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José Miguel Wisnik reúne Mônica Salmaso e João Camarero em ‘Vão’, álbum autoral de músicas inéditas


Compositor apresenta parcerias com Arnaldo Antunes e Luiz Tatit no disco produzido por Alê Siqueira. José Miguel Wisnik lança o álbum ‘Vão’ na próxima sexta-feira, 12 de agosto, com dez músicas inéditas em onze faixas
Bob Wolfenson / Divulgação
♪ José Miguel Wisnik lança álbum autoral, Vão, na próxima sexta-feira, 12 de agosto. Com onze músicas, sendo dez inéditas, o disco apresenta parcerias do compositor paulista com Arnaldo Antunes, Carlos Rennó, Guilherme Wisnik, Luiz Tatit, Marina Wisnik e Paulo Neves.
Já o time de convidados do álbum Vão inclui as cantoras Mônica Salmaso, Ná Ozzetti e Sophia Chablau, além de integrantes da banda BaianaSystem, do cantor Celso Sim e do violonista João Camarero.
Gravado sob direção artística do próprio José Miguel Wisnik, o álbum Vão tem produção musical assinada por Alê Siqueira.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jô Soares já apareceu em HQ da Marvel ilustrada por Mike Deodato: ‘grande perda para a cultura’, diz


Jô Soares aparece como entrevistador de um dos personagens de “Thunderbolts”. Ilustrador brasileiro Mike Deodato fala sobre homenagem e lamenta morte do apresentador e humorista. Jô Soares aparece em HQ ‘Thunderbolts’ da Marvel
Arquivo pessoal/Mike Deodato/Marvel
O apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares, que morreu às 2h30 desta sexta-feira (5), aos 84 anos, já apareceu em uma revista em quadrinhos da Marvel, ilustrada pelo paraibano Mike Deodato. A revista é a “Thunderbolts”, nº 110, de 2007.
Jô Soares aparece como entrevistador de um dos personagens da história, falando sobre um acontecimento do enredo. Ao g1, Deodato disse que a ideia foi prestar uma homenagem despretensiosa ao apresentador. “Foi só uma homenagem pequena mesmo, sem muita pretensão”.
O ilustrador paraibano diz ser fã de Jô Soares, tanto nas entrevistas quanto no humor, e sabe que o apresentador era fã de histórias em quadrinhos. Por isso, ele lamenta a morte do artista e considera uma grande perda para o Brasil.
“É uma pena, uma perda muito grande para a cultura e TV brasileira. Sou muito fã dele como entrevistador, como humorista e admiro o fato dele gostar de quadrinhos, porque ele era um grande fã de história em quadrinhos”.
Apesar de ser fã de Jô Soares, Mike Deodato conta que nunca conheceu o ídolo pessoalmente. Ele chegou a ser cogitado como entrevistado no “Programa do Jô”, da TV Globo, mas os planos não se concretizaram. “Nunca conheci Jô pessoalmente. Algumas vezes, estava sendo planejada uma entrevista minha, mas nunca se concretizou”, concluiu.
‘O medo da morte é um sentimento inútil’, disse Jô Soares; relembre frases do apresentador, humorista e escritor
Jô Soares morre em São Paulo; veja FOTOS da carreira
Morte de Jô Soares
Parentes, amigos, artistas e fãs lamentaram a morte de Jô Soares
Jô Soares, apresentador do “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo.
O enterro e velório serão reservados à família e aos amigos, em data e local ainda não informados. A causa da morte não foi divulgada. O anúncio da morte foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.
Nos últimos 25 anos, Jô ficou conhecido por ser o apresentador do talk-show mais famoso do país. Na TV Globo, estrelava o “Programa do Jô”, exibido de 2000 a 2016.
Trajetória de Jô Soares
A vida de Jô Soares
José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Era o único filho dos paraibanos Orlando Heitor Soares e Mercedes Leal Soares. Aos 12 anos de idade, foi estudar na Suíça, onde ficou até os 17. Lá, passou a se interessar por teatro e shows.
Quando retornou ao Brasil, Jô Soares se aproximou do teatro e começou a sua carreira, que sempre teve o humor como marca registrada.
Considerado pioneiro do stand-up, ele se destacou por ser um dos principais comediantes da história do Brasil, participando de atrações que fizeram história na TV, como “A família Trapo” (1966), “Planeta dos homens” (1977) e “Viva o Gordo” (1981). Além disso, escreveu livros e atuou em 22 filmes.
Nos últimos 25 anos, Jô ficou conhecido por ser o apresentador do talk-show mais famoso do país. Na TV Globo, estrelava o “Programa do Jô”, exibido de 2000 a 2016.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Jô Soares é homenageado por cartunistas em exposição virtual; VEJA


Adão Iturrusgarai, Baptistão e Fábio Moon e outros artistas homenageiam apresentador e humorista na ‘Expo do Jô’. Ele morreu aos 84 anos em São Paulo nesta sexta-feira (5). Pôster da exposição ‘Expo do Jô’, em homenagem a Jô Soares
Jal/Associação dos Cartunistas do Brasil
A Associação dos Cartunistas do Brasil organizou uma exposição virtual para homenagear Jô Soares, ícone do humor e da TV, que morreu nesta sexta-feira (5).
Em todas as suas inúmeras atividades artísticas – entrevistador, ator, escritor, dramaturgo, diretor, roteirista, pintor… –, Jô Soares teve o humor como marca registrada. Foi seu ponto de partida e sua assinatura no teatro, na TV, no cinema, nas artes plásticas e na literatura.
Aos 85 anos, Jô estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo.
Confira abaixo a homenagem na íntegra:
Baptistão faz homenagem a Jô Soares
Baptistão/Associação dos Cartunistas do Brasil
Baptistão faz homenagem a Jô Soares
Baptistão/Associação dos Cartunistas do Brasil
Baptistão faz homenagem a Jô Soares
Baptistão/Associação dos Cartunistas do Brasil
Baptistão faz homenagem a Jô Soares
Baptistão/Associação dos Cartunistas do Brasil
Fábio Moon faz homenagem a Jô Soares
Fábio Moon/Associação dos Cartunistas do Brasil
Adão Iturrusgarai faz homenagem a Jô Soares
Adão Iturrusgarai/Associação dos Cartunistas do Brasil
Cacinho faz homenagem a Jô Soares
Cacinho/Associação dos Cartunistas do Brasil
Alex Toon faz homenagem a Jô Soares
Alex Toon/Associação dos Cartunistas do Brasil
Afonso Carlos Fernandes faz homenagem a Jô Soares
Afonso Carlos Fernandes/Associação dos Cartunistas do Brasil
Alessandro Driê faz homenagem a Jô Soares
Alessandro Driê/Associação dos Cartunistas do Brasil
Alisson Affonso faz homenagem a Jô Soares
Alisson Affonso/Associação dos Cartunistas do Brasil
André Roibeiro faz homenagem a Jô Soares
André Roibeiro/Associação dos Cartunistas do Brasil
André Roibeiro faz homenagem a Jô Soares
André Roibeiro/Associação dos Cartunistas do Brasil
Caó Cruz Alves faz homenagem a Jô Soares
Caó Cruz Alves/Associação dos Cartunistas do Brasil
Carol Cospe Fogo faz homenagem a Jô Soares
Carol Cospe Fogo/Associação dos Cartunistas do Brasil
Claudio Atílio faz homenagem a Jô Soares /Associação dos Cartunistas do Brasil
Claudio Atílio faz homenagem a Jô Soares /Associação dos Cartunistas do Brasil
Edra faz homenagem a Jô Soares
Edra/Associação dos Cartunistas do Brasil
Érico San Juan faz homenagem a Jô Soares
Érico San Juan/Associação dos Cartunistas do Brasil
Fernandes faz homenagem a Jô Soares
Fernandes/Associação dos Cartunistas do Brasil
Floreal faz homenagem a Jô Soares
Floreal/Associação dos Cartunistas do Brasil
Francisco Machado faz homenagem a Jô Soares
Francisco Machado/Associação dos Cartunistas do Brasil

Fonte: G1 Entretenimento

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Filhotes de gato abandonados na porta de Centro de Zoonoses ganham ‘mãe de leite’ no extremo sul da Bahia


Caso aconteceu às margens da BR-101, na cidade de Eunápolis. Filhotes de gato abandonados na porta de Centro de Zoonoses ganham ‘mãe de leite’
Doze filhotes de gatos foram abandonados na porta do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, no início desta semana. No local, os gatinhos ganharam uma “mãe de leite”.
De acordo com o diretor do CCZ, o médico veterinário Carlos França, não há informações sobre o que aconteceu com a gata que gerou os filhotes. Ela não estava no local quando eles foram encontrados.
Filhotes de gato abandonados na porta de Centro de Zoonoses ganham ‘mãe de leite’ no extremo sul da Bahia
Arquivo Pessoal
Segundo o diretor, os filhotes foram resgatados pela equipe do órgão. Quando chegaram, os gatinhos se alimentaram com um leite específico para pets através de uma mamadeira. [Veja no vídeo abaixo]
“Conseguimos essa gatinha para amamentar eles e a adaptação foi muito boa”, disse o diretor do CCZ.
Gatinhos bebem leite direto de mamadeira
Segundo Carlos França, alguns dos filhotes já foram doados. Os interessados nos gatinhos que seguem no local podem buscar no CCZ, que fica às margens da BR-101, no bairro Juca Rosa.
O diretor do Centro de Controle de Zoonoses informou que, além desses gatinhos, existem muitos outros gatos e cachorros abandonados no local.
As pessoas que quiserem adotar os animais devem ir ao CCZ, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e entre 14h e 17h. Eles saem do local castrados, vermifugados e vacinados contra raiva.
No caso de filhotes, o CCZ se compromete a castrar o animal quando ele estiver na idade apropriada (cães devem ter, no mínimo, seis meses e gatos, 12 meses).
Os interessados precisam ser maior de 18 anos e apresentar documento de identidade com foto e comprovante de residência. Depois disso, eles passam por uma triagem para comprovar que têm condições de cuidar do animal.
Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.
Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
Ouça ‘Eu te explico’ 🎙

Fonte: G1 Entretenimento

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Claudia Raia fala sobre Jô Soares: ‘Ele foi, e continuará sendo, um dos grandes amores da minha vida’


‘Não haveria hoje uma Claudia Raia sem o Jô’, diz a atriz em post publicado nas redes sociais. Os dois tiveram um namoro de dois anos na década de 80. Claudia Raia e Jô Soares no ‘Programa do Jô’
Globo/Ramón Vasconcelos
Claudia Raia lamentou a morte de Jô Soares nesta sexta-feira (5). O apresentador estava internado em São Paulo desde o dia 28 de julho. A causa da morte não será divulgada pela família.
Ao g1, Claudia enviou um depoimento sobre o apresentador e ex-namorado. Eles tiveram um namoro de dois anos na década de 80.
“Fiquei arrasada com a notícia da morte do Jô Soares. Ele foi, e continuará sendo, um dos grandes amores da minha vida. Jô não era só genial, ele era extremamente generoso. E por isso mesmo reconhecia outros talentos de longe. Ele era tão atencioso, tão conectado com o ser humano, que sabia se você estava ou não bem sem que você precisasse dizer. E com uma sensibilidade sem igual, sempre queria saber se poderia ajudar de alguma maneira. Era realmente impressionante. Ele era tão inteligente, tão talentoso. Marcou a história da arte e da cultura brasileira: grande entrevistador, diretor, autor e um ator com uma versatilidade incomparável. Eu amava sempre que tinha a oportunidade de ir aos seus programas, de mostrar publicamente a pessoa incrível que ele sempre foi”
“Pessoalmente, ele é a pessoa que me batizou. É verdade mesmo. Ele que disse que eu deveria me chamar Claudia Raia. Eu ouvi, claro! Ele me convidou para entrar na TV, no programa dele, e sempre disse que sabia do meu futuro. Eu não tenho dúvidas de que não existiria Claudia Raia sem Jô Soares. Sua falta já está sendo muita sentida!”
A atriz também publicou uma homenagem nas redes sociais na tarde desta sexta.
“Conhecer o Jô foi um divisor de águas na minha vida: antes dele eu era Maria Claudia Motta Raia; depois dele, eu passei a ser Claudia Raia. Sim, foi ele quem me batizou artisticamente, e isso já diz tudo. Não haveria hoje uma Claudia Raia sem o Jô”.
Claudia Raia e Jô Soares (Ciça)
Acervo Grupo Globo
Ela diz ainda que Jô deu a primeira oportunidade na TV e até “salvou sua vida” ao levá-la ao médico para ver uma pinta que ela tinha na perna.
“Lá descobri que era um melanoma. Ele salvou mesmo a minha vida!”
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Fonte: G1 Entretenimento

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Religioso e vaidoso, Jô Soares tinha capela e barbearia dentro de apartamento em SP


