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Chris Rock fala pela 1ª vez sobre tapa de Will Smith: ‘Ainda processando o que aconteceu’


Comediante realizou show em Boston nesta quarta, quando comentou sobre o caso. Academia de Hollywood abriu processo disciplinar contra Smith. Will Smith subiu ao palco e deu um tapa em Chris Rock
Reuters via BBC
O comediante Chris Rock falou pela primeira vez sobre o tapa que recebeu do ator Will Smith durante a cerimônia de entrega do Oscar neste domingo (27). Em uma apresentação de comédia stand-up em Boston, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (30), Rock disse que ainda está “processando o que aconteceu”.
De acordo com a “CNN”, todo vestido de branco, Chris Rock foi ovacionado pelo público com uma salva de palmas que durou por alguns minutos. Emocionado, perguntou: “como foi o seu final de semana?”. “Eu não tenho muito o que falar sobre o caso, então, se você veio aqui para isso…”. Ele fez uma pausa e prosseguiu:
“Eu escrevi uma apresentação inteira antes desse final de semana. Eu ainda estou processando o que aconteceu e, em algum momento, vou falar sobre essa m****. Vai ser sério. Vai ser engraçado. Mas agora, eu vou contar algumas piadas”.
Em seguida, continuou o show, chamado “Ego Death Tour”. Ainda, segundo a “CNN”, depois do Oscar, o espetáculo teve uma busca maior por ingressos. Os dois shows agendados para esta quarta estavam lotados.
Entenda o caso
Ao apresentar a categoria de melhor documentário, Chris Rock comparou a atriz com a personagem de Demi Moore em “Até o limite da honra”, que tem a cabeça raspada.
Jada, de 50 anos, no entanto, tem alopecia, condição capilar que a faz perder o cabelo. Veja momento do tapa no vídeo abaixo:
Oscar 2022: Veja como foi a agressão de Will Smith contra Chris Rock
Will Smith, que levou o Oscar de melhor ator por “King Richard: Criando Campeãs”, pediu desculpas a Chris Rock na segunda (28).
“A violência em todas as suas formas é venenosa e destrutiva. Meu comportamento no Oscar de ontem à noite foi inaceitável e imperdoável. Piadas às minhas custas fazem parte do trabalho, mas uma piada sobre a condição médica de Jada era demais para mim e reagi emocionalmente”. Leia texto na íntegra.
Na terça (29), Jada publicou um comentário sobre o caso: “Este é um tempo de cura, e estou aqui para isso”. Ela não falou diretamente sobre o que aconteceu na cerimônia.
Nesta quarta (30), a Academia de Hollywood abriu um processo disciplinar contra Will Smith. O ator terá o direito de responder por escrito e poderá ser expulso, suspenso ou sofrer outro tipo de punição. No mesmo comunicado, a Academia que organiza o Oscar diz que a produção pediu para o ator sair do local do evento após o tapa, mas ele se recusou.

Fonte: G1 Entretenimento

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Academia abre processo disciplinar contra Will Smith e diz que pediu para ator sair do Oscar, mas ele se recusou


Academia divulgou comunicado nesta quarta-feira (30) dizendo que ator terá que responder processo e poderá ser expulso, suspenso ou sofrer outra punição por tapa. Texto também diz que a organização do Oscar pediu para Will Smith sair da festa, mas ele se recusou. Will Smith subiu ao palco e deu um tapa em Chris Rock
Reuters via BBC
A Academia de Hollywood informou nesta quarta-feira (30) que abriu um processo disciplinar contra Will Smith por causa do tapa que ele deu em Chris Rock durante o Oscar. O ator terá que responder e poderá ser expulso, suspenso ou sofrer outro tipo de punição.
No mesmo comunicado, a Academia, que organiza o Oscar, diz que a produção pediu para o ator sair do local da festa após o tapa, mas ele se recusou.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Cavaleiro da Lua’ é uma bagunça confusa, desconcertante e muito interessante; g1 já viu


Série da Marvel mistura herói com transtorno psicológico, aventura arqueológica, terror e comédia para deixar público tão perdido quanto o protagonista, interpretado por um excelente Oscar Isaac. A nova série da Marvel que estreia nesta quarta-feira (30), “Cavaleiro da Lua”, é uma bagunça. É confusa, desconcertante e obriga o público a correr atrás de algum sentido durante a maior parte do tempo. E, exatamente por isso, é muito divertida.
Tamanha desorientação funciona, pois é reflexo do protagonista do título, portador de um transtorno dissociativo de identidade.
Pelo menos nos quatro primeiros episódios disponibilizados para a imprensa, a série pega emprestado as múltiplas personalidades do herói e mistura terror, aventura arqueológica, thriller psicológico e uma pitada de comédia.
Assista ao trailer de ‘Cavaleiro da Lua’
Tudo isso para deixar o público tão perdido quando o personagem interpretado pelo sempre excelente Oscar Isaac (“Duna”).
Com seis episódios no total, a primeira temporada lançará um por semana, toda quarta, na plataforma de vídeos Disney+.
Diversão no escuro
Em “Cavaleiro da Lua”, Isaac interpreta Steven Grant, um funcionário tímido e atrapalhado de um museu de história em Londres que acredita sofrer de algum distúrbio do sono.
Aos poucos, ele é jogado dentro de uma aventura que envolve mercenários, divindades do Egito Antigo, criaturas monstruosas e um possível antigo amor – sem saber se pode confiar na própria noção de realidade.
Oscar Isaac em cena de ‘Cavaleiro da Lua’
Divulgação
Contar mais do que isso, como o faz a própria sinopse oficial da história, pode estragar a experiência. Afinal, grande parte da diversão é a desorientação provocada pelo ponto de vista do protagonista.
No papel de Grant, Isaac claramente se diverte como há muito não fazia uma produção do tipo, desde o mega sério patriarca de “Duna” (2021) ao piloto escanteado da nova trilogia de “Star Wars”.
Do outro lado, o igualmente ótimo Ethan Hawke (“Fé interrompida”) ajuda a elevar o velho antagonista padrão da Marvel, geralmente uma versão espelhada do herói, só que do mal. Muito do mal.
Ethan Hawke em cena de ‘Cavaleiro da Lua’
Divulgação
Bom começo
Se a confusão funciona, exatamente por ajudar a conectar os espectadores com o protagonista, ela também pode alienar o público geral. Afinal, montar quebra-cabeças com peças faltando não é para todo mundo.
As coreografias das cenas de ação apresentam a excelência esperada de uma produção da Marvel. O que destoa de verdade é a qualidade de alguns dos efeitos visuais.
Em alguns momentos (muitos mais do que o que deveria ser tolerado), o uniforme branco do herói e algumas outras criaturas digitais ficam bem abaixo da média – algo bizarro em itens que não exigiriam computação gráfica, como a capa do protagonista.
‘Cavaleiro da Lua’ tem criaturas e divindades
Divulgação
Ao longo dos primeiros quatro episódios, “Cavaleiro da Lua” constrói e expande bem o seu conceito.
Por mais que alguns dos rumos tomados pelos personagens sejam mais inexplicáveis do que deveriam, e escapem a qualquer lógica mesmo depois de um nível maior de compreensão, eles ainda têm carisma suficiente para manter o público engajado.
Ao fim do quarto episódio, um gancho inesperado, resultado de um momento clichê, introduz novo fôlego à série e funciona como um bom resumo da produção. A conferir como o herói se encaixa no grande universo integrado da editora nos cinemas (e, agora, na TV).
Oscar Isaac em cena de ‘Cavaleiro da Lua’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Parlamentar britânico revela ser trans e denuncia ter sofrido estupro


Jamie Wallis foi elogiado por sua coragem depois de se abrir sobre ser vítima de estupro e chantagem. Jamie Wallis é deputado desde 2019
Reprodução/BBC
Um deputado galês foi elogiado por sua coragem depois de publicar nas redes sociais que foi diagnosticado com disforia de gênero e foi vítima de estupro e chantagem.
Jamie Wallis, eleito em 2019, é o primeiro parlamentar britânico a se assumir trans.
O deputado usou um comunicado publicado no Twitter para se assumir. “E sou trans. Ou para ser mais preciso, eu quero ser”, escreveu.
Na mensagem, o parlamentar conservador de Bridgend revelou ainda que foi vítima de chantagem por um homem que enviou fotos para sua família e exigiu 50.000 libras (cerca de R$ 310 mil) em 2020.
Wallis disse ainda que foi estuprado no ano passado. Segundo ele, depois do abuso sexual “as coisas deram um tombo”.
“Eu não estou bem”, escreveu.
O deputado confirmou ainda que, meses depois do estupro, ele se envolveu em um acidente de carro e fugiu da cena do crime.
Tanto o primeiro-ministro, Boris Johnson, quanto o líder da oposição, Sir Keir Starmer, demonstraram apoio a Wallis durante sessão do Parlamento depois de sua declaração.
Wallis assistia à sessão, quando Johnson disse: “A Câmara está com você e lhe dará o apoio que você precisa para viver livremente como você mesmo”.
Mais cedo, a deputada conservadora Andrea Leadsom confirmou que Johnson fez uma “piada despojada” na noite de terça-feira (29/03) sobre a decisão do deputado e líder do Partido Trabalhista Keir Starmer de não responder se uma mulher pode ter um pênis em um debate sobre direitos trans.
Segundo ela, Johnson começou um jantar entre os parlamentares conservadores dizendo: “Boa noite, senhoras e senhores – ou, como Keir Starmer diria, pessoas a quem foi atribuído o sexo feminino ou masculino no nascimento”.
Jamie Wallis estava no jantar. O deputado do Partido Nacional Escocês (SNP), John Nicholson, disse à BBC que a piada foi “terrivelmente de mau gosto”.
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Wallis foi preso no ano passado por suspeita de dirigir em condições ilegais e se envolver em um acidente. Seu carro atingiu um poste de luz em Llanblethian no País de Gales.
“Quando bati meu carro no dia 28 de novembro, fugi do local. Fiz isso porque estava apavorado”, escreveu ele.
O parlamentar disse que sofria de transtorno de estresse pós-traumático (TSPT) e “sinceramente, não tenho ideia do que estava fazendo, exceto que fui dominado por uma sensação avassaladora de medo”.
“Lamento que pareça que eu ‘fugi’, mas não foi assim que aconteceu no momento”, disse ele.
A polícia de South Wales disse que o caso ainda está sob investigação.
Em um comunicado publicado na manhã desta quarta-feira (30/03) no Twitter, Wallis disse: “Fui diagnosticado com disforia de gênero e me sinto assim desde criança”.
“Eu não tinha intenção de compartilhar isso com você. Sempre imaginei que deixaria a política bem antes de dizer isso em voz alta.”
“Houve uma situação em abril de 2020, quando alguém me chantageou, me denunciou ao meu pai e enviou fotos a outros membros da família.”
“Ele queria 50 mil libras para ficar em silêncio. A polícia foi muito solidária, muito compreensiva e nesta ocasião o sistema funcionou.”
O deputado disse que o homem se declarou culpado e foi condenado a dois anos e nove meses de prisão.
“Por um tempo parecia que eu seria capaz de superar e seguir em frente. Ser um deputado e esconder algo assim sempre seria difícil, mas eu arrogantemente assumi que estava pronto para isso. Bem, eu não estou.”
Ele continuou: “Em setembro eu ‘fiquei’ com alguém que conheci online. Quando eu escolhi dizer ‘não’ após ele se recusar a usar camisinha, ele escolheu me estuprar. Eu não sou o mesmo desde esse incidente e acho que nunca vou me recuperar. Isso não é algo que dá para simplesmente esquecer, e não é algo que você consegue superar.”
Quem é Jamie Wallis?
Nascido em Bridgend, no País de Gales, Wallis estudou Química na Universidade de Oxford e concluiu doutorado na Universidade de Cardiff.
Foi diretor da empresa de recuperação de dados Fields Associates antes de ser eleito em 2019 para representar Bridgend como deputado na Câmara dos Comuns. Membro do Partido Conservador, ele foi o primeiro conservador em três décadas a derrotar um candidato do Partido Trabalhista na disputa pelo cargo.
‘Seja você mesmo’
Wallis elogiou o posicionamento dos deputados do Partido Conservador após se assumir. “Até onde eu vi, eles fazem o seu melhor para apoiar e ajudar os deputados que estão passando por momentos difíceis.”
“Bem, eles certamente ganharam confiança comigo.”
Ele disse que o jantar com os parlamentares conservadores na noite de terça-feira ajudou que ele se lembrasse “do apoio incrível que aqueles com quem você trabalha podem dar”.
“Eu me lembrei de como é importante ser você mesmo. Eu nunca vivi minha verdade e não tenho certeza de como consegui. Acho que começarei contando para todo mundo.”
Mais tarde, ele disse que estava “fascinado com a gentileza e o apoio que recebi”.
Mais que uma letra: entenda o que significa a sigla LGBTQIA+
“Tenho orgulho de ser completamente aberto e honesto sobre as lutas que tive e continuo tendo com minha identidade. No entanto, continuo a mesma pessoa que era ontem. Por enquanto, continuarei me apresentando como sempre e usarei os pronomes ele/dele.”
A psicóloga Fabíola Luciano, especialista pela Universidade de São Paulo (USP), explica que a transexualidade não é uma escolha, mas sim uma condição intrínseca.
“Apesar do deputado ter dito que ‘quer ser trans’, a identidade de gênero sempre está presente e independe de a pessoa manifestá-la ou não”, diz. “Talvez a questão aqui seja querer tornar público.”
Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a decisão de Wallis de continuar “se apresentando como sempre” e usar pronomes masculinos também não invalida sua identidade.
“A pessoa transexual é aquela que não se identifica com o gênero do seu nascimento. Mas ela pode não querer e não precisa necessariamente adaptar o corpo à essa identidade”, explica o psicólogo e especialista em sexualidade Claudio Picazio.
“O pronome tampouco é o que torna uma pessoa trans ou não. É apenas uma validação social”, complementa Fabíola Luciano.
‘Orgulhoso do meu colega’
O presidente do partido conservador, Oliver Dowden, disse estar “orgulhoso do colega Jamie Wallis”.
“Como uma família conservadora, estamos juntos e vamos apoiá-lo. Espero que sua declaração corajosa ajude a outros.”
Mike Freer, o Ministro da Igualdade, reconheceu a declaração “enormemente pessoal” na Câmara dos Comuns. “Espero falar por toda a Câmara ao enviar nosso apoio. É muito importante que as pessoas sejam livres e seguras para serem elas mesmas, seja quem forem e seja a quem amem”, disse ele.
O deputado trabalhista Wes Streeting disse: “Enviando-lhe amor e solidariedade do outro lado da Câmara dos Comuns. É extremamente corajoso de sua parte compartilhar”.
A líder do partido Plaid Cymru, Liz Saville Roberts, disse: “Esta é uma mensagem extraordinariamente corajosa para se transmitir, Jamie. Qualquer que seja nossa posição política, a vida pública é implacável e muitas vezes impiedosa. Grande respeito por sua coragem pessoal”.
O ex-deputado e chanceler George Osborne disse que é comum comentar sobre “as coisas que pioraram na política, mas muitas coisas melhoraram”. Em seu Twitter, ele afirmou que “se um parlamentar conservador tivesse dito isso quando fui eleito pela primeira vez, 20 anos atrás, ele teria sido perseguido não aplaudido e apoiado”.
A instituição de caridade LGBTQ+ Stonewall disse estar enviando “solidariedade” e “amor” a Wallis, classificando sua decisão de se assumir “corajosa”.
“Está claro que [ele] passou por experiências recentes muito dolorosas, e se assumir para o público será libertador, mas também profundamente estressante”, disse a CEO Nancy Kelley.
“Ficamos animados ao ver o apoio de toda a comunidade LGBTQ+ e de todo o espectro político.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Áurea Martins atinge o céu com ‘Senhora das folhas’, álbum em que professa as crenças e fés do Brasil


Aos 81 anos, cantora carioca lança disco em que louva as rezadeiras entre temas afro-indígenas e músicas de Projota, Arlindo Cruz e Flaira Ferro. Capa do álbum ‘Senhora das folhas’, de Áurea Martins
Sérgio Caddah
Resenha de álbum
Título: Senhora das folhas
Artista: Áurea Martins
Edição: Biscoito Fino (também disponível em CD)
Cotação: * * * * *
♪ Emocionante álbum em que Áurea Martins celebra o canto e o poder curador das rezadeiras, benzedeiras e curandeiras do Brasil, Senhora das folhas amplia o alcance e o sentido do território afro-indígena nacional, indo além das demarcações folclóricas desse gênero musical ao abraçar o ecumenismo da fé do povo brasileiro.
Idealizado por Renata Grecco, também creditada como diretora artística do disco lançado em 8 de março em edição digital e disponibilizado em CD nesta última semana do mês pela gravadora Biscoito Fino, o álbum Senhora das folhas desvia a cantora carioca – a caminho dos 82 anos, a serem festejados em junho – do habitual universo do samba-canção.
A sacralidade do canto de Áurea Martins a redime da natural falta de viço da voz já octogenária e legitima o álbum. A intérprete soa em estado de graça.
Sob a direção musical do violoncelista Lui Coimbra, a dama da canção cai com graciosidade no samba praieiro de sotaque rural Folha miúda, fornecido pelo compositor baiano Roque Ferreira e unido por Áurea no disco com Menino do Samburá.
Da Bahia também vem Salve as folhas (Gerônimo e Ildásio Tavares, 1988), tema arranjado com mix de tambores e guitarras, indo além dos códigos musicais universo musical afro-brasileiro.
Senhora das folhas mostra que a fé está em todo o canto. Tanto que um dos momentos mais fortes do disco vem da abordagem de A rezadeira (2014), rap de Projota que segue curso mais melódico no canto fluente de Moyseis Marques – quase o intérprete solista da faixa, pontuada por intervenções da voz de Áurea – e que expõe a fé na prece de senhora evangélica, em oração pelo filho no corre diário da vida, em gravação que abre com citação sagaz de Relampiano (Lenine e Paulinho Moska, 1997), flash do abandono infantil na selva das cidades.
“O dinheiro é o veneno da alma”, sentencia Áurea na prece feita com a récita do poema Vô madeira. Os versos da poeta Julie Dorrico, da etnia Macuxi, preparam o clima para a interpretação de Araruna (Nahiri Asurini e Marlui Miranda), canto da etnia Parakanã do Pará, na voz do cantor André Gabeh.
Na saudação ecumênica feita por Áurea ao longo das 11 faixas do álbum Senhora das folhas, há espaço para a crença na força maior que rege o samba Na paz de Deus (Arlindo Cruz, Sombrinha e Beto Sem Braço, 1986) – apresentado ao Brasil há 36 anos na voz de Alcione – e para a fé nas ervas, águas e santos que receitam Banho de manjericão (João Nogueira e Paulo César Pinheiro, 1979).
Banho de manjericão é samba lançado na voz de Clara Nunes (1942 – 1983) – cantora que louvou a religião afro-brasileira e os orixás em discos dos anos 1970 – e revivido por Rita Benneditto em Encanto (2014), álbum em que a cantora mineira expandiu o universo do repertório do show Tecnomacumba (2003).
Áurea Martins
Dan Coelho / Divulgação
Neta de Dona Francelina, senhora rezadeira que habitava Campo Grande, bairro da zona oeste carioca onde Áurea foi criada, a cantora acentua a carga de ancestralidade quando se embrenha pelas matas brasileiras para reverberar Ponto das caboclas (Camila Costa) como se fizesse a própria tecnomacumba na faixa de ambiência eletrônica, e quando louva Senhora Santana, tema de origem medieval que saúda Santa Ana, a avó de Jesus, em gravação que embute citação da Incelença de Nossa Senhora, tema de domínio público.
Nesse mesmo terreno sagrado, o álbum Senhora das folhas abre com Incelença da chuva nas vozes das Cantadeiras do Souza, ecoando tradições orais do Povoado do Souza, encrustado em território mineiro, precisamente em Jequitibá (MG).
Incelença da chuva abre o caminho para a saudação das folhas em O ramo (Socorro Lira, 2018). “Salve, salve a fé no amor / Que cura tudo, o mal, a dor” professa Áurea nessa canção que sintetiza os caminhos percorridos pela senhora cantora em trilho de fé que alcança pico de beleza na trama de violões e violinos criadas por Lui Coimbra, com sotaque ibérico-hindu, para o canto de Áurea atingir a alma do ouvinte em Prece do ó, louvação de Santo Antônio do Categeró, santo negro, africano e escravizado que, levado como mercadoria para a Itália, tornou-se monge e fez milagres e fama que chegou ao Brasil, sendo cultuado na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, na Bahia, estado mais negro do país.
Curiosidade: a letra é prece tradicional recolhida por Cassiano Ricardo. Já a melodia é dos compositores galegos do grupo Berroguetto, mas não foi criada para a prece. Letra e música se juntaram quando o pesquisador, violeiro e cantador mineiro Dércio Marques descobriu a perfeita sincronicidade entre versos e melodia.
Fora do território sagrado, Áurea Martins se ergue ao reconhecer as próprias pequenezas humanas ao dar voz aos versos da canção Me curar de mim (Flaira Ferro, 2015) como se estivesse no confessionário ou diante do espelho, inventariando as fraquezas. É o canto em feitio de oração.
Juntamente com a abordagem do rap de Projota, a interpretação da canção Me curar de mim emociona e dá grandeza a Senhora das folhas, álbum em que Áurea Martins atinge o céu ao irmanar várias crenças e fés no tom ecumênico do Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lollapalooza 2023: BTS, Blackpink, Rihanna são os preferidos dos leitores do g1 para próxima edição


Banda de K-pop recebeu 52,3% dos votos. Blackpink, Rihanna, Pearl Jam e The Weeknd aparecem na sequência. BTS faz show no Allianz Parque, em São Paulo
BigHit Entertainment Bts/Divulgação
O BTS, fenômeno mundial de K-pop, tem fãs cativos no Brasil e, se dependesse dos leitores do g1, já estaria confirmado para a edição do Lollapalooza de 2023. O grupo recebeu 52,3% dos votos dos leitores na enquete realizada pelo site e ganhou com folga.
Eles também venceram a enquete feita em 2019 para o festival do ano seguinte, que não chegou a acontecer por conta da pandemia.
O pop coreano também aparece em segundo lugar com Blackpink, e Rihanna completa o top 3 imaginário. Apesar das especulações, a cantora não veio ao Brasil acompanhar A$AP Rocky neste ano. Ela já está no terceiro trimestre da gravidez do 1º filho.
Pearl Jam, The Weeknd, Beyoncé, Paramore e Red Hot Chili Peppers também foram citados.
Veja porcentagens dos dez artistas mais votados:
BTS – 52,3%
A banda sul-coreana BTS chega para o Grammy 2019, em Los Angeles
Matt Winkelmeyer / GETTY IMAGES AMÉRICA DO NORTE / AFP
Blackpink – 5,6%
Blackpink
Divulgação
Rihanna – 4,8 %
Rihanna posa com boina
Instagram/Rihanna
Pearl Jam – 3,2 %
SÁBADO – Pearl Jam encerra apresentações do segundo dia do Lollapalooza 2018
Marcelo Brandt/G1
The Weeknd – 2,7 %
The Weeknd recebe prêmio de Artista Masculino do Ano no iHeartRadio Music Awards 2021
Kevin Winter/Getty Images for iHeartMedia/AFP
Beyoncé – 2,7%
Beyoncé no palco do Coachella
Divulgação / Site oficial da cantora
Paramore – 2,4%
Paramore
Reprodução/Instagram/Paramore
Red Hot Chili Peppers – 2,3%
Red Hot Chili Peppers encerrou o palco Mundo nesta quinta (3), quarta dia de Rock in Rio 2019
Marcelo Brandt/G1
Justin Bieber – 1,89%
Justin Bieber
Divulgação
Billie Eilish – 1,8%
Billie Eilish no Austin City Limits Festival no sábado (2)
Rich Fury / Getty Images via AFP

Fonte: G1 Entretenimento

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Baby do Brasil e Pepeu Gomes lançam single na véspera da gravação ao vivo do álbum ‘140 graus’


Veja a capa do disco em que os artistas rebobinam ‘Masculino e feminino’, música de 1983. ♪ Reunidos para turnê pelo Brasil, em show que estreia em 9 de abril na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Baby do Brasil e Pepeu Gomes lançarão single gravado em estúdio, em fevereiro, com nova abordagem da música Masculino e feminino (Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Didi Gomes, 1983), composta pelo então casal e lançada há 39 anos na voz de Pepeu.
O single Masculino e feminino foi gravado com produção musical orquestrada pelos dois artistas, com os toques dos irmãos Jorginho Gomes (bateria), Didi Gomes (baixo) e Pepeu Gomes (guitarra e violão), além de Marcos Suzano (percussão eletrônica e efeitos), Rodrigo Tavares (teclados) e Xulli (guitarra).
Capa do single ‘Masculino e feminino’, de Baby do Brasil & Pepeu Gomes
Divulgação
O single Masculino e feminino chega ao mundo digital pelo selo MSK, em 8 de abril, véspera da gravação do álbum ao vivo que será captado na primeira apresentação do show Baby & Pepeu – 140 graus no Morro da Urca, no Rio, no encerramento da programação do evento Tim Music Noites Cariocas.
O título do show, 140 graus, alude à soma das idades atuais dos dois artistas, pois ambos completam 70 anos em 2022.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tapa de Will Smith fez com que eu parasse de usar peruca


Mulher com alopecia decidiu expor a careca após a condição ganhar visibilidade na cerimônia do Oscar. Laura Mathias espera que o legado do conflito no Oscar gere mais aceitação à alopecia.
Arquivo pessoa/BBC
Uma mulher que escondeu sua alopecia por 17 anos disse que se sentiu mais confiante para sair sem a peruca após a controvérsia na cerimônia do Oscar ampliar a consciência sobre a condição.
Laura Mathias, 30 anos, de Manningtree, no condado de Essex, na Inglaterra, disse esperar que outras pessoas carecas possam se posicionar em desafio à piada do comediante Chris Rock.
“A coisa positiva desse incidente horrível foi que muito mais pessoas sabem da alopecia”, ela disse.
“Normalmente fico muito ansiosa de sair sem uma peruca.”
“Mas agora eu sinto que gente suficiente sabe da condição e não suporia que tenho câncer ou alguma outra doença, e não me olharia com piedade.”
Mathias diz que tinha medo de se exercitar em parques pois ficava aflita com a possibilidade de que sua peruca caísse
Arquivo pessoal/BBC
O vídeo de Will Smith estapeando Chris Rock no rosto no palco do Oscar foi visto milhões de vezes e gerou múltiplos debates sobre a condição.
O humorista fez uma piada sobre a esposa de Smith, Jada Pinkett Smith, que havia raspado a cabeça por causa da alopecia. Estima-se que a condição afete ao menos 65 mil pessoas só no Reino Unido.
Laura Mathias começou a perder cabelo aos 12 anos e escondeu a condição por 17 anos.
Arquivo pessoal/BBC
Mathias disse num post no Instagram, onde ela conta de sua vida com alopecia, que a violência do ator não era aceitável.
Ela disse que Will Smith fez a coisa certa ao deixar claro que fazer piada da perda capilar da esposa não era apropriado, mas ela gostaria que ele tivesse feito isso com palavras.
“Embora este tenha sido um incidente realmente horrível, foi gigantesco para a comunidade da alopecia. Estou muito feliz de ver que finalmente as pessoas estão questionando ‘o que é alopecia?'”
“Estava muito orgulhosa de ver como Jada parecia glamorosa e pelo fato de que ela respondeu à piada só com um olhar, ela realmente saiu desse episódio com muita dignidade”, ela disse.
Mathias tinha 12 anos quando recebeu o diagnóstico, e os médicos afirmaram que a perda de cabelo tinha sido causada pelo estresse gerado pelo divórcio dos pais dela.
Ela deixou de ir à escola por seis meses porque tinha vergonha e decidiu comprar uma peruca ao retornar às aulas.
‘Usei peruca por 17 anos’
Ela não podia se exercitar nem ir a parques de diversões por medo de que a peruca caísse, e teve um ataque de pânico ao se arrumar para um casamento.
Durante o lockdown da pandemia, ela decidiu aparecer em público sem a peruca pela primeira vez.
“Não a tirei por 17 anos, mas a pandemia mudou as coisas para mim”, ela disse.
Laura diz que a ideia de interagir todos os dias sem uma peruca ainda a assusta.
Arquivo pessoal/BBC
“Comecei a compartilhar imagens online sem a minha peruca, mas sendo completamente honesta me senti mais confiante em postar fotos sem ela do que indo às lojas. Agora espero mudar isso.”
Ela disse que a ideia de interagir todos os dias como uma mulher careca ainda a assusta, mas que ela está trabalhando a ideia.
“Desperdicei muito tempo da minha vida ficando ansiosa sobre isso”, ela disse.
“Essa piada poderia ter arruinado a confiança de muitos, mas na verdade ela teve o efeito oposto. As pessoas não vão nos olhar fixamente quando mais de nós saírem sem as perucas.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Djenane Machado, a primeira Bebel de ‘A Grande Família’, morre aos 70 anos


Atriz, que morava no Rio de Janeiro, também atuou nas novelas ‘Estúpido Cúpido’ e ‘Espelho Mágico’. A causa da morte não foi divulgada. João Paulo Adour e Djenane Machado em ‘A Ponte dos Suspiros’
Cedoc / Tv Globo
A atriz Djenane Machado, que viveu a primeira Bebel em “A Grande Família”, morreu nesta terça-feira (29). A atriz estava com 70 anos e morava no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.
Djenane era filha do diretor Carlos Machado, conhecido como o Rei da Noite Carioca nos anos 50 e 60. Ela cresceu entre a produção de shows e espetáculos de teatro, já que sua mãe também era figurinista da companhia de Carlos.
Além do seriado da Globo, a atriz atuou em algumas novelas da emissora como “O Cafona” (1971), “O Primeiro Amor” (1972), “Estúpido Cúpido” (1976), “Espelho Mágico”( 1977), entre outras.
O seriado escrito por Max Nunes e Roberto Freire e dirigido por Milton Gonçalves foi ao ar em 1972.
Segundo o Memória Globo, Djenane deixou o programa na metade da segunda temporada, em agosto de 1973. Ela foi substituída por Maria Cristina Nunes e a substituição aconteceu de um capítulo para o outro.
A solução encontrada para a brusca mudança foi curiosa: chegando em casa de manhã, Agostinho vai beijar sua esposa e leva um susto ao ver a ‘nova cara’ de Bebel, que surge por baixo dos lençóis. Ela justifica a novidade afirmando que fez uma plástica.
O elenco contava também com Brandão Filho (Floriano), Eloísa Mafalda (Nenê), Jorge Dória (Lineu), Luiz Armando Queiroz (Tuco), Osmar Prado (Júnior) e Paulo Araújo (Agostinho).
A segunda versão de “A Grande Família” estreou em 2001 e foi exibida até setembro de 2014. A atriz Guta Stresser viveu Bebel na segunda fase.

Fonte: G1 Entretenimento

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The Wanted: quem é a boy band de Tom Parker, cantor que morreu de câncer no cérebro aos 33 anos?


Cantor anunciou tumor inoperável em outubro de 2020. Segundo post da banda, ele morreu pacificamente cercado da família e companheiros de banda nesta quarta (30). O The Wanted, última atração do Z Festival, que tem sua segunda etapa carioca marcada para o próximo domingo (30), também na HSBC Arena
Alexandre Durão/G1
Tom Parker, Max George, Siva Kaneswaran, Jay McGuiness, Nathan Sykes enfrentaram mais de mil concorrentes durante audições promovidas para a criação da boy band The Wanted, em 2009. Parker morreu nesta quarta-feira (30), após ser diagnosticado com câncer no cérebro.
A música mais conhecida da carreira é “Glad You Came”, um europop dançante e cheio de coros que chegou ao topo da parada inglesa, em 2011.
A música voltou a fazer sucesso em 2014, quando foi trilha da campanha de uma rede de fast food durante a Copa do Mundo.
A banda se dizia no meio do caminho entre o Blur, grupo de britpop, e o Backstreet Boys, boy band americana. A tentativa era de fazer música pop com um quê de rock de estádio.
Tom era muito fã de Coldplay e Oasis, mas na adolescência integrou uma banda cover de Take That, boy band inglesa que revelou Robbie Williams.
O primeiro disco, “The Wanted”, foi lançado em 2010, seguido por “Battleground”, em 2011, e “Word of Mouth”, em 2013.
The Wanted toca no Z Festival, no Rio
Raul Zito/G1
Na TV, os integrantes da boy band protagonizaram o reality show “The Wanted Life”, com oito episódios exibidos pelo canal “E!”. O programa tinha bastidores das gravações do terceiro álbum e a preparação para a “Word of Mouth Tour”.
Em setembro de 2012, o The Wanted se apresentou no Brasil, fazendo shows no Rio e em São Paulo, como parte da programação do Z Festival.

Fonte: G1 Entretenimento