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Zé Ibarra ‘acontece’ ao fazer o show de abertura da ‘Última sessão de música’ de Milton Nascimento


Resenha de show de abertura da turnê A última sessão de música, de Milton Nascimento
Título: Zé Ibarra
Artista: Zé Ibarra
Local: Grande Sala da Cidade das Artes Bibi Ferreira (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 11 de junho de 2022
Cotação: * * * *
♪ “Deu para ver que aconteceu”, celebrou Zé Ibarra antes de cantar a sexta e última música do curto show que serviu de aperitivo para o espetáculo que seria apresentado na sequência por Milton Nascimento no palco da Grande Sala da Cidade das Artes Bibi Ferreira na noite de ontem, 11 de junho, no Rio de Janeiro (RJ).
Ibarra tinha dito segundos antes que, ao olhar para o público, sabia detectar quando “acontece alguma coisa”. De fato, munido somente do violão e da voz especial, capaz de alcançar o âmago das canções com uso do falsete sem abusar desse registro, o artista carioca segurou a atenção da plateia ansiosa para assistir à estreia mundial d’A última sessão de música, derradeira turnê de Milton Nascimento.
Já ao abrir o show com Dos cruces (Carmelo Larrea, 1952) – tema do cancioneiro espanhol incluído por Milton no repertório do álbum Clube da Esquina (1972) – cravou no peito do público a dor dos dois incompreendidos amantes sevilhanos que caíram no esquecimento.
A força desse número inicial foi bisado no fecho da apresentação com a admirável lembrança de Vou-me embora, canção de Paulo Diniz em parceria com Roberto José, lançada por Diniz há 50 anos, no mesmo ano de 1972 em que Milton alicerçou o Clube da Esquina. Ao dar voz a Vou-me embora com precisão, Zé Ibarra mostrou que canta com alma e que tem aquele indefinível algo mais que legitima um artista.
Entre a abertura e o fecho do show, Ibarra expôs a evolução como compositor ao revisitar Itamonte (2018) – canção de inspiração mineira lançada há quatro anos em single que ofereceu a primeira amostra do ainda inédito segundo álbum da Dônica, banda carioca na qual Ibarra foi revelado em 2014 – e extraiu suingue do violão ao cantar composição de Dora Morelenbaum em parceria com Tom Veloso antes de cair no samba Hello (Sophia Chablau, 2021) para reiterar que, embora ligado ao universo do Clube da Esquina, influência explicitada no primeiro disco da Dônica, está irmanado com a própria geração.
Do repertório ainda inédito da Dônica, aliás, Ibarra pinçou a canção Como eu queria voltar (2018), parceria do artista com Lucas Nunes e Tom Veloso.
Com andar firme por caminhos que o tem levado ao posto de uma das grandes revelações da música brasileira, Ibarra está muito acima da onda hype da banda Bala Desejo, como provou ao acontecer neste show de abertura que aqueceu o público para a sessão de música de Milton Nascimento, na qual Zé Ibarra também é um acontecimento.

Fonte: G1 Entretenimento

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Hodari resume trajetória no primeiro álbum entre colaborações com BK e Vitão


♪ Em 2018, quando já contabilizava dez anos em cena, Hodari começou a ser notado no universo pop brasileiro com o sucesso da música Teu popô.
Graduado em Desenho Industrial por Universidade de Brasília (DF), cidade onde nasceu, o cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical também era modelo e tatuador quando Teu popô virou hit, dando visibilidade a uma trajetória musical que incluiu passagens de Hodari, como instrumentista, por bandas brasilienses como SKRTO e Conversa.
Quatro anos após o êxito de Teu popô, já com o EP Praya e sol (2021) na discografia, Hodari lança o primeiro álbum, batizado com o nome do artista, cujo significado é dignidade no idioma africano zulu.
Em rotação desde sexta-feira, 10 de junho, em edição da We4 Music distribuída pelo selo slap, o álbum Hodari resume a trajetória do cantor em 13 faixas que transitam por gêneros musicais como R&B, rap, funk, soul, samba e MPB.
O repertório do álbum Hodari abarca o hit seminal Teu popô e o lote de músicas do EP anterior Praya e sol – Amor de Carnaval, S-e-x-o, Sol rayo (faixa iluminada pela participação do cantor Luccas Carlos) e a música-título Praya e sol – entre novidades como Kamasutra baby, o pagode Siricutico, Sem ménage – faixa escolhida para promover o álbum Hodari – e o funk Signos, já previamente lançado em single em 18 de março.
O rapper BK entra em ação para rimar nos versos de Tudo pelo ar. Vitão aparece em Atmosfera. Já Luísa Sonza é a convidada de Embarcação do amor – faixa ainda indisponível para audição – enquanto Mikuym entra em Jovem.
Capa do álbum ‘Hodari’, do cantor Hodari
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 ouviu #198 Metal Open Air: a história do festival que deu errado


