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É #FAKE vídeo de Marcos Palmeira divulgando ‘vaquinha’ para o caso Orelha; golpe usa IA para manipular imagem e áudio


É #FAKE vídeo que usa imagem de Marcos Palmeira para pedir doação para o cão Orelha; trata-se de golpe
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Circula nas redes sociais um vídeo no qual o ator Marcos Palmeira supostamente pede “doações” em uma campanha para “responsabilizar” os autores das agressões que levaram à morte do cão Orelha, no início de janeiro, em Florianópolis. É #FAKE.
selo fake
g1
🛑 Como é a publicação falsa?
O vídeo viralizou no Facebook e no Instagram no início deste mês e explora a comoção em torno do caso Orelha, cachorro comunitário que vivia na Praia Brava. Em 5 de janeiro, ele teve de passar por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Nesta terça-feira (3), a Polícia Civil de Santa Catarina apontou um adolescente como autor da agressão e pediu a internação provisória do jovem.
Na parte superior do quatro, há o seguinte enunciado: “Vamos mostrar que isso não passa batido”. A tela se divide em duas: à direita, aparece Marcos Palmeira falando diretamente à câmera; à esquerda, há a foto de um cachorro parecido com Orelha e retratos borrados de quatro pessoas (inicialmente, a investigação havia indicado envolvimento de quatro menores de idade no episódio).
Mas a fala atribuída ao ator foi criada com inteligência artificial (IA) – leia detalhes abaixo. A versão manipulada diz: “Oi, eu sou o Marcos Palmeira, sou ator, mas sou eu mesmo. Eu quero fazer um convite para vocês. Por favor, é muito importante. Fiquem comigo até o final que é assunto sério. Está acontecendo um movimento no Brasil todo pelo caso do Orelha. Temos menos de 7 dias para a gente conseguir fazer a coisa certa. Um cachorro que levou um fim da pior forma, tal forma que, até para falar, é complicado, dói no coração. Tudo isso, por quatro pessoas desalmadas. Foi aberta uma campanha para levar o caso para a frente com uma equipe de profissionais para que esse caso não seja arquivado e os responsáveis não saiam impunes dessa situação. E eu estou falando, assim, meio urgente, porque temos menos de 7 dias para garantir que esse caso não seja esquecido […]. Talvez você nunca tenha conhecido Orelha, mas imagine só essas pessoas andando pela rua como nada tivesse acontecido. Conto com a ajuda de todos vocês. Clique aqui no link abaixo e faça sua parte. Vamos fazer o que é certo, aquilo que Deus nos ensinou”.
Na parte inferior do quadro, um link direciona o usuário a um site de uma vaquinha solidária on-line com propostas de doações de R$ 30 a R$ 1 mil. O endereço é pouco confiável, segundo uma ferramenta de análise de segurança, e exige um pagamento via PIX. O valor vai para uma intermediadora de pagamentos que não revela o destinatário final dos recursos.
Além disso, a página apresenta sinais típicos de golpe como: apelo emocional extremo; foco em urgência; ausência de CNPJ, razão social, endereço físico ou responsável legal pela campanha; e pagamento fora de plataformas conhecidas ou que permita auditoria.
⚠️ Por que a publicação é falsa?
Ao Fato ou Fake, Marcos Palmeira enviou um e-mail, por meio de sua assessoria de imprensa, desmentindo o material:
“Os criminosos se apropriaram de uma causa importante, que eu apoio, para aplicar o golpe. É uma prática sórdida, que a gente tem que denunciar e combater. Temos que ficar sempre muito atentos, principalmente nesse ano de eleição, que não vai ser fácil”. A equipe informou ainda que, provavelmente, os criminosos usaram uma foto do autor como base para criar o vídeo.
O Fato ou Fake submeteu o conteúdo ao detector de deepfake da plataforma InVID. A ferramenta apontou 98% de probabilidade de adulteração por IA (veja infográfico abaixo). Deepfake é uma técnica que permite alterar vídeos e fotos. Ele permite, por exemplo, substituir o rosto de uma pessoa pelo de outra, além de inserir áudios fabricados.
O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao detector de deepfake da plataforma InVID. A ferramenta apontou 98% de probabilidade de o material conter rosto manipulado por inteligência artificial.
Reprodução
Além disso, uma análise com a ferramenta Hiya, que identifica áudios falsos, detectou 92% de probabilidade de o material ter sido gerado por IA (veja infográfico abaixo).
O áudio foi submetido à ferramenta Hiya, que detectou 92% de probabilidade de o material ter sido gerado por IA.
Reprodução
Por fim, a verificação sites de segurança, como ScamAdviser, indicou que o domínio do site golpista é novo, pouco conhecido e tem índice de confiança baixo (veja infográfico abaixo).
Uma análise por sites de segurança como ScamAdviser aponta que o domínio é novo e pouco conhecido. Além disso, tem índice de confiança baixo.
Reprodução
Vídeo mostra Orelha andando em calçada após horário estimado da agressão, confirma polícia
É #FAKE vídeo que usa imagem de Marcos Palmeira para pedir doação para o cão Orelha; trata-se de golpe
Reprodução
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Fonte: G1 Entretenimento

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Álbum ‘Meus caros amigos’, de Chico Buarque, faz 50 anos como ‘best of’ de artista que avançou com sinal fechado


