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Quero ser rapper… Por que Whindersson, Gabigol e Talisca viraram artistas de trap?


Jogadores e humorista são fãs do subgênero mais ouvido do hip hop e tentam a sorte como trappers. G1 mostra com vídeo e ilustrações como são essas carreiras paralelas. É raro olhar o top 5 das mais ouvidas nas plataformas de streaming e não encontrar por lá um trap, o subgênero mais ouvido do hip hop, com batidas graves, arranjo arrastado e letras sobre qualquer assunto que vier na cabeça: festas, modas, preconceitos, drogas, sexo…
Fãs desse estilo, o humorista Whindersson Nunes e os jogadores Gabigol e Anderson Talisca vêm se dedicando a uma carreira paralela voltada para o trap. Eles querem reforçar um time que já tem nomes como Matuê, Bin, Jovem Dex, Teto, Kawe e MD Chefe (clique nos nomes para ver entrevistas).
Em vídeos com reacts no YouTube, no geral, rappers profissionais avaliam positivamente o trabalho desses trappers famosos. Era de se esperar. Eles contam com apoio de produtores, cantores e compositores experientes. Pesa também o fato de eles gostarem muito do estilo, é claro.
Dos três, o que parece mais dedicado ao sonho de ser trapper é Whindersson, com a alcunha Lil Whin. Ele tem show marcado no Palco Supernova do Rock in Rio no dia 4 de setembro, onde vai cantar músicas do EP “Vivência”, lançado nesta sexta-feira (19), e outros traps bem-humorados.
Outra iniciativa de jogador de futebol ligada ao trap é liderada por Ronaldinho, mas ele atua mais como empresário do que como rapper. O projeto Tropa do Bruxo foi criado por ele para divulgar artistas do estilo.
Quero ser rapper: conheça o som de famosos que tentam a sorte como cantores de trap
Veja como é a versão trap de Whindersson, Gabigol e Talisca nas ilustrações e no vídeo acima; e na lista abaixo.
Whindersson virou Lil Whind – Os versos são engraçadinhos, bem escritos e o som é quase uma trapisadinha;
Gabigol virou Lil Gabi – Faz um trap com menos misturas e lançou uma música só. “Sei lá” saiu em 2021;
Talisca virou Spark – O som lembra um pouco o trapagode de Bin, juntando o trap com pagode.
Whindersson virou Lil Whind

Ilustrações: G1/Gabs e Max Francioli – Fotos: Divulgação
Criado em 2019, Lil Whind é o projeto de Whindersson Nunes como popstar do trap. O humorista diz que sua faceta rapper é caricata e tem um toque bem-humorado. O rap é somado a influências nordestinas em músicas como “Piauí” e “Cerrado”.
Na fase Lil Whind, o repertório é mais divertido e romântico. “Gosto de rir e de cantar, tudo isso sempre anda junto, e eu consigo fazer várias coisas ao mesmo tempo”, disse ao g1, sobre o começo da carreira musical.
O primeiro show como rapper foi no começo de agosto deste ano. Em um relato publicado no perfil do Instagram, ele disse que a apresentação mostrou que ele ainda tem um caminho “longo” pela frente. Mas acrescentou que quer ver 100 mil fãs fazendo o W com a mão enquanto ele canta músicas como “Alok”, com letra sobre alguém tão na fossa que começa a chorar ouvindo uma música do DJ.
“Eu sou fera demais em aprender, é só ir como eu sempre fiz, devagar, com respeito, ouvindo as críticas e dando meu jeito. Eu digo pra vocês, Lil Whind vai ser uma marca grande e vai mudar muitas vidas um dia. O show vai mudar sua vibe de viver.”
Whindersson Nunes em show como o rapper Lil Whind
Reprodução/Instagram do artista
Ele também exaltou parceiros que o ajudaram na composição e produção das músicas: Arthurzim, Caio Passos, Reid, Omni Black, Math Gadelha e Marcos Baroni. “Eu sei que vocês imaginam que por eu ser famoso eu queria estar com as pessoas mais famosas do meio, mas eu digo a vocês, não troco a noite de ontem com vocês por nenhuma, me diverti muito e me senti vivo de novo! Gratidão!”
RELEMBRE DUETO: Whindersson já cantou com Priscilla Alcantara
A primeira vez oficial de Whindersson na música, sem contar paródias, foi um dueto com Ivete Sangalo em abril de 2020. “Coisa linda” é um pop com suingue, percussão forte e instrumentos de sopro. Em agosto de 2020, Whinderson lançou o EP “No Name”. Naquela fase, músicas como “Paraíso” e “Girassol”, com Priscilla Alcantara, tinham influências religiosas e mensagens motivacionais.

Gabigol virou Lil Gabi

Ilustrações: G1/Gabs e Max Francioli – Fotos: Divulgação
Gabriel Barbosa, atacante do Flamengo conhecido como Gabi ou Gabigol, também é Lil Gabi. A primeira música da carreira saiu em agosto do ano passado. “Sei lá” foi escrita por ele e pelo rapper carioca Choji, com produção de Papatinho, conhecido pelo trabalho com funkeiros, rappers e divas do pop como Anitta e Ludmilla.
PERFIL: Quem é o produtor Papatinho?
“Eu já estava com essa ideia na cabeça, de criar uma música, de poder participar de uma gravação. É algo que me chama muita atenção, gosto muito deste processo criativo”, explicou Lil Gabi, quando a música foi lançada.
Papatinho elogiou o novo nome do trap brasileiro. Segundo o produtor, o camisa 9 do Flamengo “conhece tudo sobre trap”.
Papatinho, Gabigol (Lil Gabi) e Choji no estúdio
Divulgação
“Ele acompanha a cena e já tinha falado que em algum momento gostaria de experimentar cantar. A coisa fluiu naturalmente. Lembrei da composição do Choji e guiei o Gabi. Pela familiaridade com o gênero, ele conseguiu se virar bem e o resultado ficou incrível.”
A letra é no estilo ostentação, como é comum no trap, com várias citações a marcas, festas e, claro, futebol. “Tudo que eu faço é claro que é foda / É por isso que os bico se incomoda / Ando trajado, tô sempre na moda / Se eu tô em campo é certa sua derrota”, canta Gabi.
Talisca virou Spark
Anderson Talisca em sua versão jogador e como o artista de trap Sparks
Ilustrações: G1/Gabs e Max Francioli – Fotos: Divulgação
Anderson Talisca, atacante revelado pelo Bahia e hoje no Al-Nassr, time da Arábia Saudita, também atende pelo codinome de Spark. O apelido foi escolhido por ele ser fã do filme “Um lugar chamado Notting Hill” e do personagem “Spike” (Rhys Ifans, melhor amigo do protagonista vivido por Hugh Grant).
Quando esteve de férias no Rio, em junho passado, gravou um clipe com o rapper L7NNON, uma das atrações do Rock in Rio. O trap “Felina” é mais um passo de Talisca na música.
No Rio: Talisca tenta carreira como rapper e grava clipe
“Eu comecei a me relacionar com a música na escola, tive uma banda. Depois a escola montou um time para jogar futebol. Eu tinha qualidade para jogar futebol, mas não queria. A música foi a primeira coisa que eu conheci na minha vida, chegou antes do futebol”, contou Talisca ao g1, durante a gravação do clipe.
“Eu cheguei a viajar muito com minha banda e a minha mãe acabou me proibindo. Ganhava R$ 10 ou R$ 20 na época de cachê. Era muito pouco. Então, a única saída que eu tinha foi mudar para o futebol.”
Anderson Talisca muda nome para Spark e tenta carreira como rapper
Divulgação/Gabrielbjj7
A banda era de axé e Talisca tocava surdo, mas ele diz que as referências são cantores americanos do pop e a cena brasileira do trap. “As minhas referências musicais são Drake, Chris Brown, Justin Bieber. No Brasil, escuto L7, Delacruz, Vitão. Eu gosto muito do trap, um gênero que teve um crescimento nos últimos anos e consumo muito.”
Nascido em Feira de Santana (BA), Talisca quer misturar o trap com ritmos baianos. Segundo ele, a ideia é manter as duas carreiras em paralelo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Vida e morte de Kara Veia: conheça saga trágica do vaqueiro idolatrado por nova geração do forró


