Categorias
ENTRETERIMENTO

Harry Styles entrega pop carismático e retrô delicinha em ‘Harry’s House’; g1 ouviu


Cantor inglês de 28 anos, ex-One Direction, brinca com clichês, grooves, baladas poderosas e sons dançantes. Sonoridade é de quem sabe o que quer, mas letras são parte menos inspirada. Se existisse “prova do terceiro disco”, seria fácil afirmar: Harry Styles passou sem fazer muito esforço.
O cantor inglês de 28 anos, ex-integrante do One Direction, mostra seu inegável carisma e canções com um ar retrô delicinha em “Harry’s House”.
Desde o primeiro classudo álbum, Harry já havia indicado que sabe o que quer. Ele quer brincar com clichês, grooves, baladas poderosas e sons dançantes que os pais dele ouviam no walkman.
No segundo álbum, “Fine Line” (2019), ele cantou uma espécie de rock clássico kids. Trouxe influências do rock dos anos 60 e 70 para um público que poderia pensar que rock clássico era Strokes ou Imagine Dragons. No máximo, Bon Jovi.
Capa do álbum ‘Harry’s House’, de Harry Style’
Divulgação
Nomes como Fleatwood Mac e David Bowie ainda seguem influenciando o cantor, mas ele expande ainda mais a playlist de sons na qual se inspira.
LEMBRA DA VINDA AO BRASIL? – Harry Styles fez show em SP com pose de Fábio Jr. mirim
Foi emulando A-ha (“As it was”) e Rod Stewart (“Grapejuice”, com o baixista Rob Harris, do Jamiroquai) que Styles chegou ao topo das paradas. Ao topo do cartaz do Coachella. E ao topo de uma fictícia lista que leva em conta o que pensa fandoms e o que pensa a crítica.
O começo é com a funkeada “Music for a sushi restaurant”. Se esse groove pesado e esse backing vocal só no “papapapa” realmente tocassem em um restaurante japonês, os clientes trocariam o nigiri por uma dancinha retrô.
Coautor de todas as 13 músicas do álbum, Harry enche a voz de efeitos em “Little Freaks”, misto de balada de luau, canção de ninar e carta de desculpas.
A música tem uma das letras mais diretas e pessoais do álbum, na qual o cantor tenta exercer o desapego. “Eu não estou preocupado em saber onde você está / Ou com quem você vai voltar para casa / Eu só estou pensando em você”.
Em “Keep Driving”, Harry descreve paisagens e o que sente, na melhor letra do álbum. Ele vai dirigindo e citando o que há na paisagem e na própria cabeça.
Talvez falte ao álbum mais letras sinceras e específicas como essas duas. Em “Cinema”, por exemplo, um arranjo grooveado e com bons vocais entrega uma letra que gira em torno de uma única sacada: “Você tem o cinema, você é cinema”.
Seria como se eu ficasse só dizendo “Harry, você tem música em você. Harry você é a música”. Claro que ele é muito mais do que isso.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Marisa Monte abre parceria com Rachell Luz em single inédito que completa o álbum ‘Portas’


Samba-rock ‘Feliz, alegre e forte’, também composto por Pretinho da Serrinha, é lançado em sincronia com a estreia carioca do show da cantora. Capa do single ‘Feliz, alegre e forte’, de Marisa Monte
Arte de Marcela Cantuária
♪ Já se sabia extraoficialmente desde o lançamento do álbum Portas, em 1º de julho de 2021, que o disco de Marisa Monte ganharia mais duas músicas após a edição, totalizando 18 faixas. Uma – Vento sardo, música composta e gravada pela artista carioca com o uruguaio Jorge Drexler – foi apresentada em single editado em 14 de outubro.
A segunda, antes conhecida como Feliz e forte, apareceu sem aviso prévio na noite de ontem, 19 de maio, em single editado em sincronia com a estreia da turnê internacional do show Portas na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Intitulada Feliz, alegre e forte, a música que completa as 18 faixas do álbum Portas é samba-rock composto por Marisa com Rachell Luz – abrindo parceria com a cantora e compositora paulistana – e com Pretinho da Serrinha, produtor musical do último single de Luz, Tudo vai passar (2020).
Em sintonia com o título, Feliz, alegre e forte reverbera as boas vibrações do álbum Portas com arranjo que mixa as percussões de Carlinhos Brown e Pretinho da Serrinha com os metais orquestrados pelo trombonista Antonio Neves e pelas guitarras de Chico Brown e Davi Moraes.
Seu Jorge participa da gravação nas palmas e no coro, reforçado com as vozes de Dadi Carvalho, Chico Brown, Pretinho da Serrinha e da própria Marisa Monte.
A capa do single Feliz, alegre e forte expõe pintura de Marcela Cantuária, cuja arte pautou a estética visual do álbum Portas.
A música Feliz, alegre e forte é a boa novidade da temporada carioca do show Portas, cujo roteiro foi turbinado com músicas até então inéditas na voz da cantora – como A lua e eu (Cassiano e Paulo Zdanowski, 1975) e Flor do Cerrado (Caetano Veloso, 1974), cantadas em João Pessoa (DF) e em Brasília (DF), respectivamente – ao longo da turnê que segue pelo Brasil ao longo de 2022, voltando para o Rio de Janeiro (RJ) em outubro.
Marisa Monte lança o single ‘Feliz, alegre e forte’, gravado com Seu Jorge no coro e nas palmas
Leo Aversa / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

MC Bin Laden grava duas músicas com Gorillaz


Brasileiro ainda sugeriu um show o grupo. O Gorillaz passou pelo país para apresentações em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Bin Laden
Divulgação
O MC Bin Laden e o Gorillaz se encontraram na noite de quinta-feira (19) para gravar duas músicas juntos.
Gorillaz fecha Mita Festival e prova ao vivo que hoje é banda de carne e osso, não de pixels
A banda britânica veio ao Brasil se apresentar no festival Mita, em São Paulo e no Rio de Janeiro, e também em Curitiba.
MC Bin Laden e Damon Albarn
Divulgação
Segundo informações, o grupo e o brasileiro ficaram reunidos por cerca de cinco horas para as gravações. Bin Laden aproveitou a oportunidade para sugerir também um show juntos.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

The Kooks comenta aniversário de 15 anos do álbum de estreia: ‘Fomos clichês por muito tempo’


Banda toca em SP e no Mita Festival no Rio. Ao g1, guitarrista fala sobre novo álbum e festa no Brasil que quase acabou em tragédia: ‘Eram só algumas caipirinhas, mas viraram muitas’. Hugh Harris, guitarrista da banda britânica The Kooks, durante show no Citibank Hall, na Zona Sul de São Paulo, em 2016
Fábio Tito/G1
“Meus amigos estavam todos andando de skate, enquanto eu ia em festas glamorosas em Londres fingindo ser um adulto”. É assim que Hugh Harris, guitarrista do The Kooks, se lembra da vida aos 18 anos, quando eles lançaram “Inside In/Inside Out” em 2006.
O álbum de estreia da banda britânica foi um sucesso imediato, com hits como “Ooh La”, “Naive” e “Seaside”.
A pandemia atrasou um pouco a turnê de comemoração dos 15 anos do disco no ano passado, mas os fãs brasileiros vão ouvir as músicas que definiram a carreira do grupo em São Paulo, na próxima sexta (20), e no Mita Festival, no Rio de Janeiro, no sábado (21).
O festival também aconteceu em São Paulo no último final de semana, mas sem a banda no line-up. O show de Gilberto Gil com a família e o do Gorillaz foram destaques.
AGENDA DE SHOWS: Justin Bieber, Rosalía, Coldplay… veja quem toca no Brasil em 2022
Para o guitarrista, o álbum deu ao The Kooks uma base de fãs sólida, que permitiu que eles seguissem fazendo o som que quisessem, embora tenham se consolidado como representantes do britpop.
Luke Pritchard, vocalista e guitarrista da banda britânica The Kooks, durante show no Citibank Hall, na Zona Sul de São Paulo em 2016. Ao fundo, o guitarrista Hugh Harris
Fábio Tito/G1
“O álbum é muito mainstream, é muito pop, mas o DNA não. Ele tem raízes da música alternativa, é punk. O mood é punk rock, as melodias são pop, os solos de guitarras são como uma banda de metal dos anos 80, com baixo funkeado”, diz Harris, em entrevista ao g1.
“‘Inside In/Inside Out’ foi o trampolim para fazer o que quiséssemos. Se você tem um álbum de sucesso, pouco definido por um gênero só, você tem acesso a todos os gêneros”, explica ele.
Mas, o sucesso, na verdade, não foi bem recebido pelo guitarrista na época, que não lidava bem com aquela confusão de shows, festas.
Ele diz que demorou alguns anos até entender o que estava acontecendo. O contrato com a gravadora foi assinado quando ele tinha aos 16 anos.
“Eu realmente não tinha me encontrado completamente, não estava interessado. Era como um personagem, mas é difícil manter isso quando você não se conhece mesmo”.
“Era um estilo de vida de rock and roll e fomos muito clichês por um longo tempo. Naquele tempo era meio aceitável fazer coisas clichês como uma banda de rock, mas hoje não cola muito”.
‘Miragem’ e festa agitada no Brasil
A banda britânica The Kooks se apresenta em show no Citibank Hall, na Zona Sul de São Paulo, em 2016
Fábio Tito/G1
Não é novidade que a conexão dos artistas, especialmente internacionais, com os fãs brasileiros é intensa. Com o The Kooks, não seria diferente.
Harris descreve o país como um “palácio de ouro” e uma “miragem” para qualquer banda. “Está sempre no topo da nossa lista de lugares para ir por muitas razões”.
A última vez do The Kooks no Brasil foi em 2018, mas eles já tocaram aqui outras quatro vezes, incluindo o Lollapalooza 2015.
Ele conta um episódio peculiar em uma das vindas, sem lembrar exatamente o ano. Era o after de uma festa que terminou em uma praia do Rio de Janeiro.
“Eram só algumas caipirinhas, mas viraram várias caipirinhas e a praia virou uma rave. Shots aparecendo, aquela coisa. Olhei para Alexis, nosso baterista, e falei que seria hilário se a gente fosse mergulhar”.
A banda inglesa The Kooks se apresenta no palco Onix do Lollapalooza
Marcelo Brandt/G1
Eles foram e, pouco tempo, depois repararam que o som tinha parado e todo mundo estava na areia falando para eles saírem rápido do mar.
“Aparentemente alguém morreu lá, porque era muito agitado mesmo. A gente tentou sair, mas foi difícil. Quando conseguimos, eles nos falaram que éramos muito sortudos, porque era muito perigoso”, lembra.
“Passado o susto, a festa recomeçou e continuou quente”, diz. Ele espera novas histórias no Brasil dessa vez, mas sem tanto perigo por perto.
Álbum mais dançante do The Kooks
Luke Pritchard, vocalita do The Kooks, canta no palco Onix do Lollapalooza 2015
Marcelo Brandt/G1
Além dos hits, o trio formado por Harris, Luke Pritchard no vocal e Alexis Nunez na bateria deve tocar algumas músicas do novo álbum “10 Tracks To Echo In The Dark”, que será lançado em 22 de julho.
Eles estão lançando o sexto disco por partes; dois EPs com três músicas cada já estão no ar e mostram um The Kooks mais dançante em faixas como “25” e “Modern Days”.
Não que os shows da banda não fossem envolventes, mas a atmosfera clubber fica mais evidente do que nos demais trabalhos.
“Este é provavelmente o álbum mais dançante que já fizemos. Definitivamente. Não há uma música que você não possa dançar”.
“Sempre voltamos para David Bowie. Ele teve um período muito emocionante com Nile Rodgers em sua carreira”, explica ele com uma das referências da banda.
“Todo artista quer ter uma banda descolada que faz as pessoas dançarem, todo artista quer tocar baladas. Nós queremos ter pessoas sensuais dançando com nossa música, se sentindo bem e se soltando. Acho que todo mundo quer isso lá no fundo”, completa.
The Kooks em São Paulo
Data: 20 de maio (sexta-feira)
Local: Espaço Unimed, antigo Espaço das Américas – R. Tagipuru, 795 – Barra Funda, São Paulo
Ingressos: de R$ 150 (meia pista) a R$ 800 (mezanino inteiro)
Venda de ingressos pelo site oficial
The Kooks no Mita Festival
Data: 21 de maio (sábado)
Local: Rio Jockey Club – Praça Santos Dumont, número 31 – Gávea, Rio de Janeiro
Ingressos: de R$ 375 (meia pista) a R$ 750 (pista inteira) por dia
Venda de ingressos pelo site oficial

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Paula Braun fala de retorno às novelas após quase dez anos: ‘Estou nervosa, mas muito feliz’


Atriz está no elenco de ‘Cara e Coragem’, novela que tem estreia prevista para 30 de maio. Paula Braun será Olívia em “Cara e Coragem”
João Miguel Jr./Divulgação
Quase dez anos longe das novelas, Paula Braun celebra seu retorno para a TV. A atriz está no elenco de “Cara e Coragem”, próxima novela das 7h, prevista para estrear em 30 de maio após o término de “Quanto mais vida, melhor”.
O último trabalho de Paula em novelas aconteceu em 2013, em “Amor à vida”.
Durante uma entrevista coletiva realizada com parte do elenco de “Cara e Coragem”, Paula contou o que a motivou a retornar para a TV.
“O que posso dizer é que a gente passou por tanta coisa, por 2 anos de pandemia, acho que nossa classe sofreu sem saber como ia voltar, como ia voltar aos trabalhos, como iam voltar as novelas, se ia voltar o teatro. Foram tantas coisas…”, afirmou.
“Fiz esse teste em outubro de 2020. A gente estava num lugar da pandemia onde não tinha uma vacina muito apontada no Brasil, um plano. Aí de repente eu faço um teste no meio de uma mudança, aquilo foi como um clarão que se abre no céu. Foi muito bom ter essa oportunidade.”
“É muito bom voltar a atuar. E voltar numa novela, que é uma obra aberta, que é um outro ritmo de trabalho, que eu ainda estou aprendendo como funciona, quais são as relações, como é a rapidez da coisa,”, afirmou a atriz.
Nesse intervalo, entre outros projetos, a atriz escreveu e produziu a peça “Do Tamanho do Mundo”, estrelada pelo marido Mateus Solano. E também produziu e dirigiu o documentário “Ioiô De Iaiá” (2021), que narra a relação de sete casais juntos há cerca de 50 anos.
“Está sendo uma experiência deliciosa voltar [para as novelas]. Estou nervosa, mas muito feliz.”
Olívia
Em “Cara e Coragem”, Paula Braun será Olívia, uma bailarina e dona de uma companhia de dança, que vive há cerca de 20 anos um relacionamento às escondidas com Joca (Leopoldo Pacheco), pai de sua filha (Lou (Vitória Bohn)).
“É realmente uma personagem incrível. Ela tem esse lado de ser uma mulher forte, alegre, pra cima, ela tem as paixões dela, que são maravilhosas, que é a filha dela, a escola de dança…E ela tem, como um bom personagem, o ponto fraco dela, que é o Joca.”
“É uma mulher que acho que muitas pessoas vão se identificar com ela, principalmente por ela ter criado a filha de um jeito super… lutadora mesmo.” Joca nunca assumiu a filha.
“Acho que isso vai levantar debates bem interessantes de identificação de muitas mulheres que têm certidões de nascimento de filhos sem o nome do pai, ou com o nome do pai e um pai tão distante. Também acho acho que vai levantar um debate muito bacana de mulheres de 40 e poucos que retomam um sonho num determinado momento da vida, que acho que a Olivia tem uma virada linda.”
Paula Braun
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Lei Rouanet x shows de prefeitura: entenda as diferenças


Tema foi levantado após sertanejo Zé Neto criticar Rouanet enquanto fazia show de R$ 400 mil bancado por prefeitura no MT. Ambos usam verba pública, mas com sistemas diferentes. Zé Neto e Cristiano
Foto: Allysson Moreno/Divulgação
Em cima do palco o show é o mesmo, mas, nos bastidores, há formas diversas de escolher o artista e pagar a apresentação com investimento público. A diferença entrou em pauta após o sertanejo Zé Neto criticar a Lei Rouanet em show que custou R$ 400 mil à prefeitura de Sorriso (MT).
“Nós somos artistas que não dependemos de Lei Rouanet. Nosso cachê quem paga é o povo”, ele disse.
Entenda na arte abaixo e, em seguida, em perguntas e respostas, o que é a Lei Rouanet e o que são os shows pagos por prefeituras no Brasil:
Rouanet X Shows prefeituras: veja diferenças de duas formas de se incentivar shows com verbas públicas
g1
Como funciona a Lei Rouanet?
A Lei Rouanet é o principal mecanismo de fomento à cultura no Brasil.
Os autores (que podem ser pessoas físicas ou empresas) submetem seus projetos à Secretaria Especial da Cultura e passam por avaliação do órgão.
Desde que siga os requisitos da lei, o projeto é aprovado. Com isso, o autor tem a permissão de procurar empresas ou pessoas interessadas em apoiar financeiramente o projeto.
O valor pode ser repassado através de doação ou patrocínio. No segundo caso, o incentivador pode aparecer em publicidade do projeto, e até receber parte dos produtos para distribuição gratuita.
Os incentivadores podem deduzir de seu Imposto de Renda (IR) uma parte ou 100% do valor investido.
A Rouanet dá prejuízo ou retorno ao país? E o investimento em cultura em geral?
Um estudo do extinto Ministério da Cultura em 2018 mostrou que a cada R$ 1 investido por patrocinadores em projetos culturais por meio da Lei Rouanet, R$ 1,59 retorna para a economia do país, levando em conta o impacto econômico direto (valor total dos patrocínios captados, corrigido pela inflação) e o impacto indireto (relacionado à cadeia produtiva, como a produção de empregos).
Do material usado na cenografia de um espetáculo ao custo da alimentação da equipe que o produz, o investimento em cultura e entretenimento chega a movimentar 60 setores a economia do Brasil, revelam dados da Fundação Getúlio Vargas apresentados pela especialista em políticas culturais Cris Olivieri ao podcast O Assunto.
O g1 já mostrou como a Coreia do Sul investiu na música em um plano de mais de vinte anos e hoje colhe o lucro e o prestígio de ídolos como o BTS.
O que fazem os pareceristas da Rouanet?
Os pareceristas são técnicos de diversas áreas culturais que recebem para avaliar os projetos inscritos na Lei Rouanet. Eles são os responsáveis pela terceira fase da lei, quando o produtor cultural ou empresa já conseguiu captar 10% do dinheiro previsto.
São eles que fazem a análise técnica correspondente a cada área e segmento (artes cênicas, artes visuais, patrimônio) e indicam ou não a proposta para aprovação do Conselho Nacional de Incentivo à Cultura.
Os profissionais são contratados por editais a cada quatro anos e podem renová-los anualmente. O pagamento é feito de acordo com o número de projetos analisados.
A Rouanet a única forma de fomento?
Não. Ela é a maior, mas existem outras formas de fomento indireto à produção nacional. A principal delas é a Lei do Audiovisual, voltada para projetos de TV e cinema apenas.
Durante a pandemia, o governo federal lançou a Lei Aldir Blanc, uma ajuda emergencial ao setor cultural. Mas a Nova Lei Aldir Blanc, que estenderia a ação, foi vetada por Bolsonaro.
Há também as diretas, que são feitas por meio de editais públicos. É o caso de grande parte dos shows bancados por prefeituras pelo Brasil.
E como funcionam os shows de prefeituras?
Em geral, a prefeitura escolhe o artista, negocia e faz contrato sem licitação ou tomada de preço com vários fornecedores, já que há apenas um fornecedor possível, que é o próprio cantor.
A prefeitura costuma bancar custos como transporte, hotel e camarim, e o artista recebe o valor do cachê, para o qual não há limite por artista.
Quais são as regras para os shows de prefeituras?
Não há controle específico além da prestação de contas geral do município. O Tribunal de Contas, o Legislativo Municipal ou o Ministério Público podem questionar estes gastos.
Nada impede que as prefeituras criem os seus critérios, como na Virada Cultural de São Paulo, que tem um grupo de especialistas chamados para avaliar e selecionar os shows. Mas essa não é a realidade da maior parte do país.
“Só 16% dos municípios têm uma secretaria de cultura. Esse país não é preparado para a sua própria cultura”, diz Daniel Neves, presidente da Associação Nacional da Indústria da Música.
Há limites de cachês na Rouanet e nos shows de prefeituras?
A Rouanet tem limites, que foram reduzidos neste ano. No caso de artista ou modelo solo, o limite caiu de até R$ 45 mil para até R$ 3 mil por apresentação.
Se a apresentação for em uma orquestra, o limite que pode ser pago ao músico por apresentação passou de R$ 2,25 mil para R$ 3,5 mil e para o maestro caiu de R$ 45 mil para R$ 15 mil.
Os shows de prefeituras não têm limites de cachês.
Quais têm sido os cachês pagos por prefeituras para os shows mais populares do Brasi?
O g1 fez um levantamento com os artistas com as melhores performances nos últimos meses nos serviços de streaming.
Foram considerados todos os contratos feitos diretamente por prefeituras com as empresas destes artistas e que foram publicados na internet nas páginas das prefeituras ou em versões online dos Diários Oficiais. Os valores citados acima foram os shows mais caros encontrados de cada artista nos últimos três anos.
Mas não é possível afirmar que não haja shows mais caros feitos por estes ou outros artistas pagos por prefeituras, visto que os contratos podem ter sido feito através de outras empresas além das que agenciam diretamente os músicos, podem ter sido publicados apenas em de Diários Oficiais não disponíveis online ou disponíveis apenas através de busca interna nos sites, de forma não indexada pelo Google.
Veja abaixo os valores mais altos encontrados para cada artista:

g1
Os shows de prefeituras são importantes?
Sim. Conforme explicado no segundo item, o investimento em cultura e entretenimento chega a movimentar 60 setores a economia do Brasil. Esses shows movimentam a economia local, geram empregos e reúnem multidões. Artistas menores também são contemplados.
Daniel Neves pondera: há artistas do interior ou de periferias urbanas que nem sabem propor projetos na lei ou em editais. “Muitas vezes a complexidade da Lei Rouanet acaba afastando os pequenos agentes culturais. A prefeitura consegue, em muitos casos, ter essa sensibilidade.”
Mas “esse tipo de festa, apesar de ser importante, tem um tipo de contratação que acaba sendo um recurso de escolhas pessoais e políticas”, questiona diz Miguel Jost, professor e pesquisador de políticas públicas para cultura.
Podem haver soluções conjuntas. “A Nova Lei Aldir Blanc buscava descentralizar recursos para se investir em cultura pelas prefeituras. Aí seria institucionalizado, com mecanismos de controle, de forma mais correta”, ele diz. Mas ela foi vetada por Jair Bolsonaro.
Quanto vale o show? Veja o preço pago por algumas prefeituras no Brasil

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Kevin O Chris realiza ‘Sonho de garoto’ ao lançar DVD gravado em show em Portugal


Kevin O Chris em arena de Lisboa na gravação do show ‘Sonho de garoto’
Divulgação
♪ Em 13 de novembro de 2021, Kevin O Chris subiu ao palco armado na Altice Arena, em Lisboa, com referências explícitas no cenário às origens do cantor e compositor nascido e criado em Duque de Caxias (RJ) na Baixada Fluminense. Seis meses depois, o funkeiro lança o registro audiovisual do show intitulado Sonho de garoto.
Com 16 faixas, incluindo músicas compostas e gravadas por Kevin com David Carreira (O plano), MC Calvin (Sem você não sou ninguém), MC Roger (Trilogia 150) e Pedro Bernardino (Baila pra mim), o DVD Sonho de garoto será exibido às 20h de sexta-feira, 20 de maio, no canal oficial de Kevin O Chris no YouTube.
Após a transmissão do show captado em Portugal, somente ficará disponível o trecho da gravação ao vivo que apresenta a música inédita Segue o plano (Kevin O Chris), eleita para ser o single do álbum que desembarca nos players digitais nesta mesma sexta-feira, 20.
O próprio Kevin O Chris orquestrou a produção musical de Sonho de garoto.
Capa do DVD ‘Sonho de garoto’, de Kevin O Chris
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Arthur Nogueira grava participação em disco com versões em espanhol de músicas de Luís Capucho


Filipe Catto, Gustavo Galo, Bruno Consentino e Luiza Brina também estão no elenco do álbum. ♪ Três meses após lançar o sexto álbum, Brasileiro profundo (2022), Arthur Nogueira voltou ao estúdio. Ontem, 18 de maio, o cantor, compositor e músico paraense gravou em Belém (PA) a participação em disco coletivo que apresentará versões em espanhol de músicas de Luís Capucho, cantor, compositor e escritor que, apesar da origem capixaba, vive em Niterói (RJ) desde a adolescência.
Nogueira deu voz em estúdio de Belém (PA) à música inédita Malthus se refocila en el pulpito de la catedral, parceria de Capucho com Bruno Consentino.
Idealizado por Tive Martinez, espanhol do município de Betxí que travou contato com a obra de Capucho nos anos 1990 através da compositora Suely Mesquita, o disco traz no elenco, além de Arthur Nogueira, nomes como Abou Mourad, Bruno Consentino, Filipe Catto, Gustavo Galo, Júlia Rocha, Lucía Santalices, Luiza Brina e Vitor Wutzki.
A espanhola Wino e os norte-americanos Bob Gaulke, Emilia Cataldo e Mathieu Eveillard também estão no álbum.
Além de ter concebido o disco, do qual também participa como cantor, Tive Martinez traduziu para o espanhol o primeiro livro de Capucho, Cinema Orly (1999), para ser editado neste ano de 2022 pelo selo de literatura La Aboporu, da editora Urutau.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Kevinho, Jottapê, Fioti e outros MCs saem da Kondzilla e vão para a Portuga Records após sócios romperem


Konrad Dantas, o Kondzilla, e Marcelo Portuga eram sócios na gravadora com alguns dos maiores artistas de funk do Brasil. Com separação dos empresários, elenco fica dividido. Da esquerda: Jottapê, Kevinho e Fioti, que eram da Kondzilla Records e agora são da Portuga Records
Divulgação
Kondzilla, a marca mais conhecida do funk no Brasil, perdeu parte dos seus MCs agenciados após o rompimento dos dois sócios da empresa.
Konrad Dantas, conhecido como Kondzilla, confirmou a separação dos negócios de Marcelo Portuga, empresário que o ajudou a implantar este setor de agenciamento, editora e gravadora em 2017.
Kevinho, Jottapê, Fioti, MM e Matheuzinho estão entre os maiores artistas que passam a fazer parte da Portuga Records, empresa de Marcelo.
Lexa, Kekel, Livinho, Davi Kneip e Mila estão entre os principais cantores que continuam na Kondzilla Records, de Konrad.
Konrad e Marcelo já estavam com atividades separadas, mas só agora anunciaram oficialmente o rompimento (veja o comunicado completo abaixo).
A disputa ficou aparente para os fãs de funk no início de 2022, quando o perfil no Instagram da Kondzilla Records apareceu com outro nome, KZMP. Com mais de 2,5 milhões de seguidores, o perfil é tocado por Marcelo, que agora colocou o novo nome na página, Portuga Records.
O que é a Kondzilla?
Konrad Dantas, que tem o apelido de Kondzilla, fundou a companhia em 2012, inicialmente como uma produtora de clipes. A Kondzilla tem 4 áreas de atuação:
Kondzilla Filmes – produção audiovisual, área inicial de atividade. Eles fazem não só clipes, mas também séries, como o sucesso “Sintonia”, em parceria com a Netflix. Konrad é o fundador e diretor dessa área.
Licenciamento de produtos
Portal Kondzilla – notícias
Kondzilla Records – agência de artistas, gravadora e editora de músicas, criada em parceria pelos dois. É nesta atividade, que tem Portuga e Konrad como sócios, que houve o racha.
Encontro em 2017…
Portuga foi sócio da GR6, concorrente da Kondzilla, até 2017. Ele rompeu com a empresa e levou parte dos artistas, inclusive o estourado MC Kevinho, se uniu ao dono do maior canal de vídeos de funk do Brasil e fundou a Kondzilla Records.
O rompimento de Portuga com a GR6 e sua união com Kondzilla foi uma revolução no funk de SP, e marcou um momento de expansão e disputa das duas empresas. Houve até uma “guerra de contratação de MCs”.
Antes disso, a GR6 e a Kondzilla eram parceiras. A primeira agenciava os maiores artistas; a segunda produzia os maiores clipes. Quando Portuga rompeu com a GR6 e abriu um setor de agenciamento de cantores na Kondzilla, começou a guerra.
Rodrigo Oliveira, dono da GR6, revidou, e passou também a investir em clipes. Em junho de 2019, o g1 contou como ele conseguiu tirar parte da audiência da Kondzilla no YouTube e esquentar a batalha entre as duas maiores empresas do funk de SP.
… e separação em 2022
No início do ano, a GR6 anunciou a contratação de MC Dede, que era da Kondzilla Records. Portuga se reaproximou de Rodrigo, como o g1 comprovou em um evento da GR6.
Portuga dizia que estava “revendo os termos da sociedade” com Konrad Dantas. Ele não quis entrar em detalhes sobre o motivo desentendimento com Konrad, mas afirmou que abandonar o nome Kondzilla Records não foi uma decisão repentina, e o desgaste vinha de muito tempo.
Já Konrad disse, através de sua assessoria de imprensa, que ia “tomar providências” para interromper o uso da marca KZMP pela empresa, mas não quis informar que tipo de medidas iria tomar.
No dia 16 de março eles publicaram o comunicado conjunto dizendo que a divisão foi consensual e a criação da Portuga Records vai permitir que os dois continuem suas atividades separadamente. Leia abaixo:
Initial plugin text

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Mauro Senise e Cristovão Bastos aprontam álbum em que tocam o repertório de Paulinho da Viola


♪ Iniciadas na segunda-feira, 16 de maio, no Rio de Janeiro (RJ), as gravações do álbum Choro negro – Cristovão Bastos & Mauro Senise tocam Paulinho da Viola foram concluídas nesta quinta-feira, 19 de maio.
No disco, de título autoexplicativo, o pianista Cristovão Bastos (à direita na foto tirada no estúdio da gravadora Biscoito Fino) e o saxofonista e flautista Mauro Senise (de chapéu) abordam o cancioneiro do compositor carioca, um dos mais finos estilistas do samba e do choro.
O tema que dá nome ao álbum, Choro negro, é parceria de Paulinho da Viola com Fernando Costa, tendo sido apresentado por Paulinho há 49 anos no álbum Nervos de aço (1973).
Bastos e Senise incursionam pelas composições de Paulinho da Viola com os toques dos músicos Jeff Lescowich (contrabaixo) e Jurim Moreira (bateria e percussão). Viabilizado com produção executiva de Ana Luísa Marinho, o álbum tem arranjos de Cristovão Bastos.

Fonte: G1 Entretenimento