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Grupo de pagode Atitude 67 grava álbum ao vivo, em show no Rio, com Ferrugem e Mumuzinho


♪ O grupo de pagode Atitude 67 é originário de Campo Grande (MS), capital de Mato Grosso do Sul, mas começou a aparecer com apresentações no circuito de bares da cidade de São Paulo (SP).
Contudo, é na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro (RJ) que o sexteto grava o álbum ao vivo Sempre foi pagode em show programado pelo Palma Gastrobar para a noite desta quinta-feira, 14 de abril. O grupo Menos é Mais e os cantores Ferrugem, Matheus Fernandes e Mumuzinho estão escalados para participar do registro audiovisual do Atitude 67.
Cerca de 20 músicas integram o repertório do disco, cuja produção musical é orquestrada por Bruno Cardoso e Lelê. A maioria do repertório do álbum ao vivo Sempre foi pagode é composta por sucessos alheios e do próprio grupo Atitude 67.

Fonte: G1 Entretenimento

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Letizia Battaglia, fotógrafa pioneira que desafiou a máfia italiana, morre aos 87 anos


Ela fotografou as brutais guerras da máfia na Sicília, sua terra natal, nos anos 1980 e 1990, Letizia Battaglia
Reuters
Letizia Battaglia, fotógrafa de renome mundial cujo trabalho corajoso documentando o domínio da máfia em sua terra natal, a Sicília, foi ao mesmo tempo assustador e marcador, morreu aos 87 anos.
Battaglia, que morreu na capital siciliana, Palermo, na noite de quarta-feira, fotografou as brutais guerras da máfia dos anos 1980 e 1990, mostrando assassinatos políticos e cadáveres em poças de sangue nas calçadas ou abandonados ao lado de estradas rurais.
Ela era igualmente famosa por fotos que retrataram o impacto da máfia sobre os sicilianos, como um menino brincando de “assassino” usando uma meia de nylon sobre o rosto e segurando uma arma de brinquedo ou uma viúva em luto de uma vítima da máfia em um funeral.
“Fiz o que pude para abalar as consciências, mostrando não apenas as mortes violentas, mas também a pobreza causada pela máfia”, disse Battaglia certa vez.
“Ela documentou as atrocidades da máfia muito antes de ser popular ou seguro fazê-lo”, escreveu Alexander Stille, autor de “Excellent Cadavers”, um livro de referência sobre a máfia, na New York Review of Books em 1999.
Letizia Battaglia mostra crianças brincando com arma na Sicília nos anos 1980
Letizia Battaglia / Divulgação
Entre seus outros trabalhos, Battaglia documentou o que os italianos chamavam de “Sicilia bene”, o mundo da alta sociedade de sua ilha natal, compreendendo os ricos e influentes, cujos membros muitas vezes tinham ligações com a política e o crime organizado.
“Palermo perde uma mulher extraordinária, um ponto de referência”, disse Leoluca Orlando, atual prefeito da capital siciliana.
“Letizia Battaglia era um símbolo reconhecido internacionalmente, uma porta-bandeira no caminho da libertação da cidade de Palermo do governo da máfia.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Voz de Elza Soares ecoa em ‘Me deixa sambar’, single de Nobat que também traz BNegão


♪ Nem a pandemia calou a voz de Elza Soares (1930 – 2022), cantora morta em janeiro. Ao longo de 2021, a artista aprontou o ainda inédito álbum No tempo da intolerância e gravou participações em discos alheios.
Uma delas chega ao mundo digital nesta quinta-feira, 14 de abril. Trata-se da gravação de Me deixa sambar, feita por Elza em março de 2021 para álbum do cantor e compositor mineiro Nobat.
Me deixa sambar é o segundo single do álbum Mestiço, anunciado em fevereiro com o single Menina erê e previsto para ser lançado por Nobat em junho.
Além das vozes de Elza e Nobat, a gravação da música Me deixa sambar traz o rapper BNegão e soa como celebração do samba e do legado da própria Elza Soares.
Capa do single ‘Me deixa sambar’, de Nobat com Elza Soares e BNegão
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Festival de Cannes terá filmes de David Cronenberg, James Gray e dos irmãos Dardenne competindo


Serão 18 filmes participando da seleção oficial do festival, que acontece de 17 a 28 de maio. Cinco diretores já coroados disputam novamente a Palma de Ouro. Spike Lee na cerimônia de encerramento do Festival de Cinema de Cannes em 2021
Johanna Geron
O cineasta canadense David Cronenberg, o americano James Gray, os irmãos belgas Dardenne e o russo Kirill Serebrennikov, atualmente no exterior, disputarão a Palma de Ouro no 75º Festival de Cannes, anunciou o delegado geral do concurso, Thierry Fremaux.
Serão 18 filmes participando da seleção oficial do festival, que acontece de 17 a 28 de maio, informou nesta quinta-feira (14) em coletiva de imprensa seu executivo geral, Thierry Frémaux.
Nenhum filme ibero-americano disputa este ano o prêmio máximo, depois de uma discreta participação no ano passado, com menos de dez em todas as categorias.
Mais de 2 mil filmes candidatos foram submetidos à seleção oficial para um concurso que aos poucos volta à normalidade, após dois anos de pandemia.
A cineasta francesa Claire Denis está apresentando “Stars at Noon”, um filme ambientado na América Central, explicou Frambux.
Da Costa Rica, o filme “Domingo y la niebla” do jovem autor Ariel Escalante, concorre na seção “Um Certo Olhar”.
O cinema espanhol, que ganhou um Urso de Ouro no recente Festival de Berlim (“Alcarràs” de Clara Simón), está ausente do festival de cinema mais importante do mundo.
Algo incomum, a seleção de filmes foi apresentada antes do júri, cuja composição permanece em suspense.
O mundo do cinema ainda está se recuperando da pandemia global, reconheceu Frambux. “O cinema tem de se reerguer”, pediu o responsável pelo concurso, que garantiu que cerca de 35 mil pessoas foram credenciadas para este festival, quase o dobro do ano passado.
Cannes quer ‘celebrar passado e futuro’
Detalhe do tapete vermelho da edição de 2021 do Festival de Cannes
REUTERS/Johanna Geron
O festival vai soprar oficialmente suas 75 velas com um ato especial no dia 24 de maio. “Não se trata necessariamente de celebrar seu passado, mas de celebrar igualmente o presente e o futuro”, disse Frambux.
Cinco diretores já coroados disputam novamente a Palma de Ouro. Cronenberg, diretor especializado em filmes de terror e ficção científica, apresenta “Crimes of the Future”, com Viggo Mortensen, Léa Seydoux e Kristen Stewart.
Como previsto, Cannes se posicionou sobre a guerra na Ucrânia, particularmente com o convite a Serebrennikov, um diretor iconoclasta, conhecido por suas criações teatrais, atualmente fora do país.
O diretor russo, em competição pela terceira vez em Cannes depois de “A Febre de Petrov” e “Verão”, está de volta com “Zhena Tchaikiovskogo”, um filme histórico sobre a esposa do compositor Pyotr Tchaikovsky.
Serebrennikov foi condenado em junho de 2020 a três anos de prisão por desvio de dinheiro, acusação que sempre negou.
Depois de receber uma redução de pena, ele deixou “legalmente” o país, disse à AFP no início deste mês. Serebrennikov foi convidado a abrir o Festival de Teatro de Avignon (sudeste da França) em julho.
Dois cineastas ucranianos também estarão presentes, fora de competição: o mestre Sergei Loznitsa, por “The Natural History of Destruction”, em sessão especial, e um desconhecido, Maksim Nakoneshnyi, com “Bachennya Metelyka”, na seleção “Um Certo Olhar”.
Cannes também dá espaço ao cinema de autor. Os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, veteranos de Cannes, apresentam “Tori et Lokita”, Gray (autor de “Ad Astra”) retorna com “Armaggedon Time”, com uma história concentrada no pai do ex-presidente Donald Trump estrelado por Anthony Hopkins e Anne Hathaway.
O sul-coreano Park Chan-wook compete com “Haeojil Gyeolsim Park” e o egípcio Tarik Saleh com “Boy from Heaven”.
Os amantes de filmes de Hollywood poderão ver “Top Gun: Maverick”, estrelado pelo astro americano Tom Cruise, e “Elvis”, o mais recente filme do diretor australiano Baz Luhrmann (“Moulin Rouge”).
Semana Pop lista cinebiografias de grandes músicos que estão em produção

Fonte: G1 Entretenimento

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Fátima Bernardes: ‘Tenho orgulho do que construímos com o programa’, diz sobre saída do ‘Encontro’


Apresentadora comunicou o público sobre a mudança na manhã desta quinta-feira (14). Patrícia Poeta e Manoel Soares assumem o programa matinal. Fátima Bernardes nos bastidores do ‘Encontro’
Fabiano Battaglin/Gshow
A apresentadora Fátima Bernardes anunciou nesta quinta-feira (14) a sua saída do “Encontro” para apresentar o “The Voice Brasil”. Assumem o seu lugar no programa matinal Patrícia Poeta e Manoel Soares.
Cidade Negra dividido: Toni Garrido relata agressões, disputa por nome e roubo de instrumentos
‘Envolver’ de Anitta é hit global, mas 1º lugar teve impulso brasileiro; veja gráficos
O anuncio foi feito no quadro “Fátima Verdade”, em que Tati indagou a apresentadora sobre seu nome estar entre os assuntos mais comentados do Twitter.
Fátima Bernardes, Patrícia Poeta, Maria Beltrão e Andréia Sadi
Reprodução
Outras mudanças estão previstas. Maria Beltrão, do “Estúdio I”, da Globonews, passa a integrar o “É de Casa” ao lado de Thiago Oliveira, Rita Batista e Talitha Morete aos sábados de manhã.
Andréia Sadi assume o lugar de Maria no “Estúdio I”, na Globonews.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cidade Negra dividido: Toni Garrido relata agressões, disputa por nome e roubo de instrumentos


Ele e o baixista Bino Farias falam ao g1 que ex-baterista vendeu equipamentos sem autorização e deu socos nos dois. Lazão toca em nova banda com mais dois ex-membros e não quis dar entrevista. Integrantes do Cidade Negra falam sobre os bastidores conturbados do grupo
Enquanto cantavam sobre pensamento positivo, a força da fé e a beleza do girassol, os temas nos bastidores do Cidade Negra eram muito mais pesados.
Hoje, a banda de reggae virou uma dupla de reggae, formada pelo baixista Bino Farias e o vocalista Toni Garrido. Segundo eles, desde 2014 o grupo convive com disputa pelo uso do nome Cidade Negra, agressões do ex-baterista Lazão e roubo de equipamentos. Procurado pelo g1 por meio de seu empresário e de seu advogado, o músico não quis dar entrevista.
“Eu não queria expor essa sujeirada toda, porque o fã não merece”, explica Toni Garrido ao g1 (veja trechos da entrevista no vídeo acima). Segundo ele, o Cidade Negra vai seguir fazendo shows e lançando músicas “assim que tiver a limpeza de espírito e de alma para continuar”. Os dois já compuseram e gravaram cinco músicas novas.
Veja relatos sobre bastidores do Cidade Negra nos últimos oito anos:
Quais as acusações de agressão?
Qual a acusação de roubo de equipamentos?
Como é a disputa judicial pelo nome Cidade Negra?
O que fazem os ex-integrantes hoje?
O que mais Toni e Bino falam dos ex-membros?
Quais as acusações de agressão?
Lazão, Toni Garrido e Bino Farias: a formação do Cidade Negra entre 2010 e 2022
Divulgação/Site oficial
“Em 2014, 2015, começaram uma série de violências, o Lazão começou a ficar violento, dentro do próprio grupo, com a gente. Então, um dia ele me deu um soco no olho que rasgou meu olho e saiu sangue”, relata Toni.
“Um dia ele deu um soco na cara do Bino. Ele foi fazendo milhões de coisas. A banda, equipe técnica, todo mundo, acompanhando aquilo tudo… vendo aquilo e me perguntando ‘Toni, você não vai fazer nada? Ele não pode fazer isso, ele tá louco, ele tá pirado’.”
Bino também tem uma história em que foi agredido por Lazão. Ele conta que levou um soco após um show no Bar Opinião, em Porto Alegre, em 2015. “Todo mundo foi passar o som e ele não foi passar… De repente o Lazão faz um comentário com o roadie dele no camarim que o som dele não estava bom. E o Toni simplesmente comentou ‘Pô, Lazão, por isso que é importante sempre se passar o som’.”
“Rolou uma agressividade dele do nada. E quando eu fui tentar separar uma situação que já estava passando… foi uma agressão, o soco que ele deu na direção do Toni pegou na minha boca aqui, no nariz. Quando eu olhei no espelho, tinha um espelho grandão dentro do camarim, e meu nariz saindo sangue.”
Segundo Bino, a banda tinha show em uma cidade mineira no dia seguinte e todos continuaram juntos viajando de avião e depois de ônibus. “Cara, estava todo mundo passando mal. Foi uma coisa inacreditável”, conclui o baixista.
“Ele era meu melhor amigo na banda, o cara que eu mais tinha comunicação. O cara que eu mais tinha carinho ali, de irmão, de proximidade”, lamenta o vocalista.
Qual a acusação de roubo de equipamentos?
Para Toni Garrido, a acusação de que Lazão roubou equipamentos da banda e vendeu é “a parte mais feia”. “Eu não falei antes, porque é a parte mais horrível. Durante a pandemia, a gente ensaiava lá na casa do Lazão, porque ele é o baterista. Ele tem as coisas dele, tem um estúdio em casa.”
“Na pandemia, pedi para o nosso querido engenheiro de palco ir lá buscar meus equipamentos. Primeiro, foi impedido de entrar durante um mês na casa. ‘Não! Porque você gosta do Toni e do Bino, não vai entrar aqui não’.” Toni pergunta a Bino se a história é verdadeira, e o baixista confirma. O cantor enviou ao g1 áudios em que Lazão confessa que vendeu equipamentos de Toni sem autorização.
“Quando chegou um mês depois, ele falou: ‘Entra aí’. E não tinha nenhum instrumento. Ele perguntou: ‘Cadê os instrumentos, cara?’ A primeira desculpa foi que ‘sei lá, entra muita gente aqui’. ‘Insiste com ele, a gente precisa saber onde estão os instrumentos’. Uns dias depois: ‘o caseiro aqui da casa do lado, acho que esse cara roubou, levou, mas nem trabalha mais aqui’. Aí um dia, falando [pelo celular], eu tenho a gravação… e ele fala exatamente o seguinte: ‘os instrumentos do Toni? aquelas guitarras? Tudo podre, tudo estragado, aquelas merdas todas? Quer saber? Vendi, vendi tudo mesmo.’ Eu tenho essa gravação e tem seis meses que isso aconteceu. Ele vendeu as minhas guitarras, meus equipamentos todos durante a pandemia.”
“Por que não vendeu as coisas dele? É o meu equipamento que eu trabalhei, tem uma guitarra verde que eu adoro, que eu passei a vida inteira atrás de uma guitarra verde… e ele foi lá… viajei o mundo até conseguir aquela guitarra. Ele vendeu.”
Como é a disputa pelo nome Cidade Negra?
Capas de seis dos álbuns principais do Cidade Negra
Reprodução
Garrido está registrado como dono do nome Cidade Negra no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. No INPI, consta apenas o nome dele, Antônio Bento da Silva Filho, mas o vocalista diz que vai criar uma empresa para que ele e Bino sejam donos da marca Cidade Negra.
Toni ficou na banda em 1994 e 2008. Ele foi substituído por Alexandre Massau, mas retornou dois anos depois. Bino é o único integrante presente do começo até agora.
Dentre as 10 músicas mais ouvidas da banda no Spotify, todas são com Toni Garrido nos vocais. Entre os principais sucessos estão “Girassol”, “Onde você mora?”, “A estrada” e “Pensamento” (veja trechos de clipes no vídeo do topo).
O baixista diz que inventou o nome da banda (leia relato completo abaixo) e Toni registrou Cidade Negra em seu nome, após decisão tomada em uma reunião na qual Lazão e Bino estavam. O g1 perguntou ao advogado de Lazão, Ras Bernardo e Da Ghama se os ex-integrantes confirmam que Bino tenha criado o nome. “Que traga as testemunhas e prove isso”, respondeu ele.
Segundo Garrido, ele foi escolhido por ser o único sem pendências judiciais dentre os então três integrantes. O pedido foi feito em dezembro de 2018 e concedido em novembro de 2019.
Em fevereiro de 2019, foi feito um pedido ao INPI para registrar a marca Cidade Negra em nome do guitarrista Da Ghama (Paulo Roberto da Rocha Gama). O pedido foi indeferido em janeiro de 2020 pelo INPI, pois a marca já estava registrada.
O que fazem os ex-integrantes hoje?
Ras Bernardo e Da Ghama, em show do projeto Originais Cidade em dezembro de 2018, em Brasília, antes de Lazão entrar no novo grupo
Divulgação/Facebook oficial da banda/Ronald Jesus
Ex-integrantes do Cidade Negra, o baterista Lazão, o guitarrista Da Ghama e o vocalista Ras Bernardo seguem na ativa com outro projeto, chamado Originais Cidade.
Ras foi vocalista do Cidade Negra entre 1986 e 1994. Da Ghama tocou guitarra no grupo entre 1986 e 2008. Lazão ficou na banda de 1986 até 2022. O Originais foi criado em 2018 e está em turnê.
No começo deste mês, o perfil oficial do Cidade Negra, com 250 mil seguidores, ficou um tempo fora do ar. Logo depois, o mesmo nome de perfil passou a fazer posts apenas sobre o projeto Originais Cidade. Diferentemente do perfil anterior, ele não é verificado e tinha menos de mil seguidores.
Segundo o advogado do trio, Nehemias Gueiros Jr., ele e os três ex-membros buscam “uma reorganização da legalidade da situação”. “Toni tem vários atributos positivos, canta bem, tem boa performance de palco. Mas ele nunca foi nem será o dono da marca. O ato de registrá-la somente em seu nome foi desleal. Há uma ação na Justiça Federal contra o INPI”, diz o advogado ao g1.
Como o nome Cidade Negra foi criado?
O Cidade Negra na formação com Bino Farias, Toni Garrido e Lazão
Divulgação/Cidade Negra
Veja o relato de Bino sobre a criação do nome Cidade Negra, escolhido em 1988 pelos então quatro integrantes do grupo (ele, Lazão, Da Ghama e Ras Bernardo):
“O Nelson Meirelles, fundador d’O Rappa, foi produtor da banda Cidade Negra, produziu o primeiro e segundo discos. Mas antes disso a banda se chamava Lumiar. Na verdade, até antes de Lumiar começou como Novo Tempo. Aí depois passamos a se chamar Lumiar. Aí um dia descobrimos que essa banda Lumiar tinha um ia tocar no Circo Voador e os caras eram registrados no INPI. Aí o Nelson deu a ideia de um ensaio na Baixada [Fluminense] de cada um nesse ensaio chegar com um nome de banda, né?
Aí Ras Bernardo chegou com um nome, Lazão chegou com um outro nome, Da Ghama chegou com um nome. Aí todo mundo falou os nomes na minha vez o Nelson falou “E aí Bino, você não teve nenhuma ideia, não, cara? E quatro horas da manhã desse mesmo dia eu acordei na casa da minha mãe no quarto, que dormia eu, Lauro [Faria, baixista d’O Rappa] e meu outro irmão, tá? E sonhei eu sonhei com esse nome Cidade Negra, quatro horas da manhã.
Aí eu anotei num papelzinho o nome Cidade Negra. Aí chegando na minha vez do ensaio quando o Nelson me perguntou me perguntou, eu falei: ‘Pô, eu tenho um nome aqui, mas não sei se vocês vão gostar não, cara… Cidade Negra’. Caramba, todo mundo ficou parado assim, pô, Cidade Negra, mas por que Cidade Negra? ‘Pô, cara, eu sonhei com a população a maior população negra do Rio de Janeiro é na Baixada Fluminense…’ Aí todo mundo na hora comprou essa ideia, a banda se amarrou no nome Cidade Negra.”
O que mais Toni e Bino falam dos ex-membros?
Toni Garrido, vocalista do Cidade Negra
Divulgação
Garrido e Bino dizem que, após sair da banda, Da Ghama teria ido até o escritório da editora das músicas do Cidade Negra com uma proposta. Segundo eles, o músico tentou pagar um profissional da gravadora Sony Music para que as músicas dele fossem escolhidas como singles.
Além de ganhar clipes, essas músicas de trabalho poderiam ser escolhidas para entrar nas trilhas de novelas. Desta forma, ele ganharia mais dinheiro de direitos autorais. Assim como Lazão, Da Ghama não quis dar entrevista ao g1.
A dupla remanescente do Cidade Negra também diz que Lazão se negou a pagar os cachês de um técnico de som que se ausentou para fazer uma operação emergencial no coração. Lazão teria ainda pedido a Bino e Toni que eles fizessem lives com a banda, durante a pandemia.
O vocalista, porém, diz que os produtores da live sugeriram fazer uma campanha com doação para pets. No fim, segundo ele, o dinheiro das doações seria desviado para a banda. Por isso, Bino e Toni não toparam. Depois, ainda de acordo com Toni, a ideia dos mesmos produtores era uma live com Cidade Negra e mais atrações do reggae, como Natiruts. A arrecadação seria toda do Cidade Negra, sem dar cachê aos convidados. Toni e Bino não toparam.
Segundo Toni, ele já foi surpreendido com o envio errado de um áudio no WhatsApp, em 2017. O baterista queria mandar um áudio apenas para Bino, xingando Toni, mas acabou mandando para o grupo com todos os integrantes e empresários.
“Ele não sabia mexer direito no WhatsApp”, recorda Toni. “Ele mandou e nesse áudio ele falava: ‘Ô Bino, olha só, presta atenção, o Toni não é nada e nem ninguém… os donos da banda sou eu e você, o Toni entrou depois, ele não manda, ele não é nada. Vamos botar ele pra fora. Porque o mundo inteiro quer o Cidade Negra com Ras Bernardo’. Eu estava online na hora. Na mesma hora, eu peguei a ligação e falei: “Lazão, eu recebi o recado. De qualquer maneira, muito obrigado”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ouça a história de Margaux, a cadela que fareja explosivos na Câmara dos Deputados, em Brasília


Podcast ‘Bichos na Escuta’ conversa com tutora e treinadora, responsável por projeto piloto que insere animais na Polícia Legislativa. Por onde passa, a cadela Margaux faz muito sucesso. Ela tira mais de quarenta fotos por dia, com parlamentares, jornalistas e visitantes da Câmara dos Deputados, em Brasília. A cadela tem até crachá e sala própria no edifício, para os momentos de descanso. Nesse episódio de ‘Bichos na Escuta’, a jornalista Giuliana Girardi conta a história da cachorra, que está em treinamento para detectar explosivos e armas de fogo na Câmara. Participam do episódio sua tutora e treinadora Leonela Matoso, agente da Polícia Legislativa, e Rita Ericson, veterinária consultora do podcast. Ouça o podcast completo no player acima.
Ela está nessa fase de trainee. Enquanto isso, ela espalha fofura, arrebata corações e a gente consegue provar como é importante a presença dos cães lá dentro.
Margaux, da raça Golden Retriever, vive uma intensa rotina de treinamentos e exercícios físicos para se tornar uma farejadora profissional da Polícia Legislativa. Atualmente em fase de socialização, a cadela acompanha sua tutora em seu expediente na Câmara para se acostumar com os elementos do ambiente onde vai trabalhar. “Ela precisa ser apresentada à escada rolante, esteira rolante, corredores apertados, escadas íngremes, lugares escuros, carpete, chão liso. Tudo isso para o cão são estímulos diferentes”, Leonela explica.
Leonela Matoso e a cadela Margaux na Câmara dos Deputados.
Reprodução/Instagram
Consultora do podcast Bichos na Escuta, a veterinária Rita Ericson conta que os animais de trabalho atuam como “lubrificantes sociais”, termo utilizado para explicar a função dos animais de descontrair o ambiente ao seu redor. Segundo ela, soma-se a isso a espontaneidade dos pets, que muda a dinâmica do espaço.
“Os cães acabam servindo como uma ponte entre as pessoas e isso quebra o gelo. Você transforma uma atividade que era chata e desinteressante em uma coisa totalmente diferente e afetiva”, ela afirma.
A cadela Margaux com seu crachá.
Reprodução/Instagram
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PETS EM CONDOMÍNIO: quais as regras para boa convivência
Leonela Matoso e a cadela Margaux em Brasília.
Reprodução/ Instagram
OUÇA AGORA O EPISÓDIO COMPLETO:
O podcast ‘Bichos Na Escuta’ está disponível no G1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o ‘Bichos na Escuta’ na sua plataforma preferida. Toda quinta-feira tem episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Medida provisória’: ‘Coisas que a gente pensava serem alertas aconteceram na vida real’, diz Lázaro Ramos


Dirigido pelo ator e com Taís Araújo, Seu Jorge, Emicida e Alfred Enoch no elenco, o filme mostra uma distopia em que os negros são obrigados a deixar o país. Assista ao trailer de ‘Medida provisória’
Em um Brasil do futuro, mas não muito longe do que vemos hoje, uma medida provisória baixada pelo governo obriga pessoas negras a deixarem o país e irem para África, em uma espécie distorcida de reparação histórica.
Entram forças policiais para garantir que nenhum cidadão de “melanina acentuada”, como são chamadas as pessoas negras, fique no país. Este é o fio condutor do filme “Medida provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, e que estreia nesta quinta-feira (14) nos cinemas.
Inspirado na peça de teatro “Namíbia, não!”, de Aldri Anunciação, o filme apresenta a luta anti-racista dentro de um roteiro que traz tensão, angústia, drama e pinceladas de sarcasmo. E o diretor já avisa: tem que assistir até depois dos créditos.
‘Medida provisória’
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“Esse filme é uma mistura de gêneros e nos diz que é possível falar dessas questões tão importantes, como é a luta antirracista, a nossa identidade, também pelo humor, seguir para ação, aventura, e depois ir para o drama. Isso me interessou muito porque acessa a sensibilidade do espectador de um lugar diferente”, afirma Lázaro.
O enredo apresenta Antônio (Alfred Enoch), um advogado ativista pelos direitos dos negros, sua mulher, Capitu (Taís Araújo), uma médica em um grande hospital, e André (Seu Jorge), seu primo e jornalista que também está na luta antirracista.
Assim que a medida entra em vigor, o trio tenta ao mesmo tempo escapar da polícia e resistir na cidade.
‘Medida provisória’
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“A Capitu se adaptou a um ambiente muito branco, elitista, que não era acolhedor”, afirma Taís. “Ela escolheu não falar de assuntos incômodos. O racismo é um assunto incômodo para o brasileiro, então, é mais fácil fingir que não existe para chegar em determinados lugares”, diz.
Segundo Taís, é interessante como a personagem ganha força e identidade durante o filme. “Faltava o letramento racial e ela adquire a partir do momento em que vê: ou você leva essa questão a sério e se defende, ou vai morrer, vai perder sua liberdade, vai ser mandada para um lugar que não escolheu”, diz.
“É sobre a liberdade, é sobre a questão de mulheres negras que ascendem socialmente e, muitas vezes, tem que abrir mão da negritude para se sentir pertencente.”
As tiradas mais irônicas aparecem com o personagem de Seu Jorge e seu embate com Isabel (Adriana Esteves), funcionária do governo, responsável por colocar a medida para expulsar os brasileiros em prática, e com a vizinha racista Dona Izildinha (Renata Sorrah).
Há também cenas bem parecidas com as quais vimos na história recente do país, o que rende as boas sacadas do roteiro. “Esses alívios cômicos são muito importantes para contar uma história dramática, pesada. Se não tiver, a gente não consegue ver, é difícil de aguentar”, conta Taís.
‘Medida provisória’
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“As pessoas estão muito envolvidas com a história, porque tem entretenimento junto, tem relevância. É lindo receber as mensagens das pessoas, às vezes dois dias depois, falando que não pararam de pensar no filme”, diz Lázaro.
O projeto de “Medida provisória” como filme surgiu em 2012 e as filmagens foram feitas em 2019. “Quando começamos a escrever o roteiro, era tudo um exercício de criar uma história distópica, pensar em situações que a gente não gostaria de ver acontecendo no Brasil”, lembra o diretor.
“O tempo passou. Várias das coisas que a gente pensava serem alertas aconteceram na vida real”, diz.
“A realidade precisa ser repensada. O espelho chegou na nossa cara, e cabe à gente agora entender o que vai fazer isso.”
Para ele, apesar de se tratar de uma distopia, o filme deve ser uma oportunidade para revermos a história do Brasil. “A gente teve um processo de anos de escravização e que um papel foi assinado depois de muita luta do povo negro para se libertar”, afirma.
“Depois da assinatura, as pessoas são jogadas na rua, sem emprego, sem sustento, sem casa. Logo a capoeira é criminalizada, a prática da religião é criminalizada. Esse processo de expulsão já existiu, a gente sofre as consequências até hoje e eu não sei se as pessoas têm consciência disso.”
O filme, de acordo com ele, vem abrir essa janela, para que o público possa enxergar a realidade do dia a dia. Para isso, ele ressalta a participação da professora Diva Guimarães no longa.
‘Medida provisória’
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Ela ficou conhecida em 2017, quando se levantou da plateia de um debate de Lázaro e da jornalista Joana Gorjão Henriques, na FLIP daquele ano, para dar um depoimento sobre o racismo sofrido quando era pequena.
“Ela está ali não só pela admiração e pelo que vivemos. É para voltar e abrir a janela daquele depoimento de 13 minutos, que é muito forte e faz parte da história do Brasil. O filme está cheio dessas janelas.”
Além dos desafios do orçamento, trocas de roteiristas e pandemia, motivos mais burocráticos atrasaram o lançamento do longa.
“Um membro do governo puxou um boicote pelo filme sem ter assistido, dizendo que era para falar mal do governo”, diz. Depois, ele conta, precisou de uma assinatura para trocar de distribuidora, o que demorou um ano.
“Só veio quando a gente foi explicar para o público porque estávamos adiando o lançamento e a imprensa noticiou que censura também se faz por burocracia”, diz Lázaro.
A documentação chegou e ainda precisaram enfrentar os pesos-pesados dos grandes lançamentos, como “Animais Fantásticos, e as disputas pelas salas de cinema. “Estamos remando, e pedimos para as pessoas irem ao cinema logo na primeira semana, para podermos continuarmos em cartaz.”

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Envolver’ de Anitta é hit global, mas 1º lugar teve impulso brasileiro; veja gráficos


Música chegou ao top 10 global do Spotify há quase um mês sendo mais ouvida fora do Brasil. Mas ela não passaria 3 dias em 1º lugar se não fosse explosão de audição de brasileiros; entenda. Anitta
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Os números de audições no Spotify de “Envolver” dentro e fora do Brasil mostram dois fatos sobre o sucesso da música de Anitta:
“Envolver” é, sim, um sucesso global. A música chegou ao top 10 global sendo mais ouvida fora do Brasil do que dentro do país da cantora.
Mas a última etapa dessa façanha, a chegada ao 1º lugar, teve um impulso brasileiro. Nos três dias que a música passou no topo, entre 24 e 26 de março, houve uma explosão de audições no Brasil. Sem essa mobilização nacional ela seguiria no top 10, mas não subiria à liderança nestes três dias.
Entenda abaixo em perguntas, respostas e gráficos:
Quando foi o auge de ‘Envolver’?
“Envolver” chegou ao top 10 do Spotify no dia 19 de março. A música de Anitta alcançou o topo do ranking no dia 24/3 e ficou até 26/3 em 1º. Depois ela caiu, mas segue no top 10 até hoje.
Afinal, o hit se deve a ouvintes estrangeiros ou brasileiros?
A faixa estourou nos países hispânicos da América Latina e sempre teve mais de 60% de ouvintes diários fora do Brasil. A exceção foi, justamente, nos três dias em que ficou em primeiro lugar, quando o número de audições no Brasil disparou.
No dia 26 de março, o último da liderança, Anitta alcançou o feito ainda maior de liderar com uma música mais ouvida fora do Brasil (mesmo por margem pequena, de 48% no país fora e 52% fora).
Anitta teria chegado ao top 10 mesmo sem o Brasil?
Sim. No dia 26 de março, por exemplo, “Envolver” teria sido a 10º música mais ouvida do mundo mesmo se não tivesse um único play do Brasil. Outra prova incontestável de que ela foi hit além da nossa fronteira.
Algum brasileiro já foi tão bem assim no Spotify?
Nem perto. Todos estes feitos foram inéditos: antes de Anitta com “Envolver”, nenhum artista brasileiro havia chegado nem ao top 10 global do Spotify.
Quais foram as concorrentes de ‘Envolver’ ?
Anitta teve duas grandes concorrentes nestes três dias do topo. “Plan A”, do rapper argentino Paulo Londra (a vice-líder nos dias 24 e 25/3) e “Heat waves”, do grupo indie britânico Glass Animals (a vice do dia 26).
Ela teria chegado ao 1º nestes três dias se a audição brasileira não tivesse subido muito?
Não. Se as audições brasileiras durante estes três dias seguissem no patamar dos dias anteriores, entre 1 e 1,5 milhão, Anitta não chegaria ao topo. Ela precisava que as audições brasileiras ao menos dobrassem – o que foi alcançado, com sobra. Veja abaixo:
Alguma música já foi tão ouvida em um só dia no Spotify no Brasil?
Nâo. As 4,6 milhões de audições brasileiras de “Envolver” no dia 25 de março foram, de longe, o maior número de plays diários dentro do Brasil de uma faixa no Spotify.
Os brasileiros se empolgaram para ouvir ‘Envolver’ e ajudar Anitta?
Sim. Enquanto a música subia nas paradas, inúmeros brasileiros falavam nas redes sobre ouvir a música e ajudá-la a chegar ao topo, em tom positivo e de orgulho. Havia até uma brincadeira espontânea de que esse era um “dever cívico”.
Além dos pedidos espontâneos, houve mobilização organizada de fãs?
Sim. Isso é muito comum entre fã-clubes de todos os estilos em qualquer lugar do mundo.
Além dos pedidos espontâneos de brasileiros, um dos chamados foi do “QG da Anitta”, uma central de fãs que tem ligação direta com a equipe da cantora e até perfil verificado no Twitter, como o g1 já mostrou.
O perfil QG da Anitta publicou no dia 15 de março: “Enviem nesse Tweet o print ouvindo ENVOLVER que vamos sortear alguns códigos do Spotify Premium pra presentear vocês”.
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No dia 14 de março, outro fã-clube, que não tem a conta verificada, chamado Upload Anitta, publicou: “bora trabalhar galera, usem todas as contas do spotify, e não se esqueça de trocar de conta a cada 20 plays.”
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Estes dois posts acima foram citados em uma reportagem do site especializado em tecnologia “Rest of the World”, com o título “Como megafãs de Anitta manipularam o Spotify para ajudar a criar o primeiro líder das paradas global do Brasil”.
É possível dizer que o 1º lugar veio por causa deste tipo de ação de fãs?
Não é possível dizer. O Spotify dá poucas informações sobre como contabiliza seus plays. A empresa diz apenas, sem comentar casos específicos, que toma medidas quando identifica “casos potenciais ou confirmados de manipulação de stream”.
A empresa diz que monitora o serviço para “detectar, investigar e lidar com atividades fraudulentas”. Mas os termos do site não diferenciam o que seria “manipulação” ou apenas fãs ouvindo a música várias vezes para ajudar o artista a subir no ranking, como o g1 também já mostrou.
Veja os famosos que aceitaram o desafio do hit ‘Envolver’, de Anitta

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Animais fantásticos: Os segredos de Dumbledore’ mantém lenta evolução da nova franquia; g1 já viu


Série derivada de ‘Harry Potter’ chega a seu 3º e melhor capítulo, mas ainda fraco em comparação às histórias originais. “Animais fantásticos: Os segredos de Dumbledore” é o terceiro e melhor capítulo da franquia derivada de “Harry Potter” – o que ainda não quer dizer que é um bom filme.
Ele dá sequência à lenta evolução da série, que começou horrorosa com “Animais Fantásticos e onde habitam” (2016) e beirou o assistível – ao desistir do tema das criaturas mágicas e cortar grande parte do tempo de tela de Eddie Redmayne – em “Os crimes de Grindelwald” (2018).
Ao estrear nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (14), “Os segredos de Dumbledore” se beneficia da comparação ao reforçar os acertos dos antecessores e, principalmente, se afastar dos maiores erros.
Ainda é, no entanto, muito mais longo do que o necessário e está longe de justificar suas quase duas horas e meia de duração.
Assista ao trailer de ‘Animais Fantásticos: Os segredos de Dumbledore’
Alvo Dumbledore e um animal fantástico
“Os crimes de Grindelwald” já mostrava o desejo de expandir o mundo mágico criado por J. K. Rowling, que dessa vez divide o roteiro com o veterano de filmes de “Harry Potter” Steve Kloves, para além da Inglaterra dos livros do jovem bruxo.
“Os segredos de Dumbledore” vai muito além – por mais que faça um trabalho muito melhor em justificar a primeira parte de seu título.
Nele, o suposto protagonista interpretado por Redmayne continua a ajudar o grupo formado pelo verdadeiro herói do filme, um tal de Dumbledore (Jude Law), a impedir que a eleição para o futuro líder dos magos de todo o mundo seja atrapalhada pelo maligno Grindelwald (Mads Mikkelsen, uma bem-vinda adição no lugar de um cansado Johnny Depp).
No meio do caminho, a turma do bem deve impedir assassinatos, encontrar a bruxa brasileira interpretada por Maria Fernanda Cândido, revelar alguns segredos (o que você esperava?) sobre a família do futuro mentor de Harry e salvar um animal fantástico, ligado diretamente à votação.
Jessica Williams, Callum Turner, Jude Law, Fiona Glascott, Dan Fogler e Eddie Redmayne em cena de ‘Animais fantásticos e os segredos de Dumbledore’
Divulgação
Menos Redmayne e nenhum Depp
O rebaixamento da hierarquia de Redmayne na trama, apesar de ainda não ser oficial, favorece o resultado final. Afinal, qualquer coisa se beneficia com o mínimo possível da atuação cada vez mais afetada do britânico.
Usada com moderação, como em um divertido resgate que envolve dança e criaturas perigosas, sua presença dá um pouco de sal à aventura. Mas, como todo tempero, excesso é prejudicial.
Outro ponto alto é a troca de Depp, envolvido em mais um capítulo de sua batalha judicial contra a ex-mulher, a atriz Amber Heard, que o acusa de violência doméstica.
A escolha de Mikkelsen para o papel, apesar de óbvia – o dinamarquês é um dos vilões favoritos de Hollywood –, confere ao bruxo o carisma necessário para tornar sua ameaça mais respeitável.
Jude Law e Mads Mikkelsen em cena ‘Animais fantásticos e os segredos de Dumbledore’
Divulgação
Um mundo irreal
Escolhas do elenco à parte, a melhor parte de “Os segredos de Dumbledore” é a expansão do mundo bruxo, que se torna mais complexo e vivo ao ilustrar um pouco mais a existência além do colegial ou do eixo Inglaterra/EUA.
Há um exagero em explicações gratuitas e algumas situações que anulam regras criadas pela autora nos livros ou em outras obras, mas quem espera apenas uma janela mais ampla para este universo tem tudo para sair satisfeito.
Infelizmente, para isso, o filme se dá ao direito de alongar algumas sequências de forma exagerada, o que torna sua parte do meio especialmente lenta.
O terceiro filme “Animais fantásticos” está longe de ser um dos melhores exemplares das histórias bruxas que conquistaram toda uma geração de crianças, mas ainda guarda um pouco de magia na manga.
Ao fim, no entanto, fica a impressão de que já não há mais muito fôlego para a trama, que deixa um gosto de oportunidade perdida para uma conclusão decente da série. Com mais dois capítulos prometidos, Rowling vai precisar tirar alguns coelhos da cartola para manter o público interessado.
Eddie Redmayne em cena de ‘Animais fantásticos e os segredos de Dumbledore’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento