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CPM 22 abre parceria com ‘titã’ Sérgio Britto no single ‘Tudo vale a pena?’


♪ Integrante remanescente da formação clássica da banda paulistana Titãs, Sérgio Britto até já cantou com Badauí – vocalista do grupo CPM 22 – em show de emissora de rádio, dividindo com o colega a interpretação de Epitáfio (2001), balada composta por Britto para álbum dos Titãs.
Contudo, a primeira parceria entre os artistas, Tudo vale a pena?, somente apareceu neste ano de 2022 em single lançado hoje, 13 de julho, Dia Mundial do Rock. A música é de Britto com o guitarrista Luciano Garcia. Já a letra de Tudo vale a pena? foi escrita pelo titã com Badauí.
Juntando o integrante dos Titãs com a banda CPM 22, em encontro inédito em disco, a gravação da música Tudo vale a pena? foi feita com produção musical orquestrada por Luciano Garcia, Ali Zaher Jr e Philippe Fargnoli.
Capa do single ‘Tudo vale a pena?’, de Sérgio Britto com CPM 22
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Rafaela lança álbum com músicas e direção artística de César Lacerda


No disco, artista mato-grossense regrava ‘Porque brigamos’, sucesso da cantora Diana há 50 anos. ♪ Quando a cantora mato-grossense Ana Rafaela lançou o single Você e eu em novembro de 2019, apresentando dueto com Tó Brandileone na gravação de música de autoria de Luth Peixoto, a intenção da artista era lançar o segundo álbum em 2020 e fazer shows.
Com os palcos fechados por conta da pandemia, a artista lançou mais dois singles do disco em 2020 – Eu vi quando você chegou e Pássaros a voar, ambos com músicas então inéditas de César Lacerda (a segunda em parceria com Roberta Campos) – e foi adiando a edição do álbum.
Quase três anos após o single inicial Você e eu, o álbum Despertar chega enfim ao mundo digital na sexta-feira, 15 de julho, com oito faixas gravadas com produção musical de Raul Misturada, sob direção artística de César Lacerda.
Com capa que expõe Ana Rafaela em foto de Rodrigo Takeshi e com música-título de autoria de Paulo Novaes, o álbum Despertar apresenta no repertório apresenta parceria de Lacerda com Tó Brandileone, O amor tem formas de existir, entre músicas de Phil Veras (Tudo de graça) e Tuca Oliveira (Esse momento), além regravação de sucesso da cantora Diana há 50 anos, Porque brigamos (1972), versão em português, escrita por Rossini Pinto (1937 – 1985), de I am.. I said… (Neil Diamond, 1971).
Nascida em Cuiabá (MT), mas residente há anos na cidade de São Paulo (SP), Ana Rafaela ganhou visibilidade há dez anos como participante do programa The Voice Brasil 2012, temporada da qual foi semifinalista, e lançou o primeiro álbum, Cantos, em 2015.
Capa do álbum ‘Despertar’, de Ana Rafaela
Rodrigo Takeshi

Fonte: G1 Entretenimento

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Caio Prado, João Cavalcanti e Matheus VK reafirmam a emoção masculina no single ‘Choro sim’


Capa do single ‘Choro sim’, de Matheus VK com Caio Prado e João Cavalcanti
Julio Andrade com arte de Julia Rocha
♪ Compositor de aguçada sensibilidade, Gonzaguinha (1945 – 1991) já sentenciou que “um homem também chora” no verso inicial de Guerreiro menino, canção propagada na voz de Fagner em 1983.
Decorridos quase 40 anos, Matheus VK – cantor e compositor baiano residente na cidade do Rio de Janeiro (RJ) – reafirma a sensibilidade e a emoção masculina nos versos de Choro sim.
Composição inédita de autoria de VK, Choro sim desembarca nos aplicativos de música na sexta-feira, 15 de julho, em single criado com a intenção de verter emoção em gravação que junta o artista com os cariocas Caio Prado – visto na foto ao alto, em imagem extraída do clipe roteirizado e dirigido pelo ator Julio Andrade – e João Cavalcanti.
O trio de cantores se reveza e se une nos versos de Choro sim em gravação feita com produção musical de Henrique Band (teclados, flauta e saxofone) e com os toques do violoncelo de Janaína Sales e do baixo de João Rafael. O single também foi formatado com o vocalize de Antonio Fischer-Band.
A capa do single Choro sim expõe Caio Prado, João Cavalcanti e Matheus VK enquadra foto de Julio Andrade na arte de Julia Rocha.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O Lendário Cão Guerreiro’ une cães e gatos em desenho com lição sobre diversidade


Filme estreia nesta quinta-feira (14) no Brasil com direção de Rob Mircknof (‘O Rei Leão’, ‘Stuart Little’). Animação faz uso do humor para abordar os preconceitos sociais. ‘O Lendário Cão Guerreiro’
Divulgação
Com humor e carisma, cães e gatos unem suas patas na animação “O Lendário Cão Guerreiro” para salvar uma vila em perigo, enquanto dão uma lição sobre diversidade.
O filme chega aos cinemas nesta semana e conta com dublagens de Michael Cera, Ricky Gervais, George Takei, Mel Brooks, Michelle Yeoh e Samuel L. Jackson no original.
Dirigido por Rob Mircknof (“O Rei Leão”, “Stuart Little”), “O Lendário Cão Guerreiro” conta as aventuras de Hank, um subestimado cão da raça beagle que sonha em se tornar um samurai. Por isso, ele acaba em uma pequena vila de gatos, em Kakamucho.
Antes de empunhar um sabre, o solitário Hank compensa a falta de treinamento físico com persistência. O cão terá, no entanto, de enfrentar outro desafio: ganhar o coração da maioria dos gatos de Kakamucho, que desconfiam dele por ser diferente.
“Acredito que seja uma mensagem sempre relevante e necessária”, diz Michael Cera, ator que dá voz ao otimista Hank em seu quimono amarelo.
Cena de ‘O Lendário Cão Guerreiro’
Divulgação
“Acho bom trazer essas mensagens pela arte, não é apenas dizendo para os outros o que você pensa, ou acompanhando esse personagem e vendo o que enfrenta e as emoções que vive”, acrescentou o ator. “É uma boa maneira (de fazer isso), especialmente para que as crianças possam digerir isso e ter empatia”, completou.
“O Lendário Cão Guerreiro” se inspira na sátira racial “Banzé no Oeste” (1974), de Mel Brooks, e utiliza humor para abordar os preconceitos sociais.
Interpretado por Ricky Gervais, Ika Chu é o vilão do dia. O ambicioso gato somali busca conquistar o tradicional povoado de Kakamucho para seu próprio benefício e conta com o preconceito como elemento-chave de seu plano maligno.
O vilão envia um cachorro para lidar com os gatos, para acabar descobrindo depois que os dois animais, às vezes amigos e outras inimigos, podem unir as patas.
“Que mundo é esse onde não se pode contar com cidadãos de bem para matar alguém apenas por parecer diferente?”, lamenta Ika Chu. “É um conflito”, pondera George Takei, de 85 anos, que dubla o gato manx Ohga, braço direito do vilão.
“Mas somos capazes de reconhecer os pontos fortes, assim como as diferenças de cada um. E as diferenças podem ser uma vantagem”, acrescenta Takei.
‘O Lendário Cão Guerreiro’
Divulgação
Conhecido por seu ativismo político e social, o ator, de 85 anos, considera que o filme chega com “uma boa mensagem” nos tempos atuais.
“Vivemos em uma sociedade quebrada. Cada manchete dos jornais, ou da televisão, fala sobre a sociedade dividida em que vivemos”, observa o veterano.
Para Takei, o projeto foi uma oportunidade de fazer a audiência rir e de levar as famílias de volta aos cinemas, após o afastamento por conta da pandemia da covid. Algo que Michael Cera espera fazer em breve.
“Não vejo a hora de ver um filme no cinema novamente”, disse o ator, de 34 anos. “Acredito que todos sentiam muita falta dessa experiência, e estou feliz por estarmos de volta”, concluiu.

Fonte: G1 Entretenimento

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Emmy 2022: lista tem stand-up polêmico, mais mulheres e indicações póstumas


Dave Chappelle foi lembrado com apresentação polêmica e Chadwick Boseman pode levar prêmio. Mulheres têm 40% das indicações de roteiro e quase metade nos prêmios de direção.
‘Ted Lasso’, ‘Round 6’, ‘Euphoria’, ‘Only Murders in the Building’ e ‘Succession’ estão entre as séries indicadas ao Emmy 2022
Divulgação
A série “Succession” largou na frente na disputa pelos prêmios Emmy da Academia de Televisão, recebendo um recorde de indicações no momento em que a indústria retoma o ritmo de produção dos tempos pré-pandemia.
Veja a lista completa do Emmy 2022
Análise do BLOG LEGENDADO
Curiosidades na lista de indicações
Veja cinco destaques dentre os indicados para a 74ª edição dos prêmios Emmy:
Dave Chappelle
O humorista americano Dave Chappelle no especial ‘The Closer’
Divulgação/Netflix
O comediante Dave Chappelle viu-se envolvido em polêmica ao ter parte de seu repertório classificado como transfóbico, incluindo o especial da Netflix do ano passado “The Closer”.
Manifestantes se aglomeraram em frente à sede da Netflix em outubro acusando a gigante do streaming de lucrar com o discurso de ódio do programa, no qual Chappelle afirma que “o gênero é um fato”.
Em maio, Chappelle foi atacado por uma pessoa do público enquanto se apresentava no festival de comédia “Netflix Is A Joke”, em Los Angeles.
No entanto, estes acontecimentos não inibiram os 20 mil eleitores da Academia de Televisão, que indicaram Chappelle na categoria Melhor Especial de Variedades (pré-gravado).
Mulheres conquistam espaços
Amy Poehler no Globo de Ouro 2021
Reprodução/Twitter/NBC
A lista de indicados trouxe vitórias para mulheres, cuja representação tem sido tradicionalmente desigual nas categorias técnica, de direção e roteiro no Emmy e em outros prêmios de entretenimento.
Quase metade das indicações no campo da direção foram para mulheres, incluindo para Amy Poehler, por “Lucy and Desi”, e Lorene Scafaria, pela série dramática “Succession”.
As mulheres também receberam 40% das indicações na categoria de roteiro.
Indicações póstumas
T’Challa, dublado por Chadwick Boseman, em ‘What if…’
Divulgação
Chadwick Boseman, que faleceu em agosto de 2020 vítima de um câncer de cólon, foi indicado no ano passado para melhor ator por sua participação no drama “A Voz Suprema do Blues”, mas acabou derrotado por Anthony Hopkins.
Os prêmios Emmy deste ano representam uma última oportunidade de reconhecimento em premiações para o falecido ator, que emprestou sua voz para uma versão de seu personagem “Pantera Negra” na série animada da Marvel “What If…”.
Jessica Walter, ex-estrela da série “Caindo na Real” e que faleceu no ano passado, também foi indicada por seu papel em “Archer”.
Obama vs. Abdul-Jabbar
Obama
Democratic National Convention via AP
As premiações costumam encontrar maneiras criativas de indicar grandes nomes de fora da indústria do entretenimento, e a categoria de melhor narrador parece ser o caminho escolhido pelo Emmy neste ano.
Entre os indicados estão o veterano naturalista David Attenborough (“The Mating Game”) e a atriz Lupita Nyong’o (“Serengeti II”), vencedora do Oscar.
A categoria traz outro duelo interessante, colocando frente a frente o ex-astro do basquete Kareem Abdul-Jabbar (“Black Patriots: Heroes Of The Civil War”) e o ex-presidente americano Barack Obama (“Os Parques Nacionais Mais Fascinantes do Mundo”).
Obama terá a oportunidade de adicionar um Emmy a sua extensa lista de feitos, que conta com um Prêmio Nobel e dois Grammy.
Nada para ‘Yellowstone’
A série de cowboys “Yellowstone”, estrelada por Kevin Costner, estreou sua quarta temporada com o expressivo número de 11 milhões de telespectadores, mas isso não lhe garantiu uma indicação ao Emmy em 2022. A série foi indicada apenas uma vez ao maior prêmio da televisão, no ano passado em uma categoria.
Os eleitores da Academia parecem ter ficado desanimados com o espaço que a série da relativamente pequena plataforma Paramount conquistou, ou por suas tendências conservadoras, embora “Yellowstone” tenha crescido recentemente em popularidade nos estados liberais dos Estados Unidos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio anuncia Poze do Rodo, Ratos de Porão, WC no Beat e mais artistas no Palco Supernova


Espaço alternativo do festival também já tinha confirmado Lil Whind (Whindersson Nunes) e Jovem Dionísio. Festival acontece nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro no Rio. Banda Ratos de Porão
Marcos Hermes / Divulgação
O Rock in Rio anunciou nesta quarta-feira (13) Poze do Rodo, Ratos de Porão, WC no Beat e outros artistas para o Palco Supernova do festival.
O Supernova, espaço para atrações alternativas e novos artistas, também já tinha confirmado shows do Jovem Dionísio, Whindersson Nunes, Priscilla Alcantara, Teto e Francisco, El Hombre.
Confira abaixo a programação deste do Palco Supernova e veja aqui o line-up completo do Rock in Rio.
Iron Maiden, Justin Bieber, Post Malone, Dua Lipa, Guns N’Roses, Coldplay e Green Day são os headliners do Rock in Rio 2022.
Palco Supernova do Rock in Rio
02/09: Crypta, Surra, Matanza Ritual e Ratos de Porão
03/09: Ike, Hiosaki, Yunk Vino, MC Poze do Rodo convida Bielzin e TETO
04/09: WC no Beat e convidados: Felp 22, Hyperanhas e Mc Th e Lil Whind (Whindersson Nunes) e convidados: DOODE, OMNI, REID e WIU
08/09: Cali, Scatolove, O Grilo e Francisco, El Hombre
09/09: Number Teddie, Sebastianismos, Castello Branco e Supercombo
10/09: Mackaco, João Napoli, Daparte e Jovem Dionísio
11/09: Muse Maya, Mariah Nala, Bianca e Priscilla Alcântara
O evento acontece nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022, no Parque Olímpico, na Zona Oeste do Rio.
Todos os ingressos da nona edição do festival estão esgotados.
Veja aqui a programação completa do Rock in Rio 2022.
Pra matar a saudade: as 100 melhores fotos no Rock in Rio 2019
Justin Bieber e Demi Lovato estarão no Rock in Rio em 2022

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta e Ludmilla completam dez anos de carreira com visibilidade e poder além do circuito do funk


Feitos recentes das artistas, que lançaram os respectivos primeiros singles em 2012, ratificam as vitórias de trajetórias improváveis que embaralham as cartas de jogo quase sempre marcado. ♪ ANÁLISE – Convidada para abrir os shows que o cantor colombiano J. Balvin fará no Brasil em outubro, Anitta acaba de entrar para o Guiness world records por ter sido a primeira artista latina a alcançar, com gravação solo, o topo da parada mundial da plataforma Spotify – proeza acontecida em 24 de março com a chegada do reggaeton Envolver (Anitta, Julio M Gonzales Tavarez, Freddy Montalvoe e José Carlos Cruz, 2021) ao primeiro lugar do ranking global da plataforma.
Convidada pela cantora espanhola Rosalía para participar do show da Motomami world tour na passagem da turnê mundial pelo Brasil, em agosto, Ludmilla acaba de reunir 30 mil pessoas em apresentação do show de pagode da turnê Numanice em Salvador (BA) no último sábado, 9 de julho.
Tais feitos recentes exemplificam a visibilidade e o poder alcançados por Anitta e Ludmilla além do circuito do funk, onde as duas cantoras e compositoras emergiram há uma década. Sim, tanto Anitta como Ludmilla lançaram os respectivos primeiros singles em 2012 e, por isso mesmo, completam dez anos de carreira fonográfica em 2022.
Rebatizada como Anitta pelo DJ Batutinha em 2010, a carioca Larissa de Macedo Machado – nascida em 30 de março de 1993 – começou a deixar de ser mais uma na multidão do circuito dos bailes funks quando, em março de 2012, jogou na rede a gravação de música inédita de lavra própria, Menina má. O resto é uma história que ainda está longe do fim.
Já Ludmilla Oliveira da Silva – artista fluminense nascida em 24 de abril de 1995 em Duque de Caxias (RJ), município da Baixada Fluminense (RJ) – deu passo decisivo quando, em maio de 2012, quando ainda se apresentava como MC Beyoncé, decidiu apostar na música Fala mal de mim, parceria da artista com o empresário e cantor conhecido como MC Roba Cena. Começou ali outra bela história sem data para terminar.
Em 2012, ninguém acreditaria se alguém previsse que, dez anos depois, Anitta e Ludmilla teriam feito gravações com artistas de alcance planetário como a cantora Madonna e a rapper Cardi B, entre tantas outras proezas dentro e fora do Brasil.
Anitta e Ludmilla são as vozes de duas pessoas vitoriosas que, egressas do mesmo universo do funk, gênero musical ainda marginalizado pelas elites culturais da sociedade brasileira, transcenderam o mundo dos bailes sem nunca deixar de valorizar o funk e o universo de onde vieram, o que as torna ainda mais incômodas aos olhos e ouvidos dessas elites.
Por preconceito, há muita gente que ainda insiste em minimizar – ou mesmo ignorar – as muitas conquistas das duas artistas ao longo desses dez anos. Mas o fato é que tanto Anitta como Ludmilla são vozes que se fazem ouvir em todo o Brasil e, como tal, ambas já têm importância que transcende o universo da música. Não por acaso, a declaração do voto de Anitta nas próximas eleições presidenciais virou assunto na mídia.
Anitta e Ludmilla têm vozes ativas. São duas mulheres poderosas que viraram o jogo a favor delas, driblando o machismo vigente no mundo do funk e na indústria do disco – território historicamente dominado por homens desde que o samba é samba.
Improváveis diante do preconceito social que rege o Brasil, as trajetórias vitoriosas de Anitta e Ludmilla embaralham as cartas de um jogo até então quase sempre marcado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cintura baixa e culto à magreza: por que a moda ‘y2k’ acende alerta sobre transtornos alimentares?


Kim Kardashian e outras famosas perderam peso, em meio a revival da estética dos anos 2000. Mas será que algum dia a perigosa pressão por corpos muito magros saiu de moda? Semana Pop explica por que estética ‘y2k’ gera preocupação com transtornos alimentares
O casal “Bennifer” reatou, ídolos do tempo do Furacão 2000 estão de volta às paradas e a calça de cintura baixa é moda de novo, para desespero de muitos. Sim, os anos 2000 estão com tudo. E, com eles, voltaram também alguns fantasmas dessa época. Por exemplo, o culto à magreza escancarado na moda — e a perigosa pressão em torno disso.
É um dos principais assuntos das redes. Vídeos com a hashtag “#y2k” (“year 2000” ou “ano 2000”, em português) tem mais de 7 bilhões de visualizações no TikTok. Boa parte deles relembra o estilo e a estética de 20 anos atrás, mostrando como adaptar tudo isso à moda de hoje.
Bruna Marquezine com calça de cintura baixa, peça símbolo da estética ‘y2k’
Reprodução/Instagram
Para quem tem intimidade com a indústria fashion, não é nenhuma surpresa. “Na moda, existe o que chamamos de ciclo de 20 anos. A cada 20 anos, começamos a revisitar as estéticas que foram fortes 20 anos atrás”, diz Sofia Martellini, analista da empresa de previsão de tendências WGSN.
“Em 2010, estávamos olhando para os anos 90. Nos anos 90, muito do que era tendência foi tirado dos anos 70. Esse ciclo se repete.”
Isso acontece, ela explica, porque as gerações se renovam e o fator nostalgia cria uma visão romantizada das lembranças de infância da geração atual.
E a geração Z, a primeira que já surgiu digital, é especialmente nostálgica. Nascida depois da virada do milênio, essa turma cresceu junto com a dependência da internet e a importância das redes sociais. Suas lembranças de infância estão todas documentadas em formato jpg, mp3, mp4, txt etc.
Por isso, em 2022, o estilo dos anos 2000 ficou mais popular justamente entre os novinhos: adolescentes e jovens adultos, que mal se lembram ou nem viveram essa época. “Não é uma nostalgia de um tempo em que eles viveram. É uma ideia desse tempo”, conclui Martellini.
Moda antiga
O culto à magreza na moda é mais antigo que qualquer hit da Britney. “A magreza nunca saiu de moda. Desde os anos 90, quando começou o ‘heroin chic’ [estética da magreza extrema, associada ao uso de heroína ou outras drogas], o corpo muito magro nunca deixou de ser a maior referência”, afirma a analista de tendências.
“A moda sempre reforçou um padrão de beleza inacessível: corpos sem curvas, com ossos aparentes.”
A frase acima é da nutricionista Fernanda Imamura, que colabora com o Programa de Atendimento, Ensino e Pesquisa em Transtornos Alimentares na Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas da USP.
“Isso gerou uma legião de pessoas insatisfeitas e alimentou a indústria das dietas restritivas, que podem ser um gatilho importante pro desenvolvimento dessas doenças, quando combinados a outros fatores”, ela acrescenta.
Só muito recentemente, por causa da pressão por mais diversidade, algumas grifes passaram a incluir modelos maiores e pensar em roupas para corpos mais reais. Mesmo assim, em muitos casos, esse debate parece ser incorporado muito mais por uma questão publicitária.
Um bom exemplo é a capa da revista “iD” com a modelo considerada plus size Paloma Elsesser usando a polêmica minissaia de cintura baixa da Miu Miu. O que falta em tecido na peça, fenômeno da moda no primeiro semestre de 2022, sobra em inspiração nos anos 2000.
Modelo Paloma Elsesser veste saia da Miu Miu na capa da revista ‘iD’
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A capa surpreendeu por quebrar o padrão que geralmente é associado a esse tipo de peça, mas a Miu Miu acabou sendo criticada porque, na loja, para os consumidores, só vende minissaia até o tamanho 46.
“As marcas estão atentas ao debate, mas o progresso na moda acontece de forma muito lenta, principalmente no mercado de luxo. Nele, há a questão da exclusividade e as grifes se apoiam no discurso de que não têm consumidores de tamanhos maiores”, explica Martellini.
Acessório cobiçado
A saia da Miu Miu numa modelo plus size só causou tanto burburinho porque, no mundo da moda e das celebridades, uma peça tão curta e de cintura tão baixa quase sempre é vista em quem tem a barriga chapada e as pernas finas. Ou seja, em corpos muito magros.
Minissaia da Miu Miu, divulgada quase sempre em corpos muito magros, foi fenômeno da moda no primeiro semestre de 2022
Divulgação
Isso mostra como as roupas minimalistas de 20 anos atrás excluíam escancaradamente a maioria dos corpos. Basta ver como eram os corpos dos ícones da moda naquela época: Paris Hilton, Britney Spears, Lindsay Lohan, as irmãs Olsen (em 2004, aos 18 anos, Mary-Kate Olsen chegou a ser internada para tratar anorexia).
Há quem diga que, nos anos 2000, o acessório mais cobiçado da moda era a magreza. Junte a isso o início da popularização das redes sociais, um terreno perigoso de estímulo aos transtornos alimentares.
Blogs e páginas com informações sobre como emagrecer de forma não exatamente saudável se espalharam pela internet, e colocaram a saúde de uma geração em risco.
A nova Kardashian
Depois, o padrão mudou. Nos anos 2010, veio a era dos corpos volumosos — ainda magros, mas mais curvilíneos. Uma época representada pela figura das irmãs Kardashian.
Mas, agora, a sensação nas redes é de que tudo está diminuindo de novo. Celebridades como Bruna Marquezine, Rafa Kalimann e Anitta perderam peso nos últimos anos. Até Kim Kardashian — símbolo máximo do padrão curvilíneo dos anos 2010 — adotou um visual mais magro.
Kim Kardashian no Met Gala 2022
Jamie McCarthy / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
“O emagrecimento dessas famosas não necessariamente está ligado à estética dos anos 2000. Mas, sim, trazer essa estética de volta acaba trazendo também esse corpo muito magro, que foi pauta na época”, avalia a analista da WGSN.
“Ao mesmo tempo, essas celebridades também estão inseridas na indústria, são pressionadas e criticadas por emagrecerem. Não importa muito o que elas fizerem, vão ser sempre atacadas. É complicado querer regulamentar o corpo delas.”
Sinais de alerta
Se, nos anos 2000, alguns pais se preocuparam pela primeira vez com a possibilidade dos filhos desenvolverem transtornos alimentares, hoje o problema afeta jovens cada vez mais novos, segundo a nutricionista Imamura.
Um dos fatores por trás disso, diz ela, é o contato precoce com padrões de beleza na internet. “O TikTok, por exemplo, tem muito conteúdo prejudicial, como vídeos que prometem ensinar a perder peso de forma rápida. Além disso, há corpos expostos o tempo todo. Isso gera muita comparação”.
Em suas diretrizes, a rede diz excluir conteúdos que possam induzir transtornos alimentares. Mas nem sempre a influência acontece de forma tão direta.
“Os anos passam e essas coisas acabam sendo repaginadas. Hoje, é quase inviável que o ‘heroin chic’ dos anos 90 seja cultuado abertamente, mas existe a onda do bem-estar, do ‘wellness’, que também reforça um padrão limitado.”
Se a obsessão pela vida mais saudável ou a relação com a comida gera sofrimento ou prejuízo na vida social, isso pode ser sinal de um transtorno alimentar. Mas, nos adolescentes, os indícios costumam ser mais difíceis de perceber, explica a nutricionista.
“Eles não necessariamente irão começar uma dieta restritiva, mas podem diminuir quantidades, cortar radicalmente frituras, doces e outros alimentos que gostam. Às vezes, isso é entendido pelos pais como uma mudança saudável. Podem aplaudir e até incentivar esse comportamento, mas é preciso ter atenção.”
Imamura cita alguns comportamentos típicos do transtorno alimentar em pessoas mais jovens, que podem ser sinais de alerta para os pais:
Falar com frequência sobre insatisfação em relação ao corpo;
Restringir a alimentação gradualmente ou decidir parar de comer algum grupo específico de alimentos (carboidratos, por exemplo);
Ficar mais tempo sem comer;
Ter interesse excessivo no rótulo dos alimentos, buscando informações sobre calorias e nutrientes;
Mudar repentinamente de rotina (por exemplo, passar do sedentarismo direto à prática de exercício constante e intensa)

Fonte: G1 Entretenimento

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Vinícius, dupla de João Bosco, fala sobre arrependimento por não ter gravado hit de Henrique e Juliano


Ao g1, cantor conta que dupla acabou perdendo chance de gravar ‘Mudando de assunto’. Ele também falou sobre show que a dupla fará no retorno da Festa do Peão de Barretos. Vinícius, dupla de João Bosco, fala sobre show de abertura da Festa do Peão de Barretos
A pandemia de coronavírus trouxe uma pausa longa na agenda de shows em 2020 e 2021. Artistas aproveitaram para descansar, outros para investir em novos projetos, como fez a dupla João Bosco e Vinícius. Além de gravar dois álbuns (“Positivo” e “Parceria”), eles finalizaram várias guias.
Guia é o esqueleto da música. É o momento em que ela deixa de ser apenas um poema e ganha acordes e pausas.
Normalmente, a guia tem somente voz e um instrumento base (violão ou piano, por exemplo). Alguns compositores gravam suas próprias guias e enviam para os cantores. Outros apresentam só a letra para que produtores e intérpretes façam a própria guia e possam “sentir a música” antes de gravá-las.
A ideia de João Bosco e Vinícius para a gravação das guias durante a pandemia tinha o objetivo de ocupar o tempo livre deixado pela agenda de shows. Mas também evitava situações como a que aconteceu com “Mudando de Assunto” no passado. Por não terem gravado a guia, a dupla acabou deixando a composição apresentada a eles passar, e a faixa acabou nas mãos de Henrique e Juliano.
“A gente estava naquela maratona, naquela correria, e acabou que não fizemos [guia]”, conta Vinícius ao g1.
“E aí um dia eu estava aqui em casa, de boa, sossegado, sem fazer nada, peguei meu fone, comecei a dar uma pincelada no repertório de inéditas e ouvindo as músicas que a gente já tinha selecionado, comecei a ouvir e aí deu aquele ‘click’: ‘falei: ‘cara, essa música é boa’.”
Vinícius pediu para João Bosco ligar para o compositor, mas o sertanejo soube, então, que a música já tinha dono. “E aí ainda, por ironia do destino, para dar na nossa cara, a música virou música de trabalho”, relembra Vinícius.
E mais do que isso. Lançada em 2015, a música foi a terceira mais tocada nas rádios do país naquele ano, atrás somente de “Escreve aí”, de Luan Santana, e “Suíte 14”, de Henrique e Diego.
No bate-papo com o g1, Vinícius também falou sobre o show de abertura da Festa do Peão de Barretos que a dupla fará junto com Guilherme & Benuto e Clayton & Romário. O evento acontece entre os dias 18 e 28 de agosto, e faz parte do Circuito Sertanejo (veja programação).
João Bosco e Vinícius
Rubens Cerqueira/Divulgação
Apesar de estarem na programação de Barretos, a dupla não deve estar no evento de lançamento da festa, que acontece nesta quarta-feira (13), em São Paulo.
“Estamos numa loucura de shows. Graças a Deus, o mercado voltou aquecido, porque dois anos de paralisação foi osso”, conta Vinícius.
Embora celebrado, o retorno da agenda lotada ainda não está totalmente adaptado para os artistas. Saiba mais na entrevista a seguir com o cantor:
g1 – Para se acostumar com o ritmo de novo de shows é puxado, né?
Vinícius – Eu estava falando até com o Thiaguinho esses dias e ele estava me perguntando: ‘Vinícius, e a voz, como que tá?’.
Falei: ‘Thiaguinho, até a primeira hora e meia de show ainda vai bem, mas quando precisa esticar demais, duas horas a três horas de show, ela dá uma reclamada’.
Ele falou: ‘Eu também, não é fácil, né?’. Cara, a gente ficou muito tempo parado, né? Mas está bem legal. Está surreal o público. Eu estou percebendo que todos os shows estão bem cheios. Acho que o público está realmente retomando e isso foi muito importante. Essa paralisação deu uma oxigenada no público, nas pessoas. Acho que a gente voltou renovado.
g1 – Vocês vão abrir a Festa do Peão de Barretos. Em 2020, a festa foi adiada por causa da pandemia. Em 2021, os shows aconteceram sem público. Então agora vai ser a retomada da festa. Vocês já se apresentaram em Barretos muitas vezes, mas por conta desse retorno após dois anos, terá uma emoção diferente?
Vinícius – É até meio clichê o que eu vou dizer porque a gente sempre fala isso, mas para um cantor sertanejo, pisar dentro da ferradura em Barretos é a mesma coisa de um jogador de futebol jogar dentro do Maracanã.
Se eu não me engano, esse é o nosso décimo segundo ano de Barretos. A gente já viveu experiências incríveis. Já cantamos com Chitãozinho e Xororó e com a orquestra do maestro João Carlos, é zerar a vida.
Mas cada ano é um ano. É um desafio grande. Vai ser a estreia, a retomada. E a gente vai fazer uma captação em DVD lá. Inclusive a gente já está até ensaiando para isso.
A gente enxerga isso como como uma oportunidade para mostrar realmente para as pessoas o que é Barretos também.
Leia também: João Bosco & Vinícius preparam live mais ‘light’ e comentam atrito com Naiara Azevedo
João Bosco e Vinícius durante show em Barretos 2017
Mateus Rigola/G1
g1 – Como vai ser a divisão do repertório para a apresentação em conjunto com Guilherme & Benuto e Clayton & Romário, para que os fãs não fiquem carentes dos hits de vocês?
Vinícius – A concepção do projeto é bem bacana, porque ela remete algo que a gente já fez lá atrás, no começo da nossa carreira, que é aquele lance de barzinho, aquela coisa bem retrô. E os meninos têm essa veia, essa pegada.
Cleiton e Romário é uma dupla que vem do bar, que tem essa experiência, tem essa cancha. Guilherme e Benuto também. Estamos falando de artistas que conhecem um repertório de música sertaneja e que tem já essa experiência, essa vivência.
Então a gente tá pegando músicas, fazendo alguns pot-pourris com músicas de cada artista para poder colocar o máximo de músicas dentro desse repertório. E o restante são músicas de bar, música sertaneja mesmo.
g1 – Nesses 12 anos aí que você comentou que já tocou em Barretos, tem alguma história marcante que possa compartilhar?
Vinícius – Uma história engraçada foi esse dia mesmo do Chitão, que a gente chegou para fazer o show e, dentro do nosso camarim, estava o repertório de show do Chitão.
Eu fiquei apavorado. Falei para o João: “Meu Deus do céu, o que que nós vamos fazer depois desses homens, gente? O que nós estamos fazendo aqui? Só tem sucesso”.
O repertório dos caras era “Chora, me Liga” do começo ao fim.
Foi bizarro, porque a gente chegou no nosso camarim, dei de cara com aquele repertório, e falei: “Misericórdia! Os homens estão no palco cantando, depois é a gente, que que eu tô fazendo aqui?”.
Mas assim, foi muito desafiador, foi muito legal. Chitão, Xororó, para mim, são referência máxima. Além de a gente ter uma amizade muito grande, um respeito monstro por eles, todas as vezes que a gente tem oportunidade de estarmos juntos, eles nos ensinam muito.
Os conselhos, os toques, o papo… é muito bom. Eles sempre nos ensinaram que a participação com um artista com uma nova experiência para uma carreira, para um artista que almeja uma carreira bem grande como a deles, é importante.
Tem muita gente que às vezes opta em não participar, e o Chitão e o Xororó desde o começo sempre frisaram, para mim para o João, que na medida do possível, participar de projetos com outros artistas sempre agrega demais. Acho que é por isso que eu vejo a música de uma forma muito plural.
João Bosco & Vinicius com Yasmin Santos na gravação do show ‘+Positivo+’
Flaney Gonzallez / Divulgação
g1 – Os artistas novos chegam em vocês para pedir conselhos também de carreira? Como que é essa união entre vocês e os que estão chegando agora?
Vinícius – Quando a gente pensou em repaginar nossa discografia [no álbum “Positivo”], a gente já pensou assim: ‘Cara, nós precisamos compartilhar isso com outras pessoas, com outros artistas’. E nada melhor do que compartilhar isso com quem está chegando.
E essa energia nova também é muito importante para mim e pro João. Se for parar para pensar, a gente já fez quase tudo na vida de projeto.
E aí quando você pega essa energia dessa galera que está chegando, esse brilho no olho deles, e você coloca todo mundo junto para cantar, e vem um na sequência do outro e todo mundo querendo mostrar serviço, todo mundo querendo cantar muito, e com um repertório que a gente domina, que são músicas que construíram a nossa vida musical… O resultado disso não podia ser diferente do que foi.
Esse projeto foi muito significativo pra gente, e eu tenho certeza que para quem também participou.
g1 – E vocês produziram dois álbuns na pandemia, né?
Vinícius –
A pandemia, vou te falar uma coisa, financeiramente foi horrível. Acredito que, para todo mundo, para o mercado todo. Mas para mim, para o João, foi muito inspirador. Porque nesses 20 anos, a gente praticamente não teve férias.
A gente costuma até brincar que a gente não corre de trabalho. Sempre fomos muito dedicados à nossa agenda, muito disciplinados. E isso de certa forma nos fez trabalhar muito.
Então quando veio essa paralisação, eu, particularmente, fiquei uns três meses sem pegar violão. Aí começou a me dar aquela saudade. E fazia um certo tempo que isso não acontecia de uma forma espontânea, de uma forma natural.
E aí eu comecei a ligar para os compositores, comecei a conectar a galera. Eu acho que estava até sobrando música, porque esse povo faz música todo dia. E começou a chegar um milhão de músicas.
Aí a gente começou a construir um projeto novo, de inéditas (“Parceria”), que na minha opinião é um dos melhores projetos de repertório da nossa carreira. Foi todo produzido aqui [em casa], porque a gente não podia sair. E como a gente tinha muito tempo, a gente se divertiu.
A gente fez coisas que fazia muito tempo que a gente não fazia. A gente fez guia a milhão. “Ah, a música é mais ou menos”. Vamos testar, vamos cantar, vamos fazer uma guia. Quem sabe a música cresce, quem sabe a música fica boa, né?
A gente já deixou passar tantas músicas que depois se tornaram sucesso na voz de outros artistas por não fazer guia.
João Bosco e Vinícius entre Henrique e Juliano
Reprodução/Instagram
g1 – Você se lembra de alguma música que vocês deixaram passar por não fazer guia e depois viram estourar com outro artista?
Vinícius – Já passaram algumas músicas. Mas uma que a gente não fez guia, e que eu me arrependi muito de não ter feito, foi a “Mudando de assunto”, que Henrique & Juliano gravou.
A gente estava naquela maratona, naquela loucura, e o João mais pentelho: “Cara, vamos fazer guia”. E a gente naquela correria louca, acabou que não fizemos.
E aí um dia eu estava aqui em casa, de boa, sossegado, sem fazer nada, peguei meu fone, comecei a dar uma pincelada no repertório de inéditas e ouvindo as músicas que a gente já tinha selecionado, comecei a ouvir e aí deu aquele ‘click’. Falei: ‘cara, essa música é boa’.
Liguei para o João e falei: ‘João, conversa lá com compositor que é teu amigo, vamos fazer guia, essa música é boa’. Aí o João ligou e ele falou: ‘Cara, já foi. Já tem dono a música’.
E ainda, por ironia do destino, para dar na nossa cara, a música virou música de trabalho. Aí aguenta o João: “Falei que a música era boa, vocês não me dão moral, vocês não me ouvem. Tem que fazer guia.”
Aí agora na pandemia, como tinha muito tempo, eu falei: “João, esse projeto você vai ficar muito feliz. Vamos fazer guia de tudo. Vamos cantar tudo.”
João Bosco & Vinícius fazem live em Ribeirão Preto (SP)
Vinícius Moraes/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Estela Manfrinato celebra a vida no interior com o single ‘Mazzaropi’


♪ Na foto acima, a cantora paulista Estela Manfrinato aparece caracterizada como habitante do interior do Brasil. A imagem integra o material promocional do single Mazzaropi, programado para ser lançado amanhã, 13 de julho, pela artista.
Batizada com o nome do ator, cantor e cineasta paulistano Amácio Mazzaropi (1912 – 1981), a música é de autoria de Jean Garfunkel e Paulo Garfunkel, tendo sido lançada em 1984 em gravação feita por Jean, com Prata, para o álbum Êta nóis! (1984).
Tendo como principal referência o registro de Mazzaropi feito pela dupla sertaneja Pena Branca & Xavantinho para o álbum Cantadô de mundo afora (1990), Estela exalta a vida no mundo caipira ao rebobinar a música em gravação feita com as adesões de Saulo Ligo (na voz e no violão), Zeca Collares (na viola) e Betinho Sodré na percussão.
Músico que participou da gravação de Pena Branca & Xavantinho, Sodré assina a direção musical de Mazzaropi, segundo single de Estela Mafrinato, artista nascida em Piracicaba/SP e formada em Canto Popular Brasileiro pelo Conservatório de Tatuí.

Fonte: G1 Entretenimento