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‘Top Gun Maverick’ volta ao topo da bilheteria nacional um mês após estreia


Os filmes mais vistos no final de semana somaram R$ 17,9 milhões de bilheteria, levando 817 mil pessoas às salas de cinema. Tom Cruise em cena de ‘Top Gun: Maverick’
Divulgação
“Top Gun Maverick” voltou para a liderança da bilheteria nacional um mês após sua estreia.
Depois de ficar três semanas com a segunda colocação, o filme com Tom Cruise voltou a assumir o primeiro lugar, arrecadando R$ 6,2 milhões e sendo assistido por 256 mil pessoas.
Os dados são da ComScore e referentes ao período entre os dias 23 e 26 de junho.
‘Top Gun: Maverick’ voa alto abastecido por Tom Cruise e nostalgia; g1 já viu
“Jurassic World: Domínio” ficou com a segunda colocação, seguido de “Lightyear”.
No total, os filmes (sendo 9 longas e algumas obras do festival Varilux de Cinema Francês) mais vistos no período somaram R$ 17,9 milhões, levando 817 mil pessoas às salas de cinema.
Confira, abaixo, os dados de bilheteria coletados pela ComScore entre os dias 23 e 26 de junho:
“Top Gun Maverick” – R$ 6,2 milhões
“Jurassic World: Domínio” – R$ 4,94 milhões
“Lightyear” – R$ 4,9 milhões
“Tudo em Todo o Lugar ao mesmo tempo” – R$ 761 mil
“Veja por mim” – R$ 390 mil
“Doutor Estranho no multiverso da loucura” – R$ 336 mil
“Festival Varilux de Cinema Francês (2022)” – R$ 283 mil
“Sonic 2 – O Filme” – R$ 62 mil
“Assassino Sem Rastro” – R$ 44 mil
“Amigo Secreto” – R$ 41 mil
Diretor e elenco de “Top Gun: Maverick” falam sobre o que acham do clássico dos anos 80

Fonte: G1 Entretenimento

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MP-SP apura violação de sigilo profissional de enfermeira que ameaçou e vazou dados de Klara Castanho


