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Ludmilla adia lançamento de ‘Insônia’, música em parceria com Marília Mendonça


Cantora havia anunciado que feat seria divulgado em 12 de agosto, mas neste sábado (06), ela afirmou que vai adiar o plano ‘em respeito à memória da Marília Mendonça e todo o trabalho que está sendo feito pela equipe maravilhosa dela, em torno do EP ‘Decretos Reais”. Ludmilla e Marília Mendonça
Reprodução/Instagram de Ludmilla
Ludmilla anunciou nas redes sociais que vai adiar o lançamento de “Insônia”, música em parceria com Marília Mendonça.
Em julho, a cantora havia divulgado que o feat, gravado em 2020, seria divulgado em 12 de agosto.
Mas segundo comunicado publicado no Twitter, o lançamento passa a acontecer no final de agosto, junto com todo o projeto “Numanice 2”.
“Em respeito à memória da Marília Mendonça e todo o trabalho que está sendo feito pela equipe maravilhosa dela, em torno do EP ‘Decretos Reais’, vamos adiar o lançamento de ‘Insônia'”, escreveu Ludmilla.
“Estamos super empolgados pra vocês ouvirem essa faixa que eu, a Marilia e toda sua equipe, preparamos com tanto carinho. A faixa será lançada, junto com todo o meu projeto ‘Numanice 2’, no final do mês de agosto. Enquanto isso, continuem curtindo e seguindo os decretos da nossa eterna rainha Marília. Em breve volto com novidades.”
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“Insônia” era uma dos feats gravados por Marília e que seguiam sem lançamento após a morte precoce da cantora sertaneja, em novembro de 2021.
Ludmilla havia anunciado o lançamento da canção, que é um pagode, no mesmo dia em que a equipe de Marília lançou o primeiro EP do projeto póstumo “Decretos Reais”.
Leia também: Marília Mendonça reina como intérprete em EP póstumo gerado de live feita no clima sentimental dos cabarés
Ludmilla não deu detalhes sobre a canção, que faz parte do projeto “Numanice”, só com pagodes, mas já havia falado do dueto com Marília ao lamentar a morte da cantora em novembro de 2021.
“Só de pensar que a exatamente um mês você chegou de surpresa no meu camarim toda feliz, esbanjando simpatia, me elogiando tanto pelo meu trabalho e me pedindo pra cantar lud session ‘e nem estava na minha setlist’. Essa era uma das suas maiores características, sempre generosa demais por onde passava. Juntas no camarim planejamos o lançamento do tão aguardado pagode que tá gravado faz mais de um ano, quem me acompanha sabe o quando eu te admiro, sou sua fã e o quanto eu estava feliz naquele dia”, escreveu Ludmilla.
Marília Mendonça: equipe lança projeto ‘Decretos Reais’ com músicas inéditas

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 ouviu #206 – Que músicos apoiam Lula ou Bolsonaro? E como este apoio impacta artistas e candidatos?


Bolsonaro domina sertanejo; Lula é forte na MPB, pop e rap. Dos 100 cantores mais ouvidos, Lula tem mais apoio. Podcast mostra quem se posicionou e pergunta: que diferença isso pode fazer? Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Eis 80 músicas de Caetano Veloso que atestam a grandeza da obra antenada e jovial do compositor


