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Will Smith é processado e acusado de assédio sexual por violinista


Will Smith no Grammy 2025
Jordan Strauss/Invision/AP
Um músico está processando Will Smith e uma empresa ligada ao ator por assédio sexual, demissão indevida e retaliação. O violinista profissional Brian King Joseph entrou com uma ação nesta terça-feira (30) em Los Angeles, contra Smith e sua empresa Treyball Studios Management, Inc.
Segundo a queixa, Smith teria “preparado e condicionado deliberadamente” Joseph para uma suposta exploração sexual após convidá-lo, em novembro de 2024, para integrar a turnê mundial “Based on a True Story: 2025”.
O processo descreve uma “série traumática de acontecimentos” em março de 2025, durante a turnê, quando Joseph afirma ter encontrado indícios de que alguém entrou em seu quarto de hotel em Las Vegas sem sinais de arrombamento.
Entre os elementos apontados como “ameaça sexual de violência” estariam um bilhete manuscrito com a frase “Brian, voltarei… só nós”, além de lenços umedecidos, uma garrafa de cerveja, um frasco de medicamento para HIV com o nome de outra pessoa e outros itens.
De acordo com a ação, Joseph disse ter temido que um indivíduo desconhecido retornasse ao quarto para forçá-lo a manter relações sexuais.
Ainda conforme o processo, após relatar o episódio à equipe de gerenciamento de Smith, Joseph teria sido repreendido por um integrante da produção da turnê e informado de que estava sendo demitido.
O violinista afirma que outra pessoa foi contratada para ocupar sua vaga e que o episódio lhe causou sofrimento emocional grave, prejuízo financeiro, danos à reputação e problemas de saúde mental, incluindo transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Fonte: G1 Entretenimento

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Centenário de Moacir Santos, em julho, pede celebração à altura do maestro, um mestre na fusão singular de ritmos


Moacir Santos (1926 – 2006) faria 100 anos em 26 de julho
Guto Costa / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ São bem poucos os centenários de ícones da música brasileira em 2026. Contudo, um já se impõe soberano no calendário de efemérides da música brasileira neste ano novo.
Criador de “Coisas”, fundamental e renovador álbum de 1965, o compositor, multi-instrumentista, arranjador e maestro Moacir Santos (26 de julho de 1926 – 6 de agosto de 2006), falecido há duas décadas em Los Angeles (EUA), aos 80 anos, merece todas as honrarias pelo centenário de nascimento.
Louvado entre os instrumentistas, Santos tem sido celebrado em nichos da música instrumental, mas fica a sensação de que o Brasil ainda desconhece o artista pernambucano e a importância da obra que legou ao país. E a pergunta que se faz neste momento em que se aproxima o centenário do artista é somente uma: o Brasil irá honrar Moacir Santos na medida da relevância do maestro para a música brasileira? Tomara que sim, mas é provável que não.
“A benção, Moacir Santos, tu que não és um só, és tantos”, saudou Vinicius de Moraes (1913 – 1980) em verso do “Samba da benção” (1966). No verso, o poeta alude ao fato de Moacir Santos ter sido um mestre na fusão de ritmos, indo do folclore ao jazz em rota em que a música popular tangenciou muitas vezes a música erudita.
Isso era muito natural para quem se criou musicalmente com os sons das orquestras e bandas das cidades do Nordeste do Brasil. Iniciada entre Pernambuco e Paraíba, a rota de Santos desaguou em 1948 na cidade do Rio de Janeiro (RJ), epicentro cultural do Brasil.
Foi no Rio que, trabalhando como saxofonista e arranjador da dominante Rádio Nacional ao longo dos anos 1950, que o maestro burila o som miscigenado que, anos depois, iria sinterizar no supracitado álbum “Coisas”, calcado nas matrizes rítmicas africanas.
Aluno de mestres da música erudita brasileira como Hans-Joachim Koellreuter (1915 –2005) e Cesar Guerra-Peixe (1914 –1993), mas também professor de músicos do naipe de Baden Powell (1937 – 2000) e João Donato (1934 – 2023), Moacir Santos deixou música ancorada no universo afro-brasileiro.
A África foi a base, um norte do qual o multi-instrumentista jamais se afastou, mas o Brasil sustentou uma ponte rítmica inovadora, alicerçada com baião, maracatu e samba, entre outros gêneros musicais nativos. Tudo costurado pela liberdade do jazz, música sem fronteiras, e amalgamado com um requinte e um rigor eruditos, fruto da formação do artista, vocacionado para criar arranjos para orquestras e big bands.
Como o Brasil pareceu ter se tornado pequeno para a grandiosidade da obra de Santos nos anos 1960, década de polarizações extremadas entre a música nacional de raiz e a música eletrificada com guitarras, o artista voou em 1967 para os Estados Unidos.
Lá, Moacir Santos compôs trilhas para filmes, atividade que já exercera no Brasil entre 1964 e 1965. Os jazzistas norte-americanos souberam dar o devido valor ao ouro negro lapidado por Moacir Santos.
No Brasil, a iniciativa mais importante para reverenciar Moacir Santos foi de Mario Adnet e Zé Nogueira (1955 – 2024), produtores do álbum “Ouro negro”, gravado com o maestro ainda vivo e atuante. Neste disco de 2001, o cancioneiro de Moacir Santos foi expandido com a criação de letras, escritas por Nei Lopes, para alguns temas do maestro.
Lançado há 25 anos, o álbum “Ouro negro” é um exemplo de como o Brasil pode reavivar a memória e o legado de Moacir José dos Santos, grande (e já quase centenário) nome da música brasileira. Basta querer.

