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Por que artistas estão vendendo seus catálogos e quais lucraram mais com isso?


Entenda como funciona a venda de um catálogo musical
Britney Spears entrou para a lista de artistas que venderam seus catálogos musicais. Assim como já aconteceu com outras estrelas, o valor não foi revelado oficialmente, mas levantou estimativas de milhões de dólares.
Segundo o TMZ, algumas fontes informaram que Britney fechou um “acordo histórico”, comparável à venda do catálogo de Justin Bieber a Hipgnosis (US$ 200 milhões), ocorrida em 2023.
Quais artistas lucraram mais com catálogos de venda até hoje?
David Bowie foi um dos primeiros a fazer esse tipo de negociação. Em 1997, negociou 25 álbuns por US$ 55 milhões, em um acordo que ficou conhecido como Bowie Bonds e virou referência no setor.
Os valores das transações não costumam ser divulgados oficialmente, mas segundo estimativas da imprensa internacional, a maior valoração de ativos para um único músico foi com a obra de Michael Jackson. O Times cita que os ativos do rei do pop estariam avaliados em US$ 1,2 bilhão (R$ 5,96 bilhões). Com isso, a Billboard calcula que a Sony tenha pagou pelo menos US$ 600 milhões (R$ 2,98 bilhões).
Veja mais estimativas de valores:
Bruce Springsteen: US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões)
Shakira: US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão)
Bob Dylan: US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão)
Paul Simon: US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão)
Justin Bieber: US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão)
Red Hot Chili Peppers: US$ 150 (cerca de R$ 800 milhões)
Neil Young: US$ 150 (cerca de R$ 800 milhões)
Stevie Nicks, do Fleetwood Mac: US$ 100 milhões (R$ 520 milhões) por sua parte nas composições do grupo
Rod Stewart: US$ 100 milhões (cerca de R$ 520 milhões)
Britney Spears em foto de 2018
Reuters/Mario Anzuoni/File Photo
Mas afinal, o que significa vender um acervo musical? Como isso funciona? Quem pode vender ou comprar? O que muda para os ouvintes? E um fã pode investir?
O g1 ouviu especialistas para explicar os bastidores desse tipo de negociação.

