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Após comentário homofóbico de cantora gospel viralizar, Anitta critica LGBTfobia: ‘na minha religião e na minha cultura pode ter gay, travesti, trans’


Declarações ofensivas da cantora Bruna Karla viralizaram nas redes sociais nos últimos dias. Anitta ganha estátua de cera no Madame Tussauds de Nova York
Jamie Mccarthy/Getty Images North America/Getty Images via AFP
Em uma postagem nas redes sociais nesta sexta-feira (17), a cantora Anitta criticou as declarações homofóbicas de artistas e afirmou que repudiar pessoas LGBTQ+ ou desejar algo como a “cura ou morte” dessas pessoas “não é cultura”.
As declarações ocorrem depois dos comentários homofóbicos feitos pela cantora gospel Bruna Karla causaram grande repercussão nos últimos dias.
Como mostrou o g1, em entrevista a um podcast, Bruna fez declarações ofensivas sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
“Gente… de uma vez por todas. Repudiar LGBTQ+, desejar a ‘cura ou morte’, desejar o fim, a aniquilação de pessoas LGBTQ ou proibir pessoas LGBTQ+ de transitar num ambiente ou de serem eles mesmos NÃO É CULTURA. Não existe ‘respeite a cultura do outro’ pq isso não é cultura”, disse Anitta.
“Não, não tenho paciência. Não existe religião, cultura ou bíblia que possa dizer pra um ser humano que Deus tá te pedindo pra repudiar os outros dessa maneira”, completou a cantora.
Na entrevista, Bruna usou termos como “libertação”, “inferno” e “condenação” ao se referir a pessoas gays.
“Teve um amigo que me perguntou: ‘Bruna, quando eu me casar, você vai no meu casamento?’ e eu olhei para ele, fui bem sincera e disse: ‘Ah, quando você se casar com uma mulher linda e cheia do poder de Deus, eu vou, sim'”, disse.
As declarações também foram criticadas por artistas como a cantora Ludmilla e o ex-BBB Gil do Vigor.
“Esse é o tipo de discurso que me embrulha o estômago e me deixa revoltada. Pessoas como ela, que se dizem ‘porta-vozes’ de Deus, descartam e fazem mal à pessoas o tempo inteiro pelo simples fato de elas serem quem elas são!”, afirmou Ludmilla.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso e Chico Buarque se irmanam no culto ao samba como alívio no ‘tempo feio’ do Brasil


Afinidades temáticas entre ‘Sem samba não dá’ e ‘Que tal um samba?’ contrastam com diferenças entre as batidas das gravações das músicas dos artistas, pilares da MPB projetada nos anos 1960. ♪ ANÁLISE – Assim que foi revelada a letra de Que tal um samba?, música inédita lançada por Chico Buarque em single disponibilizado nesta sexta-feira, 16 de junho, internautas fizeram imediata conexão da letra com os versos de Sem samba não dá (2021), samba apresentado por Caetano Veloso no álbum Meu coco (2021).
Só que, desta vez, sem tentar forjar boba e inexistente rivalidade entre os dois fenomenais compositores, como era praxe nos inflamados anos 1960, mas ressaltando a convergência e a afinidade dos temas dos dois sambas.
Ambos apontam o samba como o antídoto para encarar com sopro de esperança o “tempo feio” mencionado na letra de Chico. “Tudo esquisito, tudo muito errado / Mas a gente chega lá”, acredita Caetano, que, na letra do samba Meu coco, sentencia que “Tudo embuarcará na arca de Zumbi e Zabé”.
Em Que tal um samba?, Chico também caetaneia com versos que aludem à formosura de Beleza pura (1979), ijexá lançado pelo compositor baiano no álbum Cinema transcendental (1979).
Se Caetano e Chico se unem nas referências carinhosas de um ao outro e na louvação do samba “pra zerar o jogo”, como vislumbra Chico, os artistas bifurcam-se na escolha da batida do samba.
Se Caetano se escorou em coro e no infalível e refinado arsenal percussivo (tantan, surdo, pandeiro, repique de anel, ganzá, caixa, repinique, tamborim, reco-reco, agogô, cuíca e apito) de Pretinho da Serinha para dar ao samba um tom caloroso, extrovertido, na gravação feita com produção musical orquestrada pelo próprio Caetano com o jovem Lucas Nunes, Chico optou por arranjo mais contido que transita entre as cadências do samba e do choro, evidenciando o toque luminoso de bandolim de Hamilton de Holanda, convidado da faixa.
A produção musical do violonista Luiz Cláudio Ramos ostenta o requinte harmônico já recorrente na discografia recente de Chico, mas na linha contrária do que se espera de um samba arrasta-povo como Apesar de você (1970), samba de Chico com o qual Que tal um samba? se afina pela espetada política embutida na gênese de ambos.
Fiel à personalidade musical construída por Chico a partir do álbum Paratodos (1993), o single Que tal um samba? corteja o séquito de Chico, já devidamente conquistado pelo samba, como se observou nas redes sociais, ao longo desta sexta-feira, através de reações entusiasmadas de cantores, músicos e de (boa parte) dos seguidores do artista.
Pode ser que o samba ainda vá cumprir o seu ideal popular se for para a rua com o baticum de um grupo folião como o Monobloco, para citar somente um exemplo de possibilidade para Que tal um samba?.
Por ora, tudo está no lugar já esperado por quem conhece os caminhos seguidos por Chico Buarque nos últimos anos. Assim como Sem samba não dá transmite os sinais atuais da sempre ligada antena de Caetano Veloso.
E o fato é que, sem esses dois gênios da MPB projetada nos anos 1960, é que não dá mesmo para encarar o tempo feio do Brasil e ir à luta…

Fonte: G1 Entretenimento

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Karin Hils manda ‘Alô’ como o quinto single da discografia solo


♪ Karin Hils aportou nos aplicativos de música na madrugada desta sexta-feira, 17 de junho, com Alô. Quinto single da discografia solo da artista fluminense, revelada em 2002 como uma das vocalistas do grupo feminino Rouge, Alô apresenta composição de veia explicitamente pop, de autoria a Hils em parceria com Douglas Campos, Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos.
Alô sucede os singles Fogo (2020), Pra você ficar (2020), Nossa lei (2020) e Sente a pressão (2020) na discografia solo iniciada há dois anos pela cantora, compositora e atriz.
Capa do single ‘Alô’, de Karin Hils
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Corpo da atriz Maria Lúcia Dahl é levado para cremação no Rio


Atriz sofria de Alzheimer e estava internada havia uma semana em hospital privado. Maria Lúcia fez parte do elenco de novelas como ‘Salsa e Merengue’, ‘Torre de Babel’, ‘Anos Dourados’. Morre a atriz Maria Lúcia Dahl
O corpo da atriz Maria Lúcia Dahl, que morreu na última quarta (15), foi levado para a cremação na tarde desta sexta-feira (17). A cerimônia de despedida foi realizada no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio.
Ela tinha 80 anos e estava internada havia uma semana no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e morreu às 23h15 da noite de quarta-feira (15). Maria Lúcia sofria de Alzheimer e teve complicações no rim. Ela vivia no Retiro dos Artistas, na Zona Oeste do Rio, nos últimos dois anos.
FOTOS: Relembre a carreira da atriz na TV
Atriz Maria Lúcia Dahl morre aos 80 anos
A atriz fez parte do elenco de novelas como “Salsa e Merengue”, “Torre de Babel”, “Anos Dourados”, “Bambolê”, “Jogo da Vida”, “O Espigão” e “Espelho Mágico”. Maria Lúcia Dahl também participou do programa “Chico Anysio Show”.
Maria Lúcia Dahl em ‘Salsa e Merengue’ (1996)
Acervo Grupo Globo
Veja momentos de Maria Lúcia Dahl:
Maria Lúcia Dahl em foto de abril de 2002
Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo
Mila Moreira e Maria Lucia Dahl em ‘Anos Rebeldes’ (1992)
Acervo Grupo Globo
Maria Lúcia Dahl em ‘Espelho Mágico’ (1977)
Acervo Grupo Globo
Carlos Eduardo Dolabella e Maria Lucia Dahl em O Espigão, 1974
Acervo/Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Maiara e Maraisa alteram nome de álbum com Marília Mendonça


Mudança foi feita após Justiça da Bahia proibí-las de usar a marca ‘As Patroas’. Agora, albúm foi nomeado como ‘Festa das Patroas 35%’. Maiara e Maraisa alteram nome de álbum com Marília Mendonça
Reprodução/Twitter
Maiara e Maraisa mudaram o nome de um álbum que elas têm com Marília Mendonça. Antes, o nome era “Patroas 35%”. Agora, após Justiça da Bahia proibí-las de usar a marca, elas alteraram para “Festa das Patroas 35%”. Em um post nas redes sociais, Maraisa compartilhou um print da nova marca (veja acima).
“A história já está feita”, escreveu a sertaneja no post.
Em nota, a assessoria da dupla informou que, em relação ao processo envolvendo a marca, o caso está sendo cuidado juridicamente da “melhor maneira”. Além disso, a nota informou que “historicamente, as três artistas já escreveram seus nomes”.
Marília Mendonça e Maiara e Marais em foto para o projeto As Patroas
Reprodução/Instagram
A assessoria explicou ainda que o motivo da alteração para “Festa das Patroas” é porque a dupla decidiu “voltar ao início”. Elas já tinham essa marca registrada desde 2015, mas a concessão foi feita em 2017.
“Para as cantoras e fãs segue carregando de 35% para o infinito”, escreveu a nota.
Marília Mendonça e Maiara e Maraisa tinham lançado o projeto “As Patroas” em outubro e saíram em uma turnê em 2022 para contar a história da amizade entre elas, que teve início quando ainda se dedicavam apenas às composições, há quase uma década. O sonho foi interrompido após um acidente de avião causar a morte da rainha da sofrência.
O álbum de Marília Mendonça, Maiara e Maraísa ainda concorreu a premiação de Melhor Álbum de Música Sertaneja, do Grammy Latino.
Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias sobre Marília Mendonça

Fonte: G1 Entretenimento

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Ex-BBB Paula Amorim dá à luz Theo, primeiro filho com Breno Simões


Bebê nasceu em São Paulo, com 49 cm e 3,1 kg. Theo, primeiro filho de Paula Amorim e Breno Simões
Reprodução/Instagram/Breno Simões
Paula Amorim, ex-BBB e atual vencedora do “No Limite”, deu à luz seu primeiro filho com Breno Simões nesta quinta (16).
Theo nasceu em São Paulo às 19h56, com 49 cm e 3,1 kg, divulgou o papai no Instagram.
Ex-BBBs Breno Simões e Paula Amorim eram ‘só love’ em camarote do carnaval de Salvador
Natally Acioli/G1 Bahia
“Eu só sei amar, amar e amar. Quando acho que já conheci todas as suas qualidades, você vem e ainda nos surpreende”, escreveu Breno, em declaração para a namorada.
O casal se conheceu durante a 18ª edição do “Big Brother Brasil” e está junto desde então.

Fonte: G1 Entretenimento

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Pedro Leopoldo Rodeio Show: 6 momentos que marcaram a festa


Depois de dois anos, a retomada da festa do peão vem cheia de Brahmosidade e shows lotados de Bruno & Marrone, Dendelzinho, Jorge & Mateus e Barões da Pisadinha. Circuito Sertanejo
Divulgação
Nos dois primeiros fins de semana de junho, a cidade de Pedro Leopoldo, interior mineiro, retomou a icônica festa do peão local depois de dois anos suspensa. Apresentado pelo Circuito Brahma, grande parceira dos eventos de música sertaneja por todo o país, o Pedro Leopoldo Rodeio Show agitou uma multidão emocionada por reencontrar seus artistas e bandas favoritos.
No primeiro fim de semana, o evento recebeu grandes nomes da cena vanguarda e atual, como Bruno & Marrone, Jorge & Mateus, Barões da Pisadinha e Gusttavo Lima, além de outras atrações que embalaram as noites do público, como Dendelzinho e DJ Sevenn.
Veja a nossa seleção dos 6 momentos que marcaram o evento:.
1. Abertura com Bruno e Marrone
A dupla goiana abriu a jornada de shows no festival, e foi ovacionada pelo público ao relembrar clássicos românticos de sua discografia. Também apresentaram canções do álbum “Exatamente agora”, que envolveram a multidão emocionada e entusiasmada com a performance da banda.
2. Trending topics nas redes sociais
Dentro e fora do festival, o Pedro Leopoldo Rodeio Show deu o que falar. Nas redes sociais, a apresentação dos sertanejos foi destaque e a #CircuitoSertanejoNoMultishow entrou para o Trending Topics do Twitter.
3. A “mineirinha” marcou presença
O evento contou com a presença da cantora, compositora e influencer mineira Gabi Martins, que dançou e curtiu muito os shows na companhia de amigos e, claro, sem deixar de lado a Brahmosidade. “Posso falar?! A festa está linda!!!”, escreveu a artista em suas redes sociais.
4. Pedido de casamento ao som de Jorge & Mateus
O clima de romance foi tamanho que até pedido de casamento aconteceu. Jorge & Mateus convidou um casal ao palco para a cerimônia, que disseram sim ao som de “O que é que tem”, canção original da dupla. A banda se despediu de Pedro Leopoldo com um sinal carinhoso de coração, feito por Jorge & Mateus.
5. Camarote Brahma
O tradicional Camarote Brahma envolveu o público na programação do rodeio – com direito à muita Brahmosidade. Nada melhor que brindar o momento com trilha sonora de qualidade e aquela cremosidade que só Brahma tem.
6. Estrutura inédita
Há quem diga que essa edição do Pedro Leopoldo Rodeio Show é histórica – não apenas por ser tão esperada pelo público, mas também por sua estrutura inédita. Com segurança e responsabilidade, o Circuito Brahma entregou conceito, performance e conforto ao público, que com certeza colecionou memórias para compartilhar entre um espetáculo e outro.
O Circuito Brahma finalizou sua programação em Pedro Leopoldo Rodeio Show, mas nao para por aí. Ao longo dos próximos meses, o evento desembarca em Barretos (SP), Jaguariúna (SP) e Caldas Novas (GO).
Fique atento e acompanhe os melhores momentos de Pedro Leopoldo Rodeio Show na programação da TV Globo no sábado (dia 18). Os próximos eventos também terão transmissões ao vivo no Globoplay e no Multishow. Curta em casa os embalos do sertanejo do Circuito Brahma!

Fonte: G1 Entretenimento

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Álbuns de Rita Lee, Gal Costa e Gilberto Gil ganham edições para fãs de CD


♪ Em plena era do comércio de música digital, as mídias físicas resistem ao culto dos colecionadores de discos. O LP lidera a preferência de quem jamais abre mão da sensação tátil de manusear capas, contracapas e encartes de discos. Mas o CD, até há pouco tempo dado como morto, vem ressuscitando por conta da pureza do som.
É de olho no comprador de CD que a gravadora Universal Music relança dez álbuns do catálogo nacional da companhia fonográfica na coleção intitulada Fan box.
As edições em CD de álbuns de Nara Leão (1942 – 1989) (Nara, de 1964), Caetano Veloso (Transa, de 1972), Gilberto Gil (Expresso 2222, de 1972), Gal Costa (Índia, de 1973), Chico Buarque (Sinal fechado, de 1974), Rita Lee (Rita Lee e Saúde, de 1979 e 1981), Mamonas Assassinas (o disco homônimo de 1995), Cássia Eller (1962 – 2001) (Com você… Meu mundo ficaria completo, de 1999) e Cazuza (1958 – 1990) (o disco com o registro integral do show O tempo não para, lançado neste ano de 2022) trazem mimos para fãs.
Além do CD, há caderneta e quadro com a capa do álbum para ser pendurado na parede. O CD em si vem embalado em capa dura.
Imagem da edição em CD do álbum ‘Expresso 2222’, de Gilberto Gil, na coleção ‘Fan box’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Fabiana Cozza prepara álbum com músicas inéditas de Nei Lopes e EP com Fi Maróstica


Disco em homenagem ao compositor de 80 anos está em fase de pré-produção sob direção musical de Douglas Alonso e Henrique Araújo. ♪ Fabiana Cozza prepara dois discos. Um deles é um álbum com músicas inéditas de Nei Lopes para celebrar os 80 anos do compositor e escritor carioca, festejados em 9 de maio. O outro é um EP feito com o baixista e produtor musical Fi Maróstica, diretor musical e arranjador do último álbum da cantora paulistana, Dos Santos (2020).
Já em pré-produção, o álbum com composições de Nei Lopes tem direção musical de Douglas Alonso (percussionista) e Henrique Araújo (bandolim e cavaquinho), artistas paulistanos recorrentes na discografia inicial de Fabiana Cozza.
Sugestão de Marcus Fernando, produtor de Nei Lopes, ao comentar em conversa telefônica com a cantora que estava digitalizando o acervo do compositor, o disco em tributo a Nei terá quatro músicas inéditas do bamba das letras em parceria com Wilson Moreira (1936 – 2018), no repertório que também apresentará composições de Nei Lopes com diversos outros parceiros.
A cantora já acertou com a gravadora Biscoito Fino a edição do álbum em homenagem ao compositor revelado há 50 anos em single de Alcione.
Já o EP – arquitetado paralelamente por Cozza com Fi Maróstica – trará no repertório músicas de Didio, Douglas Germano, João Camarero e Luiz Antônio Simas, além de regravação do repertório de Leci Brandão.

Fonte: G1 Entretenimento

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Quais são os direitos dos herdeiros de Chorão, Renato Russo e Marília Mendonça? E o que eles disputam?


Especialista explica em podcast as regras para herdeiros de cantores e ajuda a entender polêmicas recentes entre familiares e músicos de Charlie Brown Jr., Legião Urbana e Marília Mendonça. Ídolos e herdeiros, da esquerda: Marília Mendonça, o filho, Léo, e a mãe, Ruth; Renato Russo e o filho, Giuliano; Chorão e o filho, Alexandre
Divulgação / TV Globo / Reprodução
É preciso combinar os direitos sobre as músicas e as bandas como se não houvesse amanhã. Essa é a maior lição do podcast g1 ouviu, que fala sobre herdeiros musicais no episódio 199.
O programa explica as regras para herdeiros de cantores e ajuda a entender polêmicas recentes entre familiares e músicos de Charlie Brown Jr., Legião Urbana e Marília Mendonça. Ouça abaixo:
A advogada Isis Moretti é especialista em sucessão musical. O termo não se refere a um grande sucesso, mas aos sucessores dos direitos autorais dos músicos.
Com quem fica a música? Quem pode liberar ou segurar o som? Isis explica 5 pontos sobre a herança musical. Essas regras ajudam a entender as 3 disputas recentes, que movimentaram do BBB ao STJ.
1 – Qual é o direito do herdeiro sobre as músicas?
“Os direitos autorais sobrevivem após a morte do autor”, resume Isis Moretti, do escritório Kasznar Leonardos.
O herdeiro, assim como o músico em vida, é um protetor desses direitos, ela explica. Sempre que alguém tem interesse de usar a obra, deve procurar o sucessor, que pode analisar e negociar o uso.
Uma regra é clara: tem que autorizar antes. “Seja uma gravação, uma criação de obra derivada, a inclusão da música numa trilha – você precisa da liberação”, especifica a advogada.
A proteção não é eterna, mas tem prazo longo. “No caso da música, são 70 anos depois da morte do autor, até que ela caia em domínio público”. Aí sim, pode-se usar a obra sem autorização dos herdeiros.
2 – E tocar a música, pode?
No caso da execução pública, seja uma festinha ou um megashow, o Brasil tem regras em que não é necessária a autorização prévia do titular – ou seu herdeiro.
“O que vai precisar, se estiver fazendo alguma execução pública, é pagar ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação), que recolhe os direitos de execução em shows e rádios, por exemplo, e distribui aos titulares”, explica Isis.
“Para tocar não precisa de aval, exceto se você for gravar aquele show e publicar ou transformar num álbum, por exemplo. Aí as músicas viram fonograma, e precisam da liberação de todos os titulares.”
3 – Quem fica com o direito da imagem?
“A figura gravada e os atributos que compõem a imagem da pessoa costumam ser usadas em clipes ou materiais publicitários, por exemplo. Os herdeiros são responsáveis por impedir que isso seja feito de forma contrária ao que ela acreditava, ou que viole de alguma forma seus direitos”, diz Isis.
Se quiser usar essa imagem “você vai ter esse trabalho adicional de conversar com os herdeiros e enxergar se é um uso adequado a imagem daquela pessoa”.
Ela cita o uso da imagem de Marília Mendonça em um videoclipe de Naiara Azevedo como caso em que a conversa com a família deveria ter acontecido antes do lançamento (veja mais abaixo).
4 – E como ficam as marcas, como os nomes de bandas?
“É comum essa questão, no escritório a gente vê isso com frequência. A gente recomenda atenção no registro dos materiais da sociedade musical (isso quando há uma sociedade registrada).”
“Você evita uma série de problemas ou quando há um ajuste por escrito entre os membros sobre como eles vão utilizar conjuntamente aquela marca.”
O problema pode acontecer até antes da morte. “Se um dos integrantes sai da banda, por exemplo, quem pode continuar usando a marca?”,ela questiona.
De qualquer forma, a regra aqui é a mesma das anteriores: “A propriedade passa a ser do herdeiro de quem veio a falecer, que pode continuar usando a marca.” O difícil é achar um artista que morreu e deixou isso claro entre os músicos da banda (veja mais abaixo).
5 – E as obras não registradas?
O caderno que Marília Mendonça deixou quando morreu desperta curiosidade. O que acontecem com ideias de músicas que não chegaram a ser formalmente registradas ou nem finalizadas?
Para entender esse ponto, é importante saber que os direitos autorais protegem as criações, que não dependem de um documento para existirem.
“Quando a criação ocorre, você tem uma ideia e pode transportar para um meio físico – pode ser um começo de um música num caderno ou num computador. No simples ato de criar você já tem direitos autorais nascendo ali”, explica Isis.
O registro formal pode ser feito depois e o herdeiro também terá esses direitos.
Após entender as regras, veja a situação de três casos recentes:
Legião Urbana
Os integrantes da banda Legião Urbana (e/d): o guitarrista Dado Villa-Lobos, o vocalista e baixista Renato Russo e o baterista Marcelo Bonfá em foto de novembro de 1993
Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo/Arquivo
Uma das disputas mais intensas da música brasileira acontece entre Giuliano Manfredini, filho e herdeiro de Renato Russo, e os outros membros da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.
As regras 1 e 3 acima deixam claro que tudo que envolve obras e imagem de Renato Russo precisa da autorização de Giuliano.
Ao mesmo tempo, Dado e Bonfá também têm direitos por gravações, composições e imagem deles mesmos.
Como os dois lados não se entendem, quase nada sai da Legião Urbana. Há até projetos de cada um, como a exposição de Renato Russo, tocada por Giuliano, e turnês de Dado e Bonfá com as músicas da Legião (sem necessidade de liberação, vide o item 2 acima), apresentadas como “tributo”.
As apresentações eram questionadas por Giuliano. Renato Russo era o único dono da marca Legião Urbana (ver item 4 acima), e passou a herança ao filho. Mas Dado e Bonfá foram à Justiça para usar o nome sem a autorização dele, pois consideram que construíram a marca junto com Renato.
No ano passado, o STJ concordou com os argumentos de Dado e Bonfá e confirmou a decisão que os autoriza a usar o nome da Legião Urbana em apresentações deles e sem pedir autorização – mesmo que o dono da marca continue sendo Giuliano Manfredini. Leia mais.
Charlie Brown Jr.
Thiago Castanho, ex-guitarrista do Charlie Brown Jr., publica vídeo desmentindo filho de Chorão, Alexandre Abrão
Reprodução
A disputa do Charlie Brown Jr. lembra a da Legião Urbana, mas com um agravante: o direito sobre a marca do grupo é mais confuso, já que o registro nunca foi autorizado por ser o nome de um personagem de quadrinho dos EUA, o amigo do Snoopy.
A relação entre Alexandre Abrão, filho de Chorão, e os músicos que faziam parte da banda até foi amistosa durante um tempo. Isso permitiu a realização de turnês com o nome do Charlie Brown com os músicos remanescentes da banda e convidados.
Mas eles brigaram a ponto de romper publicamente em 2021, com trocas de acusações entre Alexandre e os guitarristas Marcão e Thiago.
O filho de Chorão diz que, mesmo sem o registro do nome no INPI, o pai tinha contratos em que os outros músicos apenas prestadores de serviço e ele era o dono da banda.
Os músicos dizem que tentaram manter um bom relacionamento com o herdeiro, mas que não conseguiram, e só querem continuar a tocar as músicas con as quais ficaram conhecidos. “Temos o direito de tocar nossas músicas com quem e como a gente quiser”, diz Thiago.
Uma curiosidade é que o andamento da disputa da Legião influiu no caso do Charlie Brown, segundo Alexandre. Em entrevista ao g1, ele diz que o sucesso de turnês de Dado e Bonfá sem Renato Russo fez Thiago Castanho ameaçar “tirar a banda dele”.
“E se a turnê do Legião Urbana foi extremamente bem-sucedida sem o Renato Russo e fez ele entrar naquela mentalidade de ‘ eu vou tirar o bagulho de você’…. (suspira) Eu não posso fazer nada. Eles me processaram sem falar comigo, anunciaram uma ruptura sem eu saber. Estou tipo mulher do outro, sempre sabendo depois”, disse Alexandre.
Leia mais sobre a disputa entre Alexandre e os músicos do Charlie Brown
Marília Mendonça
Marília Mendonça e Naiara Azevedo
Marcel Bianchi / Divulgação
O g1 revelou que Marília Mendonça deixou quase cem músicas já registradas e nunca lançadas. Além disso, podem haver obras não finalizadas no caderno ou em outras anotações.
O farto material póstumo deve ter menos problemas para sair por dois motivos: ela era uma artista solo, sem banda para disputa de direitos, e a família parece alinhada com a empresa que cuidava da carreira e editava as músicas, a Workshow.
O herdeiro de Marília Mendonça é o filho dela, Léo Dias, de 2 anos. Até ele virar maior de idade, sua tutora, que cuida da herança, é Ruth Dias, mãe da cantora.
Mas aconteceu uma polêmica com foco no uso da imagem da cantora (ver item 3), após o anúncio de uma parceria com Naiara Azevedo ao entrar no “BBB 22”.
As duas tinham gravado a música “50%”. Ela não era uma composição de Marília e o fonograma já estava registrado. Deveria ser um lançamento tranquilo, como outros que ja saíram com a voz dela.
Mas o irmão de Marília, João Gustavo, disse que causou desconforto na família a produção de um clipe “em tom apelativo”, feito após a morte de Marília – ela aparece no telão do palco, atrás de Naiara.
“Conforme foi noticiado, a equipe da Naiara Azevedo nos procurou e entendeu nossa posição contrária ao lançamento de uma gravação feita após a morte da Marília… um vídeo totalmente diferente daquilo que a Marília havia feito em vida, com um tom apelativo de tristeza e sofrimento”, ele disse.
A autorização para o lançamento do clipe, claro, deveria ter sido feita antes por Ruth. Mas elas acabaram chegando a um acordo. A música saiu, mas não clipe com a imagem que os herdeiros vetaram. Aplicação perfeita das regras do item 3.

Fonte: G1 Entretenimento