Hospital em que atriz ficou internada também diz que abrirá sindicância interna para apurar o ocorrido. Em rede social, atriz relatou violências que sofreu e disse que profissionais de hospital vazaram história sem seu consentimento. Klara Castanho repudia vazamento e revela que foi estuprada e entregou bebê para adoção
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou nesta segunda-feira (27) que está apurando a violação de sigilo profissional de enfermeira que ameaçou e vazou dados da atriz Klara Castanho. As investigações correrão em sigilo.
No sábado (25), a atriz de 21 anos, publicou um relato em suas redes sociais e revelou que foi estuprada, engravidou e decidiu entregar o bebê diretamente para adoção.
A Promotoria de Justiça da Infância e de Santo André informou que todo o procedimento de entrega do recém-nascido para adoção seguiu integralmente o trâmite previsto no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).
A presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Maria dos Santos, disse nesta segunda-feira (27) à GloboNews que a enfermeira responsável por ameaçar Klara e vazar os dados pessoais da artista poderá perder o registro profissional.
Tanto o Conselho Federal quanto o Regional de Enfermagem apuram a denúncia da atriz, de que uma enfermeira teria a abordado e ameaçado divulgar para a imprensa informações sobre a entrega para adoção de bebê fruto de um estupro.
Ele escreveu uma carta aberta, na noite do sábado (25), repudiando o vazamento da história (leia mais abaixo).
No domingo (26), em comunicado, o Cofen manifestou “profunda solidariedade à atriz Klara Castanho, que, após ser vítima de violência sexual, teve o seu direito à privacidade violado, durante processo de entrega voluntária para adoção, conforme assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.
Informou também que, diante dos fatos, determinou a apuração da ocorrência e “tomará todas as providências que lhe couber para a identificação dos responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas pertinentes ao caso”.
“Casos assim devem ser rigorosamente punidos, para que não mais se repitam. Da mesma forma, devem ser execrados comunicadores que deturpam a função social do jornalismo para destruir a vida das pessoas. Vida privada não é assunto público'”, afirma.
LEIA TAMBÉM:
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Para especialistas, atendimento médico e hospitalar relatado por Klara Castanho foi antiético e antiprofissional
Também em nota, o Coren-SP ressaltou que compete ao conselho investigar situações em que haja infração ética praticada por profissional de enfermagem e adotar as medidas previstas no Código de Processo Ético dos Conselhos de Enfermagem.
Diz também que “seguirá os ritos e adotará os procedimentos necessários para a devida investigação, como ocorre em toda denúncia sobre o exercício profissional. Assim, o Coren-SP ressalta a cautela necessária sejam tomadas as medidas corretas para a apuração dos fatos” e manifesta sua solidariedade à atriz.
“Tão logo venha a dispor das informações necessárias para a investigação, o Coren-SP reforça que todos os procedimentos para apuração serão devidamente realizados”, finaliza.
O hospital em que Klara ficou internada, na região metropolitana de São Paulo, informou, por nota, que será aberta uma sindicância interna para investigar a denúncia feita pela atriz.
No texto, divulgado neste domingo (26), a instituição diz que “tem como princípio preservar a privacidade de seus pacientes bem como o sigilo das informações do prontuário médico. O hospital se solidariza com a paciente e familiares e informa que abriu uma sindicância interna para a apuração desse fato”.
‘Relato mais difícil’
Na carta aberta que publicou, Klara Castanho afirma: “Não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e um trauma que sofri”.
“Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo.”
Na publicação, a atriz conta sobre a violência sofrida e suas consequências. Ela diz ter sido abordada por uma enfermeira momentos após o parto, que ameaçou divulgar sua história. Logo em seguida, a atriz recebeu mensagens de um colunista. “Minha história se tornar pública não foi um desejo meu.”
“Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família nem dos meus amigos”, diz a atriz.
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
A artista conta que não fez boletim de ocorrência na ocasião por se sentir envergonhada e culpada. “Tive a ilusão de que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu. As únicas coisas que eu tive forças para fazer foram: tomar pílula do dia seguinte e fazer alguns exames”, conta. “Somente a minha família sabia o que tinha acontecido.”
Brasil teve um estupro a cada 10 minutos em 2021
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Meses depois, segundo seu relato, ela começou a se sentir mal e, em meio a exames, descobriu a gravidez já em estágio avançado. “Foi um choque, meu mundo caiu. Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso nem barriga”, diz.
Klara afirma que, durante uma consulta, foi obrigada pelo médico a ouvir o coração da criança, o que considerou uma nova violação.
“Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada. Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu”, diz.
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
“O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim, o profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo.”
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Entrega para adoção
Pela lei brasileira, Klara teria direito a fazer um aborto legal. A atriz afirma, no entanto, que tomou a decisão de fazer uma entrega direta para adoção. A entrega voluntária para adoção está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e permite que a mãe entregue o filho para adoção em um procedimento assistido pela Justiça.
Entrega voluntária para adoção: entenda o processo
Segundo Klara, a criança nasceu poucos dias depois de a gravidez ser descoberta. A atriz afirma que entrou em contato com uma advogada e fez todos os trâmites legais.
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
“Tudo que eu fiz foi pensando em resguardar a vida e o futuro da criança. Cada passo está documentado e de acordo com a lei”, afirma.
“A criança merece ser criada por uma família amorosa, devidamente habilitada à adoção, que não tenha lembranças de um fato tão traumático.”
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Mais uma violência
Na carta, Klara conta ainda que, momentos após o parto, ainda sob efeitos de anestesia, foi abordada por uma enfermeira que ameaçou contar sua história a um colunista. “Quando cheguei no quarto, já havia mensagens do colunista, com todas as informações. Ele só não sabia do estupro. Eu conversei com ele, expliquei tudo o que tinha me acontecido.” A atriz não cita nomes e diz que foi procurada ainda por um outro colunista.
“O fato de eles saberem mostra que os profissionais que deveriam ter me protegido em um momento de extrema dor e vulnerabilidade, que têm a obrigação legal de respeitar o sigilo da entrega, não foram éticos, nem tiveram respeito por mim nem pela criança”, afirma.
Vazamento da história
Na carta que publicou, Klara conta que não queria expor esse episódio traumático. Mas sites e redes de fofocas trouxeram não só a história a público, mas também especulações e ataques à atriz.
Tudo começou com um post do jornalista Matheus Baldi no dia 24 de maio, dizendo que Klara havia dado à luz uma criança. O post foi apagado a pedido da atriz.
Um mês depois, na última quinta (23), a apresentadora Antonia Fontenelle incitou ainda mais os comentários contra Klara na internet. Sem citar o nome da atriz, ela disse em uma live, em tom bastante agressivo, que uma atriz de 21 anos teria engravidado e entregue o bebê para adoção.
Foi depois disso que Klara decidiu se manifestar pela primeira vez, por meio da carta. Em seguida, o colunista Léo Dias, do site Metrópoles, publicou um texto detalhando o caso.
Segundo especialistas, tanto Léo Dias como Antonia Fontenelle podem responder por difamação.
Em post publicado neste sábado (25), a diretora de redação do Metrópoles, Lilian Tahan, afirmou que o site expôs de maneira inaceitável os dados de uma mulher vítima de violência brutal e que a matéria foi retirada do ar.
Na tarde deste domingo (26), o colunista Léo Dias publicou um pedido de desculpas à atriz. Ele disse que não deveria ter escrito nem uma linha sobre a história ou ter feito qualquer comentário sobre algo a respeito do qual não tem o direito de opinar. Em vídeo, Antonia Fontenelle tentou se eximir de responsabilidade e não pediu desculpas.
Trajetória
Klara Castanho estreou na televisão criança, na série “Mothern”, do GNT, em 2006. Antes disso, desde bebê, ela já fazia campanhas publicitárias.
Foi em 2009 que os maiores sucessos começaram, quando a atriz fez parte do elenco de “Viver a Vida”, trama de Manoel Carlos na Globo, no papel de Rafaela, filha da personagem de Giovanna Antonelli. No mesmo ano, a atriz fez sua estreia no cinema em “Quanto dura o amor?”.
Também fez a novela “Morde & assopra”, de 2011, quando viveu Tonica, filha do personagem de Marcos Pasquim.
Em 2013 viveu a menina Paulinha, filha de uma das protagonistas de “Amor à vida”, a médica Paloma, interpretada por Paolla Oliveira.
A atriz ainda participou de outras tramas na Globo: “Morde & assopra”, de Walcyr Carrasco (2011), e “Amor eterno amor” (2012) e “Além do tempo” (2015), ambas de Elizabeth Jhin.
Klara Castanho também participou do reality show de música “Popstar”, na Globo, na temporada de 2018.
Nos cinemas, fez os longas “É Fada” (2016) e “Tudo por um Popstar” (2018).
Seu mais recente trabalho é o longa “Confissões de uma Garota Excluída”, de 2021.
VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Elvis’ e ‘Top Gun: Maverick’ disputam 1º lugar nas bilheterias americanas com ótimo desempenho