Caetano Veloso faz 80 anos hoje, 7 de agosto de 2022, sem parecer sentir o peso do tempo na música e na vida
Fernando Young / Divulgação
♪ CAETANO VELOSO 80 ANOS – Com um olho no mundo e outro no Recôncavo Baiano, matriz e motriz da obra com que revolve raízes e capta antenas desde a década de 1960, Caetano Emanuel Viana Teles Veloso tem feito a diferença na música brasileira como um dos grandes nomes da MPB.
Nascido em 7 de agosto de 1942, tendo como berço a interiorana Santo Amaro da Purificação (BA), o artista baiano se torna octogenário a partir de hoje sem parecer sentir o peso do tempo na música e na vida. A jovialidade vista o corrente show Meu coco (2022) também transborda no cancioneiro autoral de Caetano Veloso.
No dia do 80ª aniversário do artista, o Blog do Mauro Ferreira lista 80 músicas de Caetano Veloso que atestam a grandeza da obra do compositor.
Por critério, entraram somente músicas compostas por Caetano sem parceiros – o que justifica as ausências de títulos importantes como Divino maravilhoso (1968), São João Xangô menino (1976) e Haiti (1993), três composições, por exemplo, assinadas com Gilberto Gil, amigo de fé na jornada musical.
Também foram excluídas da seleção as músicas compostas mas nunca gravadas por Caetano Veloso, caso de Recanto escuro (2011), composição lançada por Gal Costa e até então regravada somente pela cantora Cida Moreira.
♪ Eis, em ordem cronológica, 80 grandes músicas que expõem as raízes e as antenas da obra de Caetano Veloso:
1. Coração vagabundo (1967) – Canção tramada no violão discípulo de João Gilberto (1931 – 2019).
2. Alegria alegria (1967) – Marcha que bafejou os ventos da Tropicália na era dos festivais.
3. Tropicália (1968) – Música-manifesto do movimento homônimo organizado por Caetano com Gil.
4. Baby (1968) – Você precisa saber da canção feita para Maria Bethânia, mas imortalizada por Gal em gravação com a participação de Caetano.
5. Saudosismo (1968) – Mesmo antenado, o compositor sabe que tem um passado.
5. Atrás do trio elétrico (1969) – Só quem já morreu nunca escutou essa marcha-frevo que abriu alas no Carnaval da Bahia.
6. Não identificado (1969) – Uma canção para ela, Gal Costa, que também fica linda na voz dele, o autor.
7. Irene (1969) – Risada amplificada pela trilha sonora da novela Véu de noiva (1969).
8. London London (1970) – Flash melancólico do exílio em Londres que ganhou a voz do autor em álbum inglês de 1971.
9. Você não entende nada (1970) – Samba gravado em 1970 por Gal e por Caetano em1972, em disco ao vivo com Chico Buarque.
10. Chuva, suor e cerveja (1971) – Outra marcha-frevo para ir atrás do trio elétrico.
11. De noite na cama (1971) – Samba-rock para Erasmo Carlos gravado pelo autor em discos ao vivo de 1974, 2011 e 2014.
12. Como dois e dois (1971) – Primeira das três músicas dada para Roberto Carlos por Caetano, que somente a gravou pela primeira vez em álbum ao vivo de 2007.
13. A tua presença morena (1971) – Canção escrita para a mana Maria Bethânia e gravada pelo autor em discos de 1975, 1992 e 2018.
14. It’s a long way (1972) – Canção do cultuado álbum Transa (1972).
15. Nine of out ten (1972) – Pioneira menção ao reggae na letra e na sutil citação da levada.
16. You don’t know me – Rock com Bahia em outra música de Transa.
17. Esse cara (1972) – Outra canção escrita para a mana Bethânia, desta vez sob ótica feminina.
18. Lua lua lua lua (1974) – Gal lançou e Caetano lapidou a joia em disco de 1975.
19. Qualquer coisa (1975) – Música-título do álbum-irmão de Joia (1975).
20. Os mais Doces Bárbaros (1976) – Música que preparou a invasão do quarteto fantástico.
21. Um índio (1976) – Um clássico gerado no repertório dos Doces Bárbaros.
22. A filha da Chiquita Bacana (1977) – Outro Carnaval ao som de marcha de Caetano.
23. Odara (1977) – Ode à dança.
24. Gente (1977) – Gente é para brilhar na pista de dança.
25. Tigresa (1977) – Várias musas para uma sensual canção.
26. O leãozinho (1977) – Canção solar para Dadi Carvalho.
27. Alguém cantando (1977) – A voz do coração ressoa em discos ao vivo de 2014 e 2018.
28. Muito romântico (1977) – Noutras palavras, Caetano entende Roberto Carlos.
29. Dom de iludir (1977) – Canção lançada por Maria Creuza, imortalizada por Gal em 1981 e gravada por Caetano em 1986, 2001 e 2012.
30. Terra (1978) – Uma canção redonda.
31. Sampa (1978) – Ronda reverente pela cidade de São Paulo.
32. Tempo de estio (1978) – Na trilha do verão carioca.
33. Força estranha (1978) – A terceira canção do Roberto que é de Caetano.
34. Lua de São Jorge (1979) – Música que ilumina a pista de dança.
35. Oração ao tempo (1979) – Reflexões sobre o tempo rei.
36. Beleza pura (1979) – Ijexá com o calor de Salvador (BA).
37. Menino do Rio (1979) – Canção com o calor do Rio de Janeiro (RJ).
38. Trilhos urbanos (1979) – Uma canção transcendental.
39. Cajuína (1979) – Cristalina canção nordestina.
40. Ela e eu (1979) – Canção para a mana Bethânia que Caetano gravou somente em disco ao vivo de 2018.
41. Nosso estranho amor (1980) – Dueto com Marina Lima para alavancar a carreira da cantora.
42. Meu bem meu mal (1981) – Canção para Gal, gravada por Caetano no álbum Cores, nomes (1982).
43. Outras palavras (1981) – Música-título de disco pop.
44. Nu com a minha música (1981) – A quietude para escutar a deusa música.
45. Rapte-me, camaleoa (1981) – Outra canção do álbum Outras palavras (1981).
46. Minha voz, minha vida (1982) – Canção para Gal que o autor registrou pela primeira vez no álbum Livro (1997).
47. Queixa (1982) – Uma canção assim delicada em embalagem pop.
48. Trem das cores (1982) – Canção nos tons sensuais de Sônia Braga.
49. Luz do sol (1982) – Canção que escapou da tela do cinema para seguir a trilha do Brasil.
50. Eclipse oculto (1983) – Um hit radiofônico do álbum Uns (1983).
51. Você é linda (1983) – Uma canção de amor que diz.
52. Podres poderes (1984) – Rock de atualidade escancarada.
53. O quereres (1984) – Onde queres isso, sou aquilo.
54. Língua (1984) – Samba-rap no idioma de Elza Soares (1930 – 2022).
55. Vaca profana (1984) – Mais uma canção para ela, Gal. Ganharia a voz de Caetano em disco de 1986 para os Estados Unidos.
56. Milagres do povo (1985) – Até quem é ateu se converte a Caetano com esse tema da minissérie Tenda dos milagres (1985).
57. Eu sou neguinha? (1987) – Letra polêmica para canção propagada por Vanessa da Mata em 2004.
58. O ciúme (1987) – A grande canção do álbum Caetano (1987).
59. O estrangeiro (1989) – O espírito tropicalista paira na canção-título do álbum de 1989.
60. Genipapo absoluto (1989) – Canção que acende fogueiras nas memórias juninas.
61. Reconvexo (1989) – Na roda de Santo Amaro em samba lançado por Bethânia e gravado por Caetano em discos ao vivo de 2014 e 2018.
62. Fora da ordem (1991) – Caetano sempre na ordem do dia.
63. Desde que o samba é samba (1993) – Samba atemporal do álbum Tropicália 2 (1993).
64. Onde o Rio é mais baiano (1994) – Samba que exalta a Mangueira, lançado por Alcione e gravado pelo autor em 1997.
65. A luz de Tieta (1996) – Samba-reggae que se tornou o último grande hit autoral do compositor.
66. Os passistas (1997) – Samba sofisticado que abriu Livro (1997).
67. Não enche (1997) – Samba-reggae na cola do sucesso de A luz de Tieta.
68. Rock’n’Raul (2000) – O embrião da fase Cê no álbum Noites do norte (2000).
69. Rocks (2006) – Caetano se reinventa sob o manto do indie rock no álbum Cê (2006).
70. Odeio (2006) – Jorro de sinceridade na batida do indie rock.
71. Minhas lágrimas (2006) – A beleza da canção também paira em Cê.
72. Não me arrependo (2006) – Canção de amor para a (então) ex.
73. A cor amarela (2009) – O colorido baiano do álbum Zii e zie (2009).
74. A base de Guantanámo (2009) – Toque político em canção-quase-rap.
75. A bossa nova é foda (2012) – Caetano também é.
76. Um abraçaço (2012) – Um transamba.
77. Anjos tronchos (2021) – Canção de efeito mântrico do álbum Meu coco (2021).
78. Não vou deixar (2021) – O funk do “vovô nervoso”.
79. Sem samba não dá (2021) – Samba para curar o Brasil.
80. Cobre (2021) – Uma grande canção de Caetano Veloso ainda a ser descoberta.

Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso comemora aniversário de 80 anos com filhos e Maria Bethânia em live neste domingo


Especial ‘Caetano Veloso 80 anos’ vai ser transmitido pelo Globoplay e Multishow neste domingo (7), a partir de 20h30. Um trecho ao vivo também será exibido no ‘Fantástico’. Caetano Veloso na estreia carioca do show ‘Meu coco’
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Caetano Veloso completa 80 anos neste domingo (7) e vai comemorar a data especial com uma live com os filhos Moreno, Zeca e Tom, além da irmã Maria Bethânia.
O especial “Caetano 80 anos” será transmitido pelo Globoplay e Multishow, a partir de 20h30. Um trecho também será exibido no “Fantástico”.
Antes da apresentação, Caetano fez um balanço da carreira em entrevista divulgada pelo Globoplay.
“Diria que foi, para mim, ao mesmo tempo coerente e surpreendente. Desde menino eu sabia que ia ser artista, mas não músico”, diz.
Caetano: 10 músicas mais tocadas no Brasil nos últimos 10 anos
Ele define a comemoração como “familiar” e do jeito que queria. “Estamos ensaiando em casa, mas vamos para um palco grande. Temos e não temos o direito de errar acordes, versos, notas”.
Entre as músicas que farão parte do repertório, “O sopro do fole”, “Irene” e “Milagres do povo” foram confirmadas pelo cantor.
Em 2020, o cantor fez a primeira live durante a pandemia também no Globoplay e ao lado dos filhos Tom, Moreno e Zeca Veloso, que estavam juntos na turnê do disco “Ofertório”. A transmissão aconteceu direto da casa da família no Rio de Janeiro.
LEIA TAMBÉM:
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GILBERTO GIL, 80 ANOS: Relembre FOTOS da carreira e da vida do cantor

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 80 anos, Caetano Veloso ainda é um leão com olhos abertos para capturar o Brasil


