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Foragido, Carlinhos Mendigo é procurado pela polícia em São Paulo e na Bahia


Artista que trabalhou no Pânico na TV e na Jovem Pan deve mais de R$ 90 mil de pensão alimentícia para filho que teve com ex-bailarina Aline Hauck. Polícia Civil de São Paulo o procura desde quarta (9) e vai acionar polícia da Bahia por suspeita de que ele possa ter se escondido lá. Carlinhos Silva em foto de outubro de 2014
Celso Tavares/g1
Com a prisão temporária decretada pela Justiça paulista, o humorista Carlos Alberto da Silva, de 42 anos, conhecido como Carlinhos Mendigo, passou a ser procurado como foragido pela Polícia Civil em São Paulo e na Bahia. Até a última atualização desta reportagem ele não havia se entregado, nem sido localizado pela polícia.
A juíza Luciana Simon de Paula Leite, da 5ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional 1 de Santana, na Zona Norte da capital paulista, havia decretado na semana passada a prisão do artista por uma dívida de mais de R$ 90 mil de pensão alimentícia que deve ao filho que teve com a ex-bailarina e empresária Aline Hauck, de 31. O garoto tem aproximadamente 11 anos e mora com a mãe.
Carlos ficou conhecido depois de trabalhar no programas da Jovem Pan e no Pânico na TV, onde fez o personagem Mendigo.
O mandado de prisão contra Carlinhos Mendigo, no entanto, só chegou à Divisão de Capturas da polícia de São Paulo na quarta-feira (9). Desde então policiais civis foram até o endereço onde ele estaria morando, mas não o encontraram no local. O humorista já havia se mudado do apartamento do prédio onde residia na região do Morumbi, na Zona Sul da capital paulista.
Bahia
Cópia do mandado de prisão contra Carlinhos Mendigo
Reprodução
O mandado de prisão temporária de 30 dias contra o artista tem de ser cumprido até 2025. Equipes policiais continuam nas ruas de São Paulo procurando outros locais onde Carlinhos Mendigo possa estar. Segundo fontes do g1 existe a possibilidade de ele ter ido se esconder em Salvador, no estado da Bahia.
Por esse motivo, a Divisão de Capturas de São Paulo acionará nesta quinta-feira (10) a Polícia Civil na Bahia para que ajude nas buscas para localizar e prender o humorista. O artista já teria ficado numa residência na capital baiana, de acordo com policiais e pode ter voltado para lá.
A reportagem não localizou a defesa de Carlinhos Mendigo para comentar o assunto.
Mandado de prisão
Documento da Justiça informa que Carlinhos Mendigo deve mais de R$ 90 mil para o filho
Reprodução
O site EM OFF divulgou a decretação da prisão de Carlinhos Mendigo na quarta. O g1 confirmou a informação nesta quinta com a advogada de Aline, Betania Costa e com fontes da Polícia Civil.
“Confirmo que teve expedição de mandado de prisão civil decorrente de dívida de alimentos”, disse Betania.
De acordo com a advogada, o caso está em segredo de Justiça e, por esse motivo, ela não poderia dar mais detalhes.
O g1 teve acesso a cópia do mandado de prisão contra Carlinhos Mendigo, que foi decretado na última quinta-feira (3), pela juíza Luciana Simon de Paula Leite, da 5ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional 1 de Santana, na Zona Norte da capital paulista. A dívida se refere ao período de dezembro de 2017 até 2019, segundo fontes da reportagem.
Em fevereiro de 2021, o valor total acumulado da pensão alimentícia que Carlinhos Mendigo deixou de pagar ao filho era de R$ 91.882,00. Mas esse montante terá de ser atualizado e corrigido pela inflação quando for pago, segundo a Justiça.
Fontes do g1 disseram ainda que ele também responde a outros processos judiciais de períodos diferentes por falta de pagamento de pensão ao filho. O valor somado de todas as dívidas pode chegar a R$ 600 mil se forem corrigidos em 2022.
Transfobia
Humorista e radialista Carlinhos Mendigo
Redes Sociais/reprodução
Em 2021, Carlinhos Mendigo se tornou réu na Justiça pelo crime de transfobia no processo no qual foi acusado de incitação ao preconceito a transexuais por meio das redes sociais.
Segundo o Ministério Público (MP), em 2020 o humorista postou nas suas redes sociais palavras de cunho homofóbico para ironizar a participação do vereador Thammy Miranda, que é um homem transexual, em uma campanha publicitária.
Famosos enviam mensagem de apoio a Thammy Miranda após ataques por campanha de Dia dos Pais
“Prefiro ser órfão do que ser adotado por uma mulher operada que se passa por homem para ter o privilégio de adotar uma criança. Prefiro ser também órfão do que ser criado por homem operado se passando também por mulher para querer ser mãe hahaha. É melhor estar sozinho nos braços de Deus do que sempre rodeado e acompanhado, mas no colo do capeta”, escreveu Carlinhos Mendigo no stories no Instagram, de acordo como MP.
Thammy Miranda se manifesta após ataques por estrelar propaganda de Dia dos Pais
Reprodução/Instagram
Carlinhos Mendigo teria dito ainda que seria “uma afronta” que Thammy, que é trans, “pudesse ser pai e ele não”, pois o humorista briga na Justiça com a ex-esposa pela guarda do filho.
Durante seu interrogatório, o artista alegou que suas declarações se tratavam de liberdade de opinião, por ser cristão e que “não quis ofender o público LGBT com suas palavras”.
Ele foi denunciado pelo crime de discriminação racial já que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, em 2019, a criminalização da homofobia e da transfobia com base na lei que pune como crime ações por preconceito racial ou de cor.
A Polícia Civil pediu informações ao Facebook e ao Twitter sobre a procedência das postagens, para confirmar se foram feitas pelo humorista.
À época, como ele morava em Salvador, no estado da Bahia, a Justiça de São Paulo ainda decidiria se o processo seria encaminhado para lá.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cantora mineira Lulis apronta álbum autoral produzido por Kassin


♪ Cinco anos após o EP Deserto (2017), a cantora e compositora mineira Lulis apronta álbum gravado no Ultra Estúdio, em Belo Horizonte (MG), com produção musical de Alexandre Kassin.
Previsto para ser lançado em setembro pelo selo Under Discos, de Barral Lima, o disco está em fase de mixagem e masterização no estúdio El Rocha (SP) por Fernando Sanches.
O primeiro single está previsto para maio e, se nada mudar, deve apresentar Poesia, música inédita de autoria de Lulis. Poesia é uma das dez músicas que compõem o repertório do álbum, cuja sonoridade mixa referências que vão da bossa nova ao indie rock.
Proteção é outra música de autoria de Lulis que integra esse primeiro álbum da artista. Essencialmente autoral, o repertório do disco traz somente uma música de lavra alheia, Quintal, de autoria de Nobat, cantor e compositor de Belo Horizonte (MG).

Fonte: G1 Entretenimento

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O que significa ‘hétero top’? Gíria surgiu de deboche e foi assumida por Gustavo e Lucas do BBB


Expressão ‘top’ era usada por público masculino hétero e foi adotada com ironia nas redes sociais. Em 2020, explodiu o deboche do ‘hétero top’, estereótipo assumido parcialmente por Lucas, totalmente por Gustavo, e rejeitado por Eliezer. Gustavo, participante do ‘BBB 19’
Divulgação
Um espectro ronda o “BBB” – o espectro do “hétero top”. Na atual edição do reality, três homens da casa já usaram a expressão para tentarem explicar quem são:
Eliézer rejeitou se encaixar neste rótulo depois de beijar Natália e Maria. Ao conversar com Jade, ele disse que não quer ser visto como “hétero top” – ou seja, o cara que beija todas e vê mulheres como conquistas.
Lucas disse, no seu vídeo de apresentação, que é um “hétero top do bem”. O complemento “do bem” indica que Lucas sabe que a expressão tem um sentido negativo e debochado.
Gustavo, ao se apresentar para a Casa de Vidro, disse: “O hétero top pintado hoje pela ‘lacrolândia’ é uma pessoa branca, bem-sucedida e eu tenho orgulho de ser hétero top no meu conceito. Eu sou hetéro e me considero top”.
Lucas é participante do BBB22
Juliana Hippert/Gshow
Mas como esse termo surgiu? O caminho é longo e deu uma volta completa. A expressão foi passada de um publico para outro e se alternou entre o uso sério e a piada. Entenda abaixo:
Tuíte clássico de Neymar em 2010: “Deus é TOP”
Reprodução
O termo “top” começou a ser usado por pessoas heterossexuais, principalmente homens jovens conservadores de classe alta, como significado de coisa boa. Ganhou variações como “topzera”.
Pessoas que fogem deste perfil descobriram a gíria nas redes e começaram a usar de forma irônica. Um post de 2010 de Neymar dizendo “Deus é TOP” virou clássico, retuitado até hoje.
A expressão virou comum entre públicos fora deste estereótipo, que começaram só com ironia e passaram a usar em várias situações.
Um dos usos foi para identificar as pessoas que falavam o “top” de forma séria no início, os tais homens que ganharam a alcunha debochada de “hétero top”.
A expressão “hétero top” quase não existia no Google e passou a ser muito buscada a partir do final de 2020, indicando a data de sua popularização.
Do deboche nas redes, a expressão “hétero top” passou a ser usada pelos próprios homens que se encaixam neste estereótipo e assumem parcial ou totalmente, como Lucas e Gustavo.
Volume de buscas pela expressão ‘hétero top ‘ no Google no Brasil indicam que ela começou a se popularizar em 2020
Reprodução / Google Trends
A gíria é nova, mas o hétero top é antigo
Antes de existir o termo “hétero top”, este grupo já foi bastante presente em todas as edições do BBB. Na edição de 2019, por exemplo, houve uma divisão que tem tudo a ver com este estereótipo.
Um dos maiores símbolos ligados ao “hétero top” são as baladas sertanejas caras de São Paulo. Na edição de 2019, havia um grupo que ganhou o nome de “Villa Mix”.
Se fosse em 2022 é certo que Diego, Gustavo e Maycon teriam que lidar com este rótulo. Relembre abaixo:
Vila Mix x Baile da Gaiola: como o BBB19 está dividido
Divulgação/TV Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Conheça Lucimara, a vira-lata caramelo que ‘conquistou’ o direito de ficar com o dono no hospital


Caso ocorreu na Santa Casa de São Paulo, no bairro de Santa Cecília, Centro da capital. Homem em situação de rua precisou de atendimento após atropelamento, mas a ‘cãopanheira’ não conseguiu deixar o dono sozinho. Veja o momento em que Lucimara reencontra o dono na Santa Casa de SP
Lucimara, uma vira-lata caramelo, fixou as quatro patas em frente à Santa Casa de São Paulo esperando o dono entre o domingo (6) e a segunda-feira (7). Inicialmente, os funcionários do hospital, localizado no bairro Santa Cecília, Centro da capital, colocaram um cobertor e comida. De tanto insistir, ela conquistou o direito de “cãopanheira” de quarto.
O paciente é um homem com deficiência visual em situação de rua. O caso ocorreu logo após o tutor da cachorra sofrer um atropelamento. Segundo a Santa Casa de São Paulo, ele chegou ao pronto-socorro às 10h40 de domingo com uma traumatismo craniano e uma dor no tórax.
Lucimara aguarda dono do lado de fora da Santa Casa de São Paulo
Reprodução/Redes Sociais
“Chegou um paciente vítima de um trauma e a dificuldade é que ele é deficiente visual, mas veio junto com ele uma cachorrinha. Aí foi uma comoção entre todos da equipe”, disse Fábio Agostini do Amaral Gomes, gestor-médico dos prontos-socorros da Santa Casa de São Paulo, em entrevista ao g1.
“Logo na chegada todos se preocuparam com o paciente, mas também notaram a cachorrinha desesperada sem o dono. Ele estava dentro de um serviço de emergência que é referência de trauma e ainda tinha a dificuldade por ser deficiente visual”, contou.
Em uma das imagens, a cachorra aparece com o focinho na porta do hospital, buscando sentir o cheiro do dono. Em outra, ela está com a identificação de “visitante”, com a data de 6 de fevereiro.
Lucimara com o focinho na porta do hospital à espera do dono
Reprodução/Redes Sociais
“No decorrer da história, o administrativo resolveu identificar o cachorrinho como pertencente ao paciente, e então colocaram uma pulseira no pescoço”, contou o médico.
De acordo com Gomes, durante o período em que ficou na porta do pronto-socorro, Lucimara não parou de latir. Só se acalmou quando a equipe do hospital colocou uma camiseta do dono junto ao cobertor. Mesmo assim, ela não estava comendo a ração, nem as quentinhas que os profissionais de saúde estavam disponibilizando.
“Existem outras pessoas e pacientes no pronto-socorro. A gente tentou de uma maneira que não atrapalhasse ninguém e que ela ficasse menos assustada, porque a Lucimara teria que entrar num setor movimentado. Tinha uma dificuldade: será que ela vai avançar no técnico de enfermagem quando chegar perto do dono? Só que no final, quando eles se encontraram, foi algo muito emocionante”.
Lucimara à espera do dono na porta do pronto-socorro
Fábio Agostini do Amaral Gomes/Arquivo Pessoal
Depois do encontro, Lucimara acompanhou o dono durante os cuidados no hospital e se despediu na equipe. Para o gestor-médico, além de ser um direito do paciente por ser deficiente visual, há um apoio emocional que pode, inclusive, favorecer a recuperação: “o momento de procura ao hospital é de muita fragilidade. Tanto para a pessoa, quanto para o animal. Essa separação é ruim para ambos”.
“Não existe a menor dúvida de que nesse caso em questão, de um deficiente visual, que está em um local barulhento, que ter a companheira ao lado dele diminuiu a ansiedade, tirou a tensão, e ainda gerou uma preocupação em toda a equipe, que gerou muita felicidade. A gente sabe, quem tem cachorro gato, você tem o afeto e sua família acaba sendo o animal”, explicou Gomes.
Lucimara com cobertor e comida disponibilizada pelos funcionários do hospital
Reprodução/Redes Sociais

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Jurassic World Domínio’ ganha trailer com retorno de trio icônico da franquia


Laura Dern, Sam Neill e Jeff Goldblum retornam ao universo de ‘Jurassic World’ em filme que estreia no dia 9 de junho. Chris Pratt e Omar Sy também estão no elenco. Em ‘Jurassic World Domínio’, trio formado por Laura Dern como Dra. Ellie Sattler, Sam Neill como Alan Grant e Jeff Goldblum retorna à franquia
Reprodução
“Jurassic World Domínio” ganhou um novo trailer nesta quinta (10). O terceiro filme da franquia está previsto para estrear no dia 9 de junho. Veja abaixo.
O trailer marca o retorno do trio icônico formado por Laura Dern como Dra. Ellie Sattler, Sam Neill como Alan Grant e Jeff Goldblum como Ian Malcolm da série original.
No vídeo, há dinossauros vagando livremente e nadando no oceano enquanto são observados por humanos até que os atritos começam a acontecer.
“Humanos e dinossauros não podem coexistir. Criamos um desastre ecológico”, diz a personagem de Laura Dern.
Dirigido por Colin Trevorrow, o filme é estrelado por Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, DeWanda Wise, Omar Sy e Daniella Pineda.

Fonte: G1 Entretenimento

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Mario Frias fez viagem de R$ 39 mil a Nova York para encontrar lutador e discutir projeto de audiovisual

Mário Frias faz viagem de R$ 39 mil para discutir produção com lutador
O secretário especial de Cultura do governo federal, Mario Frias, fez uma viagem oficial dias a Nova York do dia 15 ao dia 18 de dezembro do ano passado que custou R$ 39 mil aos cofres públicos. O motivo da viagem, de acordo com o Portal da Transparência, foi a discussão de um projeto de audiovisual com o lutador de jiu-jitsu Renzo Gracie.
As informações foram publicadas inicialmente pelo blog do Lauro Jardim, no jornal “O Globo”.
No Portal da Transparência está registrado que Gracie chamou o ministro para apresentar um projeto cultural envolvendo produção audiovisual, cultura e esporte”.
Os R$ 39 mil foram gastos da seguinte forma:
Passagem de ida de Brasília a Nova York: R$ 13 mil
Passagem de volta: R$ 13 mil
Diárias a que o servidor tem direito em viagem oficial: R$ 12,7 mil
Seguro: R$ 305
Procurada, a Secretaria de Cultura não havia se posicionado, até a última atualização desta reportagem, sobre a viagem de Frias.

Fonte: G1 Entretenimento

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Caso do Monark repercutiu na imprensa de Portugal, onde ele ficou famoso com vídeos de ‘Minecraft’


Influenciador começou a publicar vídeos sobre games em 2009. Nesta terça, foi desligado do Flow, podcast que ele mesmo criou, após falar que deveria existir um partido nazista reconhecido pela lei. Quem é Monark? Veja perfil do apresentador que fez comentário polêmico sobre nazismo
Os portais de notícias de Portugal repercutiram as falas e as reações do influenciador e podcaster brasileiro Monark nesta semana.
O apresentador foi desligado do podcast Flow nesta terça-feira (8) após defender no programa a existência de um partido nazista, o que é proibido por lei. Ele também foi criticado por entidades judaicas e pediu desculpas pela declaração, afirmando que estava bêbado.
O caso repercutiu por todo o Brasil, o podcast perdeu patrocinadores e o influenciador foi desligado de suas funções, mesmo sendo um dos sócios das empresas que gerenciam o podcast.
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Sites e jornais portugueses, como Sapo, MSN e Jornal de Notícias e das redes de TV SIC e RTP cobriram o caso, repercutindo informações da Lusa, maior agência de notícias do país.
“Entidades judaicas, políticos e personalidades iniciaram uma onda de críticas após o influenciador Monark, apresentador do podcast Flow, com mais de 3,6 milhões de inscritos no Youtube, defender o reconhecimento legal do partido nazi no Brasil”, diz o texto publicado pela agência.
Agência portuguesa Lusa repercute fala de Monark sobre nazismo
Reprodução
Site português Sapo repercute fala de Monark sobre nazismo
Reprodução
Fama em Portugal
Monark é desligado do Flow Podcast após fala sobre nazismo
Divulgação
Mais conhecido na internet como Monark, Bruno Aiub tem 31 anos e é um dos maiores youtubers de games do Brasil.
Nascido em São Paulo, ele se mudou para Curitiba há cerca de 10 anos, pouco depois de começar a fazer vídeos para o YouTube, em 2009. O início do projeto foi para ajudar amigos em fóruns de games na internet, dando dicas de jogos como “MineCraft” e “League of Legends”.
Foi com vídeos sobre o jogo de aventura que o brasileiro ganhou os fãs de Portugal. Ele fazia parcerias com Miguel Campos, conhecido como Feromonas e um dos maiores youtubers de jogos de Portugal. E também com o brasileiro Venon Extreme, que passou uma temporada no país.
Vídeo ‘O Reino do Céu #1 – ft. Monark e Feromonas’ tem mais de 3 milhões de visualizações no YouTube
Reprodução/YouTube/VenomExtreme
Os vídeos nos que eles narram os jogos têm milhões de visualizações no YouTube.
Nas redes sociais, fãs portugueses cobraram posicionamento de Feromonas sobre as falas do ex-parceiro. Muitos se disseram decepcionados com as posições do apresentador .
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Fonte: G1 Entretenimento

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Morre Regina Werneck, letrista de ‘Estamos aí’ e voz do Quarteto em Cy entre 1966 e 1967


Cantora e compositora carioca deixa músicas em parceria com Cartola, Dom Salvador, Durval Ferreira, Moacir Santos e Oscar Castro Neves. Regina Werneck na capa do álbum ‘O y no samba’, do Quarteto em Cy
Reprodução
♪ OBITUÁRIO – Em 1963, o pianista e arranjador Ed Lincoln (1932 – 2012) lançou em disco um tema instrumental de Durval Ferreira (1935 – 2017) e Maurício Einhorn, Estamos aí, que iria ganhar relevo ao ser gravado em 1965 por Leny Andrade – com a letra escrita por Regina Werneck – para álbum batizado com o nome da composição.
Música desde então associada primordialmente ao canto de Leny Andrade, Estamos aí é o maior sucesso da obra autoral da cantora e compositora carioca Regina Célia Werneck Monteiro (3 de março de 1937 – 7 de fevereiro de 2022), amiga de Leny.
Vítima de mal súbito, conforme apurou a prima Iracema Werneck, Regina Werneck morreu na segunda-feira, 7, a menos de um mês de completar 85 anos. A morte da artista foi lamentada nas redes sociais por artistas como Cynara Faria (cantora do Quarteto em Cy) e Antonio Adolfo.
Regina Werneck sai de cena, mas deixa cancioneiro composto com parceiros do alto quilate de Cartola (1908 – 1980) (Espero por ti, canção letrada em parceria póstuma e lançada em 1986 por Beth Carvalho), César Camargo Mariano, Dom Salvador, Durval Ferreira (com quem também Regina assina Nostalgia da bossa, entre outras músicas), Moacir Santos (1926 – 2006) – cujos temas Coisas nº 8 e Coisas nº 9 têm versos escritos por Regina – e Tânia Maria, além do violonista e compositor Oscar Castro Neves (1940 – 2013), com quem foi casada.
Como cantora, Regina Werneck viveu período áureo ao substituir Cylene no Quarteto em Cy entre 1966 e 1967. Regina assumiu a quarta voz do Quarteto em Cy a partir do álbum feito em 1966 pelo grupo na gravadora Elenco, com produção musical de Aloysio de Oliveira (1914 – 1995) e com músicas como o samba Pedro pedreiro (Chico Buarque, 1965).
“Regina Werneck foi uma super aquisição para o Quarteto em Cy enquanto vocalista, mesmo porque foi a estreia dela como parte de um grupo vocal, unindo a musicalidade com o dom de letrista. Ela era um doce de pessoa, disciplinada para o aprendizado difícil que foi o de ser uma quarta voz”, lembra Cynara Faria.
Capa do álbum ‘!Revolución con Brasilia! – The exciting new sounds of The Girls From Bahia’
Reprodução
Como integrante do Quarteto em Cy, Regina Werneck também fez em 1966, sob direção do mesmo Aloysio de Oliveira, o show O y no samba, perpetuado em disco editado em 2018 a partir de registro ao vivo feito em agosto de 1966 no Teatro Santa Rosa, na cidade o Rio de Janeiro (RJ).
Em fevereiro de 1967, Regina viajou para Los Angeles (EUA) como uma das vozes do Quarteto em Cy. Lá, a cantora participou do Andy Williams Show (NBC) e gravou o segundo disco norte-americano do grupo, então rebatizado como The Girls from Bahia.
Intitulado !Revolución con Brasilia! – The exciting new sounds of The Girls From Bahia, este álbum foi lançado em 1968 nos Estados Unidos pela gravadora Warner, mas somente ganharia edição no Brasil em 2012, através do selo carioca Discobertas, deixando no mercado nacional mais um registro do importante legado musical de Regina Werneck.

Fonte: G1 Entretenimento

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Bob Saget, ator de ‘Três é demais’, morreu por traumatismo craniano, diz família


Ator e comediante morreu aos 65 anos em hotel nos Estados Unidos no início de janeiro. Bob Saget nas gravações de ‘Fuller House’
Michael Yarish/Netflix
O ator e comediante Bob Saget, conhecido por sua atuação na série “Três é demais”, morreu por traumatismo craniano. O ator foi encontrado em um quarto de um hotel em Orlando, na Flórida, no dia 9 de janeiro, mas a causa da morte só foi revelada pela família nesta quarta (9).
“As autoridades determinaram que Bob faleceu de traumatismo craniano. Eles concluíram que ele acidentalmente bateu a nuca em alguma coisa, não pensou nisso e foi dormir. Nenhuma droga ou álcool estava envolvido”, disse a família em comunicado enviado à imprensa americana.
“Agora que temos as conclusões finais da investigação das autoridades, achamos apropriado que os fãs ouçam essas conclusões diretamente de nós. Enquanto continuamos a chorar juntos, pedimos a todos que se lembrem do amor e das risadas que Bob trouxe a este mundo e das lições que ele nos ensinou”, concluiu.
No dia da morte, polícia e bombeiros foram chamados ao hotel Ritz-Carlton depois de seguranças terem encontrado o comediante em seu quarto.
Bob Saget, ator de ‘Três é demais’, morre aos 65 anos
Saget ficou conhecido por sua atuação na comédia “Três é demais”, na qual deu vida ao pai de três garotas — uma delas interpretada pelas gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen — entre 1987 e 1995.
Ele retornou ao papel mais de 10 anos depois, na continuação “Fuller House”, um de seus últimos trabalhos. Nela, se reencontrou com alguns colegas como John Stamos e Dave Coulier e atuou até 2020.
Além da TV, teve longa carreira como comediante de stand-up, na qual era um dos mais conhecidos nos Estados Unidos.
Bob Saget, Dave Coulier e John Stamos em cena de ‘Fuller House’
Mike Yarish/Netflix

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Intensivão’ do funk: os bastidores de uma maratona de criação frenética com os maiores MCs do estilo


g1 entrou na mansão onde os maiores MCs e DJs de SP passam 7 dias para criar juntos mais de 100 músicas, comem montanhas de sushi e enlouquecem advogados; leia relato. Cenas da maratona de funk promovida por sete dias em uma mansão no Morumbi, em SP, com os principais MCs da cidade, como Hariel, G15, Ryan, Pedrinho, Neguinho do Kaxeta, Magal e muitos outros, criando dezenas de música por dia
Divulgação / GR6 / Instagram
Cinco jovens advogados tentam decifrar os nomes rabiscados em um papel amassado enquanto discutem em uma mesa de reuniões no terceiro andar de uma mansão no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo.
“O certo amanhã é conversar com os DJs antes de começar”, grita uma delas de trás de um notebook. Os colegas discutem e tentam falar mais alto que os estouros que saem de um estúdio ao lado e mais cinco salas de gravação nos andares abaixo.
A parede está cheia de discos de ouro de Matheus & Kauan. O dono da mansão luxuosa transformada em estúdio é Kauan. Mas de 7 a 12 de fevereiro ela está alugada pela produtora de funk GR6 para um projeto ambicioso: o maior “intensivão” do funk do Brasil.
A linha de montagem tem os maiores MCs e DJs de SP em dezenas de colaborações por dia. É esse ritmo frenético que enlouquece a equipe jurídica da GR6. A tarefa deles é fazer o registro legal das músicas em tempo real – 50 faixas foram criadas só nos 2 primeiros dias dos 7 marcados.
O som da mansão segue a linha de sucesso do funk atual: faixas longas, que costumam passar dos dez minutos e dos dez artistas, entre DJs. cantores e autores. O tal papel amassado com garranchos tinha os créditos anotados por um DJ de uma das faixas a serem registradas.
A música pop mundial está cheia de “camps” – ou “acampamentos”, reuniões de compositores para passar dias compondo. A “Feira da Música” é mais do que isso: é tudo não só composto, mas também gravado, produzido, finalizado e registrado lá – sem parar.
O material vai abastecer durante meses o mercado de funk – tanto de artistas da GR6, maior empresa do estilo, quanto outros de agências parceiras e até sua antiga rival, a Kondzilla.
O volume de produção profissional em tão pouco tempo, a quantidade de astros criando e gravando juntos, a estrutura de som e produção, o cacife atual da empresa, a presença de executivos de grandes gravadoras, palestras, shows e filmagens: é uma união de fatores inédita em uma maratona de funk.
Dentro de um dos seis estúdios, o MC Hariel lê as rimas que escreveu no celular logo antes nos fundos da mansão , enquanto conversava numa rodinha com os MCs Ryan, G15 e Jottapê, ao som de uma batida seca e arrastada feita pelo DJ Perera.
O Menor da VG improvisa um funk consciente sobre o preço da carne e da gasolina ao som das batidas dos DJs Murillo e LT. Enquanto produz, Murilo come um prato gigante de sushi e oferece um pouco ao repórter do g1.
O clima mistura trabalho pesado e encontrão de amigos. Difícil pensar em alguém mais que não passou ou vai passar por lá: Kevinho, Jerry Smith, Rick, GBR, Pedrinho, Drika, Don Juan…
‘Marvel feat. DC’
A reunião de heróis do público jovem lembra um combo do tipo “Liga da Justiça” ou “Vingadores”. Mas um episódio explosivo da cena funk de SP eleva o patamar: é como se a Marvel e a DC se unissem – a “Liga” e os “Vingadores” colaborando.
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O protagonista desta virada não é um cantor. Na varanda, de olho no movimento da casa, está um homem discreto, de barba grisalha e boné preto. Há poucos meses seria impensável ver Marcelo Gonçalves, o Portuga, dentro dessa mansão.
Portuga foi sócio da GR6 até 2017. Ele rompeu com a empresa e levou parte dos artistas, inclusive o estourado MC Kevinho, se uniu ao dono do maior canal de vídeos de funk do Brasil e fundou a Kondzilla Records.
Antes disso, a GR6 e a Kondilla eram parceiras. A primeira agenciava os maiores artistas; a segunda produzia os maiores clipes. Quando Portuga rompeu com a GR6 e abriu um setor de agenciamento de cantores na Konzilla, começou a guerra.
Rodrigo Oliveira, dono da GR6, revidou, e passou também a investir em clipes. Em junho de 2019, o g1 contou como ele conseguiu tirar parte da audiência da Kondzilla no YouTube e esquentar a batalha entre as duas maiores empresas do funk de SP.
Então, o que o cara que saiu da GR6 para fundar a Kondilla Records estava fazendo na maratona? Por que ele levou seu elenco para colaborar com a empresa concorrente – um incrível “Marvel feat. DC”?
Quem seguia a Kondzilla Records no Instagram tomou um susto há algumas semanas: o nome do perfil mudou para KZMP Records. Portuga diz que está “revendo os termos da sociedade” com Konrad Dantas, diretor de vídeos e fundador da Kondzilla.
Por isso, a empresa que cuida do agenciamento, edição e gravação das músicas de mais de 50 artistas, incluindo Kevinho, Jottapê e Matteuzinho, deixou de usar o nome Kondzilla Records e passou a usar KZMP.
A GR6 ‘jantou’ o funk
Mesa de sushis servida durante a maratona de funk da GR6
Divulgação / Instagram
Na varanda da mansão no Morumbi, Portuga continuou discreto e não quis entrar em detalhes sobre o desentendimento com Konrad. Ele só afirmou que abandonar o nome Kondzilla Records não foi uma decisão repentina, e o desgaste vem de muito tempo.
Na prática, a gravadora só passou a usar outro nome. Ela continua em atividade plena com o seu elenco de 50 artistas. Do alto da varanda, Portuga parou de conversar quando ouviu Jottapê pegar um violão lá embaixo, no jardim da casa.
Jottapê estrela a série “Sintonia”, criada por Konrad Dantas para a Netflix. A empresa investiu no ator-mirim que foi o capanguinha de “Avenida Brasil” e o “Menino da porteira”. Ele era um símbolo da Konzilla Records – agora vai gravar clipe na GR6.
O chefe sorriu aliviado ao ouvir da varanda seu pupilo tocar bem, só no banquinho e violão, a música “Melhor eu ir”, do pagodeiro Péricles.
Em frente ao palco no jardim da mansão, uma roda de anunciantes da GR6 – mulheres de salto alto na grama e homens de blazer, todos brancos – ouvia o pagodinho na voz de Jottapê ao lado de um grupo de funkeiros de bermuda, tênis e cordões dourados.
Um espetáculo ainda mais concorrido acontecia ao lado do jardim, em uma área gourmet climatizada, com uma mesa gigante com centenas de peças de sushi que formavam a sigla GR6. A logo comestível foi um hit – devorado em minutos.
Mesa de sushis após poucos minutos de sucesso durante evento da produtora GR6
Rodrigo Ortega / g1
Inédita de MC Kevin
Rodrigo Oliveira parece estar em todos os cômodos da mansão Ele checa a montagem da logo gigante de sushis, recebe os patrocinadores, confere a gravação de versos do Neguinho do Kaxeta e explica todo o movimento em sua sala no 3º andar.
“Ainda vão vir os diretores da Sony Music, Warner, Universal e Som Livre”, diz o dono da GR6, orgulhoso do interesse das grandes empresas nos seus artistas. São 214 contratados, todos funkeiros com a linguagem de rua.
Seu xodó entre as dezenas de músicas do “intensivão” é um set que será montado a partir de um verso deixado por MC Kevin, artista da GR6 que morreu em 2021 no auge da carreira, aos 23 anos, após cair do 5º andar de um hotel no Rio: “Todos os amigos dele vão cantar.”
Rodrigo diz que o formato dos sets longos e cheios de MCs famosos foi uma solução na pandemia. “Como não tinha show, a gente precisava ter retorno de algum lugar. Já que os artistas não estavam viajando para shows, deu para fazer as parcerias”. Assim as colaborações gigantes bombaram.
O adiamento do carnaval em SP motivou Rodrigo a fazer essa maratona (“com todo mundo vacinado”, ele diz) e reforçar o enorme banco de músicas para abastecer o resto do ano – em um cenário com pandemia fraca e shows fortes no 2º semestre, se tudo der certo.
Ao ser perguntado sobre a presença de Portuga na casa, ele se diz animado: “Acredito que já se inicia uma grande parceria que vem nos próximos meses.” Na quarta-feira (9), a GR6 anunciou a contratação do MC Dede, ex-Kondzilla.
‘Esquece’: Rodrigo Oliveira, dono da GR6
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A mágica sutil do beat rasteiro
Rodrigo acompanha tudo, mas os verdadeiros engenheiros dos “sets”, as longas parcerias em alta no funk, são os DJs. O maior especialista no ramo é Wayne Fernando da Silva Parreira, 25 anos, o DJ W.
Ele circula pela casa fora da rodinha dos músicos mais famosos, sem o jeito espalhafatoso deles. Nem parece que ele é o criador de hits como o “Set do DJ W 3” e outros sucessos como “Hit do ano” e “Cracolândia”, em parceria com o DJ Alok.
DJ W criou o tipo de batida que é a alma dos sets atuais do funk paulista. É o beat que ele chama de “rasteirinho” – lento e melódico, que resgata um formato do funk carioca do início dos anos 2000, bem antes do ritmo frenético do funk 150.
DJ W
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A mágica do beat rasteiro é a levada lenta que dá espaço para os MCs se encaixarem, e os elementos melódicos que sugerem o sentimento de forma discreta, sem prejudicar a compreensão dos versos elaborados, que são os elementos principais da música.
“Acho que o beat rasteiro é mais sentimental e a galera consegue absorver mais a letra, a forma de cantar do artista, entrar mais na mente da rapazeada. Ele consegue passar a história e o ouvinte consegue entender”, diz W, simples e direto como suas batidas.
