Categorias
ENTRETERIMENTO

Barão Vermelho festeja 40 anos com gravações de dois shows que geram quatro discos ao vivo


♪ Embora aglutinado no segundo semestre de 1981, a partir da decisão do baterista Guto Goffi e do tecladista Maurício Barros de formarem uma banda de rock, o grupo carioca Barão Vermelho entrou efetivamente em cena a partir de 1982, ano dos primeiros shows e do primeiro álbum.
É por isso que, em 2022, o Barão fará série de ações comemorativas dos 40 anos de carreira. Uma das mais importantes da série Barão 40 é a realização e a gravação de dois shows de caráter retrospectivo.
Nas duas apresentações, programadas para 1º e 2 de junho no Teatro Claro, no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do grupo, Guto Goffi (bateria), Fernando Magalhães (guitarra), Maurício Barros (teclados) e Rodrigo Suricato (voz e guitarra) reapresentarão as músicas mais significativas da trajetória do Barão Vermelho com arranjos eletroacústicos.
Nomes ainda mantidos em sigilo entrarão em cena como convidados desses dois shows, cujos registros darão origem a quatro episódios a serem exibidos pelo Canal Bis em série documental sobre os 40 anos da banda.
A captação dos números musicais dos dois shows gera quatro discos ao vivo que serão lançados pelo Barão Vermelho ao longo do segundo semestre deste ano de 2022 – em princípio, a partir de agosto – através da empresa do grupo, NBV.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Gilberto Gil fala de primeiro encontro com racismo e medo de morrer


