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‘Thor: Amor e Trovão’ tem piadas demais e sentimento de menos; g1 já viu


Quarto filme do deus nórdico da Marvel, o segundo com o diretor Taika Waititi, perde a mão no humor e ganharia mais se desenvolvesse lado humano. Produção estreia nesta quinta-feira (7). “Thor: Amor e Trovão” é engraçado. Tão engraçado que talvez supere até “Ragnarok” (2017), que conquistou público e crítica com o estilo leve e descontraído do diretor Taika Waititi.
Entre um ritmo alucinante de piadas e clássicos do rock dos anos 1980, no entanto, falta ao quarto filme da Marvel, que estreia nesta quinta-feira (7) no Brasil, outra das maiores características do cineasta: o talento para explorar o lado humano de seus protagonistas. Com sentimento, mas sem sentimentalismo.
Para quem conhece um pouco da carreira do neozelandês, é possível resumir ao falar que “Amor e Trovão” ganharia muito se fosse mais “A incrível aventura de Rick Baker” (2016) ou até “Jojo Rabbit” (2019) do que “O que fazemos nas sombras” (2014) – e se você nunca viu nenhum dos três, vai lá ver estes excelentes filmes agora mesmo. Só vai.
Assista ao trailer de ‘Thor: Amor e trovão’
Não é que a nova aventura do herói seja ruim, longe disso. A grande maioria das piadas funciona, e o ritmo de gracinhas e grandes cenas de ação faz com que as duas horas de duração pareçam muito mais. De uma forma boa.
O problema é que a história pedia mais. Em especial se comparado à última parte do filme, que introduz um dilema real à nova Thor interpretada por Natalie Portman – sim, ela também volta e está, para variar, ótima – e que aproxima o público do coração daqueles personagens super poderosos.
“Amor e Trovão” é bom, sim. Mas, se conseguisse reproduzir o clima de seu final emocionante, poderia ser, com o perdão do trocadilho, divino.
Natalie Portman e Chris Hemsworth em cena de ‘Thor: Amor e Trovão’
Divulgação
Poderosa e Thor
Assim como foi em “Ragnarok”, a sequência se inspira em uma excelente trama recente dos quadrinhos para reapresentar a doutora Jane Foster (Portman).
Relegada a mero interesse romântico nos dois primeiros filmes do herói, ela ganha um novo status como a nova portadora do martelo mágico do protagonista e ganha todos os seus poderes.
Ao lado de um surpreso Thor original (Chris Hemsworth) e da agora rei de Asgard Valquíria (Tessa Thompson), ela tenta impedir que um assassino cósmico (Christian Bale) complete seu plano de matar todos os deuses do universo.
Juntos, o trio, com a ajuda do guerreiro feito de pedra interpretado pelo próprio Waititi, consegue suprir a ausência do vilão/anti-herói Loki (Tom Hiddleston).
Presente nos três filmes anteriores do irmão adotivo, sua ausência pela primeira vez na franquia não é tão gritante – graças em especial à enorme química entre Thompson e Portman, que claramente se diverte com os músculos inéditos durante as cenas de ação e os momentos mais cômicos.
Tessa Thompson e Natalie Portman em cena de ‘Thor: Amor e Trovão’
Divulgação
A quantos filmes e séries eu preciso ter assistido?
Surpreendentemente poucos, considerando o passado recente da editora nos cinemas.
Se “Doutor Estranho no multiverso da loucura” (2022) exigia do espectador um conhecimento quase enciclopédico do MCU para ser totalmente apreciado, com referências a séries, filmes e até desenhos animados que sequer faziam parte da franquia, “Amor e Trovão” tem como maior trunfo uma história mais direta e simples.
Claro, convém ter assistido pelo menos os últimos dois capítulos estrelados por Thor e os “Vingadores” mais recentes, “Guerra Infinita” (2018) e “Ultimato” (2019), mas quem chega agora encontra um bom e divertido resumo dentro da própria trama.
Perda de tempo divina
O roteiro assinado por Waititi e pela estreante no MCU Jennifer Kaytin Robinson (“Alguém especial”) realmente faz um bom trabalho em situar o espectador mais casual dentro da nova aventura.
No entanto, está tão interessado em fazer piadas engraçadinhas e rir dos relacionamentos “quadrinescos” dos protagonistas que se esquece de apresentar riscos verdadeiros.
Christian Bale em cena de ‘Thor: Amor e Trovão’
Divulgação
O personagem de Bale (o Batman da trilogia dirigida por Christopher Nolan) cresce quase exclusivamente graças à força do ator, mas sua ameaça nunca é transmitida totalmente ao público.
Mais cedo ou mais tarde, todos devem se perguntar se o desaparecimento dos egoístas e até cruéis deuses realmente seria tão ruim. E a resposta nunca chega.
Entre tantas piadas, o lado humano da nova Thor, a maior força da história nos quadrinhos, é deixado em segundo plano a maior parte do tempo.
Quando finalmente aparece, já perto do final, eleva tanto o nível do enredo, das atuações e da mensagem do filme, que leva qualquer a pensar em como seria melhor se estivesse presente desde o começo.
O triste é que não é necessariamente por falta de tempo. Lá pela metade, os heróis pegam um desvio forçado que serve apenas para introduzir novos personagens para futuras franquias do MCU, sem qualquer avanço real para a história.
Tempo perdido que poderia ser facilmente dedicado ao aprofundamento das relações dos protagonistas e para explorar discussões que ficam meio corridas no final.
Pom Klementieff, Chris Pratt e Chris Hemsworth em cena de ‘Thor: Amor e Trovão’
Divulgação
O fim
Tudo isso torna “Amor e Trovão” tão frustrante quanto divertido. A pequena decepção pelo menos quase é afogada por uma das melhores partes finais do MCU.
Com uma batalha das mais empolgantes, cheia de emoção e leveza, o filme quase se redime totalmente de seus pecados e abre belas novas possibilidades para o personagem.
Resta aos fãs torcer para que o futuro de Thor nos cinemas siga o equilíbrio emocional deixado por seus últimos momentos de seu quarto filme. Pode ter sido breve, mas a parceria entre Waititi e Hemsworth já mostrou que consegue fazê-lo.
Natalie Portman em cena de ‘Thor: Amor e Trovão’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis expõem desatinos reais em disco feito na cadência de Sampa


A partir de São Paulo, trio mapeia dores do Brasil no inédito repertório autoral do álbum ‘Sambas do Absurdo volume 2’. Capa do álbum ‘Sambas do Absurdo volume 2’
Arte de Aline Paes
Resenha de álbum
Título: Sambas do Absurdo volume 2
Artista: Sambas do Absurdo (Gui Amabis, Juçara Marçal e Rodrigo Campos)
Edição: YB Music
Cotação: * * * * 1/2
♪ Uma ponte desaba sobre um rio na imagem da capa criada por Aline Paes para o álbum Sambas do Absurdo volume 2. A arte pode bem simbolizar o naufrágio de um país, o Brasil, que parece submergir em tempos doentes.
A imagem é boa tradução do repertório do disco que chega ao mundo digital na sexta-feira, 8 de julho, mais de um ano após ter sido anunciado com o single Ladeira (2021).
O absurdo está mais palpável na realidade nacional e serve de alimento para os sambas reunidos por Gui Amabis (produção musical, gravação, teclados, voz e synth), Juçara Marçal (voz) e Rodrigo Campos (violão de nylon, violão de aço, guitarra, cavaco e voz).
Um dos maiores compositores brasileiros revelados no século XXI, Campos também é o autor – solitário ou com parceiros – dos oito sambas que compõem o repertório inédito do disco Sambas do Absurdo volume 2.
“O absurdo em 2022 ganhou novos contornos, uma nova dimensão menos onírica, mais terrena, real. Esta dimensão do real está refletida neste novo disco, que mais uma vez encontra no samba ou refúgio e fortaleza”, situa Romulo Fróes, parceiro de Rodrigo Campos no já mencionado samba Ladeira, ao longo do elucidativo texto em que contextualiza a sequência do álbum original de 2017.
Samba sinuoso que permanece como a obra-prima do repertório de Sambas do Absurdo volume 2, Ladeira apontou em abril de 2021 a rota paulistana repisada pelo trio neste disco que segue o trilho da cidade em Sé (Rodrigo Campos e Nuno Ramos), samba que cita Adoniran Barbosa (1912 – 1982), bamba que abriu linhas no samba de Sampa, desbravando caminhos seguidos em outras vias por Rodrigo Campos, bamba contemporâneo deste mesmo samba que mapeia dores e mazelas do povo oprimido nas filas, nas vilas e favelas da metrópole, babel brasileira.
Carlão, personagem fictício perfilado postumamente por Rodrigo Campos no samba homônimo cantado pela sempre certeira Juçara Marçal, representa baixa nesse povo que encara cotidianamente a dor, caracterizada por Campos em verso de Olhos grandes como “um Deus que morre a cada manhã”.
Diante de tanta dor, o tempo escasseia e a tragédia de cada um é apenas mais um flash na incessante polaroide urbana. “Um minuto até você chorar / Um minuto pra morrer / Um minuto até você passar”, marca Juçara Marçal, solista de Um minuto, samba de um minuto e meio que abre o álbum gravado pelo trio com a adesão de Régis Damasceno (baixo elétrico e violão de aço), mixado por Gustavo Lenza e masterizado por Felipe Tchauer.
Nesse tempo sem paz, Na memória vida outra radiografa a anestesia das almas enquanto Faca afia a poética para evidenciar que a morte anda à espreita, mesmo aparentemente esquecida.
Samba em tons menores, Mini grão completa o cardápio de Sambas do Absurdo volume 2, disco de som mais orgânico do que sintético, com arranjos por vezes dramáticos ou quase fúnebres, como no justificado caso de Cartão.
Gui Amabis, Juçara Marçal e Rodrigo Campos sabem que é preciso atravessar o samba para expor o absurdo que pulsa em cada esquina da cidade de São Paulo (SP), macrocosmo do Brasil dissonante de 2022.
Rodrigo Campos (à esquerda), Juçara Marçal e Gui Amabis formam o trio paulistano Sambas do Absurdo
Louie Martins / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Bruno Gouveia canta Depeche Mode, Joni Mitchell, Led Zeppelin, Muse e Queen no primeiro disco solo


