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Martins suaviza a pulsão ‘música, letra e dança’ de ‘Fullgás’ em álbum ao vivo programado para 27 de fevereiro


Capa do single ‘Fullgás’, de Martins
Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Fullgás
Artista: Martins
Cotação: ★ ★ ★
♬ Enquanto arquiteta o terceiro álbum solo autoral de estúdio, Martins se prepara para lançar em 27 de fevereiro o registro do show “Versões”, captado em 21 de dezembro de 2024 em apresentação do artista pernambucano na Casa Estação da Luz, em Olinda (PE).
O iminente álbum ao vivo é disco de intérprete decalcado desse show “Versões” em que Martins dá voz a músicas alheias como “Bandeira” (Zeca Baleiro, 1997), “Circuladô de fulô” (Caetano Veloso sobre texto de Haroldo de Campos, 1991) e “Mal acostumada” (Meg Evans e Ray Araújo, 1997).
A primeira amostra do álbum ao vivo foi a gravação de “A lua Q eu T dei” (Herbert Vianna e Paulo Sérgio Valle, 2000), adiantada em single disponibilizado em 12 de setembro pela gravadora Deck.
Na próxima sexta-feira, 30 de janeiro, o cantor lança o segundo single do álbum ao vivo, “Fullgás” (1984), música mais conhecida da parceria de Marina Lima com o irmão poeta Antonio Cicero (1945 – 2024).
Marco da adesão de Marina a um pop de textura mais eletrônica, “Fullgás” é calcada em aliciante pulsão ‘música, letra e dança’ diluída no registro suave de Martins, feito em clima de intimidade quebrada pelo coro do público. Munido do próprio violão, o cantor envolve a canção em atmosfera mais romântica e menos pop, sem o colorido exposto na capa do single.

Fonte: G1 Entretenimento

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Em carta aberta, Kanye West pede desculpas por apologia ao nazismo: ‘Perdi contato com a realidade’


Kanye West comparece ao julgamento de Diddy
AP Photo/Michael R. Sisak
Kanye West publicou um anúncio no Wall Street Journal, veiculado nesta segunda (26), pedindo desculpas “a quem ele magoou” por fazer apologia ao nazismo nos últimos anos.
No texto, o músico nega ser antissemita e diz que “perdeu o contato com a realidade”.
“Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu”.
O músico se refere a uma série de declarações desde 2022, em que disse ter “amor” pelos nazistas e sua admiração por Adolf Hitler. No ano passado, ele começou a vender itens com suásticas e lançou uma música chamada “Heil Hitler”.
No texto, ele relembra um acidente de carro sofrido em 2002, que afirma ter causado lesões cerebrais e um diagnóstico de transtorno bipolar tipo 1. Ele diz que entrou em um estado “fragmentado”, que o fez “gravitar rumo ao símbolo mais destrutivo que ele poderia encontrar: a suástica”.
“Perdi o contato com a realidade. As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Algumas das pessoas que eu mais amo, tratei da pior forma. Vocês suportaram medo, confusão, humilhação e o esgotamento de tentar lidar com alguém que, às vezes, era irreconhecível. Olhando para trás, eu me afastei do meu verdadeiro eu.”
Essa não é a primeira vez que Kanye menciona o diagnóstico de transtorno bipolar. O músico, que tem um EP chamado “I hate being bipolar, it’s awesome” (“odeio ser bipolar, é ótimo”), disse no programa de David Letterman, em 2019, que havia um “forte estigma e discriminação” sobre o assunto.
Leia o texto completo:
Aos que eu magoei:
Há vinte e cinco anos, sofri um acidente de carro que quebrou minha mandíbula e causou uma lesão no lobo frontal direito do meu cérebro. Na época, o foco foi no dano visível — a fratura, o inchaço e o trauma físico imediato. A lesão mais profunda, aquela dentro do meu crânio, passou despercebida.
Exames completos não foram feitos, avaliações neurológicas foram limitadas, e a possibilidade de uma lesão no lobo frontal nunca foi levantada. Isso só foi devidamente diagnosticado em 2023. Essa falha médica causou sérios danos à minha saúde mental e levou ao meu diagnóstico de transtorno bipolar tipo 1.
O transtorno bipolar vem com seu próprio sistema de defesa. A negação. Quando você está em mania, não acha que está doente. Acha que todo mundo está exagerando. Você sente que está vendo o mundo com mais clareza do que nunca, quando, na realidade, está perdendo completamente o controle.
Quando as pessoas te rotulam como “louco”, você sente como se não pudesse contribuir com nada significativo para o mundo. É fácil para as pessoas fazerem piada e rirem disso, quando na verdade se trata de uma doença muito séria e debilitante, da qual se pode morrer.
Segundo a Organização Mundial da Saúde e a Universidade de Cambridge, pessoas com transtorno bipolar têm uma expectativa de vida reduzida, em média, de dez a quinze anos, e uma taxa de mortalidade por todas as causas de 2 a 3 vezes maior do que a da população geral. Isso está no mesmo nível de doenças cardíacas graves, diabetes tipo 1, HIV e câncer — todas letais e fatais se não tratadas.
A coisa mais assustadora desse transtorno é o quão persuasivo ele é quando te diz: você não precisa de ajuda. Ele te deixa cego, mas convencido de que você tem discernimento. Você se sente poderoso, seguro, imparável.
Perdi o contato com a realidade. As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Algumas das pessoas que eu mais amo, tratei da pior forma. Vocês suportaram medo, confusão, humilhação e o esgotamento de tentar lidar com alguém que, às vezes, era irreconhecível. Olhando para trás, eu me afastei do meu verdadeiro eu.
Nesse estado fragmentado, me aproximei do símbolo mais destrutivo que consegui encontrar, a suástica, e cheguei até a vender camisetas com ela. Um dos aspectos difíceis de ter transtorno bipolar tipo 1 são os momentos desconectados — muitos dos quais ainda não consigo recordar — que levaram a julgamentos ruins e comportamentos imprudentes, que muitas vezes parecem uma experiência fora do corpo.
Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu.
À comunidade negra — que me sustentou em todos os altos e baixos e nos momentos mais sombrios. A comunidade negra é, sem dúvida, a base de quem eu sou. Sinto muito por ter decepcionado vocês. Eu amo nós.
No início de 2025, caí em um episódio maníaco de quatro meses, com comportamentos psicóticos, paranoicos e impulsivos, que destruiu minha vida. À medida que a situação se tornava cada vez mais insustentável, houve momentos em que eu não queria mais estar aqui.
Ter transtorno bipolar é um estado notável de doença mental constante. Quando você entra em um episódio maníaco, você está doente naquele momento. Quando não está em um episódio, você é completamente “normal”. E é aí que os destroços da doença atingem com mais força. Ao chegar ao fundo do poço há alguns meses, minha esposa me incentivou a finalmente buscar ajuda.
Encontrei conforto em fóruns do Reddit, de todos os lugares. Pessoas diferentes falam sobre estar em episódios maníacos ou depressivos de natureza semelhante. Li suas histórias e percebi que não estava sozinho. Não sou só eu que destruí a própria vida inteira uma vez por ano, apesar de tomar remédios todos os dias e ser informado pelos chamados melhores médicos do mundo de que não sou bipolar, mas que apenas estou vivenciando “sintomas de autismo”.
Minhas palavras, como líder da minha comunidade, têm impacto e influência globais. Na minha mania, perdi completamente a noção disso.
À medida que encontro minha nova base e meu novo centro por meio de um regime eficaz de medicação, terapia, exercícios e vida saudável, ganhei uma clareza nova e muito necessária. Estou canalizando minha energia para uma arte positiva e significativa: música, roupas, design e outras ideias novas para ajudar o mundo.
Não estou pedindo simpatia nem um passe livre, embora aspire conquistar o perdão de vocês. Escrevo hoje simplesmente para pedir paciência e compreensão enquanto encontro o caminho de volta para casa.
Com amor, Ye

Fonte: G1 Entretenimento

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Fãs do BTS disputam ingressos para primeira turnê dos astros do K-pop desde serviço militar


Fãs do BTS já acampam na Zona Sul de SP por ingressos de show
A boy band de K-pop BTS, líder nas paradas de sucesso, está pronta para embarcar em uma turnê mundial de shows em abril, marcando o lançamento de seu primeiro álbum novo em mais de três anos, e na quinta-feira (22) os fãs correram para garantir ingressos para os shows de abertura da turnê na Coreia do Sul.
A banda estava em pausa desde 2022, enquanto cada um de seus sete integrantes prestava o serviço militar obrigatório.
“Eu voei até a Coreia só para conseguir os ingressos, então valeu a pena”, disse Joanna Marie, de 34 anos, em uma cafeteria em Seul.
Leia mais: BTS anuncia shows no Brasil em outubro; grupo entra em turnê após hiato de 4 anos
Show do BTS: como fãs se organizam na fila por ingressos em loja física de SP
BTS se apresenta no Grammy 2022
Mario Anzuoni/Reuters
“Eu estava esperando por eles… há muito tempo, e agora que vamos vê-los novamente, é como um grande sonho.”
No início deste mês, o BTS anunciou que lançará um novo álbum, “Arirang”, em março, provocando intensa expectativa entre os fãs de todo o mundo, conhecidos coletivamente como “Army”.
Fãs do BTS disputam ingressos para primeira turnê dos astros do K-pop desde serviço militar
REUTERS/Kim Soo-hyeon
A turnê mundial que o acompanhará será lançada em Goyang, na Coreia do Sul, em 9 de abril, e terá 79 shows na Ásia, nos Estados Unidos e na Europa até julho, informou a agência do grupo.
Os fãs que disputam assentos para os três primeiros shows no Goyang Stadium se prepararam para a venda de ingressos, que começou às 20h, horário de Seul. Alguns até voaram para Seul para aproveitar a conexão de internet de alta velocidade para a guerra dos ingressos.
Fãs do BTS tentam comprar ingressos para show do grupo em uma cafeteria de Seul.
REUTERS/Kim Soo-hyeon
“Acho que todos nós esperamos muito tempo e agora que está acontecendo, vamos esperar que todos fiquemos satisfeitos”, disse Valentina Le Pera, de 20 anos, na cafeteria.
“Eles realmente estão fazendo muitas datas (de turnê), então acho que eles sabem o que os fãs estão esperando.”
O álbum mais recente da banda, “Proof”, lançado em 2022, estreou em primeiro lugar em 18 países e acumulou cerca de 16,7 bilhões de transmissões, de acordo com dados do setor.

Fonte: G1 Entretenimento

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Kleber Mendonça Filho: o cineasta pernambucano que conquistou Hollywood – O Assunto #1646


No dia 15 de março, Kleber Mendonça Filho percorrerá o tapete vermelho da mais importante premiação do cinema mundial, em Los Angeles (EUA). Na cerimônia do Oscar, ele poderá ver “O Agente Secreto”, filme que escreveu e dirigiu, levar até quatro estatuetas – concorre nas categorias Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco, Melhor Ator (com Wagner Moura) e Melhor Filme.
Ainda em janeiro, ele já conquistou dois Globos de Ouro, nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Ator. Ao todo, seu longa-metragem soma mais de 50 premiações nos festivais de todo o mundo. No Brasil, a produção já levou 1,5 milhão de pessoas aos cinemas.
Neste episódio especial do Assunto, Kleber Mendonça Filho conversa com Natuza Nery sobre o que faz de “O Agente Secreto” um filme que vem conquistando a audiência e a crítica especializada em todo o mundo. Ele retorna ao ano de 2020, quando começou a escrever este roteiro, que desde o primeiro momento seria destinado para que Wagner Moura fosse o protagonista. O cineasta também explica o processo de escolha de atores e atrizes que dariam forma aos mais de 60 personagens do longa.
Nesta entrevista, Kleber olha para vários aspectos de sua identidade artística. Ele explora sua profunda conexão com Recife, cidade que é personagem de seus filmes e é fonte de inspiração cultural e política para ele. E comenta sobre como foi crescer “ouvindo histórias sobre a História” – ele que é filho da historiadora Joselice Jucá. Por mim, ele reflete sobre o aspecto da memória em sua obra.
Convidado: Kleber Mendonça Filho, diretor e roteirista de “O Agente Secreto”.
O que você precisa saber:
O ASSUNTO #1645: O Agente Secreto e o mais verde e amarelo dos Oscars
OSCAR 2026: ‘O agente secreto’ recebe quatro indicações e iguala recorde de ‘Cidade de Deus’
O MAIS BRASILEIRO: País bate recorde nacional com 5 indicações no mesmo ano
ENTENDA: Indicado ao Oscar de melhor filme, ‘O Agente Secreto’ recebeu investimentos públicos e privados
BRASILEIRO: Adolpho Veloso, diretor de fotografia de ‘Sonhos de Trem’, é indicado ao Oscar 2026
QUEM LIDERA? Oscar 2026: veja lista completa de indicados; ‘Pecadores’ lidera com 16 indicações
DESTAQUE: Veja como a imprensa internacional noticiou indicações de ‘O Agente Secreto’
15 DE MARÇO: Globo vai transmitir a 98ª edição da premiação
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva e Carlos Catelan. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo. Apresentação: Natuza Nery.
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho durante as gravações de ‘O agente secreto’
Victor Jucá/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Morte do produtor musical Bira Haway tira de cena um dos principais arquitetos do pagode dos anos 1990


Bira Haway (1951 – 2026) atuava como produtor musical e ritmista nos estúdios de gravação
Reprodução / Facebook Bira Haway
♫ OBITUÁRIO
♬ A morte de Ubirajara de Souza (7 de outubro de 1951 – 25 de janeiro de 2026) – o produtor musical conhecido como Bira Haway – tira de cena um dos principais arquitetos do pagode romântico da década de 1990. Falecido no Rio de Janeiro (RJ) neste domingo, aos 74 anos, o artista atuou como percussionista, como compositor e como intérprete de sambas de enredo, tendo puxado o samba da escola Estácio de Sá no Carnaval de 1989.
Como ritmista, ofício que o levou a se iniciar na música aos 13 anos, o instrumentista era polivalente, manejando com habilidade instrumentos como surdo, repique de mão e tantã em discos de cantores como Zeca Pagodinho. Mas é como produtor musical que o pai de Anderson Leonardo (1972 – 2024) fica imortalizado no universo do samba.
Bira Haway teve atuação decisiva na discografia de grupos de pagode como Exaltasamba, Molejo, Revelação e Soweto, para citar somente quatro grupos que tiveram álbuns formatados pelo produtor musical. O nome de Bira Haway figura nos créditos, como produtor musical, de álbuns relevantes do pagode dos anos 1990, casos de “Cartão postal” (Exaltasamba, 1998), “Refém do coração” (Soweto, 1997), “Farol das estrelas” (Soweto, 1999) e “Não quero saber de ti ti ti” (Molejo, 1996).
Filho de pai compositor de bloco de Carnaval e de mãe porta-bandeira, Ubirajara tocou nas noites de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) antes de integrar o grupo Sambrasil e de se firmar como músico de estúdio. A propósito, se o nome Bira veio de Ubirajara, o sobrenome artístico Haway foi fruto da assiduidade com que o músico trabalhou no Estúdio Haway.
A partir de 1983, sem deixar de atuar como músico de estúdio, Bira Haway passou a priorizar o ofício de produtor musical e, nesse posto, fez nome no samba, a partir da década de 1990.

Fonte: G1 Entretenimento

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Hoje é Dia Nacional da Bossa Nova, ou seja, é dia de João Gilberto, baiano que também tinha o molho…


João Gilberto em foto exposta na capa de edição do livro ‘Chega de saudade’, de Ruy Castro
Reprodução / Capa de livro
♫ ANÁLISE
♬ Ficou estabelecido que 25 de janeiro é o Dia Nacional da Bossa Nova. Então, consequentemente, hoje é o dia de João Gilberto Prado Pereira de Oliveira (10 de junho de 1931 – 6 de julho de 2019) porque João Gilberto é a Bossa Nova. E porque a Bossa Nova é João Gilberto, criador da revolucionária batida diferente do violão tornada pública com o histórico single lançado em agosto de 1958 com a gravação do samba “Chega de saudade” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) na voz e no violão do artista baiano.
Muitos abriram os caminhos harmônicos para que se chegasse à bossa depurada por João, sobretudo o pianista, cantor e compositor carioca Johnny Alf (1929 – 2010). Mas foi João que chegou lá ao minimizar a cadência do samba nas cordas do violão, na batida que ele burilou incansavelmente ao longo dos anos 1950, sobretudo entre 1955 e 1957.
A bossa de João também passava pela total integração entre a voz, o instrumento (no caso dele, o violão autossuficiente) e o arranjo. Ele criou som leve, harmonioso, original, refinado. Um som único que mudou tudo e estabeleceu novos parâmetros na música do Brasil, mas um som que também se tornou plural porque, a partir de 1958, a bossa nova gerou ramificações e herdeiros que levaram o som por outros caminhos e cadências, mas sempre tendo João como o norte, o ponto de referência.
Ficou definido que 25 de janeiro é o Dia Nacional da Bossa Nova porque trata-se da data de nascimento de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), compositor que forneceu, sozinho ou em parcerias com Newton Mendonça (1927 – 1960) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980), a maior parte dos standards planetários da bossa nova.
Só que Tom Jobim já se mostrara grande antes de 1958. Tom foi o compositor certo no ano certo (1958) e no lugar certo (o estúdio, ao lado de João). Mas Tom seria gigante e soberano com ou sem a Bossa Nova. Da mesma forma, compositores da segunda geração, como Marcos Valle, também teriam se imposto na música do Brasil pela força do cancioneiro autoral.
Se todos acabaram atrelados à Bossa Nova, é porque João Gilberto foi o estopim e o catalisador do movimento. Tudo parte de João Gilberto. E tudo volta para João Gilberto. O baiano tinha o molho…
Capa do livro “João Gilberto e a insurreição Bossa Nova – Outros lados da história”, de Tárik de Souza
Reprodução
♫ LIVRO SOBRE A INSURREIÇÃO DE JOÃO GILBERTO RESULTA SEM A LEVEZA DA BOSSA NOVA
♬ Lançado no segundo semestre de 2025, o livro “João Gilberto e a insurreição Bossa Nova – Outros lados da história” (L&PM Editores) tem o peso de um compêndio. Um dos mais importantes jornalistas e críticos musicais do Brasil, Tárik de Souza relaciona tudo o que veio antes e depois da revolução feita por João Gilberto em 1958 com a criação da Bossa Nova.
É uma obra de referência e, até por esse caráter de compilação sobre as ramificações do movimento no Brasil e no exterior, o livro carecia de índice onomástico. O excesso de detalhes e informações (confiáveis) sobre repertórios de álbuns tornou pesada a narrativa que avança até 2025.
O livro flui melhor na segunda metade, sobretudo nos capítulos em que o autor disseca o legado e a obra fonográfica de João Gilberto, disco a disco. Ainda assim,Tárik de Souza ficou longe de alcançar a precisão de “Amoroso – Uma biografia de João Gilberto” (2021), livro essencial em que Zuza Homem de Melo (1933 – 2020) apresentou narrativa sem vibratos em que repisou todos os passos do gênio antes, durante e depois da insurreição Bossa Nova com a leveza exigida por tudo que se trata de João Gilberto.

Fonte: G1 Entretenimento

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Uma noite com Ana Carolina entre lágrimas, sucessos, gritos e paixões…


Ana Carolina em vários momentos da apresentação do show ’25 Anas’ na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro, na noite de ontem, 24 de janeiro
Fotos de Rodrigo Goffredo / Montagem g1
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Revi ontem o show em que Ana Carolina festeja 25 anos de carreira fonográfica. A rigor, esses 25 anos já são 27, pois foi em 1999 que a artista mineira irrompeu como vulcão em fúria na música brasileira. Contudo, a exatidão da matemática é mero insignificante detalhe para o séquito apaixonado de admiradoras da cantora. O que conta é a inabalável paixão do publico da artista. Tanto que Ana Carolina nem precisa mais de um hit massivo para lotar shows. E os shows estão sempre lotados, como percebi mais uma vez, sentado numa das cadeiras da primeira fila da casa Vivo Rio, na noite de sábado, 24 de janeiro.
Sem a tensão de ter que anotar tudo para escrever uma resenha detalhada, porque já tinha feito a crítica do show ao assistir à estreia nacional da turnê “25 Anas” em 12 de julho de 2025, na mesma cidade do Rio de Janeiro (RJ), vivi uma noite marcada por lágrimas, hits, gritos e paixões.
As lágrimas espocaram nos olhos da cantora após a ovação ao fim de “Quem de nós dois” (2001), o sucesso blockbuster do segundo álbum de Ana Carolina. “Quem de nós dois” é a música que, há 25 anos (aí, sim, 25…), deu o visto definitivo para a cantora se apresentar em grandes casas de shows.
Sim, Ana Carolina chorou. Talvez porque, ciente de ser cantora de importância minimizada pelos críticos (muito por conta dos caminhos fonográficos escolhidos por Ana a partir de 2005, verdade seja dita…), ela tenha percebido ali que ainda conta com algo que nenhum crítico pode dar a nenhum artista: o aval e a paixão do público.
Sim, paixão. Se o canto de Ana arde na fogueira das paixões, a estima do público pela artista resulta passional na mesma proporção. No show de ontem, assim como em todas as apresentações de Ana Carolina, gritos foram recorrentes no palco e na plateia. “Gostosa!!”, bradava volta e meia uma voz anônima, de uma das mesas do lotado Vivo Rio.
Revendo o show, percebi que, ao roteiro original, Ana adicionou os hits “Quem de nós dois” e “É isso aí” (2005), ambos com efeito catártico.
Da minha parte, quando Ana Carolina cantou “Nua” (2003) – primeira e única parceria com Vitor Ramil – e “Encostar na tua” (2003), percebi que “Estampado” (2003) é meu álbum preferido de Ana, embora reconheça a força do primeiro álbum da artista, “Ana Carolina”, lançado em 1999 com o hit “Garganta”. E também com uma pureza e uma chama que, por vezes, se diluíram na longa estrada. O mercado é cruel quando se joga o jogo da indústria fonográfica para tentar se manter em evidência com um sucesso atrás do outro.
E por falar em hits, não posso deixar de ressaltar a generosidade da compositora por ter dado “Sinais de fogo” (2003) para Preta Gil (1974 – 2025) e o samba “Cabide” (2005) para Mart’nália, pois ambas as músicas estão entre as melhores composições desses 27 anos de carreira fonográfica de Ana Carolina. Poucos intérpretes têm essa generosidade autoral.
Hits à parte, reiterei ontem a beleza e a emoção real de “Mãe” (2025), música mais bonita do álbum mais recente de Ana Carolina, “Ainda já”. Álbum que, a propósito, ainda está pela metade. O primeiro EP saiu em julho do ano passado. Mas cadê o segundo?!?
Desta segunda metade, Ana tem mantido no roteiro do show “25 Anas” as músicas “Lésbica monossilábica” e “Canção de trás pra frente”. Outras inéditas, presentes no roteiro da estreia, foram sendo limadas do show ao longo da turnê para dar lugar aos sucessos que o público de Ana quer ouvir.
E, sim, justiça seja feita, as inclusões dos hits fizeram bem ao show. A apresentação de ontem fluiu bem melhor do que a estreia em julho. Ao menos, a velha chama – que pareceu ter ido por água abaixo no show “Fogueira em alto mar” (2019), o pior momento da trajetória da artista – estava novamente acesa. Essa chama, no fim das contas, é o que alimenta não somente um show, mais uma carreira.
Ana Carolina é isso aí: uma cantora passional, orgulhosa do cancioneiro autoral amealhado desde o primeiro álbum. Há quem goste dela. Eu já gostei muito até o álbum “Estampado”. Depois, somente uma ou outra canção me mobilizou, caso da balada “Ruas de outono” (2006). Mas nunca a perdi de vista como crítico musical. Nenhum disco ou show da artista deixou de ser resenhado porque reconheço a importância da artista.
No fundo, acho que ainda alimento a esperança de que, um dia, Ana apresente outro álbum como “Estampado”. Mas não vou viver como alguém que somente espera um novo amor, digo, um disco que me encante… E, por isso, deixei Ana Carolina me levar ontem para a casa Vivo Rio para uma noite de lágrimas, hits, gritos e paixões.
Ana Carolina canta músicas ainda sem registro fonográfico oficial, como ‘Canção de trás pra frente’ e ‘Lésbica monossilábica’, no show ’25 Anas’
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Marcante voz do samba que se calou há 30 anos, Roberto Ribeiro é lembrado em single de Leo Russo e Mauro Diniz


Roberto Ribeiro (1940 – 1996) é homenageado por Leo Russo e Mauro Diniz no samba ‘A voz de Roberto Ribeiro’
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♫ NOTÍCIA
♬ Faz 30 anos neste mês de janeiro de 2026 que o samba perdeu a voz marcante de Roberto Ribeiro, nome artístico do cantor e compositor fluminense Demerval Miranda Maciel (20 de julho de 1940 – 8 de janeiro de 1996).
Nascido na cidade fluminense de Campos dos Goytacazes (RJ), Roberto saiu precocemente de cena, aos 55 anos, vitima de atropelamento na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), cidade onde o artista viveu o auge da carreira na segunda metade dos anos 1970, emplacando sucessos como “Acreditar” (Dona Ivone Lara e Delcio Carvalho) e “Todo menino é um rei” (Nelson Rufino e Zé Luiz, 1978) com a voz calorosa e de emissão límpida.
As três décadas sem Roberto Ribeiro são lembradas por Leo Russo e Mauro Diniz, compositores e cantores do inédito samba “A voz de Roberto Ribeiro”.
Com arranjo de Rildo Hora, o samba “A voz de Roberto Ribeiro” foi lançado ontem, 23 de janeiro, em single idealizado para recordar o legado do cantor que irrompeu forte no universo do samba a partir de 1975.
Roberto Ribeiro deixou álbuns antológicos como “Molejo” (1975), “Arrasta povo” (1976), “Poeira pura” (1977), “Roberto Ribeiro” (1978) e “Coisas da vida” (1979).
A partir do álbum “Fala meu povo!” (1980), a discografia do cantor perdeu impulso nas paradas – talvez porque Roberto nunca tenha se integrado à geração de sambistas do Cacique de Ramos e do grupo Fundo de Quintal, turma que deu o tom do samba da década de 1980 – mas jamais perdeu qualidade no que diz respeito ao repertório e ao canto do artista.
Mesmo com menor repercussão, álbuns como “Massa, raça e emoção” (1981), “Fantasias” (1982), “Roberto Ribeiro” (1983), “Corrente de aço” (1985) e “Sorri pra vida” (1987) deixaram eternizada a voz do grande cantor, ora saudada por Leo Russo e Mauro Diniz em samba (infelizmente, pouco inspirado) que alude na letra aos nomes de vários sucessos de Roberto Ribeiro.
“À luz do luar brilha a Estrela de Madureira / Num céu verde e branco, um resto de esperança / A nossa herança ainda está no ar / A voz de Roberto Ribeiro não vai se calar”, rimam Leo Russo e Mauro Diniz.
Capa do single ‘A voz de Roberto Ribeiro’, de Leo Russo (à direita) e Mauro Diniz
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Zé Renato e Claudio Nucci se afinam e se harmonizam em show que segue a toada de um Brasil bucólico e poético


Zé Renato (à esquerda) e Claudio Nucci se reencontram no palco do Teatro Rival Petrobras em show idealizado para celebrar os 40 anos do único álbum dos cantores como dupla
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Claudio Nucci e Zé Renato 40 anos (1985 – 2025)
Artistas: Claudio Nucci e Zé Renato
Data e local: 23 de janeiro de 2026 no Teatro Rival Petrobras (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ Claudio Nucci e Zé Renato têm os violões para se acompanharem. Também têm duas das vozes mais bonitas da música brasileira. Quando harmonizadas, essas duas vozes seguem uma toada que leva os intérpretes e os ouvintes para um Brasil bucólico, poético, já utópico, em rota que passa pelas terras das Geraes desbravadas por Milton Nascimento.
Foi esse roteiro de lindezas que os cantores seguiram mais uma vez na volta do show “Claudio Nucci e Zé Renato 40 anos (1985 – 2025)” ao Teatro Rival Petrobras, no Rio de Janeiro (R), na noite de ontem, 23 de janeiro.
Idealizado no ano passado para celebrar as quatro décadas do primeiro e único álbum gravado pelos cantores como dupla, “Pelo sim pelo não” (1985), o reencontro dos cantores ignorou a passagem do tempo na primeira das duas apresentações do show no Teatro Rival Petrobras (a segunda acontece hoje, 24 de janeiro).
É 2026, mas pareceu que era 1979 quando, quase no fim do show, Nucci e Zé puxaram “Toada (Na direção do dia)” (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho, 1978), primeiro grande sucesso do Boca Livre, grupo que deu projeção nacional aos artistas.
Munidos somente das vozes e dos próprios violões, os cantores permaneceram juntos no palco, lado a lado, durante todo o show – o que não impediu solos como os números individuais de Zé Renato em “Ânima” (Zé Renato e Milton Nascimento, 1982) e em “Flor de muçambê” (parceria inédita de Zé com Chico César em que música e letra estão em fina sintonia) e os solos de Nucci em “Quero quero” (Claudio Nucci e Mauro Assumpção, 1980) e “Meu silêncio” (1980), este menos sedutor para quem tem como referência a profundidade emocional do canto de Nana Caymmi (1941 – 2025), intérprete original da belíssima e tristonha canção composta por Nucci em 1976 e letrada pelo primeiro parceiro do artista, Luiz Fernando Gonçalves, com toda a dor pela morte então recente de um amigo, o “velho companheiro” do título original da música.
Juntos, Claudio Nucci e Zé Renato se afinaram quando calçaram “Sapato velho” (Mu Carvalho, Claudio Nucci e Paulinho Tapajós, 1978) – número que fez o show assentar bonito já na abertura – e seguiram o bucólico trilho folk de “Acontecências” (Claudio Nucci e Juca Filho, 1980).
Da seara mineira, os cantores hastearam “A bandeira do porvir” – música de Milton Nascimento e Marcio Borges, feita para espetáculo sinfônico estreado em 2012 e inédita em disco até ser gravada por Claudio Nucci e Zé Renato para o single de 2025 que celebrou os 40 anos do supracitado álbum “Pelo sim pelo não” – e “Quinhentas mais”, versão em português do mesmo Marcio Borges para “Five hundred miles” (Hedy West, 1962), música do repertório do trio norte-americano de folk Peter, Paul and Mary.
A versão “Quinhentas mais” foi gravada por Nucci e Zé Renato no álbum de 1985 que projetou a melódica canção “A hora e a vez” (Claudio Nucci, Zé Renato e Ronaldo Bastos, 1985) e a música-título “Pelo sim pelo não” (Claudio Nucci, Zé Renato e Juca Filho, 1985), ambos incluídas na trilha sonora da novela “Roque Santeiro” (TV Globo, 1985 / 1986). As duas músicas integraram evidentemente o roteiro do show, sendo que, em “A hora e a vez”, impressionou pela naturalidade com que as vozes de Nucci e Zé Renato transitaram dos registros graves aos agudos.
Zé Renato (à esquerda) apresenta parceria inédita com Chico César, ‘Flor de muçambê’, no roteiro do show feito com Claudio Nucci
Rodrigo Goffredo
Para esse álbum em dupla, os cantores também gravaram – mas limaram da seleção final do disco – “Eu sambo mesmo” (Janet de Almeida, 1945), samba que desceu redondo no show em registro de vozes e violões que resultou mais sedutor do que a arquivada gravação de 1985, lançada enfim em 2025 como lado B do single “A bandeira do porvir”.
Quando cantaram “Eu sambo mesmo”, os dois vocalistas mais conhecidos da história do grupo Boca Livre evocaram o grupo vocal Anjos do Inferno, intérprete original do samba abordado por João Gilberto (1931 – 2019) em álbum de 1991. João provavelmente avalizaria o canto do samba pela dupla.
Sempre afinada, a cantoria ganhou sotaque caipira em “Papo de passarim” (Zé Renato e Xico Chaves, 1982) e se embrenhou pelas terras do Brasil rural em “Matança” (Augusto Jatobá, 1981), sucesso do cantador Xangai que Nucci e Zé Renato haviam revivido em evento em favor do meio ambiente.
Entre o belo voo de “Blackbird” (John Lennon e Paul McCartney, 1968) e as oportunas lembranças de “Lamento sertanejo” (Dominguinhos e Gilberto Gil, 1973) e “As moças” (Zé Renato e Juca Filho), música do repertório do seminal Cantares (grupo vocal que desaguou no Boca Livre), os cantores reviveram “Salmo” – composição de Edu Lobo e Chico Buarque que tiveram o privilégio de gravar na trilha sonora do musical “O corsário do rei” (1985) – sem atingir no show o âmago dessa canção de grande força espiritual.
Em contrapartida, “Ponta de areia” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974) soou arrepiante no canto a capella dos intérpretes.
No arremate do bis, “Quem tem a viola” (Zé Renato, Claudio Nucci, Juca Filho e Xico Chaves, 1979) fechou em alto astral um grande show em que, à beleza harmônica da combinação das vozes dos cantores, somou-se o som folk de rio, mar e terra que pulsou nas cordas de metal.

Fonte: G1 Entretenimento

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Brasileiros vão xingar ‘Sirât’ nas redes e acabam invadindo posts da mesma distribuidora de ‘O Agente Secreto’


Cena do filme ‘Sirât’, de Oliver Laxe
Divulgação
Brasileiros estão indo ao perfil do filme espanhol “Sirât” para criticar ou até mesmo proferir ofensas contra o longa e o diretor, o cineasta franco-espanhol Óliver Laxe, após ele ironizar as quatro indicações de “O Agente Secreto” no Oscar 2026.
“Na Academia há muitos brasileiros, nós gostamos muito deles, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse Laxe durante o talk show La Revuelta, da emissora pública espanhola TVE.
O cineasta concorre ao Oscar nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Som, por “Sirât”. A premiação acontece em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
A declaração do cineasta repercutiu nas redes e causou revolta em muitos brasileiros. Assim como ocorreu no ano passado com a atriz Karla Sofía Gascón durante o período de premiações de 2025, Laxe passou a ser alvo de diversas ofensas nas redes.
Como ele não tem perfil pessoal no Instagram, as críticas têm sido feitas no perfil oficial do filme.
Brasileiros têm feito diversos comentários em publicações de filme ‘Sirât’ feitas pela distribuidora Neon
Reprodução/Instagram
Os comentários são diversos. “Preferimos o sapato”, escreveu uma mulher. “Não se garante com o filme e inventa notícia falsa sem embasamento”, escreveu outro. “Respeita o cinema brasileiro”. “A blogueira menor do meu bairro tem mais seguidores que esse filme furreco”.
Em muitas dessas críticas, os brasileiros usam emojis de sapatos, em alusão ao comentário de Laxe.
Essas críticas atingem diretamente a norte-americana Neon, empresa que distribui “Sirât” nos Estados Unidos. É a mesma que adquiriu os direitos de distribuição de “O Agente Secreto” no país norte-americano.
A distribuidora é a empresa responsável por comercializar, promover e lançar um filme no mercado após sua produção.
A maioria dos posts que tem sido alvo dos inúmeros ataques de brasileiros foram feitos pela Neon em parceria com o perfil oficial de “Sirât”, como forma de promoção do filme espanhol. Ou seja, os ataques estão indo para o perfil do filme, mas também aparecem no perfil da produtora.
Apesar das críticas, os ataques também representam engajamento para esses posts. São mais de 41 mil comentários na publicação mais recente de “Sirât” no perfil da Neon. Já em outra são mais de 10,6 mil comentários. No post mais recente de “O Agente Secreto” são apenas 438 comentários.
Ainda que os posts do filme brasileiro tenham mais curtidas, os posts de “Sirât” têm alcançado muito mais engajamento por conta dos inúmeros comentários.

Fonte: G1 Entretenimento