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David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash vão retirar músicas do Spotify por causa de ‘mentiras’ sobre Covid


‘Conscientemente espalhar desinformação durante esta pandemia tem consequências mortais’, afirmou trio, em relação a podcast de Joe Rogan defendido pela plataforma. David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash na capa do disco de 1969
Divulgação

Apesar de brigas entre os músicos, o trio formado por David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash se reuniu mais uma vez para avisar que vão retirar suas músicas do Spotify, em um protesto contra o que chamam de “desinformações” sobre a Covid presentes na plataforma.
Dessa forma, eles se juntam a Neil Young, com quem já formaram um quarteto, e a Joni Mitchell e outros artistas, que tiraram suas obras do catálogo do serviço digital por não concordarem com a presença do podcast de Joe Rogan.
“Apoiamos Neil e concordamos com ele que há desinformação perigosa sendo transmitida no podcast de Joe Rogan no Spotify. Apesar de sempre valorizarmos pontos de vista diferentes, conscientemente espalhar desinformação durante esta pandemia tem consequências mortais”, afirmou o trio em comunicado no perfil no Twitter de Crosby.
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“Até que ações verdadeiras sejam tomadas para mostrar que uma preocupação com a humanidade deve ser equilibrada com os negócios, não queremos nossas músicas — ou as músicas que fizemos juntos — estejam na mesma plataforma.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Como nasceu música de Chico Buarque gravada por Nara Leão e ‘acusada’ de machismo


