Categorias
ENTRETERIMENTO

Bianca, Biel do Furduncinho e L7nnon celebram ‘Ai preto’ em show de Jason Derulo no Rock in Rio


‘Não poderia vir aqui sem tocar funk’ disse cantor americano antes de se juntar ao grupo de dançarinas ao som da faixa. Artistas brasileiros vibraram com sucesso nas redes. Bianca, Biel do Furduncinho e L7nnon celebram ‘Ai preto’ em show de Jason Derulo no Rock in Rio
Reprodução/Instagram
Bianca, Biel do Furduncinho e L7nnon usaram as redes sociais para comemorar o fato de Jason Derulo ter levado o hit “Ai preto” ao Rock in Rio.
Neste sábado (3), o cantor americano de 32 anos surpreendeu ao pedir para banda parar de tocar o hit “1, 2, 3” com Sofía Reyes, durante seu show no Palco Mundo para dançar ao som do hit nacional.
“Não poderia vir aqui sem cantar funk, eu amo” afirmou Derulo.
Foi quando “Ai Preto”, funk de Bianca, Biel do Furduncinho e L7nnon, começou a tocar. O momento durou pouco tempo, mas o suficiente para agitar o público. A música é a quinta mais ouvida no Spotify no Brasil.
Jason Derulo toca “Ai Preto” no Rock in Rio
Bianca, que se preparava para seu show em Gravataí, no Rio grande do Sul, vibrou com a notícia.
“Gente, acabei de ver que Jason Derulo tocou ‘Ai preto’ no Palco Mundo. Eu juro pra vocês que eu tentei gravar, mas eu tava tão desesperada que eu gravei, botei no microfone ativado, deu tudo errado. Quem tiver o vídeo, me manda, pelo amor de Deus.”
Biel do Furduncinho fez uma série de postagens em seus Stories comentando os vídeos em que foi marcado no Rock in Rio.
“Hino”, “Sem acreditar, “‘Ai preto’, verdadeiro hit do ano” e “Vitória pro funk” foram alguns dos comentários feitos pelo cantor.
Ele também disse ter se emocionado com uma das gravações. “Me mandaram esse vídeo aqui. A lagrima desceu. L7, você confiou em mim e olha onde nós tá”, celebrou o artista.
L7nnon, que se apresentou no Rock in Rio na tarde de sábado (3), mostrou que enviou uma mensagem para Jason Derulo em agradecimento. “Deixou fortão meu di raça”, escreveu o cantor, que ainda completou a mensagem com um emoji de coração com as mãos.
Jason Derulo se apresenta no Rock in Rio 2022
Bruna Prado/AP

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

De volta ao Rock in Rio, Emicida defende força política de festivais: ‘Artistas não caíram de Marte’


