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Roqueiros de volta: Foo Fighters retrocede com música imatura e U2 mostra fôlego com EP político


Roqueiros de volta: veja análise de música nova do Foo Fighters e disco do U2
No que depende das grandes bandas do planeta, em 2026, o rock ainda respira. Pode não estar no auge, mas pelo menos tem músicas novas.
O Foo Fighters anunciou o 12º álbum de estúdio, “Your Favorite Toy”, para o dia 24 de abril. E a faixa-título, principal single do disco, veio esta semana.
Já o U2 apareceu de surpresa com “Days of Ash”, primeiro disco de inéditas em quase uma década, com pegada política e participação até de Ed Sheeran. Veja a crítica dos dois projetos abaixo.
Foo Fighters lança música caótica
Título: “Your Favorite Toy”
Artista: Foo Fighters
Nota: 4/10
Previsto para abril, o disco “Your Favorite Toy” será uma atualização de como está a banda após o emocional “But Here We Are” (2023). O álbum denso, muito elogiado, partiu do luto pela morte do baterista Taylor Hawkins, em 2022.
Desde então, o Foo Fighters passou por um troca-troca de bateristas e agora conta com Ilan Rubin (ex-Nine Inch Nails).
Foo Fighters se apresenta no The Town 2023
Luiz Gabriel Franco/g1
Agora, a banda de Dave Grohl dá um gostinho do que vem por aí com a faixa-título, principal single do projeto. Mas se eles estão buscando uma nova identidade com a atual formação, começaram por um caminho no mínimo… estranho.
Com sonoridade caótica, a música “Your Favorite Toy” parece uma tentativa de reproduzir aquele rock de garagem dos anos 2000 (ou até o que eles mesmos fizeram na música “White Limo”, de 2011).
É uma bagunça proposital, mas não significa que soe bem. A voz de Grohl aparece repleta de distorção e a mixagem torna os instrumentos quase impossíveis de distinguir.
É um som que pode até divertir, mas é um pouco imaturo e raso para uma banda deste calibre — depois de um disco tão profundo, é um retrocesso.
U2 volta político
Título: “Days of Ash”
Artista: U2
Nota: 6,5/10
Por outro lado, o U2 decidiu seguir a fórmula que o consagrou. Após quase uma década sem material inédito, a banda surpreendeu o público com o EP “Days of Ash”, lançado no último dia 18.
Fiel ao seu histórico ativista, o grupo aborda temas como o ICE (serviço de imigração americano), Vladimir Putin e o conflito em Gaza.
O EP vai mudar o mundo? Dificilmente. São cada vez mais raras as músicas de protesto que têm efeito real, viram hino nas ruas e mobilizam as pessoas.
Mas o U2 não está necessariamente preocupado em lançar a próxima “Imagine”. Parece que eles só não querem ficar calados em um momento tão delicado — se a tensão política ao redor do mundo não conseguisse que o U2 fizesse novas músicas, nada mais conseguiria.
Musicalmente, o EP passeia por sonoridades familiares. Um exemplo é “American Obituary”, a faixa mais rock e um dos destaques do projeto. A música tem riffs de guitarra que lembram o U2 de “How to Dismantle an Atomic Bomb” e “All That You Can’t Leave Behind”.
“Renee Good nasceu para morrer livre (…) / O que você matar não pode morrer / A América irá se levantar”, diz a música.
U2 lança ‘Days of Ash’, primeiro álbum de músicas inéditas em quase 10 anos
Brent N. Clarke/Invision/AP
Já para quem curte as baladas e canções de protesto do grupo, “Tears of Things” pode emocionar. No mínimo, a canção prova que a voz de Bono segue em ótima forma.
É um disco de outro mundo? Não. O EP tem altos e baixos, e uma fraca é “Yours Eternally”, parceria com o ucraniano Taras Topolia e… Ed Sheeran. É uma faixa comercial e Coldplay demais para o estilo do U2.
Mas o projeto mostra que o U2 ainda tem fôlego para 2026. A banda diz que vem aí um álbum cheio, ainda neste ano. E nesse caso, o EP é um bom pontapé.

Fonte: G1 Entretenimento

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Violonista do Quarteto Maogani, Paulo Aragão lança o primeiro álbum solo em março com valsas e choros sentimentais


Paulo Aragão lança em março o álbum solo ‘Choros líricos e sentimentais’ com repertório autoral
Reprodução
♫ NOTÍCIA
♬ Integrante e fundador do Quarteto Maogani, com quem gravou oito álbuns lançados entre 1997 e 2025, o violonista, arranjador, compositor e produtor musical Paulo Aragão apresenta em março o primeiro álbum solo da discografia.
Intitulado “Choros líricos e sentimentais”, o álbum foi formatado com repertório inteiramente autoral, tendo sido gravado em novembro, mixado em dezembro e enfim finalizado após ajustes feitos em janeiro.
Ao contrário do que faz supor o título “Choros líricos e sentimentais”, Aragão transita no álbum por outros gêneros musicais, como a valsa, com diversas formações instrumentais.
Cabe ressaltar que, como arranjador e/ou produtor musical, Paulo Aragão vem em movimento ascendente na música brasileira, tendo trabalhado em discos recentes de nomes do porte de Dori Caymmi, Edu Lobo, Francis Hime e Guinga.

Fonte: G1 Entretenimento

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Paula Fernandes grava o show ’30 & poucos anos’ em abril, em São Paulo


Paula Fernandes grava o álbum audiovisual ’30 & poucos anos’ em show programado para 16 de abril na casa Vibra São Paulo
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Nascida em agosto de 1984, Paula Fernandes tem somente 41 anos. Mas já contabiliza 33 anos de carreira na música, pois começou a cantar ainda criança, aos oito anos, tendo lançado o primeiro álbum em 1993.
O título do ainda inédito projeto musical idealizado pela artista mineira para 2026, “30 & poucos anos”, alude à longevidade da trajetória da cantora e compositora projetada nos anos 2000.
No embalo da participação de Paula como atriz na novela “Coração acelerado” (Globo, 2026), trama sertaneja na qual interpreta a personagem Cecília, a artista anuncia a gravação do álbum audiovisual “30 & poucos anos” em show programado para 16 de abril na casa Vibra São Paulo, situada na cidade de São Paulo (SP). Ricardo Lopes assina a produção musical. Já o roteiro do show é de Bruno Campos.
Na discografia de Paula Fernandes, o registro ao vivo do espetáculo “30 & poucos anos” sucederá o EP “Simplesmente eu” (2025), lançado em novembro do ano passado com cinco músicas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Nick Reiner, filho de Rob Reiner, se declara inocente do assassinato dos pais


O diretor Rob Reiner, sua esposa Michele Singer e seu filho Nick Reiner em evento de lançamento da Teen Vogue, em 2013
Michael Buckner / Getty Images via AFP
Nick Reiner, de 32 anos, se declarou inocente das acusações de assassinato de seus pais, o cineasta Rob Reiner e Michele Singer. Nesta segunda (23), Nick falou em uma breve audiência e concordou com a nova data de comparecimento ao tribunal, marcada para 29 de abril.
O réu responde por duas acusações de homicídio com agravantes. Caso seja condenado, a sentença pode variar entre pena de morte e prisão perpétua sem possibilidade de condicional.
Segundo a imprensa americana, há relatos de que Nick foi diagnosticado com esquizofrenia e estava em tratamento psiquiátrico na época do assassinato de seus pais.
Não se sabe se ele buscará uma defesa por insanidade, mas não houve menção ao estado de saúde mental de Reiner durante a sessão desta segunda.
Entenda o caso
O ator e diretor de Hollywood Rob Reiner, de 78 anos, e sua esposa, Michele Singer, de 68, foram encontrados mortos em sua casa em Los Angeles, no dia 14 de dezembro. De acordo com uma fonte ouvida pela Associated Press (AP), os dois apresentavam ferimentos causados por facas.
A polícia de Los Angeles afirmou, no dia 15, que sua investigação concluiu que Nick Reiner matou os pais.
O filho de Rob e Michele tem um histórico de uso de drogas e transtornos mentais e foi detido no mesmo dia, sem direito a fiança.
Rob Reiner, diretor do filme “Harry e Sally”, e a esposa são mortos a facadas na Califórnia

Fonte: G1 Entretenimento

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Djavan pesca pérola rara em EP para os poucos que apreciam a sofisticação do cancioneiro de José Miguel Wisnik


Djavan participa do EP ‘Mais simples’ com gravação ao vivo, captada em 2005, da canção ‘Pérolas aos poucos’
Priscila Prade / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Djavan canta Wisnik – Pérolas aos poucos
Artista: Djavan
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Em 2003, José Miguel Wisnik lançou um dos melhores álbuns da discografia do compositor e pianista paulista, “Pérolas aos poucos”. Exemplo da sofisticação que pauta o cancioneiro do artista, a música-título “Pérolas aos poucos” foi uma das trilhas sonoras da vida de Djavan ao longo de 2004, ano em que o artista estreou em julho o show “Vaidade”, baseado no álbum homônimo que havia sido lançado pelo cantor em junho daquele ano de 2004.
A adoração de Djavan pela canção “Pérolas aos poucos” era tamanha que, no meio da turnê “Vaidade”, já em 2005, o cantor incluiu “Pérolas aos poucos” no roteiro do show, em número de voz & piano, feito em algumas apresentações no Brasil, na França e em Portugal.
Com o toque do piano de Renato Fonseca, Djavan lapidou “Pérolas aos poucos” como grande intérprete que sempre foi. É esse registro ao vivo que, recuperado após 21 anos, emerge amanhã, 24 de fevereiro, como o segundo single do EP “Mais simples”.
Previsto para ser lançado em abril, com edição e produção da Circus, o EP “Mais simples” apresentará gravações de músicas de Wisnik nas vozes de vários artistas.
Com capa criada pela designer Elaine Ramos a partir da pintura “Chuvisco II” (2013), da artista Marina Rheingantz, o single “Djavan canta Wisnik – Pérolas aos poucos” não chegar a provocar o arrebatamento causado pelo single anterior, “Mais simples”, lançado em 22 de janeiro com gravação inédita e atual da canção de 1992, reouvida na voz de Caetano Veloso com o toque do violão de Tom Veloso.
Contudo, o registro ao vivo de “Pérolas aos poucos” em 2005 – depurado pelo técnico de som Marcelo Saboia, sob supervisão de Djavan e de José Miguel Wisnik, para ser incluído no EP “Mais simples” – reedita o alto nível do single anterior e sinaliza que o EP terá excelente resultado. A faixa de Djavan é pérola pescada para os poucos que apreciam a sofisticação da obra de José Miguel Wisnik.
Capa do single ‘Djavan canta Wisnik – Pérolas aos poucos’, de Djavan
Pintura de Marina Rheingantz

Fonte: G1 Entretenimento

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Não, o pop latino não começou com Bad Bunny… Artistas pavimentaram rua para ele erguer sua ‘casita’