Desempenho do filme sobre o rei do rock and roll foi considerado acima das expectativas. Os dois longas arrecadaram US$ 30,5 milhões ao longo do final de semana. No filme ‘Elvis’, o cantor é interpretado por Austin Butler
Divulgalção
Em uma disputada apertada e incomum “Elvis” e “Top Gun: Maverick” empataram no primeiro lugar das bilheterias na América do Norte, com cada um dos filmes arrecadando US$ 30,5 milhões ao longo do final de semana. 
“Elvis” e “Top Gun: Maverick” estão envolvidos em uma disputa ao longo do final de semana. O filme sobre o rei do rock and roll tomou o primeiro lugar na sexta-feira, e caiu para o segundo no sábado. O resultado geral ainda não foi divulgado.
Qualquer que seja o vencedor, é um bom desempenho para ambos os longas. Para “Elvis”, uma estreia de US$ 30 milhões é algo impressionante para um filme voltado para um público mais velho. Para “Maverick”, é quase inédito ver um filme gerar US$ 30 milhões em seu quinto final de semana de exibição. 
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No total, é um final de semana animador nas bilheterias, com cinco filmes apresentando resultados consideráveis. Quatro deles, “Elvis” e o thriller “O Telefone Preto”, assim como “Top Gun: Maverick” e “Jurassic World Domínio” conseguiram US$ 20 milhões ou mais; enquanto o quinto, “Lightyear”, da Disney Pixar, chegou perto com US$ 17 milhões.
Além disso, as vendas de ingressos não estão longe de estimativas de antes da pandemia. As receitas saudáveis das bilheterias começam a ser registradas conforme o público passa a se sentir mais seguro para voltar às salas de cinema. 
De acordo com o National Research Group, 88% dos frequentadores estão “muito ou um pouco confortáveis” para ir ao cinema — marcando uma nova máxima histórica. Cerca de um ano atrás, esse número estava próximo de 59%.

Fonte: G1 Entretenimento

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Orlando Bloom mostra cicatriz nas costas: ‘Eles disseram que eu não andaria de novo’


