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Após acidente com Anne Heche, moradora da casa atingida por carro da atriz recebe R$ 280 mil em ‘vaquinha’


Financiamento coletivo foi organizado por vizinhos de Lynne Mishele, que perdeu todos os seus pertences com o incêndio causado pela colisão. A atriz continua em estado grave. Anne Heche
Divulgação
A mulher que teve a casa destruída com o acidente de carro causado pela atriz Anne Heche está recebendo ajuda dos vizinhos para recuperar seus pertences. De acordo com o portal Daily Mail, os moradores do bairro organizaram uma “vaquinha” com o objetivo de arrecadar US$ 100 mil (cerca de R$ 522 mil). Até o momento, o financiamento já angariou US$ 54 mil (pouco mais de R$ 280 mil).
Segundo a revista “People”, Lynne Mishele perdeu todos os seus pertences com o incêndio causado imediatamente após o carro da atriz atravessar a casa.
Em entrevista para a publicação, Lynne Bernstein, uma das vizinhas de Mishele, disse que a moradora teve muita sorte por sair sem nenhum ferimento, assim como seus dois cachorros e uma tartaruga.
Bernstein ainda disse que Mishele “estava em choque” e não tinha visto o veículo dentro do terreno, quando os vizinhos entraram na casa para ajudar todo mundo a sair com segurança. “Acho que ela não entendeu o que estava acontecendo. Ela dizia: ‘O que aconteceu? O que aconteceu?’ “, lembra.
David Manpearl, outro vizinho, contou ao Daily Mail americano que Mishele pensou que alguma coisa tivesse caído do céu e explodido a sua casa. “Ela tem sorte de estar viva. Ela estava tremendo quando me disse que estava na sala de estar exatamente onde o carro havia batido”, disse ele à reportagem.
A página do GoFundMe, que recebe as doações, foi colocada no ar por John e Jennifer Durand, donos da casa destruída e que Mishele aluga. No texto, a inquilina é descrita como uma pessoa simpática e generosa.
Ela vivia no local com seus dois cachorros, Bree e Rueban, e a tartaruga Marley. Todos escaparam com vida e sem ferimentos, no entanto, a casa ficou completamente destruída e comprometida, o que fez com que Mishele tivesse de deixar a área.
“Ainda mais angustiante é que Lynne perdeu todos os bens de uma vida, lembranças, todos os equipamentos para seus negócios, incluindo seu laptop e iPad, todas as suas roupas e itens de necessidades básicas, e todos os utensílios domésticos. Com a ajuda dos bombeiros, ela conseguiu retirar alguns pertences de valor sentimental danificados dos destroços. Todo o resto se foi”, diz o texto.
Na sexta-feira (5), a atriz Anne Heche dirigia seu carro em alta velocidade quando bateu na casa de Mishele em Los Angeles. Com a colisão, o automóvel e residência pegaram fogo imediatamente. Foi preciso 59 bombeiros e 65 minutos para extinguir as chamas.
A artista foi levada ao hospital em estado grave, com queimaduras pelo corpo. Ela está estável, porém continua intubada. A família e equipe da atriz pediram aos fãs que fizessem orações. A artista é conhecida por “Seis dias, sete noites” e “Chicago P.D.: Distrito 21”.

Fonte: G1 Entretenimento

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The Killers e Twenty One Pilots fazem show em São Paulo em novembro


Evento GPWeek ainda conta com apresentações de Hot Chip, The Band Camino e Fresno. The Killers foram atração principal do último dia de Lollapalooza Brasil 2018
Marcelo Brandt/G1
The Killers e Twenty One Pilots vão se apresentar em São Paulo em 12 de novembro.
As bandas são destaque do Festival GPWeek, que vai contar com 7 horas de apresentações ao vivo.
O evento ainda conta com apresentações Hot Chip, The Band Camino e Fresno, e acontece no Allianz Parque, na capital paulista.
A pré-venda dos ingressos tem início nesta terça-feira (9) para clientes C6 Bank Mastercard. Já a venda para público geral acontece a partir de quinta-feira (11). Os valores ainda não foram divulgados.
Vídeo: Relembre entrevista com Twenty One Pilots em 2019:
G1 entrevista Twenty One Pilots