Músicos que tocaram há 10 anos em São Luís, no Maranhão relembram momentos no festival. Cauê Muraro, repórter do g1, fez a cobertura e narra cenário de caos e desorganização no evento. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Avião, ilha e… caneta: Antes do Dia dos Namorados, veja presentes extravagantes dos famosos


Estas celebridades não economizaram na hora de presentear o mozão, mas algumas escolheram itens bem esquisitos. O amor não tem preço, mas, como tudo está caro, só vai dar mesmo para comprar uma lembrancinha para este Dia dos Namorados. Isso, para a maioria das pessoas. Algumas estão longe de enfrentar esse problema.
Veja, abaixo, presentes caríssimos — e alguns também bem esquisitos — dados por famosos aos seus mozões. Quem sabe você se inspira para este domingo (12).
Avião-casa
Beyoncé e Jay-Z em show em Atlanta
Reprodução/Instagram
Beyoncé não decepciona nem da hora de dar presente. Em 2012, ela comprou para o marido Jay-Z um jatinho de US$ 40 milhões de dólares. O avião tem até cozinha e quarto com cama de casal.
Antes, em 2010, ele já tinha presenteado a amada com uma ilha privada na região da Flórida (EUA). Não se sabe quanto exatamente ele gastou nessa lembrancinha, mas a imprensa americana estima um valor na casa dos US$ 20 milhões.
Para quem gosta de hambúrguer
O casal Kim Kardashian e Kanye West posa para fotos antes da cerimônia do Oscar 2020
Evan Agostini/Invision/AP
Um outro rapper, Kanye West, foi mais criativo. Em 2014, no início de seu casamento com Kim Kardashian, ele comprou para ela dez lojas da rede Burger King na Europa. O valor gasto não foi divulgado.
Parece que Kim gosta muito de hambúrguer.
Apesar do presentão, os dois se separaram em 2021.
Antes da briga judicial
Foto de Amber Heard e Johnny Depp na premiere do Festival de Cinema de Veneza, na Itália.
Andrew Medichini/AP Photo
Agora ele briga com ela na Justiça, mas, no início do namoro, em 2012, Johnny Depp deu para Amber Heard um cavalo de raça que custou milhões de dólares.
Os dois se divorciaram em 2016 e viraram protagonistas de uma das maiores tretas de um ex-casal em Hollywood.
Que fofo!
Justin Bieber e Selena Gomez
Reprodução/Instagram
Em 2011, quando Justin Bieber e Selena Gomez nem tinham assumido o namoro oficialmente, a imprensa americana noticiou que ele comprou pra ela todo o estoque uma floricultura.
Bieber encheu vários caminhões com flores e mandou entregar de surpresa na casa da amada.
No mesmo ano, eles revelaram que estavam juntos e, depois de um relacionamento conturbado cheio de idas e vindas, os dois se separaram de vez em 2018.
Mandou o amor pro espaço
Katy Perry e Russell Brand
Mario Anzuoni/Reuters
Quando estava noiva do ator Russell Brand, a Katy Perry mandou o mozão pro espaço. Literalmente.
Ela gastou US$ 200 mil numa passagem para ele dar uma voltinha com uma empresa de turismo espacial, um conceito que naquela época estava começando a se tornar conhecido.
Mas a relação durou pouco. os dois se separaram um ano depois.
Caneta de milhares
Kristen Stewart e Robert Pattinson em cena de ‘Crepúsculo’
Divulgação
Em 2013, para presentear a namorada e parceira de cena Kristen Stewart, Robert Pattinson escolheu um item modesto: uma caneta. O preço? 30 mil euros (o equivalente a mais de R$ 150 mil reais no câmbio atual).
O objeto, que fazia parte de uma edição limitada da marca Bentley, era feito em ouro branco e trazia grafados o nome dela, dele e o ano. Na época, Kristen colecionava canetas e tinha uma variedade enorme de diferentes estilos, segundo a imprensa britânica.
O casal queridinho dos fãs da saga “Crepúsculo” se separou em 2013.

