Categorias
ENTRETERIMENTO

g1 ouviu #199 – Herdeiros musicais: entenda disputas sobre Chorão, Renato Russo e Marília Mendonça


Podcast explica as principais regras para herdeiros de cantores na lei brasileira e as polêmicas recentes entre familiares e músicos de Charlie Brown Jr., Legião Urbana e Marília Mendonça. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Caso das ‘Patroas’ indica que discos deveriam ter títulos ‘tombados’ para que obras fiquem preservadas


♪ ANÁLISE – Dois álbuns gravados por Maiara & Maraisa com Marília Mendonça (1995 – 2021), Patroas (2020) e Patroas 35% (2021), tiveram os nomes alterados para Festa das Patroas e Festa das Patroas 35%, respectivamente.
Ontem, 17 de junho, imagem no Twitter oficial de Maraisa expôs os dois discos com os novos títulos. A legenda era sucinta: “a história já está feita”.
As mudanças dos nomes dos álbuns ocorreram porque a Justiça reconheceu – em sentença da qual ainda cabe recurso – que a proprietária da marca Patroas é a cantora baiana Daisy Soares.
Independentemente de quem tenha razão do ponto de vista legal, discos deveriam ter os títulos tombados porque, em última instância, são obras de arte e é preciso que sejam preservados como tal.
O caso do projeto Patroas lembra o da banda brasiliense Natiruts. Originalmente chamada Nativus, a banda teve que trocar de nome por questão judicial e passou a se chamar Natiruts. Como consequência, futuras prensagens em CD do primeiro álbum do grupo, lançado em 1997 com o nome original do grupo no título, passaram a estampar o nome Natiruts na capa do álbum.
Tudo está certo dentro da lei! A questão é que, do ponto de vista artístico, qualquer decisão judicial relativa à propriedade de marcas e nomes jamais deveria ter efeito retroativo em relação a discos já lançados. Ou seja, se um disco já existe com determinado nome, que permaneça para sempre com esse nome, aplicando-se as decisões judiciais a partir da data da sentença.
Alterar o nome de um disco é mexer no conteúdo de obra de arte. É mudar o curso de uma história já feita.
Imagem postada no Twitter oficial de Maraisa com os discos das Patroas com os respectivos novos nomes
Reprodução / Twitter oficial de Maraisa

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Atores da série ‘The Chosen One’, da Netflix, morrem em acidente de carro no México


Raymundo Garduño Cruz e Juan Francisco González Aguilar estavam em uma van quando o veículo capotou depois de sair de uma estrada. Série ainda não foi lançada. Cartaz da Secretaria de Cultura do estado mexicano da Baja California lamentando a morte dos atores.
Secretaría de Cultura de Baja California/Divulgação
Dois atores da série “The Chosen One”, da plataforma de streaming Netflix, morreram em um acidente de carro na última quinta-feira (16) em uma estrada na cidade mexicana de Mulegé, no estado de Baja California Sur.
De acordo com a agência de notícias Associated Press, Raymundo Garduño Cruz e Juan Francisco González Aguilar estavam em uma van quando o veículo capotou depois de sair de uma estrada em uma área de deserto.
Família mexicana se refugia em igreja no Canadá para evitar deportação
Paul McCartney, 80 anos: relembre 10 álbuns para entender a carreira solo do cantor
Em um comunicado, a Secretaria de Cultura da Baja California “lamentou profundamente” o falecimento dos dois artistas.
Segundo a revista norte-americana “Variety”, os atores estavam se deslocando para um aeroporto próximo com a equipe da série quando o acidente ocorreu.
Dois outros membros do elenco e quatro membros da equipe da produção ficaram feridos, mas estão estáveis, informou a Variety. A Netflix se recusou a comentar a caso para a publicação.
De acordo com a plataforma IMDB, “The Chosen One” conta a história de um menino de 12 anos que descobre que é o próprio Jesus Cristo e que tem o destino de salvar a humanidade e enfrentar o Anticristo.
A produção é baseada na série de quadrinhos “American Jesus”, do escritor escocês Mark Millar e do quadrinista Peter Gross.
As filmagens da série teriam começado em abril deste ano.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Celly Campello, que faria 80 anos, personifica o ‘brotinho encantador’ na pré-história do rock brasileiro


