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J.K. Rowling oferece doar até R$6,6 milhões para órfãos da Ucrânia


A escritora falou do movimento ao retuitar pedido da Fundação Lumos, organização que ajudou a fundar em 2005. Foto de 15 de novembro mostra escritora J.K. Rowling ao chegar para a avant-première de filme em Londres, na Inglaterra
Neil Hall/ Reuters
A escritora britânica J.K. Rowling, autora da famosa saga de livros Harry Potter, fez um apelo por doações para ajudar as crianças bloqueadas em orfanatos da Ucrânia e prometeu igualar as doações em até um milhão de libras (cerca de 6,6 milhões de reais).
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A escritora retuitou um pedido da Fundação Lumos, que ela cofundou em 2005 e que atualmente arrecada fundos para entregar alimentos, higiene e material médico aos afetados pela crise humanitária ucraniana.
J.K. Rowling anuncia doação em prol de crianças ucranianas
Reprodução/Twitter
“Eu igualarei pessoalmente as doações a este apelo, até £ 1 milhão”, prometeu J.K. Rowling, que agradeceu às pessoas que já doaram para a fundação.
A Lumos explica em seu site que trabalha na região de Zhytomyr, ao oeste da capital Kiev, uma área onde, antes da invasão russa, mais de 1,5 mil crianças viviam em orfanatos.
Quase 100 mil crianças vivem em instituições em toda a Ucrânia, afirma a fundação.
“A invasão das forças russas significa que agora há mais crianças em perigo”, advertiu a Lumos, que afirma desejar ajudar os menores de idade deslocados e traumatizados pelo conflito.
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘A Filha Perdida’ vence como melhor filme no Spirit Awards


Baseado no livro de Elena Ferrante, filme que aborda questões da maternidade recebeu três indicações ao Oscar, incluindo o de melhor atriz para Olivia Colman. Olivia Colman em ‘A Filha Perdida’
Divulgação
“A Filha Perdida”, de Maggie Gyllenhaal, um drama sobre os desafios e tabus da maternidade, venceu no domingo (6) o prêmio de melhor filme no Independent Spirit Awards.
Gyllenhaal, atriz que fez sua estreia como diretora, também venceu os prêmios de melhor roteiro e direção.
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O Independent Spirit Awards celebra os filmes de pequeno e médio orçamento, em uma cerimônia em Santa Monica, perto de Los Angeles.
“A Filha Perdida”, baseado no livro de Elena Ferrante, recebeu três indicações ao Oscar, incluindo o de melhor atriz para Olivia Colman.
Diretora Maggie Gyllenhaal recebe o Spirit Award de melhor filme por ‘A Filha Perdida’
Jordan Strauss/Invision/AP
Maggie Gyllenhaal dedicou o prêmio de melhor filme às “mulheres no cinema”.
Além dos prêmios para “A Filha Perdida”, a Netflix também triunfou na categoria atriz coadjuvante com a vitória de Ruth Negga por “Identidade”.
Taylour Paige venceu o prêmio de melhor atriz por seu papel de uma stripper envolvida em uma fraude em “Zola”.
Simon Rex, ex-apresentador da MTV, venceu na categoria melhor ator por “Red Rocket”. Troy Kotusr foi escolhido ator coadjuvante por “No Ritmo do Coração”.
Questlove e equipe recebem Spirit Award de melhor documentário por ‘Summer of Soul’
Jordan Strauss/Invision/AP
“Summer of soul”, dirigido pelo músico Questlove e sobre o grande festival de música celebrado no Harlem em 1969, venceu na categoria documentário.
O prestigioso prêmio Robert Altman (para melhor diretor, diretor de elenco e elenco) foi atribuído ao drama “Mass”, sobre pais de uma vítima de um tiroteio em uma escola que sentam diante dos pais do atirador para tentar fechar o ciclo de dor.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Batman’ ultrapassa US$ 100 milhões após estreia nos cinemas nos EUA e Canadá


Filme é o segundo lançado na pandemia a bater marca; ‘Homem-Aranha’ chegou a US$ 260 milhões em um mês. Zoë Kravitz e Robert Pattinson em cena de ‘Batman’
Divulgação
O sombrio remake de “Batman”, dos estúdios Warner Bros., liderou as bilheterias americanas e no Canadá, tornando-se o primeiro filme do ano a chegar a US$ 100 milhões de arrecadação no primeiro fim de semana em cartaz.
O último filme da franquia “Batman”, estrelado pelo ator inglês Robert Pattinson, arrecadou quase US$ 128,5 milhões entre sexta e domingo, segundo dados da Exhibitor Relations.
O filme teve um custo de produção estimado de US$ 200 milhões.
“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, da Sony, foi o único filme durante a pandemia a superar US$ 100 milhões nas bilheterias em seu fim de semana de estreia, acumulando US$ 260 milhões em seu mês de lançamento em dezembro, segundo analistas.
Robert Pattinson afirma: ‘Esse é um Batman muito mais anárquico’
A versão atual de “Batman” tem o homem-morcego na trilha do vilão ‘Charada’ (Paul Dano), ao mesmo tempo em que o herói luta contra o crime, a corrupção e seus próprios demônios. O elenco inclui Zoe Kravitz, John Turturro, Peter Sarsgaard, Andy Serkis e Colin Farrell.
O filme de aventura da Sony “Uncharted – Fora do Mapa”, estrelado por Tom Holland no estilo do caçador de tesouros Indiana Jones, caiu para o segundo lugar com US$ 11 milhões, mas já arrecadou mais de US$ 100 milhões desde seu lançamento.
A comédia “Dog”, de Metro Goldwyn Mayer, ficou em terceiro lugar, com US$ 6 milhões.
Assista ao trailer de ‘The Batman’

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Belfast’ resgata período turbulento da Irlanda do Norte com dramalhão (no bom sentido); g1 já viu


Filme indicado a sete Oscars se baseia nas memórias do diretor Kenneth Branagh, de ‘Thor’ e ‘Morte no Nilo’, que também produz e assina o roteiro. Indicados Judi Dench e Ciarán Hinds são destaques do elenco Depois de passar quase uma década com produções hollywoodianas (“Thor”, “Cinderella”, “Operação Sombra: Jack Ryan”), Kenneth Branagh voltou as suas lentes para o passado e resgatou parte do período em que viveu em sua terra natal em “Belfast”.
O filme do o ator, diretor e roteirista norte-irlandês estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10). Foram sete indicações ao Oscar 2022, incluindo Melhor Filme, Direção e Roteiro, o que tornou Branagh recordista em categorias individuais.
LISTA: todos os indicados ao Oscar 2022
A produção é belíssima e tem momentos tocantes, mas nem todas as escolhas do cineasta funcionam bem para o público.
Assista ao trailer de ‘Belfast’
Ambientada na cidade que dá título ao filme em 1969, a trama é centrada numa família da classe operária norte-irlandesa que vive numa região turbulenta por causa dos conflitos causados por protestantes que desejam expulsar católicos.
No meio de tudo isso, o caçula Buddy (Jude Hill) tenta viver uma vida normal, brincando com os amigos, estudando e tentando conquistar a colega Catherine (Olive Tennant).
Além disso, Buddy ainda se vê no meio dos problemas envolvendo sua mãe (Caitriona Balfe, de “Ford Vs Ferrari”). Ela faz o que pode para cuidar dele e do irmão mais velho, Will (Lewis McAskie), enquanto o pai (Jamie Dornan, “Cinquenta Tons de Cinza”) vive viajando a trabalho para a Inglaterra, embora tente ser uma figura presente para os filhos.
Buddy também conta com o carinho e o apoio do avô (Ciarán Hinds, de “Operação Red Sparrow”) e da avó (Judi Dench). Só que a intensificação dos conflitos na região faz com que Buddy perca parte de sua inocência.
Como assim ‘Belfast’ é um dramalhão?
Caitríona Balfe, Jude Hill, Lewis McAskie e Jamie Dornan são uma família em “Belfast”
Divulgação
“Belfast” não esconde que é um dramalhão, no bom sentido. Branagh se revela mais interessado em mostrar o cotidiano e os costumes dos norte-irlandeses do que se aprofundar nos motivos que levaram católicos e protestantes entrarem em rota de colisão.
O diretor e roteirista se debruça na nostalgia e no equilíbrio entre momentos mais descontraídos ou tensos. Branagh trabalha sua história da mesma forma que John Boorman fez em 1987 com “Esperança e Glória”. O diretor de “Excalibur” fez um filme semiautobiográfico, protagonizado por uma criança que passa por mudanças em sua vida na Segunda Guerra Mundial.
Além de indicações para o Oscar, as duas produções têm em comum o objetivo de divertir e emocionar o público com tramas ambientadas em períodos conturbados da história.
Jamie Dornan, Ciarán Hinds, Jude Hill e Judi Dench numa cena de “Belfast”
Divulgação
A maior diferença (e vantagem) de “Belfast” está no fato de que Branagh faz seu filme com uma estética fora do convencional. Ele decide contar sua história de forma mais fragmentada, ao contrário do trabalho de Boorman.
Amparado por uma belíssima fotografia (injustamente fora da lista de indicados ao Oscar nessa categoria), o diretor de “Morte no Nilo” utiliza o preto e branco para retratar a dura vida de seus personagens. Apenas alguns momentos são em cores, nada gratuito.
Apenas a abertura, retratando o presente da cidade e os espetáculos artísticos que Buddy e sua família assistem, como a encenação de “Um conto de Natal” e uma sessão do filme “O Calhambeque Mágico”, são em cores.
Isso, claro, dá um contraste: a arte e a fantasia dão uma sensação de um mundo melhor para seus personagens. O efeito cativa o espectador.
Buddy e sua família se divertem no cinema num momento de descontração em “Belfast”
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Já na parte narrativa, o resultado pode dividir opiniões. A história ganha contornos episódicos, não dando muito tempo para que o público absorva o que é mostrado na tela.
Assim que o roteiro parece que vai se aprofundar um assunto, como o pouco tempo que o pai tem para ficar com os filhos por causa do trabalho em outro país, ele pula para outra questão.
As reflexões que poderiam ser melhor desenvolvidas, mas logo são substituídas por outras. Tudo fica meio superficial e pode irritar um pouco. É como se alguém estivesse com um controle remoto na mão mudando de canal antes do desfecho.
Faroeste norte-irlandês?
Católicos e protestantes se enfrentam numa cena de “Belfast”
Divulgação
Um dos acertos de “Belfast” está no fato de traçar um paralelo entre as coisas que Buddy e seu irmão mais gostavam de ver, como programas de ficção científica e filmes de faroeste, e os confrontos que na vizinhança.
Branagh mostra que clássicos como “Matar ou Morrer” ou “O Homem que matou o Facínora” têm a sua “versão” norte-irlandesa nos embates entre católicos e protestantes. Ele usa a trilha desses filmes e os enquadramentos dos duelos entre cowboys nas partes mais tensas do filme. A sacada é simples. E muito boa.
Em compensação, a utilização de canções no filme desafina. Há algumas cenas que parecem ter sido tiradas de musicais. Elas não favorecem a trama e não criam o efeito desejado, pois parece que a história dá uma parada para que a música entre e os personagens comecem a dançar como se nada estivesse acontecendo ao seu redor.
Além disso, a trilha de Van Morrison (que concorre ao Oscar de Melhor Canção com “Down to Joy”) nem sempre consegue ser marcante ou envolvente.
Veteranos se destacam, mas não só eles
Buddy (Jude Hill, ao centro), se diverte com seus avós (Judi Dench e Ciarán Hinds) em “Belfast
Divulgação
O que salta aos olhos em “Belfast” é a qualidade do elenco. A começar pelo estreante Jude Hill, talentoso e carismático como Buddy. Ele vai bem nas partes cômicas e nas dramáticas.
Caitriona Balfe e Jamie Dornan, como os pais, têm ótima sintonia e convencem como um casal apaixonado que faz o possível para contornar os problemas.
As melhores atuações, no entanto, são dos veteranos Judi Dench e Ciarán Hinds, merecidamente indicados ao Oscar de Atriz e Ator Coadjuvante.
Os dois brilham em suas cenas, especialmente as que têm que contracenar com Jude Hill. Eles são como bússolas morais do menino e conseguem comover e divertir.
Jamie Dornan, Caitríona Balfe, Jude Hill e Lewis McAskie numa cena de “Belfast”
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“Belfast” comprova que Kenneth Branagh ainda pode fazer trabalhos que fogem do convencional, além das costumeiras adaptações de textos de Shakespeare e de blockbusters.
O longa cumpre o seu objetivo de tratar de um período complicado para os irlandeses com talento, competência e emoção. Falta algo, mas o resultado é digno das sete indicações recebidas ao Oscar.