Bad Bunny se apresentou pela primeira vez no Brasil nesta sexta (20)
Jorge Silva/Reuters
É tentador olhar para o “baile nostálgico” de Bad Bunny em São Paulo e acreditar que o Brasil finalmente rompeu sua histórica bolha de isolamento apenas por causa dele. O porto-riquenho esgotou os ingressos de seus dois primeiros shows no país, no Allianz Parque, neste fim de semana. Mas a verdade é que outras vozes latinas pavimentaram a rua onde Benito agora construiu sua casita.
Em 2010, quando escrevi sobre uma “onda latina” para a edição brasileira da revista “Billboard”, o cenário era de resistência. Naquela época, o passaporte para o sucesso em espanhol quase sempre vinha carimbado pela televisão. O fenômeno RBD, com seus 2,2 milhões de discos vendidos no país, era o exemplo mais impressionante: um sucesso que saiu direto do SBT para as paradas. Sem a “forcinha providencial” das novelas, como o Maná em “Mulheres Apaixonadas”, a barreira parecia intransponível.
O cenário de 15 anos atrás continua atual. Como Sergio Affonso, então presidente da Warner, me disse na época, o Brasil é um país latino isolado por um preconceito que vai além da língua. Havia uma ideia de que música latina era obrigatoriamente “chocalho na mão e rebolado”. Enquanto nomes como Alejandro Sanz e Shakira lutavam por espaço nas rádios, o pop rock que não tinha uma figura tão marcante era ignorado ou rotulado como brega. Outra questão é que Shakira se aventurou por hits em inglês para mudar de patamar e virar uma popstar global.
Por que shows do Bad Bunny no Brasil são históricos
O executivo André Matalon me contou que os produtos latinos eram vistos como “enlatados” e sofriam com o preconceito de quem achava que faltava qualidade à produção vizinha. O cenário era tão fechado que o grande êxito romântico em espanhol nas rádios da década de 2000 acabou sendo de um brasileiro: Alexandre Pires, com “Usted Se Me Llevó La Vida”. Tirando casos esporádicos como o colombiano Juanes ou a persistência de nomes como Bruno & Marrone, o mercado se fechava para quem não aceitasse o jogo da adaptação.
Historicamente, o mercado brasileiro impôs uma barreira cultural contra o “idioma de Cervantes” ao associá-lo quase exclusivamente a canções mais românticas do que a encomenda. Esse estigma, personificado por ícones como Julio Iglesias, criou uma ideia de que a música em espanhol era sempre “enlatada” ou voltada para a balada sentimental.
RBD, Maná e o pop rock de novela
RBD: Maite Perroni, Christopher Uckermann, Anahí, Christian Chávez e Dulce María
Divulgação
O Maná é o caso clássico de como o rock em espanhol precisou de uma engenharia televisiva para furar o bloqueio por aqui. O grupo vendeu mais de 20 milhões de discos no mundo, sendo 600 mil no Brasil: uma marca impulsionada por trilhas da novela. Em 2003, “Vivir sin aire” virou hino ao embalar o casal Clara e Rafaela em “Mulheres Apaixonadas”, um momento que o baterista Alex González definiu como histórico para a banda. A estratégia seguiu com “Labios compartidos” em “Viver a Vida” (2009) e “Lluvia al coração” em “Morde & Assopra” (2011) As canções de novela levaram o quarteto ao Palco Mundo do Rock in Rio.
Já o RBD operou em uma escala que pouca gente no pop (latino, ou de qualquer lugar) conseguiu repetir. Foram 2,2 milhões de discos vendidos no país a partir de 2005, um volume que forçou uma “alfabetização pop latina” na marra. Uma geração inteira de brasileiros aprendeu espanhol para acompanhar os dramas de Anahí e companhia. Como ela mesma me contou, esse sucesso era sentido na pele: o Brasil se tornou o porto seguro para o pop mexicano, criando uma base de fãs que hoje, já adulta, ajuda a sustentar o interesse por nomes como Bad Bunny.
Que bonita vizinhança…
Jorge Drexler, ganhador do Oscar e o mais uruguaio nome da MPB, me apresentou uma teoria que explica por que demoramos tanto para aceitar um fenômeno como Bad Bunny. Para ele, o Brasil se dá ao luxo da autor-referencialidade: produzimos o que ouvimos e ouvimos o que produzimos. Somos um continente musical que se basta, onde o artista pode fazer a vida sem nunca precisar de um carimbo no passaporte.
Marisa Monte e Jorge Drexler
Acervo pessoal Marisa Monte
Nomes como Belinda e Ximena Sariñana, também atrizes, já tentavam furar esse bloqueio lá atrás, investindo no carinho dos fãs brasileiros para compensar a falta de espaço nas rádios. Com o streaming, a dependência das FMs ficou bem menor, e isso fez a diferença.
Bad Bunny talvez seja o ápice de um processo de décadas. Ele não precisou de uma versão em português, de uma novelinha adolescente ou de uma novela das oito para ser compreendido. Ele usou palcos globais como o Grammy e o Super Bowl para expandir seu público, é claro: mirou no mundo e acertou no Brasil.
A carreira era mais voltada para o reggaeton, mas ele foi diversificando seu som. Nos últimos anos, principalmente a partir do festejado álbum “Un Verano Sin Ti” (2022), passou a ir mais além do “trapeton”. A união do reggaeton com o trap, caracterizado por um rap mais arrastado, soturno, mas com vocais graves e pegada festiva, ganhou a companhia de outros sons dançantes, da salsa à música eletrônica. Essa sonoridade dançante e melódica é a cama para suas letras sobre assuntos que fazem sentido em San Juan ou em São Paulo: desilusões amorosas, bebedeiras, arrependimentos, nostalgia, crítica social…
O rapper se beneficia de uma estrada aberta por quem provou, como me disse o ex-Menudo Roy Rosselló, que “amor” significa “amor” em qualquer lugar. A estreia do conterrâneo de Ricky Martin (outro ex-Menudo) no país é a confirmação de que a “marolinha” latina de 2010 finalmente virou o tsunami que muitos já previam. Benito não inventou o interesse do brasileiro pelo espanhol, ele apenas colheu o que foi plantado por uma linhagem que insistiu em dizer que o Brasil também faz parte da vizinhança.