Com show carregado de discursos, rapper vai participar do festival neste domingo ao lado de convidados. Ele fala ao g1 sobre manifestações do público e ‘história’ que pretende contar no palco. Emicida mostra camiseta de Criolo com um título de eleitor e a palavra ‘vote’ durante show de encerramento do palco principal do Lollapalooza 2022
Fábio Tito/g1
Emicida nem precisaria responder se acha ou não que música e política se misturam. Seu show fala por si só.
“Eu não acho que o palco seja uma bolha ou que a vida dos artistas seja uma bolha. Os artistas não caíram de Marte, entende?”, avalia, diante de um debate que sempre se intensifica nas redes sociais quando vai se aproximando um grande festival, como o Rock in Rio.
Ele participará do festival neste domingo (4), ao lado de Drik Barbosa, Rael e Priscilla Alcantara. Sua apresentação, como sempre acontece, deve ser carregada de discursos, num momento em que o país se inflama politicamente, às vésperas da eleição presidencial.
O rapper foi um dos primeiros nomes de seu gênero a conquistar um lugar em eventos como esse. Hoje, após “quatro décadas ouvindo que o rap era uma moda”, vê o ritmo no topo das programações. Isso não quer dizer que, para ele, os festivais sejam equilibrados.
Em entrevista ao g1, o cantor reflete sobre a falta de espaço a ritmos consagrados, como o samba. Também fala de acúmulo de trabalho, de sua relação com a fé — sempre presente em seus shows — e da “história” que pretende contar na apresentação do Rock in Rio.
AO VIVO: Acompanhe os shows do festival em tempo real
g1 – No Lollapalooza 2022, você fez um show nada óbvio, que deixou de fora alguns de seus principais hits. Como é o processo para escolher as músicas que vão entrar num show de festival como o Lolla e o Rock in Rio?
Emicida – O que eu faço é pensar, antes de qualquer outra coisa, numa história: que história eu gostaria de contar naquela ocasião. No Lollapalooza, a gente estava com a expectativa de ver o Foo Fighters, numa pegada mais rock. Tem a coisa de querer, a cada festival, fazer uma experiência artística diferente porque isso acaba mostrando que a gente consegue se adequar a qualquer universo, que a gente consegue conversar com todo mundo. Eu acho que os festivais também servem para isso.
O Lollapalooza me deu vontade de fazer aquele show mais pesado, subir tocando guitarra. Agora, com o Rock in Rio, a gente está com esse mesmo espírito. O Rock in Rio é uma experiência avassaladora. É um mar de gente e no palco Sunset, em especial, o Zé Ricardo [curador do espaço] conseguiu criar uma comunidade de pessoas que estão muito abertas a experiências musicais das mais diferentes possíveis.
Emicida durante show no segundo dia do Lollapalooza 2022
Marcelo Brandt/g1
g1 – Por causa do valor dos ingressos, só um nicho elitizado de pessoas tem acesso a esses eventos, especialmente no Brasil de hoje, com a crise econômica. Isso influencia na concepção do seu show?
Emicida – É muito difícil você estereotipar quem paga para ir no seu show, seja em que contexto for. Depois de duas décadas tocando, os espetáculos passeiam por universos muito diferentes, onde as pessoas podem não ter a mesma origem de vida que a minha, podem não ter as mesmas características que as minhas, mas elas estão lá, emocionadas e apaixonadas pela minha música. Eu acho muito genuíno porque não foram poucas as vezes em que eu me identifiquei com músicas que chegaram para mim e que não eram, necessariamente, uma reprodução do meu modo de vida.
Eu acho que, se em alguma instância a gente consegue transcender tudo isso e se conectar enquanto ser humano, é a parada mais bonita que a gente pode fazer. Eu valorizo isso demais.
Em geral, as pessoas gostam de bater nessa tecla, por causa do preço dos ingressos, eu concordo com isso. Acho que a gente deveria criar mecanismos para que isso fosse mais acessível e acho que isso é urgente. Ao longo da nossa trajetória, a gente foi muito presente em todas essas lutas e continua sendo porque o objetivo final é que a música chegue no maior número de pessoas, que as pessoas que nos acompanharam durante toda a nossa trajetória não sejam privadas de nenhum tipo de experiência.
Eu acredito que a ponte que a música faz — principalmente a minha música, principalmente hoje — não me permite estereotipar as pessoas que escutam ela. Eu também não gostaria que as pessoas me estereotipassem.
g1 – Roberta Medina, que é vice-presidente do Rock in Rio, tem falado em entrevistas que não se faz política em cima do palco de festivais como esse. O que você acha disso?
Emicida –
“As pessoas se conectam com a nossa arte pelo que a gente significa, pelo que a gente cria artisticamente, mas também pelo que a gente sonha para nós e para o mundo.”
Nesse sentido, eu acho que não tem nenhum campo da nossa produção artística que não toque, de alguma maneira, numa questão política. Eu não acho que o palco seja uma bolha ou que a vida dos artistas seja uma bolha. Os artistas não caíram de Marte, entende? O não posicionamento político, por si só, já é um posicionamento político. Eu não posso viajar para a Palestina, fazer uma selfie da minha cara e dizer que não me conecto com questões políticas. O meu silêncio também se transforma num manifesto.
Eu, particularmente, não concordo [com a opinião de Medina]. Graças a Deus, as pessoas sabem o que eu significo, sabem no que eu acredito, pelo que eu luto. Entendo que o festival também sofre pressões de outros universos e acho que eles tentam se posicionar de uma maneira mais neutra, o que também acredito ser legítimo, mas não é uma expectativa que se deva ter com relação aos artistas. E eu nem estou falando só dos artistas que concordam comigo. Arte é arte e nosso posicionamento precisa ser livre.
g1 – Esse Rock in Rio, pela proximidade com a eleição, será diferente de alguma forma?
Emicida – No Lollapalooza, no começo do ano, a energia já estava daquela maneira [a edição de 2022 do festival foi marcada por manifestações políticas]. É impossível você juntar 100 mil pessoas e querer que aquelas 100 mil pessoas não exerçam seus direitos cívicos. Isso é um direito do cidadão mesmo. E é um desejo também, um sonho.
O Brasil tem um sonho de produzir dignidade, se perde em mil caminhos para alcançar esse sonho, mas continua caminhando. E, se tem uma coisa que tem ficado cada vez mais sublinhada, é que [o presidente] Bolsonaro é o oposto de tudo de digno que a gente pode sonhar nesse lugar.
g1 – Já é possível fazer um balanço dos danos que foram gerados pra cultura no período de pandemia?
Emicida – Eu acho que ainda não. A euforia do momento que estamos vivendo não permite que a gente faça essa análise pragmática de como se encontra o mundo cultural. Mundo cultural, que foi muito atacado inclusive pelo que ele significa, pela capacidade dele de fazer as pessoas imaginarem como o mundo pode ser diferente.
A gente ainda não fez uma leitura do panorama de terra arrasada em que a gente se encontra. Quantas casas fecharam? No Brasil e no mundo, foram fechadas instituições que estavam abertas há 50, 100, 300 anos. Esse tipo de coisa é uma grande perda e muda o caráter cultural de algumas regiões.
A gente vai ter agora uma temporada de vários eventos. Depois, vamos pular para o verão e emendar no carnaval. Talvez, depois do carnaval do ano que vem, a gente possa ter uma leitura mais precisa disso.
g1 – Você foi um dos primeiros nomes do rap a ser incluído na programação de grandes festivais e hoje vê o gênero ganhar cada vez mais espaço nesses eventos. Além da qualidade dos artistas, ao que atribui esse movimento?
Emicida – A um grande esforço coletivo.
“Foram quatro décadas, quatro gerações ouvindo, de uma maneira pejorativa, que o rap era uma moda. Mas não existe nenhuma moda que dure quatro décadas.”
É uma grande conquista ter feito parte dessa construção. Eu só acho que as gerações que vêm depois da nossa precisam se concentrar na magia dessa construção coletiva. Isso propiciou que tantos artistas do rap estejam nesses palcos, circulando pelo Brasil e pelo mundo. É importante que as próximas gerações se concentrem em dar continuidade a isso. Se eu posso ser meio tiozinho agora e dar uma orelhada, minha orelhada é essa: mantenham a chama acesa, jovens.
Veja a programação completa do Rock in Rio
Como e onde assistir aos shows ao vivo?
g1 – Você acha que hoje dá para dizer que os festivais são equilibrados em termos de gêneros musicais?
Emicida – Acho que não. A gente acabou de tocar em Belo Horizonte, no festival Sarará, e lá teve uma coisa que me emocionou muito. Quem tocou antes da gente foi o Zeca Pagodinho. Eu até me emocionei, invadi o palco para ver o show do Zeca. A gente se divertiu para caramba.
Mas olha que coisa louca: em todos esses anos participando de tantos festivais no Brasil, foi a primeira vez que eu vi um artista como Zeca no mesmo line-up que a gente.
“Não ter o samba no line-up dos grandes festivais é algo que me frustra bastante. Não ter o samba nas listas de melhores discos do ano — isso acontece com muita frequência — me frustra muito.”
Essa é uma das conquistas que a gente ainda está a produzir, a alcançar. Eu fico muito feliz de ser parte dessa conquista. Quando a gente declara nossas influências, como o samba é presente na nossa construção, como ele é uma forma de viver, como ele tá sólido dentro da nossa música, a gente abre espaço para que esse tipo de encontro aconteça ao vivo. E para que as pessoas passem a pensar cada vez menos no gênero, No final das contas, o que todos nós somos é isso: operários da música.
Emicida no João Rock 2022 em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
g1 – O pastor Henrique Vieira participou do seu show no Lollapalooza e, no Rock in Rio, você vai cantar com a Priscilla Alcântara. São dois nomes com uma forte ligação com a religião cristã. Você também fala bastante de fé nas suas músicas, que papel esse tema tem na sua produção?
Emicida – Eu nasci numa realidade muito pobre, muito triste. Quando você nasce numa realidade como essa, a única coisa que você tem é o acreditar. Eu não estou falando de fé enquanto uma coisa institucionalizada, traduzida pelas instituições religiosas. Eu estou falando da necessidade do ser humano de acreditar em algo, e nisso até os ateus se encontram.
A gente precisa acreditar em algo, terreno ou espiritual, mas o ser humano precisa acreditar em algo, nem que seja uma utopia. A função da fé, no final das contas, é essa: fazer com que a gente siga caminhando para frente. Por isso, eu gosto de colocar essa parada na música, e acho que bacana que as pessoas coloquem fone de ouvido e sintam que, na música que eu faço, elas encontram um motivo para continuar.
g1 – Você é um artista multitarefas: está na música, mas também na TV, em games, na moda… Acha que hoje existe uma pressão para que músicos sejam sempre mais que músicos? É tranquilo lidar com esse acúmulo de trabalho?
Emicida – Tranquilo, tranquilo…. não.
“Se eu pudesse simplesmente sentar e estudar meu piano, eu adoraria. Mas eu entendo que essa não é a forma com que o mercado se comporta.”
Isso não é uma invenção do nosso tempo, só tem se tornado mais visível, Se a gente voltar um pouquinho, vemos, por exemplo, a Elis Regina e o Jair Rodrigues sendo apresentadores de um programa de TV.
Quantos artistas já não eram uma espécie de canivete suíço? O James Brown acompanhou o borderô [planejamento financeiro] dos shows até o último dia da vida. O artista sempre foi e sempre vai ser uma figura multitarefas porque, como eu disse antes, a gente não caiu de Marte. A gente está onde está por causa da quantidade de coisas com as quais se conecta.
A música acaba sendo como um filho. Você não pega seu filho, solta na rua e fala para ele voltar com 18 anos. Você vai cuidando dele e de todos os aspectos que o cercam. Isso vai nos direcionando para poder expor outros lugares onde a gente também é criativo, também tem interesse. E, como hoje a nossa vida inteira está mais exposta por causa das redes sociais, as pessoas têm oportunidade de ver a gente jogando videogame, praticando esporte e andando de cavalo, se você for o João Vicente [de Castro, ator e amigo de Emicida].

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Theo Kant, cantor que tocou violão no show de Post Malone, agradece rapper: ‘Incrível a oportunidade’


Cantor de 21 anos de Niterói (RJ) fez dueto com artista neste sábado (3). Ele estava segurando um cartaz perto do palco, tem carreira voltada para o trap e gravou covers de Los Hermanos e Djavan. Fã toca com Post Malone no Rock in Rio 2022
Theo Kant, cantor de 21 anos de Niterói (RJ) que foi chamado para o palco do Rock in Rio para acompanhar Post Malone, agradeceu o rapper pelo convite em suas redes sociais.
“Obrigado, Post Malone. Incrível a oportunidade de poder mostrar um pouco do que eu sou apaixonado pra tanta gente”, escreveu o cantor no Instagram, na manhã deste domingo (4).
Ele ainda compartilhou algumas imagens do encontro e fez uma série de vídeos nos Stories falando um pouco sobre o encontro.
Theo foi chamado para o palco do Rock in Rio e tocou violão acompanhando Post Malone neste sábado. Ele estava segurando um cartaz pedindo para tocar a música “Stay” com o rapper (veja no vídeo acima).
“Mano, de longe o melhor momento que vivi na minha vida até agora. Obrigada, Post Malone pela humildade. Ele não vai ver isso, mas espero que veja.”
“Obrigado, Post Malone pela oportunidade pela humildade, por ter dado essa oportunidade, por ter dado essa proporção toda… nem sei nem o que estou falando. Ainda não acredito, aí fico falando m****”, seguiu Theo, fazendo uma pausa nos vídeos.
“Se eu pudesse contar uma história bem curta pra vocês. Tem três anos que eu solto música, que lanço música, que escrevo, penso em roteiro, a gente escreve clipe, faz as paradas. E sempre você fica pensando: ‘mano, como vai ser o dia que eu vou subir num palco de magnitude e, sei lá, de alguma forma na vida colaborar com referências? Eu nunca imaginei que ia ser dessa forma.”
Initial plugin text
Quem é Theo Kant
Theo começou tocando na igreja e depois passou a investir em um pop mais “urbano”. Segundo ele, aos poucos ele foi misturando seu som ao rock e ao trap, o subestilo do rap com batidas mais graves e arrastadas.
Nos últimos meses, ele lançou músicas como “Agora já foi” e “Duro como chão”. Antes, costumava postar no YouTube covers voz e violão de canções de outros artistas como Djavan (“Azul”) e Los Hermanos (“Sentimental”).
No Spotify, Kant tem 1.352 ouvintes mensais e dez músicas cadastradas na plataforma de streaming. A mais ouvida é “Burro demais”, seguida por “Moletom”.
Neste sábado à noite, havia escrito no perfil dele no Twitter: “Será que hoje eu toco com Post Malone?” Para conseguir esse objetivo, teve que se espremer na grade da frente do Palco Mundo segurando o cartaz que o fez virar músico de apoio do headliner desta noite de festival.
Theo Kant
Divulgação
Antes do dueto, Post se empolgou enquanto cantava “Better now” na escada em frente ao palco e, após alguns pulos, escorregou e caiu ao chão.
Com chuva durante toda a apresentação, o palco estava bem molhado. Após a queda, Malone se levantou e continuou o show normalmente.
Post Malone cai enquanto canta ‘Better Now’ no Rock in Rio

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Tributo a Taylor Hawkins tem filho do músico na bateria e Dave Grohl emocionado


Foo Fighters voltou aos palcos seis meses após morte do baterista para fazer homenagem, em Londres. Estrelas do rock, como Paul McCartney e Liam Gallagher, participaram do show. Filho de Taylor Hawkins durante show em tributo ao pai, em Londres
Reprodução
A volta do Foo Fighters aos palcos desde a morte do baterista Taylor Hawkins foi marcada pela emoção neste sábado (3). O grupo fez um show em tributo ao músico, em Londres, com a presença de estrelas do rock e do filho de Hawkins, que tocou bateria em uma das músicas.
Taylor foi encontrado morto em um quarto de hotel em Bogotá, na Colômbia, em março deste ano. A banda fazia uma turnê pela América Latina e se preparava para vir ao Lollapalooza Brasil.
Um relatório toxicológico apontou vestígios de 10 substâncias no corpo do músico, incluindo opióides, maconha e antidepressivos.
Tributo emocionado
Um dos momentos de maior emoção foi durante a música ‘Times Like These’, um dos maiores sucessos da banda, quando o vocalista Dave Grohl não segurou as lágrimas e reforçou o que dizia a letra: “É em momentos como esse que você aprende a amar novamente”.
O show deste sábado foi o primeiro de dois organizados pela esposa do músico e colegas de banda, com a renda sendo revertida para instituições de caridade.
Paul McCartney, Queen e AC/DC participaram da homenagem realizada no estádio de Wembley. Liam Gallagher abriu o show com uma versão de ‘Rock And Roll Star’ do Oasis.
Na função de Hawkins se revezaram vários músicos e fãs da banda, além de Shane, filho de 16 anos de Taylor. Ele tocou a música ‘My Hero’. A filha de Dave Grohl, Violet, também cantou durante o show.
Quem foi Taylor Hawkins, baterista da banda Foo Fighters

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

g1 ouviu #210 – João Gordo: causos de um causador do rock


Músico conta histórias desde o começo do Ratos de Porão, além de encontros históricos com Kurt Cobain e Dave Grohl em edição especial do g1 ouviu, que foi transmitida ao vivo em videocast. VÍDEOS: VEJA ENTREVISTA DO JOÃO GORDO NO G1 OUVIU
Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Marina Sena, a ‘arroz de festa’ de festival que todo mundo quer ver


Cantora fez mais de 20 shows em festivais pelo Brasil desde que lançou ‘De Primeira’, álbum de estreia em 2021. Ela canta com Luisa Sonza, no Rock in Rio, neste domingo (4). Marina Sena no Mita Festival em São Paulo, no Lollapalooza e no Rock the Mountain, em Itaipava, no Rio de Janeiro
Divulgação; Fábio Tito/g1; Divulgação/Fernanda Tine
Marina Sena está em todas. Desde que lançou o álbum “De Primeira” em agosto de 2021, a cantora mineira conquistou rapidamente espaço nos principais festivais do país.
Lollapalooza, Rock the Mountain, Coala, Sarará, Mita Festival, Do Sol. São alguns dos exemplos de como Marina virou “arroz de festa”, no melhor sentido nesse caso.
ENTREVISTA AO G1: ‘Não sabia o que era poder aquisitivo, agora sei e nunca mais quero não saber’
Ao todo, ela já tocou em mais de 20 festivais por aqui e a lista segue crescendo.
O próximo palco que ela subirá é o do Rock in Rio, em uma participação no show de Luísa Sonza, neste domingo (4), no Palco Sunset.
ROCK IN RIO AO VIVO: Veja como e onde ver a transmissão do festival
PROGRAMAÇÃO: Horários dos shows por palco
Quando foi anunciada como atração do festival, Luísa se derreteu ao falar da convidada.
“Marina tem uma sonoridade única, uma história de carreira única também. É muito necessária no pop, é muito forte, é um fenômeno”, afirmou ao g1 em abril.
Conheça história de Marina Sena e do álbum ‘De Primeira’ no podcast g1 ouviu:
Além da participação de Marina, a apresentação vai dar um gostinho do novo show de Luísa, “Um Conto de Dois Mundos”. É o começo de um novo momento da carreira ou era, como as artistas pop preferem.
Vai ser uma “quase” estreia, porque o tempo restrito do festival não permite que ela faça o show completo, mas nada abala a dona do hit “Cachorrinhas”. Ela já tem a data da estreia oficial na Audio, em São Paulo, no dia 1° de outubro.
Agenda Rock In Rio: veja horários dos shows que vão rolar na primeira semana de festival
Segundo álbum a caminho
Marina Sena se apresenta no palco Adidas no terceiro dia do Lollapalooza 2022
Fábio Tito/g1
Marina Sena já tem o próximo álbum pronto e deve lançar o primeiro single em outubro.
Antes de entrar de vez no novo disco, a mineira de Taiobeiras lançou, em agosto, um especial com novos arranjos de quatro das dez faixas.
QUEM É MARINA SENA: Conheça história da cantora da ‘voz agreste’
Ao g1, antes do Lollapalooza, Marina disse que se dependesse dela já teria lançado as novas músicas e antecipou como vai ser a sonoridade do próximo trabalho.
“Tudo que eu faço independentemente do quão pop seja é MPB. Você vê que a pessoa veio da MPB, mas é mais pop sim. No “De Primeira” tem mais violão, inclusive a maioria eu gravei de celular e mandei para o Iuri [Rio Branco, namorado, baterista e produtor], mas, nas próximas coisas, não vai ter tanta presença do violão, por exemplo”.
“No disco novo, eu perdi o medo da música eletrônica assim, estou mais ousada com relação aos ritmos que são pop. Mas a voz, as melodias e as referências melódicas e rítmicas são completamente MPB, uma MPB pop”, explicou ela.
Marina Sena fala da emoção de estrear no Lolla

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Lucy Alves fará homenagem a Tim Maia no Rock in Rio: ‘Clássicos para todo mundo cantar’


Cantora concilia show com gravações de ‘Travessia’, novela de Glória Perez da qual será protagonista. Ao g1, ela defende Jade Picon das críticas antes da estreia: ‘Preguiça desse papo [de ser ou não atriz]’. Pense em alguém que está com a cabeça cheia de coisa para pensar. Essa pessoa é a Lucy Alves.
A cantora e atriz paraibana estreia como protagonista na próxima novela das 21h, “Travessia”, e canta, pela primeira vez com a sua banda, no Rock in Rio neste domingo (4). Ela ainda estreia a série “Só se For por Amor” no dia 21 de setembro.
O show na Rock District vai ser em homenagem a Tim Maia, cantor que ela define como um artista que “deveria ser até mais homenageado, mais lembrado do que ele já é”.
No show compacto, ela vai cantar os clássicos dos clássicos, sem tempo para lados B do repertório.
“Quero todo mundo cantando todas as músicas comigo, até porque é impossível não cantar, né?”, diz antes de contar hits que estão no repertório, como “Sossego”, “Imunização Racional”, “Descobridor dos Sete Mares”, “Vale Tudo” e “Você”.
“Muita gente já fez a leitura do Tim Maia, só que acho que consegui trazer uma coisa única, com a minha cara, com meu jeitão. Tem muito da minha pegada e muitos elementos nordestinos, está soando diferente”.
Antes, Lucy já cantou no festival em 2017, em um show em homenagem a João Donato, com Mariana Aydar, Tiê e Emanuelle Araújo. Ela também fez uma participação no Sunset em 2019.
Estreia como protagonista
Lucy Alves vai contracenar com Chay Suede e Romulo Estrela na novela ‘Travessia’, de Glória Perez
Divulgação/Fábio Rocha
Mesmo com a cabeça cheia, Lucy fala com tranquilidade sobre os projetos na entrevista ao g1, por vídeo, logo após a prova de roupa para o festival.
A paraibana canta desde os 15 anos, mas despontou na cena nacional no “The Voice”, em 2013, e desde então tem trabalhado na carreira na música.
Ela não achava que a atuação ia ganhar o peso na carreira como tem hoje, quando fez “Velho Chico” em 2016.
Aceitou o convite, inclusive, com muito pé atrás, mas depois, fez “Tempo de Amar”, no ano seguinte, e “Amor de Mãe”, em 2019.
“Agora eu assumi: gosto de atuar, por que não?. Antes, eu pensava que só poderia me dedicar à música, mas hoje vejo que a gente pode fazer os dois, eu estou vendo que dá”
Lucy diz que a ficha de que vai ser a protagonista de uma novela de Glória Perez ainda não caiu. “Estou preferindo fazer a louca, mas também sei da importância e do privilégio que é esse convite”.
O show no Rock in Rio vai ser um bom momento para aliviar a tensão: “Cantar de certa forma me ajuda a relaxar, a esquecer um pouquinho, consigo dar uma respirada para voltar para o set”.
Brisa, personagem que vai interpretar, vai se envolver com Chay Suede e Rômulo Estrela, parceiros que têm dado muito apoio à Lucy.
Jade Picon também vai fazer parte do núcleo da cantora, mas só mais para frente na novela. Por enquanto, Lucy está gravando no Maranhão.
Grazi Massafera e Jade Picon serão mãe e filha na novela “Travessia”
Reprodução/Instagram
Ela sente uma pressão parecida com a estreante e ex-BBB e até defende Jade.
“As pessoas têm que relaxar, porque vão se surpreender. Eu também sou fruto de um reality. Elas só querem julgar e falar “Ah, mas ela não é atriz” poxa… tenho tanta preguiça desse papo. Eu não era atriz também”, diz.
“Acho que a Jade está fazendo muito bem, na minha opinião, não tem outra pessoa que faria melhor a Chiara. Espero que ela seja bem má comigo, porque isso também me atiça e faz a cena ficar maravilhosa”.
Roupas de Jade Picon vão de De R$ 12 mil a R$ 35 no ‘BBB22’

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Gilberto Gil leva ao Rock in Rio neste domingo show que parece festa de família com riso e choro


Apresentação com filhos, netos e bisneto tem clima intimista e costuma ter momentos de brincadeira e emoção entre familiares. Eles são a atração principal do Palco Sunset. Gil ensaiando com família para a turnê
TV Globo
A turnê que Gilberto Gil leva ao Rock in Rio neste domingo (4) tem cara de festa de família, com clima intimista e momentos de brincadeira e emoção do cantor com filhos, netos e bisneto.
VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO FESTIVAL
Um dos grandes shows do clã Gil no Brasil foi no Mita Festival, em maio deste ano. Gilberto Gil fez a neta Flor se emocionar no palco e a filha Bela chorar na plateia no show de São Paulo.
Flor Gil ao lado do avô, Gilberto Gil, em show no Mita Festival neste sábado (14) em São Paulo
Rodrigo Ortega / g1
A neta de 13 anos foi ovacionada depois de “Say a little prayer”, de Burt Bacharach, a primeira de várias músicas que ela cantou. Enquanto era aplaudida, ela começou a chorar. O avô explicou que aquele era o primeiro show da neta em um festival.
Initial plugin text
Enquanto isso, a mãe de Flor, Bela Gil, chorava de emoção na plateia. No fim do show, ela subiu no palco para dançar (e cantar pequenos trechos) ao lado da filha e do pai as músicas “Madalena” e “Andar com fé”.
Foi o segundo final de semana seguido que a bela voz de Flor Gil roubou a cena em um evento nacional. A neta de Gil foi a cantora que abriu o vídeo do jingle no lançamento da chapa de Lula e Alckmin.
Initial plugin text
O show em família de Gilberto Gil também teve o filho Bem na guitarra. Nesta turnê ele costuma ter até mais familiares no palco. Mas, naquele sábado, o trio Gilsons, que tem seus filhos e netos, tocou em outro festival em SP, o Nômade (com Caetano Veloso de atração principal).
Bela Gil e Flor Gil dançam durante show de Gilberto Gil no Mita Festival
Rodrigo Ortega / g1
Mesmo sem a plateia cheia e com um público disperso no início, Gil conseguiu esquentar o show aos poucos com versões como “Upa, neguinho”, de Edu Lobo, e “Stir it up”, de Bob Marley, e seus clássicos como “Tempo rei”, “Expresso 2222” e “Aquele abraço”.
Gilberto Gil no Mita Festival
Ariel Martini / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Qual será o setlist de Justin Bieber no Rock in Rio? Turnê tem cantor em fase mais madura e romântica


Metade do show deve ser dedicada ao álbum ‘Justice’, lançado em 2021, dominado por pop romântico, dramas e ativismo. Setlist também terá sucessos como ‘Baby’ e ‘Sorry’. Justin Bieber e Hailey Bieber se beijam no tapete vermelho do Grammy 2022
Angela Weiss/AFP
Justin Bieber volta ao Brasil em uma versão mais madura, romântica e ativista, graças ao álbum mais recente dele, “Justice”.
Ele é o headliner deste domingo (4) no Rock in Rio. Veja a programação completa.
Metade do setlist do show deve ser dedicada a esse disco, que é o sexto da carreira dele. Há músicas com discursos de Martin Luther King Jr, mas a casca de ativismo social cobre o recheio de sempre, com pop romântico e drama individual.
Desde o álbum “Changes”, de 2020, o cantor canadense de 28 anos vem se apoiando no amor (pela esposa, a modelo Hailey Baldwin, e por Deus) para tentar fazer uma música pop mais sincera e sensível.
Justin Bieber se apresenta no Grammy 2022
Mario Anzuoni/Reuters
Três das melhores músicas de “Justice” ganham destaque no repertório da turnê que passa pelo Rock in Rio em 4 de setembro. O começo deve ter o gospel de “Holy” e o pop autoajuda chiclete “Hold On”. Principal hit do álbum, a balada soul-pop “Peaches” é deixada para perto do fim.
G1 OUVIU: 6º álbum de Justin Bieber faz mistura indigesta de pop romântico e falas de Martin Luther King
LISTA: Em 2012, Bieber completou 18 anos com façanhas, mas sem hit número 1
ÁLBUM DE 2020: Bieber luta contra rejeição geral com ‘Changes’, álbum de xarope R&B apaixonado
Mas o setlist não terá só “Justice”. Justin também vai cantar os sucessos que todos querem ouvir. Nos shows mais recentes, ele vem cantando uma versão acústica de “Love Yourself” e uma versão bem dançante de “Sorry”.
Semana Pop relembra os altos e baixos das carreiras de Justin Bieber e Demi Lovato
Tem rolado ainda “Baby”, o primeiro sucesso da carreira, lançado no distante ano de 2010. O cantor também passa por São Paulo, nos dias 14 e 15 de setembro.
Histórico de doenças
Bieber está bem e vem seguindo com sua turnê normalmente. Em junho deste ano, porém, ele cancelou shows que faria no Canadá e nos Estados Unidos ao ser diagnosticado com síndrome de Ramsay Hunt, que paralisou parte de seu rosto.
A síndrome de Ramsay Hunt é uma infecção dos nervos da face e do ouvido que pode provocar paralisia facial. Ela é causada pelo vírus herpes-zoster.
Justin Bieber mostra metade do rosto paralisado
Ele chegou a publicar um vídeo mostrando a paralisia. “Como vocês podem ver esse olho não está piscando, não posso sorrir desse lado do meu rosto, esse lado do nariz não se move. É uma paralisia total desse lado do meu rosto”, descreveu Bieber.
O diagnóstico veio após o cantor sofrer por anos com depressão e com a Doença de Lyme, uma enfermidade causada por uma bactéria transmitida pela picada de carrapato e pode afetar todos os sistemas do corpo humano.
Possível setlist do show de Justin Bieber
Somebody
Hold on
Holy
Where Are Ü Now
What Do You Mean?
Yummy
Swap It Out
Love Yourself
Off My Face
Sorry
Love You Different
As I Am
Ghost
Lonely
Intentions
Boyfriend
Baby
Peaches
Anyone

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Matuê leva trap nacional ao Rock in Rio com influência de Chorão e ‘experiências psicodélicas’


Ele vai levar músicos que tocaram no Charlie Brown Jr. ao palco. Rapper cearense chega ao festival como o representante brasileiro mais popular do trap, vertente ‘chapada’ do rap do sul dos EUA. Matuê se apresenta no Mita Festival em São Paulo
Alex Woloch/Divulgação
Matheus Brasileiro Aguiar, 28 anos, chega ao Rock in RIo em alta. Ele não é só o representante nacional mais forte do trap, vertente “chapada” do rap surgida no sul dos EUA, mas também furou a bolha do estilo e é hoje um dos cantores mais populares do Brasil.
Ele canta no Rock in Rio neste domingo (4), no Palco Sunset, e diz que vai levar o baterista André Pinguim e o baixista Heitor Gomes, que tocaram no Charlie Brown Jr., para o palco.
VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO ROCK IN RIO
Matuê é ídolo ainda virou condutor de novos sucessos – sua produtora 30Praum gerencia os prodígios do trap Teto (que também está no festival) e WIU.
A parada de streaming no Brasil nunca teve tantas faixas de rap nacional nos primeiros lugares como no final de 2020, quando saiu “Máquina do tempo”. “Elas ficam bem soltas, bem aleatórias ali, né? Têm dois ‘funkão’, aí Matuê, aí depois dois sertanejos, e Matuê”, ele disse na época ao podcast g1 ouviu.
O rapper cearense teve a melhor semana de estreia de um disco na história do Spotify no país. “Máquina do tempo” saiu em 10 de setembro e emplacou todas as sete faixas entre as 15 mais tocadas no Spotify no Brasil no dia, um feito inédito.
As faixas cheias de psicodelia, sexo e efeitos de voz furaram a bolha dos fãs de trap. O subgênero do rap, de batidas arrastadas e graves, é popular há vários anos nos EUA e cresce no Brasil.
Quem é Matuê?
“Máquina do tempo” é o primeiro álbum dele. Mas sua carreira já ganha força há seis anos em faixas avulsas. Com sucessos como “Anos luz” e “Kenny G”, acumulou fãs e detratores.
O trap feito de forma mais acessível e melódica gerou reação de gente que posa como entendida do estilo nas redes sociais. A frase “Matuê não é trap” virou quase um bordão, repetida nas redes por gente que torce o nariz para ele.
Saiba mais: do trap ao rap acústico, qual é a do novo hip hop brasileiro?
Capa do álbum ‘Máquina do tempo’, de Matuê
Divulgação
O próprio Matuê já brincou com essa “acusação” de que não faz trap de verdade. Em “A morte do Autotune” (2018), ele citou de forma dramática o efeito de voz comum no trap. No hit “Kenny G” (2019), imitou com desprezo os fãs de rap que falam “eu não gosto de Matuê, não”.
EUA e Ceará
Um fato em sua biografia virou lenda entre fãs e “haters”. Matuê morou nos EUA entre a infância e a adolescência. Mas ao contrário do que se diz nas redes, não houve glamour. Ele resume a experiência na gringa, dos 8 aos 11 anos, como “interessante”:
“Meus pais botaram tudo a jogo para ir para lá e de início a gente tinha só o básico. A gente estava até em uma situação de dormir no chão inicialmente. E com o passar do tempo, quando você começa a conquistar o básico, começa a ter uma vida digna”.
Lá, ele acompanhou os movimentos de rap e trap mais de perto. Mas a família teve que voltar para o Ceará para ficar perto da avó, que estava com câncer. Professora de artes, ela foi responsável por memórias de música do Nordeste na infância.
“Apesar de não ter sido uma coisa de educação, foi mais ‘vamos brincar ali’, ela tocando acordeon, tocando teclado e muito forró, bem tradicional da nossa cultura. Isso ficou com certeza, ficou muito”, diz.
“Infelizmente ela faleceu um ano depois e, para mim, isso foi uma situação muito difícil, porque eu não tinha muita conexão com as outras pessoas da minha família. Ela, para mim, era a guia, era a pessoa que me criava”, ele lembra.
Matuê no Planeta Atlântida 2020.
André feltes/ Agência Preview
Trap sem armadilha
O adolescente com referências norte-americanas acabou mergulhando no gênero que mais representa os jovens dos EUA hoje. Mas ele não quer se prender ao trap.
“Sou fã do hip hop, do trap, acompanho pra caramba, mas, para ser sincero, o que me move em relação à música está fora do trap”, diz Matuê.
André 3000 é referência no rap. Fora, há Bob Marley, Jimi Hendrix, Charlie Brown Jr. E estilos preferidos? “A maioria da minha playlist tem rock alternativo, indie”. Entre os mais tocados está Tame Impala, o projeto psicodélico do australiano Kevin Parker.
“Eu não quero que [a base no hip hop] me limite, por isso dentro do disco tem músicas como “Vem Chapar”, que são um pouquinho mais fora da curva do que se diz o trap tradicional”. Essa faixa lembra o rap mais pop de Post Malone.
‘Experiência psicodélicas’
“Tem um lugar que geral fica bem / E você pode ir pra lá também / Vem ser feliz na Cogulândia” são versos da faixa que abre o disco, “Cogulândia”. O formato é de trap, mas a substância muda – não é o lean, xarope à base de codeína citado por 10 entre 10 ídolos do estilo.
Matuê explica que, na quarentena, passou por um período de busca e de “evolução pessoal e espiritual”:
“Eu tive algumas experiências psicodélicas que foram importantes, fundamentais, para dar esse pulo em termos de mudança de perspectiva e entender o momento do que está se passando e como eu posso auxiliar, como eu posso ser melhor dentro do meu trabalho”, diz.
“Acredito nessa capacidade de certas experiências, não só relacionadas a enteógenos psicotrópicos, mas espirituais. Experiências transformadoras, de melhorar a vida. Trazer mais clareza e segurança sobre o que se está fazendo, qual é a sua função. Por isso acredito que tenha isso tão forte no disco”, ele explica.
Matuê
Felipe Vieira/Divulgação
Viagem espacial e Fortaleza real
As letras sobre viagens espaço-temporais com arranjos climáticos já gera teorias sobre significados secretos nas redes sociais. Matuê prepara uma HQ baseada no álbum. Aquela figura de cabelos e olhos roxos dos vídeos é um personagem?
“É e não é, sabe? Ao mesmo tempo em que é [personagem], sou eu, porque tudo que escrevo, falo, são coisas que são conectadas com minha vida. Tem músicas que falam sobre a minha cidade, meu lugar de origem, as expressões que a gente utiliza aqui”.
Ele faz um retrato distante dos clichês tropicais de Fortaleza em “É sal”. “Fortal City é uma mistura / Morando na praia / E mesmo assim a vida é dura / Tá geral suave, do nada o clima muda / Vai passar na frente, a máquina te costura”
Chorão reconstruído
A faixa-título e maior hit, “Máquina do tempo”, usa a base de “Como tudo pode ser”, do Charlie Brown Jr. Ela começou a ser feita em 2018.
Sem saber se conseguiria a liberação do uso do sample na faixa, concebida pelo produtor de trap Celo, Matuê e o parceiro WIU regravaram a base de forma semelhante à original, como alternativa aos entraves burocráticos.
“Fui atrás do mesmo baixo do Champignon, da guitarra do Marcão, dos efeitos, do que ele estava usando ali no pedal board dele”, explica.
Mas a autorização veio e foi comemorada pela equipe: “Se a gente não tivesse conseguido, ia ficar com receio muito grande, ia torcer para música não dar certo, para ficar mocada lá e o pessoal poder ouvir”, ele brinca.
Matuê ocupa no trap um espaço semelhante ao que o líder do Charlie Brown Jr. ocupava no rock brasileiro – uma espécie de ídolo renegado, aprovado por multidões e desprezado por supostos entendedores.
“Não querendo me comparar com ele de nenhuma forma, porque eu tenho ele como lenda. Mas eu acredito que ele foi um cara que veio com uma missão muito clara aqui para Terra”, diz o fã Matuê sobre Chorão.
“Do que ele queria fazer, do que ele queria transmitir, independente do que isso causou, ele concluiu o objetivo dele. Se você for ver, nem Jesus agradou todo mundo, né? Então a gente não tem como…”.
A comparação a Jesus na primeira pessoa do plural vem mais fácil do que a relutância em se comparar a Chorão – para dar uma ideia do quanto Matuê reverencia o líder do Charlie Brown Jr.
Do laptop quebrado ao luxo
Matuê
Felipe Ribeiro / Divulgação
Ao contrário da insolência das letras, ao conversar sobre carreira Matuê sabe que ainda tem muito a conquistar, e mostra alegria genuína com o fenômeno do álbum. Ele sempre acompanhou de perto o lado dos negócios com a produtora 30Praum, que hoje também tem os novos ídolos Teto e WIU.
“A gente começou de forma improvisada, gravando as minhas músicas num laptop quebrado do jeito que dava mesmo. Mas sempre entendendo que aquilo era um passo a se dar”, ele diz. “E que eu não podia nunca ter medo do próximo passo, de melhorar, me profissionalizar”, completa.
“Isso foi em 2016, então o tempo foi bem curto. Acho que a gente conseguiu chegar nesse objetivo rápido. Mas foi muito trabalho, muita dedicação, muito suor, muita frustração, muita decepção, sempre passando por cima dessas barreiras para poder elevar o nível do som.”

Fonte: G1 Entretenimento