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De ‘Laços de Família’ a ‘Mulheres Apaixonadas’: 7 novelas para entender a importância de Manoel Carlos


Manoel Carlos, autor de novelas que marcaram era, morreu neste sábado (10) aos 92 anos, no Rio de Janeiro.
O g1 selecionou sete obras que dão a dimensão da importância de Maneco para a TV brasileira.
Vera Fischer foi a Helena em ‘Laços de Família’, novela em que Carolina Dieckmmann raspou o cabelo em cena icônica
Roberto Steinberger/Acervo Globo
‘Baila comigo’ (1981)
Na novela, Quinzinho e João Victor, ambos interpretados por Tony Ramos, são gêmeos idênticos que desconhecem a existência um do outro após serem separados ainda bebês. João Victor foi criado pelo pai, Joaquim Gama (Raul Cortez), enquanto Quinzinho ficou com a mãe, Helena (Lilian Lemmertz), que se casou com o médico Plínio Miranda (Fernando Torres). Joaquim e Helena se apaixonaram em Porto Alegre, mas Joaquim permaneceu com sua esposa Martha (Tereza Rachel). Quinzinho, um bancário extrovertido do Rio de Janeiro, e João Victor, um advogado sério e bem-sucedido de Portugal, acabam se aproximando por pressentimentos inexplicáveis. Aos 27 anos, João Victor retorna ao Brasil para descobrir suas origens. A trama é marcada pelos encontros e desencontros dos irmãos, que só se conhecem no final da história.
Lílian Lemmertz foi a primeira Helena de Manoel Carlos, em ‘Baila Comigo’
TV Globo/Cedoc
‘História de Amor’ (1995)

Em 1991, Manoel Carlos voltou à Globo para escrever a novela “Felicidade”, um projeto de 12 anos inspirado em contos de Aníbal Machado, como “Tati, a Garota”. A novela, que trouxe Maitê Proença como Helena e foi a primeira da emissora a ter uma mulher, Denise Saraceni, na direção-geral, marcou seu retorno. Em 1993, ele adaptou contos de Mário de Andrade para o especial “O Besouro e a Rosa”. No sucesso das 18h “História de Amor” (1995), Regina Duarte interpretou Helena, que se envolvia em um triângulo amoroso com Carlos Alberto (José Mayer) e a ciumenta Paula (Carolina Ferraz). A novela também promoveu uma campanha sobre câncer de mama através da personagem Marta, vivida por Bia Nunes.

‘Por Amor’ (1997)

Em 1997, Manoel Carlos lançou “Por Amor”, a partir de uma ideia de 1983. Na novela, por meio da personagem Helena, interpretada por Regina Duarte, o autor abordou a polêmica decisão de uma mãe que cede seu filho recém-nascido para salvar a vida de sua neta, após a filha perder o bebê logo após o parto. Segundo o autor, a história explora a profundidade do amor materno, que ele descreve como o único amor absolutamente inquestionável. Ele explicou: “Pensei em como uma mãe poderia se sacrificar radicalmente por uma filha. Dar um filho em troca do neto, mesmo que isso significasse sacrificar o amor do marido.”

‘Laços de Família’ (2000)
“Laços de Família”, novela exibida em 2000, é outra trama que se passa no bairro do Leblon, no Rio. A trama gira em torno de um triângulo amoroso entre Edu (Reynaldo Gianecchini), Helena (Vera Fischer) e sua filha Camila (Carolina Dieckmann). A novela ganha um tom dramático quando Camila descobre ter leucemia, levando Helena a engravidar do ex-marido, a quem não ama mais, para gerar um filho cujas células-tronco possam salvar a filha. Inspirada em um caso real de 1991 nos Estados Unidos, a novela foi pioneira em abordar temas socioeducativos, contribuindo significativamente para o aumento do número de doadores de medula óssea no Brasil.
‘Mulheres Apaixonadas’ (2003)
A história de “Mulheres Apaixonadas” (2003) gira em torno de Helena (Cristiane Torloni), diretora da Escola Ribeiro Alves, que busca uma nova paixão após 15 anos de casamento sem emoções com Téo (Tony Ramos). A trama explora segredos familiares, como o fato de Lucas, filho adotivo do casal, ser na verdade filho biológico de Téo com a ex-garota de programa Fernanda (Vanessa Gerbelli). Helena reencontra César (José Mayer), um neurocirurgião viúvo e ex-namorado, com quem inicia um romance. O triângulo amoroso central envolve dramas e segredos, enquanto outras subtramas abordam temas como violência contra a mulher, preconceito e questões familiares. A novela culmina com Téo se apaixonando por Laura (Carolina Kasting) após várias reviravoltas.
‘Viver a vida’ (2009)
“Viver a Vida”, mais uma trama no Rio, explora o tema da superação. A trama central acompanha Helena (Taís Araújo), uma top model internacional que, no auge da carreira, decide abandonar a profissão para se casar com Marcos (José Mayer), um empresário hoteleiro 20 anos mais velho. Recém-divorciado de Teresa (Lilia Cabral), Marcos é pai das jovens Luciana (Alinne Moraes), Isabel (Adriana Birolli) e Mia (Paloma Bernardi). Após sofrer um acidente e ficar tetraplégica, Luciana, uma jovem mimada, torna-se símbolo de luta e superação. A história também aborda os desafios de Helena em lidar com o rancor de Teresa e a rivalidade de Luciana, que não a aceita como madrasta. A novela segue a tradição do autor de associar entretenimento a mensagens de esperança e superação, refletindo as dificuldades e tragédias pessoais da vida real.
‘Em Família’ (2014)
A novela “Em Família” acompanha a história dos primos Laerte (Gabriel Braga Nunes) e Helena (Julia Lemmertz) em três fases, desde os anos 1980 até 2014. A trama começa em Goiás e se desenrola no Rio de Janeiro, passando por Viena. Laerte e Helena vivem um romance tumultuado desde a infância, marcado por ciúmes e tragédias, como a tentativa de assassinato de Virgílio (Humberto Martins) por Laerte, que resulta em sua prisão. Anos depois, Laerte retorna ao Brasil e se aproxima de Luiza (Bruna Marquezine), filha de Helena, sem saber que ela é sua prima de segundo grau. A relação deles provoca conflitos familiares, culminando em um casamento trágico, quando Laerte é morto pela pianista Livia (Louise D’Touani) após a cerimônia. A novela aborda temas como ciúmes, culpa, inveja e superação.

Fonte: G1 Entretenimento

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Manoel Carlos, o Maneco, marcou era na TV com suas novelas e Helenas


Manoel Carlos durante entrevista no Rio de Janeiro em outubro de 2016
Estevam Avellar/Globo
Manoel Carlos nasceu em São Paulo, em 1933, mas sempre se considerou carioca de coração. Mostrava esse amor nas novelas que fazia, com as paisagens do Rio de Janeiro e o cotidiano do Leblon, famoso bairro na Zona Sul da cidade.
O autor morreu neste sábado (10), aos 92 anos.
Maneco escreveu novelas que marcaram era na TV, como “Laços de Família”, “Por Amor” e “Mulheres Apaixonadas”.
Suas obras tinham protagonistas mulheres de nome Helena, vividas por grandes atrizes como Lílian Lemmertz, Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni e Taís Araújo.
As histórias discutiam questões como inclusão, alcoolismo, violência contra a mulher e doação de medula óssea.
Filho de um comerciante e de uma professora, Maneco começou sua trajetória profissional aos 14 anos como auxiliar de escritório, mas já estava conectado às artes desde então, reunindo-se diariamente com um grupo de jovens na Biblioteca Municipal de São Paulo para ler e discutir literatura e teatro.
Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Fabio Sabag, Flávio Rangel e Antunes Filho faziam parte desse grupo, batizado de Adoradores de Minerva.
Manoel é pai da atriz Júlia Almeida e da roteirista de novelas Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas obras.
O autor teve outros três filhos, que faleceram: o dramaturgo e ator Ricardo de Almeida (morto em 1988), o diretor Manoel Carlos Júnior (2012) e o estudante de teatro Pedro Almeida (que morreu aos 22 anos, em 2014).
Estreia na carreira artística
Maneco é conhecido como autor de novelas, mas iniciou a carreira artística como ator.
Aos 17 anos, atuou no “Grande Teatro Tupi”, um programa de teleteatro da TV Tupi. No ano seguinte, foi premiado como ator revelação e estreou como produtor e diretor.
Em 1952, começou a escrever programas da TV e iniciou uma trajetória por várias emissoras, passando pela fase inaugural da TV Record e pela TV Itacolomi, de Belo Horizonte, além de uma estada no Jornal do Commercio, em Recife. Na TV Tupi, do Rio de Janeiro, adaptou mais de 100 teleteatros.
Maneco começou a escrever programas para a TV na década de 1950 e passou por várias emissoras
TV Globo/Cedoc
Na década de 1960, Manoel Carlos participou das últimas produções da TV Excelsior.
E na TV Rio, entre outros projetos, dividiu a redação do programa “Chico Anysio Show” com Ziraldo e Mário Tupinambá, e dirigiu “O Homem e o Riso”, também com Chico.
Na TV Record, fez parte da equipe que escreveu e produziu programas como “Hebe Camargo”, “O Fino da Bossa”, “Bossaudade”, “Esta Noite se Improvisa”, “Alianças para o Sucesso”, “Para Ver a Banda Passar” e “Família Trapo”.
Trajetória na TV
Maneco estreou na TV Globo como diretor-geral do “Fantástico” em 1972, permanecendo no programa por três anos.
Em 1978, fez sua primeira novela para a emissora, “Maria, Maria”, uma adaptação do romance “Maria Dusá”, de Lindolfo Rocha.
No mesmo ano, adaptou o romance “A Sucessora”, de Carolina Nabuco. A novela tinha estrelas como Susana Vieira, Rubens de Falco e Arlete Salles.
O autor se inspirou em sucessos da radionovela para consolidar seu estilo de escrita em dramaturgia.
Em 1980, além de escrever alguns episódios do seriado “Malu Mulher” – protagonizado por Regina Duarte –, foi convidado por Gilberto Braga para dividir a autoria de “Água Viva”.
A novela tinha um elenco de gigantes: Reginaldo Faria, Raul Cortez, Betty Faria, Tônia Carreiro e Glória Pires, entre outras estrelas.
Além de suas históricas novelas, Manoel Carlos também escreveu minisséries como “Presença de Anita” (2001) e “Maysa – Quando Fala o Coração” (2009).
Helenas, Rio de Janeiro e conflitos familiares
Lílian Lemmertz foi a primeira Helena de Manoel Carlos, em ‘Baila Comigo’
TV Globo/Cedoc
Em 1981, escreveu “Baila Comigo”, novela que levou sua primeira Helena ao ar. A personagem era interpretada pela atriz Lílian Lemmertz.
As “Helenas” foram peças marcantes dos trabalhos de Maneco. Heroínas nas tramas, as personagens eram mães cujo amor pelos filhos era capaz de superar qualquer desafio.
Ao Memória Globo, Maneco explicou que a origem do nome vem de sua paixão pela mitologia grega: Helena é o símbolo da mulher forte, guerreira e capaz de tudo em nome do amor.
“Elas são aquelas mães abnegadas e ao mesmo tempo não se esquecem delas mesmas. São vaidosas, são justas e injustas na medida certa, né? Elas são mentirosas, elas escamoteiam a verdade em benefício de um filho, por exemplo. Elas defendem um filho até a injustiça. É muito difícil alguém escapar, uma mulher escapar da sua semelhança com a própria mãe”, contou Manoel ao “Fantástico” em 2014.
Outras marcas do autor em suas novelas são o Rio de Janeiro como cenário e o mergulho em conflitos familiares.
“Dizem que eu faço uma dramaturgia realista, naturalista, mas eu não acho nada disso. Procuro apenas fazer uma coisa verossímil. O amor se parece em todas as línguas, todos os países. O ódio, a inveja, o ciúme. E eu retrato só essas coisas, entende? E isso tudo existe em qualquer família. Eu ouço muito conversa em café, em bar, e tudo se parece”, explicou ele em entrevista à Globo News em 2016.
Além disso, ele também motivava ações socioeducativas, abordando temas como campanhas para doação de medula, contra o alcoolismo, violência contra a mulher, preconceito e inclusão social.
“Situo as minhas novelas no Rio de Janeiro. Faço coisas muito fortes, sob um céu muito azul. As tragédias e os dramas acontecem, mas o dia está lindo. A praia e o espírito carioca dão uma coloração rosa ao contexto cinzento. E o público acaba absorvendo as tramas de uma maneira mais leve”, afirmou o autor em entrevista ao Memória Globo.
Em 1991, Maneco levou para a TV a novela “Felicidade”, que começou a esboçar 12 anos antes. A trama foi inspirada em diversos contos de Aníbal Machado e levava a segunda Helena de Maneco, interpretada por Maitê Proença.
Em 1995, mais uma Helena aparecia na tela em “História de Amor”. A personagem de Regina Duarte integrava um triângulo amoroso e era apaixonada por Carlos Alberto (José Mayer), um médico casado com sua rival, Paula (Carolina Ferraz). A autor já afirmou que escreveu a novela paras as duas atrizes.
Três anos depois, levou a história de uma mãe que abre mão de seu filho em nome de outra filha, na novela “Por amor”. Novamente, Helena foi interpretada por Regina Duarte.
Eduardo Moscovis e Carolina Ferraz viveram o casal Nando e Milena, um dos mais marcantes da história das novelas
Nelson Di Rago/Acervo Globo
Outra história de sacrifício materno que marcou a carreira de Maneco foi em “Laços de Família” (2000). Na trama, Vera Fischer viveu Helena, uma mãe que que descobre que sua filha está com leucemia e que a única forma de salvá-la era gerar um filho do mesmo pai da garota. Porém, ela não ama mais o homem.
A novela traz uma das cenas mais marcantes das novelas de Maneco: o momento em que Carolina Dieckmann, intérprete de Camila, raspa o cabelo. O autor afirmou que escreveu a personagem especialmente para a atriz.
Vera Fischer foi a Helena em ‘Laços de Família’, novela em que Carolina Dieckmmann raspou o cabelo em cena icônica
Roberto Steinberger/Acervo Globo
Com a novela, Maneco venceu vários prêmios como Troféu Imprensa, Troféu Internet e Prêmio Extra de Televisão.
Em ‘Mulheres Apaixonadas’ (2003), Maneco exaltou a força feminina e colocou Christiane Torloni como sua Helena.
“Acho que a mulher move o mundo, não só pelo fato dela ser geradora do ser humano, mas porque eu acho a mulher mais forte, mais sofrida, e injustiçada. Tem mais dificuldade na vida e no trabalho e ela faz disso uma fortaleza”, explicou o autor ao falar sobre a novela.
Em 2006, trouxe Regina Duarte para sua terceira Helena. Desta vez, uma médica em “Páginas da Vida”.
Três anos depois, estreou “Viver a Vida”, com Taís Araújo estrelando a primeira Helena negra de Maneco. A atriz interpretava uma top model internacional que, no auge da carreira, largava a profissão para se casar com Marcos (José Mayer), que tem uma filha que luta para se recuperar de um acidente que a deixou paraplégica.
A última Helena de Maneco foi a herdeira de sua primeira musa: o autor convidou Julia Lemmertz, filha de Lilian Lemmertz, para estrelar “Em Família” (2014).

Fonte: G1 Entretenimento

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O Agente Secreto chega mais forte que Ainda Estou Aqui ao Globo de Ouro?

O filme brasileiro O Agente Secreto concorre ao Globo de Ouro neste domingo (11/1) já tendo mais de 50 prêmios nacionais e internacionais no currículo.
Até agora, o longa-metragem já conquistou 54 troféus em 35 premiações, incluindo Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival de Cannes, e chega à premiação americana com uma campanha numericamente mais robusta do que a de Ainda Estou Aqui no ano passado.
Em 4 de janeiro de 2025, véspera do Globo de Ouro, o filme de Walter Salles havia vencido 17 prêmios em 12 festivais e premiações, no Brasil e no exterior.
O desempenho quantitativo ajuda a entender uma parte da força da campanha atual. Ainda Estou Aqui ganhou fôlego após a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz – Drama. O filme encerrou a temporada com 70 prêmios em 42 festivais.
Mas, àquela altura, o filme tinha apenas quatro meses de carreira: havia estreado no Festival de Veneza, em setembro de 2024, onde venceu o prêmio de Melhor Roteiro. A partir dali, construiu forte reconhecimento principalmente em festivais ibero-americanos.
Já O Agente Secreto estreou mundialmente em maio de 2025, no Festival de Cannes, e chega ao Globo de Ouro com oito meses de circulação internacional, o que amplia sua presença em festivais, premiações e campanhas de divulgação.
Desde que estreou em Cannes, o filme de Kleber Mendonça Filho vem acumulando reconhecimento de importantes associações de críticos norte-americanos, como o New York Film Critics Circle, a Los Angeles Film Critics Association e o National Board of Review.
As indicações deste ano no Globo de Ouro já são históricas. É a primeira vez que um filme brasileiro concorre em três categorias no Globo de Ouro: Melhor Filme – Drama, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme – Drama.
Também é a primeira indicação do país na principal categoria da premiação. Em edições anteriores, produções brasileiras haviam sido lembradas apenas na disputa de Melhor Filme em Língua Não Inglesa.
Wagner Moura também se tornou o primeiro brasileiro indicado a Melhor Ator em Filme – Drama.
No ano passado, Ainda Estou Aqui concorreu ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, mas perdeu para Emilia Pérez. A vitória de Fernanda Torres, no entanto, impulsionou a campanha internacional do longa, que meses depois conquistaria o inédito Oscar de Melhor Filme Internacional para o Brasil.
Além dos prêmios tradicionais, O Agente Secreto também tem acumulado honrarias e menções divertidas e inusitadas.
Na quinta-feira (8/1), a gata Carminha recebeu o troféu Golden Beast (“Bicho de Ouro”, em tradução livre), em reconhecimento às atuações das personagens Liza e Elis. O prêmio foi concedido pelo New York Film Festival, criado em 1963 e dedicado à celebração de filmes de destaque mundial.
Já o jornal americano The New York Times destacou a atuação da atriz Tânia Maria como uma das melhores de 2025, descrevendo-a como provavelmente a “melhor atuação com cigarro” do ano.
Embora as comparações entre os dois filmes brasileiros sejam inevitáveis, Dora Amorim, produtora executiva de O Agente Secreto, ressalta que cada obra percorre um caminho próprio.
“Cada filme tem a sua trajetória, o seu DNA. Mas é impossível não pensar nos dois juntos, porque no ano passado Ainda Estou Aqui fez uma trajetória histórica, e agora estamos vivendo algo semelhante com outro filme”, afirmou.
Segundo ela, o fato de O Agente Secreto ser uma produção nordestina, realizada no Recife por uma produtora de pequeno porte, amplia o simbolismo do momento.
“Esse lugar é muito significativo para os técnicos do audiovisual brasileiro e também para os brasileiros, por causa da representatividade cultural”, disse.
Amorim destaca ainda o impacto simbólico de ver um filme falado em português disputar espaço em premiações tradicionalmente dominadas por Hollywood.
“A gente cresceu assistindo a esses prêmios pela televisão. Ver um filme brasileiro ocupar esse espaço e as pessoas comentarem a atuação do Wagner é algo incrível para o reconhecimento da nossa cultura e do cinema como indústria.”
Forte campanha nos Estados Unidos
A produtora explica que o desempenho internacional do filme também está ligado à estratégia de distribuição nos Estados Unidos. No país, o filme foi lançado pela Neon, distribuidora independente responsável por títulos como Parasita e Anora, vencedores do Oscar.
“O filme estreou em novembro, ao mesmo tempo no Brasil e nos Estados Unidos, e está indo muito bem lá fora. Hoje temos três pessoas da equipe em Los Angeles participando de encontros e sabatinas com membros da Academia”, diz.
Para Amorim, as próximas semanas são decisivas para o futuro do filme, principalmente em relação ao Oscar, considerada a principal premiação do cinema.
“Esse é um momento de convencimento. Para votar, as pessoas precisam assistir ao filme. A indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama foi algo incrível, que a gente não esperava, porque é a primeira vez que o Brasil chega a essa categoria.”
O Agente Secreto também chega com a vantagem de Wagner Moura já ser conhecido internacionalmente. Ele já concorreu ao Globo de Ouro, em 2016, como Melhor Ator em Série – Drama por Narcos. Ele perdeu o prêmio para Jon Hamm, de Mad Men.
Além disso, o ator também tem uma carreira com participação em grandes produções internacionais, como Elysium e Guerra Civil.
Redes sociais, memes e engajamento
No ano passado, Ainda Estou Aqui contou com um “exército de likes”, com brasileiros determinados a fazer bombar toda e qualquer postagem nas redes sociais sobre o filme.
Na madrugada de 6 de janeiro, por exemplo, logo após Fernanda Torres vencer o Globo de Ouro de Melhor Atriz – Drama, brasileiros comentaram e curtiram em massa as publicações do perfil da premiação.
Já uma foto de Torres publicada no perfil oficial do Oscar alcançou 1 milhão de curtidas e dezenas de milhares de comentários em menos de 24 horas.
Amorim avalia que, embora a campanha de O Agente Secreto não seja centrada nas redes sociais, o engajamento digital tem desempenhado um papel importante. “É a primeira vez que participo de uma campanha tão estruturada de divulgação também nas redes”, afirmou.
Ela citou a repercussão de memes e postagens virais, como uma montagem de Wagner Moura caracterizado como personagem de Wicked, além da fala do ator durante a cerimônia em que apresentou o prêmio de Melhor Filme.
“Quando ele anunciou o vencedor e disse ‘melhor filme estrangeiro’ para os brasileiros, isso viralizou. Eles distinguem muito bem o que é estrangeiro, e acho que nós estamos começando a fazer essa distinção agora”, disse. “Essas coisas surgem espontaneamente e acabam virando munição para a equipe trabalhar.”
Já a atriz Tânia Maria, que cativou o público com a personagem Sebastiana, também tem sido objeto de memes e vídeos virais. “Esse burburinho só acontece quando as pessoas assistem. Para a gente, o boca a boca é essencial”, afirmou.
Apesar das comparações com Ainda Estou Aqui, Amorim reforçou que se trata de trajetórias paralelas. “São diretores, histórias e pontos de partida muito diferentes. Acho que, no futuro, a lembrança vai ser positiva.”
Embora distintos, os dois filmes são de época e dialogam com períodos históricos próximos, ainda que com abordagens diferentes.
O Agente Secreto já ultrapassou dez semanas em cartaz no Brasil e foi visto por mais de 1 milhão de pessoas. Já o filme de Walter Salles levou 6 milhões de pessoas ao cinema. “Que bom que, em dois anos, tivemos uma safra tão forte do cinema brasileiro”, diz a produtora.
Lei da Anistia traumatizou Brasil, diz diretor de ‘O Agente Secreto’, escolhido para representar país no Oscar
Wagner Moura à BBC: ‘O Agente Secreto é sobre memória, a memória pessoal se confunde com a do país’
A atriz de ‘O Agente Secreto’ que começou no cinema aos 72 e chegou ao radar do Oscar

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Não quero fazer nada que reforce estereótipos de latinos’, diz Wagner Moura ao ‘The New York Times’


“O Agente Secreto” concorre ao Globo de Ouro; TV Globo transmite premiação pela 1ª vez
Em entrevista ao jornal “The New York Times”, o ator Wagner Moura afirmou que recusou diversos papéis lucrativos em Hollywood e ouviu de um agente que ele deveria ser menos seletivo na sua carreira internacional.
“Especialmente depois de ‘Narcos’, eu não quero fazer nada que reforce estereótipos de latinos”, justificou o ator à reportagem. “Estou com quase 50 anos, então dane-se.”
Moura é a estrela de “O agente secreto”, filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e que concorre ao Globo de Ouro, uma das principais estatuetas da indústria cinematográfica. A cerimônia de premiação acontece neste domingo (11).
O brasileiro também foi indicado na categoria de Melhor Ator em Drama. Esta é a segunda indicação de Moura ao Globo de Ouro – a primeira foi em 2016 por sua atuação como o narcotraficante Pablo Escobar na série “Narcos”, mas ele perdeu.
O jornal americano ‘The New York Times’ publicou neste sábado uma longa entrevista com o ator brasileiro Wagner Moura, indicado ao Globo de Ouro
Reprodução/The New York Times
Wagner Moura durante cerimônia do Critics Choice Awards, na Califórnia
Mike Blake/Reuters
Ao “NYT”, Moura disse que nunca atuou por dinheiro ou pelo projeto se tratar de uma grande produção hollywoodiana. Por isso, segundo a reportagem, ele nunca se tornou o ator latino queridinho dos EUA.
“Eu quero os mesmos personagens que os norte-americanos brancos da minha idade interpretam. Quero interpretar pessoas chamadas Michael e que falam do jeito que falo”, completou Moura.
“O agente secreto”, inclusive, apareceu na lista dos 25 filmes mais notáveis de 2025 do “New York Times”.
O jornal destacou outros trabalhos de Moura, como o Capitão Nascimento de “Tropa de elite” e em novelas, e os desafios de conciliar a carreira em dois extremos do continente.
🎥 Ambientado nos anos 1970, “O agente secreto” conta a história de um professor universitário, interpretado por Moura, que volta para o Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
O longa também foi indicado nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa no Globo de Ouro. “O agente secreto” ainda é o representante brasileiro na disputa por uma indicação ao Oscar, cujos finalistas serão anunciados em 22 de janeiro.
Wagner Moura faz mais de um papel em ‘O Agente Secreto’; isso aumenta chances no Oscar?
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CJ Rivera/Invision/AP

Fonte: G1 Entretenimento

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Grupo Gilsons lança o segundo álbum de estúdio em fevereiro e estreia turnê em abril na Bahia depois de ‘ano difícil’


O trio carioca Gilsons estreia em 25 de abril, em Salvador (BA), a turnê do segundo álbum de estúdio do grupo
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O grupo Gilsons vira o disco em 2026. Quatro anos após o lançamento de um primeiro álbum que consolidou a trajetória iniciada em abril de 2018 com a formação do trio carioca, Francisco Gil, João Gil e José Gil lançam em fevereiro o segundo álbum de estúdio.
O sucessor do álbum “Pra gente acordar” (2022) será seguido por turnê nacional que estreia em 25 de abril na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA). Foi nesse palco baiano, cabe lembrar, que o grupo apresentou e gravou em 26 de agosto de 2023 o show eternizado no álbum “Pra gente acordar – Ao vivo na Concha Acústica do TCA – SSA” (2025), lançado em abril do ano passado.
Anunciada com o teaser “Eu vejo luz em maior proporção que eu vejo a escuridão”, a segunda turnê nacional dos Gilsons já tem datas confirmadas nas cidades de Rio de Janeiro (RJ) – 1º de maio, na casa Vivo Rio – e São Paulo (SP), onde o trio se apresenta em 9 de maio no Espaço Unimed.
“Atravessamos por um ano que a gente não vai esquecer. Porque foi o mais difícil. E sorrimos. Fizemos também um disco. Nosso segundo álbum, nossas músicas, nossas histórias. Luz e sombra”, anunciou o grupo em rede social.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ator Timothy Busfield é acusado de abuso sexual infantil e tem mandado de prisão emitido nos EUA


Ator Timothy Busfield é investigado apó denúncia de toques inapropriados contra uma criança no set da série The Cleaning Lady
Associated Press
As autoridades do estado do Novo México emitiram nesta sexta-feira (10) um mandado de prisão contra o ator e diretor Timothy Busfield, acusado de abuso sexual infantil.
Busfield é vencedor do Emmy e conhecido por atuações em séries como Thirtysomething, The West Wing e pelo filme Campo dos Sonhos (Field of Dreams).
Segundo documentos apresentados por um investigador do Departamento de Polícia de Albuquerque, a acusação se baseia no relato de uma criança que afirmou ter sido tocada de forma inapropriada por Busfield. De acordo com a queixa criminal, os episódios teriam ocorrido no set da série The Cleaning Lady, produção televisiva da qual o ator participou como diretor e integrante do elenco.
O depoimento indica que o primeiro episódio teria ocorrido quando a criança tinha 7 anos, com três ou quatro toques relatados. Em outra ocasião, aos 8 anos, o menino teria sido tocado cinco ou seis vezes. A mãe da criança informou aos serviços de proteção infantil que os abusos teriam acontecido entre novembro de 2022 e a primavera de 2024.
O mandado, assinado por um juiz, cita duas acusações de contato sexual criminoso com menor de idade. O documento judicial identifica a vítima apenas pelas iniciais e informa que a criança foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático e ansiedade.
Um assistente social relatou que o menino apresenta pesadelos recorrentes relacionados aos episódios e acorda assustado durante a noite.
Ainda segundo a investigação, a criança teria demorado a contar o que aconteceu por medo de represálias, já que Busfield ocupava uma posição de autoridade no ambiente de trabalho como diretor da série.
A apuração começou em novembro de 2024, após um médico do Hospital da Universidade do Novo México acionar as autoridades. Os pais da criança procuraram o hospital após orientação de um escritório de advocacia, segundo a queixa.
A série The Cleaning Lady foi exibida por quatro temporadas na emissora Fox e chegou ao fim em 2025. A produção é da Warner Bros., que informou às autoridades ter conduzido uma investigação interna sobre as acusações, mas afirmou não ter conseguido corroborar os relatos.
Até a última atualização desta reportagem, o advogado e o agente de Timothy Busfield não haviam respondido aos pedidos de comentário. Busfield é casado com a atriz Melissa Gilbert; a assessoria de imprensa dela também não se manifestou.
Justiça americana encontra um milhão de documentos no caso Epstein

Fonte: G1 Entretenimento

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Guilherme Arantes completa 50 anos de carreira solo como um pai nem sempre compreendido do pop nacional


Guilherme Arantes lança o álbum ‘Interdimensional’ em 15 de janeiro e estreia em março a turnê ’50 anos luz’ para celebrar o cinquentenário da carreira solo
Reprodução / Facebook Guilherme Arantes
♫ ANÁLISE
♬ Em texto publicado em rede social, Guilherme Arantes questionou o fato de ter sido excluído nos anos 1980 e 1990 de nichos e veículos voltados para o universo do pop rock brasileiro. E se posicionou como tendo sido “praticamente o pai de todo o movimento”. A colocação parece pretensiosa, mas tem fundo de verdade.
O cantor, compositor e músico paulistano de fato vislumbrou em meados dos anos 1970 um novo começo de era que se iniciou concretamente em 1982. E esse movimento foi feito pelo artista há 50 anos, em 1976, quando Arantes iniciou carreira solo após sair do Moto Perpétuo, grupo de rock progressivo que fundara em 1973.
E o fato é que Guilherme Arantes completa 50 anos de carreira solo em 2026 como um pai nem sempre compreendido do pop nacional, com um olho no passado de glória (a ser celebrado no show “50 anos luz”, em turnê que percorrerá o Brasil a partir de março) e outro no futuro, representado por “Interdimensional”, o álbum de músicas inéditas que o cantor lançará na próxima sexta-feira, 15 de janeiro.
Sim, entre muito mais altos do que baixos, assim se passaram 50 anos. Foi em 1976 que o Brasil conheceu Guilherme Arantes a reboque de balada melancólica, “Meu mundo e nada mais”, que ele compusera em 1969, aos 16 anos, em momento de desencanto com o universo.
Contratado pela gravadora Som Livre, Arantes lançou o primeiro álbum solo em 1976 e teve a tristonha canção incluída na trilha sonora da versão original da novela “Anjo mau”, trama blockbuster exibida pela TV Globo às 19h de fevereiro a agosto daquele ano de 1976.
No embalo do sucesso da novela, a canção emplacou nas rádios e virou hit nacional. Nascia ali um popstar, um compositor capaz de criar o pop perfeito. Só que Arantes nunca se limitou a esse pop aliciante, mesmo nos tempos de popularidade massiva.
Quando veio o novo começo de era anunciado por Lulu Santos (outro hitmaker de alto quilate) e o rock deu uma blitz na MPB, para lembrar a frase lapidar de Gilberto Gil, Guilherme Arantes já não era a novidade, ainda que emplacasse um sucesso atrás do outro nas paradas radiofônicas desde 1981.
É curioso notar que Lobão, Lulu Santos e Ritchie também tinham começado a trajetória profissional nos anos 1970, mas foram absorvidos pelo mercado como nomes da geração 80. Como Arantes tinha feito muito sucesso como músicas como “Meu mundo e nada mais”, “Cuide-se bem” (1976), “Amanhã” (1977 – pérola de arranjo prog cuja luminosidade reverberou em 1978 na trilha sonora de outra novela blockbuster, “Dancin’ days”) e “Êxtase” (1979), o cantor entrou nos anos 1980 já como um integrante da geração passada, embora paradoxalmente tenha o nome frequentemente associado ao pop da década de 1980.
Talvez essa dicotomia explique, mas jamais justifique, a exclusão de Guilherme Arantes de festivais como “Rock in Rio” e “Hollywood Rock”, assim como o fato de ele nunca ter recebido um convite da MTV para se sentar no banquinho da então influente emissora musical para gravar álbum acústico, recurso que reabilitou cantores e grupos já em declínio no mercado. Outro fator determinante para o apagamento do artista nesses canais jovens e elitistas é que a música de Arantes também ecoava entre o chamado povão, aquele que assiste a programas de auditório por vezes populistas.
Como Arantes nunca fez parte de turmas e do hype dos anos 1980, a exclusão foi se ampliando a partir da década de 1990. Até porque o mercado mudou e o artista deixou de produzir hits em sequência. O último, “Sob o efeito de um olhar”, dominou as rádios ao longo de 1991. As modas e modismos da década de 1990 – marcada pela explosão da axé music, do pagode de grupos paulistas e de padres cantores, entre outros fenômenos midiáticos – fizeram com que a indústria fonográfica jogasse Arantes para escanteio.
Contudo, modas passam e obras ficam. E obras garantem shows lotados. Guilherme Arantes chega aos 50 anos de carreira solo com um cancioneiro que lhe garante três horas de show somente com sucessos. Poucos artistas no mundo conseguem essa proeza.
A obra do artista é monumental e foi construída entre o rock progressivo, o synth-pop e as canções apaixonadas compostas no e para piano, alinhando no cancioneiro sonoridades e referências que vão da música clássica ao som celta embutido na obra do cantor e compositor irlandês Gilbert O’ Sullivan – este, sim, mais influente na criação de Guilherme Arantes do que Elton John, a quem o artista foi frequentemente comparado quando virou uma das sensações musicais de 1976.
Além das músicas já supracitadas, merecem menções “Aprendendo a jogar” (1980), “Deixa chover” (1981), “Planeta água” (1981), “O melhor vai começar” (1982), “Lance legal” (1982), “Lindo balão azul” (1982), “Brincar de viver” (Guilherme Arantes e Jon Lucien, 1983), “Pedacinhos (Bye bye so long)” (1983), “Cheia de charme” (1985), “Coisas do Brasil” (Guilherme Arantes e Nelson Motta, 1986), “Loucas horas” (1986), “Um dia, um adeus” (1987), “Muito diferente” (1989) e “Raça de heróis” (1989) – todas lançadas ao longo dos anos 1980, década áurea do pop rock brasileiro.
Ou seja, Guilherme Arantes é, sim, um pai do pop nativo pela construção de obra que soube ir além da genial MPB dominante na década de 1970. E que venha um outro começo de era com a turnê “50 anos luz” e com “Interdimensional”, álbum que o artista, imodesto, já caracteriza como “histórico” com orgulho indisfarçável do disco que ampliará cancioneiro de grande magnitude.
Na mente presumivelmente fervilhante de Guilherme Arantes, o melhor ainda vai começar…

Fonte: G1 Entretenimento

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Há dez anos morria David Bowie, um enigma que redefiniu a cultura pop


O astro do rock David Bowie participa de uma coletiva de imprensa em Los Angeles, Califórnia, em 1990
Marilyn Weiss/AP Photo
“David Bowie morreu em paz, cercado por sua família, após uma corajosa batalha de 18 meses contra o câncer”, dizia a postagem na página oficial do astro pop britânico no Facebook, um dia após a morte dele, em 10 de janeiro de 2016.
Os fãs reagiram com perplexidade, incredulidade e condolências. A postagem pedia respeito à “privacidade da família durante seu período de luto”, não fornecendo mais detalhes. Além da esposa, a modelo Iman Mohamed Abdulmajid, o músico deixa dois filhos, Alexandria e Duncan Jones.
Homem de muitas faces
O primeiro grande sucesso do artista, nascido em 8 de janeiro de 1947 no bairro londrino de Brixton, foi “Space Oddity”, em 1969. Depois de cultivar a androginia no início da carreira, uma de suas marcas registradas era a capacidade de mudar frequentemente de aparência e de estilo musical.
Durante a era do glam rock, na primeira metade da década de 70, Bowie, cujo nome verdadeiro era David Jones, adotou como seu alter ego um astro de rock extraterrestre, o bissexual Ziggy Stardust. A sexualidade do próprio músico permaneceu tema de especulações, que variavam de gay e bissexual a “hétero enrustido”, nas diferentes fases de sua vida.
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De 1976 a 1978, ele viveu em Berlim. Nessa época de dificuldades pessoais e artísticas, em que lutava contra a dependência das drogas, Bowie produziu três álbuns. Uma das principais canções foi uma colaboração com Brian Eno, a icônica “Heroes”.
Os primeiros anos da década de 1980, marcados pelo hit Let’s dance e uma grande turnê pelos Estados Unidos, foram uma fase áurea para Bowie. Calcula-se que, ao longo de mais de meio século de trajetória, ele tenha superado os 140 milhões de discos vendidos em todo o mundo.
‘Isolamento, abandono, medo, ansiedade’
Criador polivalente e irrequieto, Bowie também foi produtor, arranjador e pintor. Como ator cinematográfico, o alienígena de “O homem que caiu do céu” (1976), o vampiro de “Fome de viver” (1983), o oficial britânico transgressor de “Furyo – Em nome da honra” (1983) ou o inventor Nikola Tesla em “O grande truque” (2006) contam entre suas atuações notáveis.
Depois de Ziggy, ele também assumiu as personalidades fictícias do Major Tom e The Thin White Duke. Apesar de suas permanentes metamorfoses, em 2002 o londrino comentava, em entrevista à agência Associated Press, que na verdade só teria “trabalhado com a mesma temática”, ao longo de toda a carreira.
“As calças podem mudar, mas as palavras e temas em si, sobre que decidi escrever, têm a ver com isolamento, abandono, medo e ansiedade – todos os pontos altos da vida de uma pessoa.”
Na ocasião, ele também revelou que não sentia ser um intérprete por natureza. No entanto: “O que me deixa mais orgulhoso é que não consigo deixar de notar que influenciei o vocabulário da música pop.”
Despedida futurista
O 25º e último disco de David Bowie em estúdio, “Blackstar”, foi lançado em 8 de janeiro de 2016 – seu 69º aniversário e apenas dois dias antes de sua morte. A capa traz apenas uma estrela negra sobre fundo branco.
Como era de se esperar, nele o músico inglês dá mais uma guinada estilística. O álbum anterior, “The Next Day”, de 2013, foi percebido pela crítica como uma retrospectiva de toda a sua obra. O single “Where are we now” (“Onde estamos agora”), em especial, refletia sobre o período berlinense.
Em “Blackstar”, em contrapartida, ouve-se uma música futurista que se recusa a se curvar às leis do pop comercial. O jazz está no centro desse novo som, associado a elementos eletrônicos, batidas hip hop e muitos outros componentes do cosmo musical. Em parte, as sete canções contidas evitam o clássico esquema “verso e refrão”, algumas são muito mais longas do que um típico número pop.
Exemplo disso é a faixa-título, lançada já em novembro 2015. Com mais de dez minutos de duração, ela é tudo, menos easy listening. Uma melodia monótona sobre harmonias inusitadas cria um ambiente sombrio, quase místico. A certa altura, o ciclo claustrofóbico é rompido por um liberador interlúdio– para retornar, ainda mais desolador e estranhado, minutos depois. Essa concepção ganha significação especial ao se considerar que, durante a produção de “Blackstar”, o artista se encontrava em meio à batalha contra o câncer.
Como o produtor Tony Visconti contou à revista Rolling Stone, inspirado pelo álbum jazzístico “To Pimp a Butterfly”, do rapper Kendrick Lamar, Bowie queria evitar, a todo custo, fazer um disco de rock. Então contatou o saxofonista Donny McCaslin, que influenciaria de forma definitiva a sonoridade do novo álbum. Um saxofone de plástico foi, aliás, o primeiro instrumento que o músico tocou, aos 13 anos de idade.
Fã tira fotos de flores em um mural em homenagem a Bowie em Brixton, Londres, no aniversário de 10 anos da morte do cantor
Isabel Infantes/Reuters
Quem era David Bowie?
Antes de ser acometido pelo câncer, Bowie apresentara outros problemas sérios de saúde. Ao que tudo indica, a vida excessiva de ídolo do rock, inclusive o abuso de drogas, começava a cobrar seus efeitos. Em 2004, ele sofreu um ataque cardíaco, tendo que ser submetido a uma cirurgia. A isso se atribuem, pelo menos em parte, os dez anos de silêncio fonográfico entre “Reality” e “The Next Day”.
Mesmo assim, ele nunca esteve ausente do imaginário pop universal. Seu nome “está consagrado na história da música pop, e ele está sempre presente, pois as bandas jovens citam ou se referem à sua música”, afirmou o teórico de música popular Christoph Jacke, ainda antes da morte do cantor e compositor.
“Quem era David Bowie?” é uma questão que seguirá ocupando os fãs e estudiosos da cultura pop. Segundo Jacke, Bowie habilmente evitou responder a essa pergunta, durante décadas. Certa vez ele afirmou que Ziggy Stardust, Major Tom e The Thin White Duke haviam preenchido sua finalidade e podiam agora se aposentar.
O especialista alemão concorda que o astro não mais precisava dessas máscaras: ele criara David Bowie, uma personagem artificial forte, que funcionava excepcionalmente bem, e atrás da qual ele podia se esconder. Desse modo, consagrou-se como ícone da cultura pop contemporânea. E qualquer definição de sua identidade nunca passará do instantâneo de um determinado momento.
Autor: Ruben Kalus , Kate Müser, Augusto Valente

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Euphoria’, ‘Heated Rivalry’, ‘Pablo & Luisão’ e mais: As séries que mais devem bombar em 2026


As séries que mais devem bombar em 2026
De franquias consagradas a apostas inéditas, 2026 promete ser um ano movimentado para quem ama séries. Entre despedidas aguardadas, novas temporadas e estreias que já chegam cercadas de expectativa, o calendário reúne produções com grande potencial de bombar nas redes.
Veja a seguir a lista das séries que mais devem ter destaque neste ano.
‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ – Estreia
Cena de ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’
Reprodução/YouTube
Com estreia em 18 de janeiro na HBO, a série “O Cavaleiro dos Sete Reinos” deve atrair os fãs de “Game of Thrones”, já que sua trama se passa no mesmo universo de “As Crônicas de Gelo e Fogo”.
A nova série, porém, tem uma pegada menos épica e sangrenta. Sua história se desenvolve a partir de uma amizade entre um cavaleiro e um escudeiro.
‘One Piece’ – 2ª temporada
Cena da 2ª temporada de ‘One Piece’
Reprodução/YouTube
A segunda temporada de “One Piece” chega em 10 de março, na Netflix. Agora, a série traz mais personagens do mangá que inspira o live-action, como Crocus (Clive Russell), Brogy (Brendan Murray) e Dorry (Werner Coetser).
Dessa vez, o bando do Chapéu de Palha sai em alto mar, em uma rota bastante perigosa, para novamente tentar encontrar o maior tesouro do mundo.
‘The Boys’ – 5ª temporada
Cena da 5ª temporada de ‘The Boys’
Divulgação
A quinta e última temporada de “The Boys” chega em 8 de abril, no Prime Video. Sátira política de super-heróis, a série entra em sua fase final em meio à ditadura do Capitão Pátria ( Antony Starr).
Dessa vez, o clima promete ser mais sombrio. O próprio criador da série já alertou que muitos personagens devem morrer ao longo dos episódios. Então, se prepare para grandes emoções.
‘Euphoria’ – 3ª temporada
Cena de ‘Euphoria’
Reprodução
Depois de quatro anos de espera, “Euphoria” também volta em abril, na HBO. Agora, os capítulos vão mostrar uma nova etapa na vida dos protagonistas. Os dilemas da geração Z continuam ali presentes, mas agora sob a perspectiva da vida adulta, com outros desejos, responsabilidades e conflitos.
Por exemplo, Rue (Zendaya) está na fronteira do México tentando se livrar de uma dívida de drogas, e Cassie (Sydney Sweeney) está totalmente viciada em redes sociais e com inveja da vida de seus ex-colegas do colégio.
‘Jogada de Risco’ – Estreia
Nova série do Globoplay, “Jogada de Risco” está prevista para este ano. Essa é a primeira série em que Cauã Reymond é não apenas como ator, mas também autor de uma produção.
A trama conta a história de Mauricio (Cauã Reymond), um ex-jogador de futebol que tenta se firmar como agente no milionário mercado da bola. Na nova trajetória, ele precisa lidar com o fracasso de sua antiga carreira e com a relação conturbada com o pai (Marcos Frota).
Cauã Reymond em ‘Jogada de Risco’, do Globoplay
Divulgação
‘Pablo & Luisão’ – 2ª temporada
O elenco da série ‘Pablo e Luisão’
Divulgação/Globoplay
A primeira temporada da divertida “Pablo & Luisão” foi um fenômeno em 2025. Agora, a série vai ganhar uma segunda temporada, e ela deve lançar neste ano no Globoplay.
Criada por Paulo Vieira, “Pablo & Luisão” resgata episódios reais da vida do comediante e transforma as memórias em comédia leve e afetiva. Ambientada em Palmas (TO), a trama gira em torno de dois personagens centrais: Luisão, pai de Paulo, e Pablo, o melhor amigo da família.
‘Cangaço Novo’ – 2ª temporada
Cena de ‘Cangaço Novo 2’
Reprodução/YouTube
Em abril, chega a segunda temporada de “Cangaço Novo”, do Prime Vídeo. Os novos episódios prometem maior tensão e mais cenas de ação.
Com um roteiro cheio de críticas sociais, a série é ambientada no sertão cearense a partir de uma trama que envolve o mundo do crime, rivalidades e conflitos familiares. Agora, a história ganha novos personagens, como o ex-militar Carioca (Xamã).
‘The Testaments’ – Estreia
Cena de ‘The Testaments’
Reprodução
Em abril, estreia “The Testaments” no Disney+. Baseada em um livro de Margaret Atwood, a série se desenvolve a partir de “O Conto da Aia” — outra série inspirada nas obras da canadense.
Dessa vez, a história traz novas personagens lutando contra distopias patriarcais. Na trama, acompanhamos três mulheres cujas trajetórias ajudam a revelar bastidores do regime fundamentalista da fictícia República de Gilead.
‘Heated Rivalry’ – Estreia
Hudson Williams e Connor Storrie na série ‘Heated Rivalry’
Divulgação
Antes de chegar ao Brasil, a série ganhou fãs brasileiros, após bombar nos Estados Unidos no finzinho de 2025. Mas a HBO já confirmou que a produção chegará ao Brasil em fevereiro.
“Heated Rivalry” é baseada no segundo livro da série “Game Changer”, da canadense Rachel Reid. A história gira entorno de um romance gay. De um lado da trama, há Shane Hollander (Hudson Williams), jogador que é revelação, tímido e disciplinado. Do outro, Ilya Rozanov (Connor Storrie), craque, bad boy, pegador e com pinta de vilão. Em público, eles trocam farpas. Entre quatro paredes, dividem camas de hotel.
‘Blade Runner 2099’ – Estreia
Sem data oficial anunciada, “Blade Runner 2099” chega neste ano no Prime Vídeo. A série expande o universo criado nos filmes de Ridley Scott e Denis Villeneuve e se passa décadas após “Blade Runner 2049”.
A série promete se aprofundar em dilemas éticos de um futuro ainda mais tecnológico e desigual, explorando temas como identidade, memória e controle social.
‘The Pitt’ – 2ª temporada
Cena da série ‘The Pitt’
Divulgação
Nesta quinta-feira (8), lançou a segunda temporada de “The Pitt”, na HBO. Vencedora do prêmio de melhor série de drama do Emmy 2025, a série ganha agora episódios que se passam durante o fim de semana de 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos.
“Como em qualquer feriado de 4 de julho, a gravidade dos casos [que chegam ao hospital] aumenta à medida que as pessoas ficam mais embriagadas, correm riscos maiores ou começam a lidar com mais fogos de artifício”, afirmou o ator Noah Wyle disse à Entertainment Weekly que
‘Wonder Man’
Cena de ‘Magnum’
Reprodução/YouTube
Nova série da Marvel, “Magnum” estreia no dia 27 de janeiro no Disney+. Na trama, Simon Williams (Yahya Abdul-Mateen II) é um aspirante a ator que tenta alavancar a carreira com a chance de atuar como o super-herói “Homem-Maravilha”. Enquanto isso, ele lida com seus próprios superpoderes.
A série mistura humor, ação e aventura, além de explorar bastidores da indústria cinematográfica.
‘Spider-Noir’ – Estreia
Cena de ‘Spider-Noir’
Divulgação
Com estreia neste ano no Prime Video, a série “Spider-Noir” deve atrair fãs de quadrinhos, super-heróis e, claro, “Homem-Aranha”. A trama se desenvolve a partir do personagem, mas aqui ele atua como detetive particular em meio a corrupção, violência e crime organizado.
Com clima sombrio, a história se passa na Nova York dos anos 1930. A filmagem tem uma estética noir, e o roteiro promete bastante suspense.
‘Treta’ – 2ª temporada
Cena da série ‘Treta’, da Netflix
Divulgação/Netflix
“Treta” volta dia 16 de abril, na Netflix. Dessa vez, a série tem outro enredo: um casal que trabalha em um campo de golfe e presencia uma briga entre seu chefe e a esposa dele. A partir disso, se iniciam jogos de favores e coerção em meio à bolha elitista dos personagens.
Em 2023, “Treta” foi uma das grandes vencedoras do Emmy.
‘Emergência 53’ – Estreia
Série ‘Emergência 53’, do Globoplay
Divulgação
“Emergência 53” explora dramas dos profissionais da saúde que estão na linha de frente de uma unidade especial do serviço móvel de urgência. A série estreia neste ano no Globoplay.
Entre os personagens, há Dona Laura (Fernanda Montenegro), uma senhora obcecada pela própria morte. Mas mesmo com a saúde debilitada, ela bebe e fuma cigarros — escondida de sua filha, com quem mora junto.

Fonte: G1 Entretenimento

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X, de Elon Musk, acusa grandes gravadoras de conspiração por cobrarem pelo uso de músicas


Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter
Dado Ruvic/Reuters
O X, rede social de Elon Musk, processou nesta sexta-feira (9) 18 grandes gravadoras e uma das principais associações do setor musical dos Estados Unidos.
A empresa acusa grupos como Universal e Warner de conspirarem para dificultar a concorrência e pressionar a plataforma a comprar licenças musicais por preços elevados.
A ação foi apresentada em um tribunal federal do Texas.
No processo, o X afirma que a National Music Publishers’ Association (NMPA), além de empresas como Sony Music, Universal Music e Warner Chappell, que representam mais de 90% das músicas protegidas por direitos autorais nos EUA, violaram a lei antitruste ao se recusarem a negociar acordos de licenciamento de forma individual com a rede social.
“Foi negada à X a possibilidade de adquirir uma licença de composição musical nos EUA de qualquer editora musical individual em termos competitivos”, diz o processo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
David Israelite, presidente e diretor-executivo da National Music Publishers’ Association, disse em um comunicado que a X é a única grande empresa de mídia social que não licencia as músicas em sua plataforma.
“Alegamos que a X está envolvida em violação de direitos autorais há anos, e seu processo sem mérito é um esforço de má-fé para desviar a atenção do direito legítimo das editoras e dos compositores de se defenderem contra o uso ilegal de suas músicas pela X”, disse Israelite.
A Sony Music se referiu à declaração da associação e não quis fazer mais comentários. Universal Music e Warner Chappell não responderam. Representantes da X não se manifestaram ao serem procurados pela Reuters.
O processo alega que as gravadorasuniram forças por meio da National Music Publishers’ Association para conspirar contra a X.
A X disse que as editoras inundaram a plataforma com avisos semanais de remoção, visando milhares de publicações contendo músicas protegidas por direitos autorais — incluindo conteúdo de contas populares — para pressionar a plataforma a aceitar termos de licenciamento em todo o setor.
A queixa diz que a X removeu milhares de publicações e suspendeu mais de 50 mil usuários, prejudicando sua base de usuários e sua receita de publicidade. A empresa pede ao tribunal que restabeleça as condições de concorrência no licenciamento de músicas e compense a X pela perda de receita publicitária.
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Fonte: G1 Entretenimento