Ouça história do cantor do sertão de Alagoas que renovou o forró de vaquejada. Ele virou um mito que influencia novos ídolos, com uma vida que espelhou suas canções de romantismo dramático. Edvaldo José de Lima, o Kara Veia, viveu um sucesso rápido, mas que é cada vez mais influente após sua morte
Arquivo pessoal da família
A voz emotiva do vaqueiro Edvaldo José de Lima dá o tom da própria saga. Kara Veia saiu do sertão de Alagoas e viveu um sucesso rápido antes de morrer, em 2004, aos 31 anos. O romantismo trágico das canções e de sua história atraem um culto cada vez maior.
Músicas como “Foi você”, “Filho sem sorte” e “Mulher ingrata e fingida” são celebradas no Nordeste e por fãs de forró de vaquejada no resto do Brasil, mesmo que ele seja pouco conhecido fora desse meio.
Kara Veia atingiu picos de busca YouTube em 2021 e 2022. Seu repertório apareceu em megashows do São João desse ano. Ele é tratado como lenda por alguns dos cantores mais ouvidos no Brasil, como João Gomes, Zé Vaqueiro e Tarcísio do Acordeon.
Os fãs famosos ajudam a puxar o “revival” nos últimos anos. No site Sua Música, especializado em música do Nordeste, a audição das músicas dele triplicou de 2019 para 2020, e segue em alta.
O podcast g1 ouviu conta a trajetória de Kara Veia e investiga de onde veio a angústia, a criatividade e a influência duradoura dele. Ouça abaixo e leia mais a seguir:
Ídolo dos ídolos
João Gomes, Zé Vaqueiro e Tarcísio do Acordeon: três novos ídolos do forró, que estão entre os cantores mais ouvidos do país hoje, fazem vídeos cantando Kara Veia, que tratam como ícone
Reprodução
“Acho que se Kara Veia estivesse vivo hoje seria um dos maiores ícones da música brasileira. Ele teria levado o forró e a vaquejada para outro nível”, arrisca Tarcísio do Acordeon, que estourou ao unir pisadinha com o forró de vaquejada. Em 2021, ele gravou um álbum só com músicas do ídolo.
“Kara Veia é essencial”, diz João Gomes. “Se você quer cantar vaquejada e forró, tem que escutar muito Dominguinhos, Luiz Gonzaga, e muito Kara Veia”, ensina.
A vaquejada é a prática de dois vaqueiros que, de cima de cavalos, tentam derrubar um boi. É o centro de uma cultura muito ligada à música. A trilha clássica do vaqueiro é a toada. O canto melódico com vogais alongadas ao infinito é filho do aboio, o som que chama a boiada.
Foi nesse universo que nasceu Edvaldo José de Lima, no dia 29 de dezembro de 1973, em Chã Preta. A pequena cidade de Alagoas, na fronteira com Pernambuco, tem hoje sete mil habitantes.
Amor adolescente
Edvaldo José de Lima, o Kara Veia, quando era criança e ajudava o pai em trabalhos no campo
Acervo pessoal da família
Lenilda Félix da Conceição Lima, a Nilda, é viúva e mãe de quatro filhas do Kara Veia. Os dois se conheceram adolescentes em Chã Preta. Ele tinha 14 anos e ela, 13. Ambos trabalhavam em fazendas com os pais.
“Ele tirava leite e eu ajudava meu pai com os cavalos. Com 16 anos eu me casei com ele. Meus pais tiveram que assinar os documentos, porque a gente era muito novo”, ela conta.
“Desde os 14 anos ele já cantava e fazia show”, ela lembra. “O povo às vezes pagava para ele cantar e ele ia feliz da vida. Ele gostava muito de cantar toadas”.
As toadas, nesse caso, são músicas a cappella, sem instrumentos. No primeiro álbum do Kara Veia, gravação amadora em parceria com Carlos Cavalcante, metade das músicas são toadas, só na voz.
Sobre o que ele cantava no primeiro álbum?
“Pé de Umbuzeiro” conta a história da amizade entre um vaqueiro e uma árvore. O umbuzeiro fica triste e morre depois que o vaqueiro para de passar do lado dela, após a construção de uma estrada.
As letras falam de amor ao campo e nostalgia do interior. Ele mistura isso com o desejo romântico, como se o sofrimento geográfico e amoroso fossem a mesma coisa. É o caso de “Sonho colorido”. Nilda diz que ele fez a música para ela, ainda em Chã Preta.
Cavalos dominam as letras, mas também aparecem os carros e o desejo de ser “herói da classe vaqueira”. “Eu gosto dos meus cavalos, que de mourão é primeira / Um carro novo do ano / Sela e freio, e cortadeira / Sou peão de vaquejada / E herói da classe vaqueira”, canta em “Peão de vaquejada”.
Kara Veia e as dançarinas em registro de show no YouTube
Reprodução / YouTube Fábrica de filmagem
Filho sem sorte
Kara Veia começou cantando essas toadas em bares e em festas de vaquejada pelo interior. Ele era também locutor de algumas vaquejadas – a forma de narração é outra influência no jeito de cantar.
Seu trabalho principal, de cuidador de cavalos, dava pouco dinheiro. Ele se mudou com Nilda para Maceió. Na capital, trabalhou em um lava jato e como servente de pedreiro, enquanto tentava emplacar na música.
“A gente tinha muita dificuldade”, lembra a viúva. “Teve uma época em que a gente não tinha quase nada para comer, e quem ajudava era a mãe dele”, ela conta. “A gente morou com ela, eu e as minhas quatro filhas, porque não tinha como pagar aluguel.”
A mãe de Kara Veia era diarista. Ela se separou do marido e se mudou para Maceió quando ele era criança – o garoto ficou com o pai em Chã Preta, e só voltou a morar com ela quando também foi para a capital.
Vote em Kara Veia
Ele enfrentava a vida difícil com desembaraço. Nas vaquejadas pelo Nordeste, conheceu muitos políticos locais. Ele não tinha vergonha de chegar para cada um deles e oferecer jingles na época de eleição. Assim, ganhava conexões e uma renda extra.
Ele não tocava nenhum instrumento e fazia as músicas de boca, registrando em fitas cassete. Quem o ajudou a arranjar e transformar essas criações em um projeto de uma toada pros anos 2000 foi o sanfoneiro Sebastião José Ferreira Marcelino, o Xameguinho.
Os dois se conheceram em Maceió e começaram a fazer shows de forma precária. “O.”O show era muito baratinho. Nem tinha empresário, ele mesmo que vendia e não podia pagar banda”, lembra Chameguinho. O jeito era tocar os dois só com um tecladista. “Depois começou a melhorar.”
Kara Veia escutava vaquejada – em especial Vavá Machado, grande referência do estilo -, tinha a bagagem das toadas e ouvia também o sertanejo comercial e forró eletrônico que estavam no auge no meio dos anos 90. Ele processava tudo de forma intuitiva.
Hit sem ensaio
Xameguinho foi o principal parceiro musical de Kara Veia
Divulgação
“Na maioria das vezes era tudo improvisado”, Chameguinho lembra dos shows. “Ele era o primeiro a não gostar de ensaiar.” Muitas vezes, Kara Veia puxava uma música e a banda criava o arranjo na hora. “O pessoal achava que a gente estava brincando, mas era verdade”, lembra o sanfoneiro.
Fazendo seu nome aos poucos, ele conseguiu gravar um segundo CD amador, com segunda voz de outro cantor, Perreca – que, assim como Carlos Cavalcante, nem chegou a excursionar com ele.
Foi o Kara Veia que escreveu todas as músicas desse disco. Ele arranjou com Xameguinho do jeito que eles sabiam fazer.
“Ele ligou para mim e falou: ‘Rapaz, estou aqui no estúdio do Rômulo. Vem para cá gravar.” Chameguinho nem conhecia a música e fez o arranjo de “Foi você” ali na hora.
“Foi você” virou o primeiro hit dele no Nordeste, em 2001. Mas o sucesso não vinha estúdio, e sim do fenômeno dos registros de shows em CD-R os disquinhos graváveis populares no início dos anos 2000. Foi aí que o impacto dele no palco fez diferença e ajudou a criar o mito do Kara Veia.
“O pessoal fazia capinha de papelão, ia gravando os CDs na torre, quando saia pegava caneta, botava ‘Kara Veia na cidade tal’ e vendia como água”, lembra Wagner Accioly, que trabalhou como operador de áudio dele durante quatro anos.
‘Dançarinas de canela fina’
Ele conseguia roubar holofotes de artistas com bem mais estrutura, lembra Wagner. “Ele dizia: ‘Rapaz a gente sobe no palco com quatro músicos, três dançarinas da canela fina e o povo gosta. Aí vem Calcinha Preta com mais de trinta homens, e o povo fica gritando pela gente.”
Chameguinho lembra de um festival em Pirambu (SE), que também tinha Calcinha Preta e Amado Batista. “A gente não tinha ônibus, andava só de van. Os caras tinham vários ônibus. A gente entrou, aqueles quatro gatos pingados, e a galera foi ao delírio, foi madeira”, ele diz.
O nome artístico do Edvaldo era um apelido de infância. Era uma brincadeira dos amigos, que Xameguinho cita ao falar das desvantagens em relação a bandas maiores.
As outras bandas “tinham uma galera bonita danada no palco, e a gente tudo feinho, a começar por ele”, brinca.
O segundo álbum de Kara Veia, em breve parceria com Perreca
Divulgação
A história de ‘Filho sem sorte’
Brincadeiras à parte, a relação musical deles estava cada vez mais afiada. Xameguinho conta que “Filho Sem Sorte” apareceu no repertório em um show no Dia das Crianças em Viçosa, cidade vizinha de Chã Preta.
“O prefeito estava em cima do trio elétrico e pediu para cantar uma música de criança.” Kara Veia começou a cantar “Filho sem sorte” sem avisar para a banda. Chameguinho nem sabia que música era aquela, mas criou as frases de sanfona na mesma hora.
“Filho sem sorte” é composição de uma dupla da região, Heleno Gino e Ivone Leão. Era uma toada em estilo bem tradicional. A letra é uma tragédia total, de cortar o coração, sobre uma mãe que morre e deixa um menino sozinho com o pai.
A própria infância de Kara Veia sem a mãe em Chã Preta pode ser motivo para ele ter lembrado da música no Dia das Crianças. Mas ele nunca contou para Xameguinho o motivo da escolha.
A diferença em relação à toada original é o arranjo veloz e intenso de forró, puxada pela introdução de sanfona. Há um contraste entre a letra de cortar o coração e o arranjo vibrante e animado.
“Até faz quem está escutando esquecer um pouco da morte, né?”, diz Chameguinho.
Os CDs com a gravação quase acidental de “Filho sem sorte” ao vivo se espalharam rapidamente por Alagoas e Pernambuco, e abriu as portas de um estúdio profissional para o Kara Veia finalmente gravar seu primeiro CD solo.
O drama do disco solo
O único álbum solo de Kara Veia
Reprodução
O álbum “Kara Veia – a cara metade das vaquejadas” foi o grande registro da carreira dele. A gravação foi no estúdio Somax, no Recife, com distribuição pela Polydisc.
Ele regravou “Foi você” com ritmo ainda mais veloz. E fez outras versões com sua voz que levou as nuances da toada para pra esse formato de xote acelerado. O título de uma das das versões que marcou o álbum dá o tom do drama nas letras: “Mulher ingrata e fingida”.
A intensidade não estava só na música. O jeito de viver era tão caótico quanto o de trabalhar. Ele ainda estava casado com a Nilda, mas, quanto mais viajava para tocar, mais amantes arrumava. Ele vivia parte do tempo em Maceió com outra mulher, com quem teve uma filha.
Enquanto realizava o sonho de gravar em um estúdio de ponta, ele estava enrolado com os casos amorosos. Segundo os relatos de Xameguinho, é difícil saber se tinha mais drama nas letras ou fora do estúdio. Ele tinha crises de ciúmes a distância, ligando para várias mulheres.
Kara Veia gastou todo o dinheiro que tinha em cartões de crédito para celular. “Quando as mulheres não atendiam, ele ficava doido”, lembra o amigo. “O dono do estúdio até falou: ‘Kara Veia, vamos ver se no próximo trabalho a gente faz com mais calma, sem ficar ligando para as mulheres.”
A morte de Kara Veia
Xameguinho conta que, depois da gravação do álbum, ele desapareceu e um dia em que deveria fazer um show na Bahia. Depois de um dia com todo mundo tentando encontrá-lo, ele conseguiu ligar para um telefone público em Chã Preta, e um vizinho achou Kara Veia.
“Eu perguntei: ‘O que está acontecendo, pelo amor de Deus? Você está com algum problema?’ Ele disse que não tinha problema, que não foi para o show porque tinha passado o dia na mata. Eu não sei se ele estava com depressão, ou se alguém queria pegar ele. Só quem sabe era ele “, diz Chameguinho.
A esposa sabia que o marido tinha um filho fora do casamento e se envolvia com outras mulheres. Ela diz que ele também estava com dificuldades financeiras. “Ele ganhou muito dinheiro, mas também gastava demais, sem necessidade.” Ela afirma que ele estava devendo R$ 10 mil quando morreu.
Nilda diz que, no dia da morte, Kara Veia tinha passado o dia em Chã Preta, que ele tomou uísque, e quando voltou para Maceió, passou na casa dela e pegou um revólver que tinha lá. “Daí eu não vi mais. Eu só vi no caixão”, diz a viúva.
Ele levou a arma até o apartamento da amante em Maceió. O pai de Kara Veia estava lá, e disse à polícia que o cantor pediu para ele descer para a garagem do prédio, e que, quando ele voltou, o filho estava morto com um tiro. Kara Veia se matou aos 31 anos, no dia 27 de março de 2004.
A amante disse à polícia na época que ele tinha dificuldades financeiras, que ele brigava muito com ela e era muito ciumento, o que condiz com os outros relatos nesta reportagem.
O retrato que fica é de um cantor que soube cantar o amor de forma original na música, mas não sabia lidar com estas relações amorosas na vida real.
Nilda lamenta: “Quem mais sofreu foi ele. Ele sofreu muito para chegar onde chegou”. Mesmo sabendo dos casos do marido, ela afirma: “Eu perdoei ele. Peço que Deus bote a alma dele em um bom lugar”.
O legado do vaqueiro
Com uma carreira em ascensão interrompida, o legado musical ficou em aberto. A banda pernambucana Arreio de Ouro fez uma música chamada “Homenagem ao Kara Veia”, até hoje lembrada quando se fala no cantor.
Quem mais cresceu nesse vácuo da vaquejada foi o alagoano Mano Walter. Ele foi atrás da equipe do Kara Veia depois que ele morreu para tentar contratá-los. Eles chegaram a tocar com ele, mas o novo patrão fazia uma exigência inaceitável: ensaiar antes dos shows.
“Ele levou Chameguinho, o guitarrista, o baixista. Mas a galera não se deu muito bem. Porque com Kara Veia eles eram soltos. O Mano Walter tinha uma visão mais profissional, e a galera gostava de ‘tomar uma’ nos shows. Então ficaram pouco tempo”, explica Wagner.
Kara Veia foi sepultado por uma multidão em Chã Preta, e depois ganhou uma praça com seu nome na cidade. Os seguidores mais dedicados fazem vídeos na praça, no túmulo e até no apartamento em Maceió onde ele morreu.
Um desses fãs é Romário Barros, engenheiro de 27 anos, dono de um canal no YouTube dedicado ao cantor. “Eu criei em 2016, quando não tinha nenhum canal em homenagem a ele. Foi crescendo, e hoje temos mais de 130 mil inscritos. Sempre que posto algo é incrível o carinho das pessoas.”
Buscas por Kara Veia no Youtube atingiram picos em 2021 e 2022
Reprodução / Google Trends

Fonte: G1 Entretenimento

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Demi Lovato volta ao rock em ‘Holy Fvck’, com letras sobre overdose e amigos mortos; g1 ouviu


Oitavo álbum é o mais coeso da carreira com versos confessionais e arranjos que combinam com volta do emo. Cantora fala sobre dificuldade de se manter sóbria e de se encaixar em padrões. Nos últimos cinco anos, Demi Lovato cantou um reggaeton rebolante com Luis Fonsi (“Échame la Culpa”), aventurou-se pela música eletrônica colante com o DJ Marshmello (“OK Not to Be OK”) e mostrou seu lado R&B ao lado de Ariana Grande (“Met Him Last Night”). Em seu oitavo álbum, porém, Demetria só quer saber de rock.
Lançado nesta sexta-feira, “Holy Fvck” faz lembrar o bom pop rock Disney do começo carreira, ouvido no álbum de estreia “Don’t Forget”. Combina também com o retorno do pop punk, o emo que fez muito sucesso nos anos 2000 e mostra força nos últimos meses com canções de Olivia Rodrigo, Anitta e Miley Cyrus.
Quando perguntada qual a sua cantora favorita de todos os tempos, Demi costuma responder Hayley Williams, vocalista do Paramore. Essa paixão por um rock pesado, mas nem tanto, com refrão gritado e letras confessionais, é escancarada em “Holy Fvck”, o melhor e mais coeso álbum da carreira até agora.
O oitavo disco da cantora americana tem apenas duas baladas, as duas últimas músicas. “Feed” é quase uma power ballad, com refrão forte e arranjo para arrepiar fãs de Avril Lavigne. Mais lenta, “4 Ever 4 Me” dá destaque ao violão e é o momento mais romântico.
Demi Lovato em 2009 e em 2022
Divulgação
O peso de estar viva
As outras 14 músicas são bem mais pesadas, levadas por guitarra, baixo e levada galopante de bateria. Há vários versos de vogais alongadas, “ôôô’s” e “aaa’s” perfeitos para festivais como o Rock in Rio, onde ela se apresenta no dia 4 de setembro. As participações são de novos nomes do rock (o cantor de pop punk Yungblud, o hard rock do Dead Sara e os indie do Royal & the Serpent).
RELEMBRE TURNÊS: Demi Lovato vem ao Brasil pela 5ª vez
Lançada como single também nesta sexta, um dia antes de a cantora completar 30 anos, “29” tem sintetizadores soturnos e arranjo trap rock. Tem ainda uma letra matadora sobre a chegada às três décadas de vida. A cantora fala sobre uma relação que teve com alguém quando ela tinha 17 e ele 29:
“Longe de ser inocente / Que porra é essa de consentimento? / Os números te disseram para não agir / Mas isso não te impediu”.
“Happy Ending” tem versos como “Estou sóbria e todos estão orgulhosos, mas eu sinto falta dos meus vícios”. Demi canta que está fazendo de tudo para ter um final feliz, após sofrer uma overdose em 2018 e ter falado abertamente (em letras de música e entrevistas) sobre dependência em álcool e drogas.
Capa do álbum ‘Holy Fvck’ de Demi Lovato
Divulgação
Ode aos amigos mortos
Segundo Demi, no entanto, a música mais impactante do álbum é “Dead Friends”, pop rock emocionado que começa mais calmo e vai crescendo. Ela lista coisas que faz em um dia normal da vida dela, e que amigos que já morreram não fazem mais.
Demi diz que dançou com o diabo e chegou ao inferno, mas diferentemente dos amigos dela que morreram, ela segue viva.
Viva e fazendo o que mais gosta: pop rock cantado por alguém que parece não se encaixar em padrões. Demi pode estar cantando sobre a idade, sobre abusos ou sobre a cidade onde mora (Los Angeles, em “City of Angels”) que a sensação é a mesma: ela está fora de lugar?
“Eu sou a única procurando substância?”, pergunta ela, em “Substance”, uma das melhores do álbum. Demi está em busca do que é o essencial para ela, do que vai dar forças para ela seguir cantando. Encontrou isso no pop punk e em letras nas quais não pensa meia vez antes de falar tudo de ruim que passou.

Fonte: G1 Entretenimento

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Simone e Simaria se separam após dez anos em dupla, mas ficam unidas na história do ‘feminejo’


Sucesso das Coleguinhas está ligado ao movimento liderado por Marília Mendonça a partir de 2014. ♪ ANÁLISE – Comunicado no início da noite desta quinta-feira, 18 de agosto, o anúncio oficial da dissolução da dupla Simone e Simaria reverbera sem surpresa no universo sertanejo.
Após meses de atritos, alguns expostos de forma pública, as cantoras se separam após uma década de carreira como dupla sertaneja, mas permanecem em cena de forma individual. Simone cumprirá os shows já agendados da dupla, formada em 2012 pelas irmãs baianas após passagens por bandas de forró. Simaria entra em recesso para arquitetar os próximos passos da carreira.
Em uma década de atividade profissional no mercado sertanejo, Simone e Simaria firmaram dupla indissociável da corrente feminina que impulsionou o gênero sertanejo a partir de 2015, puxada por Marília Mendonça (1995 – 2021).
Foi no rastro do sucesso inicial de Marília como cantora – em trajetória iniciada em 2014 pela Rainha da sofrência – que Simone e Simaria alcançaram projeção nacional em 2015 com o álbum ao vivo Bar das Coleguinhas, lançado em março daquele ano.
O sucesso foi consolidado em 2016 com a edição de Live, álbum que rendeu os hits 126 cabides e Regime fechado. Em 2017, a colaboração com Anitta no single Loka manteve Simone e Simaria no topo das playlists.
Simone e Simaria fazem parte da geração feminina que deu voz ativa às mulheres no universo sertanejo, historicamente marcado pelo império masculino.
No embalo do sucesso de Marília Mendonça, artista fundamental que entrou em cena como compositora em 2011 para virar o jogo a favor das mulheres no gênero sertanejo, As Coleguinhas se inseriram em movimento pautado por repertório em que as mulheres se rebelaram contra o machismo, a violência doméstica – assunto de Ele bate nela (2014), uma das músicas de Simone e Simaria – e se permitiram cair na farra com doses fartas de álcool e diversão.
Marília Mendonça foi a pioneira, mas Simone e Simaria ajudaram a encorpar esse movimento altivo rotulado como feminejo. E é por isso que, mesmo separadas, elas continuam unidas na história desse movimento feminino libertador no universo sertanejo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Os Anéis de Poder’ faz exibição de episódios no México para fãs ‘cautelosamente otimistas’


Série baseada em ‘O Senhor dos Anéis’ estreia em 2 de setembro. Alejandro Rodriguez na exibição de ‘O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder’, na Cidade do México
Cesar Soto/g1
Fãs de “O Senhor dos Anéis” estão “cautelosamente otimistas” com a série baseada na obra de J. R. R. Tolkien, “Os Anéis de Poder”. A produção, que estreia em 2 de setembro na plataforma de vídeos da Amazon, Prime Video, realizou uma exibição de seus dois primeiros episódios nesta quarta-feira (17), na Cidade do México.
“Qualquer adaptação nova do trabalho de Tolkien é algo bom. Quando mais no mundo, melhor”, diz ao g1 Alejandro Rodriguez, um dos fãs que foi convidado para participar do evento, antes da exibição.
“Mas, como é com um time novo, e que vai gravar na Europa, é difícil confiar totalmente.”
Vestido como o mago Gandalf em sua fase cinzenta — “porque a peruca é muito fácil de manter” —, ele aprova a trama escolhida para a série.
Afinal, a temporada vai narrar acontecimentos na chamada Segunda Era da Terra-média cerca de três mil anos antes daqueles dos livros que foram adaptados para o cinema por Peter Jackson.
“O período tem muitas histórias excelentes. Foi uma escolha correta. Pode não ter os personagens que conhecemos, mas tem uma variedade de raças maior que a da Primeira Era, que era mais fantástica.”
Felipe Fierro e Paola Molina na exibição de episódios de ‘O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder’, na Cidade do México
Cesar Soto/g1
Felipe Fierro se inspirou já em um personagem da série para sua armadura, feita por ele mesmo: o príncipe anão Durin IV, interpretado por Owain Arthur.
“Acho que pode ser tão incrível quanto os filmes foram há 20 anos”, diz ele. “Mesmo sabendo que é quase impossível ficar tão bom”, completa, com uma risada.
Também fantasiada, Paola Molina defende a história da série, que amplia bastante alguns apêndices de poucos parágrafos de “O Senhor dos Anéis”. “Adaptações diretas são sempre mais difíceis. Até os filmes deixaram algo passar. Os fãs de Tom Bombadil, por exemplo, estão tristes até hoje.”
Realizado no Colegio Vizcaya, uma construção histórica no centro da Cidade do México, o evento contou com a presença de um dos criadores da série, Patrick McKay, e de parte do elenco, como Morfydd Clark (Galadriel), Ismael Cruz Cordova (Arondir), Charlie Vickers (Halbrand) e Ben Walker (Gil-Galad).
O Colegio Vizcaynas, na Cidade do México, recebeu a premiere da série ‘O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder’
Cesar Soto/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Simone e Simaria: De briga em programa de TV a anúncio do final da dupla; relembre a crise


Nesta quinta-feira (18), artistas anunciaram que vão seguir em carreira solo. Simaria, da dupla com Simone, anuncia que vai se ‘afastar dos palcos’: ‘Preciso cuidar da minha saúde’
Divulgação/Brazil News
Depois de desentendimentos em público, a relação das “coleguinhas” — apelido usado pelas irmãs Simone, de 38 anos, e Simaria, de 40 — ficou estremecida. Nesta quinta-feira (18), elas anunciaram que vão seguir em carreira solo.
Em junho passado, Simone fez seu primeiro show sozinha depois de Simaria anunciar seu afastamento dos palcos para cuidar da saúde.
A pausa veio após especulações sobre uma possível separação da dupla. Isso porque as duas não esconderam algumas de suas desavenças. Relembre:
Em maio, vazou um áudio com uma discussão da dupla durante a gravação do “Programa do Ratinho”,
Logo depois, Simaria minimizou a situação e afirmou a seguidores do Instagram que as duas fizeram as pazes e que tudo não passou de um desentendimento entre irmãs,
No início de junho, Simaria chegou ao show da dupla em Caruaru (PE) com mais de uma hora de atraso. Simone fez quase toda a apresentação sozinha e tentou encerrar o show algumas vezes após a chegada da irmã. Mas Simaria insistia em dar sequência,
Em sua festa de 40 anos, na segunda-feira (13), Simaria disse em uma entrevista que era recriminada pela irmã em tudo o que fazia,
No dia seguinte, quando os fãs começaram a temer uma possível separação, a dupla prometeu um anúncio na tarde de quarta-feira (15). “Cansei de fofocas, vou revelar uma grande informação”, dizia o texto,
Mas as “coleguinhas” apenas divulgaram o clipe de uma de suas novas músicas, “Amiga” (o vídeo está disponível desde 29 de abril),
No entanto, em 16 de junho, o anúncio veio: Simaria anunciou que iria se “afastar dos palcos” e Simone assumiria a agenda sozinha. “Preciso cuidar da minha saúde”, disse a cantora, sem detalhar o período que ficará fora dos shows,
Também na noite de 16 de junho, Simone fez seu primeiro show sozinha após o anúncio e se emocionou no palco, em Paty de Alferes, no Rio de Janeiro. “Vocês não imaginam como é difícil”, disse a cantora, que ainda se declarou para a irmã: “Você é a coisa mais importante da minha vida. O amor que eu tenho por sua vida é tão grande, tão grande, que sou capaz de dar minha vida por sua vida.”
Os shows que já estavam marcados seguiram sendo realizados por Simone.
Nesta quinta-feira (18), Simone e Simaria anunciaram o fim da dupla.
Simone faz primeiro show sozinha após Simaria anunciar pausa
Vale lembrar que essa não é a primeira vez que Simaria fica afastada dos palcos por problemas de saúde. Mas, em 2018, quando foi diagnosticada com tuberculose ganglionar, não havia nenhum desentendimento com a irmã.
Simaria precisou ficar quatro meses afastada em tratamento. Em seu retorno, disse que iria limitar a rotina da dupla a três trabalhos por semana.
“Podemos trabalhar sexta, sábado e domingo, sexta e sábado ou algo assim. Com isso, podemos usar o meio da semana pra respirar, ficar com a família”, explicou Simone ao g1 na época.
Simone e Simaria
Celso Tavares/G1
Primeiro show após anúncio de pausa
A cantora Simone fez sua primeira apresentação sozinha após a irmã e parceira de palco, Simaria, anunciar uma pausa para cuidar da saúde.
O anúncio foi feito após as irmãs se desentenderam publicamente nas últimas semanas.
Ainda no camarim do evento realizado em Paty de Alferes, no Rio de Janeiro, Simone fez um vídeo parabenizando o aniversário da irmã e pedindo o carinho do público.
“Como vocês viram, a Simaria foi afastada por motivos médicos. Inclusive hoje é aniversário dela. Deus abençoe, a guarde, projeta, e tô aqui pra cumprir nossa agenda de trabalho, nossa jornada. Conto com o carinho, o apoio de vocês. Hoje comando essa festa com muito carinho. Confio em vocês, sei que vocês sempre estiveram do nosso lado e assim seguiremos em frente”, afirmou Simone.
Já no palco, a cantora repetiu os parabéns pelo aniversário de 40 anos da irmã e, com a voz embargada, deixou uma mensagem para Simaria: “O amor que eu tenho por sua vida é tão grande, tão grande, que sou capaz de dar minha vida por sua vida”.
“Vocês não imaginam como é difícil”, começou Simone, diante dos gritos do público com seu nome.
Simone faz primeiro show sozinha após Simaria anunciar pausa e diz: ‘Vocês não imaginam como é difícil’
Reprodução/Instagram
“Você sabe o que é você passar uma vida inteira, desde seus 6 anos de idade, cantando com a metade da sua vida? Você sabe o que é Deus preparar o ventre de uma mulher chamada dona Mara, e Deus abençoar com o dom de ter duas meninas que saíram do interior e moravam em barraco de lona pra ir buscar o sonho de cantar, de viver, de chegar numa altura?”
“Mas quero deixar esse dia do seu aniversário, minha irmã, registrado, independente de nossas diferenças. Você é a coisa mais importante da minha vida. O amor que eu tenho por sua vida é tão grande, tão grande, que sou capaz de dar minha vida por sua vida.”
“Espero nesse momento que você esteja vendo esse vídeo e que você receba meu amor de longe e o amor dessas pessoas lindas, desse evento lindo”, afirmou Simone, antes de cantar parabéns para Simaria.
Em seguida, Simone seguiu com a apresentação, que contou com o novo hit da dupla, “Amiga”. Na faixa, a produção manteve a voz de Simaria no playback para seguir contando a história das duas personagens da canção.
Antes, um anúncio de pausa
Simaria, da dupla com Simone, anuncia que vai se ‘afastar dos palcos’: ‘Preciso cuidar da minha saúde’; cantora fez festa de aniversário de 40 anos na segunda (13)
Divulgação/Brazil News
Simaria anunciou, nesta quinta (16), que vai se “afastar dos palcos”. A cantora não deixou claro quanto tempo ficará sem fazer shows com a irmã.
“Meus amores, cantar é tudo que mais amo mas, neste momento, preciso me afastar dos palcos para cuidar da minha saúde”, diz a cantora em nota enviada pela assessoria.
“Certa de que vamos nos reencontrar, em breve, sejam a segunda voz de minha irmã, Simone, na minha ausência. Em breve nos reencontramos!”.
Desentendimento entre Simone e Simaria
Antes do anúncio, fãs especulavam nas redes sociais sobre uma possível separação desde que um áudio vazou com uma discussão da dupla durante a gravação do “Programa do Ratinho”, no começo de maio.
Simaria afirmou a seguidores do Instagram que fizeram as pazes logo em seguida e que tudo não passou de um desentendimento entre irmãs.
No entanto, na madrugada do dia 10 de junho, a cantora se atrasou mais de uma hora para o show da dupla em Caruaru (PE), e a apresentação foi iniciada apenas por Simone.
Simone começa show sem Simaria durante São João de Caruaru e explica que irmã adoeceu
Kwainejo
O vídeo anunciado por Simone e Simaria em 15 de junho, em meio às dúvidas dos fãs, foi o de “Amiga”.
Desde que foi lançado, o clipe chegou ao primeira lugar do ranking nacional “Em Alta” do YouTube, dos lançamentos que cresceram mais rápido. Leia mais sobre a música e o vídeo.
No vídeo ao vivo, elas incorporam as personagens da música, sentadas frente a frente. O drama dos versos, que no começo parece um lamento amoroso comum, tem um final inesperado. Na plateia, os fãs ficam de boca aberta. Na internet, o sertanejo em forma de novelinha viralizou.
No primeiro show de Simone sozinha, a voz de Simaria aparece na gravação da faixa, mantendo a dinâmica das personagens mesmo na ausência da cantora.
O sertanejo da reviravolta de Simone e Simaria

Fonte: G1 Entretenimento

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Simone e Simaria: ‘Amiga’, último hit da dupla, tinha reviravolta e viralizou no Kwai


Dupla anunciou separação nesta quinta-feira (18); irmãs devem seguir em carreira solo separadamente. Veja história por trás da música. Imagens do clipe de ‘Amiga’, de Simone e Simaria
Divulgação
“Amiga, me escuta. Quero falar contigo, preciso de um conselho…” “Amiga”, o último hit de Simone e Simaria enquanto dupla, começa nesse clima de conversa de bar. No vídeo ao vivo, elas incorporam as personagens da música, sentadas frente a frente.
A dupla anunciou separação nesta quinta-feira (18). Elas vão seguir em carreira solo separadamente.
O drama dos versos, que no começo parece um lamento amoroso comum, tem um final inesperado. Na plateia, os fãs ficam de boca aberta. Na internet, o sertanejo em forma de novelinha viralizou.
“Amiga” chegou ao 1º lugar do ranking nacional “Em Alta” do YouTube, dos lançamentos que cresceram mais rápido. Essa é outra surpresa, além dos versos. É que essa nem era a música de trabalho do EP “Bar das Coleguinhas 2”, lançado nesta sexta-feira (a aposta era “Homem é tudo igual”).
Há mais um fator imprevisto: “Amiga” não tem um refrão repetido como todo hit sertanejo. É uma historinha com início, meio e fim. Mas o impacto da reviravolta da letra nas redes sociais criou um sucesso instantâneo. Veja no vídeo abaixo:
‘Chora sim, coleguinha’
“Amiga” foi composta por Simaria com o piauiense Nivardo Paz, amigo delas desde o começo da carreira, coautor de outros sucessos da dupla como “Meu violão e nosso cachorro” e “Quando o mel é bom”. Ao escrever, Simaria já pensou na própria atuação.
“A ideia da reviravolta veio da minha cabeça mesmo. As pessoas amam novelas, mas nunca viram duas cantoras atuando num palco, num cenário, então isso mexe com a cabeça do povo”, diz Simaria, segura de sua obra: “Eu tinha certeza que ia impactar todo mundo”.
O sertanejo da reviravolta de Simone e Simaria
Atenção: o texto a seguir tem spoilers. Se quiser, veja o vídeo antes para não perder a surpresa.
Simaria escalou a si mesma para o papel da mulher que pega o marido da coleguinha para ela no fim. Será que ela não ficou com medo de se revelar no papel da “talarica” (que rouba o homem alheio)?
“Não fiquei apreensiva, porque eu sabia que essa música faz parte do cotidiano das pessoas. Muita gente passa por esse tipo de situação. Foi uma coisa minha de intuição e também de analisar o contexto geral da vida do brasileiro, de que nós levamos chifres de vez em quando”, ela responde.
A autora/intérprete explica mais sua personagem: “Ela é uma amiga dos dois, tanto dela quanto do marido. Mas ele começou a falar que a mulher maltratava demais ele, que ele não estava mais aguentando aquilo. Foi quando ela deu o golpe do leão.”
‘Kwainejo’
O clipe com a reviravolta interpretada com intensidade pela dupla teve impacto imediato nas redes. Ele foi comparado, por exemplo, às novelinhas curtas com reviravoltas dramáticas do app de vídeos Kwai.
O choque foi o mesmo na gravação do clipe. “Foi desse jeito. Quando terminou a música algumas pessoas começaram a aplaudir e outras com a mão na boca sem acreditar naquilo que tinha acabado de assistir, enlouquecidas”, diz Simaria.
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“Ao mesmo tempo em que eu acredito na música, acho ela muito foda, sabia que para ter o contexto as pessoas teriam que ir ao YouTube entender o clipe para depois escutar a letra. Eu falei que a música ia precisar de um tempo para virar grande, mas depois ia virar um hit.” Acabou sendo rápido.
Não dá para deixar de perguntar: Simaria já passou pela situação narrada na letra? “Eu já vi pessoas passarem por isso, mas nunca vivi. Mas a minha irmã tem uma amiga que está vivendo exatamente isso. Olha que doideira…”, ela afirma.
Simone, Simaria e Nivardo
Trio sertanejo: (da esquerda) Nivardo Paz, Simaria e Simone tocam violão em casa
Reprodução / YouTube
Simone e Nivardo se juntaram para escrever na virada do ano de 2019 para 2020, em Fortaleza. “A minha ‘canarinha’ Simaria me chamou pra passar o fim de ano com elas, nós fomos uns dias em Fortaleza e foi nessa época que compusemos esta canção”, ele conta.
Nivardo tem 39 anos e nasceu em Itainópolis, no sertão do Piauí. Ele também já compôs para Henrique & Juliano (“Recaídas”), Jorge e Mateus (“Prisão sem grade”) e Cristiano Araújo (“Me apego”).
O compositor tem um jeito particular de elogiar as ideias da amiga e contar como a ajuda a transformar tudo em música.
“A Simaria de vez em quando vem com uns temas ‘faraônicos’. Ela tem uma visão de águia, e aí quando a gente se junta para compor somos dois loucos viajando no planeta da luz.”
Ele lembra outro hit em parceria: “‘Meu violão e nosso cachorro’, por exemplo, foi uma ideia dela em 2015 . Ela queria fazer uma música falando de um casal que estava separando, mas que os dois queriam disputar o cachorro, aí eu pus o violão no meio para incrementar. E foi esse ‘sucessão’.”
Montagem de fãs com clipe de ‘Amiga’
Reprodução
‘Alerta para dar valor’
Nivardo ressalta a lição de moral de “Amiga”. “Nossa intenção maior foi deixar um alerta para as pessoas valorizarem quem está do seu lado, e terem a consciência de que se você não der valor, sempre terá alguém que dará.”
“Sobre a amiga ter ficado com o homem da outra, se você prestar bem atenção, eles já tinham terminado, pois nem falando com a ex ele estava. Ele já tinha caído fora. Se formos olhar pelo outro lado, o que a amiga fez foi simplesmente ajudar a outra cuidando de quem ela não cuidou.”
Agora, Nivardo se prepara para lançar um DVD próprio, cheio de participações especiais – incluindo, claro, suas “canarinhas” Simone e Simaria. Neste caso, a amizade é firme, sem reviravoltas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Simone e Simaria terminam dupla e vão seguir em carreira solo


Shows que já estavam contratados vão ser cumpridos por Simone. Elas dizem que ‘pausa se fez necessária para a definição dos próximos passos de suas carreiras’. Simone & Simaria
Divulgação
Simone e Simaria anunciaram nesta quinta-feira (18) o fim da dupla. Leia o comunicado abaixo:
“Em respeito aos fãs, amigos e parceiros, Simone e Simaria comunicam oficialmente que as atividades da dupla estão encerradas. As artistas seguem, a partir daqui, em carreira solo.
Reiteramos que todos os compromissos de shows já contratados até a presente data serão pontualmente cumpridos por Simone.
“Me afastarei temporariamente dos palcos para cuidar dos meus filhos e da minha condição vocal. Sigo cumprindo meus compromissos de publicidade e planejando os próximos passos da minha carreira artística. Aos nossos fãs, todo o meu carinho, amor e gratidão, vocês são o meu combustível para seguir adiante”, diz Simaria.
Simone completa: “A minha vontade de estar nos palcos é imensa e preciso fazer aquilo que amo! Seguirei cantando e levando toda a minha alegria e amor para os fãs de todo o Brasil. Em breve estarei de volta aos palcos e conto com o apoio, carinho e energia de vocês nessa minha nova trajetória
As artistas agradecem a todos pela compreensão e esclarecem que essa pausa se fez necessária para a definição dos próximos passos de suas carreiras.”
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Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta faz convite ao prazer no mix de pop e rap que gera ‘Lobby’, single com Missy Elliott


Capa do single ‘Lobby’, de Anitta com Missy Elliott
Royalxrae
Resenha de single
Título: Lobby
Artistas: Anitta e Missy Elliott
Composição: Anitta, Michael Pollack, Missy Elliott, Nija, Ryan Tedder e Zach Skelton
Álbum: Versions of me (Deluxe)
Edição: Warner Records
Cotação: ★ ★ ★ ½
♪ “Beije-me do telhado ao lobby / … / Há uma porta dourada que leva ao paraíso / Te dou todas as minhas chaves, pode entrar”, convida Anitta, leve e livre, na batida pop de Lobby, música gravada pela girl from Rio com a rapper norte-americana Missy Elliott e lançada hoje, 18 de agosto, em single que adianta mais uma das faixas da vindoura edição deluxe do álbum Versions of me.
O single Lobby chega ao mundo com clipe colorido e divertido que se impõe como um dos mais atraentes da videografia da artista carioca.
Rapper que abriu alas femininas no universo do hip hp dos Estados Unidos na década de 1990 e nos anos 2000, Missy Elliott personifica em 2022 uma lenda viva que marcou época. Logo, um feat e um clipe de Anitta com Elliott agregam prestígio ao show internacional da poderosa carioca.
Em sintonia com a ideologia das obras das duas artistas, Lobby prega a liberdade sexual feminina sem estampar panfleto na letra em inglês dessa música de aliciante refrão pop temperado com o rap de Elliott.
Formatada com a produção musical de Ryan Tedder e Zach Skelton, a faixa desce redonda, sem causar impacto e tampouco sem decepcionar. Ao contrário, Lobby certamente dará prazer tanto aos seguidores de Anitta quanto aos de Missy Elliott.
Anitta agrega prestígio internacional ao lançar single e clipe com Missy Elliott, pioneira rapper norte-americana
Royalxrae / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Simone e Simaria anunciam fim da dupla


Artistas vão seguir em carreira solo. Shows que já estavam contratados vão ser cumpridos por Simone. Elas dizem que ‘pausa se fez necessária para a definição dos próximos passos de suas carreiras’. Simone & Simaria
Divulgação
Simone e Simaria divulgaram uma nota nesta quinta-feira (18) anunciando o fim da dupla. Leia abaixo:
“Em respeito aos fãs, amigos e parceiros, Simone e Simaria comunicam oficialmente que as atividades da dupla estão encerradas. As artistas seguem, a partir daqui, em carreira solo.
Reiteramos que todos os compromissos de shows já contratados até a presente data serão pontualmente cumpridos por Simone.
“Me afastarei temporariamente dos palcos para cuidar dos meus filhos e da minha condição vocal. Sigo cumprindo meus compromissos de publicidade e planejando os próximos passos da minha carreira artística. Aos nossos fãs, todo o meu carinho, amor e gratidão, vocês são o meu combustível para seguir adiante”, diz Simaria.
Simone completa: “A minha vontade de estar nos palcos é imensa e preciso fazer aquilo que amo! Seguirei cantando e levando toda a minha alegria e amor para os fãs de todo o Brasil. Em breve estarei de volta aos palcos e conto com o apoio, carinho e energia de vocês nessa minha nova trajetória
As artistas agradecem a todos pela compreensão e esclarecem que essa pausa se fez necessária para a definição dos próximos passos de suas carreiras.”
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Fonte: G1 Entretenimento