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Tom Sturridge explica como construiu protagonista em ‘Sandman’: ‘Ele é a voz dentro da sua cabeça’


Britânico pediu ajuda ao criador dos quadrinhos, Neil Gaiman, para chegar ao personagem. Em entrevista ao g1, autor britânico se declara pelo ator: ‘Vai ser uma estrela’. ‘Ele é a voz dentro da sua cabeça’, diz Tom Sturridge sobre ‘Sandman’
Foram mais de 30 anos até que “Sandman”, um dos maiores clássicos dos quadrinhos, se materializasse na série que estreou nesta sexta-feira (5), na Netflix. Mesmo assim, a adaptação dificilmente aconteceria sem encontrar no relativamente desconhecido Tom Sturridge um ator à altura de seu protagonista – um ser eterno que controla os sonhos de todos os seres vivos da existência.
G1 JÁ VIU: ‘Sandman’ mantém espírito da HQ com ótimos ajustes na história e elenco fantástico
ENTREVISTA: ‘Isso a que estamos assistindo é mágico’, diz Neil Gaiman
“Eu não sei se as pessoas vão amar ‘Sandman’. Eu amo a série. Até agora, todos os jornalistas que viram amaram. Isso é ótimo. Eu não sei se vai ser grande ou esquecido”, diz em entrevista ao g1 o quadrinista Neil Gaiman, que criou a HQ lançada em 1989. Assista ao vídeo acima.
“Mas eu sei que, 24 horas depois da estreia de ‘Sandman’, Tom Sturridge vai ser uma estrela.”
Aos 61 anos, o britânico trabalhou junto da produção para tornar a série realidade. E foi ele quem aconselhou o ator, outro inglês, sobre como atingir um dos atributos mais importantes de seu personagem.
Tom Sturridge em cena de ‘Sandman’
Divulgação
Nos quadrinhos o Senhor do Sonhar – também conhecido apenas como Sonho ou Morpheus, além de uma infinidade de nomes – tem suas peculiaridades, como olhos completamente pretos ou uma pele desumanamente branca.
Mas é a voz uma das mais destacadas de forma gráfica nas páginas, com seus balões negros e extremidades irregulares.
“É muito simples. Eu perguntei ao Neil como ele deveria soar”, afirma Sturridge, sobre a entonação que o colega de série, Patton Oswalt (que já dublou o ratinho em “Ratatouille”), certa vez descreveu como “Ian Curtis gemendo debaixo de um grande cobertor molhado”.
“Neil me falou que ele é a voz dentro da sua cabeça. Ele é a voz que te leva ao sono. A voz que o guia pelos seus sonhos.”
Tom Sturridge em cena de ‘Sandman’
Divulgação
Apresentando Morpheus
A temporada adapta os dois primeiros arcos dos quadrinhos, “Prelúdios e Noturnos” e “A casa de bonecas”.
Neles, Sonho, membro de uma família de seres imortais que personificam diferentes aspectos da natureza humana, precisa recuperar seus poderes e reconstruir seu reino após passar mais de um século aprisionado
O protagonista não é um deus, mas um dos Perpétuos – um grupo de entidades que sempre existiram e que sempre vão existir, como Morte (Kirby Howell-Baptiste) ou Desejo (Mason Alexander Park).
Gaiman assistiu a cerca de 200 testes para escolher o ator que interpretaria sua criação. E o ator de 36 anos foi um dos primeiros deles. Ele não conhecia os quadrinhos antes, mas se apaixonou pelo papel com o tempo.
Gwendoline Christie e Tom Sturridge em cena de ‘Sandman’
Divulgação
“Há um aspecto em Morpheus que eu acho que, ao ler, tem meio que um poder e uma agressão. Um perigo. Ele é perigoso de explorar, porque, no fim, onde quer que ele te leve, seja no seu maior sonho ou o mais profundo pesadelo, ele tem que te levar lá”, diz Sturridge.
“Ele foi capturado por um século na forma mais desumana e se tornou endurecido em relação à humanidade”, conta Vivienne Acheampong, que interpreta a bibliotecária (e principal conselheira) do reino de Morpheus.
“Ela entende quão importante é este reino, porque é importante para todo mundo. É como o Tom falou, todo mundo tem isso em comum. Como o Coríntio (um dos vilões, interpretado por Boyd Holbrook) fala: ‘Não são os homens governados por seus sonhos?’. Nós somos. Todos somos.”
Vivienne Acheampong, Sanjeev Bhaskar, Tom Sturridge e Asim Chaudhry em cena de ‘Sandman’
Divulgação
O homem por trás do Perpétuo
Nascido em Londres e filho de um diretor, Charles Sturridge, e de uma atriz, Phoebe Nicholls, Tom começou a atuar ainda criança, em 1996.
Depois de algumas participações em produções britânicas e de Hollywood, como “Feira das vaidades” (2004) e “Adorável Júlia” (2004), ele teria finalmente seu primeiro papel de destaque para os americanos.
Em 2006, ele foi escalado como o protagonista da ficção científica “Jumper”, mas, já depois do início das gravações, foi demitido. O estúdio não queria se arriscar com um desconhecido.
Assista ao trailer de ‘Sandman’
Sorte de Sturridge, provavelmente. Lançado em 2008, o filme foi um fracasso tão grande que basicamente foi o último papel de destaque de seu substituto, Hayden “Anakin Skywalker” Christensen.
Desde então, o britânico atuou em pequenos sucessos como “Os Piratas do Rock” (2009) ou “Na estrada” (2012), mas se destacou mesmo nos palcos.
Em peças da Broadway, foi indicado por duas vezes como melhor ator ao Tony, principal prêmio do teatro americano. A mais recente delas, por “Sea Wall/A life”, em 2020.
Tom Sturridge em cena de ‘Sandman’
Divulgação
Em “Sandman”, ele tem mais uma chance de ganhar os corações do grande público. Gaiman já deixou claro que acredita no sucesso da empreitada, mas ele não é o único.
“Foi a forma como ele interpretou as falas de Morpheus. A linguagem dele é levemente intensificada. Ela tem uma cadência quase shakespeariana. É muito difícil encontrar uma pessoa que possa falar as palavras na forma como foram escritas e soe extremamente natural. E Tom acertou logo de saída”, diz Allan Heinberg, produtor responsável pela série (o “showrunner”, como se diz em Hollywood).
“Acho que muitas pessoas chegariam e o interpretariam de forma muito imperiosa e reservada emocionalmente. De uma forma que você nem sabe se há alguém por trás daqueles olhos. Com o Tom, sempre há a sensação de que ele está lá com você, mas também está em outro lugar, acompanhando os milhões de outros mundos onde ele deve fazer seu papel.”
Tom Sturridge em cena de ‘Sandman’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Alice Caymmi vai de Latino a Caetano Veloso no álbum em que resume dez anos de carreira em 14 músicas


♪ Alice Caymmi oferece no disco Alice 10 anos ao vivo o que vende o título do sétimo álbum da artista carioca, lançado ontem, 5 de agosto, em edição da Rainha dos Raios Produções.
Trata-se de resumo da primeira década de carreira que, descontadas as participações afetivas em disco e shows da tia Nana Caymmi, foi iniciada de fato há exatos dez anos com a edição do álbum autoral Alice Caymmi (2012).
Do repertório deste primeiro disco, a cantora e compositora rebobina somente o axé Tudo que for leve (Alice Caymmi, 2012) no corrente álbum ao vivo gerado de registro audiovisual de show feito pela artista com a banda formada pelos músicos Filipe Castro (percussão), Ian Cardoso (guitarra), Lucas Gonçalves (baixo) e Tiaguinho Silva (bateria) – vistos com a cantora na capa do disco em fotos de Hick Duarte.
Todas as 14 músicas do álbum Alice 10 anos ao vivo faziam parte do show Imaculada (2021), inspirado pelo álbum também intitulado Imaculada (2021) e editado em outubro do ano passado.
Essas 14 músicas foram captadas em abril deste ano de 2022 em apresentação feito por Alice Caymmi na Capela Catalunha, na cidade paulista de Amparo (SP).
Capa do álbum ‘Alice 10 anos ao vivo’, de Alice Caymmi
Hick Duarte
♪ Eis as 14 músicas selecionadas por Alice Caymmi para compor o repertório do álbum Alice 10 anos ao vivo :
1. A lenda da luz da lua (Moonlight densetsu) (Tetsuya Komoro e Kanako Oda, 1999, em versão em português da banda Gaijin Sentai)
2. A estação (Carlinhos Rufino, 2018)
3. Dentro da minha cabeça (Alice Caymmi, 2021)
4. Iansã (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1972)
5. Louca (Loca) (Thalía, Estéfano e José Luís Pagan, 1995, em versão em português da banda Kitara, 2010)
6. Me leva (Latino, 1994)
7. Meu recado (Michael Sullivan e Alice Caymmi, 2014)
8. Recíproco (Alice Caymmi, Junior Fernandes e Zebu, 2021)
9. Princesa (MC Marcinho, 1997)
10. Sentimentos (Alice Caymmi e Mulú, 2021)
11. Serpente (Alice Caymmi e Vivian Kuczynski, 2021)
12. Sozinha (Pablo Bispo, Rodrigo Gorky e Arthur Marques, 2018)
13. Todas as noites (Alice Caymmi e Vivian Kuczynski, 2021)
14. Tudo que for leve (Alice Caymmi, 2012)

Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso: Veja as 80 músicas mais tocadas nos últimos dez anos


Cantor chega aos 80 anos neste domingo (7). Lista também mostra as dez músicas mais regravadas por outros artistas. Nos 80 anos de Caetano Veloso, o g1 lista as 80 músicas mais tocadas do artista no Brasil nos últimos 10 anos. Ouça as dez primeiras no vídeo acima.
O levantamento feito pelo Ecad mostra que “Sampa”, “Você é Linda” e “Você Não Entende Nada” formam o top 3 do ranking (Veja lista completa abaixo).
Caetano completa 80 anos neste domingo (7) e vai comemorar a data especial com uma live com os filhos Moreno, Zeca e Tom e a irmã Maria Bethânia.
Com apresentação de Iza, o show será transmitido no Globoplay e no Multishow, a partir de 20h30.
Caetano Veloso
Fernando Young / Divulgação
“Será um show íntimo, mas com público – e para ser visto ao vivo por internautas e telespectadores. Estamos ensaiando em casa, mas vamos para um palco grande. Temos e não temos o direito de errar acordes, versos, notas”, adianta Caetano em nota.
Além das músicas mais tocadas, o Ecad também levantou as dez músicas por Caetano mais gravadas. São elas:
“Baby”, “Sampa”, “A Rã”, “Força Estranha”, “Você é Linda”, “Desde que o samba é samba”, “Alegria Alegria” e “Coração Vagabundo”. Nas posições 9 e 10, há dois empates: “Luz do Sol” e “Paula e Bebeto”, além de “O Leãozinho” e “Como 2 e 2”.
Veja as 80 músicas de Caetano Veloso mais tocadas nos últimos 10 anos:
“Sampa” – Caetano Veloso
“Você é linda” – Caetano Veloso
“Você não entende nada” – Caetano Veloso
“Marinheiro só” – Caetano Veloso / Domínio Público
“Linha do equador” – Caetano Veloso / Djavan
“O leãozinho” – Caetano Veloso
“Reconvexo” – Caetano Veloso
“Força estranha” – Caetano Veloso
“Desde que o samba e samba” – Caetano Veloso
“Odara” – Caetano Veloso
“Menino do rio” – Caetano Veloso
“Oração ao tempo” – Caetano Veloso
“Alegria alegria” – Caetano Veloso
“Baby” – Caetano Veloso
“London London” – Caetano Veloso
“A luz de Tieta” – Caetano Veloso
“Beleza pura” – Caetano Veloso
“Gatas extraordinárias” – Caetano Veloso
“Chuva suor e cerveja” – Caetano Veloso
“A rã” – João Donato / Caetano Veloso
“Queixa” – Caetano Veloso
“Meu bem meu mal” – Caetano Veloso
“Rapte-me Camaleoa” – Caetano Veloso
“De noite na cama” – Caetano Veloso
“Eclipse oculto” – Caetano Veloso
“Atrás do trio elétrico” – Caetano Veloso
“Qualquer coisa” – Caetano Veloso
“Dom de iludir” – Caetano Veloso
“Cajuína” – Caetano Veloso
“Divino maravilhoso” – Caetano Veloso / Gilberto Gil
“Tigresa” – Caetano Veloso
“Panis et circenses” – Caetano Veloso / Gilberto Gil
“Como 2 e 2” – Caetano Veloso
“Luz do sol” – Caetano Veloso
“Sou você” – Caetano Veloso
“Tropicália” – Caetano Veloso
“Paula e Bebeto” – Caetano Veloso / Milton Nascimento
“Lua de São Jorge” – Caetano Veloso
“Menino deus” – Caetano Veloso
“Nosso estranho amor” – Caetano Veloso
“O quereres” – Caetano Veloso
“A filha da chiquita bacana” – Caetano Veloso
“Negro amor” – Bob Dylan / Caetano Veloso / Pericles Cavalcanti
“Não enche” – Caetano Veloso
“Um índio” – Caetano Veloso
“Coração vagabundo” – Caetano Veloso
“Muito romântico” – Caetano Veloso
“Trem das cores” – Caetano Veloso
“Trilhos urbanos” – Caetano Veloso
“Tá combinado” – Caetano Veloso
“Naquela estação” – Ronaldo Bastos / Joao Donato / Caetano Veloso
“Vaca profana” – Caetano Veloso
Empate: “Alguém cantando” – Caetano Veloso e “Massa real” – Caetano Veloso
“Milagres do povo” – Caetano Veloso
“Escândalo” – Caetano Veloso
“Eu sou neguinha” – Caetano Veloso
“O ciúme” – Caetano Veloso
“Podres poderes” – Caetano Veloso
Empate: “Pé do meu samba” e “Um abraçaço” – Caetano Veloso
“Triste Bahia” – Gregório De Mattos / Caetano Veloso
“Lindeza” – Caetano Veloso
“Lisbela” – Jose Almino / Caetano Veloso
“Não identificado” – Caetano Veloso
“Anunciação” – Caetano Veloso / Rogerio Duarte
Empate: “Mae” – Caetano Veloso e “Vai levando” – Chico Buarque / Caetano Veloso
“Super bacana” – Caetano Veloso
“Minha voz minha vida” – Caetano Veloso
“A rainha do axé – citação: bat macumba” – Daniela Mercury / Caetano Veloso / Gilberto Gil
Empate: “Iansã” – Caetano Veloso / Gilberto Gil e “Terra” – Caetano Veloso
“Esse cara” – Caetano Veloso
“Mel” – Waly Salomao / Caetano Veloso
Empate: “Gente” e “Two naira fifty kobo” – Caetano Veloso
“Homem” – Caetano Veloso
“You don’t know me” – Caetano Veloso
“Outras palavras” – Caetano Veloso
“Pipoca moderna” – Caetano Veloso / Sebastiao Biano
Empate: “Um frevo novo” – Caetano Veloso e “Bidolibido (citação: de noite na cama)” – Jovi Joviniano / Caetano Veloso / Rodrigo Campello / Fernanda Abreu
“O amor (sobre poema de Vladimir maiakovski)” – Caetano Veloso / Ney Costa Santos Filho
“Fora da ordem” – Caetano Veloso
“Mamãe coragem” – Torquato Neto / Caetano Veloso

Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso: 80 anos em FOTOS


Artista comemora aniversário com live ao lado dos filhos e da irmã Maria Bethânia neste domingo (7). Relembre carreira de mais de 50 anos na música em imagens. Caetano Veloso por Thereza Eugênia
Thereza Eugênia/Divulgação
Caetano Veloso em foto de setembro de 1967, em Salvador, na Bahia
Estadão Conteúdo/Arquivo
Caetano Veloso na estreia carioca do show ‘Meu coco’
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Caetano Veloso com os músicos Lucas Nunes, Alberto Continentino e Rodrigo Tavares
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Caetano: 10 músicas mais tocadas no Brasil nos últimos 10 anos
Zeca Veloso, Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso
Divulgação / Rafael Berenzinsk
Caetano Veloso no show “Ofertório” em 2018
Jamile Alves/G1
Caetano Veloso e Paula Lavinge curtem carnaval de Salvador no Expresso 2222 em 2018
Thiago Duran/AgNews
Gilberto Gil e Caetano Veloso
Acervo Grupo Globo
Caetano Veloso e Elza Soares
Acervo Grupo Globo
Caetano Veloso no programa ‘Chico e Caetano’
Acervo Grupo Globo
Caetano Veloso e Jorge Ben
Acervo Grupo Globo
Gal Costa, Caetano Veloso, Mercedes Sosa, Chico Buarque e Milton Nascimento no programa ‘Chico e Caetano’, em 1987
Acervo Grupo Globo
Caetano Veloso e Gal Costa no programa ‘Saudade não tem idade’
Acervo Grupo Globo
Caetano Veloso, Moreno Veloso, Zeca Veloso, Tom Veloso
Divulgação / Marcos Hermes
Caetano Veloso e Tom Veloso no show ‘Ofertório’
Divulgação / Marcos Hermes
Armando Pittigliani e Caetano Veloso em registro de 1975
Acervo Pessoal/Armando Pittigliani
Caetano Veloso e Maria Bethânia
Marcos Serra Lima/G1
Caetano Veloso e Iza
Reprodução / Instagram
Caetano Veloso durante show na Virada Cultural 2019, em São Paulo
Fábio Tito/G1
Caetano Veloso durante show na Virada Cultural 2019 em São Paulo
Fábio Tito/G1
Caetano Veloso vai à praia em Salvador em janeiro de 2020
Tiago Caldas/Correio
Ivan Sacerdote, Caetano Veloso e Felipe Guedes em show no Teatro Castro Alves
Juliana Reis / Facebook Uns Produções
Caetano Veloso e Tom Veloso cantam juntos em ‘Talvez’, música que ganhou Grammy Latino em 2021 na categoria ‘Gravação do ano’
Aline Fonseca / Divulgação
Caetano Veloso em live em dezembro de 2020
Reprodução / Vídeo

Fonte: G1 Entretenimento

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João Gordo traz hits de Sidney Magal para o universo do punk rock no álbum ‘Brutal brega’


João Gordo com os músicos com que gravou o álbum ‘Brutal brega’, previsto para ser lançado em outubro
Camila Cara / Divulgação
♪ Ídolo que arrastou multidões pelo Brasil na segunda metade dos anos 1970, Sidney Magal tem nada menos do que três sucessos dessa fase áurea trazidos por João Gordo para o universo punk com a pegada do rock pesado.
Amante latino (Rabito, 1973, em versão em português de Antônio Carlos, 1977), Sandra Rosa Madalena, a cigana (Miguel Cidras e Robert Livi, 1978) e Tenho (Tengo, Roberto Sánchez e Oscar Anderle, 1968, em versão em português de Sidney Magal, 1978) integram o repertório do álbum Brutal brega, previsto para ser lançado em outubro pelo selo Wikimetal Music.
No disco, gravado por João Gordo com produção musical de Val Santos, o vocalista da banda Ratos de Porão recicla standards do cancioneiro popular brasileiro com a batida pesada do punk rock.
Capa do single ‘Tenho’, de João Gordo
Ilustração de Wagner Loud
Em rotação desde quinta-feira, 4 de agosto, com capa assinada pelo ilustrador Wagner Loud, o single com a gravação de Tenho é a terceira amostra do disco.
Antes, foram lançados os singles com as abordagens de Ciganinha (Carlos Alexandre e Aarão Bernardo, 1979) e Fuscão preto (Atílio Mutti e José Silva, 1981), sucessos dos cantores Carlos Alexandre (1957 – 1989) e Almir Rogério, respectivamente.
Gravado por João Gordo com os toques dos músicos Guilherme Martin, Rogério Wecko, Pedro Tiepolo e Val Santos, o repertório do álbum Brutal brega inclui hits da dupla Jane & Herondy e do cantor Reginaldo Rossi (1944 – 2013).

Fonte: G1 Entretenimento

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Anne Heche sofre acidente de carro e fica em condição crítica nos EUA


De acordo com a CNN, carro que atriz dirigia bateu em uma casa e pegou fogo. Anne Heche em cena de ‘All rise’
Divulgação
A atriz Anne Heche (“Chicago P.D.: Distrito 21”) bateu o carro em uma casa na cidade de Los Angeles e foi levada em condição crítica a um hospital, de acordo com o canal de notícias americano CNN.
O acidente foi confirmado à emissora por autoridades locais. Já a identidade da atriz, que dirigia o veículo, foi informado por “uma pessoa com conhecimento sobre o assunto”.
Após bater, tanto o carro quanto a casa pegaram fogo. A motorista sofreu queimaduras. De acordo com o departamento dos bombeiros, foram necessárias horas para “acessar, confinar e extinguir totalmente as chamas teimosas na estrutura severamente danificada”.
O veículo estava em alta velocidade, quando saiu da estrada e colidiu com a casa, segundo a polícia.
Representantes de Heche ainda não responderam a pedidos de comentários. Não há relatos de mais feridos.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Conseguiu ser erudito e extremamente popular’, diz cartunista Baptistão sobre Jô Soares; veja homenagens


Cartunistas e representantes do Salão Internacional de Humor de Piracicaba homenageiam Jô Soares nesta sexta-feira (5). Caricatura de Jô Soares feita por Eduardo Baptistão para a Revista Veja em 2011
Eduardo Baptistão/ Arquivo pessoal/Reprodução
“Dono de uma cultura privilegiada, conseguiu ser ao mesmo tempo erudito e extremamente popular”, assim o Jô Soares foi descrito pelo cartunista Eduardo Baptistão ao g1, nesta sexta-feira (5), dia da morte do apresentador, ator e escritor e considerado um dos maiores humoristas do Brasil, aos 84 anos.
Um dos maiores eventos do mundo no segmento, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba (SP), que chega a sua 49ª edição, reúne anualmente artistas reconhecidos nacional e internacionalmente, que lamentaram a morte de Jô Soares, personalidade recorrentemente retratada nas obras da mostra, e deixaram suas homenagens ao humorista. – Veja abaixo.
“Jô Soares era um multiartista, e conseguiu ser ótimo em tudo a que se dedicou. Ator, comediante, escritor, dramaturgo, diretor de teatro, cineasta, músico, apresentador de TV e de rádio, artista plástico e até chargista eventual. Dono de uma cultura privilegiada, conseguiu ser ao mesmo tempo erudito e extremamente popular. Sua contribuição para a TV brasileira é histórica, inestimável. Seus personagens de humor e as entrevistas marcantes que fez ficarão para sempre na memória afetiva de todo o país”, afirmou Baptistão.
No Pasquim
O jornalista e cartunista e atual presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil, José Alberto Lovetro, o JAL, relatou ao g1 Piracicaba (SP), nesta sexta-feira (5), memórias de quando era editor do Pasquim São Paulo e tinha Jô Soares como um de seus colaboradores, na década de 60.
“Jô escrevia para o jornal e eu ia buscar pessoalmente os textos na casa dele. Ele não mandava nem por fax. Depois ele deu uma entrevista histórica para gente durante um documentário que fizemos do Pasquim, em 1999. Ele tem uma história antiga com o Pasquim”, lembrou. JAL conta que Jô participou de edições mais antigas do Pasquim, nacional, mas depois colaborou em edições mais regionais.
JAL o descreve como uma referência nacional e internacional. “É uma perda grandíssima. Não se tem ainda a dimensão dessa perda. Com o tempo vai se ter a dimensão maior ainda dessa perda do cara inteligência, do cara de humor, do cara que tinha muita coisa para fazer ainda. Fica a força que ele deixa em cada um de nós que trabalhamos com humor”, lamentou.
A Associação dos Cartunistas do Brasil organizou uma exposição virtual para homenagear Jô Soares, ícone do humor e da TV, que morreu nesta sexta-feira (5).
Caricaturista Luiz Gustavo Paffaro escolheu Jô Soares para representar em trabalho selecionado para mostra principal do Salão Internacional de Humor de Piracicaba em 2003
Luiz Gustavo Paffaro/ Reprodução/Arquivo pessoal
O caricaturista, cartunista e chargista Luiz Gustavo Paffaro de Vinhedo (SP), interior de São Paulo (SP), participou do Salão Internacional de Humor de Piracicaba com uma caricatura de Jô Soares na edição de 2003 e enviou a obra, que foi selecionada pelo júri para compor a mostra principal da competição naquele ano.
A caricatura do apresentador, escritor e humorista também integrou, posteriormente, Flash expo, organizada pelo JAL, e Mostra Virtual de Humor com o tema “Aniversariantes do Mês de Janeiro – Jô Soares”, quando conquistou o primeiro lugar no concurso.
Paffaro esclareceu que o tema da obra sempre é uma das coisas mais difíceis de escolher, mas quando participou de um concurso de salão de humor, não hesitou em nenhum momento sobre qual personalidade homenagearia.
“No ano em que escolhi fazer a caricatura do Jô eu não tive dúvida nenhuma. Ele estava no auge da carreira, com o próprio programa, e eu sempre gostei muito do humor que fazia e das entrevistas”, relatou.
O chargista lamentou a morte de Jô Soares e destacou a importância do legado que ele deixa para os brasileiros.
“É triste a realidade de ver o Brasil e o mundo terem de se despedir de um cara com múltiplos talentos como o Jô, de extrema importância para a arte no Brasil. Acredito que ele continuará sendo uma referência e inspiração. A arte fica!”, reforçou.
Personagens de Jô Soares
Arte g1
O cartunista piracicabano, Erasmo Spadotto, que também foi diretor do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, por cerca de quatro edições, entre 2016 e 2020, descreveu Jô Soares como protagonista do humor na televisão brasileira, principalmente na década de 60, quando criou a Família Trapo e brilhou junto de outros nomes como Carlos Alberto de Nóbrega e Golias. Ele lembra de personagens e jargões do Jô:
“Confesso que em minha época de adolescência, às segundas-feiras, eu não saía de casa à noite só para assistir ao “Viva o Gordo”, esse programa era demais. Não dá para esquecer personagens como Capitão Gay. Sem falar dos jargões como “De pensar que eu saí de dentro dela”, que ele falava para a personagem da mãe dele no programa, a Enriqueta. E do cara que ligava para o Telê Santana, lá da Copa do Mundo na Espnha, em 82, e representava o típico torcedor brasileiro, com o “Bota ponta, Telê”. Sem falar do “Seu Batista”. Era sensacional. Um humorista inteligentíssimo, que sabia usar a piada”, elogiou.
Ícone de luta contra ditadura
O cartunista piracicabano destacou o humor crítico, feito com inteligente por Jô Soares, que, segundo ele, nunca se furtou de falar das causas e lutas políticas. “Ele foi um ícone na luta contra a ditadura”, comentou. “Ele deixou um legado para todos nós, artistas. Vai fazer muita falta”, disse e terminou deixando também o seu beijo para o gordo.
O diretor do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, Junior Kadeshi, afirma que Jô Soares está entre as pessoas que mais foram caricaturadas em diversas edições da mostra.
“É um dos grandes nomes do humor brasileiro, atravessando gerações de espectadores. Desde seus personagens de humor até suas entrevistas incríveis e memoráveis, sempre mostrou um humor e inteligência muito além comum, muito além do riso”, comentou.
O artista plástico e cartunista, Eduardo Grosso, que foi Diretor do Centro Nacional de Documentação, Pesquisa e Divulgação do Humor Gráfico de Piracicaba (Cedhu) em diversas edições da mostra também ressaltou o humor inteligente e o vasto conhecimento geral de Jô Soares, tão grande quanto a sua humildade, descreveu.
“A gente aprendia com as entrevistas de Jô Soares. Ele tratava especialistas e figuras mais simples com igualdade de interesse, inteligência e muito humor. Criou inesquecíveis personagens imersos nos nossos cotidianos políticos sociais”, observo.
Eduardo Grosso listou alguns dos personagens criados por Jô. “Como esquecer do Capitão Gay. Ou do torcedor que no orelhão da esquina implorava ao técnico Telê Santana escalar um ponta na Seleção Brasileira. Sem falar na Vovó Naná e o Reizinho”, relembrou e finalizou a conversa com uma homenagem: “Viva o Gordo, viva Jô Soares!”, encerrou.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Barões da Pisadinha unem forças com Mari Fernandez na pisada do álbum ‘Resenha preferida’


Encontro da dupla com a cantora de forró acontece na gravação ao vivo da música ‘Love terremoto’. Barões da Pisadinha e Mari Fernandez posam na gravação do álbum audiovisual ‘Resenha preferida’
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♪ Projetada em 2021 no universo do piseiro, a cantora cearense Mari Fernandez é a convidada d’Os Barões da Pisadinha – dupla baiana também associada a esse subgênero do forró – na gravação de Love terremoto.
A composição inédita de autoria de BK, Breno Lima, Daniel dos Versos, Filipe Pinheiro e Patrick Ferreira integra o repertório do segundo single triplo que adianta mais três das doze faixas do álbum Resenha preferida.
Esse álbum audiovisual Resenha preferida começou a ser mostrado em junho pelos barões Felipe Santana e Rodrigo Araújo com a edição do single triplo que apresentou as primeiras três faixas do disco, com foco para a música Me tira do piseiro (Lucas Pavani, Breno Lima, Patrick Ferreira, Gabriel BK e Filipe Pinheiro, 2022).
Em rotação a partir de hoje, 5 de agosto, o segundo single do registro audiovisual de show da dupla traz, além de Love terremoto, as músicas inéditas 02 e Sentada sigilosa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Integrante do ‘Sexteto’, Tomati lamenta morte de Jô Soares: ‘O cara mais genial que convivi, meu padrinho e professor’


O guitarrista ainda agradeceu por fazer parte da história do apresentador, morto nesta sexta-feira (5) em São Paulo. Tomati e Jô
Reprodução
O guitarrista Carlos Tomati, ex-integrante do grupo de músicos “Sexteto”, que atuou durante anos nos programas de entrevista de Jô Soares, lamentou a morte do apresentador nesta sexta-feira (5), a quem chamou de padrinho e professor.
“Hoje o céu ganhou mais uma estrela. O cara mais genial que convivi até hoje na vida, meu padrinho, amigo, professor, crítico, incentivador, sacana, generoso, justo, culto, divertido e amoroso.
Um dia triste para a cultura do Brasil. Perdemos um pouco do riso, uma mente brilhante, humorista, comediante, apresentador, ator, músico, artista plástico, escritor, tradutor e diretor de teatro, entre seus inúmeros talentos. Descanse em Paz. Obrigado por me convidar à fazer parte da sua história e da história de todos que te amam. Foi uma honra”, disse em suas redes sociais.
Derico

O saxofonista Derico Sciotti chorou nesta sexta-feira (5) e também lamentou a morte do amigo, que faleceu em São Paulo aos 84 anos.
“É muito triste. Fiquei 28 anos lá, metade da minha vida trabalhando com o Jô. Tenho 56 anos e 28 foram trabalhando com ele, que é uma pessoa incrível, foi uma espécie de um pai mesmo. Tive momentos maravilhosos com ele. Ele me ensinou tudo”, disse Sciotti ao Bom Dia SP, da TV Globo (veja vídeo acima).
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“Comecei a trabalhar com ele aos 22 anos de idade e sai com 50 anos. A minha vida inteira passei ouvindo ele. Eu sentava naquela cadeira e via a história do Brasil e do mundo passar. O carinho e a generosidade dele são inesquecíveis. Apesar de o programa ser o ‘Programa do Jô’, ele dizia que não fazia sozinho. Sempre deu abertura para a gente desenvolver as nossas capacidades”, declarou.
Além de Derico e Tomati, a chamada houseband do Jô era formada pelos músicos Chiquinho Oliveira (trompete), Miltinho (baterista), Bira (baixo), Osmar Barutti (piano).
FOTOS: Personagens icônicos e entrevistas com ilustres; relembre carreira em imagens
INÍCIO DA CARREIRA: Jô Soares sonhava em ser diplomata e estreou na TV em 1956
REPERCUSSÃO: ‘Artista único’, ‘o cara’, ‘grande amigo’, ‘mudou muitas vidas’; famosos lamentam
‘AMOR ETERNO’: O relato da ex-mulher de Jô Soares
O grupo nasceu primeiro como quarteto, depois virou quinteto, até a formação final de sexteto, no programa da TV Globo.
Na qualidade de saxofonista careca e engraçado do grupo, Derico encarou vários personagem nas esquetes de humor do programa e fazia sucesso como “assessor para assuntos aleatórios” do Gordo, desde o programa ‘Jô Soares 11 e meia’, no SBT’.
Foto de arquivo de 25/05/2004 da banda Sexteto do Jô
ALE SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO
O apelido, segundo Derico, surgiu quase que por acidente, quando Jô leu na abertura do programa uma notícia sobre uma tartaruga de duas cabeças que foi encontrada na América do Sul.
“Eu tocava flauta e era o único que tinha um microfone na frente. Ele leu a notícia e me perguntou: ‘Derico, por que você acha que encontraram uma tartaruga de duas cabeças?’. Eu vi que era a minha oportunidade e disse ‘vou soltar o verbo aqui’. E expliquei que ela vinha da Antártida para desovar rumo aos trópicos. E quando chegou no Sul da América do Sul, ela não sabia se ia para o [Oceano] Pacífico ou para o Atlântico”, lembrou ele aos risos.
“Aí ele disse pra mim: ‘Olha, cara. Você não precisa falar mais nada durante o mês inteiro’”, contou.
“Eu tive um pai que eu amei a vida inteira. Mas o Jô era uma pessoa diferente. Como profissional e tutor ele me ajudou de uma forma que eu não tenho como externar a gratidão do que ele fez por mim”, declarou.
Relembre os bordões inesquecíveis de Jô Soares
Dos integrantes do ‘Sexteto’, Rubinho, da guitarra, faleceu ainda com o programa no ar, assim como Bira, do baixo, que morreu em 2019, já depois do fim do programa na TV Globo.
“Se o nosso colega Bira não tivesse morrido em 2019, ele teria morrido hoje. Porque ele amava o Jô e toda a produção do programa. Era uma relação de amizade sensacional. Nós gravávamos de segunda, terça e quarta. Mas o Bira ia lá todos os dias, de terno. Ficava lendo o jornal e falando com todos da produção”, lembra Derico sobre o colega de ‘Sexteto’.
Derico: ‘Fico muito comovido por falar sobre ele, com quem convivi por 28 anos’
Morte de Jô Soares
O apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares morreu às 2h30 desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo.
A causa da morte não foi divulgada. O enterro e velório serão reservados à família e aos amigos, em data e local ainda não informados.
O anúncio da morte foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.
“Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, escreveu Flávia em uma rede social. Leia a íntegra do texto aqui.
Confira a carreira de Jô Soares
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘Tô com Bolsonaro’ x ‘Lula, vou votar em tu’: o que sucesso de músicas no TikTok diz sobre a corrida presidencial


Levantamento mostrou que, apesar de o presidente ser de longe o mais popular na rede social, as músicas criadas para homenagear seu principal rival são oito vezes mais tocadas. Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva lideram as principais pesquisas de intenção de voto para as eleições à Presidência da República
Evaristo Sa e Mauro Pimentel/AFP
Jair Bolsonaro (PL) é, de longe, o candidato à Presidência mais popular no TikTok, mas as músicas criadas para homenagear seu principal rival, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vêm fazendo muito mais sucesso na rede social.
Lula tem pouco menos de um quinto dos seguidores de Bolsonaro, mas as canções usadas pelos usuários do TikTok em suas postagens e que são associadas ao nome do candidato petista foram oito vezes mais tocadas em junho deste ano em comparação com as que falam sobre Bolsonaro.
A constatação faz parte de um levantamento realizado pela pesquisadora Maria Carolina Lopes de Oliveira, mestra em Ciência Política pela Universidade de Brasília e doutoranda em Comunicação pela Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, para identificar as principais músicas associadas a candidatos à Presidência do Brasil usadas por usuários do TikTok em seus vídeos.
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Oliveira explica que o uso de músicas na rede social é semelhante ao encontrado em outras plataformas como o Instagram. Produtores de conteúdo podem disponibilizar suas músicas para uso na rede social. A partir daí, qualquer usuário pode usá-la em seus vídeos.
Essa lógica funciona tanto para músicas de artistas como Anitta ou Wesley Safadão quanto para canções produzidas para homenagear (ou criticar) políticos.
Como a plataforma é aberta, uma música associada a um candidato pode viralizar mesmo não tendo sido produzida por sua equipe de comunicação.
Para o levantamento, a pesquisadora criou perfis inteiramente novos na plataforma com o objetivo de evitar eventuais direcionamentos feitos pelo algoritmo do aplicativo. Os dados foram coletados entre maio, junho a partir de uma pesquisa por termos como os nomes dos candidatos.
Segundo ela, apenas três dos então pré-candidatos à Presidência tinham músicas associadas aos seus nomes nas buscas feitas dentro do TikTok: Bolsonaro, Lula e o deputado federal André Janones (Avante) — que anunciou, na quinta-feira (04/08), sua desistência da corrida presidencial e apoio ao petista.
De acordo com seu levantamento, Lula foi o candidato com a maior quantidade de utilização de músicas associadas ao seu nome.
Em junho, a música ligada a Lula mais usada era “Oh, Lula, eu vou votar em tu”, do cantor e compositor Juliano Maderada. De acordo com os dados, as três músicas mais associadas a Lula no TikTok haviam sido usadas 25,8 mil vezes.
Já as três músicas mais associadas a Bolsonaro somavam 3 mil utilizações. A música associada ele mais utilizada até junho foi “Tô com Bolsonaro”, do grupo Patriotas.
Em terceiro lugar ficou André Janones, com 51 utilizações. No caso dele, a música é o forró “André Janones Disparou”, do artista conhecido como Vaqueiro Karkará. A canção ficou conhecida nas eleições de 2018 após ter sido adaptada para diversos outros candidatos.
Música como termômetro
A pesquisadora explica que há diversas maneiras de avaliar a presença de políticos em redes como o TikTok: pelo número de seguidores, menções ou citações, análise de fotos, vídeos e músicas.
Ela afirma, no entanto, que mensurar o engajamento musical dos candidatos no TikTok pode ajudar a entender a qualidade da interação dos usuários com os candidatos e a forma como essa relação acontece.
Atualmente, Bolsonaro é o candidato à Presidência com o maior número de seguidores no TikTok. Ele lidera com 2 milhões de seguidores, seguido por Lula (378,7 mil), Ciro Gomes (do PDT, com 194,9 mil), Pablo Marçal (do PROS, com 179 mil), Simone Tebet (do MDB, com 4,5 mil), Sofia Manzano (do PCB, com 1,1 mil) e Felipe D’Ávila (do Novo, com 859). Já fora da corrida, André Janones tem 295 mil.
A reportagem não conseguiu identificar os perfis no TikTok de Leonardo Péricles (UP), José Maria Eymael (PSDC) e Vera Lúcia (PSTU).
Oliveira explica que os nomes de Lula e Bolsonaro (líderes das principais pesquisas) já geraram bilhões de interações no TikTok e que isso torna praticamente inviável avaliá-las de forma qualitativa. Ela diz que nem sempre um maior volume de interações é positivo pois ele pode ser gerado a partir de críticas a um candidato.
“Seria impossível avaliar com precisão se todas as menções a um nome são positivas. Mas, quando olhamos as músicas, é mais fácil mensurar se o conteúdo da maior parte delas é positivo ou não para o candidato. Se uma música positiva circular mais, então temos um efeito benéfico para o candidato”, explicou a pesquisadora.
De acordo com o levantamento, as três músicas mais populares associadas a Lula e a Bolsonaro têm conteúdo positivo em relação aos dois candidatos.
Oliveira diz que a popularidade no TikTok das canções de Juliano Maderada, autor das três músicas mais populares associadas a Lula, é um dos motivos que fazem com que o ex-presidente tenha um maior engajamento musical do que Bolsonaro, apesar de ter um número muito menor de seguidores.
“As músicas do Juliano realmente alteram esse ecossistema. Elas são muito populares e vêm sendo usadas com muita frequência pelos usuários da plataforma”, disse.
Por outro lado, a pesquisadora afirma que a fragmentação na produção de conteúdo bolsonarista mostra uma qualidade da estratégia do candidato e seus apoiadores.
“Você tem mais gente usando músicas sobre o Lula, mas é quase sempre a mesma. A produção de conteúdo sobre o Bolsonaro é mais fragmentada. Ou seja: de um lado você tem mais gente usando músicas sobre o Lula. Do outro, parece haver mais usuários produzindo músicas sobre o Bolsonaro. Isso pode indicar um caráter mais orgânico da comunicação de Bolsonaro”, explicou.
Adversários na política, Lula e Bolsonaro compartilham ao menos uma coisa em comum: suas músicas mais populares são do estilo piseiro, uma variação do forró marcado pelo uso intenso de efeitos sonoros eletrônicos. Além do piseiro, o levantamento identificou canções pop e hip hop.
O publicitário Mateus Braga tem mais de 20 anos de experiência e hoje dá consultoria para clientes na área de marketing digital. Segundo ele, a predominância de ritmos como o piseiro, hip hop e música pop entre as principais músicas vinculadas a candidatos à Presidência é explicada pela popularidade desses gêneros entre a maior parte dos usuários do TikTok.
“Esses são os ritmos que viralizam entre os jovens que usam essa plataforma independentemente de o conteúdo ser político ou não”, disse.
“O gosto popular e a forma rápida como o conteúdo da música é passado ajudam a explicar essa predominância. Geralmente, essas músicas são mais diretas e rápidas na fala […] pela tendência que eu vejo, o chamado piseiro deve ser o ritmo mais utilizado”, afirmou o também publicitário Marcelo Vitorino.
TikTok nas eleições
O TikTok é uma das redes sociais com o maior crescimento de usuários nos últimos anos. Ela ficou conhecida pela popularização de vídeos curtos com “dancinhas” gravadas pelos próprios usuários.
Em setembro de 2021, a empresa divulgou que havia chegado a 1 bilhão de usuários. O TikTok não divulga os seus dados por país, mas um estudo da consultoria alemã Statista coloca o Brasil como o segundo maior usuário da plataforma no mundo, atrás apenas da China, sede da empresa. De acordo com o relatório, pelo menos 40% dos brasileiros entrevistados admitiram utilizaram o aplicativo.
Com tanta gente na rede social, a presença de políticos nela, especialmente durante o período eleitoral, já era esperada.
Para a pesquisadora, o TikTok é a plataforma que melhor reproduz um novo padrão de comunicação que vem sendo buscada por candidatos, especialmente aqueles que procuram ampliar sua fatia no eleitorado jovem, onde o TikTok é particularmente forte, segundo estudos sobre a plataforma.
Esse novo padrão, ela explica, é marcado por uma estética mais informal, direta, distante das “megaproduções” feitas em estúdios.
“O TikTok permite que qualquer usuário faça o seu próprio conteúdo, inclusive sobre o seu candidato. Para quem usa esse tipo de plataforma, mais vale mais um vídeo que tenha essa atmosfera caseira do que algo super bem-produzido com cenário e iluminação”, disse Oliveira.
Marcelo Vitorino alerta que parte significativa da comunicação política no TikTok vem errando a mão ao usar a plataforma.
“A maior parte da classe política tem dificuldade em lidar com esse tom mais leve, com menos verniz e plasticidade. Acaba querendo usar a rede como um canal de entrega de conteúdo convencional”, afirmou Vitorino.
Na avaliação de Maria Carolina, entre os principais candidatos à Presidência, Bolsonaro é o que mais entendeu essa lógica.
“Ele ganhou as eleições assim, simulando uma comunicação sem mediação. Ele e os seus apoiadores criaram uma comunicação direta. Isso possibilitou que muito mais gente produzisse conteúdo sobre ele”, disse Maria Carolina.
Os primeiros jingles presidenciais

Fonte: G1 Entretenimento