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Orgulho de ser quem se é: saiba como fazer a retificação de nome e gênero


Há quatro anos, o Supremo Tribunal Federal garantiu o direito de pessoas trans mudarem o nome e gênero na certidão. Nesta reportagem, o advogado Paulo Iotti, listou as principais informações para os interessados em solicitar essa mudança. Orgulho de ser quem se é: saiba como fazer a retificação de nome e gênero
Desde 2018, após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), pessoas trans maiores de 18 anos podem alterar seu nome no registro civil sem a necessidade de realização de cirurgia de mudança de sexo. Com essa decisão do STF, toda pessoa trans tem o direito de solicitar a alteração de nome e gênero diretamente em cartório.
“O transgênero tem direito fundamental subjetivo à alteração de seu prenome e de sua classificação de gênero no registro civil, não se exigindo, para tanto, nada além da manifestação de vontade do indivíduo, o qual poderá exercer tal faculdade tanto pela via judicial como diretamente pela via administrativa”, aponta um dos trechos da tese do STF.
Isso quer dizer que, apesar de não existir uma lei nacional, essa resolução do STF tem força de lei. “No ‘juridiquês’ essa norma é o Provimento 73/2018 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o Provimento é abaixo da lei, mas como é do STF tem essa força de lei”, explicou o advogado Paulo Roberto Iotti, membro do Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADvS).
Paulo Roberto Iotti, um dos advogados responsáveis pela criminalização da homofobia no Brasil
Fábio Tito/g1
Com a ajuda do advogado, o g1 preparou um guia com informações básicas sobre como iniciar o processo de retificação de nome e gênero no Brasil.
No mês do Orgulho LGBTQIA+, o g1 lança a série “Orgulho de ser quem se é”, com histórias de pessoas trans e não binárias que enfrentam entraves burocráticos no Brasil. Entenda o processo de retificação da certidão e as dificuldades de quem muda de identidade nos atendimentos de saúde, no trabalho, na educação e vida social.
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1º passo
Reunir todos os documentos atualizados exigidos pelo Provimento 73/2018 do CNJ. Na lista, estão: RG, CPF, título de eleitor, certidão de nascimento, passaporte (se possuir), comprovante de residência e diversas certidões, como de nascimento, casamento (se possuir), criminal, da justiça estadual e federal. Clique aqui para a lista completa (página 10).
Obs: As certidões de nascimento e casamento não podem ter mais de 90 dias.
2º passo
Ir até um cartório de registro civil da sua cidade para elaborar um requerimento de alteração de registro civil. Alguns cartórios oferecem esse documento, outros não.
Para facilitar esse processo, a Casa 1, espaço de acolhimento para a população LGBTQIAP+ e a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), elaboraram um modelo dessa solicitação.
3º passo
Com a certidão alterada e a documentação completa, você precisa ir ao Instituto de Registro Civil de Pessoas Naturais da sua cidade, para mudar o RG. Para o CPF, é preciso ir à Receita Federal.
Obs: Nas cidades com Poupa Tempo também é possível fazer esse pedido.
Tempo e custo
No geral, o advogado informou que a retificação pode levar até 60 dias, mas cada estado no Brasil tem um Tribunal de Justiça que regulamenta o custo da retificação, então o preço varia.
“Para mudar a certidão de nascimento, que é o que você precisa para solicitar a alteração dos outros documentos, não é para levar mais de 2 meses, mas depende da dinâmica e eficiência de cada cartório, e pode demorar um pouco mais se você não for direto no cartório da sua cidade, por exemplo”.
Também colaboraram na produção deste conteúdo: Braulio Lorentz, Guilherme Pinheiro, Marcelo Sarkis, Mariana Mendicelli, Tatiana Caldas e Veronica Medeiros.

Fonte: G1 Entretenimento

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Orgulho de ser quem se é: a luta pelo reconhecimento das identidades LGBTQIA+