A escalação das vozes também é uma arte. Ele alterna dois tipos. “Se começa com uma voz mais aguda e de melodia, depois vem uma mais grave e de ritmo. Tem que quebrar, se não fica enjoativo”, ele diz. MC Hariel é um cantor mais “da melodia”. GW, Brisola e G15 são mais “graves”, ele exemplifica.
O DJ W cita ainda outra função: o MC que cria o refrão, com um tema forte que amarra toda a parceria.
Um craque nessa função, segundo o DJ W, é o MC Davi. “Ele é o atacante do time, que puxa o refrão e dá um norte para a música. Muitas vezes a cabeça de alguns artistas está bloqueada e ele clareia a ideia de todo mundo. Isso é legal pra caramba”, diz o DJ.
O ‘refrãozeiro’
O meticuloso DJ W não poderia ser mais diferente do falador MC Davi. Dá para entender a admiração mútua e o trabalho complementar. Davi viaja fácil nos beats rasteiros e topa qualquer ideia.
“Acabaram de me pedir uma música levantando as mulheres, que não tenha palavrão mas que seja com a linguagem da rua”, conta Davi. Ele tira o celular e mostra versos que ele escreveu para a tal música, que será cantada por Jerry Smith:
“Essa Anastácia quer um Christian Grey… Deixa com elaaaa, Cinderellaaa, musa da favelaaaa, joga a rabeta para lá e para cá”
Com sorte ela vai entrar na lista de hits de Davi, como “Bipolar”, a última música da GR6 a chegar ao primeiro lugar nacional, em parceria com Don Juan e Pedrinho, ou “Pra inveja é tchau”, parceria de 2018 com MC Kevin.
MC Davi na maratona do funk com DJ Perera
Divulgação / GR6 / Instagram
Davi também foi o líder do “Set dos casados”, fenômeno que escalou 11 cantores em 11 minutos. A letra é um marco para cantores que estouraram adolescentes e viraram adultos – e casados – diante dos fãs, que também cresceram.
Há uma dose de humor, mas também de dificuldades de relacionamento reais da turma dos funkeiros. “Hoje se você fizer uma música de sofrimento e outra divertida, a chance da sofrência explodir é maior”, crava.
Não são só as letras. Há um abismo entre a festa constante nos corredores e o som que não para de sair dos estúdios. “Nos beats existe um sofrimento, uma melodia com uma coisa meio chorosa, meio melancólica”, diz Davi.
O beat seco e a carne cara
Mas abismo de verdade não está entre um cômodo e outro da casa. O contraste maior é entre a euforia e fartura de salmão dentro da mansão do Morumbi e a crise nas periferias de onde todos os músicos vieram e onde a maioria dos fãs vivem.
Na segunda-feira, quando a casa ainda estava vazia e a mesa nem estava montada, um dos primeiros músicos a chegar foi Renato Lima Rodrigues, o Menor da VG. Ele abriu os trabalhos do estúdio 2 com uma música, segundo ele, sobre um “tema atual”.
Menor da VG na Feira da Música da GR6
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“Na música gente fala para a molecada de 16 anos que acha que não tem o dever de votar esse ano. É só pararem para pensar na mãe deles, se ela está empregada ou não, no preço da carne, da gasolina, nas escolas e na saúde, Aí ele vai se sentir no dever de votar”, diz VG.
Como veio a ideia para cantar sobre isso? VG não cita discursos, mas a base rítmica da música como inspiração para cantar sobre a crise. A letra poderia ser festiva, de ostentação ou agressiva. Mas essa batida sugeria outro papo.
“Às vezes o tema já vem pronto. A gente ouve um beat que sugere uma música mais consciente. É mais seco, para fazer uma coisa mais consciente. As ideias vão surgindo assim. O funk é um ritmo da periferia e a gente sempre tem algo para dizer”
“Cheguei aqui tem umas três horas e já participei de duas músicas. A gente para para respirar um pouco, entra outra turma, e volta depois”, conta.
Hariel, Magal e Neguinho do Kaxeta
Divulgação / GR6 / Instagram
Na fila para a próxima turma estava um veterano: MC Neguinho do Kaxeta, 35 anos, mais de uma década mais velho que a média dos cantores por lá.
“Quando eu comecei era difícil até ver um cantor fazer ‘feat’. Cada um fazia o seu”, ele lembra. Kaxeta passou por todas as fases do funk de SP, foi alvo de um atentado a tiros em 2012 e sobreviveu para virar ídolo de parcerias com uma nova geração colaborativa e consciente.
Na espera para gravar seus versos em um set dos DJs Murillo e LT, Kaxeta bate papo outro veterano, o MC Rodolfinho, e recebe instruções de um novato, o MC Luki. Ele mostra empolgado os versos que escreveu para Kaxeta cantar em seguida.
O DJ Murillo, com o pratão de sushi na mesa, grava a música com os versos do MC Luki na voz de Neguinho do Kaxeta. Um trecho da letra é assim:
“Eles querem ser eu, mas carregar o fardo nunca / Só mesmo eu sei o peso da labuta / Aperta a minha mão mas fala que é truta / Mas onde você estava nos dias de chuva?”.
Encontro nos bastidores da feira: MC G15 e MC Dricka
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Fonte: G1 Entretenimento