Fonte: G1 Entretenimento

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LP: conheça artista que escreveu hits para Rihanna e Cher, virou trovadora indie e vem ao Lolla


LP passou anos escrevendo para artistas pop como Backstreet Boys, Christina Aguilera e Rihanna, para quem fez o megahit ‘Cheers’. Em 2015, emplacou ‘Lost on you’ e firmou carreira própria. Quem é LP e como será o show no Lollapalooza 2022
A cantora nova-iorquina de família italiana Laura Pergolizzi, ou LP, é veterana nos bastidores indústria musical e ao mesmo tempo uma rebelde neste mercado. A artista que se identifica com o gênero não-binário (nem homem e nem mulher) estreia no Brasil no festival Lollapalooza, na sexta-feira (25).
VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO LOLLAPALOOZA 2022
Alguns brasileiros podem conhecer sua voz e seu ukulele do hit indie-folk “Lost on you” (2015). Outros podem ainda não ter ouvido LP cantar. Mas é quase impossível nunca ter escutado uma música de sua autoria. Antes de se firmar como intérprete, LP foi compositora de artistas pop.
Entre as músicas estão “Cheers (drink to that)” (2011), um dos maiores sucessos de Rihanna, “Love Will Keep You Up All Night” (2007), dos Backstreet Boys, “Beautiful People” (2010), de Christina Aguilera, “Shine Ya Light” (2012), de Rita Ora, “Pride” (2013), de Cher, e “Change My Mind” (2019), de Céline Dion.
Aos 40 anos, LP tem um jeito de adolescente que ainda acredita em um bom refrão de rock. Ela é uma promessa nos bastidores desde 2001, quando lançou o álbum independente de estreia “Heart-Shaped Scar”.
LP foi acumulando elogios e parceiros poderosos, como a produtora Linda Perry. Em 2006, foi até alvo de uma batalha de gravadoras por um contrato com ela após um show no festival South by Southwest. Mas foi brigando com os executivos que queriam dirigir seu trabalho.
LP
Divulgação / Instagram oficial da artista
“Acho que eu estou no meu oitavo contrato, não tenho certeza”, diz LP, tentando repassar quantas tretas com executivos da indústria musical já teve. “São idiotas que ficam atrás de uma mesa assistindo pornografia enquanto arruinam sua vida. Mas tudo bem, você tem que seguir”, ela diz.
Em 2009 ela começou a escrever para outros artistas, se deu bem neste trabalho anônimo e com menos embate. As composições emplacaram e ela começou a ser requisitada. Só que esse não era o plano de LP, mesmo que rendesse grana e tranquilidade.
“Olha para mim, Rodrigo. Eu pareço alguém que quer ter uma vida tranquila?”, brinca LP. “Eu escrevi essas músicas por dois anos e depois fui fazer minhas coisas porque eu gosto de contar as minhas histórias e fazer uma música que seja pessoal”.
Ela voltou a focar no projeto da própria carreira – sem deixar de brigar com gravadoras. Em 2015, ela finalmente conseguiu estourar o hit “Lost on you”, que lhe deu estabilidade para deixar de escrever para os outros e aumentar o próprio fã-clube.
A música ainda reforçou uma marca de LP: o ukulele. Ela usa o instrumento havaiano tentando fugir do clichê do “fofolk”. “É um instrumento muito profundo, mesmo que não pareça”, defende. “Ele não tem que ser fofo. Além do mais, tem um contraste interessante com minha voz”, explica.
As músicas mais conhecidas que ela escreveu, “Cheers” e “Lost on you”, falam sobre brindes. A composição encomendada é festeira, enquanto a segunda é melancólica (“vamos levantar um copo ou dois / para as coisas que perdi em você”, ela reflete). O que significa esse tema repetido, LP?
“Nâo sei. Em ‘Cheers’ não é algo pessoal. E acho que esse é o verso mais fraco de ‘Lost on you’. Acho que significa que somos todos um bando de bêbados…”, conclui.
VEJA VÍDEOS DO LOLLAPALOOZA 2022:

Fonte: G1 Entretenimento

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Martinho da Vila lança o álbum ‘Mistura homogênea’


♪ Álbum em que Martinho da Vila canta com artistas como Djonga, Teresa Cristina, Xande de Pilares e Zeca Pagodinho, além da filha Alegria, Mistura homogênea já tem data para chegar ao mundo digital. O disco entra em rotação a partir das 21h de 10 de março, em edição da gravadora Sony Music.
O repertório autoral do álbum Mistura homogênea inclui as músicas Era de Aquarius (Martinho da Vila e Djonga, 2021), Orações alegres (Martinho da Vila, 2022), Vidas negras importam (Martinho da Vila e Noca da Portela, 2021), Semba africano – faixa que junta a canção angolana Muadiakime (Bonga e Landa) e Semba dos ancestrais (Martinho da Vila e Rosinha de Valença, 1985) – e Unidos & misturados (Martinho da Vila e Zé Katimba, 2021).

Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Bethânia tem trajetória artística documentada no filme ‘Maria – Ninguém sabe quem sou eu’


♪ Em fase de finalização, o documentário Maria – Ninguém sabe quem sou eu tem estreia prevista nos cinemas para este ano de 2022 antes de ser exibido no canal GloboNews e no Canal Brasil. Dirigido e roteirizado por Carlos Jardim, o filme documenta a trajetória artística de Maria Bethânia desde os anos 1960.
Depoimento concedido pela cantora para o documentário – em entrevista captada em 2021, no teatro do hotel Copacabana Palace, na cidade do Rio de Janeiro (RJ) – costura a narrativa entremeada com imagens inéditas e/ou raras de arquivo. Entre essas imagens, há takes do show A hora da estrela (1984).
O documentário Maria – Ninguém sabe quem sou eu é projeto viabilizado através de parceria entre Globo Filmes, GloboNews, Canal Brasil e Turbilhão de Ideias.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ritchie chega aos 70 anos ainda associado ao alto voo tecnopop na década de 1980


♪ MEMÓRIA – Nascido Richard David Court em 6 de março de 1952, em Londres, capital da Inglaterra, o cantor, compositor e músico Ritchie chega hoje aos 70 anos ainda associado ao alto voo tecnopop da década de 1980.
Em que pese a origem britânica, manifestada no recente álbum Wild world – The songs of Cat Stevens (2019), gravado pelo cantor com o grupo Black Tie, Ritchie vive no Brasil desde os anos 1970 e é nome importante na história do pop nacional. Nem tanto pela formação da banda Scaladácida em 1972 ou pela presença em grupos como Soma e Vímana, mas pela atuação marcante na década de 1980 com discos pautados pelo synth pop da década.
Alçado instantaneamente ao posto de popstar nacional com a edição do single Menina veneno em fevereiro de 1983. Parceria de Ritchie com o letrista Bernardo Vilhena, Menina veneno foi hit blockbuster que abriu caminho para as vendas milionárias do primeiro álbum solo do cantor, Voo de coração (1983), lançado na sequência e embalado pelo sucesso de outras parcerias do artista com Vilhena, sobretudo A vida tem dessas coisas, Casanova e Pelo interfone.
O segundo álbum, sintomaticamente intitulado …E a vida continua…, saiu em 1984 e surtiu menor efeito comercial, apesar de ter emplacado alguns hits, como A mulher invisível (Ritchie, Bernardo Vilhena e Steve Hackett) e Só pra o vento (Ritchie), faixa que reverberou na trilha sonora da novela A gata comeu (TV Globo, 1985).
Com o sucesso diminuindo a cada disco, o terceiro álbum do cantor, Circular, foi lançado em 1985 sem nenhum hit. Só que o jogo virou quando em 1986, ano em que Ritchie assinou contrato com a gravadora Polygram, Ritchie gravou canção de Nico Rezende e Paulinho Lima, Transas, música mais tocada no Brasil naquele ano de 1986.
Melodista inspirado, como atestado na música-título do álbum Loucura & mágica (1987), Ritchie nunca mais teve depois de Transas o sucesso a que faz jus. Lançou poucos álbuns desde então – Pra ficar contigo (1988), Sexto sentido (1990), Auto-fidelidade (2002) e 60 (2012) – em discografia que foi ficando cada vez mais espaçada. Contudo, nada tira o lugar de Richard David Court na música pop brasileira.

Fonte: G1 Entretenimento

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João Bosco tem os 50 anos de carreira saudados em texto do filho e parceiro Francisco Bosco



Revelação da MPB em 1972, em disco dividido com Antonio Carlos Jobim, o artista mineiro celebra cinco décadas no posto de grande compositor e violonista. ♪ MEMÓRIA – Mineiro de Ponte Nova (MG), o cantor, compositor e violonista João Bosco tem pré-história musical vivida em Ouro Preto (MG), cidade onde, enquanto cursava a faculdade de engenharia, teve o caminho cruzado com o de Vinicius de Moraes (1913 – 1980), de quem se tornou parceiro em músicas nunca lançadas em disco.
Em que pese a precoce parceria com o poeta da canção e o fato de ter tocado na noite de Ouro Preto (MG), o marco zero da trajetória musical de Bosco é, no entender do próprio artista, o lançamento do primeiro disco em 1972. Uma das revelações da música brasileira naquele ano de 1972, Bosco debutou no mercado fonográfico ao lado de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), com quem dividiu o primeiro título da série Disco de bolso, iniciativa do jornal O Pasquim, semanário carioca de grande influência na cultura do Brasil na época.
O Disco de bolso era um single duplo de vinil que vinha encartado no jornal e que, no lado A, apresentava gravação inédita de um grande nome da música brasileira – o primeiro registro fonográfico do samba Águas de março, no caso de Jobim – enquanto lança nome novo no lado B.
O single duplo O tom de Antonio Carlos Jobim e o tal de João Bosco apresentou o artista mineiro com gravação de Agnus sei, música da então recente parceria firmada por Bosco com Aldir Blanc (1946 – 2020), bardo das letras com quem Bosco se afinaria em tabelinha fundamental na MPB dos anos 1970.
Tomando como ponto de partida a edição do Disco de bolso do Pasquim, Bosco celebra 50 anos de carreira em 2022 e tem a efeméride saudada em texto lapidar escrito pelo filho Francisco Bosco, compositor que se tornou parceiro letrista do pai a partir da década de 1990.
Capa do single duplo ‘O tom de Antonio Carlos Jobim e o tal de João Bosco’, da série ‘Disco de bolso’
Reprodução
♪ Eis o texto de Francisco Bosco sobre os 50 anos de carreira de João Bosco postado nas redes sociais do artista:
“Há 50 anos, um “tal de João Bosco” era apresentado ao Brasil. Seu violão barroco, mineiro andaluz, encontrara o bardo do Rio profundo, de nome Aldir. E esse encontro mudaria a história da música brasileira.
A estreia, Agnus sei, com sua melodia misteriosa, de divisões surpreendentes, e sua letra profana e irônica, prefigurava as obras-primas por vir. O LP que se seguiu traz uma dupla ainda à procura da definição de seu estilo, embora já em alto nível.
Mas na obra seguinte, Caça à raposa, João e Aldir atingiram a perfeição: melodias contagiantes, sem serem vulgares; versos extraordinários, porém ao rés-do-chão. Crônica, crítica, humor, violência – o Brasil dos anos de chumbo estava ali cantado e decantado em forma máxima.
Daí em diante, a dupla sambou na cara da sociedade até que seus caminhos se descruzaram. Só, João tensionou por dentro a forma canção, implodindo-a, fazendo as palavras regressarem a seu estado primal de fonemas e o ritmo tomar conta de tudo. Tornou-se cabeça de nego, homem-música, gagabirou-se.
A partir daí, conviveriam em sua obra tanto a forma canção “redonda” – letra e música em casamento fechado a vácuo – quanto o empuxo para a música “pura”, seja nos improvisos vocais, seja na expansão da forma canção, esgarçada por dentro por solos musicais.
É grande compositor (ao lado de diversos parceiros), grande violonista e grande cantor – ao mesmo tempo. Intuitivo e construtivo. Lírico e engenheiro. Foi gravado por renomados intérpretes – e só não foi mais porque sua música é tão pessoal que às vezes se revela irreprodutível. Muitas de suas canções se tornaram patrimônio cultural e individual dos brasileiros. Morou a vida inteira dentro da casca do seu violão, de onde mudou a música brasileira”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Festival de Cannes, lançamentos no cinema, Eurovision e Bolshoi: veja os boicotes ao setor cultural russo após invasão da Ucrânia


Após os ataques à Ucrânia, a Rússia foi banida de festivais de cinema. Grandes estúdios americanos de Hollywood também anunciaram que não vão lançar seus próximos filmes no país. Do esporte à música, Rússia enfrenta sanções
Além de sanções oficiais, o setor cultural da Rússia também enfrenta boicotes desde que iniciou a invasão à Ucrânia em 24 de fevereiro. No mundo da música clássica, a direção da Filarmônica de Munique, na Alemanha, demitiu o maestro Valery Gergiev, próximo ao Kremlin, enquanto a soprano Anna Netrebko, em posição delicada, decidiu suspender seus concertos.
Como as sanções atingem em cheio a classe média na Rússia
Acompanhe AO VIVO a guerra na Ucrânia
Festivais de cinema, como o de Cannes e Estocolmo, baniram as produções russas. O balé Bolshoi também sofreu com as invasões. A Royal Opera House de Londres cancelou as apresentações do lendário balé programadas para o segundo semestre.
A Rússia também ficou de fora das estreias de filmes. Disney, Sony e Warner congelaram a distribuição dos filmes em todo o território russo. A Netflix também disse que não deve cumprir a lei de audiovisual da Rússia, que exige a inclusão de 20 canais públicos para poder operar no país.
O Eurovision, a mais popular competição de música do continente europeu, também anunciou o banimento da Rússia na edição de 2022 do concurso.
Cinema
Por conta do conflito, a Rússia foi banida do Festival de Cannes. Segundo a organização do festival, nenhum filme do país poderá participar caso o conflito continue nos próximos meses. Além disso, não serão aceitas delegações russas ou de qualquer pessoa ligada ao governo. O festival está previsto para acontecer em maio.
“Decidimos, a menos que a guerra de agressão seja interrompida com condições satisfatórias para o povo ucraniano, não receber delegações oficiais procedentes da Rússia, nem aceitar a presença de qualquer órgão relacionado ao governo russo”, informou o festival de cinema mais importante do mundo.
O festival de Estocolmo, que acontece em novembro na Suécia, retirou todos os filmes com financiamento estatal russo de sua programação.
O Festival de Cinema de Glasgow, na Escócia, informou a remoção de dois filmes. “No looking back”, de Kirill Sokolov, e “The execution”, de Lado Kvataniya, serão substituídos no evento.
Festivais de cinema na Europa retiram filmes russos das programações
Bastidores do novo Batman, dirigido por diretor Matt Reeves
Fantástico/ Reprodução
Grandes estúdios americanos de Hollywood anunciaram que não vão lançar seus próximos filmes na Rússia. Disney, Warner Bros., Sony e Paramount são alguns que anunciaram a medida para tentar pressionar o governo russo a cessar fogo.
“The Batman”, da Warner Bros., e “Red: Crescer é Uma Fera”, do serviço de streaming Disney+, são alguns dos produtos que não estrearão em território russo. Lançamentos de outros estúdios nos cinemas como “Morbius”, da Sony Pictures, e “Sonic 2”, da Paramount, também estão fora.
A Netflix anunciou, também na segunda-feira (28), que não deve cumprir a lei de audiovisual da Rússia que exige a inclusão de 20 canais públicos para poder operar no país.
Música
Mais popular competição de música do continente europeu, o Eurovision anunciou o banimento da Rússia na edição de 2022 do concurso. Na competição, cada país apresenta uma música inédita, interpretada por um artista que deve se apresentar ao vivo. Depois das seletivas, um país é escolhido campeão por voto popular.
“A decisão reflete a preocupação de que, à luz da crise sem precedentes na Ucrânia, a inclusão de uma entrada russa no concurso deste ano traria descrédito à competição”, disse, em nota oficial.
Banda Maneskin, da Itália, vence o Eurovision 2021
Peter Dejong/AP Photo
O mundo da música clássica também sofre boicotes após a invasão. A direção da Filarmônica de Munique, na Alemanha, demitiu o maestro Valery Gergiev, próximo ao Kremlin, enquanto a soprano Anna Netrebko, em posição delicada, decidiu suspender seus concertos.
Em Nova York, o Carnegie Hall anunciou que não vai mais receber artistas que apoiam o presidente russo, assim como o Metropolitan.
A Ópera do Estado Bávaro anunciou em 1º de março que, além de cancelar seus compromissos com Gergiev, também cancelou os da soprano russa Anna Netrebko, que iria se apresentar em julho.
Na música pop, a banda Green Day cancelou um show que faria em Moscou em maio.
Balé Bolshoi
A Royal Opera House de Londres cancelou as apresentações do balé russo Bolshoi programadas para o próximo verão devido à invasão russa da Ucrânia.
“Uma temporada de verão do Balé de Bolshoi na Royal Opera House estava em fase final de preparação”, disse a instituição artística britânica em um comunicado.
“Infelizmente, nas atuais circunstâncias, a temporada não pode acontecer”, acrescentou, em nota.
Interior da Royal Opera House, em Londres
Toby Melville/Reuters
Arte
A Bienal de Veneza não terá representação russa. Os artistas Kirill Savchenkov e Alexandra Sujareva decidiram retirar suas trabalhos do pavilhão russo.
O curador do pavilhão da Rússia, Raimundas Malasauskas, também renunciou sua participação. O evento ocorre em abril.
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Fonte: G1 Entretenimento