Conheça a história de pessoas que enfrentam problemas burocráticos quando decidiram assumir suas identidades LGBTQIA+ na sociedade. Orgulho de ser quem se é: a luta pelo reconhecimento das identidades LGBTQIA+
No mês do Orgulho LGBTQIA+, o g1 lança a série “Orgulho de ser quem se é”, com histórias de pessoas transgênero e não binárias que enfrentam entraves burocráticos no Brasil. Bernardo Gonzales, Lígia Lins de Castro e Vincia Prado relatam a falta de protocolo, treinamento e desconhecimento sobre como atender pessoas que passaram pelo processo de retificação.
Isso, em 2022, quatro anos após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que toda pessoa trans acima de 18 anos tem o direito de solicitar a alteração de nome e gênero diretamente em cartório. Assista as histórias no vídeo acima.
O nome da série surgiu de uma fala do advogado Paulo Roberto Iotti, membro do Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADvS).
“Liberdade é o direito de se fazer o que quer desde que você não prejudique terceiros. É o orgulho de ser quem se é porque não há nada de errado em ser como se é”, defende Paulo.
Ele explica que, depois de mudar os documentos, as pessoas trans ainda passam por “dificuldades burocráticas que não estavam em julgamento quando o Supremo apreciou a questão”. Leia, abaixo, relatos sobre:
A falta de protocolos;
Impacto na falha no atendimento de saúde;
Inviabilidade de retirar documentos;
Violação de direitos;
A necessidade de ter que se provar como pessoa.
A falta de protocolos
“Essa decisão do STF foi muito importante. Foi fruto de muita militância de todos os coletivos de pessoas trans. Mas, ao mesmo tempo, é uma sociedade que não está preparada para lidar com essa situação”, diz o professor Bernardo Gonzales.
Bernardo Gonzales, professor
Fábio Tito/g1
Bernardo é um homem trans. Para ele, a “sociedade é toda pensada para as pessoas cis hetero”, ou seja, falta diversidade na construção da sociedade. Ele afirma que “processos destoam dessa heteronormatividade vão enfrentar problemas burocráticos”.
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A história de Bernardo é mais um exemplo. Após sua transição de gênero, na hora de tirar passaporte, entre os documentos que precisaria apresentar, estava listado o certificado de reservista. Porém, o professor já estava mais velho, e a única solução encontrada pela junta militar foi que ele pagasse uma multa para regularizar a situação. O problema, ele comenta, não foi ter que pagar os R$ 5. A questão é que “essa coisa de não ter protocolo é para absolutamente tudo”.
Outro exemplo citado por Bernardo é a falta de entendimento de que um homem trans precisa de um atendimento ginecológico que tenha acolhimento e cuidado.
“Recentemente, eu fui fazer um check-up executivo associado à empresa que eu estou. Marquei os exames, mas não me perguntaram se eu era uma pessoa cis ou trans. Quando eu recebo o e-mail dos preparativos do exame, está lá: peniscopia* e todos os outros associados a uma pessoa cis, um homem cis”, conta.
Durante o atendimento médico, que ele descreve como “um dos piores” que já fez, Bernardo foi submetido, sem explicação sobre o que estava acontecendo, a uma colposcopia*. “Eu tive aquela sensação de ter sido extremamente invadido”.
“Esses sistemas nos violam de tantas formas que a nossa tendência quase que natural é não fazer esse tipo de exame e não se preocupar com a nossa saúde porque não vai ter profissional que atenda às nossas demandas, e que nos trate com a dignidade que a gente merece”, desabafa.
*Peniscopia: Exame feito no órgão reprodutor masculino que pode identificar lesões ou alterações não perceptíveis a olho nu.
*Colposcopia: Exame feito no órgão reprodutor feminino que pode identificar lesões ou doenças.
Para ele, o respeito com pessoas trans vai além de pronomes. “É preciso repensar protocolos e caminhos de atendimento e tratamento de pessoas trans. Respeitar a nossa dignidade e entender que a gente tem direito a ser quem a gente é, simplesmente”.
‘Nome morto’ e marginalização de pessoas trans
A estudante e produtora de conteúdo Vincia Prado é uma travesti não binária. Antes de fazer a retificação dos seus documentos, ela optava por usar o ‘nome social’ (hoje, seu nome civil). Acontece que ela acreditou que bastava retificar que não teria mais problemas na vida. “Mentira! A gente vai ter problemas sempre”, pondera.
E continua. “Inclusive, eu saí da unidade de saúde sem tomar vacina uma vez porque a enfermeira se negou a colocar meu nome social no meu cartão”.
Vincia Prado, estudante e produtora de conteúdo
Miguel Folco/ g1
São muitos os relatos de pessoas trans que tiveram algum tipo de constrangimento em atendimentos de saúde. De quem está atendendo não estar (ou se sentir) apto para lidar com o grupo ou de sistemas não atualizados que deixam registrado o cadastro antigo — o que Vincia chama de “nome morto”.
“Em qualquer lugar, eu vou na padaria ou em uma instituição, a gente precisa afirmar a identidade. Em outros lugares, o seu nome morto consta no sistema, você tem que solicitar a atualização e fica aquele constrangimento”, relata.
Desde que começou a transição, Vincia entendeu que “estava vulnerável”.
“É muito forte, né? Você acordar todos os dias e entender que você é uma pessoa trans, que você é uma travesti, que você vive no Brasil, reafirmar que meu corpo é político e que eu estou viva”, reflete.
Para Vincia não há escolha senão provar todos os dias quem ela é. E lutar contra um sistema que marginaliza pessoas trans em diferentes áreas.
Sobre o mercado de trabalho, Vincia diz que “a prostituição bate muito” em sua porta. E se choca em relatar que “parece que é a única possibilidade de trabalho para uma pessoa trans, e principalmente para uma travesti”.
E ela não está exagerando. Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) apontam que 90% da população trans e travesti têm a prostituição como fonte de renda e alternativa para sobrevivência.
A estudante avalia que se fala muito sobre inclusão e diversidade em processos seletivos. No entanto, uma vez que as pessoas trans entram no mercado de trabalho, não há espaços para incluir, inserir e acolhê-las.
“Não adianta você querer e ter iniciativa e não saber como você vai incluir essas pessoas dentro dos lugares. Então eu acho que precisa de dois trabalhos, tanto o da inclusão quanto o da socialização”, aponta.
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu publicada no jornal da Unesp em 2021 estimou que 2% da população adulta se identifica como pessoa transgênero ou não binária. Esse levantamento é inédito na América Latina.
Não binariedade como um ato político
“Por que a gente tem que ainda categorizar as pessoas por gênero? “, questiona Lígia Lins de Castro. Reconhecida pelo estado do Rio de Janeiro como uma pessoa não binárie, Lígia não se identifica nem como mulher e nem como homem, o seu gênero é não binárie. E apresenta as suas profissões como professore e veterinárie.
Foi dentro do universo dos pronomes neutros que Ligia descobriu a sua identidade. O maior desafio, no entanto, não foi a descoberta. É ter que comprovar diariamente que ser uma pessoa não binárie é um direito seu que foi legalmente reconhecido. “A partir do momento que você tem documento, isso faz toda a diferença. Para me tornar legitime, eu tive que documentar”, conta.
Lígia Lins de Castro, professore e veterinárie
Marcos Serra Lima/ g1
Sempre com a certidão e a sentença judicial em mãos, fazer uma compra online pode levar dias em contato com a ouvidoria. Assim como participar de editais ou tirar documentos. No caso mais recente, Lígia se viu “obrigada a mentir para a Receita Federal”, uma vez que as únicas opções disponíveis no cadastro do site do Imposto de Renda são os gêneros masculino e feminino.
Para Lígia, fazer a retificação foi um ato político já que o sistema binário é, na sua visão, “para definir papéis sociais”. A binariedade, diz Ligia, está para além de um documento. Está também na forma como as pessoas se comportam e são, hierarquicamente, reconhecidas na sociedade.
Vale lembrar que transfobia é crime. Em 2019, a maioria os ministros do STF votou a favor da determinação de criminalizar a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.
Também colaboraram na produção deste conteúdo: Braulio Lorentz, Guilherme Pinheiro, Marcelo Sarkis, Mariana Mendicelli, Tatiana Caldas e Veronica Medeiros.

