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‘Top Gun: Maverick’ voa alto abastecido por Tom Cruise e nostalgia; g1 já viu


Apesar de história genérica, continuação do clássico dos anos 1980 justifica bem aventura com pilotos de caça na era de drones não tripulados. Filme estreia em 26 de maio no Brasil. A essa altura do campeonato, filmes de Tom Cruise já são um gênero em si. “Top Gun: Maverick”, continuação do clássico dos anos 1980 sobre pilotos de caça, voa alto – no limite do exagero nostálgico – e justifica de forma surpreendente uma nova história que nem faz mais tanto sentido em uma era de drones não tripulados.
Mas não se deixe enganar. O que estreia no Brasil em 26 de maio (com pré-estreias desde o dia 21) ainda é, claro, um filme de Tom Cruise na essência.
Desde o começo, o astro desfila todas as características mais conhecidas, como o protagonista rebelde, sempre às turras com líderes ultrapassados, e cenas de ação que demonstram todo o seu preparo físico – por mais que ambas fiquem cada vez mais cansativas (entenda como quiser) com o avanço da idade do ator de 59 anos.
Trailer de ‘Top gun: Maverick’
E, como não poderia deixar de ser, “Maverick” reproduz o enredo militar genérico – com novos inimigos não identificados, se é que dá para acreditar – presente no original.
No fim, com uma missão impossível (com o perdão do trocadilho) que mais lembra um objetivo tirado direto de um game, fica claro que a intenção é mesmo dar mais uma desculpa para Cruise pilotar um caça e realizar suas peripécias. E está tudo bem.
Porque, de certa forma, tudo se encaixa, e o que deveria dar muito errado – no caso, a sequência 36 anos depois de um filme que já tinha um fiapo de roteiro para começar – funciona e ganha o público exatamente enquanto é subestimado.
Tom Cruise em cena de ‘Top Gun: Maverick’
Divulgação
Missão Maverick
Em “Maverick”, Cruise retorna ao papel que o alçou ao status de estrela mundial como o piloto de caça americano que, mesmo após 30 anos de serviço, ainda se recusa a seguir regras.
Em mais uma tentativa de fazer o intrépido protagonista utilizar seus dons de maneira positiva, a Marinha o coloca mais uma vez no programa de treinamento de elite que dá o primeiro nome do filme.
Desta vez como instrutor de um novo grupo de rebeldes, loucos e destemidos – enfim, a elite da elite –, ele deve ajudá-los a cumprir uma missão da qual dificilmente voltarão vivos.
Bashir Salahuddin, Miles Teller, Monica Barbaro, e Lewis Pulman em cena de ‘Top Gun: Maverick’
Divulgação
Se parece genérico e previsível é porque realmente o é. Mas antes que o primeiro descrente vire os olhos, a simplicidade do roteiro por Christopher McQuarrie (diretor e escritor dos últimos dois “Missão Impossível”) com outros dois parceiros se mostra uma armadilha.
Sem a preocupação com complexidades pessoais, intelectuais ou até geopolíticas, o enredo serve como a plataforma perfeita para o carisma inegável – ame-o ou odeie-o – de Cruise e a nostalgia descarada que a continuação almeja provocar.
Desde a abertura, quando os primeiros acordes de uma das muitas músicas marcantes da trilha sonora do original tocam gritando anos 1980, “Maverick” não esconde que quer vencer pelas lembranças do primeiro filme.
Desde as corridas apaixonadas ao pôr-do-sol com a mocinha (Jennifer Connelly assume com alguma dignidade o cargo) na garupa da moto de Maverick até o esporte não convencionalmente jogado na praia (dessa vez, futebol americano) e a emocionante participação de Val Kilmer (o eterno Iceman, que passou por um longo tratamento contra um câncer na garganta nos últimos anos), tudo quer fazer o público pensar “sim, eu lembro disso. E foi muito legal”.
Sobra até para Miles Teller (“Whiplash”), que assume o papel de Rooster, filho de Goose, parceiro e melhor amigo do protagonista, morto no original. A cena em que ele repete a cantoria do pai ao piano tocando “Great balls of fire”, de Jerry Lee Lewis, é piegas e até forçada e não deveria funcionar. Mas funciona.
Monica Barbaro, Miles Teller, Lewis Pullman e Jay Ellis em cena de ‘Top Gun: Maverick’
Divulgação
Cruise pelos ares
Depois das previstas reviravoltas capengas da trama e de algumas tentativas fracassadas de dar alguma profundidade emocional aos personagens, a missão finalmente chega.
O primeiro “Top Gun” já tinha conquistado grande parte do público com cenas de combate aéreo inacreditáveis para a época.
A continuação, mesmo competindo com espetáculos computadorizados que colocam super heróis se estapeando no espaço, consegue repetir o fascínio do antecessor – e talvez até vá além.
Tom Cruise em cena de ‘Top Gun: Maverick’
Divulgação
Superados alguns absurdos questionáveis do roteiro, a grande batalha oferece algumas das melhores cenas de ação dos últimos anos e a cena final não poderia ser mais apropriada a um filme como este.
É previsível toda vida. Desde o momento em que o caça de Cruise deixa o chão, qualquer um no público que tenha o menor conhecimento sobre o gênero sabe sem dúvidas o que vai acontecer. Mas é tão bonito, visualmente e tecnicamente, que daria um quadro.
Fica o parabéns ao diretor Joseph Kosinski (que trabalhou com o astro em “Oblivion”) e, principalmente, a Cruise.
Maverick, seu desgraçado, você conseguiu novamente.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sexta-feira 13 é hoje: filmes para assistir nas principais plataformas de streaming


São 25 opções, entre clássicos e novidades do terror e suspense. Veja trailers e sinopses. Os fãs dos filmes de terror e suspense não precisam de datas específicas para ver produções do gênero, é claro. Mas para celebrar esta sexta-feira 13, o g1 lista abaixo filmes que estão disponíveis nas plataformas de streaming. São clássicos e novidades dos estilos para tomar sustos e se engasgar com a pipoca.
Globoplay
Sexta-Feira 13: Bem-Vindo A Crystal Lake
Sexta-Feira 13: Bem-Vindo A Crystal Lake
Divulgação
No filme de 2009, Clay vai até a misteriosa floresta de Crystal Lake em busca da irmã desaparecida. Lá, ele conhece uma jovem e, juntos, exploraram o local. Eles só não esperavam encontrar Jason.
It: A Coisa
Assista ao trailer do remake de ‘It – A coisa’, clássico de Stephen King
Em 1989, crianças começam a desaparecer na cidadezinha de Derry. Liderado por Bill, um grupo de amigos investiga o caso e descobre uma ligação com o maligno palhaço Pennywise. É baseado no livro de Stephen King.
Macabro
Veja trailer do filme ‘Macabro’
Na década de 90, assassinatos na serra fluminense levam o policial Teo a voltar para sua cidade e investigar o caso. Em meio às buscas, ele se vê confrontando o passado. O filme é dirigido por Marcos Prado e tem Flávio Bauraqui, Thelmo Fernandes e Renato Góes no elenco.
Shirley
Cena do filme ‘Shirley’
Divulgação
Uma escritora do gênero terror (vivida por Elisabeth Moss) e seu marido abrigam um jovem casal. Os recém-chegados acabam se tornando um sopro de inspiração e fantasia na mente da romancista.
O Animal Cordial
Murilo Benício e Luciana Paes em ‘O animal cordial’
Divulgação
Inácio (Murilo Benício) é o dono de um restaurante. Quando o estabelecimento é assaltado, a situação de aparente controle dá início a uma série de desdobramentos inesperados. A diretora é Gabriela Amaral Almeida.
Prime Video
Um Lugar Silencioso
Assista ao trailer de ‘Um lugar silencioso’
Neste suspense dirigido por John Krasinski, uma família tem de levar a vida em silêncio para fugir de criaturas misteriosas que caçam por meio do som. Krasinski forma o casal principal da trama com Emily Blunt.
A Bruxa
Anya Taylor-Joy, de ‘A bruxa’, está no elenco de ‘Morgan’ com Kate Mara e Paul Giamatti
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Em 1630, após ser ameaçado de ser excomungado da igreja, um agricultor deixa sua plantação colonial e se muda com a esposa e os cinco filhos para um terreno remoto no limite de uma floresta sinistra – onde se esconde um mal desconhecido. Foi o filme que revelou Ann-Taylor Joy e o diretor Robert Eggers (“O farol”).
Noturno
Sydney Sweeney em ‘Noturno’
Divulgação
Uma jovem e ambiciosa pianista, ofuscada por sua irmã gêmea, faz um pacto com o diabo para tomar o lugar de sua irmã. A protagonista é Sydney Sweeney (“Euphoria” e “The White Lotus”).
O Bebê de Rosemary
‘O Bebê de Rosemary’
Divulgação
O clássico do diretor Roman Polanski conta a história de um jovem casal à espera do primeiro filho. Como a maioria das mães de primeira viagem, Rosemary se vê confusa. Seu marido, um ator ambicioso, mas malsucedido, faz um pacto com o diabo para fazer sua carreira decolar.
A Bruxa De Blair
Cena de ‘Bruxa de Blair’
Divulgação
O filme de 1999 segue um trio de jovens estudantes de cinema vai para a floresta do leste de Maryland filmar um documentário sobre a lenda local da Bruxa de Blair. Quando eles se perdem, percebem que não estão filmando uma lenda, mas seu próprio horror inimaginável.
Netflix
As boas maneiras
Assista ao trailer do filme ‘As boas maneiras’
Mistura de fábula de horror e fantasia, o filme conta a história de duas mulheres. Clara (Isabél Zuaa) é uma enfermeira moradora da periferia de São Paulo que é contratada para ser baba do bebê que Ana (Majorie Estiano) está esperando. Uma noite de lua cheia causa uma mudança drástica, e então Clara assume a maternidade de uma criança diferente das demais.
Creep
Mark Duplass em ‘Creep’
Divulgação
Um jovem cinegrafista responde a um anúncio on-line para um trabalho de um dia em uma cidade remota para gravar as últimas mensagens de um homem que está morrendo. É estrelado por Mark Duplass.
O Hospedeiro
Cena de ‘O Hospedeiro’
Reprodução
Um monstro não identificado aparece do rio Han em Seul, na Coreia do Sul, mata centenas e também carrega Hyun-seo. Quando sua família descobre que ela está sendo mantida em cativeiro, eles resolvem salvá-la. Tem roteiro e direção de Bong Joon-ho (“Parasita”).
Halloween
Jamie Lee Curtis em ‘Halloween’, de 1978
Divulgação
O clássico de 1978 é estrelado por Jamie Lee Curtis e dirigido por John Carpenter. Quinze anos depois de assassinar sua irmã na noite de Halloween em 1963, Michael Myers escapa do hospício e retorna para a pequena cidade de Haddonfield para matar novamente.
O Ritual
Cena de ‘O ritual’
Divulgação
Michael Kovak é um seminarista céptico, aconselhado a passar um tempo no Vaticano e estudar o exorcismo. As suas dúvidas aumentam quando conhece o Padre Lucas, um controverso exorcista, e a bela jornalista Angeline, que o investiga. Tem Anthony Hopkins e Alice Braga no elenco.
HBO Max
A Freira
Filme ‘A Freira’
Divulgação
Quando uma freira se mata, um padre e uma noviça investigam. Juntos, descobrem o segredo profano da ordem, a mesma freira demoníaca que apareceu pela primeira vez em “Invocação do Mal 2”.
A Hora Do Pesadelo
‘Hora do pesadelo’, de 1984
Divulgação
O clássico de 1984 apresenta Freddy Krueger, um assassino em série que mata as pessoas em seus sonhos. A questão é que isso também provoca a morte na vida real.
A Pequena Loja dos Horrores
Cena de ‘A Pequena Loja dos Horrores’
Divulgação
Os negócios desabrocham na pequena floricultura Mushnik quando uma exótica planta chamada Audrey II, chega em seu vaso. O filme de 1987 é estrelado por Rick Moranis, Ellen Greene e Steve Martin.
A órfã
Cena de ‘A Órfa’
Divulgação
O filme de 2009 é sobre um casal que perdeu o filho recentemente e adota uma menina de nove anos que se revelará muito menos inocente do que aparenta.
Annabelle
‘Annabelle’
Divulgação
O filme segue uma história do terrível boneco de “Invocação do Mal”. John encontrou o presente perfeito para sua esposa, Mia – uma linda e rara boneca. Mas o prazer de Mia com Annabelle não durará muito.
Star+
A Morte do Demônio
Cena de ‘A morte do demônio’
Divulgação
O filme da franquia “Evil Dead”, do diretor e produtor Sam Raimi, segue cinco amigos vão a foresta durante o fim de semana, mas se encontraram com estranhos espíritos malignos.
A Mosca
O clássico do cineasta canadense David Cronenberg, de 1986, mostra um cientista comença se transformar num gigante depois que um de seus experimentos termina mal.
Bata Antes de Entrar
Keanu Reeves em ‘Bata antes de entrar’
Reprodução
Neste suspense de Eli Roth, um homem (Keanu Reeves) ajuda a duas mulheres quando chegam a casa dele, mais o bom gesto se volta numa perigosa sedução.
Jogos Mortais
Relembre os filmes da série ‘Jogos Mortais’ na maratona de 11 horas do G1
O primeiro filme da franquia saiu em 2004. Dois estranhos, que acordam em uma sala sem se lembrar de como chegaram lá, logo descobrem que são peões em um jogo mortal perpetrado por um famoso assassino em série.
O Grito
Sarah Michelle Gellar em ‘O grito’
Divulgação
Em Tóquio, uma casa comum foi palco de uma morte violenta que deixou o local marcado. A estudante americana Karen Davis (Sarah Michelle Gellar), não sabe do passado da casa e concorda em substituir uma colega, assistente social, que deveria ir àquele lugar.

Fonte: G1 Entretenimento

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Oneide Bastos exalta a cultura do Amapá em álbum com a voz de Ná Ozzetti e música de Luli & Lucina


♪ Música apresentada em 1975 na voz de Ney Matogrosso, no primeiro álbum solo do cantor, Pedra de rio (Luhli, Lucina e Paulo César Soares) emerge no canto de Oneide Bastos em gravação que abre o terceiro álbum solo da cantora amapaense, Oneide.
Nascida em 8 de fevereiro de 1946 na Ilha dos Porcos na região do Afuá (PA), no Pará, mas criada em Macapá (AP), a artista de 76 anos exalta a cultura do Amapá em disco gravado com produção musical e arranjos de Dante Ozzetti e programado para ser lançado em 20 de maio.
Em cena desde 1977, a cantora e compositora dá voz no álbum Oneide às músicas Jurupari (Oneide Bastos), Taemã (Enrico Di Miceli e Antônio Messias), Voou (Paulinho Bastos e Osmar Junior), Alto mar (Dante Ozzetti e Luiz Tatit), Congá (Paulinho Bastos), Batuqueiros (Paulinho Bastos), Suprema (Joãozinho Gomes e Lula Barbosa), Puçangueira (Joãozinho Gomes e Eudes Fraga) e Sereia do rio-mar (Joãozinho Gomes, Eudes Fraga e Paulo Oliveira), além de Pedra de rio. Em Batuqueiros, Oneide Bastos faz dueto com Ná Ozzetti.
Sucessor dos álbuns Mururé (1993) e Quando bate o tambor (2013) na discografia solo da artista, que integrou grupos como Seono e Trio da Terra, o álbum Oneide tem os toques dos músicos Dante Ozzetti (violão, guitarra elétrica), Fi Maróstica (baixo), Guilherme Held (guitarra), Guilherme Kastrup e Nena Silva (percussão), Hian Moreira (bateria), Luiz Amato, César Miranda, Soraya Landim, Andreas Uhlemann, Amanda Martins, Caio Santos, Alex Braga e Guilherme Peres (violinos), Emerson De Biaggi, Elisa Monteiro e Fábio Tagliaferri (violas), Adriana Holtz e Jin Joo Doh (violoncelos) e Marco Delestre (contrabaixo).
Capa do álbum ‘Oneide’, de Oneide Bastos
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Renato Luciano investe na mistura de ritmos no álbum autoral ‘Turista do mundo’


♪ O cantor, compositor e ator Renato Luciano lança o terceiro álbum solo, Turista do mundo, nesta quinta-feira, 12 de maio.
Arquitetado desde 2019 e gravado pelo artista mineiro sob direção musical de Alexandre Meu Rei, o álbum Turista do mundo contabiliza oito músicas – Instabilidade, Placas, Rasgou o baralho, Conta de gás, Turista do mundo, Todo mundo quer um grande amor, Hei de amar (Tudo certo na medida do errado) e Certo, mãe – de autoria de Luciano.
Ao dar forma a esse repertório, Renato Luciano misturou samba com folk, fundiu rock com mariachi, fez jazz com a pisada do baião e pôs guitarras em samba-canção.
Turista do mundo é o primeiro álbum solo do artista desde Toda cor (2017), disco lançado há cinco anos e impulsionado pela boa execução da música-título Toda cor – canção delicada, lançada pelo autor na trilha sonora do musical de teatro Auê (2016) – na novela A força do querer (2017). Contudo, entre um disco e outro, Renato Luciano se uniu a Rainer Cadete no álbum Leves & reflexivas (2021).
Capa do álbum ‘Turista do mundo’, de Renato Luciano
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Xamã encara a batalha de lançar o primeiro single solo após a explosão de ‘Malvadão 3’


Rapper carioca se une a Gretchen no clipe de ‘Dublê de marido’, música produzida por Pedro Lotto. ♪ Xamã já tem três álbuns – Pecado Capital (2018), O iluminado (2019) e Zodíaco (2020) – e uma dezena de singles. Contudo, lançar o inédito single Dublê de marido é para o rapper carioca de 32 anos – nascido Geizon Carlos da Cruz Fernandes em Sepetiba, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 30 de outubro de 1989 – como encarar a prova de um segundo disco.
É que Dublê de marido, single posto em rotação ontem, 11 de maio, é o primeiro lançamento solo do artista desde Malvadão 3 (2021), single formatado pelo rapper com Gustah e Neo Beats e lançado em 30 de novembro.
Antes do fim do ano passado, Malvadão 3 já era hit mundial nas paradas dos players digitais. Após a explosão do tema, Xamã até lançou em fevereiro um single, Cash (2022), mas como convidado de Jovem Dex.
Capa do single ‘Dublê de marido’, com Gretchen
Divulgação
Música que gerou clipe de estética cyberpunk gravado por Xamã com Gretchen (vista na capa do single), Dublê de marido foi formatada com produção musical de Pedro Lotto. A faixa mixa o rap com toques de funk, trap e R&B, investindo em sonoridade diferente da batida de Malvadão 3.
Ex-camelô que debutou aos 27 anos nas batalhas de rimas com pseudônimos como Deadpool e Nightwolf , Xamã certamente sabe que, na realidade, Dublê de marido entra em cena para atender expectativas mercadológicas, mesmo que alheias.
Tanto que, na letra do novo tema, o rapper cita nominalmente a franquia que lhe deu projeção além das fronteiras do Brasil. “Eu sei que quase nada te impressiona / Mas, se quiser fugir do mundo, me aciona / Eu sou seu malvadão, cê é minha malvadona”, canta Xamã, alardeado como “o maior nome do hip hop nacional na atualidade” no texto enviado à imprensa para promover a edição do single Dublê de marido.
Xamã alude ao hit ‘Malvadão 3’ na letra de ‘Dublê de marido’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda da Ucrânia Kalush Orchestra aparece como favorita no Festival Eurovision


Grupo faz a fusão de rap com música folclórica e ganhou a simpatia do público pela situação do país. Eles se apresentam no sábado (14) no concurso. Kalush Orchestra
Yara Nardi/Reuters
A banda ucraniana Kalush Orchestra deve aproveitar uma onda de simpatia do público para vencer o Festival Eurovision de música, quando artistas subirem ao palco na cidade italiana de Turim na noite de sábado (14).
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A música “Stefania”, da Kalush Orchestra, cantada em ucraniano, funde rap com música folclórica tradicional e é uma homenagem à mãe do vocalista Oleh Psiuk.
As casas de apostas a tornaram favorita para o concurso anual, que normalmente atrai uma audiência de televisão de cerca de 200 milhões de pessoas, com base na situação da Ucrânia após a invasão da Rússia em fevereiro.
“Gostaria de ver a Kalush Orchestra como vencedora, mas não por causa da guerra”, disse Maryna Utkina, que esteve presente nas semifinais em Turim esta semana.
“Quero ver a Kalush Orchestra como vencedora por causa da música, porque a música é muito bonita, é muito especial”, acrescentou Utkina, que é da Ucrânia, mas mora na Itália há três anos.
A banda leva o nome da cidade ucraniana ocidental de Kalush. Ela terminou em segundo lugar no concurso nacional de canções do país, mas substituiu a vencedora Alina Pash após polêmica sobre uma visita que ela fez à Crimeia em 2015, um ano depois da região ter sido anexada pela Rússia.
A Rússia foi excluída do concurso este ano.
A Itália é a anfitriã depois de vencer no ano passado com o rock “Zitti e Buoni” de Måneskin.
O concurso é decidido por uma combinação de votos do júri oficial e dos espectadores das nações participantes.
VÍDEO: Måneskin: quem são eles?

Fonte: G1 Entretenimento

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Bichos na Escuta #51: o gatil que ajuda detentos na ressocialização


Neste episódio, Giuliana Girardi conversa com um detento que trabalha no gatil da Penitenciária de Tremembé, em São Paulo. Ele acorda e é levado até o local de trabalho. Qual é uma de suas funções? Dar carinho e amor para 80 gatos. Mas também tem serviço pesado nessa história. Cleyton Pereira é um dos detentos da Penitenciária de Tremembé, em São Paulo, que trabalha no gatil da prisão. Ele alimenta, corta as unhas e limpa esses animais, como conta no episódio do podcast “Bichos na Escuta”, com a jornalista Giuliana Girardi.
O projeto tem como objetivo que os animais encontrem uma família em feiras de adoção organizadas por ONGs de proteção aos animais. Durante a rotina de trabalho, os presos são responsáveis pela limpeza do local, higiene dos gatos e dar carinho aos bichos que são resgatados pelo Centro de Controle de Zoonoses da cidade.
“O objetivo é que esses gatos seja adotados, e a gente fica muito feliz. É uma sensação de dever cumprido, os gatos me ajudaram muito”, explica Cleyton
Gatil da Penitenciária de Tremembé
Reprodução/ Governo de São Paulo
Toda a decoração do gatil foi construído pelos próprios detentos a partir da reciclagem. Além de ajudar o preso a descobrir uma nova profissão, o trabalho diminui o tempo de sentença e garante uma ajuda de custos aos detentos. A cada dois dias trabalhados, é reduzido um dia na pena.
Pirata, gato do gatil de Tremembé
Reprodução
Edson Santos adotou o Pirata e o Fou, dois dos gatos que o Cleyton cuidou no gatil.
“Eu me apeguei ao fato deles terem passado por dificuldades. Por isso, eles são diferentes dos outros gatos”, conta Edson.
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O podcast ‘Bichos Na Escuta’ está disponível no G1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o ‘Bichos na Escuta’ na sua plataforma preferida. Toda quinta-feira tem episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 84 anos, Mestre Siqueira amplia o registro da obra autoral com o disco ‘Encantado’


No EP agendado para 27 de maio, cavaquinhista apresenta sambas e choros com a autoridade de já ter tocado com Pixinguinha, Cartola e Jamelão, além de ter feito parte da Orquestra Tabajara. ♪ O lançamento do EP Encantado em 27 de maio é mais um passo fonográfico dado por Mestre Siqueira para registrar obra autoral que já contabiliza mais de 450 composições em 84 anos de vida.
Nascido no Recife (PE) em 21 de setembro de 1937, filho de pai bandolinista e mãe pianista, José Siqueira de Alcântara se notabilizou, no meio musical carioca, pela habilidade no manuseio do cavaquinho, instrumento que aprendeu a tocar de forma autodidata na adolescência vivida nos anos 1950, década em que veio morar com a família no Rio de Janeiro (RJ).
Na cidade, onde mora até hoje, Siqueira participou da última formação do grupo de Pixinguinha (1897 – 1973), integrou o conjunto Chapéu de Palha, fez parte da Orquestra Tabajara – sob a regência do maestro Severino Araújo (1917 – 2012) – e ocupou o posto de cavaquinhista da Velha Guarda da Mangueira por mais de 35 anos, além de ter tocado com nomes como Cartola (1908 – 1980) e Jamelão (1913 – 2008).
Como Cartola, aliás, Mestre Siqueira lançou tardiamente o primeiro disco solo, Siqueira entre nós, editado em 2013, ano do 76º aniversário do artista, com repertório autoral. Em 2017, Siqueira registrou mais uma leva de composições no álbum 80 anos, de título autoexplicativo.
Com capa que expõe arte da ilustradora Helena Bousquat, o EP Encantado amplia o registro da obra autoral do artista, pautada pelo samba e pelo choro. O disco será precedido em 20 de maio pelo single que apresenta a gravação do samba Um doce olhar, feita por Siqueira com arranjo do também cavaquinhista Alceu Maia e com a participação do cantor Marquinho China.
Quando o EP Encantado chegar aos players digitais uma semana depois, com cinco faixas, o ouvinte terá à disposição os registros de outros dois sambas – Indiferença (com arranjo do cavaquinhista Wanderson Martins) e Mangueira do Amanhã (música gravada por Siqueira com o sambista Léo Pereira e com arranjo de Paulão 7 Cordas) – e dois choros, A caminho de São Paulo (gravado ao vivo com a participação de Luizinho 7 Cordas) e o tema-título do disco Encantado, registrado com o toque da flauta de Josias Nunes.
O projeto do EP Encantado foi realizado pelo Coletivo Sindicato do Samba com produção coordenada por Camilo Árabe com os músicos Pedro Cantalice e Wellington Monteiro.
Capa do EP ‘Encantado’, de Mestre Siqueira
Ilustração Helena Bousquat

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O Homem do Norte’ mostra épico viking com ousadia e criatividade do diretor de ‘O Farol’; g1 já viu


Filme de Robert Eggers se baseia em história que inspirou ‘Hamlet’, de Shakespeare. Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke e Willen Dafoe estão no elenco Em meio a tantas continuações, remakes e reboots que são lançados, é admirável que um filme como “O Homem do Norte” consiga ter o apoio de um poderoso estúdio de Hollywood, a ponto de ter astros consagrados em seu elenco. O filme estreia nesta quinta-feira (12). O longa apresenta, de forma épica, uma história de intriga e vingança da cultura nórdica.
Assista ao trailer do filme “O Homem do Norte”
Ambientada no século 9, a trama acompanha a vida do príncipe Amleth (Oscar Novak na juventude e Alexander Skarsgård quando adulto), filho do Rei Aurvandil (Ethan Hawke) e da Rainha Gudrún (Nicole Kidman), que tem sua vida virada do avesso quando seu tio, Fjölnir (Claes Bang), decide dar um golpe e usurpar o trono. O jovem consegue fugir e jura se vingar da traição.
Anos depois, Amleth entra para uma tribo de bárbaros e se torna um guerreiro nômade. Até que, após ter um encontro com a feiticeira Seeress (Björk), descobre que Fjölnir está com sua mãe e sua família numa região distante da Islândia e resolve ir para lá, disfarçado de escravo. No caminho, conhece Olga (Anya Taylor-Joy), uma bruxa que acaba ajudando o príncipe em seu plano de vingança.
Ser ou não ser
Alexander Skarsgård e Anya Taylor-Joy numa cena de “O Homem do Norte”
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A produção conta com uma parte técnica impecável. Mas o principal mérito vem da ótima direção de Robert Eggers, com estilo próprio e original de contar histórias, tendo apenas três filmes em seu currículo (os outros são “A Bruxa” e “O Farol”).
Agora, com um orçamento bem mais generoso, o cineasta americano se arrisca em sequências ainda mais arrojadas e poderosas, em um verdadeiro deleite visual.
Além de dirigir, Eggers divide o roteiro com o escritor irlandês Sjón e mostra que mergulhou nos costumes vikings para contar a sua história, que teria inspirado Shakespeare a criar “Hamlet”. Um dos destaques da trama é notar as semelhanças dramáticas entre as duas obras.
“O Homem do Norte” possui intensas e elaboradas cenas de ação e combate
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É bem curioso ver como Eggers faz suas cenas de ação com vigor, principalmente combates com espadas e no corpo a corpo. As imagens impactantes não poupam o público da violência gráfica.
Algumas delas lembram “Conan, o Bárbaro”, estrelado por Arnold Schwarzenegger em 1982. Em entrevistas, o diretor confessou a inspiração.
Elas entram em equilíbrio com os momentos mais contemplativos, em que fica ainda mais notório o estilo que o diretor implementa, com uma atmosfera que causa desconforto e até tensão, nem sempre deixando claro para o público o que pode vir a seguir.
A cantora Björk interpreta uma feiticeira em “O Homem do Norte”
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O longa trabalha em materializar o que o protagonista está pensando e faz o espectador ter, às vezes, a sensação de confusão que a mente dele pode ter: o desejo de se vingar acaba deixando-o sem enxergar as coisas como deveriam ser.
Isso acaba gerando cenas oníricas, com divindades nórdicas como o Deus Odin, as valquírias e até Valhalla, o local para onde os nobres guerreiros vão no final de suas vidas.
O porém de “O Homem do Norte” é o ritmo, que pode desagradar. O diretor não entrega soluções fáceis de um típico filme deste gênero.
Ele propõe uma reflexão a respeito dos atos de seus personagens, deixando algumas cenas mais lentas, em detrimento de outras mais agitadas e longas. Quem esperar um filme com ação incessante pode se decepcionar.
Amleth (Alexander Skarsgård) vira um guerreiro nômade em “O Homem do Norte”
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Força e honra
Além da direção e da parte técnica vale destacar a entrega dos atores à proposta do filme. Skarsgard convence ao mostrar a selvageria do personagem. Nicole Kidman, que curiosamente interpreta a mãe do protagonista depois de ter feito um casal com Skarsgard na minissérie “Big Little Liars”, vai ganhando importância à medida que a trama avança. A atriz aproveita isso para desenvolver muito bem os momentos dramáticos da rainha.
Anya Taylor-Joy, que se tornou uma estrela graças a “A Bruxa” (e, mais tarde, na minissérie “O Gambito da Rainha”), volta a mostrar todo o seu talento como Olga. A química com Skarsgard é boa. Ethan Hawke, que já foi Hamlet em um filme de 2000, se sai bem fazendo o rei Aurvandil.
Nicole Kidman vive a Rainha Gudrún em “O Homem do Norte”
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Willem Dafoe, excelente em “O Farol”, marca presença como Heimir, uma espécie de bobo da corte do reino. Já Claes Bang não compromete, mas não chega a ser marcante como o vilanesco Fjölnir.
“O Homem do Norte” já vale a ida ao cinema só pelo fato de querer apresentar um universo que tem sido pouco explorado na tela grande. É um filme robusto e profundo, que busca levar a uma reflexão sobre como os humanos são complexos e como eles podem ser dominados por sentimentos ruins.
Essa mensagem aparece envolta em uma cultura diferente e embalado com momentos chocantes e sangrentos, que impressionam, mas também são sublimes.

Fonte: G1 Entretenimento

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Karen Jonz lança 1º álbum com ‘pop de quarto’ e letras reflexivas que fogem de clichês do skate


Campeã de skate que também brilhou como comentarista canta no álbum ‘Papel de carta’. Ela mostra lado mais sério com ‘bedroom pop’ e produção do marido, Lucas Silveira, da Fresno. Karen Jonz em imagem de divulgação do álbum ‘Papel de carta’
Pedro Pinho / Divulgação
“Papel de Carta”, primeiro álbum de Karen Jonz, foge de dois estereótipos: o da “música de skatista”, direta e agressiva, e o da própria atleta, irreverente em vídeos no YouTube e em comentários na TV.
O álbum lançado nesta quinta-feira (12) não é agressivo nem irreverente. O que as músicas sérias e confessionais pegam do mundo do skate e da personalidade dela são o espírito independente e uma sinceridade desconcertante.
A tetracampeã mundial toca piano desde os oito anos e roda pelo mundo da música desde quando começou no skate. Ela encara agora um projeto mais sério, com lançamento pela BMG: “Eu quero que ele alcance todas as pessoas que tenha a possibilidade de alcançar”, ela diz.
O som é “bedroom pop”, ou “pop de quarto”, que troca produções grandiosas de estúdio pela liberdade dos computadores em casa para fazer uma música mais intimista. Uma “vulnerabilidade e uma abertura”, mas com camadas musicais que vão além de “ficar reclamando da vida”, ela diz.
Karen Jonz em imagem de divulgação do álbum ‘Papel de carta’
Divulgação / Pedro Pinho
‘Pop de quarto’ de casal
As faixas que falam de terapia, surtos e insegurança foram produzidas por Lucas Silveira, líder da Fresno e marido de Karen. O que já era confessional ganha uma camada dupla de intimismo.
Na primeira faixa, “Terapia”, ela canta: “Saiba que minha alegria só eu posso cancelar” – uma referência a “Sua alegria foi cancelada”, álbum da Fresno. “Uma indireta direta”, brinca Karen.
“Tenho essa intimidade com ele e estamos muito alinhados em gosto musical, em referências e liricamente. Foi uma coisa que fluiu. A gente não precisou ficar pensando nem estudando”, ela elogia. Há guitarras e momentos eufóricos, como “Hiperventilado”, mas o clima é reflexivo.
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Karen sempre gostou de produzir no computador e incentivou o marido lá atrás. “Quando conheci o Lucas ele também estava começando a produzir. Ele tinha um computadorzinho em que gravava. Aí eu super incentivava ele: ‘Compra esse microfone, compra não sei o quê”. Aí ele foi se estruturando”.
Karen Jonz em imagem de divulgação do álbum ‘Papel de carta’
Divulgação / Pedro Pinho
‘Tão maluco que fazia sentido’
“Eu criava músicas desde a escola. Na sala eu ficava escrevendo música. Teve uma época em que eu era ‘reggaeira’. Fiz uns reggaes com acordes bem simples”, ela lembra.
Como tantos músicos-skatistas, Karen começou a tocar em bandas de colégio. Nascida em Santos e criada no ABC Paulista, sua principal posição nos times musicais escolares era no teclado.
“Já fui de banda cover de Silverchair. A gente chegou a fazer show no ABC. Os meninos eram bons, eu era a pior da banda. Não sei onde foi parar o menino que era o Daniel Johns, ele cantava bem.”
Depois Karen criou projetos autorais e teve destaque no mundinho do skate com o Violeta Ping Pong. “Era um som total experimental, mas que o pessoal curtia, porque era tão maluco que fazia sentido para a galera do skate”, ela descreve.
Com Lucas ela criou os projetos Vaconaut and the Apple Monster e Kyber Krystals. Depois lançou uma mixtape e, agora, veio o disco, que junta o “lado fofinho” com a “força, sujeira, explosão do skate”, ela define no texto de divulgação.
“Eu faço as coisas dessa maneira. No skate foi assim. Eu não comecei a andar querendo ser campeã. Eu gostava, de repente teve um evento e eu fui bem, um cara notou e quis me patrocinar… Nas olimpíadas também me convidaram para ser comentaristas. Eu aceitei e cheguei lá, e deu no que deu”, ela compara.
Karen Jonz na capa do álbum ‘Papel de carta’
Divulgação
A hora do álbum
Karen se sentiu agora “preparada” para lançar um álbum. “No skate eu não estou no circuito Olímpico, por exemplo. E no momento de vida, porque minha filha (Sky) está com seis anos, então não preciso ficar ali amamentando 24h por dia”.
Mas as músicas vêm de vários outros momentos dos 38 anos de vida dela. “‘Exausta’, por exemplo, eu fiz logo ali quando a Sky era pequenininha, então é um pouco sobre a maternidade.”
“Sempre lembrando que eu sou uma mina skatista, não um cara skatista. Então eu tenho experiências diferentes das que o Chorão teve e, sei lá, que o Jack Johnson surfista teve. Então é isso que eu trago. Quem sabe no próximo vai ser um disco de punk. Mas eu precisava tirar essas coisas da frente ainda.”
O tema e o estilo fazem sentido para Karen Jonz, mas ela admite que quem a conhece só de vídeos de skate e comentários engraçados nas Olimpíadas pode tomar um susto com esse lado mais sério. “Eu acho que vai ser um pouco chocante nesse sentido”, ela diz.
“Acho que se eu fizesse um disco assim pop punk, super engraçadinho, ia combinar muito mais com esse momento e com tudo que aconteceu nas Olimpíadas”, ela reflete.
“Eu falei para o Lucas: ‘Cara, por que que eu não consigo fazer uma música feliz?’ E ele falou: ‘Porque você não é totalmente feliz assim.’ Eu não sou uma pessoa alegre o tempo inteiro, às vezes estou mais introspectiva.”
“Eu faço música e quero mostrar: você também sente isso daqui? Eu gosto dessa conexão que a música traz. Então fazer uma música e não lançar (é como quando) você fica com cocô entupido, sabe?”, ela diz num lapso de Karen piadista.

Fonte: G1 Entretenimento