Fonte: G1 Entretenimento

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MTV encerra canais dedicados a videoclipes


‘Thriller’, de Michael Jackson, se tornou um dos videoclipes mais icônicos da história da música
Reprodução
Com o fim de 2025, a MTV encerrou, nesta quarta (31), os canais dedicados à exibição de videoclipes 24 horas. Além do Brasil, os canais MTV Music, MTV 80s, MTV 90s, Club MTV e MTV Live deixaram de ser transmitidos nos Estados Unidos, Irlanda, França, Alemanha, Áustria, Polônia, Hungria e Austrália.
De acordo com o Deadline, o último vídeo exibido no canal americano foi o mesmo que o inaugurou: “Video Killed the Radio Star”, do The Buggles.
As mudanças não afetam o canal MTV original, que segue no ar.
Segundo a revista “Rolling Stone”, nem a MTV nem sua controladora, a Paramount, explicaram os motivos para o encerramento de vários de seus canais voltados à programação musical.
O videoclipe morreu? Entenda por que artistas não investem mais milhões em clipes

Fonte: G1 Entretenimento

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BTS anuncia retorno com álbum em março e turnê mundial


BTS de volta? Cantores são liberados do Exército e fãs estão ansiosos com retorno do grupo
Após um hiato para cumprir o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul, o BTS retornará com um novo álbum em 20 de março e uma turnê mundial.
A informação foi anunciada nesta quinta-feira (1°) pela Big Hit Music, agência do grupo. O lançamento será o primeiro desde “Proof”, álbum de 2022 que se tornou o mais vendido do país naquele ano.
“Estou esperando por isso com mais expectativas que ninguém”, escreveu o líder do grupo, RM, em carta manuscrita aos membros do fã-clube oficial.
O grupo estava em um hiato desde 2022, quando Jin foi o primeiro a se alistar no serviço militar, obrigatório para todos os homens com menos de 30 anos na Coreia do Sul.
Todos os integrantes foram dispensados em 2025, sendo o último o rapper Suga, que concluiu seu o serviço em 21 de junho do último ano.
BTS no Grammy 2022
Amy Sussman / Getty Images via AFP

Fonte: G1 Entretenimento

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João Bosco arquiteta revisão da obra autoral, ao lado de convidados, para celebrar os 80 anos que fará em julho


João Bosco
Victor Correa / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ 2026 desponta no horizonte de João Bosco com projeto inédito na carreira fonográfica iniciada pelo artista em 1972. Para celebrar os 80 anos que completará em 13 de julho, o cantor, compositor e violonista prepara uma revisão do cancioneiro autoral ao lado de convidados. Será o primeiro álbum de duetos da discografia de Bosco.
O título provisório é “João Bosco 80 – Amigos novos e antigos” e alude ao fato de a gravação juntar o artista com nomes de diversas gerações da música brasileira, inclusive da atual. Cabe lembrar que “Amigos novos e antigos” é o nome da música da parceria de João Bosco com Aldir Blanc (1946 – 2020), lançada em 1974 na voz da cantora Maria Alcina.
Como 2026 também marca o 80º aniversário de Aldir, nascido em 2 de setembro de 1946, o projeto de Bosco com convidados – por si só relevante pelo ineditismo na trajetória do artista mineiro – adquire importância adicional no universo da música brasileira.

Fonte: G1 Entretenimento

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Perspectiva 2026 – Álbuns de Anitta, Black Pantera, Caetano Veloso e Zélia Duncan estão na pauta do ano novo


Anitta, Black Pantera, Caetano Veloso e Zélia Duncan arquitetam álbuns com repertório inédito para 2026
Reprodução X Anitta / Marcos Hermes / Fernando Young / Reprodução Facebook Zélia Duncan / Montagem g1
♫ PERSPECTIVA 2026
♬ Qualquer exercício de futurologia em relação aos caminhos da música brasileira em 2026 corre sério risco de se tornar risível ao fim do ano que hoje se inicia. Críticos e colunistas musicais quase nunca acertam quando apontam tendências e tentam adivinhar quem serão os artistas projetados ao longo do ano novo.
Por isso, o Blog do Mauro Ferreira prefere se ater aos fatos neste texto que esboça uma perspectiva para a música brasileira em 2026. E o fato é que o ano novo começa com promessas de álbuns com repertórios inéditos de Anitta, Black Pantera, Caetano Veloso e Zélia Duncan.
Após controverso EP carnavalesco moldado para o verão de 2026, Anitta prepara álbum em que o reggaeton será ritmo recorrente, mas não dominará inteiramente o repertório, como era desejo dos diretores da gravadora da artista. Anitta quer se permitir fazer sons diferentes, experimentais. Talvez porque, no íntimo, já tenha entendido que alcançou o máximo que podia ter obtido no mercado internacional – e cabe ressaltar que a girl from Rio conquistou muito além das fronteiras do Brasil.
No reino da MPB, a boa nova é a perspectiva de um álbum de inéditas de Caetano Veloso. Seria o primeiro disco do cantor no gênero desde o vigoroso “Meu coco”, de 2021. Empresária e esposa do artista, Paula Lavigne já declarou que Caetano está compondo e que pretende entrar em estúdio.
Já Ivan Lins apronta álbum em que regrava os sambas do cancioneiro autoral (com direito a um samba inédito, “Maravilhado”) ao lado de bambas como Diogo Nogueira, Péricles, Xande de Pilares e Zeca Pagodinho. O compositor traz o samba dele para a roda dos pagodes. Um álbum com músicas inéditas, gestado desde o ano passado, também está nos planos de Ivan.
Zélia Duncan também entrou em estúdio em 2025. A cantora e compositora dá forma a álbum autoral. Será o primeiro em cinco anos, já que o último, “Pelespírito”, foi lançado em 2021.
Na seara do rock pesado, o trio ativista Black Pantera finaliza o quinto álbum de estúdio no rastro dos sucessos dos álbuns “Ascensão” (2022) e “Perpétuo” (2024), mas, antes, o grupo deverá lançar o registro audiovisual do show gravado ao vivo em novembro no Circo Voador, palco efervescente do Rio de Janeiro (RJ).
No terreirão do samba, Teresa Cristina obteve patrocínio para enfim gravar o álbum autoral com músicas inéditas que acalenta há mais de dez anos.
Também estão previstos os lançamentos de álbuns de Alaíde Costa (o terceiro da trilogia idealizada por Emicida e Marcus Preto) e dos atores Fitti (um tributo a Ney Matogrosso) e Gabriel Leone, que se lança oficialmente como cantor em álbum já pronto e programado para ser editado depois do Carnaval.
Djavan volta à cena em 2026 com turnê em que festeja 50 anos de sucesso em show com roteiro calcado em hits
Mar + Vin / Divulgação
No disputado território dos shows, 2026 deverá manter muitos artistas nas rotas das turnês moldadas para arenas e estádios, tal como aconteceu nos últimos dois anos. No panteão da MPB, Djavan sairá em turnê pelo Brasil para celebrar 50 anos de sucesso, tomando como ponto de partida o lançamento do primeiro álbum em 1976.
Alceu Valença festeja oito décadas de vida com a turnê “80 girassóis”. Vozes do pagode, Ferrugem e Péricles se unem em turnê inédita. Diogo Nogueira estreará em março a turnê “Infinito samba” com banda, orquestra e bailarinos. Já Liniker vai extrair todo o suco possível do disco e show “Caju” na parte final da turnê, com apresentações remodeladas para arenas e estádios, enquanto o Barão Vermelho tentará fisgar o público com show em que Roberto Frejat reassume os vocais.
Efemérides associadas a álbuns emblemáticos também movimentarão o ano. A banda Titãs (atualmente reduzida a um trio) se escora em show calcado nos 40 anos do álbum “Cabeça dinossauro” (1986). Chico César celebrará no palco os 30 anos do disco “Cuscuz clã” (1996¨).
Já os 50 anos de “África Brasil” (1976), um dos álbuns mais influentes de Jorge Ben Jor, certamente serão festejados com devoção. O primeiro tributo acontece no Carnaval carioca com o desfile do bloco Estratégia, em 7 de fevereiro, tendo como tema o cinquentenário do disco.
Ainda na seara dos tributos, os 80 anos de ícones da MPB como Maria Bethânia, João Bosco, Aldir Blanc (1946 – 2020), Beth Carvalho (1946 – 2019) e Emilio Santiago (1946 –2013) certamente motivarão homenagens, alguma forçosamente póstumas.
Enfim, com um pé no passado e o outro no futuro, 2026 entra em cena com promessa de muita música brasileira na pauta do ano novo.

Fonte: G1 Entretenimento

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2025 foi o ano de Pernambuco?


Cantor João Gomes (à dir.) e filme O agente secreto (à esq.) levaram Pernambuco para o mundo em 2025.
BBC
O Recife dos anos 1970 voltou aos cinemas em 2025 com O Agente Secreto, um dos filmes brasileiros pré-selecionados para concorrer ao Oscar 2026.
No ano que termina, o recifense Kleber Mendonça Filho, diretor do filme, também conquistou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes, na França.
Foi também em 2025 que a voz e o sotaque pernambucano de João Gomes triunfaram em Las Vegas, cidade americana onde o cantor recebeu, ao lado dos músicos Mestrinho e Jotapê, o Grammy Latino de melhor álbum de música de raízes em língua portuguesa (Dominguinho).
Jovem de 23 anos nascido em Serrita (PE), Gomes arrebatou ainda cinco categorias do Prêmio Multishow 2025 e encerrou o ano dividindo o palco com Roberto Carlos no especial de final de ano da TV Globo.
A galeria de conquistas pernambucanas não estaria completa sem Jhon Xavier, que em 2025 se tornou o primeiro brasileiro a conquistar medalha em um Mundial de Base no pentatlo moderno e foi reconhecido como melhor da modalidade no Prêmio Brasil Olímpico 2025, conferido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Embora entrevistados pela BBC News Brasil digam que a influência de Pernambuco não vem de hoje, eles reconhecem que 2025 foi uma ótima “safra” para o Estado.
Afinal, o que é que Pernambuco tem?
Jotapê, João Gomes e Mestrinho conquistaram o Grammy Latino de melhor álbum de música de raízes em língua portuguesa
Getty Images/BBC
Janela para a Europa e para o mundo
Vistas à luz da história pernambucana, essas realizações podem parecer modestas.
O Leão do Norte — apelido de Pernambuco — foi uma das regiões mais ricas do mundo nos séculos 16 e 17, rivalizando com colônias inteiras do Caribe na produção açucareira.
O Estado é berço de luminares como o poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999), a escritora Clarice Lispector (1920-1977) e o músico Luiz Gonzaga (1912-1989).
Durval Muniz de Albuquerque, professor visitante de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no Campus de Caicó, destaca a importância histórica da capital pernambucana, Recife — uma cidade portuária.
“É uma grande metrópole brasileira desde o começo do século 20. Sempre foi um grande centro cultural”, afirma o historiador paraibano, autor de A invenção do Nordeste e outras artes (Cortez/Massangana, 1999).
“É o porto [brasileiro] mais próximo da Europa em relação a Rio de Janeiro e São Paulo. É onde chegam todas as grandes novidades europeias, as companhias teatrais e de ballet.”
Além disso, ele destaca que Recife foi um dos pontos de entrada de escravizados africanos no Brasil — a cidade tinha em 2022 mais de 60% de pretos e pardos em sua população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — e destino de migrantes de origens variadas, especialmente do campo.
Recife foi também base para a elaboração de uma imagem do Nordeste marcada pela idealização da cultura açucareira e pela estigmatização do sertão semiárido como uma região marcada por atrasos, acrescenta Albuquerque.
Contribuíram para a construção dessa visão intelectuais como Gilberto Freyre (1900-1987) e os paraibanos radicados no Recife José Lins do Rego (1901-1957) e Ariano Suassuna (1927-2014).
O diretor Kleber Mendonça Filho conduz passeio guiado por locais retratados em O agente secreto
Nicole Rodrigues/Divulgação
Para além desse imaginário, a cidade gerou muitas outras novidades culturais.
Albuquerque cita o frevo do início do século 20 (“música completamente urbana e negra”), o Manifesto Tropicalista de 1968 (“o primeiro manifesto tropicalista do Brasil”) e os movimentos musicais batizados de mangue beat e psicodelia nordestina.
“Recife teve a Rozenblit, fábrica de discos que, durante quatro décadas, manteve uma produção fonográfica tão importante quanto a Copacabana, do Rio de Janeiro, e trouxe para o mercado gravações de frevo, maracatu e caboclinhos”, afirma o historiador, falando à BBC News Brasil por telefone, de Caicó (RN).
“O que está acontecendo agora é que esse grande caldeirão cultural que sempre foi Recife está produzindo mais uma grande safra de criações invejáveis.”
Há quatro anos à frente do projeto “Os Nordestinos pelo Mundo”, que inclui um podcast e perfis em redes sociais, o comunicador Leo Paiva diz que a nova safra da cultura pernambucana é resultado de um cultivo meticuloso.
“O pernambucano ama a sua própria cultura e tem um prazer imenso em valorizar os seus. Isso é uma escola, é uma aula sobre como amar a própria cultura é importante”, afirma o cearense, falando à BBC News Brasil por telefone de Fortaleza.
Agora, o Estado se prepara para mais um de seus grandes momentos, o Carnaval com seus frevos e o maracatu.
Em 2025, a festa atraiu mais de 2,3 milhões de turistas para Pernambuco, especialmente em Recife e Olinda, de acordo com dados do Ministério do Turismo.
É um período importante para a economia local — que, aliás, é uma das maiores do Nordeste, com Produto Interno Bruto (PIB) atrás apenas da Bahia, segundo dados publicados recentemente pelo IBGE, referentes a 2023.
No Brasil, foi o Estado com 11º maior PIB naquele ano.
No terceiro trimestre de 2025, o PIB de Pernambuco cresceu 2% na comparação com o mesmo período de 2024 — acima da média nacional (1,8%), de acordo com dados preliminares do Instituto de Gestão Pública de Pernambuco (IGPE).
O crescimento no trimestre foi puxado principalmente pela indústria, com destaque para a indústria da transformação (que altera uma matéria-prima até torná-la um bem intermediário ou final) — no Estado representada pela Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e pela produção de automóveis e bebidas, entre outros itens.
Mas o Estado segue lutando contra antigas mazelas como o alto desemprego — no primeiro e segundo trimestre desse ano, teve a maior taxa de desocupação do Brasil, de acordo com os dados mais atualizados divulgados pelo IBGE.
Foi também o quarto Estado brasileiro com a maior taxa de mortes violentas intencionais (36,2 por 100 mil), atrás apenas de Amapá (45,1 por 100 mil), Bahia (40,6 por 100 mil) e Ceará (37,5 por 100 mil), segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 (com dados referentes a 2024).
Novas versões pernambucanas
O diretor Kleber Mendonça Filho (E) e o comunicador Leo Paiva, host do podcast ‘Os nordestinos pelo mundo’
Reprodução
No início de dezembro, a multicampeã do skate Rayssa Leal revelou que estava ouvindo Arriadim por tu, de João Gomes, ao vencer pela quarta vez consecutiva a competição Street League Skateboarding (SLS) Super Crown.
Na antevéspera de Natal, foi a vez de Roberto Carlos declarar sua admiração pelo cantor, um dos convidados de seu especial na TV Globo.
Um dia antes de dividir o palco com o Rei, João Gomes revelou no programa Roda Viva, da TV Cultura, que não queria fazer de 2025 um “ano pacato”.
“Eu queria estar num ritmo acelerado, assim como a cidade [Recife] em que eu estava morando”, afirmou o jovem artista.
Para Durval Muniz de Albuquerque, que se diz “particularmente fascinado” pelo fenômeno João Gomes, o cantor deu “novos sentidos” a símbolos do Nordeste.
“Ele [João Gomes] pega o chapéu de couro e transforma-o em um boné todo estilizado. A roupa que ele estava usando no Grammy, toda feita de renda, era um terno totalmente estilizado, chique, que poderia estar em qualquer passarela do mundo”, analisa o historiador.
Embora sua trama seja ambientada no passado, O Agente Secreto inova ao retratar a repressão fora do eixo Rio-São Paulo, cenário recorrente de filmes sobre a ditadura militar (1964-1985).
Com meticulosa reconstituição de época, o longa de Kleber Mendonça Filho encara a metrópole de forma nostálgica, mas não idealizada.
A violência que perpassa a história de Pernambuco e do país está presente desde a primeira sequência de O agente secreto.
“Muita gente esquece que Recife foi uma das cidades em que a repressão política foi mais intensa no pós-1964”, afirma Albuquerque.
O Agente Secreto foi pré-selecionado para as categorias de “Melhor Filme Internacional” e “Melhor Direção de Elenco” do Oscar 2026, cujos concorrentes definitivos serão divulgados em 22 de janeiro.
Além disso, o filme já está concorrendo ao Globo de Ouro 2026 — é a primeira vez que um filme brasileiro tem três indicações ao prêmio.
Para os conterrâneos de Kleber Mendonça Filho, a experiência de ver o próprio entorno reconstruído na tela grande invoca um sentimento mais afetivo: o de pertencimento.
“Ser pernambucano está na moda, e acho que a gente está surfando bem essa onda”, brinca a criadora de conteúdo Amanda Menelau, pernambucana de 39 anos.
Em maio de 2024, um vídeo produzido por Amanda, sobre as peculiaridades do plural no português de Recife, viralizou.
Desde então, ela produziu dezenas de vídeos explicando, de forma bem-humorada, particularidades da cultura e do vocabulário pernambucano,
Definindo-se como “a menina dazaula e durvídio”, Amanda tem mais de 60 mil seguidores no Instagram.
Para o cientista político Túlio Barreto Velho, diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundação Joaquim Nabuco, sediada em Recife, as redes sociais propiciam a circulação do que é produzido fora do eixo Sudeste-Sul.
“Se a pessoa for sabida e esperta poderá aproveitar esse acesso praticamente ilimitado às manifestações artísticas e culturais que as tecnologias e redes sociais hoje permitem”, afirma.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘A Empregada’ traz suspense fora do tom que diverte pelos motivos errados; g1 já viu


