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A série que deixou Netflix ‘aliviada’ por perder só 1 milhão de assinantes


Sucesso da quarta temporada de ‘Stranger Things’ ajudou serviço de streaming a reduzir êxodo de telespectores, mas aumento de preços, compartilhamento de senhas e concorrência são desafio para a empresa. Atores Gaten Matarazzo, Finn Wolfhard e Sadie Sink na quarta temporada de ‘Stranger Things’
Netflix
Depois de desfrutar de um longo reinado, a Netflix luta para manter sua coroa. A plataforma perdeu quase 1 milhão de assinantes entre abril e julho. Mas a gigante do streaming temia perder mais.
Questionado sobre o impediu uma queda ainda maior nas assinaturas, o presidente-executivo da empresa, Reed Hastings, disse: “Se houve uma única coisa, poderíamos dizer que foi Stranger Things”.
A quarta temporada da série foi um sucesso fenomenal e pode ter ajudado a conter o êxodo de clientes da Netflix.
A empresa relatou em abril sua primeira perda de assinantes desde 2011, notícia que foi seguida por centenas de cortes de empregos e uma queda acentuada no preço de suas ações.
A empresa perde assinantes por causa do crescimento de seus rivais e dos aumentos de preços de seu serviço.
A nova perda de assinantes relatada na terça-feira (19/7) foi a maior da história da empresa. Estados Unidos e Canadá lideram no número de cancelamentos, seguidos pela Europa.
Guy Bisson, diretor executivo da Ampere Analysis, disse que é “inevitável” que a Netflix comece a perder a sua posição proeminente no mercado.
“Quando você é o líder, há apenas uma direção a seguir, especialmente quando surge uma grande quantidade de concorrentes, que é o que a Netflix viu nos últimos dois anos”, disse ele.
Isso representa uma mudança radical para a empresa, que desfrutou de anos de um crescimento que parecia imparável e que revolucionou a maneira como as pessoas ao redor do mundo consumem entretenimento.
Sua posição como gigante global foi consolidada na pandemia, em 2020. Foi quando as pessoas ficaram presas em casa com poucas outras opções de entretenimento e passaram a ver séries como Round Six e The Crown.
Mas, à medida que a pandemia vai ficando para trás, a Netflix tem lutado para atrair novos assinantes — e também para manter a lealdade dos existentes, especialmente com uma crise quase mundial de aumento do custo de vida.
A empresa também enfrenta forte concorrência de empresas como Apple TV, HBO Max, Amazon Prime e Disney+.
Aumentos de preços mais ‘arriscados’
A decisão da Netflix de aumentar os preços do seu serviço afastou alguns assinantes.
Um plano “padrão” nos Estados Unidos — que permite que pessoas na mesma casa assistam em dois aparelhos simultaneamente — agora custa US$ 15,49 (cerca de R$ 83).
Em janeiro, esse preço era de US$ 14 (R$ 75); em 2019, US$ 11 (R$ 59). No Brasil, os planos padrão custam R$ 32,90.
“Em algum momento, eles vão atingir um limite em que um número significativo de pessoas vai dizer ‘basta'”, disse Bisson. “Por causa da disponibilidade de outros serviços no mercado, aumentar preços é uma estratégia arriscada.”
Pesquisas sugerem que a Netflix está conseguindo atrair de volta uma parcela maior de assinantes que haviam cancelado o serviço do que seus rivais.
Muitas famílias também continuam dizer que, se tivessem que escolher apenas um serviço de streaming para assinar, optariam pela Netflix.
No final de junho, a empresa tinha cerca de 220 milhões de assinantes — muito acima do concorrente mais próximo.
Mas a empresa, há muito acostumada a registrar crescimento de dois dígitos, está enfrentando sua desaceleração mais acentuada em anos, com receita de US$ 7,9 bilhões (R$ 43 bilhões) entre abril a junho, um crescimento de apenas 8,6% em relação ao ano anterior.
O preço das ações da empresa caiu mais de 60% até agora neste ano, com os investidores fazendo previsões pessimistas sobre seu futuro.
“A perda de assinantes da Netflix era esperada, mas segue sendo um ponto sensível para uma empresa que depende totalmente da receita de assinaturas dos seus clientes”, diz Ross Benes, analista da Insider Intelligence.
“A Netflix ainda é líder em streaming de vídeo, mas a menos que encontre mais franquias que conquistem grande popularidade, a empresa vai ter dificuldades para ficar à frente dos concorrentes que querem sua coroa.”
As ações subiram mais de 7% após a divulgação dos resultados, com alívio de investidores pelo fato de as perdas divulgadas não terem sido maiores. A empresa havia alertado que poderia perder até 2 milhões de assinantes.
A Netflix disse que quer lançar um novo plano que contém propagandas. E também proibir o compartilhamento de senhas — que faz a Netflix perder US$ 6 bilhões (R$ 32,7 bilhões) por ano, segundo um estudo.
A Netflix já está cobrando mais pelo compartilhamento de contas em alguns países da América Central e do Sul. Ela espera replicar esse modelo em todo o mundo. Em sua conferência com acionistas, a empresa disse que foi “encorajada por nossos aprendizados iniciais” na América Latina.
A empresa disse esperar que sua opção mais barata — que conterá propagandas — seja lançada no início de 2023, começando em “poucos mercados onde os gastos com publicidade são significativos”.
“Como a maioria de nossas novas iniciativas, nossa intenção é implementar, ouvir e aprender”, diz a empresa.
O plano com propagandas tem potencial de atrair tanto clientes existentes inclinados a cancelar devido a aumentos de preços, quanto novas famílias que hesitam em se comprometer com uma assinatura, disse Bisson.
Conteúdo forte é fundamental
“Supondo que eles acertem — e por acertar quero dizer o preço e a quantidade de propagandas no plano —, pode ser uma jogada estratégica forte da empresa”, disse Bisson.
Mas ele disse que a tarefa fundamental é garantir que a Netflix sempre tenha um conteúdo forte a que as pessoas queiram assistir — um trabalho que se torna mais difícil à medida que a empresa se esforça para alcançar um público cada vez mais amplo.
Novas assinaturas nos Estados Unidos, por exemplo, estão vindo de um público cada vez mais velho, com gostos diferentes dos espectadores mais jovens, que já haviam adotado o streaming quando a tecnologia surgiu.
“Eles estão competindo cada vez mais por esse público geral, então a amplitude do conteúdo necessário se torna muito maior, e é por isso que acho que muitos estão reclamando agora que ‘tem muitas coisas [no catálogo] que eu não gosto'”, disse Bisson. “É um desafio muito grande.”
A Netflix precisa de “sucessos mais frequentes”, diz Eric Steinberg, da Whip Media. Ele diz que a Netflix também pode estudar lançar suas séries ao longo de um período — em vez de temporadas inteiras de uma vez só — para manter assinantes mais tempo na plataforma.
A empresa já deu passos nessa direção ao lançar episódios da quarta temporada de Stranger Things em duas fases este ano, mas a concorrência é grande hoje em dia, disse ele.
“Eles não estão mais sozinhos nesse jogo”, disse ele. “Em um ambiente de inflação como o em que estamos e também uma ótima programação [nas plataformas rivais], as pessoas vão reavaliar o quanto estão dispostas a pagar.”
– Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62234753
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Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta é submetida a cirurgia de endometriose em hospital de SP