Chico Buarque na foto exposta na capa do álbum ‘Meus caros amigos’, lançado em 1976
Orlando Abrunhosa / Reprodução
♫ MEMÓRIA – DISCOS DE 1976
♬ Quando Chico Buarque entrou em estúdio para gravar o álbum que seria lançado em 1976 pela gravadora Philips com o título “Meus caros amigos”, o sinal ainda estava fechado para os compositores da MPB que denunciavam os horrores da ditadura militar brasileira através de letras escritas com alusões e metáforas engenhosas.
Cantor e compositor revelado em 1964, projetado nacionalmente em 1966 e autoexilado em 1969, para escapar de prisão iminente, Chico tinha se tornado na década de 1970 o alvo preferencial desse governo ditatorial.
O simples nome do artista nos créditos de uma composição já era motivo bastante para que os censores pusessem na letra o carimbo de “vetado”. Tanto que, em 1974, Chico teve que criar maroto pseudônimo, Julinho da Adelaide, para driblar a censura e poder incluir um samba autoral (“Acorda amor”, creditado a Julinho e a Leonel Paiva) no repertório do álbum anterior de estúdio, “Sinal fechado”, disco de intérprete, única saída possível naquele momento.
“Meus caros amigos”, o álbum seguinte de 1976, marcou a retomada da discografia solo autoral do artista, que vinha de show apoteótico com Maria Bethânia, perpetuado em álbum ao vivo de 1975. E que retomada! Com repertório povoado por temas criados pelo compositor nos últimos anos para trilhas sonoras de filmes e musicais de teatro, o álbum “Meus caros amigos” completa 50 anos em 2026 como um best of do magistral compositor, visto na capa do disco (criada por Aldo Luiz) em foto de Orlando Abrunhosa.
Produzido por Sérgio Carvalho (1949 – 2019), com arranjos distribuídos entre Francis Hime (maestro de sete das 10 músicas do álbum), Luiz Cláudio Ramos (que se tornaria o maestro de Chico Buarque a partir dos anos 1990) e Perinho Albuquerque (1946 – 2025), o álbum “Meus caros amigos” ombreia com o emblemático disco “Construção” (1971) – o primeiro grande título da discografia do artista na gravadora Philips – pela excelência do repertório.
Assim como “Construção”, o álbum “Meus caros amigos” traz somente grandes e memoráveis canções, dignas de qualquer antologia do artista. A começar por “O que será (À flor da terra)”, tema do filme “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), ouvida com a mais famosa das três letras em gravação feita por Chico com Milton Nascimento em andamento acelerado.
Na sequência, Chico cantou “Mulheres de Atenas”, um dos hits radiofônicos do álbum. Nessa canção, escrita em parceria com o dramaturgo Augusto Boal (1931 – 2009), o tema da forçada submissão feminina – abordado sob a perspectiva da antiga sociedade grega – é veículo para o exercício de crítica ao domínio da ditadura. É como se Chico dissesse, com fina ironia, que as mulheres de Atenas eram o povo brasileiro subjugado pelo império dos militares naquele ano de 1976.
A música seguinte, “Olhos nos olhos”, atravessou gerações na voz de Maria Bethânia, intérprete a quem Chico confiou à canção. Cantora de veia dramática, Bethânia deu pleno sentido teatral à letra da mulher abandonada que dá a volta por cima na imponente gravação feita pela artista para o álbum “Pássaro proibido” (1976). Contudo, o registro do autor também merece atenção pelo tom mais melancólico da interpretação, acentuado pelo arranjo das cordas orquestradas por Francis Hime e pelos sopros das flautas de Celso Woltzenlogel e Jorge Ferreira da Silva, o Jorginho.
Tema da trilha sonora da peça “Calabar – O elogio da traição” (1973), composta por Chico com Ruy Guerra, “Você vai me seguir” entrou no álbum “Meus caros amigos” porque sobrou na seleção do disco de 1973 com as músicas do espetáculo. “Você vai me seguir” é a faixa menos aliciante do álbum porque a canção pede intensidade ausente no canto do compositor.
Chico soa muito mais à vontade no canto do samba “Vai trabalhar, vagabundo” (1975), música-título do filme lançado pelo diretor Hugo Carvana (1937 – 2014) no ano anterior.
Também gravado pelo grupo MPB4 naquele mesmo ano, no álbum “Canto dos homens” (1976), o samba “Corrente” se amarra à letra astuta e ao majestoso arranjo de Perinho Albuquerque, produtor e arranjador nunca valorizado na medida da importância que teve para a MPB dos anos 1970.
O subtítulo do samba, “Este é um samba que vai pra frente”, sublinha a ironia da letra habilidosa que totaliza 16 estrofes de dois versos cada. Como Chico alerta na nota do autor escrita para o encarte do álbum “Meus caros amigos”, a ordem dos versos pode ser alterada ao gosto do ouvinte, o que embaralha o sentido. “Pra confessar que andei sambando errado / Talvez precise até tomar na cara”, cantava Chico em verso alusivo às torturas praticadas nos fétidos porões da ditadura.
Então no auge, a afinada parceria de Chico com Francis Hime está representada por três obras-primas, “A noiva da cidade”, “Passaredo” e “Meu caro amigo”.
Encerrada com citação da cantiga infantil “Boi da cara preta”, ouvida com coro feminino que incluía as vozes de Bebel Gilberto, Miúcha (1937 – 2018) e Olivia Hime, a melancólica canção “A noiva da cidade” tinha sido composta para ser o tema-título do filme de Alex Viany (1918 – 1992) que somente entraria em circuito em 1978.
Lançada em 1975 pelo MPB4, grupo que teve a primazia de apresentar grandes músicas de Chico Buarque, “Passaredo” é música que deu o recado ambientalista quando o assunto ainda nem estava em pauta. A faixa reitera que parte da maestria do álbum “Meus caros amigos” deve ser creditada aos arranjos de Francis Hime – certeza corroborada pela orquestração do samba-choro “Meu caro amigo”.
Na música que encerra o disco, com melodia de Francis, a letra aparece na forma de carta escrita por Chico e enviada ao amigo Augusto Boal, então no exílio, com notícias de um Brasil em que preciso fazer “muita careta pra engolir a transação”.
O samba-choro dá nome, com o título no plural, a esse memorável álbum de 1976 em que Chico Buarque também canta “Basta um dia”, canção dramática composta para a trilha sonora da peça “Gota d’ água” (1975), escrita pelo próprio Chico com o dramaturgo Paulo Pontes (1940 – 1976) e estreada no ano anterior pela atriz Bibi Ferreira (1922 – 2019).
Mesmo que reúna repertório de diversas procedências, “Meus caros amigos” é álbum que exprime coerência e unidade no conjunto das dez músicas autorais. Ouvido e analisado 50 anos depois, o disco conserva uma beleza que já se prova atemporal, ainda que várias letras tenham sido escritas sob a força das circunstâncias de época em que o sinal estava fechado para a liberdade de expressão.
Capa do álbum ‘Meus caros amigos’, de Chico Buarque
Orlando Abrunhosa com design de Aldo Luiz

Fonte: G1 Entretenimento

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Cinema de Quentin Tarantino exibe clássicos eróticos e pornográficos

Quentin Tarantino é dono de uma sala de exibição de filmes em Los Angeles, o New Beverly Cinema. Em fevereiro, o diretor resolveu homenagear a história do cinema de rua, exibindo filmes pornográficos.
Antes de ser comprada por Tarantino em 2007, a sala foi chamada de Eros e exibiu, durante sete anos, filmes eróticos. Atualmente, o local tem como principal atração a exibição de filmes clássicos de Hollywood.
A “homenagem” contará com grandes sucessos do estilo como “Emanuelle” (1974), de Just Jaeckin, e “Garganta Profunda” (1972), de Gerard Damiano.
Também há espaço para histórias de erotismo de autores mais eruditos como Ingmar Bergman, que marcará presença com o longa “Um Verão com Monika” (1953).
Outro clássico que será exibido é “Calígula” (1979), de Tino Brass, considerado por muitos “cinema de arte” e recheado de cenas explícitas.
Ainda não há previsão se a programação será mantida apenas em fevereiro.

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 Ouviu #326 – Céu e seus mais de 20 anos de malemolência musical


Céu esteve no g1 Ouviu em 2a de janeiro ela falou sobre o rótulo dentro da MPB que tentam encaixá-la desde o início da carreira.
“É do mercado, tem seu contorno, tem sua necessidade. Mas limita. Esse negócio de rótulo é sempre difícil. A gente não escreve em qual gaveta quer entrar. Não sou eu que vou definir”, afirmou a artista.
Céu ainda fez uma revelação e disse que, quando ficou grávida pela primeira vez, não teve apoio para continuar a carreira e conciliar com a maternidade. Mas para ela, se tornar mãe “deu um brilho” e só ajudou em termos de confiança.
“Eu cheguei a escutar: ‘Vamos resolver esse negócio'”. É muito puxado esse lugar de ter uma carreira e ser mãe. Não tem esse apoio de pensar como vai ser isso, não um lugar de ‘vou tirar do jogo’. Tem essa força de ‘não vai voltar’. Mas para mim, ter meus filhos só me engrandeceu”.
Céu relembra pedido de música inédita para Caetano Veloso: ‘Isso eu atribuo ao puerpério’
Atualmente a artista comemora os 20 anos do disco de estreia, “Céu”, que a lançou na mescla entre MPB, música alternativa e eletrônica. Para ela, o trabalho segue atemporal, incluindo tematicamente: “Já tinha um pensamento no lugar do feminismo”, diz.
A cantora relembra com carinho que o disco foi indicado ao Grammy mundial. “Era uma conquista naquele momento. O disco acabou virando uma antena, captou uma mudança na música brasileira que eu vejo nas novas gerações”.
Você pode ouvir o g1 Ouviu no g1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o g1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
Cantora Céu no g1 Ouviu
Kaique Mattos/g1
Cantora Céu
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 Ouviu #325 – Christian Chávez, um rebelde do México


Christian Chávez esteve no g1 Ouviu em 22 de janeiro e falou sobre os novos rumos de sua vida artística.
“Meu primeiro álbum flopou. Mas como me reconectei com a turnê, eu pensei: ‘Não tenho que fazer música pensando nos números e nas vendas. Mas o que me faz feliz. Quando faz 40 anos, você começa a não ligar e começa a fazer coisas que você gosta. Pra mim, é isso.”
O mexicano, que é cantor e ator, também relembrou como foi o início de sua carreira solo após o fenômeno com o RBD.
“A gente tenta se afastar um pouco, porque você quer ser reconhecido por quem você é. É maravilhoso fazer parte de um fenômeno como o RBD, mas as pessoas às vezes não conseguem te olhar de outra forma. Então você tem que lutar muito. Agora acho que fiz as pazes com essa parte. Para me encontrar como arista solo foi complicado. Eu era parte de um grupo de seis outras vozes”, contou.
Christian Chávez explica por que decidiu retomar carreira solo após ‘álbum flopado’
Durante a entrevista, Christian ainda falou sobre o período em que precisou se redescobrir na vida pessoal e profissional.
“Quando a imprensa me tirou do armário, essa parte de mim ficou muito doída. Não me encontrava, não me amava. Foi um trabalho em dobro: me encontrar como artista e me encontrar como ser humano fora das câmeras. Fiz as pazes com o Christian criança há três anos, porque voltei como eu queria ser, fazendo as coisas que eu queria fazer.”
Você pode ouvir o g1 Ouviu no g1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o g1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
Christian Chávez é entrevistado pelo g1
Catarina Silva/g1
O músico e ator Christian Chávez
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Semana do Cinema tem ingressos por até R$ 12: veja quando é e o que assistir


‘O Agente Secreto’
Divulgação/Vitrine Filmes
A primeira Semana do Cinema 2026 será entre 5 e 11 de fevereiro, com ingressos de R$ 10 (sessões que começam até 17h) e R$ 12 (demais horários). Além do desconto nas entradas, os combos de pipoca e refrigerante também ganham valores especiais durante o período da campanha.
Neste ano, os principais filmes em cartaz são “O Agente Secreto”, “A Empregada”, “Marty Supreme”, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, “Zootopia 2” e “Avatar: Fogo e Cinzas”.
Entre as redes de cinema confirmadas, estão grandes exibidoras em todo o país, como Cinemark, Kinoplex, Cinépolis, UCI e Cinesystem.
O projeto foi concebido pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (FENEEC) e conta com o suporte da Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (ABRAPLEX), além do suporte da Ingresso.com e de diversas redes de cinema do país.
A iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso à cultura e levar mais pessoas às salas de cinema. A expectativa é de superar o recorde de 3,4 milhões de pessoas registrado na última edição, realizada em agosto de 2025. 
Semana do cinema no Brasil
Preços: R$ 10,00 (sessões que começam até 17h) e R$ 12 (demais horários)
Bomboniere: Preços reduzidos em combos selecionados.
Onde comprar: sites de venda (como Ingresso.com), aplicativos das redes ou terminais de autoatendimento nos shoppings.
Participantes: Redes como Cinemark, Kinoplex, Cinépolis, UCI, Cinesystem, entre outras.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ricardo Schnetzer, dublador de Tom Cruise e Al Pacino, morre aos 72 anos


Dublador Ricardo Schnetzer
Reprodução/Instagram
Ricardo Schnetzer, dublador conhecido por emprestar sua voz a atores como Tom Cruise e Al Pacino, morreu aos 72 anos. A informação foi confirmada pelo sobrinho do artista nas redes sociais.
Schnetzer havia sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que afeta o sistema nervoso de forma progressiva. No início do ano, foi aberta uma vaquinha online com meta de R$ 200 mil para ajudar no tratamento. A arrecadação estava em pouco mais de R$ 118 mil.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Ao longo da carreira, ele também dublou Richard Gere, Nicolas Cage e personagens marcantes como Benson (Apenas um Show), Capitão Planeta, Albafica de Peixes (Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas) e Carlos Daniel, da novela “A Usurpadora”.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Em cartaz em ‘(Des)controle’, Carolina Dieckmmann celebra cinema nacional e esclarece boatos sobre ‘Vale tudo’


Carolina Dieckmmann diz que nunca esteve envolvida com Heleninha de ‘Vale tudo’
Carolina Dieckmmann está preparada para se aventurar mais pelo cinema. A atriz de 47 anos que começou longa carreira na TV em 1993 estrela agora seu sétimo filme, “(Des)controle”, que estreia nesta quinta-feira (5) no Brasil.
Na obra dirigida por Rosane Svartman (“Câncer com ascendente em virgem”) e Carol Minêm (“Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente”), ela interpreta uma escritora sobrecarregada que reluta em reconhecer e lidar com seu alcoolismo.
A história ressoa muito com a atriz, que fala abertamente sobre os problemas de sua mãe, Maíra, com a bebida.
“Eu acho que isso é uma dor que me acompanha e que no filme me dá uma autoridade sentimental de fazer essa personagem num lugar muito de dentro”, afirma ela, em entrevista ao g1.
Filmado no final de 2024, o projeto também encontra ecos com uma outra personagem famosa pelo vício que diversos boatos ligaram a Dieckmmann na mesma época.
“Nunca pedi para fazer a Heleninha”, diz a atriz, sobre rumores que até hoje insistem que ela interpretaria o papel na regravação de “Vale tudo”.
No fim, a mulher sofrida, interpretada por Renata Sorrah na versão original, ficou nas mãos de Paolla Oliveira. Carolina deu vida a Leila, que tinha sido vivida por Cássia Kis, em 1988.
“Não houve isso. Mas eu acho que, se eu tivesse sido convidada para fazer a Heleninha, eu teria que fazer uma opção. Eu não faria as duas personagens de maneira nenhuma.”
Na conversa, a atriz fala sobre suas inspirações para interpretar a protagonista de “(Des)controle”, esclarece melhor a história de seu envolvimento com a novela, celebra a grande fase do cinema nacional e até diz com quem ainda gostaria de trabalhar.
“Nossa, Kleber Mendonça e Wagner Moura, pode botar aí, né?”
Leia a conversa na íntegra abaixo, editada para clareza:
g1 – Você já falou da sua relação próxima com o alcoolismo. Como que isso pode ser visto no filme?
Carolina Dieckmmann – Eu acho que isso é uma dor que me acompanha e que no filme me dá uma autoridade sentimental de fazer essa personagem num lugar muito de dentro, sabe?
Essa personagem não passa por fora, não passa pela forma, não passa pela caricatura, não passa pelo gestual. Esse é um trabalho que eu faço de um lugar muito íntimo, que eu conheço, de dor, embora num outro ponto de vista, mas é muito forte, né? Muito profundo.
Então eu acho que o que tem de diferente é a autonomia que eu tenho para fazer uma mulher que passa pelo que ela está passando no sentido da dor, no sentido emocional dela. Não no sentido do vício, que eu não tenho, mas no sentido da dor, no sentido das emoções, na relação da família, nos olhares, no sofrimento. Eu tenho um lugar muito profundo disso.
Carolina Dieckmmann em cena de ‘(Des)controle’
Divulgação
g1 – E às vezes é interessante porque o filme, ao mesmo tempo, tem um olhar também com uma certa leveza. Ele não é um dramalhão, não é aquela coisa que às vezes até vai um pouco além. Ele tenta lidar com uma certa leveza. Isso ajudou a te aproximar do projeto, assim, acho que talvez até ver com um olhar um pouco menos pessoal e um pouco mais de leveza?
Carolina Dieckmmann – Não. Eu acho que a coisa da leveza do filme cria um contraste.
Eu acho que ela ajuda as pessoas a se identificarem, porque é muito duro o assunto que a gente está falando, mas foi uma opção de quem escreveu e depois dos combinados de como o filme ia ser dirigido, das opções da Rosane (Svartman), da Carol (Minêm), da Iafa (Britz, uma das roteiristas).
Não há uma questão em mim de fazer um filme mais pesado ou mais leve. Eu acho que esse assunto tem que ser tratado com respeito, sabe?
Eu fico muito confortável em ter feito esse trabalho por conta delas, por conta da abordagem delas, da segurança que elas me deram, do colo, sabe? Do acolhimento das minhas dores, do respeito em como lidar comigo no set, na preparação.
Então isso, para mim, é um fator de maior aceitação. É isso que eu estava buscando para poder falar desse assunto.
O fato de ele ser leve, eu acho que é uma opção mesmo de quem escreveu e, enfim, da Iafa, das diretoras. Não passou por mim, isso que eu queria te dizer.
g1 – E o roteiro, eu sei que no cinema, às vezes, vocês começam a trabalhar no projeto e o roteiro é mais ou menos aquilo que a gente está vendo no resultado final, e às vezes passa por muitas mudanças. Eu já entrevistei pessoas que falaram: ‘Ó, o que eu li quando aceitei entrar nesse projeto é completamente diferente’. Como foi para nesse caso?
Carolina Dieckmmann – O roteiro é bem próximo. O roteiro foi mudando até, sei lá. Acho que o roteiro final eu tive três dias antes de começar a filmar.
Durante a preparação, a gente tinha cenas que eram reescritas meio na hora. Então, o processo foi muito vivo e muito acomodado aos atores que estavam fazendo, muito aberto às trocas, às coisas que aconteciam no ensaio.
Esse roteiro foi ganhando um corpo de acordo com o trabalho que a gente foi fazendo, mas mais nesse sentido mesmo, sabe? De ter sido mudado no processo.
A partir do momento que a gente teve o roteiro e começou a filmar, ele está bem próximo do que a gente filmou.
g1 – Tem uma fala famosa do Michael Caine, de que uma pessoa, quando está embriagada, está tentando fingir que está sóbria, está se concentrando. Como foi a sua interpretação nesse caso? Veio muito da sua observação da sua vida?
Carolina Dieckmmann – Eu acho que as pessoas, quando bebem ou quando fazem uso de substâncias que alteram o comportamento, têm milhões de maneiras de isso acontecer.
Tem pessoas que conseguem segurar a onda, que você nem sabe que ela tomou alguma coisa. Tem pessoas que começam a tropeçar no primeiro gole. Tem outras que ficam mais engraçadas, aí depois ficam deprimidas. É muito plural.
A gente fica querendo ver de um jeito, como se aquele jeito fosse o único, e é tudo que ele não é. Cada pessoa fica de um jeito.
O que eu busquei fazer na Kátia, e na Kátia alcoolizada, foi um trabalho de corpo com a Dani Visco, que era encontrar o desequilíbrio do corpo quando alcoolizado, a lentidão, a fala, o porquê de essas coisas acontecerem dentro do meu corpo.
Foi um processo muito particular, de como eu fui fazendo escolhas, colocando isso, entendendo os processos, em que áreas do corpo isso vai acontecendo, e fazer esse processo de dentro para fora, porque eu acho que quando você faz de dentro para fora, sem buscar uma forma, sem buscar um gesto específico, aquilo fica mais verdadeiro.
Júlia Rabello e Carolina Dieckmmann em cena de ‘(Des)controle’
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g1 – E a Kátia tem ali a Vânia, que é a versão…
Carolina Dieckmmann – Superpoderosa dela (risos).
g1 – É. O alter ego. Você tem uma Vânia assim, uma versão que você às vezes olha e fala ‘não sou eu’?
Carolina Dieckmmann – Acho que eu convivo com isso. Eu, por ser atriz, acabo convivendo com muitas facetas, né? Não acho que muda a minha personalidade, quem eu sou, mas às vezes você fica mais influenciada por uma coisa.
Vou te exemplificar isso. Quando eu fiz a Leona (“Cobras & Lagartos”), até o começo da Leona eu roía a unha. Eu parei de roer a unha para fazer a Leona porque ela tinha que ter a unha pintada.
E ali, naquele momento, eu comecei a gostar de unha por causa da personagem. Aí eu ficava: ‘Gente, por que eu nunca parei de roer a unha antes? Por que eu não ia na manicure?’.
Então são influências que vão acontecendo, às vezes num lugar estético, às vezes num lugar em que você faz um personagem, começa a ler um livro por causa do personagem, entra na vibe daquele personagem.
Eu sou uma artista, eu sou permeável, eu gosto de me misturar nos meus trabalhos e com as pessoas com quem eu encontro e com quem eu tenho interesse de trocar.
Então, volta e meia, eu me vejo influenciada por coisas e pessoas interessantíssimas que eu cruzo na vida, mas acho que não num lugar de alterar a minha essência ou me fazer não me reconhecer. Eu acho que é mais uma influência mesmo.
g1 – No filme, você interpreta uma mulher com problemas com alcoolismo. E tem os boatos de que você esteve envolvida originalmente com o papel da Heleninha, em ‘Vale Tudo’. O filme foi gravado antes da novela. Então, se rolasse, você acha que te afetaria fazer duas personagens seguidas marcadas por esse tema?
Carolina Dieckmmann – Eu acho que não. Não seria possível fazer os dois papéis, eu acho, por uma questão até de carreira.
Eu não gostaria de fazer, né? O filme eu acabei de filmar colado com a novela. Então, eu não faria essa escolha, não faria os dois papéis seguidos um do outro.
Acho que é uma questão de escolha de carreira mesmo. De você olhar: ‘vou fazer uma alcoólatra atrás da outra?’. Eu acho que é mais nesse lugar.
g1 – Foi uma questão de opção, então? Não ter ido atrás da Heleninha, ter buscado outro papel?
Carolina Dieckmmann – Essa coisa da Heleninha surgiu de uma força popular. Eu acho até hoje que essa coisa das pessoas começarem a falar que eu ia fazer Heleninha tem a ver com a Renata (Sorrah). Tem a ver com eu ter feito a filha dela, a filha da Nazaré.
As pessoas começaram a entrar numa coisa de que eu tinha que fazer um papel que tinha sido da Renata. Pelo menos foi o que chegou para mim. Eu não sei como chegou para você, mas para mim virou isso.
E eu ficava falando: ‘Mas por que as pessoas estão falando isso?’.
Eu tinha pedido para a Manuela, porque eu queria fazer ‘Vale Tudo’. Quando eu soube que era ela que ia fazer, eu mandei uma mensagem para ela no Instagram dizendo que eu adoraria fazer (a novela). E até nessa mensagem eu falava da Raquel, que era a personagem que eu tinha quando eu era criança, aquela coisa da vendedora de sanduíche.
E aí depois eu vi que era a Thaís. Eu amei. Achei a maior sacação da história a Maria de Fátima e a Raquel serem pretas. Acho incrível, por esse aspecto, ter feito essa mudança. Acho que a mudança mais legal de ‘Vale Tudo’, eu diria que foi essa.
Então, assim, não houve isso. Nunca pedi para fazer a Heleninha. Não houve isso. Mas eu acho que, se eu tivesse sido convidada para fazer a Heleninha, eu teria que fazer uma opção. Eu não faria as duas personagens de maneira nenhuma.
Alexandre Nero e Carolina Dieckmmann em cena de ‘Vale tudo’
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g1 – Bom te perguntar isso, até para esclarecer que sempre ficam esses boatos.
Carolina Dieckmmann – Eu já falei isso algumas vezes, mas ninguém coloca a minha versão. Não sei por quê. Mas eu já falei isso outras vezes. Essa é a verdade.
g1 – Como é que você tem visto esse momento do cinema nacional? O Brasil este ano tem cinco indicações ao Oscar. Isso te atrai para trabalhar mais? Você sente que a indústria cinematográfica brasileira está mais aquecida?
Carolina Dieckmmann – Eu acho que não é nem uma questão de achar. Eu acho que é uma questão de olhar a realidade.
A gente teve um período em que as coisas para a cultura ficaram muito complicadas, por questões políticas, por milhões de questões.
Então, eu acho que o que a gente está vivendo agora é uma nova retomada. É um novo fôlego depois de um período difícil.
E acho maravilhoso que a gente esteja tendo esse reconhecimento, porque isso chancela que a gente é uma cultura extraordinária, riquíssima, que a gente tem condições de competir com pessoas de países onde o incentivo nunca parou de ser feito. Onde se fala e ajuda e fomenta a cultura ininterruptamente.
E a gente, no Brasil, sambando do jeito que dá, faz filmes, tem atores que chegam nesses lugares. Acho que isso é dizer: ‘Gente, é isso aí. A gente tem condição. A gente é foda, sabe? A gente tem uma cultura muito rica. A gente gera emprego. O entretenimento é importante. A arte comunica, reflete, alimenta’.
Então eu fico muito feliz de isso estar acontecendo e de, de alguma forma, eu estar participando também, fazendo filmes, porque o cinema é uma novidade na minha vida assim tão intensamente.
Então eu fico feliz de estar nesse movimento, aproveitando essa avalanche de intenção que a gente tem de fazer mais.
g1 – Então você tem vontade de fazer cada vez mais cinema? Tem algum gênero que você não tenha trabalhado ainda ou tenha trabalhado brevemente e queira fazer de novo? E tem alguém com quem você sonha trabalhar no cinema?
Carolina Dieckmmann – São muitos, muitos.
Mas essa coisa do gênero é engraçada. Eu tenho uma predileção não só por fazer, mas por assistir dramas. É o que eu gosto. Eu gosto de emocionar, eu gosto de ser emocionada.
É o lugar onde eu me sinto, não confortável, porque não é um lugar confortável de estar, mas é o lugar que eu gosto. Eu gosto de provocar isso em mim. Eu gosto de ir ao cinema e me emocionar com algo.
Meus filhos brincam dizendo: ‘Ah, não, mamãe. Não dá nem para ver filme de super-herói com você’, porque eu choro.
A minha maneira de ver a vida é emocionada. Eu gosto de escrever sobre a vida de uma maneira emocionada. Eu gosto de me comunicar de uma maneira emocionada. Então, é onde eu tenho vontade de estar.
Mas eu fiz um filme de terror que o Rodrigo Teixeira me chamou por uma loucura. O filme ficou dez anos sem ser mexido e agora resolveram lançar. E foi superlegal.
Então pode acontecer convite, pode ser muito legal, mas, como espectadora, eu gosto mais de drama, e como atriz também.
g1 – Quem é que você gostaria muito de trabalhar? Que seria o sonho?
Carolina Dieckmmann – Gente, você vai me fazer fazer essa lista e pagar esse mico? (risos)
g1 – Porque vai que… Joga pro universo. Vai que vem, né?
Carolina Dieckmmann – Nossa, Kleber Mendonça e Wagner Moura, pode botar aí, né? Porque está próximo, mas, sei lá, Andrucha (Waddington), que eu nunca trabalhei, que eu conheço há séculos. Eu nunca trabalhei com ele.
Muita gente interessante. Heitor Dhalia. O Brasil tem muita gente com quem eu gostaria de trabalhar ainda. E eu, no cinema, não trabalhei com quase ninguém.

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Como o My Chemical Romance conquistou jovens que não eram nascidos no auge da banda


My Chemical Romance em foto de divulgação da turnê ‘Black Parade’
Divulgação
Nesta quinta e sexta (5 e 6), o My Chemical Romance se apresenta no Brasil pela primeira vez em 18 anos. Os shows celebram o clássico disco “The Black Parade” (2006), mas o público esperado não se restringe só aos saudosos. Aliás, alguns fãs não eram nem nascidos na época do lançamento do álbum.
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Para quem vê de fora, esse é um fenômeno meio difícil de explicar. Afinal, o My Chemical Romance teve seu auge vinte anos atrás. O grupo não seguiu tocando nas rádios com frequência suficiente para conquistar novos ouvintes e esteve em hiato nos anos 2010. E mesmo assim, uma nova geração descobriu e “adotou” o grupo de forma surpreendente. Entenda como o MCR conquistou o público jovem:
Todos os caminhos levam ao My Chemical Romance
Assim como outras bandas que fizeram turnês de retorno, como o Oasis e o RBD, uma parte do público jovem “herdou” o gosto pelas músicas. É comum ver fãs novos que aprenderam a ouvir a banda com seus pais ou irmãos mais velhos — eles, sim, viveram o auge desses grupos na juventude.
Mas além disso, o rock e suas vertentes vêm ganhando fôlego entre as gerações mais novas graças às redes sociais, principalmente o TikTok. E nisso, estilos como o emo e o pop-punk largaram na frente.
Banda My Chemical Romance em 2011
Divulgação
Em um momento de ansiedade geral pós-pandemia, a estética “dark” e melancólica de grupos como o My Chemical Romance casou bem com a insegurança sentida mundialmente. A banda virou trilha de “edits” e se tornou, mais uma vez, porta-voz das angústias dos adolescentes.
(Aliás, a banda tem uma origem parecida: o MCR surgiu após o 11 de setembro, quando a insegurança e a ansiedade eram as palavras de ordem.)
Também surgiram artistas jovens nesses estilos, como Willow, Yungblud e Machine Gun Kelly. Eles ajudaram a reapresentar o estilo para as novas gerações, e quem se interessou dificilmente ficou só nas novidades. Até porque não é o “emo” só um subgênero musical: é uma comunidade, com uma cultura específica e um cânone, do qual o My Chemical Romance faz parte.
No fim, todos os caminhos levam ao My Chemical Romance. Nomes como Julien Baker, do Boygenius, Twenty One Pilots e Billie Eilish já exaltaram (alguns fizeram até versões) o grupo.
Até Cardi B é fã assumida da banda. “Não se fazem mais músicas como essa”, publicou a rapper no X em 2022, com um vídeo da faixa “I’m Not Okay (I Promise)”.
Gaten Matarazzo (‘Stranger Things’) e Billie Eilish com camisetas do My Chemical Romance
Reprodução/Instagram
Para os jovens, sensíveis e ‘excluídos’
Uma coisa é descobrir o My Chemical Romance, outra é passar a amar. Se o primeiro tem a ver com os tempos atuais, o segundo passa por um fator quase atemporal.
Gerard Way no clipe de ‘Helena’
Reprodução/YouTube
Apesar da banda não curtir muito o rótulo, o MCR é uma pedra fundamental do “emo”. O estilo, também chamado de emocore, se diferencia por fundir a sonoridade do rock com composições dramáticas, focadas em desabafos e sentimentos profundos. Ou seja, tem apelo jovem por definição.
Para um adolescente com as emoções à flor da pele, bandas como My Chemical Romance, Fall Out Boy e Good Charlotte são irresistíveis. Não à toa, um dos maiores sucessos do MCR se chama “Teenagers” e virou um hino dos adolescentes incompreendidos.
Mas ao mesmo tempo que as músicas eram deprê ou raivosas, o My Chemical Romance fala também sobre saúde mental. Em seus discursos, Gerard Way, vocalista da banda, sempre pregava que os fãs se cuidassem “e não fossem violentos”.
“Se você estiver deprimido, machucado, se sentindo excluído, como se o único lugar que você se encaixa é num show como esse… esse não é o caso. Porque apesar de sermos todos ‘excluídos’, somos excluídos do nosso jeito. Todos nós cabemos neste mundo. Diga o que você tem a dizer, mas nunca com violência”, dizia Gerard Way em shows nos anos 2000.
Além disso, enquanto algumas vertentes do rock pregavam o caos e uma masculinidade destrutiva, os artistas “emo” tinham sensibilidade. Com um discurso de pertencimento, saúde mental e tolerância, o My Chemical Romance atraiu muitos fãs que se sentiam “excluídos”.
“A diferença que queremos fazer é, em primeiro lugar, mostrar a essas crianças que elas não estão sozinhas, que na verdade não são tão problemáticas assim e que podem fazer o que quiserem. Elas podem se expressar como quiserem sem serem perseguidas ou chamadas de ‘viado’ ou algum outro termo racista”, disse o vocalista em uma entrevista de 2006.
Esse discurso soava autêntico também porque vinha de uma banda que se vestia de forma “estranha”, longe da persona inacessível e atraente que um ídolo costuma ocupar. O MCR também brincava com normas de gênero: nos clipes e no palco, Gerard sempre usou maquiagem e teve um jeito menos “machão” que o típico rockstar. Por isso, não vai faltar fã de lápis de olho e sombra preta nos shows no Brasil.
My Chemical Romance
Divulgação
No fim das contas, é até engraçado lembrar que a máxima do emo é “não é só uma fase”. Realmente não é, já que a “fase My Chemical Romance” atravessa gerações e está durando mais de duas décadas. E ao que tudo indica, vai encher estádios nesses próximos dias.
My Chemical Romance no Brasil
5 e 6 de fevereiro
Horário: 21h
Local: Allianz Parque
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, São Paulo – SP, 05001-200

Fonte: G1 Entretenimento

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Doja Cat no Brasil: Como deve ser o show da cantora, que se apresenta nesta quinta-feira


Doja Cat durante show no Lollapalooza 2022
Marcelo Brandt/g1
Pela segunda vez no Brasil, Doja Cat se apresentará no Suhai Music Hall, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (5). Esse será o único show da turnê “Ma Vie World” aqui no país.
A seguir, veja tudo o que você precisa saber sobre o show, a carreira de Doja e sua vinda ao Brasil — na quarta (4), ela participou de um evento na Avenida Paulista, em São Paulo.
Sobre o que é a turnê ‘Ma Vie World’?
Como tem sido a repercussão da turnê?
Qual deve ser o setlist do show?
Ainda há ingressos para o show?
Como está sendo a vinda de Doja no Brasil?
Como foi seu último show no país?
‘Say So’, Doja Cat: Lucas da Fresno explica hits do Lolla
Sobre o que é a turnê ‘Ma Vie World’?
A turnê “Ma Vie World” é dedicada ao quinto e último álbum da cantora, “Vie”, lançado no ano passado. O setlist, que deve ter 27 faixas, também engloba outras eras de sua carreira — incluindo, claro, hits como “Say So” e “Woman”.
Ao contrário de “Planet Her” (2021), o álbum “Vie” não teve grande destaque comercial — até chegou ao ranking da Billboard Hot 100, mas só ficou na lista por pouco mais de meses.
Com forte inspiração na cena musical dos anos 80, o disco traz canções que vão do dance pop ao rap contemporâneo.
Como tem sido a repercussão da turnê?
Os shows de Doja têm gerado reações mistas entre a crítica especializada e os fãs da artista.
Desde o início da turnê em Auckland (Nova Zelândia), muitas pessoas criticaram a estrutura da apresentação, alegando baixo investimento em figurino, efeitos visuais e cenário. Alvo de chacota nas redes, Doja chegou a tretar com fãs por causa disso.
“Eu faço música para pessoas que gostam de música. Eu não sou um artista da Broadway”, postou a cantora após o surgimento das críticas.
Ainda assim, a artista tem sido elogiada pela turnê. Críticos de sites como “Billboard” e “The Guardian” destacaram um bom domínio do palco, performances envolventes e vocal impecável.
Qual deve ser o setlist do show?
Cards
Kiss Me More
Get Into It (Yuh)
Gorgeous
Take Me Dancing
Woman
Acts of Service
Agora Hills
Make It Up
All Mine
Ain’t Shit
Paint the Town Red
Silly! Fun!
Juicy
Need to Know
Streets
Wet Vagina
WYM Freestyle
Demons
Tia Tamera
AAAHH MEN!
I’m a Man – cover do The Spencer Davis Group
Boss Bitch
Stranger
One More Time
Say So
Jealous Type
Ainda há ingressos para o show?
Sim, ainda é possível comprar ingressos para o show desta quinta. Aliás, nenhum setor está esgotado.
Os valores dos ingressos variam entre R$ 208 a R$ 980. A venda acontece pelo site da Ticketmaster e pela bilheteria oficial (Shopping Ibirapuera).
Como está sendo a vinda de Doja no Brasil?
Doja chegou ao Brasil na quarta (4) para participar de um evento da marca de maquiagem MAC Cosmetics, no Shopping Top Center, localizado na Avenida Paulista.
A presença da cantora reuniu uma multidão de fãs em frente à loja. Além de paritcipar da ação da marca, a artista posou para algumas fotos, falou com jornalistas e experimentou comidinhas como brigadeiro e pão de queijo.
Como foi seu último show no país?
Em 2022, a americana veio ao Brasil para cantar no Lollapalooza. Ela fez um show com performance digna de quem pede passagem para figurar no primeiro time das popstars.
Até faltou repertório de sucesso, mas sobrou talento para a artista. No palco, ela realizou uma apresentação que mal deu tempo para a plateia respirar. Veja aqui a resenha completa do show.

Fonte: G1 Entretenimento