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Quem é Ryan Tedder, produtor executivo de ‘Versions of me’, novo álbum de Anitta?


Compositor-produtor americano de 42 anos já trabalhou com Rihanna, Taylor Swift, Lady Gaga e Beyoncé, com quem escreveu o até agora maior hit dele, ‘Halo’. Ryan Tedder, produtor executivo do novo álbum de Anitta, é perito em pop de cantoras. O compositor-produtor americano de 42 anos já prestou serviços para Rihanna, Leona Lewis, Kelly Clarkson, Lady Gaga, Camila Cabello, Taylor Swift, Ariana Grande, Pussycat Dolls, t.A.T.u, Blackpink, Sky Ferreira, Jennifer Lopez, Miley Cyrus e Beyoncé, com quem escreveu o até agora maior hit dele, “Halo”, de 2008.
Outro sucesso com a assinatura de Tedder foi “Apologize”, lançada um ano antes pela banda One Republic. Ele é o cantor e tecladista do grupo de pop rock desde 2002, com direito a show no Rock in Rio em 2015.
OneRepublic toca no Palco Mundo na primeira noite de Rock in Rio
Fabio Tito/G1
No caso de Anitta, Ryan atuou além da escolha de timbres, arranjos e batidas. Ele acompanhou todo o processo de composição e escolha das faixas de “Versions of me”, desde quando o álbum se chamava “Girl from Rio”.
Já tive a chance de entrevistá-lo e Tedder confirmou a fama de workaholic. Marcou a entrevista para um fim de semana. “Não costumo marcar compromissos para o domingo. Mas tenho estado tão ocupado, que foi o único momento. Não perco tempo. Componho como se fosse diversão. Trabalho 90 horas por semana.”
“Sou motivado pelo desafio de compor uma canção perfeita para alguém. Penso em dois ou três artistas quando escrevo.”
Miley Cyrus canta Boys Don´t Cry com Anitta
Ao responder sobre como se dividia entre divas do pop e canções do OneRepublic, Ryan fez uma comparação literária, rindo timidamente. Ele citou o livro “O médico e o monstro”, do escocês Robert Louis Stevenson, no qual o protagonista se divide entre um lado bom e outro mau:
“É um tipo diferente de letra e de música. É mais fácil compor para Beyoncé, Rihanna ou qualquer uma. Não é pessoal. É como Dr Jekyll e Mr Hyde.”
O tracklist eclético do novo álbum de Anitta combina com o currículo do produtor executivo. Um dos trabalhos recentes de Tedder foi “Plastic Hearts”, álbum roqueiro lançado por Miley Cyrus em 2020.
Mas a consolidação dele como nome forte no mercado veio por meio de baladas conduzidas por piano e bateria, vocal soul pop e arranjos (épicos) parecidos: “Halo” (Beyoncé), “Already gone” (Kelly Clarkson) e “Bleeding Love” (Leona Lewis). Essa faceta mais soul e R&B romântica também aparece no álbum de Anitta, principalmente na parceria com Khalid.
ENTREVISTA AO G1: Khalid conta como fez canções aos 18 anos sobre a vida no colégio e virou revelação da música pop

Fonte: G1 Entretenimento

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Megadeth cancela show no Rock in Rio 2022


Festival diz que está trabalhando para divulgar quem irá substituir. Banda de heavy metal tocaria no dia 2 de setembro, mesma data de Iron Maiden. Dave Mustaine, vocalista da banda de metal Megadeth
Divulgação
A banda de heavy metal Megadeth não vai mais tocar o Rock in Rio 2022. O cancelamento foi confirmado pelo festival nesta terça-feira (12).
“A organização do Rock in Rio confirma o cancelamento do show da banda MEGADETH e informa que já está trabalhando para a divulgação do nome que substituirá a atração, que por motivos alheios à vontade do festival não poderá vir ao Brasil”, diz a nota.
A banda estava confirmada para tocar no dia 2 de setembro, primeiro dia de festival. É a única data que ainda tem ingressos disponíveis.
Iron Maiden, Dream Theater e Sepultura + Orquestra Sinfônica Brasileira seguem no line-up do Palco Mundo deste dia.
As quatro bandas de heavy metal já haviam sido anunciadas para o festival de 2021, adiado por conta da pandemia.
O festival está marcado para os dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022 na Cidade do Rock, na Zona Oeste do Rio.
O Rock in Rio também anunciou o adiamento de sua edição em Lisboa, que ocorreria em junho de 2021. Agora, o festival em Portugal vai acontecer em 18, 19, 25 e 26 de junho de 2022.
Justin Bieber e Demi Lovato estarão no Rock in Rio em 2022

Fonte: G1 Entretenimento

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Por dentro da batalha judicial entre o ator Johnny Depp e sua ex-esposa Amber Heard


Depp processou a ex-esposa por ela ter dito que foi vítima de violência doméstica. E ela processou Depp logo em seguida. Johnny Depp e Amber Heard deixam tribunal nos Estados Unidos no começo do caso de difamação do ator contra atriz, em 2022
Sarah Silbiger/Reuters
O próximo capítulo da batalha legal entre o ator Johnny Depp e sua ex-esposa Amber Heard agora está no Estado americano de Virgínia.
Depois de perder a primeira rodada – um julgamento por difamação no Reino Unido – Depp, 58, está processando Heard, 35, e pedindo US$ 50 milhões em danos morais por um artigo que ela escreveu no The Washington Post no qual ela alegou ser vítima de violência doméstica. Heard está processando Depp também, numa ação em que pede US$ 100 milhões.
Espera-se que o julgamento de difamação apresente acusações graves de violência doméstica. A sessão será transmitida ao vivo e envolverá várias testemunhas famosas, incluindo James Franco, Paul Bettany e Elon Musk.
Antes que o julgamento comece, na próxima terça-feira (19/04), entenda o que aconteceu até aqui e o que pode acontecer a seguir.
O contexto
Depp e Heard começaram a namorar no início de 2012, depois de se conhecerem no set do filme O Diário de um Jornalista Bêbado, alguns anos antes. Em 2015, eles se casaram.
Mas apenas 25 meses depois de oficializarem a união, o relacionamento acabou. Heard pediu o divórcio e uma medida protetiva, aparecendo em um tribunal de Los Angeles com uma bochecha machucada.
Ela disse que seu então marido – 23 anos mais velho que ela – a atacou “violentamente” e jogou um telefone celular em seu rosto com “força extrema”. Houve alegações de assédio também. “Abuso emocional, verbal e físico excessivo, agressões raivosas, hostis, humilhantes e ameaçadoras”, escreveu Heard em documentos judiciais.
Depp negou ter cometido os abusos.
Um juiz concedeu a Heard uma medida protetiva temporária. Mas horas antes do julgamento sobre esse pedido, Heard e a estrela de Piratas do Caribe divulgaram uma declaração conjunta dizendo que haviam resolvido a questão.
“Nosso relacionamento foi intensamente passional e, às vezes, volátil, mas sempre baseado no amor. Nenhuma das partes fez acusações falsas por ganhos financeiros. Nunca houve intenção de dano físico ou emocional”.
Depp deu a Heard US$ 7 milhões como parte do acordo de divórcio — dinheiro que ela prometeu doar à União Americana de Liberdades Civis. A equipe de Depp agora contesta isso.
Por que Johnny Depp está processando Amber Heard?
Por um tempo, tudo pareceu civilizado entre o antigo casal. “Ele foi embora, ela foi embora, e pronto” diz Cooper Lawrence, autora e jornalista especializada na cobertura de celebridades.
Mas em dezembro de 2018, Heard escreveu um artigo de opinião no The Washington Post, descrevendo sua experiência como uma “figura pública alvo de violência doméstica”.
“Senti toda a força da ira que nossa cultura nutre pelas mulheres que se manifestam”, escreveu ela. “Tive a oportunidade de ver, em tempo real, como as instituições protegem os homens acusados de abuso.”
Ela não mencionou seu ex-marido ou qualquer outro suposto agressor pelo nome.
Mas, de acordo com a denúncia de Depp, essas três frases constituem difamação, e foram responsáveis por abalar sua carreira e prejudicar “incalculavelmente” sua reputação.
“A implicação clara do editorial de que Depp é um agressor doméstico é categoricamente e comprovadamente falsa”, escreveu o advogado da estrela na ação contra Heard. “Suas alegações… são parte de uma farsa elaborada para gerar publicidade positiva para a Sra. Heard e promover sua carreira.”
Por que o julgamento vai ser na Virgínia?
A equipe de Depp conseguiu fazer com que o julgamento ocorresse na Virgínia, argumentando que lá há dois escritórios do Washington Post, além de ser o local onde o jornal é fisicamente impresso.
“Não é incomum que um demandante escolha o fórum”, disse Ryan Baker, advogado de Los Angeles que representou clientes em casos de difamação. “Mas isso não explica por que eles escolheram a Virgínia em vez da Califórnia.”
A razão, disse Baker, provavelmente está ligada a algo chamado lei Anti-SLAPP (Ações Estratégicas Contra a Participação Pública).
Esses estatutos estaduais são essencialmente extensões da Primeira Emenda da Constituição americana, dando proteção adicional a declarações e outras atividades relacionadas a assuntos de interesse público.
Tanto a Virgínia quanto a Califórnia tem suas próprias versões das leis Anti-SLAPP, mas a da Califórnia é mais ampla. Lá, pessoas com casos como o de Heard podem evocar a proteção imediatamente. Já a Virgínia não permite que partes em ações por danos morais utilizem essa proteção nos estágios iniciais dos procedimentos judiciais.
“Na Califórnia, acho que Heard teria derrubado esse caso de imediato”, diz Baker.
Depp ainda terá que superar o argumento Anti-SLAPP da sua ex-esposa. No mês passado, um juiz da Virgínia decidiu que Heard poderá citar o estatuto no julgamento, argumentando que seu artigo no The Washington Post está protegido pela lei Anti-SLAPP daquele Estado.
“Vai ser uma montanha a escalar” para Depp, diz Baker. “Mas, na Virgínia, ele vai poder escalar (essa montanha) muito depois.”
Nós já não vimos tudo isso?
Em certa medida sim.
Em 2018, antes da publicação do artigo de Hear, Depp processou o News Group Newspapers Ltd, editora do jornal britânico The Sun, por difamação devido a um artigo que se referia a ao ator como “espancador de esposa”.
Embora aquela batalha judicial tenha sido entre Depp e o The Sun, o julgamento que durou três semanas em Londres parecia mais uma disputa entre os dois ex-cônjuges.
As chances de sucesso de Depp eram melhores no Reino Unido do que nos EUA, onde uma pessoa difamada precisa provar que o que foi dito sobre ela não é verdade.Na Inglaterra, o ônus da prova é do suposto caluniador, que tem que provar que o que disse é verdade.
Ainda assim, Depp perdeu. Um juiz britânico decidiu que a “grande maioria” das acusações de abuso de Heard poderia ser provada pelo “padrão civil” – o que significa que é mais próvel que o abuso tenha ocorrido que o contrário.
No ano passado, um recurso de Depp nesse caso foi recusado.
Quem vai estar no julgamento?
Há cerca de 120 pessoas listadas como testemunhas em potencial. E a lista está repleta de celebridades: Elon Musk, Ellen Barkin, Paul Bettany and James Franco.
O CEO da Tesla deve testemunhar a favor de Heard. Musk, que teria namorado Heard entre 2016 e 2018, ofereceu a ela prover “segurança 24 horas por dia” para protegê-la de Depp, de acordo com mensagens de texto lidas no julgamento em Londres do caso de difamação envolvendo a editora do The Sun.
Franco também deve falar como testemunha de defesa de Heard. A atriz disse que desabafou com ele sobre hematomas em seu corpo que teriam sido decorrência de uma briga com Depp.
Paul Bettany, que já chamou Depp de o “melhor e mais gentil” homem que conhece, vai ser testemunha de defesa do ator. Bettany vai, provavelmente, ser questionado sobre mensagens de texto trocadas com Depp em 2013.
“Vai ser um circo”, disse a jornalista Cooper Lawrence. “Agora temos que ouvir todas essas celebridades falarem, porque elas foram testemunhas de tudo o que aconteceu”, acrescentou.
A batalha judicial que se inicia na próxima terça, e que deve durar até seis semanas, vai ser, em vários sentidos, uma reprise do julgamento por difamação de Londres, que expôs detalhes tórridos do relacionamento entre Depp e Heard, com acusações de ambos os lados.
Heard certamente vai repetir as acusações de que Depp cometeu contra ela violência física e verbal ao longo do relacionamento dos dois. Depp, por sua vez, vai voltar a dizer que Heard seria a agressora e que ela teria forjado o papel de vítima em troca de ganhos financeiros e reputacionais.
Independentemente do resultado, a decisão de Depp de partir para a ofensiva e processar a ex-esposa atraiu uma grande quantidade de holofotes para a sua vida pessoal.
“Minha impressão é que a estratégia de Depp está saindo pela culatra”, disse Baker.

Fonte: G1 Entretenimento

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Chitãozinho & Xororó têm saga sertaneja contada na série biográfica ‘As aventuras de José & Durval’


♪ Nomes fundamentais no processo de ampliação do público e do território da música sertaneja a partir da década de 1970, Chitãozinho & Xororó têm a saga contada na série biográfica As aventuras de José & Durval. Produção do Globoplay e da 02 Filmes, desenvolvida em parceria com a TV Globo e produzida com direção geral de Hugo Prata, a série teve encerradas as gravações no interior do estado de São Paulo.
Dividida em oito episódios de 45 minutos, a série As aventuras de José & Durval narra a saga de José Lima Sobrinho (o Chitãozinho, interpretado na série pelo ator Rodrigo Simas) e Durval Lima (o Xororó, vivido pelo ator Felipe Simas, irmão de Rodrigo na vida real) desde a infância na interiorana cidade paranaense de Astorgas (PR) – onde José e Durval nasceram em 1954 e 1957, respectivamente – até o progressivo sucesso alcançado na carreira iniciada em 1970.
Beneficiados pelo processo de eletrificação da música sertaneja, movimento iniciado nos anos 1960 com a inserção de guitarras em som de sotaque até então essencialmente caipira, Chitãozinho & Xororó se popularizaram ao longo da década de 1970 com discos de repertório pautado por letras embebidas em romantismo sentimental, o que facilitou a absorção das músicas e das vozes anasaladas da dupla pelo público de centros urbanos.
Essa trilha de sucesso foi pavimentada com o estouro de músicas como 60 dias apaixonado (Darci Rossi e Constantino Mendes, 1979) e Fio de cabelo (Darci Rossi e Marciano, 1982).

Fonte: G1 Entretenimento

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Universal Music inclui no catálogo músicas de Elvis Presley


Termos financeiros do acordo não foram revelados, mas ‘Can’t Help Falling in Love’ e ‘Jailhouse Rock’ entraram no acervo da gravadora após acordo. Elvis Presley
Globo Repórter
A Universal Music anunciou nesta terça-feira (12) a inclusão das músicas de Elvis Presley, como “Can’t Help Falling in Love” e “Jailhouse Rock”, em seu catálogo por meio de um acordo com a Authentic Brands Group.
Os termos financeiros do acordo não foram revelados. A Universal, porém, afirmou que vai ser responsável por aprovação e coleta de receita das músicas de Elvis que forem usadas em mídias como filmes ou televisão.
O acordo veio pouco antes do lançamento do drama “Elvis”, dirigido por Baz Luhrmann, um filme biográfico do cantor de “Heartbreak Hotel”, estrelado por Tom Hanks e Austin Butler.
Os direitos sobre o catálogo de Elvis são atualmente da Authentic Brands Group, cujo portfólio inclui marcas de celebridades como Marilyn Monroe e Muhammad Ali.
O acordo foi acertado em um momento em que companhias fonográficas buscam ampliar receitas de royalties por meio da compra ou acordos de gestão de catálogos de artistas depois que a pandemia adiou o lançamento de novas músicas, atingindo suas fontes de receita.
No começo deste ano, o cantor e compositor britânico Sting vendeu seu catálogo de músicas para a Universal Music, enquanto a Warner Music comprou todo o catálogo de David Bowie.
SEMANA POP: Entenda temas do entretenimento em vídeos

Fonte: G1 Entretenimento

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Alceu Valença se afina com Paulo Rafael nas brumas leves e agrestes de álbum que atesta a grandeza do guitarrista morto em 2021


Capa do álbum ‘Alceu Valença e Paulo Rafael’
Xilogravura de J. Borges
Resenha de álbum
Título: Alceu Valença e Paulo Rafael
Artistas: Alceu Valença e Paulo Rafael
Edição: Deck
Cotação: * * * *
♪ Música feita por Alceu Valença em parceria com Herbert Azzul, Eu vou fazer você voar deixou a impressão de descender de Anunciação (1983) ao ser lançada em single editado em novembro de 2019. A proximidade das duas composições na disposição do repertório do álbum Alceu Valença e Paulo Rafael evidencia o parentesco.
Até então dispersa na discografia de Alceu, Eu vou fazer você voar é a música que abre o álbum lançado na sexta-feira, 8 de abril, em edição da gravadora Deck. Música indissociável do riff da guitarra tocada por Paulo Rafael no arranjo da gravação original, feita por Alceu para o álbum Anjo avesso (1983), Anunciação é a terceira faixa do disco do duo.
Mesmo batida, Anunciação é música de presença indispensável porque o álbum simboliza o derradeiro voo de Alceu com Paulo Ramiro Rafael Pereira (11 de julho de 1955 – 23 de agosto de 2021), instrumentista pernambucano que injetou eletricidade no som do conterrâneo Alceu a partir de janeiro de 1975, ano em que passou a ser o guitarrista do cantor em parceria que começou no festival Abertura (TV Globo) e que se estendeu até 2021 com a morte do músico.
Entre Eu vou fazer você voar e Anunciação, há Girassol (1987) – faixa que reitera o tempo de delicadeza que pauta o canto de Alceu Valença no começo do disco em sintonia com o toque minimalista e preciso da guitarra de Paulo Rafael nas músicas iniciais.
A partir da quarta faixa, Cavalo de pau (1982), a doçura é harmonizada com o tom agreste perceptível tanto no toque da guitarra quanto no canto árido do cantador.
Exposta na graciosa capa do disco, a xilogravura inédita de J. Borges traduz na imagem a origem sertaneja dos artistas, norte dos caminhos seguidos por eles nas música brasileira. Se Alceu veio ao mundo São Bento do Una (PE) em 1946, Paulo Rafael nasceu em Caruaru (PE) em 1955.
Por serem de lá, na certa por si mesmo, ambos se afinaram quando, nos anos 1970, Alceu reprocessou os gêneros musicais nordestinos com som elétrico, evocativo da pressão do rock e da linguagem pop universal.
Basta ouvir o toque do violão de aço de Paulo Rafael em Amor que vai (1994) e em Na primeira manhã (1980) para entender que Alceu e o guitarrista sempre seguiram a mesma toada, por vezes em passo ágil, como o que faz bater Sino de ouro (1985).
Nas brumas leves e agrestes da paixão pela música, mote da caminhada que ligou os artistas por 46 anos, Alceu Valença e Paulo Rafael alçam voo terno na rota ibérica e melancólica de Sabiá (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1951), baião rebobinado em pisada que remete à leveza de um xote.
Sabiá e o único tema em que Alceu sai do trilho autoral no álbum assinado com Paulo Rafael, guitarrista que integrou o movimento da música psicodélica de Pernambuco nos anos 1970, a reboque de bandas como Ave Sangria e Tamarineira Village, antes de tocar com Alceu, em conexão amplificada quando o guitarrista passou a assinar a produção musical dos álbuns do cantor a partir da década de 1980.
Música-título do primeiro álbum solo de Alceu Valença, Molhado de suor (1974) também se encharca com o sotaque ibérico que banhou a música nordestina em viagem que, na rota do disco, passa pelo trilho de Sete desejos (1991) para culminar em Portugal com Fada lusitana.
Composto por Alceu na Terrinha, o fado apaixonado é única música inédita deste disco tão bom quanto os três álbuns anteriores gravados pelo cantor na pandemia – Sem pensar no amanhã (2021), Saudade (2021) e Senhora estrada (2021) – mas que soa especial por ser espécie de testamento da grandeza de Paulo Rafael no toque da guitarra (e do violão de aço). Guitarra que ajudou Alceu Valença a voar alto, dentro e fora do sertão nordestino.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rihanna posa grávida em capa de revista: ‘É muito divertido se vestir bem’


Artista está na capa da ‘Vogue’ americana. Na entrevista, ela comenta como tem lidado com moda e a maternidade e fala sobre seu relacionamento com ASAP Rocky. Rihanna para ‘Vogue’
Reprodução/Instagram/Rihanna
Em seu terceiro trimestre da gravidez, Rihanna é a estrela na capa da revista americana “Vogue”, na edição de maio. Na entrevista, com fotos feitas por Annie Leibovitz no Hotel Ritz, em Paris, a artista fala sobre moda, maternidade, projetos e sobre seu relacionamento com o rapper ASAP Rocky.
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Rihanna para ‘Vogue’ com fotos de Annie Leibovitz
Reprodução/Instagram/Rihanna
“Quando descobri que estava grávida, pensei comigo mesma: de jeito nenhum vou fazer compras em departamentos de maternidade. Me desculpe, é muito divertido se vestir bem. Não vou deixar essa parte desaparecer porque meu corpo está mudando”, disse à revista.
Rihanna para ‘Vogue’ com fotos de Annie Leibovitz
Reprodução/Instagram/Rihanna
A artista chamou atenção por aparecer grávida e ainda assim explorar sua veia fashionista, principalmente quando apareceu em um vestido transparente preto da Dior.
Rihanna usa vestido transparente na Semana de Moda de Paris
Vianney Le Caer/Invision/AP
Segundo a entrevista, Rihanna garante que se não é algo que ela teria usado antes de engravidar, então não é algo que ela vai usar agora.
Ao seu lado, para deixar todo mundo de queixo caído, está o stylist Jahleel Weaver. “Eu sei que ele perde o sono por causa disso porque minhas medidas podem literalmente mudar de hora em hora”, diz ela. “Na verdade, tenho certeza de que ele vai pedir um aumento depois disso!”
Rihanna para a revista ‘Vogue’ com fotos de Annie Leibovitz
Reprodução/Instagram/Rihanna
Na entrevista, ela diz que espera ainda inspirar outras grávidas a não esconderem a barriga. Se antes da gestação ela pensaria duas vezes em usar tops mostrando a barriga, agora, é o look perfeito. “Espero que tenhamos sido capazes de redefinir o que é considerado ‘decente’ para mulheres grávidas”, ela diz à repórter.
“Meu corpo está fazendo coisas incríveis agora, e não vou ter vergonha disso. Este tempo deve ser comemorativo. Porque você deveria estar escondendo sua gravidez?”
Rihanna para ‘Vogue’ com fotos de Annie Leibovitz
Reprodução/Instagram/Rihanna
Rihanna também fala sobre seu relacionamento com ASAP Rocky e como a amizade se tornou um relacionamento amoroso e sobre a notícia da gravidez. “Planejando? Eu não diria planejamento. Mas certamente estávamos planejando contra isso. Eu não sei quando ovulo ou qualquer coisa desse tipo. Nós apenas nos divertimos”, diz ela.
“E então estava lá no teste. Não perdi tempo, eu o chamei e mostrei. Então eu estava no consultório do médico na manhã seguinte e nossa jornada começou.”
Semana Pop mostra tendências ditadas por Rihanna durante gravidez

Fonte: G1 Entretenimento

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CCXP 2022 inicia venda de ingressos em 26 de abril com preços entre R$ 120 e R$ 12 mil


Primeira edição presencial do evento de cultura desde o começo da pandemia acontece entre os dias 1 e 4 de dezembro. Venda começa para clientes do Santander. Fãs de cultura pop descansam durante a CCXP 2019
Marcelo Brandt/G1
A organização da CCXP 2022 anunciou nesta terça-feira (12) que a venda dos ingressos de sua primeira edição presencial desde o começo da pandemia começa entre o fim de abril e o começo de maio, com ingressos a valores de R$ 120 a até R$ 12 mil.
A venda será aberta em duas etapas. A primeira, apenas para clientes do banco Santander, tem início em 26 de abril ao meio-dia. Este lote terá limite de quatro ingressos por CPF e desconto de 30% no valor inteiro.
Já o público geral pode começar a comprar os ingressos em 5 de maio, às 15h.
A CCXP 2022 será realizada entre os dias 1 e 4 de dezembro no SP Expo, em São Paulo. O evento de cultura pop volta a acontecer de forma presencial após dois anos com edições digitais, por causa da pandemia.
A organização tem expectativa de 300 mil pessoas.
Preços dos ingressos
Dia 1 (quinta-feira): R$ 120 (meia), R$ 150 (social), R$ 240 (inteira)
Dia 2 (sexta-feira): R$ 160 (meia), R$ 190 (social), R$ 320 (inteira)
Dia 3 (sábado): R$ 230 (meia), R$ 260 (social), R$ 460 (inteira)
Dia 4 (domingo): R$ 230 (meia), R$ 260 (social), R$ 460 (inteira)
4 dias: R$ 620 (meia), R$ 670 (social), R$ 1.240 (inteira)
Epic: R$ 2.100
Full: R$ 12.000
Unlock: R$ 2.100
Público do painel de ‘Star wars’ na CCXP, em São Paulo
Divulgação
Os pacotes
Como sempre, a CCXP 2022 vai oferecer pacotes diários, que oferecem acesso ao evento a cada dia, e com os quatro deles juntos.
Além deles, há alguns que dão alguns privilégios. O Epic permite entrada nos quatro dias uma hora antes da abertura geral, acesso à Spoiler Night no dia 30 de novembro, e um kit do evento.
A Full Experience oferece os benefícios da Epic e entrada garantida e assento reservado próximo ao palco Thunder, o principal do evento, em todas as atividades, uma foto e um autógrafo de quatro artistas convidados, estacionamento gratuito e quatro colecionáveis da Iron Studios.
O Unlock dá acesso à conferência de negócios do entretenimento realizada pela CCXP nos dias 29 e 30 de novembro e refeições nesses dias, passeio guiado durante a montagem da CCXP 2022, além de entrada na Spoiler Night e nos quatro dias do evento, uma hora antes da abertura para o público.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cães e gatos abandonados na Ucrânia são resgatados e levados para Rússia


Voluntários chegam a viajar por horas para conseguir tirar os pets das áreas de conflito. O objetivo é encontrar novos lares para bichinhos. Voluntários resgatam pets de áreas de conflito na Ucrânia
Evgenia Novozhenina/Reuters
Com o porta-malas de seu carro cheio de caixas de transporte de animais de estimação, Yulia dirige pela região de Donetsk, no leste da Ucrânia, devastada pelo conflito, para pegar cães e gatos abandonados por donos que fugiram na esperança de encontrar novos lares na Rússia. As informações são da agência de notícias Reuters.
A autoproclamada República Popular de Donetsk, uma região separatista apoiada pela Rússia, anunciou a evacuação de seus moradores para o sudeste da Rússia devido ao aumento dos bombardeios dias antes de Moscou enviar tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro no que chamou de “operação militar especial”.
Yulia, voluntária, resgata um cachorro da região de Donetsk
Alexander Ermochenko/Reuters
Enquanto os moradores corriam para fugir, muitos animais de estimação foram deixados à própria sorte.
Voluntários resgatam pets de áreas de conflito na Ucrânia
Alexander Ermochenko/Reuters
Segundo a Reuters, Yulia, de Donetsk, já fez nove viagens à fronteira russa, transportando até dezoito animais de estimação de cada vez. Lá, ela entrega cães e gatos abandonados a voluntários russos, que os levam para Moscou, cerca de 900 quilômetros ao norte.
Voluntários liderados por Irina Marchenko, dona de uma loja de animais em Moscou, se uniram de ambos os lados da fronteira para trazer os cães e gatos abandonados de Donetsk para novos lares na Rússia.
Voluntários resgatam pets de áreas de conflito na Ucrânia
Evgenia Novozhenina/Reuters
Yulia disse que se sentiu compelida a ajudar, mesmo que isso significasse dirigir por horas por postos de controle com gatos mal-comportados e cachorrinhos chorando como passageiros em seu Lada verde-escuro.
“Os voluntários estão cuidando de tantos animais de estimação agora”, disse Yulia enquanto acariciava um gato malhado. “Em Donetsk, não sabemos onde podemos encontrá-los porque muitas pessoas estão indo embora.”
Voluntários resgatam pets de áreas de conflito na Ucrânia
Evgenia Novozhenina/Reuters
A Rússia reconheceu os territórios separatistas em Donetsk e Luhansk como estados independentes, embora o resto do mundo os considere parte da Ucrânia. Separatistas apoiados pela Rússia nessas duas regiões lutam contra as forças ucranianas desde 2014.
Marchenko, a mentora da operação de resgate, primeiro se conectou com os moradores de Donetsk pelas mídias sociais, oferecendo-lhes para abrigar temporariamente seus cães e gatos ou encontrar novas casas na capital russa.
Voluntários resgatam pets de área de conflito na Ucrânia
Alexander Ermochenko/Reuters
“Quando acordei em 24 de fevereiro, entendi que muitos animais acabariam na rua, que as pessoas não poderiam trazê-los”, disse a moscovita de 36 anos.
“Queríamos antes de tudo salvar os animais que foram abandonados, aqueles que nunca estiveram nas ruas e não sobreviveriam lá.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Cida Bento lança livro sobre dificuldades de inserção de negros no mercado de trabalho


‘Há um pacto silencioso que faz brancos sempre preferirem brancos’, diz a psicóloga e ativista social considerada uma das 50 pessoas mais influentes do mundo no campo da diversidade. Cida Bento lança livro “O Pacto da branquitude”
Companhia das Letras/Divulgação
Ela cansou de receber nãos e portas na cara. Depois de entender que o ponto era a cor de sua pele – e, claro, o racismo estrutural na sociedade brasileira –, a psicóloga Maria Aparecida da Silva Bento, mais conhecida como Cida Bento, decidiu fazer da questão sua profissão e razão de engajamento.
Tornou-se estudiosa do assunto e ativista. No início da década de 1990 fundou, ao lado de outros dois militantes, o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), uma organização não governamental que luta para que os negros consigam espaços equivalentes no mercado.
A organização conta com uma equipe multidisciplinar, formada por juristas, educadores, assistentes sociais, sociólogos e psicólogos. Em 2015, a revista inglesa The Economist elegeu Cida Bento como uma das 50 pessoas mais influentes do mundo no campo da diversidade, ao lado de nomes como Bill Gates, Hillary Clinton e Angelina Jolie.
Para Bento, o combate ao preconceito passa por falar sobre o tema. “[É preciso] ampliar o conhecimento, se engajar nas lutas por equidade e pela mudança dos sistemas que geram ônus para uns e bônus para outros”, afirma ela, em entrevista à DW Brasil.
Em seu recém-lançado livro “O pacto da branquitude”, Bento apresenta sua tese sobre por que negros costumam ser preteridos em processos seletivos. “É um pacto não verbalizado, não combinado e silencioso, que faz com que brancos sempre preferenciem brancos para os melhores lugares sociais e se fortaleçam mutuamente nesses lugares”, explica a psicóloga.
“De outro lado, rejeitam ou interditam negros para esses melhores lugares por entenderem que não têm a estética adequada, não estão preparados, são ameaçadores, e por aí vai.”
De que forma as recusas que a senhora teve em processos seletivos, ao longo de sua carreira, deram subsídios para a criação do Ceert e a escrita deste livro?
A repetida recusa mesmo em situações em que eu via que tinha boas condições para preencher a vaga me impulsionou para estudar as vozes de pessoas que trabalhavam e daquelas que comandavam os processos de recursos humanos ou de chefias em grandes organizações. E também me impulsionou a atuar com organizações ligadas aos movimentos sociais visando a incidir concretamente nas políticas públicas, sindicais e de organizações empregadoras para mudar a situação de discriminação e exclusão no trabalho e na educação básica.
Pode nos relatar uma situação emblemática dessas recusas e como ficou claro para a senhora que se tratava de uma questão racial?
Eu já estava formada [ela concluiu a graduação em 1977], tinha me especializado em processos seletivos e tive excelente desempenho nos testes e dinâmica de grupo. Mas entre sete candidatas [para a determinada vaga] eu era a única negra. Disputei o lugar de assistente de recursos humanos e perdi. Isso surpreendeu a mim e a outras candidatas.
A senhora chegava a esses processos seletivos em condições de formação similares às de seus concorrentes. Ao mesmo tempo, dado o racismo estrutural da sociedade brasileira, sabemos que é muito mais difícil para uma pessoa negra conseguir chegar ao ápice da escolaridade. Quão difícil foi para a senhora conseguir se graduar? Havia preconceitos também durante os estudos?
Sim, foi difícil. Primeiro economicamente, pois minha família não tinha qualquer reserva para o enfrentamento dos momentos difíceis [ela foi a primeira pessoa de sua família a ter diploma de curso superior]. Depois por sinais concretos que a universidade dava de que eu estava “fora de lugar”, o que me fazia sempre desejar abandonar os estudos.
E como foi levar essa questão para a academia, desenvolvendo a temática no mestrado e no doutorado?
Foi como “remar contra a maré”. Estudar branquitude e discriminação sob o poder de professores brancos que afirmavam a neutralidade e objetividade dos processos de recursos humanos era como afrontá-los.
Como pesquisadora, a senhora também sente preconceito?
Sim. Muitas vezes me deparo com questões que exigem um olhar sobre meus próprios “pré-conceitos”, relacionados com a grande diversidade religiosa, de gênero, de identidade de gênero etc. A diferença é que por viver a experiência de ser alvo desses processos, o caminho de identificação e mudança interna pode ser abreviado.
Em seu trabalho, a senhora conceitualiza o chamado “pacto narcísico da branquitude”. Poderia explicar, em poucas palavras, o que significa esse pacto?
É um pacto não verbalizado, não combinado e silencioso, que faz com que brancos sempre preferenciem brancos para os melhores lugares sociais e se fortaleçam mutuamente nesses lugares. De outro lado, rejeitam ou interditam negros para esses melhores lugares por entenderem que não têm a estética adequada, não estão preparados, são ameaçadores, e por aí vai.
Como nós, enquanto sociedade, podemos contribuir para que esse cenário racista seja revertido?
Fazendo o que fazemos aqui: falar sobre o tema, ampliar o conhecimento, se engajar nas lutas por equidade e pela mudança dos sistemas que geram ônus para uns e bônus para outros.
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Fonte: G1 Entretenimento