Em documentário recente, cantor afirmou que não vai interpretar mais a faixa — que já não figura há décadas em shows — por concordar com críticas feitas por feministas. Chico Buarque na série documental ‘O Canto Livre de Nara Leão’
Reprodução/Globoplay
“A música popular tem uma vida curta”, diz Chico Buarque, no ano de 1972, à revista Realidade. O cantor comenta na entrevista que tem controle limitado sobre o destino do que compõe.
“‘Com Açúcar, Com Afeto’, por exemplo, virou anúncio de bombom, açúcar e afeto. O que importa é o momento da criação. Componho aquilo que quero. Depois a canção será consumida ou não, mas não como simples objeto e, de preferência, jamais como mero adorno.”
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Cinquenta anos depois dessa declaração, “Com Açúcar, Com Afeto” não teve vida curta nem se tornou mero adorno. É parte significativa de uma obra que se tornou clássica — ao mesmo tempo que é questionada nos últimos anos, como outras faixas do repertório de Chico, pela representação da mulher na letra.
Em sua participação no documentário da Globoplay “O Canto Livre de Nara Leão”, Chico Buarque afirmou que não vai interpretar mais a faixa — embora já não figure há décadas em suas apresentações ao vivo — por concordar com as críticas feitas por feministas.
“Vou sempre dar razão às feministas, mas elas precisam compreender que naquela época não existia, não passava pela cabeça da gente que isso era uma opressão, que a mulher não precisa ser tratada assim”, diz ele.
“Com Açúcar, Com Afeto” foi composta em 1966 a pedido de Nara Leão, uma das mais expressivas figuras da bossa nova, mas que tentava se descolar do movimento buscando novas referências artísticas.
Após a vitória na segunda edição do Festival de Música Popular Brasileira com “A Banda”, escrita por um Chico Buarque de 22 anos, ainda estudante de arquitetura, a cantora capixaba encomendou ao novo parceiro musical uma composição para seu disco seguinte.
Nara queria uma canção dentro da tradição que hoje é definida como sofrência, em que alguém (na maioria das vezes uma mulher) padece por suas decepções amorosas e narra mágoas e desilusões na letra.
Para dar uma ideia do caminho imaginado para a música, a cantora indicou a Chico sambas antigos de Assis Valente, como “Camisa Listrada”, além de “Ai! Que Saudade da Amélia”, de Mário Lago, e temas de Ary Barroso que retratavam mulheres submissas infelizes. Todos, à época, já considerados pertencentes a uma “velha guarda”.
“A Nara deu uma receita muito direcionada para a ideia de ‘Com Açúcar Com Afeto’, quase uma receita de bolo. A Nara especificou que tipo de mulher ela queria que fosse a personagem da música”, diz Dimas Lamounier, que escreveu o livro ‘Chico Com Todas as Letras’.
“E essa foi a primeira música do Chico com eu lírico feminino, algo que seria uma marca dele.”
Visões sobre a canção
Nara Leão
Acervo pessoal Nara Leão
“Com Açúcar, Com Afeto” tem uma dona de casa como narradora que oferece o conforto do lar (“fiz seu doce predileto” e “logo vou esquentar o seu prato”) para tentar dissuadir o marido da vida de farras (“no caminho da oficina / há um bar em cada esquina”) e de atenção para outras mulheres (“olhando as saias / de quem vive pelas praias”).
Na entrevista para o documentário sobre Nara Leão, o cantor não especifica quais feministas fizeram as críticas sobre “Com Açúcar, Com Afeto” e quais fatores levam a concordar com elas (sua assessoria informou que ele não vai comentar esse questionamento).
Nas redes sociais, mulheres vieram a público para dizer que se consideram feministas e, ao mesmo tempo, afirmam não ver na música uma defesa de um status quo de submissão feminina.
Linha de raciocínio semelhante está em trabalhos acadêmicos sobre a música, sempre analisada por ser o marco zero de um cancioneiro que valeu a Chico Buarque o hoje contestado título de “conhecedor da alma feminina”.
“A mulher de ‘Com Açúcar, Com Afeto’ ainda está confinada a ser subserviente ao ‘seu’ homem. O que não significa que essa composição pregue ou vanglorie o machismo, pelo contrário, a produção de Chico pode ser entendida como um modelo de relação de gêneros a não ser seguido”, diz a dissertação de mestrado de Andreia dos Santos de Oliveira pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) de 2018.
Marcela Ulhôa Borges Magalhães, no artigo de 2009 A problemática do feminino na lírica de Chico Buarque, escreve que “o bom poeta não se vale da obra literária com a única finalidade de tecer críticas sociais”.
“Seria absolutamente inverossímil se uma voz que destoasse daquela do eu lírico de ‘Com Açúcar, Com Afeto’ surgisse no texto para criticar a condição submissa e resignada da figura feminina.”
Para Maria Helena Sansão Fontes, professora aposentada da UERJ e autora do livro Masculino-Feminino em Chico Buarque, “o feminismo, com toda a razão, está no momento de rever algumas situações e dizer ‘não’. Eu, como mulher, comungo disso”.
“Agora, Com Açúcar, Com Afeto é de 1966. Naquele momento não havia essa visão do movimento feminista de agora. Nós já passamos por vários feminismos. Mas acho que o Chico estava à frente porque ele já tinha um entendimento da opressão sobre as mulheres”, afirma Sansão Fontes.
“Um Chico Buarque que tivesse surgido hoje seria diferente. Temos que considerar que é uma obra consolidada naquele período e tem que se levar em conta o contexto da época. E ele evoluiu, a cabeça dele evoluiu, mas continua a mesma coerência em termos de denúncia dessas questões.”
A cantora Fernanda Takai, que gravou a faixa em seu disco-tributo a Nara Leão, declarou nas redes sociais que não vai tirá-la do seu repertório. “Fiz a lista do meu novo show. Já tinha colocado ‘Com Açúcar, Com Afeto’ e ela vai continuar. Adoro a canção, a história sobre como surgiu, muito bem escrita. Uma letra que dá voz a uma personagem. Um espaço bem delimitado na arte.”
Chico censurado por ofensa às mulheres
Bethânia, Chico Buarque e Nara Leão
GloboNews
Ironicamente uma das razões oficiais alegadas para proibir uma composição de Chico Buarque no período da ditadura no Brasil (1964-1985) foi desonrar “a reputação de todas as mulheres”, nas palavras do censor.
Em julho de 1971, ele submeteu aos órgãos do governo a música “Bolsa de Amores”, um samba à moda antiga composto para o disco de retorno do lendário cantor Mário Reis, considerado um dos precursores da bossa nova.
A música compara investimentos financeiros com a conquista de uma mulher em versos como “comprei na bolsa de amores / as ações melhores / que encontrei por lá / ações de uma morena dessas / que dão lucro à beça” e “bem me dizia / meu corretor / a moça é fria / e ordinária ao portador”.
O samba foi vetado pela censura da época sob a justificativa de que o autor usou “palavras comuns ao linguajar da bolsa de valores, mas que não se adaptam a uma mulher, principalmente em letra de música popular”.
Em entrevista à Rádio Eldorado em 1989, o cantor relatou que começou na época “a sofrer uns cortes bastante arbitrários. Tinha uma música que eu fiz pro Mário Reis e que não era nada, era brincadeira e eles proibiram alegando que era uma ofensa à mulher brasileira. Chamava-se Bolsa de amores. Era uma brincadeira que eu fiz com o Mário Reis porque ele gostava muito jogar na bolsa, tinha mania dessas coisas”.
Um episódio mais recente envolveu a faixa Tua Cantiga, do último álbum de estúdio de Chico Buarque, “Caravanas” (2017).
Flavia Azevedo, editora e articulista do jornal Correio, de Salvador, escreveu à época do lançamento que concordava com a sensação de que Tua Cantiga soava ‘datada’ principalmente pela estrofe ‘quando teu coração suplicar / ou quando teu capricho exigir / largo mulher e filhos / e de joelhos vou te seguir’.”.
“Eu me deparei com uma canção contemporânea (de Chico Buarque) que não bateu como romântica para mim nem para outras mulheres. Mas o meu texto foi usado na época para atacá-lo e isso não me deixou feliz. Aquela não era uma crítica a Chico especificamente. Era uma crítica ao que ele percebeu como sedutor na boca de um eu lírico, pelo homem de ‘Tua Cantiga’. Eu só quis dizer que não acho mais aquele cara da música um romântico”, afirma ela.
Azevedo diz que considera “Com Açúcar, Com Afeto” um caso diferente, mas observa que não se sente mais tocada pela narrativa da canção.
“Eu gosto de ouvir músicas e ler textos de outras épocas, com configurações hoje inadmissíveis. Jamais colocaria a mesma lente usada para Tua Cantiga sobre uma obra da década de 1960, de 1970, porque é óbvio, a gente tinha outra configuração social. E gosto muito de olhar para essa letra de Com Açúcar, Com Afeto e não me sentir nem um pouco tocada por ela, porque ela já não me diz muito. Uma realidade já tão distante das mulheres.”
Veja abaixo a íntegra a letra de “Com Açúcar, Com Afeto”:

Com açúcar, com afeto
Fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa
Qual o quê
Com seu terno mais bonito
Você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é um operário
Sai em busca do salário
Pra poder me sustentar
Qual o quê
No caminho da oficina
Há um bar em cada esquina
Pra você comemorar
Sei lá o quê
Sei que alguém vai sentar junto
Você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias
De quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo
Sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo
Vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa
Você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão
Qual o quê
Diz pra eu não ficar sentida
Diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado
Maltrapilho e maltratado
Como vou me aborrecer?
Qual o quê
Logo vou esquentar seu prato
Dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você

Fonte: G1 Entretenimento

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Adele vai cantar no BRIT Awards em noite que também terá Ed Sheeran e Liam Gallagher


Ela está concorrendo a álbum do ano, artista, música (‘Easy On Me’) e melhor artista pop/R&B. Cantora já ganhou nove prêmios BRIT. Adele durante apresentação no Grammy
Matt Sayles/Invision/AP
Adele confirmou que se apresentará no BRIT Awards na próxima semana, duas semanas depois de dizer aos fãs que estava adiando seus shows em Las Vegas devido a atrasos relacionados à Covid-19.
A dona das canções “Hello” e “Someone Like You” subirá ao palco em sua cidade natal, Londres, no dia 8 de fevereiro, para o evento anual de música pop britânica. Ela foi indicada a quatro prêmios.
“Olá, estou muito feliz em dizer que vou me apresentar no Brits na próxima semana!!”, escreveu Adele no Instagram na terça-feira, dizendo que também aparecerá no programa “The Graham Norton Show”.
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“E eu também passarei para ver Graham para uma conversa no sofá enquanto estiver na cidade! Estou ansiosa por isso! Ah, e Rich mandou lembranças”, acrescentou ela, referindo-se ao seu parceiro, o agente de esportes norte-americano Rich Paul.
No início desta semana, vários meios de comunicação britânicos noticiaram que Adele, que mora em Los Angeles, não se apresentaria no BRITs.
Adele liderou as paradas ao redor do mundo com seu álbum de retorno “30” e está concorrendo a álbum do ano, artista do ano, música do ano por “Easy On Me” e melhor artista pop/R&B. Ela já ganhou nove prêmios BRIT.
A programação do BRIT Awards também inclui Ed Sheeran, Liam Gallagher e Little Simz, entre outros artistas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Morto há 25 anos, Chico Science vive em obra que captou dissonâncias ainda vigentes no Brasil em 2022


♪ MEMÓRIA – Se tivesse sobrevivido ao acidente de carro que o tirou de cena há exatos 25 anos, quando faltava pouco mais de um mês para completar 31 anos, Francisco de Assis França Caldas Brandão (13 de março de 1966 – 2 de fevereiro de 1997) provavelmente estaria engrossando o coro dos descontentes que protestam contra a intolerância e a desigualdade ainda vigentes no Brasil de 2022.
Francisco – imortalizado como Chico Science – corrobora o clichê de que artistas relevantes permanecem vivos. Se em tempos pandêmicos “o de cima sobe e o de baixo desce”, como o elétrico caranguejo sentenciou em verso lapidar de A cidade (Chico Sciense, 1994), o pernambucano Chico Science continua atual.
Cruzando pontes, rios e overdrives que conectam as cidades de Olinda (PE) e Recife (PE), Science foi um dos cérebros que arquitetaram o movimento musical pernambucano dos anos 1990 conhecido como Mangue Beat.
Mergulhando na lama dos mangues recifenses, o cantor e compositor – projetado nacionalmente em 1994 como vocalista e mentor da banda Nação Zumbi – revitalizou ritmos locais, como o coco e o maracatu, com o toque explosivo de alfaias e guitarras, aditivadas com psicodelia.
Science fincou antenas nas raízes e na lama para captar o caos do mundo moderno e cosmopolita, traduzido em sons pela Nação Zumbi.
O artista teve tempo somente de fazer dois álbuns com a Nação, Da lama ao caos (1994) e Afrociberdelia (1996), ambos ainda atuais no Brasil de 2022, sendo que o primeiro é uma das pedras fundamentais da discografia brasileira da década de 1990.
Especular como Chico Science estaria hoje é exercício estéril de futurologia. Contudo, soa lógico que ele, estando ou não na Nação Zumbi, provavelmente teria construído discografia solo. E certo é que, solo ou (bem) acompanhado, Chico Science continuaria do lado certo da história.
O mangueboy vive, assim como também continua viva – mesmo sem a visibilidade e sem a cobertura midiática de antes – a música em que Pernambuco luta por um mundo livre das dissonâncias captadas pela antena parabolicamará de Chico Science.

Fonte: G1 Entretenimento

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Carlos Saldanha, de ‘Rio’ e ‘A era do gelo’, vai dirigir filme de herói sobre Iemanjá


‘Iemanjá – Deusa do oceano’ faz parte de projeto de filmes que ‘transportam deuses do candomblé ao universo dos super-heróis’ em parceria com a Warner. Camila Pitanga é produtora executiva. Imagem do projeto de filme sobre Iemanjá
Divulgação / Ventre Studio
O cineasta brasileiro Carlos Saldanha, das franquias de animação “Rio” e “A era do gelo”, vai dirigir o filme “Iemanjá – Deusa do Oceano”. O longa, anunciado nesta quarta-feira (2) pela Warner e pelo estúdio brasileiro Ventura, vai “transportar os deuses do candomblé para o universo dos super-heróis”
A assessoria da Warner informou ao g1 que o projeto é de um longa-metragem com atores reais, e não de animação como os trabalhos mais conhecidos de Carlos Saldanha.
Segundo a revista “Variety”, Carlos Saldanha fechou uma grande parceria com a Warner e o Ventura Studio para fazer uma série de filme sobre os orixás, e o primeiro longa, sobre Iemanjá, começará a ser filmado em 2023.
O filme “conta a história da orixá adorada pelos brasileiros e também conhecida como a Rainha do Mar. Com Ogum, o Deus da Guerra, como mentor, Iemanjá tenta entender seus poderes ao enfrentar Iansã, orixá cultuada como Deusa das Tempestades”, diz o comunicado da Warner.
Carlos Saldanha afirmou: “A Iemanjá é um símbolo para todo o Brasil, independentemente da religião ou crença de cada um. Nós acreditamos no poder dessa figura, parte da nossa herança ancestral, que tem tudo para cativar o público ao redor do globo da mesma forma que os deuses gregos, romanos, persas ou escandinavos, que já fazem parte do nosso imaginário”.
Camila Pitanga, será produtora executiva do filme. “Para mim, é uma alegria infinita falar de um projeto que envolve pessoas que eu adoro e estou adorando trocar. Evocar uma das figuras mais queridas da nossa ancestralidade, uma divindade que, tenho certeza, vai abençoar esse projeto e vai fazer com que ele alcance uma voz que possa chegar em todos os cantos do mundo e falar com os jovens do mundo. Uma alegria, uma responsabilidade e uma vibração muito bonita”, ela diz no comunicado.
Brasileiro Carlos Saldanha concorre ao Oscar
Carlos Saldanha foi o homenageado com o Troféu Eduardo Abelin, no Festival de Gramado de 2018
Edison Vara/Pressphoto

Fonte: G1 Entretenimento

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Gloria Groove celebra memória de MC Daleste em ‘Vermelho’, quarto single do álbum ‘Lady Leste’


♪ Vermelho é a cor mais quente para Gloria Groove neste mês de fevereiro. Vermelho é o nome da música escolhida para ser o quarto single do álbum Lady Leste.
Nessa música inédita e no respectivo clipe filmado pela artista em 27 de janeiro na comunidade Jardim Ibiraquera, na cidade de São Paulo (SP), Gloria celebra a memória e o legado de Daniel Pedreira Senna Pellegrine (30 de outubro de 1992 – 7 de julho de 2013), o MC Daleste, funkeiro paulista morto a tiros, aos 20 anos, quando fazia show na cidade de Campinas (SP). O single Vermelho inclusive embute sample de gravação de MC Daleste.
“Vermelho é a minha homenagem ao cara que sempre mirou seu holofote para a Zona Leste. A Lady Leste bebe muito da realidade que o MC Daleste cantou e eu sei como ele mostrou para tantos jovens daqui que era possível. Ninguém pode parar uma voz que ecoa inspiração e admiração”, contextualiza Gloria Groove.
Com 13 faixas e com lançamento programado para 10 de fevereiro, o álbum Lady Leste foi antecedido em 2021 pelos singles Bonekinha, A queda e Leilão – os três com músicas de autoria creditada a Gloria Groove em parceria com os produtores musicais e compositores Pablo Bispo e Ruxell.
O repertório inédito e autoral do álbum Lady Leste transita por gêneros como funk, pagode, rock, trap, reggaeton e dance music.

Fonte: G1 Entretenimento

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Após saída de Neil Young e Joni Mitchell, artistas menores dizem que Spotify é ‘mal necessário’


Músicos menos conhecidos não conseguem se dar ao luxo de perder a vitrine da maior plataforma de streaming de música, mesmo com pagamentos que consideram injustos. Sede do Spotify em Estocolmo, na Suécia
Divulgação/Spotify
Depois que os veteranos Neil Young e Joni Mitchell retiraram suas músicas do Spotify, sob a acusação de divulgar informações mentirosas sobre a Covid-19, alguns artistas menos conhecidos afirmaram que a maior plataforma de música por streaming do mundo é um “mal necessário” que não podem se dar ao luxo de abandonar.
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O podcast do apresentador Joe Rogan, acusado de propagar teorias da conspiração, levou Neil Young a retirar suas músicas da plataforma, ao mesmo tempo em que provocou a retomada do debate sobre o modelo econômico do Spotify.
Os artistas menos conhecidos se consideram obrigados a permanecer. Além de a plataforma dar a oportunidade de alcançarem uma grande audiência, eles recebem pagamentos pela reprodução de suas músicas – ainda que muitos considerem a remuneração injusta.
Com 381 milhões de usuários e mais de 30% do mercado de streaming da música, o Spotify “é um mal necessário”, disse Leo Sidran, músico e apresentador do podcast “The Third Story”.
“Deixar o Spotify seria eliminar o enorme potencial para que as pessoas me encontrem”, reconheceu.
O músico de jazz Michael Valeanu, baseado em Nova York, afirma que o ideal seria nunca ter apresentado sua música no Spotify, mas que “é crucial ser ouvido, e estas plataformas são a maneira como as pessoas consomem música hoje em dia”.
Valeanu afirma que, muitas vezes, pensa em abandonar a plataforma por considerar que o Spotify não remuneram os artistas de forma justa.
Ele conta que recebeu apenas 500 dólares em todas as plataformas, a maior parte do Spotify, por seu primeiro álbum, lançado há dez anos, e que já teve milhares de reproduções por streaming.
Fração de centavo
O Spotify paga frações de centavo por execução, de acordo com a imprensa americana.
A plataforma declarou à AFP que, desde 2020, pagou mais de 23 bilhões de dólares em royalties aos detentores de direitos autorais.
Os pagamentos aos artistas estão vinculados à demanda, o que significa que nomes populares como Joni Mitchell e Neil Young sofrerão um impacto financeiro, assim como suas gravadoras.
A conta de Neil Yong no Twitter direcionou os fãs para a Amazon Music com um link e informou que “todos os novos ouvintes terão quatro meses de graça”.
“Ele está enfrentando o Spotify… (E) agora ele está direcionando as pessoas para a Amazon Music, o que na verdade não faz nenhuma diferença”, disse Ralph, que não revelou o sobrenome e que tem como nome artístico Pilsner Man, pois nenhuma das plataformas favorece os menos famosos.
Este artista de 29 anos baseado no estado americano da Pensilvânia disse que recebe menos de 200 dólares por mês do Spotify e que perder este dinheiro prejudicaria suas perspectivas profissionais, mas não tanto como a perda de exposição.
“Muito tem a ver com algoritmos. As pessoas encontram músicas em playlists”, explicou. “Então, se você está (no Spotify), será descoberto por pessoas que nem estão procurando por você”, completou.
Alguns artistas reclamaram que Young e Mitchell deixaram a plataforma pela questão da desinformação, e não em protesto aos pagamentos insuficientes.
A gota d’água
A cantora e compositora India Arie, que também abandonou o Spotify por causa do podcast de Rogan, foi além.
“Pagar os músicos uma fração de centavo? E (Rogan) 100 milhões?”, escreveu. “Isto mostra o tipo de empresa que eles são”, criticou.
Leo Sidran acredita que a única forma de mudar o sistema é com a saída dos grandes nomes da música da plataforma para gerar um impacto.
Se “Adele, ou Billie Eilish, ou alguns grandes artistas pop contemporâneos saíssem, talvez fizesse diferença”, afirmou. “Mas a saída dos artistas independentes realmente não vai afetar o Spotify. Vai afetar os artistas”, acrescentou.
Miles Blackwood, artista independente de 31 anos de Boston, conhecido como Baze Blackwood, afirma que o episódio de Rogan se uniu à irritação com a taxa de pagamento e que iniciou o processo para retirada de suas músicas do Spotify. Para ele, há plataformas mais justas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jojo Todynho curte lua de mel em Jericoacoara, no Ceará, ao lado de oficial do Exército


A cantora compartilhou nas redes sociais momentos de romance ao lado do marido Lucas Souza durante a viagem e contou alguns perrengues antes de chegar ao destino. Veja a viagem de lua de mel de Jojo Todynho e Lucas Souza
A cantora e apresentadora Jojo Toddynho se casou com o oficial do Exército Lucas Souza no último sábado (29), em uma cerimônia na Ilha de Guaratiba, no Rio de Janeiro. Agora, o casal está curtinho a lua de mel em Jericoacoara, no Ceará. Para acompanhar a viagem, eles levaram um casal de amigos junto (veja no vídeo acima).
A artista tem postado seus momentos no Nordeste nas redes sociais: piscina a beira-mar, passeios, cabelos ao vento, perrengues e, claro, muito romance. Ela contou que antes de chegar ao destino, perderam voo e malas.
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Jojo e Lucas estão juntos há cinco meses, e ficaram noivos um mês antes do casamento. A festa contou com as presenças ilustres de Fabiana Karla, Raíssa Barbosa, David Brazil, o casal Jakelyne Oliveira e Mariano, entre outros.
Jojo em casamento neste sábado, 29 de janeiro de 2022
@_pequenalo/Twitter
Jojo e Lucas em festa de réveillon da virada para 2022
@lucassouza_ofl/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Hugh Jackman faz homenagem a Isaac Bardavid, dublador brasileiro do Wolverine: ‘Lenda’


Ator e dublador morreu aos 90 anos nesta terça. Ele também deu voz a Freddy Krueger, Tigrão, Robotnik e Esqueleto e fez diversas novelas, como ‘Eterna magia’, ‘Escrava Isaura’ e ‘O cravo e a rosa’. Relembre os principais personagens dublados por Isaac Bardavid
O ator Hugh Jackman fez uma homenagem ao ator e dublador Isaac Bardavid, que morreu nesta terça-feira (1º), aos 90 anos, devido a problemas respiratórios.
Bardavid era a voz brasileira do personagem Wolverine, interpretado por Jackman no cinema.
“Isaac Bardavid. Que lenda. Que vida e legado. Que voz! #Wolverine #Logan Descanse em paz, meu amigo.”
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Segundo o neto do ator, João Bardavid: “Ele teve complicação por causa de doença respiratória crônica e o coração dele não aguentou. Estava com um quadro pulmonar crítico, respirava muito mal, e a taxa de oxigenação estava muito baixa”.
Sua voz ficou muito conhecida ao dublar também Freddy Krueger, Tigrão do “Usinho Pooh”, Robotnik do “Sonic” e Esqueleto do “He-man”.
O ator fez dezenas de novelas em mais de 50 anos de carreira, entre elas “Irmãos Coragem” (Beato Zacarias), “Escrava Isaura” (Seu Chico), “O cravo e a rosa” (Felisberto), “Eterna magia” (Zequinha) e “Além do Horizonte” (Klaus).
Ele interpretou o Seu Elias Turco em episódios do “Sítio do Pica-Pau Amarelo” e também participou de programas humorísticos como “Zorra Total”, “Os caras de pau”, “Cilada.com” e “Trapalhões”.
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Suas novelas mais recentes foram “Dois irmãos”, de 2017, no papel de Abbas, e “Carcereiros”, de 2021, no papel de Álvaro. Isaac também atuou em filmes como “Os campeões” (1983), “O escaravelho do diabo” (2016) e “Histórias assombradas” (2017).
Veja, abaixo, fotos de Isaac Bardavid:
Isaac Bardavid em foto de divulgação da novela ‘Além do Horizonte’
Globo/Estevam Avellar
Cauã Reymond, Isaac Bardavid e Aracy Balabanian em workshop da novela ‘Eterna magia’
Divulgação / Globo
Aracy Balabanian e Isaac Bardavid em ‘Eterna Magia’, de 2007
Renato Rocha Miranda/TV Globo
Isaac Bardavid como o Pedro Paulo de ‘Casos e acasos’ (2008)
TV Globo / João Miguel Júnior
Isaac Bardavid em trabalho de dublagem
Instagram / arquivo pessoal

Fonte: G1 Entretenimento

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Tati Quebra Barraco celebra sucesso de coreografia nova de música lançada há 18 anos: ‘Orgulho total’


Dançarinas Aline e Juliete lançaram vídeo com coreografia nova da música ‘Montagem Guerreira’, que conquistou milhões de views na internet. Tati Quebra Barraco disse que fica feliz em inspirar meninas mesmo sem ter estudado. Como os passinhos criados por duas jovens cariocas fizeram funks antigos hitarem
A cantora e pioneira do cenário do funk carioca, Tati Quebra Barraco, afirmou ao g1 que sentiu um “orgulho total” ao ver sua música “Montagem Guerreira” voltando a fazer sucesso 18 anos após o lançamento. O hit ‘viralizou’ na internet depois que duas dançarinas criaram uma nova coreografia para a música. (Para seguir o g1 no YouTube é simples, basta clicar neste link.)
Jovens que hitaram dançando funk em Madureira gravaram praticamente sem som
“Foi tudo. A gente tem que inovar também. Eu cheguei abrindo as portas e as pessoas vieram fazendo diferente, fazendo uma coisa que chame atenção, isso para a gente é um orgulho total”, disse Tati.
As amigas Aline e Juliete publicaram um vídeo dançando a música de Tati Quebra Barraco e ganharam milhões de visualizações. Em entrevista ao Segue o Fio, Aline contou que a ideia do projeto é resgatar a memória afetiva da época que a música foi criada.
Juliete e Aline em ação em Madureira
Reprodução
A cantora Tati Quebra Barraco, que apresentou a categoria Melhor Cena de Orgia/Gang Bang no Prêmio Sexy Hot 2018
Celso Tavares/G1
“A ideia é resgatar esses funks relíquias, tudo que fez sentido na minha vida. Tenho a sensação de que as pessoas tenham sentido a mesma coisa, de memória afetiva e bons momentos que a gente viveu [nos anos 2000]”, disse Aline.
“A gente vai vivendo e vai resgatando essas memórias. Eu lembro que eu ia na feirinha querendo comprar o short da Bad Boy, fazia parte do meu ser. O chinelo também. Desde descer por trás no ônibus tirando a camisa porque fazia muito calor. Tudo faz parte da história, da nossa vida”, completou.
Tati fica feliz em ser referência mesmo sem ter estudado
A coreógrafa e dançarina Aline Maia afirmou que escolheu a música da Tati Quebra Barraco por se tratar de uma inspiração dela. No Segue o Fio, a cantora agradeceu o carinho e disse que fica feliz de inspirar as pessoas “mesmo sem ter estudado”.
“A Tati Quebra Barraco é pioneira do funk, é cria da CDD [Cidade de Deus] e eu sou de Jacarepaguá, que é ali perto. Ela fez todo o começo representando as mulheres. Ela é inspiração, eu passei minha adolescência ouvindo a Tati. Se eu estou resgatando as minhas lembranças, é fato que tinha que ser Tati Quebra Barraco”, disse Aline.
“Eu fico muito grata porque eu sou preta, negra, favelada. Saber que têm pessoas que gostam da gente, que amam a gente, isso é muito importante. Eu fico grata por isso. Se não fosse o funk, não sei o que eu seria hoje. Eu não sou estudada, não sou uma pessoa que fiz faculdade, então fico muito feliz”, respondeu Tati.

Fonte: G1 Entretenimento