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Baz Luhrmann fala sobre ‘Elvis’, Tom Hanks e escalar Austin Butler como o cantor: ‘predestinado’


Em entrevista ao g1, diretor discute seu estilo, projetos e a escolha do protagonista: ‘Jamais faria o filme se não conseguisse encontrar o ator. Honestamente, não achei que encontraria’. O cineasta australiano Baz Luhrmann é um cara ocupado. Pouco depois de lançar finalmente seu novo filme, “Elvis”, ele tenta equilibrar a divulgação da cinebiografia do rei do rock com tarefas diárias — como a de acompanhar a filha ao colégio.
“Na verdade, eu estava ocupado essa manhã principalmente levando minha filha à escola. Sabe de uma coisa? Você é a primeira pessoa com quem eu fiz esse experimento”, conta o diretor de 59 anos ao g1 em uma conversa esbaforida por áudio.
Ao longo do trajeto junto à costa australiana, o diretor falou sobre seu mais recente sucesso, “Elvis”, que estreou na última quinta-feira (14) no Brasil em terceiro lugar nas bilheterias, mas que já arrecadou mais de US$ 100 milhões só nos Estados Unidos.
Assista ao trailer do filme “Elvis”
A produção, é claro, narra a história de Elvis Presley, um dos precursores do rock nos Estados Unidos, pelo olhar de seu empresário, o infame “Coronel” Tom Parker, interpretado por Tom Hanks.
“Um dos maiores de todos os tempos. Sem dúvidas. O alcance inteiro dele é inacreditável. E ele correu em direção a esse papel. Ele precisou de 20 minutos para dizer que o faria”, afirma Luhrmann.
Mas o elogio maior fica mesmo para o relativo desconhecido responsável por dar vida ao cantor. Com um currículo consideravelmente menos marcante em comparação ao companheiro de cena, o americano de 30 anos Austin Butler é um dos grandes responsáveis pela existência do projeto.
“Eu disse que jamais faria o filme se não conseguisse encontrar o ator para fazer o Elvis. Honestamente, eu não achei que encontraria. Eu cheguei a fazer testes com muita gente, mas, de verdade, no momento em que o Austin apareceu é como se nem tivessem rolado audições. Com o Elvis foi como se fosse algo predestinado, sabe.”
Diretor Baz Luhrmann e atores Austin Butler, Olivia DeJonge e Tom Hanks na estreia de ‘Elvis’ em Cannis
Loic Venance / AFP
Leia abaixo a conversa na íntegra, com algumas edições para claridade, na qual Luhrmann fala sobre a escolha dos atores, as similaridades entre Butler e Presley, a presença do “coronel”, seu estilo de filmagem e por que demora tanto entre projetos — com direito a risadas, pausas e banhos de lama.
G1 – Obrigado por falar conosco. Sei que é muito cedo aí. Parabéns pelo filme. Acabei de assistir a ele.
Baz Luhrmann – Obrigado, cara. Significa muito. A América Latina foi a última região a estrear o filme, mas eu sempre senti uma energia parecida. Falo isso de coração. Eu estou na Austrália agora, próximo ao mar levando minha filha à escola, mas quando estou no Brasil, já que estamos na mesma latitude, (os países) têm uma energia bem parecida. E eu tenho muitos amigos que moram aí. Então fico muito feliz que você gostou do filme, e espero que vá bem aí.
G1 – Assistindo ao filme, eu senti que Elvis e o coronel são igualmente importante à história que você quer contar.
Baz Luhrmann – Com certeza.
Tom Hanks e Austin Butler numa cena de “Elvis”
Divulgação
G1 – Mas, ao mesmo tempo, é como se eles fosses opostos. Não apenas os personagens, mas a maneira como você os retrata. Senti que o Elvis tem uma aura quase divina e o coronel é personagem mais humano no filme inteiro. Foi por isso que você decidiu contar a história pela perspectiva do coronel?
Baz Luhrmann – Essa é uma ótima observação que você faz, porque eu acho que é aqui que a dramatização brinca com o público. A verdade é que todo o argumento do coronel é: ‘eu não o matei. Vocês o mataram porque o tornaram divino’. Sabe, você está certo nesse sentido. O cara está apenas falando ‘ei, eu estava apenas fazendo o meu trabalho’.
É claro, ele é um narrador pouco confiável. Quero dizer, ele realmente roubou dinheiro de Elvis. Os tribunais descobriram que ele o roubou e manipulou. Mas todo mundo a seu redor o amava. Eles achavam que ele era incrível. Acho que isso resume tudo.
É muito shakespeariano, sabe. Em um sentido: ‘Ei, eu não sangro? Não sou humano? Claro, eu sou falho. Mas o Elvis era falho e vocês o tornaram em um deus. E vocês queriam que ele fosse um deus. E porque vocês queriam que ele fosse mais que um humano é o que o matou’.
E eu acho que há uma legitimidade nisso, se você pensar a respeito. Quero dizer, os fãs quando veem alguém que consideram icônico querem mais um disco, querem que faça sempre mais um show. Ninguém quer realmente que eles tenha uma vida normal, sabe. Há um tipo de relacionamento estranho com eles, sabe?
Mas, com certeza, ele é humano. Acho ótimo que você veja isso.
G1 – E foi intencional escalar alguém tão conhecido como Tom Hanks como o coronel e um ator não tão famoso como Elvis?
Baz Luhrmann – Essa é uma resposta em duas partes. A primeira é que o coronel é um personagem tão gigante. Então, você realmente tem que ter um ator que seja corajoso o suficiente para atuar nesse nível. E essa é uma lista muito pequena.
E o Tom é um grande ator. Ele é um dos maiores de todos os tempos. Sem dúvidas. O alcance inteiro dele é inacreditável. E ele correu em direção a esse papel. Ele precisou de 20 minutos para dizer que o faria.
E eu disse que jamais faria o filme se não conseguisse encontrar o ator para fazer o Elvis. Honestamente, eu não achei que encontraria. Eu cheguei a fazer testes com muita gente, mas, de verdade, no momento em que o Austin apareceu é como se nem tivessem rolado audições. Com o Elvis foi como se fosse algo predestinado, sabe.
Austin Butler interpreta o Rei do Rock na cinebiografia “Elvis”
Divulgação
G1 – O Austin falou que gravou um teste na casa dele cantando ‘Unchained Melody’ pensando na própria mãe. Quão importante foi esse vídeo para a escalação dele?
Baz Luhrmann – Incrível. Eu só fiquei sabendo depois que a mãe dele morreu na mesma época que a do Elvis. E ele sempre sentiu essa conexão. Só fiquei sabendo depois também que ele nem ia mandar o vídeo, mas o agente dele o obrigou a mandar.
Ele na verdade se sentia tão mal pela primeira audição da qual participou que pensou que jamais iria conseguir o papel. E então ele estava tendo um pesadelo com a mãe. Acho que provavelmente ele estava preocupado em decepcioná-la.
Acho que um dia esse vídeo pode ser mostrado, mas não dentro de alguns anos, e você pode ver a emoção. Simplesmente não era uma audição. Era como assistir, de forma privada, a alguém passando por luto.
G1 – Você falou com o ‘Washington Post’ sobre a importância em trazer à tona a importância da cultura negra, o R&B e o gospel, na carreira de Elvis. E também há certos clichês de cinebiografias, como momentos dele em estúdio e a própria infância dele, que não estão no filme. Quando e como você tomou essas decisões?
Baz Luhrmann – Olha, é muito fácil.
Sem música negra, sem Elvis.
E isso é deixado de fora da história toda hora. Parte do motivo pelo qual eu fiz o filme foi para corrigir isso. Ele cresceu na cultura negra. E isso fez parte dele assim como o irmão gêmeo que morreu, o pai que vai para a prisão, e ser uma das casas brancas em uma comunidade negra. Esses relacionamentos eram reais, e era perigoso. E foi uma das grandes motivações em contar essa história. Mostrar a verdade dessa jornada.
Elvis Presley (Austin Butler) se apresenta num show numa cena de “Elvis”
Divulgação
G1 – Enquanto eu pesquisava para essa entrevista, achei engraçado que alguns críticos dizem que este é um dos filmes mais Baz Luhrmannescos da sua carreira. Outros dizem que não é luhrmannesco o suficiente. Você tem alguma ideia do que faz com que um filme seja um filme de Baz Luhrmann?
Baz Luhrmann – (risos) Bom, eu acho que o ponto principal é que você não consegue agradar todo mundo o tempo todo. No fim, eu não me proponho a fazer filme de Baz Luhrmann, mas não consigo evitar contar histórias da minha maneira. Sabe, eu tentei. Eu gostaria de conseguir. Eu seria muito mais rico e provavelmente faria muito mais filmes. Mas eu só consigo fazê-los da maneira como eu sei fazê-los. E os críticos falam: ‘Não foi o suficiente’ ou ‘Foi demais’. É meio engraçado, não é?
Você pode esperar só um segundo? Só preciso dizer tchau para a minha filha.
G1 – Sem problemas.
(dois minutos depois)
Baz Luhrmann – Desculpe. Toda essa pergunta é difícil e… droga, agora caí na lama (risos). Acho que o que eu posso contribuir é que eu tento não ficar muito autoconsciente em relação a isso, sabe. Você pode ficar preso na expectativa de estilo.
Sabe, há uma expectativa em relação a como eu faço as coisas, mas tudo o que eu tento fazer é contar a história e abri-la para o maior número de camadas do público possível. Também foi por isso que eu me interessei por ‘Elvis’. Unir as pessoas, permitir esse encontro entre diferentes gerações.
Já passamos de US$ 100 milhões (em bilheteria) nos EUA, com públicos tanto de jovens quanto de mais velhos. Isso é muito importante. Acho que eu apenas tento conta as histórias que permitam que todos venham ver, sabe?
G1 – Por falar nisso, já faz nove anos desde seu último filme.
Baz Luhrmann – (risos) Incrível.
G1 – E você é conhecido como alguém que realmente não tem pressa entre seus projetos. Tanto que acabou de falar que talvez se não fosse assim você faria mais dinheiro ou filmes.
Baz Luhrmann – (risos) Com certeza faria, sim.
G1 – Por que, afinal, você demora tanto entre filmes?
Baz Luhrmann – Porque eu meio que os vivo. Eu prefiro viver e pesquisá-los, toda essa parte, do que fazê-los de fato. É uma vida, não um negócio para mim.
Elvis Presley (Austin Butler) e o Coronel Tom Parker (Tom Hanks) conversam numa cena de “Elvis”
Divulgação
G1 – Em uma entrevista, Tom falou que achava que seu estilo de gravação é mais parecido a jogar dados. Você os lança e daí vê o que conseguiu. É justo falar isso? Foi assim que você ficou com uma versão de quatro horas desse filme escondida em algum lugar?
Baz Luhrmann – (risos) Sabe, eu acho que o Tom disse também que trabalhar comigo é meio como estar em um grupo de jazz, e isso provavelmente também está correto. Quero dizer, nós fazemos uma quantidade incrível de pesquisa e eu tenho um roteiro bem preciso a seguir, mas estou sempre explorando e buscando.
E, de uma maneira ou de outra, eu admiro cineastas como Francis Ford Coppola. Sabe, o ‘Apocalypse Now’ não foi fácil (risos), mas ele encontrou o que precisava na hora da edição. Às vezes você tem que explorar todo esse material extra.
Olha, eu vou lançar agora uma versão de seis episódios de ‘Austrália’, mas eu vou chamá-la de outra coisa, porque é uma variação. É uma variação do meu trabalho original.
Então, eu não sento com um plano e penso: ‘ok, vou fazer exatamente isso’. Aliás, eu realmente respeito isso. Sabe: ‘eu tenho um roteiro de 96 páginas e eu vou filmá-lo’. Esses filmes podem ser maravilhosos. Eu amo alguns desses filmes de gênero bem feitos. São brilhantes. Eu só gostaria de conseguir fazê-los, mas eu simplesmente não consigo. Não sou essa pessoa.
G1 – Obrigado pelo seu tempo, Baz. Sei que você é um cara ocupado.
Baz Luhrmann – Na verdade, eu estava ocupado essa manhã principalmente levando minha filha à escola. Sabe de uma coisa? Você é a primeira pessoa com quem eu fiz esse experimento. Pensei que, ao invés de não levá-la à escola, porque ela está passando por um momento difícil…
G1 – Sinto muito.
Baz Luhrmann – …por que não tentar conversar enquanto a levo? Mas, claro, ela ainda está um pouco ranzinza entrando na escola. Certo? Mas pelo menos eles sabem que você está lá, sabe? E isso é tudo.
Semana Pop lista cinebiografias de grandes músicos que estão em produção

Fonte: G1 Entretenimento

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Clayton e Romário celebram estreia em Barretos após sucesso com lives: ‘A gente vai chorar quando subir no palco’


Dupla sertaneja, que estourou durante a pandemia, começou a carreira durante temporada na cidade paulista há cerca de 15 anos. ‘Barretos é muito especial para a gente.’ Os irmãos Clayton, de 36 anos, e Romário, de 32, costumam dizer que cantam juntos desde que o caçula nasceu.
Mas a carreira artística mesmo teve início há cerca de 15 anos, quando o pai deles, o Sr. Carlos, resolveu levá-los para uma temporada em Barretos, no interior de São Paulo, onde se apresentaram em barzinhos e churrascarias.
“Nossa trajetória começou realmente em Barretos, depois que meu pai, deu uma louca lá, botou a gente na van, foi pra Barretos, e ficamos lá”, relembra Clayton em entrevista ao g1.
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“Como tudo no início não é fácil, batendo viola, eu e o Clayton criança… tudo você precisa movimentar para alcançar outros rumos. E aí meu pai mexeu. ‘Vamos pra Barretos’, com a cara e a coragem, R$ 200 no bolso, naquela dificuldade toda. Mas graças a Deus, apareceram pessoas boas no nosso caminho. Então Barretos é muito especial para a gente”, completa Romário.
Clayton & Romário
Fábio Tito/g1
Depois da temporada na cidade paulista, os irmãos goianos foram para Guarapari, no Espírito Santo, e seguiram para Belo Horizonte, em Minas Gerais, onde se estabeleceram em 2006, tocando em bares em casas noturnas.
Mas o estouro da dupla mesmo aconteceu em 2020, durante a pandemia de coronavírus, quando Clayton e Romário chamaram a atenção com suas lives sem repertório pré-definido e muita resenha. No mesmo ano, o pai da dupla morreu em decorrência de um câncer.
Agora, em 2022, eles retornam para onde tudo começou. Mas desta vez, para se apresentar no palco principal da tradicional Festa de Peão de Baretos, que retoma a seu formato original após a pausa de dois anos gerada pela pandemia.
“Para a gente, é uma honra. Acho que para todo artista, subir no palco de Barretos é realização de sonho mesmo, de tudo o que vai passando durante toda história musical, que vai construindo”, celebra Clayton.
“E vai ser a continuidade de uma história que a gente iniciou ali na pandemia, que é a Resenha dos Brabos”, completa Romário, citando o nome do projeto que vai render a gravação de um DVD ao lado das duplas João Bosco & Vinicius e Guilherme & Benuto.
Clayton e Romário
Reprodução/Instagram
A apresentação acontece na noite de 18 de agosto e marca a abertura da Festa do Peão de Barretos 2022. “Tenho certeza de que a gente vai chorar quando subir no palco”, diz Clayton, com a confirmação do irmão.
“Foi igual outra vez que nós tivemos oportunidade de cantar em Barretos. Não foi na festa. Mas foi muito especial também. Tinha mais de 3 mil pessoas, e a gente chorou muito porque a gente sabe que Barretos, sem dúvidas, é um marco na nossa história.”
Para a apresentação no palco principal da festa, Clayton e Romário prometem repetir o clima das lives e fazer por merecer o título do evento “Resenha dos brabos”:
– “Brabo, nós não é, não, né? Mas vai ser resenha”, diz Clayton.
– “Só se for pra beber. Aí nós é brabo”, completa Romário.
Clayton & Romário no palco do Ribeirão Rodeo Music 2022, em Ribeirão Preto (SP)
Érico Andrade/G1

Fonte: G1 Entretenimento

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Simple Plan, 20 anos de emo: como banda ajudou fãs, virou hit do TikTok e chegou ao palco do BBB


Vocalista fala ao g1 sobre estreia lançada em 2002, comemora novo álbum e diz que agora canta letras adolescentes pensando nas filhas. Série ‘Quando eu hitei’ tem artistas que sumiram. Quando eu hitei: Simple Plan, 20 anos do emo que foi parar no TikTok e no BBB
Ninguém é perfeito, e o Simple Plan sabe disso. Em 2002, a banda canadense lançou o primeiro álbum e uma música logo se destacou. Era “Perfect”, um dos maiores hits da história do emo, o estilo que tornou o lápis de olho e a franja itens essenciais da juventude.
Aos 43 anos, o vocalista Pierre Bouvier ainda faz shows e lança músicas com a mesma sonoridade punk pop de 20 anos atrás.
“Harder Than It looks”, o sexto álbum do Simple Plan, foi lançado após sete anos sem discos. Nunca a banda tinha ficado tanto tempo sem um lançamento. “Estamos tentando canalizar o melhor do Simple Plan e tentando abraçar quem somos, de onde viemos e o que o que as pessoas esperam ouvir de nós”, explica Pierre ao g1 (veja entrevista no vídeo acima).
Na série semanal “Quando eu hitei”, artistas do pop relembram como foi o auge e contam como estão agora. São nomes que você talvez não se lembre, mas quando ouve a música pensa “aaaah, isso tocou muito”.
Pierre Bouvier, vocalista do Simple Plan, nos anos 2000 e em foto de 2022
Divulgação/Facebook da banda
Pierre segue em contato direto com os fãs da banda: ele sempre ouviu histórias de jovens que usaram músicas do Simple Plan na superação de momentos difíceis.
“Nunca pensei que a música que eu fosse escrever pudesse realmente ajudar as pessoas de verdade. Essas histórias têm sido muito impactantes para nós e são o maior elogio que eu poderia receber pela banda. Com ‘Welcome to my life’, começamos a perceber o impacto que tivemos com nossa música e tem sido incrível, muitas pessoas vieram até nós para falar sobre ‘Perfect’.”
“Tem uma história, eu não lembro o nome da garota, mas era uma fã e ela disse que o pai dela e ela tinham um relacionamento muito ruim e ele estava muito, muito doente e ele ia morrer, em breve. E ela foi ao hospital e tocou a música ‘Perfect’ e eles tiveram um momento incrível de união e pelo curto resto da vida dele, eles consertaram, eles consertaram o relacionamento deles e por causa dessa música eles foram capazes de voltar a se falar.”
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A banda Simple Plan
Divulgação/Facebook da banda
“Perfect” não foi a única música do Simple Plan com letra que parece retirada do diário de um adolescente. Antes, Pierre cantava essas músicas pensando na adolescência dele, mas agora ele é um pai de família. Ele é casado com a modelo Lachella Farrar e tem duas filhinhas, hoje com 8 e 10 anos. A mais nova se chama Soren e a mais velha é a Lennon.
Agora, ele canta os hits de uma juventude emotiva pensando nas filhas. “Pensar que minhas filhas vão passar por isso traz uma vida nova para todas essas letras.”
“Quando você é mais jovem e está cantando essas letras, você pensa sobre si mesmo, você pensa no que está passando, como está sendo afetado pelas pessoas, sejam pais, pessoas mais velhas ou amigos te decepcionaram, mas quando eu canto essas letras agora e quando minhas filhas vêm ver o show, imagino como elas estão se sentindo e o que essas palavras vão significar para elas.”
Pierre Bouvier (centro) com o Simple Plan no final dos anos 90
Divulgação/Facebook da banda
“Também me faz perceber quando eu canto ‘Perfect’… é como se eu estivesse tentando o meu melhor para nunca fazer minhas filhas se sentirem como se não fossem boas o suficiente. Não importa o que você faça como pai, suas filhas terão que passar por momentos difíceis e às vezes você vai sentir que não foi bom o suficiente. Então é muito bizarro cantar ‘I’m just a kid and life is a nightmare’, ‘Perfect’, ‘Welcome to my life’ ou ‘Anxiety’.”
“Anxiety”, música do álbum mais recente, descreve como uma pessoa ansiosa se sente, com vozes na cabeça, desejo de ser outra pessoa, cansaço, falta de ar e outros sintomas. “As pessoas estão percebendo que ter problemas de saúde mental é como ter problemas de saúde de verdade. Acho que falar disso ajuda as pessoas que estão passando por momentos difíceis.”
“Eu já lidei com a ansiedade, sabe? As pessoas às vezes pensam que por ser uma pessoa de sucesso tudo é maravilhoso. Você deve estar feliz o tempo todo e eu sou uma pessoa muito feliz…. mas tenho que lidar com ataques de pânico, ansiedade. Então, podemos explorar isso liricamente e meio que deixar as pessoas saberem disso. O que me ajudou muito quando tive ansiedade foi saber que outras pessoas tinham problemas com a saúde mental delas.”
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O quinteto canadense Simple Plan posa fantasiado de Ramones
Divulgação/Facebook da banda
Outra música recém-lançada que ele pode cantar pensando nas filhas é “Wake me up (When this nightmare’s over)”. Elas gostam do repertório novo e antigo do Simple Plan, mas a artista preferida delas é outra.
“Minhas garotas gostam muito de Olivia Rodrigo. E ‘Driver’s License’ é uma das músicas favoritas delas e é legal ver que elas estão chegando a uma idade em que não são mais bebês. Você sabe que agora elas têm personalidades, elas têm estilo, então é muito legal.”
Como é ter um hit do TikTok?
A banda canadense Simple Plan em foto do começo dos anos 2000
Divulgação/Facebook da banda
O Simple Plan ainda consegue se conectar com essa geração mais nova, fã de Olivia Rodrigo. É deles uma das músicas mais ouvidas na história do TikTok, “I’m just a kid”. Pierre, porém, demorou para entender o que estava acontecendo.
“O Jaret, vocalista do Bowling For Soup, mandou uma mensagem e disse: ‘Ei pessoal, talvez seja legal dar uma olhada no TikTok. ‘I’m just a kid’ está viralizando…’ e eu fiquei pensando ‘Ah, TikTok é uma coisa tão pequena. Ninguém se importa com isso’.”
“O que eu acho muito legal é que aconteceu sem nós fazermos nada. Nós não planejamos. Eu não fui o primeiro a fazer o desafio, não pensei nisso, não inventei isso.” Ele conta que a música se tornou muito mais popular hoje. “Agora quando tocamos essa música ao vivo, posso dizer que a resposta nos shows é bem maior do que há 10, 15 anos.”
Pierre Bouvier, vocalista do Simple Plan
Divulgação/Facebook da banda
Vinto anos depois do lançamento do primeiro álbum, o Simple Plan continua cantando músicas com arranjos parecidos. Como é ter uma banda emo hoje? Pierre diz que tem sido “uma espécie de lição de vida”.
“Percebemos que estamos envelhecendo, mas eu não me sinto muito mais velho, sabe?”, explica o cantor. “Estar em uma banda pop punk naquela época e agora é o mesmo para mim. Ainda estamos tentando o nosso melhor para fazer as melhores músicas de todos os tempos.”
“Tivemos muito sucesso, mas nunca tivemos um sucesso gigantesco. Nós nunca somos tão grandes quanto Blink-182, Green Day, Linkin Park ou Foo Fighters. Ou Coldplay. Nunca tivemos esse tipo de sucesso. Isso nos manteve com ‘fome’.”
“Nós continuamos fazendo nossas coisas. Continuamos gravando. Continuamos fazendo turnês. Continuamos esperando que vamos nos conectar mais e enquanto nos divertimos, vamos sair em turnê para ver novos lugares e, sim, a vida tem sido estranhamente semelhante. Mas eu pareço mais velho, tenho algumas rugas e cabelos grisalhos.”
O pulo na piscina do BBB
Simple Plan toca no BBB em 2007
Reprodução/TV Globo
O Simple Plan fez vários shows no Brasil, mas um deles foi o mais falado, mesmo tendo só 12 pessoas na plateia. Eles tocaram na edição de 2007 do BBB, vencida por Diego Alemão. “Só me lembro de pular na piscina e eu me lembro que foi um momento divertido.”
“E eu lembro que o show foi realmente uma grande surpresa para o elenco lá e foi interessante. É um programa de TV, então você nunca sabe realmente o que vai acontecer, ainda mais que eu não moro no Brasil, claro… então, eu realmente não sabia o quão grande o programa era. Então a gente foi lá fazer nosso trabalho, mas lembro de pensar ‘a gente deveria pular na piscina, fazer algo louco’.”
Ele diz que adoraria voltar ao Brasil e tocar para os “fãs apaixonados”. Se pudesse, garante que tocaria no Big Brother Brasil de novo. Mas pularia na piscina mais uma vez? “Sim, claro! O programa ainda está no ar? Sim, eu adoraria, seria ótimo. Foi uma grande oportunidade para a banda e eu adoraria fazer isso de novo, com certeza.”
VÍDEOS: QUANDO EU HITEI
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Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso tem obra com a bandaCê analisada no livro ‘Lado C’


♪ Com texto de Arto Lindsay na orelha, o livro Lado C – A trajetória musical de Caetano Veloso até a reinvenção com a bandaCê chega ao mercado entre a última semana deste mês de julho e o início de agosto, através da editora Máquina de Livros, no embalo das comemorações pelos 80 anos do artista em 7 de agosto.
Escrito pelos pesquisadores Luiz Felipe Carneiro e Tito Guedes, o livro Lado C concentra a narrativa na investigação da relação musical do cantor, compositor e violonista baiano com o trio formado por Marcelo Calado (bateria), Pedro Sá (guitarra) e Ricardo Dias Gomes (baixo), músicos cerca de 30 anos mais jovens do que Caetano.
Com a Banda Cê, Caetano gravou três álbuns de estúdio – Cê (2006), Zii e zie (2009) e Abraçaço (2012) – e lançou três registros audiovisuais de shows em movimentos que renovaram o som e o público do cantor.
“O trio, acrescido pelo violão de Caetano, permitiu aumentar o volume. E aumentar os silêncios”, teoriza Arto Lindsay no texto escrito para a orelha de Lado C.
Para dissecar a criação dos discos e dos respectivos shows, Luiz Felipe Carneiro e Tito Guedes pesquisaram centenas de reportagens e entrevistaram mais de 40 personagens fundamentais na história da trilogia, inclusive Caetano e os três integrantes da bandaCê.
Arnaldo Brandão, Arto Lindsay, Jaques Morelenbaum, Jards Macalé, Kassin, Moreno Veloso, Rodrigo Amarante e Vinicius Cantuária estão entre os nomes que deram depoimentos aos autores para o livro.
Capa do livro ‘Lado C – A trajetória musical de Caetano Veloso até a reinvenção com a bandaCê’, de Luiz Felipe Carneiro e Tito Guedes
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Blitz toca ‘Terror da vizinhança’ em single que abre parceria de Evandro Mesquita e João Suplicy


♪ Banda carioca que completa 40 anos de existência em 2022, entre idas e vindas, Blitz lança single em 25 de julho com a primeira parceria de Evandro Mesquita com João Suplicy. Terror da vizinhança é o nome da música que abre a parceria dos artistas.
Escrita por Evandro, a letra de Terror da vizinhança foi enviada na pandemia a João Suplicy, que compôs a música dentro do espírito alegre pop que caracteriza a Blitz, banda formada atualmente pelos remanescentes Evandro Mesquita (voz, guitarra e violão), Billy Forghieri (teclados) e Juba (bateria) com Alana Alberg (baixo), Rogério Meanda (guitarra), Andréa Coutinho (backing vocal) e Nicole Cyrne (backing vocal).
“Terror da vizinhança é uma canção que faz um resgate de memórias afetivas da infância e adolescência com uma pegada bem rock’n’roll”, caracteriza Evandro Mesquita.
Capa do single ‘Terror da vizinhança’, da banda Blitz
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta faz exames pré-operatórios para cirurgia de endometriose em hospital de SP