Fonte: G1 Entretenimento

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Carro da banda The Offspring pega fogo no Canadá


Segundo comunicado divulgado nas redes, algum objeto voou do veículo que estava em frente ao SUV da equipe e ficou preso embaixo do carro, pegando fogo em poucos segundos. Ninguém ficou ferido. Carro da banda The Offspring pega fogo no Canadá
Reprodução/Instagram
Parte da equipe da banda The Offspring passou por um susto na última sexta-feira (5). Segundo comunicado divulgado nas redes sociais do grupo, o veículo em que estavam pegou fogo durante viagem pelo Canadá.
O incidente aconteceu após a apresentação do grupo em Sherbrooke, Quebec, local do primeiro dos três shows da banda agendados no país.
“Enquanto viajávamos pelo Canadá ontem, alguma coisa voou de um veículo que estava em nossa frente e ficou preso embaixo de um de nossos SUVs, pegando fogo. Todos saíram em segurança, mas a bagagem, passaportes, laptops e quase todo o resto foi destruído.”
Fotos divulgadas pela produção mostram que o veículo ficou completamente destruído.
Kevin “Noodles” Wasserman, guitarrista do grupo, também falou sobre o incidente e compartilhou um vídeo em que o carro aparece em chamas no meio da estrada.
“Ninguém ficou ferido. Todos saíram do veículo ilesos. Infelizmente, cerca da metade de nossa equipe perdeu seus pertences no incêndio, incluindo bagagem, computadores e passaportes. Mas isso poderia ter sido muito pior”, escreveu Noodles.
“A banda e eu estamos agradecidos e aliviados que todos os envolvidos estão bem. Ninguém sabe exatamente ainda o que deu início ao incêndio, mas algo grande e pesado bateu no SUV, possivelmente um engate de reboque perdido, e, em segundos, o veículo estava em chamas.”
No texto, o guitarrista ainda afirma que não deu tempo nem de a equipe tirar o carro da rodovia e parar no acostamento.
“Toda nossa equipe trabalha pesado para que estejamos e soemos o melhor possível quando subimos ao palco. Suas viagens e dias de trabalhos são sempre mais longos e árduos do que os nossos, e não podemos agradecer o suficiente por tudo o que eles fazem. Vê-los ter que passar por algo assim é de partir o coração e assustador. Estou tão feliz que estão todos bem”, finalizou o músico.
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The Offspring durante apresentação em Sherbrooke, antes de incidente
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Marco Mattoli, fundador do Clube do Balanço, morre aos 57 anos


Músico teve uma parada cardíaca neste domingo (7). Ele ficou conhecido pelo resgate dos bailes de samba-rock nos anos 2000. Marco Mattoli
Reprodução/Instagram
O músico Marco Mattoli, fundador e líder do grupo Clube do Balanço, morreu neste domingo (7), aos 57 anos. Segundo a nota de falecimento, ele teve uma parada cardíaca. O velório será nesta segunda-feira (8), fechado para amigos e familiares.
Mattoli começou sua carreira musical nos anos 1990, quando criou Os Guanabaras. Em 1994, lançou o disco “Balanço é coisa rara”. Já em 1999, fundou um segundo grupo, o Clube do Balanço, com o objetivo de resgatar os bailes de samba-rock da década de 1970.
Na discografia da banda estão “Swing & samba-rock” (2001), “Samba incrementado” (2004), “Pela contramão” (2009), “Menina da janela” (2014) e “Balanço na quebrada”, de 2019, que celebrou os 20 anos de carreira do grupo.
Ele ainda trabalhou com nomes como Paula Lima, Ivo Meirelles, Seu Jorge, os irmãos Simoninha e Max de Castro, Bebeto e Erasmo Carlos.
Antes de morrer, o músico se dedicava a um projeto com gravações da cantora de samba Bernadete. Ele deixa companheira e uma filha.
VÍDEO Personalidades que morreram em 2022

Fonte: G1 Entretenimento

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Ator Roger E. Mosley, da série ‘Magnum’, morre aos 83 anos


Segundo sua filha, ele sofreu um acidente de carro na semana passada. Mosley participou de mais de 150 episódios da série, onde interpretou o piloto de helicóptero Theodore “TC” Calvin. Roger E. Mosley (à esquerda) ao lado de Tom Selleck e Larry Manetti em foto de abril de 2009
Matt Sayles/AP Photo
O ator Roger E. Mosley, de 83 anos, mais conhecido por seu papel como o piloto de helicóptero Theodore “TC” Calvin no seriado de sucesso dos anos 1980 “Magnum”, morreu neste domingo (7), anunciou sua filha nas redes sociais.
Segundo Ch-a Mosley, seu pai se envolveu em um acidente de carro na semana passada e desde então estava em estado crítico. Ainda de acordo com ela, o ator estava sem os movimentos dos ombros para baixo.
“Ele odiaria qualquer choro feito em seu nome. É hora de celebrar o legado que ele deixou para todos nós”, disse sua filha ao anunciar sua morte. “Eu te amo papai. Você me amou também. Vou cuidar da mamãe, seu amor por quase 60 anos. Você me criou bem e ela está em boas mãos. Descanse.”
Mosley participou de mais de 150 episódios de “Magnum” ao lado de Tom Selleck na série que foi ao ar por oito temporadas de 1980 a 1988.
Mosley também fez uma aparição em uma remake mais recente do programa de sucesso, como outro personagem, John Booky, de acordo com sua página no IMDb.

Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso reencontra Maria Bethânia em show com tributos a Gilberto Gil, Milton Nascimento e Paulinho da Viola


Os filhos Moreno, Tom e Zeca também são destaques no especial afetuoso que celebrou os 80 anos do artista baiano com transmissão ao vivo pelo Globoplay e pelo canal Multishow. Maria Bethânia e Caetano Veloso no show comemorativo dos 80 anos do artista
Reprodução / Vídeo
♪ CAETANO VELOSO 80 ANOS – “Eis aqui tudo de novo”. Quando Maria Bethânia deu voz a esse verso da canção Tudo de novo (1978), composta por Caetano Veloso para show feito com a irmã em 1978, havia muitos significados no verso ouvido pelo público que assistiu ao vivo na noite deste domingo – pelo Globoplay ou pelo canal Multishow – ao show de Caetano Veloso em celebração dos 80 anos do artista baiano, festejados hoje, 7 de agosto de 2022.
Os versos poderiam ser lembranças do show conjunto de 1978, eternizado em disco ao vivo naquele ano, mas também reminiscências mais profundas da infância que os irmãos compartilharam em Santo Amaro da Purificação (BA), cidade do interior da Bahia, ligada à capital Salvador (BA) no percurso celebrado pelo compositor em Motriz (1983), outra música cantada por Bethânia, convidada do especial.
Encerrado com a chula A donzela se casou (Moreno Veloso), número coletivo feito antes do bis com o samba-reggae A luz de Tieta (1996), o show marcou o reencontro em cena de Caetano com a irmã, evocada – antes de aparecer no palco da Grande Sala na Cidade das Artes – pelo canto da valsa Maria Bethânia (Capiba, 1945) e da canção também intitulada Maria Bethânia (1971) e composta por Caetano como “pedido de socorro” no exílio em Londres, como ele contou ao público.
Bethânia foi a esperada convidada do show feito por Caetano com os filhos Moreno Veloso, Tom Veloso e Zeca Veloso, também creditados como participações, embora tenham ficado o tempo todo no palco com o pai, em cena que remeteu ao show Ofertório (2017). Com o sobrinho Zeca Veloso, Bethânia cantou O sopro do fole (2021), música de acento nordestino que Zeca compôs e deu para a tia gravar no álbum Noturno (2021).
Aberto com a canção Como 2 e 2 (1971), cedida por Caetano para Roberto Carlos, o roteiro afetivo incluiu homenagens de Caetano a Gilberto Gil, Milton Nascimento e Paulinho da Viola – compositores que também fazem 80 anos em 2022.
De Gil, Caetano cantou O seu amor (1976), música do repertório do show e disco Doces Bárbaros (1976). De Milton, o anfitrião da festa deu voz a uma parceria dos dois, A terceira margem do rio (1990). Paulinho da Viola foi saudado com o samba Argumento (1975).
Cada filho de Caetano teve um momento solo no show. O primogênito Moreno cantou Deusa do amor (Adaílton Poesia e Valter Farias, 1992), sucesso do grupo baiano Olodum. Tom cantou Falta, samba ainda inédito em disco com o qual Caetano costuma se emocionar. E Zeca, com o falsete, se irmanou com a tia Maria Bethânia no canto da já mencionada música O sopro do fole.
Com o próprio violão, mas sempre acompanhado pelos filhos, Caetano reviveu canções como Você é linda (1983), Luz do sol (1982) – com os vocais dos filhos em certo trecho da música – e Terra (1978), além de dividir com Bethânia os cantos da música Um índio (1976) e do samba de roda Reconvexo (1989).
Apresentado por Iza, o especial dos 80 anos de Caetano Veloso no Globoplay teve até Parabéns para você do público, ressaltando o clima afetuoso de celebração reinante no palco e na plateia ao longo de cerca de uma hora e meia.
Caetano Veloso com os filhos Zeca Veloso (à esquerda), Moreno Veloso e Tom Veloso (à direita) no palco da Grande Sala da Cidade das Artes
Reprodução / Globoplay

Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso recebe artistas e amigos para show de seus 80 anos; Globoplay e Multishow transmitem


Especial ‘Caetano Veloso 80 anos’ começa às 20h25. Trecho ao vivo também será exibido no ‘Fantástico’. Mart’nália, Marcelo Cerrado e Raoni Carneiro, diretor do show de Caetano
Henrique Coelho/g1
Caetano Veloso completa 80 anos neste domingo (7) e vai comemorar a data especial com uma live com os filhos Moreno, Zeca e Tom, além da irmã Maria Bethânia.
O especial “Caetano 80 anos” será transmitido pelo Globoplay e Multishow, a partir de 20h25. Um trecho também será exibido no “Fantástico”.
Os convidados começaram a chegar pouco antes das 19h. Um dos primeiros foi o ator Enrique Diaz.
“Caetano está em todas as épocas, faz parte do nosso inconsciente, do nosso pensamento estético, artístico, político, tudo ao mesmo tempo, sempre revirando. E a música marca momentos da vida da gente”, comentou o ator, que fará o personagem Timbó na próxima novela das 6, “Mar do Sertão”, como o personagem Timbó.
Enrique Diaz na chegada à Cidade das Artes para o show de Caetano
Henrique Coelho/g1
Caetano Veloso completa 80 anos com show em família e transmissão ao vivo: ‘lugar gostoso de estar’
Antes da apresentação, Caetano fez um balanço da carreira em entrevista divulgada pelo Globoplay.
“Diria que foi, para mim, ao mesmo tempo coerente e surpreendente. Desde menino eu sabia que ia ser artista, mas não músico”, diz.
Caetano: 10 músicas mais tocadas no Brasil nos últimos 10 anos
Ele define a comemoração como “familiar” e do jeito que queria. “Estamos ensaiando em casa, mas vamos para um palco grande. Temos e não temos o direito de errar acordes, versos, notas”.
Entre as músicas que farão parte do repertório, “O sopro do fole”, “Irene” e “Milagres do povo” foram confirmadas pelo cantor.
Em 2020, o cantor fez a primeira live durante a pandemia também no Globoplay e ao lado dos filhos Tom, Moreno e Zeca Veloso, que estavam juntos na turnê do disco “Ofertório”. A transmissão aconteceu direto da casa da família no Rio de Janeiro.
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Fonte: G1 Entretenimento

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VÍDEO: Cachorros participam de campeonato de surfe na Califórnia

Os cães competiram em categorias de acordo com o tamanho em grupos pequenos, médios e muito grandes. Cachorros surfam em campeonato na Califórnia
Centenas de fãs se reuniram em uma praia da Califórnia, nos Estados Unidos, para acompanhar o Campeonato Mundial de Surfe de Cães. Os surfistas de quatro patas competiram em categorias de acordo com o tamanho, em grupos pequenos, médios e muito grandes.
Os cães são julgados em várias categorias, incluindo a duração do passeio, técnica (ficar de quatro, sentado, deitado), confiança e tamanho ou força da onda.
Jeffrey Niebor veio de San Diego com seu labrador Charlie, de sete anos e meio anos, que começou a surfar aos 2 anos. Ele conquistou o segundo lugar no grupo de cães grandes e muito grandes (veja o vídeo acima).
“Eu nem consigo explicar a paixão dele e o quanto ele se diverte. Mesmo quando nós não estamos surfando para competir, vamos apenas para a praia e estamos apenas nos divertindo, ele leva a prancha de surfe para a água, late nas ondas, as pessoas adoram”, contou Niebor.

Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso é também um senhor intérprete quando dá voz e assinatura a composições alheias


Caetano Veloso em estúdio, em 2021, na gravação do álbum ‘Meu coco’
Reprodução / Facebook Caetano Veloso
♪ CAETANO VELOSO 80 ANOS – Quando lançou o álbum ao vivo Prenda minha em novembro de 1998, com o registro do show baseado no álbum Livro (1997), Caetano Veloso acidentalmente emplacou o maior sucesso comercial da discografia iniciada em 1965.
Embora a canção Sozinho (Peninha) já tivesse sido lançada com sucesso na voz da cantora Sandra Sá em 1996 e regravada em 1997 por Tim Maia (1942 – 1998), a música estourou na voz e no violão de Caetano em dimensão muito maior, fazendo o álbum Prenda minha ultrapassar o milhão de cópias vendidas e reiterando a habilidade do cantor como intérprete de músicas alheias.
Não fosse extraordinário compositor, apresentado ao Brasil em 1965 por Maria Bethânia com o canto do samba É de manhã, Caetano Veloso poderia ter feito carreira somente como cantor por também ser um senhor intérprete.
A gravação de Sozinho foi o êxito mais ruidoso do artista nesse seara. Mas a discografia de Caetano está repleta de exemplos de como o compositor é também um grande cantor, mesmo sem ter voz especialmente potente ou volumosa.
Quantos intérpretes expressaram no canto toda a dor de Carolina (Chico Buarque, 1967) como Caetano fez em gravação de 1969? Basta ouvir o registro ruminado da toada Asa branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1967) – apresentado por Caetano em álbum londrino de 1971 – para identificar um intérprete com personalidade para pôr assinatura própria em criação alheia.
Quando tem a oportunidade de lançar música inédita, como fez no álbum Outras palavras (1981) ao apresentar a canção Lua e estrela, criação de Vinicius Cantuária, fica quase impossível dissociar a música do canto de Caetano. Quando aborda música já muito conhecida, como fez em 1987 ao regravar Fera ferida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1982) em disco pautado pela dor, Caetano quase sempre consegue iluminar um recanto escuro da canção.
Embora a discografia do artista seja essencial e justificadamente autoral pela grandeza do compositor, o intérprete se insinuou no álbum ao vivo Totalmente demais (1986) – disco em que Caetano canta músicas de Cazuza (1958 – 1990), Humberto Teixeira (1915 – 1979), João Gilberto (1931 – 2019) e Noel Rosa (1910 – 1937) entre sucessos autorais – e dominou os songbooks Fina estampa (1994) e A foreign sound (2004), dedicados ao cancioneiro hispânico e norte-americano, respectivamente.
Sim, aos 80 anos, Caetano Veloso é também um senhor cantor.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jingles genéricos usam melodias de hits e nomes fictícios para atrair candidatos nas eleições


De ‘Acorda Pedrinho’ a ‘Tem cabaré essa noite’, hits são reciclados em jingles políticos. Agências usam brecha aberta em disputa entre Tiririca e Roberto Carlos, em que STJ permitiu ‘paródia’. Os hits musicais que viraram jingles eleitorais em 2022
“Desenrola, bate… vem com o Chiquinho”. “Ai, ai, ai ai… o Osvaldinho, ele é demais”; “Acorda, eleitor, que o candidato certo é trabalhador, Ramon é quem eu quero”. Os nomes são fictícios e as melodias são de hits pop transformados em jingles eleitorais, sem autorização dos autores.
Mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral de 2022, jingles genéricos são vendidos a candidatos com a melodia de sucessos das paradas atuais. “Acorda Pedrinho”, “Tem cabaré essa noite” e “Pipoco” são as mais usadas (ouça abaixo).
Os jingles com melodias conhecidas são apresentados como “paródias”, usando um portão judicial aberto em uma briga entre Tirirca e Roberto Carlos.
A disputa começou em 2014, quando o clássico refrão “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar” virou “Eu votei, de novo vou votar, Tiririca, Brasília é seu lugar”. Roberto Carlos processou Tiririca pelo uso eleitoral da música “O portão” sem autorização.
O STJ deu razão a Tiririca, em decisão que considera o uso alterado da música no programa político uma “paródia”, que pela lei brasileira é isenta de autorização e de pagamento de direitos autorais.
A definição é contestada por associações de compositores (veja mais abaixo) e precisa ser confirmada pelo plenário do STJ, em uma declaração de embargo dos advogados de Roberto Carlos. Mesmo assim, o resultado até agora dá força a uma festa de jingles reciclados.
Versão baratinha
Em agosto de 2022, as amostras já se espalham no YouTube com nomes inventados de políticos. O hit “Tem cabaré essa noite” vira: “Nosso deputado estadual, Genival Lacerda, não tem outro igual”. O objetivo é atrair candidatos reais que comprem as gravações com seus nomes para usar na campanha.
Esses jingles reciclados foram um fenômeno nas eleições municipais de 2020, principalmente em campanhas para vereadores, com verbas apertadas. Em 2022, as produtoras miram as campanhas de deputado, já que as de cargos do executivo geralmente têm orçamento maior, para jingles originais.
Um jingle “paródia” custa a partir de R$ 300, enquanto a composição e gravação de uma música original nas mesmas produtoras pode sair por até R$ 10 mil – valor que fica ainda maior no caso de jingles superproduzidos para candidatos a presidente e governador.
Tiririca em propaganda que usava música ‘O portão’, de Roberto Carlos, em 2014
Reprodução
Do carro de som para o TikTok e o Instagram
“Tem cabaré essa noite”, lambada de Nattan e Nivaldo Marques, é a música com versões mais pedidas até agora. “Mas um detalhe é que, se daqui a uma semana estourar outra música, a maioria dos pedidos vai ser ela”, explica Yago Silva, dono de uma produtora em Monteiro (PB).
Ele diz que vendeu 1,2 mil jingles, a maioria “paródias” em que só o nome do candidato mudava, na eleição municipal de 2020. Para isso, a produtora chegava a funcionar 24h por dia, com 20 funcionários temporários, incluindo os músicos. “Teve pedido até um dia antes da eleição”, ele afirma.
Neste ano, até agora, a maioria dos pedidos é de jingles originais, para campanhas maiores. Mas ele ainda recebe pedidos de “paródias” para postulantes a deputado de vários estados.
O estilo despojado dos hits atuais ajuda na na linguagem que precisa ser renovada em 2022, diz Yago. Se antes os jingles iam parar em carros de som, hoje o principal destino são os vídeos curtos do TikTok e dos reels do Instagram.
“O que funcionava muito bem para carro de som era aquela locução bem profissional de radialista, ‘vote em fulano’. Hoje o que funciona é a pessoa vestir a camisa, dizer que vota e, com um botão, criar um vídeo com os jingles que a gente faz”, ele explica.
Versão relâmpago
Jingles genéricos no YouTube usam até imagens dos artistas para fazer propaganda de versões eleitorais anunciadas para candidatos
Reprodução / YouTube
A demanda e a criação são tão rápidas quanto o sobe e desce das paradas musicais, conta Naiane Baldissera, assistente comercial de uma produtora de jingles em Machadinho (RS).
“Hoje a gente consegue entregar em até dois dias. O cliente preenche um formulário, a gente faz a adaptação da letra, entrega com a base pronta e muda depois o que ele quiser.”
Naiane diz que, até agora, 70% dos pedidos são de jingles originais e 30% são de “paródias” (mesmo percentual citado por Yago).
Todas as produtoras se dizem seguras de que as versões são paródias e, portanto permitidas sem autorização dos autores nem pagamento de direitos autorais.
Rafael Casaes , dono de uma produtora em Feira de Santana (BA), colocou várias versões de hits com nomes genéricos de candidatos no seu site, mas diz que até agora não fechou muitos desses trabalhos.
Ele afirma, no entanto, que não há preocupação quanto aos direitos autorais. “Mesmo sem a decisão do Tiririca, a lei de direitos autorais diz que as paródias são livres”, ele defende.
‘Tem cabaré essa noite’ é a campeã de pedidos para jingles de ‘paródia’ na eleição de 2022
Reprodução / YouTube
Músicos contestam
Às vésperas da sessão do STJ que julgaria o embargo de Roberto Carlos sobre a definição de paródia, mais de 350 músicos fizeram um manifesto contra o uso das versões, incluindo o próprio Roberto Carlos, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Zeca Pagodinho, Marisa Monte e Samuel Rosa.
A prática é um “ilegítimo passaporte para alavancar candidaturas e interesses político-partidários, distorcer o processo eleitoral e enganar eleitores, com graves reflexos na democracia brasileira”, dizia o manifesto em fevereiro de 2022.
Apesar da expectativa do julgamento, o ministro Raul Araújo pediu vista do processo, e o embargo ainda está em aberto, sem data definida para ser retomado.
O baiano Manno Góes, autor de sucessos do carnaval de Salvador e diretor de comunicação da União Brasileira de Compositores (UBC), considera a decisão inicial do STJ “um precedente perigoso, inédito, que não existe em nenhum lugar do mundo”.
“É uma decisão bastante equivocada, e a gente continua pressionando. É inacreditável que um compositor seja obrigado a ouvir sua música sendo aliada a um pensamento político oposto ao seu. Que o bom senso prevaleça, e que seja revertida,”, diz Manno.
“A paródia tem como princípio o humor, a não busca pelo lucro, e quando um candidato usa uma música de um autor sem permissão, está fazendo o uso de uma propriedade intelectual alheia em benefício próprio, não para fazer humor”, ele critica.
O advogado Sydney Sanches, presidente da comissão de direito autoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), explica que o direito autoral brasileiro dá espaço à paródia para assegurar liberdade de expressão e o humor no debate público.
“A finalidade da paródia é permitir um ambiente de liberdade de pensamento crítico. Quando você pega esse conceito e amplia para qualquer coisa – como uma candidatura, que no fim das contas é a venda de um produto, na figura do candidato – é um desvirtuamento completo”, diz Sydney Sanches.
Os eleitores menos informados podem achar que os cantores das músicas originais estão, de alguma forma, endossando aquela candidatura. “Em um ano em que falamos tanto de desinformação, notícia falsa, quando você cria a possibilidade dessa mentira isso vira uma grande preocupação”, diz Sydney.
Donos de hits vão procurar direitos
O g1 também procurou autores das músicas mais pedidas até agora para as versões de jingles.
Flavinho Kadet, autor de “Tem cabaré essa noite”, disse que iria procurar a editora da música para saber sobre possíveis providências.
O Dj Chris no Beat, um dos autores de “Pipoco”, com Ana Castela e MC Melody, disse que iria procurar sua distribuidora e tentar tirar os vídeos do ar. “Direitos autorais têm que ser respeitados”, ele afirmou. “Além disso, os jingles estão muito mal feitos”, criticou o músico.

Fonte: G1 Entretenimento