Obra tropicalista do artista é uma das mais completas traduções das belezas e males do país. Caetano Veloso em março de 2022
Sergio Lima / AFP
♪ CAETANO VELOSO 80 ANOS – Caetano Veloso é leonino. Embora pautado pelo mito de Narciso, como os leoninos, Caetano Emanuel Viana Teles Veloso é um eternamente novo baiano de Santo Amaro da Purificação (BA) que sabe olhar para além do próprio espelho e que, ainda jovial na música e na vida, parece desmentir os 80 anos que completa hoje, 7 de agosto de 2022.
Sim, aos 80 anos, Caetano Veloso ainda é um leão que mantém os olhos bem abertos para capturar e traduzir o Brasil no cancioneiro que cria desde meados dos anos 1960. Basta ouvir o mais recente álbum de músicas inéditas do cantor e compositor, Meu coco (2021), para identificar em Caetano a habilidade para radiografar o país através da grande obra.
Para a massa, o último grande sucesso autoral de Caetano é o samba-reggae A luz de Tieta (1996), apresentado há 26 anos na trilha sonora de filme dirigido por Cacá Diegues com base em livro do escritor baiano Jorge Amado (1912 – 2001).
Para os nichos que consomem discos e shows de ícones da MPB projetados na década de 1960 na era dos festivais, o artista ainda oferece biscoitos finos como Não vou deixar (2021), o funk do vovô nervoso com os rumos do Brasil.
Como típico leonino, Caetano é do tipo apaixonado que organiza os movimentos e toma a frente de tudo, sinalizando tendências. Como nunca quer sair de cena, pela própria natureza narcísica, o artista procura jamais perder o bonde, elogiando novos artistas com frequência, sobretudo astros populares de importância minimizada pelos críticos de música e pelas elites culturais.
Principal arquiteto da Tropicália, movimento que derrubou muros e (pre)conceitos entre 1967 e 1968, Caetano Veloso atravessou o exílio mandando notícias e músicas do mundo de lá. Na volta ao Brasil, em 1972, lançou um disco de banda, Transa, hoje alçado ao status de cult, e se travestiu de Carmen Miranda (1909 – 1955), abrindo portas para artistas andróginos como Ney Matogrosso, furacão e revelação de 1973.
Sem nunca ter deixado de fornecer (grandes) canções para as vozes de Gal Costa e Maria Bethânia, Caetano soube pavimentar a própria trilha de sucesso sem deixar de fazer pulsar a veia da experimentação.
Os cinco luminosos álbuns gravados com A Outra Banda da Terra – Muito (Dentro da estrela azulada) (1978), Cinema transcendental (1979), Outras palavras (1981), Cores, nomes (1982) e Uns (1983) – enfileiraram sucessos nas playlists da época e, no caso dos dois primeiros, se tornaram quase greatest hits do cantor.
Ciente de que o passado pode se tornar roupa velha que não nos serve mais, como disse ao Brasil um compositor cearense em fase divina e maravilhosa, Caetano andou sempre para frente. Fez alianças com a geração 80 do pop rock brasileiro no álbum Velô (1984), revisou de certa forma a Tropicália ao passar canções brasileiras pelo filtro norte-americano dos produtores musicais do álbum Estrangeiro (1989) e se permitiu usar traje de gala ao ressignificar para o Brasil o cancioneiro hispânico no songbook latino Fina estampa (1994).
Quando pareceu senhoril ao lançar heterodoxo songbook da canção norte-americana no álbum A foreign sound (2004), após a frustração com o abafamento da revolução ansiada em Noites do norte (2000), Caetano virou o jogo, o disco, se juntou com jovens músicos de indie rock e se renovou, renovando também o público, na fase com a BandaCê.
Foram dez anos nessa vibe jobial. Seguiram-se então show e disco revisionistas com Gilberto Gil – o amigo de fé e irmão camarada de Caetano – e um espetáculo com os três filhos homens e músicos, todos talentosos. Moreno Veloso, Tom Veloso e Zeca Veloso são filhos que Caetano protege com a fúria de leão orgulhoso da cria.
Em todos os momentos, Caetano Veloso nunca deixou de ser Caetano Veloso. O álbum e o corrente show Meu coco mostram uma cabeça ainda fervilhante de ideias tropicalistas e pronta para, olhando através e além do espelho, ampliar a obra antropofágica que se tornou uma das mais completas traduções das belezas, males e contradições do Brasil.
Vamos comer Caetano aos 80 anos!

Fonte: G1 Entretenimento

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Amsterdã recebe 25ª edição da parada do orgulho LGBTQIA+ após dois anos


Milhares de pessoas acompanharam as 80 embarcações que desfilaram pelos canais da capital holandesa. Os participantes andam em um barco enquanto participam do desfile após dois anos em Amsterdã, em 6 de agosto de 2022.
Remko de Waal/ANP/AFP
Depois de dois anos de restrições por conta da Covid-19, a parada LGBTQIA+ retornou com 80 diferentes barcos pelos canais de Amsterdã, na Holanda. Centenas de milhares de pessoas participaram do evento.
Essa foi a 25ª edição do desfile, que encerrou encerra uma semana de eventos do orgulho LGBT na cidade. O tema deste ano foi “Meu gênero, meu orgulho”, buscando focar a atenção na identidade de gênero, já que os organizadores disseram que a emancipação transgênero está atrasada em relação a outros grupos.
“Estávamos ansiosos por uma edição especial onde ‘ser quem você é e amar quem você quer’ é a norma e a luta por direitos iguais é a mensagem”, disse o diretor do Amsterdam Pride, Lucien Spee de Castillo Ruiz.
Os participantes andam em um barco enquanto participam do desfile após dois anos em Amsterdã, em 6 de agosto de 2022.
Remko de Waal/ANP/AFP
Os participantes andam em um barco enquanto participam do desfile após dois anos em Amsterdã, em 6 de agosto de 2022.
Peter Dejong/AP
Os participantes andam em um barco enquanto participam do desfile após dois anos em Amsterdã, em 6 de agosto de 2022.
Peter Dejong/AP
Os participantes andam em um barco enquanto participam do desfile após dois anos em Amsterdã, em 6 de agosto de 2022.
Peter Dejong/AP