Fonte: G1 Entretenimento

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Quais são as músicas mais ouvidas da história do Spotify no Brasil?


Na edição 200 do podcast g1 ouviu, conheça as músicas mais tocadas do streaming. No Spotify, Henrique e Juliano são nº1, sertanejo é estilo dominante e Marília Mendonça tem mais hits. Os cantores Henrique & Juliano durante show na Festa do Peão de Americana
Júlio César Costa
Quais são as músicas mais tocadas na história do streaming no Brasil? Na sua edição 200, o podcast g1 ouviu fez e o ranking e comentou. Ouça abaixo e veja em seguida o top 100 do Spotify.
O ranking considera apenas as audições das músicas por usuários do Brasil, e não o total global de cada faixa.
A artista que mais aparece é Marília Mendonça, com 14 faixas, seguida por Jorge e Mateus (9), Zé Neto e Cristiano (8), Henrique e Juliano (7) e Barões da Pisadinha (5).
Os cinco estilos mais presentes são o sertanejo, com 55 músicas, seguido pelo forró (14), pop (13), funk (8) e rap (7).
A música brasileira domina o ranking, com apenas 6 faixas internacionais e 94 nacionais.
A compilação considera desde a chegada do Spotify no Brasil, em 2014, até o dia 10 de junho de 2022. Os dados são do Spotify Charts e do site Kworb.
A maioria das músicas mais bem colocadas são de 2021, inclusive a campeã, “Arranhão”, de Henrique e Juliano. Como o Spotify cresceu muito no Brasil recentemente, as faixas mais recentes ganharam mais audições.
Veja as músicas mais ouvidas por usuários do Spotify no Brasil:
Henrique & Juliano – Arranhão – Ao Vivo – 208.447.453
Israel & Rodolffo – Batom de Cereja – Ao Vivo – 208.291.242
João Gomes – Meu Pedaço de Pecado – 201.894.865
Matheus Fernandes – Baby Me Atende – 195.586.414
Melim – Meu Abrigo – 193.809.661
João Gustavo e Murilo – Lençol Dobrado – 191.931.093
Os Barões Da Pisadinha – Recairei – Ao Vivo – 189.050.274
Diego & Victor Hugo – Facas – Ao Vivo 188.674.177
Ed Sheeran – Shape of You – 175.765.964
Dua Lipa – Don’t Start Now – 172.819.224
Wesley Safadão – Ele É Ele, Eu Sou Eu – 171.740.131
Jonas Esticado – Investe Em Mim – 169.035.197
Gusttavo Lima – A Gente Fez Amor – Ao Vivo – 168.893.286
Marília Mendonça – Supera – Ao Vivo – 167.672.992
Henrique & Juliano – Liberdade Provisória – Ao Vivo – 167.585.078
The Weeknd – Blinding Lights – 167.384.887
Henrique & Juliano – Volta por Baixo – Ao Vivo – 165.632.918
Felipe Araújo – Atrasadinha – Ao Vivo – 163.884.577
Zé Neto & Cristiano – Notificação Preferida – Ao Vivo – 161.157.365
Marília Mendonça – Bebi Liguei – Ao Vivo – 160.310.905
Luíza & Maurílio – S de Saudade – 159.833.698
Jorge & Mateus – Tijolão – Ao Vivo – 159.832.111
Marília Mendonça – Esqueça-Me Se For Capaz – 159.609.171
Xamã – Malvadão 3 – 158.091.050
Marília Mendonça – Ciumeira – Ao Vivo – 157.103.893
George Henrique & Rodrigo – Vai Lá Em Casa Hoje – 156.399.168
Jorge & Mateus – Propaganda – Ao Vivo – 154.857.468
Zé Neto & Cristiano – Alô Ambev (Segue Sua Vida) – Ao Vivo – 154.854.236
Pineapple StormTv – Poesia Acústica #6: Era uma Vez – 153.635.889
Marília Mendonça – Graveto – Ao Vivo – 152.885.197
Jorge & Mateus – Cheirosa – Ao Vivo – 151.123.057
Melim – Ouvi Dizer – 146.764.126
Harry Styles – Watermelon Sugar – 146.516.870
Lauana Prado – Cobaia – 145.662.836
Raí Saia Rodada – Tapão Na Raba – 145.423.268
Henrique & Juliano – A Maior Saudade – Ao Vivo – 145.289.665
1Kilo – Deixe Me Ir – Acústico – 142.651.044
Os Barões Da Pisadinha – Basta Você Me Ligar – 139.620.128
Marília Mendonça – Troca de Calçada – 139.500.874
Luan Santana – MORENA – 138.061.412
Lagum – Deixa – 137.898.395
Fernando & Sorocaba – Só Não Divulga – 137.486.564
Zé Neto & Cristiano – Largado Às Traças – Ao Vivo – 135.908.916
Zé Neto & Cristiano – Barzinho Aleatório – Ao Vivo – 134.492.788
Alok – Hear Me Now – 134.307.381
Marília Mendonça – Todo Mundo Vai Sofrer – Ao Vivo – 134.169.939
Imagine Dragons – Believer – 133.045.518
Pedro Sampaio – GALOPA – 132.641.738
Zé Neto & Cristiano – Ela e Ela – 130.864.086
Matheus & Kauan – Litrão – Ao Vivo – 129.988.476
Matheus & Kauan – Vou Ter Que Superar – Ao Vivo – 129.543.103
Giulia Be – menina solta – 129.172.966
Henrique & Juliano – Briga Feia – Ao Vivo – 127.888.461
Matheus & Kauan – Quarta Cadeira – Ao Vivo – 127.326.809
Jorge & Mateus – Lance Individual – 126.234.745
Gusttavo Lima – Bloqueado – Ao Vivo – 125.979.347
Zé Neto & Cristiano – Você Beberia Ou Não Beberia? – 125.906.758
Pedro Sampaio – SENTADÃO – 124.419.795
Os Barões Da Pisadinha – Tá Rocheda – 123.889.688
Niack – Oh Juliana – 123.830.370
Mc Davi – Bipolar – 123.821.442
Tones and I – Dance Monkey – 122.796.732
Matuê – Quer Voar – 122.795.574
Avine Vinny – Coração Cachorro – 122.109.183
João Gomes – Aquelas Coisas – 121.924.478
Gusttavo Lima – Nota de Repúdio – Ao Vivo – 121.819.398
Tayrone – Cê Tá Preparada – Ao Vivo – 121.808.491
Jorge & Mateus – Paradigmas – 121.622.813
Jorge & Mateus – Ranking – 121.522.354
Tarcísio do Acordeon – Rolê – 119.901.415
Zé Felipe – Revoada No Colchão – 118.581.097
Gusttavo Lima – Ficha Limpa – 118.430.418
Dilsinho – Sogra – Ao Vivo – 118.333.523
Vitor e Luan – Localiza Aí BB – 118.264.315
MC Zaquin – Não Nasceu pra Namorar – 118.113.063
Anitta – Vai malandra – 117.909.882
Marília Mendonça – Presepada – 117.320.931
Hugo & Guilherme – Mal Feito – Ao Vivo – 116.694.615
Mc Poze do Rodo – Vida Louca – 116.449.815
Guilherme & Benuto – 3 Batidas – 116.350.014
Zé Felipe – Toma Toma Vapo Vapo – 116.137.172
Matheus & Kauan – Ao Vivo E A Cores – 115.951.800
Marília Mendonça – Todo Mundo Menos Você – 115.161.101
Paulo Pires – Ameaça – 115.080.899
Os Barões Da Pisadinha – Quero Ver é Me Esquecer – 115.068.855
Marília Mendonça – Quero Você do Jeito Que Quiser – 114.469.847
Pk – Quando a vontade bater (Participação especial de PK Delas) – 114.252.706
MC Du Black – Gaiola É o Troco – 114.136.444
Mc Anjim – Bala Love – 113.346.356
Pineapple StormTv – Poesia Acústica #9: Melhor Forma – 113.000.981
João Gomes – Se For Amor – 111.910.871
Jorge & Mateus – Troca – 111.485.643
Tarcísio do Acordeon – Meia Noite (Você tem meu Whatsapp) – 111.396.711
Jorge & Mateus – Molhando o Volante – 110.955.366
Dilsinho – Péssimo Negócio – Ao Vivo – 110.288.242
Simone & Simaria – Foi Pá Pum – 109.879.273
Malu – Disco Arranhado – Funk Remix – 109.770.777
Zé Neto & Cristiano – Ferida Curada – 109.754.461
Marília Mendonça – Serenata – Ao Vivo – 108.671.432
Gustavo Mioto – Solteiro Não Trai – Ao Vivo – 108.377.614

Fonte: G1 Entretenimento

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Parada do Orgulho LGBTQ+ em São Francisco, na Califórnia, retorna depois de dois anos; FOTOS


Desfile voltou neste domingo (26) depois de ser cancelado nos últimos dois anos por causa da Covid. Parada do Orgulho LBGTQ+, em São Francisco, na Califórnia
Carlos Barria/Reuters
A Parada do Orgulho LGBTQ+ em São Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos, retornou neste domingo (26), depois de dois anos sem o evento por causa da pandemia da Covid.
A festa teve a presença da presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e contou ainda com desfile de motoqueiros e manifestações, registradas em bandeiras e cartazes, contra a decisão da Suprema Corte que suspendeu o direito ao aborto no país.
Outras paradas tomaram as ruas de cidades em diferentes países, como em La Paz (Bolívia), Cidade da Guatemala (Guatemala), Sydney (Austrália), Lima (Peru) e Campinas (SP), neste fim de semana.
Em Oslo, na Noruega, o evento foi cancelado após um ataque a tiros que deixou mortos e feridos em um bar gay da capital na sexta-feira (24). Em Istambul, na Turquia, a polícia impediu que centenas de pessoas se reunissem para a parada e fez dezenas de prisões após as autoridades locais proibirem a realização do evento.
Parada do Orgulho LGBTQ+, em São Francisco, na Califórnia
Carlos Barria/Reuters
Parada do Orgulho LGBTQ+ em São Francisco, na Califórnia
Carlos Barria/Reuters
Nancy Pelosi na Parada do Orgulho LGBTQ+ em São Francisco, na Califórnia
Carlos Barria/Reuters
Parada do Orgulho LGBTQ+ em São Francisco, na Califórnia
Justin Sullivan/Getty Images/AFP
Parada do Orgulho LGBTQ+ em São Francisco, na Califórnia
Justin Sullivan/Getty Images/AFP
Parada do Orgulho LGBTQ+ em São Francisco, na Califórnia
Carlos Barria/Reuters
Parada do Orgulho LGBTQ+ em São Francisco, na Califórnia
Carlos Barria/Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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Post Malone prova força como ídolo da nova geração ao encerrar Rock in Rio Lisboa


Rapper fez show inspirado e à vontade para 80 mil pessoas. Último dia foi ‘bem Brasil’ com shows de Anitta, Rebecca e Johnny Hooker. Post Malone no Rock in Rio Lisboa
Divulgação/I Hate Flash
Se o sábado o Rock in Rio Lisboa foi dominado por pais e mães que curtiam os hits dos anos 80 de A-ha e Duran Duran, a programação do domingo (26) foi feita para os novinhos de Portugal.
Diante disso, não poderia ter headliner melhor do que o Post Malone. O rapper de 26 anos provou (mais uma vez) como é o rockstar dos millennials em um show inspirado e à vontade.
Ele entrou no palco com um copo na mão e fumando cigarro, tranquilão como se estivesse na sala de casa. Nem parecia se intimidar o fato de estar diante de 80 mil pessoas, o maior público desta edição do festival.
No repertório com 18 músicas, Malone intercala os hits “Better Now” e “Circles” com músicas mais novas do álbum “Twelve Carat Toothache”, como “Reputation” e “I Like You”.
Sozinho, ele dá conta demais de prender a atenção e animar o público presente no Parque Bela Vista do começo ao fim. E olhe que estamos falando de um show que vai de rap arrastado a indie rock romântico.
O momento mais intimista acontece quando o rapper senta no banquinho e toca violão em “Go Flex” e “Stay”. Antes, ele não perde a chance de fazer uma piada depreciativa.
“Se tiver alguém precisando fazer xixi, essa é a hora, porque é a parte mais chata do show”, diz antes de começar.
A reta final é matadora com “Sunflower”, “Rockstar” e “Congratulations”. Malone ainda quebra o violão que usou no palco, alimentando a fama de rockstar da forma mais clichê possível.
Ironicamente, a marra também vem acompanhada de discurso motivacional. “Não deixe ninguém te impedir de viver os seus sonhos ou ser quem você é”.
“Faz muito tempo que não celebramos a vida juntos e nem espalhamos o amor. Sou o homem mais feliz do mundo”.
O rapper agradece por estar de volta aos palcos e ainda diz que Portugal é o “lugar mais incrível do mundo”. Mal sabe ele o que está por vir no Rio de Janeiro em setembro.
Jason Derulo também fez um show animado no começo da tarde e deve repetir o feito no Brasil, com hits como “Savage”, “Talk Dirty” e “Swalla”.
Anitta em família
Anitta
Divulgação/I Hate Flash
O único dia com ingressos esgotados foi neste domingo (26), e o nome de Anitta no line-up tem muita relação com isso. O show começou às 21h, mas ainda era claro em Lisboa.
Ela entrou de moto do mesmo jeito que abriu o show do Coachella em abril. O cenário também era do show no festival nos Estados Unidos, mas o repertório foi feito pensado para ganhar, logo de cara, o público português.
Público no show da Anitta no Rock in Rio Lisboa deste domingo (26)
Divulgação/I Hate Flash
Anitta incluiu parcerias antigas que fizeram sucesso no país, como “Contatinho”, “Some que ele vem atrás”, “Loka” com Simone e Simaria e “Romance com Safadeza”.
Nenhuma dessas está no repertório da turnê que a cantora faz na Europa até julho, e dificilmente estariam se fosse um show no Brasil também.
Na reta final, a cantora fez “Combatchy” e “Favela Chegou” com a presença de Rebecca, que se apresentou no palco Galp Music Valley no começo da tarde.
Ela também recebeu a família no palco em “Rave Favela”, e ainda ganhou um beijinho do namorado, o produtor Murda Beatz.
Johnny Hooker
Johnny Hooker canta no Rock in Rio Lisboa neste domingo (26)
Reprodução/Instagram/Johnny Hooker
Muitos brasileiros foram assistir ao show do pernambucano Johnny Hooker no palco Rock Your Street. Foi um começo de tarde tranquilo com as músicas “Caetano Veloso” e “Beija-Flor”.
Hooker dedicou “Amor Marginal” a um amigo querido que morreu de Covid aos 35 anos.
“A gente tem um governo assassino no Brasil que atrasou propositalmente a chegada da vacina”, afirmou o cantor. Um coro de “Fora Bolsonaro” aconteceu logo na sequência.
“Nhac!”, “Cuba”, “Flutua” e “Larga Esse Boy” também entraram no repertório. Hooker dedicou o show à mãe que assistia o filho bem pertinho do palco.
“Você é a mulher mais f@d# que eu já conheci na minha vida. Obrigada por me ensinar que liberdade e um valor inegociável”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Roberto Luna, cantor de boleros e do samba-canção ‘Molambo’, morre em São Paulo aos 92 anos