Em entrevista à BBC News Brasil, artista e ex-ministro comenta proximidade da celebração de seus 80 anos e diz que não tem mais vontade de voltar à política. Gilberto Gil está prestes a completar 80 anos. Se os números cheios geralmente motivam celebrações e balanços, para o cantor não há sentido em “marcos rígidos”.
Getty Images via BBC
Gilberto Gil está prestes a completar 80 anos. Se os números cheios geralmente motivam celebrações e balanços, para o cantor não há sentido em “marcos rígidos”.
A seu modo, ele explica que “o anteontem e o ontem pesam tanto quanto o hoje e as expectativas do amanhã”.
De qualquer forma, a data (26 de junho) não será passada na tranquilidade de casa: o cantor abre uma turnê europeia de 40 dias como atração principal de um festival no norte da Alemanha.
O giro, intitulado “Nós, a Gente”, reunirá quase 40 pessoas da família Gil, entre músicos da banda, técnicos e convidados.
As apresentações e a convivência com filhos e netos vão ser pano de fundo para uma série de streaming na Amazon.
Recém-empossado como imortal na Academia Brasileira de Letras e homenageado com o título doutor honoris causa da Berklee College of Music — uma das mais prestigiadas universidades de música do mundo —, Gil diz à BBC News Brasil que a próxima turnê terá seus desafios.
“É inédito no sentido de ter a família toda. Portanto, as questões de administrar um grupo tão grande são novas.”
O cantor também conta que, apesar dos quase 60 anos de carreira, foi desenvolvendo um “certo nervosismo” e uma “dimensão um pouco aflitiva” sobre se apresentar ao vivo.
“Acho que pelo envelhecimento mesmo.” Ele explica que a falta de confiança “na dimensão da performance física, da qualidade atlética” traz “novas preocupações, que implicam um certo aumento do nervosismo”.
Em meados da década passada, Gil enfrentou uma série de internações por problemas renais que geraram temores sobre sua saúde. Intercalou os períodos no hospital com outros em cima do palco para uma turnê em dupla com Caetano Veloso.
‘Como viver… a morte’
Nos shows dessa época, incluiu no repertório uma faixa bastante direta sobre a mortalidade: Não Tenho Medo da Morte.
“Ela medita sobre essa questão, sobre as reações mais íntimas possíveis, as mais individuais possíveis a respeito de um temor de toda a humanidade, de todos os indivíduos, que lidam em uma determinada medida com essa questão da finitude”, explica.
Na letra, o compositor diz que não tem medo da morte em si, mas teme o momento e o contexto dela. “É… acho que uma das questões básicas das pessoas é o verbo morrer, mais do que o substantivo ‘morte’. É o ato de morrer, ou como viver… a morte [risos].”
Em uma fase em que enfrentou problemas de saúde, Gil intercalou os períodos no hospital com outros em cima do palco para uma turnê em dupla com Caetano Veloso
Getty Images via BBC
Segundo ele, “o frescor geral da condição existencial” é mantido através das relações pessoais.
“Isso ocorre com todos os processos naturais de cuidado com a sua existência. Vivendo os modos de viver, tudo que envolve o seu viver. A começar pelo círculo familiar e os vários outros círculos que vão lhe envolvendo em termos humanos”, diz o cantor.
“É a obrigatoriedade mesmo da vida que faz com que eu continue atento a tudo que está acontecendo.”
Ele analisa produção musical recente. Vê no k-pop “jovens coreanos que se tornaram realizadores extraordinários desse campo da pós-modernidade musical”, um conceito que também aplica ao som de Anitta.
Na sua visão, o pop atual, em que novos países e línguas conquistam evidência e sucesso, tem característica “fragmentária, não-linear”, de não se prender à rigidez de gêneros.
“Anitta utiliza elementos díspares. A dosagem de tudo que ela faz tem um pouquinho disso, um pouquinho daquilo: do samba, da bossa nova, do pop brasileiro, do rock and roll e do rap.”
“É preciso não esquecer que eu sou do tropicalismo. Então toda essa complexidade, toda essa variedade de impulsos, sentidos e direções já era proposta e prevista pelo tropicalismo.”
Gilberto Gil e Anitta nos bastidores do “Criança Esperança”
Globo/João Miguel Júnior
Mundo cibernetizado
Gil também se mantém atento a mudanças tecnológicas que impactam o mundo, uma constante na sua obra.
No disco mais recente de inéditas, “Ok Ok Ok” (sem contar uma trilha para o Grupo Corpo de dança), o tema foi a ânsia de opinar sobre qualquer coisa nas redes sociais.
Antes, ele já havia escrito letras de mais entusiasmo com as possibilidades da web (Pela Internet) e também de desconfiança com o que significava conquistar a Lua (Lunik 9) e a chegada da inteligência artificial (Cérebro Eletrônico).
Para o compositor, algumas esperanças de melhorar o mundo representadas pela tecnologia não se confirmaram.
“Está ficando complicado. Uma expectativa mais positiva que a gente teve anteriormente vai se derretendo um pouco. Você tem que enfrentar uma realidade que é muito mais complexa do que aquele sonho.”
Existe preocupação em como o celular e a internet se entranharam no dia a dia de todos: “Tem a família, os filhos, como administrar o acesso a eles. Esse novo ingrediente que faz parte da educação, que você não tinha antes, de educar os filhos para esse mundo cibernetizado”, diz.
“É difícil administrar como é sentar à mesa, qual é a hora de comer, qual é a hora de sair, a hora de brincar, a de dizer a verdade na internet… qual a hora de mentir [risos].”
Bolsonarismo é ‘contra a inovação’
Por sua vez, Gil se mostra mais otimista sobre a tensão política que domina o Brasil atual.
“Eu acho que a apreensão é um ingrediente entre outros tantos. A expectativa positiva é uma delas, de que tudo desemboque num fortalecimento da democracia, numa compreensão mais ampla da mudança, da transitoriedade.”
Ele justifica o raciocínio pelo que observou durante o século 20, quando “foram derrubadas várias barreiras sérias ao desenvolvimento humano” em que “derrubou-se o nazismo, derrubou-se o comunismo naquilo que tinha de mais nefasto, estabeleceu-se o desejo de uma sistematização democrática mais eficaz”.
Ex-ministro da Cultura, cargo que ocupou durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o cantor vê no bolsonarismo um movimento “contra a inovação, contra a novidade, contra o surpreendente”.
“É a busca dessa estabilidade conservadora que o bolsonarismo representa. Representa um contingente considerável de mentes e corações que trabalham com esse tipo de visão, de expectativa, de esperança em um mundo velho, numa regressão: ‘Temos que regredir para nos salvarmos’.”
Diz que não aceitaria voltar à política se fosse convidado. “Não, já não tenho mais energia para isso. Já sou um homem velho e tenho que respeitar a minha velhice.”
Além de ministro da Cultura, Gil também foi vereador em Salvador por PMDB (atual MDB) e PV no final dos anos 1980. Com a carreira política encerrada, o que leva da experiência?
“Que é um campo de atuação complexo, como todos os outros, onde você tem que lidar com priorizações que muitas vezes são difíceis de se obter. Você tem que fazer escolhas, estabelecer critérios para a feitura de escolhas, e esses critérios são gelatinosos.”
Discriminação racial
Outro campo de atuação complexo no Brasil enfrentado por Gil foi o da questão racial. Mas ele mantém otimismo (“em linha geral a coisa anda para frente”), mesmo que no dia da entrevista o noticiário destacasse a expulsão do vereador paulistano Camilo Cristófaro do PSB por uma fala racista.
“Antes, notícias como essa nem existiam. Os brancos exerciam sua hegemonia silenciosamente, tranquilamente, sem perturbação nenhuma. Até bem pouco tempo atrás escravizavam, massacravam, matavam, faziam o que queriam sem que ninguém dissesse nada. Agora não, agora as vozes estão divididas, estão compartilhadas.”
Ele relata que teve um despertar relativamente tardio para a identidade negra, para o sentimento de negritude.
“A distinção de raça para mim só veio já a partir da adolescência. Até ali eu vivia numa família de classe média, pequeno burguesa, mãe professora, pai médico, figuras importantes nas microssociedades em que o racismo era nada, não existia.”
Foi na adolescência em Salvador e como jovem adulto em São Paulo — onde trabalhou na companhia Gessy Lever após se graduar em administração — que Gil vivenciou episódios abertamente racistas.
“Sofri discriminação por parte de alguns colegas e de alguns professores. Manifestações negativas em relação a minha presença nas salas de aula e coisas desse tipo.”
“Já depois de casado, no início da vida adulta aos 22, 23 anos, em São Paulo, tive que lidar com questões como alugar apartamentos, casas para morar. Aí você já tinha aqui e ali uma pequena ponta de discriminação racial.”
Episódios que certamente mexeram com a raiva interna de Gil, alguém que já se definiu como dono de “uma aura de mansidão” e cuja imagem pública é associada à serenidade e ao esotérico.
‘Raiva não me interessa’
O cantor em entrevista à BBC News Brasil, via Zoom
BBC
“Canalizar a raiva, o ódio e as sensações difíceis, negativas sempre se deu fazendo uso da condição oposta, buscando sempre a serenidade, calma, tranquilidade.”
Ele diz que esses estados são “aquisições, coisas desejadas” e que se forçava a analisar os sentimentos: “Pensava ‘ah isso aqui é raiva, não me interessa muito, não vai me ajudar muito'”.
Segundo o cantor, alcançar serenidade é trabalho duro.
“Essa elevação, esse tirar do chão, essa superação da gravidade que coisas como a meditação proporcionam é um trabalho, é resultado desse trabalho, de você buscar ‘subir aos céus sem cordas para segurar'” — como diz o verso de Se Eu Quiser Falar com Deus.
Gilberto Gil toma posse na Academia Brasileira de Letras

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Asteroides, lasers e sucatas espaciais: baianos desenvolvem game de controle de nave espacial


