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Dias após show no Super Bowl com Bad Bunny, Ricky Martin chega ao Rio para o carnaval


Ricky Martin faz post no Rio de Janeiro
Reprodução/Instagram
Dias depois de participar da apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, o cantor porto-riquenho Ricky Martin chegou ao Rio. Ele postou sem camisa em uma praia nesta quinta-feira (12). “#TôNoRio”, escreveu na legenda.
Em outras imagens, ele aparece andando de bicicleta em Ipanema e no calçadão.
Ricky já tinha avisado que poderia aparecer no Rio no carnaval. A declaração foi dada em entrevista à jornalista Cleide Klock, brasileira radicada em Los Angeles (EUA), e veiculada pela Apple TV.
Ele lembrou que já esteve na cidade e afirmou que estava animado por voltar, dessa vez solteiro. “Quando você tem 400 tambores te cercando e toda essa força representa uma elevação espiritual. Isso mudou a minha música, e preciso voltar”.
Em 1997, Ricky Martin também esteve no carnaval do Rio – ele desfilou na Portela
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Bad Bunny no Super Bowl: entenda os principais momentos do show que enfureceu Trump
Ricky Martin anda de bicicleta na orla de Ipanema
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Álbum em que Mãeana une João Gomes e João Gilberto ganha edição em LP


Capa do álbum ‘Mãeana canta JG’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Lançado em agosto de 2024 em edição digital, o álbum “Mãeana canta JG” chega ao formato físico em LP com vinil de 180 gramas fabricado na cor azul, projeto gráfico de Celina Kuschnir, fotos de Vinícius Moreira e arte criada pela própria Ana Claudia Lomelino, cantora e compositora carioca que criou a persona artística Mãeana ao iniciar carreira solo após ser revelada como vocalista da banda Tono.
Lançado neste mês de fevereiro de 2026, com tiragem de 300 cópias, o LP coroa o fim de ciclo iniciado pela artista em outubro de 2022 com a estreia do show “Mãeana canta JG” em Salvador (BA). O show percorreu o Brasil a partir de 2023 e gerou o álbum gravado em estúdio com produção orquestrada por Ana Lomelino com Bem Gil e Sebastian Notini.
O JG do título do show e do disco são, na realidade, dois. Ao longo de 16 músicas distribuídas em 12 faixas, Mãeana irmana João Gilberto (1931 – 2019) – o criador da bossa nova – e João Gomes, jovem astro do piseiro que extrapolou o universo do forró e virou ídolo de todo o Brasil ao longo de 2025.
O romantismo é uma das pontes cruzadas pela artista para conectar os repertórios (de universos tão díspares) dos dois cantores com o conceito que batizou de pisa nova.
O repertório do álbum “Mãeana canta JG” inclui alguns medleys, como o que a cantora linka “Mete um block nele” (Luiz Lins, West Reis, José Nilton da Silva Jr. e Mazili Mazili, 2021) com o standard do jazz “ ’S wonderful” (George Gershwin e Ira Gershwin, 1927). Na teoria, soa estranho. Na prática, deu match!
Imagem da edição em LP do álbum ‘Mãeana canta JG’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Baby do Brasil faz pregação da fé cristã sobre a base de rock que sustenta o repertório do álbum ‘Os arrebatados’


Capa do álbum ‘Os arrebatados’, de Baby do Brasil
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Os arrebatados
Artista: Baby do Brasil
Cotação: ★ ★ ★
♬ Em 2012, Baby do Brasil se converteu novamente à música pop em show que gerou aclamada turnê pelo Brasil, álbum ao vivo e DVD. Ao longo desses 14 anos, a artista assumiu o papel de popstora e, entre shows individuais (apresentados sem o impacto e o poder de sedução do espetáculo de 2012) e turnê com o ex-companheiro Pepeu Gomes, a cantora, compositora e instrumentista jamais deixou de fazer a pregação da fé cristã.
O álbum “Os arrebatados” – lançado ontem, 11 de fevereiro, por essa artista fluminense apresentada ao Brasil nos anos 1970 como Baby Consuelo, vocalista do grupo Novos Baianos – foi feito para propagar a ideologia religiosa da cantora, convertida em 1999 ao cristianismo evangélico pentecostal.
Na inédita e autoral música-título “Os arrebatados”, também nome do bloco comandado por Baby no Carnaval, a cantora faz a pregação sobre base de rock. A faixa abre o álbum e dá o tom deste disco idealizado, dirigido e produzido pela própria Baby do Brasil, compositora (sem parceiros) de cinco das sete músicas do repertório.
As exceções são “Arde outra vez” – canção composta por Thalles Roberto e lançada pelo autor em 2009 – e “Todas as coisas”, música apresentada na voz do cantor e compositor Fernandinho no mesmo ano de 2009. “Arde outra vez” é abordada por Baby do Brasil com canto sussurrado, quase falado, em gravação de andamentos alternados. Já “Todas as coisas” ganha a forma de rock em gravação que ultrapassa os sete minutos.
Ambas as músicas alheias se afinam com a mensagem da fé propagada por Baby do Brasil em “Os arrebatados”, álbum conceitual em que a cantora louva Jesus e o encontro com Deus.
“Do Leme ao Pontal, só Jesus tem poder”, sentencia a pastora pop em verso de “Santo Espírito (Holy Spirit)” (2011), uma das músicas autorais regravadas por Baby no álbum ao lado de “Mistério” (2011), de “Sua presença” (2011) e de “Sétima trombeta” (2011), faixa em que a autora e intérprete parece evocar o espírito de uma cantora norte-americana de blues música gospel.
Esse lote de músicas autorais é formado por regravações de composições apresentadas por Baby do Brasil há 15 anos no álbum “Geração guerreiros do apocalipse” (2011). Rebobinadas no álbum “Os arrebatados”, essas músicas mostram que o canto de Baby do Brasil ainda é capaz de converter ouvintes de vários credos.
Baby do Brasil (em foto de 2024) regrava canções dos cantores Fernandinho e Thalles Roberto no álbum ‘Os arrebatados’
Igor do Vale / g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Banheira do Gugu, ‘dança da bundinha’ e Jovem Pan: como Shakira conquistou o Brasil


Shakira será a próxima atração do ‘Todo Mundo no Rio’, na Praia de Copacabana
Seguindo os passos de Madonna e Lady Gaga, a cantora colombiana Shakira se apresentará para um público estimado de um milhão de pessoas em um show gratuito nas areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 2 de maio. A produtora Bonus Track, responsável pelo show, fará o anúncio oficial na tarde desta quinta-feira (12/2).
Mas antes de comandar aquela que ficou conhecida como a maior pista de dança do mundo, a cantora teve que rebolar. Literalmente. Em um périplo pelo Brasil, com entrevistas em dezenas de programas de rádio e TV, além de shows pelas cinco regiões do país, não houve o que a artista não fizesse para conquistar os brasileiros.
Imagens do arquivo do SBT cedidas à BBC News Brasil mostram uma dessas entrevistas, em 1997. No domingo de Páscoa, a cantora deixava sua família para participar do Domingo Legal, sob o comando de Gugu Liberato.
O apresentador, conhecido nos bastidores por seu anseio por audiência, pediu à colombiana para sambar, fazer a dança do ventre — que mais tarde se tornaria um elemento central em coreografias de hits como Hips Don’t Lie — e aprender “a dança da bundinha”, inspirada em A Dança do Bumbum, do grupo É o Tchan.
Isso tudo fazia parte da estratégia que a Sony Music havia criado para que Shakira fizesse sucesso no Brasil. Além do carisma da artista, que também aprendeu a falar português, a gravadora contou com um investimento de US$ 2,8 milhões.
Foi o suficiente para levar Shakira ao estrelato, com mais de um milhão de discos vendidos, em um mercado especialmente difícil para cantores estrangeiros. Bad Bunny que o diga — o porto-riquenho só conseguiu chegar ao topo das paradas brasileiras nesta semana, dez anos após começar a cantar, impulsionado por uma apresentação histórica no Super Bowl.
A ‘receita do sucesso’
Uma das principais razões para a dificuldade de cantores estrangeiros fazerem sucesso no Brasil é a competitividade do mercado. O país, afinal, é o que mais escuta a própria música, com 75% do consumo no streaming voltado à produção nacional, segundo a Luminate, empresa especializada em dados da indústria do entretenimento nos quais as paradas da revista Billboard se baseiam.
Calejado por décadas nos corredores de gravadoras brasileiras, Luiz Calainho, que era diretor de marketing da Sony Music e, depois, viria a se tornar vice-presidente do selo, sabia de todas essas dificuldades. Ele, então, montou para Shakira uma estratégia que atravessava todas as plataformas de mídia.
Além de levá-la aos canais de TV e emissoras de rádio, convidou repórteres de jornais e revistas para irem até a Colômbia entrevistá-la e a levou para encontros com executivos e vendedores de lojas como a Americanas, uma das vitrines que mais comercializavam CDs no país.
Um pouco mais tarde, quando já era conhecida, a cantora fez ainda uma peregrinação pelas cinco regiões do Brasil, levando seus shows não só a capitais ou regiões metropolitanas, mas também aos rincões do país.
Só no interior paulista, por exemplo, ela se apresentou em Barretos, conhecida como a meca do sertanejo, por sua Festa do Peão, e Ribeirão Preto, com ingressos por valores que, mesmo levada em conta a inflação, hoje girariam em torno de R$ 150 — quase um terço do valor das entradas mais baratas de sua última turnê, Las Mujeres Ya No Lloran, que passou pelo Brasil no ano passado.
Shakira em seu de sua última turnê, Las Mujeres Ya No Lloran, em San Salvador, capital de El Salvador, em fevereiro de 2025
Rodrigo Sura/EPA/Shutterstock
Sociedade com a Jovem Pan
Houve ainda outro fator considerado um pilar para o sucesso de Shakira no Brasil: uma parceria com a rádio Jovem Pan, que era a estação mais ouvida pelos jovens no país.
Luiz Calainho conta que ofereceu ao dono da emissora, Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, US$ 1 para cada disco que a artista vendesse no Brasil.
“Se não me engano, cada música dela tocava de três a quatro vezes por dia, fora todo o envolvimento editorial. A Jovem Pan virou sócia do produto”, ele conta. “Shakira vendeu, se não me engano, 1 milhão e 60 mil cópias de discos. Só nesta operação a emissora ganhou US$ 1 milhão.”
O executivo explica as cifras: na época, um real equivalia quase diretamente a um dólar, e cada disco custava em torno de R$ 15. Foram, então, US$ 15 milhões de lucro bruto, valor atualmente inalcançável para a maior parte do mercado.
Hoje, ele compara, um investimento desse porte faria pouco sentido, porque o alcance da mídia tradicional não é mais o mesmo. No fim dos anos 1990, a Jovem Pan atingia 15 milhões de pessoas por dia, segundo reportagens da época. Hoje, alcança metade desse público no rádio — mas ao longo de um mês inteiro, não de um dia.
Luiz Calainho, que era diretor de marketing da Sony Music Brasil, ao lado de Shakira, em 1997
Arquivo pessoal
O rendimento dos CDs também minguou, afirma Calainho, que se ampara em relatórios como os do Instituto Pró-Música, representante da Federação Internacional da Indústria Fonográfica no Brasil.
A última publicação da entidade mostra que, embora o mercado de discos tenha voltado a crescer — com uma alta de 31,5% em 2024, o que gerou a maior receita desde 2017 —, ele se tornou ínfimo perante o streaming.
No cenário atual, a venda de CDs e vinis representa só 0,6% dos R$ 3 bilhões movimentados pela indústria fonográfica brasileira, ante os 11% dos direitos autorais gerados por execuções de músicas em eventos e os 88% do streaming, que responde pela maior parte da receita.
“Vivíamos em outro planeta. Havia essa capacidade milionária de investimento porque, na outra ponta, a rentabilidade do CD era estratosférica. A prensagem custava US$ 0,89, mais US$ 4 de direitos autorais. A gente vendia por R$ 15. Até um determinado momento, você pagava o investimento, mas, depois, era dinheiro na veia e na alma da gravadora”, diz Calainho. “Isso não existe mais.”
A cantora colombiana Shakira
Getty Images
Carisma e disposição
O que também parece não existir mais, afirma o executivo, é a disponibilidade dos artistas. A própria Shakira era outra na época — seu visual, aliás, era marcado por cabelos pretos que em nada lembram o loiro pelo qual ela é lembrada hoje.
Tamanha era sua disposição que, no Domingo Legal, a cantora foi até jurada do quadro A Banheira do Gugu, no qual homens de sunga agarravam e tentavam impedir que mulheres de biquíni retirassem sabonetes de uma banheira.
Ela já havia se acostumado à TV brasileira. Em uma de suas primeiras entrevistas no Brasil, no Programa Livre, de Serginho Groisman no SBT, a plateia, formada em sua maioria por jovens, não poupou a artista de pedidos como “podemos ver seus ‘pies descalzos’?”, em referência à música Pies Descalzos, Sueños Blancos. A resposta? “Sim. Só espero que eles não estejam tão sujos.”
“Há 30 anos, o artista sabia que tinha que ir para a rua, ir à loja, ao programa de TV. A disposição dos mega-artistas agora é outra, e a dinâmica é diferente”, afirma Calainho, à frente da L21 Corp, agência que comanda uma série de empresas do ramo do entretenimento, de gravadoras a casas de shows.
“Também havia coisas que hoje em dia não são nem mais possíveis, né? A Banheira do Gugu seria completamente inviável”, ele acrescenta. “Mas Shakira era uma artista que estava realmente a fim de virar a carreira no Brasil.”
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Fonte: G1 Entretenimento

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James Van Der Beek: amigos criam vaquinha e arrecadam mais de 1,2 milhão de dólares para ajudar família


Morre o ator James Van Der Beek, protagonista da série “Dawson’s Creek”
Amigos de James Van Der Beek se reuniram para ajudar a família do ator após sua morte aos 48 anos em decorrência de um câncer colorretal diagnosticado em 2023. Kimberly Van Der Beek, mulher do ator, agradeceu o apoio nesse momento difícil ao compartilhar o link da vaquinha online.
No texto, os amigos explicam que a família enfrentou forte pressão financeira para cobrir os custos do tratamento médico do ator. “Eles estão se esforçando para permanecer na casa em que vivem e garantir que as crianças possam continuar estudando e manter alguma estabilidade neste momento tão difícil. O apoio de amigos, familiares e da comunidade fará toda a diferença enquanto eles tentam seguir em frente.”
Katie Holmes lamenta morte de James Van Der Beek: ‘Muito difícil de assimilar’
Veja fotos da carreira
James Van Der Beek: amigos criam vaquinha e arrecadam mais de 1,2 milhões de dólares para ajudar família
Reprodução
Até a publicação desta matéria, a vaquinha já tinha arrecadado mais de 1,2 milhão de dólares (mais de seis milhões de reais). Os organizadores afirmam que o valor será destinado a “cobrir despesas essenciais, pagar contas e apoiar a educação das crianças”.
O ator descobriu o câncer já em estágio 3 e divulgou o diagnóstico em 2024. Em 2025, ele falou sobre um sintoma ignorado da doença, a mesma de Preta Gil (1974–2025). James deixa a mulher, Kimberly Brook, e seis filhos.
James Van Der Beek
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Katie Holmes lamenta morte de James Van Der Beek: ‘Muito difícil de assimilar’


Morre o ator James Van Der Beek, protagonista da série “Dawson’s Creek”
Katie Holmes lamentou a morte do ator James Van Der Beek. Em seu perfil no Instagram, a atriz escreveu uma carta homenageando o colega, que morreu nesta quarta-feira (11) em decorrência de um câncer colorretal diagnosticado em 2023.
Em uma carta escrita à mão, Holmes afirmou que a perda do ator é “muito difícil de assimilar” e se colocou à disposição para ajudar a família de James. “Sou muito grata por ter compartilhado um pouco da jornada de James. Ele é amado. Kimberly, nós te amamos e estaremos sempre aqui para você e seus lindos filhos.”
James Van Der Beek com Katie Holmes em cena de “Dawson’s Creek”
Reprodução
Ela começou a carta se dirigindo ao ator e agradecendo pelos momentos que viveram juntos. “Obrigada. Compartilhar espaço com a sua imaginação é sagrado — respirar o mesmo ar na terra do faz de conta e confiar que os corações um do outro estão seguros em sua expressão”, escreveu.
Veja fotos da carreira
Holmes também listou algumas das qualidades de Van Der Beek, incluindo “compaixão, coragem, altruísmo e força”. “Uma apreciação pela vida com a integridade de que a vida é arte — criando um casamento lindo, seis filhos amorosos, a jornada de um herói”, acrescentou.
Van Der Beek ficou conhecido ao estrelar a série adolescente “Dawson’s Creek”, ao lado de Katie Holmes, Michelle Williams e Joshua Jackson. A produção foi exibida originalmente entre 1998 e 2003 nos Estados Unidos.
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Fonte: G1 Entretenimento

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De ajudante de pedreiro a líder do Spotify: DJ Japa NK domina ranking e embala o funk do pré-carnaval


DJs e cantores da Bololô Records, como Japa NK, costumam produzir as músicas durante a noite e de madrugada.
Fábio Tito/g1
Das 15 músicas mais ouvidas no Spotify, cinco têm um nome em comum: DJ Japa NK. O produtor de funk paulista de 33 anos assina “Posso Até Não te Dar Flores”, música mais ouvida no país por 16 semanas e hit do pré-carnaval nos streamings.
Desde seu lançamento, a canção foi tocada mais de 250 milhões vezes no Spotify e tirou “P do Pecado”, de Menos É Mais, do primeiro lugar no gosto popular. Além da top 1, Japa fez “Amo Minha Favela”, com MC Meno K, “Gauchinha”, “Carnívoro” e “SET DO JAPA NK 2.0”, com MC Oruam.
🎉 O DJ diz que “Posso Até Não te Dar Flores”, “Amo Minha Favela” e “Gauchinha” são as músicas com mais potencial para tocar durante o carnaval e que está ansioso para se apresentar em trios nos blocos.
Um dos artistas da Bololô Records, gravadora de MC Ryan SP, ele já lançou dois álbuns: “É o Japa NK Né Bebê”, em 2024, e “Beat que Te Deixa Alerta”, no ano passado.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
De camiseta branca sem mangas e com um cordão de ouro com pingente de tubarão combinando com o relógio de ouro no braço tatuado, Japa conversava com o g1 quando seu iPhone 17 laranja tocou, e o tema era a agenda cheia e seus shows supostamente lotados no Norte do Brasil.
Muita coisa mudou na vida de Adenilton Sapucaia dos Santos, o Japa NK, que falou na entrevista sobre seu passado como pedreiro, a nova vida promovida pelo funk e o processo de criação de suas músicas.
“Posso Até Não te Dar Flores”, de Japa NK, é o primeiro lançamento da Bololô Records, gravadora chefiada por MC Ryan SP.
Fábio Tito/g1
Mudanças e exploração musical
Japa passou os primeiros anos de sua infância em Taboão da Serra, Grande São Paulo e se mudou para Amargosa, no interior da Bahia, aos 5 anos. Viveu lá com a família até os 18 anos.
✈️ “Era ‘mó’ paz. Eu gostava de lá porque não tem violência e essas coisas de cidade grande”, disse Japa ao g1. Amargosa tem uma população estimada de 39 mil pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), e fica a 241 quilômetros da capital baiana.
De volta a São Paulo, Japa foi morar no Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, e trabalhou como auxiliar de pedreiro com seu pai. A mãe de Japa era faxineira, e a irmã, caixa de mercado.
Antes de fazer sucesso nas plataformas de música, DJ Japa NK trabalhou como ajudante de pedreiro com o pai.
Acervo pessoal/Adenilton Sapucaia dos Santos
“Eu não queria vir para São Paulo porque estava acostumado com o ritmo de Amargosa, mas meus pais me convenceram dizendo que tinha mais oportunidade de emprego aqui”, diz.
“Nunca achei que a música podia mudar minha vida. Eu achava que música não dava dinheiro. Foi nesse momento que comecei a trabalhar em obra, carregando entulhos e batendo massa, por um salário pequeno.”
🎛️ O paulistano começou a fazer música por hobby, usando o Virtual DJ. O programa permite fazer mixagem de MP3 de graça. “A maioria dos DJs, quando começam a fazer música, iniciam assim”, afirma.
A sua primeira apresentação em público foi no colégio Pedro Calmon, ainda em Amargosa, em 2008. “Lembro como se fosse hoje: o pessoal pediu para eu tocar no auditório da escola, eu usei o programa e gostei para caramba.” Antes de voltar a São Paulo, Japa diz que fez pelo menos cinco shows no interior da Bahia.
Depois de passar mais de 10 anos trabalhando em construções, Japa lançou sua primeira música oficialmente, em 2022, com 30 anos. A vida do funkeiro só mudou de verdade em 2025, quando lançou “Posso Até Não te Dar Flores”.
Martin Garrix, que tocou um remix de “Posso Até Não te Dar Flores” em um show que fez no Brasil no mês passado, e David Guetta são as principais inspirações do produtor. Ele sonha em gravar músicas com Mc Hariel, MC Don Juan, Dennis DJ e Pedro Sampaio.
Ascendência japonesa
O apelido “Japa” surgiu em Amargosa por causa dos olhos puxados, herança da ascendência japonesa. Quando voltou a São Paulo, o apelido também se tornou popular entre amigos.
Porém, no mesmo “bonde de rolê”, tinham outras pessoas com ascendência japonesa. Para se diferenciar, Adenilton adotou o “NK”, uma sigla em homenagem ao Jardim Nakamura, uma favela que fica próxima ao Capão Redondo.
Hoje, Japa é um dos poucos descendentes de asiáticos em destaque na indústria musical brasileira.
Apenas 0,4% dos brasileiros se identificam como amarelos, segundo o Censo Demográfico 2022. A pesquisa ainda revela que a cidade de São Paulo tem a maior população de pessoas que se declaram amarelas no Brasil, com 238.603 habitantes, que representam 2,1% da população municipal.
Japa tem duas tatuagens no braço direito que fazem referência à identidade racial:
Uma das primeiras tatuagens que ele fez foram três kenjis japoneses, “平 家 信”, que representam “paz, família e fé”; e
Um templo budista japonês.
Produzindo um hit de verão
“Posso Até Não te Dar Flores” é um arrocha-funk produzido por DJ Japa NK e DJ Davi DogDog que está há 15 semanas no primeiro lugar do ranking de músicas mais ouvidas no Brasil no Spotify. Esta foi a primeira música lançada pela Bololô Records, a gravadora de Ryan SP.
A faixa nasceu durante uma viagem a Guarujá, no Litoral Sul de São Paulo. Os produtores se inspiraram nas músicas “I Gotta Feeling”, do Black Eye Peas, e “Famosinha”, de MC Ryan, que tem beat de arrocha.
A dupla enviou a música a MC Jacaré, MC Ryan SP e MC Meno K quando a batida ficou pronta para os cantores gravarem seus versos.
“Usei o beat de arrocha para puxar a produção e precisei de um ritmado para dar aquela ‘explosão’ na música. Peguei o beat de uma das canções do Mc Magrinho, então recortei, refiz e coloquei na música”, explicou Japa.
A base da música é uma melodia feita por dedilhados acompanhados por graves constantes, algo comum nas músicas produzidas por Japa.
Japa NK tem um cordão de ouro com pingente que faz referência a MC Ryan SP, antes chamado de “tubarão do funk”.
Fábio Tito/g1
🔊 A faixa se divide em dois tipos de beats, um mais “calmo” e outro “explosivo”, segundo o DJ. Ele explica que, na sua visão, “essa variação dá a sensação de que a música acabou muito rápido, e o ouvinte quer escutar mais vezes”.
“Quando terminamos de montar já era 6h da manhã. Pensei ‘acabei de acertar um hit, vou fazer mais nada hoje”.”
Dito e feito. O sucesso foi tanto que “Posso Até Não te Dar Flores” desbancou “P do Pecado”, do Menos é Mais com Simone Mendes, da primeira posição do ranking de músicas mais ouvidas, depois de o pagonejo bater recorde de permanência.
A música também impede “JETSKI”, de Pedro Sampaio, que está na segunda posição do ranking, de se tornar oficialmente o hit do carnaval nos streamings.
O sucesso do arrocha-funk é atribuído por Japa, principalmente, à potência do ritmo: “Acredito que o funk tem potencial de andar lado a lado com o sertanejo como o ritmo mais ouvido no Brasil. O sertanejo é sobre sentimento e passa aquilo que as pessoas querem ouvir. O funk, hoje, está fazendo a mesma coisa”.
Uma promessa feita a Deus também pode ter ajudado a canção a ser top 1, diz Japa. O produtor diz que se comprometeu a parar de consumir energéticos, refrigerantes, salgados e pizzas até o Natal com o intuito de fazer a música estourar.
Ryan SP, que esteve envolvido em uma polêmica de violência doméstica, é uma parceria comum nas músicas do JP Japa NK.
Fábio Tito/g1
🎙️ Japa NK no estúdio
Temas comuns nas músicas de DJ Japa NK são términos, sofrimento por amor e superação por meio de festas.
💔 Quando questionado sobre o porquê isso aparece tanto em suas produções, Japa respondeu brincando: “Quem nunca sofreu por uma mulher atire a primeira pedra”.
De acordo com ele, os ouvintes brasileiros gostam e se identificam com essa temática.
“Quando eu vou fazer a música, eu sempre busco pensar no público que vai ouvir”, complementou. “Música é sentimento. Você vai escutar e vai se identificar, por que pode estar passando por algo parecido.”
Sobre seus beats, Japa conta que são “inspirados nos das antigas, da época em que Mc Don Juan, MC Hariel e MC Kevin estavam ‘estourados'”. Suas produções normalmente têm mais de um tipo de beat que se intercalam.
“Uns beats, eu recrio; outros, eu complemento com alguma coisa, mas é tudo coisa que já passou, porque eu sinto que o público sente falta dessa estética no funk”, complementou.
O g1 também acompanhou Japa durante o processo de produção de uma nova música.
Adenilton entrou no estúdio animado e fazendo piadas com os colegas, mas assumiu de vez a postura de produtor quando MC Ryan SP decidiu que era hora de gravar alguns versos. O produtor ficou com o semblante sério e só conversava na hora de fazer apontamentos para guiar o cantor.
Japa NK e MC Ryan SP se conheceram por meio do empresário de Japa, quando o DJ ainda trabalhava na gravadora Love Funk e tinha poucos hits.
Fábio Tito/g1
🫂 MC Ryan SP diz que Japa é como um irmão. “Ele é muito trabalhador, inovador e gosta muito de fazer música”, disse o funkeiro ao g1. “Japa veio para ficar e proliferar.”
Depois que “o homem” (forma que Japa chama Ryan) começa a gravar, Adenilton já sabe: o horário de trabalho apenas começou, e ele só vai sair daquela sala com cheiro de tabaco ao amanhecer.
*Sob supervisão de Cintia Acayaba e Paula Lago

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O morro dos ventos uivantes’ estreia: quais as diferenças entre o livro clássico e o novo filme?


g1 já viu: ‘O morro dos ventos uivantes’ subverte clássico
Sempre que um clássico literário ganha uma nova adaptação, a primeira coisa que fãs querem saber é se o filme faz jus ao original. A segunda é quais as diferenças entre as duas obras. “O morro dos ventos uivantes”, estrelado por Margot Robbie (“Barbie”) e Jacob Elordi (“Euphoria”), que estreia nesta quinta-feira (12) no Brasil não se preocupa muito com essas questões.
CRÍTICA: ‘O morro dos ventos uivantes’ subverte clássico com exagero e tesão
Não é por indiferença propriamente dita. A diretora/roteirista Emerald Fennell é uma apaixonada declarada pelo livro que Emily Brontë lançou em 1847 — ela apenas decidiu se inspirar na história gótica vitoriana e fazer algo novo, sem tantas amarras a pontos considerados dogmas para alguns admiradores.
Por isso, é possível destacar três grandes diferenças entre as versões. A principal, bem clara desde o primeiro trailer, é o foco na sensualidade/sexualidade da relação entre o casal de (belíssimos) protagonistas.
O filme mostra o DNA provocador do estilo da cineasta, já anunciado em “Saltburn” (2023), e transforma a relação dos personagens principais muito mais próxima do que a do livro — na qual os dois no máximo trocam um beijo desesperado.
Brontë prefere manter a obsessão entre ambos nos campos psicológico e espiritual.
A segunda grande mudança também se relaciona com a linguagem de Fennell, que desde “Bela vingança” (2020) é abertamente interessada em discutir abusos, mas sempre da maneira menos óbvia o possível.
Por isso, o tema, tão central à narrativa do livro, é transformado em um jogo quase erótico, que se estende além do casal e que borra os limites entre consentimento, subjugação e humilhação.
A obra do século 19 também explora hereditariedade de trauma e ciclos de violência ao acompanhar a trama em uma segunda geração de protagonistas — personagens totalmente ausentes no filme.
Jacob Elordi e Margot Robbie em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
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Mas e Heathcliff?
Interpretado por Elordi na nova versão, Heathcliff é inegavelmente branco — uma mudança considerável em relação ao livro, que o descreve como alguém de pele escura, com aparência estrangeira para a Inglaterra do século 19.
A troca de etnia, presente na grande maioria das incontáveis adaptações da história para o cinema e para a TV — no filme de 1992, por exemplo, ele é vivido por Ralph Fiennes —, gerou reclamações de “whitewashing”. Ou seja, quando um personagem de outra etnia é transformado em caucasiano.
A acusação é justa. Papeis para atores pertencentes a minorias ainda não são o padrão em Hollywood e eliminar uma vaga em um clássico é sempre triste.
Há também a defesa que a cor da pele de Heathcliff ajuda a formar o rancor e o sentimento de não pertencimento do personagem — algo que até faz sentido, claro, mas que o filme justifica com a velha disputa de classes da época. O envolvimento de uma aristocrata com um plebeu já não seria chocante o suficiente?
Por fim, em época de sensibilidades à flor da pele e problemas de intepretação de texto, é importante lembrar que Heathcliff vira uma pessoa amarga e cruel. No livro, aliás, ele termina em uma espiral de ressentimento e crueldade que se transforma na maior das apatias — um estereótipo por muito tempo reservado exatamente a minorias.
Jacob Elordi e Margot Robbie em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
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Apesar das mudanças, o filme é bom?
O filme é excelente – só não é aquele que talvez os fãs de Brontë estivessem esperando.
Para isso, Fennell abraça visuais deslumbrantes, uma trilha sonora exagerada e muito tesão.
Boa parte do enredo original ainda está lá, mas passa pela visão um tanto única da diretora/roteirista, que prefere focar na relação doentia entre o casal de protagonistas, e em como ela afeta pessoas com azar o suficiente para estarem em sua órbita.
Morro de exageros
Assim como no livro, o novo “O morro dos ventos uivantes” conta a história do relacionamento entre uma jovem de família nobre e um plebeu – e como a diferença entre os dois provoca um ciclo de vingança e loucura.
Na versão de Fennell, tudo é exagerado.
A música é alta e cheia de violinos. Os cenários parecem quase um sonho – ou um pesadelo. Os figurinos poderiam ter saído de um desfile temático da Semana de Moda de Paris.
A tensão sexual é quase sólida, e há uma névoa de suor meio que perpétua gerada por corpos quentes nos morros gelados e uivantes.
Até o melodrama fica ainda mais melodramático – por mais que as partes mais pesadas do livro tenham ficado de fora. E dá para entender quem não consegue curtir tanto.
Primeiro, por adoração à obra original. Segundo, porque dá para discutir uma possível banalização do sofrimento e de relações bem doentias.
Mas há também a análise de que arte nem sempre precisa se preocupar com essas coisas.
Jacob Elordi e Margot Robbie em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
Divulgação
Felicidade dura pouco
Margot Robbie está ótima como sempre, mas é Jacob Elordi quem realmente se destaca como o “bruto” Heathcliff – e até se redime pela criatura meio água com açúcar que entregou em “Frankenstein” (2025).
Do restante do excelente elenco, Alison Oliver (“Task”) é provavelmente a grande revelação do filme e é impossível ignorar o jovem Owen Cooper, garoto que ficou conhecido pela série “Adolescência”.
A única que destoa levemente é Hong Chau (“A baleia”), que, apesar de incrível como sempre, parece um tom abaixo, quase como se sua dama de companhia pertencesse a outro filme – talvez uma adaptação mais fiel ao livro.
Lá pela metade, no momento inevitável em que tudo está ótimo, o casal está feliz e o brilho do sol acentua as cores da grama, o ritmo fica perigosamente lento.
Por sorte, felicidade dura pouco e logo o filme engata novamente, e vai que é uma beleza até o final trágico. Não é sempre que dá para dizer isso, mas, no caso de “O morro dos ventos uivantes”, o público quer mesmo é uma boa dose de sofrimento.

Arte/g1
Alison Oliver em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
Divulgação
Margot Robbie, Shazad Latif e Hong Chau em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Shakira ‘copiou’ ‘Waka Waka’? A história do maior hit de Copa, que ela deve cantar em Copacabana


Relembre as trilhas mais recentes das Copas do Mundo
É provável que, perto do fim de seu show na Praia de Copacabana, Shakira cante aquele que talvez seja o maior hit da história das Copas do Mundo. No dia 2 de maio, a cantora colombiana botará os brasileiros para dançarem “Waka Waka (This Time for Africa)”.
Ela foi a principal música da Copa da África do Sul, em 2010, quando o campeonato foi disputado no continente africano pela primeira vez. A história por trás do maior hit de todas as Copas (veja clipes no vídeo acima) envolve um refrão “copiado” e certa demora para dar créditos aos coautores.
Shakira no clipe de ‘Waka waka’, trilha da Copa de 2010, na África do Sul
Reprodução/Youtube/Shakira
LEIA MAIS: Shakira em Copacabana: cantora vem em fase ‘empoderada’ e mais pop que nunca
Além de Shakira, “Waka Waka” tem a banda sul-africana Freshlyground, sequer citada no título da música no YouTube. Outra contribuição africana “escondida” tem a ver com o refrão. Ele foi pego de uma música chamada “Zangalewa”, lançada em 1986 pela banda camaronesa Golden Sounds.
Em 2010, “Waka Waka” foi lançada com dois autores creditados: Shakira e John Hill, produtor que já tinha feito várias músicas com a colombiana. Três dos integrantes do grupo Golden Sounds, que passou a se chamar Zangalewa, foram creditados como autores só após a banda dizer que entraria na justiça em busca dos devidos créditos. E dos lucros com direitos autorais, é claro.
O produtor Eugene Victor Doo Belley; o baterista Emile Kojidie; e o vocalista Jean Paul ze Bella acabaram aparecendo na lista de autores. Entrevistas dos integrantes falando dos versos idênticos (ouça a comparação no podcast abaixo, a partir de 4:38) e uma campanha feita na internet ajudaram a pressionar.
Antes, eles tentaram negociar com a Sony Music, com a FIFA e com um empresário de Shakira. Na época, a cantora e a gravadora preferiram não comentar o caso. A entidade máxima do futebol divulgou um comunicado, dizendo que Shakira era a autora e que o refrão era “parecido com o de uma popular canção camaronesa famosa na versão do Golden Sounds”.
Praias colombianas, fazenda uruguaia
Shakira e a banda camaronesa Golden Sounds (que virou Zangalewa)
Reprodução
“Zangalewa”, a “Waka Waka” original, estourou na África e fez algum sucesso na Colômbia, principalmente em boates das praias de lá, como Cartagena. Shakira nunca falou dessa música ao comentar o hit em entrevistas.
Em 2010, durante uma coletiva de imprensa organizada pela FIFA, ela disse que a inspiração para compor o sucesso veio após uma caminhada em uma fazenda no Uruguai. Ela não mencionou durante o evento que o refrão era quase idêntico ao de uma música lançada 24 anos antes.
“Waka Waka” conseguiu vários feitos, como um honroso trigésimo oitavo lugar no hot 100 da revista “Billboard”. Nunca uma canção oficial de Copa foi tão bem na principal parada americana. No YouTube, a performance é ainda melhor: mais de 4 bilhões de visualizações.
Tsamina mina ê ê?
A banda camaronesa Golden Sounds (que virou Zangalewa) cantava a ‘Waka Waka’ original, que depois inspirou hit de Shakira
Divulgação
A original camaronesa não teve tanta sorte, mas mostrou a força da makossa, estilo de música urbana dançante popular em Camarões. Eram 11 minutos de uma performance bem-humorada, que fazia das apresentações do Zangalewa quase um show de comédia.
Todos os integrantes da Zangalewa faziam coreografias desengonçadas, todos vestindo uniforme de militar com um travesseiro fingindo que estavam acima do peso. A barriga inchada seria por eles terem se empanturrado com comida subsidiada do governo.
A performance era pura zoeira, mas os uniformes de soldado eram todos originais. O cantor, por exemplo, prestou 30 anos de serviço para a guarda presidencial de Camarões.
E o que dizer da letra? A ex-Piqué e o ex-militar cantavam expressões em comum. “Tsamina mina” quer dizer “Pode vir”, em tradução livre. “Waka Waka” é algo do tipo “manda ver, manda ver”. “Zangalewa”, por sua vez, é o mesmo que “de onde você veio?”. Por mais que tenham tentado esconder essa informação, esse hit veio da África.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Sambadouro’ de Ivan Lins chega como razoável abre-alas de álbum em que o artista rebobina sambas da discografia


Ivan Lins lança hoje, 11 de fevereiro, o single ‘Sumidouro’, amostra inicial do álbum homônimo produzido por Marcus Fernando
Gabriel Pini / Divulgação Selo Sesc
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Sambadouro
Artista: Ivan Lins
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Composição de Ivan Lins apresentada há 34 anos por Sergio Mendes (1941 – 2024) no álbum “Brasileiro” (1992) em gravação feita com vocalizes, “Sambadouro” é samba rebobinado um ano depois por Leila Pinheiro no álbum “Coisas do Brasil” (1993), já com a letra de Vitor Martins, o parceiro fundamental da obra do compositor carioca.
A letra de “Sambadouro” é cantada por Ivan no single que abre alas e pede passagem para o álbum em que o artista rebobina sambas da discografia com a intenção de aproximá-los da cadência bonita dos pagodes cultivados nos nobres quintais do subúrbio carioca. “Como se eu tivesse nascido em Madureira”, como resumiu o compositor em uma das entrevistas dadas para divulgar a turnê dos 80 anos, se referindo ao bairro da zona norte carioca reconhecido como um dos celeiros do samba e de agremiações importantes do Carnaval do Rio de Janeiro (RJ).
“Sambadouro” é também o título desse vindouro álbum que será lançado neste ano de 2026 pelo Selo Sesc. Gravado ao longo de 2025 no Rio de Janeiro (RJ), com produção de Marcus Fernando e arranjos de Carlinhos Sete Cordas, Paulão Sete Cordas e Rafael dos Anjos, o álbum “Sambadouro” apresentará 12 sambas cantados por Ivan Lins com feats com time de convidados que inclui bambas cariocas como Diogo Nogueira, Ferrugem, Mart’nália, Xande de Pilares e Zeca Pagodinho, além de Péricles e de Hamilton de Holanda.
A julgar pelo single lançado hoje, 11 de fevereiro, “Sambadouro” parece não ser o melhor abre-alas para apresentar álbum cujo repertório inclui samba inédito, “Maravilhado”, entre regravações como as de “Deixa eu dizer” (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, 1973), samba lançado por Claudya há 53 anos e então esquecido até ser revitalizado há 18 anos quando o rapper Marcelo D2 sampleou a gravação original na música “Desabafo” (2008).
Embora “Sambadouro” seja música inédita na discografia de Ivan Lins, que somente gravou o samba em 1997 em disco da cantora Kenia Acioly para o mercado dos Estados Unidos, a faixa resultou sem o calor e a cadência dos sambas dos quintais cariocas. “Sambadouro” soa no single de 2026 como samba típico de Ivan Lins (o que não é pouco…), sendo que há exemplares mais aliciantes do gênero na obra do artista.
Pontuada pelo sopro do trombone de Fabiano Segalote, a gravação de “Sambadouro” desliza suave, quase como se estivesse em um salão de gafieira, embasada pela percussão leve de Pedrinho Pereira e Waltis Zacarias. A (boa) gravação tem uma manha condizente com os versos de Vitor Martins e um suingue próprio de samba meio sinuoso. Contudo, paira a sensação de que “Sambadouro” resultou sem cacife para animar o samba em Madureira…
Capa do single ‘Sambadouro’, de Ivan Lins
Arte de Ale Amaral

Fonte: G1 Entretenimento