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Marina Lima tem álbum consagrador de 1984 analisado em ‘Livro do disco’


♪ Álbum de 1984 que ampliou a visibilidade de Marina Lima no universo pop, consolidando a trajetória da artista, Fullgás já foi analisado por Renato Gonçalves – doutorando em comunicação pela ECA-USP e mestre em filosofia pela IEB-USP – em vídeo da série Na ponta do disco, apresentado em maio.
Gonçalves expande a dissertação sobre o álbum Fullgás em texto escrito para um dos próximos volumes da série O livro do disco, da editora Cobogó. O lançamento está previsto para este segundo semestre de 2022.

Fonte: G1 Entretenimento

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Emilia Clark diz que ‘perdeu’ parte de seu cérebro depois de sofrer dois aneurismas enquanto filmava ‘Game of Thrones’


Atriz contou durante uma entrevista que ficou surpresa por conseguir viver normalmente. ‘Faço parte da minoria que sobrevive a isso’, disse. Emilia Clarke posa no tapete vermelho do ‘TIME 100 Gala’, que celebra as 100 pessoas mais influentes da revista Time no mundo, em Nova York, EUA
Dimitrios Kambouris/Getty Images North America/AFP
A atriz Emilia Clarke contou durante uma entrevista que “perdeu” parte de seu cérebro depois de ter sofrido dois aneurismas, um em 2011 e outro em 2013, enquanto gravava a série “Game of Thrones”.
“Uma parte do meu cérebro que não é mais utilizável. É notável que eu seja capaz de falar, às vezes de forma articulada, e viver minha vida normalmente, sem absolutamente nenhuma consequência”, disse a atriz, de 35 anos, durante uma entrevista ao programa “Sunday Morning”, da BBC One. “Faço parte da minoria muito, muito, muito pequena de pessoas que podem sobreviver a isso.”
daenerys Targarye (Emilia Clarke) em cena de ‘Game of Thrones’
Divulgação/HBO
Ela falou ao programa enquanto promovia a sua estreia na produção teatral “A Gaivota”, de Anton Tchekhov, no Harold Pinter Theatre, na West End, região de Londres, na Inglaterra, onde se concentram os teatros e atrações culturais.
“Foi a dor mais excruciante. Foi incrivelmente útil ter ‘Game of Thrones’ me arrebatando e me dando um propósito.” Clarke sofreu o primeiro aneurisma em 2011 no intervalo entre a primeira e a segunda temporada do programa da HBO, e o segundo aneurisma em 2013, ambos exigindo longos períodos de recuperação para lidar com o dano cerebral.
Ela conta que fica surpresa por poder viver normalmente. “O que sempre me faz rir, porque derrames, basicamente, assim que qualquer parte do seu cérebro não recebe sangue por um segundo, ele desaparece. E assim o sangue encontra uma rota diferente para se locomover, mas então qualquer pedaço que esteja faltando desaparece.”
Tour por estúdio de ‘Game of Thrones’ leva fãs ao mundo de Westeros
Por causa desta experiência, a fundou uma instituição de caridade para vítimas de lesões cerebrais e derrames chamada SameYou. Mas ela observou que depois de seus aneurismas e processo de reabilitação, também aprendeu a se aceitar como ela é atualmente. “Eu pensei: ‘Bem, isso é quem você é. Este é o cérebro que você tem.’ Portanto, não faz sentido quebrar continuamente seus cérebros sobre o que pode não estar lá.”
Emilia falou pela primeira vez sobre o assunto em 2019, em um artigo para a revista “The New Yorker”, quando explicou que tinha sofrido desmaios entre a primeira e segunda temporada da série, aos 24 anos.
“Meu nome completo é Emilia Isobel Euphemia Rose Clarke”, escreveu ela. “Mas eu não conseguia me lembrar. Em vez disso, palavras sem sentido saíram da minha boca e eu entrei em pânico cego”, contou. “Eu sofria de uma condição chamada afasia, consequência do trauma que meu cérebro sofreu”, disse no artigo.
Afasia é quando há alteração de linguagem que afeta a capacidade de falar ou se expressar verbalmente, a compreensão da linguagem verbal, a compreensão da leitura e a capacidade de escrever. Foi o mesmo diagnóstico que levou a aposentadoria do ator Bruce Willis e do cartunista Angeli.
Emilia Clarke foi indicada esse ano como melhor atriz coadjuvante de série de drama por ‘Game of thrones’
Lucy Nicholson/Reuters
“Nos meus piores momentos, eu queria puxar o plugue”, escreveu ela. “Pedi à equipe médica que me deixasse morrer. Meu trabalho, todo o meu sonho de como minha vida seria, centrava-se na linguagem, na comunicação. Sem isso, eu estava perdida.”
A afasia de Clarke, no entanto, foi temporária. “Fui mandada de volta à UTI e, depois de cerca de uma semana, a afasia passou”, escreveu ela. “Eu consegui falar.”
Ainda em 2013, a atriz passou por uma segunda cirurgia para tratar de outro aneurisma que estava prestes a “estourar”. Embora a cirurgia tenha sido traumática, com complicações, a Clarke conseguiu voltar ao trabalho.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Larissa Manoela se emociona ao gravar cena surpresa de ‘Além da Ilusão’ com a mãe


‘Minha mãe me acompanha há 17 anos atrás das câmeras, então acredito que foi especial não só pra mim, mas pra ela também’, afirma a atriz. Larissa Manoela se emociona ao gravar cena de ‘Além da Ilusão’ com a mãe
Globo / Camilla Maia
Larissa Manoela estava pronta para gravar mais uma cena de “Além da Ilusão” quando foi surpreendida com uma “nova colega de elenco”.
Assim que ouviu o “gravando”, a atriz viu que a mãe, Silvana Elias Santos, participaria da filmagem da novela.
Ao final da filmagem, Larissa falou sobre o encontro surpresa em cena.
“Todos que estavam presentes e que assistiram pelo vídeo se emocionaram na hora”, afirmou Larissa.
“Acredito que o público de casa vai sentir essa energia que estava vibrando lá. Minha mãe me acompanha há 17 anos atrás das câmeras, acompanha o meu amadurecimento como profissional, então acredito que foi especial não só pra mim, mas pra ela também.”
A cena com a participação especial de Silvana, que aparece como dublê da jovem personagem, está prevista para ir ao ar na sexta-feira (22). O convite foi feito pela direção da novela, e a atriz compartilhou um vídeo com uns trechos do momento em suas redes sociais.
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“Eu a trouxe muitas vezes na Globo pra fazer teste…Sempre acompanhamos [Silvana e o pai da atriz] a Larissa em tudo desde os primeiros trabalhos e, hoje, por causa da maioridade, ficamos um pouco menos nos bastidores…Vê-la agora na novela é muito gostoso”, disse Silvana.
“Além de ser linda visualmente, a novela possui figurino, fotografia e um roteiro muito delicado. Tudo tratado com muito esmero, e Larissa fazendo as duas personagens (Elisa e Isadora). As duas foram pensadas e colocadas pra ela no momento certo”, elogia a mãe da atriz
“Fico muito feliz de poder participar desse trabalho da Larissa. A vejo tão realizada que me sinto realizada também.”
Larissa Manoela grava cena de ‘Além da Ilusão’ com a mãe
Globo/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Geraldo Azevedo põe outras cores em ‘Dia branco’ em single com Chico César


♪ Adolescente, Chico César costumava cantar Dia branco em noitadas e serenatas com amigos no sertão paraibano.
Composta por Geraldo Azevedo, com letra de Renato Rocha, a música Dia branco se tornou o título mais aclamado do repertório de Geraldo, que deu voz à canção no álbum Inclinações musicais (1981), dois anos após o registro fonográfico original de Amelinha, gravado em 1978 e lançado no início do ano seguinte no álbum Frevo mulher (1979).
“Esse violão e a melodia com um quê de George Harrison, misturado à entoação nordestina, são seminais para a canção moderna brasileira”, contextualiza Chico César, celebrando a ainda inédita gravação de Dia branco feita em dueto com Geraldo Azevedo.
No single que chega ao mundo digital pelo selo Altafonte na sexta-feira, 22 de julho, Chico César (voz e violão de sete cordas) e Geraldo Azevedo (voz e violão) fazem o que Geraldo caracteriza como “síntese radiofônica” da versão ao vivo apresentada pelos cantores no show Violivoz, com o qual os artistas vem percorrendo o Brasil em turnê iniciada em outubro de 2021.
A gravação de Dia branco foi feita e mixada por Fabrício Mattos no estúdio Cia. dos Técnicos, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), com produção musical e arranjo orquestrados pelos próprios Chico César e Geraldo Azevedo.
Aliás, a interação das vozes dos cantores no arranjo do single mostra que, 44 anos após a gravação da balada por Amelinha em 1978, Geraldo Azevedo ainda experimenta pôr outras cores em Dia branco ao lado de Chico César.
Capa do single ‘Dia branco’, de Chico César e Geraldo Azevedo
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Empresário que sofreu homofobia em academia de Maceió cobra punição de personal trainer: ‘Tentou me bater duas vezes’


Vítima diz que era xingada constantemente por um personal trainer que só não o agrediu fisicamente porque foi contido. Empresário que sofreu homofobia em academia em Maceió cobra punição para agressor; homofobia é crime no Brasil

Desde que denunciou a homofobia sofrida dentro da academia Top Fitness & Wellness, no bairro da Pajuçara, em Maceió, o empresário e produtor cultural Patrese Calheiros diz que tem medo de voltar a treinar e cobra punição do personal trainer que quase o agrediu fisicamente. “Ele tentou me bater duas vezes”
Em entrevista ao g1, Patrese contou que já ouvia frases homofóbicas de um personal trainer no local há cerca de dois anos, mas que no dia 23 de junho deste ano o agressor o xingou diretamente e só não o agrediu porque foi contido pelo personal da vítima. Após esse episódio, Patrese denunciou o caso à Polícia Civil e a Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB/AL).
Por segurança, a vítima e sua advogada decidiram não divulgar a identidade do agressor nesta reportagem nem fotos da vítima.
A reportagem do g1 tentou contato com a academia TOP para saber quais providências foram tomadas após o ocorrido, mas não recebeu resposta até a última atualização dessa reportagem.
O empresário contou que começou a frequentar a academia TOP quando voltou de Los Angeles, nos Estados Unidos, no início de 2020. Ele disse que o personal trainer sempre se mostrou incomodado com a sua presença.
“No final de 2020, ele falou para o meu personal, mas se dirigindo a mim, ‘não brinca comigo não, que eu sou homofóbico’. Eu fiquei indignado com aquilo que estava ouvindo. Na hora, eu disse ‘bicho, não fale isso não, que homofobia é crime e você pode ser preso’. Aí ele não gostou e saiu me xingando”, contou.
A partir desse episódio, a situação foi piorando, até a última agressão no mês de junho. A confusão começou do mesmo jeito que as implicâncias anteriores, sob pretexto de querer usar a máquina que em que o empresário estava fazendo seus exercícios.
“Eu estava treinando com o meu personal trainer e quando faltavam 10 minutos para acabar meu treino, ele [o agressor] chegou e disse que a gente tinha que sair da máquina em que eu estava fazendo exercício. O meu personal é super gente boa e disse para ele revezar a máquina, mas ele não queria revezar, queria que a gente saísse”, relatou Patrese.
Contrariado pela vítima ter se negado a sair da máquina, o personal trainer intensificou as agressões.
“Me chamou de merda. Disse ‘você é um merda aqui’. Ele continuo me agredindo, falando palavras de baixo calão e, do nada, disse para mim ‘eu vou dar o que você quer, menina’. Quando ele falou isso para mim, eu fiquei muito nervoso. Foi em tom de ameaça. Ele estava me ameaçando. Eu falei ‘repete o que você está falando, você está me ameaçando?’. Eu comecei a falar alto para que as pessoas ao redor ouvissem, porque ele estava me ameaçando ali dentro da academia, com tom homofóbico”, relatou.
“Ele não gostou e partiu para cima de mim para me bater, no meio de todo mundo. O meu personal trainer foi a única pessoa que interferiu, segurou ele para não me bater. Eu não saí do local, mantive a postura, a cabeça erguida e ele [agressor] saiu xingando. Ele saiu, mas voltou me xingando e partiu de novo para me bater. Ele tentou me bater duas vezes. Mais uma vez o meu personal segurou ele”, disse Patrese.
Vítima de homofobia cobra punição do agressor
No Brasil, a homofobia passou a ser criminalizada em 2019. O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que atos preconceituosos contra homossexuais e transexuais devem ser enquadrados no crime de racismo.
“Eu tenho orgulho de ser gay. Eu não tenho vergonha de ser quem eu sou. As pessoas não podem sair falando, ameaçando, só porque você é diferente delas”, afirmou Patrese.
O empresário disse que, assim que terminou o treino no dia da última agressão, procurou funcionários da academia e pegou o contato do gerente para pedir que alguma providência fosse tomada, mas ficou frustrado com a falta de apoio que recebeu.
“Foi outra decepção que eu tive. O gerente disse ‘ok, vá fazer o seu B.O. e notifique a academia’. Eu disse que já estava notificando a academia. Depois da ligação, eu tive certeza que teria de ir à polícia, porque, se eu não fosse, a academia não iria fazer nada”, lamentou.
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Acompanhado da advogada Elijanny Farias, Patrese participou de uma reunião com um dos proprietários da academia.
“A gente propôs ao dono que eles se retratassem e criassem uma campanha na academia contra homofobia e qualquer tipo de discriminação e a gente quer uma punição [para o agressor]. O dono aceitou fazer a retratação, mas não tem interesse em punir o agressor”, afirmou o empresário.
‘Não durmo mais direito’
Desde então, Patrese sofre com o medo e mais consequências das agressões. No dia em que quase foi agredido, ele já saiu da academia assustado.
“Eu presto muita atenção quando estou chegando e saindo dos lugares, porque eu estou com muito medo de ele fazer alguma coisa comigo”.
Toda essa situação tem afetado a rotina e até o sono do empresário, que deixou de frequentar a academia com medo de sofrer mais violência.
“Eu não durmo mais direito. Eu entrei em uma tristeza, uma depressão, porque é muito, muito triste o que aconteceu. Eu não fiz absolutamente nada. Eu fui treinar com o meu personal, as pessoas me conhecem, sou uma pessoa querida. Vou lá, treino uma hora e vou embora e, do nada, sou agredido. É muito revoltante”, afirmou.
Até o personal trainer de Patrese foi afetado pela situação, porque acabou perdendo um cliente. “Eu parei de malhar, parei de ir para a academia, porque eu tenho medo desse cara, de ter outra confusão com ele na academia. O meu personal perdeu um cliente, nós somos vítimas, mas estamos sendo punidos e o cara [o agressor] continua lá dentro”.
Luta contra a homofobia
Questionado se já tinha sido vítima de homofobia em outro momento da vida, o empresário afirmou que, por ser homossexual, convive com o preconceito desde sempre.
“Eu sofro homofobia desde quando eu era criança. Eu sofro homofobia desde antes de eu saber que era gay, porque, infelizmente, a nossa sociedade é homofóbica. Hoje vejo minha história de luta, de me aceitar e estar bem comigo mesmo, porque eu não tenho vergonha de ser gay”, disse Patrese.
A vítima quer transformar as dores causadas pelo agressor em luta contra a homofobia, “para que isso não volte a acontecer, para que pessoas como eu não passem pelo que eu passei”.
“O tom aqui é de querer educar, querer mudar esse sistema, tentar acabar com esse preconceito. Homofobia é crime”.
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘Thor: Amor e Trovão’ segue na liderança da bilheteria nacional; ‘Elvis’ estreia na terceira posição


Segundo lugar na bilheteria ficou para ‘Minions 2: A Origem de Gru’. Dez filmes mais vistos no final de semana somaram R$ 39,3 milhões. Natalie Portman e Chris Hemsworth em cena de ‘Thor: Amor e Trovão’
Divulgação
“Thor: Amor e Trovão” segue na liderança da bilheteria nacional em sua segunda semana de exibição.
O quarto filme do deus nórdico da Marvel arrecadou R$ 17,7 milhões entre os dias 14 e 17 de julho, segundo dados da ComScore. “Thor: Amor e Trovão” levou 825 mil pessoas às salas de cinema do país.
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“Minions 2: A Origem de Gru” (R$ 12,3 milhões) também repetiu a segunda posição. O terceiro lugar ficou para o estreante “Elvis”, que arrecadou R$ 4,9 milhões.
No total, os 10 filmes mais vistos no período somaram R$ 39,3 milhões, levando 1,8 milhão de pessoas aos cinemas.
Confira, abaixo, os dados de bilheteria coletados pela ComScore entre os dias 14 de julho e 17 de julho:
“Thor: Amor e Trovão” – R$ 17,7 milhões
“Minions 2: A Origem de Gru” – R$ 12,3 milhões
“Elvis” – R$ 4,9 milhões
“O telefone preto” – R$ 1,6 milhões
“Top Gun Maverick” – R$ 1,6 milhões
“Jurassic World: Domínio” – R$ 549 mil
“Lightyear” – R$ 267 mil
“Tudo em Todo o Lugar ao mesmo tempo” – R$ 179 mil
“Crimes of the Future” – R$ 63 mil
“Lola e seus Irmãos” – R$ 13,4 mil
Assista ao trailer de ‘Thor: Amor e trovão’

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 70 anos, Baby do Brasil ainda dança como se fosse a menina ‘nova baiana’ de 1972


Baby do Brasil esbanja jovialidade na estreia do show ‘Baby e Pepeu – 140 graus’, em abril, no Rio de Janeiro
Vera Donato / Divulgação
♪ ANÁLISE – Em 1972, Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade tinha 20 anos e já era Baby Consuelo, a menina que dançava com brasilidade jovial ao som do repertório de Acabou chorare, o álbum consagrador lançado pelo grupo Novos Baianos naquele ano.
Em 2022, Bernadete já é (há décadas) Baby do Brasil e ainda dança como uma menina – na cena dividida com o ex-marido Pepeu Gomes no show da turnê Baby e Pepeu – 140 graus, em cartaz pelo Brasil desde abril – com energia jovial que insiste em desacreditar os 70 anos que a artista fluminense efetivamente completa nesta segunda-feira, 18 de julho.
Evangélica, Baby professa a fé com fervor em crenças geralmente não compartilhadas pelo público da artista. Só que, quando está no palco, a cantora reza pela cartilha do pop brasileiro que, a sós ou em parceria com Pepeu, ajudou a construir no Brasil entre o fim da década de 1970 e o início dos anos 1980.
São dessa fase áurea da discografia solo da artista álbuns como O que vier eu traço (1978), Pra enlouquecer (1979), Baby Consuelo ao vivo (1980), Canceriana telúrica (1981), Cósmica (1982), Kryshna Baby (1984) e Sem pecado e sem juízo (1985).
Como cantora, Baby se mantém em cena apegada a esse tempo fonográfico – em que frequentou com regularidade as playlists da época – desde que se converteu novamente ao pop em 2012, ano que estreou o show Baby sucessos, eternizado no álbum ao vivo e no DVD Baby sucessos – A menina ainda dança (2015).
Sim, a menina-mulher ainda dança e, desde 2012, vem fazendo shows com roteiros similares, como se o tempo não tivesse passado, como se ela ainda fosse a nova baiana vinda de Niterói (RJ) para fazer história na música pop brasileira. Talvez por isso, embora o tempo não pare, Baby do Brasil pareça nunca envelhecer.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jennifer Lopez mostra primeiras imagens do seu casamento com Ben Affleck em Las Vegas


Cantora compartilhou com os fãs inscritos na newsletter dela detalhes da cerimônia e dos vestidos usados por ela. Jennifer Lopez e Ben Affleck
Reprodução/OntheJLO
A cantora e atriz Jennifer Lopez mostrou detalhes de seu casamento com o ator Ben Affleck para os fãs inscritos na sua newsletter, On the JLO, no domingo (17). Eles se casaram em Las Vegas, nos Estados Unidos, no sábado (16), quase 20 anos depois de terem se separado.
“Conseguimos. Amor é lindo. O amor é gentil. E acontece que o amor é paciente… Ontem à noite, voamos para Las Vegas, ficamos na fila para obter uma licença com outros quatro casais, todos fazendo a mesma jornada para a capital mundial do casamento “, contou na carta aos fãs.
Segundo seu relato, o casal encarou as mesmas dificuldades de noivos que decidem pelo casamento na cidade, como a fila.
Volta de Ben Affleck e Jennifer Lopez agitou mundo do entretenimento
BBC
“Atrás de nós, dois homens deram as mãos e se abraçaram”, continuou na carta. “Na nossa frente, um jovem casal que fez a viagem de três horas de Victorville no segundo aniversário de sua filha – todos nós desejando a mesma coisa – para que o mundo nos reconheça como parceiros e declarar nosso amor ao mundo através do símbolo antigo e quase universal do casamento.”
Ela conta que eles quase não chegaram a tempo na capela, por volta da meia-noite, mas conseguiram alguns minutos para fazer fotos. “Eles gentilmente ficaram abertos até tarde por alguns minutos, nos deixaram tirar fotos em um Cadillac conversível rosa evidentemente usado pelo próprio rei (mas se quiséssemos que o próprio Elvis mostrasse, teria um custo extra, e ele estava na cama).”
Na carta, ela compartilhou detalhes dos vestidos. Um deles, com mangas compridas, de renda e decote de coração, corpete de espartilho, além do véu com renda de Zuhair Murad. A artista também usou um segundo vestido que, de acordo com ela, é de um filme antigo e que estava guardado.
Jennifer Lopez
Reprodução/Instagram/Chris Appleton
“Tenho este vestido há tantos anos e estava guardando, guardando e guardando, e agora estou usando no dia do meu casamento”, disse.
Jennifer contou que Affleck usou uma peça do próprio armário. “Então, com as melhores testemunhas que vocês podem imaginar, um vestido de um filme antigo e uma jaqueta do armário de Ben, lemos nossos próprios votos na capelinha e trocamos alianças que usaremos pelo resto de nossas vidas.”
“Eles até tinham Bluetooth para uma (curta) marcha até o altar. Mas, no final, foi o melhor casamento possível que poderíamos ter imaginado. Um sonho com o qual sonhamos há muito tempo e que se tornou real”, completou.
Jennifer Lopez
Reprodução/On the JLO
Segundo a revista “People”, Jennifer tem a intenção de adotar o sobrenome do marido, de acordo com documentos obtidos pela publicação. A cantora chegou a assina a newsletter como “Sra. Jennifer Lynn Affleck”.
Jennifer e Affleck começaram a namorar em 2002 e ficaram noivos no mesmo ano. Eles chegaram a marcar o casamento em 2003, mas se separaram.
Ben Affleck e Jennifer Lopez em imagem de fevereiro de 2003
REUTERS/Fred Prouser
Affleck se casou com Jennifer Garner, com quem tem três filhos, Violet, 16, Seraphina, 13, e Samuel, 10. Lopez teve os gêmeos Max e Emme, de 14 anos, com o cantor vencedor do Grammy Marc Anthony, com quem ela se casou em 2004.
Em 2021, eles retomaram o relacionamento. “Estamos mais velhos agora, somos mais inteligentes, temos mais experiência, estamos em lugares diferentes em nossas vidas, temos filhos agora e temos que estar muito conscientes dessas coisas”, disse a cantora à revista no início deste ano.
“É um belo resultado que isso tenha acontecido dessa maneira neste momento de nossas vidas, onde podemos realmente apreciar e celebrar um ao outro e respeitar um ao outro”, completou.
Maluma fala sobre ‘Case comigo’, comédia romântica com Jennifer Lopez

Fonte: G1 Entretenimento

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Rolling Stones, 60 anos: as visitas do grupo ao Brasil, de incêndio em lancha a show para 1,5 milhão


Ao longo de seis décadas de estrada, Jagger, Richards, Watts e o guitarrista Ron Wood, que ingressou na banda em 1975, fizeram 12 shows no país: cinco em 1995, dois em 1998, um em 2006 e quatro em 2016. Mick Jagger na gravação do clipe de ‘Just Another Night’ na gafieira Elite
Roberto Faissal ABC via BBC
Londres, 12 de julho de 1962. Foi no Marquee Club, uma casa noturna na Oxford Street com capacidade para 800 pessoas, que os The Rolling Stones fizeram seu primeiro show. À época, o baixista Bill Wyman e o baterista Charlie Watts (1941-2021) ainda não faziam parte da banda. Quem subiu ao palco naquela noite foi o vocalista Mick Jagger, os guitarristas Keith Richards e Brian Jones (1942-1969), o pianista Ian Stewart (1938-1985), o baixista Dick Taylor e o baterista Mick Avory.
O nome da banda, aliás, foi criado por Jones, meio de supetão, durante uma entrevista por telefone para a revista Jazz News.
“Quando, do outro lado da linha, pediram o nome da banda, Brian não soube o que dizer”, conta o jornalista José Emílio Rondeau no livro “Sexo, Drogas e Rolling Stones — Histórias da Banda que Se Recusa a Morrer” (Editora Agir).
“Enquanto balbuciava alguma coisa, viu de relance o título de uma canção num disco de Muddy Waters, Rollin’ Stones Blues, e mandou de bate-pronto: The Rollin’ Stones”.
Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2006. Quarenta e quatro anos depois, os Rolling Stones se apresentaram na Praia de Copacabana para 1,5 milhão de pessoas.
“Abrir para os Stones é como ganhar um prêmio. Eles são referência para qualquer banda de rock”, afirma o guitarrista Tony Bellotto, dos Titãs.
“Conversei rapidamente com o Keith num restaurante em São Paulo. ‘É sempre bom conhecer um colega de profissão!’, ele disse. ‘Colega de profissão? Fala sério, Keith! Você é meu mestre…'”, brincou o guitarrista e escritor.
Os Titãs não foram escolhidos por acaso. Segundo o empresário Luiz Oscar Niemeyer, responsável por trazer a turnê A Bigger Bang ao Brasil, “era a banda com espírito mais próximo ao dos Stones”.
“Até hoje, me pergunto como é que eu consegui fazer aquilo, mesmo que tenha sido com muita seriedade, profissionalismo e trabalho”, espanta-se o autor de Memórias do Rock (Francisco Alves).
“Estabelecemos um recorde de público em concerto gratuito e ao ar livre. Esta noite continua entre as três maiores já registradas na história.”
Pedras que rolam não criam limo
Ao longo de seis décadas de estrada, Jagger, Richards, Watts e o guitarrista Ron Wood, que ingressou na banda em 1975, fizeram 12 shows no país: cinco em 1995, dois em 1998, um em 2006 e quatro em 2016. No set list do maior deles, duas músicas compostas, total ou parcialmente, em território brasileiro: o ‘samba’ Sympathy for the Devil, depois de Jagger participar da procissão do Senhor do Bonfim, em Salvador (BA), e o country Honk Tonk Women, na fazenda do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), em Matão (SP).
O primeiro show dos Rolling Stones no Brasil aconteceu no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, na noite chuvosa de 27 de janeiro de 1995. Foi o primeiro de três shows em São Paulo e dois no Rio, no Maracanã. O maior perrengue enfrentado pelo empresário Paulo Rosa, então diretor artístico do Hollywood Rock e um dos sócios da Promoter, produtora responsável por trazer a Voodoo Lounge Tour ao país, foi a interdição do Morumbi a menos de duas semanas para o primeiro show.
Em tempo recorde, Rosa negociou com a banda a transferência da apresentação para o Pacaembu. “No Maracanã, Keith perguntou de que lado do campo o Pelé marcou seu milésimo gol. Quando soube que tinha sido do lado em que o palco foi montado, ficou emocionado”, recorda o presidente da Pró-Música Brasil.
Em São Paulo, os Stones ficaram hospedados no Maksoud Plaza e, no Rio, no Intercontinental. Para não serem incomodados em suas suítes, adotaram codinomes: Jagger virou Mr. Hardy e Richards, Mr. E. Entre outras medidas de segurança, os músicos costumam alterar o itinerário entre o hotel e o local dos shows, e andar escoltados por viaturas da polícia e carros da segurança particular. “Todos os dias, eles lembram o que aconteceu a John Lennon”, disse o chefe de segurança Maxwell Smith ao jornal O Globo, em 5 de fevereiro.
Mick Jagger na passagem de som no Maracanã em 2016
Divulgação via BBC
O palco da turnê Voodoo Lounge tinha 72 metros de largura, 26 de profundidade e 32 de altura (o equivalente a um prédio de 11 andares). Para montá-lo, foram necessários 150 técnicos estrangeiros e 200 operários brasileiros, que se revezaram ao longo de cinco dias. No palco, Jagger contou sempre com dois aparelhos de teleprompters. Num deles, lia frases como “Boa noite, São Paulo, tudo bem? Bem-vindo a Voodoo Lounge!”. No outro, as letras das canções.
Na parte de trás do palco, espaço conhecido como ‘backstage’, foram montadas 30 salas — só a de ginástica, usada exclusivamente por Mick Jagger, tinha 30 metros de comprimento por 3 de largura. Eram 11 camarins, todos com ar-condicionado, geladeira e aparelhos de som e TV. Entre outras exigências, os Stones pediram uma mesa de sinuca, outra de pingue-pongue e cinco modelos de videogame de última geração. Para beber, de suco de maçã a vinho francês, passando por vodca, cerveja e tequila.
Quem abriu os shows dos Stones em sua primeira passagem pelo Brasil foi, nesta ordem, Barão Vermelho, Rita Lee e Spin Doctors.
“Antes do show no Maracanã, a ordem de entrada das bandas foi trocada: Barão, Spin Doctors e eu”, recorda a rainha do rock’n’roll brasileiro no livro Rita Lee: Uma Autobiografia (Globo Livros).
“Jagger pessoalmente liberou as passarelas laterais do palco para eu soltar a franga, que por contrato seriam usadas somente pelos Stones.”
Charlie Watts tocando na Praia de Copacabana, em 2006
Divulgação via BBC
Encontro Marcado
Os Stones vieram ao Brasil várias vezes. A passeio ou a trabalho. Sozinhos ou em grupo. A primeira delas foi em 1968. No dia 6 de janeiro, Jagger e a namorada, Marianne Faithfull, desembarcaram no Rio. Para não levantar suspeitas, fizeram check-in no Copacabana Palace como Michael Philip e Marianne Evelyn Dunbar. Não adiantou. No dia seguinte, o casal foi recebido pelo escritor Fernando Sabino (1923-2004) em seu apartamento, no Leblon.
“Apesar — ou por causa — da quantidade de curiosos que acorreram a me visitar, tão logo souberam da sua ilustre presença, o cantor, educadíssimo, conservou-se no mais absoluto silêncio”, revelou o escritor no livro O Galo Músico (Record).
Em compensação, Sabino conversou, e muito, com Marianne Faithfull sobre o ácido lisérgico e outras drogas. “A primeira vez que ousei fumar maconha ficou sendo a última: não pareceu uma experiência das mais agradáveis — para dizer o menos”. Da visita, nasceu a crônica O Fariseu.
‘Pleased to meet you / Hope you guess my name…’
Do Rio de Janeiro, Jagger e Marianne seguiram para Salvador, onde ficaram por dez dias. Na capital baiana, participaram da procissão e da lavagem da escadaria da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Foi ali que, ao ouvir o batuque dos instrumentos de percussão, Jagger teve a inspiração para compor “um samba com ritmo forte e marcado” chamado The Devil is My Name. Em junho, o cantor rebatizou a canção de Sympathy for the Devil e a incluiu no álbum Beggars Banquet (1968). “Devoto de Satã? Ele é mais um devoto do cetim”, ironizou Marianne em Faithfull: Uma Autobiografia (1994).
Ainda na Bahia, o casal alugou uma cabana numa colônia de pescadores na praia de Itapuã. “Já imaginou um astro ou estrela internacional como Michael Jackson ou Madonna alugarem a casa de um pescador numa praia e viver ali, tranquilamente, por uma semana, sem seguranças?”, indaga o pesquisador Nélio Rodrigues, autor de Os Rolling Stones no Brasil — Do Descobrimento à Conquista (Ampersand Editora). “Foi isso o que aconteceu com o Mick Jagger, em 1968. Naquela época, o cara já era um superstar”.
Jagger voltou para casa no dia 25 de janeiro de 1968. Mas, depois de rodar o documentário One Plus One, do cineasta francês Jean-Luc Godard, e de lançar Beggars Banquet, regressou ao Brasil. Desta vez, acompanhado do guitarrista Keith Richards. Jagger e Richards, e suas respectivas namoradas, Marianne Faithfull e Anita Pallenberg, desembarcaram no Rio de Janeiro no dia 29 de dezembro de 1968.
Depois de curtir o réveillon carioca, seguiram para a Fazenda Boa Vista, em Matão (SP), município a 305 quilômetros da capital, no dia 4 de janeiro de 1969. Na propriedade do banqueiro Walther Moreira Salles, compuseram Honky Tonk Women, outro clássico da banda. “A fazenda, os cavalos e os vaqueiros serviram de inspiração para a dupla. Tudo aquilo lembrava o Arizona. Daí, a levada country da música”, explica José Emílio Rondeau, autor do livro Sexo, Drogas e Rolling Stones.
Menino do Rio
Dos sete integrantes dos Stones, apenas Brian Jones e Bill Wyman, que se desligou do grupo em 1993 e foi substituído por Darryl Jones, nunca vieram ao Brasil. Jagger, em compensação, já visitou o país, pelo menos, oito vezes. A terceira delas em 1975. Ele e a mulher, Bianca Jagger, aterrissaram no Galeão, na manhã de 22 de dezembro. O casal alugou a casa da atriz Florinda Bolkan, na Joatinga. Em entrevista ao jornalista Okky de Souza, da revista Pop, Jagger declarou que, antes de convidar Ron Wood para substituir Mick Taylor, chegou a cogitar o nome de Eric Clapton. “Mas, trabalhar com Eric, atualmente, é quase impossível”, descartou.
Por sugestão de Florinda, Jagger resolveu passar cinco dias no balneário de Búzios, a 160 quilômetros da capital. Lá, ficou hospedado na casa de Renata Deschamps, a mãe da atriz Alexia Deschamps. “Não tinha estrelismo nenhum. Gostava de correr na praia e de pular corda. À noitinha, reunia a galera para tocar violão. Não lembrava a letra de todas as músicas, mas, na medida do possível, procurava atender a todos os pedidos”, recorda Alexia. “Certa noite, convidou todo mundo para jantar. Mas o dono do restaurante não reconheceu o Mick e fechou a porta na cara dele”.
Mick Jagger conferindo o palco em São Paulo, em 2016
Divulgação via BBC
O poderoso chefão
Em 24 de novembro de 1984, o líder dos Rolling Stones voltou mais uma vez ao Brasil. O motivo de sua quarta visita foi rodar um filme de baixo orçamento chamado Running Out of Luck (1986) que mesclava as nove músicas de seu primeiro álbum solo, She’s the Boss (1985). A ideia de ambientar o filme no Brasil não partiu de Jagger, mas do cineasta Julien Temple, diretor de alguns videoclipes dos Stones, como Too Much Blood e She Was Hot, ambos do disco Undercover (1983).
O roteiro, escrito a quatro mãos por Jagger e Temple, narra os apuros vividos por um astro do rock em um país distante — e contou com a participação de atores brasileiros, como Norma Bengell (1935-2013), Grande Otelo (1915-1993) e Tony Tornado, entre outros. Em Norma Bengell (Versos Editora), a atriz conta que foi contratada para trabalhar num videoclipe, mas que acabou participando, sem saber, de um longa-metragem. “Pensei em processar o Mick Jagger em 1987. Mas, quando vi que contratar um advogado em dólar ia ficar muito caro, desisti”, desabafou em sua autobiografia póstuma de 2014.
No filme, Bengell interpreta uma fazendeira que obriga o personagem do cantor a trabalhar numa plantação de bananas. Na calada da noite, ela ainda o transforma em seu escravo sexual. As cenas foram rodadas na Fazenda Santa Maria, em Barra do Piraí (RJ), a 100 quilômetros da capital, entre os dias 10 e 13 de dezembro. No presídio Vieira Ferreira Neto, em Niterói, Jagger deu autógrafo aos presos e pagou cachê para os cerca de 100 que atuaram como figurantes. Na gafieira Elite, no Centro do Rio, gravou o videoclipe da canção Just Another Night. Já o Estádio do Fluminense, nas Laranjeiras, teve seu salão nobre transformado em cassino.
“Foram cerca de 20 dias de intensa convivência: 12 horas por dia, seis dias por semana. Não lembro de nenhum momento de arrogância ou impaciência. Pelo contrário. Demos muitas risadas juntos”, relembra o fotógrafo Roberto Faissal, que registrou os bastidores de Running Out of Luck. “Não dá para esquecer da vez em que o Mick topou fazer uma foto vestido de mulher em Mangaratiba. Ele é realmente um pop star!”.
Jagger e Temple ainda convidaram Rod Stewart para uma participação especial como um astro do rock que chega ao Rio para gravar um videoclipe. Mas, alegando incompatibilidade de agenda, o cantor britânico declinou do convite. Em seu lugar, a gravadora CBS sugeriu o nome de Ritchie. “Tive pouco contato com o Mick, apenas na hora em que ele me conheceu para aprovar minha participação e, depois, no trailer dele, onde supervisionou minha sessão de maquiagem e explicou como eu deveria me comportar em cena. Em resumo, ‘Just be like me! (Seja como eu!)'”, conta Ritchie. “Ele passou a impressão de estar 100% no controle de tudo, dando palpites em quase todos os aspectos cênicos e de filmagem. Deixava bem claro quem era ‘the boss’!”.
Ron Wood e Ivo Pitanguy
Acervo Pessoal via BBC
Tem gringo no samba!
Depois de Mick Jagger, o Stone que, por conta própria, mais vezes carimbou seu passaporte rumo ao Brasil foi Ronnie Wood: em 16 de fevereiro de 1996, ele e a mulher, Josephine, assistiram aos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, no Sambódromo — Josephine, inclusive, chegou a desfilar pela Estação Primeira da Mangueira. Apenas três meses depois, em 5 de maio, Wood voltou para inaugurar duas exposições: uma, de pinturas, no Museu de Arte Moderna de São Paulo; e outra, de gravuras, na Galeria Nara Roesler.
Em 18 de agosto, o pintor-guitarrista já estava de volta ao Brasil. Desta vez, visitou o litoral da Bahia e de Pernambuco, onde passeou de lancha e jet-ski e degustou frutos do mar. Na capital baiana, se encontrou com Jimmy Page, o ex-guitarrista do Led Zeppelin que, na época, morava em Lençóis, na Chapada Diamantina, e juntos provaram carne-seca com pirão, preparado por Dona Madalena, a mãe do cantor e compositor Carlinhos Brown.
Outros Stones também vieram ao Brasil. O guitarrista Mick Taylor, que entrou no lugar de Brian Jones e tocou na banda entre 1969 e 1974, esteve no Rio em janeiro de 1974. Ficou hospedado no apartamento do baixista Arnaldo Brandão no Vidigal e assistiu ao show dos Secos & Molhados no Teatro Tereza Rachel, em Copacabana, e ao dos Novos Baianos, no Teatro Excelsior, em Ipanema.
Já Charlie Watts esteve por aqui, sem os Stones, por duas vezes. A primeira, entre 11 e 20 de julho de 1976, a passeio — e a segunda, entre 2 e 11 de maio de 1992, a trabalho. Da primeira vez, veio com a família, foi barrado na porta de uma boate em Ipanema e levou de recordação para casa um berimbau, instrumento que nunca aprendeu a tocar. Da segunda, veio para prestar um tributo ao saxofonista Charlie Parker (1920-1955). Dos sete shows agendados com seu quinteto de jazz, fez apenas três. Os outros foram cancelados por falta de público.
Nélio Rodrigues e Charlie Watts em 1992
Acervo Pessoal via BBC
Um roqueiro em apuros
Os Rolling Stones voltaram a tocar no Brasil em 1998. Com abertura de Cássia Eller (1962-2001) e de Bob Dylan, fizeram dois shows: o primeiro na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, em 11 de abril, e o segundo no Estádio do Ibirapuera, em São Paulo, em 13 de abril. A turnê Bridges to Babylon incluía dois palcos: o principal, de 54 metros de largura, 26 de profundidade e 25 de altura, e outro, de apenas 20 metros quadrados, bem no meio da plateia. Os Stones e sua entourage de 143 pessoas — entre músicos, assessores e seguranças — desembarcaram no Rio, no dia 6 de abril.
Do aeroporto, Keith Richards e Ron Wood seguiram direto para Angra dos Reis, onde ficaram hospedados na casa do cirurgião plástico Ivo Pitanguy (1923-2016). Lá, Wood levou um susto daqueles: a lancha onde estava pegou fogo e ele, sua família e mais alguns amigos precisaram abandonar a embarcação. “Foi surreal!”, define Helcius Pitanguy, filho do anfitrião. “Felizmente, havia outras lanchas, transportando jornalistas, que ajudaram no resgate e os levaram para terra-firme. Graças a Deus, todos escaparam ilesos”.
Na véspera do primeiro show, dia 10, o casal Olavo Monteiro de Carvalho e Andrea Dellal ofereceu um jantar em sua casa em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, para Mick Jagger. Foi lá que, reza a lenda, o líder dos Rolling Stones teria conhecido a modelo Luciana Gimenez, com quem teve Lucas, seu sétimo filho. Depois do jantar, a bateria da Viradouro improvisou uma versão de La Bamba em ritmo de samba.
Cartaz promocional da visita dos Rolling Stones ao Rio, em 2016
Divulgação via BBC
A quarta — e mais recente — passagem dos Rolling Stones pelo Brasil aconteceu em 2016. A banda fez quatro shows em três capitais: no dia 20 de fevereiro, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ); nos dias 24 e 27 no Morumbi, em São Paulo (SP); e, no dia 2 de março, no Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Em cada cidade, um show de abertura diferente: Ultraje a Rigor, Titãs e Cachorro Grande, respectivamente.
No Maracanã, os Stones contaram com a participação especial do Coral da PUC-Rio na canção You Can’t Always Get What You Want (1969). O convite surgiu no finalzinho de 2015. Por e-mail, a banda pediu que o coral enviasse um vídeo com o figurino selecionado e a música decorada. Além disso, o coro foi dividido em dois, cada um com um regente: sopranos e contraltos na frente, tenores e barítonos atrás.
No grande dia, algumas horas antes do início do show, o coral ensaiou com a banda no backstage do Maracanã. “Não era permitido entrar com celulares, mas o próprio Mick Jagger filmou o ensaio”, recorda a preparadora vocal Glaucia Mancebo. “No final, ele abriu um sorrisão e o coral foi aplaudido pela banda. Todo mundo entrou em êxtase!”
Como diria aquela velha canção de 1974, é apenas rock’n’roll, mas todos gostam!

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Pedra sobre pedra’ estreia no Globoplay: Relembre a história de amor e rivalidade entre famílias


Novela de 1992 teve Lima Duarte e Renata Sorrah como rivais que queriam os filhos, Maurício Mattar e Adriana Esteves, como o próximo prefeito de cidade fictícia no sertão da Bahia. “Pedra sobe pedra”, novela exibida originalmente em 1992, estreia nesta segunda-feira (18) no Globoplay. Escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, a obra sobre amor e ódio foi estralada por Lima Duarte, Renata Sorrah, Maurício Mattar e Adriana Esteves.
Para quem quer ver ou rever, que amou ou odiou, o g1 relembra alguns dos principais momentos, além de curiosidades dos bastidores, com dados do Memória Globo.
Webdoc novela – Pedra Sobre Pedra (1992)
Na história, Duarte e Sorrah interpretam ex-amantes que se tornaram rivais após quase casarem na juventude. O ódio — e outros sentimentos — se intensifica quando ambos querem que seus respectivos filhos assumam a prefeitura da cidade fictícia de Resplendor, no sertão da Bahia.
A trama se torna ainda mais complexa já que o filho dele, vivido por Mattar, tem um relacionamento secreto com a filha dela, interpretada por Esteves. Enquanto se enfrentam para realizarem seu plano, o casal mais velho precisa lutar também contra o amor que ainda sentem um pelo outro.
Pedra sobre Pedra: Léo e Marina
Elenco de ‘Pedra sobre Pedra’
Acervo/Globo
Curiosidades
‘Pedra Sobre Pedra’ figura na relação de novelas assinadas por Aguinaldo Silva que têm vários elementos em comum, como a ambientação em uma cidade fictícia que faz as vezes de microcosmo do Brasil, cenas de realismo fantástico e personagens com características parecidas. As outras novelas são ‘Roque Santeiro’ (1985, ele foi coautor de Dias Gomes), ‘Tieta’ (1989, em coautoria com Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn), ‘Fera Ferida’ (1993, novamente com Ricardo e Ana Maria), ‘A Indomada’ (1997, junto com Ricardo Linhares) e ‘Porto dos Milagres’ (2001, de novo com Ricardo);
a novela contou com a maior cidade cenográfica construída até então pela TV Globo. Pela primeira vez, foi usado também um calçamento com pedras de verdade, colocado sobre uma base de concreto, para não ser danificado por chuva ou lama. A construção do acampamento cigano, com três tendas de 60 m², exigiu um rigoroso trabalho de pesquisa. Na construção da gruta de 1.500 m², onde os personagens de Adriana Esteves (Marina) e Maurício Mattar (Leonardo) se encontravam às escondidas, a produção fez uso de fibra de vidro e materiais naturais, como pedra e areia;
Os autores reviveram o personagem Murilo Pontes, interpretado por Lima Duarte, na novela ‘A Indomada’, exibida em 1997. O personagem participou de uma partida de pôquer em Greenville, cidade fictícia onde a novela era ambientada;
A morte do fotógrafo Jorge Tadeu (Fábio Jr.) rendeu uma das cenas mais marcantes da novela. Seu corpo apareceu coberto de borboletas, numa imagem montada com efeitos especiais. A direção contou com a consultoria de biólogos para a realização da cena. Houve todo um mistério sobre o assassino, só revelado nos capítulos finais;
Fábio Jr. em ‘Pedra sobre Pedra’
Jorge Baumann/Globo
Lilia Cabral, intérprete da prostituta Alva, teve aulas com a professora de prosódia Iris Gomes da Costa para aprender o sotaque gaúcho;
O diretor Paulo Ubiratan fez uma participação no último capítulo da novela, como um pretendente que Pilar Batista (Renata Sorrah) conhece ao embarcar em uma viagem;
Nuno Leal Maia participou dos últimos capítulos da novela, no papel de um delegado;
‘Pedra Sobre Pedra’ marcou a estreia do ator Eduardo Moscovis na TV Globo, no papel do cigano Tíbor;
Nívea Maria homenageou a mãe com sua interpretação de Ximena, a primeira-dama de Resplendor. Fazer da personagem uma portuguesa inserida em um contexto nordestino foi uma sugestão da própria atriz ao diretor Paulo Ubiratan, que aprovou a ideia;
Pedro Paulo Rangel contou que foi construindo o homossexual Adamastor, apaixonado pelo patrão, Carlão (Paulo Betti), com a resposta que recebia do público nas ruas. O personagem, com seu grande amor pelo chefe e amigo, foi um dos sucessos da novela;
Para interpretar Sérgio Cabeleira, Osmar Prado teve como primeira referência o filme ‘Kaos’ (1984), dos Irmãos Taviani, indicação do diretor Luiz Fernando Carvalho para ajudar o ator na composição do personagem;
Um dos capítulos da novela deu origem a um especial, intitulado ‘Auto de Nossa Senhora da Luz’, exibido em dezembro de 1992. A sequência, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, mostrava uma celebração em homenagem a Nossa Senhora da Luz, santa padroeira da cidade de Resplendor;
Esta foi a última novela de Armando Bógus, que morreu em 2 de maio de 1993.

Fonte: G1 Entretenimento