Casa do apresentador em Higienópolis foi mostrada em 2011 no programa Estrelas, de Angélica, na TV Globo. Apresentador e humorista estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 28 de julho. Estrelas: Angélica entrevista Jô Soares
Devoto de Santa Rita de Cássia, Jô Soares tinha uma capela dentro do apartamento onde morava em Higienópolis, no Centro de São Paulo. O apresentador, humorista, ator e escritor faleceu na madrugada desta sexta-feira (5). Ele tinha 84 anos.
Ele estava internado desde 28 de julho no Sírio Libanês, na capital paulista. De acordo com a assessoria do hospital, a pedido da família de Jô, não foram divulgados os motivos da internação e da causa da morte.
Jô abriu as portas do apartamento para a apresentadora Angélica durante o programa Estrelas, da Globo, em 2011.
“Aqui tem uma capelinha que eu fiz em homenagem a Santa Rita de Cássia de quem eu sou devoto”, disse Jô. “Sempre me perguntam: ‘Quando é que você começou?’ Eu não me lembro. Não me lembro. Não teve nenhum motivo específico ou especial”.
O programa mostrou imagens sacras dentro da capela. “Tudo presente que me mandam”, disse. “Tem algumas que são lindas realmente”, disse Jô, que apontou uma imagem da santa feita em pano. “Eu adoro aquela pequenininha ali”.
Vaidoso, Jô também tinha um barbearia em casa. No tour pelo apartamento, mostrou a cadeira de barbeiro num dos cômodos. “Aqui é minha barbearia”, disse o apresentador a Angélica. “É antiquíssima”. Jô ainda brincou com a apresentadora quando ela se sentou na cadeira e pediu um corte chanel a ele: “Olha, seu cabelo é intocável”.
No final da manhã desta sexta, o corpo de Jô deixou o hospital para seguir para uma cerimônia de despedida reservada aos amigos e parentes. A pedido da família, o local também não foi informado a imprensa.
Jô brinca com a apresentadora Angélica na cadeira de barbeiro em seu apartamento em São Paulo; apresentador também tinha uma capela dentro da residência
Reprodução/TV Globo
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Jô Soares morre aos 84 anos, em São Paulo; fãs e amigos prestam homenagens
Jô Soares morreu às 2h30 desta sexta-feira (5). Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo.
O anúncio da morte foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.
“Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, escreveu Flávia em uma rede social. Leia a íntegra do texto aqui.
Por causa do falecimento do artista, o governador de SP, Rodrigo Garcia (PSDB), decretou luto oficial de três dias no estado.
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HOMENAGENS: Famosos lamentam morte de Jô
Fachada do Hospital Sírio Libanês, no Centro de São Paulo.
Kleber Tomaz/g1
Humor como marca registrada
Em todas as suas inúmeras atividades artísticas – entrevistador, ator, escritor, dramaturgo, diretor, roteirista, pintor… –, Jô Soares teve o humor como marca registrada. Foi seu ponto de partida e sua assinatura no teatro, na TV, no cinema, nas artes plásticas e na literatura. Ele próprio gostava de admitir isso.
“Tudo o que fiz, tudo o que faço, sempre tem como base o humor. Desde que nasci, desde sempre”, afirmou em depoimento ao site Memória Globo.
‘O medo da morte é um sentimento inútil’; relembre frases
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Jô Soares sonhava em ser diplomata e estreou na TV em 1956
‘Artista único’, ‘o cara’: famosos lamentam a morte
Jô Soares se emociona ao se despedir do ‘Programa do Jô’
Carol Caminha / Gshow
Jô Soares no JG, em 1984
Reprodução
Nos últimos 25 anos, Jô ficou conhecido por ser o apresentador do talk-show mais famoso do país. Na TV Globo, estrelava o “Programa do Jô”, exibido de 2000 a 2016.
Considerado pioneiro do stand-up, também se destacou por ser um dos principais comediantes da história do Brasil, participando de atrações que fizeram história na TV, como “A família Trapo” (1966), “Planeta dos homens” (1977) e “Viva o Gordo” (1981). Além disso, escreveu livros e atuou em 22 filmes.
Adolescência na Suíça
José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Era o único filho do empresário Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Leal Soares. Em entrevista ao Fantástico em 2012, Jô disse que “pelo fato de sempre ter sido gordo, preferia ser mais conhecido pelo espírito do que pelo físico”.
“Então, eu era muito, muito exibido”, assumiu. “Sou muito vaidoso, nunca escondi isso. Qual é o artista que não é vaidoso? Todos. É uma profissão de vitrine de exibidos. Você nasce querendo seduzir o mundo.”
Na infância, Jô estudou em colégio interno. “Chorava muito. Era uma coisa excessiva, uma coisa de sensibilidade quase gay”, disse ao Fantástico. O motivo era o medo de tirar nota baixa e não ter direito a voltar para casa nos finais de semana. Na escola, seu apelido era poeta. “Sendo gordo e ter o apelido de poeta – acho que já era uma vitória.”
Aos 12 anos de idade, foi estudar na Suíça, onde ficou até os 17. Lá, passou a se interessar por teatro e shows. Mas o plano original não era seguir carreira nos palcos.
“Eu pensei que ia seguir a carreira diplomática”, explicou ao Memória Globo. “Mas sempre ia ao teatro, sempre ia assistir a shows, ia para a coxia ver como era. E já inventava números de sátira do cinema americano; fazia a dança com os sapatinhos que eu calçava nos dedos.”
Jô Soares
TV Globo
Volta para o Brasil
Como os negócios do pai Orlando fracassaram, a família teve de retornar ao Rio. Nesta época, Jô estava disposto a encarar a vocação recém-descoberta nas artes. “Imediatamente comecei a frequentar a turma do teatro, a mostrar meus números, e a coisa engrenou quase que naturalmente”, lembrou.
O portal IMDb lista ainda que, no período, ele esteve nos filmes musicais “Rei do movimento” (1954), “De pernas pro ar” (1956) e “Pé na tábua” (1957). Naquele princípio de carreira cinematográfica, destacou-se, como ator, na chanchada “O homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga.
A estreia na TV aconteceu em 1958. Naquele ano, participou do programa “Noite de gala” e passou a escrever para o “TV Mistério”, que tinha no elenco Tônia Carreiro e Paulo Autran. Eles eram exibidos pela TV Rio. Na emissora, Jô esteve ainda no “Noites cariocas”. Em seguida, escreveu e atuou em humorísticos da TV Continental.
Já na TV Tupi, fez participações no “Grande Teatro Tupi”, do qual faziam parte nomes como Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Sérgio Brito e Aldo de Maia. “Eu consegui trabalhar ao mesmo tempo nas três emissoras que existiam no Rio”, declarou ao Memória Globo.
Em 1960, Jô mudou-se para São Paulo para trabalhar na TV Record.
“Vim descobrir São Paulo, era casado com a Teresa, tinha 22 anos. Vim para passar 12 dias e fiquei 12 anos”, lembrou ao Fantástico ao mencionar o casamento com a atriz Therezinha Millet Austregésilo (1934-2021), com quem teve seu único filho, Rafael, que era autista e morreu aos 50 anos.
A partir daí, atuou e escreveu para diversas atrações, como “La reuve chic”, “Jô show”, “Praça da alegria”, “Quadra de azes, “Show do dia 7” e “Você é o detetive”.
O grande destaque da época foi “A família trapo”, exibido entre 1967 e 1971 todos os domingos. No princípio, Jô apenas escrevia o roteiro – seu parceiro era Carlos Alberto Nóbrega. Depois, ganhou um papel: o mordomo Gordon. O elenco tinha ainda nomes como Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Ricardo Corte Real, Cidinha Campos e Ronald Golias.
Jô costumava celebrar o pioneirismo da atração. “Acho que foi a primeira sitcom que se fez”, afirmou ao Memória Globo. Ao Fantástico, comentou que “foi o primeiro grande sucesso nacional da TV”. “Saí um ano antes [do fim do programa], em 1970. Assinei contrato com a Globo, onde estavam o Boni, que já me conhecia e de quem já era amigo, e o Walter Clark.”
Trajetória na Globo
Pelos 17 anos seguintes, a partir de 1970, Jô Soares ficou na TV Globo. A estreia foi no programa “Faça humor, não faça a guerra”, ao lado de Renato Corte Real (ambos eram roteiristas e protagonistas). Os textos eram também assinados por Max Nunes, Geraldo Alves, Hugo Bidet e Haroldo Barbosa. “Criávamos uma média de 20 e tantos personagens por ano. Quando terminou o último programa, havia mais de 260 personagens criados”, enumerou Jô ao Memória Globo.
Em 1973, surgiu um novo humorístico, “Satiricom”. “Era um programa no estilo do extinto “Casseta & Planeta”, de sátira à comunicação. A gente brincava com as novelas, com o noticiário. Então, não tinha quadros fixos”, comparou.
Já em 1977, foi a vez de “O planeta dos homens”, em que novamente se dividiu entre as funções de ator e redator, com a colaboração de dois de seus parceiros habituais: Max Nunes e Haroldo Barbosa. O elenco, uma vez mais, chamava atenção: Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Luís Delfino, Sonia Mamede, Berta Loran, Costinha, Eliezer Motta e Carlos Leite.
Embora “O planeta dos homens” tenha ido ao ar até 1982, Jô se desligou um ano antes, para se dedicar ao seu próximo projeto: o “Viva o gordo”.
“O meu humor tem sempre um fundo político, sempre tem uma observação do cotidiano do Brasil”, dizia.
“Os meus personagens são muito mais baseados no lado psicológico e no social do que na caricatura pura e simples. Eu nunca fiz um personagem necessariamente gordo. Eles são gordos porque eu sou gordo.”
Desta galeria de figuras, destacaram-se o Reizinho (monarca de um reino que satirizava o Brasil da época), o Capitão Gay (um super-herói homossexual) e o Zé da Galera (do bordão “Bota ponta, Telê!”).
Jô Soares durante entrevista com Roberto D’Avila em julho de 2014
Zé Paulo Cardeal/Globo
Talk-show
Quando seu contrato com a Globo venceu, em 1987, Jô Soares foi para o SBT. Ele atribuiu a mudança à possiblidade de apresentar um programa de entrevistas na nova emissora.
“No fim do contrato, falei com o Boni, meu amicíssimo… Na época ficou um ódio, claro. Porque falei ‘não’ [à proposta de renovação com a TV Globo]”, admitiu Jô ao Fantástico em 2012. Durante os seus 11 anos de exibição, o talk-show “Jô Soares onze e meia” rendeu mais de 6 mil entrevistas.
“E durante o processo do impeachment do presidente Fernando Collor, o ‘Jô Soares Onze e Meia’ funcionou como uma espécie de tribuna popular, com o apresentador entrevistando alguns dos principais implicados e testemunhas do caso”, aponta o Memória Globo.
“Acho que descobri, também sem querer, a grande vocação da minha vida, a coisa que me dá mais prazer, mais alegria de fazer. Eu me sinto muito vivo ali. A maior atração do mundo é o bate-papo, a conversa”, afirmava o próprio Jô.
Ele retornou à Globo em 2000, quando estreou o “Programa do Jô”.
“Não foi por uma questão salarial, porque a contraproposta do SBT era muito alta. Voltei pela possibilidade de fazer mais entrevistas internacionais, pelas facilidades de gravação, pelo apoio do jornalismo.”
Literatura e teatro
Jô Soares também foi autor best-sellers e escreveu para jornais e revistas.
Nos anos 1980, escreveu com regularidade nos jornais “O Globo” e “Folha de S.Paulo” e para a revista “Manchete”. Entre 1989 e 1996, assinou uma coluna na “Veja”.
Também escreveu cinco livros, sendo quatro romances. A estreia foi “O astronauta sem regime” (1983), coletânea de crônicas publicadas originalmente em “O Globo”. O romance “O Xangô de Baker Street” (1995) liderou as listas dos mais vendidos e foi adaptado para o cinema em 2001. As obras seguintes foram “O homem que matou Getúlio Vargas” (1998), “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” (2005) e “As esganadas” (2011).
No teatro, Jô ficou célebre por seus monólogos, todos marcados pelo tom cômico e crítico, com sátiras da vida cotidiana e política do Brasil. Os mais conhecidos foram “Ame um gordo antes que acabe” (1976), “Viva o gordo e abaixo o regime!” (1978), “Um gordoidão no país da inflação” (1983), “O gordo ao vivo” (1988), “Um gordo em concerto” (1994) – que ficou em cartaz por dois anos – e “Na mira do gordo” (2007).
Dentre os espetáculos em que trabalhou como ator nos palcos, estão ainda uma montagem de “Auto da compadecida” e “Oscar” (1961), com Cacilda Becker e Walmor Chagas. Como diretor, esteve à frente de “Soraia, Posto 2” (1960), “Os sete gatinhos” (1961), “Romeu e Julieta” (1969), “Frankenstein” (2002), “Ricardo III” (2006).
Jô Soares no JG, em 1984
Reprodução
De seus mais de 20 trabalhos no cinema, Jô apareceu em alguns clássicos do cinema nacional, caso de “Hitler IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula”, e de “A mulher de todos” (1969), de Rogério Sganzerla. Além disso, dirigiu um filme, “O pai do povo” (1976).
‘Hipocondríaco de doenças exóticas’
Ao Fantástico em 2012, Jô falou sobre a morte, sempre com bom humor. Relembre no vídeo abaixo:
Jô Soares conta o que viu da vida
“Sou um hipocondríaco de doenças exóticas. Beriberi – eu nem sei o que é, mas tenho pavor de pegar isso”, brincou.
“O medo da morte é um sentimento inútil: você vai morrer mesmo, não adianta ficar com medo. Eu tenho medo de não ser produtivo. Citando meu amigo Chico Anysio, [uma vez] perguntaram para ele: ‘Você tem medo de morrer?’. Ele falou: ‘Não. Eu tenho pena’. Impecável.”
MAIS VÍDEOS SOBRE JÔ SOARES:

Fonte: G1 Entretenimento

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Cronologia: a vida de Jô Soares


Apresentador e humorista teve importante trajetória no cinema, no teatro, na literatura e na televisão. Ele morreu, nesta sexta (5), aos 84 anos. O apresentador, humorista, ator, dramaturgo e escritor Jô Soares morreu às 2h30 da madrugada desta sexta-feira (5), aos 84 anos.
Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do “Programa do Jô” estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo.
Jô Soares era especialista em criar personagens: do seu trabalho surgiam tipos curiosos, que retratavam com humor o cotidiano brasileiro. Foram tantos personagens que, segundo ele, parou de contar quando chegou no número 200.
Na cronologia abaixo, veja a trajetória na vida pessoal e profissional de Jô Soares:
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PERFIL: Jô Soares sonhava em ser diplomata e estreou na TV em 1956
FRASES: ‘O medo da morte é um sentimento inútil’
PERSONAGENS: Capitão Gay, Reizinho, Ciça…
FOTOS: Relembre carreira como apresentador e ator
HOMENAGENS: Famosos lamentam morte de Jô

Fonte: G1 Entretenimento

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Elenco de última peça de Jô Soares lamenta morte: ‘Maior homem de cultura que Brasil já teve’


Erica Montanheiro e Giovani Tozi, protagonistas de ‘Gaslight – uma relação tóxica’, se emocionaram ao falar sobre trabalho ao lado do apresentador, escritor e diretor. Espetáculo estava previsto para estrear em 9 de setembro, em São Paulo. Erica Montanheiro e Giovani Tozi, protagonistas da peça “Gaslight”, dirigida por Jô Soares.
Divulgação
Erica Montanheiro e Giovani Tozi, protagonistas da peça “Gaslight – uma relação tóxica”, a última dirigida por Jô Soares, lamentaram a morte do apresentador.
Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira (5). O ator, diretor, escritor e humorista estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o fim do mês de julho. A causa da morte não foi informada.
Escrita pelo inglês Patrick Hamilton e apresentada na Broadway na década de 1940, “Gaslight” é uma peça sobre uma relação abusiva. O espetáculo está com previsão de estreia para 9 de setembro, no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo.
Jô foi responsável pela tradução, adaptação, e dividia a direção com Mauricio Guilherme.
Sem segurar a emoção, Giovani não informou se a estreia segue agendada após a morte de Jô Soares, mas falou ao g1 sobre a parceria com o diretor.
“Difícil, né? Mas acho que é importante nesse dia tão triste também exaltar a trajetória desse homem, que não tenho medo nenhum de afirmar que é o maior homem de cultura que o Brasil já teve, porque navegava na literatura, no teatro, na comunicação, de uma forma muito popular”, afirma Giovani Tozi.
O ator ainda relembrou um ensinamento do apresentador.
“O Jô costumava dizer que o teatro é um trapézio sem rede. E eu acho bonito isso porque é a maneira como também ele sempre agiu na vida.”
Giovani Tozi com Jô Soares
Reprodução/Instagram
“O Jô nunca teve medo de novos desafios, de se colocar, de dizer o que pensa. Era um anarquista, como ele mesmo costumava dizer. Então acho que essa lição é importante na vida, pra gente nunca ter medo de dizer, de pensar, de agir, porque é isso.”
“A vida também é um trapézio sem redes. Se a gente ficar la em cima esperando segurança pra poder saltar, a gente nunca salta.”
Quatro peças dirigidas por Jô Soares
Bastante emocionada, Erica Montanheiro conta que conheceu Jô em 2011 e já trabalhou outras três vezes com o apresentador.
“É a quarta peça que faço com Jô. Fiz outras três desde 2011, desde que trabalho com ele em teatro, ele me dirigindo.”
“E foi um encontro sempre muito bonito, muito. Apesar de ele ser esse gênio maravilhoso, sempre falando com a gente de igual pra igual, com uma delicadeza extrema.”
Erica Montanheiro com Jô Soares
Reprodução/Instagram
Erica conta que, quando conheceu Jô, eles “se deram bem logo de cara”.
Sobre a peça, a atriz conta que já estava tudo alinhado por Jô. “A concepção é toda dele, as orientações, tudo já estava lidado por ele. E sempre com muito humor, uma delicadeza pra dirigir, muito certeiro, um homem de teatro.”
“E ele sempre muito democrático nas decisões. Sempre perguntando se estava bom pra fazer daquela forma, aberto pra escuta.”
Jô Soares morre aos 84 anos

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

James Franco vai interpretar Fidel Castro em filme sobre ‘filha rebelde’ do líder cubano


‘Alina de Cuba’ será dirigido por Miguel Bardem, primo do ator espanhol Javier Bardem James Franco em cena de ‘A balada de Buster Scruggs’
Divulgação
James Franco viverá Fidel Castro em “Alina de Cuba”, filme independente que conta a história da “filha rebelde” do líder cubano, informou o produtor da obra.
“O diretor queria alguém que parecesse fisicamente com Fidel Castro e que tivesse seu carisma”, disse John Martinez O’Felan, à agência AFP. O produtor contou que analisou perfis de atores latinos com ascendência ibérica, mas no fim das contas decidiu por Franco.
Trata-se do segundo trabalho do ator de 44 anos, indicado ao Oscar, desde que ele foi denunciado por assédio sexual e condutas impróprias em 2018. Franco foi acusado por cinco mulheres de explorá-las durante cenas de nu em sua escola de atuação Studio 4, em Hollywood.
Segundo as acusações, ele pedia às estudantes para dançar ao seu redor de topless em uma cena sem roteiro, fazendo “crer que havia papeis disponíveis em troca de atos sexuais ou de tirar a blusa”.
Em uma entrevista em dezembro do ano passado, Franco rompeu o silêncio sobre o assunto e disse que reconhecia ter assediado alunas de sua escola de cinema.
“Alina de Cuba” será dirigido por Miguel Bardem, primo do ator espanhol Javier Bardem. Com produção prevista para iniciar em 15 de agosto e terminar até o fim do ano, o longa será filmado na Colômbia.
Ana Villafañe, conhecida por interpretar Gloria Estefan no musical de teatro “On Your Feet!”, encarnará Alina Fernández, a filha extraconjugal de Castro com a também cubana Natalia Revuelta Clews, que será vivida pela argentina Mía Maestro.
Alina Fernández, hoje com 66 anos, vive em exílio desde a década de 1990, quando deixou a ilha. A opositora da revolução cubana está radicada em Miami e é autora do livro autobiográfico “Alina: Memória da Filha Rebelde de Fidel Castro”.

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Governador de SP decreta luto oficial de três dias no estado em homenagem a Jô Soares


