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Plácido Domingo é citado em áudio de investigação sobre quadrilha de tráfico sexual, diz jornal argentino


Tenor espanhol teria se encontrado com mulher da quadrilha. Em gravações, ela indica que ele usava os servços do grupo, que inclui tráfico de menores. Ele foi acusado de assédio em 2019. Plácido Domingo durante concerto em 2016
REUTERS/Heinz-Peter Bader
Gravações obtidas em uma investigação sobre uma grande quadrilha de tráfico sexual na Argentina envolveram o nome do tenor espanhol Plácido Domingo, segundo inforrmações publicadas nesta quinta-feira (18) pelo jornal argentino “La Nación”.
A operação policial mirava em um grupo que usava a Escola de Ioga de Buenos Aires para realizar encontros e praticar crimes de extorsão e tráfico sexual, inclusive de menores.
Já foram presas 19 pessoas e realizadas várias apreensões e gravações, com o nome do cantor em três delas.
A primeira gravação, segundo o jornal, inclui um encontro sexual entre o cantor e uma mulher envolvida com o grupo. Em conversas seguintes, a mulher iindica que ele se envolveu com a quadrilha em outros momentos e teve diversos encontros com ela.
“Ele já me chamou e montou uma operação para eu ficar no hotel sem os agentes perceberem”, ela diz em uma das gravações, em referência ao cantor.
Em 2019, Plácido Domingo foi acusado de assédio sexual por dezenas de mulheres, incluindo cantoras, dançarinas, musicistas e outras profissionais. Ele disse que as acusações foram um “julgamento midiático”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tiago Iorc ameniza ‘Ciumeira’ de Marília Mendonça em single de voz e violão


Tiago Iorc lança hoje, 18 de agosto, o single ‘Ciumeira’ com gravação de música lançada há quatro anos por Marília Mendonça
Divulgação
♪ Tiago Iorc está de volta à gravadora Som Livre, na qual debutou no mercado fonográfico há 15 anos, através do selo slap, com as edições em 2007 dos singles Nothing but a song e Scared.
Após dois singles autorais feitos com a dupla Lux & Tróia no ano passado, Masculinidade (2021) e Eu gosto tanto dela (2021), ambos sem a força de canções anteriores do artista, Iorc retorna ao disco com regravação do repertório de Marília Mendonça (1995 – 2021).
Sim, o primeiro lançamento fonográfico do cantor e compositor neste ano de 2022 é single em que Iorc apresenta abordagem light, em voz e violão, de Ciumeira (Anair de Paula, Diego Ferrari, Everton Matos, Guilherme Ferraz, Paulo Pires, Ray Antonio e Sando Neto), música gravada e lançada pela cantora goiana em agosto de 2018, há quatro anos.
O single Ciumeira entrou hoje, 18 de agosto, em rotação nos aplicativos de música.
Capa do single ‘Ciumeira’, de Tiago Iorc
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Bichos na Escuta #65: Thaynara OG, a maior defensora da ‘instituição poodle encardido’


Neste episódio, Giuliana Girardi conversa com a influenciadora digital, que conta histórias divertidas sobre suas poodles Jade e Lua. Neste episódio, a influenciadora digital Thaynara OG declara seu amor à raça poodle. Ela contou a história da sua cadela Lua, que foi dublê em uma campanha publicitária de Jade Sinistra – sua primeira poodle, com quem viveu por 18 anos.
Ela, que se autointitula a maior defensora da “instituição poodle encardido”, revela ainda o que fez com as cinzas de Jade e fala como a cachorra, que tinha hábitos “sinistros”, foi importante em seu início de carreira.
Thaynara com Jade e Lua
Arquivo pessoal
No último domingo (14), estreou a série “Bichos na Escuta” no Fantástico! No primeiro episódio, apresentamos a história de Yellow, a cachorrinha que adora passear de bicicleta com seu tutor, Gabriel.
Ouça outros episódios de ‘Bichos na Escuta’:
Xuxa, a Rainha dos Bichinhos
Bichos na Escuta #63: as cachorrinhas de Luísa Sonza
Popi e Corn, as gatas unidas pelo nome — com Carol Barcellos
‘Sempre fui cachorreiro, agora sou gateiro também’ — com Frejat
Malcom Salsicha, o cão artista
Conheça Maria Rita, a cachorra de Marcela Ceribelli que rouba a cena
Kiki — a lhama de estimação que faz sucesso nas redes sociais
Conheça Ruby Fofa, a cadela que faz entregas com seu tutor
A história de Farofa, o cachorro que pega o ‘busão’ para a escola
A cachorra que viaja o mundo em uma kombi
O gatil que ajuda detentos na ressocialização
Conheça Pretinha, a cadela tricolor que comemora os gols do Fluminense
Ouça história de empresário do mercado pet que já morou nas ruas de São Paulo
PRIMEIROS SOCORROS: o que fazer em caso de acidente com animais
ADESTRAMENTO DE GATOS: aprenda truques e dicas práticas
VOZES DE PET: conheça os dubladores que fazem sucesso nas redes sociais
LUTO: como lidar com a morte de um pet
VIAGEM DE AVIÃO: ouça dicas de como transportá-lo
ALIMENTAÇÃO NATURAL OU RAÇÃO: descubra as vantagens de cada tipo de comida
GATOS OU CACHORROS: entenda vantagens e diferenças de cada pet
CHAMA OS CACHORROS: descubra os bastidores dos pets de Ana Maria Braga
ADOÇÃO NA PANDEMIA: ouça dicas em novo podcast para apaixonados por pets
PETS EM CONDOMÍNIO: quais as regras para boa convivência
O podcast ‘Bichos Na Escuta’ está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o ‘Bichos na Escuta’ na sua plataforma preferida. Toda quinta-feira tem episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Rita reaparece de cabeça feita em EP que expressa a fé da artista no samba e no Candomblé


Aos 20 anos de carreira, cantora se apresenta como compositora em duas das seis músicas inéditas de disco gravado em estúdio com as participações de Teresa Cristina e Thiaguinho. Maria Rita na foto da capa do EP ‘Desse jeito’, programado para ser lançado amanhã, 19 de agosto
Divulgação
Resenha de EP
Título: Desse jeito
Artista: Maria Rita
Edição: Som Livre
Cotação: ★ ★ ★
♪ Maria Rita reaparece de cabeça feita no EP Desse jeito, disco que aporta amanhã, 19 de agosto, nos aplicativos de música. Convertida ao samba há 15 anos e ao Candomblé há três, a cantora paulistana expressa nas seis faixas do EP a fé na religião e no gênero musical que, desde o jovial álbum Samba meu (2007), pauta discografia inicialmente assentada sobre as bases da MPB que gerou a mãe da artista, Elis Regina (1945 – 1982), morta há 40 anos.