Em uma postagem no Instagram nesta segunda-feira (27), o ator contou que sofreu um acidente quando tinha 19 anos. Orlando Bloom
Reprodução/Intagram
O ator Orlando Bloom compartilhou imagens enquanto fazia exercícios físicos e destacou uma grande cicatriz nas costas, nesta segunda-feira (27). “Eu quebrei minhas costas quando tinha 19 anos e eles disseram que eu não andaria de novo”, diz na legenda.
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Conhecido por “Piratas do Caribe” e “Senhor dos Anéis”, o ator já tinha comentado algumas vezes sobre este acidente. No ano passado, ele mostrou uma foto andando de bicicleta pouco tempo depois de sair do hospital.
Orlando Bloom
Reprodução/Instagram
“Sou eu no meu colete para as costas por volta de 1998 cerca de 3 meses depois que eu caí 3 andares e esmaguei minha coluna, escapando por pouco da morte e da paralisia… grato todos os dias pelos meus membros que me permitem ultrapassar meus limites e viver a vida no meu limite (mais seguro agora🙏)”, contou na legenda da postagem.
Segundo o site da revista “The Hollywood Reporter”, ele machucou a coluna ao tentar pular em um terraço usando um cano que cedeu. Bloom caiu de uma altura de três andares e machucou as vertebras.
Em uma entrevista à revista americana “GQ”, o ator contou que o médico na época não conseguia dizer com certeza a gravidade do dano na medula espinhal.
“Até então, eu não tinha uma apreciação saudável pela vida e pela morte”, disse ele em uma entrevista à “GQ”, em 2005. “E por quatro dias, enfrentei a ideia de viver em uma cadeira de rodas para o resto da minha vida. Fui a alguns lugares sombrios em minha mente. Percebi, ou vou andar de novo ou não vou.”
Desde então ele tem sempre exercitando as costas. “Isso não me impediu de fazer nada. Mas é um lembrete constante”, comentou em uma conversa com a revista “Men’s Heath”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Guito dá sequência à carreira de cantor com single ‘Morada do sossego’


Artista regrava música do compositor Maringa Borget ouvida na novela ‘Pantanal’ na voz do peão Tibério. ♪ Sucesso como ator na pele do peão Tibério, um dos personagens mais populares do remake da novela Pantanal (TV Globo, 2022), Guito – nome artístico de Diogo de Brito Souza, mineiro nascido há 38 anos em Lavras (MG) – é também cantor, compositor e músico.
No embalo da visibilidade obtida na trama ruralista, Guito expande discografia que já inclui singles como Empatia (2020), Escute as montanhas (2020), Caminhoneiro (2021) e Hearing the mountains (2021).
Em rotação desde sexta-feira, 24 de junho, o single Morada do sossego apresenta regravação da música de autoria de Maringa Borget, compositor e cantador paranaense que, transitando pelos rincões do Brasil rural, se ambientou na cidade de Três Lagoas (MS), uma das portas de entrada para o Pantanal.
Apresentada por Borget há cinco anos no álbum autoral Cantigas de poleiro (2017), Morada do sossego reverbera no remake de Pantanal na voz do peão Tibério, fazendo parte da trilha sonora da novela ao lado de canções de Guito como Empatia e Escute as montanhas.
Capa do single ‘Morada do sossego’, de Guito
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Enfermeira envolvida no caso Klara Castanho pode ter registro cassado, diz presidente de Conselho Federal de Enfermagem


Hospital em que atriz ficou internada também diz que abrirá sindicância interna para apurar o ocorrido. Em rede social, atriz relatou violências que sofreu e disse que profissionais de hospital vazaram história sem seu consentimento. Klara Castanho repudia vazamento e revela que foi estuprada e entregou bebê para adoção
A presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Maria dos Santos, disse nesta segunda-feira (27) à GloboNews, que a enfermeira responsável por ameaçar a atriz Klara Castanho e vazar os dados pessoais da artista poderá perder o registro profissional.
Tanto o Conselho Federal quanto o Regional de Enfermagem apuram a denúncia da atriz, de que uma enfermeira teria a abordado e ameaçado divulgar para a imprensa informações sobre a entrega para adoção de bebê fruto de um estupro.
A atriz, de 21 anos, publicou um relato em suas redes sociais e revelou que foi estuprada, engravidou e decidiu entregar o bebê diretamente para adoção.
Ele escreveu uma carta aberta, na noite do sábado (25), repudiando o vazamento da história (leia mais abaixo).
No domingo (26), em comunicado, o Cofen manifestou “profunda solidariedade à atriz Klara Castanho, que, após ser vítima de violência sexual, teve o seu direito à privacidade violado, durante processo de entrega voluntária para adoção, conforme assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.
Informou também que, diante dos fatos, determinou a apuração da ocorrência e “tomará todas as providências que lhe couber para a identificação dos responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas pertinentes ao caso”.
“Casos assim devem ser rigorosamente punidos, para que não mais se repitam. Da mesma forma, devem ser execrados comunicadores que deturpam a função social do jornalismo para destruir a vida das pessoas. Vida privada não é assunto público'”, afirma.
LEIA TAMBÉM:
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‘Estarei sempre ao seu lado’: famosos se solidarizam
Para especialistas, atendimento médico e hospitalar relatado por Klara Castanho foi antiético e antiprofissional
Também em nota, o Coren-SP ressaltou que compete ao conselho investigar situações em que haja infração ética praticada por profissional de enfermagem e adotar as medidas previstas no Código de Processo Ético dos Conselhos de Enfermagem.
Diz também que “seguirá os ritos e adotará os procedimentos necessários para a devida investigação, como ocorre em toda denúncia sobre o exercício profissional. Assim, o Coren-SP ressalta a cautela necessária sejam tomadas as medidas corretas para a apuração dos fatos” e manifesta sua solidariedade à atriz.
“Tão logo venha a dispor das informações necessárias para a investigação, o Coren-SP reforça que todos os procedimentos para apuração serão devidamente realizados”, finaliza.
O hospital em que Klara ficou internada, na região metropolitana de São Paulo, informou, por nota, que será aberta uma sindicância interna para investigar a denúncia feita pela atriz.
No texto, divulgado neste domingo (26), a instituição diz que “tem como princípio preservar a privacidade de seus pacientes bem como o sigilo das informações do prontuário médico. O hospital se solidariza com a paciente e familiares e informa que abriu uma sindicância interna para a apuração desse fato”.
‘Relato mais difícil’
Na carta aberta que publicou, Klara Castanho afirma: “Não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e um trauma que sofri”.
“Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo.”
Na publicação, a atriz conta sobre a violência sofrida e suas consequências. Ela diz ter sido abordada por uma enfermeira momentos após o parto, que ameaçou divulgar sua história. Logo em seguida, a atriz recebeu mensagens de um colunista. “Minha história se tornar pública não foi um desejo meu.”
“Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família nem dos meus amigos”, diz a atriz.
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
A artista conta que não fez boletim de ocorrência na ocasião por se sentir envergonhada e culpada. “Tive a ilusão de que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu. As únicas coisas que eu tive forças para fazer foram: tomar pílula do dia seguinte e fazer alguns exames”, conta. “Somente a minha família sabia o que tinha acontecido.”
Brasil teve um estupro a cada 10 minutos em 2021
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Meses depois, segundo seu relato, ela começou a se sentir mal e, em meio a exames, descobriu a gravidez já em estágio avançado. “Foi um choque, meu mundo caiu. Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso nem barriga”, diz.
Klara afirma que, durante uma consulta, foi obrigada pelo médico a ouvir o coração da criança, o que considerou uma nova violação.
“Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada. Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu”, diz.
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
“O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim, o profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo.”
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Entrega para adoção
Pela lei brasileira, Klara teria direito a fazer um aborto legal. A atriz afirma, no entanto, que tomou a decisão de fazer uma entrega direta para adoção. A entrega voluntária para adoção está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e permite que a mãe entregue o filho para adoção em um procedimento assistido pela Justiça.
Entrega voluntária para adoção: entenda o processo
Segundo Klara, a criança nasceu poucos dias depois de a gravidez ser descoberta. A atriz afirma que entrou em contato com uma advogada e fez todos os trâmites legais.
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
“Tudo que eu fiz foi pensando em resguardar a vida e o futuro da criança. Cada passo está documentado e de acordo com a lei”, afirma.
“A criança merece ser criada por uma família amorosa, devidamente habilitada à adoção, que não tenha lembranças de um fato tão traumático.”
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Mais uma violência
Na carta, Klara conta ainda que, momentos após o parto, ainda sob efeitos de anestesia, foi abordada por uma enfermeira que ameaçou contar sua história a um colunista. “Quando cheguei no quarto, já havia mensagens do colunista, com todas as informações. Ele só não sabia do estupro. Eu conversei com ele, expliquei tudo o que tinha me acontecido.” A atriz não cita nomes e diz que foi procurada ainda por um outro colunista.
“O fato de eles saberem mostra que os profissionais que deveriam ter me protegido em um momento de extrema dor e vulnerabilidade, que têm a obrigação legal de respeitar o sigilo da entrega, não foram éticos, nem tiveram respeito por mim nem pela criança”, afirma.
Vazamento da história
Na carta que publicou, Klara conta que não queria expor esse episódio traumático. Mas sites e redes de fofocas trouxeram não só a história a público, mas também especulações e ataques à atriz.
Tudo começou com um post do jornalista Matheus Baldi no dia 24 de maio, dizendo que Klara havia dado à luz uma criança. O post foi apagado a pedido da atriz.
Um mês depois, na última quinta (23), a apresentadora Antonia Fontenelle incitou ainda mais os comentários contra Klara na internet. Sem citar o nome da atriz, ela disse em uma live, em tom bastante agressivo, que uma atriz de 21 anos teria engravidado e entregue o bebê para adoção.
Foi depois disso que Klara decidiu se manifestar pela primeira vez, por meio da carta. Em seguida, o colunista Léo Dias, do site Metrópoles, publicou um texto detalhando o caso.
Segundo especialistas, tanto Léo Dias como Antonia Fontenelle podem responder por difamação.
Em post publicado neste sábado (25), a diretora de redação do Metrópoles, Lilian Tahan, afirmou que o site expôs de maneira inaceitável os dados de uma mulher vítima de violência brutal e que a matéria foi retirada do ar.
Na tarde deste domingo (26), o colunista Léo Dias publicou um pedido de desculpas à atriz. Ele disse que não deveria ter escrito nem uma linha sobre a história ou ter feito qualquer comentário sobre algo a respeito do qual não tem o direito de opinar. Em vídeo, Antonia Fontenelle tentou se eximir de responsabilidade e não pediu desculpas.
Trajetória
Klara Castanho estreou na televisão criança, na série “Mothern”, do GNT, em 2006. Antes disso, desde bebê, ela já fazia campanhas publicitárias.
Foi em 2009 que os maiores sucessos começaram, quando a atriz fez parte do elenco de “Viver a Vida”, trama de Manoel Carlos na Globo, no papel de Rafaela, filha da personagem de Giovanna Antonelli. No mesmo ano, a atriz fez sua estreia no cinema em “Quanto dura o amor?”.
Também fez a novela “Morde & assopra”, de 2011, quando viveu Tonica, filha do personagem de Marcos Pasquim.
Em 2013 viveu a menina Paulinha, filha de uma das protagonistas de “Amor à vida”, a médica Paloma, interpretada por Paolla Oliveira.
A atriz ainda participou de outras tramas na Globo: “Morde & assopra”, de Walcyr Carrasco (2011), e “Amor eterno amor” (2012) e “Além do tempo” (2015), ambas de Elizabeth Jhin.
Klara Castanho também participou do reality show de música “Popstar”, na Globo, na temporada de 2018
Nos cinemas, fez os longas “É Fada” (2016) e “Tudo por um Popstar” (2018).
Seu mais recente trabalho é o longa “Confissões de uma Garota Excluída”, de 2021.
VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região

