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Guta Stresser fala sobre conviver com esclerose múltipla: “Diagnóstico não é sentença”


A atriz, que interpretou Bebel na série ‘A Grande Família’, disse que considera cada dia uma pequena vitória. Guta Stresser
Reprodução/Instagram
A atriz Guta Stresser, que interpretou a personagem Bebel, em “A Grande Família”, falou sobre como recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla e a sua convivência com a doença, em um depoimento à revista “Veja”. “Sei que vou ter de conviver com a esclerose múltipla para o resto da vida. Que ela seja longa e plena. Cada dia que passa tem aquele gosto de uma pequena vitória.”
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Guta contou que os primeiros sintomas surgiram quando participou de “Dança dos Famosos”, em 2020. Segundo a atriz, durante ensaios, começou a esquecer as coreografias assim que terminava, apesar de sempre ter tido facilidade em memorizar movimentos. Na ocasião, não levou esses esquecimentos a sério.
Depois, no entanto, começou a esquecer palavras básicas, como ‘copo’ e ‘cadeira’, sentia dores musculares quando ficava duas horas parada assistindo TV, além de formigamentos nos pés e nas mãos, enxaqueca e variação de humor. “O pior era um zumbido constante no ouvido. Parecia que havia ali um fio desencapado, provocando um curto-circuito na minha cabeça — algo como ‘tzuin, tzuin'”, contou à publicação.
“Cheguei a pensar que poderia ser Covid-19 ou sintomas relacionados à menopausa, já que estou entrando nessa fase. E aí levei um tombo na sala de casa que me acendeu um alerta. ”
A atriz procurou um otorrinolaringologista e insistiu em fazer uma ressonância magnética. Com o exame, veio o diagnóstico de esclerose múltipla, doença crônica e autoimune, em que o sistema imunológico ataca a bainha de mielina que envolve os neurônios, o que compromete a função do sistema nervoso.
“Perdi o chão na mesma hora. Nem sabia direito o que era aquilo, só que afetava o cérebro, e só isso me soou aterrorizante”, disse. O maior medo, segundo ela, era ficar incapacitada. “Com a ajuda do neurologista, entendi que diagnóstico não é sentença e que, apesar da doença não ter cura, ela tem, sim, tratamento”, disse.
“O primeiro passo foi tomar um remédio caríssimo, que só consigo obter graças ao Sistema Único de Saúde, ao qual sou, aliás, bastante grata”, conta.
Segundo ela, o medicamento a mantém equilibrada e sem crises. Ela também tem praticado ioga, melhorou a alimentação e faz exercícios para o cérebro, que vai de leitura de livros a palavras cruzadas. “Mais recentemente, incluí no tratamento óleo de CBD, um derivado de maconha que é felizmente legalizado e tem se revelado promissor”, diz.
Com o tratamento, os resultados dos exames têm indicado um quadro estável e Guta diz não se render. “Desde os 13 anos, me entendo como atriz”, afirma. Ela participou recentemente de episódios da série “How to be a Carioca”, que vai estrear pela Star+, e fez uma montagem da peça “O Casamento”, de Nelson Rodrigues. “Sei que vou ter de conviver com a esclerose múltipla para o resto da vida. Que ela seja longa e plena. Cada dia que passa tem aquele gosto de uma pequena vitória.”

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Lightyear’ decepciona em estreia e ‘Jurassic World’ segue na liderança das bilheterias dos EUA


Filme da Pixar ficou na segunda colocação e arrecadou US$ 51 milhões. Expectativa era de ao menos US$ 70 milhões. Cena de ‘Lightyear’
Divulgação
“Lightyear”, um spinoff da Pixar do universo “Toy Story”, não chegou tão longe assim em sua estreia nas bilheterias, arrecadando apenas US$ 51 milhões (cerca de R$ 262 milhões) nos cinemas da América do Norte.
As famílias, principal público do filme, estão afastadas dos cinemas desde a Covid-19. Mas, mesmo assim, essa bilheteria é decepcionante para uma marca forte como a Pixar, casa de filmes “Os Incríveis”, “Procurando Nemo” e “Up”. É especialmente problemática porque a produção de “Lightyear” custou US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão), além de mais dezenas de milhões em publicidade.
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Antes do fim de semana, a expectativa era de que o filme gerasse pelo menos US$ 70 milhões, mas suas ambições foram frustradas pela concorrência acirrada de “Jurassic World: Domínio”, um colosso da Universal, e “Top Gun: Maverick”, da Paramount.
Também pesou a falta de curiosidade em assistir a uma história de origem um pouco esotérica sobre Buzz Lightyear, que tem uma ligação meramente tênue aos quatro filmes da franquia popular e que as crianças adoram. Com sua decolagem hesitante, “Lightyear” aterrissou em segundo lugar, um dos raros filmes da Pixar a não conseguir liderar a bilheteria norte-americana.
“Lightyear” é o primeiro filme da Pixar na telona em mais de dois anos, desde “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”, em março de 2020. Durante a pandemia, três filmes da Pixar –“Soul”, “Luca” e “Red: Crescer é uma Fera”– pularam os cinemas e entraram diretamente no Disney+, o que deixou alguns analistas de bilheteria pensando se os consumidores foram treinados a ver os filmes da Pixar em casa.
Mesmo com um enorme declínio de 60%, “Jurassic World: Domínio” conseguiu vencer a bilheteria novamente. A continuação pré-histórica da Universal gerou US$ 58,6 milhões em seu segundo fim de semana, chegando a um total de US$ 259 milhões na bilheteria doméstica.
Em terceiro lugar, “Top Gun: Maverick” continua voando alto, com US$ 44 milhões na América do Norte. Esse retorno de bilheteria, com uma pequena queda de 15% em relação ao anterior, são especialmente significativos porque o filme está nos cinemas há um mês.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Mulamba concilia erotismo, questões ambientais e temas maternos na pauta do álbum ‘Será só aos ares’


Formada somente por mulheres, a banda reúne BNegão, Kaê Guajajara e Luedji Luna em disco autoral. ♪ Em atividade desde 2015, ano em que foi formada em Curitiba (PR), a banda Mulamba reúne BNegão, Kaê Guajajara e Luedji Luna no segundo álbum de estúdio, Será só aos ares.
Gravado com produção musical orquestrada por Érica Silva e Leo Gumiero, o álbum Será só aos ares aporta nos aplicativos de música na próxima sexta-feira, 24 de junho, em edição do selo PWR Records.
Incorporando mais elementos de MPB ao rock que norteou a produção do primeiro álbum de estúdio do grupo feminino, Mulamba (2018), o disco Será só aos ares mixa os sons orgânicos com beats, synths e efeitos sintéticos.
Com 12 músicas, o álbum concilia sotaques e temas na pauta de repertório autoral. Se Samba pra nunca mais repele os relacionamentos tóxicos, Pachorra do dotô denuncia os males de sistema de saúde nem sempre acessível a todos.
Entre questões ambientais (assuntos de Bagatela e Barriga de peixe) e músicas banhadas em erotismo (Phoda e Lascívia), a banda Mulamba também reverbera em Mãe do corre e em Bença – faixa gravada com Luedji Luna – a prece materna pela proteção dos filhos no cotidiano violento.
A banda Mulamba é formada por Amanda Pacífico (voz), Cacau de Sá (voz), Caro Pisco (bateria), Érica Silva (voz e guitarra), Fer Koppe (violoncelo) e Naíra Debértolis (voz e baixo).
Capa do álbum ‘Será só aos ares’, da banda Mulamba
Leticiah Futata com arte de Yasmin Kalaf e Gabriel Rolim

Fonte: G1 Entretenimento

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Enredos sobre Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho no Carnaval de 2023 são tributos ao samba da geração 1980


Arlindo Cruz (à direita) e Zeca Pagodinho são enredos das escolas Império Serrano e Grande Rio, respectivamente
Reprodução / Facebook Zeca Pagodinho
♪ O anúncio de que Arlindo Cruz será o tema do enredo do Império Serrano no desfile que marcará a volta do escola ao Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, em 2023, gerou feliz coincidência. No mesmo Carnaval, Zeca Pagodinho será o enredo da Acadêmicos do Grande Rio, atual campeã do Carnaval carioca.
Além de amigos e compadres, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho são parceiros indissociáveis da história recente do samba do Rio de Janeiro. Os dois cantores e compositores cariocas são expoentes da geração de bambas que despontaram nacionalmente ao longo da década de 1980.
Zeca foi revelado como cantor em 1983 em disco de Beth Carvalho (1946 – 2019) e, três anos depois, conquistou definitivamente o Brasil com o primeiro álbum, Zeca Pagodinho (2006).
Arlindo despontou em 1981 como integrante do Fundo de Quintal, lançou o primeiro álbum solo em 1993, na sequência formou dupla com Sombrinha – com quem lançou discos relevantes entre 1996 e 2002 – e saiu novamente em carreira solo, alcançando o merecido sucesso popular como cantor a partir da segunda metade dos anos 2000.
Paralelamente, Arlindo Cruz sempre foi um dos melhores fornecedores de repertório para cantoras como Alcione e Beth Carvalho.
Por tudo isso, as celebrações de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho em enredos do Carnaval do Rio de Janeiro em 2023 simbolizam também, em última instância, tributos ao samba carioca produzido nos férteis fundos dos quintais cariocas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gustavo Pio estreia em disco no pulso roqueiro de ‘Vaca de presépio’, single produzido pelo guitarrista Martin Mendonça


♪ O pulso do rock ainda pulsa em Vaca de presépio, single autoral que marca a estreia de Gustavo Pio no mercado fonográfico.
Disponível desde 15 de junho nos aplicativos de música, em edição da Praia dos Artistas, selo de Martin Mendonça, o single Vaca de presépio tem guitarras e produção musical de Martin. A conexão musical entre os artistas se iniciou na pandemia quando Pio teve aulas de guitarra com Martin.
Nascido em Belo Horizonte (MG), criado na interiorana cidade mineira de Luz (MG) e formado em jornalismo em BH, mas atualmente residindo em Salvador (BA), cidade onde Vaca de presépio ganhou forma no Estúdio T, Gustavo Pio debuta em disco com música que versa, na pegada do rock, sobre a inabilidade de um jovem para se encaixar na sociedade.
Além da voz de Pio e do toque da guitarra de Martin, o single Vaca de presépio tem os teclados de André T (engenheiro de som que mixou e masterizou a gravação), o baixo de Cadinho Almeida (músico da banda Cascadura) e a bateria e percussão de Duda Machado.
Capa do single ‘Vaca de presépio’, de Gustavo Pio
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Velório de Simaria’: Simone faz homenagem à irmã em show e vira piada nas redes sociais


Apresentação de fotos de Simaria em preto e branco e envoltas em flores virou piada nas redes sociais: “Essa festa virou um enterro”, brincaram perfis no Twitter. Homenagem aconteceu no último sábado (18), dias depois de Simaria anunciar pausa para cuidar da saúde. Homenagem de Simone à irmã, Simaria, durante show em MInas Gerais
Reprodução/TikTok
Depois de uma série de polêmicas e desentendimentos em público com a irmã, Simaria, da dupla Simone e Simaria, anunciou na última quinta-feira (16) que faria uma pausa na carreira para cuidar da saúde. No último sábado (18), Simone seguiu com a agenda prevista para a dupla e fez um show sozinha em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais.
Durante a apresentação da música “Amiga”, foram exibidas no telão fotos de Simaria em preto e branco, envoltas em uma moldura com flores. Não demorou para a homenagem virar piada na internet. “Meu Deus, essa festa virou um enterro”, brincou uma usuária do Twitter. “Parem de publicar esse vídeo, não aguento mais rir”, disse outra.
Entenda a crise
Simone e Simaria: De briga em programa de TV a anúncio de pausa; entenda o momento da dupla
Simone faz primeiro show sozinha após Simaria anunciar pausa e diz: ‘Vocês não imaginam como é difícil’
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A pausa
Simaria anunciou, na última quinta (16), que vai se “afastar dos palcos” (veja nota na íntegra abaixo). A cantora não deixou claro quanto tempo ficará sem fazer shows com a irmã. “Certa de que vamos nos reencontrar, em breve, sejam a segunda voz de minha irmã, Simone, na minha ausência. Em breve nos reencontramos!”.
Todos os shows já marcados, como o realizado no último sábado (18) em Minas Gerais, serão cumpridos apenas por Simone Mendes. A decisão da cantora sertaneja acontece após uma série de desentendimentos públicos com a irmã, o que levou os fãs a cogitar o fim da dupla.
Simone faz primeiro show sozinha após Simaria anunciar pausa
O desentendimento
Antes do anúncio, fãs especulavam nas redes sociais sobre uma possível separação desde que um áudio vazou com uma discussão da dupla durante a gravação do “Programa do Ratinho”, no começo de maio.
Simaria afirmou a seguidores do Instagram que fizeram as pazes logo em seguida e que tudo não passou de um desentendimento entre irmãs. No entanto, na madrugada do sábado (10), a cantora se atrasou mais de uma hora para o show da dupla em Caruaru (PE), e a apresentação foi iniciada apenas por Simone.
Nota sobre o afastamento de Simaria dos palcos
“A RSS Produções Artísticas e entretenimento, escritório responsável pelo gerenciamento da carreira de Simone e Simaria, comunica que Simaria Mendes, por determinação médica, não poderá cumprir a agenda de compromissos (shows). Em recado aos contratantes e fãs pronuncia a Simaria: “Meus amores, cantar é tudo que mais amo mas, neste momento, preciso me afastar dos palcos para cuidar da minha saúde. Certa de que vamos nos reencontrar, em breve, sejam a segunda voz de minha irmã, Simone, na minha ausência. Em breve nos reencontramos!” Todos os compromissos da Simone&Simaria serão cumpridos pela artista Simone Mendes.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Filme ‘Manguebit’ foca a revolução musical de Pernambuco como agudo estado de consciência social


Com a estética suja das fitas VHS dos anos 1990, década do movimento liderado por Chico Science, o documentário de Jura Capela pode ser visto em sessões online do 14º festival In-Edit Brasil. Cartaz do filme ‘Manguebit’, de Jura Capela
Reprodução
Resenha de documentário
Título: Manguebit
Direção e roteiro: Jura Capela
Produção: Jura Filmes
Cotação: * * * 1/2
♪ Filme disponível gratuitamente em sessão online, até 26 de junho de 2022, na 14ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical
♪ Há no filme Manguebit um depoimento que traduz bem a essência do documentário roteirizado e dirigido por Jura Capela. É quando Rogério Rogerman, fundador do grupo pernambucano Bonsucesso Samba Clube, caracteriza o movimento musical dos anos 1990 como um “estado de consciência”, uma tomada de atitude cultural.
É sob esse viés sociológico que Capela documenta o Manguebit, movimento grafado no título do filme com o nome original, e não com a grafia Mangue Beat adotada pela mídia de Rio de Janeiro e São Paulo a partir de 1994, ano em que o lançamento do primeiro álbum de Chico Science & Nação Zumbi, Da lama aos caos, fez a revolução extrapolar as fronteiras do Recife (PE).
Com estética intencionalmente suja que evoca as imagens das fitas VHS da década de 1990, o diretor e roteirista entrelaça depoimentos de nomes relevantes da cena musical pernambucana – Cannibal, Fred O4, Jorge Du Peixe, Lirinha, Otto, Roger de Reno e Toca Ogan, entre outros, além de takes de entrevistas de Chico Science (1966 – 1997) – com trechos de shows e clipes da época.
O formato do filme Manguebit é convencional, mas se revela satisfatório porque a multiplicidade de opiniões e imagens realça o caráter coletivo do movimento gerado por jovens insatisfeitos com a falta de perspectiva social em um Recife (PE) enlameado e esfacelado por bolsões de pobreza e injustiça social.
Estreado em dezembro de 2021, dentro da programação da 23ª edição do Festival do Rio, o filme vem sido exibido em outras mostras ao longo de 2022, festejando 30 anos da existência do movimento para quem considera que o ponto de partida foi o texto Caranguejos com cérebro, escrito por Fred O4, mentor da banda Mundo Livre S/A, e publicado em julho de 1992.
Escrito para divulgar o movimento, o texto de 04 acabou alçado ao status de manifesto por expor a ideologia dos mangueboys, enfim, por pensar o Manguebit como um movimento. Movimento que se beneficiou do império audiovisual da década de 1990.
O filme mostra como a chegada da MTV no Recife (PE) impulsionou o movimento, inicialmente concentrado em redutos culturais da cidade como a já lendária Soparia, parada noturna obrigatória para os recifenses que queriam ficar antenados com a música que surgia, enraizada nas tradições dos ritmos pernambucanos – simbolizados pelos tambores do maracatu – mas com os ouvidos abertos para os sons do mundo.
Entre depoimentos que reverberam sensos comuns sobre o Mangue Beat, a entrevista de Karina Buhr se destaca por jogar luz sobre o machismo também enraizado nas mentes de alguns mangueboys. Percussionista de bandas como Comadre Fulozinha antes de se lançar em carreira solo em 2010, Buhr relata que as mulheres do Mangue Beat enfrentavam “uma dificuldade grande de serem tratadas de igual para igual”.
De fato, é como um movimento protagonizado por homens que o Mangue Beat irrompeu no Brasil a partir de 1994, extrapolando a fronteira da música e dialogando com outras formas de arte, como o cinema. Filme de Lírio Ferreira, Baile perfumado (1996) também é enfocado pelo diretor Jura Capela para mostrar a pluralidade artística de movimento que também sucumbiu às pressões da indústria do disco.
A Nação Zumbi recorda que a abordagem de Maracatu atômico (Jorge Mautner e Nelson Jacobina, 1973) no segundo e último álbum da banda com Chico Science, Afrociberdelia (1996), foi fruto da imposição da gravadora Sony Music para que o repertório do disco incluísse a regravação de música conhecida. E, justiça seja feita, o próprio grupo admite que a pressão teve efeito benéfico, já que o maracatu lançado na voz de Gilberto Gil, duas décadas atrás, se tornou naturalmente indissociável da Nação Zumbi desde então.
Sem se ater aos protagonistas do movimento, o diretor Jura Capela também da voz a outros músicos, como Cannibal, vocalista e baixista da banda punk Devotos. Mesmo dissociada do Mangue Beat no imaginário nacional, a banda também fez parte desse movimento pop que uniu jovens pobres que fizeram da música – cada um no próprio ritmo – uma arma para derrubar o apartheid social do Recife (PE), legitimando a tese de que, mais do que um som poderoso, o Mangue Beat foi um agudo estado de consciência de que era preciso tomar um atitude.

Fonte: G1 Entretenimento

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Paul Haggis, diretor e roteirista ganhador do Oscar por ‘Crash: No limite’, é preso na Itália por abuso sexual e lesão corporal


De acordo com a imprensa local, cineasta canadense foi detido neste domingo (19) por suspeita de ter forçado uma mulher a manter relações sexuais com ele por dois dias. Paul Haggis participa do Festival Internacional de Cinema de Toronto em 201
Darren Calabrese/AP Photo/The Canadian Press
O cineasta canadense Paul Haggis, ganhador do Oscar de melhor direção e de melhor roteiro original por “Crash: No limite” (2004) foi preso neste domingo (19) em Ostuni, no sul Itália, por abuso sexual e lesão corporal, informou neste a imprensa local.
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De acordo com o jornal “Corriere Della Sera”, o Ministério Público da província de Brindisi divulgou uma nota na qual disse que o diretor, produtor e roteirista de 69 anos teria forçado uma “mulher estrangeira” (não italiana) a manter relações sexuais com ele por dois dias e depois a deixou no aeroporto Papola Casale, que fica na região.
O comunicado descreve que a suposta vítima estaria em “condições físicas e psicológicas precárias” ao chegar ao terminal. Lá, ela recebeu assistência de funcionários e da política de fronteira. Depois, foi levada ao hospital Perrino, para um atendimento que seguiu o protocolo adotado em casos de estupro. A mulher também formalizou denúncia contra o cineasta.
Haggis viajou à Itália para participar do Allora Fest. A revista americana “Variety” informou que o diretor daria diversas “master classes” (palestras) no evento, que é organizado pela jornalista italiana Silvia Bizio e pelo crítico de arte espanhol Sol Costales Doulton e está programado para acontecer entre terça-feira (21) e domingo (26).
À “Variety”, Silvia Bizio confirmou a prisão e disse que o festival está “se distanciando completamente” do cineasta.
Além de “Crash”, Haggis direitiu filmes como “No vale das sombras” (2007) e “72 horas” (2010) e a série “Show me a hero” (2015). Escreveu ainda os roteiros dos longas “Menina de ouro” (2004), “A conquista da honra” (2006), “007: Cassino Royale” (2006) e “007 – Quantum of solace” (2008).
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Diretor foi algo de acusação em 2018
Em janeiro de 2018, quatro mulheres acusam Haggis de agressões sexuais, como estupro ou tentativa de estupro.
Um processo civil contra o diretor, produtor e roteirista o acusava de ter estuprado uma mulher chamada Haleigh Breest em 2013, o que motivou outras três a divulgarem suas alegações à agência de notícias Associated Press.
Uma delas afirmou que Haggis a forçou a praticar sexo oral e depois a estuprou em 1996. Outra disse que ele segurou seus braços, a beijou na rua sem consentimento e, então, a seguiu até um táxi. Ela conseguiu escapar.
A quarta delas contou que Haggis tentou estuprá-la. “Eu preciso estar dentro de você”, ele teria dito. A mulher também conseguiu fugir.
Na época das acusações, a advogada do cineasta, Christine Lepera, negou as acusações: “Ele não estuprou ninguém”. Haggis já tinha negado a acusação original ao processar a primeira mulher por extorsão, afirmando que a autora e sua advogada haviam exigido US$ 9 milhões para evitar ações na Justiça.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gkay compra tênis ‘destruído’ da Balenciaga de R$ 10 mil: ‘Nem eu acredito’


Quando tênis foi lançado, marca de luxo anunciou que só colocaria à venda 100 pares da versão ‘super’ destruída. A humorista Gessika Kayane, a Gkay, é natural do interior da Paraiba e já participou de dois filmes.
Reprodução/ Instagram
A influenciadora Gkay comprou o tênis “destruído” da Balenciaga. O modelo causou polêmica ao ser lançado porque custa R$ 10 mil reais mesmo com a aparência de sujo e com o fato de ser rasgado.
“Eu nem acredito”, afirmou ela ao mostrar o tênis nos Stories neste sábado (19).
A versão é a “super destruída” do Paris Sneaker. Segundo a marca de luxo, só 100 unidades seriam vendidas no mundo.
A influenciadora e atriz paraibana tem 19 milhões de seguidores no Instagram e organiza a “Farofa da Gkay”, festa de aniversário em Fortaleza com dezenas de famosos.
Tênis polêmico
O tênis com aparência de destruído, rasgado e sujo foi lançado em maio deste ano.
No site, a marca de luxo destacou as características da linha Paris Sneaker.
“Um design clássico reformulado interpreta o atletismo de meados do século e o desgaste casual atemporal em preto, branco ou vermelho, com sola e biqueira de borracha branca. É finalizado com tela desgastada e bordas ásperas, criando uma aparência pré-usada. O tênis Balenciaga Paris vem em estilos com cadarço, seja de cano alto ou mule sem costas”.
Há opções de tênis em cano alto por 625 dólares, cerca de R$ 3,2 mil, e cano baixo por 495 dólares, cerca de R$ 2,5 mil, segundo o site Hypebeast.
Novo tênis da Balenciaga tem aspecto ‘destruído’
Reprodução/Balenciaga
Segundo o site “The Business of Fashion”, a edição “super” destruída, tem apenas 100 pares disponíveis e o valor pode chegar a R$ 10 mil.
No site da marca, é possível encontrar os tênis nas cores azul, branca e vermelho.

Fonte: G1 Entretenimento

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Após polêmica, rede de cinemas peruana retira aviso de ‘ideologia de gênero’ em ‘Lightyear’


Filme foi vetado em 14 países por causa da cena de um beijo lésbico entre a personagem Alisha Hawthorne e sua namorada. Marcos Mion fala sobre dublagem em ‘Lightyear’
Uma rede de cinemas no Peru retirou neste sábado(18) um alerta ao público sobre “cenas com ideologia de gênero” no filme de animação “Lightyear”, após uma forte polêmica.
O filme da Disney Pixar apresenta um breve beijo entre duas mulheres, atraindo críticas em mais de dez países de maioria muçulmana, que o proibiram.
“A história de Buzz Lightyear, o herói que inspirou o brinquedo, e que nos apresenta o lendário Space Ranger que conquistou gerações de fãs, contém cenas com ideologia de gênero”, disse o site Cineplanet após a estreia do filme na quinta-feira. Também publicou anúncios nos espaços de exibição.
“Parabéns Cineplanet por colocar um aviso de cenas ideológicas em um filme infantil”, tuitou o grupo La Familia Importa Perú.
Assista ao teaser de ‘Lightyear’
Já a organização feminista Demus afirmou: “Rechaçamos as expressões homofóbicas e desnecessárias do Cineplanet. Consideramos positivo que os filmes infantis mostrem a diversidade que somos e normalizem o amor em todas as suas formas”.
O filme narra as aventuras de Buzz Lightyear — um boneco astronauta que foi um dos protagonistas de “Toy Story” —, um capitão que tem a missão de salvar sua equipe após aterrissar em um planeta perigoso.
Após a polêmica, a rede de cinema divulgou um comunicado dizendo que não foi sensato publicar o aviso de “ideologia de gênero”.
Cena de ‘Lightyear’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento