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Globo de Ouro atualiza regras para deixar claro que aceita trabalhos gerados por inteligência artificial


Wagner Moura no Globo de Ouro
AP Photo/Chris Pizzello
O Globo de Ouro anunciou nesta quinta-feira (7) uma atualização às suas regras para deixar claro que aceita trabalhos gerados por inteligência artificial.
A decisão reflete a mudança do Oscar, que na sexta-feira (1º) barrou o uso da tecnologia nas categorias de atuação e roteiro.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Dominguinho 2’ reproduz a doçura e a fórmula do álbum original, mas com dose bem menor de espontaneidade


Jota.Pê (à esquerda), João Gomes (ao centro) e Mestrinho lançam hoje, 7 de maio, o álbum ‘Dominguinho vol. 2’, gravado em Salvador
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Dominguinho vol. 2
Artistas: Jota.Pê, João Gomes e Mestrinho
Cotação: ★ ★ ★
♬ No mundo a partir de hoje, 7 de maio, o segundo volume do álbum “Dominguinho” é imposição mercadológica diante do sucesso retumbante do álbum original de 2025. Ao ser lançada em abril do ano passado, a gravação do show acústico feito por João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho no Centro Histórico de Olinda (PE), sem plateia, gerou turnê que arrastou multidões pelo Brasil para ver o show do trio. Uma sequência então soa natural do ponto de vista empresarial.
Com 12 músicas, o álbum “Dominguinho vol. 2” repete a fórmula do antecessor no registro ao vivo audiovisual feito em 11 de março deste ano de 2026 em apresentação do trio no Centro Histórico de Salvador (BA), na Bahia.
A doçura do canto do trio – evidenciada sobretudo no mel da voz grave de João Gomes, motor do projeto que catapultou Jota.Pê e Mestrinho a outro patamar no mercado da música – está reproduzida em músicas como a inédita “Deusa minha” (Jadson Araújo, Kaique Carneiro, Keu Dantas, Kinho Compositor, Mateus Vulcani, Ruan Tavarez e Samuel Vulcani, 2026).
Tal doçura é aditivada pelo toque afetuoso da sanfona de Mestrinho. Contudo, parece haver dose bem menor de espontaneidade no registro desse repertório que gravita em torno do universo da música nordestina rotulada genericamente como forró. Até porque, dessa vez, o trio já sabe que o segundo álbum é efeito causado pelo primeiro.
Dentro do universo nordestino, João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho repõem em cena músicas como o apaixonado xote “Ligação estranha” (Dorgival Dantas, 2017) e recorrem a um eficaz medley para conectar o xote “Meu cenário” (Petrúcio Amorim, 2003) – sucesso do cantor Flávio José no circuito nordestino – com outro xote, “Numa sala de reboco” (Luiz Gonzaga e Zé Marcolino, 1965), standard do cancioneiro de Luiz Gonzaga (1912 – 1989), referencial cantor pernambucano imortalizado como o Rei do baião e evocado pela voz grave e pelo chapéu de vaqueiro de João Gomes.
Pautado por regravações de músicas como “Verão sem calor” (Jadson Araújo, 2022), tema no qual o trio persegue a melancolia entranhada na letra escrita com lirismo popular, o repertório de “Dominguinho vol. 2” também joga para a galera com (estranha) recriação do funk melody “Se ela dança, eu danço” (2006), sucesso autoral de MC Leozinho há 20 anos.
É que “Dominguinho”, o show, costuma evoluir para um baile na segunda metade, com o trio se apropriando de hits alheios. Como o repertório inédito por vezes resulta com moderado poder de sedução, caso de “Dois mundos” (Mestrinho, 2006), recorrer a um sucesso alheio, como “As quatro estações” (Sandy, Álvaro Socci e Claudio Matta, 1999), megahit da dupla Sandy & Junior reaviado pelo trio na cadência do xote, é tática certeira.
“As quatro estações” deverá funcionar bem no show com o calor da plateia. No álbum, o clima é outonal. Só que “Dominguinho vol. 2” é, em essência, álbum feito para gerar mais apresentações do trio pelo Brasil. Afinal, o projeto agregou prestígio a João Gomes e elevou a popularidade de Jota.Pê e Mestrinho, tendo fôlego para continuar em cena por mais tempo.
Capa do álbum ‘Dominguinho 2’, de João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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20 hits em 20 anos: a história de ‘Tremendo Vacilão’, o ‘funk melody’ febre de 2006


20 anos em 20 hits: a história de “Tremendo Vacilão”, de Perlla
Em 2006, uma jovem carioca de 17 anos decidiu que não aceitaria ser “abandonada na madrugada”.
Ao transformar a frustração amorosa em verso, Perlla não apenas lançou um sucesso, mas ajudou a redefinir o alcance do funk no Brasil.
“Tremendo Vacilão”, o hit daquele ano, provou que o gênero poderia, sim, tocar nas rádios, programas de TV e em festinhas de família. Era só falar de amor.
Esta matéria faz parte da série “20 hits em 20 anos”, que está no Globo Pop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do “20 hits em 20 anos” para não perder nenhum episódio. Baixe o globopop aqui!
“Pra mim já chega, eu tô bolada. Agora quem não quer sou eu”, cantava a artista, em um verso que já antecipava discursos sobre empoderamento feminino.
A faixa integrou seu álbum de estreia, “Eu Só Quero Ser Livre” (2006), que também emplacou hits como “Eu Vou” e “Totalmente Demais” — esta última, tema de novela da TV Globo.
Perlla na primeira apresentação no Caldeirão, em 2006
Redes sociais
Diferente do estilo de contemporâneas como Tati Quebra Barraco e Deise Tigrona (que já faziam bastante sucesso na época, mas com letras explícitas), Perlla apostou em narrativas românticas ao focar no funk melody.
Nomes como MC Marcinho também despontavam no cenário musical da época, seguindo essa mesma linha e com sucessos como “Glamurosa” e “Garota Nota 100”. Mas a cantora trouxe uma nova roupagem ao movimento.
Com seu bom gloss e celulares de flip, ela ajudou a introduzir a figura da diva pop no universo do funk. E o clipe da faixa está aí para provar:
Curiosamente, “Tremendo Vacilão” não foi escrita originalmente para ela, tendo sido oferecida primeiro a Kelly Key. No entanto, na voz de Perlla, a canção tornou-se tudo isso que a gente já sabe: um fenômeno nacional que perdura até hoje em karaokês e fervos por aí.
Aos 37 anos, Perlla acumula uma trajetória marcada por algumas mudanças de rota: após o auge da carreira, a cantora migrou para a música gospel e, anos mais tarde, tentou retornar ao pop mais uma vez.
Embora o retorno não tenha repetido o impacto comercial da década de 2000, sua importância no gênero permanece intacta: sem essa espécie de “transição estética” promovida por ela, o caminho para as mulheres que dominam o cenário atual do funk e do pop brasileiro certamente teria sido bem mais difícil.
Cantora Perlla
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Cantora britânica Bonnie Tyler é hospitalizada em Portugal


Ícone do pop rock dos anos 80, Bonnie Tyler se apresenta na Concha Acústica do TCA
Divulgação/ TV Bahia
A cantora britânica Bonnie Tyler, um dos grandes nomes da música pop dos anos 1980, foi internada às pressas em um hospital em Portugal para passar por uma cirurgia intestinal de emergência, informou a equipe da artista.
“Lamentamos profundamente anunciar que Bonnie foi internada em um hospital em Faro, em Portugal, onde possui residência, para se submeter a uma operação intestinal de urgência”, diz comunicado publicado na quarta-feira no site oficial da cantora.
Segundo a nota, a cirurgia “correu bem” e a artista, de 74 anos, está “em recuperação”. O comunicado não detalha o estado de saúde dela.
Nascida no País de Gales com o nome de Gaynor Hopkins, Bonnie Tyler ganhou projeção internacional no fim da década de 1970 com o sucesso “It’s a Heartache”. Nos anos 1980, consolidou a carreira com hits como “Total Eclipse of the Heart”, lançado em 1983, e “Holding Out for a Hero”, de 1984.
Dona de uma voz marcante e rouca, além do visual característico com cabelos loiros, a cantora representou o Reino Unido no Eurovision Song Contest 2013, em 2013, com a música “Believe in Me”. Ela terminou a competição na 19ª colocação.
Em 2023, Bonnie Tyler foi homenageada pelo rei Charles III com o título de membro da Ordem do Império Britânico (MBE, na sigla em inglês), em reconhecimento à trajetória artística e à contribuição para a música.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Gal Costa expõe o ‘lado feminino’ dos homens em single póstumo com tema de Chico César inédito na voz da artista


Gal Costa (1945 – 2022) tem o single póstumo ‘Mulher eu sei’ programado para amanhã, sexta-feira, 8 de maio
Mario Canivello / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Mulher eu sei
Artista: Gal Costa (feat Luiz Meira)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ “Agora eu quero os homens cantando comigo. Os homens! Os homens do show de Gal têm que mostrar o seu lado feminino”, gracejou Gal Costa (1945 – 2022), quando cantava a música “Mulher eu sei”, em fala dirigida à plateia que lotou o Teatro Castro Alves (BA) em 22 de maio de 2003 para assistir à apresentação feita pela cantora com o violonista Luiz Meira dentro da programação do projeto “Vozes do Brasil”.
O público masculino atendeu o pedido da cantora. Na sequência, Gal pediu o mesmo às mulheres da plateia. E, por fim, juntou homens e mulheres no coro desta canção apresentada por Chico César no álbum “Aos vivos” (1995) e até então inédita na discografia de Gal.
Segunda amostra do álbum póstumo “Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves”, produzido por Marco Mazzola e programado para ser lançado em 22 de maio em edição conjunta das gravadoras Biscoito Fino e MZA Music, o single “Mulher eu sei” chega amanhã, 8 de maio, agregando valor adicional ao álbum justamente por trazer a voz cristalina de Gal no registro de música até então ausente da discografia da artista.
A graça com a plateia ocupa dois minutos dos quatro minutos e 20 segundos da gravação ao vivo que flagra a cantora baiana à vontade em cena no show feito na cidade natal de Salvador (BA). Nos primeiros dois minutos e 20 segundos do single, ouve-se o canto límpido de Gal em uma canção tão simples quanto sedutora de Chico César, compositor que entrara na discografia da cantora no ano anterior com a gravação da então inédita balada “Quando eu fecho os olhos” – parceria de Chico com Carlos Rennó – no álbum “Gal bossa tropical” (2002), único disco feito por Gal na gravadora MZA Music, do produtor Mazzola.
Além de “Azul” (Djavan, 1982), “Eu vim da Bahia” (Gilberto Gil, 1965) e “Força estranha” (Caetano Veloso, 1978), composições cujas gravações ao vivo foram reunidas no single triplo que anunciou o álbum póstumo em 17 de abril, o repertório do vindouro álbum “Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves” inclui registros de voz e violão das músicas “Coraçãozinho” (Caetano Veloso, 1996), “Camisa amarela” (Ary Barroso, 1939), “Chega de saudade” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), “Olha” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975), “Vapor barato” (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971), “London London” (Caetano Veloso, 1970), “Tigresa” (Caetano Veloso, 1977) e “Minha voz, minha vida” (Caetano Veloso, 1982).
Com exceções de “Mulher eu sei” (música que logo saiu do repertório dos shows de Gal) e de “Coraçãozinho”, tema da trilha sonora composta por Caetano Veloso para o filme “Tieta do Agreste” (1996), as demais músicas eram recorrentes nas apresentações da artista – fato que jamais desmerece a iniciativa de incorporar à discografia da cantora um registro ao vivo do show de voz e violão que Gal Costa volta e meia fazia com Luiz Meira entre 1997 e 2016.
Capa do single ‘Mulher eu sei’, de Gal Costa
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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BTS no México: 50 mil fãs se reúnem em frente ao palácio presidencial para ver o grupo


Fãs do grupo K-pop BTS se reúnem em frente ao Palácio Nacional, na Praça Zócalo, aguardando a aparição dos integrantes na sacada.
YURI CORTEZ / AFP
Cerca de 50 mil fãs do BTS se reuniram nos arredores do palácio presidencial do México para ver os integrantes do grupo coreano, que acenaram da sacada principal após uma reunião com a presidente Claudia Sheinbaum. Eles se apresentarão na capital mexicana nos dias 7, 9 e 10 de maio.
“Te amo, te adoro, muito obrigado”, disse em espanhol Kim Nam-joon, um dos vocalistas da banda, à multidão que gritava emocionada. “A energia aqui é incrível”, afirmou por sua vez Kim Tae-hyung.
“Já disse a eles que precisam voltar no ano que vem”, disse Sheinbaum, que depois publicou no X uma foto com o grupo, na qual segura o seu novo disco.
A presidente tentou promover, sem sucesso, outros shows da banda, depois que as pouco mais de 135 mil entradas foram vendidas em minutos e muitos fãs ficaram frustrados por não conseguir lugar.
Sheinbaum chegou a enviar uma carta a seu par sul-coreano para que intercedesse por novas datas.
Integrantes do BTS posam na sacada do Palácio Nacional antes de uma série de shows na Cidade do México, México, em 6 de maio.
REUTERS/Luis Cortes
O BTS desperta fervor no México. Jovens recriam suas coreografias em praças, outros se reúnem para comer comida coreana em lugares decorados com fotos dos cantores e alguns chegam até a estudar coreano.
“É todo o meu mundo”, afirmou à AFP Estefany Victoriano, uma secretária de 25 anos.
“Estou sem palavras e é uma emoção muito bonita vê-los pessoalmente. Como não consegui ingresso, fico um pouco sentida”, declarou, chorando, a estudante Zoe Pérez, de 18 anos.
O balanço de público de 50 mil pessoas foi atualizado por Lizeth Zárate, coordenadora do Zócalo, importante praça localizada em frente à sede da presidência.
Vídeos em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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É #FAKE vídeo de Caetano Veloso pedindo apoio a Lula em 2026; áudio foi criado com IA


Fato ou Fake: vídeo mostra deepfake sobre Caetano em comparação com gravação original
Circula nas redes sociais um vídeo de Caetano Veloso supostamente dizendo que “Lula salvou este país do ódio” e convocando eleitores apoiar o presidente na eleição de 2026. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🛑 Como é o vídeo falso?
Ele viralizou no sábado (2) em redes sociais como X, Instagram e TikTok, onde passou de 235 mil visualizações e 45 mil curtidas em três dias. Nessa versão, há uma caixa de texto sobreposta às imagens dizendo: “Atenção: chamada geral para quem defende a democracia”. Na parte superior direita do quadro, há um símbolo parecido com a estrela vermelha do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual o presidente Lula é filiado.
A versão adulterada tem uma voz realista que imita a de Caetano Veloso e atribui a ele a seguinte declaração: “Este vídeo é um filtro para saber quem está fechado de verdade com o Brasil do trabalhador. O Lula salvou este país do ódio, e, em 2026, nós vamos confirmar esse projeto de um país acolhedor e justo. Eu quero ver o seu apoio agora. Clica na cruz vermelha embaixo da foto para estar junto com a gente e mostre seu apoio clicando em todos os botões aqui do lado. E vá nos comentários agora para digitar 13 com muito orgulho”.
Na parte inferior do quadro, aparecem alternadamente fotos do presidente registradas em diferentes ocasiões.
A legenda afirma: “Caetano Veloso É 13. ‘Atenção: Chamada geral para quem defende a democracia!’ ❤️❤️❤️#lula #lulapresidente #caetanoveloso #lula13 #lula2026. Caetano Veloso: 13 pela democracia e pelo Brasil. Apoie o projeto de um Brasil acolhedor e justo! Clique, comente 13 e mostre seu apoio a Lula”.
Só ao fim dessa descrição é que aparece o aviso “Marcado pelo criador como gerado por IA”. Apesar disso, entre os mais de 60 mil comentários, há mensagens de usuários que pareceram acreditar na veracidade do conteúdo.Veja dois exemplos: “Oi, Caetano, vamos juntos eleger o Lula , vamos, Brasil!”; e “Fechadíssimo com Lula eleito no primeiro turno. Grande cantor e compositor Caetano Veloso, sempre na trincheira da democracia”. No Instagram e no X, a sinalização de IA também é bastante discreta.
O Fato ou Fake submeteu o material a três ferramentas que detectam material sintético, e todas comprovaram o uso desse recurso para criar o áudio e manipular um vídeo real publicado em setembro de 2025 nos perfis oficiais de Caetano Veloso no TikTok e no Instagram (leia detalhes ao final desta checagem).
⚠️ Por que é #FAKE?
Ao Fato ou Fake, a a assessoria de Caetano Veloso enviou um e-mail confirmando que se trata de algo falso: “o vídeo é fake, modificado por inteligência artificial”. A empresária Paula Lavigne, esposa do cantor, acrescentou, em mensagem via WhatsApp: “altamente fake”.
A assessoria partido de Lula informou, em nota assinada por Eden Valadares, secretário nacional de comunicação da legenda:”não foi produzido pelo PT (percebe-se já no primeiro olhar pois a estrela do PT usada não é a oficial) e o partido repudia esse tipo de conteúdo pois é contra toda e qualquer tipo de deturpação, manipulação ou desinformação”. “Reiteramos nossa crescente preocupação com relação à integridade das eleições 2026 devido ao uso, indiscriminado e por vezes criminoso, de trucagens e mecanismos de Inteligência Artificial”.
Para encontrar a origem do conteúdo, o Fato ou Fake usou a plataforma InVID e fragmentou o vídeo em diversos frames (imagens estáticas). Depois, fez uma busca reversa por essas fotos em motores de busca (como o Google Lens). Essa pesquisa indica se o conteúdo já havia aparecido antes na internet – e em que contexto.
O rsultado levou a um vídeo real, publicado no TikTok do cantor em 17 de setembro do ano passado. Mas o tema do comentário era outro: uma crítica à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tinha objetivo de ampliar a proteção a parlamentares na Justiça, chamada de PEC da Blindagem. À época, Caetano foi um dos artistas a se mobilizarem contra a medida, que acabou rejeitada no final daquele mês.
Veja a transcrição da fala autêntica: “A PEC da bandidagem. Que é o que é, PEC da bandidagem, tem que receber a sociedade brasileira uma resposta saudável, socialmente saudável, uma manifestação de que grande parte da população brasileira não admite um negócio desse, ainda mais sendo agora, às pressas, levada à frente esse projeto de anistia. Não pode ficar sem resposta por parte da população brasileira. A gente tem que ir para a rua, para a frente do Congresso, como já fomos outras vezes. Voltar a dizer que não admitimos isso, como povo, como nação, não admitimos”.
O Fato ou Fake submeteu o vídeo falso à ferramenta de detecção Hive Moderation, que apontou 91,8% de probabilidade de o áudio ter sido manipulado com IA. O detector de deepfake do InVID indicou 99% de probabilidade de o material conter rostos adulterados com esse recurso. E o Hiya, voltado especificamente à análise de áudio, sinalizou 98% de chances de geração de voz sintética (veja infográficos a seguir).
Hive Moderation apontou 91,8% de probabilidade de o áudio ter sido fabricado com inteligência artificial.
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Detector de deepfake apontou 99% de probabilidade de o vídeo falso conter rostos manipulados por IA
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Hiya apontou 98% de probalidade de clonagem de voz com uso de inteligência artificial
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É #FAKE vídeo que mostra Caetano Veloso dizendo que ‘Lula salvou esse país do ódio’ e convocando eleitores a apoiá-lo em 2026
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VÍDEOS: Fato ou Fake explica
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
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GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

Fonte: G1 Entretenimento

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Chitãozinho & Xororó apoiam mistura de gêneros musicais em Barretos: ‘Amplia a experiência de quem está lá’


Chitãozinho e Xororó e Zezé Di Camargo e Luciano
Reprodução
Neste sábado (9), Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Bruno & Marrone, César Menotti & Fabiano e Matogrosso & Mathias dão a largada para mais uma edição do festival Histórias.
As cinco duplas serão as atrações do primeiro show da edição 2026 do evento sertanejo, que acontece em Brasília, no sábado (9). A festa reúne artistas que ajudaram a construir e a escrever a história da música sertaneja.
“A ideia sempre foi valorizar a história do gênero, juntar artistas que construíram essa trajetória e proporcionar ao público uma experiência diferente, com vários shows na mesma noite”, afirma Xororó, ao g1, sobre a criação do evento.
A cada cidade, as atrações se alteram (veja lista mais abaixo). Mas as duplas Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano aparecem ao longo de toda a programação. Daniel, Gian & Giovani, e Victor & Leo também entram no rodízio de atrações.
Leia também: Cantor ou apresentador? Daniel diz que 1ª opção é sua melhor versão: ‘Pra muita gente, posso não ser bom’
Em edições anteriores, o público aguardava que o “Histórias” fosse uma nova versão de “Amigos”. No celebrado evento que nasceu na década de 1990, as duplas faziam um show especial, se apresentando juntas no palco e se revezando no vocal.
Mas, desta vez, os sertanejos se apresentam como num festival tradicional: uma atração seguida da outra.
“Como o festival tem uma duração longa e envolve muitos artistas, cada um acaba cumprindo sua agenda. Nem sempre todos conseguem permanecer no evento o tempo todo. Mas é algo que pode acontecer de forma pontual, quem sabe nas próximas edições”, explica Chitãozinho.
Ele também cita como é feita a escolha das atrações de cada região.
“Envolve vários fatores, principalmente agenda e disponibilidade dos artistas. São muitos shows ao longo do ano, então conciliar tudo isso não é simples. Mas a ideia é sempre manter um elenco forte, com nomes que tenham história dentro do sertanejo e que façam sentido dentro do projeto.”
E, se não há encontro no palco, Xororó garante que isso acontece nos bastidores.
“Sempre rola, sim. É muito bom reencontrar os amigos, colocar o papo em dia, dar risada. Às vezes são encontros rápidos, mas sempre especiais.”
Estrelas de Barretos
Chitãozinho e Xororó
Brunno Rangel/Divulgação
Além de ter a agenda pelo Brasil com várias datas do “Histórias”, Chitãozinho e Xororó também já estão com a data fechada para a 71ª Festa do Peão de Boiadeiro Barretos. A dupla se apresenta no dia 28 de agosto.
Assim como em anos anteriores, houve reclamação por parte do público sobre a inserção de artistas fora do sertanejo na programação. Entre eles, Calcinha Preta, Alok, Pìxote, Turma do Pagode e Belo.
Mas para a dupla, a mescla de gêneros musicais nos palcos do evento é positiva.
“Barretos é um evento muito grande e acompanha o gosto do público. O sertanejo sempre vai ser a base, mas é natural abrir espaço para outros estilos também. Cada artista traz uma energia diferente, e isso acaba ampliando a experiência de quem está lá”, diz Xororó.
“Meninos de Roça”
Chitãozinho e Xororó com Almir Sater
Rosa Marcondes/Divulgação
Com 56 anos de carreira, a dupla não para de produzir e acaba de gravar um novo projeto, o “Meninos de Roça”, no qual reúne artistas de diferentes gerações. A filmagem aconteceu em 12 de abril, em Jaguariúna, no interior de São Paulo, e contou estrelas como Rionegro & Solimões, Matogrosso & Mathias, Almir Sater e a banda Traia Véia entre os convidados.
“A música sempre foi o que nos moveu. A gente gosta de estar atento às novidades, aos novos artistas, ao que está acontecendo. Ao mesmo tempo, é importante manter a essência, aquilo que construiu a nossa história. Esse equilíbrio é o que faz a gente continuar motivado”, diz Chitãozinho.
“São artistas que a gente admira muito. Alguns começaram praticamente junto com a gente, outros são mais novos, mas todos têm talento e uma relação verdadeira com a música. A ideia foi justamente unir essas gerações em um mesmo projeto”, completa Xororó.
Programação festival “Histórias 2026”
09/05 – Brasília /DF
Chitãozinho & Xororó
Zezé Di Camargo & Luciano
Bruno & Marrone
César Menotti & Fabiano
Matogrosso & Mathias
01/08 – Manaus/ AM
Atrações ainda não confirmadas
08/08 – Goiânia / GO
Chitãozinho & Xororó
Zezé Di Camargo & Luciano
César Menotti & Fabiano
Daniel
Matogrosso & Mathias
22/08 – São Paulo/ SP (Allianz Parque)
Chitãozinho e Xororó
Zezé di Camargo e Luciano
Daniel
César Menotti e Fabiano
Victor e Leo
Matogrosso e Matias
12/09 – Belo Horizonte / MG
Chitãozinho & Xororó
Zezé Di Camargo & Luciano
Victor & Leo
Matogrosso & Mathias
Gian & Giovani
26/09 – Cuiabá / MT
Chitãozinho & Xororó
Zezé Di Camargo & Luciano
Bruno & Marrone
Daniel
14/11 – Curitiba/ PR
Chitãozinho & Xororó
Zezé Di Camargo & Luciano
Bruno & Marrone
Daniel
Gian e Giovani
Fã há 50 anos, fotógrafa vira guardiã do maior acervo de Chitãozinho e Xororó

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Mortal Kombat 2’ supera anterior com muito sangue, bom humor e ótimas lutas; g1 já viu


Uma das regras que deveriam ser obrigatórias quando se tenta adaptar games para o cinema é: trazer para a telona o mesmo fator diversão que os jogos causam nas pessoas. Felizmente, os realizadores de “Mortal Kombat 2” (entre eles James Wan, de “Invocação do Mal”, que assina a produção) entenderam isso. Tanto que conseguiram fazer uma sequência que não é só superior ao filme original em quase todos os aspectos, como também permite que o público em geral, não só os fãs da franquia, possa acompanhar e curtir bastante a nova aventura.
O novo filme, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (7) deixa de lado o tom pomposo e falsamente sério do anterior e se concentra no que os games têm de melhor: muitas lutas violentas, com direito a sangue aos montes, além dos golpes e finalizações que fazem a alegria do espectador, seja ele experiente nos jogos ou não.
O filme também se favorece da adição de um humor mais convincente, além de contar com um protagonista muito mais carismático e divertido. Um conserto mais do que necessário para um problema grave que foi visto no longa anterior.
Assista ao 1º trailer de ‘Mortal Kombat 2’
A trama do novo filme começa praticamente onde primeira parte parou e é centrada em Johnny Cage (Kark Urban, o Billy Bruto da série “The Boys”), um astro de filmes de ação em decadência, que é transportado por Lord Raiden (Tadanobu Asano) para a dimensão da Exoterra (ou Outworld, para quem está acostumado com o jogo). O objetivo é fazer parte de um time de guerreiros para combater as forças do imperador Shao Khan (Martyn Ford) no Mortal Kombat.
A princípio relutante, Cage acaba se integrando ao grupo formado por Liu Kang (Ludi Lin), Sonya Blade (Jessica McNamee), Jax (Mehcad Brooks) e Cole Young (Lewis Tan) para lutar no torneio, que não tem regras nem limites. Se a equipe perder para Shao Khan e seus asseclas, o planeta Terra corre grande perigo.
Fatality sem complicação
O que torna “Mortal Kombat 2” superior ao primeiro filme desse reboot, lançado em 2021, é o fato de que seus realizadores entenderam que não precisavam inventar demais para fazer um filme que agrada os fãs e até aqueles que nunca pegaram num joystick. Bastou apenas reunir os personagens que a franquia do jogo, iniciada em 1992, consagrou com o passar dos anos e os pôs para lutar, sem maiores complicações.
Liu Kang (Ludi Lin) enfrenta o vilão Shao Khan (Martyn Ford) em ‘Mortal Kombat 2’
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O diretor Simon McQuoid, que tinha estreado no comando de longas justamente com o primeiro longa de cinco anos atrás, se mostra mais confiante em seu trabalho e melhora bastante na condução das cenas de luta. Assim, o cineasta se sai bem recriando alguns dos confrontos e seus golpes específicos, sem deixar as sequências truncadas e sem empolgação.
Claro, ele não é criativo como seria, por exemplo, um John Woo (de “O Alvo” e “A Outra Face”) na cadeira de diretor. Mas, pelo menos, ele entrega momentos divertidos e bem sangrentos, características que consagraram a série de jogos e que o público sempre quis ver bem feitos nos filmes.
As cenas só não são tudo o que poderiam ser por causa de uma escolha errada do roteiro e da montagem. Enquanto que na primeira adaptação de “Mortal Kombat” (sim, aquela com Chistopher Lambert, de 1996), era possível acompanhar uma luta seguida da outra sem maiores problemas, o novo filme decidiu que alguns confrontos deveriam acontecer ao mesmo tempo.
Scorpion (Hiroyuki Sanada) está de volta em ‘Mortal Kombat 2’
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Assim, os montadores decidiram “pular” de uma disputa para outra, bem no meio das batalhas, o que tira um pouco da emoção. Mesmo assim, dá pra curtir esses momentos, especialmente as finalizações dos lutadores. Algumas bem radicais, mas é disso que o povo deste universo gosta.
Apesar dessa falha, o roteiro de Jeremy Slater até funciona bem, criando boas piadas e desenvolvendo os personagens de forma correta. Especialmente no fato de tornar Johnny Cage um protagonista bem mais interessante do que Cole Young, que estrelou o primeiro filme. O personagem, que não existia nos games e foi criado especialmente para o longa de 2021, não caiu nas graças do público e foi substituído por alguém mais conhecido e com muito mais carisma. A troca funcionou a contento e garantiu o bom resultado da sequência.
O roteirista também acertou ao criar um arco envolvendo as personagens Kitana (Adeline Rudolph), princesa de um dos reinados dominados por Shao Khan e fiha adotiva do vilão, e Jade (Tati Gabrielle), sua guardiã. Embora amigas, as duas se veem no meio de um conflito por causa de escolhas que tomam durante o torneio.
Além de interessante, a questão entre as guerreiras também ajuda a fazer a trama andar além das lutas sangrentas. Só incomoda um pouco a história manter a tradição dos jogos em ressuscitar alguns personagens que já tinham morrido anteriormente, o que dá uma certa estranheza para os não iniciados.
Ludi Lin, Karl Urban, Jessica McNamee e Mehcad Brooks numa cena de ‘Mortal Kombat 2’
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Mas o que realmente garante a diversão em “Mortal Kombat 2” é mesmo a ótima adição de Karl Urban ao elenco. O ator já pode pensar em se candidatar ao prêmio de “Rei das Franquias”, já que se destacou em outras séries de filmes famosos como “O Senhor dos Anéis”, “Star Trek”, “Bourne”, entre outras. E, ao que parece, finalmente será o principal de uma franquia de renome, como pode se tornar “Mortal Kombat” no futuro.
Urban se sai bem como o astro de cinema (que teve Jean Claude Van-Damme como inspiração para os jogos) que já viveu dias melhores e que acaba se envolvendo em algo que não compreende muito bem. Mas que, pouco a pouco, o faz perceber que pode voltar a ser alguém relevante. O ator faz rir com sua arrogância e seu jeito rabugento e conquista o público rapidamente.
Outro destaque são os filmes fictícios que Johnny Cage faz, que misturam produções antigas estreladas por Schwarzenegger ou Stallone com os da franquia “Missão: Impossível”, com Tom Cruise. Não tem como não ficar com um sorriso no rosto nessas sequências bem hilariantes.
Johnny Cage (Karl Urban) é um ex-astro de cinema que vive do passado em ‘Mortal Kombat 2’
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O resto do elenco não chega a se destacar tanto quanto Urban, mas também não atrapalha. Quem chega mais perto de chamar a atenção é Josh Lawson como Kano. O personagem, que estava também no primeiro filme, volta a fazer algumas gracinhas com suas atitudes sujas e debochadas. Ele chega até a citar uma das falas mais conhecidas de “Deadpool & Wolverine” numa das cenas que pode gerar risos no público.
Com uma ponta de Ed Boon, um dos criadores do jogo original, “Mortal Kombat 2” pode não ser a melhor adaptação de games para o cinema. Para alguns, pode até não superar a primeira versão dos anos 1990. Mas cumpre o objetivo de tirar o gosto ruim que o primeiro longa deixou em muita gente e aponta um caminho para que outras produções desse universo sejam criadas no futuro (claro, dependendo da bilheteria). Dá para se divertir bastante, sem maiores exigências. Fight!
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Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Rapper FBC perfila Brasil hardcore em álbum que pulsa cheio de som e fúria entre rocks e músicas de João Bosco


O rapper mineiro FBC mistura rap e rock no sétimo álbum, ‘Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades’
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♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades
Artista: FBC
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Faz que sentido que o rapper mineiro FBC abra e feche o sétimo álbum, “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades”, com músicas de João Bosco e Aldir Blanc (1946 – 2020). É que, ao longo dos anos 1970, essa fundamental dupla de compositores expôs na cadência do samba um Brasil urbano corroído pela pobreza, pela violência e pela injustiça social, lembrando que a cuíca roncava de fome.
Esse Brasil hardcore dialoga com a pátria cantada por Fabrício Soares Teixeira ao longo das 13 faixas do álbum lançado em 1º de maio com capa que expõe ilustração explosiva do artista visual Kawany Tamoyos.
Na abertura de “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades”, FBC dá à luz “Gênesis (Parto)” (João Bosco e Aldir Blanc, 1977), fazendo a música renascer em canto falado posto sobre base percussiva que evoca um ponto de umbanda. No fecho do álbum, o rapper dispara “Tiro de misericórdia” (João Bosco e Aldir Blanc, 1977) – música-título do disco em que Bosco (mineiro como FBC) também apresentou “Gênesis (Parto)” – entre o rock hardcore e o samba seco.
Entre uma faixa e outra, o rapper faz “O ronco da cuíca” (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) ressoar na cadência hardcore do punk rock, sem abandonar o canto do rap, em faixa de batida pulsante.
Conceitual, o álbum “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades” perfila um cidadão brasileiro do nascimento à morte em um país em que grassam a fome, a bandidagem e a roubalheira, mas também a altivez resiliente de um povo honesto que cultua a ancestralidade.
O retrato sem filtro de FBC expõe um Brasil em convulsão social com mais fuzis do que guaranás. Inexistem ufanismos tropicais na narrativa de FBC. A chapa está fervendo e, na selva das cidades em que policiais matam cotidianamente trabalhadores (geralmente negros), ninguém tem tempo e vontade de louvar cartões postais do Brasil embalado para presente de turista.
“Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades” é um álbum de hip hop, como evidencia o canto de “Homo sacer” (FBC, Baka e Djonga), rap gravado com as adesões do mineiro Djonga e do DJ Cost, mas o rap de FBC está atravessado pelo rock hardcore em faixas como “Não vote em ninguém” (FBC, Baka e Flávio Soldati).
Baka – nome artístico do produtor musical e multi-instrumentista mineiro Rafael Corrêa Braga – tem atuação relevante na construção sonora de “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades”, tendo produzido o álbum (sob direção musical dividida com FBC) e tocado baixo e guitarra.
Daniel Souza e o supracitado DJ Cost também são nomes recorrentes nos créditos das 13 faixas deste álbum em que FBC faz feat com MC Taya em “Canudos” (FBC, Baka e MC Taya), mix de funk, rap e rock.
Projetado há cinco anos com o quarto álbum, “Baile” (2021), FBC transitou pelo universo do pop funky dos anos 1980, do soul e da dance music na jornada cósmica proposta no álbum seguinte, “O amor, o perdão e a tecnologia irão nos levar para outro planeta” (2023), e retornou para as ruas com o peso do boombap que regeu o álbum “Assaltos e batidas” (2025).
Artista que sempre vira o disco a cada álbum, FBC se volta agora para o rock que enerva “Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades”, álbum antecedido em 17 de abril pelo single “Bandido bom”.
Se o rap atualmente é a voz da rebeldia, em posto que outrora já foi do rock, FBC une os dois gêneros em álbum pujante. Mesmo sem reinventar a roda, o rapper apresenta disco cheio de som e fúria como a vida urbana.
Capa do álbum Tambores, cafezais, fuzis, guaranás e outras brasilidades’, do rapper FBC
Ilustração de Kawany Tamoyos

Fonte: G1 Entretenimento