Fonte: G1 Entretenimento

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Bebel Gilberto canta Cazuza em show com orquestra 40 anos após se tornar parceira do artista em belas canções


Bebel Gilberto e Cazuza (1958 – 1990) em meados dos anos 1980, quando se tornaram parceiros em músicas lançadas em 1986
Reprodução / Acervo MIS
♫ ANÁLISE
♬ É significativo o fato de Bebel Gilberto estar entre os quatro intérpretes solistas do espetáculo sinfônico “Canções de Cazuza” – programado para 2 de março em teatro de São Paulo (SP) – ao lado de Criolo, Rogério Flausino e Wilson Sideral, todos sob a batuta do maestro Edilson Ventureli, regente da Orquestra Sinfônica Heliópolis.
É que, embora tenha ganhado projeção somente no ano 2000, com o lançamento do aclamado álbum “Tanto tempo” nos Estados Unidos, Bebel iniciou a discografia solo há 40 anos com EP em que se apresentou com parceira de Cazuza (1958 – 1990) e Dé Palmeira.
Primeiro disco da artista, o EP “Bebel Gilberto” – lançado em 1986 pela gravadora WEA – não aconteceu. Mas foi entre as cinco faixas daquele disco seminal que apareceram as canções “Mais feliz”, “Preciso dizer que te amo” e “Amigos de bar”, as três assinadas por Bebel com Cazuza e Dé, baixista da banda Barão Vermelho.
“Amigos de bar” permaneceu na obscuridade e nunca foi sequer regravada ao longo desses 40 anos. Já “Preciso dizer que te amo” ganhou luz já no ano seguinte ao ser regravada por Marina Lima em um dos álbuns mais celebrados da artista, “Virgem” (1987).
“Mais feliz” precisou esperar alguns anos para se tornar sucesso. A música até foi cantada por Adriana Calcanhotto em 1990 em show que, captado sob direção de Zelito Viana, foi perpetuado no registro audiovisual “Voz e violão ao vivo” (1991). Contudo, a canção somente se tornou de fato conhecida quando foi regravada em estúdio pela mesma Calcanhotto para o álbum “Maritmo” (1998).
É provável que Bebel Gilberto reviva “Mais feliz” e “Preciso dizer que te amo” no roteiro do show “Canções de Cazuza” com a moldura orquestral da sinfônica de Heliópolis. Afinal, Bebel é parceira de Cazuza na criação dessas duas canções que romperam a barreira do tempo e, 40 anos depois daquele EP que deu em nada em 1986 (mas frutificou depois), continuam presentes na memória musical do Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rush anuncia shows no Brasil em 2027; veja datas e locais


Rush anuncia série de shows no Brasil em 2027
Divulgação
O grupo Rush anunciou uma série de shows no Brasil com a turnê “Fifty Something”, que marca os 50 anos de carreira do grupo. Será a primeira passagem da banda pela América do Sul em 17 anos.
O grupo passará por quatro cidades em janeiro e fevereiro de 2027. Veja as datas:
22 de janeiro, na Arena da Baixada, em Curitiba;
24 de janeiro, no Allianz Parque, em São Paulo;
30 de janeiro, no Engenhão, no Rio de Janeiro;
1º de fevereiro, no Mineirão, em Belo Horizonte;
4 de fevereiro, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília.
A turnê “Fifty Something” celebra os 50 anos de carreira do Rush, fundado originalmente em 1968, mas que consolidou sua formação clássica e o lançamento do primeiro álbum em meados da década de 70.
A turnê é vista como um evento histórico para os fãs, especialmente após o hiato das atividades e o falecimento do baterista Neil Peart em 2020.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Ativista com Síndrome de Tourette grita insulto racista durante o BAFTA


John Davidson, que inspirou o filme “I Swear”
Reprodução/Instagram
John Davidson, que inspirou o filme “I Swear”, proferiu uma ofensa racista durante a cerimônia do BAFTA neste domingo (22). Diagnosticado com Síndrome de Tourette aos 25 anos, ele apresenta tiques vocais e explosões involuntárias que, com frequência, incluem palavrões.
De acordo com a revista “Variety”, diversos tiques vocais foram ouvidos ao longo da cerimônia, incluindo um grito de “cala a boca” durante o discurso de abertura da presidente do BAFTA, Sara Putt, e um “vão se foder” quando os diretores de “Boong”, vencedor do BAFTA de melhor filme infantil e familiar, subiram ao palco para receber o prêmio. Em outro momento, a plateia ouviu Davidson proferir um termo racista quando Michael B. Jordan e Delroy Lindo entregaram o prêmio de melhores efeitos visuais para “Avatar: Fogo e Cinzas”.
Leia mais: Bafta 2026: ‘O Agente Secreto’ perde os dois prêmios aos quais foi indicado; veja lista dos vencedores
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O apresentador da cerimônia, Alan Cumming, pediu desculpas e fez um apelo por compreensão ao público no Royal Festival Hall, em Londres, onde o evento foi transmitido pela TV britânica.
“Vocês talvez tenham percebido uma linguagem forte ao fundo. Isso pode fazer parte de como a Síndrome de Tourette se manifesta para algumas pessoas, e o filme explora essa experiência”, disse Cumming. “Obrigado pela compreensão e por ajudar a criar um espaço respeitoso para todos.”
O “The Hollywood Reporter” afirmou que Davidson deixou o local cerca de 25 minutos após o início da cerimônia. Segundo a publicação, ele saiu por vontade própria e não a pedido da BAFTA.
Robert Aramayo, ator que interpreta Davidson em “I Swear”, venceu nas categorias Melhor Ator e Estrela em ascensão no BAFTA. “John Davidson é o homem mais extraordinário que já conheci. Ele é extremamente generoso ao compartilhar conhecimento e acredita que ainda há muito mais que precisamos aprender sobre a Síndrome de Tourette. Principalmente, quero dizer que, para as pessoas que vivem com Tourette, é o burburinho ao redor delas que ajuda a definir sua experiência. Então, para citar o filme, ‘elas precisam de apoio e compreensão’”, afirmou.
Robert Aramayo, ator que interpreta John Davidson em “I Swear”, venceu nas categorias Melhor Ator e Estrela em ascensão no BAFTA
JUSTIN TALLIS / AFP
O que é Síndrome de Tourette?
A Síndrome de Tourette é uma desordem de movimento, caracterizada por múltiplos tiques e alguns distúrbios comportamentais. Alguns distúrbios relacionados à Tourette são:
Coprolalia: a pessoa fala palavras obscenas de forma incontrolável;
Copropraxia: a pessoa tem compulsão em fazer gestos obscenos;
Piromania: compulsão por colocar fogo nas coisas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Conheça os segredos por trás dos hits de verão que dominam o carnaval

Qual a alquimia de um Hit de Verão?
O que faz uma música sair dos estúdios e ganhar as ruas, as praias e os fones de ouvido de milhões de pessoas em tempo recorde? No verão de 2026, a resposta passa por uma combinação de engenharia musical, cronogramas de marketing rigorosos e o fenômeno das coreografias nas redes sociais.
Um dos maiores exemplos desse sucesso é “Jetski”, hit de Pedro Sampaio com Melody e Menok, que alcançou o topo das paradas no Brasil e figurou entre as 50 mais ouvidas do mundo em uma plataforma de música.
Para o DJ e produtor Pedro Sampaio, a primeira impressão é a que fica — e ela precisa ser imediata para prender o ouvinte disperso. O artista revela que existe uma preocupação técnica com o tempo que o público leva para chegar à parte principal da música.
“Para mim é muito importante que quando você der play numa música do Pedro Sampaio, você reconheça ela no primeiro e segundo. Já chama a atenção. Eu gosto de gastar pouco tempo do início da música até o refrão. A música começa e o refrão toca em 18 segundos. Do início da música até a primeira vez que o refrão toca, você escutou 18 segundos. Depois a música se desenvolve. Mas esse início ser, pá, pum, pra mim é muito importante”, explica Pedro.
Além da agilidade, a música é construída sobre um jogo de sensações para potencializar o impacto emocional. “Uma coisa importante são as sensações. Então o início de ‘Jetski’ ele é um pouco mais tenso e quando vem o refrão ele se torna muito alegre. Então essa tensão que precede essa alegria deixa a alegria ainda mais alegre”, detalha o músico.
A construção do hit também passou por colaborações certeiras. Melody, que divide os vocais em “Jetski”, conta que o convite foi inesperado.
“Eu não sabia de nada nada, ele só falou assim: ‘vem pra cá’. Falei: ‘tô indo'”, relembra a cantora. Ela destaca o cuidado de Pedro com a identidade visual da faixa: “Quem fez a ideia do capacete foi ele. Ele pensa em tudo, não é?”
Pedro reforça a força da imagem da parceira: “Qualquer lugar que ela vai o capacete já é uma marca”.
Já o cantor Menok entrou no projeto na base do improviso. “Me falou algumas coisas, né? Tipo, umas ideias que eu poderia botar na música. Daí eu fui ali, dentro da minha mente, construí a ideia e ele super curtiu, né, mano?”, conta Menok.
O resultado é o que Pedro Sampaio define como “o tal de Chiclete”, aquela música que, como define o especialista Paulo Pimenta, dá a sensação de que “para onde você vai aquela música está tocando”.
Paulo Pimenta, empresário que trabalha com Anitta há 11 anos e agora também com Pedro Sampaio, é considerado um especialista em “hitar”. Para ele, o sucesso de uma música de carnaval começa meses antes.
“Se você fosse minha cliente e me perguntasse até quando você poderia lançar, eu te diria que o seu máximo é a meados de dezembro”, afirma Pimenta.
Ele detalha que o processo de criação já nasce com foco comercial e viral. “O elemento principal é a própria música. Então, quando essa composição está sendo feita, tanto na escrita quanto na produção musical, existe sim uma preocupação com o refrão, com batidas fortes, com expressões que podem viralizar. A gente tem o cronograma de marketing, que ele inclui todo o relacionamento com a mídia. A gente tem os eventos, tantos lançamentos da música, o agendamento de programas de televisão, de rádio também”, completa.
Anitta reforça que o “trabalho de formiguinha” nos bastidores é o que sustenta o topo das paradas.
“O que faz de uma música um hit, com certeza, é a forma como aquele artista vai trabalhar aquela música, né? A divulgação, a promoção, a quantidade de trabalho que você vai colocar nisso. Às vezes as pessoas não têm noção do quanto que isso interfere”, diz a cantora, que viu seu hit “Gostosin” ser eleito a música que definiu o verão de 2026.
Tem que ter dancinhas
No cenário atual, a coreografia deixou de ser um complemento para se tornar um pilar estratégico.
“As dancinhas viraram um produto quase tão importante quanto a música.” Paulo Pimenta confirma que a composição já nasce coreografada:
“Muitos compositores de hits já compõem, já sentam ali falando: ‘Se eu colocar essa palavra aqui, talvez fique melhor na dança”.
Além de “Jetski”, outras canções confirmaram essa tendência de viralização e ritmo de verão em 2026:
“Desliza”, de Léo Santana com Melody;
“Vampirinha”, de Ivete Sangalo;
“Carnaval”, de Marina Sena com Psirico.
Fenômeno orgânico e o inusitado
Apesar das fórmulas milionárias, o mercado ainda reserva espaço para sucessos que nascem do acaso e da simplicidade. Yasmim Sensação viu a música “Fanatismo” atingir 10 milhões de visualizações com um vídeo caseiro gravado em Canindé do São Francisco, Sergipe.
“Eu e meu irmão, alô Inácio, amo você, a gente estava sem nada para fazer lá em casa, ele falou: ‘vamos fazer um vídeo bem simples lá, bem simples’. Descemos e gravamos o vídeo”, conta Yasmim.
Para ela, o segredo foi um detalhe vocal: “Eu acho que foi o gemidinho. Eu não sei se é fanatismo, mas eu quando estou longe de ti…”.
Paulo Pimenta analisa que, nesses casos, o talento se sobrepõe ao orçamento: “Eu já vi cifras muito pequenas, mas que o hit pegou, porque daí a gente volta na questão da música ser muito boa”.
No fim das contas, como define Ivete Sangalo, a música ainda é movida pela emoção e pelo comportamento do público, algo que nem a inteligência de mercado explica totalmente.
“Nem eu, nem o público, nem ninguém sabe exatamente a força de uma música. Não dá para ler isso com antecedência, o próprio movimento da música e do comportamento do público vai fazendo com que aquilo ganhe corpo. E é isso que é o saboroso, porque se a gente sabe antes, isso perde totalmente a expectativa que a gente cria sobre as coisas. O novo, inusitado, é sempre muito mais bem-vindo do que o que já é esperado”, conclui Ivete.
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Fonte: G1 Entretenimento