Depois de um ano marcado por uma sequência de fracassos de crítica e bilheteria, especialmente após estrelar um polêmico comercial de jeans, Sydney Sweeney deve estar bastante aliviada com “A Empregada”. O filme estreia nos cinemas brasileiros oficialmente nesta quinta-feira, 1 de janeiro.
O longa, que adapta um livro sucesso de vendas em várias partes do mundo, foi bem recebido quando lançado nos Estados Unidos na segunda metade de dezembro e deve acabar com a maré de azar da atriz americana. Mas, mesmo com essa boa recepção, “A Empregada” não consegue ser um bom filme de suspense devido a alguns erros e exageros que chegam a causar risos quando deveria provocar tensão no público.
Na trama, Sweeney interpreta Millie Calloway, uma jovem de passado problemático, que busca uma chance para conseguir ter uma vida melhor. Ao ser aceita para trabalhar como empregada doméstica de uma família rica de Long Island, ela acredita que as coisas vão melhorar para o seu lado.
Assista ao trailer do filme “A Empregada”
Mas, aos poucos, as estranhas atitudes de sua patroa, Nina Winchester (Amanda Seyfried), sempre acobertadas pelo marido, Andrew (Brandon Sklenar, de “É Assim Que Acaba”), testam a sua paciência e resistência, pois sabe que precisa do emprego para atingir os seus objetivos. Logo, Millie começa a perceber que seus patrões guardam estranhos segredos que podem lhe causar graves problemas e se vê num jogo de gato e rato, onde vai precisar ser mais esperta do que os Winchesters para sobreviver.
Morando com o perigo
Baseado no livro de Freida McFadden (ela atua como produtora executiva no filme), “A Empregada” até conta com boas situações que intrigam o espectador pelos caminhos inusitados que levam a história. Em alguns momentos, fica difícil prever o que acontece em seguida pelas formas que os personagens se comportam, o que deixa tudo bem intrigante.
Só que isso ocorre mais na primeira metade da trama, porque à medida que ela avança, fica um pouco previsível como vai ocorrer a grande reviravolta que mexe de forma brusca com os protagonistas. Mesmo quem não leu o livro vai rapidamente perceber as “surpresas” que vão surgir, deixando tudo anticlimático e até mesmo previsível.
Mille (Sydney Sweeney) desconfia de que algo está muito errado com seus patrões em “A Empregada”
Divulgação
A principal causa disso é a direção acima do tom do cineasta Paul Feig, que ficou famoso por comandar a comédia “Missão Madrinha de Casamento” e a versão feminina de “Caça-Fantasmas” (2016). Feig parece não se incomodar em deixar várias cenas histéricas demais, a ponto de deixá-las tragicômicas ao invés de torná-las tensas de verdade, o que esvazia o suspense.
Isso dá a entender que o objetivo é enfatizar o choque pelo choque, ao invés de trabalhar melhor a tensão que surge entre os personagens da trama. Por causa disso, é possível rir do que acontece na história ao invés de despertar curiosidade para saber como tudo vai se resolver.
O curioso é que Feig parecia ser o diretor ideal para levar “A Empregada” para a telona, porque tinha feito um ótimo trabalho ao adaptar o livro “Um Pequeno Favor” para o cinema em 2018, com Anna Kendrick e Blake Lively, e a sua sequência “Outro Pequeno Favor” em 2025. Nesses dois filmes, ele conseguia manter o público atento a tudo o que acontecia, sem sentir tédio no processo. Mas, em “A Empregada”, o ritmo irregular, especialmente na passagem do primeiro para o segundo ato, e o constrangimento de alguns momentos, como em sequências que deveriam ser picantes, mas são bem insípidas, põem tudo a perder, infelizmente.
Andrew (Brandon Sklenar) apoia a esposa Nina (Amanda Seyfried) numa cena de ‘A Empregada’
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Mas o diretor não é o único culpado pelo resultado irregular de “A Empregada”. O roteiro assinado por Rebecca Sonnenshine, que escreveu mais para séries de TV como “The Boys” e “Diário de um Vampiro”, também não ajuda muito ao criar diálogos surreais e situações nada convincentes. Um exemplo disso, sem dar spoilers, tem a ver com uma coleção de pratos. Quem assistir ao filme vai ver o quanto essa questão, por mais que esteja no livro, não funciona quando adaptada para o cinema.
Além disso, Sonnenshine não constrói bem alguns personagens, como a filha de Nina (Seyfried), que ora antipatiza com a protagonista vivida por Sweeney, ora parece gostar dela de uma hora para outra. Mas o pior mesmo fica para o jardineiro Enzo, interpretado por Michele Morrone (da franquia “365 dias”), que deveria ser um cara misterioso, mas que só é tedioso mesmo por não ser tão bem desenvolvido.
Mulheres de fases e o bibelô
O que torna “A Empregada”, no entanto, um bom passatempo apesar de suas falhas, são as boas atuações de suas protagonistas. Embora Sydney Sweeney já tenha realizado trabalhos mais interessantes em outros papéis, ela nunca deixa Millie ser desinteressante. Com um tom que vai ficando cada vez mais irônico, especialmente a partir da segunda metade da trama, a atriz faz com que sua mocinha tenha mais camadas do que geralmente se vê em personagens desse tipo. Com um roteiro melhor, ela ainda teria obtido um resultado mais interessante.
Nina (Amanda Seyfried) encara Mille (Sydney Sweeney) numa cena de ‘A Empregada’
Divulgação
Mas quem realmente rouba o filme para si é mesmo Amanda Seyfried. A atriz de filmes como “Mamma Mia”, “Garota Infernal” e “Os Miseráveis” convence como a instável Nina, que surge inicialmente como uma mulher dócil e gentil para, logo em seguida, ser capaz de fazer escândalos e cometer atos cruéis sem nenhum pudor. A forma como Seyfried muda de uma persona para outra impressiona e é responsável por tornar algumas sequências (em especial da primeira parte) bem interessantes.
Já Brandon Sklenar fica bem aquém de Sweeney e Seyfried em termos de atuação porque sua interpretação nunca sai do superficial. Ele parece estar em cena apenas para evidenciar seus atributos físicos e nunca parece ser uma pessoa de verdade. Nem mesmo quando é revelada a grande reviravolta da trama, quando deveria ter um peso mais dramático para ele. Mas, pelo menos, ele não está tão inexpressivo quanto o já citado Michele Morrone, o que já é um mérito. Fechando o elenco principal, Elizabeth Perkins, de “Quero Ser Grande” e “Os Flintstones – O Filme”, não sai muito da caricatura como a Sra. Winchester, a controladora mãe do personagem de Sklenar.
Do jeito que ficou, “A Empregada” deve agradar ao público que procura diversão num suspense que parece não ter vergonha de ser caricato em alguns momentos. Não deve ficar na memória de muita gente quando terminar a sessão de cinema. Mas pode gerar o entretenimento necessário para que os outros livros de Freida McFadden com a mesma protagonista sejam adaptados para o cinema em pouco tempo. Para a alegria de Sydney Sweeney.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Tubarões’, de Diego e Victor Hugo, é a música mais tocada nas rádios do Brasil em 2025


Os 10 hits que marcaram 2025
“Tubarões”, música de Diego e Victor Hugo, é a faixa mais tocadas nas rádios do Brasil em 2025. Os dados são das empresas de monitoramento Crowley e Connectmix.
Lançada em fevereiro de 2025, a música integra o álbum da dupla “Ao Vivo Em Uberlândia Vol. 01”.
A faixa é uma entre as várias sertanejas que dominam o ranking neste ano. Segundo dados da Crowley, o TOP 10 é composto em sua totalidade pelo ritmo.
Já de acordo com os dados da Connectmix, o pagode “P do Pecado”, do Menos é Mais com Simone Mendes, conseguiu um espaço entre as 10 mais tocadas e ficou na quinta posição, seguida de “Die With a Smile”, de Bruno Mars e Lady Gaga.
Dupla Diego e Victor Hugo
Divulgação
Em 2025, “P do Pecado” bateu o recorde de música que ficou por mais tempo em 1º no Spotify, permanecendo por 15 semanas no topo do ranking da plataforma digital.
A Crowley é a empresa de monitoramento de rádio mais tradicional do mercado brasileiro, com atividade desde 1997. A Connectmix divulga desde o final de 2014 os seus rankings de rádios, com foco no monitoramento em tempo real da execução das faixas.
Veja como ficou o TOP10 das músicas mais tocadas nas rádios em 2025 segundo as empresas de monitoramento Crowley e Connectmix:
CROWLEY:
“Tubarões” – Diego e Victor Hugo
“Me libertando” – Elis Justi
“Opa Cadê Eu” – Clayton e Romário
“Me Ama ou Me Larga” – Simone Mendes
“Arruma Um Bão” – Israel e Rodolffo
“Sonho de todo casal” – Marcos e Belutti
“Ai Que Vontade” – Bruno e Marrone
“Mudou o Texto” – Danilo e Davi
“Mentirosa” – Hugo e Guilherme feat Wesley Safadão
“Olha onde eu tô” – Ana Castela
CONNECTMIX:
“Tubarões” – Diego e Victor Hugo
“Me Ama ou Me Larga” – Simone Mendes
“Arruma Um Bão” – Israel e Rodolffo
“Vai Lá” – Maiara e Maraisa
“P do Pecado” – Grupo Menos é Mais Ft. Simone Mendes
“Die With a Smile” – Bruno Mars e Lady Gaga
“Última Saudade” – Henrique e Juliano
“Opa Cadê Eu” – Clayton e Romário
“Clone” – Luan Santana
“Aí Que Vontade” – Bruno e Marrone
Esposa de Diego, da dupla com Victor Hugo, é agredida na saída de sua loja em Uberlândia

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Ex-jogador Roberto Carlos passa por cirurgia no coração durante férias no Brasil, diz jornal


Roberto Carlos é embaixador do Real Madrid
Reuters
O ex-jogador Roberto Carlos, ídolo do Real Madrid, passou por uma cirurgia no coração enquanto estava de férias no Brasil. A informação foi divulgada pelo jornal espanhol AS.
“Agora estou bem e sendo muito monitorado”, disse Roberto Carlos ao periódico.
Segundo o jornal, o ex-lateral procurou atendimento médico no Brasil para realizar exames. Durante a avaliação, os médicos identificaram a necessidade de uma cirurgia para a colocação de um cateter no coração.
A intervenção, que deveria durar cerca de 40 minutos, se estendeu por quase três horas devido a um problema ocorrido durante o procedimento. Apesar disso, a cirurgia foi concluída com sucesso.
Ainda de acordo com o AS, Roberto Carlos está fora de perigo, mas segue em observação médica.

Fonte: G1 Entretenimento