Fonte: G1 Entretenimento

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Pianista Ricardo Bacelar solta a voz em ‘Congênito’, álbum em que canta Chico Buarque, Djavan e Lenine


♪ Integrante do grupo carioca Hanoi Hanoi nas décadas de 1980 e 1990, o pianista, compositor e arranjador cearense Ricardo Bacelar se apresenta efetivamente como cantor no quinto álbum solo, Congênito, após soltar a voz em dois singles e em faixa do disco Sebastiana (2018).
Batizado com o nome da música de Luiz Melodia (1951 – 2017) lançada em 1975 na voz da cantora Vanusa (1947 – 2020), o álbum Congênito é projeto de intérprete em que Bacelar dá voz a 12 músicas de compositores da música brasileira.
A seleção de repertório inclui o samba Morena dos olhos d’água (Chico Buarque, 1966), A tua presença morena (Caetano Veloso, 1971), Lambada de serpente (Djavan e Cacaso, 1980) e O último pôr do sol (Lenine e Lula Queiroga, 1993), faixa escolhida para anunciar o disco em single programado para sexta-feira, 1º de julho.
O álbum Congênito tem lançamento programado para agosto via Jasmin Music, selo fonográfico do próprio Ricardo Bacelar.

Fonte: G1 Entretenimento

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Filho de 10 anos de Ben Affleck leva susto ao dar ré em Lamborghini e acerta BMW

Segundo o site TMZ, Samuel logo saltou do carro para ver se tinha causado algum dano nos veículos. Representantes do ator e funcionários de concessionária negaram que tenha havido acidente. Initial plugin text
Samuel Garner Affleck, filho de 10 anos do ator Ben Affleck, levou um susto ao dar uma ré, aparentemente sem querer, em uma Lamborghini e acabar acertando uma BMW.
Segundo o site TMZ, Samuel estava acompanhando o pai e a cantora Jennifer Lopez durante um passeio em uma concessionária de aluguel de carros de luxo, em Los Angeles.
Na visita, Ben deixou o filho pular para o banco do motorista, e ao que tudo indica, ele não percebeu que o carro estava ligado quando deu ré e acertou a BMW que estava logo atrás.
Samuel logo desceu do carro para verificar o que havia acontecido.
Ao TMZ, um representante do ator informou que não houve danos nos veículos e que estão todos bem.
Um funcionário da concessionaria também informou que não houve acidente e que os carros apenas estavam estacionados muito próximos.
Vale lembrar que nos Estados Unidos, a permissão para dirigir é liberada a partir dos 16 anos, embora os jovens ainda não sejam considerados adultos nessa idade.
Samuel é um dos filhos de Ben com a atriz Jennifer Garner. Os dois ainda são pais de Violet e Seraphina.

Fonte: G1 Entretenimento

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The Weeknd, Will Smith e Zendaya são alguns dos premiados do BET Awards 2022; veja vencedores


Ludmilla, que estava indicada na categoria Melhor Artista Internacional não levou o prêmio, mas esteve presente no evento. Bruno Mars recebe prêmio de melhor álbum do ano por “An Evening with Silk Sonic”, no BET Awards 2022
AP Photo/Chris Pizzello
The Weeknd, Will Smith e Zendaya foram alguns dos vencedores do BET Awards 2022. A premiação, que celebra astros e atletas negros na música, cultura e do esporte, aconteceu na noite deste domingo (26), nos Estados Unidos.
Durante seus discursos no palco, boa parte dos vencedores e apresentadores se manifestaram contra a Suprema Corte dos Estados Unidos, que na última semana, votou, de maneira reservada, para derrubar a decisão conhecida como ‘Roe contra Wade’, da década de 1970, que garante o acesso ao aborto.
A abertura do evento ficou com uma apresentação da cantora Lizzo cantando o it “About Damn Time”.
Ludmilla no BET Awards 2022
Richard Shotwell/Invision/AP
Indicada na categoria Melhor Artista Internacional, Ludmilla marcou presença no evento. Mas a cantora não levou o prêmio, que acabou nas mãos da cantora nigeriana Tems.
Com a indicação, Ludmilla entra para a pequena lista de brasileiros indicados na premiação. Em 2021, MC Dricka esteve na lista de Melhor novo artista internacional. No mesmo ano, Emicida foi indicado na categoria hip hop. Em 2020, Djonga entrou para a história como primeiro brasileiro indicado no prêmio. Ele esteve na categoria hip hop. Nenhum deles foi premiado.
Veja lista completa de vencedores do BET Awards 2022:
Melhor Artista Feminina R&B/Pop: Jazmine Sullivan
Melhor Artista Masculino R&B/Pop: The Weeknd
Melhor Grupo: Silk Sonic (Bruno Mars and Anderson .Paak)
Melhor Artista Internacional: Tems (Nigeria)
Melhor Colaboração: Wizkid feat. Justin Bieber & Tems – “Essence”
Melhor Artista Feminina de Hip Hop: Megan Thee Stallion
Melhor Artista Masculino de Hip Hop: Kendrick Lamar
Vídeo do Ano: Silk Sonic (Bruno Mars & Anderson .Paak) – “Smokin Out The Window”
Diretor de Vídeo do Ano: Anderson .Paak a.k.a. Director .Paak
Artista Revelação: Latto
Álbum do Ano: Silk Sonic (Bruno Mars & Anderson .Paak) – “An Evening with Silk Sonic”
Prêmio Dr. Bobby Jones Melhor Gospel/Inspirador: Lil Baby X Kirk Franklin – “We Win”
Melhor Filme: “King Richard”
Melhor Ator: Will Smith – “King Richard”
Melhor Atriz: Zendaya – “Euphoria” / “Spider-Man: No Way Home”
Jovem Estrela: Marsai Martin
Atleta Feminina do Ano: Naomi Osaka
Atleta Masculino do Ano: Stephen Curry
BET Her: Mary J. Blige – “Good Morning Gorgeous”

Fonte: G1 Entretenimento

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Orgulho de ser quem se é: o direito à cidadania de pessoas intersexo


Termo intersexo é usado para descrever uma série de variações biológicas naturais do corpo. Conheça nesta reportagem a história de Jacob, um bebê intersexo que precisou ter os seus direitos reivindicados pela mãe desde o nascimento. Orgulho de ser quem se é: o direito à cidadania de pessoas intersexuais
“Tocamos a gravidez numa boa, ter um bebê intersexo na minha barriga não foi um problema. Se tornou um problema quando ele nasceu, quando ele veio para esta sociedade que não aceita corpos diferentes”.
O relato é de Thais Emília Campos, psicanalista e presidente da Associação Brasileira de Intersexos (Abrai) e mãe de Jacob, um bebê que nasceu com cardiopatia grave, microcefalia e ambiguidade sexual: no caso dele, o pênis era bem pequeno e não havia testículos. Assista a entrevista no vídeo acima.
Thais Emília e Beto com o filho intersexo, Jacob
Arquivo pessoal
Com essas características no órgão reprodutivo, Thais já sabia que seu bebê era intersexo antes mesmo de Jacob nascer.
Para ela, isso não afetou em nada durante a gestação, a preocupação da família era a saúde vital de Jacob, não a definição de masculino ou feminino. Mas na prática, quando a criança nasceu, em 2016, Thais se deparou com problemas para registrar o filho como intersexo.
Jacob, bebê intersexo que motivou luta da mãe na busca por direitos do filho
Arquivo pessoal
No mês do Orgulho LGBTQIA+, o g1 lança a série “Orgulho de ser quem se é”, com histórias de pessoas trans e não binárias que enfrentam entraves burocráticos no Brasil. Entenda o processo de retificação da certidão e as dificuldades de quem muda de identidade nos atendimentos de saúde, no trabalho, na educação e vida social.
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Falta de documentação e direitos violados
Logo depois que Jacob nasceu, os médicos se recusaram a entregar a Declaração de Nascido Vivo (DNV) a Thais porque não sabiam se Jacob era menino ou menina. Sem esse documento, que é essencial para a certidão de nascimento, a criança ficou cerca de dois meses “sem existir” para o Estado.
“O impacto de ficar sem esse documento foi ele ficar sem a certidão, cartão SUS, CPF; eu fiquei sem a licença maternidade. Meu bebê não teve acesso à cidadania”, relembra Thais, que só conseguiu receber alta após um acordo com o hospital.
Ela explicou que, de acordo com a Lei 12.662 de 2012, que regulamenta a Declaração de Nascidos Vivos (DNV), no campo sexo, é possível registrar a criança com “sexo ignorado” assim que ela nasce.
Jacob, bebê intersexo que motivou luta da mãe na busca por direitos do filho
Arquivo pessoal
“O ‘sexo ignorado’ serve para bebês que nascem com estado de intersexo, que os médicos não conseguem definir se é masculino ou feminino. Com isso, a certidão é emitida para que os direitos daquele bebê sejam garantidos, não sejam violados”.
Thais comentou que hoje é possível emitir a certidão de nascimento de um bebê intersexo ignorando o sexo, mas considera que é preciso ter uma lei específica para esse público.
“Hoje se pode emitir a certidão de nascimento dos bebês intersexo ignorando o sexo, houve uma capacitação para isso. Esses bebês conseguem fazer o RG e a certidão, mas não consegue fazer o CPF. Enquanto não houver uma legislação específica para pessoas intersexo, a gente não vai ter avanços”, explicou Thais.
Jacob não chegou participar de todo o processo da mãe para garantir seus direitos. Com 1 ano, ele morreu em decorrência dos problemas no coração.
A luta de Thais e sua família ecoou até a Universidade de Oxford, na Inglaterra, onde um grupo a procurou para falar sobre Jacob. “Eles me falaram que fomos os primeiros pais no mundo que assumiram publicamente ter um bebê intersexo. Eu fui atrás desse dado e é verdade”.
Thais Emília, Beto e Alexandre posam com uma foto de Jacob em casa, em São Paulo
Fábio Tito/g1
Para a psicanalista, a história de Jacob mostra que é preciso respeitar a diversidade de corpos.
“Quando a gente fala de visibilidade LGBTQIA+, a gente fala de respeito a singularidades, não existe ninguém igual a ninguém, todos nós somos singulares, cada ser humano é único e deve ser respeitado”.
Thais Emília e Beto posam com uma foto de Jacob. A criança, que faleceu com um ano de idade, virou tatuagem na panturrilha do pai
Fábio Tito/g1
Ser intersexo
O termo intersexo é usado para descrever uma série de variações biológicas naturais do corpo. Em algumas pessoas, as características intersexuais são perceptíveis logo no nascimento; em outras, são aparentes até na puberdade.
Uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que entre 0,05% e 1,7% da população mundial nasce com características intersexuais — o que pode significar até 3,5 milhões de pessoas apenas no Brasil.
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Essas pessoas podem ter alterações hormonais, genitais ambíguos (como no caso de Jacob) e outras diferenças anatômicas, ou ainda nascer com códigos genéticos diferentes do padrão. Um exemplo: o corpo pode ser fisicamente feminino, mas o seu código genético ser XY (X é o cromossomo feminino e Y é o masculino), o que pode afetar o desenvolvimento e a produção de hormônios.
Antigamente, pessoas intersexo eram chamadas de hermafroditas, mas o termo caiu em desuso. Além de ser pejorativo, é associado apenas aos genitais ambíguos ou pessoas que nasciam com os dois genitais, masculino e feminino.
Também colaboraram na produção deste conteúdo: Braulio Lorentz, Guilherme Pinheiro, Marcelo Sarkis, Mariana Mendicelli, Tatiana Caldas e Veronica Medeiros.

Fonte: G1 Entretenimento