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Ferrugem faz ‘Telepatia’ com Thiaguinho no álbum ‘Em casa 2’


Ferrugem e Thiaguinho cantam música de Lipe Santos em registro ao vivo
Reprodução / Facebook Ferrugem
♪ Composição de Lipe Santos, Telepatia é uma das 24 músicas distribuídas entre as 12 faixas do álbum Ferrugem em casa – Ao vivo 2. O cantor de pagode faz Telepatia com Thiaguinho na gravação ao vivo realizada em 2 de setembro de 2021 no Mirante Dona Marta, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), com produção musical de Lincoln de Lima.
Deste registro audiovisual de show, Ferrugem já extraiu álbum lançado em 26 de novembro com 21 músicas alocadas em 13 faixas.
Programado para ser lançado na sexta-feira, 11 de fevereiro, o álbum Ferrugem em casa – Ao vivo 2 chega ao mercado fonográfico antecedido pelo single que apresentou em janeiro a gravação de Cachorrinho (Tiee), música cantada pelo anfitrião com Tierry.
Entre músicas inéditas como Nossa vida parou (Diego Jorge e Lincoln Lima) e Amor da sua vida (Tiago Alexandre e Thiago Soares), Ferrugem revisita sucessos do início da carreira e revive hit da banda Natiruts, Quero ser feliz também (Alexandre Carlo, Izabella Rocha Vieira, Waldivino Pires de Morais Junior, Luís Mauricio e Bruno Dourado, 2005).

Fonte: G1 Entretenimento

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Quem é Monark: antes de defender existência de partido nazista, apresentador foi de youtuber a podcaster

Influenciador começou a publicar vídeos sobre games em 2009. Nesta terça, foi demitido do Flow, podcast que ele mesmo criou, após falar que deveria existir um partido nazista reconhecido pela lei. Quem é Monark? Veja perfil do apresentador que fez comentário polêmico sobre nazismo
O apresentador Monark foi demitido do podcast Flow nesta terça-feira (8) após defender no programa a existência de um partido nazista, o que é proibido por lei. Ele também foi criticado por entidades judaicas e pediu desculpas pela declaração, afirmando que estava bêbado.
Mais conhecido na internet como Monark, Bruno Aiub é um dos maiores youtubers de games do Brasil. Ele começou a fazer vídeos para o YouTube em 2009.
Com um humor ácido, o influenciador ganhou reconhecimento com as transmissões ao vivo e vídeos sobre jogos clássicos da nova geração. Para além dos games, Bruno também compartilhava curiosidades sobre famosos e fatos inusitados.
O sucesso na internet ajudou o jovem a expandir a atuação para outras áreas. O paulistano de 31 anos é um dos fundadores e sócio ou administrador de diversas empresas constituídas em nome do Flow, entre as quais a Flow Produção de Conteúdo Audiovisual e a IB Holding de Participações, segundo a Junta Comercial de São Paulo (Jucesp).
Criado por Monark e por Igor Coelho (Igor 3K), o Flow é um dos podcasts com maior audiência do Brasil e tem 3,6 milhões de inscritos só no canal do YouTube.
O apresentador já foi criticado por declarações consideradas racistas e homofóbicas. Em 2021, Monark foi muito criticado depois de ter questionado no Twitter se “ter opinião racista é crime”.
Após a fala nazista, Monark foi desligado do podcast e também vai deixar de ser sócio das empresas produtoras, de acordo com a assessoria de imprensa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Antes de fala sobre nazismo, Monark já comparou homofobia a beber refrigerante e questionou se opinião racista é crime


Apresentador foi desligado do Flow Podcast após defender a existência de um partido nazista no Brasil. Antes disso, ele já foi criticado por declarações consideradas racistas e homofóbicas. Monark, apresentador do Flow Podcast
Reprodução/YouTube/FlowPodcast
Antes de defender a existência de um partido nazista no Brasil, Monark foi criticado por declarações consideradas racistas e homofóbicas no Flow Podcast. Na mais recente, apresentador foi afastado do programa, perdeu patrocinadores, foi criticado por entidades judaicas e pediu desculpas pela declaração, afirmando que estava bêbado.
Veja outras falas criticadas de Monark nas redes sociais e em outros episódios do programa antes da fala sobre o nazismo:
Outubro de 2021: questionou se ‘opinião racista é crime’
O caso começou quando Monark escreveu no Twitter que “É a ação que faz o crime e não a opinião”. O advogado Augusto de Arruda Botelho respondeu: “Não, Monark, uma opinião racista pode ser um crime de injúria racial, por exemplo. Posso te dar outros exemplos.”
Monark questionou: “Ter uma opinião racista é crime?”
Augusto respondeu: “Se a opinião se tornar pública sim, pode ser um crime. Se ela ficar só na cabeça de quem pensa assim deveria ser motivo de profunda vergonha e um convite à reflexão.”
Na ocasião, Monark foi alvo de diversas críticas e o Flow Podcast perdeu dois patrocínios.
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Outubro de 2021: Ao defender que alguém possa ter uma opinião homofóbica, comparou a situação a “beber refrigerante”
Em uma entrevista com o humorista Antonio Tabet, Monark comparou homofobia com gostar de refrigerante. Quando Tabet fala sobre pessoas que dizem “eu acho que gay tem que apanhar na Avenida Pauista”, Monark cita pessoas que gostam de refrigerante e diz que o direito delas de expressar este gosto deveria ser o mesmo de pessoas expressarem sua homofobia. Veja abaixo:
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2020 – Defendeu que alguém possa ter “fetiches de pedofilia na internet” –
2020 – Defendeu que alguém possa ter “fetiches de pedofilia na internet”
“Você não acha melhor um cara fantasiando com seus fetiches pedófilos na internet do que pondo em prática?”, Monark perguntou. Os outros participantes do podcast defendem que pedofilia não tem cabimento de qualquer forma, que é um crime, que necessita de tratamento e que a prática na internet não vai “aliviar” a pessoa, como Monark defende, mas sim incentivar este comportamento.
2020 – Defendeu que índio devia poder “monetizar suas terras” e comprar motor home
Monark defendeu que monetizar as terras pode permitir aos povos indígenas comprar serviços da “civilização”, se referindo a produtos de outras culturas, como um “motor home”. A vantagem de ter produtos de outras culturas, segundo Monark, seria “levar mais civilização para a aldeia”.
Igor, o outro apresentador, critica a ideia na mesma hora. O entrevistado, o biólogo Richard Rassmussen, explica que “progredir” para indígenas não significa comprar produtos de outros povos como um motor home, mas terem ferramentas para escolherem quem querem ser.

Fonte: G1 Entretenimento

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PGR diz que vai investigar se deputado e influencer fizeram apologia do nazismo na internet

Em podcast divulgado nesta segunda, apresentador Monark defendeu ‘legalidade’ de partido nazista e Kim Kataguiri disse considerar que Alemanha errou ao criminalizar agremiação. O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou nesta terça-feira (8) a abertura de uma investigação sobre suposto crime de apologia do nazismo praticado pelo deputado federal Kim Kataguiri (Podemos-SP) e pelo podcaster e influencer Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark.
Segundo o material divulgado pela PGR, o Ministério Público Federal recebeu representações a respeito do episódio do Flow Podcast em que Monark defende a “legalidade de um partido nazista no Brasil”.
Kim Kataguiri também será investigado porque, questionado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) no podcast, afirmou considerar que a Alemanha errou ao ter criminalizado o partido nazista.
Monark pede desculpa e diz que estava bêbado quando defendeu existência de partido nazista
Segundo a PGR, o caso será analisado pela assessoria criminal de Aras porque Kim Kataguiri, como deputado federal, tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF).
No material divulgado, a PGR diz que Augusto Aras não pode “se posicionar sobre o caso específico”, mas “reitera posição contra o discurso de ódio já externada em mais de uma oportunidade”.
“Todo discurso de ódio deve ser rejeitado com a deflagração permanente de campanhas de respeito a diversidade como fazemos no Ministério Público brasileiro para que a tolerância gere paz e afaste a violência do cotidiano”, declarou Aras na cerimônia de abertura do ano judiciário, há uma semana – a fala foi reforçada pela PGR nesta terça.

Fonte: G1 Entretenimento

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Monark: veja repercussão de políticos e juristas após fala de influencer sobre nazismo

‘Nazista tinha que ter o partido nazista, reconhecido pela lei’, afirmou podcaster na segunda (7). Políticos, ministros do STF e pré-candidatos à Presidência repudiaram declaração. As falas do podcaster e influencer Monark favoráveis à possibilidade da criação de um partido nazista no Brasil, em nome da liberdade de expressão, repercutiram negativamente entre políticos, juristas e candidatos à presidência da República.
As declarações foram dadas em uma edição do Flow Podcast com as presenças dos deputados Kim Kataguiri (Podemos-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP), durante debate sobre a liberdade de expressão.
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“A esquerda radical tem muito mais espaço do que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço. Eu sou mais louco que todos vocês. Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista, reconhecido pela lei”.
Tabata rebateu o comentário e falou que a “liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca em risco a vida do outro”. “O nazismo é contra a população judaica e isso coloca uma população inteira em risco”, afirmou a parlamentar.
Monark pede desculpa e diz que estava bêbado quando defendeu existência de partido nazista
Veja abaixo os posts divulgados por políticos e autoridades sobre o assunto:
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal
A Constituição consagra o binômio: liberdade e responsabilidade. O direito fundamental à liberdade de expressão não autoriza a abominável e criminosa apologia ao nazismo.
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal
“Qualquer apologia ao nazismo é criminosa, execrável e obscena. O discurso do ódio contraria os valores fundantes da democracia constitucional brasileira. Minha solidariedade à comunidade judaica.”
Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à Presidência da República
“Sob nenhum pretexto se pode defender a criação de um Partido Nazista. O nazismo é a negação não apenas da democracia mas da própria vida. Houvesse um pouco mais de leitura e um pouco menos de vontade de chocar, que é próprio da juventude, Monark não teria cometido este tão grosseiro erro. A tolerância, grande virtude humana, e o respeito ao pluralismo e à liberdade de expressão, não podem ser de tal forma largos que permitam a existência de organizações e ideologias que as destruam.”
Joao Doria, governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República
“A defesa do nazismo é um crime e uma agressão à humanidade! #Inacreditável #Inadmissível #Impensável”
Sergio Moro (Podemos), pré-candidato à Presidência da República
“O nazismo é abominável e inaceitável em qualquer circunstância. É um crime e uma ofensa ao povo judeu e a toda humanidade. Não há mais lugar no mundo para o ódio e a intolerância.”
Embaixada da Alemanha no Brasil
“Não. Defender o nazismo não é liberdade de expressão. Quem defende o nazismo desrespeita a memória das vítimas e dos sobreviventes desse regime e ignora os horrores causado por ele.”
Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT
“Não existe arrego para quem defende a criação de um Partido Nazista. O que Monark disse ontem é um crime contra a nossa democracia. Não existe liberdade de expressão para quem defende esse absurdo. É de extrema urgência que esse canalha tenha uma punição severa.”
PSOL Nacional
“Não se pode normalizar que qualquer pessoa, especialmente um deputado federal, relativize a existência de um partido nazista. Ninguém tem o direito de ser nazista ou anti-judeu. Nazismo não cabe na democracia. Nazismo não cabe em lugar nenhum. Nazismo se derrota. O nazismo precisa ser COMBATIDO e DERROTADO. Importante que a sociedade dê respostas contundentes como tem dado a quem contemporiza com o legado odioso dos nazistas.”
Tabata Amaral (PSB-SP), deputada federal
“A nossa liberdade termina quando começa a do outro. Ponto final. O nazismo e outras ideologias que ameaçam a existência e integridade de pessoas ou grupos, sejam judeus, PCD, negros ou LGBTQIA+, são intoleráveis e devem ser banidas. Isso sempre foi e será inegociável para mim.”
Kim Kataguiri (Podemos-SP), deputado federal
“O que eu realmente disse sobre o nazismo: muito melhor expor a crueldade dessa ideologia nefasta para que todos vejam o quanto ela é absurda. Sufocar o debate só faz com que grupos extremistas cresçam na escuridão e não sejam devidamente combatidos e rechaçados.”
Alessandro Vieira (Cidadania-SE), senador
“A defesa da liberdade se faz todos dias, mas sempre com equilíbrio e respeito. Destilar ódio e preconceito não se confunde com o livre exercício do direito de opinião. É crime e deve ser confrontado. Parabéns Tabata Amaral.”
Alexandre Silveira (PSD-MG), senador
“Qualquer forma de relativizar ou defender o nazismo é inaceitável. O que vi hoje nas redes sociais é algo que causa revolta e tristeza.”
Jean Paul Prates (PT-RN), senador
“Não! É hora de dar um basta! A defesa da normalidade e legalidade de um Partido Nazista no Brasil é mais do que ignorância política. É resultado de um governo que propaga o odio e abre espaço para radicais. Defesa do nazismo é crime!”
Rogério Carvalho (PT-SE), senador
“Nazismo não é liberdade de expressão, é crime! Em seu programa, Monark, um dos apresentadores do Flow podcast, defendeu a liberdade de falas nazistas contra grupos sociais. O nazismo matou 6 milhões de pessoas! Ferir a existência de uma pessoa não é liberdade de expressão!”

Fonte: G1 Entretenimento

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Monark: entidade judaica entra com representação por comentário sobre nazismo


Coletivo Judeus e Judias pela Democracia São Paulo entrou com um pedido para que apresentador seja investigado pelo Ministério Público Estadual e pela Procuradoria-Geral da República. Monark, apresentador do Flow Podcast
Reprodução/YouTube/FlowPodcast
O coletivo Judeus e Judias pela Democracia São Paulo entrou com um pedido para que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), o Ministério Público Estadual de São Paulo (MPSP) e a Procuradoria-Geral da República investiguem se o apresentador Bruno Aiub, conhecido como Monark, do Flow Podcast, cometeu crimes de apologia ao nazismo, incitação à violência, injúria racial e intolerância religiosa.
Em programa do podcast que foi ao ar com participação dos deputados federais Kim Kataguiri (Podemos-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP), Monark afirmou que deveria haver um “partido nazista reconhecido pela lei” e defendeu que “se um cara quisesse ser antijudeu, eu acho que ele tinha o direito de ser”.
As declarações tiveram forte reação nas redes sociais. Monark divulgou um vídeo em que disse que estava “bêbado” durante sua participação no programa e falou que sua fala foi tirada de contexto.
Monark pede desculpa e diz que estava bêbado quando defendeu existência de partido nazista
Após a repercussão do caso, os Estúdios Flow divulgaram uma nota afirmando que Monark “está desligado” da empresa e que o episódio em questão será retirado do ar. A nota não informou mais detalhes sobre como se deu o desligamento — Monark é sócio-administrador dos Estúdios Flow.
Segundo o Sleeping Giants Brasil, perfil no Twitter que busca a tirada de financiamento de meios e programas que propagam discurso de ódio, o Flow Podcast já perdeu seis patrocinadores.
Monark é desligado do Flow Podcast após fala sobre nazismo
Divulgação
A Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou nota em que “condena de forma veemente a defesa da existência de um partido nazista no Brasil e o ‘direito de ser antijudeu’, feita pelo apresentador Monark, do Flow Podcast. O nazismo prega a supremacia racial e o extermínio de grupos que considera ‘inferiores’. Sob a liderança de Hitler, o nazismo comandou uma máquina de extermínio no coração da Europa que matou 6 milhões de judeus inocentes e também homossexuais, ciganos e outras minorias. O discurso de ódio e a defesa do discurso de ódio trazem consequências terríveis para a humanidade, e o nazismo é sua maior evidência histórica”.
A Federação Israelita do Estado de São Paulo também expressou seu repúdio às falas de Monark dizendo que reitera “nosso compromisso em combater ideias que coloquem em risco qualquer minoria. Manifestações como essa evidenciam o grau de descomprometimento do youtuber com a democracia e os direitos humanos”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Músicos fazem manifesto às vésperas de julgamento sobre paródias em campanha eleitoral


STJ vai decidir se canções ‘recicladas’ podem ser usadas em campanha. O g1 explica como briga entre Tiririca e Roberto Carlos abriu precedente judicial para jingles com versões. Da esquerda no sentido horário: Baitaca, Barões da Pisadinha, Manno Góes e Tones and I, compositores de músicas que foram bases para jingles eleitorais em 2020 sem autorização deles
Divulgação e Felipe Oliveira
Mais de 350 músicos, incluindo Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Zeca Pagodinho, Marisa Monte e Samuel Rosa, assinaram um manifesto contra a versão de músicas em campanhas eleitorais.
O tema tem previsão de ser julgado no STJ (Superior Tribunal de Justiça) nesta quarta-feira (9). O plenário vai decidir se as versões de canções para campanhas políticas devem ser consideradas paródias e, por isso, e isentas de autorização e pagamento de direitos autorais.
O g1 já explicou a briga: as eleições de 2020 no Brasil foram cheias de melodias conhecidas e autores contrariados. De sucessos sertanejos a hits gringos, com destaque para o forró de pisadinha, ritmo do momento pelo interior do país, tudo virou jingle.
YouTube virou mercado aberto com produtoras oferecendo a criação de versões de sucessos diversos em forma de jingle político
Reprodução
‘Portão’ aberto por Tiririca
A prática é antiga, mas aumentou com um precedente: uma disputa entre Tiririca e Roberto Carlos. Ela começou em 2014, quando o clássico refrão “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar” virou “Eu votei, de novo vou votar, Tiririca, Brasília é seu lugar”.
Tiririca chegou a ser condenado em 1ª instância pelo uso da música “O portão” em propaganda eleitoral sem autorização dos autores, Roberto e Erasmo Carlos. Mas o deputado federal pelo PL recorreu e, no fim de 2019, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reverteu o resultado.
A defesa de Roberto Carlos recorreu, e finalmente haverá em 2022 o julgamento do embargo de divergência, que questiona o conceito de paródia no caso. Agora, o plenário vai avaliar a decisão.
Tiririca chegou a ser condenado a pagar indenização por usar música de Roberto Carlos em campanha, mas recorreu e ganhou em segunda instância
Reprodução
A decisão do STJ até agora favorável a Tiririca diz que o uso alterado de canção em programa político deve ser considerado “paródia”, e por isso ser isento de autorização e de pagamento de direitos autorais.
Mercado aquecido em 2020
“Quando algum cliente fica na dúvida, eu pego e mando o link de notícia sobre o caso do Tiririca para tranquilizar”, disse Geycilene Martins, 39 anos, dona de uma produtora de jingles em Teixeira de Freitas (BA). Ela calculava em 2020 que 90% de sua produção atual era de versões.
O YouTube ficou lotado de vídeos de demonstração destas produtoras, que oferecem para candidatos a prefeito e vereador a finalização de “paródias” de diversos sucessos.
O G1 conversou com seis produtores de jingles que trabalham para candidatos de todas as regiões do Brasil, e eles disseram que:
A demanda por versões em jingles, que eles chamam de paródia, aumentou em 2020. Todos comentam a brecha do caso Tiririca como incentivo para o aumento.
Elas foram mais pedidas para campanhas de vereadores do que de prefeito, e mais para cidades menores que capitais.
Mas, em 2020, até grandes campanhas de prefeito encomendaram jingles de versões.
O preço de um jingle varia bastante. Mas, em média, uma faixa “reciclada” custa menos da metade de uma música original.
Até a australiana Tones and I tem o hit ‘Dance monkey’ usado em ofertas de jingles da eleição municipal do Brasil
Reprodução
‘Promoção’
Além da brecha de “O portão”, há outra vantagem da versão: com a música semipronta, fica mais fácil trabalhar sozinho ou em equipes menores em tempos de pandemia.
“O inédito toma muito tempo e fica mais difícil nesse distanciamento social. Tem que juntar a galera. A gente está prezando pelos que já temos produzido”, explica Waldir Lima Gonçalves, 49 anos, que produz jingles em Três Corações (MG).
“Um ‘original do zero’ a gente entrega por R$ 1 mil. Para reproduzir uma música nossa que já tenha modelo, a gente cobra R$ 500. E ‘paródia’ agora está por R$ 149. Lembrando que é uma promoção”, anuncia Yago Silva, 26 anos, produtor de Monteiro (PB).
Pisadinha com força
Barões da Pisadinha
Divulgação
Um nome que apareceu em todas as conversas com produtores é o dos Barões da Pisadinha. O duo baiano de pisadinha, um forró tocado só no teclado, tem o repertório mais pedido para versões em 2020.
“Barões é uma febre. Já fiz pelo menos umas cinco ou seis músicas diferentes deles”, diz Renilson Barros, 36 anos, produtor de jingles de São Paulo.
“O que o povo tem pedido muito é a tal da pisadinha. Aqui na Bahia tem também nosso pagode: Léo Santana, Igor Kannário. E nos outros lugares têm os funks, o brega-funk”, acrescenta Gecylene Martins.
Os Barões chegam longe. “Embora a gente esteja no Sul, o pessoal tem pedido bastante o piseiro”, diz Giovani Del Mas, 36 anos, de Guaporé (RS). “Mas acabam pedindo mais ritmos do Sul. Normalmente o chamamé [ritmo argentino de origem indígena] e o vanerão”, diz.
Produtoras oferecem a produção de ‘paródias’ dos Barões da Pisadinha para candidatos
Reprodução / YouTube

‘Baitaca fogo’ na campanha
Foi um ídolo do vanerão gaúcho que teve a reação mais irada contra as paródias em 202o. “Do fundo da grota”, de Baitaca, é um sucesso que passou batido no eixo Rio-SP, mas virou fenômeno pelo interior do país.
A faixa foi campeã de pedidos de jingles na região, contou Claudir Koren, que trabalha há 20 anos em campanhas em Santa Rosa (RS). “Não só aqui como no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, até Rondônia. Tem muita gente que leva o vanerão para cima.”
Claudir foi um dos que desistiram de usar “Do fundo da grota”. Mas ele discorda da atitude de Baitaca. “Foi um tiro no pé. O pessoal só faz jingle se a música é boa. Agora todo mundo teve que tirar e ficou contra ele, ‘garrou um ódio’ dele”, critica o produtor.
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O g1 procurou Baitaca, que encaminhou mensagens com a mesma opinião do vídeo: para ele, a decisão do STJ sobre Tiririca e Roberto Carlos foi específica, equivocada na sua visão, e não anula seu direito de autorizar ou não o uso de sua própria obra.
“O uso da obra em propaganda política visa ‘vender’ um projeto, uma ideia. Neste momento, não temos a homenagem ou sátira, e sim a apropriação de obra de terceiro, para proveito, projeção”, opina o cantor gaúcho.
Barões vermelhos de raiva
O G1 procurou os Barões da Pisadinha para saber o que acham do uso de suas músicas em jingles. O empresário da dupla, Ordiley Katter Valcari, diz que já havia notado a presença em inúmeros jingles não autorizados e que iria tomar “providências jurídicas cabíveis”.
“Infelizmente pouquíssimos candidatos nos procuraram para regularizar a situação. Acho que o Tribunal Regional Eleitoral de cada região deve exigir na prestação de conta de cada candidato a autorização do artista para o uso da sua obra”, disse.
“Pois se na campanha já estão agindo assim, imagine no mandato”, critica o empresário.
Dúvidas musicais
O advogado Sidney Sanches, presidente da comissão de direito autoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), explica que o direito autoral brasileiro dá espaço à paródia para assegurar liberdade de expressão e o humor no debate público.
Por isso, a lei abre uma exceção para a paródia e não exige autorização do autor para estes casos. Mas, para Sidney, a versão de Tiririca não tem o objetivo previsto por essa definição de paródia, e sim o da “capitalização de um interesse pessoal”.
Show do cantor Roberto Carlos
Natália Clementin/G1
A decisão do STJ não é final e foi só sobre o caso de “O portão”, explica o advogado. “Mas lógico que, tratando-se de quem é, e o precedente que foi, que vai impactar. É um sinal negativo nas eleições para os compositores.”
O brega-funk “Tudo ok” é outro hit entre as produtoras que oferecem paródias no YouTube
Reprodução
O advogado aponta outro problema: se para a justiça a questão não é clara, as redes sociais, cada vez mais importantes na eleição, podem reconhecer o direito do autor e derrubar versões sem autorização.
Em uma campanha cada vez mais digital, pode ficar estranho: “O YouTube pode tirar do ar, seguindo suas políticas. E essa proibição não necessariamente vai se repetir na propaganda de TV e rádio ou no carro de som na rua. Isso é uma preocupação”, diz Sidney.
Versões de Anitta também são oferecidas por produtoras de jingles eleitorais
Reprodução / YouTube
Axé eleitoral
Nessa toada incerta, compositores tentam reagir. O baiano Manno Góes, autor de diversos sucessos do carnaval de Salvador e diretor de comunicação da União Brasileira de Compositores (UBC), considera a decisão inicial do STJ “um precedente perigoso, inédito, que não existe em nenhum lugar do mundo”.
O problema é antigo, mas ele já se sentiu mais protegido. “Já tive a música ‘Praieiro’ usada por um candidato com sobrenome Guerreiro [palavra presente no hit do Jammil e Uma Noites]. Entrei com ação e ganhei. Depois fizemos um acordo, como deve ser.”
Em 2020, ele teve dois pedidos formais para o uso de “Milla”, outro sucesso de sua autoria. Mas é fácil achar outras versões não autorizadas do sucesso na voz de Netinho vertido em jingle para 2020, prometendo mil e uma noites de amor com o eleitor.
O autor da música diz que, mesmo com a decisão sobre Tiririca, não está disposto a deixar o portão aberto. “Se não é autorizada, eu entro na justiça, sim. Tem briga, dá dor de cabeça, mas tem que encarar”, diz Manno.

Fonte: G1 Entretenimento

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Brasileiro ‘Onde eu moro’ concorre ao Oscar 2022 na categoria de documentário em curta metragem


Vitória pode trazer o esperado Oscar para o país. Indicados foram anunciados nesta terça (8); veja lista completa. Cena de ‘Onde eu moro’
Divulgação/Netflix
O primeiro Oscar brasileiro pode sair em 2022 com a indicação de “Onde Eu Moro”, como documentário em curta metragem. O carioca Pedro Kos assina direção ao lado de Jon Shenk.
Veja lista completa de indicados aos Oscar 2022
O documentário de 40 minutos acompanha, ao longo de três anos, as vidas de pessoas sem teto em cidades da costa oeste dos Estados Unidos, como Los Angeles e São Francisco.
Na categoria, eles concorrem com “Audible”, “The queen of basketball”, “Três canções para Benazir” e “When we were bullies”.
A premiação acontece em Los Angeles no dia 27 de março.

Fonte: G1 Entretenimento

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Flow Podcast desliga Monark após fala sobre nazismo


‘Nazista tinha que ter o partido nazista, reconhecido pela lei’, afirmou podcaster na segunda (7). Lucas Silveira, Tico Santta Cruz e Iberê Camargo pedem a exclusão dos vídeos em que participam. Monark, apresentador do Flow Podcast
Reprodução/YouTube/FlowPodcast
Monark não faz mais parte do Flow Podcast. O anúncio foi feito nesta terça (8) pela redes do programa.
O apresentador defendeu a existência de um partido nazista na edição do podcast desta segunda (7).
“A esquerda radical tem muito mais espaço do que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço. Eu sou mais louco que todos vocês. Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista, reconhecido pela lei”.
Monark é desligado do Flow Podcast
Reprodução/Twitter
Lucas Silveira, da banda Fresno, Tico Santta Cruz, do Detonautas, Sidoka , Iberê Thenório, do Manual do Mundo, estão entre as os entrevistados do Flow Podcast que se manifestaram depois de Monark ter defendido a existência de um partido nazista na edição do podcast desta segunda (7).
Os convidados pedem que os vídeos que participam sejam excluídos do canal no YouTube.
Criado por Monark e por Igor Coelho (Igor 3K), o Flow é um dos podcasts com maior audiência do Brasil e tem 3,6 milhões de inscritos só no YouTube. O podcast já perdeu patrocinadores, e em 2021 Monark foi muito criticado depois de ter questionado no Twitter se “ter opinião racista é crime”.
Monark pediu desculpas após a repercussão negativa nas redes sociais e disse que estava bêbado ao fazer o comentário.
O apresentador também foi criticado por comunidades judaicas, e o podcast já perdeu ao menos quatro patrocinadores após a fala.
O mágico profissional Felipe Barbieri, o jornalista Benjamin Back e o criador do canal Ciência Todo Dia Pedro Loss também pediram a exclusão dos vídeos em que participam.
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Fala sobre nazismo
O comentário de Monark, foi feito na edição desta segunda-feira (7) do podcast, da qual participavam Kim Kataguiri (Podemos) e Tabata Amaral (PSB).
“A esquerda radical tem muito mais espaço do que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço. Eu sou mais louco que todos vocês. Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista, reconhecido pela lei”, disse o apresentador.
Tabata rebateu o comentário e falou que a “liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca em risco a vida do outro”. “O nazismo é contra a população judaica e isso coloca uma população inteira em risco”, afirmou a parlamentar.
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Pedido de desculpa
Monark pede desculpa e diz que estava bêbado quando defendeu existência de partido nazista
Após a repercussão negativa de sua fala, Monark publicou um vídeo de oito minutos dizendo que ela foi tirada de contexto e que ele considera o nazismo abominável.
O podcaster argumentou no vídeo que defende a liberdade de expressão para “saber quem é idiota para que a gente possa ou educar essa pessoa, se for possível afastar essa pessoa e, se ela estiver cometendo um crime, punir essa pessoa”. “É muito mais fácil descobrir quem ela é se a gente deixa ela falar”, ele argumentou. Ele também se disse vítima da “cultura do cancelamento”. Veja o vídeo.
Depois ele publicou um novo vídeo dizendo que errou e que pediu desculpas. Monark afirmou que estava bêbado durante o programa, pediu compreensão e convidou pessoas da comunidade judaica a ir ao seu programa conversarem com ele e explicarem mais “sobre toda a história”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Pocah lança o single solo ‘Ainda’


♪ Pocah lança single solo um mês após se juntar com Danny Bond, Lexa e Rebecca para propagar outros padrões de beleza em Barbie, funk apresentado em single editado em 13 de janeiro.
Ainda é o nome da música inédita que Pocah lança em single agendado para as 21h de quinta-feira, 10 de fevereiro, com o respectivo clipe programado para entrar em rotação às 12h do dia seguinte.
Ainda é música formatada com a batida do funk, gênero musical ao qual a artista fluminense é primordialmente associada. Nascida Viviane de Queiroz Pereira na Baixada Fluminense (RJ), em 17 de outubro de 1994, Pocah entrou em cena em 2011 com o nome artístico de MC Pocahontas.

Fonte: G1 Entretenimento