Fonte: G1 Entretenimento

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Emanuelle Araújo faz ‘noite de reverências’ a Jards Macalé no Rio


Cantora divide palco com o artista ao estrear show de álbum com músicas do compositor. Emanuelle Araújo e Jards Macalé em momento afetuoso no palco do J Club, no Rio de Janeiro, na estreia do show da cantora
Robson Nogueira / Divulgação J Club
Resenha de show
Título: Quero viver sem grilo – Uma viagem a Jards Macalé
Artista: Emanuelle Araújo
Local: J Club (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 4 de agosto de 2022
Cotação: ★ ★ ★
♪ Emanuelle Araújo tinha 14 anos, ainda morava em Salvador (BA) e integrava o grupo de teatro experimental Solta Minha Orelha quando se deparou pela primeira vez com as estranhezas do cancioneiro de Jards Macalé. Foi quando, a pedido do diretor da companhia teatral, a atriz iniciante ouviu a canção Soluços (1969), possível trilha sonora de performance idealizada pelo grupo.
Atualmente a atriz e cantora baiana tem 46 anos, mora na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e ainda continua atravessada pela obra de Macalé, para citar termo dito por Emanuelle no palco da casa carioca J Club, onde a artista fez na noite de quinta-feira, 4 de agosto, a primeira apresentação do show baseado no disco Quero viver sem grilo – Uma viagem a Jards Macalé (2020), segundo álbum solo da cantora projetada nacionalmente em 1999 como vocalista da Banda Eva.
Ao contar a história de como conheceu a música de Macalé, a cantora deu voz a Soluços – após a leitura de versos escritos em 1968 pela poeta Ana Cristina César (1952 – 1983) – em bom momento da apresentação.
Quatro anos após a gravação do disco em estúdio do Brooklyn (Nova York, EUA) em novembro de 2018, e dois anos após a edição do álbum, Emanuelle Araújo protagonizou “noite de reverências” a Macalé, convidado da apresentação feita dentro da eclética programação da série Bossa Nova in concert, do J Club.
A passagem do tempo realçou o sentido dos versos “Cada dia no meu canto / Tenho um outro encantamento / Cada coisa no meu canto / Tem um outro fundamento / E cada dia na minha cara / Um pouco de cada tempo” cantados pela artista ao abrir (muito bem) o show com a lembrança de Tio Barnabé (1977), música de Macalé em parceria com Marlui Miranda e Xico Chaves, composta e gravada por Macalé e Marlui para a trilha sonora do programa infantil Sítio do pica-pau amarelo (TV Globo, 1977).
Emanuelle Araújo canta as músicas ‘Quero viver sem grilo’ e ‘Vapor barato’ com Jards Macalé na estreia de show no Rio de Janeiro
Robson Nogueira / Divulgação J Club
Dividindo o palco com power trio formado pelo guitarrista Pedro Sá (o grande guitar hero da música brasileira do século XXI), o baixista Pedro Dantas e o baterista Daniel Conceição, a cantora encarou o desafio de dar voz a músicas já imortalizadas em vozes como as de Gal Costa, Maria Bethânia e a do próprio Macalé.
Na viagem por essa obra ainda inquietante, Emanuelle procurou se ambientar em Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda Machado, 1970), engoliu Farinha do desprezo (Jards Macalé e José Carlos Capinan, 1972) em seco sem tempero e tentou realçar os signos de Boneca semiótica (Jards Macalé, Duda Machado e Ricardo Chacal, 1974) antes de apresentar parcerias de Macalé com o poeta baiano José Carlos Capinan.
Meu amor me agarra & geme & treme & chora & mata (1972), Movimento dos barcos (1972) – instante de beleza gerada por momento mais sereno de show pautado pelas distorções e o peso do poderoso trio – e 78 rotações (1972) foram escalas de viagem arriscada porque cantar Macalé é correr riscos o tempo todo.
Em show que ganhou (im)pulso na metade final, Emanuelle Araújo acertou ao ir além do disco e cantar You don’t know me (Caetano Veloso, 1972), música de Transa (1972), cultuado álbum de banda em que, sob a direção musical de Macalé, Caetano Veloso costurou referências do rock e da Bahia, estado natal de Emanuelle. As referências baianas foram citadas inclusive no toque da guitarra de Pedro Sá.
A abordagem de You don’t know me (1972) foi ponto luminoso de show que atingiu o clímax quando, convidado pela cantora após a interpretação de Anjo exterminado (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972), Macalé subiu ao palco do J Club.
Sozinho ao violão, Macalé interpretou Sem essa (Jards Macalé e Duda Machado, 1969) com a habitual propriedade e, totalmente entrosado com o toque da banda, fez apresentação assombrosa de Trevas (2019) antes de cantar Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) no fim do set do artista.
O ápice do show foi quando Emanuelle se juntou a Macalé no palco para cantar Quero viver sem grilo – pérola dos anos 1970 revelada em 2016 com a edição de registro caseiro da música em disco de raridades de Macalé – com a inebriante batida do indie rock do trio.
No bis, uma anticlimática Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) encerrou a noite de reverências a Jards Macalé na voz de Emanuelle Araújo. Entre escalas mais ou menos felizes, a viagem foi boa.
Emanuelle Araújo faz show com roteiro de 15 músicas e participação de Jards Macalé na casa carioca J Club
Robson Nogueira / Divulgação J Club
♪ Eis o roteiro seguido em 4 de agosto de 2022 por Emanuelle Araújo – com a adesão de Jards Macalé – na estreia do show Quero viver sem grilo – Uma viagem a Jards Macalé na casa J Club, na cidade do Rio de Janeiro (RJ):
1. Tio Barnabé (Jards Macalé, Marlui Miranda e Xico Chaves, 1977)
2. Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda Machado, 1970)
3. Farinha do desprezo (Jards Macalé e José Carlos Capinan, 1972)
4. Boneca semiótica (Jards Macalé, Duda Machado e Ricardo Chacal, 1974)
5. Meu amor me agarra & geme & treme & chora & mata (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972)
6. Movimento dos barcos (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972)
7. 78 rotações (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972)
8. You don’t know me (Caetano Veloso, 1972)
9. Soluços (Jards Macalé, 1969)
10. Anjo exterminado (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972)
11. Sem essa (Jards Macalé e Duda Machado, 1969) – Jards Macalé
12. Trevas (Jards Macalé, 2019) – Jards Macalé
13. Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) – Jards Macalé
14. Quero viver sem grilo (Jards Macalé, anos 1970 / 2019) – com Jards Macalé
Bis:
15. Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) – com Jards Macalé

Fonte: G1 Entretenimento

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Adir Sodré ganha exposição no Paço Impediral, no Rio de Janeiro


Obras foram disponibilizadas para provocar e fazer público refletir, segundo idealizadora. Exposição com obras de Adir Sodré segue é outubro no Paço Imperial, no RJ.
Reprodução
O artista plástico mato-grossense Adir Sodré (1962-2020) está provocando o público a pensar em temas presentes na sociedade, com a exposição “Podre de Chique”, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro – e que deve seguir até outubro.
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“Os temas por ele tratados há mais de três décadas permanecem extremamente atuais e estão nas manchetes: defesa ambiental, crítica ao Poder Público, perfil ainda elitista do sistema de arte e questões referentes à sexualidade. Adir trata com muita elegância e contundência tudo isso”, diz a idealizadora da exposição, Margareth Telles.
A curadoria foi feita por Guilherme Altmayer e Leno Veras, que disponibilizaram as obras com cinco propostas: Cuyaverá (Cuiabá), Tapa na cara pálida (horrores da branquitude), Ditos e malditos (imundos das artes), O pop não poupa ninguém (cultura de massas) e Manifestos paus, Brasil! (fabulações estético-eróticas).
“Os diferentes temas que ele abordou acabam sendo mais relevantes do que a própria cronologia do percurso dele”, disse Altmayer sobre o trabalho de Sodré.
Adir Sodré morreu aos 58 anos em Cuiabá
Rai Reis
O artista
Adir Sodré de Souza nasceu em 1962, em Rondonópolis, onde viveu quase toda sua história. Pintou por mais de 40 anos e abordou temas sociais, defendendo a cultura regional, o meio ambiente e os povos indígenas. Morreu em 2020 aos 58 anos.
Inspirado por pintores como Pablo Picasso e Tarsila do Amaral, Sodré aproveitava sua criatividade e liberdade para produzir obras excêntricas e inspiradoras. Ele está entre os 100 maiores artistas do Século.
Sodré pode apresentar sua arte ao mundo todo e já expôs em Paris, Nova Iorque, Rio de Janeiro e São Paulo. Suas obras também permanecem nos acervos de museus nacionais e internacionais.
A Exposição
A exposição pode ser visitada até 23 de outubro, de terça a domingo, das 12h às 18. O Paço Imperial fica na Praça XV de Novembro, 48 – Centro, Rio de Janeiro. A entrada é gratuita.

Fonte: G1 Entretenimento

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Caramelows lança funk em single com amostra inicial do primeiro álbum solo da ex-banda de Liniker


Caramelows lança o single ‘Fuja, Melow!’, gravado com a dupla Deep Leaks
Leila Penteado / Divulgação
♪ Grupo paulista que tocou com Liniker de 2015 a 2020, Caramelows ainda procura consolidar a trajetória solo desde a separação da cantora.
Após colaborações com a cantora espanhola Indee Styla (Siente el calor, 2020), com a moçambicana Selma Uamusse (Pote de cores, 2020) e com o artista baiano Edoux (anfitrião do grupo no single Sozinho, editado por Edoux em novembro de 2021), a banda lança Fuja, Melow!, single sem convidados.
Em rotação no mundo digital desde ontem, 5 de agosto, o single Fuja, Melow! está sendo apresentado como sinal inicial do primeiro álbum solo do grupo formado atualmente por Eder Araújo (sax e flauta), Fernando Falcoski (teclas), Marja Lenski (percussão), Péricles Zuanon (bateria), Rafael Barone (baixo) e Wiliam Zaharanszki (guitarra).
Fuja, Melow! é funk que expande a parceria de Caramelows com a dupla Deep Leaks, formada pelos produtores Gustavo Koshikumo e Juliano Pereira.
O single Fuja, Melow! tem capa assinada pelo quadrinista Camilo Solano com referência ao vira-lata caramelo. A música versa sobre a fuga do cão rumo a um horizonte possível.
Capa do single ‘Fuja, Melow’, da banda Caramelows
Arte de Camilo Solano

Fonte: G1 Entretenimento

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De ‘Batgirl’ a comédia perdida de Tarantino, relembre filmes abandonados antes do lançamento

Filme focado na heroína do universo do Batman custou US$ 90 milhões e já estava quase pronto, mas foi cancelado. Semana Pop conta outras histórias de projetos engavetados; assista. “Batgirl”, filme focado na heroína do universo do Batman, custou cerca de US$ 90 milhões e já estava quase pronto… mas teve seu lançamento cancelado pelo estúdio Warner Bros. Sempre que acontece algo assim, fica o mistério: o que leva um filme a ser abandonado às vésperas do lançamento? O Semana Pop deste sábado (6) conta essa e outras histórias de projetos engavetados e explica por que eles não deram certo.
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O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema que está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo.

Fonte: G1 Entretenimento