Vocalista da banda Biquini, artista lança em 15 de julho o EP ‘Minhas férias na Grécia #SQN’. ♪ Demorou quase 40 anos para Bruno Gouveia lançar o primeiro disco solo, sem Biquini, banda carioca – da qual é vocalista – formada em 1983. No mundo digital a partir de 15 de julho, o EP Minhas férias na Grécia #SQN é disco solo jamais premeditado como tal, mas gerado a partir da reunião de sete números musicais divididos pelo cantor com amigos em transmissões virtuais feitas em tempos pandêmicos.
“Minhas férias na Grécia #SQN é meu disco solo… só que não! É um disco que jamais existiria no universo de gravadoras e CDs do século XX , mas que cai como uma luva no agitado e volátil mundo do streaming de hoje. Um trabalho que apenas revela um pouco do que já gravei sem a minha banda completa. Um resumo de meus dois anos pandêmicos”, conceitua o artista.
No EP, Bruno Gouveia canta tema da banda Led Zeppelin – Dancin’ days (Jimmy Page e Robert Plant, 1973) – com trio formado pelos músicos Ícaro Scagliusi (guitarrista de Paulo Ricardo), Marcelo Magal (guitarrista que integrou bandas como Surto) e Rafa Bisogno (baterista de Humberto Gessinger).
Já Both sides, now (1968), tema do repertório da cantora e compositora canadense Joni Mitchell, é abordada por Bruno com o músico Cazandé. Com Philippe Seabra, vocalista da Plebe Rude, Bruno dá voz a Senses working overtime (Andy Partridge, 1982), composição da banda inglesa XTC.
Com Carlos Coelho, guitarrista da banda Biquini, Bruno Gouveia canta What a wonderful world (Bob Thiele e George David Weiss, 1967) e Dream’s ball (Brian May, 1978), composições propagadas pelo cantor Louis Armstrong (1901 – 1971), e pela banda Queen, respectivamente.
Música do repertório da banda Depeche Mode, Halo (Martin Gore, 1990) é revivida por Bruno Gouveia com Gabriel Ventura, Guila e Patrick Laplan.
Título do cancioneiro da banda inglesa Muse, Supermassive black hole (Matthew Bellamy, 2006) completa o repertório do EP Minhas férias na Grécia #SQN, o primeiro disco solo de Bruno Gouveia.
Capa do EP ‘Minhas férias na Grécia #SQN’, de Bruno Gouveia
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Filme da Barbie é hit das redes, com gravações seguidas em ‘tempo real’; veja perguntas e respostas


‘Hype’ envolve nomes inesperados à frente do projeto, badalado time de atores e looks cobiçados; veja vídeo com primeiras imagens das filmagens. Semana Pop conta tudo o que já se sabe sobre o filme da Barbie
Se entregar o que está prometendo, esse filme pode ser tratado como um ícone dessa geração, uma espécie de novo clássico.
Acredite se quiser, estamos falando do novo filme da boneca Barbie.
O brinquedo mais famoso do mundo já inspirou uma série de animações, mas está prestes a ganhar um filme com atores reais — um badalado time de atores. E esse já é um dos lançamentos mais aguardados do cinema nos últimos anos.
Margot Robbie em primeira imagem como a protagonista de ‘Barbie’
Divulgação
Duvida? Basta uma pesquisa rápida nas redes sociais para perceber o quanto o assunto está em alta. Fãs atentos acompanham as gravações quase em tempo real, através de vídeos e fotos vazadas.
Veja, no vídeo acima, as imagens que já estão circulando e, abaixo, perguntas e respostas sobre o filme.
É o primeiro projeto da Barbie com atores?
Por que está sendo tão comentado?
Quem são os protagonistas?
Quem mais vai atuar?
Qual a história?
Quando é a estreia?
1. É o primeiro projeto da Barbie com atores?
Não. As notícias sobre um filme da Barbie com personagens de carne e osso já circulam desde 2009.
Os nomes de Amy Schumer e Anne Hathaway circularam como possibilidades para o papel principal, mas esses projetos não foram pra frente.
Não se sabe o quanto do que foi preparado para as versões anteriores vai estar presente no novo filme.
2. Por que está sendo tão comentado?
O “hype” é tão grande, principalmente, por causa dos nomes à frente do projeto.
A direção é de Greta Gerwig, conhecida por fazer filmes com personagens femininas complexas, que definem bem uma geração. Ela foi indicada ao Oscar por “Lady Bird” (2017) e “Adoráveis Mulheres” (2019).
O casal Greta Gerwig e Noah Baumbach
Charley Gallay / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Greta também assina o roteiro do longa, ao lado de um de seus principais parceiros, Noah Baumbach. Os dois trabalharam juntos, por exemplo, em “Frances Ha” (2012) e “Mistress America” (2015), dois filmes queridinhos do cinema alternativo.
3. Quem são os protagonistas?
Depois de escorregar pelas mãos de algumas atrizes, o papel de Barbie foi para Margot Robbie, atriz de filmes como “O Lobo de Wall Street” (2013) e “Esquadrão Suicida” (2016).
A caracterização da protagonista tem sido elogiada. Nas redes, os looks com que ela aparece nas gravações viraram tendência.
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O galã Ryan Gosling, de filmes como “Drive” (2011) e “La La Land” (2016), também já apareceu em algumas imagens como Ken, o namoradinho da Barbie.
Ryan Gosling
Reprodução/Instagram
4. Quem mais vai atuar?
Gosling e Robbie são personagens centrais, mas não serão os únicos. Segundo a imprensa americana, o filme apresentará vários Kens e Barbies.
Já foram divulgados alguns nomes para esses papeis: Issa Rae, da série “Insecure”; Hari Nef, atriz transgênero da série “You”; Simu Liu, o herói Shang-Chi da Marvel; Ncuti Gatwa, da série “Sex Education”.
Além desses, também estão circulando os nomes de America Ferrera (“Quatro Amigas e um Jeans Viajante”), Emma Mackey (“Sex Education”), Michael Cera (“Juno”) e Will Ferrell (“Ricky Bobby, a Toda Velocidade”). Os personagens que eles vão fazer ainda são segredo.
5. Qual a história?
Outra coisa que ainda é um mistério é a história do filme. Numa entrevista para a revista “Vogue”, Margot Robbie disse que o roteiro tem muitas referências nostálgicas.
Ela também avisou que é bom o público se preparar para uma trama surpreendente, já que Gerwig está fazendo algo bem diferente do que o que se espera de um filme da Barbie. Vale ressaltar que até uma bandeira do Brasil já foi vista no set de filmagens.
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6. Quando é a estreia?
Uma data exata de estreia ainda não foi divulgada, mas o plano inicial é lançar o filme no verão americano de 2023 — ou seja entre junho e setembro.

Fonte: G1 Entretenimento

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Macau cai no samba de Zé Kétti em EP que festeja os 40 anos de ‘Olhos coloridos’, hino do orgulho negro


Intitulado ‘Carioca’, o disco tem participação de Serjão Loroza e produção musical de Sandra Sá, intérprete original do funk lançado em 1982. Capa do EP ‘Carioca’, de Macau
Gui Ribeiro
♪ Macau expõe no título do EP que lança na sexta-feira, 8 de julho, Carioca, a origem desse cantor, compositor e músico criado na Cruzada São Sebastião, comunidade da zona sul da cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Para quem não liga o nome ao som, Macau – Oswaldo Rui da Costa, na certidão de nascimento – é o compositor de Olhos coloridos, brado de orgulho negro que reverbera há 40 anos desde que Sandra Sá lançou o funk em 1982 no segundo álbum da cantora, batizado com o nome dessa artista também carioca que, desde o segundo semestre de 2021, voltou a assinar Sandra Sá, tirando o “de” incorporado ao nome artístico em 1988.
Olhos coloridos destila orgulho negro, nascido da revolta e do preconceito racial. Macau compôs Olhos coloridos ao violão em 1973, na praia, ao ser solto após ter sido injustamente preso e agredido por policiais na Lagoa, sem motivo algum, quando ia visitar exposição escolar nesse bairro carioca. Gravado pelo autor em fita, em 1974, o funk somente ganhou o Brasil quando foi gravado por Sandra Sá e se tornou um hino do orgulho negro.
Macau regrava o samba ‘Diz que fui por ai’, de Zé Kétti e Hortênsio Flores, no EP ‘Carioca’
Gui Ribeiro / Divulgação
Gravado sob direção musical de Sandra Sá, o EP Carioca celebra os 40 anos desse hino sem incluir Olhos coloridos entre as seis músicas do disco produzido por Sandra com os toques de músicos como Jamil Joanes – baixista referencial da black music brasileira, arregimentado para a gravação de Saudade (1995), parceria de Macau com Sandra lançada em disco em 1995 pelo grupo Fina Stampa – e o violinista Nicolas Krassik, ouvido em Ondas de amor (Macau), a canção que abre o EP Carioca, mostrando, na visão de Macau, “um pouco do meu lado blues romântico”. A faixa Ondas de amor tem a participação da cantora Valéria Custódio.
Também parcerias de Macau com Sandra Sá, Papo de doidão e Xeque-mate integram o repertório do EP Carioca. Tentando evocar o balanço de Tim Maia (1942 – 1998), o funk Papo de doidão tem a voz de Serjão Loroza. Já Marquinho OSócio e Banda Eletronaipe encorpam Xeque-mate.
Armadilhas da vida fecha o disco, apresentando parceria inédita de Macau com Cézar Reis, compositor falecido recentemente. “Ele infelizmente nos deixou antes de ver a música ecoar aí”, lamenta Macau que, no único momento em que sai do trilho autoral do EP Carioca, cai no samba do compositor conterrâneo José Santos Flores (1921 – 1999), o carioca Zé Kétti, de quem Macau dá voz e violão ao sucesso Diz que fui por aí (1964) – parceria de Zé Kétti com Hortênsio Flores – com arranjo do violonista Paulão Sete Cordas.
A edição do EP Carioca, de Macau, está sendo viabilizada através de parceria entre as empresas The Sá Musica e Moara Produções Artísticas.
Sandra Sá (agora novamente sem o ‘de’ no nome artístico) e Macau no estúdio
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Baile no morro’: como funk viralizou antes de ser lançado, superou artistas famosos e chegou ao nº1


Funk mineiro virou sensação com prévia em vídeo dos MCs Tairon e Vitin da Igrejinha cantando trecho com amigos. Ao sair oficialmente, ela já era viral e chegou ao topo do Spotify em 2 semanas. 19
Divulgação / Daniel Rosa
Já era difícil acompanhar a rapidez com que lançamentos viram hits na era do TikTok. O novo número 1 da parada brasileira leva essa velocidade a outro patamar: “Baile no morro” viralizou antes do lançamento oficial, em um vídeo dos MCs cantando a prévia de um trecho com amigos.
No dia 27 de maio de 2022, o vídeo caseiro apareceu no canal do Instagram dos MCs mineiros Tairon e Vitin da Igrejinha, ambos de 18 anos. Era só um jeito de criar uma expectativa para o lançamento de “Baile do Morro”, dali a duas semanas.
Quando a faixa oficial saiu, em 16 de junho, o refrão já tinha se espalhado. A versão caseira da prévia já tinha sido usada na trilha de dezenas de milhares de vídeos no TikTok. Foi só correr para o abraço do sucesso na versão final nos serviços de streaming.
No dia 19 de junho, Tairon saiu de Belo Horizonte para Criciúma (SC), onde todo mundo já cantava o refrão: “Vou voltar curtir o baile no morro / Ela sabe que eu sou do bagulho doido….”
Foram só mais duas semanas, até 1º de julho, para “Baile no morro” virar a música mais tocada no Spotify no Brasil. Tairon, Vitin e o DJ Win superaram artistas bem mais conhecidos no cobiçado nº1 nacional. Eles seguiram o caminho do sucesso do funk de BH e da força do estilo nas redes sociais.
‘Baile no morro’: a prévia e o hit
Quem funk é esse?
“Baile no morro” tem uma base cheia de pequenos recortes de instrumentos melódicos e vocais que opõem o romantismo do Tairon à agressividade do Vitin da Igrejinha. A música segue a receita peculiar do funk de BH, já explicada no podcast g1 ouviu:
Em 2021, o g1 contou como uma geração de músicos de Belo Horizonte criou um som “brisado”, cheio de texturas e climas inusitados, com novos ídolos como os MCs Rick, Anjim e Zaquin.
Já há uma nova geração: Victor Maia, 18 anos o Vitin da Igrejinha, é apadrinhado do MC Rick. Ele virou seu empresário e incentivador – tanto que aparece no vídeo da prévia, cantando a música em coro junto de MCs como Luan da BS e MC Braz.
Os músicos têm uma afinidade artística que passa pelos sons “viajados”. “É um estilo delicado de fazer. E é complexo. Muita melodia, muitos timbres. É muito ‘embolado’, e no fim dá muito certo. Por isso BH está crescendo muito”, diz Windson Vascocelos de Souza, 21 anos, o DJ Win.
“Em ‘Baile do morro’ eu misturei seis batidas diferentes. Tem flauta, kalimba, muita coisa para dar aquele som”, descreve o DJ, que trabalhava como barbeiro e começou a produzir músicas no notebook que pegou emprestado do pai em 2018.
Win conheceu Victor Gabriel Soares, 18 anos, o MC Tairon, na produtora Life Song. “Eu me identifico com o jeito dele cantar. É uma voz doce, fácil de entender, que encaixa nas melodias que eu faço”, diz o DJ.
Tairon começou a cantar em 2019, mas depois do encontro com Win começou a acertar mais hits. O maior até então era “Kikando e me olhando”, parceria da dupla com o MC Braz. A faixa saiu em março de 2022, tem 40 milhões de views no YouTube e está no 19º lugar no Spotify do Brasil.
MC Vitin da Igrejinha e MC Tairon
Divulgação
Aviso prévio
Um dos acertos de “Kikando e me olhando”, segundo Tairon, foi ter lançado uma prévia dias antes do lançamento oficial. A prática não é incomum, especialmente no funk e no rap. O MC baiano Teto, por exemplo, virou a maior sensação do trap de 2021 com prévias de suas faixas.
O sucesso de “Kikando” incentivou Tairon a caprichar na prévia de “Baile no morro”. “Eu marquei com o pessoal – o Rick, o Braz, o Luan da BS, um tanto de gente. Ficou muito doido, soltamos no Instagram, começou a viralizar, aí todo mundo já sabia cantar”, ele descreve.
“O Tairon já vinha acertando desde o ano passado e soube aproveitar o momento. Em meio a tanto conteúdo forçado, o vídeo com os amigos faz os fãs se sentirem representados”, analisa Léo Souza, diretor da Life Song.
“As pessoas começaram a postar vídeos no TikTok com o áudio da prévia mesmo. A gente viu que assim funciona melhor: de cima para baixo. Os vídeos vão se espalhando entre o público comum até chegar nos influencers grandes”, descreve Léo.
Além da dancinha
“Essa prévia foi o diferencial da música”, confirma Letícia Merida, da equipe especializada em funk da ONErpm, empresa que cuida da distribuição e do marketing dos músicos de “Baile no morro”.
“Conhecemos o Tairon em maio do ano passado e começamos a trabalhar nas redes dele, para aumentar o vínculo com o público. Vimos que eles entenderam bem a tarefa.”
O sucesso derruba um clichê do TikTok: não são só dancinhas que pegam. O apelo da prévia era ver os amigos funkeiros cantando junto o refrão, sem coreografia. “Ficou uma coisa espontânea, que não parece uma ação de marketing”, analisa Letícia.
Leia mais: Artistas reclamam da pressão de gravadoras por virais artificiais no TikTok
Ter uma música já conhecida e pedida pelo público antes do lançamento é o sonho de qualquer distribuidora. “(As plataformas de streaming) enxergam que tem público, que existe interesse”. Daí fica fácil entrar em playlists e subir rápido nas paradas, como “Baile no morro”.
Claro que tudo isso tem que vir junto do apelo musical. Os vocais marcantes de Tiron e Vitin e som original do batidão de BH nas mãos de Win dão conta do recado. “O sucesso da música mostra que o funk mineiro é cada vez mais sólido”, diz Letícia.
Outros mineiros na fila
Além de “Baile no Morro” e “Kikando e me olhando”, o top 50 do Brasil atual também tem “Gostosinho tu cai”, do MC Pepeu, e “Simplesmente ela”, do MC Gabzin.
Outro hit de BH que sobe rápido é “O poder dessa garota”, do MC Gabzin. A faixa está na 66ª posição do Spotify, entrou no repertório do carioca Poze do Rodo e já foi cantada em vídeos pelo pernambucano João Gomes e o paulista Ryan SP. Furar a bolha é isso aí.
MC Gabzin
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Fonte: G1 Entretenimento

