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Saxofonista Vinicius Chagas e baterista Fernando Amaro formam duo de jazz no EP ‘Swing yang’


Instrumentistas tocam temas de Charlie Parker e Cole Porter para celebrar a amizade e a parceria musical. ♪ Amigos há anos, o saxofonista e flautista paulista Vinicius Chagas e o baterista paulistano Fernando Amaro conceberam em 2020 um disco em duo para celebrar tanto a amizade quanto a afinidade musical. Programado pela gravadora Galeão desembarcar nos aplicativos de música em 2 de setembro, o EP Swing yang é o disco que marca a estreia fonográfica do duo.
Com capa que expõe arte e foto de Pedro Caram, o EP Swing yang alinha cinco standards do jazz gravados com produção musical do duo e arranjos de Vinicius Chagas para saxofone e bateria. Nenhum outro músico é ouvido no EP mixado e masterizado por Zé Victor Torelli.
Sozinhos, Chagas e Amaro se afinam nos toques dos temas I hear a rhapsody (Jack Baker, George Fragos e Dick Gasparre, 1941), Au privave (Charlie Parker, 1951), Joy spring (Clifford Brown, 1954), Bye bye blackbird (Ray Henderson e Mort Dixon, 1926) e What is this thing called love? (Cole Porter, 1929) ao longo do EP Swing yang.
Capa do EP ‘Swing yang’, de Vinicius Chagas e Fernando Amaro
Pedro Caram

Fonte: G1 Entretenimento

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Após fim de dupla com Simaria, Simone investe em carreira solo no sertanejo


Cantora planeja divulgar primeiras músicas de repertório inédito em outubro. Após fim de dupla com Simaria, Simone investe em carreira solo no sertanejo
Marcio Amaral/Divulgação
Após o anúncio de fim da dupla com a irmã Simaria, Simone começa a investir em sua carreira solo. A cantora optou por seguir no mercado sertanejo e planeja lançar suas primeiras faixas inéditas em outubro.
Segundo a assessoria de Simone, a cantora está se “preparando para uma grande turnê, com a mesma equipe que acompanhou a dupla nos últimos anos”.
Em 18 de agosto, Simone e Simaria anunciaram o fim da dupla após dez anos. O comunicado divulgado diz que as atividades da dupla estão encerradas, e que os shows já contratados serão cumpridos por Simone. Elas dizem que ‘pausa se fez necessária para a definição dos próximos passos de suas carreiras’.
Análise: Simone e Simaria se separam após dez anos em dupla, mas ficam unidas na história do ‘feminejo’
Simone & Simaria
Divulgação
Fim da dupla
Depois de desentendimentos em público, a relação das “coleguinhas” – apelido usado pelas irmãs Simone, de 38 anos, e Simaria, de 40 – ficou estremecida. Nesta quinta-feira (18), elas anunciaram que vão seguir em carreira solo.
Em junho passado, Simone fez seu primeiro show sozinha depois de Simaria anunciar seu afastamento dos palcos para cuidar da saúde.
A pausa veio após especulações sobre uma possível separação da dupla. Isso porque as duas não esconderam algumas de suas desavenças. Relembre:
Em maio, vazou um áudio com uma discussão da dupla durante a gravação do “Programa do Ratinho”,
Logo depois, Simaria minimizou a situação e afirmou a seguidores do Instagram que as duas fizeram as pazes e que tudo não passou de um desentendimento entre irmãs,
No início de junho, Simaria chegou ao show da dupla em Caruaru (PE) com mais de uma hora de atraso. Simone fez quase toda a apresentação sozinha e tentou encerrar o show algumas vezes após a chegada da irmã. Mas Simaria insistia em dar sequência,
Em sua festa de 40 anos, no dia 13 de junho, Simaria disse em uma entrevista que era recriminada pela irmã em tudo o que fazia,
No dia seguinte, quando os fãs começaram a temer uma possível separação, a dupla prometeu um anúncio na tarde do dia 15 de junho. “Cansei de fofocas, vou revelar uma grande informação”, dizia o texto,
Mas as “coleguinhas” apenas divulgaram o clipe de uma de suas novas músicas, “Amiga” (o vídeo está disponível desde 29 de abril),
No entanto, em 16 de junho, o comunicado veio: Simaria anunciou que iria se “afastar dos palcos” e Simone assumiria a agenda sozinha. “Preciso cuidar da minha saúde”, disse a cantora, sem detalhar o período que ficará fora dos shows,
Também na noite de 16 de junho, Simone fez seu primeiro show sozinha após o anúncio e se emocionou no palco, em Paty de Alferes, no Rio de Janeiro. “Vocês não imaginam como é difícil”, disse a cantora, que ainda se declarou para a irmã: “Você é a coisa mais importante da minha vida. O amor que eu tenho por sua vida é tão grande, tão grande, que sou capaz de dar minha vida por sua vida.”
Os shows que estavam marcados seguiram sendo realizados por Simone.
Nesta quinta-feira (18), Simone e Simaria anunciaram o fim da dupla.
Relembre: Simone faz primeiro show sozinha após Simaria anunciar pausa
Simone faz primeiro show sozinha após Simaria anunciar pausa

Fonte: G1 Entretenimento

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Perdido faz ‘Carnaval’ com Teago Oliveira em álbum que traz Tiê em canção pop


Perdido, cantor e compositor carioca, lança o primeiro disco sem o ‘Marcelo’ no nome artístico
Raoni Maddalena / Divulgação
♪ Perdido – agora sem o Marcelo no nome artístico – lança o sexto disco na sexta-feira, 26 de agosto. Perdido, o álbum, foi gravado em estúdio de São Paulo (SP), cidade que abriga o artista carioca. Ao longo de oito inéditas músicas autorais, o cantor e compositor une forças e vozes com Nana, Teago Oliveira e Tiê.
Com Nana, cantora baiana cujo nome artístico coincide com o primeiro nome da cantora carioca Nana Caymmi, o encontro acontece em Planeta, faixa que orbita em torno da atmosfera indie recorrente na discografia de Perdido.
Com o também baiano Teago Oliveira, voz da banda Maglore, Perdido faz Carnaval. Com a paulistana Tiê, o dueto é em Mais, canção caracterizada como “radiofônica” e de “apelo pop”.
Aurora, Que bom, Pode ser, Reprise e Bolos e doces e milkshakes são as outras cinco músicas do álbum Perdido, gravado com produção musical de Habacuque Lima com o próprio Perdido – sob direção artística de Fabiane Sakai – e editado pelo selo Dobra Discos.
Capa do álbum ‘Perdido’, programado para ser lançado na sexta-feira, 26 de agosto
Raoni Maddalena

Fonte: G1 Entretenimento

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José Miguel Wisnik desenterra na poética do álbum ‘Vão’ a força bruta de um Brasil ainda por brotar


As músicas ‘Jequitibá’, ‘Sereia’ e ‘Chorou e riu’ sobressaem na inédita safra autoral de disco fincado na lírica vigorosa do compositor e de parceiros letristas como Arnaldo Antunes e Luiz Tatit. Capa da edição em CD do álbum ‘Vão’, de José Miguel Wisnik
Bob Wolfenson
Resenha de álbum
Título: Vão
Artista: José Miguel Wisnik
Edição: Circus
Cotação: ★ ★ ★ ★
♪ A senha para decifrar Vão, quarto álbum solo autoral de José Miguel Wisnik, reside na letra do samba Chorou e riu, gravado pelo artista paulista com Mônica Salmaso.
Com versos alusivos à letra de Meditação (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1959), standard da bossa nova, Chorou e riu expõe a insensatez de um Brasil aparentemente dominado pela voz dos imbecis já citados por Caetano Veloso em Saudosismo (1968). Findo com o choro da cuíca, símbolo do lamento dos deserdados na pátria nada gentil, o samba perfila um Brasil que despenca no “vão do horror”, mas que tem bossa e uma força bruta ainda por brotar do solo.
Na poética refinada do álbum Vão, arquitetada com versos de parceiros letristas como Arnaldo Antunes, Carlos Rennó e Luiz Tatit, Wisnik desenterra essa força bruta, personificada na faixa de abertura pelo jequitibá plantado no alvorecer da cidade de São Paulo (SP).
Gravada com a adesão vocal de Ná Ozzetti, cantora recorrente na discografia de Wisnik a ponto de ter dividido o álbum Ná e Zé (2015) com o artista, Jequitibá é a canção em parceria com Rennó que, ao lado do samba Chorou e riu, soa sobressalente entre as 11 composições da safra autoral de Vão, disco gravado com produção musical de Alê Siqueira, sob direção artística do próprio Wisnik, e lançado pelo selo Circus em edição digital (em rotação desde 12 de agosto) e nos formatos de CD (já à venda na loja virtual da produtora fonográfica) e de LP (ainda não disponível no mercado).
Compositor, músico, ensaísta e professor de literatura, Wisnik se apresenta também como cantor de tons baixos, opacos, mas eficazes para dar o recado das letras.
O único arroubo de Vão é o da poesia. Tanto que até Mônica Salmaso se afina com o compositor-que-canta no clima ameno do disco, gravado com a voz de Marina Wisnik, filha de Zé, no bolero Iara e nas canções Avesso vão e Roma, das quais Marina é parceira do pai.
Vão oferece pérolas aos poucos ouvintes da música do artista, cuja discografia solo foi iniciada há 30 anos com a edição do álbum intitulado José Miguel Wisnik (1992).
Ainda que o artista sintonize sons fora da própria esfera, como acontece em Estranha religião (José Miguel Wisnik e Guilherme Wisnik), Vão se assenta sobre a habitual atmosfera sonora da música do compositor. Tanto que Estranha religião, faixa formatada com três músicos da BaianaSystem – Japa System (percussão e beat eletrônico), Junix (guitarras) e Seko Bass (baixo elétrico) – e com sample de Reza forte (Russo Passapusso, Seko Bass e BNegão, 2021) – soa quase como rachadura na arquitetura clássica de Vão.
José Miguel Wisnik apresenta parcerias com Arnaldo Antunes, Carlos Rennó, Luiz Tatit e Marina Wisnik no álbum ‘Vão’
Bob Wolfenson / Divulgação
Por mais que a força melódica do repertório se dissipe à medida que avança a audição do álbum, o pulso poético se mantém firme ao longo das 11 faixas. Até porque a letra de Eu disse sim (José Miguel Wisnik e Carlos Rennó), por exemplo, foi escrita a partir de monólogo da personagem Molly Bloom em Ulisses (1922), romance já centenário do escritor irlandês James Joyce (1882 – 1941). Sem falar que Deixe eu ir ostenta a sintaxe magnética de Luiz Tatit, parceiro letrista de Wisnik na composição.
E como ignorar a força da poesia de Sereia? Sereia é música de Wisnik letrada por Arnaldo Antunes com versos sobre o corpo que naufraga com o avanço da doença silenciosa que anuncia a finitude na faixa ancorada nos timbres tensos da guitarra de Marcio Arantes, produtor musical deste fonograma que se eleva em Vão.
Se breve é a vida, longa é a arte, assunto de O chamado e a chama (José Miguel Wisnik e Paulo Neves), cuja letra versa sobre a relação entre a música, a poesia e o músico. A voz da deusa-mulher Elza Soares (1930 – 2022) reverbera – “Me deixe cantar até o fim!” – através do sample do samba A mulher do fim do mundo (Romulo Fróes e Alice Coutinho, 2015) com a sinalizar que a Arte não finda.
Única música pré-existente na safra inteiramente autoral de Vão, o fado Terra estrangeira (1995) fecha o álbum na voz de Celso Sim com imagens de além-mar que reforçam a sensação de que Vão versa sobre um Brasil encalhado, a ser redescoberto com toda a força bruta que ainda há de brotar no solo em que está fincado o ancestral jequitibá paulistano.

Fonte: G1 Entretenimento

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Os 80 anos do Zé Carioca: o mais brasileiro dos personagens da Disney


Por pouco, Zé Carioca não foi um… tatu-bola — em vez de um papagaio —, mas uma viagem ao Brasil fez Walt Disney mudar de ideia. Por pouco, Zé Carioca não foi um… tatu-bola — em vez de um papagaio —, mas uma viagem ao Brasil fez Walt Disney mudar de ideia
Divulgação/Walt Disney
Por pouco, muito pouco mesmo, o Zé Carioca não seria um… tatu. Em agosto de 1941, os desenhistas Franklin Thomas (1912-2004) e Norman Ferguson (1902-1957), que acompanharam Walt Disney (1901-1966) em sua viagem ao Brasil, chegaram a fazer esboços de um simpático tatu-bola tamborilando um pandeiro.
No entanto, de tanto ouvir piada de papagaio, algumas delas contadas pelo jornalista Gilberto Souto (1906-1972), correspondente da revista Cinearte em Hollywood, Walt Disney mudou de ideia e optou por outro animal da fauna brasileira para representar o país em um de seus próximos filmes: o papagaio.
A visita do ‘pai’ do Mickey Mouse ao Brasil começou em 17 de agosto de 1941 quando, por volta das seis da tarde, ele, sua mulher, Lillian (1899-1997), e uma equipe de 16 profissionais, oito desenhistas e oito animadores, desembarcaram no Rio de Janeiro. Do aeroporto Santos Dumont, parte da comitiva seguiu para o Hotel Glória, o primeiro cinco estrelas do Brasil; e parte para o Copacabana Palace, um dos mais tradicionais da orla carioca.
O motivo oficial da visita de Walt Disney ao Brasil foi a divulgação de Fantasia (1940), o terceiro longa de animação dos estúdios Disney. A estreia no dia 23 de agosto, no Pathé Palácio, na Cinelândia, Centro do Rio, foi tão badalada que contou até com a presença do então presidente da República Getúlio Vargas (1882-1954) e da primeira-dama Darcy Vargas (1895-1968).
Getúlio Vargas conversa com Walt Disney no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro
Arquivo Nacional
No dia seguinte, Walt Disney tirou o dia de folga para visitar o Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela. Saiu de Copacabana às cinco da tarde e seguiu para Madureira. Na Azul e Branco, assistiu a um ensaio da escola fundada em 1923 e conheceu o sambista Paulo Benjamin de Oliveira (1901-1949), o Paulo da Portela.
O sambista de Oswaldo Cruz, reza a lenda, teria sido uma das fontes de inspiração para o Zé Carioca. Mas, não foi a única. O figurino do papagaio, por exemplo, foi baseado no rábula alagoano Manuel Vicente Alves, o Dr. Jacarandá (1869-1948), um tipo para lá de folclórico das ruas do Rio. Ele gostava de usar, entre outros adereços, paletó, chapéu-palheta, gravata-borboleta e guarda-chuva. “Pode confiar em mim”, gostava de dizer aos seus clientes. “Sou igual a jacarandá: pau para toda obra”.
Heitor Villa Lobos conversa com Walt Disney
Arquivo Nacional
Em sua passagem pelo Rio, Walt Disney conheceu alguns brasileiros ilustres. O compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi um deles. O cartunista José Carlos de Brito e Cunha (1884-1950), o J. Carlos, foi outro. Durante um jantar no Copacabana Palace, J. Carlos deu de presente ao visitante a ilustração de um papagaio abraçando o Pato Donald. Até hoje, não se sabe ao certo que fim levou o desenho de J. Carlos. Ou, ainda, se Walt Disney aproveitou algo dele na criação do personagem.
“Ao longo desses 80 anos, o Zé Carioca sofreu muitas alterações no visual. Trocou o tradicional paletó e a gravata-borboleta, por pulôver ou camiseta branca. Numa fase, usou boné. Noutra, tênis”, exemplifica o pesquisador Marcus Ramone, autor de Entre Patos e Ratos: a Epopeia dos Quadrinhos Disney (Editora Noir). “É o meu personagem Disney favorito. Ao contrário de outras aventuras em quadrinhos da Disney, que se passavam em Patópolis, as do Zé se desenrolavam no Rio de Janeiro. Havia muitos elementos familiares ao público brasileiro, a começar pela condição social do personagem”.
J. Carlos criou primeira versão do Zé Carioca
Acervo Marcus Ramone
Mas, o Zé Carioca não estaria completo se não fosse o músico paulista José do Patrocínio Oliveira (1904-1987), o Zezinho. Um dos integrantes do conjunto musical Bando da Lua, que acompanhava a cantora Carmen Miranda (1909-1955), foi ele quem emprestou a voz ao Zé Carioca no filme Alô, Amigos (1942), que marcou a estreia do mais brasileiro dos personagens da Disney no cinema.
Ao todo, Walt Disney e sua trupe passaram 23 dias no Rio, de 17 de agosto a 8 de setembro de 1941, quando partiram para Buenos Aires. Entre outros compromissos, Disney visitou o Jardim Botânico, conheceu o Pão de Açúcar e concedeu entrevista à imprensa.
Na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), um dos repórteres quis saber se a viagem tinha motivação política. “Não me preocupo com esses assuntos. Bastam-me os meus próprios problemas para me preocupar bastante…”, respondeu o entrevistado, segundo o jornal O Globo, de 19 de agosto de 1941.
Polêmicas à parte, Walt Disney não veio ao Brasil só para lançar Fantasia. A viagem fazia parte da Política de Boa Vizinhança, estratégia política adotada pelo presidente Franklin Roosevelt (1882-1945) para angariar a simpatia de aliados latino-americanos na Segunda Guerra Mundial.
“O Zé Carioca surgiu com uma perspicácia que beira a malandragem. Além disso, é um fã que adora e adula o Pato Donald. Isso demonstra o que é, no entendimento dos artistas da Disney, ser um ‘bom amigo'”, analisa o historiador Alexandre Maccari Ferreira, doutorando em Comunicação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). “Por um lado, o Zé Carioca tem características metonímicas do ‘brasileiro padrão’, como a alegria. Por outro, as penas do seu rabo são das cores da bandeira norte-americana”. O tema de sua dissertação de mestrado de Alexandre foi O Cinema Disney Agente da História: A Cultura nas Relações Internacionais Entre Estados Unidos, Brasil e Argentina (1942-1945).
Poucos dias antes de desembarcar no Rio, Walt Disney teve a oportunidade de ouvir, pela primeira vez, o samba-exaltação Aquarela do Brasil, de Ary Barroso (1903-1964). Foi em Belém (PA), onde o avião em que ele e sua equipe viajavam pousou para abastecer. Estava hospedado no Grande Hotel, na capital paraense, quando notou que o conjunto musical só tocava canções estrangeiras. Intrigado, pediu ao maestro que executasse alguma música típica do Brasil. O pianista, então, arriscou alguns acordes de Aquarela do Brasil, composta dois anos antes. Walt Disney só veio a conhecer o compositor no último dia de sua visita ao Rio, em um coquetel oferecido pelo Consulado dos Estados Unidos no Hotel Glória.
Na biografia No Tempo de Ari Barroso (1993), o jornalista Sérgio Cabral conta que Ary Barroso compôs Aquarela do Brasil na noite de 28 de fevereiro de 1939. Chovia muito e, sem poder sair de casa, começou a tocar uma nova canção ao piano. Minutos depois, já havia terminado letra e música. “O objetivo do vovô era fugir das tragédias da vida e exaltar as belezas de nosso país”, explica Márcio Barroso, neto de Ary. “Naquela mesma noite, pouco depois de concluir Aquarela do Brasil, compôs As Três Lágrimas. Uma não tem nada a ver com a outra”.
O primeiro comentário que ouviu a respeito de Aquarela do Brasil não foi lá muito encorajador. “O coqueiro que dá coco? Você queria que ele desse o quê?”, desdenhou o cunhado. Ary deu de ombros. De lá para cá, Aquarela do Brasil já ganhou 322 regravações: de Carmen Miranda a Elis Regina (1945-1982), de Bing Crosby (1903-1977) a João Gilberto (1931-2019), de Frank Sinatra (1915-1998) a Plácido Domingo.
Zé Carioca e Aquarela do Brasil estrearam juntos no cinema. Foi no dia 24 de agosto de 1942, quando os cinemas brasileiros exibiram Alô Amigos (Saludos Amigos, no original). Nos EUA, a estreia só aconteceu seis meses depois, em 6 de fevereiro de 1943. Zé Carioca fez tanto sucesso que voltou a dar o ar de sua graça em dois outros longas-metragens: Você Já Foi à Bahia? (The Three Caballeros, 1944) e Tempo de Melodia (Melody Time, 1948).
Por coincidência, Walt Disney convidou J. Carlos e Ary Barroso para trabalharem com ele, em Los Angeles, na Califórnia. Ambos recusaram a proposta. “Because don’t have Flamengo here” foi a desculpa que Ary Barroso, um flamenguista doente, deu para declinar do convite.
Se, nas telas de cinema, Zé Carioca estreou primeiro no Brasil e depois nos EUA; nas tirinhas de jornal, se deu o contrário: estreou primeiro lá e depois aqui. Com roteiro de Hubie Karp (1915-1953) e desenhos de Bob Grant (1914-1968) e Paul Murry (1911-1989), Zé Carioca (Joe Carioca, no original) estreou nas páginas dos jornais americanos em 11 de outubro de 1942. Ele só chegou ao Brasil em 2 de fevereiro de 1943 quando O Globo Juvenil passou a publicar algumas dessas histórias. Logo, o Zé Carioca passou a ser publicado também em revistas em quadrinhos. A estreia no formato gibi aconteceu em dezembro de 1942, na Walt Disney ‘s Comics and Stories. A história O Rei do Carnaval teve roteiro e desenho de Carl Buettner (1903-1965).
Esboço do personagem ‘Joe Carioca’
Divulgação Culturama
“Em suas primeiras tiras de quadrinhos, ainda produzidas nos EUA, pouca coisa realmente diferenciava o Zé dos demais personagens Disney. As tramas eram ambientadas em uma cidade que poderia ser qualquer outra. Isso começou a mudar quando os quadrinhos do Zé começaram a ser produzidos no Brasil por artistas locais. De repente, o Zé Carioca estava vivendo no Rio de Janeiro, na fictícia Vila Xurupita, comendo feijoada e jogando futebol”, analisa Paulo Maffia, editor-chefe da Culturama.
No Brasil, as histórias do Zé Carioca já foram publicadas por duas editoras: a Abril, entre 1961 e 2018, e a Culturama, desde 2020. A primeira revista em quadrinhos brasileira foi a do Pato Donald número 1, publicada em julho de 1950. O Zé Carioca aparece na capa, desenhada pelo artista argentino Luis Destuet. Aos poucos, o papagaio começa a conquistar seu próprio espaço. Em março de 1960, ele protagoniza sua primeira aventura totalmente brasileira, A Volta do Zé Carioca, de autoria de Jorge Kato (1936-2011). E, em janeiro de 1961, ganha sua própria revista.
