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Rael procura adensar discurso com tom crítico, mas sem perder a leveza pop, no álbum ‘Nas profundezas da onda’


Rael crítica a indústria da música em ‘Forma abstrata’, faixa do álbum ‘Nas profundezas da alma’
Daniela Toviansky / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Álbum lançado por Rael na noite de quinta-feira, 26 de março, “Nas profundezas da onda” dialoga já no título com o álbum anterior do rapper paulistano, “Onda” (2025). A intenção do artista foi manter a sonoridade leve e pop, transitando do rap ao reggae em rota que passa pelo afrobeat e pela MPB, mas com um discurso de tom mais aprofundado e crítico.
Sem feats, opção que já desafia as atuais leis do marketing do mercado fonográfico brasileiro, o álbum “Nas profundezas da onda” tem produção musical assinada por Iuri Rio Branco, Nave Beatz e Soul Diggin.
O repertório inclui músicas como “Cabulosa” (love song reapresentada no fim do álbum em cadência de reggae), “Esquece”, “Forma abstrata” (faixa na qual Rael aponta contradições da indústria da música, sampleando na abertura o viralizado discurso indignado do cantor Silva), “Manuara” e “Vou alto”.
Capa do álbum ‘Nas profundezas da alma’, de Rael
Daniela Toviansky / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Casa Caranguejo do João Gomes’: com estrada de terra e cavalo no quintal, cantor cria ‘refúgio’ inspirado na casa da avó; VÍDEO


Com estrada de terra e cavalo no quintal, João Gomes cria ‘refúgio’ no PE
Do ritmo frenético dos palcos lotados pelo Brasil à calmaria do sertão de Pernambuco, João Gomes encontrou um jeito particular de desacelerar. É ali, cercado por areia, pintura simples e até cavalo no quintal, que fica a chamada Casa do Caranguejo, refúgio criado pelo cantor e compositor em Recife para matar a saudade da infância no interior. Veja no vídeo acima.
O local foi visitado pelo Globo Repórter Personalidades, que acompanhou a trajetória de um dos maiores fenômenos da música brasileira atual. E o contraste chama atenção logo na chegada: para alcançar a casa, é preciso seguir por uma estrada de terra.
Sandra Annenberg é recebida por João Gomes, que jogava videogame na sala. Questionado, ele explica a inspiração do nome do local:
“Aqui é a Casinha do Caranguejo. Vem daquela música de Chico Science ‘desorganizando posso me organizar’”, diz.
Globo Repórter visita ‘Casa Caranguejo’ de João Gomes
Reprodução/TV Globo
Segundo o cantor, a casa já existia, mas estava abandonada.
“Já estava de pé, só que ela estava meio que abandonadinha. A gente pintou e deu outra vida”, conta.
O resultado é um espaço simples, mas cheio de significado.
“É um lugar que a gente se sente à vontade. A gente precisa se conectar”, afirma.
A ‘Casa Caranguejo’ de João Gomes
Reprodução/TV Globo
Mais do que um endereço fixo, a Casa do Caranguejo representa um retorno simbólico às origens. João Gomes quis reproduzir, no Recife, sensações que marcaram sua história em Petrolina e no sertão pernambucano.
“É muito para isso mesmo: para andar a cavalo, poder ter um pouco do que eu tinha em Petrolina. Eu tinha mais contato com o chão, com as coisas mais arenosas”, explica.
João Gomes cuida de cavalo em Casa Caranguejo
Reprodução/TV Globo
A ligação afetiva fica ainda mais evidente quando o cantor fala da infância. Nas férias escolares, o destino era sempre Serrita, no sertão.
“Quando chegava as férias, eu estava em Serrita. Lá é onde, bem dizer assim, eu passei os melhores momentos da minha infância”, relembra.
Globo Repórter visita ‘Casa Caranguejo’ do João Gomes
Reprodução/TV Globo
Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:
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Fonte: G1 Entretenimento

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Espécie de coruja famosa pela saga ‘Harry Potter’ recebe proteção internacional da ONU; entenda


A coruja da espécie coruja-das-neves
AFP
A Convenção das Nações Unidas sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês) aprovou neste domingo (29) a inclusão de 40 novas espécies sob proteção internacional, após sua 15ª reunião (COP15), celebrada nesta semana no Brasil.
A lista de animais inclui a coruja-das-neves (Bubo scandiacus), famosa graças à saga Harry Potter, e o maçarico-de-bico-virado ou maçarico-café (Limosa haemastica), uma ave de bico longo ameaçada de extinção que percorre 30 mil quilômetros por ano ao longo do continente americano.
A reunião, com representantes de 133 membros (132 países e a União Europeia), aconteceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no Pantanal, uma das áreas com maior biodiversidade do planeta.
Na saga da autora J.K. Rowling, a coruja é chamada de Edwiges e acompanha o protagonista Harry Potter entregando cartas e auxiliando seu dono.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Paula Santoro canta Lô Borges e Milton Nascimento com toda a propriedade (e promessa de vida) em show no Rio


Paula Santoro apresenta o show ‘Tudo que você podia ser’ no palco do Acaso Cultural, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, 28 de março
Mauro Ferreira / g1
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Tudo que você podia ser
Artista: Paula Santoro
Data e local: 28 de março de 2021 no Acaso Cultural (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ “Tenho muito o que viver”. Esse verso da letra de “Travessia” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967) adquiriu sentido pleno para Paula Santoro no show apresentado pela cantora mineira com o pianista Rafael Vernet no teatro do Acaso Cultural, charmoso polo de arte que abriu as portas em outubro na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
É que a apresentação do show “Tudo que você podia ser” na noite de ontem, 28 de março, simbolizou renovada promessa de vida no coração da artista. Foi a primeira vez em que Paula Santoro subiu ao palco já totalmente curada do câncer que enfrentou ao longo de 2025. A celebração da cura foi explicitada ao fim do show em fala dirigida à plateia repleta de amigos, familiares, alunos (Santoro também é professora de canto e fonoaudióloga) e jornalistas admiradores dessa cantora de exemplar técnica vocal.
O show “Tudo que você podia ser” é desdobramento do show anterior de 2024, feito por Paula em duo com o mesmo Rafael Vernet, pianista e arranjador gaúcho com quem a cantora trabalha há anos. No show anterior, a cantora dava voz aos compositores mineiros agregados entre o fim dos anos 1960 e o início da década de 1970 em torno de Milton Nascimento, líder da turma fundadora do movimento conhecido como Clube da Esquina.
No show “Tudo que você podia ser”, o foco do roteiro reside somente nos cancioneiros de Milton Nascimento e Lô Borges (1952 – 2025), sendo que as músicas da discografia solo de Lô compõem a real novidade do repertório do show atual no confronto com o roteiro de 2024.
Paula Santoro em apresentação do show ‘Tudo que você podia ser’ no Acaso Cultural, polo de arte e cultura da cidade do Rio de Janeiro (RJ)
Mauro Ferreira / g1
Hábil no garimpo e na lapidação do ouro de Minas, Paula Santoro é cantora vocacionada para desbravar os inusitados e por vezes intrincados caminhos harmônicos da obra de Lô Borges, como mostrou ao dar voz à música “O caçador” (Lô Borges e Márcio Borges, 1972), apresentada no primeiro álbum solo de Lô, conhecido popularmente como “O disco do tênis” pela fotografia de Cafi (1950 – 2019) exposta na capa do LP.
Por meio dos versos do letrista Márcio Borges, “O caçador” retratou o clima de tensão de tempo nublado em que os defensores da liberdade eram os alvos preferenciais do aparelho repressivo em vigor do Brasil nos anos 1970.
O terror da ditadura era denunciado de forma mais ou menos explícita em músicas como “Léo” (Milton Nascimento e Chico Buarque, 1978), momento em que o canto de Paula Santoro atingiu densidade bisada dois números depois com a lembrança de “E daí?” (Milton Nascimento e Ruy Guerra, 1978), um dos pontos mais altos do show, inclusive pelo alcance da voz da intérprete na escala musical.
“Outubro” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1967) foi outro momento denso em que a cantora reiterou a habilidade para valorizar músicas de arquitetura sofisticada. Contudo, Paula Santoro jamais jogou nota fora ao longo do show para mostrar virtuosismo.
A cantora também brilhou no tempo de delicadeza em que envolveu canções como “A Via Láctea” (Lô Borges e Márcio Borges, 1979) – música-título do álbum considerado (com razão) a obra-prima da discografia solo de Lô Borges – e “Quem sabe isso quer dizer amor” (Lô Borges e Márcio Borges, 2002), composição melodiosa com alto poder de sedução.
Desde o primeiro número, “Ponta de areia” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974), ficou evidenciado o clima de comunhão que regeu a apresentação do show “Tudo que você podia ser”, com a cantora incentivando o coro do público, seja quando pegou “O trem azul” (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972) no bis, ensinando a divisão adotada por Elis Regina (1945 – 1982) para a plateia, seja quando deu tom inicialmente sereno à canção “Um girassol da cor de seu cabelo” (Lô Borges e Márcio Borges, 1972), número que caiu em suingue percussivo após solo do pianista Rafael Vernet. O coro da plateia por vezes impediu a completa fruição do canto da artista, mas fez sentido em show focado na celebração da vida.
Entre sucessos como a canção-título do show “Tudo que você podia ser” (Lô Borges e Márcio Borges, 1972) e músicas lembradas somente por reais conhecedores do cancioneiro de Lô, caso de “Ela” (Lô Borges e Márcio Borges, 1979), Paula Santoro seguiu a travessia mineira com toda propriedade fazendo do braço e da voz o viver renovado com a cura do câncer.
Paula Santoro canta músicas como ‘A Via Láctea’ e ‘Quem sabe isso quer dizer amor’ no show ‘Tudo que você podia ser’
Mauro Ferreira / g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Gusttavo Lima vai de sofrência a Sweet Child O’ Mine em show com direito a momento rave em rodeio no interior de SP


Gusttavo Lima vai de sofrência a Sweet Child O’ Mine em show com rave improvisada
A terceira e última noite do Limeira Rodeo Music 2026 foi embalada ao som do cantor Gusttavo Lima, com os sucessos como Balada”, hit de 2011, o clássico “Tche tcherere tchê”, Vagabundo”, hits internacionais como Sweet Child o’ Mine da banda americana Guns N’ Roses e até momentos com música eletrônica, numa espécie de rave, na madrugada deste domingo (29) em Cordeirópolis (SP).
De jaqueta de couro e chapéu de cowboy, o sertanejo subiu ao palco e declarou “o embaixador chegou” e abriu a apresentação com “Vagabundo”, parceria com Luís Fonsi.
Na sequência, puxou a canção “Balada”, hit de 2011que estourou e foi responsável por fazer Gusttavo Lima conhecido por todo país. O clássico “Tche tcherere tchê” logo no começo da setlist já jogou o ânimo da arena nas arenas.
Em mais de duas horas de show, o “embaixador”, como é chamado pelo público, atendeu a pedidos da plateia, cogitou regravação de música do início da carreira e cedeu palco para DJ convidado em apresentação frenética na última noite Limeira Rodeo Music.
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Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Foi uma demonstração do ritmo frenético que embalaria as próximas duas horas de show no palco da arena do rodeio. Tiveram sucessos da década de 2010, com direito a músicas pedidas pelos fãs, versões de sucesso do embaixador, hits internacionais, baladas, sofrência, rave e Sweet Child o’ Mine.
‘Momento intimidade’
Depois de “Pena Que Acabou”, “Fala Mal de Mim” e “Saudade da Minha Vida”, Gusttavo pediu para apagar as luzes para um “momento de intimidade” com o público de Cordeirópolis.
“Essa é a música de namorar pelado”, brincou antes de começar “Desejo Imortal”, versão de “It Must Have Been Love”, clássico dos anos 1980 do Roxette.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Viagem no tempo com hits internacionais
Gusttavo voltou para os anos 2010 com uma sequência frenética que incluiu “Fui Fiel” e “Jejum de Amor”, ambas lançadas em 2014, e “Homem de Família (2016).
“Hoje vai ser igual início de namoro: uma atrás da outra”, brincou o ídolo antes de voltar para décadas passadas.
“Na Hora de Amar (Insensível)”, versão de “Spending My Time”, também do Roxette, começou com um sample de “We Will Rock You”, do Queen.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Enquanto a arena batia a palma, os acordes mudaram para introduzir os versos “Seu olhar sempre está muito longe / Num lugar que se chama solidão”.
A faixa rendeu refrão à capela e diversos momentos para o artista mostrar sua potência vocal. O público cantou junto. Ao final, ele definiu bem: “Essa foi pancada”. Em seguida, “Apelido Carinhoso”, precedeu um momento de emoção.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Com uma foto da casa onde nasceu em Minas Gerais projetada no telão, Gusttavo conversou com os fãs sobre saudades dos familiares e gratidão pelas conquistas.
“Retrovisor” foi dedicada aos fãs: “Olha pro retrovisor / Tudo que cê já passou / Lembra quando cê ajoelhou pra pedir / Pelas coisas que hoje você reclamou”.
Teve momento para o romance também. Não foram poucos os casais que aproveitaram “Proibido Terminar” para dançarem coladinhos. Como diz a letra, “O te amo vence”. O clima continuou com “Mala dos Porta-Mala”, parceria com Matheus e Kauan.
Gusttavo Lima subiu ao palco do Limeira Rodeo Music 2026 por volta da meia-noite e quarenta deste domingo (29)
Thomaz Marostegan/g1
Teve mais espaço para versões à la embaixador de clássicos internacionais. A plateia se animou com “A Noite”, lançada pelo sertanejo em 2024. A versão é uma reprise da cantora Tiê, que lançou a tradução do single italiano “La Notte” em 2014.
A sofrência deu às caras com uma sequência que começou com “Termina Comigo Antes”. Se na primeira o eu lírico pede pra amada terminar o relacionamento caso não o ame mais, na sucessora “Eu Não Iria” a letra explora o outro lado.
“Eu não iria, melhor ficar assim / Chegando em casa vai se arrepender / E vai voltar pra mim”. “A Gente Fez Amor” veio depois e parece fechar a história dos amantes desiludidos. “Era pra terminar / Quem disse que eu consigo?”, mas “Milu” seguiu com o romance iô-iô.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
O bloco terminou com o single mais recente do cantor, “Assunto Que Dói”. A música faz parte do projeto “Feito à Mão”, lançado no início do mês. O álbum completo reúne 17 faixas, incluindo as músicas anteriormente no Volume 1 e oito inéditas.
Depois de um momento de interação com os fãs da grade da pista premium com direito a incentivos e parabenizações para os aniversariantes presentes, veio “10 Anos”, “Canudinho”, feat com Ana Castela, e “Sujeito”.
O Embaixador voltou pro início da carreira e, para a alegria das fãs, dedicou “Refém” para as morenas da arena. “Só esses cabelos pretos me faz bem / E quando não tenho, fico doente / Se você não existisse iria te inventar”.
Público do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Sentado com o violão, tocou a balada “60 segundos”, mas trouxe um pico de energia ao finalizar com o refrão de “Diz Pra Mim (Just Give Me a Reason”. Atendendo ao pedido de um fã, cantou “Menina”. “Quando que a gente gravou essa música, 2012? Vale a pena regravar”, comentou.
A visita às antigas levou ao cantor aos dois covers da noite. A arena cantou “Sinônimos”, parceria de Zé Ramalho e Chitãozinho e Chororó, e “Pensa em Mim”, de Leandro e Leonardo junto com o Embaixador, que acabou atendendo mais um pedido de fã para finalizar a viagem no túnel do tempo com “Rosas, Versos e Vinhos”, faixa de seu primeiro álbum, lançado em 2009.
Público de Gusttavo Lima no Limeira Rodeo Music
Thomaz Marostegan/g1
O Embaixador não deixa as coisas ficarem tranquilas por muito tempo. Depois de perguntar quem pretendia amanhecer na arena muitos, Gusttavo convidou o DJ Dedezinho para uma rave improvisada com direito à versão abrasileirada de “The Fate of Ophelia”, de Taylor Swift, que viralizou nas redes sociais no fim de 2025.
O sertanejo voltou ao palco com uma explosão de energia que foi de “Zé de Recaída”, passou por “Gatinha Assanhada” e, de repente, o Embaixador estava com a guitarra e o começo icônico de Sweet Child O’ Mine, de Guns N’ Roses, ecoou na arena.
Será que tem alguém capaz de sair de um clássico do rock, passar por “Meu Ex-Amor”, de Amado Batista, e voltar a tocar “Vagabundo” — a primeira do setlist — enquanto distribui rosas para os fãs e se despede? O Embaixador canta, depois de duas horas de muita música: “Esse alguém soy yo”.
Gusttavo Lima se apresenta na noite de encerramento do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
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Fonte: G1 Entretenimento

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Izzy Gordon reforça em abril tendência de tributos fonográficos a Jorge Aragão com o álbum ‘Sementes da tamarineira’


Izzy Gordon lança em 6 de abril o álbum ‘Sementes da tamarineira – Izzy Gordon canta Jorge Aragão’
Junior Santos / Reprodução Facebook Jorge Aragão / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Álbum programado para ser lançado em 6 de abril, “Sementes da tamarineira – Izzy Gordon canta Jorge Aragão” reforça a tendência de tributos fonográficos a Jorge Aragão, compositor carioca cujo cancioneiro foi abordado ao longo do último ano em álbuns da cantora Eliana Pittman (“Nem lágrima nem dor”, disco de março de 2025), do Monobloco (“Mar de Aragão”, lançado em fevereiro deste ano de 2026 com foco no repertório folião do compositor) e do cantor Renan Oliveira (“Samba e prece”, também lançado em fevereiro).
Cantora paulistana que transita pelo universo do jazz, Izzy Gordon pisa com firmeza no terreirão do samba carioca com este álbum em que dá voz a oito músicas do repertório do compositor com primorosa produção musical orquestrada por Allan Abbadia com eventuais evocações dos sons dos terreiros em que se pratica a fé afro-brasileira.
Com título referente à lendária árvore que serve de sombra para os frequentadores da quadra do bloco Cacique de Ramos, berço do grupo Fundo de Quintal e de sambistas como Zeca Pagodinho, o álbum “Sementes da tamarineira – Izzy Gordon canta Jorge Aragão” é o primeiro título de trilogia idealizada por Izzy Gordon com tributos fonográficos a compositores do Cacique de Ramos. A cantora planeja lançar completar a trilogia com álbuns dedicados às obras de Arlindo Cruz (1958 – 2025) e Luiz Carlos da Vila (1949 – 2008).
Aberto com sedutor registro de “Lucidez” (Jorge Aragão e Cleber Augusto, 1991), o álbum traz participações de Bia Ferreira em “Malandro” (Jorge Aragão e Jotabê, 1976), Carica em “Coisa de pele” (Jorge Aragão e Acyr Marques, 1986) e Ellen Oléria em “Mutirão de amor” (Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Sombrinha, 1983).
Fora do trilho autoral de Aragão, Izzy Gordon faz “Feito de paixão” (Paulo Onça e Paulinho Carvalho) – samba lançado pelo cantor no álbum “Raiz e flor” (1988) – deslizar em salão de gafieira. O tom jazzy de “Minta meu sonho” (Jorge Aragão, 19879) reforça a influência do jazz no canto da intérprete.
Com alguns arranjos que combinam percussões com violinos e violoncelos, como ouvido em “Malandro”, o álbum de Izzy Gordon apresenta boas abordagens de sambas como “Já é” e “Eu e você sempre”, duas parcerias de Aragão com Flávio Cardoso, ambas lançadas em 2000.
Em essência, o álbum “Sementes da tamarineira – Izzy Gordon canta Jorge Aragão” mostra que o cancioneiro do compositor está enraizado em firme solo melódico e poético.

Fonte: G1 Entretenimento

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Único (raro) álbum solo da cantora Gracinha Leporace é reeditado em LP no Brasil, 58 anos após o lançamento


Capa e contracapa do álbum ‘Gracinha Leporace’, lançado em 1968 e ora reeditado em LP no Brasil
Reprodução
♫ NOTÍCIA
♬ Em 1968, enquanto a Tropicália derrubava os muros estéticos que opunham nacionalistas e roqueiros nas trincheiras da MPB, a cantora carioca Maria da Graça Leporace entrou em estúdio e gravou álbum solo com arranjos do violonista Oscar Castro Neves (1940 – 2013), ecoando a estética da bossa nova, já vista na efervescência da época como uma música do passado (“Eu, você, nós dois / Já temos um passado, meu amor…”, diziam os versos iniciais de “Saudosismo”, canção de Caetano Veloso apresentada naquele ano de 1968).
O disco foi lançado pela gravadora Philips sem grande repercussão comercial. Foi o único álbum solo da cantora conhecida artisticamente pelo nome de Gracinha Leporace e revelada em 1965 como integrante do grupo Manifesto, também composto pelo irmão Fernando Leporace, por Guttemberg Guarabyra (do futuro trio Sá, Rodrix & Guarabyra, depois transformado na dupla Sá & Guarabyra) e pelos futuros produtores musicais Guto Graça Mello e Mariozinho Rocha.
É que, a partir de 1969, Gracinha Leporace passou a ser a vocalista dos conjuntos do pianista Sergio Mendes (1941 – 2024), com quem se casou e partiu para os Estados Unidos em 1970, fazendo carreira e fama no exterior.
Reeditado em LP e CD no exterior, sobretudo no Japão, o álbum solo de Gracinha Leporace permaneceu no Brasil como um título obscuro e pouco ouvido da discografia nacional, tendo se tornado raro com o passar dos anos. Por isso mesmo, é digna de nota a primeira reedição do álbum “Gracinha Leporace” no Brasil, via Universal Music, no formato físico de LP fabricado em vinil azul claro translúcido.
Com 12 faixas, como era o padrão fonográfico dos LPs da época, o álbum apresentou no repertório sete músicas então inéditas – “Última batucada” (Sebastião Leporace, pai de Gracinha), “Rancho do ano novo” (Edu Lobo e José Carlos Capinan), “Madrugada” (Sidney Miller), “Mensagem” (Amaury Tristão e Roberto Jorge), “Canção da desesperança” (Fernando Leporace), “Senhora, senhorinha” (Guarabyra) e “Em tempo” (Fernando Leporace e João Medeiros Filho) – entre cinco regravações.
Gracinha rebobinou o samba-canção “Prece” (Vadico e Marino Pinto, 1956), o samba “Chega de saudade” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), duas parcerias de Carlos Lyra (1933 – 2023) com Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994) – “Saudade fez um samba” (1959) e “Sem saída” (1963) – e a então recente “Cantiga” (Dori Caymmi e Nelson Motta, 1967), apresentada no ano anterior em festival pelo grupo MPB4.
Além da edição em LP, o álbum “Gracinha Leporace” está disponível em edição digital nas plataformas de streaming.
Capa do álbum ‘Gracinha Leporace’
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 40 anos, Lady Gaga ainda não parou de revolucionar o pop


Artista completa 40 anos com influência renovada na música pop
picture alliance / Jordan Strauss/Invision/AP
Quando o nome Lady Gaga surgiu no fim dos anos 2000, ela provocou ondas de choque no universo da música. Para os críticos, muito do que fazia parecia pura provocação. Hoje, olhando para trás, fica claro: Lady Gaga pensava o pop como arte performática. Foi assim que ela mudou de forma duradoura o pop e o mundo dos videoclipes.
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Lady Gaga nasceu em 28 de março de 1986, em Nova York, como Stefani Joanne Angelina Germanotta. Cresceu bem protegida em Manhattan, começou cedo no piano e, ainda adolescente, já escrevia suas próprias músicas. Amava teatro e musicais, e gostava de chamar atenção com sua extravagância. Divertia-se horrores pulando pela descolada Lower East Side com roupas malucas para a época. Mesmo entre tantos hipsters e excêntricos, ela conseguia ir além – um contraste com sua formação em uma escola católica de elite, da qual se formou com excelentes notas.
A jovem talentosa circulava por bares e clubes e, como tantos artistas em ascensão que lotavam Nova York, participou em 2005 de um concurso musical. Apresentada como uma “cantora e compositora muito talentosa”, Stefani Germanotta sentou-se descalça ao piano, tocou duas músicas, e ficou em terceiro lugar.
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Mesmo assim, seu talento como compositora chamou atenção na cena, e ela acabou contratada como autora. O produtor Rob Fusari trabalhou com ela por muito tempo no estúdio. Por causa da extravagância da artista, a comparava com Freddie Mercury. Para cumprimentá-la, sempre cantava Radio Gaga, do Queen, levando cada vez mais pessoas ao seu redor a chamá-la de “Gaga”. Era natural que ela adotasse o nome artístico ao lançar seu primeiro álbum, The Fame, sob o qual se tornaria um fenômeno mundial.
E quando superestrelas como Rihanna, Christina Aguilera, Beyoncé e Gwen Stefani dominavam o pop, surgiu entre elas Lady Gaga, oferecendo ao soul e ao R&B da época um eletropop pulsante. Just Dance subiu devagar, mas de forma constante, ao topo das paradas em 2008, seguida por Poker Face e Bad Romance.
Lady Gaga se reinventou ao lado de Bad Bunny com versão em salsa de uma de suas músicas
John Angelillo/UPI Photo/newscom/picture alliance
Pop como performance
Mas o decisivo não era só a música, e sim o conjunto. Cada aparição era um conceito, cada look uma narrativa. Ela brincava com identidade, gênero, persona e realidade de forma performática, redefinindo, assim, o que significa ser um “popstar”.
Gaga revitalizou também os videoclipes, que já davam sinais de desgaste: cenas surreais, dança, festa e figurinos ainda mais estranhos. Bad Romance, por exemplo, não é só um clipe, mas um manifesto visual, com alienígenas em trajes de látex, sapatos absurdos, chapéus extravagantes, Gaga com cabelos caóticos e olhos enormes. Telephone é um curta-metragem ambientado em uma prisão feminina. Gaga usa, entre outras coisas, um chapéu feito de cigarros acesos e, em outra cena, bobs de cabelo feitos de latas de refrigerante. Então Beyoncé liga e a tira da prisão.
Gaga transformou videoclipes em uma forma de arte própria – grandiosa, exagerada, cuidadosamente encenada. Milhões de cliques no YouTube tornaram seu universo visual global. Com Born This Way, se afirmou de vez como ícone na era da internet.
Moda se tornou parte de suas performances
picture alliance / dpa
Moda como linguagem
Poucas artistas usaram a moda de forma tão consistente. O famoso vestido de carne – feito de carne bovina crua, usado por ela no MTV Video Music Awards de 2010 – não foi uma piada, mas uma mensagem política. Em entrevista à apresentadora Ellen DeGeneres, ela explicou que o look fazia parte de seu protesto contra a política militar americana. O vestido era um posicionamento contra a restrição de direitos de soldados homossexuais, não contra a proteção animal.
A partir desse momento, Gaga se consolidou também como ícone da moda excêntrica e intransigente. Suas roupas eram sempre parte da narrativa.
Artista posou com vestido feito de carne bovina
Hubert Boesl/dpa/picture alliance
Mudança, não repetição
Lady Gaga nunca se prendeu a um único estilo. A persona extravagante foi deixada de lado pela primeira vez em 2014, quando lançou um álbum de jazz com o crooner Tony Bennett. Em Cheek to Cheek, Gaga mostrou suas habilidades como cantora de jazz, convencendo sem truques de moda e sem alienígenas. Continuou conquistando milhares de fãs: foi seu terceiro álbum número 1.
Como atriz, ela já havia aparecido quando jovem na série de TV Família Soprano, mas em 2018 veio o grande papel. No remake de Nasce uma Estrela, Gaga seguiu os passos de Barbra Streisand e Judy Garland. Pelo dueto Shallow, com Bradley Cooper, ganhou um Oscar. Depois vieram papéis em Casa Gucci e Coringa: Delírio a Dois, consolidando Gaga como atriz.
Gaga ganhou um Oscar por Shallow
Jordan Strauss/Invision/AP Photo/picture alliance
Influência até hoje
Lady Gaga já ganhou 16 Grammys, incluindo um em fevereiro de 2026 por seu sétimo álbum, Mayhem, como melhor álbum vocal. Cantou no Superbowl como artista principal, em 2017 – e retornou ao palco do show de intervalo da NFL em 2026, ao lado de Bad Bunny, com uma versão em salsa deDie With A Smile. Também performou na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris e na posse do ex-presidente dos EUA Joe Biden.
Em maio de 2025, foi a vez de entrar no Guinness Book pelo maior maior público da história de uma artista feminina, com o show gratuito que parou Copacabana, no Rio de Janeiro, alcançando, segundo a publicação, 2,5 milhões de presentes.
Ela sempre foi aberta sobre temas pessoais. Falou cedo sobre saúde mental, ansiedade, depressão e a pressão pública. Em muitas entrevistas, relatou ter sofrido violência sexual quando jovem.
Em 2017, revelou sofrer de fibromialgia, uma doença crônica de dor, que a levou a cancelar sua participação no Rock in Rio daquele ano. A condição a obrigou a adiar turnês e adaptar sua rotina.
Show no Rio de Janeiro reuniu mais de 2 milhões de pessoas
Daniel Ramalho/AFP/Getty Images
Ativismo e vida pessoal
Com sua mãe, fundou a Born This Way Foundation, dedicada à saúde mental e ao combate ao bullying, reflexo direto de suas próprias experiências.
Sua vida pessoal é relativamente controlada. Gaga separa claramente a artista da pessoa real. Relacionamentos, como com o ator Taylor Kinney ou o empresário Michael Polansky, vieram a público, mas sem espetáculo. Ela já declarou várias vezes sua bissexualidade e é uma defensora ativa da comunidade LGBT+.
Muitos comentários em seus vídeos expressam admiração pela mulher que, aos 40 anos, já realizou tanto. Ela deu ao pop uma mensagem: postura. Em um show em Tóquio, em janeiro de 2026, criticou abertamente a atuação dura da agência de imigração dos EUA, cujas operações resultaram em mortes. “Pedimos que mudem de rumo e tenham compaixão por todas as pessoas em nosso país.”
Dapieve: Bad Bunny, Kendrick Lamar e Lady Gaga são destaques no Grammy 2026

Fonte: G1 Entretenimento

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Zizi Possi chega aos 70 anos com a voz límpida e o canto depurado após ter superado graves problemas de saúde


Zizi Possi completa 70 anos neste sábado, 28 de março
Danilo Borges / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Nascida em 28 de março de 1956, Maria Izildinha Possi – Zizi Possi, para o público – chega hoje aos 70 anos no posto de uma das grandes cantoras do Brasil. Belíssimo registro de soprano, a voz límpida da cantora paulistana (do Brás) se conserva em forma – fato incomum para timbres agudos, menos imunes ao efeitos naturalmente corrosivos do tempo.
E esse tempo, sempre rei, somente depurou o canto de Zizi e a inteligência da intérprete, dona de entendimento preciso da canção brasileira. A técnica da voz cristalina e extremamente afinada é perfeita, mas, à exemplar emissão vocal, Zizi sempre adicionou uma emoção real condizente com o sentido da letra da música a que dá voz.
Zizi Possi nunca foi do melodrama, nunca pecou pelo excesso. O sentimento da intérprete soa mais concentrado, interiorizado. E, não, Zizi nunca sai do tom. Por isso, os registros dos discos de estúdio se assemelham muito às interpretações dos shows.
Infelizmente, para os admiradores e seguidores da artista, Zizi tem feito menos shows do que o público gostaria, principalmente fora da cidade de São Paulo (SP). São apresentações geralmente espaçadas. A discografia tampouco vem sendo ampliada com a frequência com que se espera de uma cantora do porte de Zizi.
Revelada com o álbum “Flor do mal”, lançado em 1978, Zizi Possi gravou álbuns regularmente nos anos 1980 e 1990. Contudo, a discografia da cantora foi perdendo impulso a partir dos anos 2000. Basta dizer que o último álbum de estúdio de Zizi, “Bossa”, foi lançado em 2001, há já inacreditáveis 25 anos!
De lá para cá, foram lançados três registros de show – “Pra inglês ver… e ouvir” (2005), “Cantos & contos 1 e 2” (2010, em dois volumes avulsos editados somente em DVD) e “Tudo se transformou” (2014) – e o EP “O mar me leva” (2016), lançado há dez anos.
Requintado disco de mornas, gênero musical de Cabo Verde que a cantora africana Cesária Évora (1941 – 2011) pôs no mapa-múndi musical na década de 1990, o EP “O mar me leva” foi gravado com músicos portugueses e soou irretocável, à altura do histórico discográfico de Zizi, embora tenha passado em silêncio quase absoluto até para parte do público da cantora.
Para a grande maioria dos seguidores da artista, as músicas que batem mais forte na memória afetiva são “Asa morena” (Zé Caradípia, 1982) e “Perigo” (Nico Rezende e Paulinho Lima, 1985), sucessos de uma fase – os anos 1980 – em que a cantora transitou entre a MPB (norte dos primeiros álbuns) e o pop radiofônico feito no padrão FM daquela década.
É curioso que, apesar desses sucessos populares, Zizi Possi somente começou a ser percebida como uma cantora do primeiro escalão da música brasileira a partir dos anos 1990, década em que, rompida com os esquemas industriais do mercado fonográfico, a intérprete decretou a própria independência artística em virada esboçada em 1989 com o álbum “Estrebucha baby”.
Essa virada foi consolidada dois anos depois com o álbum “Sobre todas as coisas” (1991), registro do aclamado show acústico que a cantora paulistana estreara em Curitiba (PR), em 1990. Um show de percussão, piano e violoncelo – instrumento então pouco usado no universo da MPB – que, aos poucos, conquistou o Brasil, ditando uma das tendências mais fortes do mercado musical brasileiro naqueles anos 1990.
Foi nessa década que Zizi gravou a música que se tornaria o maior sucesso popular da carreira da artista, “Per amore” (Mariella Nava, 1995), canção italiana que batizou o álbum blockbuster lançado pela cantora em 1997. A música estourou na trilha da novela “Por amor” (1997 / 1998), sucesso igualmente blockbuster da TV Globo. E há certa ironia no fato de uma cantora tão ligada a compositores brasileiros (Chico Buarque, Gilberto Gil, Gonzaguinha e Ivan Lins, para citar somente alguns) ter como maior hit uma música italiana.
Na época de “Per amore”, tempos de vendas expressivas e inéditas na carreira da cantora, ninguém poderia supor que a discografia de Zizi Possi ficaria tão espaçada no século XXI. Contribuíram para isso os graves problemas de saúde física e mental enfrentados pela artista nos últimos anos. Por conta de complicações na coluna, agravados por cirurgia malsucedida, Zizi conviveu com dores paralisantes por cerca de uma década.
Sem falar que, por ser cantora exigente, Zizi ganhou o rótulo de artista difícil. Nos bastidores da indústria da música, há quem se refira à artista com o trocadilho Zizi impossible.
Alheia aos julgamentos alheios, Zizi segue em cena, firme e forte, após ter superado os problemas de saúde. O último lançamento fonográfico – o single “Sinal fechado” (2021) – foi feito há cinco anos. Mas há um show corrente, “Choro das águas” (2025), que confirma a maestria da intérprete. Sobre todas as coisas que envolvem Zizi Possi, paira a beleza inebriante do canto cristalino da grande cantora do Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Luan ‘aterrissa’ no palco em show no interior de SP e faz fãs viajarem no tempo com hits de 18 anos


Luan ‘aterrissa’ no palco em show no interior de SP e faz fãs viajarem no tempo com hits
Quem já foi a um show do Luan Santana sabe que o artista, que celebra este ano 18 anos de carreira, gosta de entradas teatrais. E neste sábado (28), na segunda noite do Limeira Rodeo Music, não foi diferente: o artista “aterrissou” no palco de Cordeirópolis (SP) perto da 0h25, após abertura com efeitos especiais que simulava o lançamento de um foguete, com direito a contagem regressiva, fogos e fumaça.
Depois de uma breve pausa, o refrão “Se não quer nada sério, eu espero / Que não se arrependa de me devolver pra rua”, de Meio Termo, conquistou quem estava na arena. Luan não ia cantar sozinho. Morena e Abalo Emocional, os próximos hits da setlist, também foram entoadas a plenos pulmões pelos fãs.
“Eu nao via a hora de cantar pra vocês. Sejam bem-vindos ao primeiro show que conta uma história de amor que já dura 18 anos”, disse o artista antes de começar a cantar Clone.
Luan Santana se apresenta no Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Esses anos de estrada foram o fio condutor de toda a apresentação, que pode ser divida em dois momentos. Luan começou com os sucessos mais recentes e terminou com uma verdadeira viagem no tempo, com os hits que o transformaradano artista que ele é hoje.
Luan aproveitou vários momentos para interagir com os fãs durante a apresentação, como na canção “Quando a Bad Bater”.
Luan Santana atrai fãs de diferentes gerações e encanta plateia que aguarda entrada do ídolo sertanejo ao palco do LRM 2026
Thomaz Marostegan/g1
“Hoje, a bad não chega nem perto de Cordeiropolis”, prometeu o sertanejo, e cumpriu. Em seguida, veio “Dona”.
Os telões voltaram a exibir imagens do espaço enquanto um pulsar gerava expectativa para a próxima música.
Foi “Vingança”, que teve direito a refrão a capella, efeitos e uma rebolada que fez a alegria das luanetes. “Erro planejado” e “Acordando o prédio” renderam momentos de interação com o público, como quando Luan pediu para que apenas quem nunca traiu cantasse o refrão da primeira. “Cordeirópolis é o lugar mais fiel do Brasil”, brincou.
Luan Santana é grande atração do segundo dia do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Mas a animação dos fiéis não se comparou ao refrão de “Eu, Você, o Mar e Ela” e a “Coração Cigano”, parceria com Luíza Sonza. Luan aproveitou a balada para mais uma vez mostrar o gingado. “Só faltou a nega pra dançar aqui comigo”.
Um pequeno intervalo, no qual tocou um discurso gravado voltado para as mulheres enquanto o telão mostrava imagens do público, preparou o terreno para “Mulher Segura”.
Luan Santana é grande atração do segundo dia do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Para a alegria do público, Luan aproveitou a animação dos fãs para gravar um vídeo para as redes sociais durante “Chuva de Arroz”.
“Você que está vendo esse vídeo, seja bem vindo a Cordeirópolis. Vamos sair do chão”. Durante a faixa ficou claro que o sertanejo tem uma base de fãs fiéis, porque o público tinha a letra do hit, lançado há 11 anos, na ponta da língua — e essa foi só a primeira da leva mais antiga.
Luan Santana relembra hits e aproveita clima de nostalgia em palco de rodeio
Thomaz Marostegan/g1
Um dos momentos mais emocionantes veio em seguida. Após um breve intervalo, Luan ressurgiu no palco vestido de branco e com a icônica coroa para cantar “Água com açúcar”.
No fim, a plateia entoava “Luan eu te amo”. “”Eu que vivo vocês. Eu tô feliz demais de encontrar vocês num momento tão especial da minha vida. A gente se conheceu quando eu tinha 17 anos, quando ‘’Meteoro’ explodiu no Brasil inteiro”, disse.
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Fãs aguardam chegada de Luan Santana ao palco do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Foi a deixa para Luan convidar o público a fazer uma viagem no tempo com ele. Depois de “Te vivo”, de 2012, reforçou. “A partir de agora o show é só pra quem tá comigo desde o começo”, avisou.
“Te esperando” e “Amar Não É Pecado” vieram em seguida, mas o ídolo praticamente não precisou cantar, porque os fãs fizeram bonito à capella. “Uma salva de palmas pra vocês”, pediu o artista.
Show do Luan Santana no Limeira Rodeo Music
Thomaz Marostegan/g1
As músicas mais recentes de Luan fazem sucesso inegável. Mas ficou muito claro que as primeiras músicas da carreira tem um lugar especial no coração dos fãs. “Essa é mais antiga, vocês não vão lembrar”, disse o sertanejo antes de “Um Beijo”. Errou feio, é claro.
Luan Santana se apresenta no Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Ele repetiu a brincadeira quando cantou “Você Não Sabe O que É Amor”, mas não tinha como fazer isso com “Meteoro”, que teve direito a arranjo especial e discurso emocionado sobre o hit que deu início a tudo.
“Obrigado por me fazer o cara mais feliz do mundo há 18 anos”, agradeceu após finalizar a apresentação com “Sinais” e “Tudo Que Você Quiser”.
Luanetes
Atração mais esperada da segunda noite do Limeira Rodeo Music 2026, Luan Santana, 35, viveu metade de sua vida sob os holofotes. São 18 anos de carreira, com fãs que cresceram enquanto o cantor ganhava cada vez mais popularidade.
Donas de fã-clube, amor herdado da mãe e 17 shows: fãs de Luan Santana declaram paixão
Vestidas a caráter no evento que pela primeira vez acontece em Cordeirópolis (SP), Thalia Matt, 28, e as irmãs Thayna e Maria Franchini, de 28 e 18 anos respectivamente, são exemplos de dedicação ao ídolo.
Amigas de infância, Thalia e Thayna eram donas de um fã-clube de Luan Santana nos anos 2000: o Vício Sem Fim LS. Hoje adultas, elas foram uniformizadas, com faixas dedicadas ao ídolo e camisetas customizadas.
Fãs de Luan Santana revivem tempos de fã-clube criado nos anos 2000 em show do cantor no Limeira Rodeo Music
Estevão Mamédio/Reprodução/g1
“Nosso amor pelo Luan começou quando que ele estourou no Youtube, com ‘Meteoro’, ‘Gurizinho’. E aí só foi crescendo nosso amor por ele”, conta Thalia.
O trio tem planos de prestigiar a turnê Registro Histórico, que reúne sucessos desses 18 anos de carreira, em Ribeirão Preto (SP).
Perdeu as contas
Thalia afirma que já perdeu as contas de quantas vezes viu o cantor ao vivo.
“A gente foi crescendo, a vida foi tomando forma, a gente casou, teve filho, mas a gente continua nos shows, ‘Luanetes’” diz, usando o apelido dado carinhosamente às fãs de Santana.
Rafaela Costa Nunes, de 19 anos, herdou da mãe o amor pelo cantor Luan Santana, que se apresenta no segundo dia do Limeira Rodeo Music
Estevão Mamédio/Reprodução/g1
Já assistiu 17 shows do ídolo
Ao contrário da amiga, Thayna, recorda o número de shows do ídolo em que já estiveram: são 17 ao todo, segundo suas memórias. E o amor respingou na irmã Maria, dez anos mais nova.
“A gente continua atrás do Luan. A humildade dele me encanta também”, revela.
Com faixas com nome do cantor, fãs de Luan Santana aguardam chegado artista com olhos atentos ao palco do Limeira Rodeo Music
Thomaz Marostegan/g1
Gêmeas unidas pelo amor ao cantor
Irmãs que também são unidas pelo amor ao Luan Santana são as gêmeas Laura e Eloá Mouro Alversani, de dez anos. As duas esbajavam animação para ver o ídolo pela primeira vez, acompanhadas pela mãe.
“Eu gosto bastante dele, mas eu vim mesmo realizar o sonho da Laura, que é de conhecer o Luan Santana”, diz Eloá.
Herdado da mãe
No caso da Rafaela Costa Nunes, de 19 anos, o amor foi herdado da mãe.
“Minha mãe sempre tinha muitos DVDs do Luan, então sempre tinha muitos videoclipes em casa”, afirma.
Amigos vão ao show pela primeira vez
Rafaela foi ao show acompanhada pelo amigo Ryan Victor Nascimento, também de 19 anos. A amizade, que já dura dez anos, foi a responsável pelo primeiro show do Luan Santana de ambos.
“Eu sou muito amigo dela, e não vou falar que sou tão fã dele, mas gosto muito das músicas”, diz Ryan
Fãs aguardam chegada de Luan Santana ao palco do Limeira Rodeo Music 2026
Thomaz Marostegan/g1
Tudo o que você precisa saber sobre o Rodeio de Limeira
Limeira Rodeo Music 2026: confira tudo o que você precisa saber sobre o rodeio
✍🏿 O g1 preparou um guia com tudo o que você precisa saber sobre a festa. Saiba todos os detalhes abaixo e um resumo em um minuto no vídeo acima.
Limeira Rodeo Music, em 2024
Marcelo Zanetti/g1
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Fonte: G1 Entretenimento