Cantora está internada desde segunda-feira no Hospital Vila Nova Star. Influenciadora GKay, que estava com Anitta no hospital, disse que cirurgia correu bem: ‘Deu tudo certo, graças a Deus’. Anitta internada para cirurgia de endometriose em hospital de SP
Reprodução/Instagram
A cantora Anitta foi submetida a uma cirurgia de endometriose no Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo nesta quarta-feira (20), segundo a influenciadora Gessica Kayane, conhecida como Gkay.
Nas redes sociais, no começo da tarde desta quarta, Gkay declarou que a cirurgia correu bem.
“Eu estou sumida aqui porque estou acompanhando minha amiga no hospital, como outras pessoas já sabem e outras não, me perguntaram. Deu tudo certo graças a Deus, estou voltando para lá agora. Tudo certo graças a Deus. Deus é bom o tempo todo”, disse a influencer.
Influenciadora GKay comenta cirurgia de endometriose da cantora Anitta nesta quarta (20) em São Paulo
Reprodução/Instagram
Anitta está internada desde segunda-feira (18) para realizar exames pré-operatórios.
Em nota divulgada na terça (19), a assessoria de comunicação da cantora disse que ela “está bem e sendo acompanhada por sua médica e equipe”.
Em seu perfil do Twitter, Anitta comentou, na noite de terça, sobre o pré-operatório: “Atualização do dia: se o pré operatório já tá um sofrimento… eu nem quero pensar no pós. Força mulheres”.
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Endometriose acomete uma em cada 10 mulheres no Brasil, mas diagnóstico pode levar até 10 anos; entenda
Aneurisma cerebral: entenda o que é o diagnóstico recebido pela atriz Emilia Clarke
Anitta
Reprodução/Instagram
Na segunda-feira (18), Anitta postou imagens hospitalizada. Ela estava na companhia do namorado, Murda Beats, e da influenciadora Gkay.
A influenciadora também compartilhou uma foto do hospital, em seu perfil do Twitter. Na legenda, ela escreveu: “Daddy and daughter apoiando a mami no hospital”.
Anitta aparece em hospital na companhia do namorado, o produtor canadense Murda Beatz, e a amiga Gkay
Reprodução/Twitter
No início do mês, Anitta revelou o diagnóstico de endometriose. Na ocasião, ela contou que precisaria fazer uma cirurgia e que não poderia fazer muito esforço.
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Ainda na segunda-feira, Anitta publicou um vídeo com um compilado de cenas de seu último mês, em que fez uma turnê internacional. Segundo a postagem, escrita em inglês, foram 30 dias, 20 países, catorze shows, dois clipes, entrevistas e desfiles de moda.
“Apenas algumas fotos do mês mais louco da minha vida. Juro por Deus que pensei que não conseguiria. Mas eu fiz”, disse na publicação.
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“Na verdade, foram vocês que me fizeram ficar forte até o fim. É muito para processar. Todos esses indos países e pessoas, uau, agradecendo por me receber. (E sim, eu gosto de enlouquecer nos meus shows e me divertir com a multidão. E não, geralmente eu não bebo. Hahahaha é por isso que eu uma morta-viva agora que terminamos)”, comentou.
No início de julho, a cantora conversou com o Fantástico sobre o diagnóstico de endometriose no início de julho. Na entrevista, ela contou que chegou a tomar três remédios para dor apenas para conversar com a reportagem.
“Não pode fazer muito esforço por um mês. Tive que cancelar muita coisa, mas era isso ou morrer de dor não, só depois do ato, mas também quando menstrua. Precisávamos agir rápido. Nove anos nesse sofrimento.”
Anitta conversa com o Fantástico sobre endometriose