Roberto Luna (1929 – 2022) deixa discografia concentrada nos anos 1950 e 1960
Reprodução
♪ Na certidão de nascimento, o nome era Valdemar Farias (1º de dezembro de 1929 – 26 de junho de 2022). Mas foi como Roberto Luna – nome artístico sugerido pelo locutor de rádio Afrânio Rodrigues – que o Brasil conheceu esse cantor nascido em Serraria (PB), cidade da Paraíba, e falecido na manhã de hoje, aos 92 anos, de causas não reveladas pela família do artista ao comunicar a morte de Luna em redes sociais.
O cantor morreu em São Paulo (SP), cidade onde residia no Palacete dos Artistas, espécie de retiro que concentra veteranos que já saíram de cena.
Roberto Luna iniciou a trajetória artística na cidade do Rio de Janeiro (RJ), para onde se mudou em 1945. Atuou no rádio e foi crooner de boates cariocas no fim da década de 1940.
A carreira fonográfica ganhou impulso há 70 anos com a edição em 1952 do single de 78 rotações em que Luna deu voz ao bolero Por quanto tempo (Marino Pinto e Don Al Bibi) e ao samba-canção Linda (Erasmo Silva e Ruy Rey).
Foi a melodramáticos gêneros musicais – como o bolero, o samba-canção e o tango – que a voz de Roberto Luna ficou primordialmente associada. Entre os anos 1950 e 1960, décadas do apogeu artístico do cantor, Luna lançou singles e álbuns pelas gravadoras Odeon e RGE.
Luna foi o intérprete original do samba-canção Molambo (Jaime Florence e Augusto Meira), gravado em 1955 e instantaneamente alçado ao panteão dos standards do gênero.
Mesmo saindo dos holofotes a partir da década de 1970, Roberto Luna permaneceu em cena, cantando em boates e se apresentando eventualmente até anos antes da pandemia.

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta recebe família e Rebecca no palco em show lotado no Rock in Rio Lisboa


Cantora colocou sucessos antigos que tocaram muito em Portugal no repertório. Último dia de festival teve público de 80 mil pessoas. Anitta
Gabriela Sarmento/g1
Anitta entrou de moto no palco Mundo no Rock in Rio Lisboa, neste domingo (26), do mesmo jeito que abriu o show do Coachella em abril.
O cenário também era o da apresentação nos Estados Unidos e foi um pedido da família da cantora, que veio em peso para Portugal. Os parentes, inclusive, participaram do show ao entrar no palco na música “Rave de Favela”. A cantor até ganhou um beijinho do namorado, Murda Beatz.
Anitta
Gabriela Sarmento/g1
Dos quatro dias dessa edição de Rock in Rio Lisboa, o único com ingressos esgotados foi nesse domingo. E o nome de Anitta tem grande peso nesse sold out de 80 mil ingressos.
Anitta
Reprodução/Instagram/Rock in Rio Lisboa
A cantora sabe disso e fez um repertório com músicas de “Versions on Me”, como “Gata” e “Girl From Rio”, mas não hesitou em resgatar sucessos mais antigos que são queridinhos do público português.
“Onda Diferente” e “Me Gusta” foram as primeiras do show que começou às 21h de Lisboa.
Anitta
Gabriela Sarmento/g1
O povo vibrou com “Contatinho”, “Some que ele vem atrás”, “Loka”, parceria com Simone e Simaria, e “Romance com Safadeza”.
Foi difícil ver momentos de grande animação do público português neste final de semana, muito por partir de um referencial brasileiro de animação.
Mas no show de Anitta é diferente. Ela consegue levantar a galera, especialmente em “Sua Cara” e no remix de “Dançarina”, de Pedro Sampaio.
Anitta
Gabriela Sarmento/g1
O momento família no palco aconteceu na metade final do show. Logo depois, ela convidou Mc Rebecca para cantar “Combatchy” e “Favela Chegou”. A cantora carioca tinha se apresentado mais cedo no festival, no Palco Galp Music Valley, equivalente ao Palco Sunset do Brasil.
Anitta acertou também ao fechar o repertório com “Show das Poderosas”, seu primeiro grande hit. “Foi assim que a gente começou”, lembra a cantora da primeira vez no festival em Lisboa em 2018.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gilberto Gil rebobina sucessos com a família em álbum com trilha de série


Capa do álbum ‘Em casa com os Gil’, de Gilberto Gil e família
Reprodução
♪ Tem álbum inédito de Gilberto Gil na rede! No disco Em casa com os Gil, o cantor e compositor rebobina 15 sucessos do cancioneiro autoral com filhos e netos.
Em rotação desde sexta-feira, 24 de junho, o álbum reproduz números musicais gravados pelo clã para a série documental Em casa com os Gil.
A seleção inclui músicas como Cores vivas (1981), Drão (1982), Esotérico (1976), Feliz por um triz (1984), Palco (1980), Queremos saber (1976), Realce (1979), Sereno (parceria com Bem Gil, de 2018) e Sítio do picapau amarelo (1977).
O disco e a série Em casa com os Gil integram as comemorações dos 80 anos do artista, festejados neste domingo, 26 de junho.

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta diz que Amazônia é ‘grande terra de ninguém’ e comenta polêmica com shows de prefeitura


Cantora afirmou que vai lançar produto após polêmica com tatuagem íntima: ‘Eu aproveitei isso para ganhar dinheiro’. Anitta
Gabriela Sarmento/g1
Anitta falou sobre a Amazônia antes de cantar no Rock in Rio Lisboa neste domingo (26). A cantora participou de coletiva de imprensa e foi perguntada sobre a importância de tratar temas políticos nas redes sociais.
“A Amazônia é uma grande terra de ninguém, uma grande bagunça. Lá acontece de tudo, ninguém vê nada”, afirmou a cantora.
“É uma coisa que precisa de atenção e realmente quem se expõe para falar acaba morto, acaba com a família torturada, acaba tomando um ‘cala boca’ de algum jeito.”
“É o grande tesouro do nosso país, e as pessoas tratam como um grande nada, é isso é inaceitável”.
“CPI dos Sertanejos”
A cantora também foi questionada sobre o que achou da sua tatuagem íntima desencadear investigações de desvio de dinheiro público.
“Eu fiquei passada. Detesto esse negócio de briga entre ritmos, briga entre artistas. Para mim, a música tem que unir as pessoas não tem que desunir”, disse a artista.
Em maio, o cantor sertanejo Zé Neto, da dupla com Cristiano, fez um discurso criticando a cantora e atacando o uso da Lei Rouanet. Em meio às críticas, foi levantado que a dupla recebia cachês pagos com dinheiro de prefeituras.
Nas redes sociais, o tema ganhou a hashtag #CPIdoSertanejo – não existe uma CPI de verdade, mas o assunto continuou repercutindo todos os dias. Os contratos deles e de outros artistas, como Gusttavo Lima, entraram na mira de Ministérios Públicos.
“Só que eu aproveitei isso para fazer dinheiro, então, da minha tatuagem eu só vou falar quando for lançar um produtinho no mês que vem, que aí eu vou usar isso par ganhar mais”, afirmou durante a cantora durante a coletiva. “Se o povo aproveita, a gente também tem que aproveitar.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Hospital em que Karla Castanho ficou internada informa ter aberto sindicância para apurar vazamento de dados sigilosos


Em rede social, atriz relatou violências que sofreu e disse que profissionais de hospital vazaram história sem seu consentimento. Klara Castanho repudia vazamento e revela que foi estuprada e entregou bebê para adoção
O hospital em que Karla Castanho ficou internada, na região metropolitana de São Paulo, informou, por nota, que será aberta uma sindicância interna para investigar a denúncia feita pela atriz de que uma enfermeira teria ameaçado divulgar para a imprensa informações sobre a entrega para adoção de bebê fruto de um estupro.
No texto, divulgado neste domingo (26), a instituição diz que “tem como princípio preservar a privacidade de seus pacientes bem como o sigilo das informações do prontuário médico. O hospital se solidariza com a paciente e familiares e informa que abriu uma sindicância interna para a apuração desse fato”.
A atriz, de 21 anos, publicou um relato em suas redes sociais e revelou que foi estuprada, engravidou e decidiu entregar o bebê diretamente para adoção. Ele escreveu uma carta aberta, na noite do sábado (25), repudiando o vazamento da história (leia mais abaixo).
O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) também anunciou neste domingo que fará uma apuração sobre o caso.
Em nota, o Coren-SP ressalta que compete ao conselho investigar situações em que haja infração ética praticada por profissional de enfermagem e adotar as medidas previstas no Código de Processo Ético dos Conselhos de Enfermagem.
Afirma também que “seguirá os ritos e adotará os procedimentos necessários para a devida investigação, como ocorre em toda denúncia sobre o exercício profissional. Assim, o Coren-SP ressalta a cautela necessária sejam tomadas as medidas corretas para a apuração dos fatos” e manifesta sua solidariedade à atriz.
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Para especialistas, atendimento médico e hospitalar relatado por Klara Castanho foi antiético e antiprofissional
“Tão logo venha a dispor das informações necessárias para a investigação, o Coren-SP reforça que todos os procedimentos para apuração serão devidamente realizados”, finaliza.
‘Relato mais difícil’
Na carta aberta que publicou, Klara Castanho afirma: “Não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e um trauma que sofri”. “Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo.”
Na publicação, a atriz conta sobre a violência sofrida e suas consequências. Ela diz ter sido abordada por uma enfermeira momentos após o parto, que ameaçou divulgar sua história. Logo em seguida, a atriz recebeu mensagens de um colunista. “Minha história se tornar pública não foi um desejo meu.”
“Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família nem dos meus amigos”, diz a atriz.
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
A artista conta que não fez boletim de ocorrência na ocasião por se sentir envergonhada e culpada. “Tive a ilusão de que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu. As únicas coisas que eu tive forças para fazer foram: tomar pílula do dia seguinte e fazer alguns exames”, conta. “Somente a minha família sabia o que tinha acontecido.”
Brasil teve um estupro a cada 10 minutos em 2021
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Meses depois, segundo seu relato, ela começou a se sentir mal e, em meio a exames, descobriu a gravidez já em estágio avançado. “Foi um choque, meu mundo caiu. Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso nem barriga”, diz.
Klara afirma que, durante uma consulta, foi obrigada pelo médico a ouvir o coração da criança, o que considerou uma nova violação.
“Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada. Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu”, diz.
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
“O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim, o profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo.”
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Entrega para adoção
Pela lei brasileira, Klara teria direito a fazer um aborto legal. A atriz afirma, no entanto, que tomou a decisão de fazer uma entrega direta para adoção. A entrega voluntária para adoção está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e permite que a mãe entregue o filho para adoção em um procedimento assistido pela Justiça.
Entrega voluntária para adoção: entenda o processo
Segundo Klara, a criança nasceu poucos dias depois de a gravidez ser descoberta. A atriz afirma que entrou em contato com uma advogada e fez todos os trâmites legais.
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
“Tudo que eu fiz foi pensando em resguardar a vida e o futuro da criança. Cada passo está documentado e de acordo com a lei”, afirma.
“A criança merece ser criada por uma família amorosa, devidamente habilitada à adoção, que não tenha lembranças de um fato tão traumático.”
Klara Castanho
Reprodução/Instagram
Mais uma violência
Na carta, Klara conta ainda que, momentos após o parto, ainda sob efeitos de anestesia, foi abordada por uma enfermeira que ameaçou contar sua história a um colunista. “Quando cheguei no quarto, já havia mensagens do colunista, com todas as informações. Ele só não sabia do estupro. Eu conversei com ele, expliquei tudo o que tinha me acontecido.” A atriz não cita nomes e diz que foi procurada ainda por um outro colunista.
“O fato de eles saberem mostra que os profissionais que deveriam ter me protegido em um momento de extrema dor e vulnerabilidade, que têm a obrigação legal de respeitar o sigilo da entrega, não foram éticos, nem tiveram respeito por mim nem pela criança”, afirma.
Trajetória
Klara Castanho estreou na televisão criança, na série “Mothern”, do GNT, em 2006. Antes disso, desde bebê, ela já fazia campanhas publicitárias.
Foi em 2009 que os maiores sucessos começaram, quando a atriz fez parte do elenco de “Viver a Vida”, trama de Manoel Carlos na Globo, no papel de Rafaela, filha da personagem de Giovanna Antonelli. No mesmo ano, a atriz fez sua estreia no cinema em “Quanto dura o amor?”.
Também fez a novela “Morde & assopra”, de 2011, quando viveu Tonica, filha do personagem de Marcos Pasquim.
Em 2013 viveu a menina Paulinha, filha de uma das protagonistas de “Amor à vida”, a médica Paloma, interpretada por Paolla Oliveira.
A atriz ainda participou de outras tramas na Globo: “Morde & assopra”, de Walcyr Carrasco (2011), e “Amor eterno amor” (2012) e “Além do tempo” (2015), ambas de Elizabeth Jhin.
Klara Castanho também participou do reality show de música “Popstar”, na Globo, na temporada de 2018
Nos cinemas, fez os longas “É Fada” (2016) e “Tudo por um Popstar” (2018).
Seu mais recente trabalho é o longa “Confissões de uma Garota Excluída”, de 2021.
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Fonte: G1 Entretenimento