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1 ano sem MC Kevin: Deolane Bezerra diz que pretende levar flores à cemitério: ‘Ato simbólico’


Advogada diz ainda que tradicional tributo é ‘bem superficial’. ‘O que eu faço pelo Kevin mesmo, e o que eu pretendo fazer até o final da minha vida, é orar para que a alma dele descanse em paz.’ Deolane Bezerra diz como vai homenagear MC Kevin um ano após sua morte
Há um ano, em 16 de maio de 2021, o cantor MC Kevin morreu após cair da varanda de um quarto no quinto andar de um hotel, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Semanas antes, Kevin havia se casado com a advogada Deolane Bezerra. E em entrevista recente ao g1, a advogada contou o que pretende fazer no dia em que marca o um ano de morte do cantor.
“Somente orar. É o que eu tenho feito.”
“Eu já não uso da imagem do Kevin constantemente, até por causa de muitas críticas. Muitas pessoas, até hoje, falam que eu ainda sobrevivo usando a imagem dele, o que eu não faço. Mas nós somos obrigados a escutar. E escuta por um ouvido e sai pelo outro.”
“Mas o que eu faço pelo Kevin mesmo, e o que eu pretendo fazer até o final da minha vida, é orar para que a alma dele descanse em paz”.
“Quero ir lá no cemitério, levar flores, que eu acho algo bem superficial, mas é o que a sociedade gosta, né?”
“Eu não estou lá constantemente porque, para mim, ele está dentro do meu coração. Ele não está ali. Mas creio que é um ato simbólico.”
Deolane Bezerra, viúva de MC Kevin, faz tatuagem em homenagem ao cantor: ‘No meu coração, só ficará momentos bons’
Reprodução/Instagram
A advogada também falou sobre a dor da saudade de Kevin. E que o sentimento não se resume ao Kevin enquanto marido.
“Eu acordo, até hoje, e preciso ir pro Instagram pra saber se é verdade, achando que ele está em algum show, que ele viajou.”
“E não com aquele sentimento de saudade de mulher, de relacionamento, mas do ser humano Kevin, aquele ser humano que alegrava todo mundo de manhã quando acordava, que brigava com os outros, que ia para a mídia.”
“Saudade desse Kevin, de uma pessoa legal. Não de não acreditar que se foi o meu parceiro, sabe?”
“É muito difícil. A dor da saudade é muito difícil. Porque ao mesmo momento que você supera, que você aceita, porque o tempo te faz aceitar, você sente uma coisa dentro de seu coração incontrolável.”
“Então você fala: quando vai passar? Mas não passa. Tem dias que é mais forte. Tem dias que você até nem lembra, que você está tão atarefada. É muito difícil perder alguém e eu nunca perdi alguém assim tão próximo. É fogo.”
Leia entrevista completa do g1 com Deolane Bezerra
Deolane Bezerra
Marcelo Brandt/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Magda Cotrofe, 3 vezes capa da Playboy, diz ter medo de plástica e relembra procedimento: ‘Parecia monstro’


Hoje curadora do museu do biquíni, que fica na Alemanha, ela fala de vida em família e de assédio quando era modelo. Série do g1 relembra trajetória e conta como estão ‘musas dos anos 90’. Magda Cotrofe: série musas 1990
Magda Cotrofe foi uma das precursoras no uso do biquíni asa-delta, e marcou época como modelo e musa nas décadas de 1980 e 1990. A história dela com a peça rendeu seu atual posto como curadora da América Latina do Bikini Art Museum, da Alemanha.
O convite veio pouco antes da pandemia. O museu foi inaugurado em 2019, mas Magda só conseguiu visitar o local em julho de 2021. “Foi incrível. A gente não conseguiu fazer uma inauguração, nem levar os brasileiros, levar os estilistas, por causa da pandemia”, conta ao g1.
Nesta semana, o g1 dá voz às mulheres que foram chamadas de musas nos anos 1990. Nesta série de entrevistas, elas relembram as trajetórias e contam como estão.
Aos 59 anos, Magda não está atuando mais tanto como modelo, mas não abandonou a profissão:
“Falam: ‘ah, você é ex-modelo?’. Não. A gente sempre é modelo, né? Às vezes, você não está, mas você sempre é. Então, a questão é que em momentos a gente trabalha com presença [em eventos]. Enfim, essa parte de modelo continua. Trabalhando, atuando dessa mesma forma. Isso é sempre.”
Ela também foi atriz, com participações no humorístico “Viva o Gordo” e no filme “Solidão, Uma Linda História de Amor”. Magda ainda fez história ao sair por três anos seguidos na capa da revista “Playboy”. Antes, já havia recusado um convite para ser Garota Playboy.
No Bikini Art Museum na Alemanha, Magda Cotrofe posa com os panéis que contam um pouco de sua história
Arquivo Pessoal
“Aí falei. ‘Ah, não, acho legal eu começar uma carreira com um título de garota’. E eu acho assim, vou aparecer e tchau, né?”, relembra.
Pouco depois, Magda saiu no carnaval com a União da Ilha. “Foi um sucesso louco quando eu saí, foi minha primeira vez no carnaval e eu apareci demais na Globo. Então foi uma loucura.”
“E daí realmente veio o convite [para capa]. Aí eu já tava com uma outra cabeça, já achava que era legal. E aceitei melhor. Aí fui aceitando, foram três capas seguidas”, conta.
Ao g1, Magda, falou ainda sobre sonhos, arrependimentos, assédio e processo de envelhecimento. Hoje, ela é mãe da estilista Talita, de 33 anos, e do DJ e produtor musical Tiago, de 29.
“Eu não fico competindo, não quero ser uma garota de 20 anos, sabe?”
“Eu tenho minhas ruguinhas, eu vou tentar trabalhar isso da melhor forma possível, porque eu gosto de me olhar no espelho e ver o que eu gosto. Se a fulana está preocupada se eu tenho uma ruguinha aqui, ali, o problema é da pessoa, não é problema meu.”
Magda Cotrofe com os filhos Talita e Tiago
Arquivo Pessoal
g1 – Primeiramente, queria que você falasse um pouco sobre a diferença do assédio dos fãs ali na década de 1990 e atualmente.
Magda Cotrofe – Então, o assédio é menor, né? Mas quando se reconhece, é sempre a mesma coisa. E o assédio hoje é mais digital. Então mudou um pouquinho essa coisa do físico, do pessoalmente. As pessoas, hoje, elas se entregam mais no digital, vamos dizer assim, né?
g1 – E isso é bom ou ruim? Porque as pessoas, ao vivo, às vezes deixam de fazer algumas coisas que no virtual têm mais coragem, né?
Magda Cotrofe – As pessoas têm mais coragem, são mais ousadas porque estão ali pela internet, então elas podem fazer, ser quem elas quiserem.
“No corpo a corpo, quando é uma pessoa ousada, não é muito bom, né? Para a gente, é muito ruim. E passamos por momentos bem difíceis.”
Eu e outras modelos, tenho certeza disso. Então assim, o digital você deleta e tudo bem. Acho que é mais tranquilo, com certeza.
g1 – E falando sobre o assédio na profissão, a gente vê atualmente tantas denúncias, né, o movimento #metoo… Como foi para você na época? Passou por alguma situação assim?
Magda Cotrofe – Como a gente não entendia isso, vamos dizer assim, a gente não tinha essa referência, — e jamais pensava que a gente ia ter algum tipo de defesa para isso, que alguém ia defender a gente, — então jamais pensei [em denunciar]. A gente não pensava, a gente tentava se defender com o que a gente tinha com a gente mesmo, vamos dizer assim.
Era muito difícil você pensar. ‘Ah, vou denunciar’, porque não existia. Então ou você aceitava ou você não aceitava.
“Deixei de ter alguns trabalhos bacanas porque existia esse tipo de assédio, existia esse tipo de ‘ou você aceita ou você não vai fazer nada’. Então deixei de fazer.”
Magda Cotrofe: em imagem de 1990, usando maiô asa-delta, e em clique de 2020
Dario Zalis/Helmut Hossmann
g1 – E isso te desanimava? Como era para você?
Magda Cotrofe – Muito. Muito, viu? Realmente dificultou muito, né? O caminho é muito mais cheio de pedras. Pedras e buracos. Quando você chegava em algum lugar, era sempre assim, então desanimava bastante.
Mas eu fui uma pessoa muito firme. Como eu comecei eu mesma fazendo meus contratos, então eu falo que eu era muito rude. Porque ali era onde eu conseguia filtrar o que era bom e o que era ruim para mim. Era minha maneira, meu escudo.
g1 – Quem você aponta como musas da atualidade?
Magda Cotrofe – Eu falo assim, a Magda Cotrofe de hoje seria a Juliana Paes. Só que agora ela emagreceu muito… Eu acho que a que sempre me referenciei foi ela. Estilo de corpo, curvas, eu sempre vejo a Juliana Paes mesmo como a Magda Cotrofe de hoje.
g1 – E você vê muita diferença das musas dos anos 90 e as musas atuais? Você acha que mudou muito da sua época?
Magda Cotrofe – Eu acho que mudou bastante porque é um estilo totalmente diferente. A gente tinha essa diferença muito grande de quem fazia biquíni, lingerie, e quem fazia passarela. Então existia essa diferença incrível. Já com a chegada da Gisele Bündchen, já mudou bastante, porque ela é magrinha e tal, faz de tudo, então acho que já dali ficou um marco para essa diferença.
Eu, na passarela, era uma coisa muito difícil. Tanto é que eu fiz curso de modelo, manequim, e a Bruna [professora] não me passava para a passarela de jeito nenhum. Mas o que eu mais fiz foi viajar pelo Brasil inteiro desfilando, por incrível que pareça.
Mas aí foi como personalidade, que as pessoas gostariam de conhecer, diferente de passarela moda Fashion mesmo, né? Eles queriam mesmo as pessoas bem magrinhas. Tipo cabide. Mas eu não era tão magrinha. E hoje não tem mais nem isso. Qualquer um pode estar na passarela, eu acho o máximo isso.
“E na época, modelo era modelo, atriz era atriz. Então modelo quando queria ser atriz era uma briga total. As atrizes não gostavam. Eu acho que até hoje deve ter um pouco disso. Mas, nossa, era um preconceito incrível.”
Magda Cotrofe em ensaio na década de 1990
Arquivo Pessoal
Eu fiz o Jô Soares, “Viva o gordo”, na Globo. Então você já começa a entrar, já existe uma barreira, né? Existia essa coisa muito grande de preconceito mesmo.
g1 – Vi uma entrevista que você comenta que, hoje, está todo mundo muito igual…
Magda Cotrofe – Eu te falo das pessoas serem iguais no sentido geral, não só de modelo ou de artistas, de atriz. “Ai, vamos botar a sobrancelha assim”, aí todo mundo vai lá quer botar a sobrancelha assim. “Vamos fazer o corpo assim”, todo mundo vai lá e faz o corpo assim.
Então parece que você entrou numa máquina e sai todo mundo igual. Eu sempre quis ser diferente. Eu estava comentando isso com minhas amigas, eu sempre quis ter algo diferente. As pessoas se vestiam de uma maneira, e eu queria ter algo diferente. Sei lá se isso era bom ou era ruim, nem sei, meu jeito de ser.
g1 – E como que é para você envelhecer nesse momento em que tá todo mundo ficando igual, fazendo harmonização, como você mesma acabou de dizer?
Magda Cotrofe – Eu acho super válido, eu sou a favor de cirurgia. Sou a favor dos procedimentos. Agora nada com exagero, né, gente? Acho que você tem que harmonizar, a palavra já fala, ser harmônico. Então, harmônico é algo que fica bonito, algo que fica bacana. E tem que ter esse cuidado.
“Tenho muito medo de fazer qualquer coisa, principalmente rosto, porque eu fiz uma vez um preenchimento e deu alergia, e fiquei com o rosto enorme, parecia um monstro.”
Eu chorava a noite inteira, desesperada conversando com o cirurgião. Aquilo ali me traumatizou muito, eu fiquei muito preocupada. Então, tem que ter todos os cuidados.
Agora, tem gente mudando a identidade. Tem pessoas que eu conheci que eram de uma maneira e eu não conheço mais. A pessoa tem um rosto meio oval e, de repente, ela está com rosto quadrado, uma outra identidade. Mas enfim, faz parte.
g1 – Não sei se você chegou a assistir, mas na novela “Um lugar ao sol” (2021-2022), a personagem da Andreia Beltrão falou sobre o processo de envelhecimento de uma ex-modelo. Você sente esse processo de envelhecimento, sente o julgamento das pessoas nas redes?
Magda Cotrofe – Para mim, eu tô bem, graças a Deus. Eu me preocupo muito com a saúde, eu acho que a saúde em primeiro lugar. Eu não faço dieta, como de tudo. Não sei se é certo, mas de vez em quando eu puxo minhas orelhas mesmo, “tipo Magda, não dá, você comeu demais, você exagerou esse mês inteiro, vamos segurar a onda”. Então eu mesma vou me equilibrando.
Eu agradeço papai do céu pelo o que sou, pela minha saúde e pela minha família também pela genética, que eu tenho. Mas acho que independente disso, você tem que ter uma cabeça boa de envelhecer.
Eu não fico competindo, não quero ser uma garota de 20 anos sabe? Eu tenho minhas ruguinhas, eu vou tentar trabalhar isso da melhor forma possível, porque eu gosto de me olhar no espelho e ver o que eu gosto. Se a fulana tá preocupada se eu tenho uma ruguinha aqui, ali, o problema é da pessoa, não é problema meu. Eu tô bem.
“Procuro estar bem comigo mesma, eu acho que isso é o principal, né? O principal do envelhecimento é a cabeça, não é o corpo.”
g1 – Você fez TV, passarela, capas de revistas, posou nua três vezes… Você se arrepende de alguma coisa que tenha feito ou até de algo que tenha deixado de fazer ao longo da carreira?
Magda Cotrofe – Não. Assim, eu gostaria muito de ter feito mais trabalhos de moda mesmo, mais editoriais que eu amo, eu amo de paixão. Eu fiz muita passarela, mas com essa coisa da celebridade.
Mas eu senti falta disso. A revista, o nu, foi um gatilho para minha profissão, o meio que eu achei que chegar mais rápido, né? Eu já não era tão novinha, já tinha 21 anos, já tinha modelos bombando na época, Xuxa, Luiza, no auge, bombando, duas lindas, maravilhosas.
Eu era esportista, era patinadora artística, a minha veia era esporte. Comecei a ser modelo por acaso. Meu avô falava que eu tinha que ser miss. Cheguei a participar do Miss Estado do Rio com Sílvio Santos na época, mas eu nunca tirava primeiro lugar. Tudo era segundo ou terceiro lugar.
Aí acabei sendo modelo e aí veio a Playboy, o convite. Eu não aceitei a primeira vez porque era tipo garota Playboy, alguma coisa assim. Aí falei. ‘Ah, não, acho legal eu começar uma carreira com um título de garota’. E eu acho assim, vou aparecer e tchau, né?
E aí foi quando aconteceu a história do carnaval, foi um sucesso louco quando eu saí. Foi na União da Ilha minha primeira vez no carnaval e eu apareci demais na Globo. E daí realmente veio o convite. Aí eu já estava com uma outra cabeça, já achava que era legal. E aí aceitei melhor. Aí fui aceitando, foram três capas seguidas.
Magda Cotrofe
Wagner Carvalho
g1 – Você comentou de a revista ser um gatilho para sua carreira. E era uma época em que o cachê do nu mudava a vida das mulheres também, né? Foi assim para você também? E foi bom também ter recusado a primeira para chegar num outro patamar para ter um outro cachê?
Magda Cotrofe – Sim, foi perfeito ali. Foi uma decisão perfeita, foi uma decisão tomada bem certeira. Mas assim, o cachê… Tinha muita história em cima desse cachê, né? Muito mito de que eram coisas… Era muito bom sim, mas não essa coisa que todo mundo pensava. Ajudava? Ajudava. Mas acho que mudar, mudar assim…
Depois até ficou melhor. Apesar de elas não ganharam cachê, elas ganhavam comissão em cima da revista. Então aquelas que realmente fizeram, tipo a Tiazinha, as Sheilas… Nossa, ganharam muito, porque elas venderam muito, né? E elas foram o finalzinho dali da história. Depois foi para digital. E aí depois perdeu a graça.
g1 – E quais são seus sonhos e metas profissionais hoje?
Magda Cotrofe – Claro, a gente sempre tem sonhos, sempre tem metas. Eu quero muito trabalhar nessa área cultural. Até porque eu já fiz um trabalho cultural levando peças de teatro pro interior.
A história do museu, quero levar para frente. Eu quero ver se eu consigo fazer algumas coisas aqui no Brasil, fazer esse intercâmbio, algumas exposições aqui. Eu estou com bastante projeto. Infelizmente, com a pandemia eu não consegui colocar esses projetos em prática, mas enfim, eu acho que agora vai.

