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MC Carol chega ao Rock in Rio após anos ‘de terror’ com equipe: ‘Eu era roubada’


Funkeira canta no festival após lançar ‘Borogodó’, álbum que exalta liberdade feminina no sexo e na música. Ela contou ao g1 como se impôs na carreira, demitiu equipe e levou funk a sério. MC Carol fala sobre seu segundo disco, ‘Borogodó’, e sobre o passado de shows mambembes
MC Carol defende o funk feminino no Rock in Rio 2022 neste sábado (3), ao lado de Papatinho, Hariel e L7nnon (veja programação completa).
Ela está na turnê do álbum “Borogodó”, resultado de duas facetas da artista. À frente está a Carol das letras de funks sobre a liberdade sexual feminina, sempre disposta a mais uma festa. No vídeo acima, ela fala sobre o álbum.
Nos bastidores está uma segunda Carol, que leva a sério o funk de esbórnia. Ela só sobe ao palco sóbria, reflete sobre as armadilhas da fama e conta como tomou as rédeas da carreira após anos de “terror” na estrada: “Eu era roubada pelos caras”, ela lembra.
Voz firme e bases variadas
Você acha que a cantora de 27 anos, solteira, vive atrás de homem? Acertou. Mas é assim: Carol busca pelo Brasil DJs para refletir a riqueza do funk – das batidas rasteirinhas ao ritmo frenético de 170 BPM do Rio; do brega-funk de Recife ao som hipnótico de BH.
Do jeito que ela gosta, com um parceiro atrás do outro, ela abraça vertentes do funk – e até o pagodão baiano em “Seu vizinho”, com O Maestro. Ele encara os brega-funkeiros Cleytinho Paz e CL No Beat em “Novinho de 17” e responde “17 anos comigo não tem conversa / passou de 18, pau quebra”.
A voz firme de Carol une os batidões diversos. Em “Calibre grosso”, ela acompanha esperta o estilo mineiro fragmentado de DJ Cezão da Vila e do DJ Pquatro. Ela até ostenta com o DJ Zigão da Brasília em “Vida de artista”: “A gente sabe como é, essa vida de artista, os novinhos querendo mudar de vida”.
Só que a “vida de artista” dela, na real, não é bagunça. “Quem não me conhece pensa que minha vida é uma baderna. Mas de baderna não tem nada.” Achar esse equilíbrio foi difícil e sofrido. Ao saber sobre a morte do MC Kevin, ela diz que um filme da sua própria vida passou na cabeça. Veja abaixo.
MC Carol lamenta a morte de MC Kevin e fala sobre as armadilhas da fama para os jovens de periferia
“Borogodó” é seu segundo álbum, cinco anos após “Bandida”. Ela despontou com funks agressivos, explícitos e engajados como “100% feminista”, “Não foi Cabral” e “Mamãe da putaria”, no rastro de cariocas como Tati Quebra-Barraco e Deize Tigrona e à frente da nova estrela paulista MC Dricka.
Bem antes da onda das letras femininas desbocadas no rap dos EUA, a Carol de Niterói já chutava o balde mais longe do que Cardi B e Megan Thee Stalion em funks caseiros como “Meu namorado é o maior otário”.
Mas a autora das letras sobre se fartar com vários parceiros não mistura sexo e trabalho (“você não vai trabalhar no MC Donald’s e pegar várias mulheres no balcão”, ela compara). Carol se preocupa mesmo é em achar parceiros sérios para a sua equipe.
Capa do álbum ‘Borogodó’, de MC Carol, inspirada em Botticelli
Divulgação
‘Anos de terror’
Levantar a voz para os homens foi questão de sobrevivência para a cantora que hoje exalta o feminismo e a liberdade sexual e musical.
Carolina de Oliveira Lourenço nasceu em 1993 em Niterói, e cresceu no Morro do Preventório, criada pelos bisavós. Aos 14 anos, teve que morar sozinha e passou fome até achar uma luz na música. Mesmo assim, o início da carreira em 2010 não trouxe uma solução fácil.
“Eu era mais nova e os caras (da equipe eram) mais velhos. A minha palavra era sempre a última. Os caras trabalhavam para mim e parecia que eu trabalhava para eles. Eu era roubada por esses caras.”
Carol tinha uma rotina pesada e mambembe, de até sete shows por noite, em que ela se esforçava para cumprir os compromissos enquanto o resto da equipe parecia viver no mundo fictício dos funks de festa. Até o motorista da maratona de shows aparecia bêbado. “E eu tinha que entrar nesse carro.”
“Por várias vezes eu poderia ter morrido. Não era culpa minha, mas por causa de pessoas da minha equipe que eram irresponsáveis”, ela afirma. “Minha vida se tranquilizou em 2016. Mas eu comecei em 2010. Então foi seis anos de terror.”
Bonde feminino
Ela só achou o prumo quando teve força para confrontar os homens da equipe. “Eu me impus e foi saindo por um. Mas eu precisei me levantar”, ela conta. Hoje, ela comanda o bonde com outra mulher. Sua empresária é a mineira Ana Paula Paulino.
Agora ela vai bem mais longe – e sem motorista bêbado. Carol foi escolhida pelo Google como uma das artistas do YouTube Black Voices, para incentivar artistas negros, e foi destaque no telão do programa da Times Square, em Nova York.
Do “filme de terror” no passado ela foi a uma ótima atuação com uma personagem meio cômica no filme “No coração do mundo”, primeiro passo no seu projeto de expandir o trabalho também para o cinema.
MC Carol
Divulgação
Ilusão da fama
Em maio, Carol compartilhou um texto lamentando a morte do MC Kevin e falando sobre a ilusão da fama para jovens da periferia.
“Foi uma parada triste, um garoto novo. Quando eu vi, veio um filme na minha cabeça de tudo que eu passei esses anos todos”, ela conta.
“A maioria dos artistas é deprimido, depressivo, especialmente os funkeiros. Somos jovens, pretos, que não tínhamos nada (literalmente e figurativamente) até ontem. Um dia, a gente está na rua sentado, contando as moedas pra comprar um saquinho de arroz, sendo humilhado, desprezado diariamente. Sem ninguém, perdido, olhando pro mar, gritando por dentro, desejando a morte. No outro dia, somos amados por todos, somos grandes”, ela escreveu.
“A gente tenta comprar com dinheiro o que a gente nunca teve. A gente sente que a nossa solidão é igual antes. Talvez até mais profunda,”, completou.
O difícil é não se deslumbrar. “Antes, ninguém me chamava para nada. Para Natal, para Ano Novo, para nada. Depois, segunda-feira tinha gente me chamando para churrasco”, ela diz.
Hoje, em paz, ela prefere descansar seu “borogodó” às segundas-feiras para cantar a independência no sexo e no funk quando o fim de semana chegar.
MC Carol
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Criolo chega ao Rock in Rio após lançar álbum que revive o luto e celebra a sobrevivência


Apresentação tem participação de Mayra Andrade. Artista canta no Palco Sunset neste sábado (3), com participação da cantora de Cabo Verde, parceira na música ‘Ogum Ogum’. Criolo está com a bola toda no Rock in Rio. O rapper paulistano canta neste sábado (3) no Palco Sunset.
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No show do Sunset, Criolo vai repassar sua trajetória na música, que começou como bem-sucedido álbum “Nó na Orelha”, em 2011.
Desde então, ele é considerado um dos rappers mais influentes da nova geração, ao lado de Emicida. Ouça entrevista com Criolo no podcast g1 ouviu:
Show especial
Criolo e Mayra Andrade cantam juntos no Rock in Rio 2022
Érico Andrade/g1; Divulgação
Criolo lançou “Sobre Viver”, o quinto álbum de estúdio da carreira, em maio deste ano, mas o show no Rock in Rio não vai ser focado nessa nova turnê.
Ele deve repassar os principais momentos da carreira e será acompanhado por uma banda maior do que a de costume.
O rapper também fez um show de hits no festival Rock The Mountain, em Itaipava no Rio, em abril, no qual foi acompanhado por DJ Dandan.
Em evento-teste, Criolo promete surpresa em apresentação no Rock in Rio
No Rock in Rio, Dj Dandan segue na banda, com Daniel Ganjaman na direção, samples e percussão eletrônica, Samuel Fraga na bateria, Silvanny Sivuca na percussão, Dudinha no baixo, Mônica Agena na guitarra e Marcelo Maita no teclado.
A cantora de Cabo Verde, Mayra Andrade, também se junta ao palco com Criolo, para cantar “Ogum Ogum”, parceria deles no novo álbum do rapper. E mais alguma outra surpresa que ainda não foi revelada.
Ricardo Rabelo, que toca banjo com Criolo há anos desde o Pagode da 27, roda de samba do Grajaú, também fará uma participação.
Luto em ‘Sobre Viver’
Criolo estreia show do álbum ‘Sobre Viver’ em São Paulo
Divulgação/Helder Fruteira
“Quem nasce em favela no Brasil, vive sempre com essa ideia de morte, porque vida nunca nos permitiram, vida em sua plenitude assim. Quem vive? Ou quem sobrevive?”, questiona Criolo.
É esse o tom de revolta e luto que pauta o novo álbum. O rapper perdeu a irmã Cleane Gomes para Covid-19 em junho do ano passado.
O quinto disco de estúdio do rapper paulistano de 46 anos marca a volta ao rap, após “Espiral de Ilusão”, disco dedicado ao samba de 2017.
Criolo fala sobre desigualdade no Brasil ao lançar ‘Sobre Viver’
Ele canta sobre a irmã que morreu aos 39 anos no verso de “Pequenina”: “Cuidar da minha irmã agora é só em prece, ela não está mais aqui, é que esse mundo não te merece”.
“A pandemia nunca vai acabar para quem perdeu uma pessoa. Nunca vai acabar, é para sempre. E como a gente se reergue, como a gente sobrevive a isso tudo?”, questiona.
A faixa participação da mãe, Maria Vilani, Liniker e MC Hariel, com arranjo do maestro Jacques Morelembaum.
MAURO FERREIRA: Criolo se movimenta com grandeza entre o luto e a luta que regem o engajado álbum ‘Sobre viver’
“A desigualdade só destrói, mano. A gente morre todo dia, assim, de picadinho, e colocaram uma naturalidade, uma normalização tão gigante que ninguém está nem aí”, diz o rapper.
Além de “Pequenina”, “Pretos ganhando dinheiro incomoda demais”, “Diário do Kaos”, “Ogum Ogum” e “Me Corte na Boca do céu, a morte não tem perdão”, com Milton Nascimento, se destacam em “Sobre Viver”.
Além da revolta e de letras contundentes contra a desigualdade social, o álbum tem um lado positivo e esperançoso do álbum com músicas como “Ogum Ogum” e “Aprendendo a Sobreviver”.
“Eu estava entendendo que o caos continua, mas se a gente não der as mãos, não tiver um fio de esperança, se a gente não tiver alguma coisa a mais acabou ali? É isso?”, pondera.
“É essa energia que a gente vai jogar para todo mundo? Não, a gente todos os dias vai aprendendo a sobreviver”, conclui.

