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Brasileiros vão xingar ‘Sirât’ nas redes e acabam invadindo posts da mesma distribuidora de ‘O Agente Secreto’


Cena do filme ‘Sirât’, de Oliver Laxe
Divulgação
Brasileiros estão indo ao perfil do filme espanhol “Sirât” para criticar ou até mesmo proferir ofensas contra o longa e o diretor, o cineasta franco-espanhol Óliver Laxe, após ele ironizar as quatro indicações de “O Agente Secreto” no Oscar 2026.
“Na Academia há muitos brasileiros, nós gostamos muito deles, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse Laxe durante o talk show La Revuelta, da emissora pública espanhola TVE.
O cineasta concorre ao Oscar nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Som, por “Sirât”. A premiação acontece em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
A declaração do cineasta repercutiu nas redes e causou revolta em muitos brasileiros. Assim como ocorreu no ano passado com a atriz Karla Sofía Gascón durante o período de premiações de 2025, Laxe passou a ser alvo de diversas ofensas nas redes.
Como ele não tem perfil pessoal no Instagram, as críticas têm sido feitas no perfil oficial do filme.
Brasileiros têm feito diversos comentários em publicações de filme ‘Sirât’ feitas pela distribuidora Neon
Reprodução/Instagram
Os comentários são diversos. “Preferimos o sapato”, escreveu uma mulher. “Não se garante com o filme e inventa notícia falsa sem embasamento”, escreveu outro. “Respeita o cinema brasileiro”. “A blogueira menor do meu bairro tem mais seguidores que esse filme furreco”.
Em muitas dessas críticas, os brasileiros usam emojis de sapatos, em alusão ao comentário de Laxe.
Essas críticas atingem diretamente a norte-americana Neon, empresa que distribui “Sirât” nos Estados Unidos. É a mesma que adquiriu os direitos de distribuição de “O Agente Secreto” no país norte-americano.
A distribuidora é a empresa responsável por comercializar, promover e lançar um filme no mercado após sua produção.
A maioria dos posts que tem sido alvo dos inúmeros ataques de brasileiros foram feitos pela Neon em parceria com o perfil oficial de “Sirât”, como forma de promoção do filme espanhol. Ou seja, os ataques estão indo para o perfil do filme, mas também aparecem no perfil da produtora.
Apesar das críticas, os ataques também representam engajamento para esses posts. São mais de 41 mil comentários na publicação mais recente de “Sirât” no perfil da Neon. Já em outra são mais de 10,6 mil comentários. No post mais recente de “O Agente Secreto” são apenas 438 comentários.
Ainda que os posts do filme brasileiro tenham mais curtidas, os posts de “Sirât” têm alcançado muito mais engajamento por conta dos inúmeros comentários.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Marty Supreme’ se empolga com começo incrível e insiste em repetir confusões cansativas; g1 já viu


Poucos filmes de 2025 começam tão bem quanto “Marty Supreme”. Talvez nenhum.
Instigante e frenética, a primeira hora subverte os clichês de filmes sobre esportes – neste caso, o mundo do pingue-pongue competitivo da Nova York dos anos 1950 – e surpreende os espectadores em um crescendo notável.
Apoiada principalmente nas atuações brilhantes de Timothée Chalamet (“Duna”) e Odessa A’zion (“I love LA”) e na direção ágil de Josh Safdie (que faz estreia solo após bons trabalhos com o irmão, Benny, como “Joias brutas”), a obra à primeira vista justifica as nove indicações ao Oscar recebidas nesta quinta-feira (22).
Pena que dure pouco.
Talvez empolgado pela boa abertura, o filme em cartaz nos cinemas brasileiros entra então num loop cansativo de trambicagens do protagonista, que sempre consegue escapar por um triz para o próximo golpe.
A revelação de que o jovem jogador genial e egocêntrico – na superfície, o padrão para uma cinebiografia esportiva, mesmo fictícia – se trata também de um vigarista contumaz com o tempo passa de uma novidade refrescante para uma armadilha que prende a trama.
Lá pela quinta armação do rapaz de bigodinho ralo e rosto marcado pela acne, ou pela sexta vez que uma mulher incrível o perdoa pela maior canalhice já gravada, é inevitável pensar duas coisas.
A primeira é que Safdie de alguma forma conseguiu transformar alguns dos atributos da primeira metade do filme em suas principais fraquezas.
E a segunda é: “por que mesmo eu deveria me importar com essas pessoas?”.
Quando os irmãos viram um
Equilíbrio nem sempre é necessário em um filme. Muitas vezes até atrapalha. Mas é difícil não questionar se a antiga parceria dos irmãos Safdie não ajudava a fazer com que cada um controlasse seus impulsos mais destrutivos.
Se Benny entregou uma história tão mundana em “Coração de lutador: The Smashing Machine” (2025) que, no fim, virou uma das mais chatas do ano, Josh fez praticamente o contrário em “Marty Supreme”.
Dois exemplares muito bem realizados do gênero de filmes esportivos, por mais que diametralmente opostos em relação a ritmo e intensidade, as produções compartilham a estrutura esquemática e a infeliz perda de propósito em certo ponto.
Timothée Chalamet em cena de ‘Marty Supreme’
Divulgação
Um mundo para Chalamet
“Marty Supreme” pelo menos serve como um palco para Chalamet desfilar todo o seu invejável alcance e carisma. Para alguns, pode ser o suficiente. Com 2h30 de duração, para muitos outros, uma história de verdade faz falta.
Não que o roteiro de Safdie e seu antigo parceiro de “Joias Brutas” (2019) e “Bom Comportamento” (2017), Ronald Bronstein, seja desprezível. Dá para entender algumas das intenções. Infelizmente, muito do que aparece na tela já foi feito antes – e muito melhor – por “Depois de horas” (1985).
Para ser justo, a Nova York dos anos 1950 apresentada no filme não tem paralelos no cinema das últimas décadas. Suja, barulhenta e viva, metrópole que dá as caras no filme é um mundo à parte que merecia ser melhor explorado.
Odessa A’zion em cena de ‘Marty Supreme’
Divulgação
Dança à altura
O elenco talentoso ajuda o ator a manter a energia de calhorda lá no alto. Veteranas como Gwyneth Paltrow (“Vingadores: Ultimato”) ou novatos como o rapper Tyler the Creator levantam boas bolas para Chalamet cortar.
A’zion talvez seja a única que não se contenta com o status de escada e salta sobre os demais.
Por mais que sua personagem também se junte ao exército de enganados/comparsas do protagonista, a atriz de 25 anos desafia o parceiro de cena e provavelmente o próprio roteiro com uma força furiosa sutil que merecia uma indicação ao prêmio da Academia.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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A indústria milionária das séries de amor lésbico tailandesas que conquistaram dezenas de países — inclusive o Brasil


O que começou como uma experiência deu origem a um novo gênero de séries dramáticas que agora conquistam o mundo
GMMTV via BBC
Ongsa começa sua vida em uma nova escola se sentindo nervosa e alienada, mas quando conhece Sun, uma das garotas mais populares, a solitária garota se apaixona à primeira vista.
Com medo de compartilhar seus sentimentos, Ongsa usa o nome de usuário “Earth” no Instagram para mandar mensagens para Sun, mas Sun presume que seu admirador secreto seja um garoto.
Ongsa então se torna amiga de Sun na vida real, enquanto continua conversando com ela online sob um pseudônimo.
Mas a tensão emocional de manter seu relacionamento em segredo faz com que o casal termine logo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“Eu tinha medo de que as pessoas te criticassem por estar com alguém como eu”, chora Ongsa.
Mas em um reencontro feliz, uma Sun sorridente responde: “Eu não me importo com outras pessoas — eu só me importo com você.”
O que começou como um experimento — adicionar um casal lésbico a um elenco de personagens gays em uma série chamada Bad Buddy — gerou um gênero totalmente novo de dramas televisivos que agora conquistam o mundo.
LEIA MAIS: O que são microdramas? E como as novelinhas verticais devem causar uma reviravolta no mercado
Como (e por que) casal Lorena e Juquinha, de ‘Três Graças’, ganhou repercussão internacional
Já uma das exportações culturais de maior sucesso da Ásia, estimada em dezenas de milhões de dólares, o Girls’ Love (Amor entre Meninas, em tradução livre, ou às vezes chamado de Universo GL), como o gênero ficou conhecido, colocou a Tailândia no centro de um movimento em rápido crescimento que está remodelando a representação LGBT no entretenimento e redefinindo a cultura dos fãs em escala global.
“No início, não tínhamos muita certeza. Então, como diretora, experimentei adicionar um casal de mulheres a uma história BL [Boys’ Love, ou Amor Entre Meninos], especificamente as atrizes Milk e Love na história Bad Buddy”, disse Noppharnach Chaiyahwimhon, da produtora tailandesa GMMTV, à BBC News Thai, o serviço de notícias em tailandês da BBC.
E então, a enorme popularidade do casal entre os fãs online, interpretado pelas atrizes tailandesas Pansa “Milk” Vosbein e Pattranite “Love” Limpatiyakorn, rapidamente se tornou um ponto de virada.
A primeira série completa da GMMTV sobre sexualidade global, 23.5 Degrees That the World is Tilted, é uma adaptação do romance homônimo.
Wasawat Lukharang / BBC News Thai
“Percebemos que havia uma tendência: as pessoas estavam falando sobre esse casal de forma significativa e começaram a pedir uma série com um casal principal formado apenas por duas mulheres”, diz Chaiyahwimhon.
A GMMTV respondeu encomendando sua primeira série Girls’ Love completa, chamada 23.5, adaptada do romance homônimo e estrelada pelas mesmas duas atrizes, no papel de Ongsa e Sun.
Mas, quando a série foi ao ar, em 2024, a principal emissora aberta, o Canal 3, antecipando a tendência, já exibia GAP The Series, o primeiro grande sucesso Girls’ Love, em toda a Tailândia, que tem uma população de 70 milhões, e no YouTube, onde rapidamente acumulou mais de 300 milhões de visualizações.
Antes do final do ano, 21 séries Girls’ Love haviam sido produzidas e 51 casais formados apenas por mulheres haviam sido criados, de acordo com a empresa de análise de mídia Rocket Media Lab.
Entretanto, diversas turnês de encontro com fãs do gênero Girls’ Love esgotaram ingressos na China, Taiwan, Filipinas, Japão, Singapura, Camboja e até mesmo nos Estados Unidos.
No Brasil, a atriz tailandesa Mae Metharkarn reuniu centenas de fãs em um encontro em São Paulo em maio do ano passado.
Pansa “Milk” Vosbein (à esquerda) e Pattranite “Love” Limpatiyakorn interpretaram o casal Ink e Pa, em papéis coadjuvantes na série Bad Baddy, antes de estrelarem sua própria série
Napasin Samkaewcham / BBC News Thai
Parte do apelo reside em como as histórias de Girls’ Love tailandesas divergem das representações globais anteriores de relacionamentos lésbicos.
Globalmente, personagens lésbicas, gays ou bissexuais têm sido frequentemente associados a desfechos trágicos ou desaparecimentos repentinos das tramas, observa Eva Cheuk-Yin Li, professora assistente de indústrias audiovisuais no King’s College London, no Reino Unido.
“Quando olhamos ao redor do mundo, a quantidade de histórias contadas na televisão sobre amor entre mulheres do mesmo sexo é bastante limitada, mesmo em Hollywood, e frequentemente vemos personagens lésbicas sendo mortas na tela, ou terminando com finais infelizes ou trágicos. Isso é o que chamamos de ‘síndrome da lésbica morta’, onde personagens LGBT frequentemente têm vidas trágicas na tela.”
Mas o GL tailandês rompe com essa narrativa.
“O que realmente destaca o romance entre garotas na Tailândia em meio a toda essa representação”, diz Li, “é que geralmente existe um arco de personagem muito mais completo. Os casais enfrentam desafios, mas normalmente têm um relacionamento mais gratificante e feliz, ou até mesmo um final feliz, na maioria das histórias.”
Por causa de sua paixão pelas séries Girls’ Love tailandesas, a brasileira Luiza Z viajou com sua mãe por dois meses pela Tailândia, o que ela descreve como “a melhor viagem” da sua vida
Luiza Z via BBC
Ela acrescenta, no entanto: “As personagens principais das séries tailandesas de romance entre garotas tendem a ser bastante femininas, embora algumas tenham personalidades fortes. Na vida real, existem lésbicas de várias formas e tamanhos diferentes, então acho que ainda existem algumas preocupações com a diversidade na representação.”
A fã brasileira Luiza Z disse à BBC News Thai que assistir a dramas tailandeses de Girls’ Love foi a primeira vez que sentiu que “o amor entre duas mulheres poderia ser a história principal, e não apenas uma história secundária”.
“Foi tão bonito o jeito como elas se conectaram, a maneira como apresentaram a profundidade do relacionamento, as dificuldades e as emoções”, diz ela. E os finais felizes a fazem se sentir “aceita”.
“[Histórias] Girls’ Love da Tailândia sempre terminam com um final feliz — e estamos felizes que seja assim, onde não precisamos nos preocupar com a eliminação dessas duas personagens ou que elas não terão um final feliz.
“Sabemos que elas ficarão juntas no final e isso é reconfortante — nos sentimos validadas.”
O fenômeno Girls’ Love foi ainda mais impulsionado pela facilidade que audiências no mundo têm a conteúdos internacionais. Muitas séries estão disponíveis no YouTube, frequentemente com legendas em vários idiomas.
E isso remove barreiras para fãs em países com regulamentação rígida da mídia, incluindo China e Indonésia, onde o conteúdo homossexual é restrito.
Nos últimos anos, a China fechou dezenas de milhares de sites e contas de mídia social contendo o que seus censores chamam de conteúdo “vulgar” e pornográfico ou outro material considerado ilegal ou “antichinês”.
Como resultado, o público vê cada vez mais o conteúdo Girls’ Love estrangeiro como um espaço cultural seguro.
“Um dos meus filmes lésbicos… foi visto na Arábia Saudita mais do que em qualquer outro país”, disse a diretora Rachel Dax, radicada no Reino Unido, à BBC.
A cineasta Rachel Dax afirma que o Girls’ Love ajuda lésbicas em sociedades conservadoras a perceberem que sua sexualidade é algo a ser celebrado
Rachel Dax via BBC
“Em países onde existem leis anti-gays muito rígidas, para algumas mulheres será a única afirmação positiva que elas recebem sobre a realidade de sua sexualidade e isso pode ser tratado de forma positiva. Esses filmes ajudarão as pessoas.”
Alguns fãs acreditam que o aumento da visibilidade também está mudando sutilmente as atitudes na sociedade tailandesa.
Ranuka Songmuang, que administra uma página de fãs de filmes Girls’ Love, diz que a reação simples de sua mãe ao gênero é típica. “Eu gosto da série The Secret of Us”, disse sua mãe. “A médica [uma das personagens principais] é linda.”
Mas a Tailândia já é um dos países mais liberais da Ásia no que diz respeito à integração de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo na sociedade cotidiana. Ela possui uma lei de casamento igualitário, assim como Taiwan e Nepal, por exemplo.
Nas Filipinas, há uma crescente aceitação de casais LGBT vivendo juntos abertamente. Mas a Igreja Católica Romana, que desempenha um papel importante na sociedade filipina, se opõe veementemente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
E existem obstáculos significativos em alguns outros países, como Malásia, Indonésia e Brunei, onde há menos aceitação de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. Em Brunei, por exemplo, o sexo entre homens é punível com pena de morte, embora na prática o país não execute mais pessoas por nenhum crime.
Algumas tramas de dramas Girls’ Love abordam o preconceito de frente. Em Poisonous Love, a protagonista Pat implora aos pais de sua amada, Prem, que permitam que elas continuem namorando, mas o pai de Prem ordena que terminem.
“Nosso amor é sincero e puro”, diz Pat, chamando os pais de Prem de “Mãe e Pai”.
Ranuka Songmuang diz que vem esperando há anos que a mídia tradicional aborde o amor lésbico
Wasawat Lukharang / BBC News Thai
“Não ouse me chamar de Pai”, responde o pai de Prem. “Estou enojado.”
O caminho percorrido pelo romance de Ongsa e Sun acaba sendo muito mais tranquilo, com um final feliz firmemente estabelecido no horizonte para os fãs de 23.5.
Quando Sun pergunta como eles lidariam se tivessem que passar um ano separados, Ongsa responde: “Não importa quantos anos-luz nos separem, ficaremos bem. No final, nossas órbitas nos levarão a nos encontrar novamente.”
“Porque a Terra (Earth) foi feita para estar com o Sol (Sun).”

Fonte: G1 Entretenimento

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Quem é Óliver Laxe, diretor que disse que brasileiros votariam em um sapato no Oscar


“O Agente Secreto” recebe quatro indicações ao Oscar
O cineasta franco-espanhol Óliver Laxe, diretor do longa espanhol “Sirât”, causou polêmica ao comentar as indicações de “O Agente Secreto” no Oscar 2026.
“Na Academia há muitos brasileiros, nós gostamos muito deles, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse Laxe durante o talk show La Revuelta, da emissora pública espanhola TVE.
O cineasta concorre ao Oscar nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Som, por “Sirât”. A premiação acontece em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Quem é Óliver Laxe
Óliver Laxe é um cineasta franco-espanhol de origem galega. Aos 43 anos, ele é conhecido por filmes com narrativas relacionadas à natureza, espiritualidade e personagens à margem da sociedade. Além disso, o diretor frequentemente borra as fronteiras entre o documentário e a ficção.
Seu primeiro longa-metragem foi “Todos vós sodes capitáns” (2010), que venceu o prêmio da crítica internacional no Festival de Cannes — premiação da qual ele coleciona estatuetas.
Em 2016, Laxe ganhou o grande prêmio da semana da crítica em Cannes, por “Mimosas”. Três anos depois, levou o prêmio do júri do mesmo festival, por “O que arde”.
Agora, o diretor vem sendo prestigiado por “Sirât”. O filme, que acompanha uma jornada mística de um pai e um filho por Marrocos, rendeu ao diretor o grande prêmio do júri em Cannes.
Veja a lista completa de indicados ao Oscar 2026
Oliver Laxe durante Film Independent Spirit Awards
RODIN ECKENROTH / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
O Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS, na sigla em inglês) é a associação responsável pelas indicações do Oscar. O grupo, composto por aproximadamente 10 mil pessoas, inclui brasileiros que já concorreram em outras premiações ou que foram convidados pela entidade.
Entre os brasileiros na lista estão Fernanda Montenegro, Maeve Jinkings, Carlos Saldanha, Petra Costa, Alice Braga, Sonia Braga, Rodrigo Santoro, Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura e Selton Mello.
O Oscar 2026 acontece em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Assim como em 2025, a 98ª edição da premiação americana contará com o comediante Conan O’Brien como apresentador.
‘O Agente Secreto’ no Oscar
“O Agente Secreto” recebeu quatro indicações ao Oscar 2026 e empatou com o recorde de “Cidade de Deus”, em 2004. O filme de Kleber Mendonça Filho concorre em:
Melhor seleção de elenco
Melhor filme internacional
Melhor ator para Wagner Moura
Melhor filme
Além de “O Agente Secreto”, um brasileiro também concorre em Melhor Fotografia. Adolpho Veloso é um dos favoritos na categoria por seu trabalho em “Sonhos de Trem”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Simone Mendes grava o álbum ao vivo ‘O melhor de mim’ em Brasília e estreia o inédito show ‘Intimidade’ em São Paulo


Simone Mendes na gravação audiovisual do show ‘O melhor de mim’ em Brasília (DF)
Reprodução / Facebook Simone Mendes
♫ NOTÍCIA
♬ Simone Mendes gravou em Brasília (DF) na noite de ontem, 22 de janeiro, o quarto álbum ao vivo da carreira solo, “O melhor de mim”. O registro audiovisual foi feito em show apresentado pela cantora na Praia Parque, dentro da programação do festival Verão R2.
No show “O melhor de mim”, a artista seguiu roteiro povoado por músicas inéditas como “Amor criminoso”, “Direitos iguais”, “Jeito fajuto”, “Lágrima amarela” e “Peguete”.
Na sequência da gravação do álbum ao vivo, Simone Mendes já estreia show inédito, “Intimidade”, neste sábado, 24 de janeiro, em São Paulo (SP). O texto promocional do show destaca que recursos de inteligência artificial serão aplicados de “forma ilusionista e cinematográfica” à narrativa do espetáculo.
Simone Mendes grava músicas inéditas como ‘Jeito fajuto’ no show ‘O melhor de mim’
Reprodução / Facebook Simone Mendes

Fonte: G1 Entretenimento

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Gretchen põe o filho Gab Miranda na pista para tentar emplacar remix do hit ‘Freak le boom bom’ no Carnaval 2026


Gab Miranda (à esquerda) assina um dos três remixes de ‘Freak le boom boom’ apresentados em EP lançado hoje, 23 de janeiro
Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Musa da disco music à moda brasileira formatada pelo produtor musical Mister Sam, com dose farta de latinidade e sensualidade na segunda metade dos anos 1970, Gretchen tem sobrevivido em cena ao longo de décadas como um ícone pop.
É com esse status de personalidade do universo pop brasileiro que Gretchen tenta emplacar um hit no Carnaval de 2026, “Freak le boom boom”, música de autoria de Sam, lançada em 1979 e ora rebobinada em EP que, além da gravação original de Gretchen, apresenta três remixes do registro fonográfico, dois produzidos por Mister Sam e um pelo produtor Gab Miranda, filho de Gretchen, com percussões típicas da batucada das escolas de samba, para ambientar a música na temperatura da folia.
Disponível a partir de hoje, 23 de janeiro, o EP com os remixes de “Freak le boom boom” surge no rastro da revitalização da música nas pistas e em vídeos com coreografias postados em redes sociais, sobretudo no TikTok.
O curioso em relação à permanência de Gretchen em cena é que já se vão 44 anos desde o último sucesso da cantora, “Melô do piripipi (Je suis la femme)”, música lançada em 1982 e composta pelo argentino Santiago Malnati, o supracitado Mister Sam, empresário que descobrira Gretchen em programa de calouros em que ela defendia “Dance a little bit closer” (1977), sucesso da efêmera cantora Charo na era dos dancin’ days.
Escorada somente nos sucessos que amealhou de 1978 a 1982, Gretchen se mantém em evidência e ainda gera notícia, mesmo que através de factoides. E cabe lembrar que, em 2017, a artista foi parar até em clipe da cantora norte-americana Katy Perry. Lá estava Gretchen no vídeo de “Swish swish”, gravado em Salvador (BA), com a presença da artista brasileira ao lado de seis dançarinos do grupo baiano FitDance.
Com explicar a permanência de Gretchen no universo pop? A senha talvez esteja (também) na simplicidade aliciante de músicas como “Freak le boom boom”, cantada em inglês, com intervenções em francês e espanhol, e conduzida em balanço latino com o sopro de metais evocativos da estética mariachi, além de palmas. “Freak le boom boom” é pop dance tropical que se nutre dos códigos e clichês da música latina, hoje mais valorizada no Brasil do que em 1979.
Com esse coquetel de groove e gemidos, Gretchen quer fazer o povo brasileiro pôr o bloco na rua com a latinidade de “Freak le boom boom”. Latinidade que reverberou no sucesso posterior da cantora, “Conga conga conga”, este ainda mais aliciante. Periga dar certo…
Capa do EP de remixes ‘Freak le boom boom’, de Gretchen
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Álbum de Ludmilla some do perfil dela no streaming e cantora aponta possível ‘boicote’; entenda


Ludmilla volta ao funk com ‘Bota’, parceria com cantoras internacionais; veja análise
Ludmilla lançou a música “Bota” nesta quinta (22), como parte do álbum “Fragmentos”. Mas desde as primeiras horas de lançamento, fãs apontaram problemas para encontrar a música no streaming. Já nesta sexta, “Fragmentos” parou de aparecer no perfil de Ludmilla.
Até a publicação deste texto, “Fragmentos” ainda não consta no perfil da artista no Spotify e só pode ser encontrado pela ferramenta de pesquisa.
Ao g1, a assessoria de Ludmilla disse que acredita que a cantora está sofrendo um “boicote” da distribuidora. Assim, haveria um imbróglio entre Lud e a empresa responsável por lançar as músicas no streaming.
‘Fragmentos’ some do perfil de Ludmilla no streaming
Spotify
“Dez horas de lançamento e nada de BOTA no meu perfil do Spotify, além de duas versões aleatorias soltas na plataforma, e nada de aparecer no perfil das meninas. Pra melhorar meu último álbum sumiu, inacreditável. Eu realmente só tenho vocês”, publicou a cantora no X na manhã desta sexta (23).
“Todo mundo empolgado com a música e simplesmente no lançamento não aparece no meu perfil, nem da Emilia, nem da Latto. A música só é encontrada pela busca. Vocês já sabem o que tá acontecendo, né? Mas não vou deixar isso quebrar minha vibe. Eu vou sair dessa!”.
Além disso, “Bota” não aparece no perfil das cantoras Emilia e Latto, que também cantam na faixa. A frustração se dá porque as primeiras horas de lançamento costumam ser o momento de maior promoção da música.
Música vazou antes da hora
Ludmilla enfrentou outros problemas mesmo antes do lançamento da música. O g1 apurou que aconteceu uma falha operacional envolvendo a distribuidora de Ludmilla e a música acabou vazando antes da hora.
A rapper Latto, envolvida na faixa, tinha planos de vir ao Brasil para promover a canção, mas teria ficado insatisfeita com o vazamento. Com isso, ela se afastou da promoção da música.
Capa do single ‘Bota’, de Ludmilla
Steff Lima/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Promotores espanhóis arquivam caso de abuso contra Julio Iglesias


Julio Iglesias em 2016
Carlos Giusti/AP
Promotores do Tribunal Superior da Espanha arquivaram uma investigação preliminar contra o cantor Julio Iglesias, sob o argumento de que a Corte não tinha jurisdição porque os crimes alegados ocorreram no exterior e as acusadoras não residiam no país. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23).
O grupo de direitos Women’s Link Worldwide havia feito a denúncia em 5 de janeiro em nome de duas mulheres que teriam trabalhado nas residências de Iglesias no Caribe por 10 meses em 2021, com base em uma investigação da emissora norte-americana Univision e do portal espanhol elDiario.es.
As acusações incluíam tráfico humano para trabalho forçado e servidão, agressão sexual e violações dos direitos trabalhistas. Iglesias descreveu essas acusações como “completamente falsas” em várias postagens nas redes sociais.
A Reuters tentou contato com representantes de Iglesias, de 82 anos, mas não obteve resposta. A Sony, gravadora do cantor, se recusou a comentar o caso.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O escritório do promotor afirmou, em documento visto pela Reuters, que o Tribunal Superior não poderia julgar Iglesias, pois os supostos crimes ocorreram na República Dominicana e nas Bahamas, acrescentando que a acusação ainda poderia ser feita nesses dois países.
Além disso, as supostas vítimas não eram espanholas e não residiam na Espanha, segundo o documento, que citou jurisprudência do Supremo Tribunal limitando o princípio legal da jurisdição universal.

Fonte: G1 Entretenimento

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Francis Buchholz, ex-baixista do Scorpions, morre aos 71 anos


Francis Buchholz, ex-baixista do Scorpions, durante show no Rock in Rio 1985
Reprodução/YouTube/Canal da banda
O baixista alemão Francis Buchholz, que fez parte do Scorpions, morreu aos 71 anos. A informação foi confirmada nas redes sociais da banda.
“Acabamos de receber a triste notícia do falecimento de nosso amigo de longa data e baixista, Francis Buchholz. Seu legado na banda viverá para sempre, e sempre nos lembraremos dos muitos bons momentos que compartilhamos juntos”, escreveu o grupo.
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Buchholz fez parte entre 1977 e 1992, auge comercial e artístico do grupo. Ele ajudou a consolidar o som pesado e melódico da banda, fazendo parte de alguns álbuns clássicos do Scorpions como “Blackout” e “Animal Magnetism”.
Após deixar a banda no início dos anos 1990, Buchholz manteve uma carreira mais discreta, mas continuou ativo na música.
Ele participou de projetos como a banda Dreamtide, formada com ex-integrantes do Scorpions e outros músicos da cena hard rock alemã, além de colaborações pontuais em estúdio e ao vivo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Sob Pressão’ ganha adaptação americana pelos produtores de ‘The Good Doctor’


Chega ao ar última temporada da série “Sob Pressão”
Globo/ Victor Pollak
A série médica brasileira “Sob Pressão” ganhará uma adaptação americana, segundo informações do site Deadline. Em inglês, a produção se chamará “Under Pressure”.
De acordo com a publicação, a versão será desenvolvida por três produtores executivos de “The Good Doctor”: David Shore, Jessica Grasl e Garrett Lerner. Shore também é o criador de “House”, série exibida entre 2004 e 2012 e uma das produções mais assistidas da TV americana no período.
‘Sob Pressão’ foca em dramas dos médicos em quinta temporada: ‘Cicatrizes ficam expostas’
Julio Andrade exalta participações especiais em ‘Sob Pressão’: ‘Foi uma faculdade’
‘Sob Pressão: Plantão Covid’ homenageia profissionais de saúde durante a pandemia
Escrita por Jessica Grasl e Garrett Lerner, “Under Pressure” é um drama médico ambientado no Hospital All Saints, uma unidade com falta de profissionais e poucos recursos em Savannah, no estado da Geórgia. No centro da história está Cam, um cirurgião e homem de fé profundamente comprometido com seus pacientes e com a comunidade. Além dos casos médicos, a série vai se concentrar em um complexo triângulo amoroso.
A série “Sob Pressão”, baseada no filme homônimo de 2016, que, por sua vez, foi inspirado no livro “Sob Pressão: A rotina de guerra de um médico brasileiro”, de Márcio Maranhão, estreou na TV Globo em 2017 e teve cinco temporadas, em uma coprodução entre a Conspiração Filmes e a TV Globo.

Fonte: G1 Entretenimento