edições, sendo um deles (Alexandre Pires) destaque no palco principal de Barretos, o Palco Estádio.
Num evento tão tradicionalista, que inclusive foi alvo de críticas ao tentar abrir mais espaço para nomes do pop e do funk, caso de Anitta e MC Kevinho, o pagode é uma espécie de coirmão que ganhou destaque, muito pelos resultados dos últimos anos.
Agora no g1
Pedro Muzetti, diretor cultural da Festa do Peão de Barretos, destacou em entrevista ao g1 que o evento sempre teve um papel de experimentação.
“Somos um evento com os maiores nomes do sertanejo, 90, 95% do line-up é de artistas do gênero, mas também tentamos inovar. Sabemos que, num primeiro momento, as críticas aparecem, tem gente que não gosta. Mas no dia do show costuma dar certo”, explica.
“Com pagode, percebo que a recepção é diferente, existe uma conexão maior do que com outros gêneros, como o funk, por exemplo.”
A estratégia dos bastidores
Nas últimas 10 edições da Festa do Peão de Barretos, o número de representantes do pagode nos dois palcos principais do evento (Estádio e Amanhecer) foi de, no máximo, dois. Em 2026, serão quatro.
Infográfico mostra crescimento do pagode em Barretos
Arte/g1
Mas a “negociação” para a vinda em peso de pagodeiros começou em 2025. Além dos palcos onde acontecem os shows principais da Festa do Peão, Barretos tem diversos ranchos, espaços onde artistas também se apresentam e empresários fazem conexões.
Foi nesse espaço que Alex Kalil, responsável pela produtora GR Show, decidiu atuar. O empresário, que gerencia a agenda de Belo, Turma do Pagode e Pixote (três dos quatro convidados), se instalou em um rancho que levava sua marca e iniciou as conversas com o evento.
Dodô, vocalista do grupo Pixote, chegou a participar do show da dupla Hugo e Guilherme, que se apresentou no palco principal do evento em 2025.
“Cantei ‘Insegurança’ com eles e foi maravilhoso. O público cantou junto comigo e acho que ali foi uma abertura. A organização viu que todo mundo conhece, todo mundo cantou. Esse ano a gente vai estar com nosso show lá”, disse ao g1.
Muzetti conta que os ranchos são fundamentais nessa “experimentação” de Barretos e que outros escritórios responsáveis por gerir a carreira de outros artistas já entraram em contato com o evento para entrar na lista de shows.
A seleção dos artistas do pagode levou em conta a influência do empresário e também um “match” com o evento, como é o caso de Alexandre Pires, que vai se apresentar em Barretos com seu projeto em homenagem ao sertanejo, “Pagonejo Bão”.
O lobby de Kalil tem como principal base um dos melhores anos do pagode. Depois de, finalmente, quebrar a dependência das rádios (onde desbancou o sertanejo) e invadir o streaming, o gênero teve em 2025 um grande resultado de números. E uma nova porta se abriu.
A nova onda do pagode
Thiaguinho no Mineirão lotado durante a última edição da Tardezinha em BH
Bruno Soares/Divulgação
Em 2025, a “Tardezinha”, label capitaneada por Thiaguinho rodou o Brasil, incluindo cidades interioranas onde o sertanejo domina, e se mostrou um fenômeno de público – e de vendas.
Com o pagode em alta, não só a festa de Peão de Barretos, mas todo um circuito de eventos que antes olhava quase que exclusivamente para o sertanejo estendeu o olhar ao pagode.
Marcelinho TDP, compositor e cavaquinista do grupo Turma do Pagode, contou que, nos últimos meses, o grupo recebeu diversos convites para participar de feiras agrícolas e outros eventos ligados à cultura sertaneja.
“O pagode é uma das culturas mais populares do Brasil há muito tempo. Creio que, nos últimos dois, três anos, muita gente entendeu o que essa potência traz de retorno também. E, falando do sertanejo, há uma proximidade histórica que é lógica”, diz.
Multidão empolgada com Jorge & Mateus na Festa do Peão de Barretos 2025
Érico Andrade/g1
Marcelinho e Dodô contaram que não há grandes alterações pensadas para o show em Barretos. O integrante do Turma do Pagode, inclusive, conta que nas apresentações em feiras, por exemplo, o setlist ganha apenas um “bloco final” com releituras de sucessos do sertanejo.
“Num evento que dura tanto tempo, o público quer acompanhar uma diversidade que não fuja tanto do que ele está acostumado no dia a dia. E quem ouve pagode sabe de sertanejo. E vice-versa. São culturas do povo, do brasileiro comum.”
Uma relação de três décadas
Na década de 1990, o pagode vivia seu auge no Brasil. Entre os principais grupos estavam Art Popular e Só Pra Contrariar. Os dois estavam muito conectados com o sertanejo, por motivos diferentes.
Capitaneado por Leandro Lehart, o Art Popular era um grupo de pagodeiros que gostava de dialogar com outros gêneros. Com o sertanejo, a conversa era mais próxima, num mix que foi além da sonoridade.
Um dos maiores sucessos do grupo, “Fricote” é uma parceria com Daniel e se tornou como uma espécie de marco entre os gêneros, símbolo de como o diálogo era próximo
Mas o Só Pra Contrariar foi muito além dos feats. Nascido em Uberlândia (MG), fora do eixo Rio-SP, o grupo tinha na essência relação com a cultura sertaneja.
Em uma das primeiras visitas à TV, nos anos 1990, o grupo de Alexandre Pires cantou seu principal sucesso, “Essa Tal Liberdade”. E, em vez de um banjo e um cavaco à frente, o SPC se apresentou com dois violões.
Em 1997, o projeto “Amigos”, especial de fim de ano da TV Globo que reunia os principais nomes do sertanejo à época (Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo) prestou uma espécie de homenagem ao SPC. Chitãozinho e Xororó cantaram “Mineirinho”, sucesso do grupo.
Com a virada da década, as parcerias se tornaram pontuais, mas com o mesmo impacto. Sorriso Maroto gravou com Jorge e Mateus, Raça Negra fez um DVD repleto de participações do sertanejo, e no ano passado a música mais ouvida do ano, “P do Pecado”, foi uma parceria dos pagodeiros do Menos é Mais com a sertaneja Simone Mendes.
E esse último sucesso de 2025 ajudou na mudança de chave na parceria entre pagode e sertanejo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Mestres do Universo’: Elenco com duas brasileiras (e um ‘honorário’) foi ‘coincidência’, dizem atores e diretor


O He-Man brasileiro (de coração) em ‘Mestres do Universo’
Como se não bastasse a presença de duas atrizes brasileiras no elenco de “Mestres do Universo”, o novo filme que adapta as aventuras de He-Man tem um ator britânico com coração brasileiro no papel do herói.
“Eu era um fã gigante da Seleção quando era novo. Não da maneira falsa, realmente obcecado”, diz, em entrevista ao g1, Nicholas Galitzine, que cresceu com uma bandeira verde e amarela em seu quarto.
“Sinto que também sou um brasileiro honorário a essa altura.”
Conhecido por comédias românticas como “Vermelho, branco e sangue azul” (2023) e “Uma ideia de você” (2024), o ator de 31 anos divide a tela com a americana filha de brasileiros Camila Mendes (“Riverdale”) e com a carioca Morena Baccarin (dos filmes de “Deadpool”).
g1 já viu: ‘Mestres do Universo’ abraça cafonice de He-Man em aventura ridícula e divertida
Para divulgar o filme que estreia nesta quinta-feira (4) nos cinemas nacionais, Galitzine e Mendes estiveram em São Paulo com o diretor Travis Knight (“Kubo e as cordas mágicas”).
O lançamento teve direito a evento para fãs na avenida Paulista e premiere com tapete vermelho – um tratamento no mínimo incomum para uma grande produção hollywoodiana.
Por um lado, faz sentido. Transmitido pela Rede Globo nas manhãs dos anos 1980 e 1990, o desenho animado clássico atingiu uma popularidade no país que rivalizou com o ápice do personagem nos Estados Unidos.
Nicholas Galitzine em cena de ‘Mestres do Universo’
Divulgação
Mas os atores e o cineasta garantem que a escalação das duas atrizes brasileiras – e do cidadão “adotivo”, como Mendes mesmo classificou o colega – foi mero acaso.
“De verdade acho que foi só uma coincidência”, afirma ela.
“Eu definitivamente era a única brasileira que fez testes para o papel.”
“Então, acho que, quando me escalaram, obviamente queriam ser espertos em relação a quem escalariam em alguns dos outros papéis.”
A atriz, também com 31 anos, interpreta Teela, guerreira que cresceu com o protagonista e que tem uma relação ainda não explorada no filme com a personagem de Baccarin.
“Gostaria de dizer que foi intencional, mas não foi”, conta Knight.
“A Teela, nossa protagonista do filme, precisávamos de alguém que fosse feroz e engraçada e empática e encantadora. Realmente uma ótima atriz. E isso me levou a Camila, que é todas essas coisas.”
Idris Elba, Nicholas Galitzine e Camila Mendes em cena de ‘Mestres do Universo’
Divulgação
Entre a nostalgia e uma nova geração
Em “Mestres do Universo”, nome original da franquia mais conhecida no Brasil apenas como “He-Man”, o príncipe exilado (Nicholas Galitzine) de um planeta distante precisa encontrar uma espada lendária para voltar para casa e derrotar um vilão megalomaníaco (Jared Leto) e inseguro com cara de caveira.
A obra estreia finalmente depois de anos com inúmeras tentativas de fazer uma nova adaptação, após o malfadado filme estrelado por Dolph Lundgren e Frank Langella, em 1987.
Para a difícil missão de apresentar os personagens para uma nova geração, ao mesmo tempo em que agrada os fãs originais, Knight foi escolhido por ser um grande admirador do desenho enquanto crescia.
Não atrapalhou, é claro, que ele tivesse no currículo a excelente animação em stop-motion de 2016 e “Bumblebee”, filme com atores derivado de “Transformers”, outra franquia inspirada em brinquedos dos anos 1980.
“De verdade, eu nunca fiquei muito preocupado. Eu lembro de encontrar Travis pela primeira vez. E eu tinha uma fé completa nele e no que ele estava fazendo”, diz Galitzine.
“Ele é um cara que entende completamente o que é fazer um blockbuster para essa geração.”
“Sempre ia ter um elemento direcionado para saciar os fãs nesse filme, mas ele também tem uma perspectiva muito nova, e sabia que não queríamos alienar novos fãs também.”
Jared Leto como o Esqueleto em cena de ‘Mestres do Universo’
Divulgação
Jared Leto e o ‘sonho febril’ do Esqueleto
Para Knight, era uma questão de resistir a impulsos de uma parte do público que dizia que “He-Man tem que ser como ‘O Senhor dos Aneis'” ou um grande épico sombrio e sisudo.
“Isso nunca foi He-Man para mim”, afirma ele.
“He-Man sempre foi algo maluco, sabe? A essência do excesso dos anos 1980. Era um sonho febril. Esquisito. Descontrolado. Com um cara com algo como um tanque no lugar do rosto lutando com outro com uma cabeça de caveira e armas laser e machados de batalha.”
Para interpretar o tal “cara com cabeça de caveira”, o vilão supremo Esqueleto, o diretor contou com o vencedor do Oscar por “Clube de compras Dallas” (2013), Jared Leto.
A ausência do ator na campanha de divulgação do filme levantou especulações do público sobre a participação efetiva de Leto na produção – algo que Knight refuta completamente.
“Ele esteve nas gravações todos os dias. A atuação que vemos é ele. Ele usa essa roupa incrível de prostéticos de músculos, que parece alguém que foi esfolado”, diz o diretor.
Ao conversar com o ator sobre o filme, Knight rapidamente aprendeu que o vilão era o favorito de Leto.
“Ele é um personagem esquisito. Ele é engraçado, e inseguro e assustador, com um visual interessante, e é muito teatral, com uma voz e uma risada bem distintas. E Jared queria capturar todas essas coisas, mas queria fazer algo maluco, que fosse divertido e o transformasse em um vilão icônico.”
Nicholas Galitzine em cena de ‘Mestres do Universo’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Peabo Bryson, vencedor do Grammy com músicas de ‘A bela e a fera’ e ‘Aladdin’, morre aos 75 anos


O cantor Peabo Bryson
Reprodução/YouTube
O cantor Peabo Bryson, vencedor do Grammy pelas canções “A Whole New World”, do filme “Aladdin”, e “Beauty and the Beast”, de “A Bela e a fera”, morreu aos 75 anos.
*Reportagem em atualização

Fonte: G1 Entretenimento