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‘O agente secreto’, ‘Guerreiras do K-Pop’, ‘Uma batalha após a outra’… Os 10 filmes que marcaram 2025


Os 10 filmes que marcaram 2025
Apesar de um ano fraco no geral, 2025 teve como destaque grandes sucessos infantis, histórias sobre governos autoritários e por um novo fenômeno brasileiro. A lista de filmes que marcaram o ano conta com tudo isso e um pouco mais — desde que tenha estreado no país desde janeiro.
As 10 séries que marcaram 2025
As 10 músicas que marcaram 2025
Veja abaixo:
10) Conclave
Ralph Fiennes interpreta o cardeal Lawrence no filme ‘Conclave’
Divulgação
Apesar de ter concorrido ao Oscar 2025, “Conclave” estreou no Brasil só em janeiro, e deu o que falar com sua mistura de drama e mistério ao mostrar os bastidores da escolha do novo papa.
Vencedor na categoria de melhor roteiro adaptado, o filme ainda tem ótimo elenco, liderado por Ralph Fiennes. Leia mais.
9) ‘Ne Zha 2 – O renascer da alma’
Cena do filme ‘Ne Zha 2: O renascer da alma’
Divulgação
“Ne Zha 2′ surpreendeu todo mundo ao arrecadar quase US$ 2 bilhões só na China.
O suficiente para fazer da aventura chinesa a maior bilheteria de 2025 até agora e o recordista histórico entre as animações. Leia mais.
8) ‘Lilo & Stitch’
Maia Kealoha em cena de ‘Lilo & Stitch’
Divulgação
A Disney se deu muito bem com a regravação com atores de uma de suas animações mais populares dos últimos anos.
“Lilo & Stitch” foi o filme mais visto no brasil em 2025 e fez muita gente se encantar novamente com a amizade entre a menina havaiana e o alienígena endiabrado. Leia mais.
7) ‘Um filme Minecraft’
Jack Black, Jason Momoa e Sebastian Hansen em cena de ‘Um filme Minecraft’
Divulgação
A adaptação cinematográfica do game mais vendido do mundo se tornou umas das maiores bilheterias do ano com elenco encabeçado por Jack Black e Jason Momoa.
Com história simples que reproduz o espírito do jogo, conquistou os fãs – tanto que vídeos em que o público gritava alucinado e jogava pipocas pro ar, e até uma galinha, ganharam as redes. Leia mais.
6) ‘Pecadores’
Michael B. Jordan interpreta irmãos gêmeos no filme ‘Pecadores’
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O diretor Ryan Coogler, de “Pantera Negra”, misturou terror e questões raciais de maneira impecável em “Pecadores”.
Com direito a uma das melhores cenas em plano sequência do ano, o filme ainda conta com ótima atuação de Michael B. Jordan. Leia mais.
5) ‘Uma batalha após a outra’
Leonardo DiCaprio em cena de ‘Uma batalha após a outra’
Divulgação
O filme a ser batido na categoria principal do Oscar 2026 pode não ser perfeito, mas é incrível com sua história sobre um ex-revolucionário que tenta salvar a filha em um Estados Unidos fictício sob um governo autoritário.
Difícil esperar outra coisa do encontro entre o mestre Paul Thomas Anderson e do astro Leonardo DiCaprio. Leia mais.
4) ‘Anora’
Mark Eidelshtein e Mikey Madison em cena de ‘Anora’
Drew Daniels/Universal Pictures
O grande vencedor do Oscar 2025 não poderia faltar na lista.
“Anora” traz drama e humor nas doses certas e um trabalho incrível do diretor Sean Baker e da atriz Mikey Madison, ambos vencedores da estatueta dourada. Leia mais.
3) ‘Guerreiras do K-Pop’
Mira, Rumi e Zoey são as HUNTR/X em ‘Guerreiras do K-pop’
Divulgação
“Guerreiras do K-Pop” é o grande fenômeno pop do ano.
A animação em si pode não ser das mais marcantes, mas músicas excelentes como “Golden” conquistaram toda uma geração. Leia mais.
2) ‘O agente secreto’
Wagner Moura é Marcelo em ‘O Agente Secreto’
Divulgação
O principal filme nacional lançado em 2025 fez bonito no Brasil e no exterior.
“O agente secreto” foi o mais premiado do Festival de Cannes e pode repetir o feito de “Ainda estou aqui” se levar o Oscar de melhor filme internacional, além de concorrer em outras categorias, como a de melhor ator para Wagner Moura. Leia mais.
1) ‘Foi apenas um acidente’
Mohamad Ali Elyasmehr, Majid Panahi e Hadis Pakbaten em cena de ‘Foi apenas um acidente’
Divulgação
“Foi apenas um acidente” não é apenas o melhor filme do ano, mas um dos melhores dos últimos anos. Não à toa ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes.
O thriller cômico é tenso, é engraçado, e pode ser um dos grandes obstáculo do nosso “O agente secreto” para trazer o bicampeonato no Oscar de filme internacional – e é merecido, viu. Leia mais.

Fonte: G1 Entretenimento

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Barões da Pisadinha voltam ao pagode do grupo Sorriso Maroto ao completar álbum com a dupla Iguinho & Lulinha


As duplas Os Barões da Pisadinha e Iguinho & Lulinha lançam o álbum ao vivo ‘É assim que o povo gosta’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Em 2019, o grupo de pagode Sorriso Maroto lançou música, Escondido dos seus pais (Tierry, Flavinho do Kadet e Victor Ávila), também abordada naquele ano pela dupla Os Barões do Pisadinha no álbum Batom de ouro (2019).
Seis anos depois, o tecladista Felipe Barão e o vocalista Rodrigo Barão voltam ao pagode romântico de 2019 na cadência do piseiro, agora na companhia de Iguinho & Lulinha, outra dupla associada a essa vertente do forró.
Escondido dos seus pais é a faixa escolhida para promover a edição completa do álbum É assim que o povo gosta, disponibilizado na íntegra na noite de quinta-feira, 18 de dezembro.
Gravado em show apresentado pelas duas duplas no Parque de Vaquejada de Petrolina (PE), o álbum É assim que o povo gosta tem a participação do cantor Vitor Fernandes em 14 das 35 músicas. Outra voz associada ao piseiro, Fernandes nasceu em Petrolina (PE), cidade onde foi feito o registro audiovisual calcado no repertório dos Barões da Pisadinha.
Músicas como Batom de ouro, Coração na cancela, Desce do cavalo, Pele morena e Vacilo bobo integram o repertório do álbum ao vivo É assim que o povo gosta.
Capa do álbum ‘É assim que o povo gosta’, das duplas Os Barões da Pisadinha e Iguinho & Lulinha
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Vasco x Corinthians: Viviane Araujo, Caio Blat e mais famosos postam torcidas para jogo


Para entrar no clima da final da Copa do Brasil de futebol masculino, diversas celebridades fizeram posts torcendo para o Vasco ou o Corinthians. Os times disputam o título neste domingo (21), às 18 horas, no Maracanã.
Veja a seguir torcedores que postaram sobre a partida.
Vasco
Viviane Araujo postou uma sequência de fotos ao lado de seu marido, Guilherme Militão, e do filho, Joaquim. Os três aparecem vestidos com camisas do time. “Seremos”, escreveu a atriz no Instagram.
Tico Santa Cruz, do Detonautas, também postou um story vestindo a camisa. Já a ex-BBB Thaiz Baz gravou um vídeo em que dança ao som de “Amanhaecer”, do BK, e exibe sua caneca e camisa vascaínas.
Assim como a atriz Alice Carvalho, os cantores Kevin o Chris, Teresa Cristina e Lexa repostaram vídeos de outros torcedores.
Corinthians
Maisa posou com a camisa do Corinthians e, vestindo a peça, dançou ao som de “Esse Cupido Não Me Ajuda”, de Dexhenry e Yuri Redicopa.
O ator Caio Blat postou um story trajado como torcedor e escreveu: “Nunca foi fácil. Vai, Corinthians”. Já a modelo Sabrina Sato compartilhou um vídeo postado pelo clube e escreveu: “Vamos, Corinthians”.
Dan Stulbach postou vários stories sobre o jogo — todos em clima de celebração ao Corinthians. Alessandra Negrini também foi outra a falar do time, ao repostar um meme sobre o fanatismo pelo clube.
Maisa, Viviane Araújo, Caio Blat e Thaiz Baz postam sobre jogo
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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James Ransone, ator de ‘It: Capítulo 2’ e ‘The Wire’, morre aos 46 anos


James Ransone em cena de ‘It: Capítulo 2’
Divulgação
O ator James Ransone, conhecido por atuações na série “The Wire” e no filme “It: Capítulo 2”, morreu aos 46 anos nesta sexta-feira (19).
Segundo o médico legista de Los Angeles, a suspeita é de suicídio.
Com diversos trabalhos na televisão e no cinema, Ransone ganhou destaque como o Ziggy Sobotka na segunda temporada em “The Wire”, uma das séries que deram início à mais recente era de ouro da TV americana.
Depois dela, ele ainda esteve em outros trabalhos do criador David Simon, como “Generation Kill” e “Treme”.
Nos últimos anos, emendou papeis em filmes de terror, como nos dois primeiros “A entidade” (2012 e 2015), na segunda parte da adaptação do clássico de Stephen King e nos dois “O telefone preto” (2021 e 2025).
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta elogia ‘O Agente Secreto’ e diz que filme é ‘500 vezes melhor’ do que ela imaginava


Anitta elogia ‘O Agente Secreto’ e diz que filme é ‘impecável’
Anitta assistiu a “O agente secreto” e fez vários elogios ao filme. Ela falou sobre o longa em uma sequência de stories postados em seu Instagram, neste domingo (7). A reação da cantora rendeu um post de Kleber Mendonça Filho, o diretor do filme.
“Simplesmente, assistam. É uma obra de arte, poesia, história, comédia, denúncia. É tudo ao mesmo tempo. Incrível esse filme, vocês não estão entendendo. Já está com várias indicações internacionais de melhor ator, melhor filme, melhor atriz coadjuvante…”, disse Anitta.
“Não tem defeito no filme. Eu poderia ficar aqui falando do filme por uma hora. A história é impecável, caracterização impecável, tudo impecável”, continuou. “Ainda está no cinema, então, vai ver esse filme. Vai apoiar o cinema brasileiro, porque os gringos já têm muito apoio nesse mundão afora.”
A cantora também disse que o longa é engraçado e que ela quis ver de novo algumas cenas. “O filme é espetacular. Eu tinha a expectativa de ser uma coisa e, quando eu assisti, era uma coisa 500 vezes melhor do que eu pensava ser. Não vou dar spoilers, mas palmas para o cinema brasileiro.”
Kleber Mendonça Filho postou em seu feed um print do story de Anitta e agradeceu o apoio da artista.
Wagner Moura faz mais de um papel em ‘O Agente Secreto’; isso aumenta chances no Oscar?
‘O agente secreto’
“O agente secreto” é o representante brasileiro para tentar uma vaga no Oscar 2026.
Além disso, o filme levou três indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa, e Wagner Moura foi indicado ao Globo de Ouro 2026 na categoria melhor ator de filme (drama).
Ambientado nos anos 1970, o filme conta a história de um professor universitário, interpretado por Wagner Moura, que volta para o Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
O longa é a grande esperança de uma segunda estatueta do Oscar seguida para o país. Desde o lançamento, o filme vem sendo premiado em diversos festivais.
“O agente secreto” foi eleito o melhor filme de 2025 pela revista “The Hollywood Reporter”. Ele também entrou para a lista do jornal “New York Times” dos 25 filmes mais notáveis de 2025.
Wagner Moura é Marcelo em ‘O Agente Secreto’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Sepultura tem a dissonância do álbum ‘Chaos A.D.’ dissecada com perfeição no 29º título da série ‘O livro do disco’


Sepultura na foto imortalizada na contracapa do álbum ‘Chaos A.D.’ (1993)
Gary Monroe / Reprodução
♫ OPINIÃO SOBRE LIVRO
Título: Sepultura – Chaos A.D. – O livro do disco
Autor: Vinicius Castro
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ Não é preciso ser metaleiro ou seguidor da banda Sepultura para entender e degustar a saborosa narrativa orquestrada pelo jornalista Vinicius Castro no 29º título da série O livro do disco, coleção criada pela editora Cobogó com assumida inspiração na similar norte-americana 33 1/3.
Ao discorrer sobre a gênese, o impacto e as influências do álbum Chaos A.D. (1993), disco que simbolizou decisivo ponto de virada na trajetória fonográfica do grupo mineiro de thrash metal, Castro apresenta texto coloquial, escrito com precisão e objetividade jornalística a partir de pesquisa sobre o álbum e de entrevistas com integrantes da banda na época (Andreas Kisser e Max Cavalera), roadies e membros de fã-clubes, entre outros nomes também importantes, como Michael Whelan, criador da arte da capa, afinada com o tom crítico do repertório do disco.
A contextualização é perfeita. Antes de dissecar Chaos A.D., quinto álbum de estúdio na cronologia fonográfica do Sepultura, o autor mostra como se construiu a cena de heavy metal no Brasil a partir dos anos 1980 e mapeia os caminhos do Sepultura, disco a disco, até chegar ao álbum de 1993 que causou estranheza pelas dissonâncias, pelas pausas e sobretudo pela incorporação pioneira de elementos da música brasileira.
A revolução era perceptível no groove da bateria de Iggor Cavalera, ritmista desde a infância fascinado pelo batuque das escolas de samba, mas também na guitarra de Andreas Kisser, criador de inusitados riffs percussivos.
A explosão planetária do álbum anterior da banda, Arise (1991), fez com que o Sepultura extrapolasse fronteiras em turnê mundial. Foi do exterior que Andreas Kisser, Iggor Cavalera, Max Cavalera e Paulo Xisto Júnior olharam para dentro da cultura do Brasil e concebesse Chaos A.D., álbum que abriu caminho para o sucessor Roots (1996) ao mesmo tempo em que mostrou uma banda em contínua evolução, sempre virando o disco a cada lançamento.
Capa do livro ‘Sepultura – Chaos A.D. – O livro do disco’, de Vinicius Castro
Divulgação
Antes do tradicional faixa-a-faixa, marca da coleção O livro do disco, Vinicius Castro repisa cada passo do Sepultura na confecção de Chaos A.D. – a começar pela escolha acertada do produtor Andy Wallace. A gravadora Roadrunner chegou a sugerir Garth Richardson, que já havia produzido a banda Rage Against the Machine, mas a ideia foi recusada pelo Sepultura.
Na sequência, o autor dá detalhes técnicos da gravação do álbum, realizada primeiramente no Woo Hall Studio (na Inglaterra) e finalizada no Rockfield Studios (no País de Gales). Outros tópicos do texto são dedicados à criação da capa – que expõe obra inédita criada pelo artista visual Michael Whelan para a embalagem de Chaos. A.D. – e à sessão de fotos com Gary Monroe. As ações de marketing durante o lançamento do disco, em outubro de 1993, também são objetos de análise.
Com informações esmiuçadas, Castro costura narrativa fluente que jamais soa pesada. Pesado é somente o som do álbum, recebido com entusiasmo pela crítica musical do Brasil e do exterior (e por ouvintes antenados como o guitarrista Lucio Maia, entrevistado pelo autor), mas também com espanto na ala mais radical da comunidade headbanger. Afinal, em 1993, era heresia uma banda de thrash metal apostar no groove e inserir toque de samba no som.
Contudo, o tempo transformou o álbum Chaos A.D. em justa unanimidade e músicas como Refuse / Resist e Territory se tornaram recorrentes desde então nos roteiros dos shows do Sepultura. Sem deixar que a própria devoção ao álbum contamine a narrativa com a passionalidade típica dos fãs, Vinicius Castro faz raio x do raivoso e enérgico Chaos A.D. com texto sempre bem fundamentado. Não ficou ponta solta.
A contextualização precisa facilita o mergulho no universo desse álbum dissonante que fez o Sepultura – e, consequentemente, o metal do Brasil – crescer aos olhos do mundo em movimento que reverbera ainda hoje.
Capa do álbum ‘Chaos A.D.’, da banda Sepultura
Arte de Michael Whelan

Fonte: G1 Entretenimento

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Lindomar Castilho, cantor que deu voz ao que o povo queria ouvir, personificou o drama na música e na vida passional


Lindomar Castilho na capa do álbum ‘Eu canto o que povo quer’, de 1974
Divulgação
♫ OBITUÁRIO
♬ Eu canto o que povo quer. O título do álbum lançado por Lindomar Castilho em 1974 traduziu o tom popular do repertório desse cantor e compositor goiano que morreu hoje aos 85 anos.
A música que abria esse álbum se chamava Você é doida demais e era de autoria do artista em parceria com Ronaldo Adriano. Você é doida demais justificou o título do disco, tocou exaustivamente nas rádios de todo o Brasil e ganhou novos ouvintes quando, entre 2001 e 2003, foi ouvida novamente em todo o país nas noites de sexta-feira – na gravação original feita por Lindomar em 1974 – como o tema de abertura do seriado Os normais, exibido pela TV Globo e protagonizado pelo casal Rui e Vani, personagens dos atores Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres.
Nem todos os seguidores de Os normais identificavam na voz de Lindomar Cabral (21 de janeiro de 1940 – 20 de dezembro de 2025) o cantor que protagonizou na vida real um drama passional, de desfecho trágico, que até poderia ser o enredo da letra de um dos muitos boleros e sambas-canção gravados pelo artista ao longo da discografia iniciada na década de 1960 na gravadora Continental.
Mas era tudo verdade que foi parar nas primeiras páginas dos jornais e nas capas de revistas. Na noite de 30 de março de 1981, Lindomar entrou movido pelo ódio em direção à boate de São Paulo (SP) disparou cinco tiros em direção à cantora Eliane de Grammont, matando a ex-mulher por ciúme e possessividade.
O feminicídio, tão chocante quanto os crimes contra mulheres que ainda causam horror nas manchetes e no cotidiano de 2025, abalou bastante, mas não a ponto de encerrar, a trajetória fonográfica do cantor de álbuns como Canções que não se esquecem (1964), Somos iguais (1969), Eu vou rifar meu coração (1973), O filho do povo (1976) e Chamarada (1977).
Condenado pelo assassinato da ex-esposa, Lindomar compôs na prisão em Goiânia um álbum de tom confessional, Muralhas da solidão, lançado em 1986 sem a repercussão dos discos gravados pelo cantor nas décadas de 1960 e 1970, sobretudo nos áureos anos 1970, quando o cantor já tinha trocado a gravadora brasileira Continental pela multinacional RCA-Victor.
Nessa época de apogeu, o sucesso do cantor extrapolou as fronteiras do Brasil. O cantor se tornou “O namorado de las Americas” em referência ao êxito obtido nos países de língua hispânica, receptivos aos boleros sentimentais de Lindomar. Na África, o cantor teve até busto erguido em Luanda, cidade da Angola.
Tudo isso desmoronou com o crime de feminicídio. Lindomar Castilho saiu da prisão em 1988 (em liberdade condicional) e quitou de vez a divida com a Justiça em 1996, mas jamais se libertou do peso do ato cometido em 1981 e do qual afirmava que se arrependia todos os dias.
Em 2000, a gravadora Sony Music contratou o artista e lançou o álbum Lindomar Castilho ao vivo, gravado em show apresentado pelo artista em 4 e 5 de fevereiro daquele ano em Goiânia (GO).
Contudo, ainda que tivesse certo público, o cantor sempre pareceu um espectro, quase um simulacro, do que Lindomar tinha sido um dia. Talvez porque a passionalidade das letras dos boleros do repertório do artista já não se afinasse tanto com a alma de um assassino acidental que amaldiçoava o ato insano de uma noite que manchou para sempre o nome de Lindomar Castilho.
Hoje morre um artista que, até então, vinha cantando o que povo do Brasil queria ouvir, mas que, depois daquela noite trágica de março de 1981, teve a chama e a voz apagadas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Música de Gilberto Gil tem suingue que prescinde das batidas de Alok e dos amigos do DJ para fazer a pista ferver


Ilustração de Gilberto Gil na capa do EP ‘Gil by Alok & friends – Remixes’
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♫ OPINIÃO SOBRE EP
Título: Gil by Alok & friends – Remixes
Artistas: Alok & Gilberto Gil
Cotação: ★ ★ ★
♬ Parte do cancioneiro de Gilberto Gil embute suingue tão sedutor que faz todo mundo balançar na pista. Se algum DJ soltar a gravação de Palco feita pelo cantor para o álbum Luar – A gente precisa ver o luar (1981), por exemplo, o efeito na pista será imediato.
Produzida por Liminha, essa gravação de Palco soa mais aliciante do que remix produzido por Alok com Watzgood – duo composto por Gabriel Ribeiro e Rodrigo Mazoco – para o EP Gil by Alok & friends – Remixes.
Em rotação desde ontem, 19 de dezembro, o EP apresenta seis remixes de quatro músicas do compositor, extraídas da discografia do Gil. Palco também reaparece em remix produzido por Something Else, pseudônimo criado por Alok para que o DJ goiano transite além do trilho pop que lhe deu projeção mundial.
O ijexá Toda menina baiana (1979) ganha remix que junta Alok com Unfazed, codinome do paulista Henrique Gonçalves Galvão, celebrado nas pistas pelo som house de toque afro.
A escolha de Maz (produtor conhecido pela batida embasada com baticum afro-brasileiro) se mostra acertada para remixar Maracatu atômico (Jorge Mautner e Nelson Jacobina) – música não composta por Gil, mas lançada pelo cantor em single de 1973 – com Alok e o duo francês Mozambo. Maracatu eletrônico volta como o sexto e último remix do EP em faixa produzida por Alok com Bhaskar, produtor associado ao techno mais melódico e ao brazilian bass.
Balada filosófica apresentada por Gil no álbum Raça humana (1984), Tempo rei é trazida para a pista por Alok em movimento surpreendente porque a canção pede mais reflexão do que dança.
Parceria da Gegê Produções com a Alok Music, o EP Gil by Alok & friends – Remixes tem lá encantos para adeptos da música eletrônica, mas quem conhece a obra de Gilberto Gil sabe que o suingue singular da música do compositor prescinde de batidas de DJs e produtores para movimentar as pistas.
Capa do EP ‘Gil by Alok & friends – Remixes’, de Gilberto Gil com Alok e convidados
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘Rei do bolero’, Lindomar Castilho ganhou fama com o sucesso ‘Você É Doida Demais’


Capa de disco de Lindomar Castilho
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O cantor Lindomar Castilho, um dos nomes mais emblemáticos da música brega brasileira, morreu neste sábado (20), aos 85 anos. A notícia foi confirmada pela filha do artista, Lili De Grammont, em uma publicação nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.
Conhecido como o “Rei do Bolero”, Lindomar embalou corações e rádios nos anos 1970, quando se tornou um dos maiores vendedores de discos do país.
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Sua voz dramática deu forma a boleros e sambas-canção, como “Você É Doida Demais”, música que se tornou tema de abertura da série Os Normais, exibida pela TV Globo entre 2001 e 2003.
Mas a trajetória do artista carrega também foi marcada por um crime brutal. Em 1981, Lindomar assassinou a tiros sua segunda esposa, durante uma apresentação em São Paulo. Condenado a 12 anos de prisão, ele cumpriu parte da pena e deixou a cadeia nos anos 1990. (leia mais abaixo)
Castilho retornou à música por um tempo e lançou um álbum ao vivo em 2000, mas aos poucos se afastou da vida artística e passou a viver de forma reservada.
Em 2012, o cantor afirmou, em entrevista ao g1 que havia “cansado de ser cantor”. “Eu não sou mais nada”, disse.
Diferente de outros cantores da música brega, aposentou o microfone, perdeu o prazer de cantar e passou a ter a Bíblia como companhia. Segundo ele, passou a ganhar “algum dinheiro” com direitos autorais e venda de discos, mas perdeu o interesse e o espaço no meio musical.
Assassinato da esposa
Em 1981, Lindomar Castilho assassinou sua ex-mulher, a também cantora Eliane de Grammont, em um bar na zona sul de São Paulo. Ao g1, ele disse se arrepender “todos os dias”.
“É um massacre isso. É lógico que eu me arrependo todos os dias. A gente comete coisas em momentos que está fora de si”, afirmou.
Na época, cumpriu dois anos de pena na capital paulista e depois foi transferido para um presídio em Goiás. Além de compor um CD de inéditas atrás das grades – “Muralhas da solidão”, lançado em 1985 e um dos poucos em que assina a maioria das canções –, ele passou os sete anos preso dando aulas de música e violão aos detentos.
“Eu ainda fazia muito sucesso naquela época, e o interesse nas aulas era grande. Comecei com a escolinha em São Paulo, mas o diretor do presídio de Goiânia gostou da ideia. Tinha três turmas e dava aulas de segunda à sexta-feira. Era um alívio, foi muito positivo.”
Homenagem
Na publicação nas redes sociais, Lili De Grammont, filha de Castilho, fez um desabafo crítico e reflexivo. Ela afirmou que o pai “morreu em vida” ao matar a mãe e que o crime destruiu toda a família.
“O que fica é: Somos finitos, nem melhores e nem piores do que o outro, não somos donos de nada e nem de ninguém, somos seres inacabados, que precisamos olhar pra dentro e buscar nosso melhor, estar perto de pessoas que nos ajudem a trazer a beleza pra fora e isso inclui aceitarmos nossa vulnerabilidade”, escreveu.
“Assim me despeço do meu pai”, concluiu, “com a consciência de que a minha parte foi feita — com dor, sim, mas com todo o amor que aprendi a sentir e expressar nesta vida”.
Lindomar Castilho, durante novo depoimento. Ele matou a mulher, a também cantora Eliane de Grammont em 30 de março de 1981 depois de atirar contra ela no interior de um bar onde ela se apresentava.
ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: G1 Entretenimento

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Estes são os 7 melhores álbuns de 2025; vote no seu preferido

Os melhores álbuns de 2025 (com notas)
O g1 ouviu e deu notas para os principais discos brasileiros e internacionais lançados em 2025. Veja, no vídeo acima, a seleção dos 7 melhores álbuns deste ano.
Não concorda com as notas? Abaixo, você pode fazer sua própria avaliação.
7º – ‘West End Girl’ – Lily Allen
Junte uma ótima compositora a uma ótima fofoca e você terá esse disco da Lily Allen, que não vai mudar o mundo, mas vai mudar sua perspectiva sobre um ator famoso.

6º – ‘Virgin’ – Lorde
Dos problemas com a mãe ao medo de ser mãe. Lorde reflete sobre a angústia de amadurecer no álbum mais profundo da carreira dela. Não teve hit, mas teve muita aclamação.

5º – ‘Caro Vapor II – Qual a forma de pagamento?’ – Don L
Esse merecia ter recebido mais aclamação. O rapper Don L faz nesse álbum a melhor tradução dos tempos de bets, de influenciadores e da cultura do alpinismo social.
Sem repetir padrões gringos e sem tentar emular outras épocas, ele ajuda a dar cara ao Brasil de hoje.

4º – ‘Lux’ – Rosalía
O que torna o disco da Rosalía um dos melhores desse ano não é o simples aceno à cultura erudita. Mas sim a forma como ela trabalha as referências da música clássica e da Igreja Católica, para criar um trabalho grandioso no som e nas reflexões — e que, ainda assim, se mantém essencialmente pop.

3º – ‘Rock Doido’ – Gaby Amarantos
Falando em pop, o melhor do Brasil em 2025 foi o “Rock Doido” de Gaby Amarantos.
A sonoridade frenética do tecnobrega ganhou força global, com uma autenticidade que o pop global raramente consegue.

2º – ‘Emicida Racional VL 2: Mesmas Cores e Mesmos Valores’ – Emicida
É impossível passar batido por esse álbum de Emicida. Ele mexe com você logo no início e, quando termina, leva um tempo pra assimilar tudo.
Um trabalho impactante, que reverencia o passado olhando pro futuro do rap.

1º – ‘Debí Tirar Más Fotos’ – Bad Bunny
O melhor álbum desse ano não foi só o fenômeno musical mais consumido do mundo. Foi também um fenômeno cultural, social e econômico, que uniu a América Latina em duas cadeirinhas de plástico
O tipo de obra de arte capaz de mudar a história. E isso, graças a um conceito muito bem amarrado e ao entendimento muito claro de que tudo é política: até a festa e a diversão, até mesmo os afetos mais profundos.

Fonte: G1 Entretenimento