Fonte: G1 Entretenimento

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Há mais de duas décadas extintas da natureza, ararinhas-azuis nascidas em viveiros são soltas no sertão baiano


Espécie é endêmica da cidade baiana de Curaçá. Soltura deste sábado faz parte do projeto de reintrodução da espécie na natureza. Ave típica da Bahia e que estava extinta da natureza, ararinha-azul volta à Caatinga após 20 anos
Oito ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) ganharam vida livre neste sábado (11), em Curaçá, no sertão baiano. A cidade que fica no norte do estado é o habitat natural da espécie, que foi considerada extinta da natureza há 22 anos.
A soltura é uma das etapas do Plano de ação Ararinha-Azul, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), e parceria com a ONG ACTP e instituições privadas que apoiaram o projeto.
Ararinha-azul solta na Bahia neste sábado
Divulgação/ACTP
A ação de soltura foi restrita a pesquisadores envolvidos no projeto e representantes do Ministério do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e da Prefeitura de Curaçá.
As ararinhas soltas neste sábado são cinco fêmeas e três machos que nasceram e foram criadas em um viveiro mantido pela ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), especializada em cuidar de papagaios ameaçados.
Ararinhas no viveiro na Alemanha
Divulgação/ACTP
Com elas, foram soltas oito araras maracanãs, que também ocorrem caatinga baiana, e que tiveram a missão de “treinar” as ararinhas-azuis dentro do viveiro para ensiná-las como sobreviver em vida livre. A interação entre as aves das duas espécies animou os pesquisadores.
“As maracanãs ensinaram às ararinhas como faz a apreensão dos alimentos e essa interação do ambiente que elas estão ao redor. Por exemplo, as maracanãs de fora começaram a habitar o recinto onde as ararinhas estavam em grupo e isso ajudou bastante na readaptação delas. Inclusive, a se adaptar com os itens alimentares que elas vão encontrar aqui na caatinga”, explicou Camile Lugarine, analista ambiental e coordenadora executiva do Plano de Ação Nacional Para a Conservação da Ararinha-Azul.
Maracanãs soltas neste sábado em Curaçá
Marcos Freitas/ICMBio
Os pesquisadores vão acompanhar a adaptação das ararinhas em vida livre por meio de um rádio colar que foi instalado em todas que foram soltas. Além disso, vai ser feito o monitoramento constante área em que elas devem circular, que tem muitas árvores caraibeiras, as preferidas das ararinhas-azuis para dormir.
Uma outra soltura está programada para dezembro desse ano, quando outras 12 ararinhas-azuis que vivem na Unidade de Conservação em Curaçá devem ganhar vida livre. Até lá, os pesquisadores esperam já ter bons resultados da soltura experimental, feita neste sábado.
O projeto prevê que ararinhas sejam soltas na natureza em Curaçá nos próximos 20 anos. Para isso, elas vão continuar a reprodução em viveiros na Alemanha e no Brasil, e espera-se que logo estejam se reproduzindo no habitat natural.
Da extinção à soltura
Ararinhas azuis são soltas no interior da Bahia
Endêmica de Curaçá, a última ararinha-azul foi vista na zona rural da cidade há mais de 20 anos, na companhia de uma fêmea de outra espécie, a arara Maracanã, e depois sumiu.
Até hoje não se sabe ao certo o que aconteceu com a última ararinha-azul vista em Curaçá, no sertão baiano, único lugar de ocorrência da espécie em vida livre.
Os pesquisadores atribuem a extinção da espécie principalmente ao tráfico de animais e à destruição de parte do bioma da Caatinga.
Último macho visto na natureza junto com fêmea maracanã. Registro de 1995.
Arquivo TV Bahia
Ambientalistas e pesquisadores trabalham juntos desde 2009 no projeto de reintrodução das ararinhas na natureza. Em 2012, foi criado o Plano de Ação para Conservação da Ararinha-Azul (PAN), que inclui a reintrodução dessa rara ave brasileira no território de origem.
“É um ato simbólico que representa muita coisa. Representa um progresso muito grande de conservação, que a gente acredita que a gente pode recuperar as espécies em extinção e a ararinha-azul ela representa isso. Esse projeto representa o que a gente biólogo e os amantes da natureza fazem em prol da conservação, que a gente faz isso com paixão, isso é o mais gratificante”, disse Eduardo Araújo Barbosa, coordenador do PAN Ararinha-Azul (ICMBio).
O trabalho do plano de ação começou com o rastreamento das últimas ararinhas-azuis que existiam no mundo, todas em cativeiros. A maior parte dela, segundo os pesquisadores, foi encontrada no Catar.
Registro feito há 23 anos do último macho visto na natureza
Marcos Freitas/ICMBio
Mais de 100 foram resgatadas e levadas para o viveiro da ONG alemã ACTP, no país europeu. Na instituição, as ararinhas passaram por um processo de reprodução natural e também reprodução artificial, para então alguns exemplares serem trazidos para o Brasil. Hoje, existem pouco mais de 200 ararinhas-azuis no mundo, a maior parte delas na Alemanha.
“Foi desafiadora a questão genética. Pelo baixo número de indivíduos, normalmente, eles são parentes, e a população precisa de variabilidade genética, e os casais, às vezes, não têm afinidade. Então, a gente precisou lançar muito de um recurso que é a inseminação artificial, que permitiu para a gente parear animais, do ponto de vista artificialmente falando, para reprodução. E foi o que permitiu prosperar essa população em cativeiro”, explicou Eduardo Araújo.
Depois de um acordo de Cooperação Técnica entre ICMBio, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), e a ONG alemã ACTP, mais de 50 ararinhas-azuis foram repatriadas e trazidas para o Brasil em 2020.
Elas foram levadas direto para um centro de reprodução foi construído em uma área isolada na zona rural de Curaçá para receber as ararinhas. No recinto, nasceram filhotes da espécie em março do ano passado.
O acesso ao local é restrito a pesquisadores da ONG alemã ACTP e do ICMBio. No entorno, foi criada a uma Área de Proteção Ambiental (APA) de 90 mil hectares e um Refúgio de Vida Silvestre da ararinha-azul, com 30 mil hectares.
Macho e fêmea na Alemanha
Divulgação/ACTP
Antes da soltura, uma força-tarefa na região preparou o perímetro que deve ser ocupado pelas ararinhas. Árvores com possíveis riscos de predadores receberam marcações, outras foram escolhidas para receber alimentadores que vão ser abastecidos pelos pesquisadores para garantir a nutrição das ararinhas fora do viveiro.
A soltura deste sábado foi feita no esquema soft release ou soltura branda. As portas do recinto aonde as ararinhas estavam foram abertas e elas podem voltar e sair novamente quando quiserem.
Os pesquisadores e ambientalistas também instalaram alimentadores na área em que as ararinhas devem ficar inicialmente, que vão ser abastecidos diariamente nessa primeira etapa de soltura.
“Os alimentadores ficam bem perto da onde elas vão ser soltas porque a nossa intenção é que elas ocupem aquele sítio porque é mais fácil de monitorá-las, e, além disso, a independência delas do ser humano ela vai ser gradual. Quanto mais longe elas for, mais fácil de ser predada ou pega por alguém. Então, quanto mais perto do recinto de soltura ela ficar, melhor”, detalhou Camile Lugarine.
Como sempre viveram em cativeiro, a adaptação delas ao habitat natural deve durar de 6 meses a um ano, elas vão se tornar independentes da ajuda humana aos poucos.
Por isso que a gente está usando a maracanã, que é uma espécie que já conhecem o ambiente e a gente vai suplementar com o alimento ao longo dos anos, pra que elas aos poucos se acostumem com aquele ambiente e possam sair daqui propriamente, que elas não saiam de vez e não consigam se adaptar. É uma adaptação longa mesmo”, explicou Cromwell Purchase, diretor da ONG alemã ACTP.
A torcida é para que ararinhas se reproduzam naturalmente ao longo dos anos. “Que as gerações futuras elas possam vir já mais independentes dos ser humano, mas essa geração, essa eu a gente tá soltando a gente quer que fique perto, porque é mais fácil da gente monitorar, é mais seguro pra elas e mais seguro contra predadores também”, afirmou Camille.
As ararinhas-azuis são símbolo da caatinga baiana e trazem e, além de fazerem parte do rico bioma, também geram renda para a população através do turismo, pesquisa e artesanato. Por isso, o trabalho de conscientização da população para a importância da reintrodução da espécie e preservação delas também foi reforçado.
“A volta da ararinha-azul ao céu do sertão baiano é um sinal de esperança e recomeço para os pesquisadores e toda a comunidade da região, pois a conservação da espécie ajuda a proteger a fauna e flora da caatinga, além de todos os outros serviços ambientais associados”, afirmou Ugo Vercilo, biólogo que participou das etapas do projeto de reintrodução e, hoje, diretor-técnico da BlueSky Caatinga, empresa parceria da ação.