Com apenas um único botão, o jogador precisa controlar nave espacial até objetivo final. Baianos desenvolvem game de controle de nave espacial
Arquivo Pessoal
Um grupo formado por baianos lança nesta sexta-feira (13) o game 100% brasileiro Spaceship for Newbies.
O Spaceship for Newbies foi desenvolvido durante três anos. Com apenas um único botão, o jogador precisa controlar uma nave espacial até o objetivo final.
Apesar da meta ser ir do ponto A ao ponto B, o jogo cresce em dificuldade ao longo das 72 fases, desenhadas para desafiar até o mais experiente dos jogadores. Diversas mecânicas como asteroides, lasers e sucatas espaciais transformam a viagem em um verdadeiro teste de destreza e pensamento rápido. 
O jogo está disponível nas principais plataformas digitais mobile e desktop (Steam, Play Store – R$ 10,89 e Itch.io – U$S 4,99). O game pode ser jogado nas versões em português e inglês.
Baianos desenvolvem game de controle de nave espacial
Arquivo Pessoal
Mesmo antes de ter sido lançado, o jogo recebeu o prêmio de Melhor Game Baiano no V Encontro Baiano de Animação e Games (Animaí 2021).
“Ficamos muito felizes com a recepção. Não esperávamos, é claro, já que a versão enviada para avaliação ainda não era a final, mas o troféu só reforçou que a gente estava no caminho certo”, disse Caio Ribeiro, artista e level designer do game.
Fazem parte do grupo baiana Molotov Estúdios: Ana Clara Schramm, de 24 anos, responsável pelo controle de qualidade do jogo, Andrey Fontoura, de 27 anos, desenvolvedor do site institucional, Caio Ribeiro, 26 anos, criador da arte, Mateus Vilasboas, 27 anos, programador, Romualdo Santos, 28 anos, programador e game designer, além de Zenaide Dantas, 61 anos, que comanda a gerência de projetos.
Do grupo, apenas Ana Clara Schramm não mora na capital baiana. A integrante reside em Alagoinhas, cidade que fica cerca de 100 km da capital baiana.
Criação do game
Baianos desenvolvem game de controle de nave espacial
Arquivo Pessoal
A ideia da criação do Spaceship for Newbies surgiu durante a GMTK GameJam 2019, do canal “Gamemaker’s toolkit”. O tema, à época, era “Only One” – em tradução literal, “Apenas um”.
“Tivemos duas ideias diferentes, mas com um core semelhante. O objetivo sempre foi ter uma nave rotacionando e sendo controlada por apenas um botão”, contou Mateus Vilasboas, game designer do estúdio.
“Após muito refinamento, finalmente podemos levar Spaceship for Newbies para um público maior”, finalizou.
Dificuldades
Baianos desenvolvem game de controle de nave espacial
Arquivo Pessoal
Os baianos tiveram muitas dificuldades durante o período de desenvolvimento do game.
A equipe começou com alunos da Universidade Federal da Bahia (Ufba), sem remuneração. Os integrantes precisaram se dedicar ao projeto principalmente nos finais de semana, já que todos trabalhavam e estudavam. O jeito foi recorrer aos tempo livre.
Durante os três anos de desenvolvimento, outra barreira enfrentada pelos baianos foi a pandemia da Covid-19. O grupo precisou se afastar fisicamente já que o momento indicava o isolamento social como mais seguro a saúde de todos.
Com isso, toda a equipe passou a se reunir virtualmente. A mudança representou um desafio bem diferente do que estavam acostumados, com encontros presenciais e semanais, mas fortaleceu ainda mais o foco na criação do game.
Molotov Estúdios
Nascida de um sentimento de estagnação dentro do mercado de jogos, a Molotov Estúdios nasceu para tentar revolucionar o que vai de encontro ao Status Quo do mercado de Game Dev mundial. 
Com a utilização de uma estrutura de co-criação, o objetivo do grupo é queimar a lógica de válvula de escape dentro dos ambientes de jogos e trazer inovação. A mensagem a ser passada é provocativa e que traga um sentimento identificável. 
O grupo tem desejo de através da horizontalidade de processos, fortalecer o cenário baiano de produção de jogos.
Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.
Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
Ouça ‘Eu Te Explico’ 🎙

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Kelly Osbourne anuncia que está grávida do primeiro filho


Filha de Ozzy Osbourne namora Sid Wilson, do Slipknot. ‘Dizer que estou feliz não é suficiente, estou em êxtase’, escreveu em post. Kelly Osbourne anuncia que está grávida
Reprodução/Instagram/KellyOsbourne
Kelly Osbourne anunciou, nesta quinta (12), que está grávida de seu primeiro filho. A filha de Ozzy Osbourne namora Sid Wilson, do Slipknot.
Em um post no Instagram, a estilista e participante do reality “Fashion Police” de 37 anos disse que estava “na lua” ao anunciar que se tornaria mãe.
“Dizer que estou feliz não é suficiente, estou em êxtase!”, escreveu ela no post publicado nesta quinta (12) no Instagram.
Kelly Osbourne namora Sid Wilson, DJ do Slipknot
Reprodução/Instagram/KellyOsbourne
Ozzy Osbourne e sua filha, Kelly, chegam ao Grammy 2020
Jordan Strauss/Invision/AP

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Renato Teixeira reaviva canção fraterna de 1981 em single com o filho Chico Teixeira


♪ Renato Teixeira lança single com o filho Chico Teixeira dias antes de aparecer na novela Pantanal (TV Globo), em participação especial como o peão Quim, personagem que foi de Chico na primeira fase da trama escrita por Benedito Ruy Barbosa em 1990 e atualizada por Bruno Luperi para o remake exibido neste ano de 2022.
Em rotação a partir desta sexta-feira, 13 de maio, o single Amizade sincera une Chico Teixeira e Renato Teixeira em gravação da fraterna canção apresentada originalmente por Renato em 1981 no festival MPB-Shell (TV Globo) ao lado de Dominguinhos (1941 – 2013).
Capa do single ‘Amizade sincera’, de Chico Teixeira e Renato Teixeira
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Paulinho Moska e Zélia Duncan inserem Itamar Assumpção e Rita Lee no trilho autoral do show ‘Um par ímpar’


Cantores dão vozes as 23 músicas na estreia de turnê que percorrerá o Brasil ao longo de 2022. Paulinho Moska e Zélia Duncan posam no palco do Teatro Oficina do Estudante, de Campinas
Júlia Sampaio / Produção show ‘Um par ímpar’
♪ Zélia Duncan se transforma em outras sem se afastar de Itamar Assumpção (1943 – 2003). Música do compositor em parceria com Alice Ruiz, apresentada por Zélia no álbum Pré-pós-tudo-bossa-band (2005) dois anos após a morte de Itamar, Tudo ou nada foi inserida pela artista no trilho essencialmente autoral do show em que divide a cena com o amigo e parceiro Paulinho Moska sob a direção musical de Rodrigo Suricato.
Além de Tudo ou nada (2005), a outra canção de lavra alheia do roteiro do show Um par ímpar é Lá vou eu (1975), música composta e gravada por Rita Lee para a trilha sonora da novela O grito (TV Globo, 1975 / 1976) e revivida por Zélia no álbum de 1994 que lhe deu projeção nacional.
Com a presença ocasional do violonista argentino Miguel Bestard no palco, Paulinho Moska e Zélia Duncan estrearam a turnê nacional do show Um par ímpar na noite de ontem, 12 de maio de 2022, com apresentação no Teatro Oficina do Estudante, em Campinas (SP), ponto de partida de rota que segue por outras cidades do interior do estado de São Paulo até chegar nas capitais do Brasil.
À frente de cenário que expôs ilustrações de Antônio Bokel, munidos dos respectivos violões e vestindo figurinos feitos por João Pimenta sob encomenda para o show, os cantores seguiram roteiro que totalizou 23 músicas.
Além de duas inéditas parcerias dos artistas, a autorreferente Um par ímpar (já disponível em single desde terça-feira, 10 de maio) e Verdade na fonte, Moska e Zélia reviveram canções da parceria que abriram em 2005 e que já rendeu músicas como Carne e osso (2005), Não (2005), Sinto encanto (2009), O tom do amor (2011), Medo do medo (2018) – composição ausente do roteiro – e Feliz caminhar (2019).
Paulinho Moska e Zélia Duncan cantam 23 músicas na estreia nacional do show ‘Um par ímpar’
Cris Almeida / Divulgação
♪ Eis as 23 músicas do roteiro seguido por Paulinho Moska e Zélia Duncan em 12 de maio de 2022 na estreia nacional do show Um par ímpar no Teatro Oficina do Estudante, em Campinas (SP):
1. Um par ou ímpar (Paulinho Moska e Zélia Duncan, 2022)
2. Carne e osso (Paulinho Moska e Zélia Duncan, 2005)
3. Sinto encanto (Paulinho Moska e Zélia Duncan, 2009)
4. Verdade na fonte (Paulinho Moska e Zélia Duncan, 2022)
5. O tom do amor (Paulinho Moska e Zélia Duncan, 2011)
6. O jeito é não ficar só (Paulinho Moska, 2018)
7. Me revelar (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 2001)
8. Tudo ou nada (Itamar Assumpção e Alice Ruiz, 2005)
9. Sentidos (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1994)
10. A seta e o alvo (Paulinho Moska e Nilo Romero, 1997)
11. A idade do céu (La edad del cielo, Jorge Drexler em versão em português de Paulinho Moska, 2003)
12. Feliz caminhar (Paulinho Moska e Zélia Duncan, 2019)
13. Lá vou eu (Rita Lee, 1975)
14. Tudo sobre você (John Ulhoa e Zélia Duncan, 2009)
15. Muito pouco (Paulinho Moska, 2005)
16. Nas horas cruas (Juliano Holanda e Zélia Duncan, 2021)
17. Lágrimas de diamantes (Paulinho Moska, 2003)
18. Enquanto durmo (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1996)
19. Alma (Pepeu Gomes e Arnaldo Antunes, 2001)
20. Tudo novo de novo (Paulinho Moska, 2003)
Bis:
21. Não vá ainda (Christiaan Oyens e Zélia Duncan, 1994)
22. Pensando em você (Paulinho Moska, 2003)
23. Catedral (Cathedral song, Tanita Tikaran, 1988, em versão em português de Christiaan Oyens, 1994)

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Último filme de diretor morto em Mariupol será exibido em Cannes


Mantas Kvedaravicius morreu em abril, quando tentava abandonar essa cidade portuária do sudeste da Ucrânia. Segundo festival, longa contém ‘imagens trágicas e esperançosas ao mesmo tempo’. Cena de “Mariupolis 2” do diretor Mantas Kvedaravičius
Divulgação/Cannes
O último filme do diretor lituano, Mantas Kvedaravicius, que morreu em abril em Mariupol, onde o longa havia sido filmado, será apresentado fora da competição no festival de Cannes, anunciou o certame nesta quinta-feira (11).
“Mariupolis 2” (1H45), um filme “que mostra a vida que continua sob as bombas” foi adicionada a lista oficial de filmes, explicou o comunicado, que ressaltou também que este longa-metragem contém “imagens trágicas e esperançosas ao mesmo tempo”.
O 75º Festival de Cannes começa na terça-feira (17). O filme lituano será apresentado em 19 e 20 de maio, informa o texto.
O circuito cinematográfico francês previsivelmente se tornará uma grande plataforma para denunciar a invasão russa da Ucrânia, uma tragédia “que estará em todos os corações”, nas palavras de seu delegado geral, Thierry Frenburgx.
Estarão presentes duas gerações de cineastas ucranianos: Sergei Loznitsa com “The Natural History of Destruction”, que recorda a destruição das cidades alemãs pelos aliados durante a II Guerra Mundial, e o jovem Maksim Nakonechnyi com “Bachennya Metelyka”, na sessão Um certo olhar.
Mantas Kvedaravicius é o autor de “Barzakh” (2011), “Mariupolis” (2016) e “Parthenon” (2019). Ele morreu quando tentava abandonar essa cidade portuária do sudeste da Ucrânia.
“Em 2022 voltou à Ucrânia, para o Donbass, em plena guerra, para se reunir com as pessoas que havia conhecido e filmado entre 2014 e 2015. Após sua morte, seus produtores e colaboradores se uniram para continuar transmitindo seu trabalho, sua visão, seus filmes”, afirma o festival.
Seu filme anterior, “Mariupol” (2016) contava a história de uma cidade sitiada.
Sua noiva e uma editora que trabalhavam com ele conseguiram completar a segunda parte desse filme, que será apresentado em Cannes.
Nascido em 1976, doutor em Antropología, Mantas Kvedaravicius apresentou “Mariupol” no Festival de Berlim de 2016.
Vídeos: Saiba tudo sobre entretenimento com o Semana Pop

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Esculturas de Picasso e Degas batem recordes em leilão em Nova York


Obra de Picasso foi a escultura em bronze mais cara do artista já vendida em um leilão, por US$ 48,4 milhões de dólares. Escultura Cabeça de mulher (Fernande), de Picasso, foi a escultura em bronze mais cara do artista já vendida em um leilão, por US$ 48,48 milhões de dólares
Angela Weiss / AFP
Uma réplica de uma escultura de Edgar Degas e um bronze de Pablo Picasso bateram recordes na quinta-feira (12) em um leilão da Christie’s em Nova York.
A escultura “Cabeça de mulher (Fernande)” de Picasso foi a escultura em bronze mais cara do artista já vendida em um leilão, por US$ 48,48 milhões de dólares.
A cópia de “Pequena dançarina de 14 anos” foi vendida por US$ 41,6 milhões de dólares, o maior preço em um leilão para uma obra de Degas.
A obra original de Degas (1834-1917) está em exibição na National Gallery of Art de Washington.
A escultura é um bronze com pátina marrom que representa com realismo e detalha uma jovem bailarina em seu vestido de musselina, com uma fita no cabelo.
A cópia leiloada é uma das réplicas feitas 10 anos após a morte do impressionista francês por Adrien-Aurélien Hébrard.
O recorde anterior para uma obra de Degas era 22,5 milhões de euros, registrado em 2015, por outra versão da pequena dançarina.
A escultura integrava a coleção de Anne Bass, empresária americana falecida em 2020 e mecenas de grandes museus dos Estados Unidos e do balé de Nova York. Ela também foi casada com o bilionário e herdeiro de um império de petróleo no Texas, Sid Bass.
Todas as obras foram expostas durante sua vida em seu luxuoso apartamento na 5ª Avenida em Manhattan: entre elas, duas pinturas do expressionista americano Marc Rothko (1903-1970), incluindo “Untitled (Shades of red)” que foi vendida por 66,8 milhões de dólares; e três pinturas de Claude Monet (1840-1926). Seu “Parlamento, Pôr do Sol”, um óleo sobre tela escuro mas luminoso, foi vendido por US$ 75,96 milhões.
Na segunda-feira, Pablo Picasso (1881-1973) perdeu i título de obra mais cara do século XX em um leilão: “As Mulheres de Argel (versão 0)”, vendido por 179,4 milhões de dólares em 2015, foi superado por um retrato de Marilyn Monroe feito por Andy Warhol, “Shot Sage Blue Marilyn”, que foi vendido por US$ 195 milhões.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Guito Show, o Tibério de ‘Pantanal’, fica surpreso ao virar ‘muso’ no 1º papel: ‘No meio de uma ‘galãzada”


Ator estreante foi epidemiologista de plantas, operador da Bolsa, executivo de marketing, vendedor de queijo e cantor itinerante. Ele era fã da 1ª versão da novela e fez testes por 5 meses. t
Guito Show como o Tibério de ‘Pantanal’
João Miguel Júnior / Globo
Guito Show reage ao sucesso com o jeitinho do seu primeiro personagem na TV, o peão e violeiro Tibério de “Pantanal”. “Não esperava de jeito nenhum. ‘Nóis tá’ no meio de uma ‘galãzada danada’ lá, os homens mais bonitos que eu já vi de perto: Leandro Lima, o Zé (Loreto) , o Gabriel (Sater)”, ele enumera.
O mineiro ainda analisa: “Eu acho que é muito por causa do texto, né? O texto do Tibério ajuda muito, porque ele é um personagem apaziguador e amoroso”. A humildade deve reforçar o fã-clube que só cresce nas redes sociais.
Diogo Brito, tem 38 anos e mora em Araxá (MG). Na fazenda do avô, em Lavras, aprendeu a gostar de modas de viola e a curtir a primeira versão de “Pantanal”, de 1990. Esse gosto acabou garntindo uma vaga na versão atual. Antes disso, a vida teve outras passagens inesperadas.
Guito Show diz que já foi epidemiologista de plantas, operador da Bolsa, executivo de marketing, vendedor de café e queijo, cantor itinerante, e quase faliu… até conseguir um teste na novela através da ex-mulher do seu primo, Alemão, ex-jogador da seleção brasileira. Segue a saga de Guito em capítulos:
Criança fã de Pantanal: “Eu cresci na roça. Passava os fins de semana na fazenda, com meu avô, e foi exatamente aí que eu vi a novela.”
Perdido na Dinamarca: “Era uma criança hiperativa. Fiz pintura, futebol e natação. Aos 18 anos me formei e não tinha ideia do que queria. Aí fui morar na Dinamarca para me conhecer melhor.”
Estudante de agronomia: “Quando voltei fiz um tempo de Ciências Sociais em Juiz de Fora. Mas depois eu mudei para Agronomia. Gostei porque envolvia muitos conhecimentos.”
Epidemiologista de plantas: “Fui me especializando em epidemiologia de plantas. Fazia laudos sobre sobre remédios. Eles mandavam os produtos e a gente montava os ensaios.”
Operador da Bolsa de Valores: “Comecei a gostar da área econômica. Saí para a BMF, para ser operador. Eu operava dólar e café. Aí foi um tempo rodando nessa vida executiva”.
Executivo: “Depois corri por várias empresas. Um amigo de Lavras desenvolveu o produto Lacfree da Verde Campo. Fiquei com ele no comercial até a Coca-Cola comprar a empresa.”
Cantor e vendedor de queijo: “Na Coca-Cola eu me desiludi porque nunca gostei de coleira. Voltei para meu sonho que é viver tocando pelo Brasil. E também abri um empório em Araxá.”
Guito Show (Tibério) e Bella Campos (Muda) em ‘Pantanal’
João Miguel Júnior / Globo
Era nesta fase, de comerciante de produtos da roça e cantor itinerante, que Guito estava antes de cair em “Pantanal”. Até a pandemia chegar ele não estava insatisfeito em Araxá, com os dois filhos e a mulher com quem se casou há 15 anos.
“Na Coca-Cola eu perdi cada vez mais o controle da minha vida, das coisas que gosto de fazer. Eu não decidia mais aonde ia passar férias, quando posso viajar ou ver minha família. Eles remuneram com dinheiro, mas dinheiro para mim não compra o tempo”, justifica.
No empório ele vendia queijos, cachaças, cafés e azeites da roça. Na música, criou um “palco motor-home”. “É uma Rural que se converte num palco. Eu vou com meu próprio som, uma solução completa.” Ele mirava shows corporativos, de festas de empresas.
A pandemia foi um golpe duplo: no comércio e nos shows.
“Na pior fase só restou encher minha Rural de queijo e cachaça e sair vendendo de porta em porta. Foi isso que fiz antes da novela. Era a única coisa que eu podia fazer para botar dinheiro em casa para meus ‘bezerrinhos'”, diz sobre os filhos.
“Eu tava ali na beira, narizinho já entrando para dentro d’água”, diz Guito Show sobre o sufoco financeiro.
O capítulo atual: galã de ‘Pantanal’
Nesse aperto, Guito viu a notícia sobre o remake que a Globo faria de “Pantanal”. “Eu não esperava jamais ser um Tibério. Mas eu sabia que poderia participar de uma roda de viola ali, talvez entrar uma música minha, fazer um peão.”
“Então mandei um ‘direct’ no Instagram para o Bruno Luperi (diretor da novela), mas não tive retorno”, ele conta. Na mensagem, ele dizia que sabia “de cor” as falas da novela.
Guito esclarece que “de cor” foi uma força de expressão: “Se fosse de ‘Rei Leão’, eu até saberia de cor”, ele brinca. Era impossível decorar tudo, mas ele tinha intimidade com o universo dos peões que assistiu nos anos 90, e depois reviu no YouTube.
Mesmo sem resposta do diretor, ele não desistiu. O caminho para conseguir um teste também precisa de tópicos:
Primo jogador: “Eu tenho um primo, o Alemão, que foi jogador de futebol. Ele jogou até com o Maradona em Nápoli (e foi da Seleção Brasileira entre 1983 e 1990). O meu apelido é Guito por causa dele. Minhas tias brincavam que ele era o Alemão e eu era o “Dioguito Maradona”.
Ex-mulher do primo jogador: “A ex-mulher do meu primo Alemão é filha do Oswaldo Loureiro, ator que até participou da primeira ‘Pantanal’ (ele viveu o Chico Taxista). Eu peguei o telefone dela com o meu primo e perguntei: ‘Como é que eu participo do teste? Como é o peneirão?'”
Preparadora de elenco: “Ela disse que não sabia, mas ia procurar. Através dela, eu cheguei na Priscila Lobo, que é pesquisadora de elenco”.
Muitos testes: “Foi uma longa jornada de muitos textos, muitos vídeos”, ele conta. No total, foram 5 meses até que ele fosse… pré-aprovado. Faltava o crivo dos diretores, claro.
Guito Show como o Tibério de ‘Pantanal’
Globo / João Miguel Junior
Mas a saga dramatúrgica deu certo. Ele foi sozinho para as primeiras gravações.
“Eu cheguei para gravar no Mato Grosso de carro. Peguei a minha Rural, com vinho para caramba. Pensei: ‘um lugar que vai ter 30 artistas e não tem um bar? Esse povo vai querer vinho. Deixa comigo.’ Então a gente foi fazendo aquelas rodinhas de viola, foi criando um ambiente muito gostoso a ponto de que, quando foi para gravação, eu já tava bem à vontade com os atores”, ele diz.
“Eu tive a sorte de já começar gravando lá no Pantanal, que é um habitat familiar para mim. Sou acostumado a viajar e fazer shows em fazenda, no meio do mato. De certa forma eu estava mais em casa do que os próprios atores.”
Claro que não foi tudo festa e vinho. “Na hora de olhar para a câmera e fazer alguma coisa, aquilo ali é outro mundo. Eu tenho que confessar que o frio na barriga bateu forte. Mas eu estava ao lado de Marcos Palmeira, Dira Paes, José Loreto e Juliana Paes, o que me deu uma certa tranquilidade”.
Guito conseguiu passar essa tranquilidade interiorana para o Tibério, que virou ídolo na internet – e em Araxá. “Hoje estou de folga aqui. Quando ando na rua as pessoas param o carro, tiram foto no supermercado. Todo mundo reconhece o bigode também. Bem marcante, né?”
‘Minimalista’
Guito falou ao g1 por videochamada de casa, ao lado de um dos filhos. Ele define sua vida depois de sair do trabalho na Coca-Cola como “minimalista”.”Lavo minhas roupas, faço meu almoço, passei a fazer atividade física e comecei a ficar mais saudável em função disso.”
“Eu vou ao supermercado a pé, eu só ando a pé, não tenho carro. Levo meus filhos de bicicleta para a escola. No Rio eu ando de metrô ou alugo aquelas bicicletinhas.”
A novela é um impulso para a carreira na música. Guito é fã do grupo americano Dave Matthews Band e de brasileiros como Tião Carreiro, Almir Sater e Renato Teixeira. Ele diz que prefere “os caipiras” e, no sertanejo vai até Chitãozinho e Xororó e Leonardo.
Na novela, ele consegue tocar trechinhos de suas músicas, como “Empatia”.
Por enquanto, ele até se vê interpretando outros papéis, mas sempre neste universo. “Estou totalmente aberto a essa possibilidade no futuro. Dá para conciliar (atuação e música). Mas eu aspiro mais a esse universo rural mesmo, que tem relação com viola e com a música”.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Florence ri da moda de ‘Dog days are over’ em casamentos no Brasil: ‘Não sou modelo para noivas’


Cantora fala ao g1 sobre 5º álbum, ‘Dance fever’, com single que questiona papel de noiva e mãe. Ela se espanta ao saber que é hit em casórios aqui e diz se identificar com ‘deusa, louca e feiticeira’. Imagem de divulgação de ‘Dance fever’, quinto álbum de Florence and the Machine
Autumn de Wilde / Divulgação
“Não sou uma mãe / Não sou uma noiva / Eu sou um rei”. Florence Welsh rejeita um papel feminino secundário em “King”. A música está no quinto álbum da Florence and the Machine, “Dance fever”, lançado nesta sexta-feira (13).
Florence diz ao g1 que não é um modelo de comportamento para noivas. Mas as noivas brasileiras querem ouvir a Florence. A cantora inglesa não sabia, mas seu hit “Dog days are over” é onipresente em playlists de casamento pelo Brasil.
Ela fala ao podcast g1 ouviu sobre o novo álbum e reage a particularidades de seu trabalho no Brasil: as trilhas de casório, os remixes em baladas “topzera” e o meme com a “deusa, louca e feiticeira” de Rick e Renner, comparação que ela aprovou.
Ela também explica como a pandemia dividiu o novo álbum da Florence and the Machine em dois e como ela aborda questões femininas com menções a Jesus Cristo e vocais que emulam Leonard Cohen, Nick Cave, Iggy Pop e filmes de terror.
Ouça o podcast abaixo e leia a entrevista a seguir.
Como é o disco novo da Florence and the Machine?
“Dance Fever” é uma mistura de trilha de filme de terror com o som de gente dançando até morrer. O álbum é soturno e empolgante ao mesmo tempo.
A artista que estourou há 13 anos e deu um toque místico à onda das cantoras inglesas de neosoul tinha lançado em 2018 um álbum mais “pé no chão”, “High as hope”.
No novo disco ela volta a evocar a Florence sobrenatural do início. Ela diz que é um “conto de fadas em 14 músicas”. Mas a cantora de 35 anos também joga com a própria imagem “mística”.
Dance Fever, de Florence and the Machine
DIvulgação
‘Febre da dança’
A ideia de “Dance Fever” nasceu de um caso real de uma “febre da dança”. Parece mentira, mas em 1518 foi registrada uma estranha praga na Europa que fazia as pessoas saírem dançando pela rua.
Há muitos estudos e hipóteses – tem gente que acha que foi uma histeria coletiva, outras que era uma doença neurológica. Mas o surto de fato aconteceu, com epicentro em Estrasburgo, na França.
“Meu amigo Juliano Zaffino, um poeta, escreveu um poema chamado ‘Strasbourg’, baseado nessa história, mas que a reimagina em uma boate gay em Berlim, em que eu estava dançando com a Patti Smith e a Kate Bush”.
Como o amigo incluiu seu nome no poema (veja abaixo), contou pra ela da história medieval em que estava se baseando. Florence ficou obcecada.
Initial plugin text
‘
Esse surto de “Choreomania” (que dá nome a uma faixa) vira metáfora para uma dança libertadora e aparece em músicas da primeira metade do álbum.
“Foi um pouco estranho porque eu fiquei obcecado com essa história antes do lockdown. Eu pensei em fazer um álbum inteiro sobre essa praga da dança. Mas quando a pandemia chegou, achei que não dava para falar só disso. Seria muita praga”, ela brinca. O tema fica mais nas primeiras faixas.
Dois lados, dois produtores
Imagem de divulgação de ‘Dance fever’, quinto álbum da Florence and the Machine
Divulgação
Florence começou a gravar o álbum em Nova York, com o produtor onipresente Jack Antonoff (Lorde, Taylor Swift, Lana Del Rey e outras). Mas quando começou o lockdown, ela teve que voltar correndo para a Inglaterra, com só quatro faixas prontas.
Ela tentou continuar e fez mais três músicas à distância com Antonoff. Mas a cantora precisava de uma presença física, e recrutou Dave Bailey, do Glass Animals, banda indie britânica que explodiu com “Heat Waves”. Ele produz a segunda metade do disco.
“O Jack Antonoff é minimalista. Para ele o que importa o vocal e a letra. E o Dave Bailey é maximalista. Ele quer colocar o máximo de sons numa música. Nunca achei que fosse conhecer um produtor que quisesse colocar mais coisas numa música do que eu”, ela brinca.
Florence foi a coprodutora que amarrou as metades. “Acho que meu trabalho foi me certificar de que, mesmo que ele estivesse dividido entre os dois, ainda houvesse um som que englobasse tudo”.
Mulher é rock e rei
Na faixa “Choreomania”, Florence faz uma provocação feminina: “Você diz que o rock and roll morreu / mas será que é só porque ele não ressuscitou com a sua imagem? / Como se Jesus voltasse, mas com um belo vestido?”
Ela explica: “Às vezes as pessoas reclamam: onde é que está o rock? Mas acho que é porque ele sempre foi sinônimo de homem. Talvez o rock esteja por aí, mas não do jeito que você espera ver ele. Talvez tenham reimaginado, mas só porque ele não fala do jeito que você acha que deveria, não significa que não esteja por aí.”
Em “King”, ela dá um recado parecido, mas só com o jeito de cantar. No refrão já citado no início deste texto (“Eu não sou uma mãe, eu não sou uma noiva, eu sou um rei”), ela termina com uma voz bem grave.
“Eu pensei em invocar uma masculinidade. Uma referência grande foi de cantores com essa voz de barítono que eu admiro, tipo Leonard Cohen, NIck Cave, Iggy Pop. Então eu tentei trazer esse registro masculino”, ela explica.
A cantora Florence Welch, do grupo Florence + The Machine, toca no último dia do festival Lollapalooza, em Chicago
Steve C. Mitchell/Invision/AP
Som de terror
A voz noturna volta ainda mais forte, com outros sentidos. Em “Restraint”, ela parece cantar enquanto é sufocada. Lembra ASMR (aqueles sons que fazem cócega no ouvido), mas em versão de filme de terror (Florence ri e diz que amou a definição).
“Eu estava vendo muitos filmes tipo “Midsommar”, “Saint Maud”, esses filmes de terror psicológico, mais cult. Ver terror foi a única coisa que me acalmou na pandemia. O que me incomodava era ver comédia romântica, com pessoas curtindo a vida e saindo”, ela explica.
“Na pandemia eu vi o máximo de terror que podia, e pela primeira vez eu entendi esse tipo de filme.” O gênero, então, se infiltrou na sonoridade do álbum.
Temas brasileiros: noivas, remixes, Rick e Renner
Em “King”, Florence narra uma briga com um namorado sobre casamento e maternidade. Ela diz que não quer fazer esse papel e mostra como ter filho é uma questão mais difícil para ela que para colegas homens. É uma reflexão dura e bonita sobre ser uma artista mulher.
No clipe, ela quebra o pescoço do ator que interpreta o tal namorado.
Fica a dúvida: será que ela acha que “King” pode ser um alerta para as noivas brasileiras que se casam com as madrinhas segurando na barra do vestido delas e dizendo que deus “dias de cão acabaram”, ao som de “Dog days are over”?
Initial plugin text
Initial plugin text
Initial plugin text
Florence morre de rir ao saber da “tradição” de casamentos brasileiros. Mas a artista não julga ninguém além dela mesma. Ela diz que não é casada, então não é um modelo para casamentos.
“Eu não sou um modelo de comportamento para noivas”, ela diz aos risos.
Claro que não é só em casamentos que “Dog days are over” toca. A música virou hit de baladas em remixes com gosto duvidoso. Muita gente se pergunta o que a Florence acharia ao ver sua música num contexto tão “topzera”. Mas, de novo, ela não julga.
“Quando você lança uma música, não pode ficar com frescura, ela não pertence mais a você, pertence ao mundo”, ela defende. “Não sou uma pessoa que fica julgando. Precisa de muito mais que isso para me deixar com raiva.”
“Ser uma artista é ter que se desapegar do seu próprio trabalho e de como as pessoas interpretam depois que você lança”, reflete Florence.
Florence And The Machine se apresenta no Palco Mundo neste sábado (14)
Flavio Moraes/G1
Deusa, louca e feiticeira, com orgulho
Outro tema brasileiro: no Rock in Rio 2013, o g1 publicou uma resenha comparando a presença de Florence no palco à “deusa, louca e feiticeira” da música “Ela é demais”, de Rick e Renner No Twitter, muita gente xingou, outras pessoas riram, e a comparação virou meme.
Ao saber da história, Florence diz que “deusa louca e feiticeira” é um bom resumo dela no palco, sim. “Estou do seu lado. Não vou ficar com raiva de você por isso”, ela brinca.
A piada puxa uma questão séria e final sobre “Dance fever”. No álbum, ela joga com essa imagem de “feiticeira” – chama de “conto de fadas”, faz voz de filme de terror, se inspira em praga medieval…
Ela parece ter consciência dessa imagem da Florence “de outro mundo” e usa para falar do mundo dela.
“Estou quase fazendo uma brincadeira com essa criação, entre a mitologia e a realidade. O que eu criei para me proteger e quem sou eu por baixo disso? Muito do que faço no disco disco é encarnar essa mitologia no refrão e destruir ela no verso. Vou passeando entre a realidade e a fantasia.”
A “deusa, louca e feiticeira” não tem shows da nova turnê confirmados no Brasil ainda, mas adoraria ter. “Honestamente não tem um público melhor, eu amo o Brasil e os fãs daí são os mais bonitos e me apoiaram desde o início”.
Foto feita com dupla exposição mostra Florence Welch durante apresentação no Palco Mundo
Marcelo Mattina/I Hate Flash/Divulgação Rock in Rio

Fonte: G1 Entretenimento