Fonte: G1 Entretenimento

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Como será o setlist de Post Malone? Veja o que esperar do único rapper headliner do Rock in Rio


G1 explica sucesso do rapper que tem pose despretensiosa, sorriso fácil e canta rap mais melódico, misturado a rock e pop, com letras sobre relacionamentos, fama e recalques. Rock in Rio 2022 em 1 minuto: Post Malone
Quando Post Malone começar seu show no Rock in Rio, no dia 3 de setembro, muita gente vai ficar se perguntando “Como é que todo mundo sabe cantar as músicas deste rapaz?”.
Ele é o único nome do hip hop entre as atrações principais do Rock in Rio 2022 e esse feito se deve a um rap mais melódico, misturado a rock e pop, com letras sobre relacionamentos, fama e recalques.
Post Malone canta neste sábado (3). Veja a programação completa do festival.
Veja abaixo o possível setlist do show.
Post Malone no Rock in Rio Lisboa
Divulgação/I Hate Flash
Post tem algo de Chorão, o líder do Charlie Brown Jr morto em 2013. As letras e discursos dos dois falam muito de seus complexos de inferioridade.
Eles ainda têm em comum o sorriso facílimo, as roupas três números acima, a forma de lidar com os críticos, o jeito de mauzão boa praça, a pose largada no palco bebendo cerveja quente e falando groselha.
Você sabe que eles andam de limosine, mas já andaram de trem. Mas Post faz (e Chorão fazia) questão de lembrar isso sempre que pode.
No palco de festivais como o Lollapalooza Brasil 2019 e o Rock in Rio Lisboa 2022, Post Malone parece que não está nem aí. Ele anda pelos palcos com um copo e um cigarro em uma das mãos; na outra, claro, está o microfone.
Momento acústico
Na versão portuguesa do Rock in Rio, cantou 18 músicas, intercalando os hits “Better Now” e “Circles” com as mais novas do álbum “Twelve Carat Toothache”, como “Reputation” e “I Like You” (veja possível setlist no fim do texto).
O momento mais intimista acontece quando o rapper se senta no banquinho e toca violão em “Go Flex” e “Stay”. Antes, ele não perde a chance de fazer uma piada depreciativa.
“Se tiver alguém precisando fazer xixi, essa é a hora, porque é a parte mais chata do show”, disse antes de começar.
Post Malone na festa do Super Bowl, em 2018, em Minneapolis
Omar Vega/Invision/AP
A reta final é matadora com “Sunflower”, “Rockstar” e “Congratulations”. Malone ainda quebra o violão que usou no palco, alimentando a fama de rockstar da forma mais clichê possível.
Ironicamente, a marra também vem acompanhada de discurso motivacional. “Não deixe ninguém te impedir de viver os seus sonhos ou de ser quem você é”.
Discursos parecidos foram ouvidos no Lollapalooza, em São Paulo, em 2019. Na estreia por aqui, Post convidou o MC carioca Kevin O Chris, que cantou “Vamos pra Gaiola” e “Ela é do tipo”. É possível, então, que ele ou outro funkeiro apareça no show de Post do Rock in Rio.
Post Malone canta durante show no Lollapalooza 2019
Fábio Tito/G1
‘Eu sou gordo demais’
Um ano antes, no festival americano Coachella, Post Malone foi escalado para um palco menor do evento, em show visto pelo g1.
Cada fala recalcada foi celebrada por jovens, na maioria brancos, derrubando mais cerveja do que em qualquer outro show do concorrido festival californiano.
“Eu sou gordo demais para estar aqui fazendo essa merda para vocês”, disse Post, já no meio do show.
“Estou muito bêbado”, avisou depois. No final, reclamou dos críticos que já o rotularam de “one-hit wonder” e de ter escolhido o hip hop só porque ele está “na moda”.
Jornalistas dos sites Pitchfork e All Music, das revistas “NME” e “Rolling Stone” e do jornal “The Guardian” detonaram: tudo em Post seria forçado além da conta.
Melhor que Beatles?
O rapper americano Post Malone se apresenta no Coachella em 2018
Mario Anzuoni/Reuters
Austin Richard Post levou todas as 18 canções de seu segundo disco, “beerbongs & bentleys”, ao hot 100 da “Billboard”, a principal parada dos EUA. Batendo recorde dos Beatles, nove músicas dele chegaram ao top 20 ao mesmo tempo, no mês passado.
O rapper (“não sou rapper, sou artista”, sempre corrige)… O artista queria ser cantor de country aos 10 anos. Teve banda cover de metal na adolescência e foi youtuber de “Minecraft” antes de botar seu gogó a serviço do hip hop.
Com a mesma voz rouca e cansada, anunciou pedidos de frango frito na Chicken Express, uma rede de fast food texana. “Eu só trabalhei lá porque queria juntar US$ 800 para comprar uns sapatos da Versace”, explicou.
Austin nasceu em Syracuse, no estado de Nova York, e passou a infância em Dallas. De lá, mudou-se para Los Angeles, onde viveu em uma casa de youtubers.
Mas de onde vem o nome Post Malone? A alcunha surgiu a partir de um gerador de nomes de rappers. Após criar seu apelido, juntou-se a produtores de Los Angeles e gravou “White Iverson”, lançada em 4 de fevereiro de 2015.
Post chamou atenção por dizer que era “a versão branca” de Allen Iverson, craque da NBA. Ganhou elogio de Wiz Khalifa e viralizou no SoundCloud. Foi com essa auto-homenagem que conseguiu dividir palcos e músicas com Justin Bieber (“Déjà Vu”) e Pharrel Williams (“Up There”).
Um rapper fã de rock
Joe Perry, Steven Tyler e Post Malone juntos no palco do VMA 2018
REUTERS/Lucas Jackson
Desde os tempos em que gastava seus dedos com “Guitar Hero 2”, Post manteve uma relação com o rock. O álbum “Hollywood’s Bleeding”, de 2019, tem um som indie rock eletrônico levemente pesado, participação de Ozzy Osbourne e alguns arranjos que remetem aos Strokes.
Há ainda uma pose de roqueiro que não se importa com aparências. “No Halloween, os fãs se vestem como eu. É fácil: é só se vestir como um mendigo”.
Bon Scott, do AC/DC, e Jim Morrison, do The Doors, são citados em “Rockstar”. Tommy Lee, do Mötley Crüe, é um dos compositores de “Over Now”.
Há também as covers roqueiras já tocadas por ele. O site TMZ divulgou vídeos de Post cantando Elvis, caindo de bêbado, em Nashville. Depois, foi visto tocando violão e berrando “Don’t look back in anger”, em clima de “Volta Oasis”. Em 2020, fez uma live tocando apenas Nirvana.
Hoje, em vez de “Guitar Hero”, prefere “Call of Duty”. Afinal, ele tem uma grande coleção de armas: guarda uma debaixo (!) de cada (!!) travesseiro de sua cama. São vários. Tem até uma “super fácil de usar”, para a namorada Ashlen, com quem mora desde antes da fama.
Quando a revista “Rolling Stone” visitou a casa dele, também encontrou pouco glamour: os quartos estavam cheios de latas de cervejas amassadas.
Possível setlist de Post Malone no Rock in Rio 2022
Wow.
Wrapped Around Your Finger
Better Now
Saint-Tropez
Cooped Up
I Like You (A Happier Song)
Circles
Psycho
Insane
I Fall Apart
Go Flex (acústico)
Stay (acústico)
Candy Paint
White Iverson
Sunflower
rockstar
Congratulations

Fonte: G1 Entretenimento

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Dream Theater fecha dia do metal com debandada do público em show com o virtuosismo de sempre


Banda de metal progressivo foi recebida com contemplação e aplausos educados. Setlist teve pouca interação com fãs e letra sobre vida fora da Terra. Dream Theater se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
O Dream Theater encerrou a primeira noite do Rock in Rio tocando para um público cansado e em visível debandada da Cidade do Rock.
Programação do Rock in Rio 2022: veja horários dos shows
AO VIVO: Acompanhe os shows em tempo real
Mesmo não sendo headliners, a banda americana de metal progressivo tocou depois do Iron Maiden, já no começo da madrugada deste sábado (3). Assim como em 2019, o grupo de Bruce Dickinson pediu para não tocar depois da meia-noite.
Dream Theater dedica ‘Invisible Monster’ para as mulheres
Ao g1, o guitarrista John Petrucci havia feito um apelo para os fãs da atração principal: “Por favor, não vão embora depois do Maiden”. O pedido foi em parte atendido. Alguns mais animados ficaram para ver o show para divulgar o 15° álbum do Dream Theater, “A View From the Top of The World”, lançado no ano passado.
Quem esticou a noite pareceu aprovar o rock virtuoso da banda formada em 1985. Não é justo comparar a reação da plateia com a comoção causada pelo Iron Maiden, mas toda a gritaria e aeróbica do show anterior se transformou em contemplação e aplausos meramente educados.
Dream Theater se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
A estreia do Dream Theater no Rock in Rio começou com “The Alien”, uma das músicas pinçadas do disco mais recente. Na canção de quase dez minutos, James LaBrie canta sobre colonizar outros planetas e como ele curte a ideia da terraformação, o plano de tornar habitável planetas hoje inabitáveis. É uma letra para pessoas totalmente Elon Musk das ideias.
“Vamos continuar emendando uma na outra”, disse LaBrie, antes de tocar outra das novidades. “Invisible Monster” foi a responsável por dispersar um pouco a plateia, bem próxima do final de um dia do metal que então passava das dez horas de duração.
O setlist normal da turnê “Top Of The World” costuma ir além das duas horas, mas a banda teve que se adaptar ao tempo menor dado pela organização do festival. Com isso, espremeu oito músicas em uma hora e 20 minutos de apresentação. Gastaram seus minutos com o virtuosismo de sempre, em um show que deixa bem claro como eles estão se divertindo ali no palco enquanto tocam.
Fãs tiram cochilo entre o show do Iron Maiden e o do Dream Theater no 1º dia de Rock in Rio 2022
Marcos Serra Lima/g1
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Fonte: G1 Entretenimento

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Previsão para o 2º dia de Rock in Rio é de sol entre nuvens e rajadas de vento de até 80 km por hora


Instituto Climatempo também indica haver condições para pancadas de chuva de fraca a moderada. Público no 1º dia do Rock in Rio 2022
Ricardo Moraes/Reuters
O 2º dia de Rock in Rio, neste sábado (2), será de sol entre nuvens durante o dia e, à noite, o Instituto Climatempo prevê condições para pancadas de chuva de fraca a moderada.
Rock in Rio: ingresso só no celular, como chegar, o que pode levar: veja o guia para o festival
Também pode haver raios sobre a Região Metropolitana do Rio, por conta da chegada de uma frente fria no estado, acompanhada de ventos vindos do oceano para o continente, trazendo umidade.
Há previsão de rajadas de ventos fortes de 80 km/h e, também de acordo com o Climatempo, o mar segue agitado, com ondas de até 2,5 metros.
A umidade relativa do ar fica abaixo dos 30% na Região Metropolitana e a temperatura máxima prevista é de 33°C na capital.O tempo vira a partir do fim da tarde de sábado (3), com risco de pancadas fortes no domingo (4).
Possível chuva no domingo
A previsão muda para o domingo (3), no 3º dia de festival. Há possibilidade de pancada de chuva. O fã que não quiser se molhar deverá usar capa, já que guarda-chuvas são proibidos na Cidade do Rock.
Veja a previsão completa abaixo:
Sábado, 3
O segundo dia de festival começa com bastante sol e calor, com máxima prevista de 33°C, mas o tempo vai virar, com alerta de ventos fortes de até 80 km/h.
No fim da tarde e à noite, há possibilidade de chuva fraca a moderada, com temperatura em torno dos 18ºC.
Domingo, 4
O terceiro dia de música será sob tempo fechado e chuva, e há risco de pancadas fortes até o início da tarde.
Rajadas de vento podem alcançar 60 km/h, e a máxima deve ficar em 21°C.

Fonte: G1 Entretenimento

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ASSISTA: Iron Maiden encerra show mais esperado do Rock in Rio; Dream Theater vem aí


Festival acontece nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro no Rio. ASSISTA: Iron Maiden encerra show mais esperado do Rock in Rio; Dream Theater vem aí Festival acontece nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro no Rio. Iron Maiden, Gojira, Sepultura com Orquestra Sinfônica, Ratos de Porão, Living Colour com Steve Vai e Bullet for My Valentine já tocaram.. Assista aos shows ao vivo e acompanhe também a página especial. Qual o line-up do Rock in Rio 2022? Veja todas as atrações do festival. Vai para a Cidade do Rock? Sabe como baixar seu ingresso? O guia completo está aqui!

Fonte: G1 Entretenimento

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Iron Maiden faz grande show apesar de falha de som na noite de abertura do Rock in Rio 2022


Som baixo no início da apresentação fez pouco reclamar e Bruce Dickinson teve que correr atrás do prejuízo para reconquistar plateia com show teatral. Bruce Dickinson solta fogo pelas mãos no palco do Rock in Rio
Aos 64 anos, Bruce Dickinson correu para todos os lados do palco com a agilidade e a afinação lá do Rock in Rio 1985. O vocalista do Iron Maiden teve que correr atrás do prejuízo e terminou bem o show principal do primeiro dia do festival em 2022.
Programação do Rock in Rio 2022: veja horários dos shows
AO VIVO Acompanhe os shows em tempo real
O começo do show foi frio. A banda entrou tocando três faixas do novo álbum, “Senjutsu”, e o som estava muito baixo da abafado. Parte da plateia reclamou e pediu para aumentarem o volume entre as músicas.
Nem a entrada de um Eddie Samurai (o zumbi mascote da banda em versão japonesa, combinando com o tema nipônico do novo álbum) salvou o começo da apresentação.
Iron Maiden se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
O disco novo é ótimo e a banda parecia tocar bem pelo pouco que se ouvia. Mas a falha no som e o desinteresse do público por novidades falaram mais alto (mais baixo, na verdade).
Só com o coro de “Revelations” o show começou a virar outro, aos poucos. Mas a virada só aconteceu quando Bruce soltou fogo pelos braços em “Flight of Icarus”, o público fez coro de “Olê olê Maiden” e a banda emendou com “Fear of the dark”.
Iron Maiden se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Até o sistema de som do festival deu uma acordada, mas nunca chegou a ter a pressão que a banda merece.
O resto foi exatamente a mesma turnê que passou pelo festival em 2019, “Legacy of the Beast”. Ela é baseada em um jogo, com cenários do palco que lembram as fases desse game.
Iron Maiden se apresenta no Rock in Rio 2022
Sthephanie Rodrigues/g1
Fogos, explosões, luzes e Eddies de vários formatos adornam cada fase do show. O final, com “Aces high” e uma réplica do Spitfire, avião da Segunda Guerra, fez esquecer a derrota do início. A banda venceu seu quinto Rock in Rio.
Para quem duvida da disposição de Bruce Dickinson, ele terminou já prometendo voltar: “Queremos encontrar vocês vivos e bem no ano que vem”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Post Malone assiste ao show do Iron Maiden com camisa do Brasil no 1° dia de Rock in Rio


Rapper é a atração principal do Palco Mundo neste sábado (3). Post Malone curte show do Iron Maiden no Rock in Rio 2022
Reprodução/Globoplay
O rapper Post Malone assistiu ao show do Iron Maiden, direto da plateia, nesta sexta-feira (2), no primeiro dia de Rock in Rio. Ele é a atração principal do Palco Mundo deste sábado (3).
Post Malone, único rapper headliner do Rock in Rio, tem algo de Chorão e já foi youtuber de ‘Minecraft’
O cantor apareceu durante a transmissão ao vivo da banda liderada por Bruce Dickinson, com uma camisa do Brasil e equilibrado um copo de bebida na cabeça.
Post Malone chegou na manhã desta sexta-feira no Brasil. Simpático, atendeu os fãs que o aguardavam, tirou fotos e recebeu presentes. Seu show está previsto para começar à 0h10, na virada de sábado (3) para domingo (4).
Rock in Rio 2022 em 1 minuto: Post Malone

Fonte: G1 Entretenimento

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João Guilherme diz não ligar para rumores sobre envolvimento com famosas: ‘As más línguas falam’


Ator acompanhou shows do primeiro dia do Rock in Rio 2022. João Guilherme no Rock in Rio 2022
Marcos Serra Lima/g1
O ator Joao Guilherme foi uma das celebridades que acompanhou os shows da primeira noite do Rock in Rio. Alvo de várias historias sobre envolvimento com famosas, ele disse que nao da bola para os rumores.
AO VIVO: Acompanhe os shows do festival em tempo real
FOTOS: Famosos vão ao primeiro dia do Rock in Rio 2022
“As más línguas falam. Às vezes é verdade. Às vezes não é verdade. As pessoas aumentam e criam coisas. Só que eu não dou bola”, disse.
Entre os shows que ele quer assistir nesta edição do evento estão Post Malone, Justin Bieber, Camila Cabello e Dua Lipa. Ele também pretende conferir atrações do funk e trap no palco Supernova.
“Amo a vibe daqui. Todo mundo alinhado para se divertir”, afirmou.
João, considerado referência de estilo por muitos dos seus seguidores na Internet, também pretende se lançar como empresário no ramo da moda em breve.
“Eu desenho algumas peças. Em breve tem um marca minha vindo ai”, finalizou.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio 2022: Sepultura comenta a apresentação que reuniu a banda com a Orquestra Sinfônica Brasileira


Integrantes da banda explicaram o processo de escolha de repertório; guitarrista Andreas Kisser também falou sobre o processo de recuperação desde a morte da esposa, em julho. Sepultura fala sobre como foi tocar com a Orquestra Sinfônica Brasileira no Rock in Rio
Todo fã sabe: o Sepultura nunca esteve distante da música erudita. São várias as experiências feitas pelo grupo com peças clássicas – o álbum “Quadra”, mais recente do grupo, confirma essa situação.
AO VIVO: Acompanhe os shows do festival em tempo real
Sepultura toca Beethoven e Vivaldi com orquestra no Rock in Rio
No entanto, a ligação da banda com esse tipo de música – na maioria das vezes, restrita a salas de concertos – nunca ficou tão evidente quanto na apresentação feita nesta sexta-feira (2), no Palco Mundo do Rock in Rio 2022.
Juntos, Sepultura e a Orquestra Sinfônica Brasileira apresentaram uma série de canções da banda e também obras de compositores eruditos, como Vivaldi, Beethoven e Stravinski.
“Desde o início, decidimos que iríamos apresentar o repertório da orquestra – eles não ficariam apenas nos acompanhando, tocando músicas do Sepultura. A partir daí, começamos a escolher o repertório. Por exemplo: pensamos em Stravinski porque, a meu ver, ele sempre foi um compositor de heavy metal. Faltavam apenas umas guitarras ali. O mesmo vale para Vivaldi”, avaliou o guitarrista Andreas Kisser. Assista à entrevista no vídeo acima.
Sepultura toca com a Orquestra Sinfônica Brasileira no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Para o vocalista Derrick Green, a apresentação foi uma chance para exercitar misturas musicais.
“Foi uma experiência muito diferente – e para mim, quanto mais eclético, melhor.”
Tocar acompanhado por músicos que têm uma formação tão diferente também foi o que mais chamou a atenção do baterista Eloy Casagrande.
Com frequência apontado por revistas especializadas como um dos melhores bateristas do mundo, ele descreveu a experiência.
“Toquei com cinco percussionistas ao mesmo tempo. Foi uma experiência muito diferente. No fim, tudo deu certo e ficou muito bom”.
Andreas Kisser no show do Sepultura com a Orquestra Sinfônica Brasileira no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Parceria antiga
O Sepultura é presença recorrente no festival. Tanto em apresentações solo quanto em parcerias com outros grupos e artistas, a banda sempre marca presença na Cidade do Rock.
“Nós nos sentimos em casa quando tocamos aqui. Foi no Rock in Rio de 2001 que o Derrick estreou como vocalista da banda diante de um grande público – nós havíamos acabado de lançar o “Nation”. Também foi aqui que tocamos com Zé Ramalho, Tambores do Bronx e Steve Vai. Enfim, o festival é sempre uma oportunidade para podermos experimentar”, avaliou Andreas.
Orquestra Sinfônica Brasileira no show do Sepultura no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Patrícia
O guitarrista falou sobre o processo de luto e recuperação que vem enfrentando desde a morte da mulher, Patrícia, em julho.
“Estou dando tempo ao tempo. Abandonei a turnê do Sepultura na Europa. Foi importante eu ter voltado para passar um tempo com a minha família e passar por todo esse processo. Quando o Sepultura voltou ao Brasil, eu me juntei de novo – trabalhar tem sido muito positivo. Desafios do dia a dia, com a família e com os integrantes da banda, me ajudam a seguir”.

Fonte: G1 Entretenimento