Fonte: G1 Entretenimento

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Gloria Perez: ‘No Brasil, quanto mais violentos são os crimes, mais benevolentes são as leis’


Em entrevista à BBC News Brasil, escritora diz que revolta contra crimes violentos, incluindo casos como o do anestesista que estuprou mulher durante parto, é da sociedade e não do Legislativo, responsável por fazer leis que Justiça aplica. Gloria Perez diz que leis brasileiras são benevolentes com criminosos mais violentos
HBOMAX/ Divulgação via BBC
Há quase trinta anos, em dezembro de 1992, o assassinato da atriz Daniella Perez, de 22 anos, causou uma comoção nacional. Daniella estava no auge da carreira e contracenava com o ator Guilherme de Pádua na novela ‘De Corpo e Alma’, da TV Globo, quando foi morta por ele e por sua então esposa, Paula Thomaz. As investigações apontaram que a jovem atriz foi morta com 28 punhaladas e sem direito e tempo para se defender. O corpo dela foi encontrado num local descampado no Rio de Janeiro.
A escritora Gloria Perez, mãe de Daniella e autora da novela, abriu seus arquivos e autos do processo para o documentário ‘Pacto Brutal, o assassinato de Daniella Perez’, da HBOMax, que estreia nesta quinta-feira (21).
Em entrevista à BBC News Brasil, a novelista diz: “Quanto mais violentos são os crimes, mais benevolentes são as nossas leis penais”.
Em sua opinião, a revolta contra crimes violentos, incluindo casos como o do anestesista que estuprou uma mulher durante o parto, é da sociedade e não do Legislativo, responsável por fazer leis que a Justiça aplica.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida por e-mail à BBC News Brasil:
BBC News Brasil – No documentário ‘Pacto Brutal, o assassinato de Daniella Perez’, a senhora diz que sempre quis contar essa história. Como foi revisitar detalhadamente o crime da sua filha e tanto tempo depois? Qual é seu sentimento?
Gloria Perez – É uma dor, um vazio que sempre estará ali, não importa quanto tempo passe.
BBC News Brasil – Há documentos que só serão revelados no documentário? O que eles dizem além do que ficou conhecido? No documentário, a senhora diz que só existe uma verdade e várias versões. Qual seria a maior verdade?
Gloria Perez – O documentário tem como foco os autos do processo. É isso que ele traz de novo. O que ficou conhecido são as muitas versões sensacionalistas com que os assassinos alimentaram a imprensa durante os anos de espera para o julgamento. É através dos autos que você pode entender porque nenhuma dessas versões restou de pé e por que os dois — Guilherme de Pádua e Paula Peixoto — foram condenados por homicídio duplamente qualificado, com motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
BBC News Brasil – No documentário, a senhora diz que ‘tudo parecia lindo’, ‘uma estrada linda, aberta’, ‘com coisas boas no horizonte’, naquele momento da vida de vocês (a sua e da ‘Dany’), mas que, ‘de repente tudo explodiu, foi sugado’. Como é lidar com o fato de os assassinos estarem livres?
Gloria Perez – Dói muito para quem perdeu filhos em assassinatos brutais se confrontar com a realidade do quanto a vida humana é barata entre nós. Os dois assassinos, mesmo condenados por homicídio duplamente qualificado, ficaram presos pouquíssimo tempo, cercados de todas as mordomias que o dinheiro compra. E estão aí, nas redes sociais, exibindo sua impunidade.
BBC News Brasil – A lei Maria da Penha, as leis atuais no Brasil que envolvem os direitos e defesa das mulheres são suficientes? No portal da Daniella Perez, a senhora escreveu que a então liberdade de Guilherme de Pádua, 48 horas depois do crime, revelou, na sua visão, que ‘matar não dava cadeia’. A situação mudou desde então ou a legislação segue insuficiente diante da brutalidade?
Gloria Perez – Não era a minha visão: estava na lei. O homicídio qualificado não tinha sido incluído na lista dos crimes considerados hediondos, aqueles em que a pena era mais dura e se exigia mais tempo de cumprimento antes de qualquer benefício. O que a emenda popular que nós conquistamos fez foi introduzir o homicídio qualificado nessa lei dos crimes hediondos, que já não tem o rigor daquela época e a cada dia se torna mais branda.
BBC News Brasil – A senhora diz que a lei mudou, mas continua branda para a atualidade? Nova emenda popular seria necessária? A que a senhora fez na época teve 1 milhão de assinaturas e apoio de líderes religiosos.
Gloria Perez – 1.300.000. Essa emenda tem a importância também de ter indicado um caminho, de ter alertado a sociedade de que ela pode propor e fazer passar uma lei. Outras vieram depois.
“O documentário tem como foco os autos do processo”, diz Gloria Perez
HBOMAX/ Divulgação via BBC
BBC News Brasil – Quando Daniella morreu, não se usava a palavra feminicídio. Como foi a luta dela por Justiça na época?
Gloria Perez – O assassinato de Daniella não se enquadra no que chamamos hoje de feminicídio, foi um crime por ganância pelo sucesso, praticado por um casal de psicopatas de modo absolutamente ritualístico.
BBC News Brasil – Ainda hoje o feminicídio tem estatísticas epidêmicas e o noticiário está cheio de casos de violência contra a mulher, como o caso do anestesista estuprador durante o parto. A senhora acha que o Brasil tem aprendido alguma coisa com crimes trágicos como o da Daniela?
Gloria Perez – Quanto mais violentos são os crimes, mais benevolentes são as nossas leis penais. Na matemática da justiça brasileira, a pena aplicada aos réus, por mais alta que seja, é só para impressionar. Na prática, ela se dissolve em quase nada. A revolta é da sociedade, como você está vendo no caso do médico. Não do Legislativo, responsável por fazer as leis que a justiça aplica.
BBC News Brasil – A senhora chegou a ter contato com os assassinos da Daniella nestes anos quase 30 anos?
Gloria Perez – Nunca, Deus me poupou de encontrá-los e só espero que continue poupando.
BBC News Brasil – Guilherme de Pádua hoje é pastor de uma igreja evangélica em Minas Gerais. E a Paula Thomaz, que era esposa dele na época, mudou de nome. Qual é sua visão sobre estes fatos?Gloria Perez – Sim, estão vivendo e exibindo a boa vida nas redes sociais. Nenhum indício de culpa ou de remorso. Não impressiona: psicopatas não têm mesmo culpa nem remorso. O que me impressiona é que ainda exista, nesse momento em que se busca uma revisão crítica de comportamentos, que ainda exista quem dê palco a esses egos e lastime, que a exposição do processo que os condenou tire a história desse crime do terreno ficcional das versões.
Essa foi a razão que me levou a abrir meu arquivo para Tatiana Issa/Guto Barra e a HBOMax: a proposta de contar essa história fugindo de todo e qualquer apelo sensacionalista. A maneira sensacionalista com que o caso foi explorado durante o processo está lá, registrada. O que cabe agora é mostrar a verdade dos fatos, o porquê de todas essas versões não terem se sustentado. Os dois assassinos foram condenados a pena que, naquela época, equivalia à pena máxima: 19 anos e meses.
Havia, então, um recurso que já não temos mais: o protesto por novo júri. Apesar de o Código Penal estabelecer 30 anos como a pena máxima, se a pena chegasse a 20 anos o réu tinha direito a ser julgado de novo. Por isso, mesmo quando os crimes mereciam os 30, os juízes se detinham em 19 anos e alguns meses. Foi o que aconteceu no caso dos dois psicopatas que mataram Dany.
BBC News Brasil – A senhora tem alguma esperança de que este caso seja reaberto?
Gloria Perez – O caso está encerrado, já foi julgado e transitado em julgado. Não há mais nada a acrescentar nem a polemizar.
BBC News Brasil – Como Daniella veria o Brasil hoje? Quando ela foi assassinada, em 1992, tinha 22 anos e o Brasil engatinhava como democracia, após 21 anos de ditadura.
Gloria Perez – Durante esses 30 anos, eu me pergunto como ela veria, como viveria cada coisa que acontece no mundo, como seriam seus filhos, que viagens ela teria feito, que livros teria lido… que músicas estaria dançando…
BBC News Brasil – O Brasil realiza eleições presidenciais neste ano. A campanha já tem registrado fatos violentos, como o que ocorreu em Foz de Iguaçu, na semana passada, quando um seguidor de Bolsonaro matou um petista numa festa familiar. A situação atual do Brasil a preocupa?
Gloria Perez – A agressividade explícita nas redes sociais preocupa e entristece todos nós.
BBC News Brasil – Como a senhora fez para continuar sendo produtiva, escrevendo novelas, e defendendo mudanças na legislação brasileira, apesar da dor?
Gloria Perez – Foi uma questão de sobrevivência. Janete Clair e Manoel Carlos perderam filhos também durante uma novela e conseguiram sobreviver da mesma maneira: se agarrando ao trabalho.
BBC News Brasil – Pelo que li, a sua nova novela ‘Travessia’, que estreia depois de ‘Pantanal’, abordará a questão da tecnologia na atualidade. As redes sociais como protagonistas?
Gloria Perez – Não só as redes. Mais uma vez falo do impacto dos avanços tecnológicos sobre a vida cotidiana.

Fonte: G1 Entretenimento

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Flavia K se mantém na praia do soul e do R&B ao lançar a primeira música em inglês no single ‘Float away’


♪ Cantora, compositora, pianista e produtora musical paulista que tem transitado na cena indie desde 2014, Flavia K faz som voltado para o segmento do alt-R&B e do neo soul.
É nessa praia que se situa o inédito single Float away, programado para chegar ao mundo digital amanhã, 21 de julho, três meses após o último single da artista, Serena espera, editado em 7 de abril.
Trata-se da primeira gravação em inglês da artista, cuja discografia já contabiliza um álbum, Janelas imprevisíveis (2019), e os EPs Tudo que soul (2014), Live session (2019) e Nítida ao vivo (2021).
A melodia e a harmonia de Float away foram criadas por Flavia K em 2019 – após o lançamento do já mencionado álbum Janelas imprevisíveis – e resgatadas pela autora neste ano de 2022 por se encaixarem na tendência da artista de abordar gêneros musicais tradicionais com texturas contemporâneas.
Com a intenção de revitalizar a composição, Flavia K convidou o australiano Luke Kiernan, amigo da artista, para escrever a letra em inglês e arregimentou Julio Mossil (baixo e programações de bateria e percussão) para colaborar na produção musical e no arranjo da gravação, também feita com os toques dos músicos Diogo Ville (piano Rhodes – base), Jhow Produz (bateria) e Mackson Kennedy (guitarra), além da voz, dos teclados e dos synths da própria Flavia K.
A capa do single Float away expõe a artista em foto de Carlos Franco, enquadrada na arte de Welison Martins.
Capa de ‘Float away’, de Flavia K
Carlos Franco com arte de Welison Martins

Fonte: G1 Entretenimento

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Cineasta iraniano Panahi vai cumprir pena de prisão aplicada há 10 anos, diz sistema judiciário


Em 2010, um tribunal iraniano condenou Panahi a 6 anos na prisão e o proibiu de fazer filmes ou de viajar para o exterior por 20 anos após sua condenação por ‘propaganda contra o sistema’. O cineasta Jafar Panahi em casa, após a saída da prisão no Irã
AFP
O premiado diretor de cinema iraniano Jafar Panahi irá cumprir uma pena de 6 anos de prisão aplicada por um tribunal de Teerã em 2010, afirmou um porta-voz do sistema judiciário iraniano nesta terça-feira (19), em meio a uma intensificação da repressão a dissidentes na República Islâmica. 
Panahi foi detido em 11 de julho, enquanto visitava a procuradoria em Teerã para acompanhar os casos de outros dois cineastas iranianos, Mohammad Rasoulof e Mostafa Aleahmad, que foram presos no início do mês por conta de acusações relacionadas a questões de segurança. 
“Essa pessoa (Panahi) foi condenada a um total de 6 anos na prisão, por conta de sua propaganda contra a República Islâmica em 2010… que não havia sido cumprida”, afirmou o porta-voz do Judiciário Masoud Setayeshi em uma entrevista coletiva. 
Em 2010, um tribunal iraniano condenou Panahi a 6 anos na prisão e o proibiu de fazer filmes ou de viajar para o exterior por 20 anos após sua condenação por “propaganda contra o sistema”. 
Panahi disse na época que era vítima de injustiça, e classificou uma das acusações contra ele como “uma piada”. Ele foi solto após pagamento de fiança.
Panahi venceu vários prêmios internacionais, incluindo a Câmera de Ouro do Festival de Cannes por “O Balão Branco”, de 1995, e o Urso de Ouro do Festival de Cinema de Berlim em 2015 por seu filme “Táxi”, gravado no Irã enquanto ele estava livre após pagar a fiança. Os filmes não foram exibidos no Irã. 

Fonte: G1 Entretenimento

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J-Hope, integrante do BTS, fará história no Lollapalooza americano ao fechar último dia do festival


Estrela do K-Pop vai encerrar evento em Chicago com show no palco principal em 31 de julho. J-Hope, integrante do BTS
Reprodução/Pinterest
Estrela do K-Pop e membro da boy band BTS, J-Hope encerrará o Lollapalooza de Chicago, tornando-se o primeiro artista sul-coreano a ser a atração principal de um grande festival de música dos Estados Unidos, disseram os organizadores nesta terça-feira.
J-Hope, de 28 anos, estreou como membro do BTS em 2013 e lançou sua primeira mixtape solo cinco anos depois. Ele fechará o festival de quatro dias com um show no palco principal em 31 de julho, segundo a Live Nation Entertainment.
J-Hope foi anunciado praticamente um mês depois de os sete membros do BTS (abreviação da frase coreana Bangtan Sonyeondan, ou “Garotos à Prova de Bala”) dizerem que entrariam em hiato para o grupo se concentrar em projetos solo.
J-Hope, que é rapper, compositor e dançarino, foi o terceiro membro a se juntar ao BTS, também conhecido como Bangtan Boys, como um trainee do septeto, depois de RM e Suga.
A mixtape de estreia solo em 2018, “Hope World”, chegou ao 38º lugar na Billboard, o lugar mais alto de um artista solo sul-coreano nas paradas norte-americanas naquele momento.
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Ainda assim, sua carreira solo não se compara ao sucesso global do BTS, banda de maior sucesso da Coreia do Sul, com mais de 30 milhões de álbuns vendidos e uma das poucas bandas desde os Beatles nos anos 1960 a conseguir quatro álbuns em primeiro lugar das paradas nos EUA em menos de dois anos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Integrante morto em set de ‘Law & Order: Organized Crime’ era responsável por reservar vagas de carro para a produção


Homem foi morto a tiros quando estava dentro de um carro na manhã de terça-feira (19). O bairro onde crime aconteceu é considerado tranquilo. Guillermo Díaz, Ainsley Seiger, Danielle Moné Truitt, Rachel Lin, and Mike Cannon in ‘Law & Order: Organized Crime (2021)
Reprodução
O membro da equipe a série “Law & Order: Organized Crime”, morto na manhã desta terça-feira (19), no set de filmagens, em Greenpoint, no bairro do Brooklyn, nos Estados Unidos, trabalhava para deixar a área livre de carros para que os veículos da produção da série pudessem estacionar.
Segundo o jornal “The New York Times”, ele foi identificado como Johnny Pizarro, de 31 anos, morador do Queens, também Nova York. Ele estava dentro de um carro quando um indivíduo desconhecido se aproximou, abriu a porta do automóvel e atirou contra o funcionário do estúdio, por volta das 5h15 da manhã. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Ainda de acordo com a publicação, nenhum suspeito foi preso, no entanto, a polícia informou que um homem magro e baixo, de moletom preto com capuz e calças escuras, foi visto correndo no local onde aconteceu o crime.
De Porto Rico, o pai do funcionário, que também se chama Johnny Pizarro, disse que ficou chocado quando sua filha ligou para informá-lo do crime. Ele disse ao jornal que Johnny tinha visitado a família poucos meses atrás, em uma tentativa de fortalecer a relação entre eles.
Christopher Meloni em cena de ‘Law & Order: Special Victims Unit’
Divulgação
Greenpoint, no Brooklyn, onde ocorreu o assassinato, é considerado um local tranquilo. Segundo o NYTimes, desde 2020 não houve registros de assassinato na área. O bairro é arborizado, com casas de três andares e tem o McGolrick Park como um dos atrativos. De acordo com a publicação, os aluguéis mensais na área podem variar entre US$ 3,5 mil e US$ 5 mil (aproximadamente R$ 19 mil e R$ 27 mil reais).
Um dos moradores do bairro, Janus Czuj, de 60 anos e que vive ali há 35, disse à publicação que crimes violentos são realmente raros na área. Ele mora na esquina onde o assassinato aconteceu.
Czuj contou que seu automóvel estava estacionado na rua na segunda-feira e que um homem, que parecia ser Pizarro, pediu para que ele o retirasse dali. “Ele pareceu ter muita energia”, disse.
Segundo a reportagem, produções de série e TV contribuem significativamente para a economia da cidade de Nova York. Um estudo da prefeitura, divulgado no ano passado, mostrou que a indústria do entretenimento criou cerca de 185 mil postos de empregos para Nova York. Entre os anos de 2018 e 2019, cerca de 80 produções tomaram as ruas da cidade, o que foi considerado um recorde. Atualmente são cerca de 35 espalhadas em cinco bairros.
A presença frequente de equipes de filmagem nos bairros é uma questão controversa para os moradores, que precisam abrir mão das vagas de estacionamento nas ruas para dar lugar aos veículos das produções.
Normalmente, as equipes de filmagem colocam avisos em postes de luz para os moradores informando quando eles devem mover seus carros e quando as filmagens começam. Os funcionários do estúdio, como Pizarro, ficam pela área durante a noite para garantir que as ruas fiquem sem carros estacionados.
No caso da produção “Law & Order: Organized Crime”, panfletos indicavam que os carros deveriam ser retirados do quarteirão às 22h, na segunda-feira. As filmagens estavam marcadas para começar às 6 horas da manhã da terça-feira (19), pouco depois de Pizarro ser baleado.
Os amigos de Pizarro disseram ao NYTimes que ele era bem-humorado e que há muito tempo queria trabalhar no ramo do entretenimento e estava feliz por finalmente ter alcançado seu objetivo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Olivia Hime volta à obra de Francis Hime ao gravar o álbum ‘Canções do meu melhor amigo’ no Rio


Olivia Hime no quintal do estúdio da gravadora Biscoito Fino
Reprodução de vídeo / Instagram Olivia Hime
♪ Olivia Hime entrou no estúdio da gravadora carioca Biscoito Fino na segunda-feira, 18 de julho, para começar a dar forma ao 16º álbum de discografia iniciada há 45 anos com a edição de single duplo em 1977. O título do álbum, Canções do meu melhor amigo, alude justamente a esse início de carreira em 1977.
É que a canção que gerou o título do disco, Meu melhor amigo (1977), é a música que há 45 anos abriu a parceria do compositor Francis Hime com Olivia, letrista que se tornaria recorrente no cancioneiro do compositor a partir de então. Francis gravou Meu melhor amigo no álbum Passaredo (1977), mas a canção permaneceu até então inédita na voz de Olivia Hime.
Com repertório voltado inteiramente para a obra de Francis Hime, parceiro de Olivia na música e na vida, o álbum Canções do meu melhor amigo apresenta músicas inéditas como Círculo fechado (Francis Hime e Paulo César Pinheiro) e Valsa sedutora (Francis Hime e Zélia Duncan) – composição já apresentada em show de Francis, com participação de Zélia, mas nunca gravada em disco – e rebobina canções como Eterno retorno (Francis Hime e Geraldo Carneiro, 2009).
Da profícua parceria com Francis, Olivia também grava Amorosa (2014), música até então inédita na voz da cantora e compositora carioca. A faixa tem as cordas do Quarteto Maogani.
Canções do meu melhor amigo é o primeiro álbum de Olivia Hime desde Espelho de Maria (2018), disco editado há quatro anos com canções de Dori Caymmi, Edu Lobo e o recorrente Francis Hime.

Fonte: G1 Entretenimento

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Justiça de SP determina ordem de despejo de Whindersson Nunes de sala comercial por falta de pagamento


Foi determinado o despejo do humorista, com 15 dias para a desocupação voluntária, sob pena de despejo compulsório. O humorista, cantor e youtuber piauiense Whindersson Nunes
Divulgação/ Instagram
O Tribunal de Justiça de São Paulo julgou procedente uma ação de ordem de despejo do humorista, cantor e youtuber Whindersson Nunes de uma sala comercial em São Paulo.
A decisão da Comarca Regional de Pinheiros, na Zona Oeste da capital, é de 6 de julho. O documento diz que a proprietária do imóvel entrou com uma ação porque não estão sendo feitos os pagamentos e porque uma obrigação acordada entre eles não foi cumprida.
Whindersson Nunes teria se comprometido a instalar aparelhos de ar-condicionado no imóvel, o que não fez.
O texto diz ainda que o humorista não contestou a ação, “o que induz a presunção de veracidade dos fatos alegados pela autora [do processo]”.
Assim, foi determinado o despejo de Whindersson, com 15 dias para a desocupação voluntária, sob pena de despejo compulsório.
Procurada, a assessoria do humorista ainda não se manifestou sobre a decisão.

Fonte: G1 Entretenimento

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Justin Bieber retoma turnê após pausa para tratar paralisia no rosto causada por síndrome de Ramsay Hunt


Cantor tinha adiado shows que faria no Canadá e nos Estados Unidos. Ele retorna aos palcos no dia 31 de julho, em uma apresentação na Itália. Justin Bieber se apresenta no Allianz Parque, na Zona Oeste de São Paulo
Flavio Moraes/G1
O cantor Justin Bieber vai retomar os shows da turnê “Justice”, interrompida em junho, depois de ter sido diagnosticado com a síndrome de Ramsay Hunt. O anúncio da retomada foi feito nos perfis oficiais da turnê nas redes sociais na terça-feira (19).
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“Justin Bieber anunciou hoje que a turnê mundial ‘Justice’ será retomada no Lucca Festival, na Itália, no dia 31 de julho”, diz o comunicado.
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“Justin Bieber vai percorrer festivais pela Europa e continuar com as apresentações da turnê mundial pela América do Sul, África do Sul, Oriente Médio, Ásia, Austrália e Nova Zelândia, e depois volta para Europa em 2023.”
Os detalhes dos shows dos Estados Unidos, que foram adiados, serão divulgados em breve.
No Brasil, Bieber tem três apresentações marcadas, uma no Rock in Rio, no dia 4 de setembro, e outras duas em São Paulo, nos dias 14 e 15 de setembro.
Em junho, Bieber cancelou shows que faria no Canadá e nos Estados Unidos ao ser diagnosticado com síndrome de Ramsay Hunt, que paralisou parte de seu rosto.
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Divulgação
A síndrome de Ramsay Hunt é uma infecção dos nervos da face e do ouvido que pode provocar paralisia facial. Ela é causada pelo vírus herpes-zoster.
Ele chegou a publicar um vídeo mostrando a paralisia. “Como vocês podem ver esse olho não está piscando, não posso sorrir desse lado do meu rosto, esse lado do nariz não se move. É uma paralisia total desse lado do meu rosto”, descreve Bieber.
Justin Bieber mostra metade do rosto paralisado
“Para aqueles que estão frustrados pelo cancelamento dos meus próximos shows, eu não estou apto fisicamente a fazê-los. Isso é bastante sério, como vocês podem ver. Eu queria que não fosse o caso, mas é hora de cuidar do meu corpo e eu preciso pegar leve. Espero que vocês entendam”, ele diz.
“Vou usar esse tempo para descansar e relaxar para voltar 100% para o que nasci para fazer. Enquanto isso, eu preciso relaxar para ter meu rosto de volta. Amo vocês, obrigada por serem pacientes comigo. Vou melhorar. Estou fazendo todos os exercícios para que meu rosto volte ao normal, é só uma questão de tempo, mas não sabemos quanto exatamente”, ele afirma.
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Fonte: G1 Entretenimento