“Houve um tempo em que a revista do Zé Carioca vendeu muito bem e atingiu o patamar de 180 mil exemplares. A título de comparação, O Pato Donald estava na faixa dos 200 mil”, explica Manoel de Souza, autor de O Império dos Gibis — A Incrível História dos Quadrinhos da Editora Abril (Editora Heroica).
Com o passar dos anos, o Zé Carioca ganhou um grande amor (Rosinha); um melhor amigo (Nestor); um rival (Zé Galo); um time de futebol (Vila Xurupita F.C.), uma versão heróica (Morcego Verde); e até uma série de primos, um de cada estado (Zé Paulista, Zé Jandaia, Zé Pampeiro, Zé Queijinho, Zé Baiano e Zé Pantaneiro).
“O Zé Carioca dos filmes é expansivo e acolhedor. Seu bom humor é contagiante. Quer bancar o esperto, mas com elegância e naturalidade, sem ser desleal. Já o Zé Carioca das revistinhas não é tão ético, mas é bem divertido. Era o típico malandro que gostava de levar vantagem em tudo. Vivia numa pindaíba de fazer gosto e não media esforços para alcançar uma alta condição social, sem ter que trabalhar duro. Hoje em dia, seria considerado ‘politicamente correto'”, compara o pesquisador Jorge Carvalho de Mello, autor de Muito Prazer, Zé Carioca — A Extraordinária Vida do Músico que Inspirou Walt Disney a Criar o Famoso Papagaio (Editora Noir), com previsão de lançamento para novembro.
Para comemorar seu aniversário de 80 anos do Zé Carioca, a Culturama acaba de lançar O Essencial do Zé Carioca — Celebrando 80 Anos, que reúne 14 histórias clássicas do papagaio, de Zé Carioca Contra o Goleiro Gastão, de janeiro de 1961, a Volta, Zé… Volta!, de setembro de 2020. Em edição de capa dura, estão reunidos alguns dos melhores roteiristas e desenhistas do Zé Carioca, como Waldyr Igayara de Souza (1934-2002), Renato Canini (1936-2013) e Ivan Saidenberg (1940-2009), entre outros.
Das 14 histórias de O Essencial do Zé Carioca, Que Galo É Esse, Zé?, publicada em março de 1983, é de autoria de Gerson Borlotti Teixeira. Das 518 histórias que escreveu só com personagens Disney, 187 são do Zé Carioca. “O Zé personifica a alegria, a esperança e até uma pitada de malandragem do brasileiro. Em tempos de politicamente correto, essa malandragem teve que ser praticamente esquecida”, explica Gerson, que estreou na Editora Abril em 1977. “A Disney tem um manual de ética e conduta muito rigoroso que deve ser seguido por qualquer empresa que tem os direitos de usar seus personagens. Antigamente, o Zé era conhecido por seus calotes e malandragens. Hoje, essas práticas são vetadas. Isso obriga os roteiristas a explorar outras características do personagem, como o alto-astral, o otimismo e a cara de pau de filar a feijoada na casa do Pedrão”.
Em outubro, a Culturama lança Zé Carioca Conta a História do Brasil. Com argumento do jornalista e escritor Eduardo Bueno e roteiro de Paulo Maffia, o livro revisita cinco episódios da História do Brasil, desde o Descobrimento até a Independência. Personagens Disney como Donald, Peninha e Gastão, entre outros, interpretam figuras históricas, como Pedro Álvares Cabral (1467-1520), Pero Vaz de Caminha (1450-1500) e Américo Vespúcio (1454-1512). “Minha inspiração foi o Don Rosa, autor de algumas das histórias mais épicas do Tio Patinhas”, conta Eduardo Bueno. “As histórias contadas pelo Zé Carioca não são 100% verdadeiras. Há muita ficção ali. O que eu procurei fazer foi brigar o menos possível a ficção com a realidade”.
Outro lançamento, previsto para novembro, é Muito Prazer, Zé Carioca, de Jorge Carvalho de Mello. Curiosamente, o violonista que inspirou, entre outros, a criação do Zé Carioca era paulista de Jundiaí. No livro, o autor conta que, depois que decidiu incluir o papagaio em seus desenhos animados, Walt Disney precisava de alguém para dublá-lo. O nome escolhido foi o do ator Grande Otelo (1915-1993), mas eles não chegaram a um acordo. “Zezinho estava em estúdio dublando O Dragão Relutante (1941) quando um funcionário da Disney procurou seu chefe para dizer que tinha encontrado a voz ideal para o papagaio. Além da voz, Zezinho emprestou sua ginga e malemolência ao Zé Carioca”, revela o autor.
Mas, a festa preparada para o Zé Carioca não se limita ao lançamento de livros e gibis. Um sem-número de produtos temáticos, de esmalte a chinelo, de pelúcia a quebra-cabeça, de capa de celular a instrumento musical, serão lançados ao longo dos próximos 12 meses. E, como toda festa que se preza, a do Zé Carioca ganhou até música: Os Zés do Brasil, composta por Leandro Lehart e cantada por Xande de Pilares. “O Zé Carioca mostra um lado lindo que o brasileiro tem e, muitas vezes, esquece que tem”, analisa Tokie Esaka, diretora criativa da Disney Brasil. “O brasileiro é um povo otimista por natureza, que não desiste nunca. Isso tem tudo a ver com a Disney. Acreditamos em nossos sonhos e procuramos olhar o lado belo das coisas”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ludmilla lança ‘Insônia’, música em parceria com Marília Mendonça


Cantora havia adiado lançamento e optou pela divulgação junto com o álbum ‘Numanice 2’ completo. Ludmilla e Marília Mendonça
Reprodução/Instagram de Ludmilla
Depois de anunciar o lançamento e adiar dias depois, Ludmilla divulgou a faixa “Insônia”, parceria com a cantora Marília Mendonça.
A música foi lançada junto com todo o álbum “Numanice 2” na noite desta terça-feira (23).
“Insônia” é um pagode composto em parceria de Ludmilla com Jefferson Junior e Umberto Tavares.
A faixa era uma dos feats gravados por Marília e que seguiam sem lançamento após a morte precoce da cantora sertaneja, em novembro de 2021.
Ludmilla havia anunciado o lançamento da canção, que é um pagode, no mesmo dia em que a equipe de Marília lançou o primeiro EP do projeto póstumo “Decretos Reais”. Mas no início agosto, anunciou que o lançamento passaria a acontecer no final do mês, junto com todo o projeto “Numanice 2”.
“Em respeito à memória da Marília Mendonça e todo o trabalho que está sendo feito pela equipe maravilhosa dela, em torno do EP ‘Decretos Reais’, vamos adiar o lançamento de ‘Insônia'”, escreveu Ludmilla na época.
Leia também: Marília Mendonça reina como intérprete em EP póstumo gerado de live feita no clima sentimental dos cabarés
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Fonte: G1 Entretenimento

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Varíola dos macacos: entenda a transmissão entre humanos e animais e os cuidados necessários


Juiz de Fora confirmou o 1º caso da doença em cachorro. O g1 conversou com um infectologista e um veterinário para entender como ocorre o contágio e quais os riscos. Vírus Monkeypox visto usando microscopia
Getty Images/Via BBC
O município de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, confirmou o 1º caso de varíola dos macacos em cachorro no Brasil. Trata-se de um filhote de 5 meses que teve contato com o tutor doente e também foi infectado.
Para entender como ocorre a transmissão, quais os riscos e cuidados, o g1 conversou com o infectologista Marcos Moura e com o chefe do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Leonardo Lara e Lanna.
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Veja abaixo algumas perguntas e respostas.
O que é varíola dos macacos?
Quais são os sintomas em humanos e animais?
Como ocorre a transmissão entre humanos e animais?
Quais os cuidados são necessários?
Há riscos?
1 – O que é varíola dos macacos?
Uma doença que foi transmitida aos humanos a partir de um vírus que circula entre animais. Antes do atual surto, ocorria principalmente na África Central e Ocidental, sobretudo em regiões perto de florestas, pois os hospedeiros são roedores e macacos.
É causada pelo vírus monkeypox, que pertence à mesma família (poxvírus) e gênero (ortopoxvírus) da varíola humana. A mesma, no entanto, foi erradicada do mundo em 1980, e era muito mais letal.
2 – Quais são os sintomas em humanos e animais?
O cachorro desenvolveu as lesões cutâneas e na mucosa anal
Reprodução/The Lancet
Os sintomas mais clássicos em humanos são:
febre;
dor de cabeça e dores no corpo;
dor nas costas;
calafrios;
cansaço;
feridas na pele (erupções cutâneas) e
gânglios inchados (que comumente precedem a erupção característica da doença).
Já nos animais:
letargia;
redução de apetite;
febre;
erupções cutâneas semelhantes a espinhas ou bolhas;
inchaços;
tosse;
secreções nasais ou oculares.
3 – Como ocorre a transmissão entre humanos e animais?
A varíola dos macacos é transmitida por meio de:
contato próximo com as lesões de pele;
por secreções respiratórias ou
objetos usados por uma pessoa que está infectada.
De acordo com infectologista Marcos Moura, os animais domésticos têm um contato muito íntimo com os tutores e a transmissão funciona igual de humano para humano.
“É comum o compartilhamento de cama, utensílios, lamber uma ferida e isso pode levar a contaminação. Por isso, cabe ao tutor se isolar também do animal”, afirmou.
O médico ainda contou que ainda não se tem a certeza de que o animal pode retransmitir a doença para outro bicho ou outra pessoa, mas que as medidas de prevenção devem ser adotadas.
“Os pox vírus têm uma resistência mental grande, então em um ambiente contaminado o animal vai estar ali disseminando esse vírus pelo ambiente e pode chegar a outras espécies, inclusive o homem”, complementou.
Ainda conforme o veterinário Leonardo Lara, os relatos, até o momento, são de pessoas que realizavam o isolamento em casa com o animal de estimação. “Ainda não se tem confirmação de transmissão de animais de estimação para humanos”, disse.
4 – Quais os cuidados são necessários?
Ter cuidado não somente com os cães, mas também com gatos e outros animais domésticos;
isolamento de 3 a 4 semanas;
Não deixar as feridas expostas;
Não compartilhar utensílios domésticos e de alimentação;
Realizar limpeza da casa constantemente;
“Pessoas com suspeita ou confirmação da varíola devem evitar o contato com animais, incluindo animais de estimação, para evitar a propagação do vírus. Animais de estimação que tiveram contato próximo com uma pessoa sintomática devem ser mantidos em casa e longe de outros animais e pessoas por 21 dias. Em caso de sinais clínicos no animal de estimação, devem buscar atendimento médico veterinário”, complementou o veterinário.
5 – Há riscos?
As complicações são mais comuns em pacientes com problemas no sistema imunológico. Quadros graves estão relacionados ao surgimento de pneumonia, sepse, encefalite (inflamação do cérebro) e infecção ocular, que pode até levar à cegueira.
“Esse surto mundial está se mostrando com pouca letalidade, mas a gravidade é devido a infecção secundária, uma vez que úlceras e posturas expostas e pode se infectar”, explicou Marcos Moura.
O infectologista alertou que os animais também podem ter a forma grave, não propriamente do vírus, mas devido a infecções secundárias.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Ícaro e Gilmar convidam Bruno e Marrone para gravação de DVD durante show em rodeio


Dupla sertaneja vai registrar sétimo álbum de carreira durante apresentação na Festa do Peão de Barretos. Ícaro e Gilmar no palco do Ribeirão Rodeo Music 2022, em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
Ícaro e Gilmar convocaram Bruno e Marrone para gravação de seu próximo DVD. O registro acontece durante o show da dupla na Festa do Peão de Barretos, nesta sexta-feira (26).
O show marca a estreia de Ícaro & Gilmar no rodeio após quase 13 anos de carreira. Segundo a assessoria da dupla, a primeira faixa do “Ao Vivo em Barretos” será divulgada poucas horas após a gravação do projeto.
“Gravar esse novo DVD em Barretos é a realização de um sonho”, afirma Gilmar.
“É uma grande emoção estar em uma festa tão grandiosa, onde vários ídolos do segmento participaram. Nada será mais emocionante do que ver a galera na arena bebendo e sofrendo ao som de Ícaro & Gilmar. Pra mim, é muita emoção, e essa noite certamente ficará na nossa memória, porque é um marco na nossa carreira.”
“Nossa expectativa está lá nas alturas”, completa Ícaro.
“Esse sempre foi um sonho nosso e é realmente surreal pensar que estamos realizando isso.”
“É a gravação de mais um DVD de Ícaro & Gilmar com faixas inéditas, regravação de uma música que foi e ainda é sucesso na boca do povo, além da participação pra lá de especial do Bruno & Marrone, um dos nossos maiores ídolos”, comemora o sertanejo.
O DVD contará com 15 faixas, no total. E o show da dupla fecha a noite de apresentações de sexta-feira (26) no palco principal do vento.
Bruno e Marrone abrem a noite de apresentações, mas retornam ao palco para a participação especial no show de Ícaro e Gilmar. Entre as duas atrações sertanejas, há ainda o show de Alok na programação.

Ícaro e Gilmar embalam público do Ribeirão Rodeo Music 2022 em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Cinzas da atriz Anne Heche ficarão em famoso cemitério em Hollywood


Heche morreu no dia 12 de agosto, depois de passar uma semana em coma devido a um acidente de carro. Anne Heche chega para a estreia de ‘The Best of Enemies’ no AMC Loews Lincoln Square, em Nova York, em abril de 2019
Angela Weiss/AFP/Arquivo
A atriz Anne Heche, que morreu depois de um acidente de carro, terá um espaço em um mausoléu no Hollywood Forever Cemetery, conhecido por ter grandes nomes de Hollywood enterrados no local. Segundo documento obtido pela revista “People”, ela foi cremada no dia 18 de agosto e as cinzas serão depositadas no cemitério.
Anne bateu o carro que dirigia em uma casa, que pegou fogo, em Los Angeles, no dia 5 de agosto. Ela foi socorrida e ficou uma semana em coma, em estado grave. Foi declarada morta no dia 12 de agosto e os aparelhos que a mantinham viva, desligados em 14 de agosto. De acordo com o laudo, a causa da morte foi inalação de fumaça e queimaduras.
Em uma declaração enviada à publicação, nesta terça-feira (23), o filho mais velho da atriz, Homer, de 20 anos, agradece o carinho das pessoas que o ajudaram com a homenagem.
“Meu irmão Atlas e eu queremos agradecer a Tyler, Noelle e todas as pessoas incríveis do Hollywood Forever por sua bondade, compaixão e generosidade de espírito. Estamos convencidos nossa mãe adoraria o local que escolhemos para ela: é lindo, sereno e ela estará entre seus colegas de Hollywood”, diz o comunicado.
“Hollywood Forever é um lugar vivo, onde as pessoas assistem a filmes, shows e outros eventos. Ela era nossa mãe, mas a gentileza e a efusão dos últimos dias nos lembraram que ela também pertence a seus fãs, à comunidade de entretenimento e agora, às eras”, afirma.
Anne foi atriz, roteirista e diretora e tinha dezenas de obras em seu currículo, incluindo os longas “Seis dias, sete noites”, “Donnie Brasco” e “Geração Prozac”, e a série “Chicago P.D.: Distrito 21”. Heche ficou conhecida na década de 1980 por interpretar as gêmeas Vicky Hudson e Marley Love na novela “Another World” (1987-1991), trabalho pelo qual recebeu o Prêmio Emmy Daytime.
Segundo o TMZ, o espaço reservado a Anne tem vista para o lago e está próximo à sepultura de Mickey Rooney, lendária estrela de Hollywood, que participou de mais de 250 filmes. Também estão por perto Burt Reynolds, de “Boogie Nights”, e Halyna Hutchins, diretora de fotografia morta no set de “Rust”, com Alec Baldwin.
Anne Hech morre após grave acidente de carro; relembre carreira da atriz

Fonte: G1 Entretenimento

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Rita Ora recorda dia em que cantou para o Papa na canonização de Madre Teresa: ‘Nasci para aquilo’


Cantora inglesa é atração do último dia de Rock in Rio, antes de Dua Lipa. Ao g1, ela fala sobre show ‘bem diferente’ em 2016: ‘Foi uma honra, algo que eu nunca vou esquecer’. Rita Ora canta no último dia do Rock in Rio, também conhecido como dia da Dua Lipa. A cantora e atriz inglesa de 31 anos começou a carreira em 2012. Ela tem dois álbuns lançados, com quatro músicas que chegaram ao topo da parada britânica, incluindo “I will never let you down”.
O line-up do dia 11 de setembro é completado por Megan Thee Stallion, Ivete Sangalo, Ludmilla, Macy Gray e outras atrações.
“Eu acho que a coisa boa dos festivais é que você sabe que vai ver vários artistas em um mesmo dia”, diz a cantora ao g1, ao ser perguntada sobre a chance de ver tantos artistas diferentes em um mesmo line-up de evento.
A cantora inglesa Rita Ora
Divulgação
“É tipo uma experiência de um dia em vez de apenas o show, sabe? Então, sempre fico agradecida quando posso me juntar a pessoas incríveis e ser uma das performances de um dia cheio de música. Ser parte disso é algo que eu amo.”
Rita é amiga de Anitta, já gravou com ela e as duas já apareceram juntas em eventos. Então, não se assuste se rolar uma participação da Anitta, embora nada esteja confirmado. As canções da amiga, é claro, fazem parte da playlist dela.
Anitta e Rita Ora posam em foto publicada no Instagram da cantora inglesa
Reprodução/Instagram/Rita Ora
“Eu escuto vários tipos diferentes de música. Temos acesso a tanta música de todo o mundo. Então, eu escuto muita afrobeat caribenho, música americana, música sul-americana… são tantos ótimos artistas sul-americanos agora”, elogia Rita.
“Agora, temos artistas que não cantam em inglês ganhando destaque nas paradas. Você não precisa dominar aquele idioma, porque a música independente do idioma.”
Como foi cantar para o Papa?
Rita Ora canta na canonização da Madre Teresa de Calcutá em 2016
Reprodução
Em 2016, Rita cantou no show antes da canonização da Madre Teresa de Calcutá (1910-1997). A cerimônia foi feita no Vaticano, na presença do Papa Francisco.
“Foi bem diferente de tudo o que já havia feito. Foi uma honra, algo que eu nunca vou esquecer”, resume ela.
“Madre Teresa, originalmente, é albanesa da Macedônia. Ela é albanesa e eu sou de Kosovo e de etnia albanesa. Então, eles juntaram um monte de músicos de etnia albanesa”, explica a cantora.
Rita lembra de uma plateia “completamente diferente da que costuma ver nos shows”. “Havia muitas pessoas religiosas e eu fiquei muito nervosa. Mas senti que eu nasci para aquilo. Eu me concentrei e tentei não decepcionar todo mundo. Queria que meu canto fosse real, honesto.”
Ela disse que ensaiou mais do que costuma ensaiar e pensou no figurino correto. “Eu tinha que ter certeza de que estaria vestida apropriadamente.”
Rita Ora no tapete vermelho do MTV EMA 2021
Vianney Le Caer/Invision/AP

Fonte: G1 Entretenimento