Fonte: G1 Entretenimento

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Amber Heard x Johnny Depp: audiências judiciais são retomadas nesta segunda (16)

Ex-casal luta na Justiça desde 2016, com acusações de ambos os lados. Nos tribunais, foram revelados episódios de violência, ameaças e polêmicas. Disputa no tribunal estava em recesso. A disputa judicial entre o ex-casal Johnny Depp e Amber Heard deve ser retomada nesta segunda-feira (16), após alguns dias de recesso, com a atriz no banco das testemunhas.
Até o momento, os jurados do caso ouviram gravações explícitas dos argumentos do ex-casal e até depoimentos sobre um dedo decepado, fezes em uma cama e uma suposta agressão sexual com uma garrafa.
Depp, 58, está processando Heard, 36, em US$ 50 milhões, dizendo que ela o difamou quando alegou ter sido vítima de abuso. Heard contra processou o ator por US $ 100 milhões, argumentando que Depp a difamou ao chamá-la de mentirosa.
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Dedo cortado e fezes na cama
A estrela de “Piratas do Caribe” disse que nunca bateu em Heard e argumentou que ela era a agressora no relacionamento. No início de 2015, logo após o casamento, segundo o ator, Heard jogou uma garrafa de vodka que cortou a ponta do dedo médio direito de Depp.
Em abril de 2016, disse Depp, fezes foram encontradas na cama dos dois. Um de seus seguranças testemunhou que Heard lhe disse que as fezes foram deixadas lá como uma “pegadinha horrível que deu errado”.
Heard, mais conhecida por seu papel em “Aquaman”, negou ter cortado o dedo de Depp e disse que só o acertou para se defender. Em depoimento sobre aquela noite, ela disse que Depp a agrediu ao inserir uma garrafa de bebida em sua vagina enquanto ele ameaçava matá-la.
Heard ainda não foi interrogado pelos advogados de Depp.
O caso depende de um artigo de opinião de dezembro de 2018 que Heard escreveu para o “Washington Post”. O artigo nunca mencionou Depp pelo nome, mas seu advogado disse aos jurados que estava claro que Heard estava se referindo a ele. O divórcio do casal foi finalizado em 2017, após menos de dois anos de casamento.
Depp, que já foi uma das maiores estrelas de Hollywood, disse que as alegações de Heard lhe custaram “tudo”. Um novo filme de “Piratas do Caribe” foi suspenso e Depp foi substituído na franquia de filmes “Animais Fantásticos”, um spin-off de “Harry Potter”.
Os advogados de Heard argumentaram que ela disse a verdade e que sua opinião estava protegida pela liberdade de expressão pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
As alegações finais do julgamento estão marcadas para 27 de maio.
Menos de dois anos atrás, Depp perdeu um caso de difamação contra o “The Sun”, um tabloide britânico que o rotulou de “espancador de esposas”. Um juiz da Suprema Corte de Londres decidiu que ele havia agredido Heard repetidamente.
Os advogados de Depp abriram o caso no condado de Fairfax, Virgínia, porque o “Washington Post” é impresso lá. O jornal não é réu no caso.

Fonte: G1 Entretenimento

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Helena Ranaldi celebra retorno de ‘A Favorita’ à TV e relembra Dedina: ‘Adoro personagens dramáticos’


Novela, que foi exibida originalmente em 2008, volta ao ar nesta segunda-feira (16) no ‘Vale a Pena Ver de Novo’. Elenco de “A Favorita”: Helena Ranaldi com Malvino Salvador e Roberta Gualda
Globo/Divulgação
Nesta segunda-feira (16), a novela “A Favorita” volta para a TV e será exibida no “Vale a Pena Ver de Novo”.
“Fiquei muito feliz com a notícia, e acho que vai ser um sucesso, sim, porque foi uma novela muito bem recebida na época”, celebrou Helena Ranaldi, que integrou o elenco da novela exibida, originalmente, em 2008.
Helena interpretava Dedina, mulher do prefeito Elias (Leonardo Medeiros). E em certo momento, a primeira-dama trai o marido com o melhor amigo dele, Damião (Malvino Salvador).
“A personagem viveu o conflito de ter uma relação extraconjugal com um amigo do marido. Isso foi bem marcante. E a trajetória da personagem, uma trajetória importante para um ator, ter essas mudanças em desenho dramatúrgico, de ela começar como uma esposa dedicada e depois de um tempo se apaixonar por um amigo do marido. E todo escândalo que isso gerou na vida dela, a forma com que ela foi jogada para fora de casa e a morte quase que na sarjeta…”, afirmou Helena em entrevista divulgada pela TV Globo.
“Eu adorei. Adoro esses personagens mais dramáticos. Foi muito estimulante para mim.”
Helena também falou sobre o fato de a novela revelar a verdadeira vilã com a trama já em andamento.
“Foi uma narrativa bem diferente. E esse suspense, essa dúvida sobre a vilã, a gente fica sempre sem saber quem de fato era a vilã da novela. Isso foi um ponto muito forte da novela e muito diferente, porque normalmente os personagens são muito bem definidos logo no começo, e eu acho que essa novela teve esse diferencial.”
Momentos marcantes
Helena contou que o que mais a marcou nesse trabalhou “foi a curva dramática da personagem. E o final dela, bastante trágico”.
Ela ainda pontuou a cena mais marcante para ela. “Foi quando a Dedina é expulsa de casa e jogada na sarjeta pelo marido.”
A atriz disse também que, sempre que puder, pretende rever a novela nesse período.
“Eu sou bastante autocrítica, mas eu gosto de rever os trabalhos antigos, me dá uma saudade, inclusive dos colegas, e acho bacana. Sempre que posso, eu dou uma olhadinha em algum trabalho meu que está reprisando.”
Projetos
Helena, que já vem produzindo algumas peças de teatro há alguns anos, agora faz sua estreia em um longa-metragem.
“É minha primeira produção no cinema. Trata-se da transposição de um texto teatral que eu produzi também e participei como atriz, ‘Cordel do Amor Sem Fim’, um texto da dramaturga Cláudia Barral, e nós estamos em fase de pré-produção, vamos filmar em junho.”
“Estou em um momento de muito trabalho, mas eu tenho certeza de que vai ser um filme muito bonito, um filme que vai na contramão de tudo que a gente está vivendo, um filme que fala sobre amor e esperança.”

Helena Ranaldi com Leonardo Medeiros são Dedina e Elias em “A Favorita”
Divulgação/Globo
‘A Favorita’, ‘A força do querer’, ‘Verdade Secretas’ e mais: as 15 novelas mais marcantes

Fonte: G1 Entretenimento

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Ex-BBB Rodrigo Mussi mostra carta que escreveu em sua 1ª aparição após o acidente: ‘Não estou vivo à toa’


Juíza quer saber se ex-participante de realitty tem ‘condições clínicas e psicológicas’ para falar sobre acidente de trânsito em março. ‘Obrigado Deus por me dar uma nova chance, uma nova vida e um livro novo em branco nas mãos para escrever novas histórias’, escreveu. Carta escrita por Rodrigo Mussi neste domingo (15)
Reprodução
O ex-BBB Rodrigo Mussi escreveu e postou uma carta exibindo a mão direita em suas redes sociais neste domingo (15). Essa é a primeira aparição do ex-BBB após o acidente de trânsito que sofreu em 31 de março., em São Paulo.
Na carta, Rodrigo diz que não sobreviveu à toa e agradece por uma nova vida.
“Aqui é o Rodrigo, vocês dizem que eu sou um milagre e eu acredito que não estou vivo atoa. Ainda estou assimilando tudo. Obrigado Deus por me dar uma nova chance, uma nova vida e um livro novo em branco nas mãos para escrever novas histórias. Agora eu faço aniversário 2 vezes por ano. Lembrem-se somos abençoados para abençoar. Em breve estou de volta”, diz Rodrigo.
O ex-BBB teve alta do Hospital das Clínicas em 28 de abril, após quase um mês internado, e segue em tratamento em uma clínica de reabilitação.
Investigação
A Justiça de São Paulo quer saber de Rodrigo Mussi tem “condições clínicas e psicológicas” para falar sobre o acidente de trânsito. O caso corre sob sigilo no inquérito a pedido do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil.
Em seu decisão, a juíza Aparecida Angélica Correia, da 1ª Vara Criminal do Fórum de Pinheiros, na Zona Oeste da capital, determinou nesta terça-feira (10) que também fossem realizadas com urgência mais diligências em busca de documentos do período de quase um mês que o ex-BBB ficou internado no Hospital das Clínicas, bem como relatórios sobre seu tratamento médico para saber se ele teve “eventuais sequelas”.
“Entendo por bem decretar o sigilo destes autos. Providenciem-se as anotações necessárias. Cobre-se, com urgência, a juntada do laudo pericial do local dos fatos, já requisitado pela Autoridade Policial. Oficie-se, com urgência, ao Hospital das Clínicas, a fim de encaminhar relatório médico atualizado acerca das lesões sofridas por Rodrigo Abrão de Carvalho Mussi Ivo, bem como sobre o tratamento, eventuais sequelas e, ainda, se a vítima possui condições clínicas e psicológicas de prestar declarações sobre os fatos”, escreveu a magistrada em seu despacho publicado no site do Tribunal de Justiça (TJ).
Procurado pelo g1 para comentar o assunto, o MP informou, por meio de sua assessoria de imprensa que “decretado o sigilo dos autos, em razão das peculiaridades do caso, razão pela qual o Ministério Público não vai fornecer informações.”
MP optou por pedir mais informações
Na última segunda-feira (9), o Ministério Público (MP) recebeu a conclusão do inquérito da Polícia Civil sobre as causas e responsabilidades pelo acidente de trânsito que deixou Rodrigo gravemente ferido. O ex-participante do programa Big Brother Brasil, de 36 anos, teve traumatismo craniano e outras fraturas e passou por cirurgias. Ficou quase um mês internado no hospital até receber alta no último dia 28 de abril.
“A promotoria de Justiça Criminal de Pinheiros recebeu o inquérito policial nesta segunda-feira (9) e está na fase de análise dos autos”, informa nota divulgada nesta terça (10) pela assessoria de imprensa do Ministério Público.
A Promotoria analisou o relatório final da investigação e decidiu pedir mais diligências sobre o caso que envolve o motorista de aplicativo Kaique Reis, de 24 anos. Ele é investigado por suspeita lesão corporal culposa ao volante, aquele no qual não há a intenção de machucar alguém.
Rodrigo estava no banco de trás do carro, provavelmente sem cinto de segurança, quando o veículo dirigido por Kaique bateu na traseira de um caminhão na Marginal Pinheiros, entre as pontes Cidade Universitária e Eusébio Matoso, no Butantã.
Quando recebeu o inquérito da polícia, o MP poderia ainda:
arquivar o caso se entender que não houve crime;
oferecer uma transação penal ao condutor para que ele não seja acusado pelo crime. Poderia sugerir, por exemplo, que o motorista fizesse um curso de reciclagem ao volante;
ou denunciar o motorista pelo crime de lesão corporal culposa;
Motorista foi imprudente, diz polícia
Vídeo mostra momento do acidente com ex-BBB Rodrigo Mussi em SP
A investigação do 51º Distrito Policial (DP), Rio Pequeno, concluiu na no dia 4 de maio que Kaique foi “imprudente” ao admitir que cochilou ao volante quando colidiu com o veículo que trafegava pela via. Uma câmera de segurança gravou o momento da batida (veja vídeo acima).
Para o delegado Júlio César dos Santos Geraldo, Kaique é o único autor das lesões provocadas em Rodrigo. Como a punição para esse crime é de até 2 anos de reclusão, caso o motorista fosse condenado pela Justiça, e diante do fato de não caber prisão por ser de menor potencial ofensivo, ele não foi indiciado. Pela lei, existe a possibilidade ainda de conversão da pena em pagamento de multa ou prestação de serviços comunitários.
O relatório do inquérito também apontou que, durante vários dias, Kaique dirigiu além da carga horária permitida para sua jornada de trabalho. E que essa irregularidade não foi fiscalizada pelo aplicativo de transporte. O g1 não conseguiu localizar o motorista ou sua defesa para comentarem o assunto até a última atualização desta reportagem.
Na época do acidente, Kaique e o motorista do caminhão foram ouvidos pela polícia e liberados. Os dois não se machucaram na batida.
Ex-BBB se recupera após alta
O ex-BBB Rodrigo Mussi, que se recupera em São Paulo após acidente de carro.
Reprodução/Instagram
Após quase um mês de internação no Hospital das Clínicas (HC), Rodrigo teve alta e seguirá o tratamento de reabilitação intensiva em uma clínica. O ex-BBB iniciou a nova etapa de sua recuperação na Rede de Reabilitação Lucy Montoro, que é referência no país no uso de terapias com alta tecnologia que envolvem robótica.
Pelas redes sociais, a família do ex-BBB agradeceu o atendimento recebido que, segundo o irmão dele, o advogado Diogo Mussi, é “de primeiro mundo”. Foi Diogo quem fez a representação criminal na delegacia para que a polícia continuasse investigando o caso.
Embora ainda apresente algumas falhas de memória e dificuldade na fala, os parentes afirmaram que o ex-BBB está se recuperando muito bem.

Fonte: G1 Entretenimento

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Milton Nascimento apronta música com Ronaldo Bastos e expande parceria iniciada há 55 anos


♪ Em 1967, ao lançar o primeiro álbum, Milton Nascimento abriu parcerias promissoras com os letristas Fernando Brant (1946 – 2015), Marcio Borges e Ronaldo Bastos. Todos se tornaram colaboradores fundamentais da obra do compositor de origem carioca e alma musical mineira – como mostraram discos emblemáticos como Clube da Esquina (1972), assinado por Milton com Lô Borges.
Ao anunciar a derradeira turnê da carreira que já contabiliza 60 anos em 2022, A última sessão de música, Milton expande a parceria com Ronaldo Bastos, iniciada há 55 anos com a canção Três Pontas, alocada na abertura do álbum Milton Nascimento (1967). O poeta fluminense pôs versos em melodia de Milton, gerando a música Sorte no amor.

Fonte: G1 Entretenimento

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Nando Reis lança edição expandida do segundo álbum solo com dueto entre as sete faixas inéditas


♪ Lançado em 2000, há 22 anos, o segundo álbum solo de Nando Reis, Para quando o arco-íris encontrar o pote de ouro, ganha edição expandida, prevista para chegar aos players digitais e às lojas a partir de 10 de junho.
Nesta edição, que será inclusive lançada no formato físico de CD, o artista acrescenta sete faixas inéditas às 11 faixas do disco original gravado entre Estados Unidos e o Brasil com produção musical feita em Seatle (EUA) – sob a batuta de Jack Endino – e no Brasil com Tom Capone (1966 – 2004) no comando do estúdio.
O próprio Nando Reis também assinou com Endino e Capone a produção musical desse álbum em que apresentou onze músicas inéditas compostas solitariamente, sem parceiros.
Na edição expandida do disco, cinco dessas onze músicas – Dessa vez, Frases mais azuis, Nosso amor, Relicário e a composição-título Para quando o arco-íris encontrar o pote de ouro – reaparecem nos registros originais e nas embrionárias e até então inéditas versões demo de voz e violão. Já Quem vai dizer tchau? é bisada no disco com outro arranjo de cordas.
Faixa inédita já lançada em single na sexta-feira, 13 de maio, a regravação de Hey babe em dueto com a cantora Elana Dara foi feita com produção musical de Pupillo Oliveira.
Capa do álbum ‘Para quando o arco-íris encontrar o pote de ouro’, de Nando Reis
Kib Beelman

Fonte: G1 Entretenimento

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Os mitos e a realidade das amizades no século 21


As novas tecnologias digitais mudaram a forma como fazemos e mantemos amigos, o que nos faz questionar sobre como serão as amizades no futuro. A tecnologia mudou atitudes, mas nossa capacidade de manter amizades é semelhante à do passado
Oli Scarff/Getty Images via BBC
Durante os lockdowns impostos em decorrência da pandemia de Covid-19, observei como meus filhos responderam ao fato de que não podiam mais ver seus amigos pessoalmente. Não havia mais conversas cara a cara. Nem dia de brincar junto. Ou visitas aos amigos.
Se o confinamento tivesse acontecido umas duas décadas antes, qualquer contato com pessoas que não moram com a gente teria sido feito por meio do telefone, email ou cartas.
Nos anos 2020, porém, as coisas são diferentes. Minha filha e os amigos jogavam um game no celular, enquanto discutiam a estratégia num grupo de WhatsApp. Meu filho, que ainda não tem idade para ter celular, batia papo com os colegas da escola por meio do Google Classroom.
Os dois ficaram claramente acanhados durante o lockdown, mas o nervosismo em relação a conversar com amigos que eles não viam fazia um tempo foi curado pelo uso de plataformas de chamadas de vídeo com jogos embutidos: após poucos minutos de uma competição de risos, sem dar uma palavra, em que se transformavam em unicórnios e pegavam donuts com seus chifres virtuais, eles haviam relaxado, para debater assuntos sérios como Pokémon e Mario Kart.
Nenhuma destas tecnologias existia uma geração atrás. Quando eu tinha a mesma idade que eles, as interações em tempo real sem presença física com amigos acontecia pelo telefone, no corredor de casa, onde todo mundo podia ouvir o que eu estava falando. E eu não podia falar por mais de 10 minutos sem que meu pai ou minha mãe começassem a resmungar sobre a conta de telefone e a ideia de “cortar a linha”.
Não havia unicórnios pegando donuts, embora eu tivesse a liberdade de desafiar minha inteligência tentando desenroscar o fio em espiral do telefone. As chamadas telefônicas como os amigos eram um prazer eventual, não um acontecimento diário. O lockdown na minha infância teria sido uma experiência social bem diferente.
As crianças podem parecer isoladas quando estão no computador, mas muitas vezes estão socializando
Max Mumby/Getty Images via BBC
Mas é diferente até que ponto? As diferenças na forma com que nós interagimos com nossos amigos hoje, em comparação com uma geração atrás, são meramente superficiais — comparáveis à diferença entre escrever uma carta a um amigo num papel sem linhas e escrever num papel com linhas?
Ou será que existe algo a respeito das amizades contemporâneas que é fundamentalmente diferente das amizades verdadeiras de anos atrás? Se for este o caso, como as amizades devem continuar a mudar no futuro?
É comum nos dias de hoje reclamar que as amizades não são mais como eram antes. Que restaurantes estão repletos de pessoas olhando para seus celulares, em vez de conversando umas com as outras. Que a cultura do “selfie” nos transformou em narcisistas que se importam mais em gerenciar nossas próprias relações públicas do que em estar presente, um com o outro. Que as amizades de hoje em dia são de alguma forma mais condicionais do que eram no passado, à medida que vivemos em “câmaras de eco” online, numa bolha de indivíduos que pensam como nós, e rejeitamos pontos de vista diferentes.
Até mesmo a palavra “amigo” foi transformada pelas redes sociais: existe um novo sentido, em que ser amigo de alguém significa apenas ter clicado em “aceitar” a solicitação de amizade da pessoa, sem nunca dizer “olá”.
Existe uma ansiedade generalizada em relação à possibilidade de que a amizade verdadeira esteja em declínio — e a culpada é da tecnologia. Manchetes como “A Era das Mídias Antissociais” e “Seu celular inteligente está te deixando estúpido e antissocial e afetando sua saúde” são familiares.
Pessimistas podem pensar em onde isso tudo vai parar. Talvez nós acabemos em um mundo cínico em que interagimos apenas com pessoas que servem para nós, onde não reconhecemos nossos amigos sem seus filtros do Snapchat e onde não criamos conexões genuínas com ninguém. Mas será que estas preocupações são realmente justificadas?
A ansiedade em relação aos efeitos distópicos das novas tecnologias nas amizades é tão antiga quanto a palavra escrita. Mais antiga, na verdade: para Sócrates, a palavra escrita em si era parte do problema. Mais de 2 mil anos atrás, Sócrates supostamente expressou ceticismo em relação à comunicação por escrito como um caminho para a sabedoria, preferindo a interação cara a cara com seus colegas.
No começo do século 20, havia preocupações com a possibilidade de que as linhas telefônicas fossem diluir a interação entre pessoas ou alimentar comportamentos sociais nocivos.
A partir da nossa perspectiva contemporânea, em que cartas e telefones são tão inofensivos quanto se pode esperar de uma tecnologia, estas preocupações nos parecem bizarras. É claro que não abalam as amizades. Pelo contrário, as promovem. A troca de cartas e telefonemas entre amigos distantes é exatamente o tipo de relação saudável que aqueles preocupados com as redes sociais temem que acabe morrendo.
Escrever cartas parece algo antigo, mas não é tão diferente quanto se comunicar pelo WhatsApp
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Afinal, as redes sociais ameaçam as amizades ou a promovem? Em um artigo de 2012, Shannon Vallor considera se os tipos de amizade que as pessoas têm no Facebook podem ser verdadeiras — e conclui que sim, elas podem.
O argumento dela não se baseia em ideias modernas sobre amizade. Em vez disso, ela usa o conceito de Aristóteles, de mais de 2 mil anos de existência. Para Aristóteles, a amizade exige algumas virtudes, incluindo reciprocidade, empatia, autoconhecimento (no sentido de entender nosso lugar no mundo, incluindo nosso lugar em nossas relações com outras pessoas) e participação numa vida compartilhada.
Poderia então o ceticismo em relação ao impacto das redes sociais nas amizades ser tendencioso? Afinal, é expressado frequentemente por pessoas cujas primeiras amizades não foram formadas em torno das redes sociais, o que pode deixá-las mais inclinadas a ignorar seu lado positivo.
Pessoas como nós
Mesmo que a interação por meio de uma tela não esteja destruindo nossas amizades, muitas pessoas temem que a forma com que usamos a tecnologia digital, para escolher e cultivar nossos amigos, encoraje conexões sociais de baixa qualidade.
Um destes receios está relacionado às chamadas câmaras de eco: aqueles grupos de indivíduos que pensam da mesma forma que nós, fazendo com que o cruzamento de ideias seja reduzido, e as pessoas fiquem mais polarizadas e agarradas a seus próprios pontos de vista.
Alguns estudiosos argumentam que as câmaras de eco online têm graves implicações para a democracia liberal. A partir do ponto de vista das amizades, no entanto, elas não são novidade. Muito antes da internet, as interações sociais das pessoas eram amplamente confinadas a outras pessoas que pensavam como elas. Comunidades surgiam em torno de ambientes como cultos religiosos, equipes esportivas, local de trabalho e instituições de ensino, além de classe social, gênero e etnicidade.
Então simplesmente não é verdade que, antes da amizade mediada pelo ambiente digital, as pessoas conheciam amigos de toda parte. Talvez nós todos estejamos perdendo alguma coisa com isso. Mas, mesmo se estivermos, o fato de a internet permitir nos conectarmos com pessoas semelhantes oferece grandes benefícios para as amizades. Permite que nós tenhamos acesso a redes de apoio e solidariedade que de outra forma poderiam não estar disponíveis, seja porque seria difícil encontrar pessoas com o mesmo tipo de experiências no mundo real ou porque as experiências compartilhadas em questão são tão íntimas que nós relutamos em discuti-las — uma relutância que é aliviada pela interação online.
Eu mesma dependo bastante deste tipo de comunidade: por muitos anos, fiz parte de um grupo privado do Facebook de mães solteiras trabalhando na universidade. As amizades que eu fiz — que estão espalhadas pelo mundo —, juntamente ao apoio que dei e recebi, foram extremamente positivas para a minha vida.
Parece plausível que a ideia de que as câmaras de eco são prejudiciais às amizades seja baseada, em parte, num ponto de vista de que amizade é — ou deveria ser — algo mais profundo do que interesses e experiências compartilhados.
Há muito tempo que nos emocionamos com histórias de amizades e romances entre pessoas de grupos diversos, muitas vezes conflitantes. Romeu e Julieta, talvez o casal romântico mais emblemático, pertencia a famílias inimigas.
A amizade entre Nelson Mandela, enquanto estava preso por conspirar para derrubar o governo sul-africano do apartheid, e um jovem agente penitenciário, inicialmente pró-apartheid, chamou a atenção do público e foi tema de um filme, Mandela – Luta pela liberdade.
Em 2014, a jornalista árabe-americana Sulome Anderson publicou no Twitter uma foto sua beijando o namorado judeu, enquanto segurava um cartaz com a mensagem “Judeus e árabes SE RECUSAM a ser INIMIGOS”. A foto viralizou.
As amizades feitas durante a juventude tendem a se transformar ao longo da vida
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Estes exemplos mostram que somos cativados pela ideia de olhar para além das visões e interesses (talvez intragáveis) dos nossos amigos — e amar a pessoa por trás deles.
Sem dúvida, é verdade que as melhores amizades não dependem de interesses comuns. Se você inicialmente se conectou com sua amiga mais antiga devido à paixão em comum por “boy bands” americanas dos anos 1990, mas se distanciaram quando uma de vocês perdeu interesse no grupo Boyz II Men, seria difícil não chegar à conclusão de que esta amizade não era muito profunda.
Isso não significa, porém, que haja algo de errado em ir atrás de conexões baseadas em interesses comuns. Uma amizade profunda, carinhosa e acolhedora de muitos anos não se torna menos profunda, carinhosa e acolhedora porque os amigos em questão inicialmente se conectaram por meio de sua obsessão por “boy bands”.
Amizades por todos os lados…
O que dizer da ideia de que vivemos agora em um mundo em que as amizades foram rebaixadas? Em que as redes sociais nos incentivam a valorizar quantidade, em vez de qualidade, e proteger imagens de perfeição em detrimento da formação de conexões profundas e íntimas?
A preocupação de que a quantidade de amizades aconteça às custas da qualidade não é nova — como outras preocupações que já discutimos até agora.
Em uma obra intitulada On Having Many Friends (“Sobre ter muitos amigos”, em tradução literal), o filósofo grego Plutarco, que viveu no século 1, escreveu:
“Qual é então a moeda da amizade? É boa-vontade e graça, combinadas com virtude, e não há nada de mais raro na natureza. Significa, então, que uma forte amizade mútua com muitas pessoas é impossível, mas, assim como rios, cujas águas são divididas entre afluentes e canais, correm fracos e finos, também a afeição, naturalmente forte em uma alma, se partilhada entre muitas pessoas torna-se totalmente enfraquecida.”
Dois mil anos depois, o grupo sueco Abba cantou: “Diante de 20 mil dos seus amigos / Como alguém pode estar tão solitário?”, em seu single Super Trouper, de 1980.
Em 2009, Eoghan Quigg — um ex-participante do programa de talentos britânico The X Factor — lançou um single, 28,000 Friends, com os versos como: “Você e seus 28 mil amigos / YouTube, Facebook, Myspace, IM” e “Como é se sentir solitário? / Tantos amigos que você não conhece”.
De acordo com nossas linhas do tempo digitais, a referência de Quigg ao Myspace é sinal de coisa antiga, mas nós podemos imaginar se a tecnologia que surgiu nas últimas duas décadas nos incentiva a espalhar nossas amizades de forma mais tênue do que nunca.
Será que Quigg tem mais motivos para reclamar disso do que Plutarco tinha? A resposta é que, enquanto evidências empíricas respaldam a alegação de que somos incapazes de ter muitas amizades próximas, está longe de ser claro que a capacidade das redes sociais de multiplicar nossas conexões sociais esteja reduzindo a qualidade das nossas amizades.
O antropólogo Robin Dunbar estudou grupos sociais de vários séculos e descobriu que o número de conexões sociais estáveis que os indivíduos conseguem manter tem permanecido relativamente constante, em torno de 150.
Este número — que acabou ficando conhecido como o Número de Dunbar — denota, mais ou menos, “o número de pessoas às quais você não ficaria constrangido de se juntar, sem ser convidado, para um drinque caso esbarrasse com elas em um bar”.
Há subdivisões dentro disso. Cada um de nós tende a ter entre três e cinco pessoas que constituem “o pequeno núcleo de grandes amigos que procuramos em momentos de dificuldades” e um “grupo de simpatia”, de entre 12 e 15 pessoas, “cuja morte amanhã o deixaria abalado”.
Dunbar argumenta, no entanto, que nós simplesmente não temos capacidade cognitiva para ampliar estes grupos. “Se uma nova pessoa entra na sua vida”, explica Dunbar, “alguém tem que cair para outro nível para dar lugar para ela”.
Como o número de amigos que somos capazes de ter é limitado por nossa capacidade cognitiva, nem mesmo a facilidade de estabelecer conexões via internet pode nos permitir expandi-lo.
Ao comentar sobre as redes sociais, Dunbar afirma que “existe uma questão em torno do que realmente conta como amigo”. Aqueles que têm um número grande — digamos, mais de 200 — invariavelmente conhecem pouco ou nada sobre os indivíduos na sua lista, acrescenta ele.
Podemos ter mais de 150 amigos? Estudos indicam que não temos capacidade cognitiva para tanto
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O fato de que o Número de Dunbar é — na visão de Dunbar — limitado pela nossa capacidade cognitiva aponta para uma possível maneira como as amizades podem ser diferentes no futuro.
As capacidades cognitivas — incluindo atenção, memória, percepção e tomada de decisões — estão relacionadas ao processamento mental de informação. Nós usamos várias estratégias e ferramentas que nos ajudam a melhorar essas capacidades. Tomamos café para ter mais concentração, usamos óculos para melhorar a visão, escrevemos listas para lembrar de coisas, e por aí vai.
Os ganhos que obtemos como resultado disso tudo são relativamente modestos e geralmente de curta duração. No entanto, muitos acreditam que, num futuro próximo, seremos capazes de obter ganhos muito mais drásticos em nossas capacidades cognitivas, usando tecnologias como drogas, estimulação elétrica transcraniana, implantes cerebrais e engenharia genética. Os resultados podem fazer com que as capacidades cognitivas humanas superem em muito qualquer coisa já vista antes.
Neste caso, talvez possamos ser capazes de manter amizades próximas com um número significativamente maior de pessoas. Mas, considerando que mesmo versões cognitivamente avançadas de nós mesmos seriam limitadas pelo número de horas que temos para socializar, aumentar nosso número de amigos próximos exigiria tirar mais intimidade do tempo que passamos com cada amigo.
Ou pode ser que o mundo cognitivamente avançado venha acompanhado por outras mudanças, como a redução das jornadas de trabalho, o que poderia liberar mais tempo para passarmos com os amigos.
Por outro lado, mesmo com uma capacidade cognitiva para ter mais amizades próximas, talvez muita gente valorize ter menos amigos. Relações românticas oferecem uma analogia: ter a capacidade de manter múltiplos parceiros aparentemente não resulta na maioria das pessoas querendo viver de forma não-monogâmica.
Então, as amizades num futuro cognitivamente avançado podem acabar sendo diferentes da forma como as amizades são agora — mas, da mesma maneira, podem acabar não sendo.
Pode parecer que, ao nos encorajar a usar o termo “amigo” para nos referir a centenas ou até mesmo milhares de pessoas com quem temos apenas conexões bastante superficiais, as redes sociais (para usar a metáfora de Plutarco) estão desvalorizando a moeda da amizade.
Amigos de Facebook são, no fim das contas, geralmente amigos apenas no nome — especialmente para aqueles usuários cujos amigos somam centenas de milhares.
Mas usar “amigo” para se referir a pessoas que alguém não conhece particularmente bem não é algo novo. Em seu estudo sobre conexões sociais na Inglaterra do século 18, Naomi Tadmor explica que, alguns séculos atrás, uma pessoa contaria como amigo não apenas indivíduos com quem teve relações emocionais relativamente íntimas, mas também família, trabalhadores domésticos, empregados, e por aí vai.
Ela cita a expressão “Sociedade de Amigos” — ainda hoje usada como um termo para os grupos religiosos Quakers — como um exemplo deste uso mais amplo da palavra.
Será que novas tecnologias e avanços na capacidade cognitiva nos permitirão ter mais amigos?
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Apesar das mudanças, ao longo dos anos, sobre se algumas pessoas com quem temos relações sociais relativamente vagas contam como amigos, o núcleo central tem se mantido estável.
As poucas pessoas que constituem o “pequeno núcleo” de Dunbar e as cerca de uma dúzia que compõem o “grupo de simpatia” sempre contaram como amigos.
Mas mudanças em nossas visões sobre o que devemos a nossos amigos sugerem o que pode acontecer com estes grupos menores, mais íntimos.
Considere nossas visões sobre lealdade. É importante ser leal a nossos amigos, mas em contextos profissionais nós usamos termos como “favoritismo” e “nepotismo” para condenar a lealdade a amigos.
Tadmor explica que as coisas eram diferentes no passado. No século 18, na Inglaterra, servir a seus amigos era visto como uma virtude, inclusive na política.
Da mesma forma que oferecer um emprego na política a um amigo era uma virtude três séculos atrás, mas repreensível hoje em dia, talvez algumas práticas que hoje contam como virtuosas serão um dia vistas como condenáveis.
Hoje ninguém levanta a sobrancelha para um advogado que oferece uma orientação gratuita a amigos (mas não para estranhos) ou um cabeleireiro que corta o cabelo de um amigo (mas não de um desconhecido) sem cobrar nada.
Oferecer a estranhos, de graça, o tipo de ajuda pela qual eles normalmente teriam de pagar é um ato de bondade, mas não é esperado ou exigido. As coisas podem mudar no futuro. Talvez oferecer uma habilidade a amigos, ao mesmo tempo em que é negada a estranhos, seja visto como favoritismo daqui a alguns séculos.
Como seria um mundo futuro com diferentes ideias sobre o que devemos a nossos amigos? Bem, provavelmente não tão diferente do mundo de hoje. Isso também não significa que as amizades contemporâneas sejam iguais ao redor do mundo.
As amizades em culturas individualistas — típicas de países em que o inglês é a primeira língua e em grande parte da Europa Ocidental — diferem em várias formas importantes das amizades em países árabes, do Leste Asiático, africanos e latino-americanos, onde existe uma cultura mais coletivista.
Por exemplo, a reciprocidade entre amigos é tipicamente mais valorizada em culturas individualistas do que nas coletivistas. Enquanto os individualistas não gostam de ficar em dívida com amigos por não ter retornado favores; os coletivistas não veem tais interações em termos de favores — e, em vez disso, consideram aqueles que resistem em aceitar a ajuda de amigos como distantes e egoístas.
Alguns comportamentos entre amigos que, em culturas individualistas, são vistos como interferências inapropriadas — como corrigir as anotações das aulas de um amigo — são considerados atenciosos e carinhosos em culturas coletivistas.
Aqueles que fazem parte de culturas coletivistas tendem a confiar que suas amizades próximas vão prosperar sem ter que alimentá-las dizendo coisas positivas; como resultado, falam com seus amigos com uma franqueza que seria vista como frieza em culturas individualistas.
Como diz o psicólogo Roger Baumgarte — de cuja pesquisa sobre amizade entre culturas diferentes eu tirei estas observações —, estas diferenças culturais revelam que até mesmo o que significa ser um amigo próximo varia de acordo com a cultura.
O futuro da amizade
Que lição deveríamos tirar disso tudo? Os meios e as tecnologias que viabilizam as amizades podem mudar, mas muita coisa permanece igual.
Os telefonemas e as cartas escritas à mão de algumas décadas atrás podem parecer mais saudáveis que as trocas de WhatsApp de hoje em dia, mas sua função é semelhante.
Isso pode ser chocante: quando vejo meus filhos debruçados sobre seus iPads, tenho que me lembrar que, embora possam parecer distantes e solitários, a maior parte do tempo que passam diante da tela envolve, na verdade, interação com amigos.
Apesar de ser tentador trancar seus aparelhos eletrônicos para sempre e mandá-los pular corda no quintal, fazer isso provavelmente faria com que fossem excluídos de uma comunidade importante.
E, embora passar o tempo todo grudado no celular não seja uma receita para uma vida gratificante, tampouco é passar o tempo todo escrevendo cartas. As crianças estão bem.
* Rebecca Roache é filósofa na faculdade Royal Holloway, da University of London, no Reino Unido, e apresentadora do podcast The Academic Imperfectionist. Este texto foi adaptado de um ensaio da Future Morality (ed. David Edmonds), publicado pela editora Oxford University Press.

Fonte: G1 Entretenimento

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Milton Nascimento anuncia data da despedida dos palcos; último show será em BH


A turnê “A última Sessão de Música” começa em junho e vai passar por oito países. Milton Nascimento
Reprodução / Vídeo
O Cantor e Compositor, Milton Nascimento, anunciou as datas da última turnê da carreira. Por meio das redes sociais, neste domingo (15), o cantor divulgou que a turnê “A Última Sessão de Música” vai ter a primeira parada no Rio de Janeiro, no dia 11 de junho.
Já o encerramento, que vai marcar a despedida de Milton dos palcos, será no Mineirão, em Belo Horizonte, no dia 13 de novembro.
“A gente quer proporcionar uma experiência única e emocionante, do começo ao fim”, afirmou Milton Nascimento no material de divulgação da turnê.
O artista fará 17 shows pelo Brasil e por outros oito países. A venda de ingressos começa na próxima terça-feira (17).
Carreira
Aos 80 anos, Milton Nascimento vai fechar a trajetória nos palcos com 60 anos de dedicação à música.
A história de Milton na música nasceu na década de 60, quando cantava pelo interior de Minas Gerais e, na mesma década, teve uma de suas músicas interpretadas por Elis Regina. Canção do Sal foi gravada em 1965 pela artista.
Em 1967, Milton Nascimento se juntou ao cantor e compositor, Fernando Brant, e lançou a música Travessia. Um grande sucesso da carreira. Três anos depois, em 1970, no álbum Milton, inicia o movimento Clube da Esquina, com lançamento da música com o mesmo nome, escrita junto com Lô Borges.
Em 1972, O álbum Clube da Esquina é lançado, projetando Minas Gerais no cenário musical. O estudioso do grupo, Bruno Viveiros, considera que Milton Nascimento era o grande elo entre os artistas que fizeram parte do Clube.
“Milton criou um grupo de jovens artistas que estavam apostando na música e que tinham uma amizade forte entre eles. Milton era o meio do caminho entre todos eles”.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Zezé di Camargo e Luciano dedicam músicas a cineasta Breno Silveira durante show: ‘Certeza de que ele está ouvindo a gente’


Breno dirigiu ‘Dois Filhos de Francisco’, longa sobre a história da dupla que foi sucesso de bilheteria, em 2005; cantores prestaram homenagem durante apresentação, em Curitiba. Zezé di Camargo e Luciano dedicam músicas a cineasta Breno Silveira durante show
Durante um show realizado na Arena da Baixada, em Curitiba, na noite sábado (14), a dupla Zezé di Camargo e Luciano prestou homenagens ao cineasta Breno Silveira, que morreu aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante.
O cineasta dirigiu o longa “Dois Filhos de Francisco”, lançado em 2005, que conta a história da dupla. O filme obteve a maior bilheteria do cinema brasileiro na época do lançamento.
PERFIL: Breno Silveira teve carreira marcada por histórias brasileiras e inspiradas em fatos reais
PLAYLIST: Reveja entrevistas concedidas por Breno Silveira
REPERCUSSÃO: artistas e amigos lamentam a morte do cineasta
Na noite de sábado, Zezé di Camargo e Luciano cantaram após uma apresentação de Chitãozinho e Xororó. Os dois dedicaram a Breno as músicas “É o amor” e “No dia em que eu saí de casa”, sucessos da trilha sonora do filme.
Antes de cantar, a dupla falou sobre a importância do cineasta e convidou os fãs a cantarem também, em homenagem a ele. Assista ao vídeo acima.
“Tenho certeza de que ele está ouvindo a gente, queria que nesse momento não fosse a gente que cantasse. Eu queria que o Bruno soubesse que o Brasil é que conhece o trabalho dele através do nosso filme, através de muitas outras obras que ele fez. Que nós cantássemos para ele essas duas canções. Queria que vocês cantassem. Eu vou deixar o piano solando e a nossa voz, assim, ecoando. Nos ajudem. É muito importante pra gente”, disseram.
Zezé di Camargo e Luciano dedicaram músicas a cineasta Breno Silveira durante show, em Curitiba
Alberto D’Angele/RPC
Postagens da dupla ao cineasta
Em uma rede social, Zezé Di Camargo publicou: “Breno, Obrigado por tudo!! Eu tenho certeza absoluta que você também se tornou um filho de Francisco. (…) Que perda, tão prematura e dolorosa”.
Luciano também homenageou o amigo em uma publicação. “Esse gênio hoje partiu, com imensurável tristeza, mas deixando o legado de quem fez da arte a sua forma de viver”, escreveu.
O cantor também lembrou do filme dirigido por Silveira: “E o que dizer e sentir quando, além desse triplo legado, vc ganha de presente divino um filme? Sim, ter o sonho do seu pai, sua história e da sua família, sob a ótica de um gênio, registrando com maestria cada fase de nossas vidas, com emoções e ações.”
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Breno morreu na manhã de sábado, quando estava gravando o filme “Dona Vitória”, com Fernanda Montenegro, no Município de Vicência, no interior de Pernambuco.
O cineasta deixou a esposa, Paula Fiuza, e duas filhas, Olívia e Valentina.
O filme dirigido por ele sobre a história da dupla Zezé Di Camargo e Luciano recebeu mais dez indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, inclusive na categoria de melhor filme. Levou prêmios em quatro categorias.
Breno SIlveira morreu, na manhã de sábado (14)
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Entretenimento