O que é um catálogo musical?
Como funciona a venda de catálogos?
Como se chega ao valor da oferta?
Por que os artistas vendem?
Por que os compradores investem em catálogos?
Qual o perfil dos compradores?
Tá, mas se eu, um simples fã, posso comprar se quiser?
Para os ouvintes, a negociação de catálogos muda alguma coisa?
E para o mercado musical brasileiro?
Cuidado com contratos e respeito ao artista
Catálogos musicais: como funciona a venda?
Adobe Stock/IA
O que é um catálogo musical?
Um catálogo musical é o conjunto de todas as músicas de um artista, sejam elas gravadas ou não. E ele pode incluir obras (que é a composição em si) ou fonogramas (a gravação da música, que você ouve nos álbuns, rádios ou plataformas digitais).
A venda pode envolver todo o catálogo ou partes específicas (apenas a obra, apenas o fonograma, ou somente alguns discos ou faixas) a depender do interesse do artista ou do comprador.
Como funciona a venda de catálogos?
A venda é a transferência dos direitos autorais e/ou fonográficos para o comprador (que em sua maioria, são gravadoras, editoras ou fundos de investimento).
O comprador paga um montante único (e, geralmente, milionário) para o artista, que cede os direitos autorais da obra ou fonograma. Esse valor é uma antecipação dos rendimentos gerados pelas músicas, seja pelos royalties de streaming, execuções públicas, ou aparições em publicidade, cinema ou TV.
“Quando você é titular de um fonograma, você é titular de uma obra. E você também absorve a responsabilidade de fazer aquilo girar, aquele dinheiro girar”, explica Gustavo Deppe, advogado especializado em direito autoral na música.
Como se chega ao valor da oferta?
Para se chegar à oferta final, o catálogo passa por um processo que determina o valor econômico de um ativo, empresa ou investimento (chamado de “valuation”).
“Tem uma análise por trás, um levantamento dos números dos últimos três a cinco anos, para poder se ter uma ideia de como flutua os pagamentos mensais. E aí fazem a base”, diz Bruno Savastano, fundador da Powerhouse, empresa que faz intermediação entre artistas e fundos de investimento.
“Se for um catálogo que está numa crescente, você multiplica isso por 10, por 11, por 5…”, segue o especialista, citando variáveis que ajudam a definir o valor.
“Na análise, você já entende se o catálogo é estável, se ele tá em declínio, se ele já performou e agora está caindo, ou se está performando e subindo um pouquinho.”
Bruce Springsteen em cena de seu show na Broadway
Divulgação/Rob DeMartin
Por que os artistas vendem?
Normalmente a motivação é financeira. Por vezes, o artista não tem expertise para fazer a obra girar no mercado e cuidar do licenciamento para inserção em outros projetos comerciais.
“O artista sozinho está conseguindo extrair o máximo dessas obras fonogramas? Normalmente não, por isso que tem esse tipo de contrato”, aponta Gustavo Deppe.
“Ele vai receber aquele dinheiro de uma vez, vai ceder seus direitos de fonograma e de obra, e vai deixar na mão de terceiros que já tem expertise para fazer esses acordos, licenciamentos, inserções”, explica o advogado.
Savastano indica que a negociação não é interessante apenas para grandes artistas — ou com catálogos chamados de legacy [legado].
“Cabe a qualquer artista em qualquer nível da carreira.” Atualmente, existem fundos musicais compradores que se interessam por diversos tipos de catálogo: dos menores aos gigantes.
“Às vezes, é um artista que precisa financiar um disco novo, uma turnê, um vídeo, o que for. Há formas de você vender esses ativos agora, nem que seja através de plataformas. Democratizou muito e é uma forma do artista independente, acima de tudo, monetizar, levantar capital para conquistar mais.”
Por que os compradores investem em catálogos?
Quem compra quer rentabilizar. Os compradores têm interesse nos catálogos por ser, de certa forma, como uma empresa que tem rendimentos mensais garantidos, já que o comprador receberá pelos direitos autorais até a obra cair em domínio público.
“Os fonogramas entram em domínio público 70 anos após a gravação do fonograma”, explica Gustavo. A liberação acontece sempre no dia 1º de janeiro após completar os 70 anos.
Quando se trata da composição, esse tempo pode durar ainda mais, já que a obra só entra em domínio público após a morte do compositor. Se forem composições conjuntas, isso acontece 70 anos após a morte do último coautor.
Entenda como funciona a venda de catálogos musicais
Adobe Stock
Qual o perfil dos compradores?
Existem dois perfis de compradores:
passivo: faz a compra, coloca o catálogo “na prateleira” e fica só recebendo os valores referentes aos direitos autorais de execução pública, rádios e plataformas;
ativo: que faz a gestão do catálogo. Após a compra, tenta fazer parcerias e o licenciamento da obra, encaixando as músicas em filmes, séries, peças publicitárias, projetos de marcas, entre outras ações.
Apesar de a grande maioria das negociações serem fechadas com gravadoras, editoras e fundos de investimentos, o comprador também pode ser pessoa física.
Um dos maiores exemplos disso foi Michal Jackson. Por anos, o artista foi dono de parte do catálogo dos Beatles. Michael adquiriu os direitos sobre canções da banda em 1985, por US$ 47,5 milhões.
Gustavo Deppe cita que os direitos autorais podem até ser usados como forma de pagamento para algum serviço.
“Eu como advogado, posso chegar para um artista e falar: ‘Olha, você não tem dinheiro para me pagar pelo meu serviço, mas eu posso ficar com uma porcentagem do seu fonograma no digital. É uma remuneração pelo meu trabalho’.”
Seja quem for o comprador, Bruno Savasteno alerta: “Não adianta ficar na mão de uma pessoa leiga que vai assinar contratos ruins, vai assinar liberações ruins, e não vai conseguir fazer um licenciamento correto. A conta não vai fechar, vai perder dinheiro.”
Tá, mas se eu, um simples fã, posso comprar se quiser?
Fãs podem investir em catálogos musicais através de plataformas de fundos de investimento
Adobe Stock/IA
Atualmente isso é possível. Existem plataformas que vendem pacotes com diversos ativos, e esse mercado é uma crescente. Tanto que grandes gravadoras já estão discutindo o mercado de “superfãs”.
“‘Sou muito fã do artista X e gostaria de ter um pedaço disso. Gosto tanto, quero contribuir, e quero ser parte disso’. E aí com isso você tem direto de acesso a shows em primeira mão, esse tipo de coisa. Tem essa troca direta entre o artista e o fã. Isso é uma categoria que está se moldando e acelerando muito rapidamente.”
“Acho que futuramente os compradores desses catálogos, acima de tudo, vão ser os fãs”, analisa Bruno.
Para os ouvintes, a negociação de catálogos muda alguma coisa?
“Nada. Não muda, porque geralmente esse também é um processo confidencial. Às vezes o artista vendeu e ninguém nem sabe”, resume Bruno.
E para o mercado musical brasileiro?
Homem sentado com fone de ouvido.
Unsplash
Segundo Bruno, a venda de catálogos musicais brasileiros para fundos internacionais pode colocar a cultura nacional em mercados ainda não trabalhados.
“A música brasileira não viaja muito longe por conta da barreira linguística. Então, a gente tem uma limitação lá fora. Obviamente, se falar de Bossa Nova, da velha guarda, isso é outra história.”
Para ele, as negociações internacionais abrem portais globais, ajudando a música nacional a se expandir e a se difundir.
Cuidado com contratos e respeito ao artista
Seja para quem compra, seja para quem vende, Gustavo Deppe alerta sobre a importância de definir regras em contratos. Em especial, para artistas em começo de carreira, que precisam definir, ponto a ponto, as divisões sobre o direito da obra e do fonograma.
“Quando a gente fala de vendas catálogo, esse trabalho é um trabalho documental muito pesado, porque você tem que ir atrás de contrato, tem que ir atrás de e-mail se não tiver contrato… Tem que ir atrás de comprovações dessa titularidade das gravações e das obras.”
Qualquer falha no processo, pode levar a brigas na justiça e até a retirada de músicas do ar, chamadas de takedown.
Gustavo ainda faz um alerta sobre o respeito ao legado dos artistas, em caso de licitações póstumas.
“A gente tem que pensar também em quem talvez teria sensibilidade para fazer uma liberação de uso de obra. De repente, às vezes, aquele artista em vida não gostava de tal gênero musical, não gostava de tais artistas, e quem sucede às vezes não liga para isso e faz liberações.”
“Nesse caso, é o direito moral do artista, que é herdado pela família, e tem o poder de dizer sim ou não.”
David Bowie foi um dos pioneiros na venda de catálogos musicais
REUTERS/Leonhard Foeger/File Photo

