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Anitta lança em abril a parte do álbum ‘Equilibrium’ direcionada para o Brasil


Anitta lança às 21h de 16 de abril a primeira parte do álbum ‘Equilibrium’
Divulgação
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♬ Anitta programou para as 21h de 16 de abril o lançamento do álbum “Equilibrium”. O oitavo álbum de estúdio da artista carioca tem o título grafado estilisticamente como “EQUILIBRIVM” para aludir ao fato de ser o quarto álbum de Anitta para o mercado internacional.
Contudo, o que chegará primeiramente aos aplicativos de áudio na noite de 16 de abril é a parte de “Equilibrium” voltada para o público brasileiro com músicas inéditas cantadas em português. Nesta parte, a cantora e compositora faz feats com a cantora Luedji Luna (em música presumivelmente intitulada “Bemba”) e com os rappers Rincon Sapiência e King (na faixa “Nanã”).
De acordo com informações propagadas extraoficialmente após a audição promovida por Anitta em 12 de fevereiro em Salvador (BA), para seguidores escolhidos através de sorteio, o repertório em português do álbum “Equilibrium” seria composto por músicas como “De graça”, “Deus Existe”, “Respira” e “Vai dar caô”, além do já conhecido samba “Pinterest”, apresentado oficialmente em single editado na noite de 5 de março.
Nessa parte voltada para o mercado brasileiro, Anitta se equilibra entre gêneros musicais como funk, samba e reggae. A imagem promocional em que a cantora divulgou a data de lançamento de “Equilibrium” evoca uma aura de espiritualidade que parece emvolver algumas músicas do álbum que será editado pela gravadora Republic Records.
Imagem do teaser promocional em que Anitta revela a data de lançamento do álbum ‘Equilibrium’
Reprodução / Facebook Anitta

Fonte: G1 Entretenimento

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Celine Dion anuncia retorno aos palcos quatro anos após diagnóstico de Síndrome da Pessoa Rígida


Celine Dion na abertura das Olímpiadas em Paris
OLYMPIC BROADCASTING SERVICES/Pool via REUTERS
Celine Dion anunciou nesta segunda-feira (30) seu retorno aos palcos.
Matéria em atualização.

Fonte: G1 Entretenimento

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Como Alberto Cowboy, eliminado do BBB 26, tentou carreira sertaneja, mas viu primos estourarem


Alberto Cowboy está no ‘BBB 26’
Globo/Manoella Mello
Alberto Cowboy foi eliminado neste domingo (29) após sua participação no BBB 26. Anunciado como um dos veteranos da edição, ele chegou a ganhar uma festa do líder que relembrou sua tentativa de carreira musical.
Antes da participação mais recente no reality, Alberto já havia passado pelo BBB 7, exibido em 2007, quando foi apontado como um dos protagonistas da edição, ao lado de Diego Alemão. Aproveitando a repercussão de sua trajetória — apesar de ter sido rotulado como vilão por parte do público —, ele tentou investir na carreira sertaneja após deixar o programa.
‘BBB 26’: veja tudo que você precisa saber
Durante o confinamento da edição de 2026, Alberto relembrou o período em que tentou seguir como cantor. “Tem umas fotos ‘massa’ cantando, tem até música minha gravada que eles colocaram para tocar”, disse, ao comentar a expectativa para a festa do líder. Ele chegou, inclusive, a dar uma palinha dentro da casa.
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Alberto é parente da dupla sertaneja Victor e Leo e eles podem ter sido a inspiração para o ex-BBB. Em entrevista ao Gshow, na época, ele declarou o desejo de dividir o palco com eles.
“Temos isso na cabeça. Sou fã deles. Acho que um dia acontece. Agora não seria o momento porque preciso ter mais bagagem. Sempre gostei e acompanhei a carreira dos meus primos. Eu não escolhi a música, ela me escolheu. Depois que pisei no palco pela primeira vez, vi o quanto era gratificante. O pessoal começou a pedir para eu gravar um CD, e eu fiz isso”, explicou.
Apesar da tentativa, a carreira solo não deslanchou. Em 2017, ele tentou novamente, desta vez formando a dupla Cleo & Cowboy, ao lado da cantora Cleo Araújo. Os dois chegaram a se apresentar em bares e participaram de eventos como o Carnaval de Belo Horizonte, quando subiram em trio elétrico.
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O projeto, no entanto, não avançou. “Cada um foi caçar outra coisa e acabou dando aquela esfriada no projeto. Mas tem umas músicas gravadas que são muito boas”, contou durante o confinamento.
Mais uma vez eliminado antes da final do programa, Alberto afirmou dentro da casa que não pretende retomar a carreira musical após o fim do “BBB 26”.
Alberto Cowboy tentou a carreira musical
reprodução/instagram
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Com novo álbum, Letrux se diz mais criativa com chegada da filha: ‘Todo dia componho pra ela’


Letrux em divulgação do novo disco
Bruna Latini/Divulgação
De toalha na cabeça, óculos escuros e citando Fernanda Torres: foi assim que Letrux conversou com o g1 em plena correria do dia de lançamento do seu novo álbum, “SadSexySillySongs”, na última sexta-feira (27).
“Sou uma pessoa boba, que não liga muito para formalidades. Sou sexy quando eu quero e triste também, afinal, quem não está triste em pleno 2026 com guerras e robôs?”, indagou a artista no início da entrevista.
O seu quarto disco solo aposta em baladinhas com texturas de sintetizadores para acompanhar a base de voz e violão e é definido pela cantora como o mais “minimalista” e “cru” dos projetos até aqui. Essa mesma atmosfera ditará o tom da sua nova turnê, que estreia em abril.
Letrux conta como conheceu Rafaela Azevedo
Fim da trilogia de ‘água’
O novo projeto, que começou a ser gestado em um caderninho de anotações ainda em 2023, reúne 12 faixas que dividem o repertório entre o português e o inglês.
O título brinca com uma aliteração em “S” (no inglês) e resume as três atmosferas que regem a obra e a própria personalidade da artista: a tristeza, a sensualidade e o bobo.
Para Letrux, a data de lançamento de um disco é uma escolha que vai além do calendário comercial.
Seus três álbuns anteriores (“Noite de Climão”, “Aos Prantos” e “Mulher Girafa”) foram publicados entre o fim de fevereiro e o início de março e eram regidos pelo elemento água.
Desta vez, a cantora rompe o ciclo ao levar “SadSexySillySongs” para o final de março, inaugurando sua era de fogo sob o signo de Áries. “O fogo também serve para queimar”, explica.
Cantora carioca Letrux, em imagens de divulgação do novo disco
Bruna Latini
“Depois de uma trilogia de água, é o momento de queimar e começar de novo”.
‘Cadelinha’ da própria música
Para tirar o projeto do papel, Letrux distribuiu “temas de redação” para parceiros como Mahmundi, Jadsa e Bruno Capinam.
“Dava um tema para cada amigo: vamos fazer uma música triste? Vamos fazer uma sexy?”, explica.
Letícia Novaes, a Letrux, em fotos de divulgação do novo álbum
Bruna Latini
O resultado é um álbum que foge de uma unidade sonora propositalmente. “Não sou fã daquela sensação de ir para um show e achar que a pessoa está tocando a mesma música há quatro faixas”, afirma.
A artista buscou um caminho “minimalista”, nas palavras dela, focando em uma produção voltada para a voz e violão. Embora às vezes o estúdio ditasse novas regras.
“Algumas canções pediam uma produção eletrônica, uma programação, um beatzinho… E nós ficávamos ali, cadelinhas das músicas e acabávamos atendendo”, relembra.
O disco conta com a produção de Bebelo, baixista que acompanha a artista desde o início da carreira solo, em 2017. Segundo Letrux, a abordagem “rebuscada e chique” do músico trouxe uma nova perspectiva para sua obra.
Maternidade e criatividade
Letrux em divulgação do novo disco
Bruna Latini
A chegada da filha, Yoko, trouxe um novo fôlego ao processo de escrita de Letrux. Ela mantém um relacionamento de 12 anos com o músico Thiago Vivas e, há quatro, vive uma união com a alemã Katja, com quem divide a maternidade.
Em entrevistas, a cantora revelou que o trio chegou a cogitar o formato de trisal, mas a ideia não avançou. “Tenho um parceiro e uma parceira”, resumiu.
Ela rebate a ideia de que a criatividade seja um talento inato, definindo-a como um “exercício diário” que foi intensificado pelo “jogo de cintura” exigido pela maternidade.
“Todo dia eu componho uma música para ela. Se é bom ou ruim, sabem os deuses, mas estou com uma prática da criatividade muito forte”, afirma.
Reações às críticas
A nova rotina também alterou a forma como a cantora lida com a recepção de sua obra e as críticas nas redes sociais.
Letícia Novaes, a Letrux, em fotos de divulgação do novo álbum
Bruna Latini
Comparando com o lançamento de trabalhos anteriores, Letrux afirma que hoje estabelece prioridades diferentes e sente-se menos abalada por comentários negativos.
“Tem uma miniatura de ser humano me olhando e isso importa muito mais do que alguém no meu Instagram me dizendo se gostou ou não da minha música”, pontua.
Espiritualidade em um ano ‘pesadinho’
A espiritualidade é um pilar central na vida de Letrux. Umbandista, ela ressalta que a conexão com o sagrado vem de berço, influenciada pelo pai, que é médium.
“A religião preenche algumas lacunas perigosas e buracos que todo mundo tem na vida”, explica.
A busca por uma casa nova também entrou no roteiro da artista, guiada por um conselho familiar.
Letrux em divulgação do novo disco
Bruna Latini
“Não acredito na Igreja Católica, mas acredito na minha avó. Ela disse que eu deveria ir à missa de São Pedro pedir a chave e eu fui”, recorda.
Copa do mundo e eleições
Apaixonada por futebol, a cantora critica a realização da Copa do Mundo em um contexto de conflitos bélicos entre os Estados Unidos e o Irã, classificando a situação como “maluquice”.

Em relação as eleições, a cantora demonstra preocupação com o “avanço da inteligência artificial” como um combustível para a propagação de desinformação e fake news.
Mesmo diante de um cenário que classifica como “perigoso”, a artista manifesta o desejo de manter o diálogo vivo.
“Tomara que a gente tenha força e gogó para dialogar com as pessoas que pensam diferente da gente”.
Clipes e turnê
Os próximos passos incluem a transformação de SadSexySillySongs em um álbum visual. Letrux está em processo de gravação de clipes para quase todas as faixas.
“Demora um pouquinho, mas o ano acabou de começar. Estou superanimada, faltam poucos para gravar”, revela.
A turnê de lançamento já tem as primeiras datas confirmadas e deve priorizar teatros e casas de shows mais “intimistas”.
Letícia Novaes em momento performático do show ‘Letrux como mulher girafa’
Bruna Latini / Divulgação
Em São Paulo, as apresentações ocorrem nos dias 4 e 5 de abril, no Sesc Pinheiros. No Rio de Janeiro, o show está marcado para o dia 6 de maio, no Teatro Claro Mais. Para Letrux, o palco teatral potencializa a performance:
“Tocar e cantar em teatro me dá um tesãozinho. É quase uma peça, mas por acaso eu estou cantando”, brinca.

Fonte: G1 Entretenimento

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Influenciadora relata momentos de tensão após explosão de motor de avião em SP: ‘Foi desesperador’


Influenciadora Patrícia Fernandes relata momentos de tensão após explosão de motor de avião em SP: ‘Foi desesperador’
Reprodução/Instagram
A influenciadora Patrícia Fernandes postou um vídeo em suas redes sociais relatando o momento de tensão que viveu durante um voo em que o motor de um avião explodiu logo após a decolagem no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na noite deste domingo (29).
“Gente, ontem nós vivemos um dos momentos mais desesperadores da vida. Nós estávamos no voo da Delta cuja turbina explodiu. O avião saiu de Guarulhos, ia para Atlanta e, no momento da decolagem, nós escutamos uma explosão do lado esquerdo. Eu estava na fileira do meio, então não dava para ver muito bem o que estava acontecendo. Só sei que o pessoal que estava na janelinha começou a gritar que estava muito quente e falava: ‘fogo, fogo!’”, contou.
O avião da Delta Airlines decolou às 23h49 com destino a Atlanta, nos Estados Unidos, e, após alguns segundos, houve uma explosão no motor do lado esquerdo. Com as explosões, parte do material chamuscado caiu no gramado ao lado da pista, o que deu início a um incêndio em uma área de mata.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“De repente teve uma outra explosão. Eu não sei quantas foram, mas só sei que havia chamas acesas e eram faíscas. Não dava para saber o que tinha acontecido. As pessoas gritavam muito. Era muita gente chorando, gente passando mal. Foi desesperador mesmo. Eu nunca, na minha vida, pensei que fosse ver alguma coisa parecida com isso”, relatou.
Patrícia falou que estava acompanhada de seu filho Luís, que ficou desesperado com a situação. “Eu tentava acalmar o Luís, porque ele percebeu que não tinha noção do que tava acontecendo lá fora, mas percebeu o desespero das pessoas. Começou a ficar desesperado, então começou a chorar, e eu tinha que acalmar ele. Eu não sabia o que eu fazia, eu rezava. Aí eu passei por coisas. Só uma coisa, na minha cabeça, eu pensava que era certo, eu pensava que era tudo errado, e eu pensava que eu ia morrer ali mesmo”, disse.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Sophie Charlotte solta a voz suave em gravações de músicas de João Donato, Celso Fonseca e José Miguel Wisnik


Sophie Charlotte em estúdio na gravação de ‘Cacilda’ feita para o ainda inédito EP ‘Mais simples’, de José Miguel Wisnik
André Hawk / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Sophie Charlotte ainda não tem um álbum para chamar de seu, como o ator Gabriel Leone, que se assume cantor com o recém-lançado álbum “Minhas lágrimas”. Contudo, a atriz tem soltado cada vez mais a voz suave em gravações dissociadas de trabalhos em séries e novelas.
No álbum “Gal 80 – Uma homenagem sinfônica”, disponível nos aplicativos de áudio desde ontem, 29 de março, Sophie canta duas músicas do repertório de Gal Costa (1945 – 2022), cantora interpretada pela atriz na cinebiografia “Meu nome é Gal” (2023).
Com o toque da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), sob regência e direção musical do maestro Carlos Prazeres, Sophie divide com Wilson Simoninha a interpretação da canção “Sorte” (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 1985) – reeditando o dueto feito por Gal com Caetano Veloso na abertura do álbum “Bem-bom” (1985) – e canta “Flor de maracujá” (João Donato e Lysias Ênio, 1974), música lançada por Gal no álbum “Cantar” (1974).
As duas gravações fazem parte do concerto sinfônico apresentado em 26 de setembro de 2025, dia do 80º aniversário de Gal Costa, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), cidade natal de Gal. É por isso que, no canto de “Sorte”, Sophie altera o verso “Acende a noite aqui na Guanabara”, cantando “Acende a noite aqui na Concha”, enquanto Simoninha opta por manter o verso na forma original. O arranjo orquestral das duas gravações de Sophie no concerto “Gal 80” foram feitos por Tiago Djape Pallone.
“Me marcou profundamente: Sophie Charlotte lembra encontros com Gal Costa antes de interpretá-la nos cinemas
Além da dupla participação no tributo sinfônico a Gal, Sophie Charlotte poderá ser ouvida em “Mais simples”, EP que José Miguel Wisnik lançará em 10 de abril com gravações inéditas de músicas do compositor nas vozes de intérpretes como Caetano Veloso e Djavan.
No EP “Mais simples”, Sophie canta “Cacilda”, música composta por Wisnik em homenagem à atriz Cacilda Becker (1921 – 1969) – para peça sobre a artista. encenada em 1998 sob direção de José Celso Martinez Corrêa (1937 – 2023) – e lançada em disco na voz de Maria Bethânia no álbum “A força que nunca seca”, em 1999, trinta anos após a saída de cena de Cacilda.
No songbook de Wisnik, Sophie Charlotte revive “Cacilda” com o toque do violonista João Camarero.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Bonel’: criador do chapéu de João Gomes fala sobre sucesso do acessório


‘Bonel’: criador do chapéu de João Gomes fala sobre sucesso do acessório
O Globo Repórter viajou até o Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, para conhecer quem faz a cabeça — literalmente — de João Gomes. Foi em um espaço, cheio de ferramentas, moldes e chapéus em diferentes cores, que nasceu o acessório que nunca mais saiu da cabeça do cantor. O artesão responsável atende pelo nome de Irineu. Veja no vídeo acima.
Inspiração
A criação do chapéu — ou melhor, do bonéu, como ele faz questão de chamar — tem raiz profunda na memória familiar do cantor. O modelo se inspira em Nato Gomes, avô de João, vaqueiro respeitado no sertão.
João Gomes reforça a admiração: “Era um herói, uma coisa mística. A gente via ele com muita admiração”. Fotos antigas do cantor com o avô ajudam a contar essa trajetória de afeto e identidade.
Um presente que virou símbolo
A ideia do chapéu surgiu como um presente simples, mas carregado de significado. “Fiquei pensando: o que vou dar pra João? Aí pensei: seu Irineu, que tal a gente fazer um chapéu?”, conta Kátia, mãe do cantor.
O artesão lembra com detalhes do primeiro modelo. “Fiz esse vinho, nessa cor aqui. Dona Kátia me disse que no dia em que ele recebeu, dormiu com o boné na cabeça”, conta, sorrindo.
Desde então, o acessório passou a acompanhar João em todos os palcos. “Agora eu não subo sem ele”, afirma o cantor. O chapéu virou extensão da imagem de João Gomes, presente em shows, entrevistas e até apresentações históricas, como o especial de fim de ano da TV Globo, em que dividiu o palco com Roberto Carlos.
Boné ou bonéu?
A dúvida é comum, mas seu Irineu não hesita na resposta. “Esse aqui é o bonéu. Ele é um chapéu com a aba direta, só na frente. Eu digo que é um bonéu, filho do chapéu”, explica, apontando para a própria cabeça.
O termo ganhou força junto com o sucesso do acessório, reforçando a identidade nordestina e artesanal da peça, em contraste com tendências de grandes grifes.
‘Bonel’: criador do chapéu de João Gomes fala sobre sucesso do acessório
Reprodução/TV Globo
Trabalho dobrado, gratidão triplicada
O sucesso inesperado trouxe mais trabalho — e com ele, gratidão. “Eu vou até reclamar com João”, diz Irineu, em tom de brincadeira. “Ele me fez dobrar meu trabalho. Já chegando aos 60 anos, o homem me fez trabalhar o dobro do que eu tava trabalhando.” Logo depois, completa: “Sou muito grato a João, muito grato mesmo”.
De origem humilde, o artesão se emociona ao falar da própria trajetória. “Meus avós não estudaram nenhum dia. Meu pai estudou 15 dias. Eu fiz a quarta série. E hoje tenho a felicidade de ver meus três filhos com curso superior.”
Globo Repórter revela bastidores de onde chapéu de João Gomes é criado
Reprodução/TV Globo
Do sertão para o mundo
João Gomes faz questão de exaltar o talento do amigo. “Eu conheço Irineu, sei da realidade dele. Sempre falo: ‘Você tem que ir pra Fashion Week, véio. Tem que ir pra Paris’”, brinca. Para o cantor, vestir peças feitas no sertão é também um posicionamento. “A gente chega em lojas de grife, vê umas coisas ‘peba’ com preço avassalador. É muito bom a gente vestir essa turma aqui.”
No fim da visita, seu Irineu ainda solta um repente dedicado ao cantor: “João Gomes, seja bem-vindo à cidade de Salgueiro. Tu tens um talento profundo, de Serrita para o mundo. Tu és o príncipe do piseiro!”
E resume, em poucas palavras, o sentimento que ajudou a moldar o bonéu — e a própria história dos dois:
“Viva o menino que leva nosso sertão para o mundo sem esquecer as origens.”
João Gomes em show com bonel
Reprodução/TV Globo
Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:
Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Não tinha cama, a gente dormia no colchão’: mãe de João Gomes relembra dificuldades antes da fama do cantor


Mãe de João Gomes revisita casa onde viveu com cantor na infância
Exibida no Globo Repórter Personalidades, a história de vida de João Gomes ganhou contornos ainda mais fortes a partir do olhar de quem esteve ao lado do cantor desde o começo. Ao revisitar a casa onde viveu com o filho na infância dele, a mãe Kátia Gomes relembra um passado de dificuldades que antecede o sucesso de João nos palcos de todo o Brasil.
A reportagem levou Kátia até a casa simples, hoje vazia, no interior de Petrolina, no sertão de Pernambuco. Ao entrar no imóvel e relembrar o período em que viveu ali, ela se emociona. Veja no vídeo acima.
“Nossa, essa casa representa muita coisa”, conta.
Depois da separação, Kátia precisou recomeçar do zero. Sozinha e com um filho pequeno, ela lembra que não sabia ao certo como seguir em frente.
“Eu fiquei sem saber o que fazer da vida. Minha tia falou: ‘Você não é um cão sem dono’”, recorda. “Era eu e uma criança.”
A casa está vazia há muito tempo. Os cômodos tomados pelo mato e pelo silêncio guardam lembranças difíceis.
“A gente morava nesse quartinho aqui”, diz. Foi ali que mãe e filho enfrentaram a escassez mais dura. “Eu não tinha cama. Era um colchão. João dormia no colchão, e eu dormia com ele no colchão.”
Globo Repórter mostra casa onde João Gomes viveu na infância
Reprodução/TV Globo
As dificuldades também passavam pela falta de comida.
“A gente já teve um momento em que não tinha. A comida era só pra ele”, conta, emocionada. Anos depois, já com o sucesso do filho, uma fala despretensiosa de João fez Cátia reviver essa fase. “Ele disse brincando: ‘Minha mãe tinha preguiça de fazer comida’. Ô, João, é porque não tinha”, diz emocionada.
O cantor também relembrou esse período no Globo Repórter. Segundo ele, a mãe comprava um bolo simples toda semana como forma de garantir algo para comer.
“Minha mãe pegava aqueles bolos de 25 reais. Às vezes, até a outra quarta o bolo ainda estava lá”, contou. “Ela não conseguia chegar cedo pra fazer janta, então comprava o bolo. Era o que podia fazer.”
Mãe de João Gomes relembra dificuldades: ‘teve dia que só tinha comida pra ele’
Reprodução/TV Globo
O contraste com o presente aparece quando Kátia chega à casa onde mora atualmente — uma surpresa preparada pelo próprio João.
“Eu fiquei impactada quando vi isso aqui. Nossa, que casarão”, diz. “É diferente de tudo que eu já tinha morado, de tudo que eu tinha passado. Casas assim eu só via quando trabalhava nelas.”
Entre o passado marcado pela escassez e o presente de conforto, mãe e filho ressaltam que a essência não mudou.
“É na mesma vida, né?”, resume João. “Na mesma vida aconteceu tudo isso.”
Mãe de João Gomes mostra casa que filho deu para ela após ficar famoso
Reprodução/TV Globo
Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:
Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

Fonte: G1 Entretenimento

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Rauls: como o funk transformou estelionatários digitais em personagens de músicas e de série


Como o funk vem documentando a história dos estelionatários digitais, conhecidos como Raul
Um dos nomes mais comuns do Brasil virou tema de grandes sucessos do funk de São Paulo. Raul virou sinônimo de estelionato e MCs paulistanos vêm relatando o crescimento vertiginoso dessa modalidade de crime nos últimos anos.
Começando pelo início, é bom deixar claro que não há uma definição exata do porquê estelionatários, principalmente aqueles que aplicam golpes bancários virtuais, passaram a se chamar Raul.
O g1 ouviu produtores musicais, MCs e pesquisadores da área de segurança pública para entender a origem do codinome. A explicação mais ouvida foi a de que o apelido está ligado ao aparelho que clonava cartões durante transações em caixas eletrônicos, chamados de “chupa-cabra” ou “Raul”.
E, para se diferenciarem do nome que ficou mais atrelado ao aparelho, os golpistas escolheram o nome usado por 64,6 mil brasileiros, segundo último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Importante: estelionato é crime previsto no código penal. O artigo 171 diz: Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. A pena é de um a cinco anos de reclusão, além de multa.
Principalmente a partir dos anos 2010, o funk paulistano vem cantando sobre a vida dos Rauls. Não necessariamente sobre os golpes aplicados, mas como os criminosos usufruem do dinheiro roubado.
Nomes como MC Kelvinho e MC Kapela ficaram conhecidos por cantarem, quase que exclusivamente, músicas com estelionato como tema. Um dos grandes sucessos de Kelvinho, “O Corre”, tem 22 milhões de visualizações no YouTube e conta com os seguinte versos:
“Os caras que vivem de golpe / Nocaute no Santa [banco Santander] / É nós que é o corre / E os bicos se espanta / A Civil tenta dar o bote / Tá osso ir em cana / Tá pago o acerto / E a vida tá mansa”
A reportagem conversou com três MCs e um produtor musical. Todos pediram para conversar em off com a reportagem, pois temem represálias da polícia e uma possível associação ao crime.
Segundo os ouvidos, falar da vida dos golpistas era um nicho dentro do funk. Antes, poucos MCs colhiam o retorno de cantar as dinâmicas do estelionato.
A partir dos anos 2020, com o crescimento dos crimes cibernéticos, cresceu também a quantidade de funkeiros que decidiram falar sobre o tema.
“A molecada mais nova quer surfar na onda. Se na época do funk ostentação se falava da marca de roupa X ou da moto Y, hoje o negócio é falar dos Rauls, não só pelo crime em si, mas a vida que eles levam por conta dos golpes”, explica um MC.
“Nós estamos na favela e a gente convive, mesmo que indiretamente, com essa realidade. Somos iguais a roteiristas de filme. Nós ouvimos e adaptamos histórias da vida real”.
Rauls como fenômeno cultural
Com o funk dominando as plataformas de streaming, o assunto Raul invadiu os charts. Lançada em 2024, “300 no 7”, canção de MC GP, MC J Vila e MC Luuky, é um dos maiores sucessos temáticos. A canção faz uma espécie de passo a passo da vida de um Raul:
Após arrancar 300 (mil reais) no 7 (171), o personagem retratado vai até uma balada e gasta parte do dinheiro na sala VIP do local. A introdução, cantada por GP, diz:
“Arranquei 300 no 7 / Nós que faz e acontece / Busca as duas no flat / E joga na Macan [modelo de carro da marca Porsche] / Ativei o modo esquece / Travei seu cartão black / Gastei lá no S, quero só Macallan [marca de uísque]”.
Ele continua:
“E nós invade as balada de uma forma diferente / Os menor deu uma contada e deixou lá no Mahal [balada na zona sul de SP] / Show do IG no Vitrinni, nós pega a sala VIP / Hoje cês tá com os bigode, donos da capital”.
Yuri De Lucca Dinalli, diretor de A&R e Marketing da GR6, maior produtora de funk do país – e que tem no seu catálogo todos os MCs citados nesta reportagem e vários outros que abordam o tema – explica que, se você pensou num funkeiro de sucesso hoje, você pensou em alguém que já falou sobre estelionato.
“Falo sem medo de errar: hoje, os 30 principais artistas de funk, em algum momento, falaram sobre Raul, nem que seja numa linha. Mas acredito também que esse assunto já está sendo explorado à sua exaustão”.
Depois do sucesso no campo musical, o tema dos Rauls vai chegar ao mundo das séries. Em outubro de 2025, a Netflix anunciou Rauls, uma série criada por Kaique Alves, Konrad Dantas e Felipe Braga, os mesmos de “Sintonia”, sucesso de público na plataforma.
A empresa não divulgou a sinopse, mas tudo indica que a trama abordará o mundo dos estelionatários, passando pela música. Inclusive, segundo o g1 apurou, boa parte do elenco será composta por MCs – alguns deles com músicas sobre Rauls.
‘Tropa dos Raul’, música que reúne vários MCs
Reprodução/YouTube
Estilo Raul
Falar de Raul, no caso, não é só falar do ato criminoso, em si. É falar de toda a cultura envolvida com quem o pratica. Onde e como gastam o dinheiro, quais gírias usam, como se vestem.
Um dos desdobramentos foi na vestimenta. Se criou um imaginário de como esses golpistas se vestem, sendo desdobrado também para a versão feminina, as Raulas.
No caso dos homens, a vestimenta é com cores mais neutras (geralmente preto), poucos acessórios e uma bolsa transversal de grife. Já as Raulas usam macacão ou jaqueta, que precisa ser acompanhada de uma calça jeans de marca internacional, e, o principal acessório, é a presilha no cabelo.
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Outro fator que faz parte da dinâmica de um Raul é onde – e como – gastar o dinheiro dos crimes praticados. Como mostrado nas músicas, os criminosos colocam quantias altas em casas noturnas e bebidas das mais variadas.
O funk documentando a história do crime em São Paulo
Desde seu nascimento, o gênero em São Paulo documenta por meio das músicas a dinâmica do crime nas periferias do Estado.
No início dos anos 2000, o foco de parte das letras eram os assaltos à mão armada e o tráfico de drogas. MCs como Renatinho e Alemão e Careca e Pixote ficaram conhecidos por serem funkeiros do chamado “funk proibidão”.
A socióloga Isabela Vianna Pinho, que estuda o tráfico internacional de drogas, conta que durante seu trabalho de pesquisa percebeu que o funk da Baixada abordava o tema nas suas músicas.
“As letras têm toda uma relação com a realidade, citam nomes reais. Percebi que, na Baixada Santista, o funk é importante porque documenta uma história”.
Entre os anos 2010 e 2012, quatro cantores foram assassinados a tiros na Baixada Santista, incluindo MC Careca. A violência fez com que o proibidão perdesse força e cedesse espaço para outras vertentes, como o funk ostentação.
“O proibidão tem público até hoje, mas ninguém quer morrer cantando. No caso dos Rauls, ainda existe uma visão de que quem canta também é estelionatário, mas não tem tanta opressão”, conta um MC paulistano, com mais de 15 anos de carreira.
Yuri aponta que casos como o do MC Negão Original, investigado por ligação com esquema de estelionato virtual, confundem a visão do público.
“Não podemos confundir: MC é um cronista. Ele narra o que ele vê. Meu trabalho, inclusive, é ajudar com que esse discurso reverbere. Porém, casos como o do Negão Original criam uma ideia errada de que o cantor retrata o que ele vive”.
Polícia investiga MC Negão Original por ligação com esquema de estelionato virtual
O ‘mundo real’ dos Rauls
De acordo com a Ana Clara Klink, doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do tema, o crescimento dos crimes de estelionato virtual está ligado a uma série de fatores, entre eles: o surgimento do PIX, a pandemia e o anonimato envolvido nessa atuação.
Ainda segundo a pesquisadora, o público envolvido nesse tipo de crime é de jovens, principalmente entre 18 e 29 anos, com conhecimento razoável em tecnologia.
“É um crime que acontece fora do espaço público, de forma anônima, sem o emprego de violência e com valores altíssimos envolvidos. Além disso, existe uma ideia, que é falsa, de que o alvo não seriam pessoas inocentes”, comenta.
Os Rauls aplicam golpes das mais variadas formas: clonam cartões, invadem contas bancárias por meio de aplicativos maliciosos, etc.
Gustavo Prieto, professor de Geografia Urbana do Instituto das Cidades da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pesquisa crime organizado e conta ao g1 como o Primeiro Comando da Capital (PCC) ainda tenta entender o mundo dos Rauls.
Segundo Gustavo, o setor responsável pela parte financeira da organização criminosa, chamado “setor do progresso”, busca captar os Rauls para dentro da organização, sem torná-los membros.
“Esses estelionatários são uma espécie de micro-empreendedores que trabalham, muitas vezes, com um celular e um computador, dentro da própria casa. Eles funcionam de forma autônoma, inclusive com relação ao ‘procedê’, que é uma espécie de ética do crime. Até por isso, esses criminosos ainda são vistos de forma diferente, até de uma maneira negativa pelos meios antigos”.
Outro ponto destacado pelo pesquisador é a forma que o dinheiro conquistado nos golpes é gasto. Ele aponta que existe uma visão errônea de que a periferia é feita, essencialmente, de escassez.
“Pensando numa cidade como São Paulo, esses jovens que praticam estelionato conseguem colocar todo o dinheiro conseguido na própria região em que nasceu. Pensando numa região como a zona leste, por exemplo, existem baladas muito caras, shoppings com lojas de grife e todo uma dinâmica de baile de rua, de tabacarias. Consequentemente, essa pessoa que gasta muito dinheiro na quebrada, chama atenção e é vista diferente”.
A imagem de que o Raul é uma espécie de ladrão de banco 2.0 é muito forte no imaginário. É um criminoso que, por conta do contexto atual, escolheu por dar golpes sem o emprego da violência. A curiosidade sobre como vivem, o que vestem e o que comem transbordou as periferias do estado mais rico do país. Ficou impossível para a arte ignorar os Rauls.

Fonte: G1 Entretenimento

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Por que Avenida Brasil é um fenômeno na teledramaturgia brasileira? g1 lista dez pontos


Debora Falabella e Adriana Esteves em cena da novela ‘Avenida Brasil’
Rede Globo/Estevam Avellar
O ano era 2012, e o Brasil conhecia a história de uma jovem em busca de vingança contra a própria madrasta. À primeira vista, a premissa pode parecer simples, mas foi justamente essa trama que deu origem a um dos maiores marcos da teledramaturgia brasileira.
“Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, se tornou um fenômeno não só de audiência, mas também cultural, com impacto direto nas conversas do país.
O g1 lista 10 pontos que mostram por que “Avenida Brasil” é um fenômeno na teledramaturgia brasileira:
1) Vilã icônica e carismática
Difícil falar de “Avenida Brasil” sem começar citando Carminha (Adriana Esteves). Uma das vilãs mais memoráveis, protagonista de cenas que ficaram para a história. “Toca para o inferno, motorista”, “Deus seja louvado? Eu seja louvada! Eu, aqui, meu amor, Carminha!”, “”Ah, obrigada pelo toque, Lucinda. A coisa que eu mais prezo na vida é conselho de mendiga!”, e a mais inesquecível “É tudo culpa da Rita!” são alguns bordões da antagonista, lembrada também por sua maldade, manipulação e armações.
Depois de ser abandonada no lixão, Nina (Débora Falabella) passa a trabalhar na casa de Carminha (Adriana Esteves) como parte do plano de vingança
João Miguel Júnior/Tv Globo
2) Protagonista movida por vingança
A novela apostou na jornada de Nina/Rita (Débora Falabella), movida pela vingança e com um lado sombrio e, por vezes, obsessivo em relação a Carminha. Após ser descoberta pela vilã, a trama entrega uma das cenas mais emblemáticas da televisão, com a traição exposta e o confronto direto entre as rivais, eternizado pelo icônico “Me serve, vadia”.
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3) Representação da nova classe média
A novela retrata o jogador que ganha fama e dinheiro, mas não perde o jeito da Zona Norte carioca. Com Tufão (Murilo Benício) e toda a sua família de agregados, a trama retrata o Brasil emergente dos anos 2010, com foco no subúrbio e na ascensão social, especialmente no bairro fictício do Divino.
Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício) conversam em cena de ‘Avenida Brasil’
Raphael Dias/Tv Globo
4) Personagens secundários fortes
Avenida Brasil foi uma novela em que não só os protagonistas brilharam: os personagens secundários tinham tramas tão envolventes quanto a principal. Leleco (Marcos Caruso) e Tessália (Débora Nascimento), Adauto (Juliano Cazarré), o “chupetinha”, Cadinho (Alexandre Borges) e suas três mulheres, além da “periguete” Suelen (Isis Valverde), são alguns dos destaques que conquistaram o público.
5) Reviravoltas marcantes
Avenida Brasil entregava plot twists constantemente. Quando o público achava que era o fim de Nina (sim, ela foi enterrada viva), a personagem dava a volta por cima e colocava um novo plano em ação. Isso garantia um enredo dinâmico, com ganchos frequentes e ritmo acelerado (aquele clássico sentimento de “perdi um capítulo e não sei o que está acontecendo”).

Carminha ( Adriana Esteves ) e Nina ( Debora Falabella ) em ‘Avenida Brasil’
Globo/Estevam Avellar
6) Final como evento nacional
Poucas novelas geraram uma mobilização nacional em seu último capítulo, e “Avenida Brasil” entra com tranquilidade nessa lista. Não é exagero dizer que o Brasil parou para descobrir respostas para perguntas como: “Quem matou Max?” e “Qual seria o destino de Carminha?”.
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7) Forte presença nas redes sociais
“Avenida Brasil” foi uma das primeiras novelas a viralizar intensamente na internet. O #OiOiOi, o encerramento com a “cara congelada” e os GIFs da Carminha gritando “inferno” seguem circulando até hoje em timelines.
Carminha de “Avenida Brasil”
reprodução
8) Trilha sonora extremamente popular
A canção “Meu Lugar” ganhou uma adaptação especial, substituindo “Madureira” por “Divino”, enquanto o maior destaque ficou para “Vem Dançar Com Tudo”. O refrão “Oi, oi, oi” se tornou tão marcante que acabou funcionando como um quase segundo nome de “Avenida Brasil”.
9) Estética e figurino marcantes
Roupas claras, acessórios dourados e cabelo loiro: assim era Carminha, com uma aparência quase angelical que contrastava com um comportamento manipulador, enquanto tentava sustentar a elegância de sua ascensão social. Mas não foi só ela que chamou atenção pelo visual. O estilo “periguete” da maria-chuteira Suelen (Isis Valverde), assim como a clássica camisa do Divino Futebol Clube, podiam ser encontrados pelas ruas do país.
Carminha (Adriana Esteves) em Avenida Brasil
Rede Globo / Raphael Dias
10) Repercussão internacional
Os números já mostravam que “Avenida Brasil” era um sucesso em todo o país. Com audiência batendo 49 pontos, a produção conseguiu uma repercussão internacional. Os principais veículos estrangeiros, como “The Guardian”, BBC, “Washington Post” e “Forbes” destacaram o fenômeno da novela e o impacto na vida dos brasileiros.
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Fonte: G1 Entretenimento