Cantora está internada desde segunda-feira no Hospital Vila Nova Star. Ela está sendo acompanhada por sua médica e equipe. Anitta
Reprodução/Instagram
A cantora Anitta faz nesta terça-feira (19) exames pré-operatórios para sua cirurgia de endometriose, segundo a assessoria de imprensa da artista. Ela está internada no Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo, desde segunda-feira 918).
“A cantora está bem e sendo acompanhada por sua médica e equipe”, diz a nota.
Segundo o texto postado em seu perfil no Instagram, ela contou que o procedimento já estava marcado e que está sendo bem cuidada. “Vim direto da turnê para o hospital”.
Endometriose acomete uma em cada 10 mulheres no Brasil, mas diagnóstico pode levar até 10 anos; entenda
“Eu tenho o que se chama de endometriose (muito comum em milhões de mulheres no mundo, mas que não é tão falado quanto deveria ser). Eu estou bem, muito bem cuidada e manterei todo mundo informado”, disse na postagem.
Anitta
Reprodução/Instagram
Na segunda-feira (18), Anitta postou imagens hospitalizada. Ela estava na companhia do namorado, Murda Beats, e da influenciadora Gkay.
A influenciadora também compartilhou uma foto do hospital, em seu perfil do Twitter. Na legenda, ela escreveu: “Daddy and daughter apoiando a mami no hospital”.
Anitta aparece em hospital na companhia do namorado, o produtor canadense Murda Beatz, e a amiga Gkay
Reprodução/Twitter
No início do mês, Anitta revelou o diagnóstico de endometriose. Na ocasião, ela contou que precisaria fazer uma cirurgia e que não poderia fazer muito esforço.
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Ainda na segunda-feira, Anitta publicou um vídeo com um compilado de cenas de seu último mês, em que fez uma turnê internacional. Segundo a postagem, escrita em inglês, foram 30 dias, 20 países, catorze shows, dois clipes, entrevistas e desfiles de moda.
“Apenas algumas fotos do mês mais louco da minha vida. Juro por Deus que pensei que não conseguiria. Mas eu fiz”, disse na publicação.
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“Na verdade, foram vocês que me fizeram ficar forte até o fim. É muito para processar. Todos esses indos países e pessoas, uau, agradecendo por me receber. (E sim, eu gosto de enlouquecer nos meus shows e me divertir com a multidão. E não, geralmente eu não bebo. Hahahaha é por isso que eu uma morta-viva agora que terminamos)”, comentou.
No início de julho, a cantora conversou com o Fantástico sobre o diagnóstico de endometriose no início de julho. Na entrevista, ela contou que chegou a tomar três remédios para dor apenas para conversar com a reportagem.
“Não pode fazer muito esforço por um mês. Tive que cancelar muita coisa, mas era isso ou morrer de dor não, só depois do ato, mas também quando menstrua. Precisávamos agir rápido. Nove anos nesse sofrimento.”
Anitta conversa com o Fantástico sobre endometriose

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Pipoco’ chega ao nº1 do Spotify no Brasil; saiba história da música de Ana Castela, Chris no Beat e Melody


‘Boiadeira’ de 18 anos chamou funkeira de 15 para parceria. Podcast g1 ouviu explica nova geração do modão modernizado que exalta o agro e se apropria de batidas do funk e eletrônica. Ana Castela se juntou com Melody e DJ Chris do Beat para lançar a música.
Reprodução
“Pipoco”, parceria de Ana Castela, MC Melody e DJ Chris no Beat, chegou nesta terça-feira (19) ao primeiro lugar diário da parada brasileira do Spotify, principal plataforma de streaming do mundo. Os três artistas nunca tinham chegado ao topo deste ranking.
A música marca a chegada de uma nova comitiva que desbrava as paradas do Brasil, de chapéu e bota, com um pé no passado do sertanejo do “modão” de raiz e outro no presente do funk, rap e eletrônica.
As letras parecem propaganda do agronegócio é o som é um sertanejo que expande fronteiras agrícolas e musicais. O modão virou modinha.
Aos 18 anos, a “boiadeira” Ana Castela é a ponteira dessa geração. “Pipoco” foi composta pelo DJ Chris no Beat a partir de uma base eletrônica, prática pouco comum no sertanejo. Para amarrar essa aproximação com o funk, eles chamaram para participar a paulistana Melody, de 15 anos.
O podcast g1 ouviu conversou com os principais nomes da cena para entender de onde vieram e para onde vão esses novos boiadeiros. Ouça abaixo:
Ana Castela
Divulgação / Mauricio Antônio
‘Pipoco” rendeu memes sobre a dicção confusa de MC Melody, cantora convidada da faixa. Mas a dona da boiada é Ana Castela, ícone dos fãs novinhos que dançam de chapéu e bota no TikTok.
Ana Flávia Castela nasceu em Amambai (MS) e foi criada na vizinha Sete Quedas, na fronteira com o Paraguai. Os avós tinham uma fazenda no lado paraguaio. Ela cresceu entre os dois países, aprendeu a cantar em um coral de igreja e começou a postar covers de músicas pop no YouTube.
Ana foi levada para o escritório Agroplay pelo compositor e empresário Rodolfo Alessi, amigo da mãe dela. O primeiro tiro já foi no alvo. “Boiadeira” saiu em fevereiro de 2021.
Ainda de aparelho nos dentes e espinhas no rosto, Ana cantava sobre uma menina que trocou a cidade pelo interior: “A maquiagem dela agora é poeira”.
“Boiadeira” virou a alcunha da cantora de 18 anos. A faixa ganhou um remix do DJ paulistano Lucas Beat, que mistura funk e house. Com “Nois é da roça bebê” e a levemente eletrônica “Neon”, Ana virou ícone dos fãs novinhos que dançam de chapéu e bota no TikTok.
Ela virou ponteira da comitiva do “agro” com a explosão country-funk-EDM de “Pipoco”, com DJ Chris no Beat e MC Melody. Ana chegou a entrar na faculdade de Odontologia, mas largou. Agora, jogar PlayStation é a única coisa que consegue fazer entre turnês e gravações.
Leia mais sobre Ana Castela
DJ Chris no Beat
Divulgação
O remix de “Boiadeira” feito por Lucas Beat mostrou o potencial do agro eletrônico. Mas quem abraçou essa mistura foi um DJ de mesmo sobrenome artístico: Chris no Beat. Christian Valezi, 31 anos, de Londrina, era produtor musical de duplas como Pedro Paulo e Alex.
Na pandemia, o trabalho diminuiu e ele virou videomaker. Acabou indo filmar os primeiros clipes de Ana Castela, conheceu Lucas Beat e viu o potencial do estilo. A primeira faixa como DJ foi “Saudade de aglomeração”, com Pedro Paulo & Alex, Bruno & Barreto, Léo & Raphael e Loubet.
No fim de 2021 ele lançou o batidão “Pira nos caipira”, com Luan Pereira. “Deu muito bom no TikTok”, descreve. Ele viu que a “molecada mais nova” queria “uma mistura modernizada para escutar no carro ou numa festa”. Já pela Agroplay, lançou um DVD com sucessos como “Juliet e Chapelão”.
“Se você pegar os tops do streaming, vai ter um funk, um rap, uma música eletrônica”, descreve Chris no Beat. Seu modão modernizado, portanto, é uma forma de entrar na “competição com as outras músicas no mercado”.
O jornalista e pesquisador GG Albuquerque notou, em artigo para o site I Hate Flash, que “(o agronejo) opera como máquina de propaganda da indústria agropecuária, muitas vezes apropriando-se de discursos e narrativas de gêneros musicais marginalizados, como o funk”.
A produção de “Pipoco” subverteu a prática sertaneja. “Eu já tinha feito a batida, e chamei a Ana e o pessoal ali para escrever em cima dessa base”, ele conta.
A composição em torno do beat é o jeito mais comum de se criar música pop eletrônica em vários lugares do mundo – mas não em Londrina. “Agora vamos fazer outras assim”, adianta Chris.
Ele diz que a referência são produtores dos EUA. Se as letras tentam separar o boiadeiro do playboy da capital, o som nunca foi tão próximo.
Leia mais sobre a nova geração do “agro”
Conheça Ana Castela, a boiadeira dos ‘brutos’
“Pipoco” é a única da carreira de Ana Castela que ela assina também como compositora.
“Eu dei a ideia da fala do começo, do ‘se prepara’ e de falar do chapéu (da marca) Kanadá. Até isso deu certo, a empresa marcou a gente”, ela conta.
Ana e Melody incorporam versões rurais, divertidas e mais próximas do público jovem de popstars atuais como Anitta e Luisa Sonza.
“Eu escuto muito sertanejo – Israel e Rodolffo, Hugo e Guilherme, Marília Mendonça. Mas também ouço muito Luisa Sonza, Anitta, Ludmilla. Meu estilo não é só no agro. Eu escuto tudo e mais um pouco”, diz Ana.
No clipe, as adolescentes dançam em um cenário de boate e andam de cavalo em um cenário rural.
A troca foi real. “Eu levei minhas roupas para para fazer o estilo da Melody mais country. Todas as roupas que ela usa no clipe são minhas, tirando os ‘croppeds’ e os shorts. A gente foi experimentando tudo juntas.”
“Na hora de andar a cavalo, ela não sabia muito, mas a gente foi explicando”, conta Ana.
Ana até defende a amiga de São Paulo dos comentários nas redes sociais sobre a dicção de Melody: “Na verdade eu consigo entender tudo que ela canta”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Comic-Con começa nesta quinta e deve se dividir entre fãs de ‘Senhor dos Anéis’ e ‘Game of Thrones’


Evento de cultura pop em San Diego, nos EUA, é famoso por anúncios, entrevistas e cosplayers. Feira terá novidades de ‘O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder’ e ”House of the Dragon’. Visão geral do centro de convenções de San Diego, na Califórnia (EUA) preparado para a Comic-Con 2018
JOE SCARNICI / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
A Comic-Con está finalmente de volta à Califórnia esta semana com as séries “O Senhor dos Anéis” e “Game of Thrones” disputando a audiência entre milhares de fãs no evento de cultura pop mais famoso do mundo.
Com seus super-heróis da Marvel, a Disney também vai expor seus próximos lançamentos na feira internacional, que volta ao formato original em San Diego, após dois anos de pandemia.
“Acho que será como a Comic-Con de 2019”, declarou o chefe de comunicação do evento, David Glanzer, embora os participantes vestidos de hobbits, dragões ou princesas tenham de usar máscaras.
“Estamos de volta. Talvez haja lágrimas de alegria. É muito emocionante”, disse Glanzer em entrevista à agência France Presse.
Além de 135 mil fãs, a feira de ficção científica, quadrinhos e fantasia atrai os maiores estúdios de Hollywood e suas estrelas para revelar projetos futuros.
Os anúncios deste ano começam com “Dungeons and Dragons”. A adaptação cinematográfica mais cara do RPG mais famoso do mundo será lançada em março de 2023 com a participação de estrelas como Michelle Rodriguez, Chris Pine, Hugh Grant e Rege-Jean Page.
As manchetes da semana podem ser dominadas por duas novas séries de televisão: “O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder”, da Amazon Prime, e “House of the Dragon”, da HBO.
“Os Anéis de Poder” é a ambiciosa saga da Amazon que mergulha no universo de J.R.R. Tolkien muito antes dos eventos descritos na trilogia vencedora do Oscar de Peter Jackson.
A série terá cinco temporadas e começará em 2 de setembro. Estima-se que custou à Amazon mais de US$ 1 bilhão, e foi dito que é uma obsessão pessoal de seu fundador Jeff Bezos. Grande parte do orçamento foi usado para comprar os direitos do universo de Tolkien e para a produção.
Nesta sexta-feira, a Amazon levará à Comic-Con seus hobbits, elfos e anões ao Hall H, nos portões dos quais os fãs esperam horas e até dias na fila para garantir um assento que lhes permita ter um gostinho da série.
Anéis vs. Tronos
Trailer de ‘House of the dragon’
No dia seguinte, a HBO revelará “House of the Dragon”, a primeira série derivada de “Game of Thrones”, baseada no mundo fictício de Westeros, criado por George RR Martin.
Martin evitou falar em rivalidade entre essas mega franquias. “Quero que ambos os programas cheguem a um público que os aprecie e sejam televisão de qualidade. Uma grande fantasia”, disse.
“Quanto mais sucessos no gênero de fantasia tivermos, mais fantasias teremos no futuro”, escreveu ele em um blog.
A HBO espera que este prequel corresponda à enorme popularidade da série original que, por oito temporadas, tornou-se uma marca registrada da cultura pop, com fãs se aglomerando para assistir aos episódios e ganhando inúmeras imitações, além de 59 prêmios Emmy, um recorde para um drama de TV.
Estrelado por Matt Smith, Rhys Ifans e Emma D’Arcy, “House of the Dragon” conta a história da implacável família Targaryen, criadora de dragões, cerca de 300 anos antes dos eventos de “Game of Thrones”.
Suas estrelas estarão no Hall H logo após uma apresentação da Warner Bros Pictures, empresa-irmã da HBO, com o ator Dwayne “The Rock” Johnson promovendo seu próximo filme de super-heróis “Black Adma”.
A Disney ainda não revelou sua programação para o Hall H, mas há rumores de que finalmente revelará a tão esperada sequência de “Pantera Negra 2”.
Esta Comic-Con também incluirá uma despedida do sucesso da AMC “The Walking Dead”, com a série apocalíptica se despedindo com sua temporada final, ao mesmo tempo em que lança a série spin-off “Tales of the Walking Dead”.
Apesar das novidades, Glanzer ressalta que a Comic-Con é antes de tudo uma comunidade para seus fãs. “Poder ver pessoas e se divertir, curtir quadrinhos e arte pop é um luxo. Mal posso esperar”, disse Glanzer. “Nada melhor do que ter essa oportunidade e compartilhá-la com seus amigos”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Integrante da equipe de ‘Law & Order: Organized Crime’ é morto a tiros no set de filmagem da série


Segundo reportagem da revista ‘Variety’, o funcionário estava dentro do carro no Brooklyn, em Nova York, onde aconteciam as filmagens. Guillermo Díaz, Ainsley Seiger, Danielle Moné Truitt, Rachel Lin e Mike Cannon em ‘Law & Order: Organized Crime’, em 2021
Reprodução
Um membro da equipe da série “Law & Order: Organized Crime” foi morto na manhã desta terça-feira (19), em Nova York, nos Estados Unidos. De acordo o site da revista “Variety”, o funcionário, que não teve a identidade revelada, chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. As gravações foram suspensas.
Segundo a reportagem local, o homem de 31 anos estava dentro do carro, em Greenpoint, no bairro do Brooklyn, em Nova York, onde aconteciam as filmagens. Por volta das 5h15 da manhã, um indivíduo desconhecido se aproximou, abriu a porta do veículo e atirou contra o funcionário. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas morreu por volta das 6 horas da manhã.
“Ficamos terrivelmente tristes e chocados ao saber que um de nossos membros da equipe foi vítima de um crime esta manhã e morreu como resultado”, disseram a NBC e o estúdio Universal Television em comunicado conjunto. “Estamos trabalhando com a polícia local enquanto eles continuam investigando. Nossos corações estão com sua família e amigos e pedimos que respeitem a privacidade deles durante esse período.”
“Law & Order: Organized Crime” é um dos spin-off da franquia “Law & Order” e está na sua terceira temporada. Na história, Elliot Stabler, interpretado pelo ator Christopher Meloni, antes no elenco de “Law & Order: SUV”, é integrante da unidade da polícia de Nova York, que investiga o crime organizado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Maricenne Costa, cantora que lançou Chico Buarque em disco, é enaltecida em biografia situada na superfície dos fatos


Capa da biografia ‘Maricenne Costa – A cantora de voz colorida’
Lô Cobra com arte de Edilson Rodrigues da Silva
Resenha de livro
Título: Maricenne Costa – A cantora de voz colorida
Autoria: Elisabeth Sene-Costa e Laïs Vitale de Castro
Edição: Álbum de família
Cotação: ★ ★
♪ Chico Buarque considera que o marco inicial da construção da grande obra do compositor carioca foi a veiculação da composição Tem mais samba no musical Balanço de Orfeu, estreado em dezembro de 1964. O samba foi composto por Chico para o espetáculo de teatro. Contudo, quem teve a primazia de lançar Chico Buarque em disco foi a cantora paulista Maricenne Costa.
Um pouco antes, no mesmo ano de 1964, Maricenne – que somente acrescentaria um segundo “n” ao nome artístico na década de 1980 – lançara single em que, do lado B, apresentou Marcha para um dia de sol, primeira música de Chico a ser gravada (sem repercussão).
Trata-se de dado curioso na biografia dessa cantora que encantou João Gilberto (1931 – 2019), de quem se tornou amiga em 1962, ano em que ouviu de João que tinha uma “voz colorida”.
Duas décadas depois, em 1989, Maricenne gravou participação em álbum do grupo punk paulistano Inocentes, Adeus carne.
Esses três fatos estão na biografia Maricenne Costa – A cantora de voz colorida, escrita pela irmã caçula da cantora, Elisabeth Sene-Costa com a jornalista Laïs Vitale de Castro.
Com lançamento programado para sexta-feira, 22 de julho, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis, a biografia fica na superfície dos fatos. Maricenne Costa tem os feitos enaltecidos em texto que, não fosse pelo caráter invariavelmente elogioso, parece perseguir o estilo dos relatos biográficos da wikipedia. Nenhum fato é aprofundado na narrativa.
Nascida em 3 de dezembro de 1935, em Cruzeiro (SP), cidade do Vale do Paraíba, a paulista Maria Ignez Senne Costa se tornou Maricene Costa – então com um “n” – em 20 de dezembro de 1958, quando, vencendo todas as etapas do concurso nacional A voz de ouro ABC, a cantora foi carimbada como “a voz de ouro do Brasil” e ganhou o nome artístico do apresentador Jota Silvestre (1922 – 2000).
Com o canto moderno, Maricenne nunca se tornou uma intérprete realmente popular, mas conquistou prestígio entre músicos como os pianistas César Camargo Mariano e Walter Wanderley (1932 – 1986), organista com quem viajou para fazer shows nos Estados Unidos.
Integrada à corrente paulista da bossa nova, Maricenne Costa tem o percurso artístico repisado, sempre em tom superficial, pelas autoras neste livro encorpado com fotos do acervo pessoal da artista e com reproduções de reportagens de jornais.
Ao fim das 260 páginas, fica a sensação de que a vida da artista – atualmente com 86 anos e com discografia que inclui álbuns como Correntes alternadas (1992) e Movimento circular (2005) – foi bem mais interessante do que o relato feito na biografia Maricenne Costa – A cantora de voz colorida. Faltou cor ao texto das autoras do livro…

Fonte: G1 Entretenimento