Apresentador e humorista faleceu às 2h30 desta sexta (5), aos 84 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 28 de julho. Causa da morte não foi divulgada pela família. Jô Soares em março de 1997 durante as gravações do ‘Jô Soares, Onze e Meia’, programa exibido pelo SBT de 1988 a 1999
EPITÁCIO PESSOA/ESTADÃO CONTEÚDO
O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), decretou luto oficial de três dias no estado em virtude da morte do apresentador e humorista Jô Soares nesta sexta-feira (5).
O comediante faleceu às 2h30 da manhã no Hospital Sírio Libanês, no Centro de São Paulo, aos 84 anos. O corpo de Jô Soares deixou o hospital por volta das 10h38. O funeral do artista será em cerimônia reservada a familiares e amigos.
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“O Brasil acordou mais triste hoje. O Jô marcou gerações, um gênio do humor e da arte brasileira. Ele marcou a minha geração e a de tantos outros. O país perde um grande brasileiro e, por isso, ao lado do prefeito Ricardo Nunes, estamos decretando luto oficial de três dias em todo o estado”, declarou o governador de SP.
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Trajetória de vida
Apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares morreu às 2h30 desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo. A causa da morte não foi informada pela família.
O anúncio da morte foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.
“Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, escreveu Flávia em uma rede social. Leia a íntegra do texto aqui.
Fachada do Hospital Sírio Libanês, no Centro de São Paulo.
Kleber Tomaz/g1
Humor como marca registrada
Em todas as suas inúmeras atividades artísticas – entrevistador, ator, escritor, dramaturgo, diretor, roteirista, pintor… –, Jô Soares teve o humor como marca registrada. Foi seu ponto de partida e sua assinatura no teatro, na TV, no cinema, nas artes plásticas e na literatura. Ele próprio gostava de admitir isso.
“Tudo o que fiz, tudo o que faço, sempre tem como base o humor. Desde que nasci, desde sempre”, afirmou em depoimento ao site Memória Globo.
Jô Soares se emociona ao se despedir do ‘Programa do Jô’
Carol Caminha / Gshow
Jô Soares no JG, em 1984
Reprodução
Nos últimos 25 anos, Jô ficou conhecido por ser o apresentador do talk-show mais famoso do país. Na TV Globo, estrelava o “Programa do Jô”, exibido de 2000 a 2016.
Considerado pioneiro do stand-up, também se destacou por ser um dos principais comediantes da história do Brasil, participando de atrações que fizeram história na TV, como “A família Trapo” (1966), “Planeta dos homens” (1977) e “Viva o Gordo” (1981). Além disso, escreveu livros e atuou em 22 filmes.
Adolescência na Suíça
José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Era o único filho do empresário Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Leal Soares. Em entrevista ao Fantástico em 2012, Jô disse que “pelo fato de sempre ter sido gordo, preferia ser mais conhecido pelo espírito do que pelo físico”.
“Então, eu era muito, muito exibido”, assumiu. “Sou muito vaidoso, nunca escondi isso. Qual é o artista que não é vaidoso? Todos. É uma profissão de vitrine de exibidos. Você nasce querendo seduzir o mundo.”
Na infância, Jô estudou em colégio interno. “Chorava muito. Era uma coisa excessiva, uma coisa de sensibilidade quase gay”, disse ao Fantástico. O motivo era o medo de tirar nota baixa e não ter direito a voltar para casa nos finais de semana. Na escola, seu apelido era poeta. “Sendo gordo e ter o apelido de poeta – acho que já era uma vitória.”
Aos 12 anos de idade, foi estudar na Suíça, onde ficou até os 17. Lá, passou a se interessar por teatro e shows. Mas o plano original não era seguir carreira nos palcos.
“Eu pensei que ia seguir a carreira diplomática”, explicou ao Memória Globo. “Mas sempre ia ao teatro, sempre ia assistir a shows, ia para a coxia ver como era. E já inventava números de sátira do cinema americano; fazia a dança com os sapatinhos que eu calçava nos dedos.”
Jô Soares
TV Globo
Volta para o Brasil
Como os negócios do pai Orlando fracassaram, a família teve de retornar ao Rio. Nesta época, Jô estava disposto a encarar a vocação recém-descoberta nas artes. “Imediatamente comecei a frequentar a turma do teatro, a mostrar meus números, e a coisa engrenou quase que naturalmente”, lembrou.
O portal IMDb lista ainda que, no período, ele esteve nos filmes musicais “Rei do movimento” (1954), “De pernas pro ar” (1956) e “Pé na tábua” (1957). Naquele princípio de carreira cinematográfica, destacou-se, como ator, na chanchada “O homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga.
A estreia na TV aconteceu em 1958. Naquele ano, participou do programa “Noite de gala” e passou a escrever para o “TV Mistério”, que tinha no elenco Tônia Carreiro e Paulo Autran. Eles eram exibidos pela TV Rio. Na emissora, Jô esteve ainda no “Noites cariocas”. Em seguida, escreveu e atuou em humorísticos da TV Continental.
Já na TV Tupi, fez participações no “Grande Teatro Tupi”, do qual faziam parte nomes como Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Sérgio Brito e Aldo de Maia. “Eu consegui trabalhar ao mesmo tempo nas três emissoras que existiam no Rio”, declarou ao Memória Globo.
Em 1960, Jô mudou-se para São Paulo para trabalhar na TV Record.
“Vim descobrir São Paulo, era casado com a Teresa, tinha 22 anos. Vim para passar 12 dias e fiquei 12 anos”, lembrou ao Fantástico ao mencionar o casamento com a atriz Therezinha Millet Austregésilo (1934-2021), com quem teve seu único filho, Rafael, que era autista e morreu aos 50 anos.
A partir daí, atuou e escreveu para diversas atrações, como “La reuve chic”, “Jô show”, “Praça da alegria”, “Quadra de azes, “Show do dia 7” e “Você é o detetive”.
O grande destaque da época foi “A família trapo”, exibido entre 1967 e 1971 todos os domingos. No princípio, Jô apenas escrevia o roteiro – seu parceiro era Carlos Alberto Nóbrega. Depois, ganhou um papel: o mordomo Gordon. O elenco tinha ainda nomes como Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Ricardo Corte Real, Cidinha Campos e Ronald Golias.
Jô costumava celebrar o pioneirismo da atração. “Acho que foi a primeira sitcom que se fez”, afirmou ao Memória Globo. Ao Fantástico, comentou que “foi o primeiro grande sucesso nacional da TV”. “Saí um ano antes [do fim do programa], em 1970. Assinei contrato com a Globo, onde estavam o Boni, que já me conhecia e de quem já era amigo, e o Walter Clark.”
Trajetória na Globo
Pelos 17 anos seguintes, a partir de 1970, Jô Soares ficou na TV Globo. A estreia foi no programa “Faça humor, não faça a guerra”, ao lado de Renato Corte Real (ambos eram roteiristas e protagonistas). Os textos eram também assinados por Max Nunes, Geraldo Alves, Hugo Bidet e Haroldo Barbosa. “Criávamos uma média de 20 e tantos personagens por ano. Quando terminou o último programa, havia mais de 260 personagens criados”, enumerou Jô ao Memória Globo.
Em 1973, surgiu um novo humorístico, “Satiricom”. “Era um programa no estilo do extinto “Casseta & Planeta”, de sátira à comunicação. A gente brincava com as novelas, com o noticiário. Então, não tinha quadros fixos”, comparou.
Já em 1977, foi a vez de “O planeta dos homens”, em que novamente se dividiu entre as funções de ator e redator, com a colaboração de dois de seus parceiros habituais: Max Nunes e Haroldo Barbosa. O elenco, uma vez mais, chamava atenção: Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Luís Delfino, Sonia Mamede, Berta Loran, Costinha, Eliezer Motta e Carlos Leite.
Embora “O planeta dos homens” tenha ido ao ar até 1982, Jô se desligou um ano antes, para se dedicar ao seu próximo projeto: o “Viva o gordo”.
“O meu humor tem sempre um fundo político, sempre tem uma observação do cotidiano do Brasil”, dizia.
“Os meus personagens são muito mais baseados no lado psicológico e no social do que na caricatura pura e simples. Eu nunca fiz um personagem necessariamente gordo. Eles são gordos porque eu sou gordo.”
Desta galeria de figuras, destacaram-se o Reizinho (monarca de um reino que satirizava o Brasil da época), o Capitão Gay (um super-herói homossexual) e o Zé da Galera (do bordão “Bota ponta, Telê!”).
Jô Soares durante entrevista com Roberto D’Avila em julho de 2014
Zé Paulo Cardeal/Globo
Talk-show
Quando seu contrato com a Globo venceu, em 1987, Jô Soares foi para o SBT. Ele atribuiu a mudança à possiblidade de apresentar um programa de entrevistas na nova emissora.
“No fim do contrato, falei com o Boni, meu amicíssimo… Na época ficou um ódio, claro. Porque falei ‘não’ [à proposta de renovação com a TV Globo]”, admitiu Jô ao Fantástico em 2012. Durante os seus 11 anos de exibição, o talk-show “Jô Soares onze e meia” rendeu mais de 6 mil entrevistas.
“E durante o processo do impeachment do presidente Fernando Collor, o ‘Jô Soares Onze e Meia’ funcionou como uma espécie de tribuna popular, com o apresentador entrevistando alguns dos principais implicados e testemunhas do caso”, aponta o Memória Globo.
“Acho que descobri, também sem querer, a grande vocação da minha vida, a coisa que me dá mais prazer, mais alegria de fazer. Eu me sinto muito vivo ali. A maior atração do mundo é o bate-papo, a conversa”, afirmava o próprio Jô.
Ele retornou à Globo em 2000, quando estreou o “Programa do Jô”.
“Não foi por uma questão salarial, porque a contraproposta do SBT era muito alta. Voltei pela possibilidade de fazer mais entrevistas internacionais, pelas facilidades de gravação, pelo apoio do jornalismo.”
Literatura e teatro
Jô Soares também foi autor best-sellers e escreveu para jornais e revistas.
Nos anos 1980, escreveu com regularidade nos jornais “O Globo” e “Folha de S.Paulo” e para a revista “Manchete”. Entre 1989 e 1996, assinou uma coluna na “Veja”.
Também escreveu cinco livros, sendo quatro romances. A estreia foi “O astronauta sem regime” (1983), coletânea de crônicas publicadas originalmente em “O Globo”. O romance “O Xangô de Baker Street” (1995) liderou as listas dos mais vendidos e foi adaptado para o cinema em 2001. As obras seguintes foram “O homem que matou Getúlio Vargas” (1998), “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” (2005) e “As esganadas” (2011).
No teatro, Jô ficou célebre por seus monólogos, todos marcados pelo tom cômico e crítico, com sátiras da vida cotidiana e política do Brasil. Os mais conhecidos foram “Ame um gordo antes que acabe” (1976), “Viva o gordo e abaixo o regime!” (1978), “Um gordoidão no país da inflação” (1983), “O gordo ao vivo” (1988), “Um gordo em concerto” (1994) – que ficou em cartaz por dois anos – e “Na mira do gordo” (2007).
Dentre os espetáculos em que trabalhou como ator nos palcos, estão ainda uma montagem de “Auto da compadecida” e “Oscar” (1961), com Cacilda Becker e Walmor Chagas. Como diretor, esteve à frente de “Soraia, Posto 2” (1960), “Os sete gatinhos” (1961), “Romeu e Julieta” (1969), “Frankenstein” (2002), “Ricardo III” (2006).
Jô Soares no JG, em 1984
Reprodução
De seus mais de 20 trabalhos no cinema, Jô apareceu em alguns clássicos do cinema nacional, caso de “Hitler IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula”, e de “A mulher de todos” (1969), de Rogério Sganzerla. Além disso, dirigiu um filme, “O pai do povo” (1976).
‘Hipocondríaco de doenças exóticas’
Ao Fantástico em 2012, Jô falou sobre a morte, sempre com bom humor. Relembre no vídeo abaixo:
Jô Soares conta o que viu da vida
“Sou um hipocondríaco de doenças exóticas. Beriberi – eu nem sei o que é, mas tenho pavor de pegar isso”, brincou.
“O medo da morte é um sentimento inútil: você vai morrer mesmo, não adianta ficar com medo. Eu tenho medo de não ser produtivo. Citando meu amigo Chico Anysio, [uma vez] perguntaram para ele: ‘Você tem medo de morrer?’. Ele falou: ‘Não. Eu tenho pena’. Impecável.”
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Fonte: G1 Entretenimento