Disco que marca a entrada de Maria Rita na gravadora Som Livre, após passagens pela Warner Music (de 2003 a 2011) e Universal Music (de 2012 a 2021), o EP Desse jeito também marca a estreia da cantora como compositora. Maria Rita figura nos créditos autorais de duas das seis composições inéditas do EP Desse jeito.
Samba para rodar a saia no mar da Bahia, Canção da erê dela é a melhor das duas músicas da inicial safra autoral da artista. A composição fecha o EP em gravação viçosa feita com a adesão de Teresa Cristina, cantora e compositora também convertida ao samba e ao Candomblé.
“Abençoa a voz dela, Estrelinha”, roga Teresa Cristina ao fim da gravação, aludindo ao erê Estrelinha do mar. Como explica o texto de apresentação do disco, erês são – na mitologia do Candomblé – os seres intermediários entre as pessoas e os orixás, simbolizando o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si.
Na narrativa do EP Desse jeito, Canção da erê dela representa o fim feliz de história que começa com a tomada de consciência do eu-lírico feminino de E eu?, samba de Fred Camacho, Fabrício Fontes e Cassiano Andrade que abre o disco.
“Jurei pra nunca mais me ver chorar / Hoje arrumei minha cabeça / Aquela bela vista foi miragem / O nosso sonho a dois nos separou”, canta Maria Rita, virando a mesa após encarnar uma Maria Bruaca na relação abordada na letra do samba. Tanto que o único choro ouvido ao fim dos três minutos e 46 segundos da faixa E eu? é o da cuíca.
Capa do EP ‘Desse jeito’, de Maria Rita
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Samba que batiza o EP, Desse jeito é parceria do recorrente Fred Camacho com Luiz Antonio Simas, autor dos versos que expõem rituais e costumes adotados pelos adeptos das religiões de matriz afro-brasileira, precisamente o Candomblé, como cuspir a canjibrina do santo e comer sarapatel na Ribeira (bairro de Salvador, capital da Bahia). Ao fim, a percussão da faixa evoca o baticum dos terreiros.
Na sequência do EP, o samba De bem com a vida externa o êxtase da paixão. É quando o canto de Maria Rita soa mais terno, um pouco mais sensual, quase maroto. Em seguida, o samba Por vezes evolui em cadência mais serena, com a voz de Maria Rita – autora da composição – em harmonia com o canto de Thiaguinho, convidado da faixa. Por vezes é samba que versa sobre a força ancestral que transcende a dimensão da matéria ao se fazer presente sem a necessidade do toque corporal.
Essa força também pode ser o poder da criação do samba, manifestação que se impõe na atribulação cotidiana, assunto de Correria, samba de Nego Álvaro e Elvis Marlon.
Aos 20 anos de carreira, iniciada em 2002 com shows com o guitarrista Chico Pinheiro e participações em álbuns de Milton Nascimento e do próprio Chico Pinheiro, Maria Rita volta ao disco com EP coerente com a fé depositada no samba a partir de 2007.
Desse jeito pode não ser o disco pelo qual os seguidores de primeira hora da cantora – admiradores dos álbuns Maria Rita (2003) e Segundo (2005) – aguardam há anos com ansiedade contida.
Preferências à parte, trata-se de bom disco que mantém Maria Rita na roda na qual ela quis entrar, buscando dar a voz privilegiada a um samba que é dela, agora inclusive literalmente, já que a cantora também se apresenta como compositora. Maria Rita está com a cabeça feita.

Fonte: G1 Entretenimento

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Anne Heche: causa da morte da atriz é divulgada


Artista morreu aos 53 anos na sexta-feira (12), em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ela dirigia veículo que bateu em uma casa e pegou fogo. Anne Hech morre após grave acidente de carro; relembre carreira da atriz
A causa da morte da atriz Anne Heche foi divulgada nesta quarta-feira (17). Ela dirigia o carro que bateu em uma casa e pegou fogo no dia 5 de agosto. A atriz foi socorrida, mas morreu na sexta-feira (12).
Quem foi Anne Heche? Atriz fez dezenas de filmes e séries, namorou Ellen DeGeneres e acusou Harvey Weinstein de assédio
Segundo o documento do departamento médico-legal de Los Angeles, Anne morreu por “inalação de fumaça e ferimentos termais (queimaduras)”. As informações foram divulgadas pelo site da revista “People”. Ainda de acordo com o documento, foi constatado que uma “fratura no esterno devido a trauma contuso” foi “condição significativa” em sua morte.
Anne Heche posa para fotos em cima de um carro em Pasadena, Califórnia, em setembro de 2020
Chris Pizzello/AP/Arquivo
Anne Heche tinha dezenas de obras em seu currículo, incluindo os longas “Seis dias, sete noites”, “Donnie Brasco” e “Geração Prozac”, e a série “Chicago P.D.: Distrito 21”.
No dia 5 de agosto, ela bateu seu carro em uma casa, que pegou fogo, em Los Angeles, nos Estados Unidos. De acordo com a investigação, a atriz estava em alta velocidade quando saiu da via e atingiu a residência.
Segundo a revista “Variety”, pouco antes de bater o veículo, ela já havia se envolvido em outro acidente na região.
Atriz Anne Heche bate carro e é hospitalizada em Los Angeles
Uma representante da atriz informou que a artista ficou em “condição extremamente crítica” após o acidente. Depois de ficar em coma, sua morte foi declarada na sexta-feira (12). Os aparelhos foram desligados no domingo (14), para que seus órgãos pudessem ser doados.
Carreira
Heche ficou conhecida na década de 1980 por interpretar as gêmeas Vicky Hudson e Marley Love na novela “Another World” (1987-1991), trabalho pelo qual recebeu o Prêmio Emmy Daytime.
Ao longo de quase três décadas, atuou em filmes como “Disposto a Tudo”, “As Aparências Enganam”, “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado”, “Psicose”, entre outros.
Entre as séries que Heche atuou estão “Homens às Pencas”, “Masters of Science Fiction” e “Hung”.
A atriz estava no elenco de algumas obras que devem ser lançadas em breve, como “What Remains” (já finalizado, mas sem previsão de lançamento), e “Supercell”, “Chasing Nightmares” e “Wake” (todos em fase de pós-produção).
Dois deles devem ser lançados entre 2022 e 2023: “Wildfire” e “Full Ride”.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Mulher-Hulk’ abraça lado cômico dos quadrinhos: ‘A comédia foi o que mais me assustou’, diz atriz


Em entrevista ao g1, Tatiana Maslany fala sobre desafios de interpretar heroína em nova série da Marvel, que estreia nesta quinta-feira (18). Tatiana Maslany fala sobre comédia e heroína de ‘Mulher-Hulk’
Não é difícil imaginar que interpretar uma super-heroína da Marvel seja algo desafiador, até mesmo para uma ganhadora de um Emmy como Tatiana Maslany. Em “Mulher-Hulk: Defensora de heróis”, ela ainda “ganha” quase 40 centímetros de altura e muitos músculos após a transformação na personagem. Mas não foi isso que intimidou a atriz.
G1 já viu: ‘Mulher-Hulk’ quase compensa computação gráfica terrível com humor e carisma de Tatiana Maslany
“A comédia foi definitivamente a coisa que mais me assustou”, conta a canadense de 36 anos em entrevista ao g1. Assista ao vídeo acima.
Graças a computação gráfica e tecnologia de captura de movimentos, Maslany ganhou pele verde e passou de seus 1,63 metro para os mais de 2 metros da heroína na nova série da Marvel, que estreia nesta quinta-feira (18).
Tatiana Maslany em cena de ‘Mulher-Hulk: Defensora de heróis’
Divulgação
Mesmo assim, foi o lado cômico dos quadrinhos que a atriz, conhecida por interpretar até 14 personagens diferentes na TV na ficção científica “Orphan Black”, mas achou desafiador.
“Quando li o primeiro roteiro, descobri que era um senso de humor tão específico. Jessica Gao (a produtora-executiva e roteirista-chefe da série) tem um cérebro que ninguém mais tem, mas ela é muito identificável. Sinto que ela ama seres humanos dessa forma na qual ela consegue ver cada uma das coisinhas estranhas que fazemos.”
Mark Ruffalo e Tatiana Maslany em cena de ‘Mulher-Hulk: Defensora de heróis’
Divulgação
Poder de sangue
Na série, Maslany interpreta Jennifer Walters, uma advogada aparentemente comum, que – assim como seu primo Bruce Banner (Mark Ruffalo) – divide seu corpo com uma versão verde e musculosa de si mesma após um acidente.
Ao contrário de seu parente mais famoso, no entanto, a personagem não se transforma em um monstro descontrolado após a transformação, mantendo a consciência desde a primeira vez.
A habilidade pode parecer um ótimo começo para quem deseja se tornar um super-herói, mas não é tão bem recebida pela protagonista, que passa a ter dificuldades para equilibrar sua antiga carreira com os novos poderes.
Tatiana Maslany, Ginger Gonzaga e Drew Matthews em cena de ‘Mulher-Hulk: Defensora de heróis’
Divulgação
Super meta
A comédia tão forte na série vem da inspiração maior para a produção nos quadrinhos. A personagem criada em 1980 por Stan Lee e John Buscema estrelou um celebrado arco no final da década e no começo dos anos 1990, escrito e desenhado pelo lendário John Byrne, no qual aparecia muito consciente de estar em uma HQ.
Ou seja, muitos anos antes de um certo mercenário ficar famoso por sua metalinguagem, a heroína já “quebrava a quarta parede” e conversava diretamente com o público.
A característica, aliás, é reproduzida na série. “Eu gostaria de dizer que ela fazia isso muito antes do Deadpool ou de ‘Fleabag'”, afirma em coletiva de imprensa a diretora de seis dos nove episódios da temporada, Kat Coiro.
“É como se fosse uma extensão do superpoder dela. É como se ela pensasse: ‘Eu sei que estou, tipo, falando com a câmera. Eu sei que vocês aí estão assistindo a isso’. E há algo nisso, esse tipo de super autoconsciência que é, tipo, quem ela é”, completa Maslany.
Tatiana Maslany em cena de ‘Mulher-Hulk: Defensora de heróis’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Number Teddie representa nova geração do ‘pop ansioso’ em estreia no Rock in Rio


Pop rock com letras angustiadas são a marca do cantor que saiu de Manaus para SP em depressão, dormiu 6 meses em sofá de estúdio, virou compositor de Pabllo Vittar Pop rock sem barreiras de estilo e letras angustiadas, sem medo de expor problemas de saúde mental, ora em baladas tocantes, ora em explosões de raiva. A descrição desse “pop ansioso” cabe em Olivia Rodrigo e outros ídolos dos EUA.
Uma revelação brasileira que abraça a angústia pop é o cantor Number Teddie. Ele estreia no Rock in Rio no dia 9 de setembro, sexta-feira, no Palco Supernova.
VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO ROCK IN RIO 2022
Ele lançou os singles “Eu deveria ter comido seus amigos”, “Poderia ser pior”, “Hahaha” e “Prêmio”, e leva ao festival seu primeiro álbum, lançado pela Sony Music.
Quem é Number Teddie
Há um ano o ex-professor de inglês Geovane Aranha, 25 anos, o Number Teddie, viajou de Manaus para São Paulo após ter crises de ansiedade e depressão. Sem dinheiro nem trabalho, ele foi dormir no sofá do estúdio de um produtor musical que tinha conhecido pelo Instagram, Rodrigo Gorky.
Entre noites no sofá, ele terminou o álbum sobre crises de saúde mental, mágoa com ex-namorado, dramas familiares e a imaginação do próprio enterro na Disney (“ao lado do Mickey”). A base é de pop punk, mas as referências vão do country de Dolly Parton ao rock mirim nipônico do Babymetal.
Nesse meio tempo, ele tinha que acordar correndo quando Pabllo Vittar chegava para gravar no estúdio – Rodrigo Gorky é um dos produtores da cantora. Number Teddie acabou virando coautor de “Number One”, de Pabllo e outras faixas de Urias e Alice Caymmi. Ele assinou com a Sony Music.
Pequeno Teddie
Number Teddie
Divulgação
Filho de um contador e uma bibliotecária que gostava de espetáculos musicais e o levava para assistir, Geovane diz que começou a cantar aos três anos de idade.
“Eu lembro que falava para o professor de matemática: ‘ai, eu não preciso estudar isso porque vou ser um cantor muito famoso’. Isso com seis anos de idade.” Mas Manaus não dava essa chance, mesmo que ele insistisse para a mãe pegar o Chevette dela e o levar a agências de talentos locais.
“Tinha uma agência de modelo do lado da minha escola. Com 9 anos eu saí da escola com minha mochila do Galinho Chicken Little, entrei lá e falei: ‘Posso cantar para vocês?’. O cara falou: ‘Não’. E eu falei: ‘Mas eu quero cantar’. E ele: ‘Vai embora, a gente está em horário de almoço’.” Não rolou.
Autodidata
Com essa cara de pau, ele começou a compor aos nove anos e mexer em programas de edição de som para produzir suas músicas no quarto quando adolescente. Em 2020, ele lançou um EP caseiro e mandou as músicas para todo mudo que conseguiu achar.
“Ia nas gravadoras e empresários, mandava e-mail e ninguém me respondia”. Em julho de 2020, recebeu uma resposta no Instagram de Rodrigo Gorky, elogiando as músicas e dando dicas. “Começamos a trabalhar a distância num álbum”, ele lembra.
O trabalho ia bem e Number Teddie ia mal. “Tinha acabado de ser demitido, perdido gente da minha família, não sabia o que ia acontecer, estava com um quadro de depressão. Aí o Gorky me chamou para passar uns dias na casa dele”. Ele foi com passagem só de ida e os dias viraram 6 meses.
Confessional
“Eu conseguia ver o sofrimento, a depressão, e como fazer as músicas ajudava a melhorar um pouco o que ele ia passando. Foi praticamente uma sessão de terapia”, diz Rodrigo. “Foi uma pessoa extremamente tímida no começo do processo e, no final, era um artista completo”, Gorky.
Junto com Zebu, produtor que também trabalha com Pabllo, Jão e outros nomes em alta do pop brasileiro, eles formatavam as canções confessionais. Uma delas é a que imagina a própria morte num parque da Disney. “Nessa música eu falo sobre a morte do meu pai, é uma coisa muito pesada”.
Enquanto isso, ele começou a ser chamado a compor para outros artistas. Essas faixas não são pessoais, mas mesmo assim ele sofreu. Primeiro, ajudou Urias (“eu vomitei de nervoso no dia”, ele lembra); depois, Pabllo (“tive uma crise nesse dia e tinha acabado de voltar do hospital”).
Pop punk pessoal
Mas é nas próprias músicas que ele expõe toda essa ansiedade. “O disco é um retrato de mim, não só nesse período de depressão, mas também crescendo e virando uma pessoa”.
“Ele escreve muito pessoalmente. O Rafael Fadul, que mixou o disco falou: ‘Parece que você está escutando um áudio de WhatsApp ou um amigo seu falando'”, comenta Zebu.
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O caminho pelo pop punk e pela guitarra foi consciente. A justificativa de Number Teddie dá uma pista da razão de esse estilo estar voltando a ser popular entre os jovens. “A guitarra tem um som eufórico e desconfortável, com o qual eu falo da minha ansiedade e meu desconforto”.
Mordida na Apple
Mas o single “Eu deveria ter comido seus amigos”, uma explosão de ressentimento contra um ex, a la Olivia Rodrigo, foi lançado às pressas depois que Gorky mostrou a faixa para um conhecido que trabalha na Apple no Brasil.
O conhecido gostou e a música foi passando de mão em mão na empresa até sair do Brasil ganhar as graças do principal diretor de música da Apple Music, Zane Lowe. “Ele falou que foi bom ver o clipe para conhecer o psicopata que está por trás dessa música”, comemora Number Teddie aos risos.
A moral lá fora ajudou a adiantar o lançamento da música no Brasil, pela Sony Music, que assinou com ele e agora aposta em Number Teddie.
“Ele está no começo de algo incrível”, disse o apresentador. Number Teddie mostra o vídeo da estreia no programa, revendo animado, e comemora também o novo espaço após os seis meses no sofá. “É uma kitnet de 25 metros quadrados aqui perto do estúdio”, mostra satisfeito.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Malvadão’ no Rock in Rio: como Xamã leva rap ao topo e chega ao festival com um dos hits do ano


Rapper que estará no Palco Sunset explicou sua trajetória e seus versos espontâneos com cenas do ‘cotidiano brasileiro’, de ‘bunda com fermento’ e ‘preço da passagem’. Xamã começou 2022 fazendo seu rap com versos livres furar a bolha do estilo nas paradas, e chega ao fim do ano com a mesma missão no palco do Rock in Rio. Ele canta no Palco Sunset no dia 3 de setembro, sábado, com os rappers indíginas Brô MC’s de convidados.
VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO ROCK IN RIO 2022
“Malvadão 3” chegou ao número 1 com citações brasileiríssimas a “bumbum com fermento”, “bigodin finin” e “preço da passagem”. O rapper contou ao podcast g1 ouviu sua trajetória desde a época em que vendia amendoim até o sucesso recente. Ouça abaixo e leia mais a seguir:
Leia os principais tópicos da conversa:
Como Xamã cria seus versos?
“Todas as músicas que eu construo são como uma história em quadrinhos. Está acontecendo um monte de coisas, parece que aquelas imagens estão em movimento.
Eu crio a melodia e tento colocar palavras do cotidiano do brasileiro, que ele usa diariamente. Você encanta a pessoa com uma melodia bacana e coloca um texto, um mini-roteiro de dois minutos, e as pessoas se identificam.
Eu crio de duas maneiras. O beat é feito pelo NeoBeats, o DJ Gustah, a galera que produz para mim. Eles criam a melodia e eu escrevo a letra em cima. Mas muitas das vezes eu lapido com o tempo.
Eu escrevo muito no ‘freestyle’: a primeira coisa que vem na mente, a coisa mais espontânea possível. Aí com o tempo você vai dando uma bordadinha ali. E o processo de criação são vários. Às vezes estou no carro olhando na janela e vem uma coisa na minha mente. Não tem um método comum. ”
Como nasceu ‘Malvadão 3’?
“Essa eu escrevi num estúdio aqui no Rio com uns amigos. A gente sempre coloca um drink, escuta umas batidas e fica curtindo no estúdio, inventando melodias, fazendo freestyle.
E surgiu assim de uma forma muito espontânea com os amigos, bebendo, cantando. A maioria das músicas legais, que eu gosto, foram criadas assim, de uma forma bem irresponsável mesmo.
Nada de ‘vou fazer uma música’, e ficar ali sentado esperando para fazer. Assim comigo não rola. Tem que ser uma coisa muito espontânea com os amigos bebendo, cantando, rindo. Essa música acho que tem esse espírito alegre. Ela foi feita com essa energia.”
O rapper Xamã
Divulgação/Facebook do cantor
Quais são as referências?
“Eu gosto muito, muito do Black Alien. Foi a pessoa que mais me inspirou, com certeza. E rock internacional, por causa das melodias das guitarras, pego muita referência.
E música brasileira. Aquilo que você já ouviu na sua rua, numa mercearia ou num programa de domingo. Aquela que toca na rua, quando você pega um ônibus, no carro. Que fala de amor, da vida que nem sempre é incrível, mas é divertida, de conquistas difíceis. Desde bossa nova a pagode. Mistura tudo na panela de um brasileiro comum.”
Por que canta tanto sobre preço das passagens?
“Eu morava em Sepetiba, Zona Oeste do Rio, depois da última estação de trem, que é Santa Cruz. Quando eu conseguia a condução para chegar no lugar, todo o resto das coisas era mais tranquilo.
Desde quando eu trabalhava em loja até depois, quando eu trabalhei com música, sempre foi uma coisa muito difícil para mim a passagem. Porque ela comia toda a grana que eu conseguia fazer. Era o dinheiro de comer, o de viver, e o da passagem, que era 50% disso.”
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“Eu falei disso no Poesia Acústica 6. Aí virou meio que um bordão, e eu fiz da mesma forma no Poesia Acústica Paris, em que a gente já tava em outro momento da carreira.
Como eu trabalhava sempre precisando muito de conduções públicas, eu acho justo continuar falando disso, faz parte da minha história. Quantos outros brasileiros devem viver isso?”
Xamã
RSoares / DIvulgação
Como foi o início da trajetória?
“Comecei a trabalhar numa loja de roupas e rolava rap o dia inteiro. Descobri que tinha aptidão para fazer rimas e vender as coisas. Sempre tive problema de abordar a pessoa. ‘Compra isso aqui’, e a pessoa tomava um susto. Mas quando chegava rimando a pessoa achava incrível e até comprava.
Depois comecei fazer as batalhas de rap. E falei: vou ser um músico. Larguei a loja e comecei a trabalhar nos trens e nos ônibus do Rio, fazer uma renda para continuar acreditando no sonho.
E ao invés de oferecer o bagulho, ‘compra o amendoim, o drop, o Halls’, eu fazia o rap do flow do vendedor de amendoim. Era muito mais fácil chegar rimando, a pessoa já abre o coração. Aí comecei a usar isso como slogan nas batalhas de rap.
Camila Queiroz e Xamã com Manu Gavassi no MTV Miaw 2022
Cleiby Trevisan/Divulgação
Foi um recurso que conseguia para vender o que precisava. Aí quando eu comecei a fazer minhas músicas eu vendia as minhas ideias. Eu uso essa mesma forma de abordagem para poder chegar nas pessoas. Quando você rima, canta, deixa tudo mais colorido.
O Estudante (primeiro parceiro de dupla) já era mais conhecidão, aí a gente começou a fazer uns trampos. Ele conhecia a galera do Cone Crew, e a gente gravou no estúdio do Maomé a ‘Deus abençoe o rolê’, acho que o nosso primeiro som. A gente tinha dificuldade porque, primeiro, não sabia o que estava fazendo. [risos]
Não tinha a mínima noção, era mais paixão. E morava na Zona Oeste, que era longe pra caramba. Sempre tinha o problema das passagens e horários, a batalha do trem que demorava quatro horas para chegar.”
“A gente cantou em muitos microfones ruins no Rio. Fizemos shows sem microfone, shows que foram três pagantes. Foi uma coisa muito de início, para saber se ia fazer isso mesmo ou não. Foram dois anos intensos.”
Quer levar o rap para o mainstream?
“Com certeza. Acho que a gente já está fazendo isso, voando como besouros, batendo aqui e ali, mas conseguindo, voando. É uma tendência mundial. Eu acho que o rap vai ganhar corpo, não só por mim, mas com outros gigantes chegando junto comigo, gente que tem mais tempo e outros mais novos.”

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Golpe das flores’, tensão pré-show e noite de bebedeira: sertanejos contam causos vividos nas festas de rodeio


Israel e Rodolffo, Guilherme e Benutto, Vinícius, Allana Macedo e outros cantores relembram histórias vividas nos bastidores e palcos das festas de peão. Artistas sertanejos contam causos vividos em festas de rodeio
“Golpe das flores”, tensão pré-show, realizações de sonhos e noites de bebedeira. Essas são algumas das histórias vividas por artistas sertanejos em várias festas de rodeio espalhadas pelo Brasil.
Sejam artistas estreantes ou veteranos, todos têm algo para contar sobre causos nos palcos, bastidores ou até mesmo em meio ao público.
O g1 perguntou para alguns artistas que já passaram por esses eventos para saber se eles tinham histórias marcantes para compartilhar, e o resultado foi uma lista de causos divertidos e emocionantes. (Assista no vídeo acima ou leia depoimentos abaixo).
Leia também: Circuito Sertanejo reúne eventos até novembro; veja programação
Juan Marcus e Vinicius e o “golpe das flores”
Juan Marcus & Vinícius se apresentam no Palco Amanhecer em Barretos
Marcel Bianchi/Divulgação
Donos dos hits “Alguns Defeitos” e “Hora Marcada”, Juan Marcus e Vinícius relembraram que já sofreram um “golpe das flores” em plena apresentação no palco.
“Tinha um cara na frente [do palco], cheio de flores, aqueles caras que fica vendendo flor, e aí ele oferecendo pra mim, falando: ‘pega, pega’. E eu: ‘não, não, não’. Não queria, mas fui, peguei, distribuí pra todo mundo, mandei beijo…”, relembra Vinícius.
“Na hora que eu desci do palco, ele falou: ‘Deu R$ 350 reais’. Falei: ‘oi?’. Rapaz, mas foi um rolo. Enfim, morri nos R$ 150. Ou seja, não peguem nada de estranhos. Achei que fosse um presente, distribuí no palco do Barretão.”
Leia também: Estouro de artistas sertanejos durante pandemia altera tradição de palcos na Festa do Peão de Barretos
Clayton e Romário ‘até o sol raiar’
Clayton e Romário
Reprodução/Instagram
A dupla Clayton e Romário iniciou a carreira artística há 15 anos, quando o pai deles os levou para uma temporada em Barretos. Com isso, a cidade paulista e a tradicional Festa de Peão ficaram marcadas na trajetória da dupla, que atingiu o sucesso com as lives no meio da pandemia.
“A gente dormia dentro da van. A gente ia dormir 7 horas da manhã, que era a hora que o som acabava. Porque o Jerominho [Jerônimo Luiz Muzetti, presidente do grupo Os Independentes], não sei se vocês conhecem, mas pensa num homem que gosta de festa”, relembra Romário.
“Jerominho é o dono da festa lá, então assim, vai até o sol raiar. Então aí, acabava lá, 10 horas da manhã, já tava acordado, já tava suando.”
“E a gente ficava o dia inteiro andando naquele parque do peão, conhecendo, vendo os artistas passar som naqueles palcos, a gente ficava olhando: ‘bicho, será que um dia nós vamos tá aqui nesse palco?’. E hoje a gente tá podendo sentir essa emoção de realizar esse sonho”, celebra Clayton.
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Netto e Henrique em ‘show para oito pessoas’
Netto e Henrique
Reprodução/Instagram
A dupla Netto e Henrique estreia nos palcos de Barretos nesta edição, mas já curtiu o evento como fãs, no meio do público.
“Lembro que eu fui em Barretos quando Henrique e Juliano nem estavam fazendo muito sucesso. O show deles começou 5h30, e tinha eu e mais, sei lá, oito pessoas só assistindo ao show deles”, recorda Henrique.
“Lembro certinho, nunca esqueci disso. E esse ano, a gente vai estar naquele mesmo palco. Então é uma realização enorme.”
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Allana Macedo: ‘bebi, esqueci, só lembro que cantei’
Allana Macedo
Reprodução/Instagram
Allana Macedo é mais uma artista que fará seu primeiro show completo no palco de Barretos. Mas a cantora já esteve na festa, tanto no público quanto fazendo uma participação especial, momento de grande celebração para Allana.
“Sei que fiquei dois duas em Barretos, fui até amanhecer, muita coisa eu não lembro, porque bebi todas de felicidade. Tava feliz demais, não é sempre que a gente tá em Barretos”, conta Allana.
“Então a gente quer aproveitar ao máximo. Acho que minha história é essa. Cantei, desci toda feliz, ‘vamos beber’, e esqueci (risos). Só lembro que cantei. E voltei pra casa sã.”
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Guilherme e Benuto com ‘muitas histórias, mas poucas para contar’
Guilherme e Benuto se apresentam no Villa Country, em São Paulo, durante evento de lançamento da Festa do Peão de Barretos 2022
Fábio Tito/g1
Guilherme e Benuto brincaram que já passaram por muitas histórias em Barretos, mas nem todas podem ser reveladas.
“A gente tocou uma vez com o trio [Villa Baggage], mas eu já tinha tocado umas quatro vezes antes com dupla, porque eu toco sanfona e tocava pras duplas, eu era freelancer”, relembra Guilherme, que fará estreia em Barretos enquanto dupla nesta edição do evento.
“Então já fui quatro vezes, ia lá, tomava todas, tava nem aí pra nada…”, relembra.
“Lembra aquela vez que foi maior galera, ficamos numa chácara lá…nossa… História tem um monte, o problema é poder contar, né? Esse que é o problema”, brinca Benuto.
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Israel e Rodolffo em ‘show para pouquíssimas pessoas’
Israel e Rodolffo no São João 2022 de Campina Grande, PB
Bruna Couto/g1
Um dos destaques da festa de 2022, Israel e Rodolffo recordaram das vezes em que já tocaram para um público bem pequeno.
“Cantamos pra pouquíssimas pessoas ali. E os perrengues sempre acontecem, só mudam de formato”, contou Israel, antes de Rodolffo entregar que o parceiro tem “as histórias mais ‘massa'” vividas, tanto em Barretos quanto em outros palcos que já passaram ao longo dos anos.
“As engraçadas, as que tem mais engajamento”, destacou Rodolffo.
“As minhas quedas, né?”, questionou Israel, já arrancando risadas do parceiro e logo emendando:
“Cantamos pra pouquíssimas pessoas ali, já aconteceu. E os perrengues sempre acontecem, só mudam de formato, mas a gente graças a Deus tem bastante experiência e vivência nesse ramo, a gente sabe como funciona tudo, são 27 anos de história, então a gente entende ali o que que tá acontecendo no momento, mas os perrengues acontecem.”
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Vinicius em ‘tensão pré-show com repertório de veteranos’
João Bosco e Vinícius durante show em Barretos 2017
Mateus Rigola/G1
Parceiro de João Bosco, o cantor Vinícius relembrou de um momento de tensão pré-show ao ver o repertório de uma dupla veterana. Em uma das edições da Festa do Peão de Barretos, a dupla iria se apresentar após Chitãozinho e Xororó.
“A gente chegou para fazer o show no camarim e dentro do nosso camarim tava o repertório de show do Chitão. Eu fiquei apavorado. Falei para o João: ‘Meu Deus do céu, o que que nós vamos fazer depois desses homens, gente? Que nós estamos fazendo aqui? Só tem sucesso'”, recordou o cantor.
“O repertório dos caras era ‘Chora Me Liga’ do começo ao fim. Como que vou cantar depois?”, afirmou Vinícius, aos risos, citando o maior sucesso da dupla.
“Eu lembro foi bizarro, porque a gente chegou no nosso camarim, eu dei de cara com aquele repertório, eu falei: ‘Misericórdia! Os homens estão no palco cantando, depois é a gente, que que eu tô fazendo aqui?’.”
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Maria Cecília e Rodolfo ‘babando com Shania Twain’
Maria Cecília & Rodolfo agitam fãs no dia de shows do Sertanejo Pop Festival
Maurício Vieira
Veteranos na Festa do Peão de Barretos, Maria Cecília e Rodolfo guardam diversas histórias da festa, mas a cantora cita um show internacional que conseguiu assistir, em 2018, como o mais marcante.
“Acho que, pra gente, o mais marcante foi poder assistir ao show da Shania Twain, que a gente foi e ficou ali embaixo babando nela. Aquilo foi muito especial”, cita Maria Cecília.
“Já fizemos show em trio elétrico em Barretos. Trio elétrico no meio dos bois. Foi muito bacana. Você entra em Barretos 6 da manhã, com sol quente, e a galera tá toda lá. Barretos é único, é especial”, recorda Rodolfo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Conheça Bibi, compositora que transformou feminejo fictício de ‘Rensga Hits!’ em álbum real


Mineira de 26 anos é a principal autora das dez músicas originais da série do Globoplay. Ela decidiu ser compositora aos 5 anos e já escreveu para Anitta, Pabllo Vittar, Luisa Sonza e Wanessa. Compositora e cantora mineira Bibi
Divulgação
Na série “Rensga Hits!”, Alice Wegmann vive uma cantora e compositora que sonha em virar estrela do feminejo. A atriz teve aulas de canto e se inspirou em Marília Mendonça para resolver a parte vocal. O outro desafio era criar a faceta de autora.
Por trás de Raíssa Medeiros, a personagem compositora, está Bibi, a autora real. A mineira de 26 anos ajudou a escrever as dez músicas originais da série.
A série do Globoplay se passa em Goiânia, no mercado do feminejo (seis episódio já estão disponíveis; assista aqui). O podcast g1 ouviu conversou com Alice Wegmann e Bibi. Ouça abaixo e leia mais a seguir:
Alice Wegmann interpreta Raíssa Medeiros, uma jovem do interior traída pelo noivo. Ela abandona o altar e segue o sonho de virar compositora e cantora em Goiânia.
Raíssa tem a música “Desatola bandida”, feita após a fuga do altar, roubada por Gláucia Figueira (Lorena Comparato).
Os outros astros sertanejos da série – e do álbum – são Enzzo Gabriel (Maurício Destri), David Cafajeste (Alejandro Claveaoux), e a dupla mais famosa da cena: Téo e Tamires (Sidney Santiago e a Jennifer Dias).
Na série, as canções foram feitas pelos personagens sertanejos. Por isso, elas precisavam ter o jeito de cada um.
Bibi, a Raíssa da vida real
A cantora e compositora Bibi
Divulgação
Bibi é o nome artístico de a cantora e compositora Gabriele Oliveira Felipe, mineira de 26 anos. Ela começou a carreira trabalhando por cinco anos no estúdio de Dudu Borges, consultor da série e namorado de Alice Wegmann.
A mineira já escreveu músicas para Anitta (“Desce Pro Play” e “Não Perco Meu Tempo”) Pabllo Vittar (“Number one”), Luisa Sonza (““Pior Que Possa Imaginar”), entre outros.
Ela conta que escolheu a profissão quando tinha cinco anos de idade. A menina adorava o filme “Show bar”, que conta a história de uma jovem que sonhava em viver de música em Nova York. A trilha do longa é escrita por Diane Warren, autora preferida de Bibi.
“Eu chamei meus pais e falei: ‘Eu já decidi que vou ser cantora quando eu crescer. E amo o Brasil, mas eu quero fazer coisas internacionais também. Papai, você tem dinheiro para eu estudar inglês?'”, ela conta.
A artista precoce nasceu em Santa Bárbara, no interior de Minas Gerais, mas vivia se mudando por conta do trabalho do pai no Banco do Brasil. Nas cidades em que morou – inclusive Goiânia – ela fazia planos de viver de música e forçava as amiguinhas a formar bandas com ela.
Quando começou a fazer faculdade de publicidade na ESPM, em São Paulo, a mãe viu um anúncio de um curso de Dudu Borges. Bibi se inscreveu e acabou trabalhando no estúdio dele por cinco anos.
Foi dali que ela despontou como uma das jovens compositoras mais requisitadas no pop brasileiro, com serviços para Anitta, Luisa Sonza e Pabllo Vittar.
Seu trabalho tende mais para o pop, ela sabe tudo de k-pop, mas nos cinco anos com Dudu, também ficou fluente em sertanejo.
Trabalho afinado
Os compositores tiveram que fazer um trabalho afinado com os roteiristas da série – Renata Corrêa, Bia Crespo, Nathalia Cruz, Victor Rodrigues e Otavio Chamorro.
“Se há fluidez na música é porque houve fluidez no texto”, elogia Bibi. O trabalho era imaginar como seriam as canções reais dos músicos fictícios.
“Depois de um mergulho no roteiro eu alinhei com o Dudu [Borges] e a gente montou um time de compositores para convidar”. Cada parceiro de Bibi era pensado para a característica dos personagens.
A trilha não tem só feminejo sofrência. Para as músicas mais de “pegação”, do personagem David Cafajeste, eles chamaram Gabriel Agra, autor de hits como “10%”, “Alô Ambev” e Bebi Liguei”.
Para as mais emotivas, uma das parceiras foi Paula Mattos, que já escreveu para muitos cantores homens antes de emplacar sua própria carreira no feminejo.
Uma tarefa específica foi escrever a faixa “Nota 100”, um sertanejo com dancinha que faz piada com a impotência sexual masculina. O toque de irreverência teve ajuda de Day, da dupla Day e Lara.
E a principal inspiração para as músicas da personagem principal, a compsitora Raíssa, foi a vida da própria Bibi.
“Eu lembrei muito da criança que fui em Goiânia. Eu tenho essa paixão pela música que me move, e vi isso na Raíssa. Ela está ali seguindo essa necessidade de escrever. Eu lia o roteiro e falava: ‘Cara, eu sei o que que é isso'”.
Vamos, galera, mulheres
Compositora e cantora mineira Bibi
Divulgação
“Rensga Hits!”, o álbum, tem uma ficha técnica rara no sertanejo: uma maioria de compositoras mulheres. São quatro autoras (Bibi, Paula Mattos, Day e Lara) e três homens (Gabriel Agra, Cesar Lemos e Davi Ávila, da dupla com Bruninho).
Na vida real, até o repertório de cantoras do feminejo costuma ter maioria de compositores homens.
Essa equipe de maioria feminina na produção “ocorreu naturalmente, mas acho que colabora muito para para essa força feminina da série”, comemora Bibi.
“Há poucas mulheres escrevendo e produzindo, e isso não acontece só no sertanejo, mas em vários segmentos do país: pop, funk, MPB… Mais ou menos 17% dos compositores do Brasil são mulheres – entre os que são filiados a sociedades de arrecadação de direitos”, ela lamenta.
“Eu acho muito importante a gente ter essa esse balanço das energias do feminino e do masculino, sabe? E eu acho que muitas vezes ‘Rensga’ é sobre isso”, diz a compositora.

Fonte: G1 Entretenimento