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Grammy 2026: veja FOTOS da premiação


Maior premiação da música dos Estados Unidos, o Grammy 2026 acontece neste domingo (1º), em Los Angeles.
Veja a lista dos principais vencedores
Veja fotos do tapete vermelho e da premiação:
PinkPantheress, indicada nas categorias de dance eletrônica, no Grammy 2026
REUTERS/Mario Anzuoni
Joni Mitchell no tapete vermelho do Grammy 2026
Jordan Strauss/Invision/AP
Gesaffelstein, produtor musical que colaborou com Lady Gaga, no Grammy 2026
REUTERS/Mario Anzuoni

Fonte: G1 Entretenimento

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Grammy 2026: veja lista de vencedores


Grammy
Cortesia Recording Academy
Maior premiação da música dos Estados Unidos, o Grammy 2026 acontece neste domingo (1º), em Los Angeles.
A disputa pelo maior prêmio, de Álbum do Ano, tem fortes concorrentes, incluindo Sabrina Carpenter, Justin Bieber e o novato Leon Thomas. Mas a maior parte dos especialistas prevê que a disputa fica entre Lady Gaga, Bad Bunny e Kendrick Lamar. Saiba mais.
No Brasil, a cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal pago TNT e pela plataforma de streaming Max, a partir das 21h15 (horário de Brasília). Antes disso, alguns prêmios já são anunciados.
O comediante sul-africano Trevor Noah retorna como apresentador do Grammy, mantendo seu posto desde 2021.
Os grandes nomes brasileiros para ficar de olho são Caetano Veloso e Maria Bethânia, que foram indicados à categoria de Melhor Álbum de Música Global pelo disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo”.
Veja abaixo os principais indicados e vencedores da premiação.
Esta lista está sendo atualizada em tempo real.
Melhor performance pop de dupla/grupo
“Defying Gravity” – Cynthia Erivo & Ariana Grande (vencedor)
“Golden [“KPop Demon Hunters”]” – HUNTR/X: EJAE, Audrey Nuna, Rei Ami
“Gabriela” – Katseye
“APT.” – Rosé, Bruno Mars
“30 for 30” – SZA With Kendrick Lamar
Melhor gravação dance/eletrônica
“No Cap” — Disclosure & Anderson .Paak
“Victory Lap” — Fred Again.., Skepta, & PlaqueBoyMax
“Space Invader” — Kaytranada
“Voltage” — Skrillex
“End of Summer” — Tame Impala (vencedor)
Melhor álbum dance/eletrônico
Eusexua — FKA Twigs (vencedor)
Ten Days — Fred Again..
Fancy That — PinkPantheress
Inhale / Exhale — Rüfüs Du Sol
F*** U Skrillex You Think Ur Andy Warhol But Ur Not!! <3 — Skrillex Melhor álbum de pop latino Cosa Nuestra – Rauw Alejandro Bogotá (Deluxe) – Andrés Cepeda Tropicoqueta – Karol G Cancionera – Natalia Lafourcade (vencedor) ¿Y ahora qué? – Alejandro Sanz Melhor álbum latino de rock ou alternativo Genes Rebeldes — Aterciopelados ASTROPICAL — Bomba Estéreo, Rawayana, ASTROPICAL PAPOTA — CA7RIEL & Paco Amoroso (vencedor) ALGORHYTHM — Los Wizzards Novela — Fito Paez

Fonte: G1 Entretenimento

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PF proíbe gravações de nova temporada de ‘Aeroporto: Área Restrita’, citando riscos à ‘intimidade e à presunção de inocência’


Cena de ‘Aeroporto: Área Restrita’
Divulgação/Moonshot
A Polícia Federal proibiu as gravações da nova temporada da série “Aeroporto: Área Restrita” em aeroportos brasileiros, citando riscos à segurança das operações e dos passageiros abordados.
🎥 A produção acompanha os bastidores da atuação de agentes da Receita Federal e de entidades como a Anvisa e o Ibama em alguns dos maiores aeroportos do país. Ganhou fama por exibir, por exemplo, apreensões de drogas, operações táticas especiais e flagras de passageiros suspeitos de irregularidades.
Segundo nota da Polícia Federal, as áreas restritas dos aeroportos são classificadas como “zonas prioritárias de risco, sujeitas a rigorosos controles de acesso”. Segundo a corporação, não se enquadram “atividades de entretenimento ou produção audiovisual” dentro dessas áreas. (Leia na íntegra abaixo.)
“Essas decisões refletem o entendimento consolidado de que a presença permanente de equipes de filmagem em áreas operacionais restritas é incompatível com os princípios da preservação da intimidade, da imagem e da presunção de inocência dos cidadãos abordados”, continua a nota da PF à imprensa.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Segundo a produtora responsável pela edição brasileira, a Moonshot, as gravações da oitava temporada do programa começaram em dezembro de 2025 e haviam sido autorizadas, até então, nos aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), do Galeão (RJ) e de Pinto Martins, em Fortaleza (CE).
Mas, em janeiro deste ano, o credenciamento das equipes para acessar as áreas restritas do Aeroporto de Guarulhos (SP) foi indeferido, enquanto o acesso já concedido aos demais aeroportos foi cassado.
✈️ As chamadas Áreas Restritas de Segurança abrangem as zonas de embarque, desembarque e de coleta de bagagens, além dos depósitos de cargas. O acesso a elas, tanto por passageiros quanto por tripulantes e funcionários dos aeroportos, passa por uma série de controles de segurança.
A produtora contestou a decisão da PF. “Ao longo de sete temporadas consecutivas, a Polícia Federal analisou e aprovou as credenciais de todos os profissionais envolvidos na produção do programa ‘Aeroporto: Área Restrita’, permitindo a realização integral das filmagens”, escreveu, em nota.
Ainda segundo a Moonshot, não foi registrado qualquer incidente ou comprometimento da segurança aeroportuária durante as gravações e pediu que a decisão seja revogada.
A PF diz ainda que a decisão não busca criar qualquer “disputa institucional” com a Receita, principal enfoque do programa. “(As) atribuições (da Receita) não se confundem com a responsabilidade constitucional da Polícia Federal pela supervisão da segurança aeroportuária, que prevalece em Áreas Restritas de Segurança, inclusive em recintos alfandegados”.
A Receita Federal e as demais entidades envolvidas com a gravação ainda não comentaram a decisão da PF.
O reality é exibido na plataforma de streaming HBO Max.
Leia nota da produtora Moonshot
A Moonshot iniciou a produção da 8ª temporada do programa Aeroporto: Área Restrita em dezembro de 2025, contando com o apoio e participação ativa da Anvisa, Vigiagro, Ibama, Receita Federal, Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Fraport e RIOgaleão. A Polícia Federal já havia concedido autorização para a realização das filmagens nos aeroportos de Viracopos (VCP), Galeão (GIG) e Pinto Martins (FOR).
Agora em janeiro de 2026, a Polícia Federal indeferiu o credenciamento de nossa equipe a ingressar nas áreas restritas em Guarulhos e cassou as credenciais para a equipe realizar as filmagens nos demais aeroportos.
Pesquisa recente revela o perfil educativo, informativo e de interesse público da produção: o programa é um instrumento eficaz de educação, alinhado ao dever estatal de informação e transparência.
A alegação de risco aeroportuário para justificar o cancelamento das credenciais não resiste à análise do histórico do próprio órgão. Ao longo de sete temporadas consecutivas, produzidas desde 2016, a Polícia Federal analisou e aprovou as credenciais de todos os profissionais envolvidos na produção do programa Aeroporto: Área Restrita, permitindo a realização integral das filmagens sem que tenha sido registrado qualquer incidente ou comprometimento da segurança aeroportuária.
Esperamos que esta situação seja revertida em breve e que o público possa finalmente continuar acompanhando o tão querido e educativo programa Aeroporto: Área Restrita.
Leia nota da Polícia Federal
A Polícia Federal esclarece que a atuação no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão, relacionada à vedação de acesso de equipes de filmagem a Áreas Restritas de Segurança (ARS), decorre do estrito cumprimento de normas constitucionais, legais e regulamentares que regem a segurança da aviação civil no Brasil.
Nos termos do art. 144, §1º, inciso III, da Constituição Federal, compete à Polícia Federal o exercício das funções de polícia aeroportuária, atribuição reafirmada pelo Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra Atos de Interferência Ilícita (PNAVSEC), instituído pelo Decreto nº 11.195/2022, bem como por normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
As Áreas Restritas de Segurança são classificadas como zonas prioritárias de risco, sujeitas a rigorosos controles de acesso, limitados exclusivamente a pessoas com necessidade operacional ou funcional, não se enquadrando atividades de entretenimento ou produção audiovisual nesse critério.
Ademais, a regulamentação vigente, em especial o Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil (PNAVSEC), instituído pelo Decreto nº 11.195/2022 e as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) vedam expressamente o registro de imagens de procedimentos, fluxos e infraestrutura sensíveis relacionados à segurança da aviação civil.
A Polícia Federal esclarece, ainda, que não participa do referido programa televisivo há vários anos, tendo adotado, de forma reiterada e consistente, o entendimento institucional pelo indeferimento de solicitações dessa natureza.
Essas decisões refletem o entendimento consolidado de que a presença permanente de equipes de filmagem em áreas operacionais restritas é incompatível com os princípios da preservação da intimidade, da imagem e da presunção de inocência dos cidadãos abordados, bem como com a necessidade de resguardar técnicas, rotinas e meios empregados na repressão a ilícitos penais, especialmente em ambiente aeroportuário.
A Polícia Federal destaca que não há qualquer disputa institucional no episódio. As competências da Receita Federal do Brasil, enquanto autoridade aduaneira, são plenamente reconhecidas e respeitadas. Contudo, tais atribuições não se confundem com a responsabilidade constitucional da Polícia Federal pela supervisão da segurança aeroportuária, que prevalece em Áreas Restritas de Segurança, inclusive em recintos alfandegados, conforme previsto no ordenamento jurídico.
Narrativas que tentam reduzir o tema a supostos conflitos institucionais desconsideram a gravidade das responsabilidades envolvidas e ignoram que a segurança da aviação civil constitui valor jurídico prioritário, amplamente regulado por normas nacionais e compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro.
A Polícia Federal reafirma seu compromisso com a legalidade, com a segurança da sociedade e com a atuação técnica, responsável e institucionalmente coerente no ambiente aeroportuário.

Fonte: G1 Entretenimento

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Documentário sobre Melania Trump estreia com arrecadação acima do esperado nos EUA


Assista ao trailer de ‘Melania’
O documentário sobre a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, estreou com uma arrecadação acima do esperado nos EUA, de US$ 7 milhões em ingressos, segundo estimativas divulgadas neste domingo (1º).
O lançamento de “Melania” foi diferente de qualquer outro. A Amazon MGM Studios pagou US$ 40 milhões pelos direitos, além de cerca de US$ 35 milhões em marketing, o que o torna o documentário mais caro já feito.
Dirigido por Brett Ratner, que estava afastado de Hollywood desde 2017, o filme sobre a primeira-dama estreou em 1.778 salas de cinema no país, em meio ao turbulento segundo mandato do presidente Donald Trump – que, por sua vez, descreveu a produção como “imperdível”.
Veja como foi a estreia do documentário em São Paulo
Embora o resultado pudesse ser considerado um fracasso para a maioria dos filmes com custos tão elevados, “Melania” foi um sucesso dentro dos padrões do gênero documental. É a melhor estreia de um documentário – fora os filmes de shows – em 14 anos. Antes da estreia, as projeções de arrecadação variavam entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões.
🎥 O filme acompanha a primeira-dama ao longo de 20 dias, em janeiro do ano passado, até a posse do segundo mandato de Trump.
O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump chegam à estreia do documentário
Jose Luis Magana/AP
Expectativas de arrecadação
Na quinta-feira (29), Trump recebeu convidados para a estreia do filme no Kennedy Center, com a presença de ministros e parlamentares. No evento, Ratner minimizou o potencial de bilheteria: “Não dá para esperar que um documentário vá bem nos cinemas”.
O filme que liderou o pódio da arrecadação no fim de semana foi “Socorro!”, suspense de sobrevivência dirigido por Sam Raimi e estrelado por Rachel McAdams e Dylan O’Brien. O lançamento da Walt Disney Co. arrecadou US$ 20 milhões.
Ainda assim, a maior curiosidade era em torno do desempenho de “Melania”. Uma semana antes, a Casa Branca havia sediado uma pré-estreia de gala, com a presença do CEO da Amazon, Andy Jassy, do CEO da Apple, Tim Cook, e do ex-boxeador Mike Tyson.
O filme chegou aos cinemas em uma semana dominada pela cobertura de ações federais de imigração em Minnesota, após um agente da Patrulha de Fronteira dos EUA matar a tiros Alex Pretti, de 37 anos, em Minneapolis.
“Melania” não foi exibido previamente para críticos, mas as avaliações publicadas na sexta-feira (30), após a estreia, foram negativas. Xan Brooks, do jornal britânico “The Guardian”, comparou o filme a um “tributo medieval para apaziguar um rei ganancioso em seu trono”.
Owen Gleiberman, da “Variety”, chamou a produção de um “infomercial cafona de inércia impressionante”.
Entre o público que comprou ingressos no fim de semana, porém, a reação foi bem mais positiva. “Melania” recebeu nota “A” no CinemaScore. A maioria dos espectadores tinha 55 anos ou mais (72%), era mulher (72%) e branca (75%). Como esperado, o filme teve melhor desempenho no sul dos Estados Unidos, com destaque para estados como Flórida e Texas.
“Melania” é o primeiro filme de Ratner desde que ele foi acusado de má conduta sexual em 2017. Várias mulheres, entre elas a atriz Olivia Munn, acusaram o diretor de assédio e abuso sexual. Ratner nega as acusações.
“Melania”, que será disponibilizado na plataforma de streaming Prime Video após a exibição nos cinemas, também foi lançado no Brasil e em outros países.
Melania Trump fala durante estreia de seu documentário em Washington
Kevin Lamarque/Reuters
Top 10 filmes do fim de semana nos EUA
Com os números finais sendo divulgados na segunda-feira, a lista considera as estimativas de vendas de ingressos entre sexta e domingo nos cinemas dos EUA e do Canadá, segundo a Comscore:
“Socorro!”, US$ 20 milhões
“Iron Lung”, US$ 17,9 milhões
“Melania”, US$ 7 milhões
“Zootopia 2”, US$ 5,8 milhões
“Missão – Refúgio”, US$ 5,5 milhões
“Avatar: Fogo e Cinzas”, US$ 5,5 milhões
“Justiça Artificial”, US$ 4,7 milhões
“A Empregada”, US$ 3,5 milhões
“Marty Supreme”, US$ 2,9 milhões
“28 Anos Depois: O Templo dos Ossos”, US$ 1,5 milhão

Fonte: G1 Entretenimento

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Roteirista iraniano indicado ao Oscar por ‘Foi Apenas um Acidente’ é preso em Teerã


Assista ao trailer de ‘Foi apenas um acidente’
Um dos roteiristas indicados ao Oscar pelo drama iraniano “Foi Apenas um Acidente” foi preso em Teerã neste sábado (31), a poucas semanas da cerimônia de premiação mais importante do cinema mundial.
Representantes do filme confirmaram neste domingo (1º) a prisão de Mehdi Mahmoudian. Ainda não há detalhes sobre as acusações contra ele.
A detenção ocorreu poucos dias depois de Mahmoudian e outras 16 pessoas assinarem uma declaração condenando o aiatolá Ali Khamenei e a repressão violenta do regime contra manifestantes.
Jafar Panahi, diretor premiado do longa, divulgou um comunicado condenando a prisão de seu coautor.
“Mehdi Mahmoudian não é apenas um ativista de direitos humanos e um prisioneiro de consciência; ele é uma testemunha, um ouvinte e uma rara presença moral — uma presença cuja ausência é sentida imediatamente, tanto dentro dos muros da prisão quanto fora deles”, disse Panahi.
Mohamad Ali Elyasmehr, Majid Panahi e Hadis Pakbaten em cena de ‘Foi apenas um acidente’
Divulgação
Panahi também foi um dos signatários da declaração de 28 de janeiro. O texto diz, em parte: “O assassinato em massa e sistemático de cidadãos que corajosamente foram às ruas para pôr fim a um regime ilegítimo constitui um crime de Estado organizado contra a humanidade”.
“Foi Apenas um Acidente” concorre aos prêmios de melhor roteiro e melhor filme internacional no Oscar, marcado para 15 de março. O filme, feito de forma clandestina no Irã, foi o indicado da França na categoria de melhor filme internacional.
Panahi, um dos cineastas internacionais mais aclamados, realizou filmes sob diferentes condições de prisão, prisão domiciliar e proibição de viajar. O longa foi inspirado no período mais recente de Panahi na prisão. Foi lá que ele conheceu Mahmoudian. Panahi o chamou de “um pilar” para os outros detentos.
“Foi Apenas um Acidente” foi escrito por Panahi, Mahmoudian, Nader Saeiver e Shadhmer Rastin.
No ano passado, Panahi voltou a ser condenado a um ano de prisão e recebeu uma proibição de dois anos para deixar o Irã, após ser condenado por “atividades de propaganda contra o sistema”. Panahi, que tem viajado internacionalmente para divulgar o filme, afirmou que retornará ao Irã apesar da sentença.
Esta notícia está em atualização.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Cida Moreira canta Angela Ro Ro com a devoção dos loucos e poetas que não abrem concessão


Cida Moreira estreia no Manouche, no Rio de Janeiro (RJ), o show ‘Me acalmo danando – A música de Angela Ro Ro’
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Me acalmo danando – A música de Angela Ro Ro
Artista: Cida Moreira
Data e local: 31 de janeiro de 2026 no Manouche (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ Após o abrir o show “Me acalmo danando – A música de Angela Ro Ro” tocando ao piano “Demais” (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959), moderno samba-canção gravado por Ro Ro em 1982 e sempre cantado por ela em shows como símbolo do amor intenso que gerou excessos na vida louca vida da artista, Cida Moreira começou a cantar um lado B do cancioneiro autoral de Ro Ro, “Devoção”, joia do segundo álbum da cantora, “Só nos resta viver” (1980).
“Sempre é hora de brotar canções / Confessar paixões exiladas / … / Todo dia nova fantasia / O real que cria sonho e ilusão / Devoção de um poeta e louco / Que não abre concessão”, cantou Cida. Ali, naqueles versos, estavam a senha para o entendimento do show que estreou na noite de ontem, 31 de janeiro, no clube Manouche, no Rio de Janeiro (RJ), com tamanha adesão do público que a casa programou sessões extras para hoje, 1º de fevereiro, e para 11 e 12 de fevereiro (a estreia em São Paulo é na próxima quarta-feira, 4 de fevereiro, na Casa de Francisca).
A poesia e a loucura dos que não abrem concessão sempre afinaram as trajetórias paralelas da carioca Angela Maria Diniz Gonsalves (5 de dezembro de 1949 – 8 de setembro de 2025) e da paulistana Maria Aparecida Guimarães Campiolo, dama dos cabarés. Amigas desde 1978, as cantoras já dividiram palcos desde o início das respectivas trajetórias profissionais na segunda metade da década 1970.
Voz operística associada à Vanguarda Paulista dos anos 1980, Cida adensou o canto em carne viva ao longo da trajetória em evolução nítida quando se compara a gravação de “Gota de sangue” (1979) feita pela artista no álbum de estreia “Summertime” (1981) – registro ao vivo do show que a revelou, “Summertime – Um show pra inglês ver” (1979 /1980) – com a interpretação precisa da canção ouvida ontem no palco do Manouche.
Cida Moreira canta sucessos, mas também músicas menos conhecidas de Angela Ro Ro (1949 – 2025), como ‘Devoção’ e ‘Karma secular’
Rodrigo Goffredo
Cida Moreira sempre cantou Angela Ro Ro muito bem, mas é como se somente agora, com a amiga já em outra dimensão, a dama do cabaré estivesse pronta e plena para esse mergulho mais (pro)fundo no cancioneiro composto por Ro Ro com a poesia e as tristezas que o amor lhe deu.
Idealizado pela filha de Cida, Júlia Porto, o show já nasceu bonito, mas a estreia transcorreu tensa, de início pelo assumido nervosismo de Cida e, momentos depois, pela irritação da cantora com espectadora sentada na primeira fila e identificada pela cantora como espécie de stalker que já provocara “shows estragados em São Paulo”, nas palavras de Cida.
O clima ficou pesado, mas a espectadora foi embora com o enfrentamento da cantora diante do público e, aos poucos, foi restaurada a normalidade no palco e na plateia. Depois, mais calma, Cida pediu desculpas ao público pelo que caracterizou como “desabafo” (“Quando a vi, perdi o rebolado”, admitiu) e até repetiu a canção “Tola foi você” (1979) porque avaliou que tinha cantado mal a música da primeira vez.
Guiada sobretudo pela poesia da música de Angela Ro Ro, a intérprete se permitiu incluir no roteiro uma ou outra canção menos aliciante, como “Karma secular” (1986). Em todas as músicas, hits ou não, a estreia do show evidenciou que Cida Moreira não faz cover de Angela Ro Ro. Em cada interpretação, houve um toque pessoal da cantora. Nem que fosse uma inflexão peculiar, como ao fim de “Amor, meu grande amor” (Angela Ro Ro e Ana Terra, 1979). “Balada da arrasada” (1979), por exemplo, tangenciou a passionalidade de um tango, não no canto, mas na cadência do piano de Cida. Já o pulso de “Compasso” (Angela Ro Ro e Ricardo MacCord, 2006) foi outro.
Se “Me acalmo danando” (1979) ressurgiu sublime no canto de Cida, inclusive pelo fato de a música já ser há anos cantada pela artista e de ter sido inclusive gravada no álbum “A dama indigna” (2011), outras – como “Mares de Espanha” (1979) e “Não há cabeça” (1979) – deixaram a sensação de que soarão ainda mais refinadas no canto de Cida quando o show atingir a plenitude na estrada (já há apresentações agendadas até abril) sem as tensões da estreia.
De toda forma, ouvir Cida Moreira cantar “A mim e a mais ninguém” (1979) foi testemunhar o arrebatamento de uma intérprete gigante pela beleza da poesia de uma compositora que se revelou igualmente grande no período que foi de 1979 a 1984.
Cida Moreira volta ao Manouche com o show ‘Me acalmo danando’ nos dias 1º, 11 e 12 de fevereiro
Rodrigo Goffredo
Cida Moreira sempre ardeu na chama da paixão com que Angela acendeu canções como “Fogueira” (1983). E a paixão da intérprete pela palavra da compositora é tamanha que Cida costurou o roteiro do show com a récita de textos de duas músicas de Angela Ro Ro, “Solitários interplanetários” (1985) e “Sistema” (1983, parceria com Mário de Oliveira), além de ter abolido quase toda a melodia de “Cobaias de Deus” (1989), optando por cantar a letra de forma quase falada (exceto no refrão) para evidenciar os versos de Cazuza (1958 – 1990), parceiro de Angela nessa canção em que o poeta delira diante da finitude iminente.
Além de ter cantado “Escândalo” (1981), presente sensível de Caetano Veloso para Angela Ro Ro em período de desatino da artista, Cida Moreira teve a sagacidade de fechar o show, antes do bis, com o refrão de “Perfeição” (1993) porque percebeu que o autor da letra verborrágica dessa canção do repertório da banda Legião Urbana, Renato Russo (1960 – 1996), era da mesma tribo sensível de Ro Ro.
No bis, a dama do cabaré fez a voz maturada ir do grave ao agudo no canto de “Summertime” (George Gershwin, Ira Gershwin e DuBose Heyward, 1935), standard norte-americano do jazz que integrou por décadas os repertórios de Angela Ro Ro e Cida Moreira e que muitas vezes foi interpretado em dueto por essas duas artistas, ambas pianistas, ambas grandes intérpretes, irmãs no canto de paixões exiladas pelo real que cria sonho e ilusão. Almas e vozes irmanadas pela devoção aos poetas e loucos que não abrem concessão.
Cida Moreira se acompanha ao piano no canto de músicas do repertório de Angela Ro Ro (1949 – 2025)
Rodrigo Goffredo
♪ Eis o roteiro seguido em 31 de janeiro de 2026 por Cida Moreira na estreia nacional do show “Me acalmo danando – A música de Angela Ro Ro” no clube Manouche, no Rio de Janeiro (RJ):
1. “Demais” (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959) – número instrumental ao piano
2. “Devoção” (1980)
3. “Tola foi você” (1979)
4. “Karma secular” (1986)
5. “Compasso” (Angela Ro Ro e Ricardo MacCord, 2006)
6. “Balada da arrasada” (1979)
7. “Me acalmo danando” (1979)
8. “Mares de Espanha” (1979)
9. “Solitários interplanetários” (1985) – récita da letra da música
10. “Não há cabeça” (1979)
11. “A mim e a mais ninguém” (1979)
12. “Gota de sangue” (1979)
13. “Fogueira” (1983)
14. “Amor, meu grande amor” (Angela Ro Ro e Ana Terra, 1979)
15. “Sistema” (Angela Ro Ro e Mário de Oliveira, 1983) – récita da letra da música
16. “Escândalo” (Caetano Veloso, 1981)
17. “Tola foi você” (1979) – reprise
18. “Cobaias de você” (Angela Ro Ro e Cazuza, 1989)
19. “Perfeição” (Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, 1993)
Bis:
20. “Summertime” (George Gershwin, Ira Gershwin e DuBose Heyward, 1935)
Cida Moreira apresenta o show ‘Me acalmo danando’ na Casa de Francisca, em São Paulo (SP), na próxima quarta-feira, 4 de fevereiro, e em 25 de fevereiro
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Bethânia pode fazer história hoje e se tornar a primeira cantora de MPB com estatueta do Grammy na estante


Maria Bethânia concorre ao 68º Grammy Awards na categoria Melhor álbum de música global pelo álbum “CAE ⟷ BTH – Caetano e Bethânia ao vivo”
Guilherme Nabhan / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Indicado ao Grammy 2026 na categoria Melhor álbum de música global, o álbum “CAE ⟷ BTH – Caetano e Bethânia ao vivo” (2025), lançado em maio do ano passado por Caetano Veloso e Maria Bethânia, pode dar a Bethânia um status inédito no universo das cantoras de MPB caso o disco ao vivo com o registro do show da turnê dos irmãos seja anunciado como o álbum vencedor da categoria na cerimônia programada para a noite de hoje, 1º de fevereiro, em Los Angeles (EUA).
No caso de uma vitória do álbum dos artistas brasileiros na 68ª edição do Grammy Awards, Bethânia seria a primeira intérprete de MPB a ter na estante uma estatueta da premiação considerada o Oscar da música.
A rigor, a simples indicação do álbum “CAE ⟷ BTH – Caetano e Bethânia ao vivo” já coloca a cantora em patamar diferenciado entre contemporâneas como Elis Regina (1945 – 1982) e Gal Costa (1945 – 2022), ambas sequer indicadas ao Grammy, embora tivessem méritos e discos para isso. Já a vitória seria uma consagração adicional e bem-vinda no ano em que Bethânia completa oito décadas de vida em 18 de junho de 2026.
Para Caetano Veloso, a honraria não alteraria o status do cantor e compositor, já laureado com um Grammy no ano 2000 pelo álbum “Livro” (1997), eleito o vencedor na mesma categoria, então denominada Melhor álbum de world music. Até porque outros compositores de MPB contemporâneos de Caetano, casos de Gilberto Gil e Milton Nascimento, já ganharam um Grammy nessa mesma categoria.
No caso das cantoras brasileiras, cabe lembrar que Astrud Gilberto (1940 – 2023) conquistou um Grammy em 1965 na fundamental categoria Gravação do ano pela performance do samba “The girl from Ipanema” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962, em versão em inglês de Norman Gimbel, 1965) no álbum “Getz / Gilberto” (1964).
Contudo, Astrud era associada à bossa nova, a gravação era em inglês e o álbum em questão era norte-americano, tendo sido oficialmente creditado como sendo do saxofonista Stan Getz (1927 – 1991) e de João Gilberto (1931 – 2019). O nome de Astrud sequer é mencionado na capa do LP, laureado com o Grammy de Álbum do ano, ainda que seja dela a voz ouvida na gravação mais famosa de “Garota de Ipanema” no mundo.
Cabe também ressaltar que, na área do jazz, a pianista e cantora brasileira Eliane Elias – residente nos Estados Unidos – já ganhou dois troféus no Grammy na categoria Melhor álbum de jazz latino em 2016 e 2022 pelos álbuns “Made in Brazil” e “Mirror mirror”, respectivamente. De todo modo, Elias faz discos para o mercado norte-americano e vive nos EUA.
Ou seja, o caso da pianista é bem diferente do de Maria Bethânia, cantora que jamais acenou para o mercado dos Estados Unidos nos mais de 60 anos de carreira. Ao contrário. Maria Bethânia é essencialmente uma cantora que interpreta canções e textos em língua portuguesa, tendo gravado raras vezes músicas em outros idiomas. Tanto que há somente uma música em inglês na vasta discografia da artista, “What’s new?” (Bob Haggart e Johnny Burke, 1939), gravada para o álbum “A tua presença…” (1971).
Por isso mesmo, Maria Bethânia pode fazer história hoje à noite se coroar a majestosa trajetória como cantora com uma (provável) vitória no 68º Grammy Awards do álbum “CAE ⟷ BTH – Caetano e Bethânia ao vivo”.
Capa do álbum ‘CAE ⟷ BTH – Caetano e Bethânia ao vivo’, de Caetano Veloso e Maria Bethânia
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Grammy 2026: veja os artistas indicados, onde assistir e quais os shows do evento


Grammy é neste domingo, com disputa acirrada entre Lady Gaga, Bad Bunny e Kendrick
Maior premiação da música dos Estados Unidos, o Grammy 2026 acontecerá neste domingo (1º), em Los Angeles.
O g1 reúne abaixo as principais informações sobre o evento, os artistas indicados e as previsões de especialistas.
Quais cantores farão shows no Grammy 2026?
Entre os principais shows já confirmados desta edição, estão:
Lady Gaga
Bruno Mars
Justin Bieber
Addison Rae
KATSEYE
Lola Young
Olivia Dean
Clipse & Pharrell Williams
Sabrina Carpenter
Sombr
The Marías
Qual a previsão de especialistas sobre quem vai ganhar o Grammy 2026?
A disputa pelo maior prêmio, de Álbum do Ano, tem fortes concorrentes, incluindo Sabrina Carpenter, Justin Bieber e o novato Leon Thomas. Mas a maior parte dos especialistas prevê que a disputa fica entre Lady Gaga, Bad Bunny e Kendrick Lamar. E vai ser acirrado.
Pela lógica, Kendrick aparece como favorito lógico por liderar as indicações com “GNX”. Mas o fato de ele já ter sido um dos grandes vencedores de 2025 pode pesar contra.
Já Lady Gaga, a segunda mais indicada desta edição, nunca ganhou nas categorias principais e retornou com força no disco “Mayhem” — para alguns votantes, pode ser a oportunidade de reconhecê-la tardiamente pelo corpo de sua carreira. Ela é a principal aposta.
Lady Gaga em imagem de divulgação do álbum ‘Mayhem’
Divulgação
Mas se tem alguém que pode desbancar Gaga, é Bad Bunny. Ele fez história ao concorrer nas três categorias principais cantando em espanhol, com um álbum que bate de frente com o momento político americano. Mas a Recording Academy não costuma valorizar artistas que não cantam em inglês – resta saber se ele conseguirá quebrar esse padrão e convencer os votantes.
Nas categorias de Gravação e Música do Ano, o k-pop pode levar seu primeiro Grammy com “APT.”, de Rosé e Bruno Mars ou “Golden”, do filme “Guerreiras do K-Pop”, respectivamente. Mas “Abracadabra”, de Lady Gaga, e “Luther”, de Kendrick Lamar e SZA também são grandes concorrentes.
O Brasil tem chances no Grammy 2026?
Desta vez, não tem Anitta. Os grandes nomes brasileiros para ficar de olho são Caetano Veloso e Maria Bethânia, que foram indicados à categoria de Melhor Álbum de Música Global pelo disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo”. E eles têm chances, sim, de levar.
Onde assistir à cerimônia do Grammy 2026?
No Brasil, a cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal pago TNT e pela plataforma de streaming Max, a partir das 21h15 (horário de Brasília).
O comediante sul-africano Trevor Noah retorna como apresentador do Grammy, mantendo seu posto desde 2021.
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Kendrick Lamar vence Grammy de Gravação do Ano no Grammy 2025
Amy Sussman/Getty Images/AFP Amy Sussman / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Quem são os indicados ao Grammy 2026?
Veja abaixo os indicados nas principais categorias (e a lista completa aqui):
Álbum do Ano
Debi Tirar Más Fotos – Bad Bunny
Swag – Justin Bieber
Man’s Best Friend – Sabrina Carpenter
Let God Sort ‘Em Out – Clipse, Pusha T, Malice
Mayhem – Lady Gaga
GNX – Kendrick Lamar
Mutt – Leon Thomas
Chromakopia – Tyler, The Creator
Gravação do Ano
DtMF – Bad Bunny
Manchild – Sabrina Carpenter
Anxiety – Doechii
Wildflower – Billie Eilish
Abracadabra – Lady Gaga
Luther – Kendrick Lamar e SZA
The Subway – Chappell Roan
Apt. – Rosé, Bruno Mars
Música do Ano
Golden – HUNTR/X: EJAE, Audrey Nuna, Rei Ami (KPop Demon Hunters)
Luther – Kendrick Lamar, SZA
Manchild – Sabrina Carpenter
Wildflower – Billie Eilish
Dtmf – Bad Bunny
Abracadabra – Lady Gaga
Anxiety – Doechii
Apt. – Rosé, Bruno Mars
Artista Revelação
Olivia Dean
Katseye
The Marias
Addison Rae
sombr
Leon Thomas
Alex Warren
Lola Young

Fonte: G1 Entretenimento

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Kleber Mendonça Filho diz que elenco de ‘O Agente Secreto’ é ‘panorama humano’ do Brasil; saiba como nasceu o filme


Com um roteiro pensado especificamente para o ator Wagner Moura, o filme “O Agente Secreto” mergulha na atmosfera de 1977 para traçar um panorama histórico e humano do Brasil.
O longa do cineasta Kleber Mendonça Filho conquistou quatro indicações ao Oscar 2026: a obra de concorre a Melhor Filme, Melhor Ator (Wagner Moura), Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco.
Em entrevista ao podcast O Assunto desta segunda-feira (26), o cineasta Kleber Mendonça Filho conta que o roteiro foi escrito sob isolamento, começando no segundo semestre de 2020, em meio à pandemia de Covid-19.
Segundo Kleber Mendonça Filho, a escolha do protagonista foi o ponto de partida para a escrita.
“Eu sempre quis que esse filme fosse o filme que eu faria com Wagner. Então eu comecei a escrever pensando em Wagner”, afirmou o diretor.
“Porque eu queria muito trabalhar com ele e ele queria trabalhar comigo, e eu gosto muito dele e ele também gosta de mim. Se você vai fazer certa coisa, você tem que realmente criar o roteiro específico para que ele.”
Ouça, no player acima, a partir de 17:17.
Parte do texto foi escrita na França, na cidade de Bordeaux, onde o cineasta residiu por um ano. Durante o processo, Kleber percebeu que, embora a trama se passasse na década de 70, o Brasil contemporâneo influenciava a lógica da narrativa.
O uso de artefatos históricos, como jornais e fotografias, reflete a influência de sua mãe, que era historiadora e trabalhava com arquivos.
O elenco: panorama da diversidade brasileira
A escolha dos mais de 60 personagens do longa foi um processo minucioso. O diretor relatou como funciona um método visual para escolha do elenco: um quadro repleto de interrogações que foram sendo substituídas por fotos conforme os atores fossem selecionados.
Para Kleber, o objetivo central era representar a pluralidade do país.
“Eu acho que tem uma coisa tão incrível do reconhecimento de “O Agente Secreto” pelo pelos atores, que é, talvez, o aspecto mais de mais pretensão minha nesse filme: realmente tentar trazer um painel humano, um panorama humano de como eu vejo o nosso país.”
“As caras do filme são muito brasileiras no que há de mais diverso. Você tem de traços indígenas a brancos. Branco europeu, branco brasileiro, traços negros, todo tipo de corpo, todo tipo de personagem que eu acho que representa muito um painel do Brasil.”
Ouça, no player acima, a partir de 21:57.
O elenco de “O Agente Secreto” mistura nomes consagrados, como Maria Fernanda Cândido e Gabriel Leone, com atores de diferentes experiências, como Tânia Maria, de 78 anos, artesã potiguar que começou a atuar por acaso em 2018 no longa “Bacurau”, também de Kleber Mendonça Filho.
Ouça a íntegra da entrevista aqui.
O que você precisa saber:
O ASSUNTO #1645: O Agente Secreto e o mais verde e amarelo dos Oscars
OSCAR 2026: ‘O agente secreto’ recebe quatro indicações e iguala recorde de ‘Cidade de Deus’
O MAIS BRASILEIRO: País bate recorde nacional com 5 indicações no mesmo ano
ENTENDA: Indicado ao Oscar de melhor filme, ‘O Agente Secreto’ recebeu investimentos públicos e privados
BRASILEIRO: Adolpho Veloso, diretor de fotografia de ‘Sonhos de Trem’, é indicado ao Oscar 2026
QUEM LIDERA? Oscar 2026: veja lista completa de indicados; ‘Pecadores’ lidera com 16 indicações
DESTAQUE: Veja como a imprensa internacional noticiou indicações de ‘O Agente Secreto’
15 DE MARÇO: Globo vai transmitir a 98ª edição da premiação
Wagner Moura e a construção do roteiro
Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho durante as gravações de ‘O agente secreto’
Victor Jucá/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Estrela de ‘Clube dos Cinco’, reafirma ser contra remakes da obra de John Hughes: ‘Não deveriam existir’


Atriz divulgava seu novo filme ‘Run Amok’. Na direita, Molly e Hughes no set de “Gatinhas e Gatões”
Arturo Holmes/AFP e Universal Pictures/Courtesy Everett Collection
A atriz Molly Ringwald, a eterna protagonista de sucessos como ‘Cube dos Cinco’, ‘A Garota de Rosa-Shocking’ e ‘Gatinhas e Gatões”‘, voltou a se posicionar firmemente contra a refilmagem de seus clássicos da década de 80. Para a artista, as obras pertencem a um tempo específico e devem ser preservadas em seu formato original.
Em entrevista concedida à revista People durante o Festival de Cinema de Sundance, publicada este sábado (31), Ringwald foi enfática ao ser questionada sobre possíveis novas versões. “Bem, eles não podem ser refeitos porque não podem ser feitos sem a permissão de John Hughes, e ele não queria que os filmes fossem refeitos”, afirmou a atriz. Ela completou: “E eu realmente não acho que eles deveriam ser refeitos, de verdade”.
Molly Ringwald foi uma das musas de John Hughes, tendo protagonizado seus grandes sucessos
A carreira de Ringwald está intrinsecamente ligada ao diretor John Hughes, falecido em 2009. Ela se tornou o rosto de uma geração ao estrelar os filmes que definiram o gênero coming-of-age (tramas adolescentes de amadurecimento) nos anos 80. No entanto, a atriz acredita que, em vez de refilmagens literais, a indústria deveria focar em novas histórias que capturem o espírito daquela época para o público atual.
“Eu sinto que, se alguém fizer algo, eu preferiria que fizessem algo… que beba de ‘Clube dos Cinco’ e então construa sobre isso, e represente os problemas desta geração, em vez de tentar recriar o que era de um tempo diferente”, declarou Ringwald à People.
Críticas à falta de diversidade e comportamentos datados
O posicionamento da atriz não é recente. Durante a convenção de cultura pop C2E2, realizada em abril de 2025 para celebrar os 40 anos de “Clube dos Cinco”, Ringwald já havia manifestado preocupações sobre o legado do clássico da ‘Sessão da Tarde’. Diante do público no painel, ela explicou por que não acreditava em uma nova versão.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“Pessoalmente, eu não acredito em refazer esse filme, porque ele é muito datado. Ele ressoa com as pessoas hoje, mas acredito em fazer filmes inspirados por outros, que evoluam e representem o que está acontecendo agora”, disse a atriz, então com 56 anos.
Ringwald também apontou a falta de representatividade no clássico de 1985. Durante o mesmo painel na C2E2, ela destacou: “É um filme muito branco. Você não vê muitas etnias diferentes. Não falamos sobre gênero. Nada disso. E sinto que isso não representa o nosso mundo hoje”.
Revisão crítica e respeito ao legado
Além das questões sociais, a atriz lembrou que muitos elementos da trama só eram tolerados no contexto da época — e que, vistos hoje, simplesmente não passariam. Por isso, qualquer tentativa de refilmagem exigiria mudanças que descaracterizariam as obras originais. Em 2024, em entrevista ao jornal britânico The Times, ela comentou que algumas cenas “envelheceram mal”, reforçando que o que antes parecia normal agora seria inaceitável.
“Há coisas que eu realmente amo no filme, mas também elementos que não funcionam mais hoje — como o personagem de [Judd] Nelson, John Bender, que basicamente assedia sexualmente a minha personagem”, revelou ao jornal. Na mesma ocasião, ela reforçou ao The Times que prefere ver “produções que se inspirem em Clube dos Cinco, mas que levem essa ideia a outro lugar”.
O elenco original, que inclui Judd Nelson, Ally Sheedy, Emilio Estevez e Anthony Michael Hall, mantém o consenso de não realizar sequências ou remakes em respeito à memória de John Hughes. “Todos concordamos que não faríamos isso sem o John”, afirmou Anthony Michael Hall durante a reunião de 40 anos do longa.

Fonte: G1 Entretenimento