Fonte: G1 Entretenimento

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Shakira em Copacabana: cantora vem em fase ‘empoderada’ e mais pop que nunca


Shakira abre turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” no Rio de Janeiro
Stephanie Rodrigues/g1
Depois de Madonna e Lady Gaga, Shakira vai se apresentar na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim e confirmada pelo g1. O show será no dia 2 de maio.
A cantora e compositora colombiana já fez mais de 40 apresentações no Brasil ao longo de sua carreira, incluindo o encerramento da Copa do Mundo no Maracanã. Ela fala português fluente e tem uma ótima relação com seus fãs brasileiros.
A última vez que ela veio ao Brasil foi em fevereiro de 2025, para estrear a turnê “Las Mujeres Ya no Lloran” com datas no Rio e em São Paulo. A turnê é a primeira dela em sete anos e, até o momento, tem datas marcadas até abril.
Ao que tudo indica, após estrear a turnê no Rio, ela também pode encerrar no mesmo lugar, em um palco muito maior.
Qual é a Shakira que vem ao Rio?
Desde 2001, quando estreou internacionalmente, Shakira sempre teve uma carreira consistente, com vários hits nas paradas e canções de repercussão global.
Mas dá para dizer que a carreira dela ganhou um novo capítulo após a separação do jogador Gerard Piqué. Com “Shakira Bzrp Music Sessions 53”, produzida pelo DJ argentino Bizarrap, ela quebrou o recorde de música em língua espanhola mais ouvida em 24 horas no Spotify.
A partir daí, a colombiana transformou o empoderamento feminino e a superação pessoal em suas principais mensagens. É disso que trata o disco “Las Mujeres Ya No Lloran” (2024), décimo segundo da carreira, que lhe rendeu o quarto Grammy americano.
“As mulheres já não choram, as mulheres faturam”, diz o verso.
Nessa leva mais recente da carreira dela, Shakira se distanciou um pouco daquele estilo orgânico, com muitas guitarras e influências folclóricas, pelo qual ficou conhecida. Ela está mais assumidamente pop e EDM, trazendo colaborações de grandes artistas do pop latino como Karol G e Ozuna.
Nos shows em 2025, Shakira trouxe a estrutura completa de sua grandiosa turnê, com pulseiras luminosas para os fãs, trocas de roupa praticamente a cada música, um enorme telão horizontal e uma escultura de loba com dimensões colossais no palco.
Tudo indica que esse será o principal molde para o show em maio. O repertório incorpora grandes sucessos da carreira de Shakira, com sua dança do ventre característica e uma mistura de pop, reggaeton, bachata e afrobeats.
Também dá pra esperar que ela inclua, quem sabe, uma ou outra música brasileira no repertório. Foi o que ela fez no Rio, ao cantar “Mama África”, de Chico César.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jung Eun-woo, ator sul-coreano, morre aos 40 anos


Jung Eun-woo, ator de ‘Bride of the Sun’, morre aos 40 anos
Reprodução/Instagram
O ator sul-coreano Jung Eun-woo morreu nesta quarta-feira (11), aos 40 anos. A informação foi confirmada pela imprensa sul-coreana. A causa da morte não foi revelada.
Formado em Teatro e Cinema pela Universidade Dongguk, Eunwoo estreou na televisão em 2006 O reconhecimento do grande público veio em 2011, quando protagonizou o k-drama “Bride of the Sun”.
Ao longo da carreira, o ator consolidou sua trajetória em diversas produções de sucesso, incluindo filmes como “Bad Boys” e “Miss Change”. Seu último trabalho nas telas foi o filme “Memoir of a Murderer: Another Story”, lançado em 2021.

Fonte: G1 Entretenimento

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Retorno do Roupa Nova ao Rock in Rio, após 35 anos, coroa a longevidade da música popular e romântica do grupo


O grupo Roupa Nova se apresenta no Rock in Rio 2026 em 7 de setembro em show no Palco Sunset que terá Guilherme Arantes como convidado
Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ A presença do nome do Roupa Nova entre as atrações divulgadas pelo Rock in Rio na noite de ontem, 10 de fevereiro, surpreendeu quem acompanha o histórico do festival realizado desde 1985. Embora seja o intérprete do tema ofical do Rock in Rio, o grupo carioca somente se apresentou no festival na edição de 1991.
Agora o longo jejum se aproxima do fim. Na edição de 2026, o sexteto vai se apresentar no Palco Sunset em 7 de setembro com show que terá como convidado ninguém menos do que Guilherme Arantes, um dos principais arquitetos do pop brasileiro das décadas de 1970 e 1980.
Essa volta do Roupa Nova ao Rock in Rio, 35 anos após o caloroso show da edição de 1991, coroa a longevidade desse grupo que completa 46 anos de vida em 2026 em plena atividade e com a agenda cheia.
Em 1991, o Roupa Nova já era importante e mereceu ter integrado o line-up do Rock in Rio por conta da sucessão de hits emplacados ao longo da década de 1980. Em 2016, a banda tem ainda maior importância por ter conseguido se manter em cena com fôlego, se apresentando com regularidade em grandes casas de shows – não raro, em arenas e ginásios – para um público fiel que tem se renovado.
O Roupa Nova ainda arrasta multidões para apresentações do grupo sem depender de ter um hit novo nas playlists. Os sucessos começaram a rarear a partir dos anos 2000, mas a reciclagem permanente do cancioneiro do grupo – que volta e meia ainda lança álbum ou EP com músicas inéditas, caso do recente EP “Nossas canções” (2026), lançado em 2 de janeiro – garante o fervor e a fidelidade do público nos shows. Nem a morte do vocalista e percussionista Paulinho (1952 – 2020) interrompeu essa trajetória singular de sucesso no mercado pop brasileiro.
Pela longa permanência do som popular romântico do sexteto na memória afetiva nacional, Cleberson Horsth (teclados e vocal), Kiko (Eurico Pereira da Silva Filho, violão, guitarra e vocal), Nando (Luiz Fernando Oliveira, baixo e vocal), Ricardo Feghali (teclados, violão, guitarra e vocal) e Serginho (Sérgio Herval Holanda de Lima, voz, bateria e vocal) – aos quais o vocalista Fábio Nestares se juntou oficialmente, a partir de junho de 2021, porque o show não podia parar com a saída de cena de Paulinho – merecem o prestígio de voltar ao Rock in Rio após 35 anos. Até porque o festival também vai se beneficiar com a presença do grupo no line-up do dia 7 de setembro, já que parte dos seguidores do Roupa Nova vai se mobilizar para ver o show.
Sem falar que o encontro do Roupa Nova com Guilherme Arantes resulta desde já emblemático por se insinuar como um tributo ao pop dos anos 1980. Tanto o grupo quanto o cantor também fazem rock. Mas o suprassumo do cancioneiro de ambos são as baladas apaixonadas, as canções que não raro alcançam a perfeição pop. E, por isso mesmo, tanto um como outro foram aqui e ali injustiçados pelas elites culturais (Arantes menos do que o Roupa Nova, diga-se) porque são artistas populares dos quais todo mundo gosta. E, se todo mundo gosta, tem sempre gente que se acha superior e minimiza o gosto popular.
Seria justo que, a partir dessa escalação para o Rock in Rio, tanto o Roupa Nova quanto Guilherme Arantes entrassem no circuito de festivais, eventos muitas vezes mais voltados para o hype do que para o gosto do público que compra ingressos.
Ambos merecem esse status, até porque, em um mercado musical cada vez mais volátil e fragmentado, são bem poucos os artistas que ultrapassam os 45 anos de carreira sem perder o interesse do público pela música que fazem.

Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho aparecem em foto oficial dos indicados ao Oscar; veja imagem


“O Agente Secreto” recebe quatro indicações ao Oscar
Os indicados ao Oscar 2026 se reuniram nesta terça-feira (10) em um evento promovido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O encontro tem como objetivo principal fazer a tradicional foto anual que reúne os profissionais concorrentes à premiação.
Foto oficial dos indicados ao Oscar
Richard Harbaugh / The Academy
“O Agente Secreto” concorre em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Elenco. Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho aparecem na imagem, e o diretor brincou sobre o evento ao publicar uma foto em seu perfil no Instagram.
“A Academia reuniu os indicados desse ano num almoço astral. Ao final, uma foto coletiva. Acho que a melhor festa de formatura que eu já fui. Muito divertida”, escreveu.
Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho aparecem em foto oficial dos indicados ao Oscar
Richard Harbaugh / The Academy
A produtora Emilie Lesclaux na foto oficial dos indicados ao Oscar 2026
Richard Harbaugh / The Academy
O diretor de fotografia Adolpho Veloso na foto oficial dos indicados ao Oscar 2026
Richard Harbaugh / The Academy
A produtora Emilie Lesclaux e o diretor de fotografia Adolpho Veloso, que disputa a categoria por “Sonhos de Trem”, também participam da foto.
Além dos brasileiros, o evento reuniu Teyana Taylor, Leonardo DiCaprio, Timothée Chalamet, Jessie Buckley, Michael B. Jordan, Amy Madigan, Emma Stone, Elle Fanning, Chloé Zhao, Jacob Elordi, Rose Byrne, Yorgos Lanthimos, Kate Hudson e muitos outros.
Lideram as indicações “Sinners”, com um recorde de 16 indicações; “Uma Batalha Após a Outra”, com 13; “Valor Sentimental”, com 9; e “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, com 8.

Fonte: G1 Entretenimento

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Melody, Ivete, Anitta… de quem será o hit do carnaval 2026?


Qual será o hit do carnaval 2026?
O carnaval vem aí e, neste ano, não faltam músicas para embalar os blocos. Do arrocha ao pagodão, o páreo está acirrado para o título de hit de carnaval. No VÍDEO acima, o g1 avalia os mais fortes concorrentes ao título hit do carnaval 2026; saiba mais no texto abaixo.
‘O Baiano Tem o Molho’ – O Kannalha
Correndo por fora, o pagodão d’O Kannalha já é uma realidade nas ruas. Lançada originalmente no ano passado, a música ganhou fôlego extra após viralizar com o ator Wagner Moura, que ajudou a mostrar para o mundo que, de fato, o baiano tem o “molho”. Aliás, Oscar e carnaval têm dado uma liga boa.
É uma ótima música, mas já não é novidade.
Quesito Hit de carnaval: 5/10
‘Vampirinha’ – Ivete Sangalo
Carnaval sem Ivete Sangalo é praticamente impossível. Este ano, a aposta da baiana é “Vampirinha”. A faixa é divertida, “bagaceira”, mas aquém da qualidade que a gente sabe que a Ivete entrega.
Vai funcionar no trio? Claro. Mas a Ivete consegue animar uma multidão até cantando a música do Titanic.
Quesito Hit de carnaval: 5,5/10
‘Carnaval’ – Marina Sena, Psirico
“Carnaval” consegue um feito dificílimo: a versão de estúdio se aproxima da energia de uma percussão ao vivo e, depois, vira uma batida de funk irresistível. O clipe ainda tem um participante do BBB — nada mais Brasil.
Essa é a nossa preferida, mas apesar da qualidade, não deve ser o grande hit do carnaval. É uma música bem orgânica e, nos últimos anos, os arranjos eletrônicos têm feito mais sucesso nessa época.
Quesito Hit de carnaval: 6/10
‘Gostosin’ – Anitta, Hitmaker e Felipe Amorim
Vinda do já tradicional EP “Ensaios da Anitta”, a música que saiu na frente foi “Gostosin”, parceria com Hitmaker e Felipe Amorim.
A faixa é uma mistura curiosa entre o funk, o piseiro e o eletrônico de balada. Com uma coreografia “chiclete”, a canção entrou com força na briga pelo título de hit da temporada.
Quesito Hit de carnaval: 7/10
‘Fanatismo’ – Yasmin Sensação
Todo carnaval de respeito tem uma candidata surpresa, e em 2026 o nome é Yasmin Sensação. A sergipana conquistou um sucesso inesperado com “Fanatismo”.
É uma versão arrocha da música de mesmo nome do angolano Anselmo Ralph, mas foi a interpretação sentida da Yasmin que fez todo mundo se apaixonar.
Quesito Hit de carnaval: Nota 8/10
‘Jetski’– Pedro Sampaio, Melody, MC Meno K
Melody chegou “grandona” em 2026. Parece que a cantora listou os nomes que fazem sucesso no carnaval e foi atrás de um por um: Leo Santana, Felipe Amorim e Psirico.
Mas o grande acerto foi “Jetski”, com Pedro Sampaio e MC Meno K. A música está entre as mais ouvidas no Spotify Brasil e a maior prova de sucesso é que a coreografia já é tema de aulas de fitdance em todo o país.
Por isso, é a nossa campeã. E pode ser o hit que vai colocar a Melody de vez no mapa do pop nacional.
Quesito Hit de carnaval: 9/10
Melody, Ivete, Anitta
Larissa Queiroz; Fábio Tito/g1; Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Dublê de Harry Potter que ficou tetraplégico após acidente em set tenta refazer a vida: ‘Tudo o que eu era foi tirado de mim’


Dublê de Harry Potter lança livro após acidente que o deixou tetraplégico
Em constante movimento. Assim era a vida de David Holmes, nascido e criado no leste de Londres. A mãe colocou os três filhos na ginástica artística para canalizar o excesso de energia. Aos 6, David já competia profissionalmente. Aos 14, foi convidado para ser dublê de ator no set de filmagem.
“Foi o melhor verão da minha vida quando senti o gostinho da indústria cinematográfica pensei esse é o trabalho para mim”.
David passou a testar os limites do próprio corpo para contar histórias.
“Para se tornar dublê no Reino Unido você precisa praticar seis esportes em nível de competição. Os meus eram ginástica artística, salto ornamental, cama elástica, hipismo, natação e eu era faixa preta de kickboxing. Não é fácil, mas contamos histórias com o nosso corpo”.
Aos 17 se tornou o dublê oficial do britânico Daniel Radcliffe, então com 11 anos. Trabalharam lado a lado em sete filmes do universo de Harry Potter. Uma relação de confiança que foi sendo fortalecida a cada partida de quadribol, esporte disputado por feiticeiros montados em vassouras.
“Você está falando com o primeiro jogador de quadribol do mundo”.
David ainda fez as cenas de ação de outros jovens personagens nos dois primeiros filmes: Harry, Rome, Hermione, Leville e Malfoy.
David Homes e Daniel Radcliffe juntos em set de filmagem
Reprodução/TV Globo
O acidente
O elenco cresceu e se divertiu junto até o dia 28 de janeiro de 2009, quando tudo mudou. David estava com 25 anos e trabalhava no sétimo filme da saga Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1. Durante uma cena de ação ensaiada à exaustão, o corpo do dublê foi puxado com força por um cabo e colidiu violentamente contra a parede.
“Pelo ângulo que eu choquei contra a parede, meu nariz foi no peito e a minha medula espinhal se rompeu”.
Ele caiu nos colchões de proteção e sentiu que algo estava muito errado.
“Eu já tinha quebrado muitos ossos na vida para saber isso”.
Uma foto tirada instantes antes do acidente mostra o último momento de David em pé. A manobra que usava cabos, pesos e roldanas foi proibida depois em todos os principais estúdios. O dublê sofreu uma grave lesão na medula cervical e perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Só o braço esquerdo ainda tem força, mas os dedos não mexem mais.
“Todos aspectos da masculinidade foram tirados de mim. Tudo que eu tinha como identidade, minhas capacidades físicas, minha força, quem eu era”.
Uma foto tirada instantes antes do acidente mostra o último momento de David em pé
Reprodução/TV Globo
Recuperação
Foram mais de seis meses no hospital. David passou por inúmeras cirurgias e precisou reestruturar a vida e a mente para a nova condição.
“Eu desenvolvi um cisto na medula que cresce de forma acelerada na base da minha cabeça. Isso afeta as minhas funções. Nenhum médico pode me dizer se vou manter a respiração, a fala. e a capacidade de deglutição durante toda a minha jornada, então é um futuro bastante assustador. Mas quando penso nisso, sou forçado a estar presente, a aproveitar ao máximo o dia, a ser grato pelo que tenho, enquanto tenho. Apesar do medo, também tenho esperança”.
David Holmes, dublê de Harry Potter que ficou tetraplégico, em entrevista ao Fantástico
Reprodução/TV Globo
Recomeço e novos desafios
A TV idealizou e construiu uma casa inteligente, com portas automáticas e comando de voz. Apesar de depender de ajudantes 24 horas por dia, ele rejeitou a amargura e se recusa a falar da própria vida como se fosse uma tragédia. Diz que ainda sonha em conhecer o Brasil um dia.
“Tenho inveja do calor do Brasil, está na minha lista de viagens e já viajei bastante antes e depois do acidente. Tive muita sorte”.
Autobiografia
Os desafios dessa vida em dois atos foram parar nas páginas de uma autobiografia que chega agora ao Brasil. O livro conta com o apoio dos amigos famosos que nunca saíram do lado dele.
“Tenho muito amor na minha vida. Isso ajuda a lidar com o trauma. O mundo nos dá a oportunidade de ver o dom da vida todos os dias. Depende de nós mantermos os olhos abertos ou não”.
Dublê de Harry Potter lança livro após acidente que o deixou tetraplégico
Reprodução/TV Globo
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O fetiche pela competência: como ‘The Pitt’ e ‘The Bear’ ganham fãs com estética do trabalho bem feito


Como ‘The Pitt’ e ‘The Bear’ ganham fãs com a estética do trabalho impecável
Esqueça dragões, bilionários, super-heróis ou anti-heróis. O novo normal nas séries de TV é ver alguém chegar no horário, seguir protocolos e fazer seu trabalho muito, muito bem. “The Bear” e “The Pitt” consolidaram um subgênero que a crítica americana batizou de “competency porn” (um “fetiche da perfeição”, em tradução livre).
Em um cenário de serviços precários e obsessão por notas de uma a cinco estrelas, o público se rendeu à competência absoluta nas telas. O conforto, agora, não vem do romance, das tretas ou do final feliz, mas da visão hipnótica de um ambiente de trabalho onde a técnica se sobrepõe ao caos.
Até que ponto o sucesso dessas séries tem a ver com nossa vontade de ver problemas complexos serem triturados por uma precisão cirúrgica?
Cena da série ‘The Pitt’
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“The Bear” transformou a cozinha caótica em um ambiente de alta performance. O apelo da série reside na “estética do esforço”. O público é seduzido pelos closes em facas afiadas, pelo chiar da carne na chapa e pela busca de uma performance eficiente. O “Sim, chef” virou um mantra de organização que falta na vida real.
Mais recente, porém igualmente elogiada e premiada, “The Pitt” foca na sobrevivência técnica. A série, que trouxe Noah Wyle (o Dr. Carter de “Plantão Médico”) de volta ao jaleco, elevou o “fetiche da perfeição” ao adotar o formato de tempo real.
Ao mostrar 15 horas ininterruptas de um pronto-socorro na cidade americana de Pittsburgh, a produção removeu o melodrama típico de séries médicas antigas (como os romances de elevador de “Grey’s Anatomy”) para focar mais no procedimento.
O prazer de assistir a “The Pitt” vem da resolução de problemas. O Dr. Michael Robinavitch não é um herói por ser carismático, mas por ser capaz de diagnosticar e tratar pacientes em segundos, enquanto navega por um sistema de saúde combalido. É a fantasia de que, se o sistema falhar, o indivíduo competente ainda pode salvar o dia. E os pacientes.
Jeremy Allen White na série ‘The Bear’
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Essa obsessão pelo profissional infalível não é um fenômeno novo. Nos anos 90, o estilo passou a ser mais explorado sobretudo em produções do diretor Michael Mann e do roteirista Aaron Sorkin.
Em “Fogo Contra Fogo” (1995), Mann dirige e roteiriza o embate entre o ladrão e o detetive sob a ótica da precisão tática. Essa ideia de uma batalha técnica entre forças competentes se repete em outros projetos do cineasta. O prazer de assistir a um filme de Mann não vem só da ação, mas da maneira correta de carregar um fuzil ou da explicação de quem não tem tempo para amadores.
Essa obsessão pelo “fazer bem feito” está ainda em “Profissão: Ladrão” (1981), em que a técnica de abrir cofres é filmada com a reverência de um ritual, e “O Informante” (1999), sobre a competência processual e ética do jornalismo. Para Mann, a maior forma de heroísmo não está na moralidade, mas na proficiência. O personagem é definido pela maestria com que exerce o seu ofício.
Brad Pitt e Jonah Hill no filme ‘O homem que mudou o jogo’
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Sorkin, por sua vez, celebra a eficiência em setores diferentes, do esporte (o filme “O Homem Que Mudou o Jogo”) à imprensa (a série “The Newsroom”). Os personagens do roteirista e diretor são perfeitos para quem busca o prazer de ver pessoas inteligentes andando rapidamente e conversando mais rapidamente ainda. E, claro, trabalhando de modo eficaz no meio dessa correria.
O que dizem os críticos lá fora?
Essa virada de chave no gosto do público movimenta análises na imprensa internacional. O jornal britânico “The Guardian” questionou se existe algum escapismo maior hoje em dia do que assistir a uma pessoa “capaz” na TV. O fetiche da competência seria o antídoto para a era de ansiedade e dos serviços falhos.
Já a revista americana The New Republic destacou como “The Pitt” recusou as tramas leves em favor da adrenalina burocrática e médica. O site Vox analisou como nossa obsessão cultural mudou de “querer ser rico” para “querer ser útil”, transformando o trabalho bem feito na nova estética do desejo.
A revista Psychology Today explorou o viés comportamental da tendência, explicando o fascínio pelo “herói hiper competente” não apenas como entretenimento, mas como uma busca psicológica por estabilidade e controle em tempos imprevisíveis.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sarah Andrade é eliminada do ‘BBB 26’ com 69,13% da média dos votos


“Como Nasce um BBB”: documentário desvenda bastidores do programa e mostra cenas que o público não conhece
Sarah foi eliminada da 26ª edição do Big Brother Brasil no Paredão desta terça-feira (10). A sister deixou a casa após receber 69,13% da média dos votos.
Ela disputou a preferência do público com Babu Santana e Sol Vega, que receberam 28,49% e 2,38% da média dos votos, respectivamente.
Confira todos os percentuais da votação do BBB 26
‘BBB 26’: Quem são os participantes desta edição
Sarah fazia parte do grupo dos Veteranos. Ela havia participado da edição de 21, ao lado de Gil do Vigor e da campeã Juliette. Naquela temporada, ela foi eliminada no 9º Paredão.
Além do gshow, o público pode acompanhar o “BBB” pelos perfis oficiais do programa nas redes sociais: Instagram, X (antigo Twitter), Facebook e TikTok.
Sarah Andrade é eliminada do BBB 26
Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Britney Spears vende os direitos de todas as músicas de sua carreira, diz site


Britney Spears em foto de 2018 no prêmio Glaad Media, em Beverly Hills, California
Chris Pizzello/Invision/AP, Archivo
Britney Spears vendeu os direitos de todo seu catálogo musical. A informação foi noticiada pelo site de notícias americano TMZ, nesta terça-feira (10). O valor da venda não foi divulgado.
Voz de hits como “Toxic” e “Oops!… did it again”, a cantora vendeu sua participação nos direitos das faixas para a Primary Wave, uma editora musical dos Estados Unidos. Ela está feliz com a decisão e tem comemorado com os filhos.
Embora o valor da venda não tenha sido revelado, a TMZ diz que fontes ouvidas pelo site descrevem um “acordo histórico”, comparável à venda do catálogo de Justin Bieber a Hipgnosis (US$ 200 milhões), ocorrida em 2023.
A Primary Wave já fechou acordos desse tipo relacionados a artistas como Notorious B.I.G. e Fleetwood Mac.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento