Categorias
ENTRETERIMENTO

Sylvia Bandeira, ex-mulher de Jô Soares, lamenta morte do apresentador: ‘Muito triste’


Casamento durou dois anos na década de 1980. Apresentador morreu nesta sexta-feira (5); causa da morte não será divulgada pela família. Jô Soares e Sylvia Bandeira
Reprodução/Instagram/SylviaBandeira
Sylvia Bandeira, ex-mulher de Jô Soares, lamentou a morte do apresentador e humorista nesta sexta-feira (5).
A atriz compartilhou uma foto antiga do casal no Instagram com a legenda: “Muito triste”.
Os dois foram casados por dois anos na década de 1980.
Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 28 de julho. A causa da morte não será divulgada a pedido da família.
O enterro e velório serão reservados à família e aos amigos, em data e local ainda não informados.
LEIA TAMBÉM:
PERFIL: Jô Soares sonhava em ser diplomata e estreou na TV em 1956
FRASES: ‘O medo da morte é um sentimento inútil’
PERSONAGENS: Capitão Gay, Reizinho, Ciça…
FOTOS: Relembre carreira como apresentador e ator
HOMENAGENS: Famosos lamentam morte de Jô
Relembre momentos engraçados do Programa do Jô Soares

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Luis Alexander Rubio, o garçom Alex do ‘Programa do Jô’, lamenta morte do apresentador


Alex trabalhou 27 anos com Jô Soares. O apresentador morreu na madrugada desta sexta-feira (5). Luis Alexander Rubio, o garçom Alex do ‘Programa do Jô’, lamenta morte do apresentador
Reprodução/Instagram
Luis Alexander Rubio, conhecido como o garçom Alex do “Programa do Jô”, usou as redes sociais para lamentar a morte de Jô Soares.
O apresentador morreu na madrugada desta sexta-feira (5). O ator, diretor, escritor e humorista estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o fim do mês de julho. A causa da morte não foi informada.
Famosos lamentam morte de Jô Soares; leia homenagens
Alex repostou nos Stories um post que fez em 4 de março de 2021 no qual ele diz:
“Para quem não lembra de mim, sou Alex. Trabalhei no programa do Sr. Jô Soares durante 27 anos como garçom, eu servia café, água e refrigerante para os convidados… E para os mais “nervosinhos” dava algumas bebidas mais fortes, então tive que me aperfeiçoar e aprender sobre drinks nacionais e internacionais… Foi aí que me apaixonei por esse fascinante mundo dos Drinks.”
Na repostagem feita na rede social, ele incluiu um emoji com carinha de choro.
Initial plugin text

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Corpo de Jô Soares deixa hospital em SP; velório e enterro serão restritos a familiares e amigos


Apresentador e humorista estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 28 de julho. Ele faleceu às 2h30 desta sexta(5), aos 84 anos. Causa da morte não foi divulgada pela família. Jô Soares morre aos 84 anos, em São Paulo; fãs e amigos prestam homenagens
O corpo do apresentador Jô Soares deixou na manhã desta sexta-feira (5) o Hospital Sírio Libanês, no Centro de São Paulo, onde o humorista faleceu durante a madrugada.
O hospital não informou o local do velório e do sepultamento do artista, que será restrito apenas a familiares e amigos íntimos do comediante.
Compartilhe no WhatsApp
Compartilhe no Telegram
Apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares morreu às 2h30 desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo.
O anúncio da morte foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.
“Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, escreveu Flávia em uma rede social. Leia a íntegra do texto aqui.
‘O medo da morte é um sentimento inútil’; relembre frases
Personagens icônicos, entrevistas com ilustres; FOTOS mostram carreira
Jô Soares sonhava em ser diplomata e estreou na TV em 1956
‘Artista único’, ‘o cara’: famosos lamentam a morte
Humor como marca registrada
Em todas as suas inúmeras atividades artísticas – entrevistador, ator, escritor, dramaturgo, diretor, roteirista, pintor… –, Jô Soares teve o humor como marca registrada. Foi seu ponto de partida e sua assinatura no teatro, na TV, no cinema, nas artes plásticas e na literatura. Ele próprio gostava de admitir isso.
“Tudo o que fiz, tudo o que faço, sempre tem como base o humor. Desde que nasci, desde sempre”, afirmou em depoimento ao site Memória Globo.
Jô Soares se emociona ao se despedir do ‘Programa do Jô’
Carol Caminha / Gshow
Jô Soares no JG, em 1984
Reprodução
Nos últimos 25 anos, Jô ficou conhecido por ser o apresentador do talk-show mais famoso do país. Na TV Globo, estrelava o “Programa do Jô”, exibido de 2000 a 2016.
Considerado pioneiro do stand-up, também se destacou por ser um dos principais comediantes da história do Brasil, participando de atrações que fizeram história na TV, como “A família Trapo” (1966), “Planeta dos homens” (1977) e “Viva o Gordo” (1981). Além disso, escreveu livros e atuou em 22 filmes.
Adolescência na Suíça
José Eugênio Soares nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938. Era o único filho do empresário Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Leal Soares. Em entrevista ao Fantástico em 2012, Jô disse que “pelo fato de sempre ter sido gordo, preferia ser mais conhecido pelo espírito do que pelo físico”.
“Então, eu era muito, muito exibido”, assumiu. “Sou muito vaidoso, nunca escondi isso. Qual é o artista que não é vaidoso? Todos. É uma profissão de vitrine de exibidos. Você nasce querendo seduzir o mundo.”
Na infância, Jô estudou em colégio interno. “Chorava muito. Era uma coisa excessiva, uma coisa de sensibilidade quase gay”, disse ao Fantástico. O motivo era o medo de tirar nota baixa e não ter direito a voltar para casa nos finais de semana. Na escola, seu apelido era poeta. “Sendo gordo e ter o apelido de poeta – acho que já era uma vitória.”
Aos 12 anos de idade, foi estudar na Suíça, onde ficou até os 17. Lá, passou a se interessar por teatro e shows. Mas o plano original não era seguir carreira nos palcos.
“Eu pensei que ia seguir a carreira diplomática”, explicou ao Memória Globo. “Mas sempre ia ao teatro, sempre ia assistir a shows, ia para a coxia ver como era. E já inventava números de sátira do cinema americano; fazia a dança com os sapatinhos que eu calçava nos dedos.”
Jô Soares
TV Globo
Volta para o Brasil
Como os negócios do pai Orlando fracassaram, a família teve de retornar ao Rio. Nesta época, Jô estava disposto a encarar a vocação recém-descoberta nas artes. “Imediatamente comecei a frequentar a turma do teatro, a mostrar meus números, e a coisa engrenou quase que naturalmente”, lembrou.
O portal IMDb lista ainda que, no período, ele esteve nos filmes musicais “Rei do movimento” (1954), “De pernas pro ar” (1956) e “Pé na tábua” (1957). Naquele princípio de carreira cinematográfica, destacou-se, como ator, na chanchada “O homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga.
A estreia na TV aconteceu em 1958. Naquele ano, participou do programa “Noite de gala” e passou a escrever para o “TV Mistério”, que tinha no elenco Tônia Carreiro e Paulo Autran. Eles eram exibidos pela TV Rio. Na emissora, Jô esteve ainda no “Noites cariocas”. Em seguida, escreveu e atuou em humorísticos da TV Continental.
Já na TV Tupi, fez participações no “Grande Teatro Tupi”, do qual faziam parte nomes como Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Sérgio Brito e Aldo de Maia. “Eu consegui trabalhar ao mesmo tempo nas três emissoras que existiam no Rio”, declarou ao Memória Globo.
Em 1960, Jô mudou-se para São Paulo para trabalhar na TV Record.
“Vim descobrir São Paulo, era casado com a Teresa, tinha 22 anos. Vim para passar 12 dias e fiquei 12 anos”, lembrou ao Fantástico ao mencionar o casamento com a atriz Therezinha Millet Austregésilo (1934-2021), com quem teve seu único filho, Rafael, que era autista e morreu aos 50 anos.
A partir daí, atuou e escreveu para diversas atrações, como “La reuve chic”, “Jô show”, “Praça da alegria”, “Quadra de azes, “Show do dia 7” e “Você é o detetive”.
O grande destaque da época foi “A família trapo”, exibido entre 1967 e 1971 todos os domingos. No princípio, Jô apenas escrevia o roteiro – seu parceiro era Carlos Alberto Nóbrega. Depois, ganhou um papel: o mordomo Gordon. O elenco tinha ainda nomes como Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Ricardo Corte Real, Cidinha Campos e Ronald Golias.
Jô costumava celebrar o pioneirismo da atração. “Acho que foi a primeira sitcom que se fez”, afirmou ao Memória Globo. Ao Fantástico, comentou que “foi o primeiro grande sucesso nacional da TV”. “Saí um ano antes [do fim do programa], em 1970. Assinei contrato com a Globo, onde estavam o Boni, que já me conhecia e de quem já era amigo, e o Walter Clark.”
Trajetória na Globo
Pelos 17 anos seguintes, a partir de 1970, Jô Soares ficou na TV Globo. A estreia foi no programa “Faça humor, não faça a guerra”, ao lado de Renato Corte Real (ambos eram roteiristas e protagonistas). Os textos eram também assinados por Max Nunes, Geraldo Alves, Hugo Bidet e Haroldo Barbosa. “Criávamos uma média de 20 e tantos personagens por ano. Quando terminou o último programa, havia mais de 260 personagens criados”, enumerou Jô ao Memória Globo.
Em 1973, surgiu um novo humorístico, “Satiricom”. “Era um programa no estilo do extinto “Casseta & Planeta”, de sátira à comunicação. A gente brincava com as novelas, com o noticiário. Então, não tinha quadros fixos”, comparou.
Já em 1977, foi a vez de “O planeta dos homens”, em que novamente se dividiu entre as funções de ator e redator, com a colaboração de dois de seus parceiros habituais: Max Nunes e Haroldo Barbosa. O elenco, uma vez mais, chamava atenção: Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Luís Delfino, Sonia Mamede, Berta Loran, Costinha, Eliezer Motta e Carlos Leite.
Embora “O planeta dos homens” tenha ido ao ar até 1982, Jô se desligou um ano antes, para se dedicar ao seu próximo projeto: o “Viva o gordo”.
“O meu humor tem sempre um fundo político, sempre tem uma observação do cotidiano do Brasil”, dizia.
“Os meus personagens são muito mais baseados no lado psicológico e no social do que na caricatura pura e simples. Eu nunca fiz um personagem necessariamente gordo. Eles são gordos porque eu sou gordo.”
Desta galeria de figuras, destacaram-se o Reizinho (monarca de um reino que satirizava o Brasil da época), o Capitão Gay (um super-herói homossexual) e o Zé da Galera (do bordão “Bota ponta, Telê!”).
Jô Soares durante entrevista com Roberto D’Avila em julho de 2014
Zé Paulo Cardeal/Globo
Talk-show
Quando seu contrato com a Globo venceu, em 1987, Jô Soares foi para o SBT. Ele atribuiu a mudança à possiblidade de apresentar um programa de entrevistas na nova emissora.
“No fim do contrato, falei com o Boni, meu amicíssimo… Na época ficou um ódio, claro. Porque falei ‘não’ [à proposta de renovação com a TV Globo]”, admitiu Jô ao Fantástico em 2012. Durante os seus 11 anos de exibição, o talk-show “Jô Soares onze e meia” rendeu mais de 6 mil entrevistas.
“E durante o processo do impeachment do presidente Fernando Collor, o ‘Jô Soares Onze e Meia’ funcionou como uma espécie de tribuna popular, com o apresentador entrevistando alguns dos principais implicados e testemunhas do caso”, aponta o Memória Globo.
“Acho que descobri, também sem querer, a grande vocação da minha vida, a coisa que me dá mais prazer, mais alegria de fazer. Eu me sinto muito vivo ali. A maior atração do mundo é o bate-papo, a conversa”, afirmava o próprio Jô.
Ele retornou à Globo em 2000, quando estreou o “Programa do Jô”.
“Não foi por uma questão salarial, porque a contraproposta do SBT era muito alta. Voltei pela possibilidade de fazer mais entrevistas internacionais, pelas facilidades de gravação, pelo apoio do jornalismo.”
Literatura e teatro
Jô Soares também foi autor best-sellers e escreveu para jornais e revistas.
Nos anos 1980, escreveu com regularidade nos jornais “O Globo” e “Folha de S.Paulo” e para a revista “Manchete”. Entre 1989 e 1996, assinou uma coluna na “Veja”.
Também escreveu cinco livros, sendo quatro romances. A estreia foi “O astronauta sem regime” (1983), coletânea de crônicas publicadas originalmente em “O Globo”. O romance “O Xangô de Baker Street” (1995) liderou as listas dos mais vendidos e foi adaptado para o cinema em 2001. As obras seguintes foram “O homem que matou Getúlio Vargas” (1998), “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” (2005) e “As esganadas” (2011).
No teatro, Jô ficou célebre por seus monólogos, todos marcados pelo tom cômico e crítico, com sátiras da vida cotidiana e política do Brasil. Os mais conhecidos foram “Ame um gordo antes que acabe” (1976), “Viva o gordo e abaixo o regime!” (1978), “Um gordoidão no país da inflação” (1983), “O gordo ao vivo” (1988), “Um gordo em concerto” (1994) – que ficou em cartaz por dois anos – e “Na mira do gordo” (2007).
Dentre os espetáculos em que trabalhou como ator nos palcos, estão ainda uma montagem de “Auto da compadecida” e “Oscar” (1961), com Cacilda Becker e Walmor Chagas. Como diretor, esteve à frente de “Soraia, Posto 2” (1960), “Os sete gatinhos” (1961), “Romeu e Julieta” (1969), “Frankenstein” (2002), “Ricardo III” (2006).
Jô Soares no JG, em 1984
Reprodução
De seus mais de 20 trabalhos no cinema, Jô apareceu em alguns clássicos do cinema nacional, caso de “Hitler IIIº Mundo” (1968), de José Agripino de Paula”, e de “A mulher de todos” (1969), de Rogério Sganzerla. Além disso, dirigiu um filme, “O pai do povo” (1976).
‘Hipocondríaco de doenças exóticas’
Ao Fantástico em 2012, Jô falou sobre a morte, sempre com bom humor. Relembre no vídeo abaixo:
Jô Soares conta o que viu da vida
“Sou um hipocondríaco de doenças exóticas. Beriberi – eu nem sei o que é, mas tenho pavor de pegar isso”, brincou.
“O medo da morte é um sentimento inútil: você vai morrer mesmo, não adianta ficar com medo. Eu tenho medo de não ser produtivo. Citando meu amigo Chico Anysio, [uma vez] perguntaram para ele: ‘Você tem medo de morrer?’. Ele falou: ‘Não. Eu tenho pena’. Impecável.”
MAIS VÍDEOS SOBRE JÔ SOARES:

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Multimídia, Jô Soares deixa quatro discos lançados entre 1972 e 2008 com músicas, piadas e poemas


♪ MEMÓRIA – Além de humorista, ator, apresentador e escritor, o carioca José Eugênio Soares (16 de janeiro de 1938 – 5 de agosto de 2022) – o excepcional Jô Soares – também foi dramaturgo, músico e compositor. Jô tocava trompete e bongô em ambientes musicais regados ao jazz que ouvia com paixão desde a adolescência.
Multimídia, o artista também deixa quatro discos ao morrer na madrugada de hoje, aos 84 anos, em hospital da cidade de São Paulo (SP). O primeiro álbum de Jô Soares, lançado há 50 anos pela gravadora Som Livre, foi Norminha.
O disco foi batizado com o nome de uma das personagens que Jô interpretava no programa humorístico Faça humor, não faça guerra, apresentado pela TV Globo de 1971 a 1973. Foi caracterizado como Norminha que Jô apareceu na capa do álbum, cujo repertório era essencialmente autoral.
Jô assinava a maioria das músicas, sozinho – casos de Fan, Irajá e Stop the world – ou em parceria com o maestro Guio de Moraes, como em Beijo da Norminha e Gatinha. Oito anos depois, o humorista lançou o álbum de piadas A b… e outras histórias (1980).
Para lançar um disco de jazz, paixão imortal do artista, Jô precisou esperar mais 20 anos. Gravado ao vivo em novembro de 1999, em apresentação na casa paulistana Tom Brasil, o álbum Jô Soares e o sexteto (2000) foi lançado no ano seguinte pela gravadora Som Livre. O sexteto era o antigo Quinteto Onze e Meia.
Neste disco, Jô e os músicos da banda do talk-show da TV tocam standards do jazz como A night in Tunisia (Dizzy Gillespie, 1942), Caravan (Duke Ellington, Juan Tizol e Irving Mills, 1936) e Summertime (George Gerswhin, DuBose Heyward e Ira Gershwin, 1935), além de tema de autoria de Jô com o sexteto, Enkrenka.
Último título da discografia de Jô, Remix_em_Pessoa (2008) apresentou 12 poemas de Fernando Pessoa (1888 – 1935) na voz de Jô Soares sobre músicas criadas pelo tecladista Billy Forghieri, integrante da banda Blitz.
Jô certamente será mais lembrado pela atuação memorável como humorista e apresentador da TV brasileira ao longo de carreira iniciada nos anos 1950. Contudo, por ter sido de fato um artista multimídia, Jô Soares deixa até discos como parte de legado cultural de valor inestimável.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Roberto Irineu Marinho lamenta morte de Jô Soares: ‘Uma das figuras mais geniais da nossa cultura’


Vice-presidente do Grupo Globo comentou morte do apresentador e humorista, que estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Foto de arquivo de 06/10/2016 do apresentador, escritor, humorista e diretor Jô Soares durante ensaio fotográfico quando dirigiu a peça “Troilo e Créssida”, de William Shakespeare, no Teatro do Sesi, na Avenida Paulista, em São Paulo
TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO
Roberto Irineu Marinho, vice-presidente do Grupo Globo, lamentou a morte de Jô Soares:
“Perdemos hoje uma das figuras mais geniais da nossa cultura. Jô Soares começou na Globo no início dos anos 70 e ajudou a escrever não só a nossa história, mas a da televisão brasileira. Foi ator, produtor, diretor, autor, escritor, pintor, mas, acima de tudo, foi um mestre – um mestre na arte de ler e de interpretar o Brasil e os brasileiros e de fazê-los rir com sua graça, inteligência e elegância.”
“Seus programas de humor fizeram uma crônica da nossa história com seus mais de 200 personagens, que foram também parte da família de várias gerações. No sofá do Programa do Jô, se sentaram o Brasil e o mundo. Jô era um artista completo. Eu conheci o Jô nos anos 70 e nos falávamos sempre. Além da troca de carinhos, trocávamos também doenças raras, como dois bons hipocondríacos. Dele me despeço com pesar e, repetindo o meu pai, quando por ele foi entrevistado, com o orgulho de dizer que trabalhamos juntos. A cultura, a história, a televisão, o Brasil, todos nós, Jô, vamos sentir a sua falta. Viva o Gordo!”
Morte de Jô Soares
O apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares morreu às 2h30 desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, o apresentador do “Programa do Jô”, exibido na TV Globo de 2000 a 2016, estava internado desde 28 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo.
A causa da morte não foi divulgada. O enterro e velório serão reservados à família e aos amigos, em data e local ainda não informados. O anúncio da morte foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.
“Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, escreveu Flávia em uma rede social.
Humor como marca registrada
Jô Soares morre aos 84 anos, em São Paulo; fãs e amigos prestam homenagens
Em todas as suas inúmeras atividades artísticas – entrevistador, ator, escritor, dramaturgo, diretor, roteirista, pintor… –, Jô Soares teve o humor como marca registrada. Foi seu ponto de partida e sua assinatura no teatro, na TV, no cinema, nas artes plásticas e na literatura. Ele próprio gostava de admitir isso.
“Tudo o que fiz, tudo o que faço, sempre tem como base o humor. Desde que nasci, desde sempre”, afirmou em depoimento ao site Memória Globo.
Nos últimos 25 anos, Jô ficou conhecido por ser o apresentador do talk-show mais famoso do país. Na TV Globo, estrelava o “Programa do Jô”, exibido de 2000 a 2016.
Considerado pioneiro do stand-up, também se destacou por ser um dos principais comediantes da história do Brasil, participando de atrações que fizeram história na TV, como “A família Trapo” (1966), “Planeta dos homens” (1977) e “Viva o Gordo” (1981). Além disso, escreveu livros e atuou em 22 filmes.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Relembre a trajetória de Jô Soares

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Bisneto de ex-governador do ES, Jô Soares sonhava em ser diplomata


Jô Soares foi bisneto do conselheiro e diplomata Filipe José Pereira Leal, que governou a então Província do Espírito Santo na época do Brasil Imperial. Jô morreu nesta sexta-feira (5) aos 84 anos. Jô Soares em abril de 2000, durante uma entrevista coletiva sobre seu novo programa na Rede Globo, o ‘Programa do Jô’, transmitido pela emissora na televisão e pela CBN no rádio
Vidal Cavalcante/Estadão Conteúdo
O apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares, que morreu aos 84 anos, na madrugada desta sexta-feira (5), sonhava em ser diplomata quando criança. O sonho estava ligado à história da família dele, que se cruza com a história do Espírito Santo, ainda na época do Brasil Imperial: Jô Soares era neto do diplomata, político e ex-governador da então Província do Espírito Santo, Filipe José Pereira Leal.
Filipe José Pereira Leal, ex-governador do ES no período do Brasil Imperial e bisavô de Jô Soares
Reprodução/ Perfil Brazil Imperial, no Facebook
Jô é considerado um dos maiores humoristas do Brasil e apresentou o “Programa do Jô”, na TV Globo entre os anos de 2000 e 2016.
O anúncio de sua morte foi feito por Flávia Pedra, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.
“Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo”, escreveu Flávia em uma rede social. Leia a íntegra do texto aqui.
Jô Soares teve um único filho e foi humorista, apresentador de televisão, ator e escritor; relembre vida e trajetória
Relembre em imagens a carreira do ator, humorista, entrevistador
Bisavô
Único filho do empresário paraibano Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Pereira Leal, Jô Soares era bisneto, pelo lado materno, do conselheiro Filipe José Pereira Leal, que governou o Espírito Santo na época do Brasil Imperial.
Por parte de pai, Jô era sobrinho-bisneto de Francisco Camilo de Holanda, ex-governador da Paraíba.
Filipe José Pereira Leal, ex-governador do ES e bisavô de Jô Soares
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
De acordo com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), O bisavô de Jô Soares, Filipe José Pereira Leal, nasceu no Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1812 e morreu na Bahia, em 13 de agosto de 1880.
O perfil Brazil Imperial, que resgata histórias do Brasil no período do Primeiro e do Segundo Reinado, conta que Filipe José Pereira Leal foi diplomata do Império do Brasil na Venezuela e representou o Império no Tratado de Limites e Navegação Fluvial com a Venezuela, no qual as fronteiras entre os dois países foram delimitadas em 1859.
Segundo os arquivos do IHGB, ele ingressou na carreira diplomática em 1843 e antes ingressou na Marinha no ano de 1827.
VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Jô Soares foi o único filho do empresário paraibano Orlando Heitor Soares e da dona de casa Mercedes Pereira Leal. Pelo lado materno, foi bisneto do conselheiro Filipe José Pereira Leal, diplomata e político que, no Brasil Imperial, foi governador do Estado do Espírito Santo. Por parte de seu pai, foi sobrinho-bisneto de Francisco Camilo de Holanda, ex-governador da Paraíba.
Queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio de São Bento, no Rio de Janeiro; no Colégio São José, em Petrópolis; e em Lausana, na Suíça, no Lycée Jaccard.
Jô Soares teve um único filho e foi humorista, apresentador de televisão, ator e escritor; relembre vida e trajetória
VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Quiz: você lembra dos personagens de “Viva o gordo”? Faça o teste!


O programa estreou há 41 anos e foi produzido de 1981 a 1987. Eram apresentados quadros fixos e esquetes, com personagens vividos pelo humorista e o elenco de apoio. Zé da Galera, um dos personagens mais conhecidos de Jô Soares
Reprodução/ TV Globo
Um dos marcos históricos da carreira do apresentador, humorista, ator e escritor Jô Soares, que morreu nesta sexta-feira (5) aos 84 anos, foi o programa “Viva o gordo”, produzido de 1981 a 1987.
Considerado um dos maiores humoristas do Brasil, ele dizia que seu humor “tem sempre um fundo político, sempre tem uma observação do cotidiano do Brasil”.
Compartilhe no WhatsApp
Compartilhe no Telegram
“Os meus personagens são muito mais baseados no lado psicológico e no social do que na caricatura pura e simples. Eu nunca fiz um personagem necessariamente gordo. Eles são gordos porque eu sou gordo.”
Se você viveu essa época ou já assistiu o programa pela internet, testes seus conhecimentos:
Teste seus conhecimentos sobre os personagens de Jô Soares no “Viva o gordo” (1981)
VÍDEOS: Jô Soares morre aos 84 anos

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Jô Soares: a trajetória no teatro, no cinema e na TV


Com personagens como Capitão Gay e Reizinho, e bordões como ‘tem pai que é cego…’, o escritor, ator e diretor deixou obras marcantes na cultura nacional. Eliezer Motta e Jô Soares caracterizados como Carlos Suely e Capitão Gay
Acervo Grupo Globo
Jô Soares era especialista em criar personagens, tipos curiosos que retratavam com humor o cotidiano brasileiro. Eram tantos que, segundo ele, parou de contar quanto chegou ao número 200. Escritor, ator e diretor, Jô morreu na madrugada desta sexta-feira (5), em São Paulo, e deixou obras marcantes para a cultura nacional.
Nos anos 50, participou de filmes como “O Homem do Sputnik”, dirigido por Carlos Manga, e estreou no teatro com a peça “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, e com atuações no Grande Teatro da TV Tupi.
Jô Soares caracterizado como o personagem Zé da Galera
Acervo Grupo Globo
O grande primeiro destaque na TV foi em “A família Trapo”, pela TV Record, exibido entre 1967 e 1971. Jô começou escrevendo roteiro, ao lado de Carlos Alberto Nóbrega, e ganhou um papel, o mordomo Gordon. A confusa e divertida família era inspirada na família von Trapp, do musical “A noviça rebelde”, e contava com Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Ricardo Corte Real, Cidinha Campos e Ronald Golias.
‘Viva o Gordo’
Jô Soares caracterizado como o personagem ‘Reizinho’
Acervo Grupo Globo
A partir dos anos 70, e por 17 anos, Jô ficou na TV Globo. Foi roteirista e protagonista do programa “Faça humor, não faça a guerra”, ao lado de Renato Corte Real, e textos também assinados por Max Nunes, Geraldo Alves, Hugo Bidet e Haroldo Barbosa. Foram mais de 260 personagens.
Também participou dos humorísticos “Satiricon”, “Globo Gente”, “O planeta dos homens”, até ganhar seu próprio programa, “Viva o Gordo”, com Max Nunes, onde fazia críticas à ditatura militar, em meio a sátiras sobre o cenário político brasileiro.
Entre os personagens, estava Reizinho, de estatura baixa e ego imenso, trouxe o bordão “Sois rei!”. Apareceram figuras como Capitão Gay, e seu grito de guerra “Cansei!” e Zé da Galera, que como bom brasileiro da época não poupava broncas ao técnico da seleção brasileira Telê Santana, e os bordões “tem pai que é cego…” e “a ignorância da juventude é um espanto”, entre outros.
No fim dos anos 80, estrou no SBT, com o programa “Viva o gordo” e, depois, com o talk-show “Jô – Onze e meia”. Na década de 90, se dedicou à literatura. Lançou “o Xangô de Baker Street”, que virou filme em 2001, e “O homem que matou Getúlio Vargas”.
Jô voltou a TV Globo nos anos 2000, com o “Programa do Jô”, além de retornar ao teatro, em 2003, quando dirigiu a peça “Frankenstein’s”. Na sequência vieram a adaptação de “Ricardo III”, “Às Favas Com Os Escrúpulos”, “O Eclipse”, “A Cabra ou Quem é Silvia?” e “Happy Hour”, entre outros.
Em 2018, dirigiu ainda a peça “A noite de 16 de janeiro”, em São Paulo. No ano seguinte, o artista estrearia a peça “O Livro de Jô”, baseado em seu livro, mas precisou ser cancelada por motivos de saúde.
Ele participou de filmes “Rei do movimento” (1954), “De pernas pro ar” (1956) e “Pé na tábua” (1957). Naquele princípio de carreira cinematográfica, destacou-se o trabalho na chanchada “O homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga. Sempre como ator.
A estreia na TV foi

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Sandy propaga levezas com Agnes Nunes e Wanessa Camargo no primeiro single do EP ‘Nós, Voz, Eles 2’


Capa do single ‘Nós, Voz, Eles 2 – EP 1’, de Sandy com Agnes Nunes e Wanessa Camargo
Raffa Azevedo
Resenha de single duplo
Título: Nós, Voz, Eles 2 – EP 1
Artista: Sandy (com Agnes Nunes e Wanessa Camargo)
Edição: Letra S Promoções Artísticas / Universal Music
Cotação: ★ ★ ★
♪ Se o mercado fonográfico brasileiro da era TikTok girasse menos em torno de discos fragmentados em singles e EPs, geralmente com colaborações (ou feats, para usar o jargão atual) de outros artistas, Sandy talvez já tivesse apresentado integralmente um álbum de estúdio como Manuscrito (2010), bom ponto de partida da discografia solo da cantora e compositora paulista, projetada em dupla com o irmão Júnior Lima nos anos 1990.
Contudo, é preciso seguir os mandamentos da indústria da música, como faz Sandy na apresentação fracionada de Nós, Voz, Eles 2, sequência do álbum gregário de 2018 que juntou a artista com colegas como Anavitória, Iza, Melim e Thiaguinho.
A rigor, quando tiver sido disponibilizado na íntegra, Nós, Voz, Eles 2 será EP com seis músicas inéditas gravadas por Sandy com seis convidados. Essas seis músicas serão apresentadas em série de três singles duplos – caracterizados erroneamente como EPs – com duas gravações cada um.
O primeiro single entrou em rotação na noite de ontem, 4 de agosto, com as músicas gravadas por Sandy com as cantoras Agnes Nunes e Wanessa Camargo.
Com Agnes, o encontro harmonioso de vozes acontece em De cada vez, canção em cuja letra o compositor Edu Tedeschi defende a serenidade no dia-a-dia normalmente atribulado e apressado das pessoas.
Música que parece clonar o estilo light do repertório da dupla Anavitória, De cada vez dialoga com a temática de Leve, faixa que junta Sandy com Wanessa Camargo em união por si só emblemática por se tratar do encontro de filhas de dois cantores referenciais no universo sertanejo, Xororó e Zezé Di Camargo, respectivamente.
Leve é composição de autoria da própria Sandy em parceria com Lucas Lima, Bibi, Bárbara Dias, Mike Tulio e Guto Oliveira. O arranjo esboça suingue, bafejado pelo sopro dos metais da gravação feita com produção musical de Lucas Lima, mas parece que a pulsação desse arranjo quer contrariar a leveza pretendida na gravação.
No saldo final, salta aos ouvidos a afinidade entre as vozes de Sandy e Wanessa, ambas leves, em fina sintonia com a música, outro convite para o ouvinte desacelerar o ritmo da vida.
Entre essas levezas, o primeiro single duplo do EP Nós, Voz, Eles 2 mostra Sandy à vontade, fiel à suavidade que pauta a discografia solo da artista, ainda que seguindo as regras do mercado.

Fonte: G1 Entretenimento