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Baixista Marcelo Maccagnan segue trilhas progressivas e jazzísticas no álbum ‘Night tales’


Disco sai em 29 de julho com música da banda Soundgarden no repertório essencialmente autoral. ♪ Baixista e compositor paulista, nascido em Santos (SP) e residente há anos em Nova York (EUA), Marcelo Maccagnan lança o terceiro álbum autoral, Night tales, em 29 de julho, com capa que expõe arte de Felix Pinterits.
Breaking out, Glass, Gungi e Vital spark são algumas músicas de autoria de Maccagnan que compõem o repertório deste disco em que o artista, pautado pela influência do jazz e do rock, se inspira na música progressiva e na onda da Vapor wave, movimento dos anos 2010 que reprocessa elementos estéticos dos anos 1980 e 1990.
Gravado pelo baixista santista com o guitarrista Andrew Cheng, o baterista Maxime Cholley e o tecladista Sukyung Kim, o álbum Night tales traz a voz da cantora e harpista Simona Smirnova – nascida na Lituânia e, como Maccagnan, radicada em Nova York (EUA) – na música Creatures of habit.
Fora do trilho autoral, Marcelo Maccagnan recria no álbum Night tales uma composição do repertório da extinta banda norte-americana Soundgarden, Black hole sun (Chris Cornell, 1994), apresentada há 28 anos no quarto álbum de estúdio do grupo de grunge, Superunknown (1994).
Capa do álbum ‘Night tales’, de Marcelo Maccagnan
Arte de Felix Pinterits

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Chorava com muita dor’, diz Wesley Safadão sobre hérnia de disco que o fez cancelar shows


Safadão foi diagnosticado com hérnia discal entre a terceira e a quarta vértebra lombar, com estreitamento do canal vertebral. Ele chegou a ficar internado em um hospital, mas recebeu alta na sexta-feira (1º). O cantor Wesley Safadão relatou que sentiu fortes dores, ao ponto de chorar em um camarim momentos antes de ser diagnosticado com uma crise de hérnia de disco. Nas redes sociais neste domingo (3), o músico disse que se preparava para uma apresentação em Assu (RN) quando as dores surgiram, e ele começou a chorar.
Safadão foi diagnosticado com hérnia discal entre a terceira e a quarta vértebra lombar, com estreitamento do canal vertebral e compressão de estruturas neurológicas.
“No show de Assu, que era uma segunda ou terça-feira, eu travei minha coluna. Uma dor inexplicável, inegociável, só quem tem hérnia de disco, uma hérnia extrusa, como é o meu caso, pode sentir e imaginar a dor que é, que até para respirar dói demais. Eu consegui fazer o show da terça, da quarta, da quinta, e na sexta-feira, em Campina Grande, o Dennis DJ tocando no São João, e eu no camarim chorava com muita dor. Eu fiquei o camarim inteiro chorando ali, não conseguia respirar, me desesperava porque quando eu tentava respirar, doía”, relatou Safadão.
O cantor relatou, ainda, que viajou para Fortaleza, onde realizou uma ressonância magnética para verificar o problema.
“Fui para Fortaleza, fiz uma ressonância no sábado, no domingo vim para São Paulo me tratar com o doutor Francisco Sampaio, que é um médico especialista em coluna, onde ele entrou com algumas agulhas pequenininhas nas costas que vai direto lá no disco e faz um bloqueio da dor. Depois desse procedimento, já 85% dos casos a pessoa já fica sem dor, mas ainda continua com o mesmo problema. Resolve a dor, mas o problema ainda existe”, explicou.
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Dores voltaram
Wesley Safadão foi diagnosticado com hérnia de disco.
Reprodução/Instagram
Apesar de as dores terem cessado após o tratamento, posteriormente, Wesley Safadão disse que voltou a sentir dores. Desta vez, com dormência nas pernas. Ele já tinha decido voltar a se apresentar e chegou a comunicar ao fãs que o show marcado para Caruaru (PE) estava de pé. Momentos depois, as dores voltaram.
“Na terça-feira acordei sem dor, pensei, vou tomar os cuidados, andar devagarzinho, passos lentos, e [pensei], quero fazer Caruaru. Voltei para casa, dormi em casa, acordei, tomei meu banho, tirei uma foto [dizendo] hoje tem Caruaru. Gente, depois dessa foto, a minha perna, eu não sentia as minhas pernas, mais. Eu não tinha tido essa sensação de dormência aqui por baixo. Aí avisei ao médico o que era que eu estava sentindo e ele disse: ‘olha, vem para cá que esse sintoma aí é novo, é perigoso, vem fazer uma ressonância’. Foi onde eu vi que tinha piorado mais. Já estava de saída de casa para ir para Caruaru, passei no hospital para verificar, fazer uma nova ressonância e o médico disse: ‘você não tem condições, isso é muito perigoso porque pode agravar e ser irreversível”, relatou o músico.
Safadão chegou a ficar internado em um hospital para tratar a doença, e recebeu alta médica na última sexta-feira (1º). Atualmente, ele segue afastado dos palcos, mantendo uma rotina de cuidados em casa.
Assista às notícias do Ceará no g1 em 1 Minuto:

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Conselho de enfermagem diz que hospital negou acesso ao prontuário médico de Klara Castanho


É necessária a autorização prévia da paciente, segundo resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). Coren-SP se colocou à disposição da atriz para orientação de apuração da conduta dos profissionais de enfermagem que a tenham atendido ou de autorização para acesso ao prontuário. Klara Castanho repudia vazamento e revela que foi estuprada e entregou bebê para adoção
O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo disse nesta terça-feira (28) que teve o prontuário de atendimento de Klara Castanho negado pelo Hospital Brasil sob a justificativa de necessidade de autorização prévia da paciente, seguindo o previsto em resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
O Coren-SP esteve na segunda-feira (27) na unidade de saúde, acusada de vazar informações pessoais da atriz Klara Castanho, de 21 anos (veja mais no vídeo acima). Klara escreveu uma carta aberta, na noite de sábado (25), repudiando o vazamento da história (leia a íntegra ao final desta reportagem). O caso também é investigado pelo Ministério Público.
O Coren-SP se colocou à disposição da atriz, caso isso seja da vontade dela, para orientação quanto aos procedimentos para encaminhamento de apuração da conduta dos profissionais de enfermagem que a tenham atendido ou de autorização para acesso ao prontuário.
Tanto o Conselho Federal quanto o Regional de Enfermagem apuram a denúncia da atriz de que uma enfermeira a teria abordado e ameaçado divulgar para a imprensa informações sobre a entrega para adoção de bebê fruto de um estupro. O hospital em que Klara ficou internada informou, em nota, que será aberta uma sindicância interna para investigar a denúncia feita pela atriz.
Em nota, o Coren-SP reafirmou seu compromisso e preocupação com a ética, que também é um instrumento de trabalho da enfermagem, ao mesmo tempo em que tem o dever de cumprir as previsões legais vigentes para evitar quaisquer outros prejuízos à vítima ou à devida condução de apuração dos fatos.
Apuração
Nesta segunda-feira (27), a presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Maria dos Santos, disse à GloboNews que a enfermeira responsável por ameaçar Klara e vazar os dados pessoais da artista poderá perder o registro profissional.
No domingo (26), em comunicado, o Cofen manifestou “profunda solidariedade à atriz Klara Castanho, que, após ser vítima de violência sexual, teve o seu direito à privacidade violado, durante processo de entrega voluntária para adoção, conforme assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.
Informou também que, diante dos fatos, determinou a apuração da ocorrência e “tomará todas as providências que lhe couber para a identificação dos responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas pertinentes ao caso”.
“Casos assim devem ser rigorosamente punidos, para que não mais se repitam. Da mesma forma, devem ser execrados comunicadores que deturpam a função social do jornalismo para destruir a vida das pessoas. Vida privada não é assunto público”, disse o Cofen.
No texto divulgado neste domingo (26), o Hospital Brasil diz que “tem como princípio preservar a privacidade de seus pacientes bem como o sigilo das informações do prontuário médico. O hospital se solidariza com a paciente e familiares e informa que abriu uma sindicância interna para a apuração desse fato”.
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‘Relato mais difícil’
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Na carta aberta, Klara Castanho afirma: “Não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e um trauma que sofri”. “Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo.”
Na publicação, a atriz conta sobre a violência sofrida e suas consequências. Ela diz ter sido abordada por uma enfermeira momentos após o parto, que ameaçou divulgar sua história. Logo em seguida, a atriz recebeu mensagens de um colunista. “Minha história se tornar pública não foi um desejo meu.”
“Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família nem dos meus amigos”, diz a atriz.
A artista conta que não fez boletim de ocorrência na ocasião por se sentir envergonhada e culpada. “Tive a ilusão de que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu. As únicas coisas que eu tive forças para fazer foram: tomar pílula do dia seguinte e fazer alguns exames”, conta. “Somente a minha família sabia o que tinha acontecido.”
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Meses depois, segundo seu relato, ela começou a se sentir mal e, em meio a exames, descobriu a gravidez já em estágio avançado. “Foi um choque, meu mundo caiu. Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso nem barriga”, diz.
Klara afirma que, durante uma consulta, foi obrigada pelo médico a ouvir o coração da criança, o que considerou uma nova violação. “Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada. Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu”, diz.
“O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim, o profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo.”
Entrega para adoção
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Pela lei brasileira, Klara teria direito a fazer um aborto legal. Klara afirma, no entanto, que tomou a decisão de fazer uma entrega direta para adoção. A entrega voluntária para adoção está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e permite que a mãe entregue o filho para adoção em um procedimento assistido pela Justiça.
Segundo Klara, a criança nasceu poucos dias depois de a gravidez ser descoberta. A atriz afirma que entrou em contato com uma advogada e fez todos os trâmites legais.
“Tudo que eu fiz foi pensando em resguardar a vida e o futuro da criança. Cada passo está documentado e de acordo com a lei”, afirma.
“A criança merece ser criada por uma família amorosa, devidamente habilitada à adoção, que não tenha lembranças de um fato tão traumático.”
Violência
Na carta, Klara conta ainda que, momentos após o parto, ainda sob efeitos de anestesia, foi abordada por uma enfermeira que ameaçou contar sua história a um colunista.
“Quando cheguei no quarto, já havia mensagens do colunista, com todas as informações. Ele só não sabia do estupro. Eu conversei com ele, expliquei tudo o que tinha me acontecido.” A atriz não cita nomes e diz que foi procurada ainda por um outro colunista.
“O fato de eles saberem mostra que os profissionais que deveriam ter me protegido em um momento de extrema dor e vulnerabilidade, que têm a obrigação legal de respeitar o sigilo da entrega, não foram éticos, nem tiveram respeito por mim nem pela criança”, afirma.
Vazamento da história
Na carta que publicou, Klara conta que não queria expor esse episódio traumático. Mas sites e redes de fofocas trouxeram não só a história a público, mas também especulações e ataques à atriz. Tudo começou com um post do jornalista Matheus Baldi no dia 24 de maio, dizendo que Klara havia dado à luz uma criança. O post foi apagado a pedido da atriz.
Um mês depois, na última quinta (23), a apresentadora Antonia Fontenelle incitou ainda mais os comentários contra Klara na internet. Sem citar o nome da atriz, ela disse em uma live, em tom bastante agressivo, que uma atriz de 21 anos teria engravidado e entregue o bebê para adoção.
Foi depois disso que Klara decidiu se manifestar pela primeira vez, por meio da carta. Em seguida, o colunista Léo Dias, do site Metrópoles, publicou um texto detalhando o caso.
Segundo especialistas, tanto Léo Dias como Antonia Fontenelle podem responder por difamação.
Em post publicado neste sábado (25), a diretora de redação do Metrópoles, Lilian Tahan, afirmou que o site expôs de maneira inaceitável os dados de uma mulher vítima de violência brutal e que a matéria foi retirada do ar.
Na tarde deste domingo (26), o colunista Léo Dias publicou um pedido de desculpas à atriz. Ele disse que não deveria ter escrito nem uma linha sobre a história ou ter feito qualquer comentário sobre algo a respeito do qual não tem o direito de opinar. Em vídeo, Antonia Fontenelle tentou se eximir de responsabilidade e não pediu desculpas.
Trajetória da atriz
Klara Castanho estreou na TV em 2006, na série “Mothern”, do GNT, em 2006. Antes disso, desde bebê, já fazia campanhas publicitárias.
Foi em 2009 que os maiores sucessos começaram, quando a atriz fez parte do elenco de “Viver a Vida”, novela de Manoel Carlos exibida na TV Globo, no papel de Rafaela. O papel era o da filha da personagem de Giovanna Antonelli. No mesmo ano, Klara fez sua estreia no cinema, em “Quanto dura o amor?”.
Também fez a novela “Morde & assopra” (2011), quando viveu Tonica, filha do personagem de Marcos Pasquim.
Em 2013 viveu a menina Paulinha, filha de uma das protagonistas de “Amor à vida”, a médica Paloma, interpretada por Paolla Oliveira.
A atriz ainda participou de outras tramas na Globo: “Morde & assopra”, de Walcyr Carrasco (2011), e “Amor eterno amor” (2012) e “Além do tempo” (2015), ambas de Elizabeth Jhin.
Klara Castanho também participou do reality show de música “Popstar”, na Globo, na temporada de 2018. Nos cinemas, fez os longas “É Fada” (2016) e “Tudo por um Popstar” (2018). Seu mais recente trabalho é o longa “Confissões de uma Garota Excluída”, de 2021.
Carta aberta de Klara Castanho
Leia, abaixo, o relato da atriz:
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
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Fonte: G1 Entretenimento

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Katy Perry e Kim Kardashian protestam, no dia da independência americana, contra decisão que acabou com direito ao aborto nos EUA


Artistas como Jessica Chastain e Diane Kruger também se manifestaram. Suprema Corte dos EUA votou no final de junho contra garantia que existia há quase 50 anos. Katy Perry e Kim Kardashian em suas chegadas ao Baile de Gala do MET
Jamie McCarthy/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/Getty Images via AFP
Katy Perry, Kim Kardashian, Jessica Chastain e outras celebridades aproveitaram as comemorações do maior feriado nacional dos Estados Unidos, o dia da independência americana, nesta segunda-feira (4) para protestar contra a decisão da Suprema Corte no final de junho que derrubou a garantia ao aborto no país.
Segundo elas, mulheres americanas têm agora menos direitos e liberdades.
No Twitter, Perry usou sua música “Firework”, que tem uma forte ligação com o 4 de julho por causa da tradição da queima de fogos de artifícios, para se manifestar no Twitter.
“‘Querida, você é um foto de artifício’ é nota 10 mas mulheres nos EUA têm menos direitos do que até uma estrelinha”, escreveu a cantora.
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Já Kim e sua irmã, Kourtney, compartilharam no Instagram uma publicação que cancelava o feriado: “O 4 de julho foi cancelado por causa de uma falta de independência. Sinceramente, as mulheres”.
A atriz Jessica Chastain (vencedora do Oscar por “Os olhos de Tammy Faye”) publicou uma foto mostrando os dedos do meio. “Feliz dia da ‘independência’ meu e dos meus direitos reprodutivos”, escreveu.
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A também atriz Diane Kruger (“Bastardos Inglórios”) foi mais sucinta e afirmou apenas, no Instagram, que os EUA “não têm muito o que celebrar”.

Fonte: G1 Entretenimento