Habitat natural da ararinha-azul no sertão de Curaçá
Marcos Freitas/ICMBio
Os moradores da região estão animados para ver a beleza das ararinhas no céu do sertão. Uma delas é a brigadista Damilys Oliveira. “Toda essa história da ararinha eu cresci vendo meu avô contar, ele acompanhou tudo: desde quando tinha bastante ararinha até quando ficou um exemplar e a espécie sumiu. Ele sempre foi um defensor da natureza e ensinou aos filhos e netos a preservarem a natureza”, contou.
Antes do avô morrer doou parte do terreno da família da fazenda para um projeto voltado para trabalhos de preservação das aves da região. O sonho de Damilys, agora, é ver as ararinhas livres.
“Brevemente eu vou tá em casa e vou ver o céu mais azul do que já é, com as ararinhas-azuis novamente livres na natureza”, disse, emocionada.
O sonho de Damilys, agora, é ver as ararinhas livres.
TV Bahia
Emoção também para Marcos Freitas, zoólogo e fiscal do ICMBio que fez o lendário registro do último macho da ararinha-azul voando livre no sertão de Curaçá.
“Hoje é um dia histórico para conservação mundial das espécies ameaçadas de extinção e das extintas. Quando a espécie é extinta da natureza, ela deixa de fazer parte do ecossistema, deixa de contribuir com o equilíbrio ecológico. Hoje eu volto aqui, 23 anos depois, ao Riacho da melancia, onde eu trabalhei num estágio de férias com o último macho da ararinha-azul que era pareado com uma maracanã. Era um desespero, uma espécie que estava beirando a extinção, como chegou a ocorrer”, disse Marcos, em vídeo enviado ao g1.
Ele atua no país inteiro, mas, neste sábado conferiu a soltura de aves da espécie, na Bahia, em uma área próxima ao recinto.
“Vinte e três anos depois, mesmo não podendo ver o momento da soltura, eu posso me emocionar um pouco. Eu consegui ver alguns indivíduos que estão marcados com rádio telemetria, que são alguns indivíduos da maracanã que estavam colocados juntos com a ararinha”.
Curiosidades
Ararinhas na Alemanha
Divulgação/ACTP
A Ararinha-Azul é a menor das araras (em comparação com a Arara-Azul grande e a Arara-Azul-de-Lear), tem apenas 55 cm e pesa, em média, 350g;
O nome científico Spixi dá uma pista da cor das penas dessa ave, que tem um azul mais claro, quase acinzentado;
As ararinhas-azuis podem viver por 30 anos. Elas entram em fase de reprodução aos 4 e só param aos 24;
As ararinhas são bastante barulhentas, principalmente quando ficam assustadas. As que foram soltas em Curaçá, como estavam em um cativeiro, não são muito “amigas” do homem;
Elas gostam de viver em grupo, principalmente fora do período de reprodução.
As ararinhas costumam se alimentar no início da manhã e no final da tarde;
Elas têm 14 itens alimentares, gostam muito de sementes, principalmente do pinhão e fruto de favela;
Os predadores das ararinhas são os saruês, morcegos, abelhas europeias, africanizadas, serpentes e aves de rapina, como o gavião;
As ararinhas acasalam no período reprodutivo, produzem os ovos. Em seguida, tem a incubação, que ocorre em média durante 26 dias. Os filhotes levam aproximadamente 90 dias para sair do ninho;
O período reprodutivo das ararinhas-azuis acontece normalmente entre novembro e maio, quando Curaçá registra chuva;
As ararinhas-azuis tem um comportamento afetuoso e de proteção com os filhotes, enquanto eles estão nos ovos. A fêmea incuba os ovos durante a maior parte do tempo e o macho fica próximo ao ninho, de olho na família;
Os filhotes são incentivados pelos pais a caçar o próprio alimento. Com a chegada da maturidade, se tornam ainda mais independentes. As ararinhas querem que os filhos aprendam logo a deixar o ninho, porque enquanto estão no local, é o momento que eles mais sofrem riscos de predações;
As ararinhas-azuis podem viver por 30 anos. Elas entram em fase de reprodução aos 4 e só param aos 24;
As ararinhas são bastante barulhentas, principalmente quando ficam assustadas. As que foram soltas em Curaçá, como estavam em um cativeiro, não são muito “amigas” do homem;
Elas gostam de viver em grupo, principalmente fora do período de reprodução.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Exposição virtual revela histórias de judeus perseguidos no período nazista


Mostra ‘Envelopes: testemunhas postais da história’ traz 100 documentos postais enviados durante a 2ª Guerra Mundial. Exposição ‘Envelopes: testemunhas postais da história’
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Para a geração nascida no século XXI, a correspondência postal é quase uma raridade. As cartas antigas, no entanto, ajudam a contar a história de diversos momentos importantes do passado, assim como o Holocausto.
Alguns relatos de judeus perseguidos durante o período nazista foram colecionados ao longo de 20 anos por William Kaczynsk e estão na exposição virtual “Envelopes: testemunhas postais da história”.
William deixou Berlin aos 3 anos de idade com a família rumo à Inglaterra para escapar da ascensão nazista.
A exposição apresenta 100 documentos postais que dão ao visitante o acesso a algumas correspondências enviadas durante a 2º Guerra Mundial. Os envelopes são acompanhados de fotos, vídeos e legendas, resultado de pesquisas que contextualizam e enriquecem a exposição.
Para a curadora Susane Worcman, a experiência tem o objetivo de impactar a população com os relatos.
“Esta exposição tem a esperança de despertar uma faísca de reflexão na sociedade brasileira de hoje”, afirma Worcman.
A exposição pode ser vista através link.

Fonte: G1 Entretenimento

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Juliette afirma que a pediram para ‘neutralizar’ o sotaque em teste de dublagem


Influenciadora fez desabafo sobre xenofobia em suas redes sociais, depois que a cantora Duda Beat reclamou de preconceito em entrevista. Juliette em foto do ensaio do single ‘Cansar de dançar’
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A influenciadora e campeã do BBB 21, Juliette Freire, fez um desabafo nas redes sociais nesta sexta-feira (10) por episódios de xenofobia que sofreu em sua jornada artística.
A discussão de preconceito contra nordestinos no mundo artístico foi levantada na internet depois de relatos parecidos feitos pela cantora pernambucana Duda Beat. Juliette é natural de Campina Grande, na Paraíba.
Em um dos episódios relatados, ela diz que pode ter sido reprovada em um teste de dublagem por conta de seu sotaque nordestino.
“Eu fiquei muito feliz, muito emocionada, porque eu pensei ‘caramba, um filme de projeção internacional. Se eu puder contribuir com isso, como vai ser bonito uma criança identificar que o personagem fala igual [a ela]'”, diz ela.
“Eu cheguei lá e, a primeira coisa, eu entro no estúdio e uma pessoa falou assim: ‘ó, eu só queria te pedir uma coisa. Tem como tu neutralizar um pouquinho o teu sotaque?”, conta.
Neste sábado, Juliette voltou a se pronunciar sobre a repercussão das discussões sobre neutralização de sotaque e se disse feliz em ver o debate ser levado a sério. E a influenciadora voltou a refletir sobre o peso da questão no resultado de sua audição como dubladora.
“Eu já entendia sobre esse fenômeno da neutralização, dessa tendência na mídia, os repórteres, todo esse universo nos filmes… Talvez eu nem tenha sido tão boa no teste, mas quando eu fui pedida para neutralizar [o sotaque] aquilo já veio à minha cabeça como se essa fosse uma das razões”, diz.
Ela questiona ainda que outros efeitos que o preconceito contra o sotaque nordestino traz ao dia a dia, e pede que se combata a xenofobia.
“Esse exemplo que eu dei foi só um de vários outros. Tem a questão de encarar o sotaque nordestino de uma forma caricata e rir, tem a questão dos meus amigos não conseguirem alugar um imóvel. (…) Então, a mensagem que eu quis deixar foi simplesmente a seguinte: xenofobia existe, sim, e ela está enraizada na nossa cultura e a gente precisa questionar”, disse.

Fonte: G1 Entretenimento

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João Bosco & Vinícius apontam ‘Dedo de Deus’ como foco inicial do álbum ‘Parceria’


♪ Em março de 2022, João Bosco & Vinícius fizeram em São Bernardo do Campo (SP), no interior do estado de São Paulo, o registro audiovisual de show com roteiro pavimentado por repertório inédito.
A gravação gera álbum ao vivo, Parceria, que será apresentado paulatinamente em série de EPs, como virou praxe no mercado fonográfico brasileiro, sobretudo no universo sertanejo. O primeiro EP está em rotação desde ontem, 10 de junho, com quatro músicas inéditas.
Dentro do lote de faixas de Parceria – EP 01, a dupla aponta a composição Dedo de Deus (Jimmy Luzzo, Caritas Miguel, Ivan Medeiros e Renato Barros) como foco inicial do álbum.
As outras três músicas inéditas do primeiro EP extraído do álbum Parceria são Mostra quem manda (Júlio Camargo e Wyll Pereira), Saudade culposa (Elvis Elan, Henrique Castro, Ronael e Ricardo Vismarck) e Vale saudade (Rafaela Miranda, Gustavo Martins, Kito e Isabela Resende).
O álbum Parceria foi gravado por João Bosco & Vinícius com produção musical de Wesley Leonel, sob direção geral de Rafael Kinock e Luiz Montoya. Já a captação das imagens do show foi feita pela GCA Studio, sob o comando de Gabriel Pirroncelli e Ivan Moura.

Fonte: G1 Entretenimento

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Influenciadora Gkay coloca diamante no dente e mostra resultado nas redes sociais

Dentista que fez o procedimento explicou que o dente não é furado para colocar o diamante. Gkay comemorou o resultado final. Gkay coloca diamante no dente
A influenciadora Gkay colocou um diamante no dente na sexta-feira (10) e mostrou o resultado em suas redes sociais. “Olha que lindo”, comemorou. Veja o resultado no vídeo acima.
Em tom bem humorado, Gkay contou também que tem medo de dentista.
Quem é Gkay, a influencer que reuniu centenas de famosos em um hotel de luxo em festa de aniversário milionária
“Morro de medo de dentista e estou aqui me arrepiando todinha. Escuto o barulho da broca e já fico assim”, disse.
O dentista que fez o procedimento, Rafael Puglisi, explicou que o dente não é furado para colocar o diamante: “Só fura a restauração, a lente. A gente faz uma perfuração na lente com o diâmetro exato (…) Ele fica coladinho, no mesmo nível do dente, não tem relevo, então ele tá dentro da restauração”.
Depois do processo, a influenciadora mostrou o resultado.
“Ficou muito delicado. Olha que coisa linda”, comemorou.

Fonte: G1 Entretenimento

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Xande de Pilares lança o samba ‘Sonhei’ como single e faixa-bônus do álbum ‘Pagode da Tia Gessy’


♪ Xande de Pilares adiciona o samba Sonhei ao vasto repertório do álbum audiovisual Pagode da Tia Gessy – Que samba bom (2022), lançado em 1º de abril com 43 composições distribuídas ao longo de 30 faixas. Até então inédito em disco, o samba Sonhei foi composto pelo artista carioca em parceria com Helinho Salgueiro durante a pandemia.
Além de já ter sido incorporado ao álbum gravado ao vivo em 2021, como a 31º faixa do registro da apresentação do cantor no afamado pagode armado na casa de Gessy Soares Machado, a tia do título do disco, o samba Sonhei também está sendo editado em single avulso, distribuído via ONErpm.
Sonhei forma com Mundo particular (Marquinho PQD e Mauro Junior), Samba bombom (Claudemir e Serginho Meriti) e Tá correndo errado (Xande de Pilares, Leandro Fab e Carlos Caetano) o lote de músicas inéditas apresentadas por Xande no álbum Pagode da Tia Gessy – Que samba bom.
Capa do single ‘Sonhei’, de Xande de Pilares
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento