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Família Bin Laden doou um milhão de libras à fundação do príncipe Charles, diz imprensa


Segundo jornal inglês “Sunday Times”, herdeiro da coroa britânica aceitou doação apesar de assessores terem desaconselhado operação. Fundação está sendo investigada pela polícia britânica. Segundo o Sunday Times, o príncipe Charles recebeu pessoalmente três doações em dinheiro do ex-primeiro-ministro entre 2011 e 2015.
BBC
O príncipe Charles, herdeiro da coroa britânica, aceitou uma doação para sua fundação de um milhão de libras (1,21 milhão de euros) da família Bin Laden, segundo o Sunday Times.
Vários de seus assessores teriam aconselhado para que a fundação não aceitasse essa doação da abastada família do mandante dos atentados de 11 de setembro de 2001, Osama bin Laden, segundo as fontes citadas no artigo do jornal britânico.
Embora os membros da família saudita – que repudiaram Osama bin Laden – não sejam suspeitos de qualquer crime, essa informação aumenta a atenção em torno da fundação do príncipe Charles, que está sob uma investigação da polícia lançada em fevereiro.
Esta investigação visa estabelecer se as doações para a fundação do príncipe Charles foram recompensadas com títulos honoríficos e se foram usadas para apoiar um pedido de naturalização por um empresário saudita, Mahfuz Marei Mubarak bin Mahfuz.
O acordo sobre a doação de um milhão de libras do patriarca da família saudita, Bakr bin Laden (meio-irmão de Osama) e seu irmão Shafik, data de 2013 durante uma reunião em Londres entre Bakr bin Laden e o príncipe Charles, segundo o Sunday Times.
Ian Cheshire, presidente da fundação, diz que a doação foi aceita na época por todos os cinco curadores.
O caso, sobre o qual a Scotland Yard iniciou uma investigação, foi revelado no ano passado e pesou sobre o herdeiro do trono britânico de 73 anos.
Suspeita-se que seu antigo ajudante de camareiro Michael Fawcett, conhecido por ser muito próximo de Charles, tenha usado sua influência para ajudar o empresário saudita Bin Mahfuz, generoso doador de instituições de caridade ligadas à monarquia britânica, a obter uma condecoração.
Mahfuz, que nega qualquer irregularidade, teria doado grandes somas de dinheiro para projetos de restauração.
Michael Fawcett renunciou em novembro de 2021.
Uma investigação também foi lançada em novembro passado pelo regulador inglês de instituições de caridade para apurar se a fundação Mahfuz, do rico empresário saudita, recebeu doações destinadas à do príncipe Charles.
“A investigação vai analisar se certas doações recebidas pela fundação Mahfuz foram destinadas à organização, se foram usadas de acordo com a intenção dos doadores e se devem ser devolvidas”, explicou a comissão na época.
A fundação do príncipe Charles, criada em 1986, não é regulada por esta comissão, mas depende do regulador escocês de instituições de caridade.
Este último também abriu uma investigação, mas desta vez por doações de várias centenas de milhares de euros de um doador russo.
O Grupo Bin Laden, o maior império de construção da Arábia Saudita fundado pelo pai de Osama bin Laden em 1931, enriqueceu por décadas graças à sua proximidade com a família real. Mas agora está cheio de dívidas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Mulher levada pelos policiais por racismo contra filhos de Giovanna Ewbank já foi liberada, diz jornal português


A polícia considerou que ela estava alcoolizada. A atriz e seu marido, Bruno Gagliasso, ainda devem prestar depoimento. Giovanna Ewbank denuncia racismo em Portugal
A mulher que deferiu frases racistas contra os filhos dos atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso já foi solta pela polícia, segundo informações conseguidas pelo portal português “Público”.
Eles falaram com a Divisão de Comunicação e Relações Públicas da polícia que confirmou a soltura após atestar condição de alcoolismo.
As testemunhas do caso ainda devem ser ouvidas pela polícia e o caso deve ganhar mais capítulos.
Entenda o caso
Da esquerda: Giovanna Ewbank, os filhos Zyan e Bless, Bruno Gagliasso e o filho Titi
Reprodução / Instagram Giovanna Ewbank
Giovanna Ewbank disse que seus filhos foram vítimas de racismo em um restaurante na Costa da Caparica, em Portugal, neste sábado (30). Segundo a atriz, uma mulher xingou Bless e Titi, seus filhos com Bruno Gagliasso, e um casal de turistas angolanos que estava no lugar.
“Confirmamos, conforme videos que já circulam no Brasil, que Giovanna reagiu e enfrentou a mulher, enquanto Bruno Gagliasso, seu marido, chamou a polícia”, diz a assessoria de imprensa da atriz ao g1.
A assessoria afirma que Bruno Gagliasso chamou a polícia e que a mulher foi levada escoltada e detida. Os atores, que estão passando férias no país, dizem que vão prestar queixa contra a mulher em uma delegacia portuguesa.
Veja o comunicado completo abaixo:
“Comunicamos que os filhos do casal Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso foram vítimas de racismo no restaurante Clássico Beach Club, na Costa da Caparica, em Portugal, neste sábado, dia 30 de julho, onde a família passa férias.
Uma mulher branca, que passava na frente do restaurante, xingou, deliberadamente, não só Títi e Bless, mas também a uma família de turistas Angolanos que estavam no local – cerca de 15 pessoas negras. A criminosa pedia que eles saíssem do restaurante e voltassem para a África, entre outras absurdos proferidos às crianças, tais quais “pretos imundos”.
Confirmamos, conforme videos que já circulam no Brasil, que Giovanna reagiu e enfrentou a mulher, enquanto Bruno Gagliasso, seu marido, chamou a polícia. A mulher foi levada escoltada e presa.
Informamos ainda que Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank prestarão queixa contra a racista formalmente na delegacia portuguesa.
A Trigo Casa de Comunicação lamenta as agressões sofridas por Títi, Bless e os turistas angolanos e apoia integralmente as ações tomadas por Giovanna e Bruno. Racismo é crime.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Funk faz sucesso no exterior, mas continua a ser atacado no Brasil, diz pesquisador


Danilo Cymrot, autor de ‘O Funk na Batida’, avalia que a popularidade de artistas como Anitta não impede que o ritmo ainda seja associado à criminalidade e alvo de repressão policial e projetos de lei para reprimi-lo. A funkeira Anitta é atualmente a artista brasileira mais famosa no exterior
EPA/via BBC
Para o pesquisador Danilo Cymrot, embora o funk faça um estrondoso sucesso no Brasil e no exterior, o gênero musical continua enfrentando um processo de ataques e perseguição inclusive da lei. Para ele, a ascensão de funkeiros como Anitta, hoje a artista brasileira mais conhecida fora do país, não impedem que o estilo sofra com criminalização e repressão policial.
“Acho que existe uma síndrome de vira-lata também, que não valoriza nossa produção”, disse em entrevista à BBC News Brasil.
Danilo Cymrot é mestre e doutor em Direito Penal e Criminologia pela Faculdade de Direito da USP. Desde 2013 ele é pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. No mês passado, Cymrot lançou o livro O Funk na Batida (Edições Sesc), sobre a história da criminalização do funk por meio de projetos de lei que tentam disciplinar, proibir e censurar o gênero.
A obra mostra como o ritmo, desenvolvido nas periferias do Rio de Janeiro e de São Paulo, passou a ser associado à criminalidade e à violência, sofrendo perseguição da mídia e de parlamentares – tanto de direita como de esquerda.
Na entrevista, o autor falou sobre o histórico de estigmatização do funk nos anos 1990, o papel de parlamentares na criação de leis que dificultaram a realização dos bailes e o chamado funk proibidão, que aposta em letras sobre a violência na periferia e facções criminosas.
Por outro lado, Cymrot também comentou como os rolezinhos (encontro de jovens funkeiros em shoppings centers de São Paulo) desagradaram parte da periferia e de ambos os espectros políticos, sendo classificado tanto como “vendido ao capitalismo” como “fútil” por causa do perfil de baixa renda de seus participantes.
Confira a entrevista abaixo.
BBC News Brasil – Hoje o funk é o ritmo brasileiro de mais sucesso fora do país, ao mesmo tempo que ainda se diz perseguido por aqui. Por que essa contradição?
Danilo Cymrot – Mesmo com sucesso no exterior, ele continua atacado e desvalorizado no Brasil. Claro que um cantor de proibidão não vai fazer o mesmo sucesso da Anitta. Os funkeiros sabem que precisam moldar o discurso para atingir determinados públicos.
Veja o caso da música Deu Onda, do MC G15, que surgiu como um funk com linguagem explícita. Quando ela começou a fazer sucesso, ele mudou a letra para uma versão mais suave. Baile de Favela tocou na Olimpíada de Tóquio na apresentação da ginasta Rebecca Andrade, mas também foi uma música que teve sua versão original “adaptada” para atingir outros públicos.
Acho que existe uma síndrome de vira-lata também, que não valoriza nossa produção. Alguns artistas, mesmo quando são valorizados no exterior, são atacados aqui. O sucesso não traz necessariamente o reconhecimento. Eles são acusados de terem traído suas origens, como a Carmem Miranda, ou porque “estão manchando” a imagem do Brasil ao reforçar o “apelo sexual e vulgar dos brasileiros”, como a Anitta e outros artistas.
O pesquisador Danilo Cymrot estudou a criminalização do funk em seu mestrado na Universidade de São Paulo
ARQUIVO PESSOAL/via BBC
BBC News Brasil – Por que você aponta um “arrastão” de 1992 como o início da criminalização do funk?
Cymrot – O primeiro baile funk, o Baile da Pesada, acontecia no Canecão, no Rio de Janeiro, antes da casa virar o “templo da MPB”. Os bailes saíram de lá e passaram a acontecer em favelas e na periferia do Rio. Nos anos 1980, a elite intelectual na Zona Sul do Rio não sabia o que era funk. O primeiro contato foi nesse episódio conhecido como “arrastão”.
Na verdade, o que aconteceu foi um encontro de duas galeras (grupo de jovens da periferia que se reuniam nos bailes). Elas saíram da Parada de Lucas e foram para a praia de Ipanema, que, embora fosse um ambiente democrático, era privatizada por hotéis e restaurantes voltados às classes altas.
Os jovens começaram a brigar em uma espécie de capoeira que misturava briga, brincadeira e dança. Algo parecido com o que acontece em um show de punk. Quem não estava familiarizado com a cena ficou muito assustado. Essa imagem de jovens negros correndo foi interpretada como um arrastão, porque já havia todo uma imagem construída do jovem negro periférico como um potencial assaltante.
Os participantes foram identificados pela imprensa como funkeiros, nome que virou quase um sinônimo de arruaceiro, marginal e ladrão. Vários pesquisadores, como o antropólogo Hermano Vianna, consideram esse episódio como o início da criminalização do funk.
BBC News Brasil – Além de um gênero musical, o funk também costuma ocupar o espaço público, e isso gera reações. Como essa característica influenciou a criminalização?
Cymrot – Historicamente, a reunião de jovens negros sempre causou desconfiança e medo na elite brasileira. No século 19, havia regulamentos que proibiam a circulação de ajuntamentos de negros escravizados ou até libertos. Existia a suspeita de que as aglomerações poderiam ensejar revoltas. A capoeira foi criminalizada por isso.
Na República Velha, negros circulando pela cidade eram acusados de vadiagem. O samba não foi proibido, mas sambistas foram presos e acusados desse delito. Então, a criminalização se repete com manifestações culturais da população negra e periférica, não é uma novidade no Brasil.
Por medo de uma ‘revolta dos negros’, autoridades brasileiras tornaram a capoeira crime no final do século 19
AMANDA OLIVEIRA/GOVBA/via BBC
BBC News Brasil – Os chamados rolezinhos, quando jovens da periferia se juntavam em shoppings centers de São Paulo no início de 2014, também se enquadram nesse contexto?
Cymrot – Naquele momento, o shopping center tinha uma simbologia especial, porque o Brasil vivia um bom momento econômico, o ápice da era do consumo. Parte da população ascendeu socialmente por meio do consumo. Isso se refletiu no funk ostentação.
São Paulo não tem praia e os jovens se organizaram pelas redes sociais para se encontrar nesses locais. É importante dizer que eles já frequentavam esses lugares, era parte do cotidiano deles. E não eram shoppings da elite, mas na periferia mesmo, como Itaquera e Aricanduva.
E não são só pessoas brancas e ricas têm hostilidade ao funk, mas também gente das próprias periferias, que convive com o barulho, com os bailes nas ruas, com letras consideradas imorais pela religião evangélica que é muito presente na periferia. Como eles faziam barulho, cantavam e se divertiam em grupo, essa aglomeração foi reprimida por seguranças e pela polícia.
BBC News Brasil – Os rolezinhos podem ser considerados um movimento de protesto?
Cymrot – Alguns pesquisadores tentaram relacioná-los às manifestações de junho de 2013. Elas foram organizadas pelas redes sociais por jovens que tinham demandas sobre mobilidade e direito à cidade, mas também havia diferenças. Embora não tivessem um discurso político explícito, os rolezinhos expressavam o direito de circular pela cidade, contra o assédio policial e contra o racismo.
Outro ponto é que eles mostravam a necessidade de serem integrados por meio do consumo e, curiosamente, foram criticados por isso. Os rolezeiros foram criticados pela esquerda, que os chamavam de alienados e de se venderem ao capitalismo. E à direita, por ostentarem marcas e desejos de um luxo que não são associados a essa classe social.
BBC News Brasil – Os chamados pancadões também costumam incomodar muito parte da população da periferia, por causa do barulho. Como esse conflito gera repressão e leis que tentam disciplinar o funk?
Cymrot – Com a crise econômica a partir de 2015, os jovens que já não tinham muito dinheiro para frequentar baladas e shows de funk fechados passaram a fazer os bailes no meio da rua, colocando uma caixa de som com volume alto. É um lazer barato. Drogas e bebidas também são consumidas ao ar livre.
Esses bailes então passam a ser reprimidos pela polícia, também porque são frequentados pelo público historicamente marginalizado. Essas mesmas drogas são usadas em baladas fechadas da classe média, mas essas não passam por repressão.
É claro que os pancadões causam uma série de transtornos, como poluição sonora e interrupção do tráfego. A questão é se a repressão policial aconteceria da mesma forma se fosse outra manifestação cultural em outras regiões.
Essa repressão gerou, por exemplo, 9 mortes em uma operação da PM em um baile de Paraisópolis em 2019. Mas o funk não é homogêneo. Muitos reconhecem que as pessoas da periferia têm direito ao sossego e não querem um baile funk na sua porta quatro dias por semana. Outros não querem o diálogo com o poder público porque há uma resistência e desconfiança em se submeter às regras.
Jovens dançam funk em baile no Capão Redondo, zona sul de São Paulo
JARDIEL CARVALHO/R.U.A FOTO COLETIVO/via BBC
BBC News Brasil – Seu trabalho mostra que projetos de lei que tentam disciplinar o funk e os pancadões foram produzidos por parlamentares de esquerda e de direita.
Cymrot – Tentei não ser maniqueísta dizendo que o funk foi criminalizado pelo estado policial e pela burguesia de direita. É mais complexo. De fato, os projetos desfavoráveis ao funk em maioria vêm da direita, de parlamentares ligados à polícia. Mas a esquerda também participou.
Políticos de direita criaram projetos de lei que pediam uma série de exigências que praticamente tornava impossível a realização dos bailes. Diziam: “O problema não é o funk, mas o barulho”. Ao mesmo tempo, esses parlamentares também aprovaram leis que reconheciam o funk como manifestação cultural e reservavam espaços para a realização dos bailes, como o sambódromo do Anhembi e o autódromo de Interlagos. É aquela coisa: “Não tenho nada contra o funk desde que ele não aconteça na minha porta”.
Já no Rio é uma salada mais complexa, porque o funk está tão enraizado que se inseriu em várias instâncias da sociedade e dos partidos. A vereadora Verônica Costa (PL), por exemplo, é uma das parlamentares que mais têm projetos a favor do funk. E ela fez sua carreira política em vários partidos de direita.
Nove jovens morreram durante um baile funk na favela de Paraisópolis, em São Paulo, em 2019
GETTY IMAGES/via BBC
BBC News Brasil – Mas como a esquerda também perseguiu o funk?
Cymrot – Primeiro, o funk sempre foi visto com certa antipatia por ser um “gênero alienado”, principalmente em relação ao rap, que era mais politizado e respeitado artisticamente. É claro que isso não corresponde à realidade, porque sempre houve “funks conscientes” e com crítica social.
Segundo: muitos intelectuais de esquerda enxergam como manifestações populares ricas aquelas mais folclóricas, ou mesmo o rap, por conta de suas letras engajadas. O funk é visto como uma música pobre em termos de qualidade, descartável, um gênero imposto goela abaixo pela indústria cultural. Eu me pergunto se é uma ‘música pobre’ ou uma ‘música de pobre’.
Mas essa ideia de imposição da indústria também não é verdadeira: o sucesso de um funk sempre começa nos bailes de rua, e só depois a indústria corre atrás para tentar tirar uma lasquinha.
O terceiro elemento que gera muita crítica da esquerda é a acusação de que o funk tem letras machistas e homofóbicas. Isso é verdade, mas também há muitos sambas, raps, forrós e sertanejos que também são machistas e homofóbicos. Os funkeiros são seres em uma sociedade que é assim, e isso acaba se refletindo em algumas letras. Não dá para generalizar e tratar isso como um problema só do funk.
O que a gente vê são muitas cantoras que questionam e respondem a esse machismo nas letras. Mas essas funkeiras são vistas com desconfiança por parte do feminismo mais ortodoxo porque elas reforçariam a objetificação do corpo da mulher, tendo em vista que muitas letras humilham os homens usando argumentos sexistas.
Então, o cenário é que o feminismo está rachado em relação ao funk, a esquerda também está rachada, e direita, idem. O funk gera todos esses conflitos.
BBC News Brasil – Como avalia o fenômeno do funk proibidão, que aposta em letras sobre crimes e facções criminosas?
Cymrot – Muita gente tem dificuldade de separar o autor do eu lírico. Não é porque uma pessoa está cantando uma coisa que ela viveu aquilo de fato, que aquelas histórias narradas aconteceram exatamente daquele jeito. Em várias culturas existe essa prática de contar vantagens nas músicas. Isso vale tanto pro funk proibidão quanto o chamado funk de putaria, com letras pornográficas.
Em muitas culturas, há essa valorização da figura do criminoso. Quando o Chico Buarque faz uma música sobre um traficante ninguém questiona se ele tem ligação com alguma facção. Mas se for um jovem negro, morador de favela, ele é sempre visto como alguém suspeito de ter envolvimento com o crime, vai ser chamado a prestar esclarecimento na polícia.
Os pancadões são bailes funk que ocupam ruas e avenidas da periferia de São Paulo
JARDIEL CARVALHO/R.U.A FOTO COLETIVO/via BBC
A verdade é que vários MCs já disseram que só fizeram funk proibidão por uma questão mercadológica, de vendas mesmo. Essas músicas contam uma realidade, ou são uma forma de exorcizar esse terror pelo qual esses artistas passam desde criança. É uma memória subterrânea da história do Brasil. E essa é uma realidade violenta com a qual a sociedade não quer conviver. Prefere matar o carteiro em vez de lidar com a mensagem.
BBC News Brasil – Isso não acaba glamourizando uma vida que não é boa para os próprios jovens?
Cymrot – Sim, muitos cantam o funk de facção não porque têm envolvimento com o crime, mas porque de certa forma a vida de um traficante é glamourizada como a de um sujeito que tem poder, dinheiro, contatos… Por outro lado, em comunidades que sofrem muito com a violência e corrupção policiais, cantar sobre as facções é uma espécie de revide simbólico. É como se o funkeiro dissesse à polícia: “Você pode me humilhar todos os dias, mas eu te respondo com uma batida e um funk”.
Muitos funkeiros se incomodam quando um proibidão fica famoso, pois eles dizem que as músicas são feitas da comunidade para a comunidade, ou seja, o objetivo é que ele fique ali.
BBC News Brasil – Poderia falar um pouco sobre o pornográfico?
Cymrot – Existe uma tradição da música brasileira em falar sobre sexo, mas normalmente usando o duplo sentido. Na história, houve outras manifestações da população negra perseguidas por conteúdo tipo por sexual, como o lundu. O funk falar sobre isso de maneira tão explícita é quase uma novidade. Curiosamente, muitos MCs dizem que começaram a cantar esse estilo porque foram reprimidos quando cantavam o proibidão.
O auge do funk com apelo sexual no Rio de Janeiro, nos anos 2000, surgiu como uma resposta aos bailes de corredor, que sempre terminavam em brigas entre o público. Também surgiu com grande participação de mulheres, que dançavam e subiam ao palco para cantar sobre o que gostavam de fazer, que também tinham direito de gozar etc.
Esse movimento foi até chamado de “neofeminista”. Muitas funkeiras reclamaram disso publicamente, dizendo que só conseguiam espaço se cantassem esse estilo. E muitas não tinham nada a ver com esse universo, eram mais conservadoras e até evangélicas.
Mas há também um papel político de questionar os bons costumes. Então, quando fala sobre sexo de maneira explícita, o funk choca setores mais conservadores da sociedade.
BBC News Brasil – Nos anos 1990, no Rio, repercutiu muito o fato de jovens brancos de classe média passaram a subir os morros para ir aos bailes.
Cymrot – É aquela coisa: “Você não gosta de mim, mas sua filha gosta”. Houve uma grande influência da mídia. Enquanto o mesmo canal mostrava no jornal o funk como uma cultura violenta, um programa vespertino, como o da Xuxa, convidava MCs para cantar e mostrar um “funk da paz”, como a dupla Claudinho e Buchecha.
Os jovens da Zona Sul carioca se deixam contagiar pela batida e resolvem subir o morro. Isso gera um pânico nos pais. Eles achavam que o funk estava levando seus filhos para o mau caminho, para lugares perigosos.
Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62355983

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 ouviu #205 – Lembra desses hits? Por onde andam Semisonic, Fastball e Counting Crows


Saiba o que os donos de ‘Closing time’, ‘The way’ e ‘Mr. Jones’ estão fazendo agora. Eles contam como foi viver o auge há três décadas e descrevem como é sair dos holofotes para os bastidores. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Jamie Campbell Bower e Joseph Quinn roubam a cena como os novatos em ‘Stranger Things’


Em entrevista ao g1, atores britânicos falam sobre se tornarem favoritos dos fãs após se juntarem à série na quarta temporada, o destino de Eddie e a mitologia da história. Joseph Quinn e Jamie Campbell Bower falam sobre ‘Stranger things’
Quando o quarto ano de “Stranger things” estreou no final de maio, os fãs ficaram felizes ao reencontrar a turma de protagonistas e, principalmente, o xerife Jim Hopper (David Harbour), considerado morto ao final da temporada anterior. Ao longo dos nove episódios divididos em duas partes, no entanto, o público se apaixonaria de verdade por dois novatos.
ENTREVISTA: 4ª temporada fala sobre traumas e apresenta respostas e terror
A reação da audiência pegou os atores britânicos Jamie Campbell Bower e Joseph Quinn de surpresa. Quando se juntaram à série, nenhum dos dois imaginava que roubariam todas as atenções – por mais que todo esse amor dos fãs seja a única grande semelhança entre seus personagens, ou até mesmo entre os processos de seleção pelos quais passaram.
Juntos no Brasil no começo de julho para divulgar a temporada após a estreia da segunda parte, eles riem ao dizer ao g1 que não se sentem culpados por ficarem com os holofotes, mas logo ficam sérios. Assista à entrevista no vídeo acima.
“Acho que só de me juntar a uma série como essa é meio que loucura. Fazer parte de algo pelo qual as pessoas têm um sentimento tão forte. É um presente de verdade”, diz Quinn.
“Acho que, para mim, quando eu entro em um projeto, não estou necessariamente consciente sobre a aceitação geral do que eu vou fazer. Claro que, obviamente, você espera que as pessoas se conectem com seja lá o que você estiver fazendo, mas grande parte disso vem do roteiro”, completa Bower.
Vilão veterano
Jamie Campbell Bower em cena de ‘Stranger things’
Divulgação
Aos 33 anos, Bower não é estranho a grandes universos pop. Nascido em Londres, ele atuou em três filmes da saga “Crepúsculo” e deu vida a uma versão jovem do vilão Gerardo Grindelwald em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” (2010).
Em “Stranger things”, ele primeiro foi visto como um dos enfermeiros do laboratório onde Eleven (Millie Bobby Brown) era mantida na infância. Apesar de uma postura calma e amigável, com o tempo ele revelou que era na verdade o primeiro a ter sido estudado no local.
Depois de perder um embate psíquico com a protagonista, ele foi jogado para a dimensão paralela conhecida como o mundo invertido. Com isso, foi revelado que Bower já dava as caras – por trás de muita maquiagem e próteses – desde o começo da temporada como o vilão monstruoso Vecna.
Jamie Campbell Bower e Millie Bobby Brown em cena de ‘Stranger things’
Divulgação
Peça central da principal reviravolta da trama, o ator participou de um processo de seleção tão misterioso quanto o seu personagem. Tanto que realizou seus testes sem saber quem interpretaria, lendo cenas de filmes como o terror “Hellraiser – Renascido do Inferno” (1987) e o suspense “As duas faces de um crime” (1996).
“Foi um pouco arrastado pela época do Natal. Então, acabou durando, tipo, um mês. E eu estava apavorado no processo inteiro”, diz o ator.
“E a última parte ia ser encontrar o Matt e o Ross (Duffer, irmãos criadores da série) e sentar com eles. E eles me mostraram muito sobre o personagem e onde tudo iria. Esse tipo de coisa.”
Metaleiro de bom coração
Gaten Matarazzo e Joseph Quinn em cena de ‘Stranger things’
Divulgação
Do outro lado do confronto entre Bem e Mal está Eddie Munson, o metaleiro/mestre de RPG/traficante de drogas de bom coração interpretado por Quinn.
Também de Londres, o ator de 29 anos tem em seu currículo trabalhos em séries britânicas e alguns papéis pequenos em Hollywood, como uma participação rápida em “Game of thrones”.
“O meu (processo de seleção) foi bastante direto, mas de uma forma inesperadamente tranquila. Eu fiz dois testes lá de casa. Meu flat, em Londres. Não sei. Os irmãos são um tanto estranhos. Eles meio que só me deram o trabalho. E isso é muito muito raro”, diz ele.
Com uma bela amizade com Dustin (Gaten Matarazzo), um dos favoritos dos fãs entre a turma original, o personagem rapidamente conquistou corações – entre eles o da cantora Doja Cat.
Com direito a uma grande apresentação na guitarra – que garantiu ao ator um encontro com o Metallica – nas cenas finais e um grande sacrifício que dificulta seu retorno na quinta e última temporada, Eddie se tornou o grande herói da história.
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O destino do metaleiro, é claro, deixou Quinn triste, mas ele não guarda mágoa dos irmãos Duffer.
Acho que, como um ator, você meio que sempre quer um arco de história que pareça completo. E eu sinto que consegui isso de sobra com esse personagem. Acho que há um começo e meio muito fortes e um final lindo”, afirma o britânico.
“Então, enquanto eu meio que estava jogando dardos nas caras de Matt e de Ross por um tempo, eu me sentia tão grato, porque é uma concepção extraordinária pensar em algo assim. Ele só poderia existir nesse mundo que eles criaram. Ter um show do Metallica em qualquer série poderia ser tipo: ‘isso é meio estranho’. Mas parece algo certo aqui.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Giovanna Ewbank diz que filhos foram vítimas de racismo em Portugal


Atriz diz que uma mulher branca, que passava na frente a restaurante, xingou Títi e Bless, filhos dela com Bruno Gagliasso, e uma família de turistas angolanos que estavam no local. Giovanna Ewbank denuncia racismo em Portugal
Giovanna Ewbank disse que seus filhos foram vítimas de racismo em um restaurante na Costa da Caparica, em Portugal, neste sábado (30). Segundo a atriz, uma mulher xingou Bless e Titi, seus filhos com Bruno Gagliasso, e um casal de turistas angolanos que estava no lugar.
“Confirmamos, conforme videos que já circulam no Brasil, que Giovanna reagiu e enfrentou a mulher, enquanto Bruno Gagliasso, seu marido, chamou a polícia”, diz a assessoria de imprensa da atriz ao g1.
A assessoria afirma que Bruno Gagliasso chamou a polícia e que a mulher foi levada escoltada e detida. Os atores, que estão passando férias no país, dizem que vão prestar queixa contra a mulher em uma delegacia portuguesa.
O assessor da atriz também enviou ao g1 um vídeo feito pela própria Giovanna Ewbank, que mostra uma mulher sendo levada escoltada na frente do restaurante (veja acima).
Veja o comunicado completo abaixo:
“Comunicamos que os filhos do casal Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso foram vítimas de racismo no restaurante Clássico Beach Club, na Costa da Caparica, em Portugal, neste sábado, dia 30 de julho, onde a família passa férias.
Uma mulher branca, que passava na frente do restaurante, xingou, deliberadamente, não só Títi e Bless, mas também a uma família de turistas Angolanos que estavam no local – cerca de 15 pessoas negras. A criminosa pedia que eles saíssem do restaurante e voltassem para a África, entre outras absurdos proferidos às crianças, tais quais “pretos imundos”.
Confirmamos, conforme videos que já circulam no Brasil, que Giovanna reagiu e enfrentou a mulher, enquanto Bruno Gagliasso, seu marido, chamou a polícia. A mulher foi levada escoltada e presa.
Informamos ainda que Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank prestarão queixa contra a racista formalmente na delegacia portuguesa.
A Trigo Casa de Comunicação lamenta as agressões sofridas por Títi, Bless e os turistas angolanos e apoia integralmente as ações tomadas por Giovanna e Bruno. Racismo é crime.”
Da esquerda: Giovanna Ewbank, os filhos Zyan e Bless, Bruno Gagliasso e o filho Titi
Reprodução / Instagram Giovanna Ewbank

Fonte: G1 Entretenimento

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Jorge & Mateus seguem cinco regras do Melim no álbum ‘É simples assim’


♪ Dois integrantes do trio Melim, Diogo Melim e Rodrigo Melim, assinam com Vitor Tritom uma das duas músicas inéditas que compõem o repertório do álbum É simples assim, lançado por Jorge & Mateus na noite de quinta-feira, 28 de julho. A música se chama 5 regras.
A composição Canto a pedra (Isabella Resende, Rafaela Miranda e Kito) é a outra novidade do disco gravado em show apresentado pela dupla sertaneja na casa Villa JK, na cidade de São Paulo (SP), em fevereiro deste ano de 2022.
Álbum ao vivo promovido com conteúdo audiovisual gerado pelo registro do show, É simples assim reúne 29 músicas em 19 faixas.
Além de sucessos, o repertório inclui Todo seu (Diego de Souza, Tiago Marcelo, Kel Bertin e Léo Souza), música previamente apresentada por Jorge & Mateus em single, em maio, com boa repercussão.
Capa do álbum ‘É simples assim’, da dupla Jorge & Mateus
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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João Cavalcanti cai em samba famoso de Ivone Lara antes de lançar álbum em tributo aos 100 anos da artista


João Cavalcanti lança o álbum ‘Ivone rara – 100 anos da dona do samba’ em 26 de agosto
Leo Aversa / Divulgação
♪ Samba apresentado ao Brasil há 44 anos nas vozes de Gal Costa e Maria Bethânia em gravação feita para o álbum Álibi (1978), disco de Bethânia, Sonho meu fez sucesso em todo o país e alicerçou a carreira de Dona Ivone Lara (13 de abril de 1922 – 16 de abril de 2018) como compositora, então já gravada com sucesso por cantores associados ao samba como Clara Nunes (1942 – 1983) e Roberto Ribeiro (1940 – 1996).
Samba mais famoso da parceria de Ivone com Delcio Carvalho (1939 – 2013), Sonho meu ganha a voz de João Cavalcanti em gravação que chega aos aplicativos de música na próxima sexta-feira, 5 de agosto, como segundo single do álbum Ivone rara – 100 anos da dona do samba.
Gravado em março no estúdio Gargolândia, situado em fazenda de Alambari (SP), com direção musical e arranjos de Marcelo Caldi, o álbum é tributo de Cavalcanti ao centenário de nascimento da artista carioca e tem lançamento programado para 26 de agosto.
Capa do single ‘Sonho meu’, de João Cavalcanti
Leo Aversa com arte de Anna Turra

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda Tereza lança EP autoral ‘Santo dia’ com intenção de ecoar indie rock dos primórdios do grupo fluminense


Capa do EP ‘Santo dia’, da Banda Tereza
Divulgação
♪ Anunciado pela Banda Tereza com a edição do single Na na na em 21 de abril, o EP Santo dia foi lançado ontem, 29 de julho, pelo trio fluminense formado por João Volpi (baixo), Mateus Sanches (guitarra e teclados) e Vinicius Louzada (voz).
Além da já conhecida música Na na na (Mateus Sanches e Nixon Silva), o EP Santo dia apresenta três composições inéditas. As novidades do disco são Na cidade de São Paulo, Sinais – duas músicas assinadas por João Volpi e Mateus Sanches – e composição-título Santo dia, de autoria dos três músicos do grupo.
Já a música Seu ex (Mateus Sanches, Léo Soma e Nixon Silva) – lançada em single em janeiro – acabou ficando fora do EP.
No entender dos artistas, o EP Santo dia – disco idealizado inicialmente para ser o quarto álbum da Banda Tereza – sinaliza volta ao indie rock dos primórdios do grupo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Baleia jubarte fêmea e o filhote dela são flagrados não região do farol de Itapuã, na orla de Salvador


Imagens foram feitas com ajuda de drone na sexta-feira (29). Baleias jubarte são avistadas no bairro de Itapuã na sexta-feira
Uma baleia jubarte fêmea e o filhote dela, foram flagrados, com ajuda de um drone, na tarde de sexta-feira (29), nas imediações do farol de Itapuã, na orla de Salvador.
As baleias saem da Antártica e viajam cerca de dois meses, até as águas quentes do litoral brasileiro para o período de reprodução, que geralmente dura entre os meses de julho e novembro. Elas chegam a ter 16 metros e pesar 40 toneladas.
Baleia jubarte fêmea e o filhote dela são flagrados não região do farol de Itapuã, na orla de Salvador
Reprodução/TV Bahia
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Fonte: G1 Entretenimento