A importância da artista decorre de a cantora paulista ter sido a primeira estrela do pop nacional com repertório cor-de-rosa que encantou gerações de adolescentes entre 1959 e 1962. ♪ ANÁLISE – Antes de Wanderléa e de Rita Lee, houve Celly Campello! Primeira dama do rock brasileiro entre 1959 e 1962, a cantora paulista – que faria 80 anos neste sábado, 18 de junho – foi a primeira mulher a invadir o reino masculino do rock’n’roll, fundado nos Estados Unidos ao longo da década de 1950.
Nascida na interiorana cidade de Taubaté (SP) no mesmo dia em que Paul McCartney veio ao mundo em Liverpool, na Inglaterra, Célia Campello Gomes Chacon (18 de junho de 1942 – 4 de março de 2003) foi a primeira estrela do pop juvenil do Brasil e, mesmo tendo vivido somente quatro anos de apogeu, deixou rastro de alegria. Tanto que, na letra do rock Back in Bahia (1972), Gilberto Gil relata que, quando se sentia longe no exílio em Londres, se pegava querendo ouvir Celly Campello para não cair na fossa.
Na era do rock’n’roll e do twist, Celly personificou o brotinho encantador, tal como ratificou em 1961 o título do quinto álbum da fase áurea da intérprete. Para um broto ser legal naquela época, era preciso entrar no ritmo alucinante do rock com dose de pretensa rebeldia que, no caso de Celly, aconteceu mais no âmbito familiar ao sair de Taubaté (SP), onde a artista iniciara carreira na rádio e no grupo Ritmos OK, para batalhar pelo sucesso com o irmão Tony Campello.
Musicalmente, Celly deu voz doce a um rock comportado, ingênuo, escrito sob os mandamentos da classe média brasileira do fim dos anos 1950, tão dourados quanto hipócritas, e do início da década de 1960. Só que Celly conseguiu estabelecer forte conexão com a juventude brasileira, a ponto de Elis Regina (1945 – 1982) ter sido induzida a imitá-la na estreia em disco em 1961.
Celly gravou o primeiro disco em 1958, dividindo single de 78 rotações com o irmão Tony Campello. Mas o estouro aconteceu somente em 1959, com o single em que a cantora lançou Estúpido cupido, versão em português de Stupid cupid (Neil Sedaka e Howard Greenfield, 1958), escrita por Fred Jorge (1928 – 1994). Em essência, Estúpido cupido é sofrência diluída por Celly na batida do rock’n’roll.
Voz feminina que dominou a pré-história do pop brasileiro, Celly seguiu nessa batida até casar e abandonar a carreira em 1962 para se dedicar ao marido e à família – decisão que seria a antítese de uma estrela rebelde, se a doce Celly tivesse sido realmente rebelde, e não a terna voz adolescente de um rock de aura pop com pouca ou nenhuma referência da matriz negra do gênero norte-americano.
Capas dos seis álbuns lançados por Celly Campello entre 1959 e 1968
Reprodução / Montagem Mauro Ferreira
Quando lançou o primeiro álbum em setembro de 1959, Estúpido cupido, Celly já tinha outros sucessos. Versão em português de Fred Jorge para Have lips will kiss in the tunnel of love (Bob Roberts e Patty Fischer, 1958), música apresentada ao mundo na voz da cantora Doris Day (1922 – 2019), Túnel do amor abriu mais caminho, em single editado em julho de 1959, para o reinado adolescente de Celly.
Em agosto daquele mesmo ano de 1959, Lacinhos cor-de-rosa (Pink shoe laces – Mickie Grant, 1959, em versão em português do recorrente Fred Jorge) reforçou definitivamente o vínculo de Celly Campello com a juventude, a ponto de ter sido fabricada até boneca com o rosto da artista, o que explica o título do terceiro álbum da cantora, A bonequinha que canta, lançado em novembro de 1960, sete meses após o segundo, Broto certinho, editado em abril daquele mesmo ano de 1960 com o sucesso Banho de lua.
Versão de Fred Jorge para a canção italiana Tintarella di luna (Bruno Defilippi e Francesco Migliacci, 1959), Banho de lua tomou as paradas ao sair em março de 1960 em single que apresentou o quarto (e, a rigor, último) grande sucesso da cantora a atravessar gerações e ficar na memória nacional, já que Broto legal (H. Earnhart em versão em português de Renato Corte Real) ficou mais associada ao cantor Sérgio Murilo (1941 – 1992), embora Celly tenha gravado a música no mesmo ano de 1960.
É pelo pioneirismo no posto de popstar feminina do rock nacional que Celly Campello está imortalizada na história da música brasileira, não pelo repertório, oscilante e dominado por versões de músicas estrangeiras de compositores como Neil Sedaka e Paul Anka, compositor canadense cuja obra gerou o quarto álbum da cantora, A graça de Celly Campello e as músicas de Paul Anka (1961).
A importância de Celly Campello decorre da cantora ter surgido no tempo certo, antes de todo mundo, abrindo portas para futuras roqueiras. Não por acaso, a artista fracassou quanto tentou retomar a carreira em 1968 e no início dos anos 1970. Já havia Jovem Guarda e já havia Mutantes com a real rebeldia de Rita Lee.
Celly Campello somente conseguiu voltar à tona em 1976 quando o sucesso da novela Estúpido cupido (TV Globo) gerou revival já nostálgico dos tempos em que a cantora personificava brotinho encantador na pré-história de um rock que, de brasileiro, tinha muito pouco. Mas tinha Celly Campello!
Celly Campello em 1971, quando tentava retomar a carreira que deixara para trás em 1962
Reprodução da capa da coletânea ‘Mar de rosas’, de 1971

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Zé Geraldo se reencontra com o violeiro Francis Rosa em álbum anunciado por single com Xangai


♪ “Era uma vez um poeta nascido em solo mineiro / Caminhando pela vida, cruzou com um violeiro / Um completou o outro, feito a casa e o terreiro / Plantando e colhendo amor / Saíram do interior pra correr o mundo inteiro”.
Declamados pelo cantador e violeiro baiano Xangai, antes de serem cantados pelo mineiro Zé Geraldo com o paulista Francis Rosa, os versos iniciais da música O poeta e o violeiro traçam a rota autobiográfica em que se cruzam os caminhos artísticos de Zé e Francis.
Em rotação na próxima sexta-feira, 24 de junho, o single dos artistas com Xangai anuncia e batiza o álbum também intitulado O poeta e o violeiro.
Previsto para ser lançado em outubro pela gravadora Sol do Meio Dia, inclusive nos formatos de LP e CD, o álbum O poeta e o violeiro marca o reencontro fonográfico de Zé Geraldo e Francis Rosa.
Os artistas já haviam se juntado em Cantos e versos (2018), álbum gravado ao vivo em março de 2016, em show apresentado pela dupla em Vinhedo (SP), e lançado dois anos depois em CD e DVD.
Além de Zé Geraldo (voz), Francis Rosa (voz, viola caipira e baixo) e Xangai (declamação dos versos iniciais), o single O poeta e o violeiro tem os toques dos músicos Daniel Blando (sanfona), João Lima (percussão) e Rafael Schimidt (violão de nylon) na gravação feita com produção musical de Francis Rosa. Os vocais são de Bia Tucci, Helena Badari, Nô Stopa e Tata Fernandes.
Outros dois singles ainda serão lançados por Zé Geraldo e Francis Rosa antes da edição do álbum O poeta e o violeiro em outubro.
Capa do single ‘O poeta e o violeiro’, de Zé Geraldo & Francis Rosa com participação de Xangai
Daniel de Moura Pereira

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Atriz de ‘Pose’ que aprendeu a programar sozinha vem ao Brasil divulgar startup de TI que criou para ajudar pessoas trans como ela


Angelica Ross veio falar sobre a Trans Tech Social e cantar na Marcha Trans, em São Paulo. Ela gravou um recado especial para os leitores do g1. Angelica Ross, de “Pose”, deixa recado para população trans brasileira
Quem viu Angelica Ross brilhando na série “Pose” como a atrevida Candy talvez se surpreenda ao saber que o primeiro sucesso na vida da atriz foi como programadora.
Com 20 anos, “estava cansada de ser mandada embora dos empregos quando as pessoas percebiam que eu era trans”, contou a atriz ao g1 na chegada ao Brasil para eventos do mês do orgulho LGBTQIAP+ (e ela deixou um recado especial para a comunidade trans que vê esta reportagem; confira no vídeo acima).
Parecia que o único caminho para se manter seria a prostituição ou o entretenimento adulto, saída comum para muitas mulheres trans e travestis em todo o mundo diante da rejeição da família, na escola e do mercado de trabalho.
REALIDADE DURA: pessoas trans vivem sob ‘tolerância frágil’, diz pesquisadora
FOTOS: Angelica Ross participa da Marcha Trans em SP
Angelica chegou a trabalhar para um site adulto, mas foi percebida de forma diferente pela dona, que acabou decidindo pagar para que ela garantisse não o faturamento, mas o bom funcionamento da página.
“Ela me achou esperta”, conta Angelica. “Aprendi sozinha a programar em HTML e CSS. Comecei com o básico e fui indo passo a passo, vendo tutoriais. E me tornei webmaster.”
Angelica Ross, como Candy (à esq), na série “Pose”
Divulgação
Angelica passou a trabalhar na área como freelancer enquanto também perseguia a carreira de atriz.
“Em tecnologia, não importava qual era minha aparência ou como era a minha voz”, completa. “Então, percebi que era um plano que eu podia dividir com outras garotas.”
A promessa foi cumprida de forma mais ampla alguns anos depois. Em 2014, Angelica criou a startup Trans Tech Social, com a intenção de oferecer treinamento na área para pessoas trans e com não-conformidade de gênero.
Guia para carreira em TI: profissões, salários, por onde começar
Não foi fácil. “Pose”, que proporcionou a ascensão em sua carreira artística, só estreou quatro anos depois, em 2018. “Não sou Caitlyn Jenner. Eu não nasci rica”, diz Angelica.
“Quando criei a Trans Tech, eu não tinha dinheiro. Mas eu tenho um privilégio que chamam de passabilidade [ela usa a expressão inglesa “cis-assumed”, que significa que sua aparência faz com que pessoas a vejam como uma mulher cisgênera por causa de estereótipos estéticos]. As pessoas não acham que sou trans”, explica.
“Então, dependendo da forma como eu me apresentava, as pessoas pensavam: ‘Ah, ela tá bem, não precisa de nada’. Quando eu tentava levantar dinheiro [para o projeto] ninguém queria que o dinheiro fosse também para me pagar um salário.”
“Até hoje eu não tenho nenhuma remuneração por comandar a Trans Tech; todo o dinheiro [obtido pelo projeto] vai para lá”, afirma a atriz de 41 anos. “Eu sempre tive que trabalhar também fora dali para mostrar para a minha comunidade que eu não quero tirar nada deles.”
Angelica Ross na Marcha Trans 2022 em São Paulo
Celso Tavares/g1
A startup, com sede nos Estados Unidos, se prepara para se tornar global. Atualmente, tem apoio de Google.org, Fundação Linux e da comunidade LesbiansWhoTech, entre outros, mas também recebe doações em dinheiro.
Conheça Gabriela Augusto, que batalha pela empregabilidade trans no Brasil
O foco não é só ensinar programação, mas todo tipo de tecnologia que possa ajudar uma pessoa trans a dar um passo além: desde a montagem do currículo a administração de redes sociais, declaração de impostos, etc.
“Quando falo em tecnologia, não é só programação. Se a pessoa faz maquiagem e aprende a usar uma ring light, uma câmera, a fazer vídeos para as redes sociais, pode ter mais seguidores e chegar a ser uma referência no assunto, abrir um canal no YouTube e monetizar os vídeos”, exemplifica a atriz.
Uma parceria com a plataforma de empregos Upwork permite encontrar vagas como freelancer ou mesmo em empresas que busquem o perfil. Também há um trabalho de mentoria.
E Angelica não tem problemas em dizer que a tecnologia pode até ajudar quem ainda esteja recorrendo ao sexo para sobreviver.
“Talvez a gente não esteja anunciando ‘Olha, estamos fazendo coisas para sites de sexo’. Mas, se eu posso ensinar uma garota a ter seu próprio site, ela pode até continuar a trabalhar com sexo, mas [fazendo isso online] ela estará segura e ninguém vai tocá-la.”
Angelica Ross, atriz da série ‘Pose’, dá palestra em São Paulo sobre sua startup Trans Tech Social
Daniela Villar
Para o pesquisador e artista social Pri Bertucci, que está à frente da Feira Trans, em São Paulo, da qual Angelica participou no último dia 10, já existe uma evolução na entrada de pessoas trans no mercado de trabalho.
“Segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), recentemente a gente estava com 94% de pessoas trans fora do mercado de trabalho formal. Há 3, 4 anos atrás eram 99%, então quer dizer que algo está acontecendo”, afirma. “Estão começando a contratar, né? O nosso trabalho de décadas está tendo resultado. A gente tem aqui, por exemplo, uma pessoa que participou de um evento nosso em 2018 e foi contratada por uma grande multinacional. Saiu de estagiária e foi efetivada. É muito lindo ver isso.”
Angelica Ross ao lado de Pri Bertucci em palestra na Feira Trans, no último dia 10, em São Paulo
Daniela Villar
Uma semana depois de fazer a concorrida palestra na Feira Trans, Angelica Ross participou na última sexta-feira (17) da Marcha Trans, no Centro da capital paulista, também organizada por Bertucci. Ali encontrou expoentes da comunidade no Brasil, como a vereadora de São Paulo Erika Hilton, e ofereceu mais um talento: o de cantora.
Angelica Ross canta no trio da Marcha Trans, no Centro de SP
Celso Tavares/g1
Angélica Ross e Erika Hilton na 5ª Marcha do Orgulho Trans
Celso Tavares/g1
Mais histórias sobre a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho:
Gabriela Augusto, mulher trans, comanda a Transcendemos, consultoria em diversidade e inclusão
Especial Mais que uma Letra: ‘Empresas não estão preparadas para pessoas trans’, diz produtora
Profissão Repórter mostrou a batalha travada por pessoas trans na busca por uma oportunidade formal de emprego em março de 2022

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Melim entra no universo do Roupa Nova ao cantar balada de 1988 na gravação de álbum do sexteto


Registro audiovisual de show acontece hoje no Rio de Janeiro e também conta com as participações de Anavitória, Daniel, Marcos & Belutti e Tiago Abravanel. ♪ Balada de autoria de Ricardo Feghali e Luiz Fernando Oliveira, o Nando, Meu universo é você foi uma das canções mais populares do sétimo álbum do Roupa Nova, Luz, lançado em 1988. É com essa balada, eternizada na memória dos seguidores do sexteto carioca, que o trio fluminense Melim entra no universo do Roupa Nova na gravação audiovisual do show comemorativo dos 40 anos de carreira do grupo.
O Melim canta Meu universo é você com o Roupa Nova na gravação ao vivo de show programado para hoje, 18 de junho, na Jeunesse Arena, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Previsto para ter acontecido em junho de 2020, mas adiado sucessivas vezes por conta das oscilações da pandemia de covid-19, o registro audiovisual do show do Roupa Nova também terá intervenções da dupla Anavitória, do cantor Daniel, da dupla sertaneja Marcos & Belutti e do cantor Tiago Abravanel.
Daniel – com quem o Roupa Nova tem feito o show A força do amor – é o convidado do grupo na canção A lenda (2000), composição de Nando, Feghali e Eurico Pereira da Silva Filho, o Kiko.
Embora apresentada ao Brasil nas vozes da dupla Sandy & Junior, a canção A lenda foi incorporada ao repertório do Roupa Nova a partir do álbum ao vivo RoupAcústico, lançado em 2004.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Toca ‘Cavalo preto’: A história da música preferida de José Leôncio, hit de ‘Pantanal’

Buscas pela música no YouTube cresceram mais de 1.000%. Além de embalar rodas de viola, modão diz muito sobre lendas e tradições do campo; Semana Pop explica o que a letra quer dizer. Semana Pop explica o sucesso de ‘Cavalo Preto’
Entre o final de março, quando estreou o remake de “Pantanal” (TV Globo), e o fim de maio, as buscas pela música “Cavalo preto” no YouTube cresceram mais de 1.000% no Brasil. Um modão antigo, que, além de embalar as rodas de viola na fazenda do protagonista José Leôncio, diz muito sobre lendas e tradições do campo. O Semana Pop deste sábado (18) conta a história do hit pantaneiro e o que a letra dele quer dizer.
Veja todas as edições do programa
O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema que está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Paul McCartney, 80 anos: relembre 10 álbuns para entender a carreira solo do cantor


Além dos Beatles, cantor que completa 80 anos neste sábado (18) tem mais de 40 anos gravando músicas após fim da banda. Lista do g1 explica a importância de 10 desses álbuns. Paul Mccartney em show no Maracanã em 1993
Luciana Whitaker/Folhapress
São mais de 40 anos de carreira solo. Paul McCartney completa 80 anos de idade neste sábado (80) mais conhecido por seu trabalho nos Beatles, mas há também hits solo, é claro.
O g1 preparou uma seleção de álbuns essenciais na discografia do cantor, que iniciou sua carreira solo em 1970, mesmo ano de dissolução dos Beatles. Hora de tirar os discos da estante e revisitar a obra de um dos artistas mais idolatrados do mundo.
“McCARTNEY” (1970)
Capa de ‘McCartney’, de 1970
Reprodução
Ao mesmo tempo em que deixava os Beatles, Paul McCartney anunciava o lançamento deste que é seu primeiro álbum solo. É um disco quase acústico, caseiro, composto enquanto ainda fazia parte da ex-banda. Paul gravou todos os instrumentos, contando apenas com a participação da então esposa, Linda, em alguns vocais.
Uma produção charmosamente descuidada, com algumas faixas parecendo inacabadas. Entre os destaques estão “Every night”, a belíssima balada “Junk” (que reaparece em versão instrumental) e “Maybe I’m amazed”, que viria a ser um dos maiores sucessos de sua carreira. “Foi algo libertário para mim. Quis voltar ao básico. Soa muito honesto”, diria o cantor décadas mais tarde.
“RAM” (1971)
Capa do disco ‘Ram’, de Paul McCartney
Divulgação
Com uma produção bem mais caprichada do que “McCartney”, o segundo disco é creditado como um projeto colaborativo entre o cantor e Linda. Tem momentos suaves e delicados, como as faixas “Dear boy” e “The back seat of my car”, inspiradas nas complexas harmonizações vocais dos Beach Boys; e mais selvagens, como a esquisita “Monkberry moon delight”, o rockão “Smile away” e a ácida “Too many people”, cuja letra John Lennon julgou ter sido escrita para ele (“Um bocado de gente fazendo coisas às escondidas / Um bocado de gente a fim de ‘moleza’ / Um bocado de gente que soma e outras não / Um bocado de gente esperando por um golpe de sorte”). Composto durante um período de isolamento em sua fazenda no interior da Escócia, “Ram” é considerado por muitos o melhor trabalho solo de Paul.
“BAND ON THE RUN” (1973)
Capa de ‘Band on the run’, de 1973
Reprodução
Da produção à capa, “Band on the run” é um clássico absoluto. É um dos mais vendidos e celebrados discos de Paul McCartney com o Wings, sua banda pós-Beatles formada em 1971. Foi parcialmente gravado em Lagos, cidade localizada no sudoeste da Nigéria, por sugestão do próprio McCartney. A ideia excêntrica custou caro: dois dos músicos da banda pularam fora do projeto dias antes da viagem; durante um passeio, Paul e Linda foram assaltados e ameaçados de morte; e ainda tiveram que se explicar a artistas locais, que os acusaram de explorar e roubar elementos da música nigeriana.
Eclético, o disco vai do rock básico levado por guitarras (“Let me roll it”) a baladas adocicadas (“Bluebird”), passando por orquestrações (“Nineteen hundred and eighty five”) e momentos de psicodelia (“Band on the run”). Não à toa algumas dessas canções fazem parte do repertório fixo da turnê Up & Coming, que chega ao Rio de Janeiro no próximo fim de semana.
“WINGS OVER AMERICA” (1976)
Capa de ‘Wings over America’, de 1976
Reprodução
Primeiro registro ao vivo de Paul, foi gravado durante a bem-sucedida turnê do Wings pelos Estados Unidos. Lançado primeiramente como um álbum triplo, foi também a afirmação do cantor enquanto artista solo: apenas cinco canções dos Beatles foram incluídas no repertório, todas com os créditos “Lennon/McCartney” invertidos, uma mostra de que as diferenças com o ex-parceiro ainda não haviam sido superadas. O restante do repertório foi extraído, em sua maioria, dos discos “Band on the run”, “Venus and Mars” e “Wings ate the speed of sound”, seus então últimos 3 álbuns. Acompanhado por uma competente banda (que incluía um naipe de metais), Paul mostra o imenso prazer que sente ao se apresentar ao vivo e justifica a grandiosidade daquela turnê com arranjos poderosos para “Live and let die” e para a avassaladora sequência de abertura, com “Venus and Mars”, “Rock Show” e “Jet”. Começava ali a “paulmania”.
“TUG OF WAR” (1982)
Capa de ‘Tug of war’, de 1982
Reprodução
Importante por alguns motivos: marca o reencontro de Paul com o eterno produtor dos Beatles, George Martin. Também conta com as participações especiais do ex-companheiro Ringo Starr (“Take it away”), do cantor e guitarrista Carl Perkins (“Get it”) e de Stevie Wonder, coautor de “What’s that you’re doing?”. Stevie também estrelou o memorável dueto com Paul na faixa “Ebony and Ivory”, um megassucesso nas carreiras dos dois músicos. Foi também o primeiro disco lançado por Paul após a morte de John Lennon, assassinado em Nova York em dezembro de 1980. A tragédia fez com que as gravações fossem interrompidas por dois meses, ao mesmo tempo em que serviu de inspiração para “Here today”, uma delicada homenagem ao velho amigo. Curiosamente, as sessões de gravação de “Tug of war” foram tão produtivas que parte do material seria guardado para seu álbum seguinte, “Pipes of peace”, lançado dois anos depois.
“FLOWERS IN THE DIRT” (1989)
Capa de ‘Flowers in the dirt’, de 1989
Reprodução
Deveria ser um dos discos de cabeceira de todo beatlemaníaco brasileiro. É deste álbum a canção “How many people”, dedicada ao líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988 (“Quantas pessoas já morreram? / Uma é demais para mim neste momento”). E foi a turnê mundial de promoção do álbum que trouxe o ex-beatle pela primeira vez ao Brasil um ano após o lançamento do álbum — Paul não cruzava o planeta divulgando um disco desde 1976. Recheado de boas canções, “Flowers in the dirt” traz parcerias com Elvis Costello, caso da radiofônica “My brave face” e “You want her too”, e conta com a participação do guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour na faixa “We got married”.
“LIVERPOOL ORATORIO” (1991)
Capa de ‘Liverpool oratorio’, de 1991
Reprodução
Aqui Paul utiliza todo seu talento de compositor à serviço da música erudita. Escrito em colaboração com o maestro Carl Davis para comemorar o aniversário de 150 anos da Real Orquestra Filarmônica de Liverpool, é a primeira incursão do ex-beatle no campo clássico. Em clima solene e religioso, o disco é dividido em 8 movimentos roteirizados com base na vida de Paul em Liverpool, sua cidade natal: o nascimento durante a Segunda Guerra, os dias na escola, o convívio com os pais e o casamento com Linda. Sobre o fato de não saber ler música, Paul diria: “Prefiro encarar minha abordagem musical de maneira primitiva. Mais ou menos como os artistas dos tempos das cavernas, que desenhavam sem treinamento. Espero que a combinação do treinamento clássico de Carl com o meu primitivismo resulte em uma bela peça musical”. O projeto virou também um DVD ao vivo, que mostra ainda os bastidores da produção.
“FLAMING PIE” (1997)
Capa de ‘Flaming pie’, de 1997
Reprodução
Paul volta às origens depois de um período excessivamente pop, marcado por trabalhos superproduzidos. Em “Flaming pie”, optou por utilizar seu estúdio caseiro e instrumentos predominantemente acústicos (gravou quase tudo sozinho). Também se cercou de amigos, como Jeff Lynne, Steve Miller, George Martin, Ringo Starr e do filho James, que toca guitarra na faixa “Heaven on a Sunday”. Foi gravado no período em que Linda descobriu ter um câncer de mama — ela morreria vítima da doença no ano seguinte —, o que talvez tenha contribuído para o clima melancólico e nostálgico do trabalho. Algumas das canções, como “Calico skies” e “Little willow”, são dedicadas a ela.
“RUN DEVIL RUN” (1999)
Capa de ‘Run devil run’, de 1999
Reprodução
Paul iria mais fundo ainda na nostalgia com este álbum de rock ‘n roll básico. No repertório, apenas covers de canções cativas em sua memória afetiva, todas originalmente gravadas nos anos 50. Para o projeto, recrutou uma superbanda, que incluiu mais uma vez o guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour, e o baterista do Deep Purple, Ian Paice. Apesar de quase sexagenário na época em que trabalhou no disco, Paul impressiona pelo vigor com que canta clássicos como “Blue jean bop”, “All shook up” e “Party”. É um disco barulhento, gritado, onde McCartney parece exorcizar todo o sofrimento decorrente da morte de Linda, para poder seguir em frente com suas vidas pessoal e artística. “Run devil run” gerou um show no Cavern Club transmitido pela internet e transformado em DVD.
“CHAOS AND CREATION IN THE BACKYARD” (2005)
Capa de ‘Chaos and creation in the backyard’, de 2005
Reprodução
Gravado entre 2003 e 2005, o 20º álbum de estúdio de Paul traz de novo o músico tocando quase todos os instrumentos. Por sugestão do velho amigo George Martin, foi coproduzido por Nigel Godrich, que já havia trabalhado com artistas como Radiohead, Travis e Beck. O “casamento” entre o contemporâneo (Nigel) e o tradicional (McCartney) deu certo e resultou num trabalho orgânico, pessoal e intimista. Traz “Jenny Wren”, um clássico imediato em que o ex-beatle demonstra toda a sua habilidade ao violão, com notórias referências a “Blackbird”. Outros destaques são “Friends to go”, que Paul reconheceria mais tarde parecer ter sido composta com a ajuda espiritual de George Harrison (morto em 2001), e “English tea”, sobre o velho hábito inglês de consumir chás.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Paul McCartney, 80 anos: relembre a carreira do cantor em FOTOS


Ex-Beatle completa 80 anos neste sábado (18). Paul Mccartney na década de 60
AP
Os Beatles durante as gravações do filme ‘Os reis do ié-ié-ié’ (1964)
AFP
Paul McCartney e Lennon em uma coletiva de imprensa em Nova York, em foto de arquivo de1968.
Neal Boenzi/The New York Times
Paul Mccartney em show no Maracanã em 1993
Luciana Whitaker/Folhapress
Nesta imagem de arquivo de 9 de maio de 1976, Paul McCartney e sua mulher Linda McCartney tocam em show em Toronto, juntamente com a banda Wings.
AP
Os Beatles posam durante ensaio da peça ‘Sonho de uma noite de verão’, de William Shakespeare, em abril de 1964, em Londres
AFP
Uma jovem sueca agarra o Beatle George Harrison durante um show em Estocolmo em outubro de 1963. À esquerda, Paul McCartney divide o microfone com Harrison.
AP Photo
Em “Meeting the Beatles in India”, o cineasta Paul Saltzman refaz sua jornada de 50 anos atrás, quando passou um período transformador de vida com o quarteto do rock no ashram do Maharishi Mahesh Yogi, às margens do rio Ganges.
Divulgação
Paul McCartney canta em show em SP em 2019
Fábio Tito/G1
O músico britânico Paul McCartney com a mulher, Linda McCartney em São Paulo em 1993
José Luiz da Conceição/Folhapress
Paul McCartney com sua mulher, Nancy Shevell, no Palácio de Buckingham, em Londres
Steve Parsons / POOL / AFP
Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr e John Lennon em imagem de ‘The Beatles: Get Back’
Divulgação
Paul McCartney em São Paulo em 2017
Marcelo Brandt / G1
Paul McCartney no estúdio de gravação durante sessão do álbum ‘Egypt Station’
Divulgação
Paul McCartney (à esq.) e John Lennon se apresentam em Washington durante a primeira turnê norte-americana dos Beatles, em 1964.
Mike Mitchell/Reuters
Paul McCartney, Dave Grohl e Taylor Hawkins durante introdução do Foo Fighters ao Hall da Fama do Rock and Roll, em 2021
David Richard/AP Photo
Paul McCartney e Taylor Swift aparecem juntos em capa da Rolling Stone e falam sobre álbuns feitos no isolamento
Reprodução/Instagram
Ringo Starr (à esq.) e Paul McCartney, que faziam parte dos Beatles, posam juntos no lançamento do documentário ‘The Beatles: Eight days a week – The touring years’, em Londres, nesta quinta-feira (15)
Ben Stansall/AFP
Lennon, Ringo, Paul e George, dos Beatles, posam nos anos 60
Divulgação
Paul McCartney, John Lennon, Ringo Star e George Harrison, integrantes dos Beatles, e Muhammad Ali.
Divulgação/Paul McCartney
Capa de ‘With The Beatles’ com foto de Robert Freeman
Reprodução
Paul McCartney se ajoelha diante da estrela cravada na calçada diante do prédio da Capitol Records, em Los Angeles. Músico foi o último beatle a receber a homenagem
Reuters
Paul McCartney (à esq.) e John Lennon durante o primeiro show da banda em território norte-americano: coleção de fotos pode alcançar um valor superior aos US$ 100 mil
AP
Integrantes dos Beatles posam com figuras do álbum Yellow Submarine characters em 1967 – seu estilo visual refletia o pico da era psicodélica
GETTY IMAGES
Os Beatles durante as gravações do filme ‘Os reis do ié-ié-ié’ (1964)
AFP

Fonte: G1 Entretenimento